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quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Iguatemi: Polícia Civil prende mulher por agredir a própria mãe

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A Delegacia de Polícia de Iguatemi prendeu, na terça-feira (7), R.O.C. (37) pelo crime de Lesão Corporal Dolosa no Contexto de Violência Doméstica. 

A Delegacia foi comunicada através do comparecimento da vítima na unidade policial no início da manhã, relatando que teria sofrido agressões por parte de sua filha na sua residência, resultando em lesões corporais constatadas durante o atendimento.

Após acompanhamento da vítima, de 63 anos de idade, ao Pronto Socorro Municipal e registro da ocorrência, uma equipe de policiais civis diligenciou a residência da autora, efetuando sua prisão em flagrante delito pelo crime previsto no artigo 129, §9º do CPB em consonância com a Lei 11340/06.

A autora se encontra custodiada na Delegacia de Polícia de Iguatemi, à disposição do Poder Judiciário local.

Denúncias para a Delegacia de Iguatemi podem ser realizadas pelo telefone: (67) 3471-1372.

Fonte: Assessoria PCMS

Paranhos marca presença na Oficina de Qualificação para Implementação do Implante Contraceptivo – 2º Ciclo 2026

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O município de Paranhos marcou presença na Oficina de Qualificação para Implementação do Implante Contraceptivo, realizada nos dias 7 e 8 de abril de 2026, como parte do 2º Ciclo de capacitações. O evento reuniu profissionais da saúde de diversas regiões com o objetivo de aprimorar conhecimentos e práticas sobre o uso e a inserção do implante contraceptivo, fortalecendo as ações de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Representando Paranhos, participaram os profissionais da Atenção Primária à Saúde, doutora Dalma Araújo e o enfermeiro Alex Nícola, além da enfermeira Flávia Medeiros, da SESAI. A equipe participou ativamente das atividades teóricas e práticas, que abordaram temas como protocolos de atendimento, manejo clínico, aconselhamento reprodutivo e estratégias de ampliação do acesso ao método contraceptivo de longa duração.

A capacitação reforça o compromisso do município com a qualificação contínua dos profissionais e a melhoria dos serviços oferecidos à população. Além de fortalecer o planejamento familiar, a oficina também apresentou novos métodos e abordagens a serem implantados na rede de saúde, ampliando as possibilidades de cuidado e promovendo maior autonomia às mulheres no exercício de seus direitos reprodutivos.

A participação de Paranhos nesta oficina reflete o empenho da gestão municipal em promover políticas públicas voltadas à saúde da mulher, garantindo mais segurança, qualidade de vida e acesso a métodos modernos e eficazes de planejamento familiar no Sistema Único de Saúde (SUS).

Paranhos marca presença na Oficina de Qualificação para Implementação do Implante Contraceptivo – 2º Ciclo 2026

Fonte: Assessoria Prefeitura

Renato Câmara articula ações para fortalecer a suinocultura em Mato Grosso do Sul

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O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Renato Câmara, participou nesta terça-feira (7) de reunião com a diretoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MS), em Campo Grande, e representantes da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (ASUMAS), além de técnicos do SENAR e da Famasul. O encontro discutiu iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia da suinocultura em Mato Grosso do Sul, no âmbito da Frente Parlamentar da Suinocultura da Assembleia Legislativa.

Entre as propostas debatidas está a possibilidade de realização de um censo da suinocultura sul-mato-grossense. O levantamento poderá mapear o perfil dos produtores, identificar gargalos estruturais e apontar oportunidades de investimentos e geração de empregos.

Segundo Renato Câmara, o uso de dados técnicos pode contribuir para orientar políticas públicas e o crescimento da atividade. “A suinocultura tem potencial econômico importante em Mato Grosso do Sul e pode avançar com planejamento, apoio técnico e segurança para o produtor”, afirmou.

O presidente da ASUMAS, Renato Spera, destacou a importância de um diagnóstico detalhado do setor para orientar decisões estratégicas e ampliar as oportunidades de crescimento da atividade no Estado.

A proposta apresentada pela ASUMAS prevê identificar a localização das granjas, regiões com maior potencial de expansão e desafios relacionados à mão de obra, energia, logística, manutenção especializada e acesso a financiamento.

O deputado destacou que o diagnóstico também poderá contribuir para atrair cooperativas e empresas de estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul interessadas em investir no Estado. Mato Grosso do Sul possui estrutura logística relevante, sanidade reconhecida e presença industrial, como a unidade da Seara Alimentos em Dourados.

Dados do setor indicam que a região da Grande Dourados concentra cerca de 65% do rebanho suíno do Estado. Estimativas apontam ainda que aproximadamente 80% dos suinocultores são pequenos produtores, muitos enfrentando dificuldades para acessar linhas de crédito.

Os custos de implantação também cresceram nos últimos anos. Estruturas de terminação que antes exigiam investimentos próximos de R$ 1,5 milhão podem chegar atualmente a R$ 7 milhões, enquanto unidades voltadas à produção de leitões podem alcançar cerca de R$ 25 milhões.

A expectativa das entidades envolvidas é que os resultados do levantamento possam ser apresentados no Fórum da Suinocultura, previsto para 17 de setembro, com prazo estimado de até quatro meses para a execução do estudo e entrega dos dados pelo menos 20 dias antes do evento.

Renato Câmara reforçou que a articulação política seguirá acelerada para garantir a formalização do projeto e o cumprimento dos prazos.

“Estamos unindo Assembleia, entidades técnicas e setor produtivo para transformar a suinocultura em um motor ainda maior de desenvolvimento, renda e oportunidades para Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Fonte: Débora Louise/Assessoria Renato Câmara

Caarapó lança Plano de Desenvolvimento Municipal

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A Prefeitura de Caarapó lançou, na noite de terça-feira (7), o Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM), durante cerimônia realizada na Câmara Municipal. A iniciativa integra o Programa Cidade Empreendedora, desenvolvido em parceria com o Sebrae e o Governo de Mato Grosso do Sul, e tem como objetivo orientar o crescimento econômico e social do município nos próximos anos por meio de ações estratégicas e projetos estruturantes.

O PDM surge como um instrumento de planejamento que reúne diagnóstico, definição de metas e execução de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo, melhoria da infraestrutura urbana, qualificação da educação e ampliação da inclusão social. O plano foi construído a partir de análises técnicas, dados estatísticos e escutas qualificadas com diferentes setores da sociedade, consolidando um pacto coletivo em prol do desenvolvimento sustentável de Caarapó.

