Felipe Nery será o palestrante de evento que abordará a educação católica. Foto: Redes sociais
Redação
Com entrada gratuita, nos dias 13 e 14 de dezembro o professor Felipe Nery conduzirá uma palestra sobre Educação Católica, destinada a pais e profissionais da educação, no Salão Paroquial da Paróquia Imaculada Conceição, em Coronel Sapucaia.
No dia 13, às 19h, a palestra será direcionada aos pais, abordando o tema “Educação dos Filhos”. O objetivo é discutir a importância da formação em um ambiente católico e os princípios morais que fundamentam essa abordagem educacional.
No dia 14, das 8h às 11h e das 14h às 17h, a palestra será voltada para profissionais da educação. A programação inclui orientações sobre pedagogia e prática da educação católica, com o intuito de iniciar a formação de profissionais interessados em trabalhar em uma futura escola católica no município.
Para mais informações, entre em contato com Zenir pelo telefone/WhatsApp (67) 99607-5722.
Com solidez fiscal e gestão eficiente, Mato Grosso do Sul é o estado com maior taxa de investimento do Brasil. Este dado consta no Ranking de Competitividade dos Estados e dos Municípios, divulgados pela CLP (Centro de Liderança Pública) em 2024. Isto significa mais entregas e melhores condições de vida à população.
Este indicador do ranking de competitividade está dentro do pilar “solidez fiscal” e avalia se os estados possuem uma gestão fiscal responsável, como por exemplo no controle nos gastos com pessoal. Este cenário positivo permite o investimento público em áreas estratégicas, como saúde, segurança, assistência social, infraestrutura e educação, que levam ao crescimento econômico do Estado, com geração de empregos e mais renda ao cidadão.
Mato Grosso do Sul lidera a lista com 100 pontos, seguido pelos estados do Espírito Santo (98.93), Mato Grosso (95.36), Pará (94.75) e Bahia (88.92). Este é o resultado de uma política de equilíbrio financeiro, com responsabilidade fiscal exercida pelo governador Eduardo Riedel.
“Quando se tem uma gestão eficiente e moderna, com solidez fiscal, o Estado consegue ter poder de investimentos para levar entregas efetivas à população, beneficiando diretamente o cidadão. Esta é a realidade do Mato Grosso do Sul, que novamente é referência e destaque nacional”, afirmou o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez.
O Ranking de Competitividade dos Estados foi criado para proporcionar um entendimento aprofundado das 27 unidades da federação do Brasil, oferecendo uma ferramenta clara e objetiva para orientar a atuação dos líderes públicos na busca por maior eficiência na gestão pública e na promoção da competitividade estadual.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta terça-feira (5), em Itaquiraí, uma carreta bitrem carregada com 8 toneladas de maconha. A droga estava escondida em meio a big bags com fertilizantes. Na ação um adolescente de 17 anos foi apreendido.
Os militares realizavam patrulhamento pelo Assentamento Lua Branca, zona rural do Município, quando visualizaram uma caminhonete parada ao lado de uma área de mata. Ao realizarem a aproximação duas pessoas fugiram a pé.
Durante diligências, os policiais chegaram até um lote no Assentamento, onde a carreta estava atolada. Em vistoria no veículo foram encontrados diversos fardos de maconha, em meio a 30 toneladas de fertilizantes. Um adolescente que estava na casa foi apreendido.
A carreta e os entorpecentes, avaliados em mais de R$ 16 milhões, foram encaminhados à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.
MAIS CARRETA
Esta é a segunda carreta bitrem que policiais do DOF apreendem em menos de três dias, carregada com drogas na região de Fronteira, em Mato Grosso do Sul. No último sábado, uma carreta bitrem foi apreendida com 12.310 quilos de maconha na MS-386 em Aral Moreira. Um homem de 44 anos foi preso em flagrante. O destino final do entorpecente era a cidade de Marau (RS).
OPERAÇÃO E DISQUE DENÚNCIA
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms e no Facebook: OficialDOF
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (6) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A recente alta do dólar e o impacto da seca sobre o preço de energia e alimentos trouxeram a indefinição se o colegiado subirá os juros básicos pela segunda vez em mais de dois anos.
Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 0,5 ponto percentual nesta reunião, para 11,25% ao ano, e encerrar 2024 em 11,75% ao ano. No comunicado da última reunião, em setembro, o Copom justificou a alta dos juros com base na resiliência da atividade econômica e nas pressões sobre o mercado de trabalho.
Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após passar um ano em 13,75% ao ano entre agosto de 2021 e agosto de 2022, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões, de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, no menor nível desde fevereiro de 2022, mas começou a elevar a Selic em julho deste ano.
Inflação
Na ata da reunião mais recente, o Copom informou que o cenário econômico exige uma política monetária contracionista e não descartou um aumento no ritmo de alta dos juros. Os membros do colegiado afirmaram que todos concordaram em iniciar o ciclo de alta de forma gradual, principalmente pelo contexto de incertezas domésticas e externas.
Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2024 subiu de 4,38% há quatro semanas para 4,59%. Isso representa inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.
Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 0,44%, puxado pela bandeira vermelha nas contas de luz e pelo preço dos alimentos, que subiu por causa da seca no início do semestre.
Em setembro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na ocasião, o ministro defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.
Nos últimos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos e os serviços têm puxado a inflação. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,42% em 12 meses, cada vez mais próximo do teto da meta para 2024.
Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.
Meta
Para 2024, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas também são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância.
