Gazeta de Amambaí


Sexta-Feira, 11 de Maio de 2018 às 21:01

Brasil deveria basear registro de agroquímicos na avaliação de risco

Modelo atual da Anvisa provoca um "pesadelo burocrático", diz especialista

Um dos maiores gargalos do registro de agroquímicos no Brasil é a burocratização do processo, provocada pelo método adotado na avaliação dos produtos. Muitos especialistas da área criticam a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de errar ao se basear em uma "avaliação do perigo", e não do risco que cada defensivo apresenta.

Um dos críticos do método utilizado pela ANVISA é o ex-assessor da Agência Angelo Zanaga Trapé, que é membro do Conselho Científico Agro Sustentável e presidente do Instituto de Pesquisas em Educação e Saúde Prof. Waldemar Ferreira de Almeida (INPES). De acordo com ele, a regulação de agroquímicos fundamentada no perigo acabou se tornando uma base de sustentação para a Agência, o que tornou as avaliações "verdadeiros pesadelos burocráticos”.

O especialista explica que existe uma grande diferença entre uma avaliação de perigo e uma de risco porque é preciso levar em consideração que toda tecnologia oferece algum tipo de perigo. Trapé lembra que a maioria das indústrias de produção, como a medicamentos, bebidas alcoólicas e também a automotiva, oferecem perigo. "Todas elas, em constante atualização e desenvolvimento, permitem que a expectativa de vida dos brasileiros, como de outras populações mundiais, aumente em proporções extraordinárias e com melhor qualidade de vida", declara.

Por outro lado, segundo ele, o risco é derivado da probabilidade que existe de um grupo populacional sofrer algum efeito nocivo com o uso da tecnologia. Nesse cenário, o risco causado pelos agrotóxicos seria muito baixo caso as orientações técnicas de uso forem seguidas corretamente.

"A aprovação do substitutivo do PL 3200/15, do deputado federal Luiz Nishimori, possibilitará um enorme avanço no mecanismo de avaliação de registro dos produtos desta tecnologia. Ao mesmo tempo, eliminará os vieses de visões alheias à ciência, permitindo que novas moléculas sejam colocadas à disposição dos produtores brasileiros do país de maneira mais ágil e segura", conclui.   

Fonte: Agrolink

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