Feira do Produtor Rural e Empreendedor Local realizada recentemente em Tacuru. Foto: Divulgação/Prefeitura de Tacuru/Arquivo
Redação
A população de Tacuru terá a oportunidade de prestigiar mais uma edição da Feira do Produtor Rural e Empreendedor, que será realizada nesta quarta-feira, dia 1º de abril, a partir das 17h, no espaço da feira do produtor, localizado nas proximidades da Escola Municipal Professora Cecília Mutsumi Honda Perecin.
O evento tem como objetivo valorizar a produção local e incentivar o empreendedorismo, reunindo uma variedade de produtos como hortifrúti, pães, salgados, bolos, doces e itens de artesanato. Um dos destaques da programação será a comercialização de peixes vivos e congelados, ampliando as opções disponíveis ao público.
A feira é promovida pela Prefeitura de Tacuru, por meio das secretarias e departamentos envolvidos, com apoio de instituições parceiras como a Agraer, Semadesc e Sebrae. A iniciativa busca fortalecer a economia local, incentivando a geração de renda e aproximando produtores e consumidores.
A organização convida toda a população a participar e prestigiar os produtores da região, reforçando a importância de valorizar o que é produzido no município.
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem subir a partir desta terça-feira (31), com reajuste máximo de até 3,81%, segundo resolução publicada pelo governo federal no Diário Oficial da União.
O aumento foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir os limites de preços no país.
Como será o reajuste
A resolução estabelece três faixas de aumento, que funcionam como um teto para os preços:
Nível 1: até 3,81%
Nível 2: até 2,47%
Nível 3: até 1,13%
Esses níveis variam de acordo com características do mercado de cada medicamento, como concorrência e participação de genéricos.
Em quais níveis estão os principais medicamentos
O percentual de reajuste varia conforme o nível de concorrência de cada medicamento no mercado. Em geral, remédios com muitos fabricantes —especialmente genéricos— tendem a ficar nas faixas com maior teto de aumento, enquanto produtos com pouca concorrência entram nos níveis mais baixos.
Neste ano, o reajuste médio autorizado ficou em até 2,47%, o menor patamar em quase duas décadas e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de acordo com a CMED. O índice vem em trajetória de queda desde 2023, após anos em que chegou a ultrapassar os 10%.
Entre os tratamentos para doenças crônicas mais comuns no Brasil, a distribuição costuma seguir este padrão:
Nível 1 (maior teto de reajuste): medicamentos com alta concorrência
Inclui remédios amplamente disponíveis, com várias marcas e genéricos no mercado. É o caso de grande parte dos tratamentos para hipertensão e colesterol alto. Exemplos:
diuréticos como hidroclorotiazida;
bloqueadores de canal de cálcio, como amlodipina;
inibidores da ECA, como captopril e enalapril, além de losartana;
betabloqueadores, como atenolol e propranolol;
estatinas, como sinvastatina e atorvastatina;
metformina, usada no tratamento da diabetes.
Nível 2 (concorrência intermediária): mercado com alternativas, mas ainda limitado
Reúne medicamentos que já têm alguma competição, mas não na mesma escala dos mais populares. Podem entrar nessa faixa, por exemplo:
versões mais recentes de tratamentos para diabetes;
alguns antidepressivos e ansiolíticos mais novos;
medicamentos de marca que já perderam exclusividade, mas ainda têm poucos concorrentes diretos.
Nível 3 (menor teto de reajuste): baixa concorrência
Inclui medicamentos com poucas opções disponíveis no mercado, geralmente mais novos ou com tecnologia mais complexa. Exemplos:
insulinas de ação prolongada, como a insulina glargina.
Medicamentos usados no tratamento da depressão, de forma geral, seguem a lógica da concorrência: como há diversas opções disponíveis, muitos antidepressivos tendem a se concentrar nas faixas com maior teto de reajuste.
Na prática, essa divisão reflete o funcionamento do mercado farmacêutico: quanto maior a concorrência, maior tende a ser o limite de reajuste autorizado —mas também maior a chance de descontos e variações de preço para o consumidor.
Aumento não é automático
Apesar da autorização para o reajuste, os preços dos medicamentos não sobem automaticamente.
Cabe às farmacêuticas decidir se vão aplicar o aumento —e em que percentual, desde que respeitem o limite estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Na prática, isso significa que alguns remédios podem não ter reajuste, outros podem subir abaixo do teto permitido e os aumentos podem ser repassados de forma gradual ao longo dos próximos meses, e não necessariamente de uma só vez.
Como os preços são controlados
O Brasil tem um modelo de controle de preços para medicamentos.
A CMED define dois valores principais:
Preço Fábrica (PF): valor máximo que a indústria pode cobrar
Preço Máximo ao Consumidor (PMC): teto que pode ser cobrado nas farmácias
Farmácias e drogarias não podem vender acima desses limites e devem manter listas atualizadas de preços disponíveis ao consumidor.
O que muda para o consumidor
Para o consumidor, o efeito do reajuste não será igual para todos os medicamentos e depende, sobretudo, do tipo de tratamento e da regularidade de uso.
