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quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Safra de café 26/27 pode chegar a 75,8 milhões sacas

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Foto: Divulgação

A Hedgepoint Global Markets revisou as projeções para a safra brasileira de café 2026/27, indicando aumento na produção diante de condições climáticas favoráveis, expansão da área plantada e melhorias no manejo. A estimativa total é de 75,8 milhões de sacas, sendo 50,2 milhões de arábica e 25,6 milhões de conilon.

Segundo a consultoria, desde outubro as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de arábica, principalmente em Minas Gerais e São Paulo. Apesar de volumes de chuva ligeiramente abaixo da média em 2025, a combinação com temperaturas amenas permitiu boa floração e o início do desenvolvimento dos grãos.

Nas principais regiões produtoras desses estados, as precipitações e o manejo contribuíram para a manutenção das lavouras em boas condições, com impacto também do aumento das áreas cultivadas.

Em 2026, durante a fase de enchimento dos grãos, as chuvas ficaram acima da média em fevereiro e março, favorecendo o ganho de peso e tamanho dos grãos. Esse cenário, aliado à expansão da área plantada, sustenta a projeção de 50,2 milhões de sacas de arábica, alta de 33,2% em relação à safra anterior.

Para o conilon, as condições climáticas também foram favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas ao longo do ciclo. O aumento de área e o uso de variedades mais produtivas, além de investimentos em manejo, contribuem para manter a produção em níveis elevados.

A estimativa para o conilon é de 25,6 milhões de sacas, o segundo maior volume já registrado no país, com recuo de 5,3% frente ao ciclo anterior. A colheita já começou em algumas áreas e deve avançar entre o fim de abril e o início de maio.

“O clima favorável ao longo do desenvolvimento da safra, combinado ao aumento de área e aos investimentos em manejo, resultou em cafezais em ótimas condições e sustentou a revisão dos números de produção para a temporada 26/27”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a consultoria, a safra 2026/27 deve começar com estoques iniciais mais elevados. As exportações do ciclo 2025/26 seguem abaixo do esperado, refletindo menor disposição dos produtores para vender diante da volatilidade dos preços e incertezas de mercado, além de impactos de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos em 2025.

Para a nova temporada, a estrutura de mercado pode permanecer invertida, com contratos de curto prazo acima dos de longo prazo. Os custos financeiros mais elevados tendem a adiar a recomposição de estoques por parte de compradores, influenciando os fluxos globais de exportação, embora haja expectativa de aumento nos embarques brasileiros com base na maior oferta.

No mercado interno, a safra 2025/26 registrou maior uso de conilon nos blends, devido ao diferencial de preços em relação ao arábica. Para 2026/27, a tendência é de manutenção desse padrão, ainda que uma safra maior de arábica possa pressionar as cotações da variedade.

Os estoques iniciais também devem ser mais elevados para o conilon, com produtores capitalizados e menor urgência de venda após os preços registrados nos últimos anos.

Diante desse cenário, a consultoria revisou para baixo as exportações da safra 2025/26 e projeta recuperação em 2026/27, sustentada pela maior oferta e pela demanda global por robusta, favorecida por preços mais baixos em relação ao arábica.

A expectativa é de que os preços do robusta permaneçam menores nos próximos meses, influenciados pelo aumento da oferta no Brasil e pela perspectiva de maior produção em países como Vietnã e Uganda. O comportamento do mercado, no entanto, segue condicionado à evolução climática, incluindo a possibilidade de ocorrência de um evento de El Niño.

Seleção brasileira goleia Zâmbia por 6 a 1 no Fifa Series

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A seleção feminina goleou Zâmbia pelo placar de 6 a 1, no início da madrugada desta quarta-feira (15) na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela segunda rodada do Fifa Series, torneio amistoso organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).Seleção brasileira goleia Zâmbia por 6 a 1 no Fifa SeriesSeleção brasileira goleia Zâmbia por 6 a 1 no Fifa Series

Este foi o segundo triunfo consecutivo do Brasil na competição, após golear a Coreia do Sul pelo placar de 5 a 0.

Criado em 2024 para fomentar encontros entre seleções de diferentes níveis e continentes, o Fifa Series ocorre, pela primeira vez, no naipe feminino. São três sedes com quatro participantes cada. Apesar do caráter amistoso, os duelos valem pontos. Em caso de empate, há decisão por pênaltis.

