As seis dezenas do concurso 3.008 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 60 milhões.
A pergunta “como faço para parar de me odiar?” geralmente nasce de um tribunal interno onde o juiz usa réguas estrangeiras.
Para muitos — especialmente aqueles que carregam o peso do isolamento, da depressão ou da dificuldade de se encaixar num mundo que não foi desenhado para eles — a existência se apresenta como um sistema de engrenagens no qual eles sentem ser a peça que trava o mecanismo. O ódio por si mesmo surge quando confundimos utilidade com valor.
Este texto não pretende desfazer essa confusão com facilidade. Ela é profunda, enraizada e merece ser levada a sério. O que se pretende aqui é algo mais modesto: oferecer algumas verdades que, talvez, possam começar a soltar os parafusos desse tribunal.
I. A Dignidade da Imagem — e Onde Ela Mora “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27
Essa “imagem” — o que os teólogos chamam de imago Dei — não é uma capacidade técnica. Não é a habilidade de gerir planilhas, manter conversas triviais, interpretar códigos sociais com fluidez ou cumprir expectativas de produtividade. Deus não nos concedeu dignidade porque somos eficientes.
Se o valor humano dependesse da funcionalidade, então o doente, o idoso, o recém-nascido e o exausto emocionalmente perderiam sua dignidade justamente nos momentos em que mais precisam dela. Isso seria absurdo — e, mais do que absurdo, cruel.
A imagem de Deus não é um relatório de desempenho. É um selo ontológico — algo que pertence ao ser, não ao fazer.
Ela aparece na capacidade de amar, mesmo que de forma silenciosa. Na sensibilidade que percebe o que os outros não percebem. Na honestidade de quem se recusa a fingir que está bem. Na profundidade de quem sente mais do que consegue expressar. O valor da vida humana não aumenta nos dias de força nem diminui nos dias de paralisia.
II. A Solidariedade do Sofrimento — Você Não É o Erro “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” Romanos 8:22
No isolamento, nasce frequentemente a sensação de que o sofrimento é uma falha exclusiva. A Escritura a desfaz com uma palavra: toda. Toda a criação geme.
A dor não é evidência de que algo deu errado em você. É evidência de que você vive neste mundo. O autismo, a depressão e a ansiedade não tornam alguém menos humano; são formas específicas de habitar uma fragilidade que é universal. Você não está fora da realidade. Você está dentro dela — de um jeito muito honesto.
III. A Teologia do “Basta” — Quando a Alma Adoece “Basta, Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.” 1 Reis 19:4
O colapso de Elias não veio da fraqueza de caráter, mas do esgotamento de alguém que sustentou por tempo demais uma imagem que não correspondia ao que sentia. A resposta imediata de Deus foi reveladora: descanso, comida e presença.
Deus reconhece a limitação humana. Há momentos em que o cansaço se torna tão profundo que até existir parece pesado. Isso não é falta de fé; é ser humano. Deus conhece nossa estrutura de barro e não está surpreso com ela.
IV. O Lamento Canônico — A Dor Que Não Precisa de Resolução “Pois a minha alma está cheia de males… as trevas são o meu único companheiro.” Salmos 88:3,18
O Salmo 88 começa na escuridão e termina nela. A presença desse salmo no cânon bíblico diz algo que a espiritualidade apressada raramente admite: existe um lamento que não precisa ser resolvido para ser legítimo.
Deus recebeu esse salmo. Isso significa que a dor crua e irresolvida tem lugar diante do Criador. Você pode chegar exatamente onde está. As trevas não precisam ser disfarçadas para que Deus esteja presente nelas.
V. Cristo Entre os Cansados — Deus Que Entrou na Dor “A minha alma está profundamente triste até à morte.” Mateus 26:38
Em Jesus Cristo, Deus não observou a dor humana de longe. Ele entrou nela. No Getsêmani, Jesus descreveu sua própria alma com uma angústia que paralisa. Ele conhece, por experiência, o peso da aflição humana. Ninguém sofre diante de um Deus que não conhece o que é sofrer.
VI. O Sentido Que Antecede os Resultados Viktor Frankl sobreviveu aos campos de concentração nazistas e percebeu que o que sustentava o homem não era a produtividade, mas o sentido. Ele observou que a vida humana possui significado antes mesmo de produzir resultados.
O amor de Deus não é prêmio por eficiência. E o amor verdadeiro de uma família também não nasce da utilidade de alguém, mas do reconhecimento de sua existência como preciosa. Você não precisa se consertar para merecer ser amado.