Planejamento estratégico para o futuro

O Plano de Desenvolvimento Municipal é apresentado como um guia para transformar a realidade local, conectando o cenário atual às metas futuras do município. A proposta é alinhar o crescimento econômico à melhoria da qualidade de vida da população, com foco no fortalecimento dos pequenos negócios e na geração de oportunidades.

De acordo com a apresentação oficial, o PDM estabelece um ciclo contínuo que envolve diagnóstico, planejamento, execução e monitoramento. Esse processo inclui a definição de objetivos estratégicos, resultados-chave e indicadores de desempenho, garantindo que as ações sejam acompanhadas e avaliadas ao longo do tempo.

Outro ponto destacado é a criação de um comitê multissetorial, responsável por acompanhar a implementação das iniciativas e promover a integração entre poder público, setor produtivo e sociedade civil. A ideia é garantir que o plano não fique apenas no papel, mas se traduza em resultados concretos para a população.

Áreas prioritárias e projetos estratégicos

O PDM de Caarapó está estruturado em quatro áreas principais, cada uma com objetivos estratégicos e projetos prioritários voltados ao desenvolvimento sustentável do município.

  • Desenvolvimento econômico e empreendedorismo sustentável

Uma das principais frentes do plano é o fortalecimento da economia local por meio do incentivo ao empreendedorismo. Entre os objetivos está ampliar a participação de micro e pequenas empresas nas compras públicas municipais, criando oportunidades para que negócios locais cresçam e se consolidem.

Entre os projetos previstos estão iniciativas que buscam integrar o turismo com a agricultura familiar, estimulando novos canais de comercialização e geração de renda. Também está prevista a criação de uma plataforma digital para apoiar empreendedores, oferecendo serviços, capacitações e parcerias estratégicas.

A proposta é estruturar um ecossistema que favoreça a inovação, a formalização e a competitividade das empresas locais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico de Caarapó.

  • Infraestrutura, mobilidade e sustentabilidade urbana

Outro eixo importante do PDM está relacionado à melhoria da infraestrutura urbana e à promoção da sustentabilidade. O plano prevê ações voltadas à qualificação de espaços públicos, como praças e áreas de lazer, garantindo conforto, segurança e acessibilidade para a população.

Entre os projetos destacados está a revitalização de áreas turísticas, com foco na gestão sustentável e na geração de renda local. Além disso, há iniciativas voltadas à implantação de um sistema de coleta seletiva e reciclagem, promovendo inclusão socioeconômica e incentivando práticas ambientais responsáveis.

A melhoria da mobilidade urbana também faz parte das diretrizes, com ações que visam facilitar o deslocamento e melhorar a qualidade de vida dos moradores.

  • Educação, inovação e capital humano

O desenvolvimento do capital humano é outro pilar fundamental do plano. O PDM propõe alinhar a formação profissional às demandas do mercado de trabalho, promovendo qualificação técnica e ampliando as oportunidades de emprego.

Entre as iniciativas estão programas de formação e empregabilidade, além do incentivo ao uso de tecnologia no ensino municipal. A proposta inclui a transformação digital das escolas, promovendo inclusão e inovação no ambiente educacional.

Outro destaque é o incentivo ao protagonismo juvenil, criando conexões entre a educação básica e o ecossistema empreendedor local. A ideia é preparar os jovens para os desafios do futuro, estimulando a criatividade, a inovação e o empreendedorismo desde cedo.

  • Governança, gestão pública e inclusão social

O fortalecimento da gestão pública também é um dos pilares do PDM. O plano prevê ações voltadas à melhoria da eficiência administrativa, transparência e foco em resultados.

Além disso, há iniciativas voltadas à inclusão social, especialmente para grupos em situação de vulnerabilidade. O objetivo é promover a autonomia econômica dessas populações, com programas que incentivem a geração de renda e a inserção no mercado de trabalho.

Outro ponto importante é a ampliação dos canais de participação cidadã, permitindo que a população contribua ativamente na formulação e avaliação de políticas públicas. Essa abordagem busca tornar a gestão mais democrática e alinhada às necessidades reais da comunidade.

Participação e construção coletiva

Um dos diferenciais do Plano de Desenvolvimento Municipal de Caarapó é a sua construção participativa. O documento foi elaborado com base em escutas qualificadas, envolvendo diferentes setores da sociedade, como empresários, lideranças comunitárias e representantes do poder público.

Esse processo garantiu que o plano refletisse as demandas e prioridades da população, aumentando as chances de sucesso na sua implementação. A participação social também será fundamental na fase de monitoramento, assegurando que as ações sejam continuamente avaliadas e ajustadas conforme necessário.

Integração com o programa cidade empreendedora

O PDM faz parte do Programa Cidade Empreendedora, iniciativa que busca transformar municípios por meio do fortalecimento dos pequenos negócios e da melhoria do ambiente de negócios.

A parceria com o Sebrae e o Governo do Estado permite acesso a metodologias, capacitações e suporte técnico, contribuindo para a implementação das ações previstas no plano. Essa integração amplia as possibilidades de sucesso do PDM, ao alinhar estratégias locais com políticas de desenvolvimento regional.

Monitoramento e resultados esperados

Um dos pontos centrais do PDM é o acompanhamento contínuo das ações. O plano prevê a criação de indicadores de desempenho e mecanismos de monitoramento, garantindo que os resultados sejam mensurados e avaliados ao longo do tempo.

A expectativa é que, com a implementação das iniciativas, Caarapó consiga fortalecer sua economia, gerar empregos, melhorar a infraestrutura e ampliar a qualidade de vida da população.

Além disso, o plano busca posicionar o município como referência em desenvolvimento sustentável, inovação e empreendedorismo na região.

Perspectivas para o futuro

Com o lançamento do Plano de Desenvolvimento Municipal, Caarapó dá um passo importante rumo a um futuro mais planejado e estruturado. A iniciativa representa um compromisso com o crescimento sustentável e com a construção de uma cidade mais justa, inclusiva e próspera.

O sucesso do PDM dependerá da continuidade das ações, do engajamento da sociedade e da capacidade de adaptação às mudanças ao longo do tempo. No entanto, a estrutura apresentada indica um caminho sólido para o desenvolvimento do município.

