A equipe da Melhor Idade de Iguatemi participou dos Jogos Estaduais da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul, na modalidade de bocha. Esta etapa foi realizada na cidade de Ponta Porã-MS, dos dias 14 a 19 de abril. A competição deste ano teve número recorde de participantes: 110 atletas idosos competindo em três categorias masculinas e três categorias femininas, sendo a categoria A de 60 a 67 anos, categoria B de 68 a 77 anos e categoria C de 78 anos acima.
A Melhor Idade de Iguatemi teve seis duplas participando: Kiki e Bruna, estreantes na competição, ficando com um honroso 5º lugar; e a dupla Geni e Selma, com grande experiência na competição estadual, conquistaram o tricampeonato, desta vez participando na categoria B feminina. Izabel e Orlanda ficaram com a 5ª colocação na categoria C feminina; Otávio e Roque foram 3º colocados na categoria masculina; Chico e Osvaldo ficaram em 5º lugar na categoria B masculina; Salvador e João Luiz ficaram nas oitavas de final.
A delegação da Melhor Idade de Iguatemi teve como chefe de delegação Janete Gnoato e técnico Milico e contou com total apoio da administração municipal, por meio do prefeito Lídio Ledesma e da Secretaria de Assistência Social, Cecília Welter Ledesma.
Parabéns a todos os atletas da terceira idade de Iguatemi e um agradecimento especial para a equipe da Fundesporte.
Nessa terça-feira (21), foram reiniciadas as obras de recapeamento asfáltico na Avenida Francisco Fernandes Filho. A ação reforça o compromisso da gestão municipal com a melhoria da infraestrutura urbana e a qualidade das vias públicas. A administração do prefeito Lídio Ledesma tem realizado uma série de ações de melhorias em vários bairros da cidade. A primeira etapa do recapeamento teve início na rotatória em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Educação.
A Avenida Francisco Fernandes Filho é uma das principais vias de acesso ao Agroindustrial Iguatemi e à cidade de Japorã. A equipe da empresa responsável pelo recapeamento está limpando e colocando a capa de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). As obras de recapeamento e pavimentação asfáltica estão acontecendo em todos os bairros da cidade.
O Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), encerrou na terça-feira (21) a Operação Tiradentes 2026, realizada em todas as rodovias estaduais do Estado, com foco no reforço do policiamento ostensivo e na intensificação da fiscalização de trânsito durante o feriado prolongado.
Ao longo dos quatro dias de operação, foram empregados 130 policiais militares e 42 viaturas, resultando na abordagem de 3.277 pessoas, fiscalização de 2.374 veículos e 280 motocicletas em diferentes regiões do Estado.
No âmbito das ações policiais, a operação resultou em 6 prisões em flagrante, 3 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) lavrados e 6 pessoas conduzidas à delegacia de polícia. Também foi cumprido 1 mandado judicial durante o período.
Em relação ao combate a ilícitos, houve a apreensão de aproximadamente 20 gramas de droga do tipo skunk, além da apreensão de mercadorias de contrabando e descaminho, totalizando 3 ocorrências, envolvendo perfumes, aparelhos celulares, cigarros eletrônicos, cigarros, eletrônicos diversos, pneus, antenas de internet via satélite e videogames.
Na fiscalização de trânsito, foram 365 veículos autuados por infrações diversas, 4 veículos apreendidos e 1 veículo recuperado. Também foram registrados 3 flagrantes de embriaguez ao volante, reforçando a atuação do BPMRv no enfrentamento a essa conduta de alto risco.
Durante a Operação Tiradentes, foram atendidos 6 sinistros de trânsito, que resultaram em 1 vítima fatal e 5 vítimas lesionadas, evidenciando a importância da intensificação das ações preventivas e da conscientização dos condutores.
O BPMRv destaca que a presença ostensiva, aliada à fiscalização rigorosa, teve papel fundamental na ampliação da segurança viária e na prevenção de condutas que colocam em risco a vida dos usuários das rodovias estaduais.
Orientações de segurança
O BPMRv reforça que atitudes simples fazem a diferença para um trânsito mais seguro, como respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens indevidas, não dirigir sob efeito de álcool e manter a manutenção preventiva do veículo em dia.
Para denúncias e informações, ligue 198.
Ao trafegar pelas rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul, conte com o BPMRv.
Vídeo: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, neste sábado (18), em Mundo Novo, drogas, agrotóxicos e cigarros eletrônicos após uma perseguição que terminou com um veículo capotado às margens da BR-163. Na ação, dois homens, de 41 e 20 anos, foram presos
Os militares realizavam fiscalização na rodovia quando deram ordem de parada ao condutor de um veículo Peugeot 206. O motorista não obedeceu e iniciou fuga em alta velocidade e realizando manobras perigosas.
Após aproximadamente cinco quilômetros de acompanhamento, o condutor perdeu o controle da direção e capotou. Os ocupantes ainda tentaram fugir, mas foram presos. No interior do automóvel, os policiais encontraram 8,7 quilos de haxixe, 300 quilos de agrotóxicos e 2.400 cigarros eletrônicos.
O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 1,1 milhão, foi encaminhado, juntamente com o veículo e os autores, à Delegacia da Polícia Federal em Naviraí.
A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17) edital com a finalidade de selecionar projetos culturais destinados ao fortalecimento institucional, à preservação da memória, à organização de acervos, à mediação cultural e à ampliação do acesso público em museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados localizados no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à concessão de apoio financeiro por meio da celebração de Termo de Execução Cultural. A ação será financiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Cada proponente selecionado deverá cumprir uma contrapartida educativa ou cultural, que consiste na oferta de 01 (uma) ação formativa ou educativa voltada à comunidade ou à outros profissionais da área, com carga horária mínima de 12 (doze) horas, escolhendo uma das seguintes modalidades, conforme proposta apresentada no momento da inscrição: realização de oficina formativa; palestras; A contrapartida deverá ser realizada de forma presencial, priorizando o acesso da comunidade local e alinhando-se aos princípios da formação cultural, inclusão, democratização do acesso à cultura e valorização da memória, em consonância com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB.