Reflexão Final
“Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.” Salmos 103:14
Deus conhece a fiação da mente humana. Conhece a exaustão que não tem nome e a frustração de quem sente que sua inteligência não se encaixa nos moldes do mundo. Ele não está decepcionado com a lentidão do processo. Não existe uma versão futura e “funcional” de você que precise chegar primeiro para que Ele o ame.
Este texto não resolve tudo. A dor continua real. Mas talvez — apenas talvez — algumas das réguas estrangeiras usadas por esse tribunal interno comecem a parecer o que sempre foram: estrangeiras.
Escrito com amor e com a mesma pergunta. Pr. Werley Scardini
Nesta quinta-feira, 14 de maio, às 17h, será lançado o Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM) de Naviraí. A iniciativa é realizada pelo Sebrae/MS, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), e com a administração municipal. O evento integra as ações do programa Cidade Empreendedora, desenvolvido no município em uma parceria entre as instituições, e será realizado no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), localizado na Rua Hilda, 203.
Voltado à promoção do desenvolvimento local e à melhoria da qualidade de vida da população, o Cidade Empreendedora reúne um conjunto de ações que fortalecem a gestão pública e impulsionam o fortalecimento dos pequenos negócios. Dentro dessa estratégia, o PDM é a principal ferramenta de orientação: um documento que apresenta o diagnóstico do município, projetos prioritários, indicadores e diretrizes de monitoramento. O material estabelece uma agenda integrada de desenvolvimento, alinhada às vocações do território e às necessidades da comunidade.
Desde 2018, o Cidade Empreendedora já atendeu 45 municípios em Mato Grosso do Sul. Atualmente, 36 cidades participam do programa, divididas em três modalidades: Transforma, Avança e Excelência.
Naviraí ingressa no programa Cidade Empreendedora pela segunda vez, após ter aderido ao programa em 2022. Agora, o município ingressa no pacote “Excelência” – o mais completo e extenso das três opções ofertadas às prefeituras. Nessa frente de acompanhamento, que segue até 2028, são contemplados os oito eixos do programa, com atuação intensiva e ações focadas na eficiência da gestão municipal, melhoria do ambiente de negócios, fomento ao empreendedorismo e promoção do desenvolvimento a partir da vocação e identidade do município.
O etanol teve forte queda em abril, pressionado pelo avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o hidratado fechou 8 de maio a R$ 2,36 por litro, recuo de 22% em 30 dias.
O preço atingiu o menor nível desde junho de 2024. O movimento foi provocado pelo aumento da oferta, favorecido pelo clima mais seco e pelo avanço da moagem de cana.
A produção de etanol de milho também contribuiu para a percepção de mercado mais abastecido. O crescimento estrutural dessa oferta amplia a disponibilidade do biocombustível no início da safra.
Do lado da demanda, as distribuidoras reduziram o ritmo de compras. Com estoques elevados, os compradores passaram a aguardar preços mais baixos, intensificando a pressão sobre as usinas.
Mesmo com a queda de preços, dados do Cepea citados no relatório indicam que as usinas comercializaram cerca de 25% mais etanol em abril na comparação anual. O volume maior, porém, não foi suficiente para evitar a queda das cotações.
No campo regulatório, o adiamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, que avaliaria aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, aumentou a incerteza. Sem definição, o mercado segue dependente do ritmo da safra e da reação das distribuidoras.
A avaliação é de que o cenário exige uma leitura mais aprofundada do campo - Foto: Divulgação
A produção brasileira de grãos segue em ritmo elevado e mantém a expectativa de um ciclo robusto para 2025/26. Segundo análise de Ricardo Leite, especialista em agronegócio, os números nacionais precisam ser observados com cautela, especialmente no caso do milho segunda safra, em que os detalhes regionais podem ter peso maior do que a média consolidada do país.
Dados da Conab apontam produção total de 356,3 milhões de toneladas de grãos no Brasil, com destaque para soja e milho. No caso do cereal, a estimativa é de 139,6 milhões de toneladas, sendo 109,1 milhões de toneladas referentes ao milho segunda safra. Apesar do volume elevado, a própria estatal projeta redução de 3,6% na segunda safra em comparação ao ciclo anterior.
A avaliação é de que o cenário exige uma leitura mais aprofundada do campo. Embora os números nacionais ajudem a formar a percepção inicial do mercado, eles não refletem integralmente as diferenças entre regiões produtoras. Questões como janela de plantio, distribuição das chuvas, estágio das lavouras e condições logísticas podem gerar resultados bastante distintos entre os estados.