Ao integrar planejamento estratégico, participação social e foco em resultados, o plano se consolida como uma ferramenta essencial para transformar a realidade local e promover oportunidades para todos.

Fonte: Assessoria Prefeitura de Caarapó

Programa Centelha 3: encontros em 10 cidades ajudam a transformar ideias em negócios

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O programa de fomento a ideias inovadoras, Centelha 3, inicia uma série de ações no interior de Mato Grosso do Sul para ampliar o alcance do edital e mobilizar a inscrição de participantes. A agenda inclui encontros para divulgação de informações sobre o programa e orientações práticas para quem deseja transformar ideias inovadoras em negócios.

As atividades começam no dia 8 de abril, em Três Lagoas, e seguem por Chapadão do Sul, Aquidauana, Ponta Porã, Dourados, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina e Corumbá. A proposta é fortalecer o ecossistema de inovação local e incentivar a participação de empreendedores, pesquisadores, estudantes e interessados em desenvolver soluções tecnológicas.

Durante os encontros, serão apresentadas as principais informações do edital, incluindo critérios de participação, etapas do processo seletivo e orientações sobre como submeter propostas. A programação também inclui momentos de tira-dúvidas, atividades de ideação e apoio direto dos parceiros do programa, que estarão disponíveis para auxiliar os participantes na estruturação das ideias.

O Programa Centelha 3 prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de até R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), totalizando até R$ 139,6 mil por iniciativa.

Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas no endereço ms.programacentelha.com.br.

A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.

Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS).

Confira a agenda das oficinas “Como submeter sua proposta ao Programa Centelha 3”:

  • Três Lagoas – 8 de abril, 8h, no Sebrae, R. Zuleide Pérez Tabox, 826 – Centro.
  • Chapadão do Sul – 9 de abril, 17h, no Espaço Comunidade Sicoob –  Av. Seis, 651.
  • Aquidauana – 11 de abril, 18h, na Estação ferroviária de Aquidauana –  Rua Bichara Salamene, S/N.
  • Campo Grande – 13 de abril – 17h,  no Pavilhão Tech da Expogrande 2026 – Parque de Exposições Laucídio Coelho.
    15 de abril, 18h30, no Senac Hub – R. Francisco Cândido Xavier, 75 – Centro.
    16 de abril, 19h, Living Lab Sebrae, R. Brasil, 205 – Monte Castelo.
  • Ponta Porã – 15 de abril, 18h30,  no Parque Tecnológico Internacional (PTIn) – Avenida Brasil, 2145.
  • Dourados – 16 de abril, 19h, no Tereré Hub – Sala 17, FACE/UFGD – Campus 2 – Universidade Federal da Grande Dourados
  • Maracaju – 17 de abril, 19h, no Centro Cultural Francisco Moacir Feitosa Araújo – Av. Mário Corrêa, 291. 
  • Naviraí – 22 de abril, 19h, na PIME UFMS, MS-141.
  • Nova Andradina – 23 de abril, 18h30, na Câmara Municipal.
  • Corumbá – 27 de abril, 19h, no Auditório do Senac, Rua América, 438.

Fonte: Comunicação Fundect

Perícia médico-legal em MS vai além da necropsia e atua no atendimento de vítimas e na produção de provas

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Em Mato Grosso do Sul, atuação inclui exames em pessoas vivas, custodiados e casos que subsidiam investigações, medidas de proteção e decisões judiciais

Associada, no imaginário popular, a necropsias e mortes violentas, a perícia médico-legal também atua no atendimento de pessoas vivas em Mato Grosso do Sul. O trabalho dos peritos médico-legistas da Polícia Científica alcança casos de lesão corporal, violência doméstica, crimes sexuais e exames em custodiados, com produção de laudos que subsidiam investigações, medidas de proteção e decisões judiciais.

Mais do que registrar tecnicamente uma ocorrência, a perícia médico-legal ajuda a materializar vestígios e a qualificar a resposta do Estado em situações em que a prova técnica pode ser decisiva para o esclarecimento dos fatos e a garantia de direitos.

Perícia médico-legal em MS vai além da necropsia e atua no atendimento de vítimas e na produção de provas

No Estado, esses profissionais atuam nas 14 URPIs (Unidades Regionais de Perícia e Identificação), com atendimento aos municípios do interior. Em Campo Grande, os exames são realizados no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e em seções especializadas, como as instaladas na Casa da Mulher Brasileira, no plantão da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e no Fórum Heitor Medeiros, onde são feitos exames cautelares que antecedem as audiências de custódia.

Para exercer a função, é necessário ter graduação em Medicina, com diploma reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação), e aprovação em todas as etapas do concurso público. A formação específica para a atividade pericial ocorre na Academia de Polícia, etapa final do processo seletivo.

Neste 7 de abril, Dia do Perito Médico-Legista, a data chama atenção para uma atividade essencial para a produção da prova técnico-científica e para o funcionamento do sistema de justiça.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS

Frio favorece vírus respiratórios e exige atenção redobrada com a saúde das crianças

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Com a chegada do frio, os cuidados com a saúde das crianças precisam ser redobrados. As temperaturas mais baixas favorecem a circulação de vírus respiratórios e aumentam o risco de adoecimento, especialmente entre bebês e crianças pequenas, grupo mais vulnerável a complicações.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) alerta para a importância de medidas simples, mas essenciais, que fazem diferença na proteção dos pequenos. A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, destaca que a prevenção deve fazer parte da rotina das famílias como um cuidado indispensável.

“Estamos em um período de maior circulação de vírus respiratórios, e os bebês e as crianças pequenas ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento. Por isso, evitar aglomerações, manter a vacinação em dia e reforçar os hábitos de higiene são medidas decisivas para reduzir o risco de adoecimento e, principalmente, de evolução para casos mais graves”, afirma.

No dia a dia, algumas escolhas ajudam a diminuir a exposição. Evitar ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como shoppings e espaços de lazer muito movimentados, está entre as principais recomendações. Outro cuidado importante é não levar crianças com sintomas respiratórios para a escola ou creche. Além de precisarem de repouso, elas podem transmitir a doença a outras crianças. A orientação também é evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas gripais.

