2007-08-26 05:36:00
Um documento assinado por organismos que vão desde sindicatos até entidades de proteção aos índios e ao meio ambiente será divulgado na próxima segunda-feira questionando a opção que está sendo feita em Mato Grosso do Sul pela expansão da lavoura de cana-de-açúcar e exigindo medidas para proteção ao meio ambiente e também às populações locais, principalmente a mão-de-obra usada pelas empresas, em grande parte formada por indígenas.
O texto do documento, ainda em finalização, foi discutido em um seminário denominado “A cana não me engana”, realizado em Campo Grande ontem e hoje, no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores no Ensino Público de MS), sob a organização da CMS ( Coordenação dos Movimentos Populares de MS). O evento reuniu desde sindicalistas a defensores dos direitos dos índios. Houve exposição de especialistas em produção e em meio ambiente do Estado e de outras regiões.
Um dos participantes, o coordenador do Cimi (Conselho Missionário Indigenista) em MS, Egon Heck, informou que a “grande preocupação é diante do que está desenhado para MS e principalmente porque não se tem sinalizado positiva sobre a questão da natureza e também quanto ao interesse em proteger as populações locais, como índios e assentados.
Segundo ele, em linhas gerais, o que o documento defende é um modelo de desenvolvimento econômico que não privilegie a monocultura, tampouco exclua os donos de pequenas áreas. O documento, a ser divulgado publicamente e encaminhado às autoridades, também deve pedir a demarcação de áreas indígenas e a aceleração do programa de reforma agrária, bandeiras antigas de vários movimentos que assinam o texto, como o próprio Cimi e a CUT (Confederação Única dos Trabalhadores).