O ambiente internacional também segue influenciando o comportamento do mercado. O avanço do plantio nos Estados Unidos, as projeções globais de oferta e demanda e a dinâmica dos estoques continuam impactando preços, exportações e decisões comerciais no Brasil.
A análise do milho segunda safra, portanto, não deve se limitar à ideia de safra cheia ou quebra de produção. O acompanhamento regional, aliado à observação do clima e da demanda de setores como ração animal, etanol, exportação e consumo doméstico, tende a ser determinante para o desempenho do mercado.
A comunidade artística de Japorã está comemorando a execução de mais uma obra realizada hoje (13-05), no centro da cidade. Dois painéis inéditos no estilo grafiteiro foram pintados nas paredes dos sanitários da praça pública em frente a Escola Estadual Japorã. Os desenhos estão destacando a flora, fauna, as presenças do colono (agricultura familiar) e do indígena, que influenciam diretamente na história e no cotidiano do município.
A abertura da Oficina de Grafite, na manhã de hoje, contou com as participações do prefeito Vitor da Cunha Rosa (Malaquias); superintendente do Executivo, Paulo Franjotti; secretária de Educação e Cultura, Veridiana Barbosa da Silva; 1ª Dama e secretária de Saúde, Ivoni Maciel Góes Rosa; vereador Luizinho Bezerra; diretor do Departamento Municipal de Cultura, Leomar Rodrigues (Marão); diretora do Departamento de Convênios e Prestação de Contas, Luciana Soares Crepusculi, professores, alunos, servidores do município e instrutores do curso.
O prefeito Malaquias defendeu as artes como instrumento de transformação, resgate da história e de preservação da memória cultural. “Quando criança, não tivemos a oportunidade de participar de uma aula como esta. Hoje, através de parcerias da Prefeitura com a Itaipu podemos oportunizar este momento magnífico, e que esta seja a primeira de muitas artes de grafite que teremos em Japorã. Que os participantes deem continuidade embelezando mais ambientes de nossa cidade”, discursou o prefeito que abriu a oficina, pintando e deixando sua assinatura no ensaio do curso.
A mesma percepção foi manifestada pela secretária Veridiana que justificou a Oficina de Grafite como forma de incentivar a prática daqueles que já pintam por dom próprio. “A ideia é despertar o interesse, revelar novos grafiteiros e identificar novos artistas plásticos através deste estilo de pintura. Por isso, firmamos mais este convênio com a Itaipu, para incentivar a cultura, valorizar a ancestralidade e, sobretudo, atuar na consciência ambiental em nosso município”, argumentou Veridiana.
O professor de Arte em Grafite, Isaac Souza, ministrou o curso com aulas de teoria e técnicas, mostrando como executar a expressão artística e intenção estética, transbordando o uso de sprays para murais, telas e outras superfícies, explorando cores, texturas e formas. A todos Isaac ensinou como criar uma obra coletiva transformando o espaço em um ambiente mais expressivo e colorido. Em síntese, orientou como melhor aproveitar os sprays para se obter a forma de arte urbana vibrante, principalmente em paredes e espaços públicos.
“Esta oficina proporcionou aprendizado artístico aliado à conscientização ambiental, reforçando o compromisso do município com a formação cidadã e a valorização do meio ambiente entre os alunos, jovens e comunidade japoraense”, avaliou o prefeito Vitor Malaquias ao conferir o resultado final dos dois novos painéis artístico-culturais de Japorã.
A Oficina de Grafite é o resultado de parceria e investimentos que envolvem a Prefeitura de Japorã, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a Itaipu Binacional e a Itaipu Parquetec, por meio do Núcleo de Cooperação Socioambiental.
A fila da perícia médica presencial caiu 30,85% em abril (parcial) se comparada à de janeiro deste ano. Passou de 1,1 milhão para 771 mil. Somente em abril, foram realizadas mais de 511 mil perícias presenciais e outras 473 mil por via documental (quando o segurado envia sua documentação médica e não precisa passar por perícia presencial). Os dados foram apresentados durante a 324ª reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), nesta terça-feira (28), em Brasília.
Considerando-se as Unidades Federativas, o Ceará é o estado com a maior fila de requerimentos: 97 mil pedidos. São Paulo vem em seguida, com 86,9 mil requerimentos. Minas Gerais tem 77,3 mil pedidos e Pernambuco, 50,7mil. Já os estados de Roraima e Acre são os que têm menor quantidade de requerimentos: 600 e 2,6 mil pedidos, respectivamente.
