Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 09 de Janeiro de 2018 às 19:02

Avó acusada de torturar criança em ritual de magia negra é condenada

Cladir Vargas Miranda, 62 anos, avó adotiva de um menino de torturado em ritual de magia negra quando tinha 4 anos, foi condenada a 13 anos de reclusão e 3 anos e quatro meses de detenção pelos crimes de tortura, associação criminosa e por fornecimento de bebida alcóolica à menores, além do pagamento de 16 dias-multa. Processo correu em segredo de Justiça na 7ª Vara Criminal de Competência Especial de Campo Grande e sentença foi publicada hoje no Diário Oficial da Justiça.

Os tios do menino, Conceição Vargas da Cruz e Arnaldo Pavão, que tinham a guarda dele, e um primo, Giovani da Silva Ortiz, já haviam sido condenados pelos crimes em fevereiro do ano passado. O processo foi desmembrado e só faltava o julgamento da avó.

De acordo com a decisão, do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) foi julgada parcialmente procedente. A mulher foi absolvida do crime de corrupção de menores e foi condenada por tortura, com agravante do crime ter sido praticado contra criança, associação criminosa e pelo fornecimento da bebida alcóolica.

Cladir foi presa em março de 2016, foi solta cinco meses depois e voltou a ser presa em cumprimento de mandado de prisão preventiva decretada durante fase de investigação policial, em fevereiro de 2017.

Os tios do menino confessaram a polícia que eram praticantes de magia negra e acreditavam que os rituais de tortura tratiam prosperidade para a família. Conceição foi condenada a 18 anos e seis meses de prisão, Arnaldo Pavão a 17 anos e 5 meses e o primo, Giovani da Silva Ortiz, a 15 anos e 2 meses.

A criança foi adotada por família de outro estado.

O CASO

Pais biológicos da criança são usuários de droga e o deixaram em um abrigo. Em maio de 2015, mediante autorização judicial, ele foi adotado pelo casal de tios, moradores em uma residência na Rua Maracaju, na Capital, onde também morava o primo e dois filhos menores do casal.

Criança estava sendo monitorada pelo abrigo Casa da Criança Peniel e na tarde do dia 23 de fevereiro de 2016 equipe foi até a casa onde a criança vivia e descobriu o caso.

Segundo a Polícia Militar, foram constatados ferimentos como: múltiplas queimaduras no rosto, lesões por socos e pancadas na face, que quase causaram perda da visão dos dois olhos, hematomas nas costas, dilatação do abdômen, cicatrizes antigas, inchaço na região escrotal. Uma das unhas do pé da criança também foi arrancada.

A vítima era oferecida como sacrifício em rituais de magia negra, que aconteciam até três vezes por semana. 

Fonte: Correio do Estado

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