Dentro de casa, a atenção deve ser mantida. Se alguém estiver com sintomas como tosse, coriza ou febre, o uso de máscara e a higienização frequente das mãos são medidas importantes antes de qualquer contato com a criança. Manter os ambientes ventilados e limpos também contribui para reduzir a presença de vírus, especialmente nos quartos.

A vacinação segue como uma das principais aliadas neste período. A recomendação é manter o calendário vacinal atualizado para toda a família, com atenção especial às crianças de 6 meses a 5 anos, que devem ser imunizadas contra a gripe.

Além disso, hábitos saudáveis ajudam a fortalecer a imunidade. O aleitamento materno, sobretudo nos primeiros meses de vida, e uma alimentação equilibrada ao longo da infância contribuem para proteger o organismo contra infecções comuns nesta época do ano.

Outras medidas simples também fazem diferença: a higienização nasal com soro fisiológico pode aliviar sintomas e prevenir complicações, enquanto evitar a exposição à fumaça de cigarro protege as vias respiratórias e reduz o risco de agravamento dos quadros.

A SES orienta ainda atenção a sinais como chiado no peito, febre persistente e tosse intensa. Nesses casos, é fundamental buscar avaliação de um profissional de saúde. Para situações leves, a recomendação é procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima.

Com informação e cuidados diários, é possível atravessar o período mais frio com mais tranquilidade. A proteção das crianças começa com atitudes simples e o resultado é mais saúde para toda a família.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende/Arquivo/Secom

Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá

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O Governo de Mato Grosso do Sul dará início a uma nova etapa de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, com investimento de R$ 11.727.912,21. A obra será executada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A intervenção prevê a recuperação completa dos elementos estruturais da ponte, com correção de patologias e falhas construtivas identificadas ao longo do tempo. O objetivo é garantir mais segurança, durabilidade e confiabilidade a uma das principais ligações de acesso ao município e à região pantaneira.

Nesta etapa, serão realizados serviços técnicos especializados para reforço e reabilitação da estrutura. Durante a execução, o tráfego funcionará em sistema de pare e siga em tempo integral, com apoio de plataformas metálicas para passagem de veículos. Após a emissão da Ordem de Início de Serviço (OIS) e a instalação do canteiro de obras, estão previstas interdições programadas a cada 21 dias, preferencialmente aos finais de semana e no período noturno, para reduzir impactos aos usuários.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, destacou a importância da obra para a região. “Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente”, afirmou.

Ponte sobre o Rio Paraguai Foto Saul Schramm
Ponte sobre o Rio Paraguai Foto Saul Schramm
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Ponte sobre o Rio Paraguai Foto Saul Schramm
Ponte sobre o Rio Paraguai Foto Saul Schramm
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Ponte sobre o Rio Paraguai Foto Saul Schramm
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá

A ponte já havia passado por uma intervenção anterior (vide fotos acima) promovida pelo Governo do Estado, com a execução de reparos emergenciais. Na ocasião, foram utilizadas técnicas especializadas, incluindo o trabalho de alpinistas para acesso a pontos elevados e de difícil alcance, permitindo a estabilização inicial da estrutura.

Com a nova etapa, o Estado consolida uma solução definitiva para a ponte, reforçando a infraestrutura logística em um dos principais corredores de integração regional, fundamental para o escoamento da produção, o turismo e a mobilidade da população pantaneira.

Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Fotos: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Casa do Trabalhador disponibiliza 48 oportunidades de emprego em Amambai

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Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 48 oportunidades de emprego para esta quarta-feira, dia 8 de abril, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

7 vagas para pedreiro 

3 vagas para servente de pedreiro 

3 vagas para auxiliar de mecânico de autos 

3 vagas para motorista caminhão pipa 

2 vagas para mecânico de autos em geral 

2 vagas para atendente 

2 vagas para vendedor 

1 vaga para auxiliar de cozinha 

1 vaga para confeiteiro 

1 vaga para cozinheira 

1 vaga para empregada doméstica 

1 vaga para salgadeira 

1 vaga para auxiliar nós serviços de alimentação 

1 vaga para auxiliar de linha de produção 

1 vaga para auxiliar de limpeza 

1 vaga para ajudante de eletricista 

1 vaga para auxiliar mecânico de refrigeração 

1 vaga para instalador de sistema eletrônico de segurança 

1 vaga para monitor de sistema eletrônico de segurança interno 

1 vaga para montador de móveis 

1 vaga para lavador de carro 

1 vaga para mecânico de automóveis 

1 vaga para mecânico de bicicleta 

1 vaga para mecânico de máquinas pesadas manutenção 

1 vaga para motorista categoria E 

1 vaga para motorista de caminhão guincho pesado com munk 

1 vaga para operador de pá carregadeira 

1 vaga para operador de patrola niveladora 

1 vaga para operador de retro escavadeira 

1 vaga para caçambeiro 

1 vaga para soldador 

1 vaga para torneiro mecânico 

1 vaga para mestre de obras

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.

Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533

Safra de soja pode dar prejuízo mesmo com boa colheita

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Caminhão carregado com soja após colheita em Primavera do Leste (MT) 29/01/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

A safra 2025/26 da soja brasileira se inicia sob uma nova dinâmica, marcada menos pelo desempenho produtivo e mais pela condição financeira dos produtores. Segundo análise de Isabella Cristina Soares, especialista em crédito estruturado no agronegócio, o ciclo atual representa uma mudança relevante na forma como o resultado da atividade será definido.

Nos últimos anos, era possível compensar falhas de planejamento financeiro com preços elevados, crédito acessível e expansão de área. Esse cenário, no entanto, deixou de existir. A nova safra começa com a soja cotada entre R$ 115 e R$ 120 por saca, enquanto o custo estrutural segue próximo de 50 a 55 sacas por hectare, em um ambiente de crédito mais restrito, juros elevados e acúmulo de passivos das temporadas anteriores.

Com isso, a margem tende a ser residual em diversas regiões. Em muitos casos, a operação já se inicia com rentabilidade apertada, tornando qualquer oscilação de produtividade, clima ou preço um fator de risco para o caixa e aumentando a probabilidade de renegociações.

Nesse contexto, as diferenças regionais ganham relevância. O Centro-Oeste ainda apresenta maior resiliência, com destaque para Mato Grosso, Goiás e parte de Mato Grosso do Sul, que mantêm produtividade elevada, escala e melhor diluição de custos. Ainda assim, produtores altamente alavancados, sem proteção de preços e com dívidas acumuladas podem enfrentar dificuldades mesmo diante de boas colheitas.

