
Câmara pode dispensar licença ambiental de plantações de eucalipto
Em meio à catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul (RS), a Câmara dos Deputados aprovou por 325 votos contra 128, nessa terça-feira (7), a urgência de projeto de lei que exclui a silvicultura da lista de atividades consideradas potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais, o que altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981).
Entre outras definições, a silvicultura compreende o cultivo de florestas plantadas para fins comerciais, como a produção de eucaliptos, pinus e mognos. Já o pedido de urgência aprovado permite que o tema seja pautado no plenário a qualquer momento, sem ter que passar pelas comissões da Casa.
O projeto gera divergência entre grupos do agronegócio e ambientalistas porque ele permite dispensar o licenciamento ambiental prévio para atividades da silvicultura. De acordo com o artigo 10º da Lei 6.938, que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente, tal licenciamento é exigido de nogócios “utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores”.
Ao excluir a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras, o PL permite dispensar o licenciamento ambiental de produções em larga escala de culturas como o eucalipto e o pinus, usados na fabricação de papel, celulose e madeira.
O consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Mauricio Guetta, argumenta que a silvicultura pode trazer impactos negativos ao meio ambiente, principalmente as plantações de grande porte, devido ao desequilíbrio hídrico e a perda da biodiversidade que podem causar.
“A proposta exclui a atividade de silvicultura do licenciamento ambiental. Com isso, mesmo empreendimentos de grande porte, com impactos até significativos ao meio ambiente, podem ficar sem controle algum e, pior, sem a adoção de medidas preventivas e de mitigação”, destacou o especialista.
Em nota à Agência Brasil, o Ministério do Meio Ambiente informou que a mudança enfraquece o sistema de gestão do meio ambiente e aumenta os riscos ambientais. A pasta acrescentou que o Ibama já se manifestou contra o PL 1.366.
“De acordo com o parecer [do Ibama], as justificativas de burocracia excessiva e desincentivo à atividade não seriam solucionadas com a proposta, que apenas esvaziaria recursos para os órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente realizarem controle e fiscalização de atividades”, afirma a pasta..
Por outro lado, o autor do projeto, o ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR), justificou que a silvicultura é uma atividade benéfica ao meio ambiente. “Não se justificaria incluí-la no rol de atividades potencialmente poluidoras, o que significa submetê-la a um processo licenciamento ambiental burocrático e dispendioso que prejudica o desenvolvimento da atividade”, destacou.
O projeto tem o apoio da Indústria Brasileira de Árvores (IBA) que, em nota, afirma que “o setor brasileiro de árvores cultivadas soma esforços para construir um país pautado por valores de uma economia de baixo carbono e cada vez mais sustentável”.
RS e meio ambiente
A medida foi criticada no plenário da Câmara dos Deputados por parlamentares que associaram a aprovação do texto à catástrofe ambiental do Rio Grande do Sul (RS). O deputado Bacelar (PL-BA) argumentou que a medida é uma afronta ao que acontece no estado gaúcho.
“Enquanto o Rio Grande do Sul sofre por causa de uma situação climática, nós estamos aqui votando a urgência de um retrocesso ambiental, votando a urgência que fragiliza o marco legal do meio ambiente”, destacou o parlamentar, que argumenta que as plantações de eucalipto e de pinos em larga escala promovem “desertos verdes”, onde “nada cresce, nada se cria”.
O deputado ruralista Evair Vieira de Mello (PP-ES), por outro lado, elogiou a medida, negando prejuízos ambientais. “A silvicultura surge não só como atividade econômica importante, mas também como recuperadora de solo. Portanto, ela é um ativo nas questões ambientais, e, naturalmente, ela cumpre o papel de ocupar espaços em um território que estaria abandonado, isolado por outras atividades”, sustentou.
Além do governo, orientaram votos contrários ao texto o bloco do PT, PCdoB e PV, a frente PSOL/Rede e o PSB. As demais legendas ou blocos partidários orientaram que os parlamentares votasse favoravelmente à matéria, incluindo as lideranças da oposição.
Balança comercial tem superávit de US$ 9,041 bilhões em abril
Apesar da queda de preços da soja, do ferro e do petróleo, o superávit da balança comercial subiu em abril. No mês passado, o país exportou US$ 9,041 bilhões a mais do que importou, divulgou nesta quarta-feira (8) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O resultado representa alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o segundo melhor para meses de abril, só perdendo para o recorde de abril de 2021, de US$ 9,963 bilhões.
A balança comercial acumula superávit de US$ 27,736 bilhões nos quatro primeiros meses de 2024. Esse é o maior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. O valor representa alta de 17,7% em relação aos mesmos meses do ano passado.
Em relação ao resultado mensal, as exportações cresceram em ritmo maior do que as importações. Em abril, o Brasil vendeu US$ 30,92 bilhões para o exterior, aumento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2023. As compras do exterior somaram US$ 21,879 bilhões, alta de 2,2%. Parte dessa alta se deve ao maior número de dias úteis em abril deste ano, porque, em 2024, o feriado prolongado da Semana Santa caiu em março.
