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domingo, 7 de junho de 2026
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Rodar MS: programa que alia manutenção proativa, segurará viária, redução de custos e otimização

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A assinatura nesta terça-feira (14) em Brasília (DF) da autorização federal para Mato Grosso do Sul contratar crédito junto ao BIRD (Banco Mundial), no valor de U$S 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), representa uma mudança de paradigmas na gestão de infraestrutura e logística sul-mato-grossense. O ato aconteceu no Palácio do Planalto – a autorização do Legislativo estadual para dar andamento no acordo concedida em novembro de 2024.

Desenvolvido pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e pela Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística), o projeto prevê manutenção proativa, de maneira contínua e preventiva, adequação à resiliência climática e segurança viária das rodovias do Estado.

O modelo é amplamente utilizado em países que utilizam recursos de financiamento de organismos multilaterais, de maneira a reduzir custos e otimizar o recurso público, garantindo longevidade e segurança do investimento. Além disso, a iniciativa garante acesso sustentável e seguro com a implantação de uma metodologia preventiva para a gestão da infraestrutura rodoviária, e também prevê a melhoria das características físicas por meio de contratos baseados em critérios de desempenho.

“É um projeto que vai requalificar 730 km de pavimento em rodovias estaduais no Vale do Ivinhema, como a MS-141, a MS-145 e a MS-147. Mais de 20 municípios serão contemplados com esse modelo inovador de PPP [Parceria Público-Privada] em que o vencedor da licitação vai fazer a melhoria asfáltica dessa região e também a manutenção das mesmas por 10 anos após a restauração”, explica o governador Eduardo Riedel, durante a assinatura da contratação do crédito.

Riedel também conta que a assinatura desta terça-feira foi uma conquista para Mato Grosso do Sul que vai poder transformar um grande volume de recursos em infraestrutura para as pessoas que moram na região do Vale do Ivinhema. “Agora que estamos autorizados pela União, que é a avalista, temos que aprovar no Senado em tempo hábil para assinar o contrato com o Banco Mundial. Nossa bancada já se articulou para termos esse resultado”, frisa o governador, logo após visita ao Senado.

Além do governador Eduardo Riedel, também participaram do ato o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, parlamentares que compõem a bancada federal de Mato Grosso do Sul em Brasília, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Rodar MS: programa que alia manutenção proativa, segurará viária, redução de custos e otimização

Modelo inovador

No modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias) cabe à empresa contratada a responsabilidade não apenas pela execução das obras, mas também pela manutenção do pavimento por um período determinado. Complementando, a modalidade DBM (Design, Build, Maintain) agrega ainda a etapa de elaboração do projeto, permitindo maior controle de qualidade, redução de custos e otimização dos prazos.

“O Rodar MS representa um avanço importante na forma como o Estado cuida da sua malha rodoviária. Estamos saindo de um modelo reativo para uma atuação planejada, com foco em prevenção, durabilidade e segurança. Esse trabalho, conduzido de forma integrada entre a Seilog e o EPE, permite que a gente una capacidade técnica, planejamento e inteligência de gestão para garantir rodovias mais seguras, eficientes e preparadas para os desafios climáticos. É uma construção conjunta que fortalece a infraestrutura e traz resultados concretos para quem depende das estradas no dia a dia”, destacou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Já a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, explica que, com aprovação do Governo Federal, o projeto que permite contratação de crédito junto ao Banco Mundial será ainda enviado para aprovacão do Senado Federal, que emitirá uma resolução autorizando a contratação da operação de crédito. Após isso, o Estado estará apto a assinar a operação com o Banco Mundial.

“Após a assinatura do contrato, serão cinco anos de implantação. Será um programa que estabelece uma nova metodologia de manutenção de curto, médio e longo prazo. A finalidade é perpetuar a iniciativa, porque, se você faz uma boa rodovia com um bom modelo de gestão, ao longo dos anos os investimentos serão mais adequados e menos onerosos ao Estado”, destaca Eliane.

O Rodar MS também busca gerar oportunidades socioeconômicas para o Estado, integrando aspectos sociais e ambientais (ESG), estimulando a descarbonização da logística de transportes e ampliando a segurança no acesso a ambientes de ensino.

Outros objetivos são a melhoria da eficiência na gestão técnica, ambiental, administrativa e operacional da malha rodoviária, bem como o aperfeiçoamento da gestão do transporte por meio da aquisição de equipamentos, sistemas e capacitação de servidores.

Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Interna: Ricardo Stuckert/PR

Casa do Trabalhador disponibiliza 48 oportunidades de emprego nesta quarta em Amambai

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Foto: Divulgação

Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 48 oportunidades de emprego para esta quarta-feira, dia 15 de abril, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

7 vagas para pedreiro 

3 vagas para servente de pedreiro 

3 vagas para motorista caminhão pipa 

3 vagas para auxiliar de mecânico de autos 

3 vagas para vendedor 

2 vagas para mecânico de autos em geral 

2 vagas para atendente 

2 vagas para auxiliar de limpeza 

1 vaga para confeiteiro 

1 vaga para cozinheira 

1 vaga para empregada doméstica 

1 vaga para salgadeira 

1 vaga para montador de móveis 

1 vaga para monitor de sistema eletrônico de segurança interno 

1 vaga para instalador de sistema eletrônico de segurança 

1 vaga para agente de saneamento 

1 vaga para ajudante de eletricista 

1 vaga para ajudante de serralheiro 

1 vaga para serralheiro 

1 vaga para soldador 

1 vaga para auxiliar de linha de produção 

1 vaga para auxiliar de mecânico de refrigeração 

1 vaga para mecânico de automóveis 

1 vaga para mecânico de bicicleta 

1 vaga para mecânico de máquinas pesadas manutenção 

1 vaga para motorista categoria E 

1 vaga para motorista de caminhão guincho pesado com munk 

1 vaga para caçambeiro 

1 vaga para operador de patrola niveladora 

1 vaga para torneiro mecânico 

1 vaga para mestre de obras

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.

Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhões

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.996 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (14). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhõesMega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhões

Os números sorteados são: 07 – 09 – 27 – 38 – 49 – 52

  • 78 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 25.112,52 cada
  • 4.220 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 765,10 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (16), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado rejeitaram o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que, entre outros pontos, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitadoRelatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado

Foram seis votos contrários e quatro a favor do parecer. Com isso, a CPI encerra os trabalhos sem um documento final.

Antes da votação do relatório, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o fato de os trabalhos não terem sido prorrogados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Infelizmente, essa CPI não apresentou um resultado daquilo que nós almejamos. Nós fomos impedidos efetivamente de termos essa CPI tão importante do crime organizado que deixa a população fragilizada no seu direito constitucional que é segurança a pública, porque, infelizmente, a Presidência dessa Casa não prorrogou a Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

Contarato também criticou o STF por, segundo ele, ter dificultado a oitiva de depoentes, o que impediu a CPI de coletar provas “de natureza objetiva e subjetiva”.

No entanto, o presidente da CPI defendeu a importância da instituição para a democracia e também posicionou-se contra indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República Paulo Gonet, proposto pelo relator. 

“O ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas e isso é muito grave, isso é muito sério dentro da democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente”, argumentou.

O senador disse ainda esperar que o STF faça uma autocrítica de determinadas posições, a exemplo dos habeas corpus que impediram diversos depoimentos e o impedimento de acesso a informações colhidas pela Polícia Federal.

“Acho que vai chegar um momento de fazer uma análise, uma autoanálise”, pontuou. 

A favor do relatório votaram: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (NOVO-CE), Espiridião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES). Contra o relatório: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também criticou o relatório. Ele ressaltou que uma CPI não é uma lugar de disputa política, é um lugar de investigação.

“Do ponto de vista de indiciamento, (Fabiano) Zettel não foi indiciado, Daniel (Vorcaro) não foi indiciado, o ex-presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto) não foi indiciado”, destacou Wagner, que votou contra o relatório do senador Alessandro Vieira.

“Se a Vossa Excelência mantivesse aqui as sugestões legislativas feitas, conte com o meu voto. Com o restante do processo de indiciamento, que na minha opinião não indicia a centralidade da sua CPI, que é do Crime Organizado, me perdoe, eu tenho que votar contra, porque eu não vou corroborar com a sanha de querer atacar instituição Supremo Tribunal Federal, como muitos têm feito aqui.”

Troca de integrantes 

Mais cedo, na abertura dos trabalhos,houve a troca de integrantes do colegiado. Os senadores Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) substituíram os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), integrantes do bloco partidário formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.

A substituição ocorreu a pedido do líder do bloco desses parlamentares, Eduardo Braga (MDB-AM), a quem cabe indicar os integrantes do colegiado.

O relator Alessandro Vieira imputou ao governo a troca de integrantes do colegiado e a derrota na votação.

Vieira defendeu o indiciamento de ministros do Supremo e disse que a derrota só “vai adiar a pauta”.

“A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, reflete apenas um atraso na pauta. Ela pode não acontecer agora, mas tem data para acontecer”, disse o senador após o resultado da votação.

A CPI investigou o modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país. Além de investigar a ocupação territorial por facções, a CPI fez um levantamento dos crimes relacionados às atividades econômicas, à lavagem de dinheiro e de infiltração no Poder Público, como no caso do Banco Master.

O relatório foi apresentado após 120 dias de trabalho. Com 220 páginas, o parecer de Vieira traz um retrato do funcionamento do crime organizado no Brasil e propõe medidas para combater o avanço da criminalidade.

Para o relator, “o fenômeno da criminalidade organizada no Brasil atingiu um patamar de complexidade e enraizamento que representa uma ameaça concreta à soberania do Estado, à democracia e aos direitos fundamentais da população”.

Organizações criminosas

De acordo com o relatório, 90 organizações criminosas foram mapeadas, sendo duas com atuação nacional e transnacional e presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Entre as organizações citadas estão o Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro; e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Para Vieira, essas facções criminosas atuariam “como verdadeiros para-Estados, exercendo domínio territorial sobre comunidades inteiras, impondo regras de convivência, cobrando tributos ilegais e fornecendo serviços que deveriam ser de competência estatal”.

Segundo o relatório, pelo menos 26% do território nacional estariam sob algum tipo de controle do crime organizado e 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com a presença dos criminosos. A lavagem de dinheiro é foi apontada como “o mecanismo central de sustentação do crime organizado”, presente na venda de cigarro, ouro, mercado imobiliário, bebidas, fintechs, criptomoedas e fundos de investimento.