A maior parte dos segurados que aguardam por uma perícia médica presencial no Brasil (540 mil) esperam até 45 dias para realizar o exame. Outros 136 mil aguardam entre 46 e 90 dias. 84 mil esperam entre 91 e 180 dias e 10 mil entre 181 e 365 dias.
O secretário do Regime Geral de Previdência Social, Benedito Brunca, mostrou um comparativo considerando o tempo médio de espera entre o agendamento e a realização da perícia médica. “No último mês conseguimos tirar sete dias desse tempo e isso é bastante significativo”, disse. Em abril, o tempo médio de espera no Brasil está em 40 dias. Em março, o tempo médio era de 47 dias.
Segundo o secretário, em 22 estados houve queda no tempo médio de espera por uma perícia. Brunca disse que a redução nos indicadores é um resultado das medidas adotadas para reduzir a espera. “Tivemos nosso maior desafio em novembro passado com mais de 1 milhão de requerimentos. Hoje, depois das medidas que adotamos, estamos com 771 mil”, afirmou.
O estado com o melhor tempo médio de espera é Mato Grosso do Sul, com 20 dias. Minas Gerais tem 32 dias. Rio de Janeiro, 36 dias. E os que têm maior tempo de espera são Bahia, com 72 dias, Alagoas, com 71 dias, e Ceará, com 60 dias.
CNPS
O Conselho Nacional de Previdência Social é órgão superior de deliberação colegiada, integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social. Tem por função estabelecer diretrizes gerais, participar, acompanhar e avaliar sistematicamente a gestão previdenciária, bem como apreciar as decisões de políticas aplicáveis à Previdência Social.
Fonte: Assessoria Ministério da Previdência Social
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) esteve reunida com autoridades de Caarapó para alinhar demandas prioritárias e reforçar o compromisso do mandato com o município. Com investimentos que somam mais de R$ 400 mil em emendas parlamentares para saúde, assistência social e cidadania.
A agenda institucional reforça a atuação da parlamentar e a parceria construída com Carapó desde o início do mandato. “Esses recursos chegam para fortalecer áreas fundamentais e apoiar projetos que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou a deputada.
Do total destinado, cerca de R$ 250 mil são investidos na assistência social, contemplando iniciativas como o Projeto Benjamin, voltado ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica.
Outro projeto beneficiado é o Revive, coordenado pelo pastor Ademir, referência no trabalho de recuperação e reinserção social de dependentes químicos no município. Na área da saúde, parte das emendas foram destinadas à aquisição de respiradores para o Hospital Municipal, ampliando a estrutura de atendimento e fortalecendo a rede pública local.
O trabalho desenvolvido em Caarapó reflete a prioridade do mandato de Lia Nogueira em fortalecer os municípios por meio de investimentos, parcerias que garantem investimentos e impactam as famílias.
Palácio do Supremo Tribunal Federal na Praça dos Três poderes em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.
O plenário analisa três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo contra a norma.
A sessão de hoje foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos. Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).
Em julho de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.611 para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.
A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir queas empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.
Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.
Sustentações
A advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas.
Segundo Camila, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.
“É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio”, afirmou.
Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. Ela ressaltou que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres produzem efeitos no mercado de trabalho.
“Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos”, completou.
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta quarta-feira (13). O dólar disparou e voltou a fechar acima de R$ 5, enquanto a bolsa recuou quase 2%, após investidores reagirem à divulgação de uma reportagem que vincula o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Além do impacto político, o mercado também demonstrou preocupação com novas medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis, consideradas por investidores como um possível risco fiscal por envolver subsídios.
Reação do mercado
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 2,31%, cotado a R$ 5,009, no maior valor de fechamento desde 10 de abril.
Durante a tarde, a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 5,0130, ultrapassando a barreira psicológica de R$ 5 pela primeira vez em três pregões. A cotação operava em R$ 4,91 até por volta das 14h50, quando saiu a reportagem.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,8% e fechou aos 177.098 pontos, no menor nível desde 20 de março. O volume financeiro negociado somou R$ 66,39 bilhões.
Até o início da tarde, o índice ainda operava acima dos 180 mil pontos, mas perdeu força após a publicação da reportagem.
O maior encontro municipalista de Mato Grosso do Sul já tem data, tema e inscrições liberadas. A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) abriu, na segunda-feira (11), pelo site do Sebrae/MS, as inscrições gratuitas para o 4º Congresso dos Municípios de MS, que vai reunir gestores, autoridades, instituições e empresas nos dias 9 e 10 de junho, no Bosque Expo, em Campo Grande.
Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o congresso chega à quarta edição, consolidado como espaço de debates, articulação política, troca de experiências e apresentação de soluções voltadas à administração pública municipal.
Promovido pela Assomasul, com co-realização do Sebrae/MS e apoio do Governo do Estado, o evento deve reunir prefeitos, gestores municipais, secretários, técnicos, parlamentares, instituições parceiras e lideranças de diferentes setores que atuam diretamente no fortalecimento dos municípios sul-mato-grossenses.
Na última edição, o Congresso dos Municípios de MS reuniu mais de 4 mil participantes em um dos maiores encontros municipalistas do Estado/ Foto: Edson Ribeiro
A proposta temática desta edição reforça uma pauta defendida pela entidade: municípios mais fortes, eficientes e articulados são fundamentais para o desenvolvimento regional e nacional.
Presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli destacou a importância do congresso para construção de soluções e fortalecimento da gestão pública.
“Quando falamos em eficiência do municipalismo, falamos da capacidade de transformar a realidade das pessoas a partir da ponta. É no município que a vida acontece, que a política pública chega e que os resultados precisam aparecer. O 4º Congresso dos Municípios de MS será um espaço para unir lideranças, compartilhar soluções e reafirmar que fortalecer os municípios é, também, ajudar a construir um Brasil mais eficiente, mais equilibrado e mais próximo da população”, afirmou.
Na última edição, o Congresso dos Municípios de MS reuniu mais de 4 mil participantes em um dos maiores encontros municipalistas do Estado/ Foto: Edson Ribeiro
Segundo Thalles, o congresso também representa um ambiente estratégico para aproximação entre instituições públicas, empresas e gestores municipais de todo o Estado.
Além da programação técnica e política, a venda de estandes segue aberta para marcas, empresas e instituições interessadas em ampliar a conexão com prefeitos, secretários e tomadores de decisão. A área de exposição será um dos destaques do evento, reunindo soluções, serviços e inovação voltados à administração pública.
As etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca serão realizadas no mês de junho em diversos estados. O objetivo é mobilizar pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais atores envolvidos na cadeia produtiva do pescado no país.
Retomada após 16 anos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Conferência possibilita a participação social na construção de políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola.
Além das etapas estaduais e distrital, estão previstas conferências livres e temáticas e uma etapa virtual. A etapa nacional presencial, será realizada em Brasília (DF), de 11 a 13 de novembro.
As datas das conferências nos demais estados serão divulgadas em breve.
Confira as datas das 13 conferências já confirmadas pelos governos estaduais:
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta-feira (13) a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, responsável pela marca Ypê, contra a suspensão da fabricação, venda e uso de produtos da marca.
Na abertura da 8º Reunião Ordinária, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação. O item voltará a ser analisado pela diretoria na próxima sexta-feira (15).
Safatle afirmou que a Anvisa e a empresa têm realizado reuniões técnicas para “mitigação dos riscos sanitários”. A previsão, segundo o presidente, é que a empresa apresente nesta quinta-feira (14) medidas para correção das irregularidades encontradas na fábrica.
De acordo com Safatle, em fiscalização realizada em abril deste ano, as equipes da Anvisa, em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo, encontraram 76 irregularidades na unidade, como a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 10 lotes.
O presidente da agência reguladora manteve o alerta para que os consumidores não utilizem os lotes terminados em 1, por causa de contaminação.
“Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, disse.
Em nota, a Ypê informou que está em colaboração com a Anvisa “na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026”.
Representantes da empresa se reuniram ontem com diretores da agência “e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa”.
“A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor”, disse a empresa, acrescentando que solicitou a manutenção da suspensão até que todas as medidas estejam concluídas.
Sobre a reunião, a Anvisa informou, também em um comunicado divulgado ontem, que a fábrica de Amparo intensificou “o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025”.
Participaram da reunião o diretor-presidente, Leandro Safatle; o diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização; o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e COO da empresa, Jorge Eduardo Beira.
A agência informou ter verificado “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”.
A empresa recorreu da decisão e a fabricação e comercialização dos produtos passaram a ficar liberados. No entanto, a Ypê não retomou a produção ainda.
>> Veja os produtos com os lotes que terminam com o número 1:
Bruno Moretti anuncia que no caso da gasolina o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro .- Valter Campanato/Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.
A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar de R$ 0,40 a R$ 0,45 por litro no momento.
No caso do diesel, a subvenção de R$ 0,3515 entrará em vigor em junho, quando acabará a redução a zero dos tributos federais.
