A população de Amambai tem um encontro marcado nesta quarta-feira (22). O deputado federal Marcos Pollon estará na cidade para uma roda de conversa com a comunidade, a partir das 17h30, no salão da Associação Comercial e Empresarial de Amambai (ACIA).
O evento é aberto ao público e tem como objetivo promover um diálogo sobre a realidade do Brasil, além de abordar perspectivas e próximos passos para o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul.
A iniciativa convida a população a participar ativamente da discussão, contribuindo com ideias e reflexões sobre o cenário atual e o futuro do país.
O encontro acontece na sede da associação, localizada na Avenida Pedro Manvailler, nº 3981, no centro da cidade.
A organização reforça o convite para que a comunidade participe e aproveite a oportunidade de diálogo direto com o parlamentar.
O prefeito de Japorã, Vitor da Cunha Rosa (Malaquias) confirmou, na manhã de hoje (22-04), que o pagamento dos salários dos servidores municipais estará disponível na conta na próxima sexta-feira (24-04). “Determinamos a antecipação e as equipes da Secretaria de Administração, Planejamento e Finanças, do Departamento de Contabilidade e Tesouraria e do Departamento de Recursos Humanos estão empenhadas neste sentido”, afirmou o prefeito.
A secretária municipal de Administração, Planejamento e Finanças informa que a folha de salários da Prefeitura de Japorã custa aos cofres municipais R$ 2.722.989,09. “A liberação dos valores à instituição financeira é feita com antecedência na conta de cada um dos servidores, porém, o saque ficará disponível somente na sexta-feira”, explica Marli Vieira Ferro.
O quadro de funcionários da prefeitura de Japorã conta atualmente 732 colaboradores, sendo 318 efetivos (concursados), 286 contratados (temporários) e 128 comissionados, acrescenta a diretora de Recursos Humanos Lílian A. M. Pimentel.
A decisão do Chefe do Executivo foi tomada na semana passada e garantirá que os funcionários recebam seus salários com mais de dez dias antecipado se calculado os dias corridos. “Este pagamento na próxima sexta-feira permitirá o alívio financeiro imediato e, sobretudo, é uma medida de valorização de nossos servidores municipais”, resume o prefeito Vitor Malaquias.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Japorã, Walter J. Silva, pontua que o Governo de Japorã garante o fomento do comércio através da liberação dos salários, possibilitando que os funcionários façam as compras e pagamento já nesta semana. Ele aproveita para solicitar que a população faça suas aquisições no comércio local, dando preferência aos comerciantes e profissionais de Japorã.
“Como presidente da ACEJA, recebo com muita satisfação a notícia da antecipação do pagamento dos servidores municipais para esta próxima sexta-feira, dia 24. Gostaria de parabenizar a gestão municipal por essa sensibilidade e planejamento. Essa iniciativa vai muito além de um benefício ao servidor; ela é uma verdadeira injeção de ânimo na nossa economia local. Com o salário na conta antes do final de semana festivo teremos a circulação de renda dentro da nossa cidade, fortalecendo o micro e o pequeno empresário. Poder de Compra às nossas famílias que podem celebrar o aniversário da cidade com mais tranquilidade, prestigiando nossas lojas, mercados e prestadores de serviço. Além disso, temos o fortalecimento da Rede que é quando o dinheiro fica em Japorã, ele se transforma em empregos e novos investimentos para todos nós”, frisou Walter Silva.
ALGUMAS DAS VANTAGENS:
Poder de Compra e Gestão de Dívidas: O acesso antecipado aos recursos permite que o servidor honre compromissos financeiros antes do vencimento, evitando juros de atraso ou permitindo compras à vista com descontos.
Segurança e Tranquilidade: Receber o pagamento com antecedência gera uma percepção de estabilidade financeira e demonstra que as contas públicas da prefeitura estão equilibradas.
Valorização e Reconhecimento: Essa medida é adotada como um gesto de reconhecimento pela essencialidade do trabalho do servidor público para o funcionamento da cidade.
Planejamento de Consumo: Levando em consideração as atividades festivas do aniversário de Japorã que acontecerão nos dias 24, 25 e 26 de abril, a antecipação facilita o planejamento de gastos, garantindo que as famílias dos servidores possam participar dos eventos programados.
Praticamente 1 mil quilômetros de estradas renovadas, com pavimento nas melhores condições de trafegabilidade com um custo que pode ser até 38% menor que o usual no atual sistema de gestão logístico rodoviário. Esse é o Rodar MS, projeto que Mato Grosso do Sul começa a colocar em prática ao concretizar a contratação de crédito junto ao BIRD (Banco Mundial). A economia de recursos também chega ao setor privado e população, já que a expectativa é que haja queda em até quatro vezes no valor dos custos operaracionais dos veículos de carga.
Os índices citados acima são baseados em estudos do próprio BIRD, balizador do projeto que além do ponto de vista financeiro também considera a segurança e o conforto que será adicionado aos usuários dos trechos inclusos no Rodar MS, que adota um modelo inovador, o Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias).
“A maior vantagem que Mato Grosso do Sul terá ao adotar o Crema é que a empresa contratada é quem irá executar o projeto executivo. Ela fecha o contrato através de um projeto básico e propõe o projeto executivo, que segue para aprovação da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Daí é que ela [a empresa] executa os primeiros dos anos de restauração da rodovia”, frisa o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.
O chefe da pasta sul-mato-grossense de obras continua a explicação, revelando o grande trunfo desse modelo inovador. “Quanto melhor for a restauração, menos custo terá para a manutenção. Daí a vantagem da empresa fazer um ótimo projeto e uma excelente execução”, conclui o titular da secretaria que tem em seu escopo a Agesul.
Ao todo, o Rodar MS estima um investimento de U$S 250 milhões – na cotação atual a conversão chega a aproximadamente R$ 1,25 bilhão. Desse total, US$ 200 milhões são oriundos do Banco Mundial, enquanto os US$ 50 milhões restantes devem sair dos cofres estaduais, como contrapartida do projeto. Já o total de municípios impactados de forma direta e indireta pelo Rodar MS chega a 22, sendo 18 deles na região leste de Mato Grosso do Sul – onde fica o Vale do Ivinhema – e outras quatro no Bolsão, território do Vale da Celulose.