Experiências exitosas

Segundo Vieira, a CPI também identificou experiências exitosas no enfrentamento ao crime organizado, ao citar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), presentes em todas as 27 unidades da Federação.

“A estratégia de descapitalização financeira, com mais de R$ 4 bilhões apreendidos apenas na Operação Carbono Oculto, comprovou que atingir o patrimônio das organizações é mais efetivo do que a mera repressão policial convencional. A cooperação internacional, com adidâncias policiais em 34 países e a prisão de 842 foragidos entre 2021 e 2025, evidencia que o Brasil dispõe de capacidade operacional significativa quando há recursos e articulação adequados”, destacou.

Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial

Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. 

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente. 

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário. 

Conforme o governo, aproposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Prefeitura de Naviraí reforça regras para presença de menores e adolescentes na 30ª Exponavi

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Com entrada gratuita, a 30ª Exponavi promete atrair famílias de toda a região. Para garantir o cumprimento das normas de proteção à criança e ao adolescente, a Prefeitura Municipal, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM) e em apoio ao Sindicato Rural de Naviraí, reforça as regras obrigatórias para o acesso de crianças e adolescentes ao Parque de Exposições, conforme determinação judicial da 2ª Vara Cível.

As crianças e adolescentes de até 15 anos completos só poderão ingressar e permanecer no recinto se estiverem acompanhados pelos pais ou representantes legais, portando, obrigatoriamente, a documentação pessoal original com foto.

Para os jovens de 16 e 17 anos, é permitido o acesso desacompanhado, desde que apresentem na portaria o Termo de Autorização devidamente preenchido e assinado pelos pais ou responsáveis, com o reconhecimento de firma em cartório. Além do termo, é necessária a cópia do documento oficial do responsável que assinou a autorização e o documento de identidade original do próprio adolescente.

O sindicato Rural de Naviraí disponibiliza o formulário físico para retirada nos seguintes locais: na recepção do Paço Municipal, na Gerência Municipal de Educação e Cultura, e também na Escola Milton Dias Porto. O modelo para impressão também pode ser acessado pelo endereço eletrônico: MODELO DO TERMO DE AUTORIZAÇÃO.

De acordo com a organização do evento é fundamental que o adolescente deve manter esses documentos consigo durante toda a permanência no evento, pois poderão ser solicitados a qualquer momento pela fiscalização ou forças de segurança. é expressamente proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.

Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai

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O interior do cômodo ficou totalmente destruído após o incêndio. (Fotos: CBM)

Vilson Nascimento

O Corpo de Bombeiros controlou, na manhã dessa terça-feira, dia 14 de abril, um incêndio à residência, em Amambai.

Segundos bombeiros, antes de ser controlado pela equipe de combate a incêndio, o fogo causou várias avarias em um dos cômodos da casa, localizada nas proximidades da antiga Fiama.

De acordo com o Corpo de Bombeiros o morador teria relatado que o incêndio teria sido causado por sua ex-esposa, que teria ateado fogo em um colchão.

Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai
Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai

Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

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Foto: B3/Divulgação

O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontosBolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

Com o desempenho recente, o índice acumula alta de:

  • 0,68% na semana;
  • 5,97% no mês;
  • 23,29% no ano.

Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

Câmbio

O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

  • queda de 0,06% no dia;
  • queda de 3,57% em abril;
  • queda de 9,02% no ano.

Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

Petróleo em queda

Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) alerta para a perigosa expansão das formigas-de-fogo que vem ocorrendo no território brasileiro, com riscos para a saúde pública e para a biodiversidade. A pesquisa acompanhou o movimento silencioso de dispersão de duas espécies que vem ganhando as cidades nas últimas décadas como consequência da urbanização descontrolada.

As espécies das formigas estudadas são a Solenopsis saevissima e a Solenopsis invicta. A primeira, nativa das áreas de florestas da Amazônia, ganhou terreno ao longo dos anos e atualmente pode ser encontrada em 16 estados, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo, locais em que foram registradas recentemente.

Já a invicta, originalmente concentrada mais nas áreas alagadas do Pantanal, avançou para 11 estados, sendo recentemente vista no Rio de Janeiro, Piauí e em Sergipe. Essa espécie é conhecida por suas picadas bastante dolorosas, que costumam formar bolhas e causar fortes reações alérgicas – daí a preocupação com a saúde pública ao proliferar e circular em centros urbanos.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

O estudo, publicado no periódico científico Biological Invasions (doi.org/10.1007/s10530-025-03720-3), também reuniu biólogos e pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Unesp de Rio Claro e do Kompetenzzentrum für Biodiversität & Integrative Taxonomie der Insekten – Institut für Biologie, Universität Hohenheim, da Alemanha. Ele integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp – Processo nº 2023/17547-4).

“Este apoio foi fundamental para que os pesquisadores realizassem visitas às coleções biológicas e efetuassem coletas em localidades sem registros prévios de espécies de formigas-de-fogo, bem como pudessem realizar as análises moleculares para a confirmação das espécies”, destaca a Profa. Dra. Maria Santina de Castro Morini, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UMC e do estudo.