No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4,31% , mas a estimativa foi divulgada antes da alta recente do dólar e do impacto da seca. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.
Prefeito reeleito de Itaquirai, Thalles Tomazelli (PSDB), é candidato à presidência da Assomasul para o biênio 2025-2026 (Foto: Marcos Maluf)
Na busca pela sucessão da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), o prefeito reeleito de Itaquirai, Thalles Tomazelli (PSDB), pretende trazer discussões sobre temas que impactam o dia a dia das gestões municipais e ampliar a capacitação dos prefeitos e servidores públicos.
Ele aponta que as duas medidas serão importantes para aproximar as prefeituras da instituição e garantir a melhoria contínua do trabalho do executivo municipal. “Não podemos ficar aguardando surgir uma capacitação, precisamos ver o que tem de novidade, quais as exigências para as prefeituras, e garantir o acesso. Isso trará benefício para o estado e municípios”, disse.
O impacto da reforma tributária é um dos temas centrais que Thalles pretende trazer para a pauta, já que os prefeitos eleitos estarão à frente da gestão durante o período de transição. “Estaremos discutindo e formando uma comissão para fazer essa reforma tributária que vem por aí, porque a reforma ainda é muito obscura para todos”, defendeu.
Na capacitação, um dos focos será a prestação de contas da gestão. Hoje o Tribunal de Contas exige a utilização de um novo mecanismo para a prestação de contas em tempo real com o objetivo de garantir mais transparência.
“A gente quer fazer uma capacitação imediata, muitas prefeituras ainda não estão preparadas para implantação desse sistema e é uma exigência”, disse. “Essa é uma das funções da Assomasul, pegar essas dificuldades e avançar tentando buscar a solução para as prefeituras”, completou.
Seguindo o exemplo do governo do Estado, Tomazelli pretende criar a diretoria de cidadania dentro da Assomasul. O objetivo é abordar mais questões de assistência social. “Por exemplo, você traz a resolutividade nesse eixo de trabalho, começa a ter uma diretoria aonde consegue olhar todas as dificuldades locais”, justifica.
O prefeito de Itaquiraí ainda afirmou que a representatividade será uma bandeira tanto na formação da chapa quanto promessa de gestão. “Eu defendo que nossa chapa contenha todos os partidos, de acordo com a quantidade de prefeitos que eles representam no Estado”, afirmou.
A chapa trará representatividade regional. “A extensão territorial do Mato Grosso do Sul é muito grande e por isso é importante termos representatividade de todas as regiões, porque quando a realidade da região sul é uma, quando você vai partir para o Pantanal a realidade é outra e no Bolsão também é diferente”. As mulheres também farão parte da chapa garantindo representatividade de gênero. “Nós nunca tivemos uma eleição que saímos com 13 mulheres eleitas. Vamos conversar com todas as mulheres”, finalizou.Prefeito de Itaquirai, Thalles Tomazelli (PSDB), também pretende criar a diretoria de cidadania na instituição.
Era o primeiro dia de aula. Laura não podia controlar a ansiedade de chegar na sua escola e em sua sala para conhecer seus novos amiguinhos.
– Vamos, mãe! Nós já estamos bem atrasadas!
– Mas, Laura, são 5:30 da manhã! Você nem deixou o celular despertar! Era pra eu te acordar e não o contrário!
Laura não queria nem se sentar para tomar o café da manhã, mas diante da insistência da mãe, acomodou-se na cadeira, embora as perninhas não parassem de balançar. Tendo saído de casa meia hora antes do esperado, nem havia tanto trânsito assim para poder atrasar Laura e o pai, que dirigia atento pelas ruas da cidade.
– Enfim, chegamos! Papai, o senhor me ajuda a achar minha nova sala?
– Claro, minha filha!… Olha só! Aqui está! Essa é sua sala!
– Nossa!!! Não acredito!!! – interrompeu Laura! – A Catherine Teixeira é da minha turma!!! Ela é minha melhor amiga!
– Que ótimo, filha! Eu já vou, mas vou ficar te olhando do portão e quando tocar o sino e sua professora entrar, eu vou embora e te pego na hora do meu almoço, tá bom?
– Então tá, papai! Te amo!
– Também te amo, filhinha.
Aos poucos, os colegas foram chegando. Laura estendia a mão e se apresentava:
– Oi, meu nome é Laura, tenho 8 anos. É a primeira vez que eu faço o 3º ano. Você quer ser meu amigo?
– Oi, meu nome é Laura, tenho 8 anos e…
– Ahhhhhhhh!!! – interrompeu o menino, com um grito que assustou Laura.
– Calma, filho!… Desculpe, mocinha… qual é mesmo seu nome? Laura, você disse, né?
– Sim… respondeu chorosa a menina…
– Oi, Laura… meu nome é Sônia. Eu sou mãe deste menininho lindo, chamado Abel. Ele é um menino especial. Nasceu com uma condição que faz com que ele se agite muito em situações novas. Ele não gosta de aproximações bruscas, nem de toque e nem de muito barulho. Mas se você tiver paciência e souber se aproximar dele, vocês poderão ser bons amigos.
– Tudo bem, Dona Sônia! – falou ainda com a voz embargada a menina – eu não sabia.
– Sim, querida! Não se preocupe!