Os projetos inscritos deverão apresentar plano de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e na Instrução Normativa MinC nº 10/2023, contemplando, no mínimo, tradução em Libras, recursos de audiodescrição e adequação dos espaços de circulação e fruição, assegurando condições de acesso a crianças, famílias e pessoas com mobilidade reduzida, observadas as normas técnicas vigentes.
Serão selecionados 15 (quinze) projetos, distribuídos entre as áreas de museus, arquivos e bibliotecas de caráter comunitário e privado, em duas categorias:
I – Categoria A – Apoio Inicial: 4 (quatro) projetos por área, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada;
II – Categoria B – Apoio Intermediário: 1 (um) projeto por área, no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) cada.
O Edital compreende duas categorias de apoio financeiro destinadas a museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados sem fins lucrativos, localizados no Estado de Mato Grosso do Sul:
I – Categoria A – Apoio Inicial: destinada a projetos que contemplem ações de fortalecimento estrutural, técnico, formativo e comunitário;
II – Categoria B – Apoio Intermediário: destinada a projetos de desenvolvimento, modernização, ampliação ou difusão de atividades culturais e de memória.
O agente cultural poderá inscrever propostas em uma ou em ambas as categorias. O valor total destinado ao edital é de R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais), sendo R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) destinados a Categoria A e 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), destinados a Catgoria B, contemplando cada uma das três áreas (museus, arquivos e bibliotecas), em ambas categorias.
As inscrições estarão abertas das 8h do dia 14 de abril até as 17h do dia 15 de maio de 2026, observando o horário oficial de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico, no endereço https://editaisms.prosas.com.br/, onde estarão disponíveis todas as informações, documentos e orientações necessárias.
Poderá inscrever-se neste Edital qualquer agente cultural que desenvolva atividades nas áreas de museus, arquivos ou bibliotecas e que atue e resida no Estado de Mato Grosso do Sul há, no mínimo, 2 (dois) anos, devidamente comprovados no ato da inscrição.
Confira o cronograma do edital:
Período de inscrição – prazo final: 16/04/2026 – 15/05/2026 –
Seleção dos projetos – prazo final: 18/05/2026 – 01/06/2026
Publicação dos resultados da análise dos projetos no DOEMS e disponibilização das notas dos projetos na plataforma PROSAS: 03/06/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 08 a 12/06/2026 –
Publicação do Resultado dos Recursos no DOEMS e convocação para entrega de documentos de habilitação pelas selecionadas na plataforma PROSAS: 23/06/2026 –
Entrega dos documentos de habilitação e de regularidade fiscal: 23 a 26/06/2026 –
Análise e Publicação do resultado provisório da habilitação: 29/06 a 03/07/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 06 a 10/07/2026 –
Publicação do resultado definitivo: 21/07/2026 –
Formalização e convocação para assinatura do Termo de Execução Cultural: 24/07/2026
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul lançou na última sexta-feira (17) edital para seleção e o fomento de projetos voltados à produção, finalização e ampliação da circulação de obras literárias independentes em Mato Grosso do Sul, com vistas a ampliar o acesso a recursos públicos para a criação e difusão de obras literárias, garantir a pluralidade de vozes e a representatividade no campo cultural e assegurar o cumprimento das metas da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), bem como das diretrizes de equidade e diversidade previstas no Sistema Nacional de Cultura.
O fomento visa estimular a criação, a publicação e a difusão de produções literárias, garantindo a democratização do acesso ao livro e o fortalecimento da economia do setor no Estado. Poderão ser fomentadas obras produzidas por autores(as) nascidos(as) ou residentes há mais de 2 (dois) anos no Estado de Mato Grosso do Sul, desde que publicadas nos formatos impresso ou digital (e-book).
As obras selecionadas irão compor o acervo das bibliotecas públicas integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso do Sul (SEBP/MS). Os e-books serão disponibilizados por meio do aplicativo MS Digital, na aba Leia MS, pelo prazo de 2 (dois) anos.
As propostas serão recebidas nas seguintes categorias: Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos / Primeira Publicação: Serão aceitas inscrições de autoras que não possuam livro individual publicado; Reedições: serão aceitas inscrições de obras literárias já publicadas, reimpressas ou reeditadas, incluindo livros em formato acessível, tais como livro em braile ou com ampliação de caracteres.
Os proponentes selecionados deverão cumprir a contrapartida social obrigatória prevista no Edital, consistindo em participar de um evento presencial ou online que será combinado e acordado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, no prazo de 12 meses após a assinatura do Termo de Execução Cultural.
Serão selecionados 31 (trinta e um) projetos de fomento de obras literárias. Cada projeto selecionado receberá apoio financeiro conforme a categoria: R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a Categoria Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos / Primeira Publicação; R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para a Categoria Reedições.
O valor total deste Edital é de R$ 555.000,00 (quinhentos e cinquenta e cinco mil reais), a ser distribuído entre as categorias previstas neste instrumento, da seguinte forma: R$180.000,00 (cento e oitenta mil reais) para a Categoria Mulheres – Recorte Afirmativo – Inéditos/ Primeira Publicação e R$375.000,00 (trezentos e setenta e cinco mil reais) para a Categoria Reedições.
As inscrições estarão abertas das 8h do dia 17/04/2026 até as 17h do dia 18/05/2026, observando o horário oficial de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico, no endereço https://editaisms.prosas.com.br/, onde estarão disponíveis todas as informações, documentos e orientações necessárias.
Poderá inscrever-se neste Edital editoras sediadas, estabelecidas e com atuação no Brasil, que possuam os direitos de distribuição de obras de autores/organizadores sul-mato-grossenses ou residentes há mais de 02 (dois) anos no Estado de Mato Grosso do Sul ou qualquer agente cultural que atue e resida no Estado de Mato Grosso do Sul há, no mínimo, 02 (dois) anos, devidamente comprovados no ato da inscrição.