Décadas de análises

A constatação da invasão dessas espécies de formigas-de-fogo foi possível após o grupo de pesquisadores analisar mais de quatro mil registros, entre levantamentos de campos e outros dados de coleções biológicas de diferentes estados brasileiros num período que abrange 124 anos.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

“Revisamos e analisamos informações do ano de 1900 a 2024 e separamos as informações em cinco décadas, para entender e reconstruir de forma detalhada a trajetória de dispersão dessas espécies. Assim, pudemos identificar padrões relacionados às transformações ambientais, a partir da utilização de coordenadas geográficas para a geração de mapas e modelos que nos deram os padrões de expansão de ambas as espécies, bem como sua relação com a fragmentação da paisagem ao longo do tempo”, explica Victor Hideki Nagatani, pós-graduando da UMC e um dos autores do estudo.

Nagatani destaca que os resultados das análises apontam que fatores como a urbanização e a fragmentação de habitats naturais tiveram e seguem tendo papel central nesse processo: “Essas mudanças no uso do solo criam condições favoráveis para a expansão das formigas, que apresentam elevada capacidade de adaptação e competição com espécies nativas, causando impactos negativos à biodiversidade, para além do risco à saúde pública, provocado pelas ferroadas e reações severas em humanos”.

Os achados da pesquisa dão mais um importante sinal de alerta sobre como as ações humanas influenciam diretamente a dinâmica dos ecossistemas, além de reforçarem a importância do monitoramento de espécies invasoras, como as formigas-de-fogo.

“Ao integrar dados históricos e abordagens científicas contemporâneas, o estudo contribui significativamente para o avanço do conhecimento em biotecnologia, biodiversidade e conservação ambiental, além de subsidiar estratégias para a construção de ambientes mais sustentáveis e resilientes”, conclui Nagatani.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

Assessoria de Imprensa

Fiamini – Soluções Integradas em Comunicação | Ex-Libris Comunicação Integrada – a serviço da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)

Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou o papel estratégico da indústria para o fortalecimento do agronegócio de Mato Grosso do Sul, ao participar do Fórum Lide Agro Expogrande, realizado nesta terça-feira (13/04), no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

De acordo com Longen, que também é chairman do Lide MS, a indústria é responsável por valorizar as principais cadeias produtivas de Mato Grosso do Sul, ampliando a competitividade, gerando empregos e fortalecendo a economia estadual.

“Transformar aquilo que produzimos, agregando valor e transferindo essa riqueza para a sociedade é um projeto que tem caminhado a passos largos, além da qualificação profissional dos trabalhadores do agronegócio. São duas grandes frentes que têm feito a diferença em termos de desenvolvimento em todo nosso Estado”, ressaltou.

Segundo o presidente, a Fiems, em particular, atua como ponte para atrair novos investimentos para o Estado, sendo a parceria com o Lide parte desta estratégia. “Esse diferencial se reflete no ambiente de negócios. Nós também saímos da nossa casa em busca de oportunidades em todo o mundo”.

Um dos principais encontros de lideranças do agronegócio dentro da programação oficial da Expogrande, o Fórum Lide reúne autoridades, executivos, produtores rurais e especialistas para discutir os desafios e oportunidades do Brasil e de Mato Grosso do Sul no cenário agroindustrial global.

O debate tem como objetivo fortalecer o diálogo entre setor produtivo, iniciativa privada e poder público, em um momento de expansão e transformação do agronegócio brasileiro.

Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

De acordo com o governador Eduardo Riedel, as parcerias entre público e privado têm sido essenciais para criar um ambiente de negócios amplo e eficaz no Estado. “Em Mato Grosso do Sul, temos a formação de unidade enquanto propósito. Temos a capacidade de olhar para frente, erguer a cabeça e seguir na mesma direção. Meu agradecimento a todo setor privado organizado que tem sido sempre muito parceiro do governo de várias maneiras, principalmente, nas ações que devemos somar para poder construir resultados”.

Para o diretor de Relações Internacionais da Fiems e presidente do Lide MS, Aurélio Rocha, o evento reafirma o compromisso da entidade em conectar os empresários de Mato Grosso do Sul com oportunidades globais. “As duas grandes temáticas que movem o planeta hoje são transição energética e segurança alimentar. O nosso estado é o grande case de sucesso dessas áreas e o Lide tem esse compromisso. Diversos acordos internacionais foram criados e mediados por nossos encontros”, relembrou.

O presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, destacou que são justamente os eventos que acontecem ao longo da feira que a tornam tão grande. “O Fórum é uma oportunidade de mostrar toda pujança do agro de Mato Grosso do Sul para que possamos caminhar no rumo certo e sair na frente. Essa edição da Expogrande já é a maior edição de todas. Nós estamos no meio da feira e já temos um faturamento que ultrapassa a casa dos R$ 400 milhões. Isso significa que, ao final da feira, nós teremos números para entrar na história, além do recorde de público, com mais de 80 mil pessoas que já passaram no Parque ao longo desses cinco dias”.