No MATOPIBA, o risco estrutural é mais elevado. A região enfrenta custos mais altos, maior dependência logística e menor margem para erros, o que pode resultar em safras positivas do ponto de vista agronômico, mas negativas financeiramente. Já no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, o desafio está nos balanços fragilizados após sucessivos ciclos de perdas e renegociações, o que pressiona o início da nova temporada.

Diante desse cenário, a análise indica que o resultado da safra não estará apenas na produção, mas na capacidade de transformar colheita em geração de caixa, fator decisivo para definir lucro, renegociação ou inadimplência.

Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões

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Foto: Divulgação

Os dados da Balança Comercial mostram que, em março de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. O resultado gerou superávit de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões e as importações alcançaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo foi de US$ 14,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 150,5 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, quando as exportações haviam somado US$ 28,73 bilhões, houve crescimento de 10,0%. As importações também avançaram no período, passando de US$ 20,99 bilhões para US$ 25,2 bilhões, alta de 20,1%. Com esse desempenho, a corrente de comércio de março de 2026 alcançou US$ 56,8 bilhões, com superávit de US$ 6,4 bilhões. Em relação ao mesmo mês de 2025, a corrente de comércio registrou crescimento de 14,3%.

No acumulado de janeiro a março, as exportações passaram de US$ 76,88 bilhões em 2025 para US$ 82,34 bilhões em 2026, avanço de 7,1%. No mesmo intervalo, as importações cresceram 1,3%, passando de US$ 67,27 bilhões para US$ 68,16 bilhões. Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na análise por setores, as exportações de março de 2026 registraram crescimento de US$ 0,09 bilhão na agropecuária, alta de 1,1%; avanço de US$ 1,96 bilhão na indústria extrativa, aumento de 36,4%; e expansão de US$ 0,81 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 5,4%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações cresceram US$ 0,4 bilhão na agropecuária, alta de 2,4%; US$ 3,83 bilhões na indústria extrativa, aumento de 22,6%; e US$ 1,18 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 2,8%.

No caso das importações, em março de 2026 houve aumento de US$ 4,02 bilhões na indústria de transformação, alta de 20,8%, e de US$ 0,23 bilhão na indústria extrativa, crescimento de 24,1%, enquanto a agropecuária registrou queda de US$ 0,06 bilhão, retração de 10,2%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as importações da indústria de transformação cresceram US$ 1,41 bilhão, alta de 2,3%. Já a agropecuária registrou queda de US$ 0,34 bilhão, retração de 19,9%, e a indústria extrativa recuou US$ 0,22 bilhão, queda de 7,4%.

Nas exportações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 8,26 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 7,36 bilhões e a indústria de transformação totalizou US$ 15,82 bilhões, resultado que contribuiu para o aumento das vendas externas no período.

Entre os produtos que impulsionaram as exportações estão animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária; outros minerais em bruto, minérios de metais de base e óleos brutos de petróleo na indústria extrativa; além de carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário na indústria de transformação. Por outro lado, alguns produtos registraram retração nas vendas externas, entre eles mel natural, café não torrado e sementes oleaginosas na agropecuária; minério de ferro, minérios de níquel e minérios de alumínio na indústria extrativa; e açúcares e melaços, celulose e válvulas e dispositivos industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária exportou US$ 17,21 bilhões, a indústria extrativa somou US$ 20,82 bilhões e a indústria de transformação atingiu US$ 43,86 bilhões, resultado que contribuiu para a expansão das exportações totais. O avanço foi influenciado principalmente pelas vendas de animais vivos, milho e soja na agropecuária; minério de Ferro, minérios de Cobre e petróleo bruto na indústria extrativa; e carne bovina, aeronaves e ouro não monetário na indústria de transformação. Apesar do crescimento geral das exportações, alguns produtos apresentaram queda no período, como trigo e centeio, café não torrado e algodão em bruto na agropecuária; pirites de Ferro, minérios de alumínio e carvão na indústria extrativa; e sucos de frutas, açúcares e alumina na indústria de transformação.

Nas importações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 0,52 bilhão, a indústria extrativa registrou US$ 1,17 bilhão e a indústria de transformação alcançou US$ 23,35 bilhões, resultado que contribuiu para o crescimento das compras externas no mês.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; minérios de metais de base, carvão e petróleo bruto na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação. Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram queda nas compras externas, como trigo, milho e cacau na agropecuária; além de produtos laminados de aço, caldeiras e motores e máquinas industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária importou US$ 1,38 bilhão, a indústria extrativa somou US$ 2,77 bilhões e a indústria de transformação alcançou US$ 63,54 bilhões. O crescimento das importações no período foi influenciado pelas compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; pedra, areia e cascalho, minérios de metais de base e carvão na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação.

Por outro lado, houve redução nas importações de trigo e centeio, cacau e borracha natural na agropecuária; outros minerais em bruto, petróleo bruto e gás natural na indústria extrativa; além de propano e butano liquefeito, motores e máquinas industriais e plataformas e embarcações na indústria de transformação.

Entre os principais parceiros comerciais, a relação com a Argentina registrou queda de 5,9% nas exportações brasileiras em março de 2026, que somaram US$ 1,47 bilhão. As importações cresceram 13,1%, alcançando US$ 1,13 bilhão, resultando em superávit de US$ 0,34 bilhão e corrente de comércio de US$ 2,60 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a Argentina somaram US$ 3,45 bilhões, queda de 18,1%, enquanto as importações alcançaram US$ 2,74 bilhões, recuo de 6,5%. O saldo comercial foi positivo em US$ 0,70 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 6,19 bilhões.

Com a China, as exportações brasileiras cresceram 17,8% em março de 2026 e chegaram a US$ 10,49 bilhões. As importações aumentaram 32,9%, atingindo US$ 6,66 bilhões, resultando em superávit de US$ 3,83 bilhões e corrente de comércio de US$ 17,15 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a China somaram US$ 23,89 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto as importações totalizaram US$ 17,91 bilhões, queda de 6,0%. O saldo comercial foi positivo em US$ 5,98 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 41,80 bilhões.