Confira o cronograma do edital:
Publicação do Edital: 17/04/2026 –
Período de inscrição – prazo final: 17/04/2026 a 18/05/2026 –
Seleção dos projetos – prazo final: 19/05/2026 a 01/06/2026 –
Publicação dos resultados da análise dos projetos no DOEMS e disponibilização das notas dos projetos na plataforma PROSAS: 03/06/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 08/06/2026 a 12/06/2026 –
Publicação do Resultado dos Recursos no DOEMS e convocação para entrega de documentos de habilitação pelas selecionadas na plataforma PROSAS: 23/06/2026 –
Entrega dos documentos de habilitação e de regularidade fiscal: 23/06/2026 a 26/06/2026 –
Análise e Publicação do resultado provisório da habilitação: 29/06/2026 a 03/07/2026 –
Prazo recursal – prazo final: 06/07/2026 a 10/07/2026 –
Publicação do resultado definitivo: 21/07/2026 –
Formalização e convocação para assinatura do Termo de Execução Cultural: 24/07/2026
No mês em que o País volta o olhar para o 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, histórias que antes permaneciam restritas aos territórios ganham voz, corpo e presença. Em Mato Grosso do Sul, elas não falam apenas de resistência, como também de protagonismo. São trajetórias que atravessam dificuldades, constroem caminhos próprios e hoje ocupam espaços, inspirando quem está dentro e também fora das aldeias.
Foi nesse contexto que a Secretaria de Estado da Cidadania promoveu o painel “Indígenas que inspiram: Indígenas na Educação, na Saúde, no Agronegócio e na Justiça — Minha história, minha trajetória: como posso inspirar?”
A proposta nasceu de uma constatação simples, mas potente: existem muitas histórias indígenas que ainda não são conhecidas, narrativas que ficaram restritas às comunidades, às famílias, aos territórios. Ao colocá-las em evidência, o painel não apenas valoriza trajetórias, como também amplia o horizonte de quem ainda está começando.
Quatro convidados, de áreas diferentes, representaram esse conjunto maior. Não como exceções, mas como parte de um movimento que cresce silenciosamente e, agora, começa a ser visto.
Foto: Matheus Carvalho/SEC
Educação que transforma e devolve
A trajetória do educador e liderança indígena Flaviano Franco é atravessada por aprendizados e escolhas que nasceram, muitas vezes, da necessidade. Criado pelos avós, ele cresceu em um contexto de limitações materiais, mas cercado por referências que moldaram sua forma de ver o mundo. Foi na escola que encontrou uma possibilidade concreta de mudança, não como ruptura com sua origem, e sim como continuidade.
“Eu sempre digo que o importante não é como a gente começa, é como a gente vai terminar. E, para mim, foi o estudo que mudou o rumo da minha vida.”
Antes de chegar à universidade, sua caminhada passou por diferentes ofícios. Foi pedreiro, cortador de cana, trabalhador em espaços onde, mais do que exercer uma função, precisava reafirmar diariamente sua capacidade. Experiências que revelaram, de forma direta, as barreiras que ainda se impõem à população indígena. “Eu precisei provar que era capaz mesmo já tendo qualificação. Foi ali que entendi que não era só sobre formação, era sobre preconceito.”
Justamente desse incômodo surgiu o impulso para seguir pela área da linguagem. Ao perceber que muitas das desigualdades também se manifestam na forma como os indígenas são vistos e representados, Flaviano encontrou na educação e na pesquisa um caminho de enfrentamento e de reconstrução de narrativas.
“Se a gente não ocupar esses espaços, vão continuar falando por nós. A gente precisa ensinar o sistema, porque o sistema não sabe nada sobre nós.”
Hoje, sua atuação vai além da sala de aula. Como educador, pesquisador e liderança, ele trabalha para fortalecer a educação indígena como um espaço que não apenas transmite conteúdo, mas preserva saberes, valores e formas próprias de existir.
Caminhos que começam cedo
Foto: Matheus Carvalho/SEC
A trajetória da médica indígena Laysa Moreira Dorneles, do povo Terena, começa muito antes da universidade. Começa na infância, em uma realidade onde o trabalho não era escolha, mas necessidade, onde ela aprendeu a conciliar responsabilidades, ajudando a família e, ao mesmo tempo, alimentando um sonho que ainda parecia distante.
“Desde cedo eu aprendi que, se eu quisesse conquistar algo, eu precisaria trabalhar, me esforçar e não desistir.”
Ainda criança, passou por diferentes atividades, desde venda de produtos, trabalho como babá, atuação na área da beleza, e fazendo o que fosse possível para seguir estudando. Esse movimento contínuo de esforço não parou com a chegada à universidade. Pelo contrário, se intensificou.
Durante a graduação em Medicina, Laysa precisou equilibrar rotina acadêmica, trabalho e dificuldades financeiras. Para se manter, continuou atendendo clientes, organizando horários e adaptando sua realidade para não abandonar o curso.
“Eu precisei conciliar o trabalho com os estudos para conseguir me manter durante a faculdade. Não foi fácil. Teve dificuldades financeiras, teve cansaço, teve momentos em que parecia que não ia dar.”
Além dos desafios materiais, havia também o peso do preconceito e dos estereótipos que ainda cercam a identidade indígena. “Muitas pessoas ainda têm um estereótipo do que é ser indígena, como se existisse um padrão único. Mas ser indígena não é aparência. É pertencimento, é cultura, é comunidade.”
Formada recentemente, Laysa hoje atua na área da saúde e segue ampliando sua atuação profissional, carregando consigo não apenas uma conquista individual, mas um significado coletivo. “Hoje eu sou uma mulher indígena, médica, ocupando um espaço que não foi pensado para nós.”
Saberes que se encontram
Foto: Matheus Carvalho/SEC
Na área do agronegócio, a trajetória da engenheira agrônoma Tainara Terena revela um caminho construído entre diferentes formas de conhecimento. Formada pela UFGD, ela rapidamente percebeu que o diploma não encerrava os desafios, pelo contrário, era apenas o início de uma caminhada ainda mais complexa.
“Mulher indígena e engenheira agrônoma não é fácil. A gente acha que depois de formada vai ser mais simples, mas não é.”