A programação do Fórum Lide Agro Expogrande contou ainda com dois painéis principais. No primeiro, “Mulheres do Agro”, executivas, produtoras rurais e lideranças femininas debateram o protagonismo das mulheres na gestão e na inovação do setor. Já o painel “Brasil e Mato Grosso do Sul: Potência Agroindustrial no Cenário Global” debateu os desafios e oportunidades para ampliar a competitividade e a presença do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais.

O Fórum conta com o apoio de embaixadores, que participam da iniciativa como parceiros estratégicos para o fortalecimento do agronegócio e do ambiente de negócios no país. Nesta edição, os embaixadores são, além da Fiems, Arauco, Bracell, e Inpasa.

Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor

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Fotos: Divulgação

A piscicultura em Mato Grosso do Sul vive um momento de forte expansão, consolidando-se como uma das principais atividades agroindustriais do Estado. Em 2025, a produção de peixes de cultivo ultrapassou 53 mil toneladas, com predominância da tilápia. Ao mesmo tempo, a produção de peixes nativos também avançou e já representa 14% do total, evidenciando o potencial de diversificação da atividade.

Para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), promoveu nesta terça-feira (14) o Encontro Técnico de Piscicultura, no auditório da Acrissul, em Campo Grande, durante a Expogrande. O evento reuniu produtores, industriais, técnicos e pesquisadores para debater inovação, mercado e eficiência produtiva.

O encontro contou com a participação do secretário da Semadesc, Artur Falcette, do secretário-adjunto Alex Melotto, do secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, do diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, e do diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento.

A iniciativa integra as ações do Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul (Proape), que contempla a piscicultura com o subprograma Peixe Vida, responsável por incentivar financeiramente a produção. Entre os benefícios estão a isenção de ICMS para operações internas com alevinos, além de incentivos de 50% da alíquota para juvenis e peixes adultos e redução para 1% nas operações interestaduais.

Atualmente, o subprograma conta com 105 estabelecimentos rurais cadastrados e sete indústrias credenciadas. Somente entre janeiro e abril de 2026, já foram concedidos R$ 1,15 milhão em incentivos ao setor.

Durante a abertura, o secretário Artur Falcette destacou a importância da integração entre produtores, instituições e políticas públicas para o fortalecimento da piscicultura. “Eventos como este complementam as ações que vêm sendo implementadas para dinamizar a cadeia produtiva e impulsionar seu desenvolvimento”, afirmou.

O secretário também ressaltou que o avanço da piscicultura passa por uma visão estratégica e integrada entre diferentes segmentos da produção. “O desenvolvimento da cadeia envolve incentivos como o Propeixe e o Peixe Vida, além de parcerias com instituições de pesquisa. Nosso estado está empenhado em diversificar a produção, e a piscicultura terá papel de destaque nesse cenário”, pontuou.

Falcette ainda destacou a necessidade de equilíbrio entre a produção de tilápia e peixes nativos, reforçando que ambas as cadeias podem crescer de forma complementar. “A tilápia é uma commodity global, com preço definido pelo mercado internacional, enquanto os peixes nativos possuem características próprias e grande potencial de valorização. As ações propostas beneficiam todo o setor”, completou.

O secretário-executivo Rogério Beretta enfatizou o papel estratégico dos peixes nativos, especialmente em regiões onde a criação de tilápia não é permitida. “Metade do estado não pode criar tilápia e precisa investir nessas espécies. O Plano Estadual já contempla o melhoramento genético, com foco em produtividade e manejo”, explicou.

Beretta também destacou o potencial de mercado e a demanda crescente por pescado nativo. “Há uma demanda expressiva, mas ainda precisamos ampliar a produção local, já que parte do pescado vem de outras regiões. Isso demonstra um mercado promissor, inclusive para exportação”, afirmou.

Segundo ele, o Governo do Estado já iniciou ações para impulsionar o setor, incluindo projetos de melhoramento genético e apoio à pesquisa. “O potencial é significativo, considerando nossos recursos hídricos e a estrutura existente. A expectativa é que esse debate fortaleça a integração entre técnicos e produtores e contribua para o crescimento da piscicultura em Mato Grosso do Sul”, concluiu.

A programação do encontro contou com painéis sobre edição genômica em peixes, resultados da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na produção de pintado e perspectivas de mercado da tilápia, reforçando o compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Rosana Siqueira, Semadesc

Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor
Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor
Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogria Bem Popular Brasil     Fone: 99166-4242

Próximo ao antigo Hospital Santa Joana

Inmet coloca Amambai e mais 15 cidades da região em alerta de perigo para tempestades

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Inmet emite alerta de perigo de chuvas intensas para mais de 16 cidades de MS — Foto: Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta terça-feira (14) um alerta amarelo de tempestade para 16 cidades de Mato Grosso do Sul. O aviso prevê chuva forte, ventos de até 60 km/h e risco de granizo e segue até esta quarta-feira (15) às 12h.

A previsão é de que chova entre 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia. Há um pequeno risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Segundo os meteorologistas do Inmet, a previsão é de até 50 milímetros de chuva por dia, com rajadas de vento e possibilidade de granizo. Veja as cidades que estão na rota de perigo:

  • Amambai
  • Aral Moreira
  • Caarapó
  • Coronel Sapucaia
  • Eldorado
  • Iguatemi
  • Itaquiraí
  • Japorã
  • Juti
  • Laguna Carapã
  • Mundo Novo
  • Naviraí
  • Paranhos
  • Ponta Porã
  • Sete Quedas
  • Tacuru

Orientações

Em caso de rajadas de vento, as pessoas não devem se abrigar em árvores e estacionar veículos perto de torres de transmissão, por conta do risco de descargas elétricas e de queda de galhos.