O sinal tocou. Quando todos entraram, Patrícia, a nova professora, passou a apresentar-se e a dar instruções para a turma:
– Olá, 3º ano! Eu sou a professora Patrícia. Estou muito feliz em poder começar um novo ano letivo com uma nova turma. Tenho certeza de que vamos aprender e nos divertir muito juntos. E falando em aprender, quero apresentar um coleguinha novo, o Abel. Sua mãe, a Dona Sônia, vai falar um pouco sobre ele para nós. Nós vamos cumprimentá-los de uma forma diferente! Vamos fazer de conta que ninguém pode saber que estamos aqui nessa sala. Então nós vamos falar cochichando. Vamos dizer um bom dia bem bonito, mas cochichando – disse Patrícia bem baixinho – para o Abel e sua mãe!
– Bom dia, Abel! Bom dia, D. Sônia! – disseram sussurrando os alunos com a ajuda da professora. Nesse momento, muitos olhares curiosos e até mesmo arredios se tornaram mais receptivos e complacentes.
Ao ouvir seu nome, Abel deu um sorriso tímido e quase imperceptível, com olhos voltados para baixo. “Bom dia!”, disse ele. Com ajuda da mãe, ele disse seu nome e sua idade e sentou-se por alguns minutos.
– Bom dia, crianças! Vocês foram muito educadas. Muito obrigada! – disse a mãe, com ar de aprovação. E prosseguiu:
– O Abel é uma criança especial. Ele foi diagnosticado com o transtorno do espectro autista. Logo cedo, meu esposo e eu percebemos que o Abel se desenvolvia de maneira diferente de outras crianças. A princípio nós achávamos que ele fosse meio “bravinho” ou muito sério, porque ele não sorria muito, quase nada. Ele não nos dava muita atenção quando chamávamos pelo nome dele. Então, procuramos um pediatra especializado, mas somente aos 3 anos de idade o diagnóstico dele foi fechado.
– Vocês ficaram muito tristes? – perguntou Lavínia, curiosa e compadecida.
– Olha, no começo foi bem difícil. Todo pai e toda mãe sonham que seus filhos estejam dentro do padrão das demais crianças. Então você descobrir que seu filho tem uma condição diferente traz muitas dúvidas, inquietações e até dores ao coração da gente. Mas, sabe… o amor é um sentimento poderoso que Deus coloca em nossos corações. Nós aprendemos a amar o Abel desde o primeiro momento que descobrimos minha gestação. A cada ultrassom, o amor ia tomando mais formas e quando ele nasceu, o amor se materializou em nossos braços. Quando o diagnóstico do Abel foi fechado, nosso amor por ele já era maior que qualquer dúvida, inquietação, dor, ou tristeza!
Todos escutavam atentos e silenciosamente. Um silêncio nunca imaginado em uma turma de 3º ano!
– E como as pessoas da família de vocês reagiram ao descobrir a doença do Abel?
– Oi, Laurinha! Você eu já conheço! (Risos). Sua pergunta é muito interessante e importante para explicar algumas colocações erradas das pessoas. O autismo, não é uma doença! É uma condição biológica. O autista vai se adaptando no tempo e no modo dele ao mundo, e as pessoas vão se adaptando ao autista à medida que o ama e se aproxima dele. Eu digo que ele é um mensageiro do amor, pois com ele aprendemos a amar e nos doar por amor a ele. Por exemplo, vocês demonstraram muito amor e respeito com o Abel e comigo ao falar baixinho para nos cumprimentar. Mas nem todas as pessoas são assim sensíveis ou compreensivas. As pessoas geralmente julgam o que não conhecem e dão opiniões sem dominarem o assunto. Com a família e amigos não foi diferente. Não foi fácil e ainda não é. Mas as pessoas que nos amam e amam ao Abel têm aprendido a cada dia a se relacionar conosco e a demonstrar seu amor pelo meu filho, e somos muito gratos a eles.
– Mensageiro do amor! – sussurrou Abel, que agora sentara-se num canto da sala com a professora Carmem, que o envolvia em atividades lúdicas que lhe prendiam a atenção.
Neste momento, a professora Patrícia encontrou uma ocasião oportuna para apresentar a professora de apoio:
– Crianças, esse é a professora Carmem. Ela é especialista em educação de crianças com condições especiais. Ela será muito importante na nossa turma, para o desenvolvimento do Abel e para o nosso relacionamento com ele. Como a Dona Sônia explicou, nós não sabemos tudo. Nem mesmo eu que sou professora. Eu não tenho formação em educação especial. A Carmem tem. E nós vamos aprender muito com ela e com o Abel.
– Mensageiro do amor! Missão de amor! – sussurrou mais uma vez Abel, recebendo como resposta um sorriso cordial da professora.
Aquele foi um início de ano diferente para Laurinha. E também para seu pai, que não estava acostumado com tanto silêncio dentro do carro depois da aula. Por fim, ele cansou de esperar a filha falar alguma coisa e perguntou:
– Aconteceu algo na aula, minha filha? Você está tão calada!
– Papai, pela primeira vez um amiguinho não quis fazer amizade comigo! – e dizendo isso, desabou a chorar.
– Como assim? Por que não? Me explica direito!
– Papai, o Abel é autista e ele não fala comigo e nem brinca comigo como as outras crianças fazem. Será que por causa do jeito que eu cheguei nele, ele nunca mais vai gostar de mim? Acho que ele não gosta de mim! – e começou a chorar novamente.
– Não é isso, minha filha! Essa é uma situação nova para você, para sua turma, para a escola…
– Até para a professora, papai? – interrompeu a menina.
– Sim, até para a sua professora. Por isso é tão importante a presença do professor de apoio. Tinha algum professor de apoio na sua sala hoje?