Já nas relações com os Estados Unidos, as exportações brasileiras em março de 2026 recuaram 9,1%, para US$ 2,89 bilhões, enquanto as importações caíram 6,3%, somando US$ 3,31 bilhões. O resultado foi déficit de US$ 0,42 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,21 bilhões. No acumulado de janeiro a março, as exportações para os Estados Unidos atingiram US$ 7,78 bilhões, queda de 18,7%, e as importações totalizaram US$ 9,17 bilhões, recuo de 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,39 bilhão e corrente de comércio de US$ 16,95 bilhões.

Nas relações com a União Europeia, as exportações brasileiras em março de 2026 somaram US$ 4,11 bilhões, crescimento de 7,3%, enquanto as importações chegaram a US$ 4,69 bilhões, alta de 14,9%. O saldo foi deficitário em US$ 0,58 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 8,80 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a União Europeia alcançaram US$ 12,23 bilhões, avanço de 9,7%, e as importações somaram US$ 11,61 bilhões, queda de 2,2%. O resultado foi superávit de US$ 0,62 bilhão e corrente de comércio de US$ 23,84 bilhões.

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 20 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.993 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 20 milhões para o próximo sorteio.Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 20 milhõesMega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 20 milhões

Os números sorteados são: 03 – 15 – 31 – 42 – 43 – 51

  • 31 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 46.749,60 cada
  • 2.014 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.186,12 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Câmara aprova Medida Provisória com novas regras para seguro-defeso

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Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (7) a Medida Provisória (MP) 1323/25, que traz mais rigor para a concessão do seguro-defeso. O objetivo é evitar fraudes no pagamento do benefício. Entre outros pontos, a medida traz novas condições de cadastro e identificação, além de autorizar a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei. A nova legislação segue para análise do Senado.Câmara aprova Medida Provisória com novas regras para seguro-defesoCâmara aprova Medida Provisória com novas regras para seguro-defeso

O benefício é pago aos pescadores artesanais que não podem praticar a atividade devido à piracema. O projeto determina que o interessado deve ter solicitado o benefício dentro dos prazos legais para receber o seguro-defeso de anos anteriores dentro dos prazos legais.

Além disso, o pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa. A MP estabelece ainda que as despesas ficarão de fora do limite previsto na Lei 10.779/03, que trata do seguro.

A legislação diz que o seguro terá a dotação orçamentária do ano anterior mais a correção permitida pelo arcabouço fiscal (IPCA + até 2,5% da variação real da receita primária).

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é R$ 7,9 bilhões.

O texto prorroga até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

O relatório deve ser apresentado anualmente para que o pescador continue habilitado a contar com o auxílio no ano seguinte. Quem estiver em atraso não recebe o valor pago para sustento da família enquanto houver proibição de pesca para preservar as espécies em sua época de reprodução.

No entanto, para receber os benefícios relativos a 2026 será necessário apresentar o Reap apenas de 2025.

O relator da proposta, deputado Beto Faro (PT-PA) disse que a medida visa resgatar a integridade e virtudes do seguro defeso ao pescador artesanal, dificultando a realização de fraudes que acabam prejudicando os “seus beneficiários legítimos e da moralidade pública.”

“A iniciativa do governo busca preservar o significado essencial do seguro defeso, ou seja, a garantia de uma renda básica ao pescador artesanal durante o período de impedimento do exercício da pesca para permitir a reprodução das espécies pesqueiras”, explicou. 

Em Brasília, presidente da Fiems participa da posse da presidência do Comitê Gestor do IBS

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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou, nesta terça-feira (07/04), em Brasília (DF), da cerimônia de posse da presidência, vice-presidências e Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS).

Flávio César Mendes de Oliveira, secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, foi ratificado por unanimidade para continuar na presidência da entidade até março de 2027.

Na avaliação do líder empresarial, o Brasil dá passos importantes na direção da modernização dos impostos e dos ganhos em competitividade com a implantação da reforma tributária. O presidente da Fiems disse que a atuação do secretário de Fazenda sul-mato-grossense à frente do Comitê Gestor é motivo de orgulho.

“O trabalho que o Flávio César vem construindo há muito tempo é algo que nos deixa orgulhoso. Temos necessidade de fazer ajustes em setores que muitas vezes não foram percebidos e precisarão de cuidados. Esse é o momento de implantar e executar a reforma tributária. Saio daqui muito orgulhoso com a representatividade de Mato Grosso do Sul nesse processo da implantação da reforma tributária no Brasil. É realmente um momento histórico para o Brasil, em especial para o nosso Estado”, destacou Sérgio Longen.

Na mesma reunião, também foram escolhidos os dois vice-presidentes: Luiz Felipe Vidal Arellano, secretário da Fazenda do município de São Paulo, e Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes, secretário de Fazenda do Estado de Minas Gerais. A decisão foi tomada nesta terça-feira (10), durante reunião extraordinária do colegiado realizada de forma online.

Em Brasília, presidente da Fiems participa da posse da presidência do Comitê Gestor do IBS

Ao agradecer a confiança do colegiado, o presidente eleito destacou a dimensão institucional do trabalho a ser desenvolvido nesta etapa de implantação do novo modelo tributário.

“Reafirmo aqui o meu compromisso de continuar trabalhando com lisura, isenção e empenho na condução de uma missão tão relevante. Temos um grande desafio pela frente na implementação do novo sistema tributário”, afirmou Flávio César.

Flávio César também preside o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Antes de assumir a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul, foi vereador em Campo Grande e presidiu a Câmara Municipal da capital sul-mato-grossense.

Empreendedores tem atendimento especial na semana Naviraí

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Para ampliar a capacidade de suporte aos negócios, a unidade itinerante do Sebrae Móvel está em Naviraí em uma ação conjunta com Prefeitura de Naviraí, através da Gerência de Desenvolvimento Econômico. A ação faz parte do cronograma do programa Cidade Empreendedora, focado em acelerar o desenvolvimento local e desburocratizar o suporte aos pequenos negócios.

O “Truck Escritório sobre Rodas” funciona como um importante reforço à Sala do Empreendedor, que registra alta procura por serviços de formalização e consultoria. Instalada em Frente a Casa do Trabalhador, na Avenida Campo Grande, 326, a unidade móvel esta oferecendo atendimento gratuito até quinta-feira (09-04), das 8h às 17h.