Como funciona
Bruno Moretti anuncia que no caso da gasolina o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro .- Valter Campanato/Agência Brasil
Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.
A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.
O ministro Moretti comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.
“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.
Alta do petróleo
O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.
Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.
A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.
Impacto fiscal
De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.
No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.
Com o subsídio estimado em R$ 0,40 para a gasolina, explicou Moretti, o custo para o governo federal ficará em R$ 1,2 bilhão por mês. No caso do diesel, a nova subvenção custará R$ 1,7 bilhão mensais. Depois de dois meses, o governo avaliará a necessidade de prorrogação da medida.
Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.
“É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.
Diesel e gasolina
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.
Alexandre Silveira diz que subenção começa pela gasolina porque é o combustível que ainda não recebeu compensação- Valter Campanato/Agência Brasil
No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.
Prazo da medida
O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.
Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.
O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.
Medidas anteriores
Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.
Entre as medidas já adotadas estão:
zerar PIS/Cofins sobre diesel e biodiesel;
subsidiar diesel nacional e importado;
criar ajuda para o gás de cozinha;
zerar tributos sobre querosene de aviação;
liberar crédito para companhias aéreas;
ampliar fiscalização sobre preços abusivos nos postos.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.
Projeto no Congresso
Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.
A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.
Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas
Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
O Brasil fechou o ano de 2025 com um aumento de 5% no estoque de empregos formais, na comparação com 2024. O país fechou o ano passado com 59,971 milhões de trabalhadores com emprego formal.
Desse total, 46,128 milhões são celetistas; 12,657 milhões estatutários e trabalhadores em organizações sem fins lucrativos, sindicatos, pessoa física rural, entre outros, somaram 1,186 milhão.
As informações constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo. Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ao divulgar os números.
O principal setor responsável pelo estoque de empregos foi o de Serviços, com 35,695 milhões, uma alta de 7,2% em relação a 2024. Na sequência, vem o Comércio, com crescimento de 1,7% e 10,487 milhões de empregos, e a Indústria com 9,017 milhões e um crescimento também de 1,7%.
A construção somou 2,57 milhões de empregos, registrando uma alta de 2,5%, e a agropecuária, com 1,812 milhões de empregos e um crescimento de 1,6%.
No setor de serviços, a administração pública mostrou crescimento de 15,2% no número de empregos, com 1.483.555 vínculos. A maior parte desse crescimento ficou concentrada nos municípios, com 18,2% (1,182 milhões vínculos) e nos governos estaduais, de 10,3% (408.018 vínculos).
Houve aumentos expressivos na educação, com alta de 6,2% ou 212.611 vínculos, e de menor intensidade na saúde humana, com 4,2% ou 142.598 vínculos.
Apesar do aumento no estoque de empregos, a Rais mostrou que houve uma ligeira queda na remuneração média, de 0,5% na mesma base de comparação, chegando a R$ 4.434,38 em 2025.
A Rais é divulgada anualmente e apresenta informações sobre todos os estabelecimentos formais e vínculos celetistas e estatutários no Brasil. Segundo os dados, o número de estabelecimentos com empregados passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um crescimento de 2,1%.
Os números mostram ainda que entre as regiões, o crescimento relativo foi mais intenso nas regiões Nordeste, de 10,1%, com 1.076.603 vínculos criados; depois vem a Norte com crescimento de 10,1% e 354.753 vínculos; a Centro-Oeste, com alta de 5,7% e 322.513 vínculos.
A Região Sudeste, com o crescimento de 2,9% e 807.240 vínculos, e a Sul, com alta de 2,9% e 285.514 vínculos, também tiveram aumentos absolutos expressivos.
A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada na Região Sudeste (47,4%), seguida pela Região Nordeste (19,5%) e pela Região Sul (16,8%).
Entre as Unidades da Federação, o maior crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024 foi registrado no Amapá, com um crescimento de 20,5% e 31.396 vínculos; no Piauí, com alta de 13,2% e 74.244 vínculos; em Alagoas, cujo crescimento foi de 13%, gerando 81.633 vínculos; e na Paraíba, com 12,9% e 103.278 vínculos.
Em variação absoluta, os maiores crescimentos foram em São Paulo de 2,3% (357.493 vínculos), na Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos), em Minas Gerais, crescimento de 3,7% (224.876) e no Ceará, com aumento de 10,6% (195.462 vínculos).