– Sim, papai, era a professora Carmem. Ela vai ficar o tempo todo com o Abel na sala de aula.
– Papai! Acho que o Abel vai gostar de mim sim!
– Eu também acho, minha filha! É impossível não gostar de você! – disse o pai, apertando as bochechas da filha.
– A mãe dele disse que o Abel é um mensageiro do amor! Ele tem uma missão de amor.
– Como assim?
– É que ele veio ensinar que a gente pode conviver com todo mundo se tiver amor.
– Nossa! Muito bonito isso, minha filha! E é uma grande verdade. A Bíblia ensina que nós não podemos dizer que amamos a Deus a quem nós não vemos, se nós não amarmos o próximo a quem nós vemos. E que todos os mandamentos se resumem no amor: Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos.
Naquele dia, passado o incidente inicial, Laurinha voltou a ser como ela sempre foi: falante e comunicativa! Passou o dia falando sobre Abel, sobre as professoras e os mensageiros do amor. Ela também queria ser uma mensageira do amor. Naquele ano, tudo foi diferente. Abel ensinou ao seu modo, sem muitas palavras, sem muitas trocas de olhares, que o amor nos transforma e nos faz acolher as pessoas.
E com a ajuda de Carmem, a professora Patrícia conseguiu se aproximar de Abel, assim como algumas crianças. Os três melhores amigos de Abel na escola eram Carmem, Laura e a professora Patrícia. Elas se tornaram também mensageiras do amor.
“E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).
O Senhor Jesus, virá buscar a sua igreja; uma promessa feita aos seus discípulos quando ainda estava aqui: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.1-3).
O Senhor trará as almas dos que já morreram com Cristo: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele” (1ªTs 4.14). Ressuscitará os crentes que já morreram, e arrebatará os cristãos vivos: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1ªTs 4.16,17).
A igreja será levada para o Tribunal de Cristo, onde serão julgadas as obras de cada cristão; e cada um receberá sua recompensa conforme o que fez de bem ou de mal aqui na terra: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2ªCo 5.10).
Não vão ser os líderes religiosos, nem pai nem mãe ou irmãos na fé que vão prestar contas dos atos dos crentes; individualmente, cada servo prestará contas a Deus sobre suas atitudes enquanto exercia seu ministério conforme o dom que cada um recebeu de Deus: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).
O cristão já está salvo, mas as obras serão julgadas por Cristo: “E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1ªCo 3.12-15).
As nossas obras precisam ser para Cristo: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Ap 14.13).
Bem-aventurados os vencedores: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.12,13).
Quem segue a Cristo aqui, não tem vida fácil, por causa das perseguições, provações e aflições; mas, valerá a pena; será recompensado no final: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2ªTm 3.10-12).
O Cone Sul de Mato Grosso do Sul encerrou o mês de setembro com um saldo positivo de empregos formais, conforme dados divulgados no último dia 30 de outubro pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicando uma tendência de crescimento na geração de empregos em diversos municípios da região.
Entre os municípios com saldo positivo, Eldorado apresentou o melhor desempenho, com um saldo de 56 empregos gerados, resultado de 171 admissões e 115 desligamentos. Itaquiraí registrou um saldo de 45 postos de trabalho, com 235 admissões e 190 desligamentos, seguido por Aral Moreira, que contabilizou um saldo de 43 novos empregos, somando 117 admissões e 74 desligamentos.
Outros municípios que também fecharam o mês com saldo positivo foram Mundo Novo, com 21 novos empregos; Naviraí, com saldo de 37; e Laguna Carapã, que encerrou o mês com um saldo positivo de 15 postos. (Veja na tabela abaixo a lista completa de municípios)
Em contrapartida, alguns municípios da região apresentaram saldo negativo, sendo eles: Amambai, que fechou com -10 empregos, Tacuru (-8), Japorã (-3), Caarapó (-3) e Paranhos (-1).
Durante a inauguração de uma nova loja em Amambai, realizada na última sexta-feira (1º), o secretário Roberto Racchtiune, à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES), ressaltou a importância da abertura de novas empresas para o fortalecimento do comércio e a geração de empregos no município e região. Ele também destacou as parcerias entre o Governo do Estado e o poder público municipal, que têm sido essenciais para impulsionar o desenvolvimento local e fomentar a economia.
“A expansão do comércio que vemos hoje é fruto de um trabalho firme e colaborativo entre o setor público e o privado. Na secretaria, contamos com diversos projetos, cursos e capacitações ao longo do ano que ajudam a preparar nossa mão de obra e ampliam as oportunidades para nossa população”, afirmou o secretário, acrescentando que “o saldo anterior, relativo ao mês de agosto, é positivo em Amambai.”
Confira as admissões, os desligamentos e o saldo por município do Cone Sul em setembro:
Estado
Mato Grosso do Sul registrou aumento no número de empregos formais em setembro, com a criação de 1.912 novos postos de trabalho. No acumulado do ano, o saldo de empregos formais chegou a 26.079, representando um aumento de quase 4% no estoque de trabalhadores com carteira assinada, totalizando 684.044 trabalhadores no estado.
Entre os setores que mais contribuíram para o saldo positivo de setembro estão serviços, com 1.094 novos postos de trabalho; comércio, que gerou 653 novos empregos; indústria, com saldo de 647 postos; e agropecuária, que somou 223 novos empregos. A construção foi a única área a registrar uma retração, com o fechamento de 705 vagas.