O Brasil é uma das sedes desse primeiro Fifa Series feminino – as demais são Costa do Marfim e Tailândia. Além das equipes verde e amarela e sul-coreana, participam dos jogos em Cuiabá as seleções de Zâmbia e Canadá.

As canadenses serão as adversárias brasileiras no próximo sábado (18), a partir das 22h30 (horário de Brasília).

O jogo

Logo aos 26 minutos da etapa inicial a seleção brasileira teve sua tarefa facilitada, pois a goleira Nali foi expulsa. E o Brasil não demorou a abrir o marcador, com cobrança de falta da lateral Yasmim aos 30 minutos.

Após o intervalo, a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias precisou de apenas um minuto para ampliar sua vantagem. Gabi Portilho avançou pela direita e cruzou na medida para Tainá Maranhão, que, na área, não perdoou.

Aos cinco minutos as visitantes descontaram com um belo gol da centroavante Barbra Banda, que deu um toquinho por cobertura para superar a Lelê. Porém, a seleção brasileira era muito superior e confirmou a vitória com gols da volante Angelina, aos 14 minutos em cobrança de pênalti, da lateral Raíssa Bahia, aos 31 de cabeça, da atacante Kerolin, aos 45, e da zagueira Vitória Calhau, em cobrança de pênalti aos 50.

GEXCGD realiza mais de 2,5 mil perícias em mutirões no primeiro trimestre em Campo Grande

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Fotos: Divulgação

A Gerência-Executiva do INSS em Campo Grande alcançou um importante resultado no primeiro trimestre deste ano ao realizar mais de 2,5 mil perícias médicas durante os mutirões promovidos aos finais de semana. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à redução do tempo de espera para atendimento, que já chegou a ultrapassar os 30 dias.

O esforço conjunto entre servidores administrativos e peritos médicos federais tem sido fundamental para o avanço dos resultados. As primeiras unidades a participarem da ação foram as agências de Campo Grande, Corumbá, Coxim e Costa Rica. Mais recentemente, a agência de Três Lagoas também passou a integrar a estratégia, ampliando a capacidade de atendimento.

De acordo com o gerente-executivo Raimundo Ruiz, o comprometimento das equipes tem sido decisivo. “Destaco a disponibilidade dos servidores, que inclusive estão se deslocando para prestar suporte às teleperícias. Esse empenho coletivo tem feito a diferença nos resultados alcançados”, afirmou.

Os primeiros mutirões tiveram início nos dias 17 e 18 de janeiro. Desde então, a Gerência contabilizou, até o último final de semana do trimestre, um total de 2.584 perícias realizadas.
Apesar dos números expressivos, ainda há desafios a serem superados. “Os resultados poderiam ser ainda melhores, porém temos observado que, em média, cerca de 10% dos segurados agendados não comparecem, especialmente na Capital, onde há maior oferta de vagas. No interior, a situação é mais equilibrada”, explicou o gerente-executivo.

Para ampliar ainda mais os atendimentos e reduzir a fila de espera, a Gerência-Executiva também passou a realizar avaliações sociais aos sábados e domingos, tanto em Campo Grande quanto em outros municípios da região. A medida deve contribuir para a melhoria contínua dos indicadores e maior agilidade no atendimento à população.

Fonte: Assessoria

Rodar MS: programa que alia manutenção proativa, segurará viária, redução de custos e otimização

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A assinatura nesta terça-feira (14) em Brasília (DF) da autorização federal para Mato Grosso do Sul contratar crédito junto ao BIRD (Banco Mundial), no valor de U$S 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), representa uma mudança de paradigmas na gestão de infraestrutura e logística sul-mato-grossense. O ato aconteceu no Palácio do Planalto – a autorização do Legislativo estadual para dar andamento no acordo concedida em novembro de 2024.

Desenvolvido pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e pela Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística), o projeto prevê manutenção proativa, de maneira contínua e preventiva, adequação à resiliência climática e segurança viária das rodovias do Estado.

O modelo é amplamente utilizado em países que utilizam recursos de financiamento de organismos multilaterais, de maneira a reduzir custos e otimizar o recurso público, garantindo longevidade e segurança do investimento. Além disso, a iniciativa garante acesso sustentável e seguro com a implantação de uma metodologia preventiva para a gestão da infraestrutura rodoviária, e também prevê a melhoria das características físicas por meio de contratos baseados em critérios de desempenho.

