2008-06-19 10:16:00
Vilson Nascimento
Fechada na semana passada, quando líderes de comunidades indígenas da região realizaram uma manifestação em frente ao prédio pela saída da administradora regional para o Conesul,Margarida Necoletti e da chefe de núcleo do órgão federal em Amambai, Marina Dutra Vieira, o núcleo da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Amambai não abriu mais suas portas, deixando mais de 22 mil índios desamparados em Amambai e mais onze municípios da região de fronteira.
“São documentos que deixam de ser emitidos, assistência as comunidades que não estão sendo prestadas e projetos que deveriam ser discutidos que estão paralisados”, disse o “capitão” da Aldeia Amambai, em Amambai, Rodolfo Ricarte, que coordena a aldeia mais populosa assistida pelo núcleo operacional da Funai local, com cerca de 7 mil índios da etnia guarani-kaiowá.
“O problema está exclusivamente na administração. Nossa manifestação é em relação a substituição da administradora regional para o Conesul em Dourados e a chefe do núcleo da Funai aqui em Amambai por entendermos que elas não estão habilitadas para desenvolver um trabalho satisfatório junto as comunidades indígenas de toda a região. Não temos nada contra nenhum funcionário da Funai, nem aqui em Amambai e nem
Caos se espalha- Sem assistência da Funai, índios abandonados passam a perambular pelas ruas da cidade catando lixo, dormindo em calçadas, em praças públicas e até praticando pequenos furtos.
A falta de operacionalidade do órgão federal também tem feito aumentar a violência nas aldeias da região, fruto da entrada desenfreada de drogas como “maconha, crack e bebida alcoólica”.