Do lado das exportações, a alta no volume de petróleo, de açúcar e de combustíveis foram os principais fatores para a alta. Esse aumento ajudou a compensar a queda na exportação de soja, cuja safra terminou, e de veículos automotores, afetados pela crise na Argentina.
Do lado das importações, o recuo nas aquisições de fertilizantes e derivados e de compostos químicos foi o principal responsável por conter a alta nas compras externas.
Após baterem recorde em 2022, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuam desde a metade de 2023. O preço do minério de ferro, que vinha subindo há alguns meses, caiu por causa da desaceleração econômica da China, a principal compradora do produto.
No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 22,5%, puxados pelo maior número de dias úteis e pelo petróleo, enquanto os preços caíram 6,8% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 24,8%, impulsionada pela recuperação da economia, mas os preços médios recuaram 8,1%.
Rio Grande do Sul
Em relação às enchentes no Rio Grande do Sul, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, explicou que o desastre climático só se refletirá na balança comercial a partir de maio. Segundo ele, como a maior parte da safra de soja foi colhida, os efeitos ainda precisam ser avaliados, não só de produtos afetados como do impacto sobre a estrutura de escoamento das exportações do estado.
Brandão destacou que o Rio Grande do Sul é o sexto maior estado exportador do país, representando 6,6% de todo o valor vendido pelo Brasil ao exterior no ano passado. O produto mais exportado pelo Rio Grande do Sul é a soja, que concentra 18% do total vendido ao exterior.
Estimativa
Em abril, o governo revisou para baixo a projeção de superávit comercial para este ano. A estimativa caiu de US$ 94,4 bilhões para US$ 73,5 bilhões, queda de 25,7% em relação a 2023. A próxima projeção será divulgada em julho.
Segundo o MDIC, as exportações cairão 2,1%, encerrando o ano em US$ 332,6 bilhões. As importações subirão 7,6% e fecharão o ano em US$ 259,1 bilhões. As compras do exterior deverão subir por causa da recuperação da economia, que aumenta o consumo, num cenário de preços internacionais menos voláteis do que no início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 79,75 bilhões neste ano.
Edital do BNDES leva banda larga a 1,4 mil escolas públicas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quarta-feira (8), no Ministério das Comunicações, em Brasília, edital para o programa BNDES FUST – Escolas Conectadas, no valor de R$ 66 milhões em recursos não reembolsáveis provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).
O objetivo é conectar 1.396 escolas públicas localizadas nas regiões Norte (76%) e Nordeste (24%), divididas em três lotes: cerca de 529 escolas situadas nos estados do Amapá e do Pará, 526 no Acre e no Amazonas e 341 na Bahia, no Maranhão e na Paraíba. A expectativa é que cerca de 500 mil alunos sejam beneficiados.
Ao lançar a chamada pública, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da iniciativa para a estratégia de universalização do acesso à internet nas escolas e para a inclusão e a transformação digital no Norte e no Nordeste, regiões que têm os menores índices de conectividade nas escolas.
“Não tem mais como pensar o mundo da educação sem a educação digital, sem inclusão digital. A pandemia mostrou a importância da conectividade na vida das pessoas. E nós vimos que um terço das crianças e dos jovens não tiveram estímulo educacional durante mais de um ano e perderam um tempo precioso”, afirmou.
O edital prevê a contratação das propostas divididas nas modalidades de implementação – solução completa de infraestrutura de conectividade nas escolas e serviço de conexão e manutenção por 24 meses; e de monitoramento, com o desenvolvimento de plataforma para acompanhamento remoto da velocidade e qualidade da conexão contratada e do funcionamento da rede interna das escolas, com elaboração de relatórios periódicos para o BNDES.
Os proponentes da modalidade de implementação deverão ser empresas prestadoras de serviços de telecomunicações que poderão concorrer nos três lotes. Esses lotes totalizarão contratos no valor de até R$ 63 milhões em recursos não reembolsáveis. No caso da modalidade de monitoramento, o valor do contrato previsto no edital é de até R$ 3 milhões, e entidades sem fins lucrativos dever ser os proponentes.
O critério de seleção será o menor preço e, o prazo de execução, 36 meses. O período de inscrições vai até o dia 31 deste mês, e o resultado final, passado o período de interposição de recursos, será divulgado no dia 1º de julho.
Jogo solidário em prol as famílias impactadas pelas chuvas no RS acontece nesta quinta em Amambai

Vilson Nascimento
Acontece na noite dessa quinta-feira, 9 de maio, no Estádio Municipal Ernesto Landolfi, em Amambai, uma partida solidária com o objetivo de promover arrecadações em prol às famílias impactadas pelas intempéries no Rio Grande do Sul.
O jogo, que será transmito em tempo real pelo canal amambaifutlive no Instagram, está sendo promovido através de uma união dos desportistas da cidade, em Amambai e tem início previsto para às 19h30.
De acordo com a organização em determinado ponto do Estádio haverá um ponto de coleta, onde as pessoas poderão deixar seus donativos.
Segundo os organizadores o objetivo é arrecadar roupas, cobertores, agasalhos, água mineral e alimentos não perecíveis.