Logo após a formação, começou a atuar diretamente com sua comunidade. Mas a realidade do mercado de trabalho trouxe obstáculos que exigiram adaptação, deslocamento e persistência. Foi nesse movimento que Tainara passou a construir sua atuação, unindo o conhecimento técnico adquirido na universidade com os saberes tradicionais aprendidos com a família e com a vivência na aldeia. Um encontro que orienta sua prática até hoje.
“Eu sempre procuro unir o conhecimento técnico com aquilo que a gente já sabe, que vem dos nossos pais, dos nossos avós.”
Com mais de 14 anos de atuação, ela trabalha diretamente com produtores indígenas, orientando práticas sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar e incentivando a geração de renda dentro das comunidades. “A ideia é mostrar que nós, indígenas, somos capazes de produzir, de plantar, de comercializar, e ainda fazer isso de forma orgânica.”
O cotidiano, no entanto, não é simples. As mudanças climáticas, a falta de investimento e as dificuldades estruturais impactam diretamente a produção nas aldeias. “Hoje a gente vê produtores que não conseguem mais colher como colhiam antes. O clima mudou, a realidade mudou.”
Diante disso, seu trabalho também passa por adaptação. Buscar alternativas, orientar técnicas e, principalmente, respeitar o tempo e as condições de cada território. “Não é só aplicar técnica. É entender a realidade de cada comunidade.”
Ainda assim, é nesse cenário que ela reafirma uma convicção que atravessa sua trajetória: é possível desenvolver, inovar e crescer sem abrir mão da identidade. “Eu quero mostrar que nós somos capazes, sem deixar de lado aquilo que somos.”
Presença que transforma instituições
Foto: Matheus Carvalho/SEC
No campo da Justiça, a trajetória do promotor Fernando Júnior carrega não apenas uma conquista individual, mas o peso e o significado de uma presença que ainda é rara em espaços institucionais. Natural de Dourados, da aldeia Jaguapiru, ele começou a sonhar com o Direito ainda criança.
Com o tempo, esse sonho ganhou contornos mais definidos. O que antes parecia distante se transformou em objetivo concreto, sustentado por estudo, disciplina e muitas renúncias ao longo da juventude.
A aprovação em um dos concursos mais concorridos do país o levou ao Ministério Público do Estado do Pará, onde hoje atua como promotor de Justiça. Um lugar que, como ele próprio reconhece, não foi historicamente pensado para indígenas. “Esses espaços não foram pensados para nós. Existem muros invisíveis, como o preconceito e a dificuldade de acesso.”
Sua atuação hoje envolve uma rotina intensa, lidando com diferentes áreas e demandas da sociedade. Mas, mesmo distante de Mato Grosso do Sul, sua trajetória segue conectada à origem e ao compromisso com as comunidades indígenas. “Quando a gente chega nesses espaços, a gente carrega uma responsabilidade. A gente não chega sozinho.”
Essa responsabilidade se traduz em uma ideia que atravessa toda a sua fala: a de multiplicar caminhos. “A gente quer que outros também cheguem. A gente quer ensinar, ajudar, diminuir esses caminhos.”
Além de ocupar espaços, a presença indígena nas instituições representa uma mudança de perspectiva. Um movimento que não apenas amplia a participação dos povos originários, mas também tensiona e transforma esses ambientes. “Hoje a gente mostra que é possível chegar e continuar sendo quem a gente é.”
Foto: Paula MaciuleviciusFoto: Paula MaciuleviciusFoto: Paula Maciulevicius
Fonte: Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
O Portal de Serviços Meu Detran completa um ano de funcionamento com resultados que mostram uma mudança real na forma de acesso aos serviços do Detran-MS. Em apenas 12 meses, a plataforma alcançou 776.251 usuários, um crescimento de 59% em relação a todo o período do portal antigo, que registrou 488 mil usuários em mais de quatro anos.
Mais do que o aumento no número de acessos, o destaque está na forma como os serviços digitais passaram a ser oferecidos e a fazer parte da rotina do cidadão, garantindo mais praticidade, agilidade e autonomia.
A consulta de débitos de veículos lidera como o serviço mais utilizado, com mais de 5,4 milhões de acessos no primeiro ano. A funcionalidade permite que o cidadão verifique sua situação de forma rápida e segura, sem precisar sair de casa.
Outro serviço com alta demanda é a emissão de guias de pagamento, que ultrapassou a marca de 1,3 milhão de documentos emitidos.
O agendamento de atendimentos presenciais também se consolidou no ambiente digital. Foram 100.997 agendamentos realizados, sendo 89,2% feitos diretamente pelo portal, o que ajuda a reduzir filas e organizar melhor o atendimento nas unidades.
Na área de habilitação, a digitalização do processo de renovação da CNH permitiu que mais de 50 mil condutores iniciassem o serviço de forma online, representando 82,6% das renovações no período.
O portal também trouxe mais facilidade para a atualização de dados cadastrais, com mais de 30 mil alterações realizadas no primeiro ano, entre mudanças de endereço de condutores e também de veículos.
Para o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, os resultados refletem o compromisso com a melhoria contínua dos serviços digitais. “Seguimos aprimorando as ferramentas para que cada vez mais serviços sejam integrados de forma simples e resolutiva para o cidadão”, destaca.
Os números refletem não apenas o avanço tecnológico, mas uma mudança no relacionamento com o cidadão, que passa a contar com serviços mais acessíveis, rápidos e eficientes no dia a dia.
Vale destacar que o novo formato do Portal Meu Detran foi desenvolvido a partir de referências internacionais de serviços públicos digitais, fortalecidas por meio de Acordo de Cooperação Técnica com o Estonia Hub. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado e do Detran-MS com a modernização dos serviços, além de posicionar a plataforma como a primeira do Estado a adotar um conceito centrado na experiência do cidadão.
A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Executiva de Transformação Digital (Setdig) e coloca o cidadão como protagonista no acesso aos serviços públicos. A plataforma também conta com dupla camada de segurança e acesso exclusivo para pessoas físicas mediante login, garantindo mais proteção e confiabilidade. A iniciativa atende os pilares verde e digital que norteiam a gestão estadual.