Quem faz uso contínuo de remédios —especialmente para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes— tende a sentir mais o impacto ao longo dos meses, já que a compra é recorrente.
Ao mesmo tempo, fatores de mercado ajudam a suavizar esse efeito em alguns casos. A existência de várias marcas para o mesmo princípio ativo e a ampla oferta de genéricos aumentam a competição e podem limitar o repasse dos aumentos.
Além disso, farmácias e redes de drogarias seguem adotando políticas comerciais próprias, como descontos, programas de fidelidade e promoções, que podem reduzir o preço final pago pelo consumidor.
Na prática, isso quer dizer que o reajuste autorizado não se traduz, necessariamente, em aumento imediato e igual para todos os produtos.
Enquanto alguns medicamentos podem encarecer de forma mais perceptível, outros tendem a ter variações menores —ou até permanecer estáveis, dependendo das estratégias adotadas pela indústria e pelo varejo.
Fachada da APAE de Sete Quedas. Foto: Divulgação/Redes sociais/Arquivo
Redação
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Sete Quedas realiza no dia 12 de abril, a partir das 11h30, no salão de festas da APAE, um almoço beneficente com o objetivo de arrecadar recursos para a continuidade dos atendimentos prestados pela instituição no município.
O cardápio terá como destaque o costelão assado ao fogo de chão, acompanhado de linguiça assada, arroz branco, creme de milho, farofa, mandioca, salada de folhas e salada cozida. O valor do convite é de R$ 50,00 e a organização orienta que os participantes levem pratos e talheres.
Atualmente, a APAE de Sete Quedas atende 54 pessoas, com idades entre 8 e 70 anos, oferecendo suporte e serviços voltados às pessoas com necessidades especiais. Toda a renda arrecadada com o almoço será destinada à manutenção dessas atividades.
A organização reforça o convite para que famílias participem e contribuam com a causa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 98471-8699 ou diretamente com os colaboradores da APAE.
No dia 27 de março de 2026, a Secretaria Municipal de Educação de Amambai realizou, no auditório da SEMED, a formação continuada “Compartilhando Saberes”, com o tema “Brincando com os sons: Explorando as propriedades do som na Educação Infantil”.
A ação contemplou 99 profissionais, entre professores, profissionais de apoio, coordenadoras e assistentes escolares que atuam na pré-escola da rede municipal de ensino.
A formação teve como objetivo capacitar e estimular os educadores a utilizarem a música como ferramenta lúdica no desenvolvimento cognitivo, social e motor das crianças, reconhecendo-a como uma importante forma de linguagem que contribui para o desenvolvimento integral na Educação Infantil.
A iniciativa também buscou atender às demandas dos profissionais da rede, alinhando as práticas pedagógicas às diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A ação reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Educação com a formação continuada dos profissionais e com a oferta de uma educação de qualidade, promovendo práticas inovadoras e significativas no processo de ensino e aprendizagem.
A Prefeitura de Tacuru marcou presença no Fórum Estadual de Mobilidade Viária, realizado pelo Conselho Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (CETRAN-MS).
O município foi representado pelo Vice-prefeito Zé Antônio juntamente com a equipe do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (Demtrat).
Durante os dias 25, 26 e 27 de março, autoridades de todo o Estado e convidados do CETRAN-GO discutiram estratégias para o lançamento do Ranking Estadual 2026 e a preservação de vidas nas estradas.
Com o tema “Desacelere: seu bem maior é a vida!”, a Gestão municipal de Tacuru reafirma o compromisso de buscar conhecimento e parcerias para garantir uma mobilidade mais humana e segura para todos os tacuruenses.
A sobrecarga materna, o preço atraente e até componentes afetivos são alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades urbanas do país: Guamá, em Belém (PA); Ibura, em Recife (PE); e Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ).
Apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimentação saudável para suas famílias, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crianças. Além disso, em um a cada quatro, algum desses produtos estava no café da manhã.
Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo.
O que são ultraprocessados?
Os ultraprocessados são produtos alimentícios de origem industrial, resultantes da mistura de ingredientes naturais com aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Isso permite a fabricação de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos, que viciam o paladar.
Evidências científicas mostram que o seu consumo aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes, problemas cardíacos, depressão e câncer.
Embutidos como presunto são considerados ultraprocessados Foto: MAPA/Divulgação – MAPA/Divulgação
Sobrecarga materna
Nas famílias ouvidas pela pesquisa, 87% das mães exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento às crianças, e 82% delas também foram responsáveis pela preparação.
Já entre os pais, apenas 40% comprou alimentos, enquanto 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida às crianças da casa.
A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Stephanie Amaral, ressalta a sobrecarga das mulheres nos cuidados com a alimentação.
“Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais”.
Desconhecimento
Outro ponto destacado pela pesquisa é o desconhecimento sobre os produtos ultraprocessados. Muitos alimentos que se enquadram nessa categoria foram apontados como saudáveis pela maioria dos entrevistados, como os iogurtes com sabor e os nuggets de frango fritos na airfryer.
A nova rotulagem frontal dos produtos, que traz avisos quando eles têm grande concentração de sódio, açúcar e gorduras saturadas também não cumpre seu papel de forma integral: 26% dos entrevistados disseram não saber o que esses avisos significam.