Maiores informações sobre o evento e outras formas de colaborar com o ato solidário poderão ser obtidas pelo celular/WhatsApp (67) 99697-8801.


Políticos e entidades criticam corte de 0,25 ponto da Selic
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, juros básicos da economia, recebeu críticas de políticos e do setor produtivo. Na avaliação deles, a diminuição do ritmo de cortes prejudica a recuperação da economia.
Em postagem na rede social X (antigo Twitter), a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffman (PR), classificou de crime a diminuição dos juros em apenas 0,25 ponto. Gleisi Hoffman também criticou a autonomia do Banco Central (BC) e a manutenção de membros deste banco indicados pelo governo anterior.
“É um crime contra o país a decisão do Copom, de cortar apenas 0,25 ponto da maior taxa de juros do planeta. Não há fundamento econômico para isso e houve divergência de quatro diretores nessa decisão. A inflação está sob controle e em queda, o ambiente de investimentos melhora, os empregos também. O nome disso é sabotagem. Contra o desenvolvimento, contra o Brasil. Esta é a consequência da ‘autonomia’ do BC, que permitiu o prolongamento do mandato de uma direção bolsonarista, que faz política e oposição ao governo eleito pelo povo”, postou a parlamentar.
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão do Copom não reflete o cenário atual de inflação, que está em queda e desacelerou em março. Nesta semana, a CNI tinha pedido que o BC cortasse os juros básicos da economia em 0,5 ponto percentual.
“Essa decisão é incompatível com o atual cenário de inflação controlado e torna impraticável continuar o projeto de neoindustrialização do país com altos níveis de taxa de juros. Reduzir o ritmo de corte da taxa básica tira a oportunidade de o Brasil alcançar mais prosperidade econômica, aumento de emprego e de renda”, afirmou em comunicado o presidente da entidade, Ricardo Alban.
Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a queda reduzida não está alinhada com o atual cenário econômico do Brasil. Em nota, a Firjan apontou que o processo de desinflação segue em curso, com a inflação cheia ao consumidor dentro da margem de tolerância da meta, como mostram dados recentes. A nota acrescenta que a manutenção da taxa de juros em níveis elevados “tem afetado a confiança dos empresários na economia brasileira, prejudicando o investimento, essencial para o crescimento econômico sustentável”.
A entidade destaca que em um cenário de instabilidade externa, marcado pelo acirramento de conflitos geopolíticos e por juros altos, o alinhamento entre as políticas fiscal e monetária é fundamental. “A recente mudança das metas fiscais para 2025 e 2026, ao adiar o ajuste fiscal necessário para estabilizar a dívida pública, influenciou as expectativas dos investidores e aumentou o risco-país”, mencionou. Nesse contexto, a Firjan considera crucial reforçar a credibilidade fiscal, através de um esforço para a contenção de despesas. “Esse caminho abrirá mais espaço para juros baixos, promovendo, assim, um ambiente propício ao crescimento sustentável da atividade econômica”, conclui a nota.
Já a Associação Paulista de Supermercados (Apas) lembra que fatores internacionais, como o atraso na diminuição dos juros nos Estados Unidos, levaram à diminuição da velocidade do corte. A entidade avalia que a medida ajudará a segurar a inflação, mas que pode prejudicar a atividade econômica. “A expectativa da Apas é que essa decisão do Copom produza um efeito tanto no controle inflacionário, mas, por outro lado, tenha um efeito sobre o ritmo de atividade doméstica”, destacou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.
Centrais sindicais
A diminuição no ritmo de cortes também recebeu críticas das centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a desaceleração da queda da Selic aprofunda a carga pesada de juros sobre o governo e a população.
“Como nós sempre denunciamos, os juros extorsivos praticados pelo Banco Central impactam no desenvolvimento do país, sob o argumento de que é preciso controlar a inflação. Mas a inflação segue sob controle, inclusive segue em queda, ainda que lenta”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.
Para a Força Sindical, a queda de apenas 0,25 ponto é pequena e insuficiente. Em nota, o presidente da entidade, Miguel Torres, disse que o Banco Central frustra os trabalhadores e se curva aos especuladores, beneficiando os rentistas.
“Vale destacar que juros altos sangram o país e inviabilizam o desenvolvimento. O pagamento de juros, por parte do governo, consome e restringe consideravelmente as possibilidades de crescimento do país, bem como os investimentos em educação, saúde e infraestrutura, entre outros”, destacou Torres.
*Colaborou Alana Gandra
Prefeitura executa ações de reconstrução dos acessos ao Parque Natural Municipal de Naviraí
Júnior Lopes/ Assessoria
As ações de reconstrução dos acessos do Parque Natural Municipal de Naviraí estão em pleno andamento desde o dia 28 de abril, sendo executadas por maquinários e servidores da Prefeitura de Naviraí, lotados na Gerência de Meio Ambiente e no Núcleo Municipal de Serviços Rodoviários. A importância dessas ações é crucial, uma vez que delas dependem as demais atividades previstas no SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação, como educação ambiental, pesquisas e ecoturismo.