Empreendedores tem atendimento especial na semana Naviraí
Empreendedores tem atendimento especial na semana Naviraí

O diferencial desta força-tarefa é a presença de consultores especializados preparados para dar andamento à demanda de quem impulsiona a economia local. Estão disponíveis os seguintes serviços:
Formalização e Regularização: Abertura de MEI e emissão da Declaração Anual (DASN-SIMEI);
Gestão de Negócios: Orientações técnicas sobre finanças, planejamento e marketing;
Acesso a Crédito: Consultoria para pequenos empresários que buscam financiamento;
Suporte Tecnológico e Digital: Unidade com conexão direta aos sistemas de formalização e gestão, permitindo que o consultor execute procedimentos técnicos e emita documentos na hora.

O suporte itinerante permite que o trabalhador de Naviraí acompanhe o ritmo de desenvolvimento da cidade com segurança e orientação qualificada, resolvendo burocracias de forma rápida antes do encerramento da ação na quinta-feira.

Empreendedores tem atendimento especial na semana Naviraí

Senado reconhece estágio como experiência profissional

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o Projeto de Lei (PL) 2762/2019 que determina que o estágio realizado pelo estudante será contado como experiência profissional. Senado reconhece estágio como experiência profissionalSenado reconhece estágio como experiência profissional

A proposta, que altera a Lei de Estágio, de 2008, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caberá ao poder público regulamentar as hipóteses em que o período de experiência profissional de estágio valerá para provas de concursos públicos.

O autor da proposta, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), argumenta que a dificuldade de obtenção de emprego, especialmente dos jovens de 18 a 24 anos, é devido à falta de experiência profissional, e que o projeto vai preencher essa lacuna.

“O jovem não consegue trabalhar porque não teve um emprego anterior e não adquire experiência pelo fato de antes não ter trabalhado”, diz o deputado ao justificar a iniciativa.

A relatora da matéria, senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também ressaltou o desafio da comprovação de experiência profissional para conseguir um emprego.

“O estágio, embora seja uma atividade educacional supervisionada, já ocorre no ambiente de trabalho, onde o estudante desempenha atividades profissionais, com vistas à sua preparação para o mercado de trabalho”, avalia.

Repouso

Ainda na sessão desta terça-feira, os senadores aprovaram o PL 1.732/2022, que permite dividir o repouso anual de 30 dias de médicos residentes e outros profissionais da saúde em partes menores, com um mínimo de 10 dias cada. O texto também segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, médicos residentes e outros profissionais em programas de residência na área de saúde poderão dividir os 30 dias de repouso anual em períodos menores de, no mínimo, 10 dias, desde que o pedido seja feito pelo próprio residente e conforme regulamento.

A nova regra entra em vigor após 180 dias da publicação da lei.

Os senadores aprovaram ainda o projeto de resolução do Senado que cria a Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Feirantes, com foco na articulação de políticas públicas e iniciativas voltadas ao setor. 

O projeto vai à promulgação. 

Governo lança protocolo para investigar crimes contra jornalistas

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo federal criou nesta terça-feira (7), no Dia do Jornalista, o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.Governo lança protocolo para investigar crimes contra jornalistasGoverno lança protocolo para investigar crimes contra jornalistas

A iniciativa, elaborada em conjunto no colegiado do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, cria um padrão de investigação de crimes cometidos em razão da atividade jornalística pelo Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O documento foi assinado pelos representantes dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e da Cidadania, além da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), revela o cenário de 144 agressões, intimidações e de censura contra os profissionais da imprensa, em 2024.

Em 2023, a proposta de criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais foi levada ao ministro da Justiça pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), pouco mais de uma semana depois dos atos golpistas dia 8 de dezembro, em Brasília, quando jornalistas foram intimidados.

Protocolo Nacional

O Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores sociais reconhece que esses casos exigem uma resposta estatal que não considere apenas o fato, mas o contexto, a motivação da agressão e a relação do crime com o exercício profissional da atividade jornalística de comunicação. 

As diretrizes para a atuação dos órgãos de segurança pública estão divididas em quatro eixos:

  • Proteção imediata da vítima e seus familiares;
  • Qualificação da investigação para coibir impunidades;
  • Produção e preservação das provas;
  • Escuta qualificada das vítimas, a partir do tratamento humanizado das testemunhas, da prevenção à revitimização e do respeito ao sigilo da fonte.

A representante do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, a secretária Nacional de Justiça (Senajus/MJSP), Maria Rosa Guimarães Loula, explica que o protocolo também dedica uma atenção especial a situações específicas de violência como os desaparecimentos de profissionais de imprensa e reconhece os contextos agravados por vulnerabilidades relacionadas, por exemplo, a gênero contra mulheres, raça, orientação sexual ou condição socioeconômica.

“A dor da gente sai no jornal e nasce precisamente do jornal. Esta vem de ser comunicador, jornalista, vem de escolher a coragem de dizer a verdade, de levar ao público a informação científica, a reportagem correta”, disse a secretária Maria Rosa, parafraseando a música “Notícia de Jornal”, interpretada por Chico Buarque.

Liberdade de imprensa

Durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse que a portaria segue padrões internacionais de proteção à liberdade de imprensa e é voltada a aprimorar a resposta do Estado brasileiro a estas situações. Os focos estão na proteção das vítimas, na melhoria da qualidade das investigações, no combate à impunidade e no fortalecimento da liberdade de expressão e do direito à informação.

“A resposta do Estado não pode ser genérica. Neste caso, ela tem que ser bastante qualificada. Investigar bem significa compreender o contexto da atividade jornalística; preservar provas; ouvir vítimas e testemunhas em ambiente seguro; evitar, ainda, a revitimização, proteger o sigilo da fonte e agir com bastante celeridade”, enumerou o ministro da Justiça, Wellington Silva.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Janine Mello, reforçou que a proteção dos direitos humanos exige respostas institucionais que envolvam prevenção, investigação e responsabilização.

Segundo a ministra, o primeiro protocolo brasileiro para investigação de crimes contra jornalistas contribui para qualificar a atuação dos órgãos de segurança pública, dar mais consistência às investigações e fortalecer a proteção de jornalistas e comunicadores.

“Ampliamos o alcance das ações do Estado e garantimos que cheguem a quem precisa: defensoras e defensores de direitos humanos, jornalistas, comunicadores, comunicadoras e ambientalistas, que atuam diretamente nos territórios, muitas vezes em contextos de conflito. São pessoas que dão visibilidade a violações, acompanham situações de risco e contribuem efetivamente para o fortalecimento da democracia e da justiça no nosso país”, esclareceu a ministra do MDHC.