O Inmet pede atenção dos moradores, principalmente a quem vive em áreas mais vulneráveis e com histórico de problemas com chuva.

Em caso de emergência, as pessoas podem acionar a Defesa Civil – pelo número 199 – e o Corpo de Bombeiros – pelo 193.

Fonte: Roberti Neto, g1 MS

Petrobras anuncia retomada de fábrica de fertilizantes paralisada há 11 anos em MS

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Unidade de Fertilizantes III (UFN-III) em Três Lagoas, MS — Foto: Reprodução/TV Morena

A Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), localizada em Três Lagoas (MS). A previsão é que as obras voltem a ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. A fábrica de fertilizantes está paralisada desde 2015. O investimento estimado para concluir a estrutura é de cerca de US$ 1 bilhão (quase R$5 bilhões na cotação atual).

Em novembro de 2025, a empresa chegou a projetar a entrega da fábrica para 2029. Conforme o anúncio, o projeto passou por reavaliação criteriosa que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. A estimativa, agora, é que as operações comerciais iniciem em 2029.

Com a retomada das obras, a estatal espera gerar 8 mil empregos até que a fábrica seja concluída.

Sobre a UFN-3

O projeto prevê a produção anual de cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia. A localização da unidade facilita o atendimento a produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com alta demanda por ureia.

A amônia é usada na fabricação de fertilizantes e produtos petroquímicos. A ureia, fertilizante nitrogenado mais consumido no país, deve alcançar demanda próxima de 7 milhões de toneladas em 2025, atualmente atendida apenas por importações. O produto também é usado na pecuária como complemento alimentar para ruminantes.

Histórico do empreendimento
As obras começaram em 2011 e foram interrompidas em dezembro de 2014, quando a Petrobras encerrou o contrato com o consórcio responsável pela construção, alegando descumprimento contratual.

Em fevereiro de 2017, a estatal anunciou a venda da UFN-3 e da Araucária Nitrogenados (ANSA) dentro da estratégia de desinvestimentos e saída do setor de fertilizantes. Em maio de 2018, a empresa informou ao mercado que iniciaria negociações exclusivas por 90 dias com o grupo russo Acron.

O processo, porém, foi suspenso após decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que proibiu a venda de estatais sem aval do Congresso. Em junho de 2018, o plenário manteve a proibição para estatais, mas autorizou a venda de subsidiárias.

Dias depois, a Petrobras retomou a venda da UFN-3 e da ANSA, afirmando que “a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da alocação do capital da companhia”.

A UFN-3 foi colocada à venda em 2017. O grupo russo demonstrou interesse, mas desistiu devido a dificuldades no fornecimento de gás natural, previsto para vir da Bolívia.

Fonte: Loraine França, g1 MS

Distribuidoras deverão informar margem de lucro semanalmente à ANP

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© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O governo informou, nesta terça-feira (14), medidas adicionais que serão tomadas para conter a alta dos preços dos combustíveis, em razão do agravamento mais recente do conflito no Oriente Médio que tem afetado o mercado de petróleo em todo o mundo.

De acordo com os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e Orçamento, além da Secretaria Nacional do Consumidor, serão publicados três decretos para regulamentar a subvenção ao diesel e ao GLP, o gás de cozinha.

O primeiro está voltado às distribuidoras beneficiadas pelos subsídios, que deverão informar, semanalmente, sua margem de lucro à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Outra medida diz respeito a procedimentos e prazos que terão de ser cumpridos pelos estados que aderirem a proposta do governo de subsídio ao diesel.

Na avaliação do governo, as medidas adotadas até o momento já tiveram um impacto positivo.

O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, salientou a importância das medidas para impedir que distribuidores comercializem combustíveis subsidiados sem apresentar as margens de lucro semanalmente à ANP.

“A população será fiscal nesse momento”, disse Silveira.

O Secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, destacou que 8.226 postos de combustíveis foram fiscalizados nas operações recentes e 378 investigações foram abertas contra distribuidoras.

“Quem aumentou preços apesar dos recursos públicos, já está sendo monitorado. Dessa forma, evitaremos abusos”, afirmou.

O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron.

Os decretos serão publicados na quarta-feira (14) no Diário Oficial da União e irão estabelecer prazo de adesão dos estados às medidas, que será até 24 de abril.

GLP

O terceiro decreto visa amenizar os efeitos do aumento de custo do GLP para a população. Os cálculos do governo indicam um impacto previsto de R$ 300 milhões na cadeia de produção. As medidas farão o remanejamento orçamentário necessário para mitigar os efeitos desse impacto na cadeia.

Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Lula defende previdência social para profissionais de aplicativos

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© PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (14), que profissionais que trabalham com aplicativos também devem ter previdência social, que pode ser paga pelos próprios trabalhadores ou pelas empresas de plataformas digitais.