O Parque Natural Municipal de Naviraí é considerado o maior Parque Natural Municipal do Brasil, abrangendo uma área de 16.241,27 hectares. Sua principal finalidade é preservar o meio ambiente, a diversidade biológica e os ecossistemas naturais, além de proteger as belezas cênicas, espécies em perigo e as que estão ameaçadas de extinção. Localizado a 45 quilômetros da área urbana, o parque pode ser acessado pela rodovia MS 489, a conhecida Estrada Naviraí Porto Caiuá.
Assim que assumiu a Gerência de Meio Ambiente, Fabiano Costa fez a tentativa de levantamento do Parque, porém as dificuldades de acesso impediram tal feito. Diante da situação verificada, esforços foram direcionados e os trabalhos iniciados. Essa região é estratégica no contexto biogeográfico, sendo um dos mais significativos remanescentes das Várzeas do Rio Paraná.
Em conjunto com as demais Unidades de Conservação do entorno, o Parque Natural Municipal de Naviraí desempenha um papel fundamental na preservação dos ecossistemas e da biodiversidade. A reconstrução dos acessos, portanto, é essencial para garantir o desenvolvimento de atividades de conservação, pesquisa e educação ambiental, além de promover o ecoturismo na região.



Bombeiros de MS atuam no combate a dois incêndios florestais, no Pantanal e em Naviraí
O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul atua em dois incêndios florestais ativos no estado, no Pantanal – na divisa com o Mato Grosso – e no município de Naviraí. A região pantaneira, próximo ao Rio São Lourenço, estava sob monitoramento presencial e por satélites desde o fim do mês de abril, quando o incêndio foi identificado no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, no estado vizinho.
Porém, desde ontem (7), o foco passou para o lado sul-mato-grossense do bioma, por conta das condições climáticas adversas no local, com temperatura acima da média para o período e baixa umidade relativa do ar, além de ventos com velocidade significativa, contribuindo para a propagação do fogo. As equipes utilizaram motobomba para combater as chamas na área atingida pelo incêndio, que continua monitorada.
Em Corumbá, o Corpo de Bombeiros Militar mantém duas equipes para acompanhar a queima controlada na base da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), na área conhecida como Passo do Lontra, no Pantanal da Nhecolândia.



Já em Naviraí, a equipe de solo mantém o trabalho de monitoramento e combate aos focos próximos aos assentamentos e a BR-487. E nos municípios de Costa Rica e Porto Murtinho, equipes realizam visitas nas propriedades rurais, para orientar ações preventivas e reforçar a importância da união dos proprietários rurais e do poder público no combate aos incêndios florestais.
A situação climática no Estado, com chuvas abaixo da média – desde o fim de 2023 – e seca, intensificam a ocorrência de incêndios florestais. Para atuar de forma preventiva, e diminuir a quantidade de biomassa que pode servir como combustível para o fogo, no mês passado foi realizado trabalho de queima controlada no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.



No parque, localizado na região oeste do Estado, os bombeiros fizeram queima controlada – iniciada no dia 11 de abril e realizada durante todo o mês passado – em uma área de 150 hectares.
Porém, no sábado (27 de abril), após a ocorrência de um incêndio de grandes proporções na rodovia BR-487, os militares passaram a atuar no combate ao fogo na área. Na segunda-feira (29), o Grupamento de Operações Aéreas do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) lançou, com a aeronave Air Tractor, mais de 34,1 mil litros de água.
O incêndio atingiu aproximadamente 300 hectares da região, que é monitorada no local e também na sala de situação do comando de incidentes da Diretoria de Proteção Ambiental, localizada em Campo Grande.
Preparação
Desde o início da fase de prevenção e preparação para a temporada de incêndios florestais deste ano, no dia 2 de abril, foram realizadas 470 ações entre formações de brigadas, resgaste de animais, ações educativas em escolas, aceiros, manutenções em vias e pontes, visitas e vistorias técnicas em fazendas e comunidades locais.
No mesmo período, foram sete queimas controladas e dois combates diretos, entre outras ações necessárias para apoio, manutenção e teste de equipamentos, viaturas e militares, com mais de 10,2 mil quilômetros percorridos nas ações preventivas com orientações a mais de 1 mil crianças e adolescentes.
Atualmente, 37 bombeiros militares atuam de maneira exclusiva nas ações de combate aos incêndios florestais no Estado.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: CBMMS
Copom reduz juros básicos da economia para 10,5% ao ano
A alta recente do dólar e o aumento das incertezas fizeram o Banco Central (BC) diminuir o ritmo do corte de juros. Por 5 votos a 4, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros .
Essa foi a sétima vez consecutiva que o Copom reduziu a Selic. No entanto, a velocidade dos cortes diminuiu. De agosto do ano passado até março deste ano, o Copom tinha reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião.
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, desempatou a decisão ao votar por um corte de 0,25 ponto. Além de Campos Neto, votaram por essa redução os seguintes diretores Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes, indicados pelo governo anterior. Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros: Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira, indicados pelo atual governo.
