Turma composta por 27 alunos terá carga horária de 20 horas para conclusão do curso. Foto: Divulgação
Redação
O curso de “Operador de Caixa: Qualidade na Linha de Frente”, oferecido gratuitamente, está sendo realizado na Escola Municipal Júlio Manvailer, localizada à Rua Wanderley Silva Ramos, nº 944, em Amambai. A capacitação conta com uma turma de 27 alunos e carga horária de 20 horas, com aulas presenciais entre os dias 18 e 25, das 18h às 22h.
A formação é voltada para pessoas maiores de 18 anos que estejam desempregadas, com o objetivo de promover a inclusão no mercado de trabalho, especialmente para quem está em situação de vulnerabilidade social.
O curso tem como propósito qualificar profissionais para a função de operador de caixa, atendendo à demanda crescente do comércio local, especialmente na época das festas de fim de ano. Além disso, busca fomentar o desenvolvimento pessoal e profissional, suprindo a carência de mão de obra qualificada no setor.
A Casa do Trabalhador, que registra oportunidades abertas na área, destaca que empresas da região já manifestaram interesse em contratar alunos que concluírem o curso. A iniciativa tem o apoio do Fecomércio-MS, Senac, Funtrab, Semadesc e Governo do Estado, reforçando sua importância para o município.
A Câmara Municipal de Vereadores de Caarapó homenageou na sessão da última segunda-feira (18) o jornalista Dilermano Alves, assessor de Comunicação Social da prefeitura local. O Poder Legislativo dedicou ao profissional uma Moção de Congratulação pelos serviços prestados ao município por quase 40 anos. De iniciativa do vereador Manoelito Bagaceira e subscrita pela dos integrantes do Parlamento, a honraria foi aprovada por todos os parlamentares.
Biografia
DILERMANO ALVES DOS SANTOS nasceu na cidade de Campanário, em Minas Gerais, aos 5 de julho de 1962. Veio para o então Mato Grosso no ano de 1964, trazido pelos pais: Ermelindo Alves dos Santos e Maria Macêdo Alves (já falecidos), junto com os irmãos Vicentina Alves dos Santos e Generindo Alves dos Santos.
DILERMANO ALVES, como é conhecido, residiu com os pais e irmãos na zona rural de Caarapó, na conhecida fazenda do Pascoal – dos Crudi ou Crudo (Fazenda Santa Terezinha), onde iniciou os seus estudos (fim da década de 1960), na antiga Escola Duque de Caxias. Aprendeu a ler e escrever com a professora Santa Marta de Oliveira. Também residiu na propriedade da família Coutinho – especificamente do Sr. Zezé, como era conhecido. Nas duas propriedades, os pais de Dilermano Alves trabalharam como arrendatários – pequenos produtores.
No início da década de 1970, Dilermano Alves, seus irmãos e seus pais transferiram residência para uma propriedade pertencente a Oliveira Ladeia de Farias (pai do ex-prefeito Mateus Palma de Farias), nas proximidades da conhecida Fazenda Asa Branca, zona rural de Caarapó, onde continuaram como pequenos produtores. Nessa época – em 1971, Dilermano Alves, então com oito anos, estudava no antigo Grupo Escolar de Caarapó – onde hoje funciona o CMEI Rosely Alves de Brito. O grupo escolar era dirigido pela professora Loide Viegas Machado (Loide Machado de Carvalho, nome de casada). Ali, Dilermano Alves concluiu a 3ª série do antigo curso primário.
Já morando na cidade de Caarapó com a família – seu pai passou a trabalhar em algumas das muitas serrarias existentes na localidade -, Dilermano Alves passou a estudar na recém-construída Escola Joaquim Alfredo Soares Vianna, onde cursou a 4ª série. Era o ano de 1974. Nessa época, já trabalhava: era amarrador de ripas na serraria onde seu pai era operário, a antiga Itu.
Em 1975, Dilermano Alves, aos 12 anos, transferiu-se sozinho para a cidade de Rio Brilhante-MS, ingressando no Seminário Santo Antônio, dos franciscanos, onde cursou da 5ª à 8ª série do antigo ginásio. Em 1979, deu continuidade aos seus estudos no Seminário Santo Antônio, na cidade de Agudos, em São Paulo, onde ingressou no primeiro ano do antigo segundo grau. No fim do mesmo ano, aos 17 anos, retornou a Caarapó, desistindo da carreira sacerdotal, para a qual estudava.
Em Caarapó, no início da sua juventude, Dilermano Alves trabalhou como ajudante de serralheria, almoxarife na antiga Serraria Madral (depois denominada Lutral), boia-fria e diarista em fazendas. Ainda no início da década de 1980, lecionou como professor leigo em escolas da zona rural de Caarapó e na antiga Escola Narciso Menezes, na sede do município. Para chegar às escolas onde lecionava (Aldeia Indígena Te’yikue e Escola Clemente Mariani, nas proximidades da Fazenda Joá – Cotamarques), Dilermano Alves se deslocava de bicicleta, de Caarapó até as unidades escolares.