“É um projeto que vai requalificar 730 km de pavimento em rodovias estaduais no Vale do Ivinhema, como a MS-141, a MS-145 e a MS-147. Mais de 20 municípios serão contemplados com esse modelo inovador de PPP [Parceria Público-Privada] em que o vencedor da licitação vai fazer a melhoria asfáltica dessa região e também a manutenção das mesmas por 10 anos após a restauração”, explica o governador Eduardo Riedel, durante a assinatura da contratação do crédito.

Riedel também conta que a assinatura desta terça-feira foi uma conquista para Mato Grosso do Sul que vai poder transformar um grande volume de recursos em infraestrutura para as pessoas que moram na região do Vale do Ivinhema. “Agora que estamos autorizados pela União, que é a avalista, temos que aprovar no Senado em tempo hábil para assinar o contrato com o Banco Mundial. Nossa bancada já se articulou para termos esse resultado”, frisa o governador, logo após visita ao Senado.

Além do governador Eduardo Riedel, também participaram do ato o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, parlamentares que compõem a bancada federal de Mato Grosso do Sul em Brasília, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Rodar MS: programa que alia manutenção proativa, segurará viária, redução de custos e otimização

Modelo inovador

No modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias) cabe à empresa contratada a responsabilidade não apenas pela execução das obras, mas também pela manutenção do pavimento por um período determinado. Complementando, a modalidade DBM (Design, Build, Maintain) agrega ainda a etapa de elaboração do projeto, permitindo maior controle de qualidade, redução de custos e otimização dos prazos.

“O Rodar MS representa um avanço importante na forma como o Estado cuida da sua malha rodoviária. Estamos saindo de um modelo reativo para uma atuação planejada, com foco em prevenção, durabilidade e segurança. Esse trabalho, conduzido de forma integrada entre a Seilog e o EPE, permite que a gente una capacidade técnica, planejamento e inteligência de gestão para garantir rodovias mais seguras, eficientes e preparadas para os desafios climáticos. É uma construção conjunta que fortalece a infraestrutura e traz resultados concretos para quem depende das estradas no dia a dia”, destacou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Já a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, explica que, com aprovação do Governo Federal, o projeto que permite contratação de crédito junto ao Banco Mundial será ainda enviado para aprovacão do Senado Federal, que emitirá uma resolução autorizando a contratação da operação de crédito. Após isso, o Estado estará apto a assinar a operação com o Banco Mundial.

“Após a assinatura do contrato, serão cinco anos de implantação. Será um programa que estabelece uma nova metodologia de manutenção de curto, médio e longo prazo. A finalidade é perpetuar a iniciativa, porque, se você faz uma boa rodovia com um bom modelo de gestão, ao longo dos anos os investimentos serão mais adequados e menos onerosos ao Estado”, destaca Eliane.

O Rodar MS também busca gerar oportunidades socioeconômicas para o Estado, integrando aspectos sociais e ambientais (ESG), estimulando a descarbonização da logística de transportes e ampliando a segurança no acesso a ambientes de ensino.

Outros objetivos são a melhoria da eficiência na gestão técnica, ambiental, administrativa e operacional da malha rodoviária, bem como o aperfeiçoamento da gestão do transporte por meio da aquisição de equipamentos, sistemas e capacitação de servidores.

Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Interna: Ricardo Stuckert/PR

Casa do Trabalhador disponibiliza 48 oportunidades de emprego nesta quarta em Amambai

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Foto: Divulgação

Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 48 oportunidades de emprego para esta quarta-feira, dia 15 de abril, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

7 vagas para pedreiro 

3 vagas para servente de pedreiro 

3 vagas para motorista caminhão pipa 

3 vagas para auxiliar de mecânico de autos 

3 vagas para vendedor 

2 vagas para mecânico de autos em geral 

2 vagas para atendente 

2 vagas para auxiliar de limpeza 

1 vaga para confeiteiro 

1 vaga para cozinheira 

1 vaga para empregada doméstica 

1 vaga para salgadeira 

1 vaga para montador de móveis 

1 vaga para monitor de sistema eletrônico de segurança interno 

1 vaga para instalador de sistema eletrônico de segurança 

1 vaga para agente de saneamento 

1 vaga para ajudante de eletricista 

1 vaga para ajudante de serralheiro 

1 vaga para serralheiro 

1 vaga para soldador 

1 vaga para auxiliar de linha de produção 

1 vaga para auxiliar de mecânico de refrigeração 

1 vaga para mecânico de automóveis 

1 vaga para mecânico de bicicleta 

1 vaga para mecânico de máquinas pesadas manutenção 

1 vaga para motorista categoria E 

1 vaga para motorista de caminhão guincho pesado com munk 

1 vaga para caçambeiro 

1 vaga para operador de patrola niveladora 

1 vaga para torneiro mecânico 

1 vaga para mestre de obras

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.

Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhões

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.996 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (14). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhõesMega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhões

Os números sorteados são: 07 – 09 – 27 – 38 – 49 – 52

  • 78 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 25.112,52 cada
  • 4.220 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 765,10 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (16), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado rejeitaram o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que, entre outros pontos, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitadoRelatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado

Foram seis votos contrários e quatro a favor do parecer. Com isso, a CPI encerra os trabalhos sem um documento final.

Antes da votação do relatório, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o fato de os trabalhos não terem sido prorrogados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Infelizmente, essa CPI não apresentou um resultado daquilo que nós almejamos. Nós fomos impedidos efetivamente de termos essa CPI tão importante do crime organizado que deixa a população fragilizada no seu direito constitucional que é segurança a pública, porque, infelizmente, a Presidência dessa Casa não prorrogou a Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

Contarato também criticou o STF por, segundo ele, ter dificultado a oitiva de depoentes, o que impediu a CPI de coletar provas “de natureza objetiva e subjetiva”.

No entanto, o presidente da CPI defendeu a importância da instituição para a democracia e também posicionou-se contra indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República Paulo Gonet, proposto pelo relator. 

“O ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas e isso é muito grave, isso é muito sério dentro da democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente”, argumentou.

O senador disse ainda esperar que o STF faça uma autocrítica de determinadas posições, a exemplo dos habeas corpus que impediram diversos depoimentos e o impedimento de acesso a informações colhidas pela Polícia Federal.

“Acho que vai chegar um momento de fazer uma análise, uma autoanálise”, pontuou. 

A favor do relatório votaram: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (NOVO-CE), Espiridião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES). Contra o relatório: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também criticou o relatório. Ele ressaltou que uma CPI não é uma lugar de disputa política, é um lugar de investigação.

“Do ponto de vista de indiciamento, (Fabiano) Zettel não foi indiciado, Daniel (Vorcaro) não foi indiciado, o ex-presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto) não foi indiciado”, destacou Wagner, que votou contra o relatório do senador Alessandro Vieira.

“Se a Vossa Excelência mantivesse aqui as sugestões legislativas feitas, conte com o meu voto. Com o restante do processo de indiciamento, que na minha opinião não indicia a centralidade da sua CPI, que é do Crime Organizado, me perdoe, eu tenho que votar contra, porque eu não vou corroborar com a sanha de querer atacar instituição Supremo Tribunal Federal, como muitos têm feito aqui.”

Troca de integrantes 

Mais cedo, na abertura dos trabalhos,houve a troca de integrantes do colegiado. Os senadores Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) substituíram os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), integrantes do bloco partidário formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.

A substituição ocorreu a pedido do líder do bloco desses parlamentares, Eduardo Braga (MDB-AM), a quem cabe indicar os integrantes do colegiado.

O relator Alessandro Vieira imputou ao governo a troca de integrantes do colegiado e a derrota na votação.

Vieira defendeu o indiciamento de ministros do Supremo e disse que a derrota só “vai adiar a pauta”.

“A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, reflete apenas um atraso na pauta. Ela pode não acontecer agora, mas tem data para acontecer”, disse o senador após o resultado da votação.

A CPI investigou o modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país. Além de investigar a ocupação territorial por facções, a CPI fez um levantamento dos crimes relacionados às atividades econômicas, à lavagem de dinheiro e de infiltração no Poder Público, como no caso do Banco Master.

O relatório foi apresentado após 120 dias de trabalho. Com 220 páginas, o parecer de Vieira traz um retrato do funcionamento do crime organizado no Brasil e propõe medidas para combater o avanço da criminalidade.

Para o relator, “o fenômeno da criminalidade organizada no Brasil atingiu um patamar de complexidade e enraizamento que representa uma ameaça concreta à soberania do Estado, à democracia e aos direitos fundamentais da população”.

Organizações criminosas

De acordo com o relatório, 90 organizações criminosas foram mapeadas, sendo duas com atuação nacional e transnacional e presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Entre as organizações citadas estão o Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro; e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Para Vieira, essas facções criminosas atuariam “como verdadeiros para-Estados, exercendo domínio territorial sobre comunidades inteiras, impondo regras de convivência, cobrando tributos ilegais e fornecendo serviços que deveriam ser de competência estatal”.