Conheça mais sobre o projeto
Tabela com trechos do Rodar MS, municípios e extensão da malha rodoviária
Dentro do modelo Crema adotado por Mato Grosso do Sul existem duas vertentes, a DBM (Design, Build, Maintain) e a via PPP (Parceria Público-Privada). Na primeira situação, o Rodar MS inclui 730,3 km, sendo 686,4 km de eixo principal e 43,8 km de travessia urbana. Os detalhes podem ser conferidos ao lado, na imagem com a tabela da Seilog.
No DBM, a duração do contrato será de 10 anos, com contratação integrada de projeto, obra, manutenção e pagamento pelo Estado sendo feito com base no cumprimento de indicadores de desempenho previamente estabecidos em contrato – ou seja, os repasses não estão vinculados apenas à execução de serviços, mas também à qualidade das obras.
Já no Bolsão, Água Clara, Inocência, Paranaíba e Três Lagoas estão entre os municípios impactados pelo Rodar MS. Lá, porém, o modelo a ser implantado será o de PPP, que terá a mesma dinâmica do BDM, mas com duração maior: 30 anos.
Nesse período, a empresa que ficar responsável pelo serviço terá que manter em boas condições de tráfego e segurança as rodovias MS-377 (entre Água Clara e Inocência) e MS-240 (entre Inocência e Paranaíba). São 208,7 km, todos rodoviárias, sendo 128,14 km na MS-377 (entre a BR-158 e a MS-112) e outros 80,56 km na MS-240 (entre a BR-262 e a MS-112).
Acessibilidade em 24 escolas públicas
Construído conjuntamente por Seilog e EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), o Rodar MS ainda apresenta ações para dar mais segurança no entorno de escolas públicas. As intervenções nas estradas, próximas a essas unidades de educação, têm foco na redução de riscos na travessia para alunos, comunidade escolar e toda comunidade do entorno.
As ações relacionadas à segurança viária e à acessibilidade serão realizadas em 24 escolas públicas municipais e estaduais, contribuindo para a redução de riscos de sinistros de trânsito e para a proteção de estudantes, profissionais da educação e da comunidade escolar.
As intervenções, segundo o projeto, permitirão a melhoria das condições de deslocamento, com maior segurança para pedestres e ciclistas, além de promover inclusão e acessibilidade. Adicionalmente, será realizado diagnóstico técnico que possibilitará uma tomada de decisão mais eficiente e baseada em evidências, otimizando a alocação de recursos públicos e priorizando as áreas de maior criticidade. Como resultado espera-se a criação de ambientes escolares mais seguros, inclusivos e adequados ao desenvolvimento social e educacional.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo
O vereador Nado Tozzi (PODE) celebrou a chegada de um micro-ônibus destinado ao transporte de pacientes da Secretaria Municipal de Saúde de Caarapó. A conquista é resultado de uma indicação apresentada pelo parlamentar, que solicitou a aquisição do veículo por meio de recursos de emenda parlamentar no valor de R$ 1 milhão.
A proposta teve como principal objetivo garantir melhores condições de transporte para pacientes, especialmente aqueles que realizam tratamento oncológico no município de Cascavel (PR). Com a demanda frequente de deslocamentos, a necessidade de um veículo adequado, com conforto, segurança e acessibilidade, era uma das prioridades apontadas pelo vereador.
O micro-ônibus, já disponível para atendimento à população, representa um importante avanço na estrutura da saúde municipal, proporcionando mais comodidade tanto aos pacientes quanto aos profissionais que acompanham os trajetos.
Segundo Nado Tozzi, a conquista reforça o compromisso do mandato com as necessidades reais da população. O parlamentar também destacou a importância da parceria com lideranças que contribuem para viabilizar investimentos no município.
“Hoje eu venho com muita alegria compartilhar mais essa conquista para a saúde de Caarapó. Essa indicação foi feita ainda em 2025, e agora se torna realidade com a chegada desse micro-ônibus, que vai atender especialmente nossos pacientes oncológicos que precisam se deslocar até Cascavel. Quero aqui agradecer à senadora Soraya Thronicke, que tem sido
parceira do município e sempre cumpre com sua palavra”, destacou o vereador.
A indicação, registrada sob o número 354, evidencia a atuação do parlamentar na busca por recursos e melhorias concretas para o município, especialmente na área da saúde, que demanda atenção contínua e investimentos estratégicos.
Nado Tozzi reforçou que seguirá trabalhando para garantir mais avanços e qualidade no atendimento à população caarapoense.
“Seguimos firmes, buscando resultados e melhorias que impactem diretamente a vida das pessoas. Esse é o nosso compromisso com Caarapó”, finalizou.
O pé de maconha encontrado pela Polícia Militar em obra em construção no Analy, em Amambai. (Foto: Divulgação)
Vilson Nascimento
Durante patrulhamento de rotina na região do Residencial Analy, em Amambai, no final da tarde dessa terça-feira, dia 21 de abril, a Polícia Militar localizou, no quintal de uma obra em construção, um pé de maconha.
Segundo a ocorrência policial o pé da droga, cujo nome científico é “Cannabis Sativa”, media aproximadamente 90 centímetros e estava localizado em um ponto facilmente visível para quem passasse pelo local.
De acordo com relato da Polícia Militar na ocorrência policial, como não havia ninguém na obra, os policiais adentraram no local, que não havia portão e realizaram a remoção da planta, que foi entregue na Delegacia de Polícia Civil, em Amambai para serem adotadas as providências cabíveis.
Segundo a legislação brasileira mesmo que a pessoa não esteja vendendo o produto final (a droga pronta), o simples fato de semear, cultivar ou colher plantas que servem de matéria-prima (como maconha ou coca) sem autorização já configura o crime e a pena prevista, em caso de condenação, é a mesma do tráfico de drogas, ou seja, reclusão de 5 a 15 anos e pagamento de 500 a 1.500 dias-multa.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, nesta terça-feira (21), em Coronel Sapucaia, um homem de 30 anos com 64 quilos de maconha que eram transportados em um veículo Chevrolet Celta.
Os militares realizavam bloqueio policial no trevo das rodovias MS-289 com MS-486, quando deram ordem de parada ao condutor do automóvel, que seguia em direção ao município de Amambai.