Além disso, 55% dos entrevistados nunca observam os avisos de alto teor no rótulo dos alimentos, e 62% admitem que nunca deixaram de comprar algum produto por causa deles.
Preço baixo
A percepção de preço também pode influenciar no consumo. A maioria das famílias (67%) considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são baratos.
Já legumes e verduras são considerados caros por 68% delas, proporção que sobe para 76% no caso das frutas e 94% no das carnes.
Os pesquisadores também fizeram entrevistas aprofundadas com algumas famílias e identificaram ainda um componente afetivo.
“Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz”, explica Stephanie Amaral.
A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef destaca ainda que é mais difícil controlar o consumo no caso dos ultraprocessados, porque os danos que eles causam à saúde são cumulativos e não imediatos. Mesmo assim, ela acredita que as escolas podem contribuir de forma essencial:
“As famílias mostram uma confiança muito grande na alimentação escolar, o que mostra como as escolas são importantes em oferecer o alimento saudável, mas também em promover essa alimentação para as famílias”
Merenda escolar é essencial para acesso à alimentação saudável – Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome/Divulgação
Recomendações do estudo
Fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados: avançar na regulação da publicidade infantil, na tributação de ultraprocessados e na promoção de ambientes escolares saudáveis, reduzindo a exposição e o consumo desses produtos
Expandir creches e escolas em tempo integral: a ampliação da educação infantil e da jornada escolar fortalece redes de apoio às famílias, reduz sobrecargas, especialmente sobre as mulheres, e contribui para a proteção e promoção de hábitos saudáveis.
Fortalecer a orientação alimentar nos serviços de saúde: ampliar o aconselhamento alimentar, desde a gestação, de forma a promover informação de qualidade, evitar a introdução precoce de ultraprocessados e influenciar a adoção de hábitos saudáveis desde o início da vida.
Apoiar iniciativas e lideranças comunitárias: fortalecer ações locais — como hortas, feiras, atividades esportivas e redes de apoio — amplia o acesso a alimentos saudáveis e incentiva práticas de atividade física nos territórios.
Ampliar a compreensão e o uso da rotulagem frontal: promover campanhas e ações educativas que expliquem, de forma clara, o significado da rotulagem e seu uso no dia a dia e acompanhar a efetividade da rotulagem frontal, considerando seus critérios nutricionais e formato dos alertas.
Investir em comunicação para mudança de comportamento: estratégias de comunicação devem considerar a realidade das famílias, usar linguagem simples e abordar desafios práticos, como identificar “falsos saudáveis” e melhorar formas de preparo.
As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento expressivo em volume e faturamento nos principais mercados compradores. Dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos indicam avanço consistente nas vendas externas.
O desempenho no primeiro bimestre mostra aumento tanto na quantidade embarcada quanto na receita, com destaque para a diversificação de destinos. Além da China, principal compradora, países como Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia ampliaram suas aquisições, reforçando a demanda internacional pela proteína brasileira. Esse movimento sugere que eventuais restrições comerciais impostas pelo mercado chinês tendem a ter impacto limitado ao longo do ano.
No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações somaram US$ 2,865 bilhões, alta de 39%, com volume de 557,24 mil toneladas, avanço de 22% frente ao mesmo período de 2025. Apenas em fevereiro, o faturamento atingiu US$ 1,449 bilhão, com crescimento próximo de 40%, acompanhado por elevação significativa nos embarques.
A China manteve a liderança, apesar de leve redução na participação total, enquanto os Estados Unidos registraram forte expansão nas compras, impulsionados por déficit interno de oferta. A União Europeia também apresentou crescimento consistente, favorecida por perspectivas comerciais positivas. Na América do Sul, o Chile seguiu com desempenho sólido, e a Rússia avançou de forma expressiva entre os maiores compradores.
O cenário externo segue favorável, embora fatores como custos logísticos e tensões geopolíticas possam influenciar o ritmo das exportações. Ao mesmo tempo, a oferta interna tende a ser mais restrita devido à mudança no ciclo pecuário, com menor abate de fêmeas. Ainda assim, a abertura e consolidação de novos mercados indicam continuidade da demanda aquecida ao longo do ano.
O volume de água é definido previamente - Foto: Divulgação
A adoção de tecnologias digitais no campo tem avançado na busca por maior eficiência no uso de recursos e padronização das operações agrícolas. Soluções que combinam automação e inteligência artificial ganham espaço ao propor redução de desperdícios e aumento da produtividade em diferentes culturas.
Nesse contexto, a Agricef desenvolveu o IrrigAI, um implemento de irrigação inteligente que utiliza visão computacional e deep learning para identificar mudas no campo e aplicar água de forma localizada. O sistema foi projetado inicialmente para silvicultura e cultivos em linha, mas pode ser adaptado a diferentes culturas e configurações operacionais.
Dados de campo apontam níveis de assertividade entre 97% e 99,6%, indicando alta precisão na identificação das plantas e na execução da irrigação. Diferentemente dos métodos convencionais, que distribuem água de forma contínua, o equipamento atua de maneira seletiva, evitando aplicação em áreas vazias ou com plantas daninhas.