Segundo o relatório, pelo menos 26% do território nacional estariam sob algum tipo de controle do crime organizado e 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com a presença dos criminosos. A lavagem de dinheiro é foi apontada como “o mecanismo central de sustentação do crime organizado”, presente na venda de cigarro, ouro, mercado imobiliário, bebidas, fintechs, criptomoedas e fundos de investimento.

Experiências exitosas

Segundo Vieira, a CPI também identificou experiências exitosas no enfrentamento ao crime organizado, ao citar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), presentes em todas as 27 unidades da Federação.

“A estratégia de descapitalização financeira, com mais de R$ 4 bilhões apreendidos apenas na Operação Carbono Oculto, comprovou que atingir o patrimônio das organizações é mais efetivo do que a mera repressão policial convencional. A cooperação internacional, com adidâncias policiais em 34 países e a prisão de 842 foragidos entre 2021 e 2025, evidencia que o Brasil dispõe de capacidade operacional significativa quando há recursos e articulação adequados”, destacou.

Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial

Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. 

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente. 

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário. 

Conforme o governo, aproposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Prefeitura de Naviraí reforça regras para presença de menores e adolescentes na 30ª Exponavi

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Com entrada gratuita, a 30ª Exponavi promete atrair famílias de toda a região. Para garantir o cumprimento das normas de proteção à criança e ao adolescente, a Prefeitura Municipal, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM) e em apoio ao Sindicato Rural de Naviraí, reforça as regras obrigatórias para o acesso de crianças e adolescentes ao Parque de Exposições, conforme determinação judicial da 2ª Vara Cível.

As crianças e adolescentes de até 15 anos completos só poderão ingressar e permanecer no recinto se estiverem acompanhados pelos pais ou representantes legais, portando, obrigatoriamente, a documentação pessoal original com foto.

Para os jovens de 16 e 17 anos, é permitido o acesso desacompanhado, desde que apresentem na portaria o Termo de Autorização devidamente preenchido e assinado pelos pais ou responsáveis, com o reconhecimento de firma em cartório. Além do termo, é necessária a cópia do documento oficial do responsável que assinou a autorização e o documento de identidade original do próprio adolescente.

O sindicato Rural de Naviraí disponibiliza o formulário físico para retirada nos seguintes locais: na recepção do Paço Municipal, na Gerência Municipal de Educação e Cultura, e também na Escola Milton Dias Porto. O modelo para impressão também pode ser acessado pelo endereço eletrônico: MODELO DO TERMO DE AUTORIZAÇÃO.

De acordo com a organização do evento é fundamental que o adolescente deve manter esses documentos consigo durante toda a permanência no evento, pois poderão ser solicitados a qualquer momento pela fiscalização ou forças de segurança. é expressamente proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.

Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai

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O interior do cômodo ficou totalmente destruído após o incêndio. (Fotos: CBM)

Vilson Nascimento

O Corpo de Bombeiros controlou, na manhã dessa terça-feira, dia 14 de abril, um incêndio à residência, em Amambai.

Segundos bombeiros, antes de ser controlado pela equipe de combate a incêndio, o fogo causou várias avarias em um dos cômodos da casa, localizada nas proximidades da antiga Fiama.

De acordo com o Corpo de Bombeiros o morador teria relatado que o incêndio teria sido causado por sua ex-esposa, que teria ateado fogo em um colchão.

Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai
Corpo de Bombeiros controla incêndio em residência em Amambai

Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

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Foto: B3/Divulgação

O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontosBolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

Com o desempenho recente, o índice acumula alta de:

  • 0,68% na semana;
  • 5,97% no mês;
  • 23,29% no ano.

Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

Câmbio

O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

  • queda de 0,06% no dia;
  • queda de 3,57% em abril;
  • queda de 9,02% no ano.

Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

Petróleo em queda

Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) alerta para a perigosa expansão das formigas-de-fogo que vem ocorrendo no território brasileiro, com riscos para a saúde pública e para a biodiversidade. A pesquisa acompanhou o movimento silencioso de dispersão de duas espécies que vem ganhando as cidades nas últimas décadas como consequência da urbanização descontrolada.

As espécies das formigas estudadas são a Solenopsis saevissima e a Solenopsis invicta. A primeira, nativa das áreas de florestas da Amazônia, ganhou terreno ao longo dos anos e atualmente pode ser encontrada em 16 estados, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo, locais em que foram registradas recentemente.