Dilermano Alves voltou aos bancos escolares em 1983, ingressando no segundo ano do antigo segundo grau na Escola Estadual Professor Joaquim Alfredo Soares Vianna, onde concluiu o Magistério em 1984, obtendo o título de professor.
Em 1985, atuou como professor convocado do Estado na Escola Joaquim Vianna. No ano seguinte, foi servidor temporário da União, atuando no IBGE. Foi apresentador de programa radiofônico musical e esportivo, além de comentarista esportivo em transmissões de jogos de futebol na antiga Rádio Difusora (hoje Jota FM). Também foi apresentador do programa Espaço Vip e Panorama Regional na TV Grann Dourados (TV a cabo em Dourados-MS).
Em 1986, Dilermano Alves foi convidado para assumir o cargo de assessor de Imprensa na prefeitura de Caarapó pelo então prefeito Takeioshi Nakayama, o João Nakayama. Em 1991, foi aprovado em concurso público para o cargo de tesoureiro – depois reclassificado para assistente administrativo. Na prefeitura de Caarapó, Dilermano Alves ainda exerceu o cargo de chefe de Gabinete nas gestões de João Nakayama, Elzo Cassaro (prefeito em exercício por afastamento de João Nakayama) e de Guaracy Boschilia. Dilermano Alves concluiu a sua trajetória no serviço público da prefeitura de Caarapó em 2024 na função de assessor de Comunicação – aposentando-se no último dia 1º de novembro.
Dilermano Alves é casado com Seila Marin Alves e é pai da psicóloga Geysianne Marquezolo Santos e do publicitário Allysson Fernando Marquezolo Santos.
Formação acadêmica
Dilermano Alves é bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário da Grande Dourados – Unigran. Também possui uma segunda graduação: é licenciado em Ciências Sociais pelo Centro Universitário UniÚnica (Grupo Prominas), Ipatinga-MG.
Possui três pós-graduações (especializações): Comunicação e Marketing (Unigran); Gestão Pública (Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, Campo Grande-MS); e Ciência Política (Faculdade Única – Grupo Prominas, Ipatinga-MG).
Sobre a homenagem prestada pela Câmara de Vereadores, Dilermano Alves agradeceu aos parlamentares pela iniciativa, especialmente ao vereador Manoelito Bagaceira, tendo os demais edis como signatários. “Receber esse reconhecimento por tantos anos de dedicação é, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes da minha vida”, registrou o jornalista, acrescentando que, “ao longo desses anos, tive a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, de servir à população com ética e profissionalismo. Foram muitas as alegrias, os desafios e as aprendizagens. Mas, acima de tudo, foram anos de muita realização pessoal e profissional”.
Dilermano Alves também fez questão de registrar agradecimentos aos prefeitos que assessorou ou com quem trabalhou: Nilson Lima (como professor na zona rural); Takeioshi (João) Nakayama, de saudosa memória (dois mandatos); Quinto Di Domenico (já falecido); Guaracy Boschilia (dois mandatos); Mateus Palma de Farias (dois mandatos); Mário Valério (por 6 anos); André Nezzi (por aproximadamente 6 anos) – ainda no cargo.
Por iniciativa do vereador Manoelito Felix de Oliveira o “Bagaceira” (PSDB) e aprovada por todos os parlamentares, a Câmara Municipal de Caarapó entregou na noite desta segunda-feira (18), Moção de Congratulação ao jornalista Dilermano Alves dos Santos pela sua aposentadoria como servidor público municipal.
Conforme justificou o vereador propositor da comenda, a homenagem tem por finalidade expressar o reconhecimento do Legislativo pelos quase 40 anos de serviços do servidor prestados à municipalidade durante sua trajetória no funcionalismo público desde o ano de 1986.
O texto da Moção destaca que Dilermano Alves atuou como assessor de imprensa, na gestão do Prefeito Takeioshi Nakayama. No ano de 1.991 foi aprovado em concurso público municipal para o cargo de tesoureiro, sendo reclassificado como assistente administrativo. Ainda nas gestões Takeioshi Nakayama / Elzo Cassaro e Guaracy Boschillia exerceu o cargo de Chefe de Gabinete, tendo concluído sua trajetória no serviço público da Prefeitura Municipal de Caarapó, como Assessor de Comunicação até o ano de 2024, onde conquistou a sua merecida aposentadoria.
O Terminal Rodoviário Antônio Delgado, em Amambai. (Foto: Vilson Nascimento/Arquivo)
Vilson Nascimento
Com o objetivo de oferecer maior conforto aos usuários e um melhor aspecto visual da localidade, principalmente para quem visita o município, o vereador Roberto Peres, o “Roberto Sangue Bom” (MDB) está buscando junta prefeitura, a realização de diversas melhorias para o Terminal Rodoviário Antônio Delgado, em Amambai.
Por meio de indicação apresentada na sessão da Câmara realizada no dia 11 de novembro, Sangue Bom pediu ao Executivo Municipal a restauração da pavimentação asfáltica ao entorno do Terminal Rodoviário e a reforma total das instalações da rodoviária.
“A manutenção desse espaço não apenas resgata sua função original, mas também atende a necessidade da comunidade”, disse Sangue Bom ao enfatizar que o objetivo, com a indicação, é revitalizar esse espaço, proporcionando para a população usufruir de um ambiente saudável e seguro.