O secretário de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social (Secom/PR), Laércio Portela, destacou também que o Dia do Jornalista homenageia o jornalista e médico Líbero Badaró, morto por inimigos políticos, em 1830. Portela entende que o protocolo representa um compromisso do Estado brasileiro com a verdade, com a democracia e com as pessoas que arriscam a própria segurança para que a sociedade possa ser bem formada, com liberdade.

“Quando um jornalista é atacado, ameaçado, silenciado ou morto, o que morre com ele ou com ela não é apenas uma vida. Morre uma pauta, uma reportagem, silencia-se uma fonte, apaga-se uma investigação, retrai-se toda uma redação e todo um setor importante para a comunicação e para a democracia brasileira”, declarou Laércio Portela.

Comunicação Pública

Presente ao evento, o diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), David Butter, destacou que a implementação do protocolo fortalece o fluxo da informação de interesse público, combatendo tentativas de censura por parte de governos que podem colocar em risco o exercício profissional e a segurança de comunicadores.  

“O jornalista tem que ter a liberdade de agir, de contar sua história e ter integridade física preservada”, defendeu David Butter.

À frente de veículos de comunicação pública como Agência Brasil, Rádio Nacional, e TV Brasil, o diretor-geral da EBC enfatizou o papel estratégico da comunicação pública nesse ecossistema, que tem como missão preencher lacunas onde o mercado privado muitas vezes não chega, por exemplo, por razões comerciais ou por não conseguir atender.

“A comunicação pública tem a missão de qualificar e formar a cidadania; é a sua razão de existir”, afirmou o diretor.

Para David Butter, sem a proteção aos profissionais e à estrutura da comunicação pública, a sociedade fica vulnerável a manipulações digitais em massa, monopólios de tecnologia e à disseminação de fakenews.

“Precisamos assegurar que os profissionais da comunicação pública cumpram seu papel na integralidade, o que é absolutamente essencial para a informação de interesse público realmente fluir e chegar na ponta de maneira qualificada. Além de combater fakenews por meio de um debate qualificado e responsável sobre temas de interesse público em um espaço de encontro e de trocas”, concluiu.

Concurso Dom e Bruno

Durante a mesma cerimônia, foi apresentado o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, que premiará reportagens sobre proteção socioambiental e aos direitos dos povos originários.

As inscrições abertas desde 30 de março seguem até 21 de maio na página eletrônica da Secom.

O concurso contempla seis categorias — incluindo reportagem, audiovisual e comunicação de comunidades tradicionais. Podem se inscrever jornalistas e fotojornalistas, comunicadores indígenas, artistas e educadores.

O prêmio homenageia o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022, no Vale do Javari (AM), enquanto destacavam a necessidade de proteção da Amazônia e dos povos indígenas. O caso teve repercussão internacional e se tornou símbolo dos riscos dos trabalhos de jornalistas e defensores de direitos humanos em regiões de conflito.

Em entrevista à Agência Brasil, a assessora de comunicação da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Gabriela Di Bella, comentou sobre o trabalho essencial de comunicadores indígenas e de comunidades tradicionais, que serve de ponte entre quem está no território e o mundo externo. “Os comunicadores são essenciais para que haja essa compreensão de todos. E eles é que conhecem também. Eles têm o conhecimento indígena, o que é muito importante de ser levado em consideração”, alertou.

A jornalista também confirmou que a vulnerabilidade de comunicadores que atuam nos territórios amazônicos é extrema, especialmente porque, ao contrário de equipes de grandes veículos de imprensa que deixam a região após as reportagens, os comunicadores locais permanecem expostos. “Quem está no território é muito visado. É muito difícil proteger essas pessoas na floresta. Todo mundo sabe quem eles são. Não dá para se esconder”.

Ela reforça a urgência de protocolos que fortaleçam a segurança dessas vozes.

Gabriela apontou um novo campo de batalha: o digital e a necessidade do trabalho dos comunicadores. Com a chegada da internet às aldeias, o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens tem sido explorado por invasores para disseminar desinformação.

“Os garimpeiros sabem disso e usam as redes. Se os indígenas não tiverem consciência de como se defender e utilizar a internet para sua própria proteção, o cenário será cada vez mais complicado”, concluiu.

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Farmácia do Povo/Master Farma     Fone: 3481-4574

Próximo ao Silo Conveniência

Fiems reúne empresários em encontro com cônsul-geral dos Estados Unidos

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O vice-presidente da Fiems, Crosara Júnior, recebeu, nesta terça-feira (07/04), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, para debater o potencial das relações comerciais entre os países. Empresários com foco nos setores da segurança alimentar e transição energética participaram do encontro e apresentaram os potenciais econômicos de Mato Grosso do Sul.

Crosara ressalta que os Estados Unidos são um parceiro importante para a balança comercial de Mato Grosso do Sul e as relações só tendem a se aprofundar. “O Brasil e a América Latina são prioridade nos planos americanos. A nova carta de intenções de negócios do governo Trump deixa isso bem claro. Então, é importante recebê-lo aqui neste momento”.

O diplomata destacou o potencial da parceria entre os dois países. “A conversa foi excelente. Aprendi muito e acredito que as relações bilaterais no comércio são fortes. Queremos nos fortalecer ainda mais, e a Fiems é central para esse objetivo”.

Já a diretora estratégica da Fiems, Adriana Sato, destacou o convite feito pelo cônsul-geral para participar, entre os dias 3 e 6 de maio, do Select USA. “No evento, serão apresentadas oportunidades de negócio para os empresários nos Estados Unidos, inclusive com os incentivos fiscais. Segundo ele, vários estados americanos estariam dispostos a receber negócios brasileiros, principalmente os de Mato Grosso do Sul”.

Na ocasião, o economista-chefe do Sistema Fiems, Ezequiel Martins, apresentou o panorama industrial de Mato Grosso do Sul. Atualmente, as exportações do Estado ultrapassam os US$ 7,8 bilhões para mais de 150 países compradores. “Somos um dos estados de maior dinamismo econômico e industrial do país, impulsionados por elevados investimentos na ampliação da nossa capacidade produtiva, crescimento consistente do PIB e expansão de setores estratégicos”.