Já a invicta, originalmente concentrada mais nas áreas alagadas do Pantanal, avançou para 11 estados, sendo recentemente vista no Rio de Janeiro, Piauí e em Sergipe. Essa espécie é conhecida por suas picadas bastante dolorosas, que costumam formar bolhas e causar fortes reações alérgicas – daí a preocupação com a saúde pública ao proliferar e circular em centros urbanos.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

O estudo, publicado no periódico científico Biological Invasions (doi.org/10.1007/s10530-025-03720-3), também reuniu biólogos e pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Unesp de Rio Claro e do Kompetenzzentrum für Biodiversität & Integrative Taxonomie der Insekten – Institut für Biologie, Universität Hohenheim, da Alemanha. Ele integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp – Processo nº 2023/17547-4).

“Este apoio foi fundamental para que os pesquisadores realizassem visitas às coleções biológicas e efetuassem coletas em localidades sem registros prévios de espécies de formigas-de-fogo, bem como pudessem realizar as análises moleculares para a confirmação das espécies”, destaca a Profa. Dra. Maria Santina de Castro Morini, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UMC e do estudo.

Décadas de análises

A constatação da invasão dessas espécies de formigas-de-fogo foi possível após o grupo de pesquisadores analisar mais de quatro mil registros, entre levantamentos de campos e outros dados de coleções biológicas de diferentes estados brasileiros num período que abrange 124 anos.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

“Revisamos e analisamos informações do ano de 1900 a 2024 e separamos as informações em cinco décadas, para entender e reconstruir de forma detalhada a trajetória de dispersão dessas espécies. Assim, pudemos identificar padrões relacionados às transformações ambientais, a partir da utilização de coordenadas geográficas para a geração de mapas e modelos que nos deram os padrões de expansão de ambas as espécies, bem como sua relação com a fragmentação da paisagem ao longo do tempo”, explica Victor Hideki Nagatani, pós-graduando da UMC e um dos autores do estudo.

Nagatani destaca que os resultados das análises apontam que fatores como a urbanização e a fragmentação de habitats naturais tiveram e seguem tendo papel central nesse processo: “Essas mudanças no uso do solo criam condições favoráveis para a expansão das formigas, que apresentam elevada capacidade de adaptação e competição com espécies nativas, causando impactos negativos à biodiversidade, para além do risco à saúde pública, provocado pelas ferroadas e reações severas em humanos”.

Os achados da pesquisa dão mais um importante sinal de alerta sobre como as ações humanas influenciam diretamente a dinâmica dos ecossistemas, além de reforçarem a importância do monitoramento de espécies invasoras, como as formigas-de-fogo.

“Ao integrar dados históricos e abordagens científicas contemporâneas, o estudo contribui significativamente para o avanço do conhecimento em biotecnologia, biodiversidade e conservação ambiental, além de subsidiar estratégias para a construção de ambientes mais sustentáveis e resilientes”, conclui Nagatani.

Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC

Assessoria de Imprensa

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Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou o papel estratégico da indústria para o fortalecimento do agronegócio de Mato Grosso do Sul, ao participar do Fórum Lide Agro Expogrande, realizado nesta terça-feira (13/04), no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

De acordo com Longen, que também é chairman do Lide MS, a indústria é responsável por valorizar as principais cadeias produtivas de Mato Grosso do Sul, ampliando a competitividade, gerando empregos e fortalecendo a economia estadual.

“Transformar aquilo que produzimos, agregando valor e transferindo essa riqueza para a sociedade é um projeto que tem caminhado a passos largos, além da qualificação profissional dos trabalhadores do agronegócio. São duas grandes frentes que têm feito a diferença em termos de desenvolvimento em todo nosso Estado”, ressaltou.

Segundo o presidente, a Fiems, em particular, atua como ponte para atrair novos investimentos para o Estado, sendo a parceria com o Lide parte desta estratégia. “Esse diferencial se reflete no ambiente de negócios. Nós também saímos da nossa casa em busca de oportunidades em todo o mundo”.

Um dos principais encontros de lideranças do agronegócio dentro da programação oficial da Expogrande, o Fórum Lide reúne autoridades, executivos, produtores rurais e especialistas para discutir os desafios e oportunidades do Brasil e de Mato Grosso do Sul no cenário agroindustrial global.