Em comunicado, o Copom informou que o cenário internacional se agravou e que a inflação subjacente, que elimina preços mais voláteis, está acima da meta de inflação. Além disso, o comunicado defendeu que o arcabouço fiscal aprovado no ano passado tenha credibilidade. Ao contrário das últimas reduções, o Banco Central não deu nenhuma indicação sobre o que fará nos próximos encontros.
“O comitê acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária. O comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, destacou o texto.
A taxa está no menor nível desde fevereiro de 2022, quando estava em 9,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas, quando começou a ser reduzida.
Antes do início do ciclo de alta, a Selic estava em 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.
Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em março, o indicador ficou em 0,16% e acumula 3,93% em 12 meses. Após um repique em fevereiro, a inflação desacelerou em março, por causa de alimentos, bebidas e transporte.
O índice em 12 meses está exatamente no teto da meta de inflação. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.
No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2024 em 3,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de junho.
As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,73%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 3,76%.
Crédito mais barato
A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2024.
O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,05% do PIB em 2024.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

infografia_selic – ArteDJOR
Senado aprova seguro obrigatório para indenizar acidentes de trânsito
O projeto de lei complementar (PLP) 233/2023, que cria um novo seguro obrigatório para donos de veículos para pagar indenizações por acidentes de trânsito, foi aprovado nesta quarta-feira (8) pelo plenário do Senado. A proposta segue para sanção presidencial.
O Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Spvat) substitui o antigo Dpvat (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), que foi extinto em 2021. O seguro é usado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, além de financiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ações de educação e prevenção de acidentes por meio da Secretaria Nacional de Trânsito.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, esclareceu que o Dpvat não é um imposto, é um seguro solidário. Segundo ele, o valor do novo seguro ficará entre R$ 50 e R$ 60 por ano, sem diferença entre motos e veículos, para pessoas que sofrem acidentes.
Parlamentares da oposição se manifestaram contra a proposta do governo. Eduardo Girão (Novo-CE) disse que o cidadão brasileiro já paga imposto demais. “Ninguém aguenta mais taxas e impostos de algo que ninguém sentiu falta”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o governo quer aumentar a arrecadação aumentando impostos, sem se importar com a capacidade do cidadão de pagar.
A cobertura do seguro compreende indenização por morte e por invalidez, reembolso de despesas com assistências médicas medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas que não estejam disponíveis pelo SUS. Também inclui o pagamento de serviços funerários e reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial.
Histórico
Criado em 1974, o Dpvat era um seguro obrigatório destinado a indenizar vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional. A cobrança foi extinta em 2021, quando a Caixa assumiu a gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat no lugar da Seguradora Líder, que era um consórcio de empresas privadas. Na ocasião, havia um excedente em torno de R$ 4,3 bilhões, que permitiu a manutenção dos pagamentos do seguro às vítimas de acidentes de trânsito.
O pagamento das indenizações foi suspenso em novembro do ano passado, por falta de saldo no fundo do Dpvat. Com a aprovação do projeto, o seguro anual obrigatório voltará a ser cobrado dos proprietários de veículos e continuará a ser operado pela Caixa Econômica Federal.
Arcabouço Fiscal
Além de criar o Spvat, o PLP 233/2023 altera o novo arcabouço fiscal, antecipando em dois meses a permissão para a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal. A mudança permite uma elevação nas despesas da União de cerca de R$ 15,7 bilhões.
Durante a votação, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso, explicou que a antecipação é necessária para que o governo faça investimentos em saúde, em universidades federais e mantenha benefícios como auxílio gás e farmácia popular.
O PL propôs a retirada do artigo que foi incluído no projeto original. “Estamos propondo que esse contrabando seja retirado do projeto, porque o instrumento adequado não é esse. Isso só vai permitir maior desarranjo das contas públicas. Se o governo quer aumentar os gastos, diminua as despesas e melhore a qualidade dos gastos públicos”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Homem que seguia com maconha para Caarapó é preso pelo DOF em Amambai
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam na tarde desta segunda-feira (6) um homem de 18 anos de idade por tráfico de drogas. Ele seguia em uma Honda Biz com o irmão adolescente, de 14 anos de idade, transportando 35 quilos de maconha.
Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo e preventivo na rodovia MS-156, próximo da Reserva Indígena Limão Verde no município de Amambai, quando abordaram condutor e passageiro da motocicleta.
Durante a vistoria em duas bolsas que transportavam, os policiais localizaram a droga que, segundo os irmãos, seria entregue em Caarapó (MS); e que foram contratados para pegá-la na cidade de Capitán Bado, no Paraguai.
A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã, juntamente com a motocicleta, a maconha, o homem e o adolescente. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 77,3 mil.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms


Gerson destaca debate sobre questões ambientais no II Seminário Internacional de Justiça Restaurativa e Meio Ambiente
O presidente das Assembleia Legislativa, Gerson Claro, participou nesta quarta-feira (08) da abertura do II Seminário Internacional de Justiça Restaurativa e Meio Ambiente, realizado no auditório do Bioparque Pantanal. O evento tem como iniciativa workshops e oficinas com debates sobre questões ambientais não apenas do ponto de vista legal, mas também cultural, social e ético.