Fonte: Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
O município de Itaquiraí celebra hoje (13) seus 46 anos de emancipação política e administrativa, em uma agenda que contou com a presença do governador Eduardo Riedel. Ele entregou à população o novo Quartel do Corpo de Bombeiros da cidade, além de obras de infraestrutura e saneamento, e ainda assinou novos investimentos nas áreas de trânsito e habitação, totalizando investimentos na ordem de R$ 44,1 milhões.
Durante a celebração dos 46 anos de Itaquiraí, o governador destacou o momento de crescimento do município e do Estado, reforçando o sentimento de orgulho pelas conquistas alcançadas ao longo das últimas décadas.
“Saneamento é o básico, mas o Brasil ainda não tem. Aqui já chegamos a 76% de cobertura e seremos o primeiro estado a universalizar o saneamento até 2028. Isso representa saúde e qualidade de vida para a população”.
Governador entrega obras de saneamento básico no município
O governador também destacou ações em habitação, mobilidade e rodovias, citando a viabilização de recursos internacionais para ampliar a infraestrutura estadual. “Conseguimos viabilizar um recurso de R$ 1,2 bilhão junto ao Banco Mundial para a reestruturação de 800 quilômetros de rodovias. Isso mostra a capacidade de articulação e planejamento do Estado”.
O Quartel dos Bombeiros possui uma área de 608 metros quadrados, com investimento de R$ 1,2 milhão. A iniciativa contou com parceria do Governo do Estado e a Prefeitura de Itaquiraí.
Cidade ganhou novo Quartel do Corpo de Bombeiros
Também foi assinada a autorização para execução de sinalização viária no município, por meio do Detran MS. O projeto prevê a implantação de 2.030 metros quadrados de sinalização horizontal, instalação de 58 placas de sinalização vertical, além de 10 placas indicativas.
A intervenção inclui ainda a adoção de sentido único nas ruas Carmem Barbosa Pupo e Avenida Campo Grande, com investimento total de R$ 467 mil.
Em discurso, o prefeito de Itaquiraí, Thalles Henrique Tomazelli, disse que o momento representa um avanço importante para o município, consolidando parcerias e ampliando a capacidade de atendimento à população.
“Celebramos este momento em um dia memorável, o aniversário de 46 anos de Itaquiraí, com a entrega desta unidade do Corpo de Bombeiros. Expressamos nossa gratidão ao governador, que demonstra constante atenção aos munícipes de Itaquiraí, aos nossos bairros, à área urbana e à área rural, impulsionando um desenvolvimento que almejamos em conjunto”.
Na área habitacional, foi formalizada a autorização para celebração de convênio para construção de 80 unidades habitacionais no Loteamento Jardim Nova Conquista. O investimento total é de R$ 5,7 milhões, sendo R$ 3,8 milhões provenientes do Estado e R$ 1,5 milhão do município.
As moradias terão 42,56 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de estrutura completa com instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, fundação em estaca e bloco, cobertura em madeira, piso e forro no banheiro e na cozinha, além de fossa, sumidouro e padrão de energia com hidrômetro.
A programação em Itaquiraí reforça o ciclo de investimentos e evidencia a estratégia de integração entre Estado e município para ampliar infraestrutura, melhorar serviços públicos e impulsionar o desenvolvimento local.
Fonte:Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Realizar o sonho da casa própria vai ficar mais acessível para milhares de famílias de Mato Grosso do Sul. A Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul) ampliou o alcance dos programas habitacionais e assim fortaleceu o apoio oferecido às famílias que buscam financiar sua moradia com mais segurança, dignidade e qualidade de vida.
As mudanças atualizam os limites de renda dos programas estaduais e reajustam os valores dos subsídios concedidos pelo Governo do Estado, permitindo que mais pessoas possam participar das iniciativas habitacionais desenvolvidas em parceria com os municípios e o Governo Federal.
Com a nova regulamentação, famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 8,1 mil passam a se enquadrar em modalidades como Crédito Associativo e Lote Urbanizado. A atualização acompanha a realidade econômica atual e amplia as possibilidades de acesso à moradia para trabalhadores que antes acabavam fora dos critérios dos programas.
A diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, destaca que as alterações representam um avanço importante na política habitacional do Estado. “Nosso compromisso é fazer com que mais famílias tenham condições reais de conquistar sua casa própria. Muitas vezes, pequenos aumentos na renda acabavam impedindo o acesso aos programas habitacionais. Com essa atualização, conseguimos ampliar esse atendimento e alcançar pessoas que realmente precisam desse apoio”, afirmou.
Além da ampliação da faixa de renda, os subsídios estaduais também foram reajustados. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o benefício poderá chegar a R$ 32 mil para famílias com renda de até R$ 3,2 mil. Já nos municípios menores e em cidades impactadas por grandes empreendimentos, os subsídios podem alcançar R$ 25 mil.