Durante entrevista, o homem apresentou versões desencontradas sobre o motivo da viagem e muito nervosismo. Em vistoria no veículo, foram encontrados diversos tabletes do entorpecente ocultos nas portas, porta-malas, para-choque e dutos de ar.
Questionado, o autor afirmou que pegou o entorpecente em Coronel Sapucaia e o levaria até a cidade de Santa Maria (RS), onde receberia R$ 8 mil pelo transporte.
O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 157 mil, foi encaminhado, juntamente com o autor e o veículo, à Delegacia da Polícia Civil de Coronel Sapucaia.
A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.
Representantes das comunidades indígenas e apoiadores durante a entrega de premiações doadas pelo Sindicato Rural de Tacuru e parceiros na Semana dos Povos Indígenas. Fotos: Reprodução
Redação
O Sindicato Rural de Tacuru, com apoio de produtores rurais da região e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), realizou a distribuição de premiações para comunidades indígenas em alusão às festividades da Semana dos Povos Indígenas. As doações foram destinadas às aldeias Sassoró e Jaguapiré, fortalecendo a programação comemorativa realizada no domingo (19).
Entre os itens entregues estão bicicletas, liquidificadores e cestas básicas, além de gado destinado ao preparo do churrasco servido durante a celebração. Ao todo, foram doadas três bicicletas, três liquidificadores, seis cestas básicas e 22 vacas, reforçando a estrutura do evento nas comunidades.
A ação contou com a participação de lideranças locais e representantes das comunidades indígenas.
Representando os apoiadores, a presidente do Sindicato Rural de Tacuru, Maria Casagrande, enfatizou a parceria contínua com as comunidades indígenas e a contribuição dos produtores rurais, mencionando a destinação de premiações e o apoio na organização do churrasco, além de desejar que a festividade fosse positiva e proveitosa para todos os participantes.
O cacique da Aldeia Sassoró e vereador Ivan Montiel destacou o apoio do Sindicato Rural, de produtores e de parceiros da região, ressaltando que a colaboração foi fundamental para a realização da festa da Semana Indígena e para reunir a comunidade em torno da celebração.
Já o vereador e representante da comunidade indígena Jaguapiré, Altair Nunes Garay, o “Gordo Garay”, também destacou a parceria mantida ao longo dos anos, ressaltando a importância das doações recebidas, como bicicletas, liquidificadores e cestas básicas, para o fortalecimento das atividades realizadas durante a Semana dos Povos Indígenas.
As ações integraram a programação da Semana dos Povos Indígenas em Tacuru, reunindo comunidades, lideranças e parceiros em um momento de valorização cultural e integração.
A equipe da Melhor Idade de Iguatemi participou dos Jogos Estaduais da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul, na modalidade de bocha. Esta etapa foi realizada na cidade de Ponta Porã-MS, dos dias 14 a 19 de abril. A competição deste ano teve número recorde de participantes: 110 atletas idosos competindo em três categorias masculinas e três categorias femininas, sendo a categoria A de 60 a 67 anos, categoria B de 68 a 77 anos e categoria C de 78 anos acima.
A Melhor Idade de Iguatemi teve seis duplas participando: Kiki e Bruna, estreantes na competição, ficando com um honroso 5º lugar; e a dupla Geni e Selma, com grande experiência na competição estadual, conquistaram o tricampeonato, desta vez participando na categoria B feminina. Izabel e Orlanda ficaram com a 5ª colocação na categoria C feminina; Otávio e Roque foram 3º colocados na categoria masculina; Chico e Osvaldo ficaram em 5º lugar na categoria B masculina; Salvador e João Luiz ficaram nas oitavas de final.
A delegação da Melhor Idade de Iguatemi teve como chefe de delegação Janete Gnoato e técnico Milico e contou com total apoio da administração municipal, por meio do prefeito Lídio Ledesma e da Secretaria de Assistência Social, Cecília Welter Ledesma.
Parabéns a todos os atletas da terceira idade de Iguatemi e um agradecimento especial para a equipe da Fundesporte.
Nessa terça-feira (21), foram reiniciadas as obras de recapeamento asfáltico na Avenida Francisco Fernandes Filho. A ação reforça o compromisso da gestão municipal com a melhoria da infraestrutura urbana e a qualidade das vias públicas. A administração do prefeito Lídio Ledesma tem realizado uma série de ações de melhorias em vários bairros da cidade. A primeira etapa do recapeamento teve início na rotatória em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Educação.
A Avenida Francisco Fernandes Filho é uma das principais vias de acesso ao Agroindustrial Iguatemi e à cidade de Japorã. A equipe da empresa responsável pelo recapeamento está limpando e colocando a capa de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). As obras de recapeamento e pavimentação asfáltica estão acontecendo em todos os bairros da cidade.
O Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), encerrou na terça-feira (21) a Operação Tiradentes 2026, realizada em todas as rodovias estaduais do Estado, com foco no reforço do policiamento ostensivo e na intensificação da fiscalização de trânsito durante o feriado prolongado.
Ao longo dos quatro dias de operação, foram empregados 130 policiais militares e 42 viaturas, resultando na abordagem de 3.277 pessoas, fiscalização de 2.374 veículos e 280 motocicletas em diferentes regiões do Estado.
No âmbito das ações policiais, a operação resultou em 6 prisões em flagrante, 3 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) lavrados e 6 pessoas conduzidas à delegacia de polícia. Também foi cumprido 1 mandado judicial durante o período.
Em relação ao combate a ilícitos, houve a apreensão de aproximadamente 20 gramas de droga do tipo skunk, além da apreensão de mercadorias de contrabando e descaminho, totalizando 3 ocorrências, envolvendo perfumes, aparelhos celulares, cigarros eletrônicos, cigarros, eletrônicos diversos, pneus, antenas de internet via satélite e videogames.
Na fiscalização de trânsito, foram 365 veículos autuados por infrações diversas, 4 veículos apreendidos e 1 veículo recuperado. Também foram registrados 3 flagrantes de embriaguez ao volante, reforçando a atuação do BPMRv no enfrentamento a essa conduta de alto risco.
