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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Pulverização: Aplicação mal feita pode gerar perdas no campo

O momento da aplicação também pesa no resultado

A eficiência das aplicações agrícolas depende da integração entre equipamento, calda, ambiente e alvo biológico, para que o produto alcance o ponto desejado na quantidade e forma adequadas. Segundo o engenheiro agrônomo Junior Costa Beber, a tecnologia de aplicação não se limita ao ato de aplicar, mas ao ajuste do sistema para ampliar a deposição no alvo e reduzir perdas.

Na prática, o primeiro passo é identificar o alvo, considerando se ele está nas folhas, no solo ou no baixeiro, além da arquitetura da planta e do comportamento da praga, doença ou planta daninha. Esse diagnóstico orienta dose, volume de calda e método.

Dose e volume devem considerar o tipo de produto, o estádio da cultura e o nível de infestação. Produtos de contato exigem maior cobertura, enquanto sistêmicos dependem de condições que favoreçam a absorção. Volumes inadequados reduzem a distribuição ou elevam perdas.

O momento da aplicação também pesa no resultado. Fora do estádio ideal, a eficiência pode cair mesmo com produtos de alta performance. Temperatura abaixo de 30 °C, umidade acima de 60% e vento entre 2 e 10 km/h são indicados para reduzir deriva.

A escolha do método deve acompanhar a área. A aplicação terrestre oferece cobertura e versatilidade. A aérea amplia a capacidade operacional, mas tem maior risco de deriva. A aplicação no sulco protege a fase inicial, a localizada melhora o uso de insumos e os drones agregam precisão.

O tamanho das gotas completa o ajuste. Gotas finas ampliam cobertura, mas aumentam deriva e evaporação. Gotas médias equilibram cobertura e perdas. Gotas grossas reduzem deriva, mas podem comprometer cobertura.

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