Outro ponto importante das novas regras é a exigência de acabamento interno nas unidades habitacionais contratadas a partir da atualização da portaria. As moradias deverão ser entregues com piso cerâmico, porcelanato ou laminado nas áreas internas, garantindo mais conforto e qualidade para os futuros moradores.
“A habitação vai além da entrega de paredes e telhado. Estamos falando de dignidade, acolhimento e qualidade de vida. Quando entregamos uma casa com melhor acabamento, também entregamos mais tranquilidade para as famílias iniciarem uma nova etapa de suas vidas”, ressaltou Maria do Carmo.
As alterações também reorganizam a distribuição das cotas habitacionais em Mato Grosso do Sul. Campo Grande lidera a previsão de atendimento, com 4,3 mil unidades previstas, seguida por Dourados, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e outros municípios contemplados pelos programas estaduais.
As novas regras entram em vigor a partir da publicação da portaria e serão válidas para novos contratos, solicitações de subsídio e futuras seleções habitacionais, sem aplicação retroativa.
A decisão de revogar a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor – a chamada taxa das blusinhas – corrige uma política que não atingiu os objetivos propostos quando foi criada, segundo avaliação da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).
Em vigor desde agosto de 2024, a taxa de 20% foi aplicada em compras internacionais online de até US$ 50. O governo federal, no entanto, voltou atrás e anunciou, na terça-feira (12), a decisão de zerar esse imposto.
Na avaliação da Amobitec, a aplicação da taxa resultou em aumento de preços ao consumidor no varejo nacional, “sem contrapartidas claras em geração de emprego e renda”.
De acordo com o diretor-executivo da associação, André Porto, a taxa das blusinhas foi justificada, à época, como uma medida para estimular a indústria nacional, gerar empregos e aumentar a renda nos setores protegidos.
No entanto, esses efeitos não foram verificados ao longo do período de vigência.
Aumento de preços
“O que vimos foi aumento de preços e lucros, sem contrapartida. Estudos comprovaram que não houve geração de emprego nem aumento de renda nos setores beneficiados”, disse à Agência Brasil o dirigente da entidade.
A avaliação se apoia em estudos de consultorias da Global Intelligence Analytics, que apontam ausência de ganhos em nível de emprego e indícios de reajustes acima da inflação.
Encomendado pela Amobitec, o estudo mostra que “os benefícios da medida foram absorvidos principalmente pelas empresas do varejo nacional por meio do aumento de preços em bens de consumo”.
Além disso, a medida reduziu a demanda por produtos importados de menor valor no e-commerce internacional, com impacto negativo especialmente sobre o consumo e o poder de compra das classes de menor renda.
A análise considera, segundo a associação, dados públicos de diferentes bases oficiais, como Receita Federal e PNAD, de 2018 a 2025, e os compara ao comportamento desses setores antes e após a implementação da taxação.
Acesso ao consumo
Com a retirada do tributo, a expectativa da Amobitec é de ampliação do acesso ao consumo, especialmente entre a população de menor renda.
Segundo André Porto, o modelo anterior criava uma desigualdade, já que consumidores de maior renda têm melhores condições para adquirir, durante viagens internacionais, bens no exterior, livres de taxações, enquanto os mais pobres dependem das compras online.
“A classe alta viaja e tem isenção de até US$ 1 mil. A medida justifica isenção para quem não pode viajar ao exterior”, argumentou.
Para André Porto, a revogação representa o retorno a um modelo mais alinhado a práticas internacionais, sem prejuízo relevante para a economia. “Estamos retornando a um status do qual não deveríamos ter saído”, afirmou.
A Amobitec, enquanto representante de plataformas de comércio online, reúne empresas como Amazon, 99, Alibaba, Buser, iFood, Flixbus, Lalamove, nocnoc, Shein, Uber e Zé Delivery
Críticas à revogação
A Amobitec é uma das poucas entidades que manifestaram publicamente apoio à decisão do governo federal em zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) são algumas das entidades que se disseram preocupadas com as consequências da revogação da taxa.
Em termos gerais, as argumentações apresentadas por essas entidades contrárias à revogação da taxa sugerem que a medida representa vantagem para empresas estrangeiras, na concorrência com o setor produtivo nacional.
As companhias dizem que, nesse contexto, as empresas brasileiras ficariam sujeitas a tributações mais altas, o que acaba por promover desigualdade tributária na concorrência com plataformas internacionais.