Meses após o lançamento do Portal Meu Detran, o Detran-MS ampliou sua estratégia digital com o aplicativo Meu Detran MS e a atendente virtual Glória, disponível pelo WhatsApp no número (67) 3368-0500, consolidando um ecossistema de serviços cada vez mais acessível, ágil e centrado nas necessidades do cidadão.
Entre os dias 13 e 17 de abril, o Sebrae/MS realizou uma ação itinerante em municípios das regiões sul e oeste do estado, contemplando também Sete Quedas. A iniciativa integra o programa Cidade Empreendedora, que busca impulsionar o crescimento sustentável dos pequenos negócios.
No município, as atividades tiveram início no último dia 15 de abril, com equipes do Sebrae percorrendo o comércio local para dialogar diretamente com empreendedores. Durante as visitas, foram apresentadas orientações sobre gestão, além da divulgação dos serviços oferecidos pela Sala do Empreendedor, instalada na Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação.
A ação também teve como foco apresentar o calendário de capacitações previsto para os próximos meses, dentro dos pacotes “Transforma” e “Avança”, que oferecem treinamentos e consultorias voltadas ao fortalecimento das empresas locais. A expectativa do Sebrae é alcançar mais de 10 mil pequenos negócios com a iniciativa em todo o estado.
O prefeito Erlon Daneluz destacou a importância da parceria para o desenvolvimento do município. “O Sebrae tem sido um grande aliado da gestão pública, nos ajudando não só a direcionar melhor nossas ações voltadas ao desenvolvimento econômico, mas também a levantar dados importantes que embasam decisões mais assertivas para o crescimento de Sete Quedas”, afirmou.
Já o secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Vagner Ghizarde, ressaltou o impacto direto da iniciativa junto aos empreendedores. “Essa aproximação é fundamental. O Sebrae vem até o empresário, entende a realidade de cada negócio e apresenta soluções práticas. Nosso papel é intermediar essa conexão e garantir que essas oportunidades cheguem a quem mais precisa, fortalecendo a economia local”, pontuou.
A presença ativa do Sebrae em campo reforça o compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo regional, promovendo conhecimento, planejamento e apoio técnico para impulsionar o desenvolvimento econômico de Sete Quedas e de todo Mato Grosso do Sul.
Produtores rurais de Mato Grosso do Sul ganharam mais tempo para aderir ao Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – subprograma Conservação. O prazo de inscrição foi prorrogado até o dia 30 de abril de 2026, ampliando a oportunidade de participação no programa voltado à preservação do bioma Pantanal.
O PSA Conservação remunera produtores que mantêm áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei, reconhecendo a importância da atividade rural aliada à preservação ambiental. O incentivo financeiro pode chegar a O incentivo fianceiro é de R$55,47, com limite de até R$100 mil por CPF ou até R$300 mil para grupo econômico ao ano.
Segundo o coordenador de projetos da Funar/MS, Pedro Cristofori, reforça seu papel no apoio técnico e na orientação aos produtores interessados em acessar a iniciativa. A Fundação, também responsável pelos pagamentos, tem atuado diretamente na disseminação de informações e no suporte para adesão ao programa, contribuindo para que mais propriedades rurais possam se beneficiar da política pública.
“A prorrogação do prazo é uma oportunidade estratégica para ampliar a participação dos produtores do Pantanal, fortalecendo práticas sustentáveis e valorizando quem já adota medidas de conservação em suas propriedades”.
Podem participar proprietários de imóveis rurais localizados no bioma Pantanal, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital, como inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e regularidade ambiental.
A Funar/MS orienta que os produtores interessados busquem informações com antecedência para garantir a participação dentro do novo prazo. Entre em contato pelo WhatsApp: (67) 99731-9086 ou (67) 3320-9759.
Em Mato Grosso do Sul, uma empresa tem desenvolvido uma alternativa aos corantes vermelhos químicos e aos naturais, que geralmente são feitos a partir de insetos. Usando biotecnologia e recursos do Pantanal, a Arandu Biotecnologia criou um corante natural vermelho produzido a partir de microrganismos encontrados no solo pantaneiro, com potencial de uso em diferentes setores industriais.
A ideia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas com foco na aplicação da biotecnologia de forma sustentável. Microrganismos são seres vivos invisíveis a olho nu, como bactérias e fungos.
O corante desenvolvido pela empresa é obtido por meio de processos biotecnológicos, como a fermentação, que consiste em fomentar o crescimento controlado desses microrganismos para gerar o produto desejado. O modelo permite uma produção contínua, sem depender de fatores como clima ou sazonalidade.
Como o produto não utiliza matéria-prima de origem animal e nem solventes químicos agressivos, há redução nos impactos ambientais. O corante também atende a demandas de mercado por produtos chamados de “clean label” que, para atender determinados nichos de consumidores, têm composição mais simples, transparente e alinhada a padrões de consumo conscientes.
Sócio-fundador da Arandu Biotecnologia, Arthur Ladeira Macedo é pesquisador e atua no desenvolvimento da tecnologia que deu origem à empresa, conectando a produção científica à aplicação industrial. “O Centelha foi o pontapé inicial para tirar a tecnologia do papel e consolidar as primeiras entregas técnicas e de estruturação”, explica Macedo.
Com o apoio da segunda edição do Programa, a empresa iniciou sua estruturação como negócio e avançou no desenvolvimento. “Atualmente, a Arandu está na fase de transição do laboratório para a escala piloto pré-industrial”, completa.
Segundo ele, o processo de transição é sair da produção em pequena escala, típica de laboratório, para volumes maiores, mais próximos das condições reais da indústria, etapa que exige padronização, controle de qualidade e testes em diferentes aplicações.
Macedo explica também que a empresa trabalha na validação do corante em ambientes industriais, com foco em garantir desempenho, estabilidade e repetibilidade do produto. Também avança em aspectos regulatórios e na estruturação da operação para atender o mercado. “O processo ainda se encontra em fase de ajustes técnicos, o que é esperado neste estágio de desenvolvimento”, exemplifica.
Centelha 3
A experiência da Arandu exemplifica como o apoio público à inovação pode transformar pesquisa em solução prática, conectando conhecimento científico ao desenvolvimento econômico. Com a abertura da terceira edição do Programa Centelha, novas ideias poderão seguir o mesmo caminho. A iniciativa prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões.
Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), totalizando R$ 139,6 mil por iniciativa.
Podem participar pessoas físicas, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas no endereço ms.programacentelha.com.br.
A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.
Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS).
Em meio à rotina cada vez mais acelerada e à busca por soluções rápidas e acessíveis, a realização de exames de vista fora de ambientes adequados tem se tornado uma prática comum e preocupante. Diante disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Vigilância Sanitária, emitiu um alerta à população sobre práticas irregulares na oferta de atendimentos oftalmológicos em Mato Grosso do Sul.
O comunicado destaca o risco de prescrição incorreta de grau, especialmente quando o exame está atrelado à venda de lentes e armações.
Segundo a Vigilância Sanitária, a oferta de exames de vista, muitas vezes gratuitos ou com preços reduzidos, vinculada diretamente à comercialização de produtos ópticos pode comprometer a qualidade do atendimento e trazer prejuízos à saúde visual.
Entre as principais irregularidades identificadas estão a inadequação técnica dos serviços prestados. Isso inclui locais sem estrutura apropriada, uso de equipamentos fora dos padrões exigidos e atuação de profissionais que não atendem aos critérios estabelecidos pela legislação sanitária. Esse conjunto de falhas compromete a qualidade do atendimento e pode resultar em diagnósticos imprecisos.
De acordo com o gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, é fundamental que a população esteja atenta à forma como esses serviços são ofertados. “Quando o exame de vista está condicionado à venda de óculos, existe um claro conflito de interesses, que pode comprometer a qualidade da avaliação e levar a prescrições incorretas. A recomendação é sempre buscar serviços regularizados, que garantam uma avaliação técnica adequada e segura”, afirma.
Outro ponto de preocupação é o possível agravamento de doenças oculares. Atendimentos realizados sem o devido rigor técnico podem não identificar problemas existentes ou até contribuir para o surgimento de novas condições, impactando diretamente a saúde do paciente.
A SES reforça que a atuação das Vigilâncias Sanitárias, tanto no âmbito estadual quanto municipal, tem como objetivo garantir que os serviços ofertados sejam seguros, eficazes e estejam em conformidade com as normas vigentes. A fiscalização também busca proteger os direitos do consumidor, coibindo práticas abusivas e enganosas.
Fiscalização e denúncia
A oferta desses serviços, seja em mutirões ou em estabelecimentos comerciais, está sendo monitorada pelos órgãos de fiscalização, e a participação da população é considerada essencial para coibir irregularidades.
Caso identifique situações em que exames de vista estejam atrelados à compra de óculos, o cidadão pode registrar denúncia de forma anônima pelos canais oficiais da SES:
A Secretaria orienta que a população procure sempre serviços de saúde devidamente regularizados e alinhados às normas sanitárias, garantindo um atendimento seguro, responsável e de qualidade.
Kamilla Ratier, Comunicação SES Fotos: Divulgação SES
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação - Foto: Canva
Uma nova solução para o controle da coccidiose em aves foi apresentada ao mercado durante um dos principais eventos do setor avícola no Sul do país. Voltado a frangos de corte, o produto chega com proposta de ampliar a flexibilidade de uso nas granjas e reforçar a proteção intestinal dos lotes.
A MCassab Nutrição e Saúde Animal lançou o Salipac 12% durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura e a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, em Chapecó (SC). Desenvolvido à base de salinomicina, o anticoccidiano ionóforo é indicado para prevenção e tratamento da coccidiose causada por protozoários do gênero Eimeria, como Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella.
Segundo a empresa, o produto atua na preservação da integridade intestinal das aves, favorecendo o desempenho zootécnico, a uniformidade dos lotes e a absorção de nutrientes. Entre os diferenciais apontados está o fato de ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado, o que permite ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa adotado na granja.
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação, inclusive nos dias próximos ao abate, sem necessidade de período de carência. A proposta é oferecer ao avicultor uma alternativa mais flexível, segura e eficaz para o controle da doença e a redução de perdas produtivas.
“Um dos diferenciais do produto é ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao avicultor, que pode ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa anticoccidiano adotado na granja”, explica Maria Carolina Toth, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.
Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação - Foto: Divulgação
O uso de microrganismos na agricultura tem avançado, mas ainda enfrenta desafios relacionados à escolha adequada dos insumos biológicos. Segundo o professor e pesquisador Adailson Feitoza, uma das principais falhas está na forma como esses produtos são selecionados no campo.
De acordo com o especialista, a escolha baseada apenas na espécie do microrganismo pode levar a resultados inconsistentes. Ele destaca que nem todo Bacillus apresenta o mesmo desempenho, já que a espécie, isoladamente, não determina a eficiência agronômica. O fator decisivo, nesse contexto, é a cepa, que pode apresentar características completamente distintas mesmo dentro de um mesmo grupo.
Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação, resistência e funcionalidade, enquanto outras possuem atuação mais limitada. Essa variação influencia diretamente o desempenho no campo, especialmente em condições adversas, como seca e baixa fertilidade do solo. Por isso, produtos classificados sob o mesmo tipo podem apresentar resultados bastante diferentes, o que não está relacionado ao acaso, mas sim à aplicação da microbiologia de forma mais precisa.
Esse cenário tem sido observado no projeto Trilha dos Microrganismos da Caatinga, onde as coletas em campo evidenciam a presença de organismos altamente adaptados ao ambiente. Segundo o pesquisador, a Caatinga atua como um filtro natural, selecionando microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas e manter atividade metabólica mesmo em situações limitantes.
A análise dessas características permite compreender melhor quais microrganismos realmente funcionam, em quais condições e por quais motivos. Para Feitoza, mais do que identificar a presença de um organismo, o desafio está em entender sua performance no ambiente agrícola, reforçando que a seleção natural e o contexto ambiental são determinantes para o sucesso dos biológicos.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, recebeu, nesta terça-feira (21/04), dia em que se comemora o Dia de Tirandentes, a Medalha da Inconfidência. A honraria é a maior concedida pelo Governo de Minas Gerais e reconhece personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do estado mineiro e pelo Brasil.