Deputado Gerson Claro durante a abertura do II Seminário Internacional de Justiça Restaurativa e Meio Ambiente
Durante a solenidade, o presidente destacou a importância de ampliar o debate sobre justiça restaurativa no âmbito do meio ambiente junto à sociedade.
“O seminário de justiça restaurativa traz a possibilidade da justiça com a conciliação do poder judiciário seja estadual ou federal, para a recomposição de danos ao meio ambiente de maneira mais célere. É um tema de grande importância que traz para esse ambiente algumas personalidades e pessoas da sociedade que convivem com os problemas gerados de diante de danos ao meio ambiente”, explicou o deputado.
O II Seminário Internacional de Justiça Restaurativa e Meio Ambiente é uma iniciativa conjunta do Poder Judiciário sul-mato-grossense, por meio da Escola Judicial de MS (Ejud-MS) e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e da Justiça Restaurativa (Nupemec).
Serão apresentados temas que visam resgatar as diversas discussões e elaborações sobre a justiça, desde os primados clássicos até os nossos dias, resgatando um entendimento substantivo do que é a justiça. Dessa forma, se entende por Justiça Restaurativa um conjunto de princípios e práticas, que, por meio da participação, engajamento e deliberação, possibilitam construir a justiça de forma coletiva. Destacando assim os valores humanizantes, relações, a responsabilidade individual e coletiva, o trato ao dano e a fortalecimento da comunidade.
O evento vai até o dia 9 de maio e é coordenado por João Batista Salm, cofundador da cooperação internacional entre Canadá e Brasil na área de justiça restaurativa, em colaboração com juízes brasileiros e o Ministério das Relações Exteriores do Canadá, e pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral, pesquisadora de Ética Ecológica, dos Direitos da Natureza e Justiça Restaurativa Ambiental.
Peão de Amambai é campeão do rodeio em touros em Iguatemi

Vilson Nascimento
O peão de rodeios amambaiense, Cleiton Miranda, foi o campeão do rodeio em touros da 1ª Expo Iguatemi, exposição realizada nesse final de semana na cidade de Iguatemi, no Cone Sul do Estado, em Mato Grosso do Sul.
Após uma temporada parado por conta de uma lesão, Cleiton Miranda voltou às arenas de rodeio no início deste ano e já em sua terceira festa depois do retorno chegou ao ponto mais alto do pódio.
Para participar do rodeio em touros na cidade de Iguatemi, Cleiton Miranda contou com o apoio do locutor e vereador em Amambai, Paulo Sérgio, o “Locutor da Emoção”, mas ele faz um agradecimento especial também ao também peão de rodeio, Eduardo Barizon, que é de Amambai e ao ex-peão profissional, hoje tropeiro e juiz de rodeio, Edilson Rodrigues, o “Dinho”, da cidade de Naviraí. “Foram eles que me deram a maior força e o incentivo para voltar a montar após minha lesão”, disse Cleiton.
Neste final de semana Cleiton Miranda vai, mais uma vez, levar o nome de Amambai a uma arena de rodeio. Desta vez representando a Cidade Crepúsculo em um rodeio em touros que vai acontecer no Assentamento Itamaraty, no município de Ponta Porã.


Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai
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Campeonato Semana dos Povos Indígenas tem semifinais nesta quinta-feira em Amambai

Vilson Nascimento
Acontecem a partir das 18h30 desta quinta-feira, 9 de maio, na quadra de esportes da escola da Aldeia Limão Verde, em Amambai, as semifinais do Campeonato de Futsal Semana dos Povos Indígenas 2024.
Na primeira partida, às 18h30 jogam pela categoria feminina, CIA Futsal x Tapyikora, às 19h30 se enfrentam AKG e Kuimbae Ñevanga Vya pela categoria masculina, às 20h30 entram em quadra A.F Limão Verde e Império F.F pela categoria feminina e às 21h30 Tapy’i Korá e CAA Amambai decidem o último finalista pela categoria masculina.
Segundo o professor Nei Ricarte, promotor e organizador da competição, as finais da edição 2024 do Campeonato Semana dos Povos Indígenas de Futsal, que tem a arbitragem coordenada pelo Hélio Gavilan, o “Zorro”, estão previstas para acontecer na noite desta sexta-feira, dia 10 de maio.
O campeonato, que reuniu inicialmente 34 equipes, 18 na categoria masculina e 16 na categoria feminina entre times da comunidade local, na Aldeia Limão Verde, da Aldeia Amambai e da cidade, em Amambai, teve início no dia 2 de abril.






Equipe de Amambai é 3ª e teve goleiro menos vazado na 1ª Copa Fronteira de Suíço em Capitan Bado

Vilson Nascimento
A equipe Desportivo Benito Ovando, da região da Vila Cristina, em Amambai foi a 3ª colocada na 1ª Copa Fronteira de Futebol Suíço realizada em Capitan Bado, no Paraguai.
A equipe amambaiense, que tem como técnico o desportista Benito Ovando, também teve o Roger Ferreira Zanini, atleta da escolinha de futebol do Hélio Gavilan, o “Zorro”, como o melhor goleiro do campeonato.