O volume de água é definido previamente conforme a recomendação agronômica, e o sistema garante a aplicação exata desse planejamento. Todo o processamento ocorre no computador de bordo, dispensando conexão com internet durante a operação, que pode ser realizada de forma contínua, inclusive no período noturno.
Além da economia de água, a tecnologia contribui para a redução de custos operacionais ao otimizar o uso de máquinas e equipes. A padronização da irrigação também favorece o desenvolvimento uniforme das plantas, com impacto direto no desempenho inicial das lavouras.
“O ganho mais imediato percebido pelo produtor é operacional. Ao permitir a operação contínua, inclusive no período noturno, o IrrigAI aumenta a disponibilidade da frota e reduz gargalos, sem comprometer a segurança das pessoas envolvidas”, destaca Domingos Guilherme Cerri, diretor de pesquisa, desenvolvimento & inovação da Agricef.
O bloqueio de R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026, anunciado na semana passada,preservará os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgou nesta segunda-feira (30) o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Do total bloqueado, a maior parte, R$ 1,26 bilhão, atinge despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo classificadas como RP2, o que exclui os investimentos do PAC. Os R$ 334 milhões recaem sobre emendas parlamentares.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias regulamenta como se dará o bloqueio das emendas parlamentares, incluindo emendas impositivas.
Ajuste fiscal
Além do bloqueio, o decreto mantém o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita o empenho (autorização) de despesas ao longo do ano. Na prática, isso impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.
O objetivo é alinhar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios nas contas públicas e permitindo ajustes ao longo do exercício, caso novas necessidades de contenção surjam.
O decreto estabelece que os limites de empenho serão liberados em etapas ao longo do ano — com prazos previstos para maio, novembro e dezembro. A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação fiscal e permite maior controle sobre a execução do Orçamento.
Distribuição do bloqueio
Os cortes atingem diferentes áreas do governo, com maior impacto em pastas como o Ministério dos Transportes, que concentra R$ 476,7 milhões do bloqueio, seguido por órgãos ligados à infraestrutura e desenvolvimento regional.
Outros ministérios também registraram reduções, embora em menor escala, como o Ministério da Fazenda e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Já áreas como saúde e educação tiveram impacto praticamente nulo no bloqueio deste bimestre.
Os bloqueios foram distribuídos da seguinte forma:
• Ministério dos Transportes: R$ 476,7 milhões;
• Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões;
• Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões;
• Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões;
• Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões;
• Ministério das Cidades: R$ 84 milhões;
• Agência Nacional de Transportes Terrestres: R$ 81,2 milhões;
• Ministério do Esporte: R$ 67,7 milhões;
• Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões;
• Ministério da Cultura: R$ 23,9 milhões;
• Ministério das Comunicações: R$ 19,3 milhões;
• Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões;
• Ministério do Turismo: R$ 7,3 milhões;
• Agência Nacional de Saúde Suplementar: R$ 3,4 milhões;
• Ministério da Saúde: R$ 1,7 milhão;
• Total: R$ 1,26 bilhão.
Monitoramento de contas
Segundo o governo, a execução orçamentária seguirá sob monitoramento contínuo, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.
Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas.
No caso das emendas parlamentares, a distribuição dos cortes seguirá regras específicas previstas na legislação vigente.
Na sessão solene realizada recentemente, na Câmara de Amambai, foi prestada uma homenagem a uma mulher cuja trajetória é marcada pela coragem, resiliência e pela força de recomeçar.
Sua história, embora carregue desafios profundos, é sobretudo um exemplo de superação. Ao longo da vida, enfrentou adversidades que exigiram não apenas resistência, mas também a capacidade de se reconstruir diante das dificuldades.
Com determinação, buscou novos caminhos, encontrou apoio na rede de proteção e, pouco a pouco, reconstruiu sua vida com dignidade e esperança. Sua caminhada é marcada pelo trabalho honesto, pelo amor à família e pela decisão firme de seguir em frente, mesmo diante dos obstáculos.
Hoje, representa tantas outras mulheres que, silenciosamente, lutam todos os dias por uma vida melhor. Sua história não é apenas sobre o que foi superado, mas sobre a força que a impulsionou a não desistir.
A homenagem simboliza o reconhecimento a todas as mulheres que transformam dor em coragem e desafios em novos começos.
Um exemplo que inspira, fortalece e nos lembra que sempre é possível recomeçar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30) que o novo ministro da Educação será Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta. O ministro Camilo Santana deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano.
Em evento de balanço do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, Lula pediu ao futuro ministro que dê continuidade aos investimentos na área em todo o país. Na cerimônia, ocorreu a inauguração simultânea de 107 obras de educação.
Segundo o governo, o investimento federal nas construções soma R$ 413,49 milhões, provenientes do Novo PAC e de recursos próprios do Ministério da Educação (MEC).
Conectividade
O governo ainda anunciou a marca de 99 mil escolas com conectividade adequada, o que representa mais de 71,7% das unidades de ensino. O governo informou que a meta é conectar 137,847 mil escolas de educação básica.
Segundo Lula, o objetivo é que 100% das escolas estejam com internet. A ideia é beneficiar 24 milhões de estudantes. Em 2023, esse percentual era de 45,4%.
