2008-06-22 11:05:00
Incentivar e promover a cultura indígena. Este é o objetivo principal da Casa da Cultura Capitão Maurício Vasque construída na Aldeia Amambai, no município de Amambai, e inaugurada na última sexta-feira, 20. O projeto foi executado pela Prefeitura de Amambai, através da secretaria municipal de Obras, com a parceria do professor de Educação Física da escola municipal Guarani Kaiowá, Ismael Morel.
A Casa da Cultura é um espaço que abrigará produções artísticas e culturais da comunidade indígena Guarani Kaiowá, além de constituir um local de aprendizagem de produção cultural da Aldeia Amambai. De acordo com o professor Ismael Morel, que apoiou a construção do prédio, parte dos recursos foi viabilizada através da conquista do prêmio Cultura Indígena
O Prêmio Culturas Indígenas foi criado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Associação Guarani Tenonde Porã que tem como objetivo reconhecer e valorizar as expressões culturais e a identidade dos povos indígenas. Em 2006, foram classificados 82 projetos, sendo dois do Mato Grosso do Sul, o de Amambai e outro de Dois Irmãos do Buriti. O projeto de danças típicas da aldeia Amambai, coordenado pelo professor Ismael, foi um dos selecionados que recebeu R$ 15 mil para investir em sua comunidade local, visando à valorização da cultura indígena. O dinheiro, repassado através da Associação de Pais e Alunos da Escola Guarani, foi investido na construção da Casa da Cultura.
Participaram da solenidade de inauguração o prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa, o capitão da aldeia Amambai, Rodolfo Ricardi, Arsênio Vasque, o diretor da escola municipal Mbo’Eroy Guarani-Kaiowá, Rubem Aquino, o vereador Carlinhos do Nascimento, o professor Ismael Morel, secretários municipais de Educação, Rosane Guazina, de Assistência Social, Ailton Rosendo, e de Saúde, Pedro Humberto Alves, além da comunidade escolar da escola indígena.
O nome da Casa de Cultura é uma homenagem ao capitão Maurício Vasque, já falecido e que liderou a comunidade indígena da aldeia Amambai por cerca de 30 anos. Residem na localidade, cerca de 8.000 indígenas da etnia Guarani-Kaiowá. A reserva indígena é considerada a segunda maior do Estado. Nas escolas estadual e municipal Mbo’Eroy Guarani-Kaiowá estudam cerca de 1.200 crianças e adolescentes.