A campeã da 1ª Copa Fronteira de Suíço em Capitan Bando, que teve as finais no último sábado, dia 4 de maio, no campo da Colônia Mariscal Lopez, foi a equipe Sossegado, que venceu na final o Corralito A pelo placar de 2×1.
Também foi da equipe campeã, o Sossegado, o artilheiro do certame, o jogador Álvaro Ledesma, com 10 gols assinalados. O jogador eleito como revelação do campeonato foi o Alexi Gonzales, do Corralito A.
No vídeo a comemoração do time campeão
Dois árbitros de Amambai, João Carlos Pimentel e Leandro Machado atuaram na arbitragem da decisão da competição na noite do sábado (4) na cidade paraguaia.
Um grande público compareceu no campo da Colônia Mariscal Lopez para assistir a final do campeonato.





































“Vamos mostrar as potencialidades de MS e atrair novos investimentos”, diz Paulo Corrêa sobre MS Day
1º secretário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Corrêa representará a Casa de Leis no MS Day, entre os dias 12 e 17 de maio de 2024, em Nova Iorque (EUA). O evento, idealizado pelo Governo do Estado em parceria com a FIEMS, promete atrair mais de 140 investidores internacionais para apresentação de novos projetos e captação de investimentos privados para Mato Grosso do Sul.
“Mato Grosso do Sul é a bola da vez porque conseguiu criar um ambiente de negócios extremamente favorável para o desenvolvimento empresarial, como investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica, estabilidade econômica, processos menos burocráticos, segurança jurídica, além da facilidade de exportação para os mercados internacionais, que será intensificado ainda mais com a Rota Bioceânica”, destacou Paulo Corrêa.
Representante do setor industrial na Casa de Leis, Paulo Corrêa também destaca a política de incentivos fiscais de Mato Grosso do Sul, que oferece benefícios e subsídios para indústrias que se instalem e gerem emprego e renda no Estado.
“Nós temos a mais moderna política de incentivos fiscais do país, aprovada aqui na Assembleia Legislativa, que garante benefícios fiscais para empresas que se instalem e gerem emprego e renda aqui em Mato Grosso do Sul, impulsionando o consumo, estimulando a economia e promovendo o crescimento sustentável do Estado”, acrescentou Paulo Corrêa.
Corrêa pondera, no entanto, que o grande desafio continua sendo encontrar mão de obra qualificada para atender a demanda da iniciativa privada. “Mato Grosso do Sul vive a era do pleno emprego, que significa que quem quiser trabalhar e for qualificado, tem vaga garantida no mercado de trabalho”, pontua.
“Então, fica aqui nosso apelo para que os trabalhadores se atualizem e façam cursos profissionalizantes para ocupar essa imensidão de vagas que estão abertas no Estado. Com qualificação profissional, os trabalhadores certamente vão se destacar e ocupar as melhores vagas, com melhores salários, no mercado de trabalho”, finalizou.
MS Day 2024
Durante cinco dias, as atenções do mercado internacional estarão voltadas para Mato Grosso do Sul. Novos projetos nas áreas de infraestrutura e meio ambiente, incluindo rodovias e ferrovias, serão apresentados a mais de 140 investidores internacionais.
“Estamos recebendo muita ligação, muito interesse de grupos empresariais querendo vir aqui. Em Nova Iorque vamos ter a oportunidade de sentar com executivos dessas principais empresas”, destacou o governador Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (6), na Casa da Indústria, sede da FIEMS.
“A gente passou por uma Lei do Pantanal no final do ano passado. Da mesma maneira que temos projetos estruturantes em infraestrutura, temos projetos estruturantes em meio ambiente. Estamos falando de um Fundo do Pantanal e muitos agentes e atores têm curiosidade de conhecer como podem contribuir para esses projetos relacionados ao meio ambiente”.
O setor de energia renovável também está no leque de oportunidades para atrair dinheiro de outros países. “Estamos falando de biogás, expansão, parque industrial para processamento de cana-de-açúcar. Dentro do parque existem novas plantas industriais para avançar não só no biogás, mas na área de bioeletricidade que está sendo bastante demandada”, completou o governador.
Ele lembrou que o cenário favorável é fruto da confiança estabelecida com os empresários envolvendo muita transparência. “Nada disso acontece se o Estado não tiver capacidade de investimento. Vamos lembrar que Mato Grosso do Sul em 2023 investiu 18% da sua receita corrente líquida basicamente em infraestrutura e no sistema educacional. Investimos R$ 600 milhões na reforma das nossas escolas. Então o empresariado ao ver e ao perceber que existe este ambiente sendo formado ele vai construir confiança, isso ao longo do tempo”, ressaltou.
O presidente da FIEMS, Sérgio Longen, descreveu o ambiente econômico do Estado. “De um modo geral a gente tem trabalhado em prol da transferência de riqueza para nossa sociedade. A força da indústria, a força do Governo que vem sendo seguido inclusive por vários estados pelo seu equilíbrio de contas, nas suas ações de gestão estratégica”.