“É importante a gente convencê-lo de que se ele pagar, e pode ser pago pela própria plataforma, se ele tiver uma segurança social, se houver um acidente na moto, na bicicleta, no Uber, ele vai ter um amparo do Estado para ele se cuidar. O que ele não pode é ficar abandonado”, explicou.

Em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM, Lula lembrou que o governo trabalha em um projeto para melhorar as condições de trabalho e dar mais proteção à classe, o que deve incluir esse tema do seguro social.

Para trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, a contribuição é descontada automaticamente do salário pelo empregador e repassada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para trabalhadores autônomos, o pagamento é feito como contribuinte individual ao INSS.

O presidente destacou que o projeto está sendo discutido com as entidades representativas para que tenha a aprovação da categoria.

Para Lula, o primeiro passo é garantir uma remuneração adequada para esses profissionais.

“Primeiro, eles têm que ganhar um pouco mais, porque as plataformas ganham muito e eles ganham pouco. Segundo, a gente tem que garantir um lugar para eles fazerem as necessidades deles, tomarem um banho, trocarem de roupa, para carregar o celular”, defendeu.

“Eu estou há um ano tentando financiar moto, tentei trazer moto da China para vender mais barato. Ainda estamos pesquisando isso, para ver se a gente consegue ajudar para ele poder ganhar um pouco mais”, disse o presidente.

Fonte: Agência Brasil

Projeto “Movimento e Vida” inicia aulas de pilates solo para mulheres em Amambai

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Fotos: Divulgação

Na noite de segunda-feira (13), às 19h, foi realizada a aula inaugural de pilates solo na Associação de Moradores da Vila Guaicurus, em Amambai. A atividade integra o projeto “Movimento e Vida”, voltado à promoção da saúde e qualidade de vida das mulheres do município.

A iniciativa é desenvolvida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres de Amambai, em parceria com as associações de moradores, com o objetivo de incentivar hábitos saudáveis e o cuidado com o bem-estar físico e mental.

A aula foi conduzida pela fisioterapeuta Bruna Menezes, formada pela Uniderp e pós-graduada em reabilitação postural. Estiveram presentes o vice-prefeito Jaime Vizotto, o secretário municipal José Willian e a presidente da Associação de Moradores da Vila Guaicurus, Dona Luzia Galceron.

O pilates é uma prática que contribui para o fortalecimento muscular, melhora da postura, aumento da flexibilidade e prevenção de dores crônicas. De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Derli Jaime, o projeto tem como proposta proporcionar mais saúde física e psicológica para as mulheres amambaienses.

Durante a aula inaugural, as participantes realizaram suas inscrições, com aferição de pressão arterial e preenchimento de ficha de acompanhamento de saúde, garantindo mais segurança na prática das atividades.

As aulas serão realizadas todas as segundas-feiras, às 19h, na Associação de Moradores da Vila Guaicurus. O projeto está em fase inicial e poderá ser ampliado para dois encontros semanais, além da expansão para outras vilas do município.

As interessadas em participar devem procurar a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, localizada na Rua Marechal Deodoro, nº 711, no Centro. O atendimento é realizado das 7h às 11h, e as inscrições devem ser feitas presencialmente. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 99697-4887.

Fonte: Secom/Prefeitura de Amambai

Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

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© ANTÔNIO AUGUSTO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) não haver base legal para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado possa indiciar ministros da Corte por crime de responsabilidade. 

Em relatório final sobre os trabalhos da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade como “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa” e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. 

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. 

O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão, em sessão marcada para esta terça-feira. 

Críticas

Após o documento vir a público, Gilmar Mendes publicou uma mensagem na rede social X criticando o relatório e o trabalho da CPI. 

“O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs”, afirmou Mendes.

O ministro entende que o relatório “flerta com a arbitrariedade” ao querer criminalizar a concessão de habeas corpus contra abusos de poder. 

Gilmar Mendes disse ser “elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”. 

De acordo com o ministro, tais crimes são regidos por lei própria, a Lei de Impeachment (Lei 1.079/1950), que atribui somente à Mesa Diretora do Senado, à Comissão Especial e ao Plenário da Casa as atribuições para processar crimes de responsabilidade, “sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento”. 

Cortina de fumaça 

Decano do Supremo, Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original, de investigar a atuação de policiais que tenham “cruzado para o lado sombrio das milícias”. 

“O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, escreveu Gilmar Mendes. 

Flávio Dino

O ministro do Supremo Flávio Dino, que não foi indiciado pela CPI do Crime Organizado, também saiu em defesa da Corte e de seus ministros. 

Ele afirmou ser um “imenso erro” colocar o Supremo como o “maior problema nacional”. 

Dino ressalta que o relatório final da CPI não cita ninguém ligado de fato ao crime organizado e que o Supremo constantemente toma decisões de combate ao problema. 

“É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, escreveu Dino nas redes sociais. 

Fonte: Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Novas regras de consignado para servidores entram em vigor

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As novas regras para operações de empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento de servidores públicos federais entram em vigor nesta terça-feira (14).Novas regras de consignado para servidores entram em vigorNovas regras de consignado para servidores entram em vigor

A Portaria MGI nº 984/2026 foi publicada em fevereiro pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

De acordo com a pasta, a revisão tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal.

