2008-10-29 11:20:00
Suzana Machado
Essa é a afirmação do médico-veterinário, coordenador da Câmara Setorial de Apicultura de Mato Grosso do Sul, Gustavo Nadeu Bijos, um dos organizadores do 1º Seminário de Cooperativismo Apícula de MS, realizado no sábado (25), em Amambai, no salão da Assistência Social, que contou com a presença de apicultores de todo o Estado.
“Escolhemos Amambai justamente porque é o único município onde a atividade é mais organizada, através da cooperativa [Cooperbai] e a comercialização também”, explica Gustavo.
Segundo Gustavo, um dos objetivos do Seminário também foi expor aos produtores um novo sistema de cooperativismo mais moderno. “Esse sistema é basicamente feito com uma central e filiados. É uma nova alternativa que facilitaria o escoamento da produção e a organização do setor.”
Em MS são produzidas cerca de 650 toneladas, por ano, de mel, onde a região sul é responsável pela maior parte da produção. “São um total de 1.300 apicultores no Estado e a maior parte da mercadoria é consumida aqui mesmo.”
De acordo com Milton Bazzo, presidente da Cooperbai, a cooperativa surgiu da necessidade de organizar a comercialização do mel no município. Direta e indiretamente, a Associação atende cerca de 60 produtores.
Além do mel, a cooperativa trabalha com a produção de leite, peixe e hortifruti. “O produto que encabeça a Cooperbai é o mel; com relação às outras atividades, ainda falta mais engajamento por parte dos produtores, união; falta se estruturarem melhor e colocarem em prática as ações”, ressalta Milton. Ainda de acordo com ele, para cada atividade, existe um presidente responsável dentro da Cooperbai.
“É importante ressaltar que cada Associação pode se transformar
De acordo com Gustavo, eles estão, junto com a Agenfa e Agraer, trabalhando
Segundo o coordenador da Câmara Setorial de Apicultura de MS, a maior reivindicação dos apicultores é com relação ao preço que é comercializado o mel. “Existe a necessidade de melhora com relação ao preço do produto. Estamos trabalhando nessa questão. Ainda temos o fato de que o mel não é considerado um produto de primeira necessidade, mas as pessoas têm que deixar de ver o mel somente como remédio e lembrar que o mel é um alimento muito importante.”
Como parte da programação do Seminário, os produtores também visitaram as instalações da Cooperbai, em Amambai, na parte da tarde do sábado.









