2007-11-16 09:47:00
O Bufão, o honrado e o covarde
Há uns dois meses, o presidente-ditador da Venezuela, Hugo Chávez, atacou o Congresso Brasileiro, sem que houvesse qualquer tipo de resposta, nenhuma manifestação de desagravo por parte do governo Lula. O que mais entristece e acabrunha a todos nós é ver o presidente brasileiro ser alvo da chacota de presidentes metidos a ditadores, verdadeiros representantes de repúblicas de bananas, como é o caso de Hugo Chaves e Evo Morales.
Tivesse Luiz Inácio Lula da Silva, o mínimo de hombridade e coragem que se espera de um primeiro mandatário, há muito que teria feito com esses dois presidentes de opereta bufa o que fez o rei de Espanha com o ditador venezuelano, mas falta-lhe estofo, convicção e sobretudo coragem. Lula é decididamente um pusilânime.
Vejam o que aconteceu sábado passado no Chile durante a Cúpula Ibero-Americana.
A reunião com os principais líderes latino-americanos, portugueses e espanhóis estava no fim quando Chávez começou a atacar duramente o ex-primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar (1996-2004). O presidente venezuelano chamou Aznar de "fascista" e o acusou de ter apoiado o golpe ocorrido na Venezuela, em abril de 2002.
O atual premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, tomou as dores de Aznar, que é seu adversário político na Espanha. Zapatero queixou-se dos ataques gratuitos de Chávez e exigiu respeito, já que Aznar "foi eleito pela maioria do povo espanhol". "Senhor Chávez, podemos discordar radicalmente das idéias de uma pessoa. Mas para respeitar e sermos respeitados, não podemos nunca desqualificar essa pessoa", disse educadamente Zapatero.
O presidente venezuelano respondeu naquele tom autoritário de milico de terceiro mundo, afirmando que tinha direito de se expressar e voltou a dizer que Aznar era um "fascista". Nesse momento, o rei espanhol Juan Carlos de Bourbon, em um rompante de fúria, raro em sua personalidade conciliadora, apontou o dedo para o ditadorzinho e disse: "Por que você não se cala?"
Em seguida, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega – outra besta quadrada – desandou a criticar a atuação da política exterior espanhola, que, segundo ele, coordenou uma frente, junto com os EUA, que incentivou a população nicaragüense a não votar nos sandinistas, grupo político de Ortega.
No meio do discurso do presidente da Nicarágua, Juan Carlos, visivelmente irritado, deixou a sala de reunião. As relações entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o governo espanhol ficaram ainda mais tensas, quando o venezuelano insinuou que o fracassado golpe de Estado cometido em Caracas, em 2002, teve a aprovação do rei Juan Carlos I. A acusação veio um dia depois de um inusitado bate-boca entre Chávez e o monarca espanhol.
Nesse ponto, o povo brasileiro entrou na dança novamente; o cafajeste Chávez, depois de colocado no devido lugar por Juan Carlos, vingou-se em Lula, e o sacaneou no que concerne à nova descoberta das reservas petrolíferas da Bacia de Santos e Lula fingiu não perceber.
Pois é, até que enfim apareceu alguém que mandasse Chávez calar a boca. Não que isso mude nada – ele continuará falando e dizendo idiotices. Mas foi bom que alguém o enfrentasse. Quando ele ofendeu o Congresso brasileiro, Lula ouviu tudo caladinho.
Ora, não se pode comparar o rei da Espanha Juan Carlos, um cavalheiro, digno, educado, culto e corajoso, com o grosso, inculto, sem hombridade e pusilânime presidente Lula, que se borra até do pobre coitado do Evo Morales.
Torcida inútil
Eu pouco havia ouvido falar da senadora Kátia Abreu, mas segundo especialistas, o seu relatório apresentado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, é uma preciosidade, na forma e no conteúdo.
Sem dificuldades ou pedantismo comprovou porque se posiciona, junto com o seu partido, os Democratas, contra a prorrogação da CPMF, enumerando com competência as soluções que o Governo dispõe para sobreviver sem o absurdo tributo. A revista Veja traz essa semana cinco formas para eliminar a CPMF.
Voltando à senadora, admirável é que o documento, arrojado e profundo, tem ao mesmo tempo a característica de se mostrar técnico, sem deixar de ser claro e compreensível mesmo a quem não domina o jargão do economês. Já sou seu fã.
Não quero mais pagar CPMF, mas isso não é tudo. Perdemos na CCJ do Senado e vamos perder no plenário, mas, pelo menos, torci desesperadamente para a derrota de um governo inepto, mentiroso, corrupto e prepotente.