Com foco em uma gestão municipalista, o governador Eduardo Riedel participou nesta terça-feira (5) do 2º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul. Na oportunidade os secretários estaduais apresentaram as prioridades de cada pasta aos prefeitos eleitos e reeleitos do Estado. O objetivo é levar investimentos e novos projetos aos 79 municípios.
“Todos os prefeitos terão as portas abertas no Governo do Estado. Assim vamos trabalhar juntos para beneficiar o cidadão. O Estado só é o que é por causa da capacidade e potencial de cada município. Neste evento cada secretaria mostrou o que faz e como atua para atender melhor a população e o que pode somar nos municípios”, afirmou o governador.
Riedel lembrou que vai dar sequência ao programa MS Ativo, que prevê investimentos e ações específicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura nas 79 cidades. “Este programa foi dois passos além para ajudar a transformar a vida das pessoas. Ele prevê ações efetivas em áreas específicas, trabalhando junto com os municípios. Sabemos que ada cidade tem sua demanda, que é diferente da outra. Por isso vamos sentar novamente com cada gestor para discutir as prioridades”.
O programa (MS Ativo) apresenta um novo conceito de cooperação entre Estado e municípios, com um modelo de gestão pública orientada a resultados, baseada em dados e metas a serem atingidas para garantir entregas melhores à população. Com isso, o Governo e as prefeituras participam ativamente da construção de políticas personalizadas, que atendam as demandas locais e específicas de cada município.
Durante o evento foi aberto espaço para todos os secretários estaduais apresentarem as prioridades de cada pasta e como estas ações podem fazer a diferença nos municípios. “Nosso conceito é fazer bem feito, para fazer dar certo. Os quatro eixos que seguimos é um Estado digital, verde, próspero e inclusivo. A minha pasta cabe a coordenação das ações do Governo, com a função principal de colocar em prática o nosso plano de governo”, explicou o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez.
Governador ao lado dos secretários estaduais
Debates
A Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) está realizando o 2º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, reunindo prefeitos, vereadores, servidores públicos e autoridades estaduais e federais para debater o tema “Inovação e Planejamento no Fortalecimento do Municipalismo e na Transição de Mandato”.
O evento que conta com o apoio do Governo do Estado e Sebrae-MS começou ontem (4) e segue até quarta-feira (6). Os novos gestores terão acesso a orientações sobre práticas inovadoras e de suporte, relacionados aos temas: inovação, economia, desenvolvimento regional e liderança.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende
A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade - Foto: Divulgação
As seis fazendas da Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation no setor agro, são referência em tecnologia, produtividade e sustentabilidade na produção de soja e milho nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Em visita recente, o COO Rafael Villarroel conferiu práticas sustentáveis como o uso exclusivo de fertilizantes biológicos, reforçando o compromisso da empresa com uma agricultura de baixo impacto ambiental.
As fazendas possuem certificação RTRS e adotam manejos específicos para cada região, levando em conta pragas, clima e tipo de solo. A Agrex também investe em biofábricas, consórcios de gramíneas para cobertura do solo e energia solar, destacando seu foco em preservação.
Além disso, a empresa aplica tecnologia digital 4.0, que integra automação e otimiza processos, com maquinários avançados que permitem monitoramento em tempo real. A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade. A tecnologia de monitoramento georreferenciado permite operação 24 horas durante o plantio e a colheita, assegurando máxima produtividade em cada safra. Essas práticas posicionam a Agrex como um modelo em inovação e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.
“Trata-se de uma ferramenta de gestão e uma estratégia sustentável reconhecida e aplicável globalmente”, explica diretor de operações da organização, Rafael Villarroel. “Usamos ainda maquinários de última geração, que permitem o acompanhamento da operação em tempo real, além da gestão de recursos e pessoas baseada em dados, o que garante maior eficiência das propriedades.Com isso, nossas fazendas trabalham 24 horas durante os períodos de plantio e colheita, o que assegura à Agrex do Brasil chegar à máxima produtividade de cada safra”, arremata o diretor.
A produção de soja vem registrando crescimento no Mercosul e atualmente já representa 56% do fornecimento global de soja. Segundo o Informativo Mensal Céleres®, a expectativa é de que o Mercosul exporte cerca de 121,7 milhões de toneladas de soja em 2024/25, e consiga atingir 67% das exportações globais. O cenário de produção ampliada se dá tanto no Brasil, que deve adicionar 855 mil hectares à área plantada, quanto na Argentina, onde a desvalorização cambial estimula a produção, com um incremento de 400 mil hectares.
No Brasil, mesmo com os preços de mercado em baixa, o país deve atingir uma área recorde de 47 milhões de hectares, com produção projetada em 170,1 milhões de toneladas. Já na Argentina, espera-se uma colheita de 52,6 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da área e pela depreciação cambial que favorece as margens dos produtores.
Ainda conforme informativo, o clima é de neutralidade, que é um dos fatores que garantem a estabilidade do rendimento para a safra, favorecendo boas condições de colheita em 2025. Com a expansão da produção na América do Sul e uma safra robusta nos Estados Unidos, os estoques globais de soja devem atingir níveis recordes, exercendo pressão baixista sobre os preços da oleaginosa.
Um estudo divulgado nessa terça-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o consumo de álcool causa, em média, 12 mortes por hora no país. O levantamento, chamado de Estimação dos custos diretos e indiretos atribuíveis ao consumo do álcool no Brasil, foi feito pelo pesquisador Eduardo Nilson, do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da instituição, a pedido das organizações Vital Strategies e ACT Promoção da Saúde.
São levadas em conta as estimativas de mortes atribuídas ao álcool da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números totais são de 104,8 mil mortes em 2019 no Brasil. Homens representaram 86% das mortes: quase a metade relacionam o consumo de álcool com doenças cardiovasculares, acidentes e violência. Mulheres são 14% das mortes: em mais de 60% dos casos, o álcool provocou doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer.
O estudo calcula também o custo do consumo de bebidas alcoólicas para o Brasil em R$ 18,8 bilhões em 2019: 78% (R$ 37 milhões) foram gastos com os homens, 22% com as mulheres (R$ 10,2 milhões). Do total, R$ 1,1 bilhão são atribuídos a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Os demais R$ 17,7 bilhões são referentes aos custos indiretos como perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciárias.
“Importante destacar que o estudo adotou uma abordagem conservadora, já que é baseado exclusivamente em dados oficiais de fontes públicas, como os dados relativos ao SUS e pesquisas populacionais do IBGE, e em nível federal, considerando os gastos da União e não incluindo complementos de custeios por estados e municípios. O levantamento também não considera os custos da rede privada de saúde, nem o total de perdas econômicas à sociedade. Portanto, embora quase 19 bilhões de reais por ano já seja uma cifra extremamente significativa, o custo real do consumo de álcool para a sociedade brasileira é provavelmente ainda muito maior”, diz Eduardo Nilson, pesquisador responsável pelo estudo.
Na divisão por gênero, o custo do SUS com a hospitalização de mulheres por problemas ligados ao álcool é 20% do total. Um dos motivos é que o consumo de álcool pelas mulheres é menor. Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), 31% das mulheres relataram ter consumido álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa, enquanto o percentual masculino foi 63%. Outro motivo é que as mulheres procuram mais os serviços de saúde e fazem exames de rotina. Desse jeito, são tratadas antes que tenham complicações mais graves.
Em relação aos custos de atendimento ambulatorial atribuído à ingestão de álcool, a diferença entre os públicos masculino e feminino cai, considerando que 51,6% dos custos referem-se ao público masculino. Em relação à faixa etária, a incidência maior no atendimento ambulatorial ocorre nas pessoas entre 40 e 60 anos, sendo que 55% dos custos referem-se às mulheres e 47,1% aos homens.
“Isso confirma que as mulheres buscam mais atendimento precocemente do que os homens: elas são responsáveis por quase metade dos atendimentos ambulatoriais, mesmo com a prevalência de consumo de álcool entre elas seja menor”, diz Nilson.
A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que a taxa de juros elevada no país está encarecendo as dívidas e segurando as famílias em situação de inadimplência.
O levantamento mostra que, em outubro, 29,3% dos consumidores estavam com dívidas em atraso de 30 dias ou mais, ante 29,0% em setembro. Em outubro de 2023 eram 29,7% os consumidores com dívidas em atraso de mais de um mês.
Já o percentual de famílias com dívidas em atraso por mais de 90 dias atingiu 50,4% do total de endividados em outubro deste ano, o maior desde fevereiro de 2018, mostrando que os atrasos estão permanecendo por mais tempo. “Isso porque o aumento das taxas de juros leva a um encarecimento das dívidas”, diz a pesquisa.
Segundo o levantamento, a alta de juros está fazendo com que as famílias precisem de prazos mais longos para quitá-las. “O percentual de comprometimento da renda mais desafiador ajuda a explicar o aumento do percentual de famílias que não terão condições de pagar as contas atrasadas, mostrando que os prazos mais longos das dívidas e o menor endividamento não estão sendo suficientes para compensar a alta do nível de juros”, diz a pesquisa.
Baixa renda
Conforme o levantamento, a inadimplência entre as famílias de menor renda (até três salários mínimos) alcançou 37,7% em outubro, “refletindo o impacto dos juros elevados e das condições de crédito mais restritivas sobre o orçamento dos mais vulneráveis”. Esse aumento ocorreu apesar da redução geral do endividamento, que recuou para 76,9%, nível semelhante ao registrado em outubro do ano passado, indicando mais cautela das famílias com o uso de crédito.
“A dependência de crédito em um cenário de juros elevados torna a quitação de dívidas um desafio ainda maior para as famílias mais pobres”, disse o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Acreditamos que, com medidas voltadas para a redução de gastos públicos, é possível abrir espaço para uma possível queda dos juros, o que traria um alívio significativo para os consumidores e para a economia como um todo”, afirmou.
A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com aproximadamente 18 mil consumidores.
Nenhum apostador aceitou as seis dezenas do concurso 2.793, que foram sorteadas na noite desta terça-feira (5) no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio da faixa principal acumulou e está estimado em R$ 140 milhões.
Este foi o décimo sorteio consecutivo sem ganhadores do prêmio principal.
Os números sorteados hoje foram: 07 – 09 – 25 – 37 – 57 – 59.
A quina teve 222 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 36.233,07. Já a quadra registrou 14.183 ganhadores, com prêmio de R$ 810,19 para cada.
O concurso 2.794 será realizado na quinta-feira (7). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (5) uma audiência pública para debater as regras fiscais do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que permitem a redução de até 60% na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre agrotóxicos.
A questão foi judicializada pelo PSOL em uma ação protocolada no Supremo. O partido contesta o Convênio 100/1997 do Confaz e sustenta que o Brasil vai na contramão de outros países que sobretaxam os defensivos. “Percebe-se, portanto, que não deve prosperar o argumento de que o uso de agrotóxicos é essencial, insubstituível ou necessário para a produção agrícola”, diz a legenda.
Antes de julgar o caso, o relator da ação, ministro Edson Fachin, convocou a audiência pública para colher informações de especialistas no tema.
O uso de defensivos agrícolas e os incentivos fiscais foram defendidos por representantes do agronegócio. Para Raphael Barra, indicado para falar pela Associação Brasileira de Defesa do Agronegócio, o uso de defensivos é necessário para evitar a proliferação de doenças na plantação. Ele também citou que o Brasil está aquém dos Estados Unidos, Europa e China na disponibilização de incentivos financeiros aos produtores rurais.
“Uma coisa é produzir um pé de jabuticaba no quintal. Com muita facilidade, vai dar seus frutos. Outra coisa é produzir uma lavoura de jabuticaba, batata, mandioca, arroz, soja e milho”, afirmou.
Engenheiro agrônomo e representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Ângelo Dellatorre ressaltou que o movimento é referência na produção de alimentos de forma sustentável, como arroz e hortaliças. Para ele, o avanço da tecnologia e os incentivos fiscais aumentaram a utilização de agrotóxicos no país.
“Penso que deveríamos estar discutindo a transição para a produção orgânica, regenerativa, soberania alimentar, função social da terra e tributação progressiva. No entanto, a sina das empresas pelo lucro, independente das consequências sociais, ambientais e econômicas, mostra que uma parcela da sociedade insiste em girar a roda da história rumo a um destino incerto”, completou.
Durante a audiência, o ministro Edson Fachin disse que o julgamento do caso será marcado após a finalização de seu voto sobre a questão. A data ainda não foi definida.
Desde a zero hora dessa terça-feira (5) está em vigor em todo o Mato Grosso do Sul a maior operação de fiscalização para coibir a pesca ilegal, objetivando garantir o período de defeso dos peixes. A Operação Piracema 2024/2025 se estende até o dia 28 de fevereiro do próximo ano e envolve o maior efetivo de fiscalização e controle já mobilizado.
São 320 policiais militares ambientais, 70 fiscais do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e pela primeira vez, integram o contingente 120 policiais da PMR (Polícia Militar Rural).
Para o comandante da PMR, coronel Cleder da Silva, a junção de forças é uma demonstração clara da importância que o Governo do Estado dispensa à conservação ambiental e à preservação dos recursos naturais do Estado. Ele pediu a seu efetivo que trabalhe ‘com ênfase’ para garantir o êxito da Operação, salientando que não haverá facilidade para o cometimento de crimes ambientais.
A Operação Piracema 2024/2025 traz ainda outro diferencial: o uso do monitoramento via satélite de todo território sul-mato-grossense e um trabalho prévio de inteligência que otimiza o trabalho ostensivo e de fiscalização.
O comandante da PMA, coronel José Carlos Rodrigues, destacou que o Estado tem 184 mil trechos de rios a serem vigiados nesse período. São caminhos percorridos pelos cardumes para chegarem nos locais de desova. O trabalho de inteligência consistiu no georreferenciamento de todos os pontos onde ocorre pesca intensiva e que merecerão uma atenção redobrada da PMA durante a Operação Piracema.
A estratégia dispõe ainda de barreiras quádruplas criando um obstáculo de difícil transposição para quem tiver intenção de cometer a pesca ilegal.
“Todos os acessos a esses pontos estão com barreiras da Polícia Militar Rural. Se acaso o pescador conseguir ultrapassar essa barreira, ele será detido na barranca do rio pela PMA. Se acaso ele escape dessas duas etapas e efetive a pesca, ao retornar ele será barrado novamente pela PMR nas estradas vicinais ou pela Polícia Rodoviária Estadual nas rodovias”, exemplificou Rodrigues.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, informou ainda que foi solicitado o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para apoiar na fiscalização das rodovias.
“Eles já fazem essa fiscalização. O que estamos pedindo é que fiquem atentos quando ao transporte de peixes. Se isso for constatado, informem a PMA para fazer o flagrante”, disse.
Seca
Um agravante desse ano é o nível baixo dos rios, observou o secretário. O índice baixo das chuvas dos últimos anos reduziu o volume dos rios criando obstáculos extras para o percurso dos peixes. Isso demanda que a fiscalização se dê em mais trechos dos rios, onde o volume baixo coloque os cardumes em risco de captura.
Verruck frisou, ainda, que a atenção do Estado aos recursos naturais não se dá apenas durante a Operação Piracema.
“Muitas vezes a gente olha e acha que a ação começa na Piracema. Isso não é verdade. Ao longo do ano temos todo um conjunto de medidas, quer seja na elaboração de regras, na estruturação da fiscalização, tudo para garantir a eficiência da operação. Nesse ano, o grande ganho, além do aumento do efetivo, é termos a tecnologia como aliada. Será fundamental para o sucesso da operação. Nossa primeira barreira é a tecnológica”, frisou.
Declaração de estoque
Com o início do período de defeso, toda pesca está proibida nos rios de Mato Grosso do Sul, lembrou o secretário Jaime Verruck. A exceção é para o ribeirinho que depende do rio para sobrevivência. Essas famílias podem pescar um exemplar ou até três quilos de peixe por dia, exclusivamente para sua alimentação.
Pessoas que tenham rancho ou casa de veraneio próximo ao rio não se incluem como ribeirinhos, explicou Verruck. Essas pessoas não podem exercer a pesca durante a Piracema e se forem flagradas estão sujeitas às sanções penais que vão desde apreensão de todo material e petrechos utilizados, barcos e veículos, multa de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo de pescado, até prisão e outras sanções administrativas.
Comerciantes e pescadores profissionais também precisam fazer a declaração do estoque de pescado em seu poder até a quinta-feira (7). Essa informação é feita por meio de formulário apropriado, para os pescadores profissionais (acesse aqui) e para os comerciantes do setor: peixarias, hotéis, restaurantes, comércio de iscas, mercados e mercearias (acesse aqui).
A partir de quinta-feira os fiscais do Imasul e policiais militares ambientais visitarão esses comércios para conferir o estoque existente com o total declarado. Havendo divergência, o pescado será apreendido e o estabelecimento multado. A fiscalização ocorrerá durante todo o período de defeso para garantir que não haja reposição de estoque.
Conscientização
O diretor presidente do Imasul, André Borges, destacou a demonstração de força do Estado ao mobilizar o maior efetivo já visto para garantir a fiscalização nos rios, com barcos, veículos, drones e imagens de satélite, porém afirmou que o resultado esperado é um volume cada vez menor de apreensões e detenções.
“Excelentes resultados não significa que vamos apreender muito, mas sim ao constatarmos que a sociedade está consciente, ajudando a preservar nossos recursos naturais e a defender o meio ambiente”, frisou.
Nesse ano a população pode auxiliar as forças de fiscalização fazendo denúncias anônimas de infrações ambientais durante a Piracema pelo telefone 181. O sigilo da fonte será preservado, garantiu o comandante da PMA.
João Prestes, Comunicação Semadesc Fotos: Mairinco de Pauda
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (5) o lançamento do serviço BNDES Crédito Digital. Pelo serviço, micro e pequenas empresas poderão ter acesso a crédito de instituições financeiras parceiras de forma ágil e fácil.
“Sicredi e BTG já iniciaram a operacionalização da nova solução em suas plataformas digitais”, informou em nota o BNDES. A solicitação do crédito poderá ser feita nos aplicativos para os dispositivos móveis das instituições parceiras e também por meio de seus respectivos internet bankings.
O financiamento poderá ser obtido com uma taxa fixa a partir de 1,49% ao mês e prazos de até 60 meses. De acordo com o BNDES, as empresas obtêm, assim, flexibilidade para aplicar os recursos na compra de insumos, no pagamento da folha de pessoal e em investimentos com total previsibilidade do valor das parcelas. O procedimento de contratação leva apenas alguns minutos e o dinheiro cai na conta no mesmo dia.
A inovação é parte dos esforços voltados para a democratização do acesso ao crédito, diz o BNDES. “Pela primeira vez, a oferta de soluções do banco será visualizada diretamente pelo cliente final, o que aumentará substancialmente a visibilidade da marca do BNDES junto ao segmento das micro e pequenas”, acrescenta.
O lançamento do novo serviço envolveu investimento de R$ 1 bilhão. Espera-se que, nos próximos meses, outras instituições financeiras credenciadas no BNDES iniciem a operacionalização.
Também está prevista a integração de diferentes produtos FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), com o objetivo de complementar as garantias oferecidas pelas empresas e aumentar as chances de aprovação dos pedidos de crédito.
Uma nova fase se inicia nas 79 cidades de Mato Grosso do Sul, com o desenvolvimento e fortalecimento da gestão municipalista no Estado. Ontem (4) à noite, cerimônia promovida pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) reuniu os gestores que estarão à frente, a partir do ano que vem, das prefeituras municipais.
O evento foi marcado com a presença de autoridades do executivo estadual e legislativo, inclusive, do governador do Estado, Eduardo Riedel, que lembrou de maneira especial que as urnas revelaram 13 mulheres eleitas para governar seus municípios a partir de 2025.
“Isso é um sinal importante para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil: o maior número de prefeitas eleitas em toda a história do Estado”.
Em sua mensagem aos gestores municipais, Riedel desejou muito sucesso para os prefeitos e prefeitas que assumirão a gestão e um agradecimento àqueles que estão deixando o cargo, pela parceria entre municípios e o Estado.
“Que todos façam a transição com serenidade e sabedoria, olhando pra frente. E a parceria é o verdadeiro espírito do municipalismo com os cidadãos e cidadãs sul-mato-grossenses”.
Também durante a solenidade, o governador Riedel foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito Municipalista, condecoração concedida pela Assomasul a líderes e personalidades que, por meio de suas ações e compromissos, contribuem significativamente para o desenvolvimento e fortalecimento do municipalismo no Estado.
O presidente da Assomasul, Valdir Couto de Souza Junior, destacou o empenho do Governo do Estado para o equilíbrio das contas públicas municipais no ano passado, com a transferência de recursos. “O senhor, governador, fez também uma transferência ‘Fundo a Fundo’, totalizando entre as emendas parlamentares e o ‘Fundo’ mais de R$ 140 milhões, naquele momento ali, positivar as contas públicas”, afirmou.
A partir de hoje (5), toda a equipe do Governo do Estado, juntamente com o governador participará na capital do 2º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, que conta com a correalização do Sebrae-MS. O objetivo principal do encontro com os gestores municiapis é preparar as administrações para enfrentar desafios e implementar soluções criativas em suas gestões administrativas.
O Congresso irá fornecer até a próxima quarta-feira (6) uma extensa programação com paletras de especialistas que irão abordar temas como inovação, economia, desenvolvimento regional e liderança.
Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MS Fotos: Bruno Rezende