A engenheira agrônoma Larissa Pereira Ribeiro Teodoro participa de uma pesquisa inédita financiada pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) e que revela a contribuição que florestas plantadas de eucalipto podem dar para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de ser carbono neutro até 2030. O estudo também confirma que a diversidade microbiológica do solo não é afetada pela cultura.
Este resultado gerou um artigo, que projetou o Mato Grosso do Sul em uma das revistas científicas mais importantes da Europa.
“Após dois anos de estudo, novamente se comprovou que a cultura de eucalipto emitiu menos CO2, quando comparado aos outros usos também avaliados e de forma similar à mata nativa. Isto é um resultado muito importante quando a gente pensa em termos de estratégias econômicas, que aliam economia e sustentabilidade para o Estado”, avalia a pesquisadora da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), no campus Chapadão do Sul.
Outra informação importante indicada pelo estudo que a doutora em Genética e Melhoramento participa diz respeito à diversidade microbiológica do solo.
“Muitos defendem que culturas agrícolas podem afetar e diminuir a diversidade microbiológica do solo. O que seria algo extremamente maléfico para o meio ambiente, até porque os microrganismos fazem parte de todo esse balanço de carbono. Porém, foi observado [na cultura de eucaliptos] que a diversidade é muito similar a áreas que nunca sofreram antropização como a uma mata nativa. Ou seja, sem ação humana sobre a natureza”.
A pesquisadora ainda enfatiza a importância da preservação de áreas nativas.
“A vegetação nativa é de extrema relevância para a biodiversidade e também para alcançarmos as metas de neutralidade de carbono. Nossos resultados visam contribuir para criar estratégias mais sustentáveis dentro do setor agropecuário e florestal, substituindo sistemas de produção com maior emissão de carbono, como pastagens degradadas, ou aumentar as áreas em sistemas de integração pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta. Todos caminhos promissores”.
O projeto
O projeto, financiado pela Fundect é liderado pelos professores Paulo Teodoro, da UFMS, e Carlos Antonio Silva Junior, da Unemat/Sinop (Universidade do Estado de Mato Grosso).
Muito elogiado por especialistas, o estudo foi publicado no periódico Journal of Cleaner Production, que é publicada pela editora holandesa Elsevier, especializada em conteúdo científico e sustentável, técnico e médico. O artigo científico na revista projetou Mato Grosso do Sul como sendo pioneiro em elaboração de estratégias de mitigação de gases de efeito estufa.
Recentemente, Larissa Ribeiro recebeu um prêmio Fundação Bunge, considerado um dos mais prestigiados reconhecimentos de mérito científico do Brasil na área de agropecuária. Ela venceu na categoria Juventude. A premiação foi conquistada pelo trabalho da pesquisadora em diversos projetos, incluindo o intitulado ‘Predição do fluxo de CO2 e desempenho fisiológico de soja utilizando aprendizagem de máquina e sensor hiperespectral’, desenvolvido com o apoio da Fundect.
Brasília (DF) -- Novo cartão Bolsa Família 2023. Foto: MDAS/Divulgação
A Caixa Econômica Federal paga terça-feira (19) a parcela de novembro do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 681,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,11 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes de abril a junho, e de mais quatro estados (Amazonas, Pará, Paraná e Sergipe) receberam o pagamento do Bolsa Família de forma unificada no último dia 14, independentemente do número do NIS. O pagamento unificado beneficiou 62 municípios do Amazonas e 140 do Pará afetados pela estiagem e pela vazante dos rios, quatro municípios do Paraná e oito municípios de Sergipe afetados por fortes chuvas.
A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,83 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 372,85.
Bolsa Família – Novembro 2024 – Arte Agência Brasil
Auxílio Gás
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em dezembro.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Unidades dos departamentos estaduais de Trânsito (Detrans) em todo o Brasil têm chamado a atenção para tentativas de golpe envolvendo mensagens de texto. Essas mensagens direcionam para sites falsos que solicitam dados pessoais, alegando suspensão ou cassação da carteira nacional de habilitação (CNH)..
Os golpistas enviam mensagens de texto se passando pelo Detran, afirmando que a CNH está com processo de suspensão ou cassação. As mensagens contêm links que, quando acessados, direcionam a pessoa para sites falsos que simulam o sistema do governo federal, o gov.br, e apresentam formulários ou boletos que pedem dados pessoais dos usuários. Além de pedir informações pessoais, os sites mostram supostas infrações cometidas e seus valores, com um campo com a opção “regularizar”.
O Detran informa que não entra em contato com os usuários por SMS, e-mail ou ligação. Todas as notificações sobre processos são enviadas em correspondências identificadas pelos Correios e publicadas no Diário Oficial do Estado.
O órgão recomenda que a população não clique em links suspeitos e enfatiza a possibilidade de consultar canais oficiais: Em caso de dúvida, os usuários podem acessar o site oficial do Detran do estado ou procurar atendimento presencial em qualquer unidade do departamento. Também é possível usar o aplicativo da Carteira Digital de Trânsito, que oferece acesso às informações do condutor e do veículo.