O Ministério das Comunicações informa que a meta é conectar 137.847 mil escolas de educação básica. Atualmente, 99.005 escolas públicas brasileiras contam com conectividade adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% das unidades do país
Durante o evento, o Ministério das Comunicações anunciou a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país, medida que permitirá universalizar o acesso à internet nas unidades de ensino da educação básica ainda não conectadas até o fim de 2026.
Segundo o governo, na Região Norte, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714, atualmente (62,5%). Nas escolas rurais, o total foi de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). Nas comunidades tradicionais, também houve elevação. São 1.815 escolas indígenas e 1.971 escolas quilombolas com conectividade
Obras
No balanço do Ministério da Educação, foi informado que há 9,7 mil obras, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil concluídas.
As obras incluem 18 creches, 23 escolas e três novos campi de institutos federais. As demais 63 obras correspondem a ampliações e melhorias em unidades já existentes. Na educação profissional e tecnológica (EPT), são 43 obras em 12 institutos federais em 12 estados do país.
Os campi são do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), localizados em Umarizal, Touros e São Miguel.
A prefeita Dra. Elaine Soligo e o secretário de esportes, professor Júnior Peroli, com a equipe Futlistas, que estreou com goleada na Copa Aral Moreira 2026, na modalidade de futsal. (Fotos: Semel)
Vilson Nascimento
Com a presença da prefeita, Dra. Elaine Soligo, da vice-prefeita, Dra. Marinês Oliveira e dos vereadores, Dr. Fabrício Franco, Grazi Shutz e do Liquinho Matos, entre outras personalidades, a Semel (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer) da prefeitura local, realizou a abertura no último sábado, dia 28 de março, no Ginásio Poliesportivo, da Copa Aral Moreira 2026.
Disputada na modalidade de futsal de base nas categorias, Sub-8, Sub-10, Sub-12, Sub-14 e Sub-17 anos, master, adulto e feminina, além da modalidade de voleibol nas categorias, masculina e feminina, a competição, que reúne ao todo 60 equipes, faz parte do calendário de eventos em celebração ao 50º aniversário de Aral Moreira comemorado no mês de maio.
Segundo o secretário de esporte e lazer do município e coordenador geral da competição, professor Júnior Peroli, a cerimônia de abertura teve, entre outras atrações, a entrada das delegações, a execução do hino nacional e do hino de Aral Moreira e o juramento do atleta, feito pela atleta destaque de Aral Moreira, Júlia Ramiro, campeã do Conesul em 2025, além de presente de uma dança por parte de alunos da Escola Estadual João Vitorino Marques, sob o comando do professor Ricardo.
Apresentações culturais marcaram a abertura da competição, que acontece nas modalidades de futsal e vôlei.
A prefeita, Dra. Elaine Soligo, ao lado das demais autoridades, deu o pontapé para a primeira partida, que marcou, de forma inédita, a abertura oficial com dois times femininos. O confronto entre as equipes, Futlistas e Veteranas terminou com goleada da Futlistas pelo placar de 9×0.
Segundo a organização, a rodada de abertura da Copa Aral Moreira 2026 também teve os jogos masculinos de futsal entre Comercial x Getsêmani, onde o Comercial goleou por 11×0 e a derrota do Amigos do Taco para o Transfabris, que é o atual campeão, pelo placar de 5×3. A grande final da Copa Aral Moreira 2026 está prevista para acontecer no dia 2 de maio.
A equipe Comercial estreou aplicando goleada de 11 a zero.Campeã do futsal em 2025, a equipe Transfabris estreou com vitória e segue firme na busca do bicampeonato em 2026.A competição teve início dia 28 de março e vai até o dia 2 de maio, segundo a organização.A equipe de arbitragem da Copa Aral Moreira 2026, composta por árbitros da Federação de Futsal de MS, com o secretário de esportes, Júnior Peroli.A equipe Getsêmani Guassuty.O time Veteranas F.C.O elenco do Amigos do Taco.
Fachada da edificação onde funciona a Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 51 oportunidades de emprego nesta terça-feira, 31 de março. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 51 oportunidades de emprego para esta terça-feira, 31 de março, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
7 vagas para pedreiro
3 vagas para servente de pedreiro
3 vagas para motorista caminhão pipa
3 vagas para auxiliar de mecânico de autos
2 vagas para mecânico de autos em geral
3 vagas para atendente
2 vagas para vendedor
1 vaga para assistente administrativo cursando superior administração jovem aprendiz
1 vaga para ajudante de eletricista
1 vaga para auxiliar mecânico de refrigeração
1 vaga para instalador de sistemas eletroeletronico de segurança
1 vaga para monitor de sistemas eletrônico de segurança interno
1 vaga para salgadeira
1 vaga para auxiliar de cozinha
1 vaga para auxiliar de limpeza
1 vaga para auxiliar nós serviços de alimentação
1 vaga para confeiteiro
1 vaga para cozinheira
1 vaga para garçom
1 vaga para empregada doméstica
1 vaga para cuidador de idoso
1 vaga para auxiliar de linha de produção
1 vaga para montador de móveis
1 vaga para lavador de carro
1 vaga para mecânico de bicicleta
1 vaga para mecânico de máquinas pesada
1 vaga para mestre de obras
1 vaga para motorista categoria E
1 vaga para motorista de caminhão guincho pesado com munk
1 vaga para operador de pá carregadeira
1 vaga para operador de patrola niveladora
1 vaga para operador de retro escavadeira
1 vaga para soldador
1 vaga para serralheiro
1 vaga para torneiro mecânico
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.
Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, elogiou a decisão do governo do Estado de prorrogar 77 benefícios fiscais vinculados ao ICMS e que são voltados a 12 setores de atividade econômica, incluindo o segmento industrial.
Decretos foram assinados nesta segunda-feira (30/03) na sede da governadoria, em Campo Grande, em solenidade que contou com a presença de autoridades e representantes de diversos setores da economia sul-mato-grossense.
A medida mantém a alíquota modal de ICMS em 17% até o final de dezembro deste ano – atualmente, a menor do país – e estimula a regularização fiscal voluntária das instituições beneficiadas.
“Entendo que o governo acertou, novamente, em manter esses benefícios para as empresas. Até porque o setor produtivo passa por um momento de forte competitividade, e isso tem impacto significativo na atividade econômica em várias áreas. Nesse sentido, o governo foi assertivo na sua posição. A medida atender diversos setores, e cada vez mais Mato Grosso do Sul está atento a esses setores que vêm crescendo e se mantendo competitivos. Nosso Estado tem dado oportunidades e garantido a competitividade. Isso é muito importante”, afirmou o presidente da Fiems.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou o papel do setor produtivo no crescente desenvolvimento econômico do Estado.
“A gente busca gerar o máximo de competitividade possível para que essa roda continue girando numa velocidade cada vez maior”, disse Riedel. “Sempre estarei ao lado de quem faz a roda da economia girar, acreditando que o emprego e a renda são os melhores programas sociais que existem, junto com educação e políticas públicas adequadas, que pegue a pessoa que não acessou o emprego e a renda e traga para dentro desse processo”, completou.
Indicadores da produtividade em MS
O secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), destaca os fatores e métodos pelos quais a produtividade do Estado é avaliada, sendo o primeiro deles o aumento do Produto Interno Bruto (PIB).
“Não dá para falar que uma economia cresce sem ter esse indicador importante. Na última estatística do IBGE, que é de 2023, o estado de Mato Grosso do Sul cresceu 13,5%”, informou. “E se a gente olhar a longo prazo, olhar os últimos 20 anos, Mato Grosso do Sul cresceu 486%. Então, nós somos o terceiro Estado com maior crescimento”, concluiu.
Como um fator fundamental para esse aumento, Jaime citou os investimentos públicos e privados. Ele explica que a manutenção dos incentivos fiscais considera a perspectiva em curso, de alto crescimento do Estado (acima da média brasileira) junto a grandes índices de investimento privado, avanços na industrialização do agro e pleno emprego, liderando o patamar da expansão da indústria de transformação no Brasil.
“Mato Grosso do Sul cresce quatro vezes a média nacional, decorrente do investimento público e privado, por ter um ambiente competitivo, com alíquota do ICMS mantida em 17%, enquanto a maioria dos estados aumentou”, explicou Verruck.
Incentivo na prática
A política fiscal do Estado foi adotada no período da pandemia e desde então passou a integrar as diretrizes econômicas do governo. Voltados ao fortalecimento da base produtiva, os benefícios fiscais visam promover o crescimento e a arrecadação sustentável para fomentar o desenvolvimento econômico, aumentar a competitividade das empresas e gerar emprego e renda à população.
Entre os setores atendidos estão áreas como indústria de alimentos, setor de biocombustíveis, saúde e operações portuárias do Rio Paraguai, aproveitando as aptidões econômicas do Estado.
A iniciativa integra um conjunto de medidas fiscais que incluem programas de regularização de débitos, autorregulação tributária e mecanismos de incentivo à conformidade fiscal. O Executivo sustenta que, ao balancear o controle de gastos, a estabilidade tributária e os estímulos ao setor produtivo, será possível contribuir para planejar e atrair investimentos, aumentar a geração de empregos e expandir a renda média, reduzindo a pobreza extrema e mantendo o estado nas lideranças dos índices de crescimento econômico, superando as expectativas da média nacional.
[E/d] Prefeito Sérgio Barbosa com o diretor da Gazeta, Clesio Damasceno, na manhã desta segunda-feira (30). Foto: Raquel Fernandes
Clesio Damasceno
A Prefeitura de Amambai deve economizar, ao longo de 2026, mais de R$ 2 milhões com os serviços de coleta de lixo urbano e reciclável. A informação foi repassada ao Jornal A Gazeta pelo prefeito Sérgio Barbosa, durante entrevista concedida nesta segunda-feira (30), no gabinete municipal.
Durante a conversa com o diretor do Jornal A Gazeta, Clesio Damasceno, diversos temas foram abordados, entre eles o contorno viário, recolhimento do lixo, serviços urbanos, Previbai, saúde, emendas parlamentares e obras.
Esta foi a terceira entrevista realizada no gabinete do prefeito, em um formato de bate-papo com a imprensa para atualização dos principais assuntos da administração.