O debate tem como objetivo fortalecer o diálogo entre setor produtivo, iniciativa privada e poder público, em um momento de expansão e transformação do agronegócio brasileiro.

Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

De acordo com o governador Eduardo Riedel, as parcerias entre público e privado têm sido essenciais para criar um ambiente de negócios amplo e eficaz no Estado. “Em Mato Grosso do Sul, temos a formação de unidade enquanto propósito. Temos a capacidade de olhar para frente, erguer a cabeça e seguir na mesma direção. Meu agradecimento a todo setor privado organizado que tem sido sempre muito parceiro do governo de várias maneiras, principalmente, nas ações que devemos somar para poder construir resultados”.

Para o diretor de Relações Internacionais da Fiems e presidente do Lide MS, Aurélio Rocha, o evento reafirma o compromisso da entidade em conectar os empresários de Mato Grosso do Sul com oportunidades globais. “As duas grandes temáticas que movem o planeta hoje são transição energética e segurança alimentar. O nosso estado é o grande case de sucesso dessas áreas e o Lide tem esse compromisso. Diversos acordos internacionais foram criados e mediados por nossos encontros”, relembrou.

O presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, destacou que são justamente os eventos que acontecem ao longo da feira que a tornam tão grande. “O Fórum é uma oportunidade de mostrar toda pujança do agro de Mato Grosso do Sul para que possamos caminhar no rumo certo e sair na frente. Essa edição da Expogrande já é a maior edição de todas. Nós estamos no meio da feira e já temos um faturamento que ultrapassa a casa dos R$ 400 milhões. Isso significa que, ao final da feira, nós teremos números para entrar na história, além do recorde de público, com mais de 80 mil pessoas que já passaram no Parque ao longo desses cinco dias”.

A programação do Fórum Lide Agro Expogrande contou ainda com dois painéis principais. No primeiro, “Mulheres do Agro”, executivas, produtoras rurais e lideranças femininas debateram o protagonismo das mulheres na gestão e na inovação do setor. Já o painel “Brasil e Mato Grosso do Sul: Potência Agroindustrial no Cenário Global” debateu os desafios e oportunidades para ampliar a competitividade e a presença do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais.

O Fórum conta com o apoio de embaixadores, que participam da iniciativa como parceiros estratégicos para o fortalecimento do agronegócio e do ambiente de negócios no país. Nesta edição, os embaixadores são, além da Fiems, Arauco, Bracell, e Inpasa.

Presidente da Fiems destaca papel estratégico da indústria no Fórum Lide Agro Expogrande

Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor

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Fotos: Divulgação

A piscicultura em Mato Grosso do Sul vive um momento de forte expansão, consolidando-se como uma das principais atividades agroindustriais do Estado. Em 2025, a produção de peixes de cultivo ultrapassou 53 mil toneladas, com predominância da tilápia. Ao mesmo tempo, a produção de peixes nativos também avançou e já representa 14% do total, evidenciando o potencial de diversificação da atividade.

Para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), promoveu nesta terça-feira (14) o Encontro Técnico de Piscicultura, no auditório da Acrissul, em Campo Grande, durante a Expogrande. O evento reuniu produtores, industriais, técnicos e pesquisadores para debater inovação, mercado e eficiência produtiva.

O encontro contou com a participação do secretário da Semadesc, Artur Falcette, do secretário-adjunto Alex Melotto, do secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, do diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, e do diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento.

A iniciativa integra as ações do Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul (Proape), que contempla a piscicultura com o subprograma Peixe Vida, responsável por incentivar financeiramente a produção. Entre os benefícios estão a isenção de ICMS para operações internas com alevinos, além de incentivos de 50% da alíquota para juvenis e peixes adultos e redução para 1% nas operações interestaduais.

Atualmente, o subprograma conta com 105 estabelecimentos rurais cadastrados e sete indústrias credenciadas. Somente entre janeiro e abril de 2026, já foram concedidos R$ 1,15 milhão em incentivos ao setor.

Durante a abertura, o secretário Artur Falcette destacou a importância da integração entre produtores, instituições e políticas públicas para o fortalecimento da piscicultura. “Eventos como este complementam as ações que vêm sendo implementadas para dinamizar a cadeia produtiva e impulsionar seu desenvolvimento”, afirmou.