Na tarde deste domingo, 17/11, no campo Aldo Aguilar, em jogo único valendo o título da Liga Mbaracayuense de 2024, a equipe do Nueva Estrella confirmou sua superioridade. Após um primeiro tempo morno, sem gols de ambos os lados, a equipe se encontrou na segunda etapa e venceu o Atlético Ypejhú pelo placar de 4 a 0.
Os gols da “Laranja Ypejhúense” foram marcados por Noberto (Lobo), que abriu o placar, e Eden Sérgio, que fez valer a “lei do ex” ao assinalar três vezes.
A Liga Mbaracayuense conta com cinco equipes, incluindo atletas brasileiros de Paranhos e região, todos devidamente registrados na competição, com direito a negociações de passe.
Com o resultado, o Nueva Estrella confirma seu sexto título e o terceiro consecutivo (2022, 2023 e 2024). Além da taça de campeão, a equipe fronteiriça teve o goleiro Rubén Ortiz eleito o melhor defensor do campeonato, recebendo a “Luva de Ouro”.
Do outro lado, o vice-campeão Atlético Ypejhú teve o artilheiro de 2024, Sidnei Sanabria, que marcou cinco gols e ganhou a “Chuteira de Ouro”.
O vereador Hélio Acosta marcou presença na final do campeonato.
A Controladoria-Geral da União (CGU) apresentou nesta segunda-feira (18) uma reformulação no Portal da Transparência, site mantido pelo governo federal para divulgar os gastos de recursos públicos. O portal foi reformulado para incluir mecanismos de controle de repasses de emendas parlamentares.A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino nos processos que tratam da inconstitucionalidade das emendas do chamado orçamento secreto. Os novos mecanismos permitem a consulta de emendas em relação aos convênios celebrados para receber os repasses, consulta de emendas por favorecido, por documentos de despesas, além da possibilidade de criação de filtros de busca para rastrear as emendas por localidade e tipo.Segundo o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, todas as medidas de transparência determinadas pelo ministro Flávio Dino ao Poder Executivo foram cumpridas pelo órgão. “O portal Transparência é uma conquista da sociedade brasileira e está fazendo 20 anos”, ressaltou o ministro.Além das alterações no portal, Dino também determinou ao órgão a análise de risco e eficiência das emendas, uma auditoria em 20 municípios que receberam emendas de comissão e nos repasses para organizações não governamentais (ONGs).
Entenda
Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP 8 e RP 9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continua em descumprimento. Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução dos trabalhos.Em agosto deste ano, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também mandou a CGU auditar os repasses realizados pelos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.
O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou nesta segunda-feira (18) Memorando de Entendimento com a Argentina para viabilizar a exportação de gás natural argentino ao Brasil. O acordo foi feito durante o G20, cúpula de líderes mundiais das 19 maiores economias mais União Europeia e União Africana. O ato cria um grupo de trabalho bilateral para identificar as medidas necessárias para viabilizar a oferta do produto argentino, com destaque para o Gás de Vaca Muerta, no norte da Patagônia.
Dentre as medidas, se destacam o estudo da viabilidade econômica das rotas logísticas, considerando a possível expansão da infraestrutura existente dos dois países, por meio da qual estima-se uma viabilidade de movimentação de 2 milhões de metros cúbicos por dia no curto prazo, aumentando nos próximos 3 anos para 10 milhões, até atingir 30 milhões em 2030.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da concretização do ato. “Essa é uma importante entrega do programa Gás Para Empregar, que criamos com o objetivo de aumentar a oferta de gás natural e promover a reindustrialização do país. Ao concretizar a importação do gás de Vaca Muerta, estamos fortalecendo o desenvolvimento das indústrias de fertilizantes, vidro, cerâmica, petroquímicos e tantas outras que trazem desenvolvimento econômico ao Brasil. Teremos mais gás, e junto com ele mais emprego, renda e riqueza para brasileiras e brasileiros”, afirmou.
O documento indica que o grupo deve buscar o uso da infraestrutura já existente nos dois países, permitindo a exportação do gás argentino no menor tempo e com o menor custo possível. Para isso, o grupo formado deverá identificar meios para viabilizar o projeto e a construção de infraestruturas necessárias para interconectar os gasodutos existentes de cada país.
Na agenda de trabalho dos estudos, estão elencadas prioridades como infraestrutura, transporte e interconexão entre os países e tipos de operações. O memorando tem validade de 18 meses, prorrogáveis. Ao final desse período, será apresentado relatório das atividades.
“Hoje estabelecemos um protocolo com o ministro da Economia argentino o que demonstra que estamos empenhados em construir política de Estado e não de governo para poder dar mais um passo fundamental no programa Gás Para Empregar que visa ampliar a competitividade nacional. Sabemos da importância do gás para reindustrializar o Brasil. A indústria química do Brasil tem hoje 30% de ociosidade porque não tem competitividade na aquisição do gás. O gás no Brasil só vamos diminuir o preço quando aumentarmos a oferta”, disse o ministro em coletiva de imprensa.
Com foco no crescimento do Estado e melhores condições de infraestrutura, o governador Eduardo Riedel discutiu nesta segunda-feira (18) investimentos e obras federais que estão em andamento no Mato Grosso do Sul com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
A reunião ocorreu no Gabinete do Receptivo do Governo do Estado. Entre as obras de infraestrutura em pauta está o acesso à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho. A nova alça é essencial para viabilizar o projeto da rota bioceânica e assim encurtar o caminho de Mato Grosso do Sul para o Oceano Pacífico.
A obra que já foi iniciada está sendo feita pelo Governo Federal, tem o investimento de R$ 472,4 milhões. Lá será pavimentado um trecho de 13 km ligando a BR-267 até o local onde está sendo construída a ponte binacional, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Além da alça, está previsto a construção de um centro aduaneiro e um trabalho de terraplanagem, para um acesso elevado à ponte.
Governador ao lado da ministra Simone Tebet e do secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha
Também foi discutido o contorno rodoviário em Três Lagoas, assim como a restauração de estradas e rodovias federais dentro do Mato Grosso do Sul. Outro assunto de destaque é a concessão das rodovias que fazem parte da “Rota da Celulose”, que vão a leilão no próximo dia 6 de dezembro. Neste pacote estão trechos da BR-262 (Campo Grande a Três Lagoas) e BR-267 (Bataguassu a Nova Alvorada do Sul) que foram cedidos pela União ao Estado.
“Concedemos as duas rodovias (BR-262 e BR-267) ao Estado para que elas sejam levadas ao leilão, que tenho certeza que será exitoso. Além das obras e rodovias, também discutimos parcerias importantes com o Estado, como os investimentos na saúde e educação, que possuem obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)”, afirmou a ministra.
Simone ainda citou o acordo histórico selado entre proprietários rurais, lideranças indígenas em Antônio João, para colocar fim no conflito nesta região que se arrastava há mais de 25 anos. “Já foi feito o primeiro pagamento que é das benfeitorias e o restante segue em precatórios para pagar em 2026. Foi aberto um precedente positivo, que traz paz no campo e atende aos dois lados”.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Saul Schramm
Atenta às demandas das comunidades indígenas, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou uma indicação à Assembleia Legislativa solicitando a instalação de academias ao ar livre nas aldeias Jarará e Taquara, no município de Juti. A proposta visa proporcionar saúde, lazer e mais qualidade de vida às populações locais.
“Essas comunidades têm enfrentado muitas dificuldades, especialmente pela falta de espaços adequados para lazer e atividades físicas. As academias ao ar livre são uma forma de levar mais dignidade e melhorar o bem-estar dessas pessoas”, destacou a deputada.
O pedido foi encaminhado ao governador Eduardo Riedel (PSDB), ao secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, e ao prefeito de Juti, Gilson Marcos da Cruz (PSDB). A iniciativa também atende a uma solicitação do vereador Vando Adão Claudino (União).
A proposta prevê a instalação de equipamentos gratuitos que possam ser utilizados por moradores de todas as idades. Lia Nogueira ressaltou que, além dos benefícios à saúde, os espaços contribuirão para o fortalecimento da convivência comunitária e a valorização dos espaços públicos.
“Acredito que o governo vai entender a importância desse projeto e, assim, atender a essa demanda que tem um impacto tão significativo na vida das comunidades indígenas”, afirmou a deputada.
Caso concretizada, a iniciativa será um marco na melhoria da qualidade de vida das populações indígenas das aldeias Jarará e Taquara.
Fachada da Secretaria de Desenvolvimento/Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 17 oportunidades de emprego nesta terça-feira, dia 19 de novembro. (Foto: Vilson Nascimento/A Gazeta)
Vilson Nascimento
A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 17 oportunidades de emprego nesta terça-feira, dia 19 de novembro, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
1 Vaga de Atendente de lojas e mercados
1 Vaga de Empregado doméstico
1 Vaga de Faxineiro
1 Vaga de Forneiro de alto-forno
1 Vaga de Gerente de departamento de
produção
1 Vaga de Mecânico reparador de máquinas
1 Vaga de Monitor agrícola
1 Vaga de Motofretista
1 Vaga de Motorista de caminhão
1 Vaga de Operador de caixa
1 Vaga de Operador de escavadeira
1 Vaga de Operador de pá carregadeira
1 Vaga de Porteiro
1 Vaga de Promotor de vendas
1 Vaga de Vendedor de comércio varejista
2 vagas de Vendedor interno
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa a Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 13h. Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.
No domingo, dia 17, a cidade de Paranhos celebrou 37 anos de uma linda trajetória, contada na voz de uma gente forte e trabalhadora, que conquistou a emancipação e representa, em sua essência, o que a cidade é hoje: um município em constante desenvolvimento.
No último sábado, dia 16, para comemorar essa data especial, o governo municipal, em parceria com a Câmara de Vereadores e com o apoio do Governo do Estado, realizou um show musical, que trouxe ainda mais animação para o público. No palco montado no Estádio Municipal José Betiati, as apresentações foram em dose dupla.
Na abertura, a revelação sul-mato-grossense Rodrigo e Thayane deu início à festa. Em seguida, o casal Maria Cecília e Rodolfo cantou seus sucessos e abrilhantou a noite, marcando a chegada do aniversário de Paranhos.
Autoridades também prestigiaram o evento, entre elas os vereadores Elizabeth Brites Benites, Hélio Acosta, Denílson Rafaine e Joãozinho de Quadros, além do agente regional da Casa Civil, Antônio Dantas.
“Foi uma festa muito tranquila, pensada para a família. A segurança foi mantida, e todos puderam se divertir bastante e voltar para casa em segurança. Parabéns, Paranhos!”, afirmou o prefeito Donizete Viaro.
Fonte: Maurício Silva/Assessoria da Prefeitura de Paranhos
Com a previsão de quase 30 mil hectares em projetos de citricultura para os próximos quatro anos, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, tecnologia e Inovação) e em parceria com o Sistema Famasul, começa a realizar a capacitação da assistência técnica para aprimorar a sanidade vegetal na produção de citros.
Hoje (18) foi realizada a primeira reunião para técnicos agropecuários do Senar-MS, fiscais agropecuários da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e técnicos extensionistas da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul) para falar sobre a Prevenção e Controle Sanitário da Citricultura.
O evento aconteceu na Famasul, e contou com as palestras do pesquisador da Fundecitrus, Rafael Silvestre, e da gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Iagro, Glaucy Ortiz. A reunião foi comandada pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta, e pelo diretor-presidente da Agraer, Washington Willeman, e contou com a participação da coordenadora de Citricultura, Karla de Nadai.
Segundo Beretta, o objetivo do encontro foi fazer um alinhamento de ações entre as assistências técnicas de órgãos governamentais do Estado como a Semadesc, Agraer e Iagro e dos parceiros como o Senar-MS.
“Hoje é um dia de alinhamento institucional e técnico. Vocês vão ver uma série de eventos, de cenários, Agraer atuando junto ao Iagro. É uma coisa que estamos construindo, porque os órgãos precisam estar alinhados para que a gente consiga potencializar o conhecimento e não sombrear. Então a nossa meta, que é uma vontade do governador Riedel e o secretário Jaime é potencializar a ação dessas instituições. Isso é importante para o Estado, e assim vai ser construído”, destacou.
Reunião técnica reuniu Agraer, Semadesc, Famasul e Iagro para debater prevenção da sanidade vegetal na Citricultura na Famasul
Beretta ressaltou que o Estado tem hoje cerca de 10 mil hectares de citricultura, mas pode chegar a aproximadamente 30 mil nos próximos quatro anos.
“Hoje nós temos uma oportunidade para virar realidade, mas para isso precisamos fazer as coisas bem feitas. Por isso, hoje estamos aqui fazendo um alinhamento para que as pessoas não olhem determinadas ações com um viés errado. Nós estamos fazendo isso para que a oportunidade vire realidade. Porque nós estamos trazendo para o Estado a citricultura, e Mato Grosso do Sul não é a única alternativa de citricultores importantes. Além de Mato Grosso do Sul eles têm oportunidade de ir para Minas Gerais ou Goiás. Então o conjunto de garantias que a gente puder dar para eles, para que essa doença, não entre ou que entre o mais tarde possível, que a gente consiga mantê-la sob controle, é que vai fazer com que determinados grupos que estão saindo de São Paulo, porque o índice de infestação do greening em São Paulo já é de 44%, e estão procurando novas áreas para fazerem os seus investimentos, investimentos que são altíssimos, venham para o MS”.
O diretor-presidente da Agraer, Washington Willeman reforçou a parceria da assistência técnica da Agraer neste trabalho de atuação e conscientização junto as comunidades e os pequenos produtores.
“Nós, como a empresa técnica pública de assistência técnica e extensão rural, estamos ouvindo as recomendações e vamos participar do manejo adequado na atividade. Então, estamos aqui para colaborar, e sempre que formos demandados. Nós estamos nos 79 municípios do Estado e podemos contribuir com essa atividade e diversificar cada vez mais a base econômica do MS, que passa por um momento muito bom economicamente. Acredito que a citricultura vai ser uma atividade muito próspera aqui no Estado. E eu tenho certeza, como sempre, com o apoio da nossa empresa”, afirmou.
Palestras
O engenheiro do Fundecitrus Rafael Silvestre, abordou o tema Greening em sua palestra explicando o que é a doença e como ela afetou mais de 44% dos laranjais de SP. O greening, também conhecido como huanglongbing e HLB, ataca todos os tipos de citros e não há cura para as plantas doentes.
As árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem uma grande queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo. A ocorrência no Estado é muito baixa, segundo o agrônomo, mas o objetivo da palestra foi justamente ajudar a prevenir a ocorrência, diante da chegada de grandes projetos de citricultura ao Estado.
Engenheiro da Fundecitrus Rafael Silvestre detalhou cenário do greenning em SP e País e as ameaças da doença
Silvestre passou diversas orientações aos participantes, discorrendo sobre o cenário do greening no estado de SP e no País. O agrônomo também falou sobre os psilídeos (inseto vetor da doença) que se prolifera em mudas de citrus e também murta; apresentou ferramentas da Fundecitrus como o Alerta Psilídeo, Avalia Psilídeo e Avalia Greening, além de mostrar o levantamento anual de greening.
Defesa vegetal
As ações de defesa fitossanitárias da Iagro no setor de citricultura foram destacadas na palestra da gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Glaucy Ortiz, que falou sobre a nova legislação estadual que visa garantir a segurança sanitária dos pomares do Estado.
Em agosto, o Governo do Estado sancionou a Lei nº 6.293, que altera a legislação de Defesa Sanitária Vegetal, originalmente instituída pela Lei nº 4.225 de 2012. A nova legislação introduz mudanças e reforça o combate a pragas que ameaçam a agricultura, com destaque para a proibição do cultivo, comércio, transporte e produção da planta exótica murta (Murraya paniculata).
Gerente de Deefesa Sanitária Vegetal da Iagro, Glaucy Ortiz falou sobre as ações da defesa fitossanitária na citricultura e a nova legislação
A murta foi identificada como hospedeira da bactéria Candidatus liberibacter, transmitida pelo inseto vetor Diaphorina citri, responsável pela doença huanglongbing (HLB), conhecida como greening, uma das mais devastadoras para a citricultura. A doença causa a queda precoce de frutos e a morte das árvores, comprometendo seriamente a produtividade das plantações.
Além das medidas específicas contra a murta, a lei estabelece novas diretrizes para a fiscalização agropecuária em Mato Grosso do Sul. Entre as principais mudanças estão a ampliação das competências da Iagro, que poderá interditar, apreender e destruir produtos vegetais e insumos que não atendam às normas de sanidade. A legislação também introduz a possibilidade de conversão de multas em bens e serviços, como alternativa para infrações leves.
Glaucy ainda reforçou sobre o perigo da compra de mudas irregulares, que podem trazer graves problemas aos pomares do Estado, principalmente os urbanos e domésticos em função do greening. Por esta razão a recomendação da Iagro é para que sejam feitas as aquisições de mudas de qualidade e seja combatido a comercialização irregular, como é feita por ambulantes, que podem trazer riscos iminentes para os pomares do Estado.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fotos: Mairinco de Pauda
Interessados em participar do II Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, nos dias 27 e 28 de novembro, já podem fazer a inscrição totalmente gratuita e garantir assento no evento. O Fórum é promovido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), e será realizado no auditório do Sebrae (Serviço Brasileiro de Micros e Pequenas Empresas) em Campo Grande.
O governador Eduardo Riedel e o titular da Semadesc, Jaime Verruck, farão pronunciamentos na abertura detalhando os compromissos do Estado com a sustentabilidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. Importantes estudiosos do tema foram convidados para palestrar no evento, que contará ainda com rodadas de conversa e reuniões técnicas.
Nessa segunda edição do Fórum, a intenção é avançar no debate e criar “oportunidade para o fortalecimento das políticas ambientais em níveis estadual e municipal, a partir do momento em que propicia a troca de experiências e a integração de práticas sustentáveis”, ponderou o secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette.
Haverá uma programação extensa com palestrantes renomados abordando diversos assuntos dentro do tema ‘mudanças climáticas’. No primeiro dia (27) acontecem as palestras e no dia 28 as câmaras técnicas do Fórum se reúnem para discutir, dentro de um processo de mediação, a definição das principais diretrizes dos trabalhos e demais direcionamentos resultantes dos debates.
O I Fórum Estadual de Mudanças Climáticas foi realizado em abril deste ano, também em Campo Grande, e teve como um dos principais palestrantes o pesquisador Daniel Vargas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em sua exposição, Vargas ofereceu elementos para provocar uma reflexão sobre a postura que o Brasil e outros países tropicais devem adotar nos fóruns mundiais que criam as regras ambientais. Vargas salientou que o Brasil tem muito a oferecer para o equilíbrio mundial das emissões de GEE (gases do Efeito Estufa), no entanto é tratado como parte do problema.
Serviço:
II Fórum Estadual de Mudanças Climáticas. Data: 27 e 28 de novembro de 2024. Local: Sebrae/MS – Av. Mato Grosso, 1661, Campo Grande – MS. Inscrições: acesse o site oficial do evento.
João Prestes, Comunicação Semadesc Foto de capa: Saul Schramm/Arquivo
A modernização das instituições internacionais, inseridas na lógica de um mundo multipolar, é essencial para evitar o risco de uma nova guerra mundial ou de uma crise econômica de escala planetária, advertiu nesta segunda-feira (18) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele abriu a segunda sessão da Cúpula de Líderes do G20, que discute a reforma da governança global.
“A resposta para a crise do multilateralismo é mais multilateralismo. Não é preciso esperar uma nova guerra mundial ou um colapso econômico para promover as transformações de que a ordem internacional necessita”, discursou o presidente no encontro, que começou com mais de duas horas de atraso após a demora na realização da foto oficial dos líderes da reunião de cúpula.
Dizendo que a ordem vigente desde o fim da Segunda Guerra Mundial e o neoliberalismo não deram certo, Lula defendeu a reforma das instituições internacionais que amplie o peso dos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A reforma da governança internacional é um dos eixos da presidência do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana).
“A globalização neoliberal fracassou. Em meio a crescentes turbulências, a comunidade internacional parece resignada a navegar sem rumo em disputas hegemônicas. Permanecemos à deriva, arrastados por uma torrente que nos empurra para uma tragédia. Mas o confronto não é uma fatalidade. Negar isso é abrir mão da nossa responsabilidade”, acrescentou Lula.
Para Lula, o G20 tem poder para reformar a ordem internacional na medida em que o grupo reúne tanto países ricos como em desenvolvimento.
“Em torno desta mesa estão os líderes das maiores economias e blocos regionais do planeta. Não há ninguém em melhor posição do que nós para mudar o curso da humanidade. Este ano, a reforma da governança global entrou em definitivo na agenda do G20”, comentou.
Conselho de Segurança
Uma das pautas da revisão da governança global é a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso, Lula criticou o poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Segundo o presidente brasileiro, esse sistema resulta na omissão do poder internacional diante de guerras e conflitos.
“A omissão do Conselho de Segurança tem sido ela própria uma ameaça à paz e à segurança internacional. O uso indiscriminado do veto torna o órgão refém dos cinco membros permanentes. Do Iraque à Ucrânia, da Bósnia a Gaza, consolida-se a percepção de que nem todo território merece ter sua integridade respeitada e nem toda vida tem o mesmo valor”, declarou Lula, numa crítica indireta a Estados Unidos, Israel e Rússia.
O presidente acrescentou que sanções unilaterais produzem sofrimento e atingem os mais vulneráveis. Lula mencionou conflitos esquecidos em países pobres e criticou intervenções estrangeiras que não conseguiram resolver guerras. “Intervenções desastrosas subverteram a ordem no Afeganistão e na Líbia. A indiferença relegou o Sudão e o Haiti ao esquecimento. Sanções unilaterais produzem sofrimento e atingem os mais vulneráveis”, comentou.
Entrada da Aldeia Limão Verde no município de Amambai (Foto: Reprodução/Rádio Terena)
A comunidade indígena da Aldeia Limão Verde, localizada em Amambai, vive um momento de intensa mobilização e debate após a realização do segundo turno das eleições para a escolha de sua nova liderança. O pleito, ocorrido no último domingo, 17 de novembro, foi marcado por discussões sobre legitimidade e transparência.
O primeiro turno e as polêmicas
No início do mês, a eleição para capitão da aldeia ocorreu com uma disputa acirrada entre os candidatos Delfino Borvão e Oldeir Pavão. Ao final da apuração, Delfino foi declarado vencedor com 250 votos contra 249 de Oldeir. No entanto, uma denúncia apresentada à Comissão Eleitoral apontou que um eleitor de outra aldeia havia votado indevidamente, o que contraria as regras do edital eleitoral, que restringem o voto a moradores com residência fixa na Aldeia Limão Verde.
Com a invalidação desse voto, houve um empate técnico entre os candidatos, com 250 votos cada. Diante disso, a comunidade decidiu, por consenso, realizar um segundo turno para garantir uma definição clara da liderança e evitar divisões internas.
Segundo turno
No dia 10 de novembro, durante uma reunião no Centro de Eventos da aldeia, ficou definida a realização do segundo turno. A decisão incluiu a criação de uma nova Comissão Eleitoral e a comunicação oficial a órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e o Ministério Público Federal (MPF).
Delfino Borvão, no entanto, contestou o voto irregular que gerou o empate técnico, afirmando que não houve fraude e que os votos do primeiro turno eram válidos. Apesar disso, o segundo turno foi marcado para o dia 17 de novembro, como forma de pacificar a comunidade e garantir uma liderança definida.
Resultado do Segundo TurnoA votação ocorreu das 8h às 16h, e os resultados foram os seguintes:
• Oldeir Pavão / Vice: Rosana Rodrigues
o Assinaturas: 560 o Nulas: 12 o Válidas: 548
• Delfino Borvão / Vice: Paulo Izidoro
o Assinaturas: 528 o Nulas: 30 o Válidas: 498
Oldeir Pavão foi declarado vencedor do pleito com uma diferença de 50 votos válidos.
Contestações e novas acusações
Após o anúncio do resultado, Delfino Borvão apresentou um ofício à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal contestando o segundo turno. Ele alegou que houve fraudes no processo, incluindo votos de pessoas que não residem na aldeia, menores de idade e até de não indígenas. Segundo Delfino, “79 votos foram roubados” e, por isso, seu grupo pede a anulação do segundo turno e a realização de um terceiro turno com supervisão de órgãos competentes, ou até mesmo a divisão do comando da aldeia.
Próximos passos
A situação permanece tensa na Aldeia Limão Verde, com a comunidade dividida e a legitimidade do processo eleitoral sob questionamento. A decisão final sobre o caso deverá contar com a intervenção de autoridades como o MPF e a FUNAI, que já foram acionados para avaliar as denúncias apresentadas.
Enquanto isso, a eleição, que deveria ser um momento de unidade, reflete os desafios de conduzir processos democráticos em meio a divergências internas. A comunidade aguarda um desfecho que possa restabelecer a harmonia e a confiança na liderança local.