Fiems e parceiros lançam campanha MS Pela Vida para socorrer a população gaúcha
Devido às enchentes que assolam o Rio Grande do Sul, a Fiems, em parceria com o Governo do Estado e a Energisa, se unem para socorrer a população gaúcha. É a campanha “MS Pela Vida – Unidos pelo Rio Grande do Sul”, que pretende arrecadar itens em prol das vítimas das enchentes naquele Estado. A ação conta com apoio da Viação Cruzeiro do Sul e da Vitlog Transportes.
O Rio Grande do Sul enfrenta a maior tragédia climática de sua história. De acordo com a Defesa Civil, até esta quarta-feira (08/05), já são 414 cidades gaúchas atingidas pelo desastre, de um total de 497 municípios no Estado. Autoridades contabilizam 95 mortes, 128 pessoas desaparecidas e 372 feridos. A capital, Porto Alegre, permanece com ruas alagadas em vários bairros, e o aeroporto e a rodoviária estão inoperantes.
A Fiems conta com dois locais para recebimento de doações em Campo Grande: Edifício Garagem e Centro de Convenções Albano Franco. Parceiros da campanha também recebem donativos em pontos da capital e do interior do Estado.
Itens que podem ser doados:
- Alimentos não-perecíveis (itens que compõe a cesta básica)
- Água mineral
- itens de vestuário (roupas e calçados femininos, masculinos e infantis)
- Roupas de cama (lençol, fronha, cobertor, colcha e edredom)
- Itens de banho (toalha de banho e de rosto)
- Produtos de limpeza (sabão, detergente, desinfetante, água sanitária)
- Produtos de higiene pessoal (sabonete, pasta de dente, escova de dente, absorvente, fralda infantil e geriátrica)
- Ração para pets (cães e gatos)
- Colchões*
- Fardos de produtos*
*Devido ao volume, devem ser entregues exclusivamente no Centro de Convenções Albano Franco.
Pontos de arrecadação:
Edifício Garagem da Fiems
Engenheiro Roberto Mange, 89 – bairro Amambaí
Segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e sábado, das 8 às 12 horas
Centro de Convenções Albano Franco
Avenida Mato Grosso, 5017
Segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e sábado, das 8 às 12 horas
OAB-MS
Avenida Mato Grosso, 4700
Segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas
CASSEMS
Avenida Mato Grosso, 4700
Segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas
Sistema Famasul
Rua Marcino dos Santos, 401 – bairro Chácara Cachoeira
Segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas
Interior do Estado
Escolas estaduais, unidades da Polícia Civil, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nos 79 municípios
Precisa de ajuda quanto as doações? Entre em contato:
E-mail: [email protected]
Telefone: 0800 723 7374
Nota de falecimento de Antônio Roque Ribeiro
Comunicamos com pesar o falecimento nessa quarta-feira, dia 8 de maio, no Hospital Regional, em Amambai, de Antônio Roque Ribeiro, de 64 anos.
Seu corpo está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta quinta-feira (9) às 9h30 da manhã no Cemitério Municipal Crepúsculo.
Informou Pax Vida Amambai– Fone: (67) 3481-1922
Para Gerson, MS Day em Nova York será vitrine para atrair investimentos
A ida do governador Eduardo Riedel aos Estados Unidos, onde participará Nova York entre os próximos dias 12 e 17 do MS Day, será uma vitrine para Mato Grosso do Sul mostrar suas potencialidades e atrair novos investimentos. A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, convencido que Riedel voltará trazendo na bagagem grandes perspectivas para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, que tem registrado crescimento acima da média nacional com forte diversificação da sua base econômica, destaca Gerson. O MS Day fará parte da Brazilian Week, semana com discussões sobre desafios do cenário internacional e da economia brasileira.
Foram quatro meses de preparação para a agenda formada por reuniões com instituições bancárias, fundos de investimento, empresários globais e câmaras de comércio. A apresentação de projetos vai girar em torno principalmente das áreas de meio ambiente e infraestrutura, incluindo rodovias e ferrovias. Apenas neste ano serão R$ 33 bilhões em investimentos privados, com estimativa de geração de 14,5 mil novos empregos.
“Só em Sidrolândia são mais de R$ 3 bilhões em investimentos, incluindo a implantação da unidade industrial da Inpasa, o plantio de 6 mil hectares de laranja por parte da Cutrale e suinocultura”, lembra Gerson.
Além da logística favorável, o governador que o Estado mostrará tem avançado em projetos estruturantes e desenvolvimento sustentável com segurança jurídica alicerçada, incluindo uma legislação moderna para o Pantanal. Muitos investidores têm curiosidade de conhecer como podem contribuir para atrair novos investimentos em áreas como cultivo de laranja, processamento de grãos e o avanço da cadeia de produção da celulose para fabricar produtos como papel e embalagens dentro do Estado. O setor de energia renovável também está no leque de oportunidades para atrair investimentos na expansão do parque industrial para processamento de cana-de-açúcar. Dentro do parque existem novas plantas industriais para avançar não só no biogás, mas também na área de bioeletricidade que está sendo bastante demandada.





