Recolhimento do lixo
Um dos temas que mais gerou desgaste e debate na opinião pública no ano passado foi o recolhimento do lixo. Ao comentar o assunto, o prefeito reconheceu as dificuldades enfrentadas, atribuídas principalmente à necessidade de mudanças no contrato entre a prefeitura e a empresa responsável pelo serviço.
A alteração ocorreu por determinação do Tribunal de Contas, que desde 2024 já exigia a realização de uma nova licitação com ajustes para atender à legalidade. Entre as mudanças, está a adoção do pagamento por quantidade de lixo recolhido, em vez do modelo anterior, baseado na prestação de serviços sem medição.
Segundo o prefeito, a administração municipal não estava preparada para essa transição, o que gerou atrasos devido aos trâmites burocráticos do processo licitatório e às negociações com a empresa que prestava o serviço até então.
Após diversas discussões, o edital foi concluído e a empresa SOL BRASIL SOLUÇÕES AMBIENTAIS LTDA foi contratada para a coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU), serviço que vem sendo executado desde setembro do ano passado.
Já a coleta de lixo reciclável passou a operar sob novo contrato a partir de fevereiro deste ano, permanecendo sob responsabilidade da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis – COOPERCICLA.
Além da coleta, a prefeitura também arca com o custo da destinação final do lixo urbano, que é encaminhado para a empresa OCA Ambiental LTDA, em Dourados, responsável pelo tratamento e disposição final dos rejeitos.
Economia
De acordo com o prefeito, e com base nas planilhas apresentadas ao Jornal A Gazeta, a mudança nos contratos resultou em economia significativa para o município.
“Calculamos uma economia de mais de R$ 2 milhões por ano com esse novo contrato, onde a empresa Sol faz o recolhimento do lixo comum e a Coopercicla continua responsável pelo lixo reciclável”, afirmou.
Custo do lixo
Em 2025, a prefeitura gastou cerca de R$ 5,5 milhões com a coleta de lixo e destinação dos resíduos sólidos. Desse total, aproximadamente R$ 4,4 milhões foram destinados à COOPERCICLA, responsável até então pelo recolhimento dos resíduos sólidos e recicláveis, enquanto outros R$ 1,1 milhão foram pagos à OCA Ambiental LTDA, responsável pela destinação final do lixo não reciclável.
Para este ano, conforme planilha apresentada pelo prefeito Sérgio Barbosa, os gastos já apresentam redução significativa. O valor destinado à OCA deve permanecer praticamente inalterado. Já no caso do lixo reciclável, a adoção do pagamento por tonelada recolhida gerou economia considerável, estimada em cerca de R$ 2 milhões anuais.
Situação normalizada
Segundo o prefeito Sérgio Barbosa, desde fevereiro deste ano o serviço de recolhimento do lixo está regularizado, após um período de dificuldades, especialmente a partir de setembro do ano passado.
Na época, o município enfrentou aumento na demanda devido ao período de chuvas intensas, quedas de árvores e necessidade de limpeza urbana, o que agravou a situação.
“A prefeitura sofreu com a mudança repentina, tendo que colocar equipe própria para recolher lixo, o que não estava programado, e isso gerou transtornos e cobranças da população. Mas hoje a situação está normalizada e traz benefícios para o cidadão”, destacou.
Demais assuntos da entrevista serão tratados em mais publicações ao longo dos próximos dias, tanto no impresso quanto no digital.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) oficializou nesta segunda-feira (30) que 784 municípios tiveram alterados seus limites territoriais no período de 1º de maio de 2024 a 31 de abril de 2025.
Essas cidades que tiveram os mapas redesenhados estão em 13 estados.
O IBGE explicou que é uma das missões institucionais do órgão tornar oficiais no mapa do país os novos contornos de estados e cidades.
De acordo com a atualização, a área territorial oficial do Brasil é de 8.509.360,850 quilômetros quadrados (km²), indicando uma retração de 18,726 km² em relação ao valor publicado em 2024.
O país tem 5.569 municípios, mesmo número de 2024, um distrito federal (Brasília) e um estadual (Fernando de Noronha, em Pernambuco).
Entre as cidades que tiveram alteração de limite estão Petrolina (PE), Ouro Preto (MG), Itapemirim (ES), e as paulistas Cubatão, Diadema, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Holambra, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Mogi Mirim, Osasco, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Taubaté e Taboão da Serra.
Veja os estados que têm mais municípios com limites alterados:
Paraná: 399
São Paulo: 173
Amazonas: 62
Piauí: 53
Minas Gerais: 26
Bahia: 24
Santa Catarina: 18
Pernambuco: 10
Rio Grande do Sul: 7
Sergipe: 6
Maranhão: 2
Espírito Santo: 2
Mato Grosso: 2
A lista completa e os novos mapas podem ser encontrados na página do IBGE.
Justificativas
O IBGE explica que as atualizações acontecem a partir da publicação de nova legislação, decisão judicial, atualizações cartográficas com disponibilização de novos insumos cartográficos e pareceres emitidos por órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado.