A homenagem foi concedida a Longen ainda em 2012 como reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo empresário de MS na área de gestão pública, especialmente na difusão de práticas de eficiência administrativa e desburocratização em articulação com diferentes estados. Na ocasião, ele estava fora do Brasil e não pôde comparecer.
O presidente da Fiems agradeceu a homenagem e lembrou que ela foi concedida pelo governador Antônio Anastasia por indicação do então presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga.
“Divido com eles a alegria de ser reconhecido pelo Governo de Minas Gerais pelo trabalho em Mato Grosso do Sul, sempre focado no desenvolvimento do setor industrial. Me sinto muito honrado, muito feliz de estar aqui, com a minha família, recebendo hoje essa Grande Comenda da Inconfidência no estado de Minas Gerais.
Sobre a honraria
A cerimônia ocorre tradicionalmente no feriado nacional de Tiradentes, nome pelo qual ficou conhecido Joaquim José da Silva Xavier, considerado o mártir da Inconfidência Mineira, cuja morte completa 234 anos em 2026.
Criada em 1952 pelo então governador Juscelino Kubitschek, a medalha é concedida pelo Estado como forma de reconhecimento a personalidades e instituições que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país.
A honraria é dividida em quatro graus: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. Como parte da tradição, a capital de Minas Gerais é simbolicamente transferida para Ouro Preto durante a celebração.
Sobre Sérgio Longen
Nascido em 1962, em Toledo (PR), Sérgio Longen construiu uma trajetória que une empreendedorismo e liderança institucional, com impacto direto no desenvolvimento econômico. À frente da Fiems desde 2007, consolidou-se como uma das principais lideranças industriais do Centro-Oeste, contribuindo para fortalecer a indústria como eixo estratégico de crescimento.
Sua gestão é marcada por investimentos estruturantes em educação, qualificação profissional e inovação, com a expansão de unidades do Sesi e do Senai e a criação de centros tecnológicos voltados ao aumento da produtividade e da competitividade industrial. Ao mesmo tempo, atuou de forma decisiva na articulação com o poder público para garantir segurança jurídica, incentivos e um ambiente favorável aos investimentos, impulsionando a industrialização de Mato Grosso do Sul.
Com atuação também em âmbito nacional, como vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Longen contribui para o debate e a formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor produtivo brasileiro.
O Governo do Estado, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), entregou um conjunto de novos equipamentos ao HRPP ( Hospital Regional de Ponta Porã). O investimento contempla a incorporação de um arco cirúrgico, cinco carrinhos de emergência, quatro desfibriladores, dois ventiladores pulmonares, três bisturis eletrônicos e um aparelho de anestesia completo com monitor multiparâmetro.
O arco cirúrgico é um equipamento que funciona como os “olhos” do médico durante uma operação. Ele gera imagens em tempo real que são exibidas em monitores, permitindo que o cirurgião visualize o interior do corpo do paciente — como ossos, vasos sanguíneos e instrumentos — sem a necessidade de grandes cortes.
Seu formato em “C” é estratégico: ele se move ao redor da mesa de cirurgia para capturar diversos ângulos, sendo indispensável em procedimentos ortopédicos, cardiológicos e até neurológicos. Na prática, o uso dessa tecnologia torna as cirurgias mais rápidas, seguras e minimamente invasivas, o que reduz o tempo de internação e acelera a recuperação do paciente, elevando o padrão de eficiência e segurança da gestão hospitalar.
Os demais equipamentos são utilizados como acessórios nos procedimentos cirúrgicos e clínicos e servem como suporte para o trabalho médico. Com a modernização do parque tecnológico, o objetivo é melhorar a qualidade e a precisão, aumentando a resolutividade e a agilidade dos atendimentos.
Equipamentos ampliam acesso a serviços especializados
Reconhecido pelo serviço de ortopedia, o hospital amplia agora sua capacidade de atuação. Com a chegada do arco cirúrgico e do novo aparelho de anestesia, a unidade passa a fortalecer também a realização de partos e procedimentos ginecológicos, melhorando o acesso da população a serviços especializados.
Atualmente, o HRPP realiza, em média, 330 cirurgias mensais em três salas de centro cirúrgico.
De acordo com o diretor técnico Antônio Martinussi, o investimento representa um ganho direto na qualidade dos serviços prestados. “Os novos equipamentos vão facilitar o fluxo do centro cirúrgico, proporcionando mais segurança e qualidade nos procedimentos. É fundamental contar com materiais modernos para atender bem a população”, destacou.
Para o engenheiro clínico João Victor dos Santos Campos, a atualização tecnológica eleva o padrão de atendimento da unidade. “Estamos trabalhando com equipamentos de última geração, o que impacta positivamente na precisão dos diagnósticos e na segurança dos pacientes”, afirmou.
Os equipamentos foram entregues ao hospital no dia 10 de abril e atualmente estão em fase final de implantação.
O Hospital Regional de Ponta Porã conta atualmente com 117 leitos e cerca de 100 profissionais no corpo clínico. A unidade oferece atendimentos de urgência e emergência, serviços ambulatoriais e especializados, consolidando-se como um importante polo de saúde pública para a população da região de fronteira.
Comunicação SES *com informações do HRPP Fotos: HRPP
Um acidente na madrugada desta terça-feira (21), por volta das 3h20, matou seis pessoas de uma mesma família na BR-251, na região de Salinas (MG), no norte do estado.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre uma carreta e um automóvel Fiat/Palio, na altura do Km 263. As seis vítimas, além de um cachorro, estavam no automóvel.
O carro seguia de São Paulo (SP) para Nova Canaã (BA), enquanto a carreta viajava de Lauro de Freitas (BA) para Imbituba (SC), carregada com produtos diversos de uma empresa de vendas on-line. O condutor da carreta, de 36 anos, não sofreu ferimentos.
Segundo a PRF, as vítimas eram um homem de 49 anos, que conduzia o veículo e uma mulher de 39 anos, além dos três filhos do casal com 3, 10 e 15 anos. Também estava no carro a avó materna das crianças, de 59 anos.
Houve apoio do SAMU e do Corpo de Bombeiros Militar na ocorrência. Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Taiobeira. A perícia técnica da Polícia Civil e a PRF trabalham para identificar as causas do acidente.
A rodovia foi totalmente liberada às 8h30.
BR-116
Outro acidente foi registrado na Zona da Mata mineira, na tarde de segunda-feira (20). O servidor Robson Rodrigues de Lima morreu após bater em uma carreta em trecho da BR-116 no município de Divino (MG). Ele dirigia uma ambulância da prefeitura e estava sozinho no veículo.
“Profissional dedicado, Robson construiu uma trajetória marcada pelo compromisso, responsabilidade e cuidado com a população, sendo reconhecido pelo importante serviço prestado ao município”, informou em nota a prefeitura da cidade.
O caso está sendo investigado pela Polícia
Civil de Aral Moreira. (Foto: Divulgação)
Vilson Nascimento
A Polícia Civil apura um assassinato ocorrido no início da tarde do domingo, dia 19 de abril, em Aral Moreira, fronteira com o Paraguai.
Segundo a ocorrência policial, Renato Lúcio Alexandre, de 29 anos, trafegava pela Rodovia MS-165, próximo a região de saída para Vila Marques, em uma motocicleta Leopard 125cc, quando teria se aproximado o autor ou autores, que estavam em outra motocicleta, efetuado os disparos, posteriormente fugido do local.
De acordo com a ocorrência a vítima teria sido atingida por pelo menos seis tiros de munição calibre não identificado e morreu no local. Segundo a polícia no local do crime não foram encontradas cápsulas deflagradas.
Em visita a Lisboa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que Portugal pode ser a principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa. A declaração considera a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, em 1º de maio.
Lula se reuniu pela primeira vez com o presidente português, António José Seguro, empossado em 9 de março. Após o encontro com o chefe de Estado, no Palácio Nacional de Belém, almoçou com o chefe de governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio São Bento.
O presidente brasileiro defendeu a integração econômica com Portugal e a possibilidade de que empresas brasileiras atuem em território português. Lula citou o exemplo da Embraer, que mantém parque industrial em Évora desde 2012.
“A gente pode repetir vários acontecimentos, como a Embraer, aqui em Portugal. A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, afirmou, em fala dirigida ao primeiro-ministro.
Comércio
A corrente de comércio entre Brasil e Portugal somou em exportações e importações US$ 4,5 bilhões em 2025. O Brasil tem superávit de US$ 2 bilhões.
Além da indústria aeronáutica, empresas brasileiras têm investimentos em Portugal nas áreas de siderurgia e máquinas e equipamentos.
Portugal, por sua vez, se destaca no fornecimento de petróleo e gás ao Brasil, e com investimentos em infraestrutura e no setor elétrico.
Imigrantes brasileiros
Durante a visita, também foi discutida a presença da comunidade brasileira em Portugal. O primeiro-ministro português afirmou que “os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida, e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável.”
Montenegro admitiu, no entanto, que já ocorreram incidentes com os brasileiros em Portugal. Para ele, são situações pontuais.
“Isto não significa que não possa ter havido, aqui ou ‘acolá’, um foco de perturbação”, disse.
O número de brasileiros em Portugal é cerca de cinco vezes superior ao total de lusitanos no Brasil – 104 mil, segundo o Censo 2022 (IBGE), o segundo maior grupo de estrangeiros no Brasil.
Em frente ao Palácio de Belém, manifestantes brasileiros e portugueses a favor e contra o presidente Lula se reuniram ao longo do dia. De acordo com a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), as concentrações foram delimitadas por grades e fitas da polícia, e não houve registro de confrontos.
Volta ao Brasil
A passagem de Lula por Portugal se dá no Dia de Tiradentes, 21 de abril. O feriado lembra o mártir da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade e Independência do Brasil, ex-colônia de Portugal.
A viagem de Lula a Lisboa ocorreu após visitas à Espanha, nos dias 17 e 18, e à Alemanha, em 19 e 20.
Na Espanha, o presidente do Brasil participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha e da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Na Alemanha, Lula visitou a Feira Industrial de Hannover, esteve no Encontro Econômico Brasil-Alemanha e nas Consultas Intergovernamentais de Alto Nível
O presidente Lula deverá estar de volta ao Brasil ainda nesta noite, após escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde. A previsão da chegada do voo presidencial é às 23h50, na Base Aérea de Brasília.
Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Coronel Sapucaia. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
Um homem de 31 anos, segundo a polícia já com várias passagens por prática de pequenos delitos, foi preso pela Polícia Militar no início da manhã dessa segunda-feira, dia 20 de abril, praticando furto de fios, em Coronel Sapucaia.
De acordo com a ocorrência policial o acusado foi flagrado quando furtada fiação de rede de internent em um poste localizado na região da praça, na região das vilas, Industrial e Mate Laranjeira.
Segundo a ocorrência policial, no ato da prisão o acusado teria relatado que iria vender o cobre furtado, que segundo a polícia teria pesado 15 quilos, por cerca de 6 reais o quilo em reciclagem e ferros-velhos da região.
Encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil em Coronel Sapucaia o indivíduo foi autuado em flagrante pelo crime de furto, mas foi liberado por determinação judicial no final da tarde dessa terça-feira, 21 de abril, para responder pelo delito em liberdade.
Ato obsceno em Tacuru
Em Tacuru um homem de 86 anos está sendo acusado de ato obsceno após supostamente mostrar a genitália a vizinhos.
De acordo com a ocorrência policial, na manhã dessa terça-feira (21) o acusado teria se deslocado até a frente da sua casa, tirado seu órgão genital e ficado balançando em direção a uma casa vizinha, feito que teria sido presenciado pela moradora, seu marido e inclusive filhos menores do casal.
Também consta na ocorrência policial que fatos dessa natureza envolvendo o acusado tem ocorrido desde dezembro do ano passado (2025) e outras mulheres também já teriam presenciado tal gesto do idoso. Na Delegacia de Polícia Civil, em Tacuru o caso foi registrado como ato obsceno.