Durante a Operação Tiradentes, foram atendidos 6 sinistros de trânsito, que resultaram em 1 vítima fatal e 5 vítimas lesionadas, evidenciando a importância da intensificação das ações preventivas e da conscientização dos condutores.
O BPMRv destaca que a presença ostensiva, aliada à fiscalização rigorosa, teve papel fundamental na ampliação da segurança viária e na prevenção de condutas que colocam em risco a vida dos usuários das rodovias estaduais.
Orientações de segurança
O BPMRv reforça que atitudes simples fazem a diferença para um trânsito mais seguro, como respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens indevidas, não dirigir sob efeito de álcool e manter a manutenção preventiva do veículo em dia.
Para denúncias e informações, ligue 198.
Ao trafegar pelas rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul, conte com o BPMRv.
Vídeo: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, neste sábado (18), em Mundo Novo, drogas, agrotóxicos e cigarros eletrônicos após uma perseguição que terminou com um veículo capotado às margens da BR-163. Na ação, dois homens, de 41 e 20 anos, foram presos
Os militares realizavam fiscalização na rodovia quando deram ordem de parada ao condutor de um veículo Peugeot 206. O motorista não obedeceu e iniciou fuga em alta velocidade e realizando manobras perigosas.
Após aproximadamente cinco quilômetros de acompanhamento, o condutor perdeu o controle da direção e capotou. Os ocupantes ainda tentaram fugir, mas foram presos. No interior do automóvel, os policiais encontraram 8,7 quilos de haxixe, 300 quilos de agrotóxicos e 2.400 cigarros eletrônicos.
O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 1,1 milhão, foi encaminhado, juntamente com o veículo e os autores, à Delegacia da Polícia Federal em Naviraí.
A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17) edital com a finalidade de selecionar projetos culturais destinados ao fortalecimento institucional, à preservação da memória, à organização de acervos, à mediação cultural e à ampliação do acesso público em museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados localizados no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à concessão de apoio financeiro por meio da celebração de Termo de Execução Cultural. A ação será financiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Cada proponente selecionado deverá cumprir uma contrapartida educativa ou cultural, que consiste na oferta de 01 (uma) ação formativa ou educativa voltada à comunidade ou à outros profissionais da área, com carga horária mínima de 12 (doze) horas, escolhendo uma das seguintes modalidades, conforme proposta apresentada no momento da inscrição: realização de oficina formativa; palestras; A contrapartida deverá ser realizada de forma presencial, priorizando o acesso da comunidade local e alinhando-se aos princípios da formação cultural, inclusão, democratização do acesso à cultura e valorização da memória, em consonância com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB.
Os projetos inscritos deverão apresentar plano de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e na Instrução Normativa MinC nº 10/2023, contemplando, no mínimo, tradução em Libras, recursos de audiodescrição e adequação dos espaços de circulação e fruição, assegurando condições de acesso a crianças, famílias e pessoas com mobilidade reduzida, observadas as normas técnicas vigentes.
Serão selecionados 15 (quinze) projetos, distribuídos entre as áreas de museus, arquivos e bibliotecas de caráter comunitário e privado, em duas categorias:
I – Categoria A – Apoio Inicial: 4 (quatro) projetos por área, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada;
II – Categoria B – Apoio Intermediário: 1 (um) projeto por área, no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) cada.
O Edital compreende duas categorias de apoio financeiro destinadas a museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados sem fins lucrativos, localizados no Estado de Mato Grosso do Sul:
I – Categoria A – Apoio Inicial: destinada a projetos que contemplem ações de fortalecimento estrutural, técnico, formativo e comunitário;
II – Categoria B – Apoio Intermediário: destinada a projetos de desenvolvimento, modernização, ampliação ou difusão de atividades culturais e de memória.
O agente cultural poderá inscrever propostas em uma ou em ambas as categorias. O valor total destinado ao edital é de R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais), sendo R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) destinados a Categoria A e 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), destinados a Catgoria B, contemplando cada uma das três áreas (museus, arquivos e bibliotecas), em ambas categorias.
As inscrições estarão abertas das 8h do dia 14 de abril até as 17h do dia 15 de maio de 2026, observando o horário oficial de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico, no endereço https://editaisms.prosas.com.br/, onde estarão disponíveis todas as informações, documentos e orientações necessárias.
Poderá inscrever-se neste Edital qualquer agente cultural que desenvolva atividades nas áreas de museus, arquivos ou bibliotecas e que atue e resida no Estado de Mato Grosso do Sul há, no mínimo, 2 (dois) anos, devidamente comprovados no ato da inscrição.
Confira o cronograma do edital:
Período de inscrição – prazo final: 16/04/2026 – 15/05/2026 –
Seleção dos projetos – prazo final: 18/05/2026 – 01/06/2026
Publicação dos resultados da análise dos projetos no DOEMS e disponibilização das notas dos projetos na plataforma PROSAS: 03/06/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 08 a 12/06/2026 –
Publicação do Resultado dos Recursos no DOEMS e convocação para entrega de documentos de habilitação pelas selecionadas na plataforma PROSAS: 23/06/2026 –
Entrega dos documentos de habilitação e de regularidade fiscal: 23 a 26/06/2026 –
Análise e Publicação do resultado provisório da habilitação: 29/06 a 03/07/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 06 a 10/07/2026 –
Publicação do resultado definitivo: 21/07/2026 –
Formalização e convocação para assinatura do Termo de Execução Cultural: 24/07/2026
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul lançou na última sexta-feira (17) edital para seleção e o fomento de projetos voltados à produção, finalização e ampliação da circulação de obras literárias independentes em Mato Grosso do Sul, com vistas a ampliar o acesso a recursos públicos para a criação e difusão de obras literárias, garantir a pluralidade de vozes e a representatividade no campo cultural e assegurar o cumprimento das metas da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), bem como das diretrizes de equidade e diversidade previstas no Sistema Nacional de Cultura.
O fomento visa estimular a criação, a publicação e a difusão de produções literárias, garantindo a democratização do acesso ao livro e o fortalecimento da economia do setor no Estado. Poderão ser fomentadas obras produzidas por autores(as) nascidos(as) ou residentes há mais de 2 (dois) anos no Estado de Mato Grosso do Sul, desde que publicadas nos formatos impresso ou digital (e-book).
As obras selecionadas irão compor o acervo das bibliotecas públicas integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso do Sul (SEBP/MS). Os e-books serão disponibilizados por meio do aplicativo MS Digital, na aba Leia MS, pelo prazo de 2 (dois) anos.
As propostas serão recebidas nas seguintes categorias: Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos / Primeira Publicação: Serão aceitas inscrições de autoras que não possuam livro individual publicado; Reedições: serão aceitas inscrições de obras literárias já publicadas, reimpressas ou reeditadas, incluindo livros em formato acessível, tais como livro em braile ou com ampliação de caracteres.
Os proponentes selecionados deverão cumprir a contrapartida social obrigatória prevista no Edital, consistindo em participar de um evento presencial ou online que será combinado e acordado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, no prazo de 12 meses após a assinatura do Termo de Execução Cultural.
Serão selecionados 31 (trinta e um) projetos de fomento de obras literárias. Cada projeto selecionado receberá apoio financeiro conforme a categoria: R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a Categoria Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos / Primeira Publicação; R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para a Categoria Reedições.
O valor total deste Edital é de R$ 555.000,00 (quinhentos e cinquenta e cinco mil reais), a ser distribuído entre as categorias previstas neste instrumento, da seguinte forma: R$180.000,00 (cento e oitenta mil reais) para a Categoria Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos/ Primeira Publicação e R$375.000,00 (trezentos e setenta e cinco mil reais) para a Categoria Reedições.
As inscrições estarão abertas das 8h do dia 17/04/2026 até as 17h do dia 18/05/2026, observando o horário oficial de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico, no endereço https://editaisms.prosas.com.br/, onde estarão disponíveis todas as informações, documentos e orientações necessárias.
Poderá inscrever-se neste Edital editoras sediadas, estabelecidas e com atuação no Brasil, que possuam os direitos de distribuição de obras de autores/organizadores sul-mato-grossenses ou residentes há mais de 02 (dois) anos no Estado de Mato Grosso do Sul ou qualquer agente cultural que atue e resida no Estado de Mato Grosso do Sul há, no mínimo, 02 (dois) anos, devidamente comprovados no ato da inscrição.
Confira o cronograma do edital:
Publicação do Edital: 17/04/2026 –
Período de inscrição – prazo final: 17/04/2026 a 18/05/2026 –
Seleção dos projetos – prazo final: 19/05/2026 a 01/06/2026 –
Publicação dos resultados da análise dos projetos no DOEMS e disponibilização das notas dos projetos na plataforma PROSAS: 03/06/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 08/06/2026 a 12/06/2026 –
Publicação do Resultado dos Recursos no DOEMS e convocação para entrega de documentos de habilitação pelas selecionadas na plataforma PROSAS: 23/06/2026 –
Entrega dos documentos de habilitação e de regularidade fiscal: 23/06/2026 a 26/06/2026 –
Análise e Publicação do resultado provisório da habilitação: 29/06/2026 a 03/07/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 06/07/2026 a 10/07/2026 –
Publicação do resultado definitivo: 21/07/2026 –
Formalização e convocação para assinatura do Termo de Execução Cultural: 24/07/2026
No mês em que o País volta o olhar para o 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, histórias que antes permaneciam restritas aos territórios ganham voz, corpo e presença. Em Mato Grosso do Sul, elas não falam apenas de resistência, como também de protagonismo. São trajetórias que atravessam dificuldades, constroem caminhos próprios e hoje ocupam espaços, inspirando quem está dentro e também fora das aldeias.
Foi nesse contexto que a Secretaria de Estado da Cidadania promoveu o painel “Indígenas que inspiram: Indígenas na Educação, na Saúde, no Agronegócio e na Justiça — Minha história, minha trajetória: como posso inspirar?”
A proposta nasceu de uma constatação simples, mas potente: existem muitas histórias indígenas que ainda não são conhecidas, narrativas que ficaram restritas às comunidades, às famílias, aos territórios. Ao colocá-las em evidência, o painel não apenas valoriza trajetórias, como também amplia o horizonte de quem ainda está começando.
Quatro convidados, de áreas diferentes, representaram esse conjunto maior. Não como exceções, mas como parte de um movimento que cresce silenciosamente e, agora, começa a ser visto.
Foto: Matheus Carvalho/SEC
Educação que transforma e devolve
A trajetória do educador e liderança indígena Flaviano Franco é atravessada por aprendizados e escolhas que nasceram, muitas vezes, da necessidade. Criado pelos avós, ele cresceu em um contexto de limitações materiais, mas cercado por referências que moldaram sua forma de ver o mundo. Foi na escola que encontrou uma possibilidade concreta de mudança, não como ruptura com sua origem, e sim como continuidade.
“Eu sempre digo que o importante não é como a gente começa, é como a gente vai terminar. E, para mim, foi o estudo que mudou o rumo da minha vida.”
Antes de chegar à universidade, sua caminhada passou por diferentes ofícios. Foi pedreiro, cortador de cana, trabalhador em espaços onde, mais do que exercer uma função, precisava reafirmar diariamente sua capacidade. Experiências que revelaram, de forma direta, as barreiras que ainda se impõem à população indígena. “Eu precisei provar que era capaz mesmo já tendo qualificação. Foi ali que entendi que não era só sobre formação, era sobre preconceito.”
Justamente desse incômodo surgiu o impulso para seguir pela área da linguagem. Ao perceber que muitas das desigualdades também se manifestam na forma como os indígenas são vistos e representados, Flaviano encontrou na educação e na pesquisa um caminho de enfrentamento e de reconstrução de narrativas.
“Se a gente não ocupar esses espaços, vão continuar falando por nós. A gente precisa ensinar o sistema, porque o sistema não sabe nada sobre nós.”
Hoje, sua atuação vai além da sala de aula. Como educador, pesquisador e liderança, ele trabalha para fortalecer a educação indígena como um espaço que não apenas transmite conteúdo, mas preserva saberes, valores e formas próprias de existir.
Caminhos que começam cedo
Foto: Matheus Carvalho/SEC
A trajetória da médica indígena Laysa Moreira Dorneles, do povo Terena, começa muito antes da universidade. Começa na infância, em uma realidade onde o trabalho não era escolha, mas necessidade, onde ela aprendeu a conciliar responsabilidades, ajudando a família e, ao mesmo tempo, alimentando um sonho que ainda parecia distante.
“Desde cedo eu aprendi que, se eu quisesse conquistar algo, eu precisaria trabalhar, me esforçar e não desistir.”
Ainda criança, passou por diferentes atividades, desde venda de produtos, trabalho como babá, atuação na área da beleza, e fazendo o que fosse possível para seguir estudando. Esse movimento contínuo de esforço não parou com a chegada à universidade. Pelo contrário, se intensificou.
Durante a graduação em Medicina, Laysa precisou equilibrar rotina acadêmica, trabalho e dificuldades financeiras. Para se manter, continuou atendendo clientes, organizando horários e adaptando sua realidade para não abandonar o curso.
“Eu precisei conciliar o trabalho com os estudos para conseguir me manter durante a faculdade. Não foi fácil. Teve dificuldades financeiras, teve cansaço, teve momentos em que parecia que não ia dar.”
Além dos desafios materiais, havia também o peso do preconceito e dos estereótipos que ainda cercam a identidade indígena. “Muitas pessoas ainda têm um estereótipo do que é ser indígena, como se existisse um padrão único. Mas ser indígena não é aparência. É pertencimento, é cultura, é comunidade.”
Formada recentemente, Laysa hoje atua na área da saúde e segue ampliando sua atuação profissional, carregando consigo não apenas uma conquista individual, mas um significado coletivo. “Hoje eu sou uma mulher indígena, médica, ocupando um espaço que não foi pensado para nós.”
Saberes que se encontram
Foto: Matheus Carvalho/SEC
Na área do agronegócio, a trajetória da engenheira agrônoma Tainara Terena revela um caminho construído entre diferentes formas de conhecimento. Formada pela UFGD, ela rapidamente percebeu que o diploma não encerrava os desafios, pelo contrário, era apenas o início de uma caminhada ainda mais complexa.
“Mulher indígena e engenheira agrônoma não é fácil. A gente acha que depois de formada vai ser mais simples, mas não é.”
Logo após a formação, começou a atuar diretamente com sua comunidade. Mas a realidade do mercado de trabalho trouxe obstáculos que exigiram adaptação, deslocamento e persistência. Foi nesse movimento que Tainara passou a construir sua atuação, unindo o conhecimento técnico adquirido na universidade com os saberes tradicionais aprendidos com a família e com a vivência na aldeia. Um encontro que orienta sua prática até hoje.
“Eu sempre procuro unir o conhecimento técnico com aquilo que a gente já sabe, que vem dos nossos pais, dos nossos avós.”
Com mais de 14 anos de atuação, ela trabalha diretamente com produtores indígenas, orientando práticas sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar e incentivando a geração de renda dentro das comunidades. “A ideia é mostrar que nós, indígenas, somos capazes de produzir, de plantar, de comercializar, e ainda fazer isso de forma orgânica.”
O cotidiano, no entanto, não é simples. As mudanças climáticas, a falta de investimento e as dificuldades estruturais impactam diretamente a produção nas aldeias. “Hoje a gente vê produtores que não conseguem mais colher como colhiam antes. O clima mudou, a realidade mudou.”
Diante disso, seu trabalho também passa por adaptação. Buscar alternativas, orientar técnicas e, principalmente, respeitar o tempo e as condições de cada território. “Não é só aplicar técnica. É entender a realidade de cada comunidade.”
Ainda assim, é nesse cenário que ela reafirma uma convicção que atravessa sua trajetória: é possível desenvolver, inovar e crescer sem abrir mão da identidade. “Eu quero mostrar que nós somos capazes, sem deixar de lado aquilo que somos.”
Presença que transforma instituições
Foto: Matheus Carvalho/SEC
No campo da Justiça, a trajetória do promotor Fernando Júnior carrega não apenas uma conquista individual, mas o peso e o significado de uma presença que ainda é rara em espaços institucionais. Natural de Dourados, da aldeia Jaguapiru, ele começou a sonhar com o Direito ainda criança.
Com o tempo, esse sonho ganhou contornos mais definidos. O que antes parecia distante se transformou em objetivo concreto, sustentado por estudo, disciplina e muitas renúncias ao longo da juventude.
A aprovação em um dos concursos mais concorridos do país o levou ao Ministério Público do Estado do Pará, onde hoje atua como promotor de Justiça. Um lugar que, como ele próprio reconhece, não foi historicamente pensado para indígenas. “Esses espaços não foram pensados para nós. Existem muros invisíveis, como o preconceito e a dificuldade de acesso.”
Sua atuação hoje envolve uma rotina intensa, lidando com diferentes áreas e demandas da sociedade. Mas, mesmo distante de Mato Grosso do Sul, sua trajetória segue conectada à origem e ao compromisso com as comunidades indígenas. “Quando a gente chega nesses espaços, a gente carrega uma responsabilidade. A gente não chega sozinho.”
Essa responsabilidade se traduz em uma ideia que atravessa toda a sua fala: a de multiplicar caminhos. “A gente quer que outros também cheguem. A gente quer ensinar, ajudar, diminuir esses caminhos.”
Além de ocupar espaços, a presença indígena nas instituições representa uma mudança de perspectiva. Um movimento que não apenas amplia a participação dos povos originários, mas também tensiona e transforma esses ambientes. “Hoje a gente mostra que é possível chegar e continuar sendo quem a gente é.”
Foto: Paula MaciuleviciusFoto: Paula MaciuleviciusFoto: Paula Maciulevicius
Fonte: Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
O Portal de Serviços Meu Detran completa um ano de funcionamento com resultados que mostram uma mudança real na forma de acesso aos serviços do Detran-MS. Em apenas 12 meses, a plataforma alcançou 776.251 usuários, um crescimento de 59% em relação a todo o período do portal antigo, que registrou 488 mil usuários em mais de quatro anos.
Mais do que o aumento no número de acessos, o destaque está na forma como os serviços digitais passaram a ser oferecidos e a fazer parte da rotina do cidadão, garantindo mais praticidade, agilidade e autonomia.
A consulta de débitos de veículos lidera como o serviço mais utilizado, com mais de 5,4 milhões de acessos no primeiro ano. A funcionalidade permite que o cidadão verifique sua situação de forma rápida e segura, sem precisar sair de casa.
Outro serviço com alta demanda é a emissão de guias de pagamento, que ultrapassou a marca de 1,3 milhão de documentos emitidos.
O agendamento de atendimentos presenciais também se consolidou no ambiente digital. Foram 100.997 agendamentos realizados, sendo 89,2% feitos diretamente pelo portal, o que ajuda a reduzir filas e organizar melhor o atendimento nas unidades.
Na área de habilitação, a digitalização do processo de renovação da CNH permitiu que mais de 50 mil condutores iniciassem o serviço de forma online, representando 82,6% das renovações no período.
O portal também trouxe mais facilidade para a atualização de dados cadastrais, com mais de 30 mil alterações realizadas no primeiro ano, entre mudanças de endereço de condutores e também de veículos.
Para o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, os resultados refletem o compromisso com a melhoria contínua dos serviços digitais. “Seguimos aprimorando as ferramentas para que cada vez mais serviços sejam integrados de forma simples e resolutiva para o cidadão”, destaca.
Os números refletem não apenas o avanço tecnológico, mas uma mudança no relacionamento com o cidadão, que passa a contar com serviços mais acessíveis, rápidos e eficientes no dia a dia.
Vale destacar que o novo formato do Portal Meu Detran foi desenvolvido a partir de referências internacionais de serviços públicos digitais, fortalecidas por meio de Acordo de Cooperação Técnica com o Estonia Hub. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado e do Detran-MS com a modernização dos serviços, além de posicionar a plataforma como a primeira do Estado a adotar um conceito centrado na experiência do cidadão.
A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Executiva de Transformação Digital (Setdig) e coloca o cidadão como protagonista no acesso aos serviços públicos. A plataforma também conta com dupla camada de segurança e acesso exclusivo para pessoas físicas mediante login, garantindo mais proteção e confiabilidade. A iniciativa atende os pilares verde e digital que norteiam a gestão estadual.
Meses após o lançamento do Portal Meu Detran, o Detran-MS ampliou sua estratégia digital com o aplicativo Meu Detran MS e a atendente virtual Glória, disponível pelo WhatsApp no número (67) 3368-0500, consolidando um ecossistema de serviços cada vez mais acessível, ágil e centrado nas necessidades do cidadão.
Entre os dias 13 e 17 de abril, o Sebrae/MS realizou uma ação itinerante em municípios das regiões sul e oeste do estado, contemplando também Sete Quedas. A iniciativa integra o programa Cidade Empreendedora, que busca impulsionar o crescimento sustentável dos pequenos negócios.
No município, as atividades tiveram início no último dia 15 de abril, com equipes do Sebrae percorrendo o comércio local para dialogar diretamente com empreendedores. Durante as visitas, foram apresentadas orientações sobre gestão, além da divulgação dos serviços oferecidos pela Sala do Empreendedor, instalada na Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação.
A ação também teve como foco apresentar o calendário de capacitações previsto para os próximos meses, dentro dos pacotes “Transforma” e “Avança”, que oferecem treinamentos e consultorias voltadas ao fortalecimento das empresas locais. A expectativa do Sebrae é alcançar mais de 10 mil pequenos negócios com a iniciativa em todo o estado.
O prefeito Erlon Daneluz destacou a importância da parceria para o desenvolvimento do município. “O Sebrae tem sido um grande aliado da gestão pública, nos ajudando não só a direcionar melhor nossas ações voltadas ao desenvolvimento econômico, mas também a levantar dados importantes que embasam decisões mais assertivas para o crescimento de Sete Quedas”, afirmou.
Já o secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Vagner Ghizarde, ressaltou o impacto direto da iniciativa junto aos empreendedores. “Essa aproximação é fundamental. O Sebrae vem até o empresário, entende a realidade de cada negócio e apresenta soluções práticas. Nosso papel é intermediar essa conexão e garantir que essas oportunidades cheguem a quem mais precisa, fortalecendo a economia local”, pontuou.
A presença ativa do Sebrae em campo reforça o compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo regional, promovendo conhecimento, planejamento e apoio técnico para impulsionar o desenvolvimento econômico de Sete Quedas e de todo Mato Grosso do Sul.
Produtores rurais de Mato Grosso do Sul ganharam mais tempo para aderir ao Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – subprograma Conservação. O prazo de inscrição foi prorrogado até o dia 30 de abril de 2026, ampliando a oportunidade de participação no programa voltado à preservação do bioma Pantanal.
O PSA Conservação remunera produtores que mantêm áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei, reconhecendo a importância da atividade rural aliada à preservação ambiental. O incentivo financeiro pode chegar a O incentivo fianceiro é de R$55,47, com limite de até R$100 mil por CPF ou até R$300 mil para grupo econômico ao ano.
Segundo o coordenador de projetos da Funar/MS, Pedro Cristofori, reforça seu papel no apoio técnico e na orientação aos produtores interessados em acessar a iniciativa. A Fundação, também responsável pelos pagamentos, tem atuado diretamente na disseminação de informações e no suporte para adesão ao programa, contribuindo para que mais propriedades rurais possam se beneficiar da política pública.
“A prorrogação do prazo é uma oportunidade estratégica para ampliar a participação dos produtores do Pantanal, fortalecendo práticas sustentáveis e valorizando quem já adota medidas de conservação em suas propriedades”.
Podem participar proprietários de imóveis rurais localizados no bioma Pantanal, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital, como inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e regularidade ambiental.
A Funar/MS orienta que os produtores interessados busquem informações com antecedência para garantir a participação dentro do novo prazo. Entre em contato pelo WhatsApp: (67) 99731-9086 ou (67) 3320-9759.
Em Mato Grosso do Sul, uma empresa tem desenvolvido uma alternativa aos corantes vermelhos químicos e aos naturais, que geralmente são feitos a partir de insetos. Usando biotecnologia e recursos do Pantanal, a Arandu Biotecnologia criou um corante natural vermelho produzido a partir de microrganismos encontrados no solo pantaneiro, com potencial de uso em diferentes setores industriais.
A ideia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas com foco na aplicação da biotecnologia de forma sustentável. Microrganismos são seres vivos invisíveis a olho nu, como bactérias e fungos.
O corante desenvolvido pela empresa é obtido por meio de processos biotecnológicos, como a fermentação, que consiste em fomentar o crescimento controlado desses microrganismos para gerar o produto desejado. O modelo permite uma produção contínua, sem depender de fatores como clima ou sazonalidade.
Como o produto não utiliza matéria-prima de origem animal e nem solventes químicos agressivos, há redução nos impactos ambientais. O corante também atende a demandas de mercado por produtos chamados de “clean label” que, para atender determinados nichos de consumidores, têm composição mais simples, transparente e alinhada a padrões de consumo conscientes.
Sócio-fundador da Arandu Biotecnologia, Arthur Ladeira Macedo é pesquisador e atua no desenvolvimento da tecnologia que deu origem à empresa, conectando a produção científica à aplicação industrial. “O Centelha foi o pontapé inicial para tirar a tecnologia do papel e consolidar as primeiras entregas técnicas e de estruturação”, explica Macedo.
Com o apoio da segunda edição do Programa, a empresa iniciou sua estruturação como negócio e avançou no desenvolvimento. “Atualmente, a Arandu está na fase de transição do laboratório para a escala piloto pré-industrial”, completa.
Segundo ele, o processo de transição é sair da produção em pequena escala, típica de laboratório, para volumes maiores, mais próximos das condições reais da indústria, etapa que exige padronização, controle de qualidade e testes em diferentes aplicações.
Macedo explica também que a empresa trabalha na validação do corante em ambientes industriais, com foco em garantir desempenho, estabilidade e repetibilidade do produto. Também avança em aspectos regulatórios e na estruturação da operação para atender o mercado. “O processo ainda se encontra em fase de ajustes técnicos, o que é esperado neste estágio de desenvolvimento”, exemplifica.
Centelha 3
A experiência da Arandu exemplifica como o apoio público à inovação pode transformar pesquisa em solução prática, conectando conhecimento científico ao desenvolvimento econômico. Com a abertura da terceira edição do Programa Centelha, novas ideias poderão seguir o mesmo caminho. A iniciativa prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões.
Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), totalizando R$ 139,6 mil por iniciativa.
Podem participar pessoas físicas, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas no endereço ms.programacentelha.com.br.
A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.
Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS).
Em meio à rotina cada vez mais acelerada e à busca por soluções rápidas e acessíveis, a realização de exames de vista fora de ambientes adequados tem se tornado uma prática comum e preocupante. Diante disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Vigilância Sanitária, emitiu um alerta à população sobre práticas irregulares na oferta de atendimentos oftalmológicos em Mato Grosso do Sul.
O comunicado destaca o risco de prescrição incorreta de grau, especialmente quando o exame está atrelado à venda de lentes e armações.
Segundo a Vigilância Sanitária, a oferta de exames de vista, muitas vezes gratuitos ou com preços reduzidos, vinculada diretamente à comercialização de produtos ópticos pode comprometer a qualidade do atendimento e trazer prejuízos à saúde visual.
Entre as principais irregularidades identificadas estão a inadequação técnica dos serviços prestados. Isso inclui locais sem estrutura apropriada, uso de equipamentos fora dos padrões exigidos e atuação de profissionais que não atendem aos critérios estabelecidos pela legislação sanitária. Esse conjunto de falhas compromete a qualidade do atendimento e pode resultar em diagnósticos imprecisos.
De acordo com o gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, é fundamental que a população esteja atenta à forma como esses serviços são ofertados. “Quando o exame de vista está condicionado à venda de óculos, existe um claro conflito de interesses, que pode comprometer a qualidade da avaliação e levar a prescrições incorretas. A recomendação é sempre buscar serviços regularizados, que garantam uma avaliação técnica adequada e segura”, afirma.
Outro ponto de preocupação é o possível agravamento de doenças oculares. Atendimentos realizados sem o devido rigor técnico podem não identificar problemas existentes ou até contribuir para o surgimento de novas condições, impactando diretamente a saúde do paciente.
A SES reforça que a atuação das Vigilâncias Sanitárias, tanto no âmbito estadual quanto municipal, tem como objetivo garantir que os serviços ofertados sejam seguros, eficazes e estejam em conformidade com as normas vigentes. A fiscalização também busca proteger os direitos do consumidor, coibindo práticas abusivas e enganosas.
Fiscalização e denúncia
A oferta desses serviços, seja em mutirões ou em estabelecimentos comerciais, está sendo monitorada pelos órgãos de fiscalização, e a participação da população é considerada essencial para coibir irregularidades.
Caso identifique situações em que exames de vista estejam atrelados à compra de óculos, o cidadão pode registrar denúncia de forma anônima pelos canais oficiais da SES:
A Secretaria orienta que a população procure sempre serviços de saúde devidamente regularizados e alinhados às normas sanitárias, garantindo um atendimento seguro, responsável e de qualidade.
Kamilla Ratier, Comunicação SES Fotos: Divulgação SES
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação - Foto: Canva
Uma nova solução para o controle da coccidiose em aves foi apresentada ao mercado durante um dos principais eventos do setor avícola no Sul do país. Voltado a frangos de corte, o produto chega com proposta de ampliar a flexibilidade de uso nas granjas e reforçar a proteção intestinal dos lotes.
A MCassab Nutrição e Saúde Animal lançou o Salipac 12% durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura e a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, em Chapecó (SC). Desenvolvido à base de salinomicina, o anticoccidiano ionóforo é indicado para prevenção e tratamento da coccidiose causada por protozoários do gênero Eimeria, como Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella.
Segundo a empresa, o produto atua na preservação da integridade intestinal das aves, favorecendo o desempenho zootécnico, a uniformidade dos lotes e a absorção de nutrientes. Entre os diferenciais apontados está o fato de ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado, o que permite ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa adotado na granja.
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação, inclusive nos dias próximos ao abate, sem necessidade de período de carência. A proposta é oferecer ao avicultor uma alternativa mais flexível, segura e eficaz para o controle da doença e a redução de perdas produtivas.
“Um dos diferenciais do produto é ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao avicultor, que pode ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa anticoccidiano adotado na granja”, explica Maria Carolina Toth, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.