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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Amambai:Funai fecha e deixa índios sem atendimento

2008-06-19 10:16:00

Vilson Nascimento

Fechada na semana passada, quando líderes de comunidades indígenas da região realizaram uma manifestação em frente ao prédio pela saída da administradora regional para o Conesul,Margarida Necoletti e da chefe de núcleo do órgão federal em Amambai, Marina Dutra Vieira, o núcleo da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Amambai não abriu mais suas portas, deixando mais de 22 mil índios desamparados em Amambai e mais onze municípios da região de fronteira.

“São documentos que deixam de ser emitidos, assistência as comunidades que não estão sendo prestadas e projetos que deveriam ser discutidos que estão paralisados”, disse o “capitão” da Aldeia Amambai, em Amambai, Rodolfo Ricarte, que coordena a aldeia mais populosa assistida pelo núcleo operacional da Funai local, com cerca de 7 mil índios da etnia guarani-kaiowá.

“O problema está exclusivamente na administração. Nossa manifestação é em relação a substituição da administradora regional para o Conesul em Dourados e a chefe do núcleo da Funai aqui em Amambai por entendermos que elas não estão habilitadas para desenvolver um trabalho satisfatório junto as comunidades indígenas de toda a região. Não temos nada contra nenhum funcionário da Funai, nem aqui em Amambai e nem em Dourados.

Eles também estão sendo prejudicado tendo em vista que seus trabalhos acabam paralisados e retardados com o fechamento do prédio”, disse o líder indígena ao ressaltar que a chefe do núcleo regional de Amambai, Maria Dutra, viajou a Brasília e o funcionário que ficou responsável pelo prédio não quer abrir as portas, mesmo com os demais funcionários sendo contrários ao fechamento e querendo trabalhar.

Caos se espalha- Sem assistência da Funai, índios abandonados passam a perambular pelas ruas da cidade catando lixo, dormindo em calçadas, em praças públicas e até praticando pequenos furtos.

A falta de operacionalidade do órgão federal também tem feito aumentar a violência nas aldeias da região, fruto da entrada desenfreada de drogas como “maconha, crack e bebida alcoólica”.

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