O gerente da Divisão Territorial Brasileira do IBGE, José Henrique da Silva, acrescenta que 2025 ficou marcado pela grande quantidade de revisões dos limites municipais no Amazonas e no Paraná.
“Praticamente todos os limites passaram por atualização, seja por alteração do entendimento do limite pelos respectivos órgãos estaduais ou pela atualização cartográfica a partir da utilização de insumos cartográficos mais precisos”, detalha.
O IBGE informou que busca manter acordos de cooperação técnica com estados e assembleias legislativas para receber os contornos dos limites territoriais mais precisos diante dos avanços das geotecnologias, que melhoram as identificações, representações e mensurações dos limites do território nacional.
Novas grafias
A atualização do IBGE traz ainda três mudanças de grafia do nome de cidades.
O município de São Luiz (RR) passou a ser chamado de São Luiz do Anauá.
As outras duas modificações são no Rio Grande do Norte. Açu passou a ser escrito como Assú e Arês, como Arez.
As alterações de grafia ocorrem após publicação de nova lei estadual ou por revisão documental que leva à correção do registro nos sistemas do IBGE.
“Todo e qualquer ajuste deve passar pela aprovação do respectivo estado antes de ser implementada pelo IBGE em seus bancos de dados”, esclarece o instituto.
Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
O governo federal reconheceu situação de emergência em saúde pública no município de Dourados (MS) em razão de doenças infecciosas virais, incluindo diversos casos de infecção por Chikungunya. Na última sexta-feira (27), a prefeitura já havia editado decreto declarando situação de emergência em áreas do município afetadas pela doença.
Dados do boletim epidemiológico divulgado pouco antes indicam 1.455 casos prováveis, 785 confirmados, 900 em investigação e 39 internações na área urbana. Também há 539 casos em investigação, 629 confirmados e 1.168 prováveis, além de sete internações, 428 casos com atendimento hospitalar e cinco óbitos confirmados na Reserva Indígena de Dourados.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul informou que o estado vai receber doses da vacina contra o Chikungunya como parte de uma estratégia piloto elaborada pelo Ministério da Saúde. A inclusão do estado ocorre após solicitação formal ao governo federal, motivada pelo cenário epidemiológico de arboviroses registrado em Dourados, sobretudo em territórios indígenas.
A doença
A chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes. De acordo com o ministério, no Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti. Introduzido no continente americano em 2013, o vírus foi responsável por uma epidemia em diversos países da América Central e nas ilhas do Caribe.
No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão do arbovírus. Em 2023, o ministério cita uma importante dispersão territorial do vírus no país, principalmente em estados da Região Sudeste. Anteriormente, as maiores incidências de chikungunya concentravam-se no Nordeste.
As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra-articulares. Casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito. O vírus também pode causar doença neuroinvasiva, caracterizada por agravos neurológicos como encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.
Sintomas
Os principais sintomas da infecção pelo vírus Chikungunya, de acordo com o ministério, são:
Febre;
dores musculares;
dor de cabeça;
dores intensas nas articulações;
manchas vermelhas pelo corpo;
dor atrás dos olhos;
dor nas costas;
conjuntivite não purulenta;
náuseas e vômitos;
edema nas articulações (geralmente as mesmas afetadas pela dor intensa);
prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizada, ou localizada apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés;
diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças);
dor de garganta;
calafrios.
Fases
Segundo a pasta, a doença pode evoluir em três fases:
Febril ou aguda, com duração de cinco a 14 dias;
pós-aguda, com curso de 15 a 90 dias;
crônica, caso os sintomas persistam por mais de 90 dias. Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos.
“É possível que se desenvolvam manifestações extra-articulares, ou sistêmicas: no sistema nervoso, cardiovascular, pele, rins e outros”, destacou o ministério.
Diagnóstico
O diagnóstico da chikungunya tem componentes clínicos e laboratoriais e deve ser feito por um médico. Todos os exames laboratoriais para acompanhamento do quadro clínico e os testes diagnósticos (sorológicos e moleculares) estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em caso de suspeita da doença, a orientação do ministério é que a notificação seja inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Online) em até sete dias. Já em caso de óbitos, a notificação deve ser feita à própria pasta em até 24 horas.
Deve-se considerar como caso suspeito paciente que apresente febre de início súbito, acompanhada de artralgia ou artrite intensa (dor nas articulações) de início agudo, não explicado por outras condições, residente em (ou que tenha visitado) áreas com transmissão até duas semanas antes de começar os sintomas, ou que tenha vínculo epidemiológico com caso confirmado.
Tratamento
O tratamento da infecção por Chikungunya é feito de acordo com os sintomas, já que, até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença. A terapia utilizada é analgesia e suporte.
A orientação do ministério aos profissionais de saúde é estimular a hidratação oral dos pacientes e que a escolha dos medicamentos seja realizada após a avaliação do quadro clínico, com aplicação de escalas de dor apropriadas para cada idade e fase da doença.
Em casos de comprometimento musculoesquelético importante, e sob avaliação médica conforme cada caso, pode ser recomendada ainda fisioterapia.
“Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação”, reforçou a pasta, citando que a automedicação pode mascarar sintomas, dificultando o diagnóstico e agravando o quadro.
Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil