2008-03-25 22:41:00
O governador do Estado de Nova York, David Paterson, que substituiu na semana passada Eliot Spitzer, envolvido em um escândalo de prostituição, admitiu nesta segunda-feira que consumiu cocaína durante a juventude. Paterson –que assumiu o governo em 17 de março– disse à rede de TV NY1 que consumiu tanto maconha como cocaína durante a década de 70.
"Eu diria que tinha 22 ou 23 anos. Experimentei algumas vezes, sim", admitiu Paterson, 53 anos, sobre o consumo de cocaína.
Logo após tomar posse, Paterson –que é cego– assumiu que tanto ele quanto sua mulher já haviam mantido relações extraconjugais.
Ele não é o primeiro na política americana que admitiu ter usado drogas ou sido infiel. O ex-presidente dos EUA Bill Clinton reconheceu ter usado drogas antes de chegar à Casa Branca e, já na Presidência, teve uma relação extraconjugal com a estagiária Monica Lewinsky.
Ontem, o prefeito de Detroit, Kwame Kilpatrick, foi acusado de perjúrio, entre outros crimes, por ter tido um caso com a chefe de gabinete e por ter despedido um policial que investigava uma festa em seu escritório, no mais recente escândalo da política americana.
Três policiais denunciaram terem sido afastados durante investigação sobre a atividade do prefeito e de seus funcionários de confiança. De acordo com os policiais, eles apuravam a realização de uma festa com "strippers" no escritório do prefeito, que teria sido abruptamente interrompida pela mulher dele há cerca de seis anos, segundo a imprensa local.
Cafetina – Na noite do último sábado (22), a brasileira Andréia Schwartz, 33, desembarcou em Vitória em um vôo da Gol vindo de São Paulo. Ela é apontada como testemunha da investigação do escândalo que provocou a renúncia de Spitzer, na semana retrasada.
A chegada da prostituta, deportada pelas autoridades dos EUA, causou um enorme tumulto no aeroporto de São Paulo. Ela conseguiu escapar dos jornalistas sem fazer declarações.
De acordo com o tablóide nova-iorquino "Daily News", que a acompanhou no vôo até São Paulo –vôo esse em que também estava Pelé–, Andreia disse sentir pena de Ashley Alexandra Dupre, a prostituta de 22 anos que tinha encontros com Spitzer.
Andréia disse, segundo o "Daily News", que, embora tenha trabalhado na mesma agência que Dupre, só a conhecia "de vista".
Autoridades americanas descobriram as relações entre o político e a prostituta, e ainda que Dupre era ligada a uma rede de prostituição para a qual Spitzer repassou cerca de US$ 80 mil de origem não-esclarecida. O escândalo levou o governador a renunciar.