Adicionalmente, a limitação de 30 dias para acesso aos dados dos usuários pretende evitar o assédio comercial por tempo indefinido e o vazamento de informações financeiras.

Transparência das taxas de juros

Os interessados com vínculo com o Poder Executivo Federal poderão consultar as taxas máximas de juros e demais custos e encargos praticados pelas instituições financeiras para cada modalidade de operação de consignado.

Isso permite que servidores, aposentados e pensionistas comparem, de forma justa, qual banco oferece a melhor proposta.

As informações deverão ser disponibilizadas diretamente no Portal do Servidor ou no aplicativo SouGov.br. Para acessar, é preciso entrar com o login e senha cadastrados na plataforma Gov.br

Outros destaques

Entre os principais atualizações, a nova legislação sobre os consignados com desconto em folha de pagamento do Executivo Federal determina:

· fim das autorizações genéricas. Agora, cada operação (um novo empréstimo, um saque no cartão ou uma compra específica) exigirá uma nova confirmação direta e individualizada do servidor ou aposentado no aplicativo SouGov.br;

. controle de cartões de crédito consignado. Cada uso de saque ou transação relevante precisará de uma validação expressa;

. portabilidade de consignação: esta operação não exige a transferência de valores da conta do servidor para terceiros, por exemplo, via Pix. A portabilidade ocorre diretamente entre as instituições que oferecem os empréstimos, sem a intermediação com terceiros.

Proibições

A nova legislação proíbe a formalização de contratos de empréstimo por telefone ou aplicativo de mensagens instantâneas.

Também está bloqueada a emissão de cartão extras (por exemplo, para dependentes) e de derivados ou subprodutos ligados à margem consignada. O objetivo é facilitar o controle financeiro da família e evitar o superendividamento do titular.

As novas regras de empréstimo consignado ao servidor também proibiram a cobrança de taxas de serviço do cartão consignado (abertura do contrato, manutenção de conta ou anuidade).

Outro impedimento é a cobrança de juros pelo banco consignatário sobre o valor das compras pagas com cartão de crédito, em caso de pagamento integral da fatura pelo usuário, em uma única parcela (sem entrar no rotativo ou parcelar o saldo), na data de vencimento.

Portanto, o cartão deve funcionar como um cartão de crédito convencional. O banco somente poderá cobrar juros se o servidor optar pelo pagamento mínimo da fatura ou pelo financiamento do saldo devedor.

Descontos sindicais

Um capítulo inteiro da portaria foi dedicado aos descontos de valores por sindicatos.

O desconto da contribuição sindical somente poderá ser efetuado mediante autorização prévia e expressa do empregado.

Entre as obrigações, está a notificação do servidor sobre valores registrados em folha. Com isso, será possível confirmar ou contestar cobranças, caso necessário. O servidor também poderá confirmar sua filiação ao sindicato responsável pelo desconto.

É vedado manter o desconto após o pedido de desfiliação do servidor ou após o fim do prazo da autorização de desconto do empregado.

A portaria ainda define que os sindicatos devem manter a documentação comprobatória das autorizações – física ou digital – sempre que solicitada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Em caso de descontos indevidos, o sindicato deve ressarcir os valores.

Se confirmado o cometimento de irregularidades, como a prestação de declaração falsa, estão previstas as seguintes penalidades:

·  desativação temporária do sindicato, o que impede a realização de novos descontos de valores na folha de pagamento do poder Executivo Federal, até que seja regularizada a situação;

·  descadastramento: expulsão total da entidade do sistema de consignações, caso não regularizem as falhas em até 180 dias.

Documentação para cadastramento

A portaria também atualizou a lista de documentos para o cadastramento dos bancos consignatários.

Agora, são exigidos os certificados digitais (e-CNPJ e e-CPF) no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Continuam a ser cobrados no cadastro, entre outros, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos representantes legais da entidade, e comprovação de endereço. A nova portaria passou a exigir agora.

No caso de sindicatos, deve ser apresentada a ata da assembleia em que foi deliberado o valor da mensalidade sindical a ser descontada; a ata de posse da atual diretoria devidamente registrada; o registro sindical emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); e a relação dos filiados ativos nos últimos 12 meses.

Reclamações e penalidades

Caso identifique um desconto indevido, o banco consignatário será notificado para comprovar a regularidade da consignação contestada ou devolver o dinheiro descontado no prazo de até cinco dias úteis, contado da notificação, sob pena de exclusão da consignação.

O consignado (servidor) será notificado para se manifestar sobre as justificativas apresentadas pelo banco, no prazo de até cinco dias úteis. 

Se o governo der ganho de causa ao servidor na reclamação de desconto indevido, o banco tem, no máximo, 30 dias para devolver o dinheiro à conta original para ressarcir o prejuízo financeiro causado.

O governo pode suspender temporariamente o banco (desativação temporária) antes mesmo do fim da investigação, caso haja indícios fortes de irregularidade.

As instituições que descumprirem as regras (como prestar declaração falsa ou fazer descontos sem anuência) podem sofrer sanções, conforme cada caso.

Conheça todas as novas regras para consignações em folha de servidores federais aqui.

FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do BrasilFMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

Guerra pressiona inflação

O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

Brasil se beneficia

Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

Impactos nas grandes economias

Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

Economia global mais vulnerável

O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.