Gazeta de Amambaí

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


Quarta-Feira, 22 de Fevereiro de 2012 às 14:35

Famílias reclamam de mau atendimento por parte de funerária

Uma família residente no Assentamento Itamarati reclama do serviço e do atendimento realizado por uma empresa de assistência funerária de Ponta Porá. No último dia 13, quando a mesma tentou dar sepultura a um filho de 14 anos que faleceu em um acidente, segundo a mãe do menor, Neyde Melo (30) uma funerária de Ponta Porã ofereceu os seus serviços à família, que comunicou que não possuía recursos econômicos para realizar os serviços de preparação do corpo para que pudesse ser velado entre os amigos e familiares. Os integrantes da funerária informaram à família que ela deveria pagar o valor de 800 reais ou enterrar de forma imediata o corpo sem vida do menor.

Neyde saiu em busca de outra funerária e pediu ajuda aos integrantes da empresa Pax Ponta Porã (Inter Pax), onde explicou que não tinha condições, mas que gostaria de velar o corpo do filho conforme a tradição. A Inter Pax imediatamente realizarou todos os trabalhos com o corpo do menor e os familiares puderam realizar um velório digno ao falecido, como desejavam.

Na manhã seguinte, a empresa Inter Pax e os familiares levaram o corpo para ser sepultado no Cemitério Municipal de Ponta Porã, onde tiveram a desagradável notícia de que não poderiam sepultar seu filho e foram barrados pela empresa Funerária Bom Jesus, já que teriam realizado o trabalho com outra funerária, a Inter Pax, a qual lhes atendeu na hora em que mais necessitavam, dizendo que a mesma não tinha licença para realizar enterro no cemitério local.

Os familiares então, indignados com essa situação, chamaram a imprensa, que registrou a triste cena. A Polícia Militar também esteve no local acompanhando de longe a situação.

Segundo informações, a funerária precisa de um alvará de funcionamento, que foi concedido à Inter Pax pela Prefeitura de Ponta Porã, mas em poucos dias foi revogado sem nenhum motivo. Os proprietários da Inter Pax já recorreram e o caso está no Ministério Público.

O corpo do menor foi finalmente enterrado após a chegada da imprensa no Cemitério de Ponta Porã, onde foi registrado todo o ocorrido - uma mãe que perdeu um filho num acidente e teve que viver uma triste e humilhante realidade.

Infelizmente poucas empresas realmente respeitam a dor da perda de um ser querido. Caso uma família não tenha recursos econômicos necessários para realizar o velório de um ente querido, deve procurar os serviços de assistência da Prefeitura, que tem por obrigação prestar ajuda.

Fonte: pedrojuannews.com
Compartilhar Notícia:
  • Mais Notícias
  • Mais Lidas
  • Mais Região

Copyright © A Gazeta News.
Todos os Direitos Reservados.
Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte.