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terça-feira, 26 de maio de 2026
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Programa Rodar MS é sancionado e garante investimento para manter rodovias aptas no Estado

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Projeto de lei que autoriza a contratação de operação de crédito com o BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) para o financiamento do programa Rodar MS foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Eduardo Riedel nesta quinta-feira (7).

O programa de financiamento de infraestrutura rodoviária – Rodar MS – visa a manutenção proativa, adequação à resiliência climática e segurança viária em Mato Grosso do Sul. Os estudos para a contratação, que contam com a garantia da União, foram estruturados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE). Aliam melhorias nas características físicas da infraestrutura rodoviária ao estabelecimento de critérios de desempenho.

Os investimentos totais do Rodar MS serão de US$ 250 milhões. O valor máximo a ser contratado na operação de crédito é de US$ 200 milhões; Os demais US$ 50 milhões serão aplicados como contrapartida pelo Governo do Estado.

Os recursos contratados com o BIRD serão investidos em obras em trechos rodoviários nos municípios de Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilânida, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba e totalizam 800 quilômetros.

Estruturado durante todo o ano com missões organizadas pelo Banco Mundial (BIRD), o projeto tem como foco um novo modelo proativo de manutenção de pavimento com contratos baseados em desempenho por meio de duas modalidades: CREMA DBM ou PPP.

Ambos os modelos de implantação são de longo prazo. O Crema-DBM (design, built, maintain) de até 10 anos de duração, com contratação integrada de projeto, obra e manutenção do pavimento com maior eficiência e pagamento pelo Estado com base no cumprimento de indicadores de desempenho vinculados a resultados previamente estabelecidos. Já o Crema-PPP (Parceria Público-Privada) possui a duração de até 30 anos com a mesma dinâmica de operação.

As rodovias contempladas pelos investimentos na modalidade de Crema-DBM são: MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-141, MS-145, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS- 476 e MS-480. Serão 590 km em obras e manutenção das rodovias nas regionais de Naviraí e Nova Andradina. Já a modalidade de Crema-PPP prevê investimentos em 210 km nas rodovias MS-377 e MS-240 por 30 anos.

A proposta do programa é a mudança de paradigma do modelo tradicional de contratos pontuais e fragmentados da administração pública para uma nova metodologia preventiva em gestão dos ativos rodoviários, que inclui modelo de contratos baseados em produção e desempenho.

De acordo com Juliana Pegolo, diretora técnico-operacional do Escritório de Parcerias Estratégicas, os estudos levaram em conta as necessidades logísticas das regiões Sul e Leste. Já os critérios de seleção dos trechos partiram da divisão por regionais.

“Foram excluídas regionais instaladas no Pantanal, as que possuem malha não pavimentada e as que já possuem concessões. Ao final dessa análise chegamos à 7ª e 9ª regionais, Naviraí e Nova Andradina, vizinhas, cuja localização favorece a execução do projeto. Os dois corredores rodoviários selecionados complementam a Rota da Celulose”, explica Juliana Pegolo.

Segundo a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, o novo modelo trará dinamismo na manutenção e economia aos cofres públicos.

“Após a assinatura do contrato serão oito anos de implantação do programa, estabelecendo uma nova metodologia de manutenção de curto, médio e longo prazo. A finalidade é perpetuar o programa, porque se você faz uma boa rodovia com um bom modelo de gestão, ao longo dos anos os investimentos serão mais adequados e menos onerosos ao Estado”.

Metas

Além de melhorarem as características físicas da infraestrutura rodoviária e implantar medidas para aumentar a segurança viária e da resiliência aos eventos climáticos extremos nas rodovias estaduais, os estudos também abrem espaço para maior eficiência e, consequentemente, ao fomento à descarbonização da logística de transportes e da mobilidade urbana estadual.

Busca reduzir os pontos críticos que impactam a população no perímetro das rodovias estaduais, sobretudo aos estudantes no acesso aos ambientes de ensino.

Medidas para ampliar o acesso e aumentar a segurança são requisitos propostos pelo programa, assim como a geração de oportunidades socioeconômicas com integração dos aspectos ambientais.

Os estudos também miram maior eficiência na gestão técnica, ambiental, administrativa e operacional da malha rodoviária com o aperfeiçoamento da gestão do transporte por meio da aquisição de equipamentos, sistemas e capacitação dos servidores.

Próximos passos

O programa está em fase final de preparação junto ao BIRD com previsão de assinatura do contrato para o primeiro semestre de 2025.

Laine Breda, Comunicação EPE
Foto de capa: Edemir Rodrigues/Arquivo

Fórum Nacional de Comunicação discute estratégias e informação pública eficiente

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Para definir estratégias que aproximem a sociedade da gestão pública e estabelecer maneiras eficientes de informar a população sobre os diversos serviços públicos oferecidos, o 6º Fórum Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação é realizado hoje (7) e amanhã (8) em Campo Grande.

Com inúmeros desafios presentes na área da comunicação pública, o Fórum reuniu secretários de comunicação de diversos estados para discutir a transformação do setor.

Na abertura do evento, o secretário sul-mato-grossense de Governo, Rodrigo Perez, apontou para os desafios a serem enfrentados na área, além da importância de compartilhar experiências e conhecimento.

“O Governo do Estado tem a comunicação como área estratégica da gestão. E sempre tivemos o apoio do governador Eduardo Riedel, que é muito importante pois a gente consegue dar passos maiores e mais rápidos nos objetivos estabelecidos. O dia de trabalho hoje é para enfrentarmos as grandes temáticas de comunicação, para que continue assertiva, com segurança jurídica e poder de informar”, afirmou Perez.

Fórum Nacional de Comunicação discute estratégias e informação pública eficiente

O Mato Grosso do Sul, anfitrião do Fórum, é o estado com maior taxa de investimento do Brasil e o crescimento econômico e social também foi apontado na abertura do evento. Com solidez fiscal e gestão eficiente, o dado que consta no Ranking de Competitividade dos Estados e dos Municípios, divulgado pela CLP (Centro de Liderança Pública) em 2024, foi divulgado ontem (6) e reflete em mais entregas e melhores condições de vida à população.

Este indicador do ranking de competitividade está dentro do pilar ‘solidez fiscal’ e avalia se os estados possuem uma gestão fiscal responsável, como por exemplo no controle nos gastos com pessoal. Este cenário positivo permite o investimento público em áreas estratégicas, como saúde, segurança, assistência social, infraestrutura e educação, que levam ao crescimento econômico do Estado, com geração de empregos e mais renda ao cidadão.

“A gente tem crescimento de 6,5% ao ano, com a terceira menor taxa de desemprego do país, com praticamente pleno emprego. Os problemas são poucos e isso também ajuda no aspecto da comunicação”, afirmou o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez.

O secretário-executivo de Comunicação do Mato Grosso do Sul, Frederico Fukagawa, explicou que o Fórum Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação é o ambiente para discussão de normas e da legislação.

“É um espaço muito importante para troca de ideias e troca de experiências. Espero que esse Fórum, assim como os outros, traga muito mais recursos para os secretários. E principalmente, o fortalecimento da comunicação pública no Brasil”, disse Fukagawa.

“Este conselho, que representa todos os secretários de Comunicação do país, é muito significativo em relação a nossa força. Pois mostra o entendimento e o desejo que cada um de nós traz para uma ação nacional, como uma mudança e um pensamento que precisa ser colocado, olhando todo o país, todo o Brasil. E isso a partir da colaboração, da experiência de cada um, a partir do que já aconteceu e com o olhar para frente, nas perspectivas de grandes desafios”, afirmou Igor Marques, secretário de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro e presidente do CNSecom (Conselho Nacional de Secretárias Estaduais de Comunicação).

Os secretários de comunicação dos estados participaram das palestras ‘Brasil pós-eleições: o cenário e os impactos políticos’, conduzida por Márcio de Freitas, diretor de Política da FSB Holding, e ‘A Auditoria do TCU no Governo Federal: critérios de gastos em contratos de propaganda’, ministrada por Álvaro Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) em Mato Grosso.

Fórum Nacional de Comunicação discute estratégias e informação pública eficiente
Fórum Nacional de Comunicação discute estratégias e informação pública eficiente

“O Fórum é um evento consolidado nacionalmente, onde os secretários conseguem ter essa troca de experiências, e principalmente buscar melhores resultados na comunicação pública. A nossa área passa por muitas mudanças, constante evolução, então é importante estamos sempre atualizados nessas novas regras, leis, e esse é o momento que também vai trazer novidades”, finalizou o secretário-executivo de Comunicação do Mato Grosso do Sul, Frederico Fukagawa.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

Sem recursos do PIS/Pasep, governo tem déficit de R$ 5,326 bilhões

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

Sem a transferência do antigo fundo PIS/Pasep para o Tesouro, as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) fecharam o mês de setembro com déficit primário de R$ 5,326 bilhões. No mesmo mês do ano passado, o governo tinha registrado superávit primário de R$ 11,554 bilhões.Sem recursos do PIS/Pasep, governo tem déficit de R$ 5,326 bilhõesSem recursos do PIS/Pasep, governo tem déficit de R$ 5,326 bilhões

Em setembro do ano passado, cerca de R$ 26,3 bilhões do antigo fundo que abrigava as receitas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foram repassados ao Tesouro Nacional. A transferência estava prevista na Emenda Constitucional da Transição, promulgada no fim de 2022. Como as receitas não se repetiram neste ano, o resultado primário piorou.

Apesar do efeito estatístico, o resultado veio pior do que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 2 bilhões em setembro. O resultado foi divulgado com uma semana de atraso por causa da greve dos servidores do Tesouro Nacional.

Nos nove primeiros meses do ano, o Governo Central registra déficit primário de R$ 105,187 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o montante é 7,4% superior ao do mesmo período do ano passado, quando havia déficit primário de R$ 94,330 bilhões.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano e o novo arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, para o Governo Central.

No fim de setembro, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas projetou déficit primário de R$ 28,3 bilhões para o Governo Central, o equivalente a um resultado negativo de 0,25% do PIB O valor equivale exatamente a margem de tolerância prevista pelo arcabouço fiscal.

No entanto, com despesas fora do arcabouço fiscal, como precatórios e os créditos extraordinários para a reconstrução do Rio Grande do Sul e combates a incêndios florestais, o resultado negativo previsto está em torno de R$ 68,8 bilhões. Isso ocorre porque despesas excepcionais não estão incluídas na meta de déficit primário.

Mesmo com a arrecadação recorde neste ano, o governo congelou R$ 13,3 bilhões do Orçamento. Todo esse valor decorre do bloqueio de verbas para não descumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal. No momento, não há recursos contingenciados (cortados temporariamente) para não estourar a margem de tolerância de cerca de R$ 29 bilhões para o resultado primário prevista nas novas regras fiscais.

Receitas

Sem os recursos extraordinários de setembro do ano passado, as receitas despencaram, enquanto as despesas subiram levemente. No último mês, as receitas líquidas caíram 4,4% em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o recuo chega a 8,5%. No mesmo período, as despesas totais subiram 5,9% em valores nominais e 1,4% após descontar a inflação.

O déficit primário ocorreu apesar da arrecadação federal recorde em setembro. Se considerar apenas as receitas administradas (relativas ao pagamento de tributos), houve alta de 17,4% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação. Isso porque as receitas administradas não incluem a transferência do Fundo PIS/Pasep.

Os principais destaques foram o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, provocada pelo aumento do lucro de grandes empresas; da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), decorrente da recomposição de tributos sobre os combustíveis e da recuperação da economia; e o aumento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte, por causa da tributação sobre os fundos exclusivos, que entrou em vigor no fim do ano passado.

As receitas não administradas pela Receita Federal caíram 59,8% descontada a inflação em relação a setembro do ano passado. Além do antigo Fundo PIS/Pasep, as maiores quedas foram provocadas em dividendos de estatais, cujos pagamentos recuaram 37,6% em setembro, descontada a inflação. A alta de 12,3% nos royalties, decorrente da valorização do petróleo no mercado internacional, impediram uma queda maior.

Despesas

Quanto aos gastos, o principal fator de alta mensal foi a antecipação de R$ 4,3 bilhões em precatórios previstos para 2025 referentes ao Rio Grande do Sul. Segundo o Tesouro, isso impactou os gastos com a Previdência Social em R$ 2,84 bilhões adicionais, descontada a inflação, por causa do maior número de beneficiários e da política de valorização do salário mínimo.

Turbinados pelo novo Bolsa Família, os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo (que engloba os programas sociais) subiram R$ 1,16 bilhão acima da inflação em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Também subiram gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), em R$ 1,1 bilhão acima da inflação, pelo aumento do número de beneficiários e pela política de valorização do salário mínimo.

Os gastos com o funcionalismo federal subiram R$ 2,86 bilhões (+1,1%), descontada a inflação nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. A alta foi compensada pela quitação de precatórios no início do ano, o que diminuiu em 50,1%, descontada a inflação, o pagamento de sentenças judiciais.

Quanto aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o total nos nove primeiros meses do ano somou R$ 52,285 bilhões. O valor representa alta de 18,5% acima do IPCA em relação ao mesmo período de 2023. Nos últimos meses, essa despesa tem alternado momentos de crescimento e de queda descontada a inflação. O Tesouro atribui a volatilidade ao ritmo variável no fluxo de obras públicas.

No Paraguai, Governo de MS apresenta oportunidades de negócios para ambos países

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Uma delegação do Governo de Mato Grosso do Sul, liderada pelo governador Eduardo Riedel, participou na manhã dessa quinta-feira (7) da abertura da 15ª Expo Paraguai-Brasil, na cidade de Luque, a 15 quilômetros da capital do país. O evento, organizado pela Câmara de Comércio Paraguai Brasil, reúne autoridades e empresários dos dois países para discutir temas fundamentais para o desenvolvimento econômico bilateral, incluindo a integração comercial, a Rota Bioceânica e a transição para uma economia de baixa emissão de carbono.

O governador Eduardo Riedel, juntamente com o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, e do presidente da Fiems, Sergio Longen, apresentou o painel: “Mato Grosso do Sul e Paraguai, oportunidades na Rota Bioceânica”. Em reuniões setoriais, Riedel e a comitiva sul-mato-grossense discutiram outros temas importantes como sistema alfandegário e gás natural.

Se dirigindo ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, o governador destacou que a ida ao Paraguai visa estreitar os projetos em comum entre os dois países. “As ações que estão sendo conduzidas no Mato Grosso do Sul vão trazer mais competitividade ao Brasil e Paraguai”.

O governador ainda enfatizou que dentre as ações em comum está a necessidade de tornar de forma operacional a hidrovia do Rio Paraguai. “Estamos com uma empresa no Brasil com 7 milhões de toneladas de carga estocada por não conseguir fazer a navegabilidade neste momento. O Paraguai tem feito o seu trabalho e avançado e não tenho dúvida que será uma agenda que será destravada, com uma grande oportunidade de desenvolvimento”.

No Paraguai, Governo de MS apresenta oportunidades de negócios para ambos países
No Paraguai, Governo de MS apresenta oportunidades de negócios para ambos países
No Paraguai, Governo de MS apresenta oportunidades de negócios para ambos países

Com relação a Rota Bioceânica, Riedel declarou que os govenos brasileiro e paraguaio estão empenhados com as obras. “O governo federal aplicou este ano quase R$ 1 bilhão nas estruturas necessárias para acesso a ponte da Rota Bioceânica, a revitalização da BR-267, as ações do anel rodoviário de entrada no Estado. E assim, construindo toda uma estratégia de potencializar o acesso ao Pacífico e ao desenvolvimento do Chaco Paraguaio. A região Centro-Oeste do Brasil passará a ter um horizonte importantíssimo aos mercados asiáticos, via os portos do Chile e também toda a região central da América do Sul”, acrescentou.

Riedel se manifestou sobre a Rota Bioceânica Energética, com o gás natural. “Vamos trabalhar junto neste sentido, buscar os investimentos para construir um novo vetor de desenvolvimento nesta matriz energética importante para o Paraguai e Brasil

Em reunião com o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Giménez, foram discutidos temas como o um sistem alfandegário único, a dragagem do Rio Paraguai e a implantação de um gasoduto passando pelo Chaco Paraguaio até Mato Grosso do Sul.

Riedel se encontrou também o ministro brasileiro de Minas Energia, Alexandre Silveira, justamente para discutir a questão do gás natural.

Ainda participam do evento o presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo Spalding, o presidente da Câmara de Comércio Paraguai Brasil, Antonio Carlos Dos Santos, o embaixador do Brasil no Paraguai, Antonio Marcondes, o diretor Geral Brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Semadesc), Rogerio Beretta, e o vice-governador do Estado do Paraná, Darci Piana, entre outros.

A programação do evento inclui painéis sobre empoderamento econômico feminino, oportunidades de investimento e casos de sucesso no regime de maquila, além de uma roda de negócios destinada a fortalecer relações empresariais entre os dois países.

O Sistema Fiems, parceiro do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, também está presente na 15ª Expo Paraguay Brasil, com o objetivo de estreitar as relações comerciais e buscar novos mercados para seus negócios.

A participação de Mato Grosso do Sul na Expo Paraguay Brasil é estratégica, já que as exportações do Estado para o país vizinho aumentaram 12% nos últimos três anos, saindo de US$ 39,1 milhões em 2021, para US$ 43,9 milhões em 2023, conforme levantamento
realizado pelo Observatório da Indústria da Fiems. Os principais produtos exportados por Mato Grosso do Sul para o Paraguai em 2023 foram móveis refrigerados para a exposição de produtos, preparações para alimentação de animais, carnes e miudezas bovinas congeladas ou refrigeradas, cereais e suas preparações e sementes forrageiras para semeadura.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Chaves

Casa do Trabalhador disponibiliza 29 oportunidades de emprego nesta sexta-feira em Amambai

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Vista da cidade de Amambai. Casa do Trabalhador local disponibiliza 29 oportunidades de emprego nesta sexta-feira, dia 8 de novembro. (Foto: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 29 oportunidades de emprego nesta sexta-feira, dia 8 de novembro, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

10 Vagas de Alimentador de linha de Produção

1 Vaga de Gerente de Departamento de Produção

1 Vaga de Cabeleireiro feminino

1 Vaga de Mecânico

1 Vaga de Atendente de loja (PCD)

2 Vagas de Vendedor interno

1 Vaga para Forneiro de Alto-Forno

1 Vaga Cortador de Eucalipto

1 Vaga para Motofretista

1 Vaga para Motorista Entregador

1 Vaga de Promotor de Vendas

1 Vaga de Vendedor de comércio Varejista

1  Vaga para Monitor Agrícola

2  Vaga para serviços gerais

1  Vaga para Faxineiro

1 Vaga para Motorista Lombador

1 Vaga para Folguista

1 Vaga para Diarista

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa a Secretaria Municipal de

Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 13h. Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.

CERD 2024: Textos e desenhos do Concurso de Redação e Desenho são selecionados

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Professores se reuniram na sala Onevan de Matos com a presidente da Escola do Legislativo, deputada Mara Caseiro. Foto: Victor Chileno

O Concurso Estadual de Redação e Desenho da Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet de Mato Grosso do Sul (CERD) está chegando à fase final e tão aguardada, a premiação. A segunda fase, de correção dos trabalhos selecionados foi encerrada ontem (6), na sala de reuniões Onevan de Matos, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), com a participação de 14 professores avaliadores, integrantes da Comissão Julgadora.

A premiação acontece no dia 29 de novembro. São 40 kindle 11ª Geração 6” 16 GB ao todo, 1 celular, 5 tablets Ipad, um patinete elétrico infantil, uma bicicleta infantil, de 6 a 10 anos e as premiações em dinheiro para as escolas e os professores, totalizando R$ 32 mil, prêmio doado pela Casa de Leis. As parcerias do concurso doaram os prêmios físicos, entre eles a as bicicletas infantis doadas pela Sicoob, o Kindle 1ª Geração 6”16 GB foi doado pela Energisa, o Kit coletânea Manoel de Barros doado pela Fundação Manoel de Barros.

O Concurso é uma realização da ALEMS, por meio da Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet, presidente da Escola do Legislativo, deputada Mara Caseiro (PSDB). “A cerimônia de premiação dos finalistas do II Concurso de Redação e Desenho, da Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet será um momento especial de reconhecimento. Vamos celebrar não só os alunos e suas conquistas, mas também os professores e as escolas que desempenham um papel fundamental na formação dos cidadãos do futuro”, enalteceu a parlamentar.

“Estamos ansiosos para ver o talento e a dedicação dos participantes, e temos certeza de que esses projetos continuarão inspirando ações educacionais e culturais que fazem a diferença para nossa sociedade. Aproveito para agradecer todos os nossos parceiros, em especial, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro, que mais uma vez tem sido apoiador desse evento que incentiva nos alunos e alunas sul-mato-grossenses, a criatividade e o conhecimento da Língua Portuguesa”, concluiu a presidente da Escola do Legislativo, deputada Mara Caseiro.

Foram selecionados 40 trabalhos do Ensino Fundamental das escolas públicas e privadas participantes, sendo dez nos anos iniciais na Categoria Desenho I, 1º e 2º ano, com o tema do objetivo 15 – Vida sobre a Terra; e mais dez na categoria Desenho II, do 3º ao 5º ano com o tema do objetivo 13 – Combate às alterações Climáticas. Dos anos finais, foram escolhidos dez na categoria Produção de Texto I, 6º e 7º ano, sobre o tema do Objetivo 4 – Educação de Qualidade – Contos Populares; e dez na categoria produção de texto II – 8º ao 9º, sobre o objetivo geral, uma dissertação de livre escolha sobre os 17 objetivos.

Agenda 2030

O foco do Concurso é alinhado aos 17 objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU), (Agenda 2030) as ODS, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo com o senso crítico à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos, e fomentando e estimulando o debate sobre a importância da participação livre, efetiva e consciente no processo político e educacional.

Nesta edição, 1.171 instituições de ensino do Estado foram convidadas a participar, totalizando 546 escolas privadas e 625 escolas públicas, com 400 mil alunos e 23 mil professores. Destas, 308 participaram e apenas 191 foram classificados. Alunos, professores e as escolas premiadas recebem o certificado de Participação do Concurso. Já a premiação para os alunos dos anos iniciais em Desenho, será um tablet, uma bicicleta e um kindle. O 2º o e o 3º lugar ganham um tablet e um kindle; do 4ª ao 20º lugar todos recebem um kindle. Os anos finais, que participaram com texto recebem, o 1º lugar, um celular, patinete elétrico e kindle, o 2º e o 3º lugar, um tablet e um kindle, e do 4º ao 20º, um kindle.

As escolas receberão pela participação de seus alunos em Desenho o valor de R$ 5000 para o primeiro lugar, R$ 3.000 para o segundo lugar e 2.000 para o terceiro lugar. Do 6º ao 9º ano pela participação em texto, os prêmios também são R$ 5000 para o 1º lugar, 3.000 para o segundo lugar e 2000 para o terceiro lugar. Os docentes recebem pelo 1º lugar em Desenho, R$ 2,500; R$ 2000 pelo segundo lugar e 1.500 no terceiro lugar. Os docentes dos anos finais recebem pelo primeiro lugar em texto, R$ 2.500, 2º lugar R$ 2.000 e R$ 1.500 pelo terceiro lugar.

Parcerias

Entre os parceiros institucionais do Concurso estão o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, o Conselho Estadual de Educação (CEE/MS), a Fundação Manoel de Barros (FMB), a Academia Sul Mato Grossense de Letras (ASL), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/MS) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Fonte: Christiane Mesquita /Assessoria ALMS

Policiamento aérea na fronteira ganha reforço com inauguração de hangar em Dourados

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Fotos:Assessoria/DOF

A CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) inaugura nesta sexta-feira (8), na sede do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) em Dourados, o novo hangar da unidade, que passará a abrigar um helicóptero dedicado ao enfrentamento as organizações criminosas na região de Fronteira. A cerimônia está marcada para iniciar às 9h30, com a presença de diversas autoridades civis e militares de Mato Grosso do Sul.

Policiamento aérea na fronteira ganha reforço com inauguração de hangar em Dourados

Com a implantação do hangar no município as forças de segurança, na região sul do Estado, irão ganhar um reforço significativo com o policiamento aéreo, além de apoios mais ágeis e eficazes.

De acordo com o coordenador-geral do CGPA, coronel Rosalino Gimenez Filho, a construção do hangar, na base do DOF em Dourados, irá proporcionar um rápido atendimento às demandas de segurança pública da região, além de uma maior vigilância aérea na Fronteira e apoio direto no combate aos crimes transnacionais.

“É um marco importante para a segurança pública de Mato Grosso do Sul, pois teremos um helicóptero dedicado, exclusivamente, às poperações de fronteira. O hangar irá abrigar, de forma permanente, esta aeronave e policiais da CGPA, que atuarão em conjunto com o DOF e demais forças de segurança pública do Estado”, destacou Coronel Gimenez.

Durante a cerimônia de inauguração, haverá apresentação operacional das aeronaves como demonstrações de rapel, abordagem e desembarque a baixa altura, além de simulações de resgate, que evidenciam a versatilidade e a importância dos recursos aéreos no enfrentamento aos mais diversos crimes e apoios.

Governo lança certificação para protetores de animais e ONGs de Mato Grosso do Sul

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O Governo de Mato Grosso do Sul publicou, na edição desta quarta-feira (6) do Diário Oficial do Estado, resolução que estabelece a Cepa (Certificação Estadual de Protetores de Animais), destinada a indivíduos e ONGs (organizações não governamentais) dedicadas à proteção animal no Estado (clique aqui para acessar). A iniciativa, promovida pela Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), por meio da Suprova (Superintendência de Políticas Integradas de Proteção à Vida Animal), tem o objetivo de organizar e facilitar o acesso desses protetores a programas estaduais de suporte e bem-estar animal, como o “MS Vida Animal”.

Conforme a resolução, os interessados em obter a Cepa devem atender a uma série de requisitos. Para protetores individuais, é preciso comprovar a proteção de pelo menos 10 animais, estar com a vacinação de todos os animais sob seus cuidados atualizada e não possuir qualquer registro de denúncia ou maus-tratos, tanto recente quanto arquivado, nas delegacias civis do Estado. Além disso, a documentação exigida inclui cópias de documentos pessoais (RG e CPF), carteiras de vacinação dos animais, comprovante de residência fixa e fotos do ambiente onde os animais são mantidos, que deve estar limpo e seguro.

As ONGs que desejarem a certificação precisam apresentar documentos como o CNPJ, as carteiras de vacinação dos animais sob seus cuidados, certidões criminais negativas e comprovação de um ambiente adequado, com registro fotográfico de um espaço limpo e apropriado para a guarda dos animais.

Titular da Setesc, Marcelo Miranda explica que o intuito da certificação é formalizar e dar suporte às ações de proteção animal, garantindo que protetores registrados possam acessar programas estaduais em desenvolvimento. Um dos benefícios previstos é a participação na Caravana da Castração, programada para começar em janeiro de 2025, que realizará castrações e microchipagem em grande escala.

“Queremos que a certificação seja um meio de reconhecer o trabalho essencial dos protetores e facilitar seu acesso aos recursos e programas do governo. Nossa meta é fortalecer essa rede de proteção, promovendo ações que realmente impactem a qualidade de vida dos animais e daqueles que dedicam seu tempo e esforço à causa”, afirma o secretário.

O superintendente estadual de Políticas Integradas de Proteção à Vida Animal, Carlos Eduardo Rodrigues, também destaca os principais critérios na fiscalização das condições de proteção animal, incluindo a exigência de certidão negativa criminal, a avaliação do bem-estar dos animais, as condições das instalações e o cumprimento das normas de saúde e segurança.

“Os desafios podem ser diversos, como a resistência de algumas comunidades em aceitar novas práticas de cuidado animal ou a falta de recursos para realizar uma fiscalização eficaz em áreas mais remotas. Além disso, garantir que todos os envolvidos estejam cientes das normas e comprometidos com os princípios da proteção animal será crucial para o sucesso da Caravana da Castração e dos benefícios futuros”, explica Rodrigues.

No ano que vem, a Caravana da Castração começará por Miranda, onde as ações serão intensificadas devido à alta incidência de endemias. De acordo com a Suprova, a expectativa é de que sejam realizadas 250 castrações diárias, e protetores independentes, devidamente certificados, terão acesso a essas ações. A Cepa permite que cada protetor cadastrado registre até três animais com seu CPF, enquanto as ONGs poderão cadastrar entre 25 e 30 animais, dependendo de seu porte e necessidades.

A Suprova, além de analisar a documentação enviada para a obtenção da Cepa, poderá realizar visitas aos locais onde os animais são abrigados para verificar as condições de higiene e segurança. O processo de análise da documentação será concluído em até cinco dias após o envio do material, que deve ser encaminhado por meio de cadastro no site oficial da Setesc: www.setesc.ms.gov.br. Mais informações pelo telefone (67) 3316-9192.

Lucas Castro, Comunicação Setesc
Foto: Bruno Rezende (arquivo)

Faculdades e EaD podem aumentar o acesso ao ensino público superior

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Foto: Divulgação/MCTIC

Faculdades públicas, cursos noturnos e expansão do ensino a distância (EaD) em cursos superiores são algumas das propostas do grupo de trabalho da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para aperfeiçoar o ensino superior público e democratizar o acesso à educação de qualidade. As propostas estão no relatório Um olhar sobre o ensino superior no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (7), pela ABC.Faculdades e EaD podem aumentar o acesso ao ensino público superiorFaculdades e EaD podem aumentar o acesso ao ensino público superior

Entre as principais propostas está a criação de faculdades federais, que são instituições voltadas exclusivamente para o ensino, mirando na formação de profissionais qualificados a um custo menor por aluno, de forma a expandir o acesso de estudantes ao ensino superior público.

Atualmente, as universidades federais dedicam-se também à pesquisa e à extensão, que é a interação com a sociedade, em projetos voltados para melhorias sociais. A proposta seriam instituições públicas focadas exclusivamente em formar estudantes no ensino superior. A ideia é facilitar a abertura de vagas que se adaptem às demandas atuais dos estudantes, como maior flexibilidade e acesso ao ensino noturno, por exemplo.

No Brasil, de acordo com o relatório, apenas 22% da população entre 25 e 34 anos têm diploma universitário. Esse percentual está abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 47%. Além disso, 79% das matrículas estão concentradas no setor privado.

“Isso é um número muito pequeno, se a gente pensa em um país que precisa se desenvolver com rapidez”, diz o professor do Instituto de Física da UFRJ Rodrigo Capaz, membro titular da ABC, que fez parte do grupo de trabalho (GT).

Sobre as faculdades federais, ele explica: “Quando a gente olha experiências ao redor do mundo, a gente ver que em nenhum país do mundo a massificação ou a democratização do ensino superior ocorreu através das universidades de pesquisa. Porque apesar de elas serem enfim altamente qualificadas para realizar pesquisa, elas acabam tendo um gasto por aluno que é maior do que outro tipo de instituição que seria dedicada apenas ao ensino”.

Além das faculdades federais, o documento também propõe a criação de Centros de Formação em Áreas Estratégicas (CFAEs) nas universidades públicas. Eles seriam voltados para seis campos: bioeconomia; agricultura e agronegócio; transição energética; saúde e bem-estar; transformação digital e inteligência artificial; e materiais avançados e tecnologias quânticas. Esses centros atuariam de forma interdisciplinar, promovendo a criação de soluções aplicáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias para essas áreas estratégicas.

Ensino a distância

O relatório propõe ainda a ampliação e qualificação da oferta de cursos públicos na modalidade EaD, destinados àqueles que precisam de flexibilidade.

A EaD teve um forte crescimento nos últimos anos. Entre 2011 e 2021, o número de estudantes em cursos superiores de graduação, na modalidade de educação a distância (EaD), aumentou 474%. No mesmo período, a quantidade de estudantes que ingressaram em cursos presenciais diminuiu 23,4%. Em 2022, 81% dos alunos ingressantes em cursos de licenciatura em 2022, se matricularam na modalidade de ensino a distância.

Essa expansão, no entanto, acendeu um alerta para a necessidade de se garantir a qualidade na oferta desses cursos. Por isso, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu até 2025 a criação de novas vagas em EaD, para que seja feita uma revisão do marco regulatório desses cursos.

Atualmente, as vagas em EaD são majoritariamente mantidas pelo setor privado, 71,7%, contra 12,9% no setor público. A proposta é que as instituições federais expandam a oferta dessa modalidade.

“A gente não pode negar que o ensino à distância é uma demanda real, e eu acho que irreversível, da sociedade moderna. Óbvio que nem todos os cursos vão ser EaD e não é isso que a gente propõe, mas que a gente possa usar esse instrumento, que é um instrumento poderoso de expansão do ensino, que possibilita, por exemplo, que os alunos em localidade de difícil acesso sejam atendidos ou alunos um pouco disponibilidade de horário que precisam de flexibilizar o seu horário”, defende, Capaz.

Valorização do ensino superior

Segundo Capaz, o trabalho do grupo pretende também valorizar o ensino superior e ampliar o acesso a ele pela população brasileira. “Existe ainda muito espaço e necessidades para a gente aumentar a fração de brasileiros com ensino superior. E isso é que em última análise vai levar ao desenvolvimento do país”, diz.

O relatório é apresentado em um contexto de corte de gastos do governo federal. Mesmo assim, para a presidente da Academia Brasileira de Ciências e também uma das integrantes do GT, Helena Nader, a educação deve ser priorizada.

“Educação, na nossa visão da Academia, deveria ser uma prioridade do Estado brasileiro. Sem educação não vai haver economia estável e não vai haver justiça social. Sabemos dos cortes, mas o país precisa de mais pessoal qualificado profissionalmente, inclusive frente a essas mudanças que vêm em função da inteligência artificial”, afirma.

Mulher é assaltada ao sair de academia em Amambai

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O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Amambai. (Foto: Vilson Nascimento/Arquivo)

Vilson Nascimento

A Polícia Civil de Amambai está investigando o roubo de uma caminhonete Toyota Hilux, ocorrido na manhã dessa quarta-feira, 6 de novembro, na cidade.

Segundo informações apuradas pela reportagem do grupo A Gazeta, a vítima, uma mulher de aproximadamente 45 anos, saia de uma academia de ginástica situada na região central da cidade por volta das 9h da manhã, quando foi rendida pelo assaltante.

Quando a mulher entrou na caminhonete para ir para casa, o criminoso também teria entrado no banco de trás do veículo, encostado um objeto que não foi identificado pela vítima, mas supostamente seria uma arma, em sua barriga.

Rendida, a vítima foi obrigada a seguir dirigindo sua caminhonete por cerca de 20 quilômetros pela Rodovia MS-485, trecho de chão que liga Amambai a Aral Moreira.

A vítima teria sido deixada pelo assaltante às margens da rodovia estadual na altura da encruzilhada que dá acesso às cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia, ambas na fronteira com o Paraguai, nas proximidades do Rio Canguery, quando pediu socorro, pegou uma carona e retornou a Amambai e registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local.

De acordo com relatos da vítima, não foi possível identificar se o assaltante era do sexo masculino ou feminino, já que estaria de boné e usando óculos. A Polícia Civil está de posse de imagens de câmeras de monitoramento existentes na região que mostram o momento do assalto e espera identificar a autoria do roubo em breve.

Enem 2024: quase 10 mil inscritos têm mais de 60 anos

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 tem 9.950 participantes maiores de 60 anos, o que representa 0,23% do total de 4.325.960 inscrições confirmadas. O número dessa faixa etária é o maior desde 2020, quando houve o registro de 11.768 idosos inscritos à época. Enem 2024: quase 10 mil inscritos têm mais de 60 anosEnem 2024: quase 10 mil inscritos têm mais de 60 anos

Nessa quarta-feira (6) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), coordenador do exame nacional, divulgou dados comparativos de inscrições de 60+, desde 2015.

Número de participantes

·         2015: 10.685;

·         2016: 13.021;

·         2017: 9.619;

·         2018: 9.704;

·         2019: 8.259;

·         2020: 11.768;

·         2021: 6.004;

·         2022: 5.900;

·         2023: 8.531;

·         2024: 9.950.

O Ministério da Educação (MEC) destaca que o aumento de pessoas idosas entre os candidatos do Enem e o ingresso na educação superior acompanham a elevação da expectativa e qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de habitantes com 60 anos ou mais é de 32,1 milhões, enquanto em 2010 era de 20,5 milhões.

Na mesma linha de crescimento, o Censo da Educação Superior 2023, divulgado no último mês, registrou quase 10 milhões (9.977.217) de matrículas nos cursos de graduação e sequenciais de formação específica — presenciais e a distância. “Desse total, 60.735 matrículas foram de estudantes com 60 anos ou mais. Quase metade dos alunos nessa faixa etária (30.692) ingressou no ensino superior em 2023”, afirmou o MEC em nota.

Demais faixas etárias

O Painel Enem, disponibilizado pelo Inep para acesso a dados dos 4,32 milhões de candidatos confirmados no Enem 2024, mostra que no recorte por faixa etária dos candidatos, dos, 2,9 milhões (67%) têm até 18 anos; 420 mil (9,7%), entre 19 e 20 anos; 639 mil (14,8%), entre 21 e 30 anos; e 350 mil, (8,1%), entre 31 e 59 anos, além dos quase 10 mil (0,23%) com mais de 60 anos, já citados. 

Escolaridade

O Ministério da Educação informa também que, dos quase 10 mil candidatos inscritos no Enem 2024 com mais de 60 anos, 558 ainda são estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade da educação básica voltada a pessoas com mais de 18 anos que não tiveram acesso à educação ou não concluíram na idade certa.

O grupo mais representativo é dos que já terminaram o ensino médio (1,8 milhão). Os concluintes em 2024 são 1,6 milhão dos inscritos.

Entre os inscritos, há 841.546 (19,4%) estudantes do primeiro e do segundo ano do ensino médio e há outras 24.723 (0,6%) pessoas que não cursam nem completaram o ensino médio. Os candidatos desses dois últimos grupos são treineiros, as pessoas que fazem o Enem para testar seus conhecimentos, e os resultados obtidos no exame servem somente para autoavaliação de conhecimentos.

O MEC explica que dados são autodeclaratórios e foram fornecidos no ato de inscrição.

Perfil dos inscritos

A plataforma interativa do Inep revela ainda que dos participantes do Enem 2024, as mulheres são maioria entre os inscritos – equivalem a 60,59%, enquanto os homens representam 39,41%.

Em relação ao custo da inscrição, 63,6% são isentos da taxa de inscrição e 36,4% pagaram o boleto de R$ 85.

Sobre a declaração de raça e/ou cor dos candidatos, a maioria se reconhece de cor parda (1.860.766), seguida da branca (1.788.622) e preta (533.861). Outros 62.288 se consideram de cor amarela e 29.891 se declaram indígenas. Mais de 50 mil participantes não declararam raça ou cor.

Enem 2024

No próximo domingo (10), os candidatos farão as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática da 26ª edição do Enem.

No primeiro dia, os candidatos prestaram provas de linguagens, ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e redação e houve abstenção de 26,6%, dos mais de 4,3 milhões de inscritos este ano. 

De acordo com o Inep, a divulgação do gabarito das provas do Enem ocorrerá em 20 de novembro e o resultado final será conhecido em 13 de janeiro de 2025.

Para mais informações, acesse o edital do Enem 2024 com as regras válidas.

Mega-Sena sorteia nesta quinta prêmio acumulado em R$ 140 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.794 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.Mega-Sena sorteia nesta quinta prêmio acumulado em R$ 140 milhõesMega-Sena sorteia nesta quinta prêmio acumulado em R$ 140 milhões

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio está acumulado em R$ 140 milhões.

Caso apenas um apostador leve o prêmio e aplique o valor na poupança, receberá cerca de R$ 800 mil de rendimento no primeiro mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5. 

Sérgio Barbosa (MDB), eleito prefeito de Amambai, vai assumir terceiro mandato em 2025

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Sergio Barbosa nos estúdios Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira

Nesta quarta-feira (6), o Jornal da Hora recebeu o prefeito eleito da cidade de Amambai, Sérgio Barbosa (MDB), que falou em entrevista sobre as estratégias para o desenvolvimento econômico e de infraestrutura do município.

Sergio Barbosa irá assumir seu terceiro mandado como prefeito de Amambai. Ele assumiu a gestão do Município pela primeira vez em 2005, e retornou a liderança do executivo em 2013.

A cidade Amambai tem cerca de 40 mil habitantes e possui a segunda maior população indigena do Mato Grosso do Sul. Com a economia pautada na agropecuária, o município tem o maior rebanho bovino da região sul do estado e as áreas de plantio têm crescido significativamente na região. 

Nos últimos anos o município se fortaleceu como comércio e tem se consolidado como um importante polo de desenvolvimento e presta apoio para os municípios vizinhos em relação à infraestrutura. O objetivo do prefeito é aproveitar o potencial de crescimento que Amambai apresenta “A cidade movimenta, com certeza, mais do que o dobro da população dela a nível de comércio local e serviços prestados […] Amambai precisa se apoderar desse título de polo de saúde, desenvolvimento local, inclusive para ajudar os municípios vizinhos”, afirma.

Assista entrevista na íntegra

Fonte: Hora Notícias

Brasil tem aumento de até 3ºC na temperatura de algumas regiões

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Foto: Canva

Nos últimos 60 anos, o aquecimento em algumas regiões brasileiras foi maior que média global, chegando a até 3º Celsius na média das temperaturas máximas diárias em algumas regiões, aponta o relatório Mudança do Clima no Brasil – síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas. De acordo com o estudo, desde o início da década de 1990, o número de dias com ondas de calor no Brasil subiu de sete para 52, até o início da década atual.

“Eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes, com probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes”, destaca o relatório.

O estudo, que será lançado oficialmente em Brasília, nesta quarta-feira (6), é um recorte para o Brasil do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e de outros estudos científicos atuais, resultado de um esforço que reuniu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação com as organizações sociais da Rede Clima, o WWF-Brasil e o Instituto Alana.

Projeção
A partir das projeções para os próximos 30 anos, apresentadas de forma inédita pelo IPCC, com o objetivo de orientar ações de adaptações, os pesquisadores também concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050 limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência.

Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil aumentará entre 100 e 200%. Doenças transmitidas por vetores como os da dengue e malária também causarão mais mortes.

A Amazônia, por exemplo, perderá 50% da cobertura florestal pela combinação de desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O fluxo dos rios serão reduzidos e a seca afetaria mais os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também serão afetados.

Os estoques pesqueiros serão reduzidos em 77%, com redução de 30% a 50% dos empregos no setor. O impacto estimado na receita, em relação ao Produto Interno Bruto é 30%.

O Nordeste, onde vivem atualmente quase 55 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do Censo 2022, pode ter 94% do território transformado em deserto.

Pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão expostas à escassez de água. A estimativa é que no cenário de mais 2ºC, em 2050, 21,5 milhões de pessoas em áreas urbanas sejam afetadas pela quebra do ciclo hídrico e do impacto nas safras.

Medidas
Nas conclusões, os pesquisadores consideram ser necessário manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e não permitir que as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo e para isso é necessário rever as ambições das políticas nacionais. “As metas brasileiras não têm correspondido ao tamanho da redução das emissões que cabem ao país” destaca o relatório.

Entre os ajustes imediatos apontados pelo estudo estão: zerar o desmatamento em todos os biomas, investir em programas de pagamentos por serviços ambientais para incentivar a conservação, migrar para uma agricultura de baixo carbono, por meio de sistemas agroflorestais e integração entre lavoura, pecuária e floresta.

A gestão integrada dos recursos hídricos e a adoção de sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas são apontados pelos cientistas como saídas para garantir as seguranças hídrica e alimentar.

Soluções baseadas na natureza são medidas necessárias para adaptar as cidades às mudanças climáticas, com o aumento de áreas verdes que tornem as regiões urbanas mais permeáveis com drenagem natural. O relatório também aponta a necessidade de investimentos em transporte público de baixo carbono, como incentivo ao uso de transportes coletivos e não motorizados.

O estudo aponta ainda a importância da cooperação internacional no financiamento climático desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, além do reforço coletivo para diminuir as emissões de gases do efeito estufa.

Clima impulsiona safra de soja no Brasil

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De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (5), as chuvas sazonais mantiveram uma perspectiva favorável para a soja e outras culturas emergentes de verão no centro e nordeste do Brasil. Precipitações entre 10 e 100 mm beneficiaram regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e áreas orientais de Minas Gerais, oeste da Bahia e Tocantins. As altas temperaturas, com máximas nos 30°C em várias regiões, aceleraram a germinação, mas também elevaram as perdas por evaporação.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Em Mato Grosso, o plantio de soja chegou a 80% em 1º de novembro, avançando 24 pontos percentuais em uma semana e alinhando-se à média de cinco anos após um início lento devido ao atraso das chuvas. No sul, as chuvas diminuíram em relação à semana anterior, com precipitações de menos de 10 mm, enquanto temperaturas elevadas favoreceram a secagem do trigo e a rápida germinação de grãos de verão.

No Paraná, a colheita do trigo estava em 91% até 28 de outubro, com 97% do milho e 74% da soja de primeira safra plantados. No Rio Grande do Sul, os índices de plantio chegaram a 74% para o milho e 10% para a soja, enquanto 48% do trigo já foi colhido até o final de outubro.

Reforço: Mato Grosso do Sul vai receber mais R$ 30 milhões para investir em segurança pública

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Mato Grosso do Sul terá um reforço de R$ 30,3 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública para auxiliar na implementação de ações de combate à violência e ao crime organizado, desenvolvidas pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

O recurso, destinado ao eixo de Redução das Mortes Violentas Intencionais, foi confirmado com a publicação do Termo de Adesão, assinado pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo.

A quantia será utilizada para a aquisição de novos equipamentos e viaturas, além de investimentos em tecnologia da informação. A previsão é que os recursos sejam aplicados durante os anos de 2025 e 2026, conforme plano de trabalho apresentado ao Ministério da Justiça pela Sejusp.

“Investir em segurança pública, ampliando o trabalho de inteligência, recursos humanos e tecnologia, é fundamental para entregar um bom serviço e garantir o bem-estar da população. É permanente esse desafio, um combate sempre firme”, frisa o governador Eduardo Riedel.

De acordo com o termo de adesão, a maior parte dos recursos, cerca de R$ 18,4 milhões, será destinada à compra de veículos. Estão previstos ainda investimentos de de R$ 4,5 milhões em munições letais e não letais, de R$ 4,1 milhões em equipamentos táticos, de proteção individual e uniformes e outros R$ 1,7 milhão em tecnologia da informação, que inclui drones, licenças e equipamentos de áudio e vídeo.

Para o secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, este investimento é de fundamental importância para fortalecer as ações de segurança pública no estado.

“São recursos que possibilitarão a continuidade da modernização e fortalecimento da segurança pública pelo Governo do Estado, bem como uma atuação mais eficaz das nossas polícias no combate à criminalidade e à redução dos índices de violência.”

Conforme o termo de adesão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o plano de trabalho elaborado pela Sejusp, haverá ainda investimentos da ordem de R$ 9,1 milhões em ações de custeio, que inclui entre outros, a manutenção das frotas, formação e capacitação dos servidores da segurança pública de Mato Grosso do Sul.

“Nosso objetivo é garantir a segurança da população e proporcionar um ambiente mais tranquilo para todos”, assegura Videira.

Mais investimentos

Com outros dois planos de trabalho elaborados pela Sejusp e aprovados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, Mato Grosso do Sul receberá mais R$ 7,5 milhões, além dos R$ 30,3 milhões previstos na publicação do Diário Oficial da União desta terça-feira (5). Recursos estes que serão aplicados nos anos de 2025 e 2026.

São investimentos que contemplam os eixos de enfrentamento à violência contra a mulher, que receberá R$ 3,7 milhões e, a melhoria da qualidade de vida dos profissionais de segurança pública, onde também serão investidos de  serão R$ 3,7 milhões. Todos os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Sobre o FNSP

O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) é um instrumento financeiro destinado a financiar políticas públicas de segurança pública, com o objetivo de reduzir a violência e fortalecer as ações de prevenção e combate à criminalidade. Os recursos do fundo são distribuídos aos estados e municípios por meio de chamadas públicas e termos de adesão.

Joelma Belchior, Comunicação Sejusp
Foto de capa: Chico Ribeiro/Arquivo

Infovia Digital: avanço do projeto de implantação é apresentado ao Governo de MS

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A situação do projeto de implantação da Infovia Digital, com a instalação de 7 mil quilômetros de rede de fibra óptica dedicada e de alta velocidade para todos os 79 municípios sul-mato-grossenses, foi apresentada ao governador Eduardo Riedel, hoje (6), pela empresa responsável.

A Infovia Digital proporciona o incentivo à conectividade do cidadão por meio da implantação de wi-fi com acesso gratuito em 129 locais públicos em todas as cidades do Estado. Em Campo Grande, o serviço estará disponível na Praça do Peixe, Praça Bosque da Paz, Praça Recanto dos Pássaros e Praça República da Bolívia.

O projeto estruturado pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e executado pela Setdig (Secretaria-Executiva de Transformação Digital), conecta 1.649 pontos de acesso do Governo do Estado em rede, com 15 mil ramais de telefonia, 157 câmeras, além de wi-fi em 129 praças e locais públicos em todo Estado.

A implantação da Infovia Digital, uma rede de conectividade e tecnologia de ponta que ligará todo o Estado, que concretiza a meta de um governo digital e inclusivo para Mato Grosso do Sul, teve início em 2023.

O contrato firmado entre o Governo do Estado e a empresa Sonda viabilizará a prestação de serviços de transporte de voz, dados e imagem para todos os equipamentos das unidades públicas estaduais. São 7 mil quilômetros de rede de fibra óptica instalados para interligar os 79 municípios sul-mato-grossenses.

“Tem várias entregas no projeto da Sonda, que tem todo um cinturão de infraestrutura de fibra no Estado. Os pontos de acesso público, que são as praças nos municípios, estão 95% concluídos. A gente começou a ativar a internet e o monitoramento das câmeras que ficam nas praças públicas. E a segunda fase, que também está 90% entregue, que é o cinturão, está praticamente finalizado. O projeto de infraestrutura base está colocado e agora o Estado está ativando os pontos do governo”, explicou o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez.

Na Capital serão 280 pontos estatais interligados, 236 já estão ativos dentro da rede de conectividade. Além das oito câmeras de monitoramento remoto (OCR), que estão em pleno funcionamento auxiliando os serviços de segurança pública e socorro nas cinco praças.

“Estamos conectando as escolas ao nosso data center, as ligações, as delegacias. A gente iniciou o projeto conectando primeiro o Detran, Secretaria de Estado de Fazenda, e todas as estruturas governamentais de Campo Grande. E estamos ampliando isso para o interior com prioridade para as escolas”, explicou Perez.

Todo o sistema do Governo será substituído por ramais VOIP (transmissão de voz pela internet), com conexão de fibra óptica. A proposta deve reduzir os custos com telefonia clássica do Estado, solução mais moderna e que possibilita integração com outras ferramentas dentro dessa rede.

A reunião para apresentar o avanço do projeto também contou com a presença do secretário Jaime Verruck (Semadesc), além da secretária especial Eliane Detoni (EPE), a secretária-adjunta Ana Nardes (Segov), e ainda os representantes da Sonda, José Orlandini (presidente), Rivaldo Ferreira (vice-presidente) e Ingo Ploger (diretor).

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto: Bruno Rezende

Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano

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Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar o ritmo de alta dos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao anoCopom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano

A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto.

Em comunicado, o Copom informou que a incerteza nos Estados Unidos se ampliou. Sem citar diretamente a eleição do ex-presidente Donald Trump, o texto mencionou “a conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Federal Reserve, Banco Central norte-americano]”.

Em relação ao cenário doméstico, o Copom informou que está acompanhando a política fiscal e cobrou ajustes dos gastos públicos. “O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, destacou o comunicado.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, subiu para 0,44%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), puxado pela bandeira vermelha nas contas de luz e pelo preço dos alimentos, que subiu por causa da seca no início do semestre. O IPCA de outubro só será divulgado na sexta-feira (8).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,42% em 12 meses, cada vez mais próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 4,31% a previsão para o IPCA em 2024, mas a estimativa pode subir ainda mais mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,59%, acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,38%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,6% em 2024 (acima do teto da meta), 3,9% em 2025 e 3,6% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de setembro, o Copom previa IPCA de 4,3% em 2024, de 3,7% em 2025 e de 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 3,2% a projeção de crescimento para a economia em 2024. O número foi revisado após o expansão de 3,1% do PIB em 2024.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Presidente da ACIA fala sobre Convenção Coletiva para 2025, promoções de final de ano e situação do comércio em Amambai

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O presidente da ACIA, a Associação Comercial e Empresarial de Amambai, o empresário e advogado, Dr. Bruno Anderson. (Foto e Vídeo: Vilson Nascimento/Grupo A Gazeta)

Vilson Nascimento

Em entrevista a reportagem do grupo A Gazeta, o empresário, advogado e presidente da ACIA (Associação Comercial e Empresarial de Amambai), Bruno Anderson Mattos e Silva, abordou várias ações a serem realizadas pela entidade empresarial ao logo deste final de ano, em Amambai.

Bruno Anderson falou sobre a Convenção Coletiva, que vai regulamentar o funcionamento do comércio no final de ano e no decorrer do ano que vem, além de reger o reajuste dos trabalhadores no comércio de Amambai em 2025.

O presidente da ACIA também falou sobre o Black Friday no comércio amambaiense, do jantar aberto a comunidade amambaiense programado para o final desse mês, em comemoração aos 45 anos da Associação Comercial e Empresarial de Amambai, além do Natal Premiado, a campanha de final de ano promovido pela entidade com o objetivo de fomentar o consumo no comércio local.

Bruno Anderson também falou dos cursos e palestras oferecidas pela ACIA a seus associados, destacou a importância da classe empresarial se filiar a Associação Comercial local e destacou também o programa Clube de Vantagens que a ACIA está lançando para seus associados.

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