O secretário também ressaltou que o avanço da piscicultura passa por uma visão estratégica e integrada entre diferentes segmentos da produção. “O desenvolvimento da cadeia envolve incentivos como o Propeixe e o Peixe Vida, além de parcerias com instituições de pesquisa. Nosso estado está empenhado em diversificar a produção, e a piscicultura terá papel de destaque nesse cenário”, pontuou.

Falcette ainda destacou a necessidade de equilíbrio entre a produção de tilápia e peixes nativos, reforçando que ambas as cadeias podem crescer de forma complementar. “A tilápia é uma commodity global, com preço definido pelo mercado internacional, enquanto os peixes nativos possuem características próprias e grande potencial de valorização. As ações propostas beneficiam todo o setor”, completou.

O secretário-executivo Rogério Beretta enfatizou o papel estratégico dos peixes nativos, especialmente em regiões onde a criação de tilápia não é permitida. “Metade do estado não pode criar tilápia e precisa investir nessas espécies. O Plano Estadual já contempla o melhoramento genético, com foco em produtividade e manejo”, explicou.

Beretta também destacou o potencial de mercado e a demanda crescente por pescado nativo. “Há uma demanda expressiva, mas ainda precisamos ampliar a produção local, já que parte do pescado vem de outras regiões. Isso demonstra um mercado promissor, inclusive para exportação”, afirmou.

Segundo ele, o Governo do Estado já iniciou ações para impulsionar o setor, incluindo projetos de melhoramento genético e apoio à pesquisa. “O potencial é significativo, considerando nossos recursos hídricos e a estrutura existente. A expectativa é que esse debate fortaleça a integração entre técnicos e produtores e contribua para o crescimento da piscicultura em Mato Grosso do Sul”, concluiu.

A programação do encontro contou com painéis sobre edição genômica em peixes, resultados da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na produção de pintado e perspectivas de mercado da tilápia, reforçando o compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Rosana Siqueira, Semadesc

Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor
Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor
Piscicultura avança em Mato Grosso do Sul com produção recorde e ampliação de incentivos ao setor

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogria Bem Popular Brasil     Fone: 99166-4242

Próximo ao antigo Hospital Santa Joana

Inmet coloca Amambai e mais 15 cidades da região em alerta de perigo para tempestades

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Inmet emite alerta de perigo de chuvas intensas para mais de 16 cidades de MS — Foto: Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta terça-feira (14) um alerta amarelo de tempestade para 16 cidades de Mato Grosso do Sul. O aviso prevê chuva forte, ventos de até 60 km/h e risco de granizo e segue até esta quarta-feira (15) às 12h.

A previsão é de que chova entre 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia. Há um pequeno risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Segundo os meteorologistas do Inmet, a previsão é de até 50 milímetros de chuva por dia, com rajadas de vento e possibilidade de granizo. Veja as cidades que estão na rota de perigo:

  • Amambai
  • Aral Moreira
  • Caarapó
  • Coronel Sapucaia
  • Eldorado
  • Iguatemi
  • Itaquiraí
  • Japorã
  • Juti
  • Laguna Carapã
  • Mundo Novo
  • Naviraí
  • Paranhos
  • Ponta Porã
  • Sete Quedas
  • Tacuru

Orientações

Em caso de rajadas de vento, as pessoas não devem se abrigar em árvores e estacionar veículos perto de torres de transmissão, por conta do risco de descargas elétricas e de queda de galhos.

O Inmet pede atenção dos moradores, principalmente a quem vive em áreas mais vulneráveis e com histórico de problemas com chuva.

Em caso de emergência, as pessoas podem acionar a Defesa Civil – pelo número 199 – e o Corpo de Bombeiros – pelo 193.

Fonte: Roberti Neto, g1 MS

Petrobras anuncia retomada de fábrica de fertilizantes paralisada há 11 anos em MS

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Unidade de Fertilizantes III (UFN-III) em Três Lagoas, MS — Foto: Reprodução/TV Morena

A Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), localizada em Três Lagoas (MS). A previsão é que as obras voltem a ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. A fábrica de fertilizantes está paralisada desde 2015. O investimento estimado para concluir a estrutura é de cerca de US$ 1 bilhão (quase R$5 bilhões na cotação atual).

Em novembro de 2025, a empresa chegou a projetar a entrega da fábrica para 2029. Conforme o anúncio, o projeto passou por reavaliação criteriosa que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. A estimativa, agora, é que as operações comerciais iniciem em 2029.

Com a retomada das obras, a estatal espera gerar 8 mil empregos até que a fábrica seja concluída.

Sobre a UFN-3

O projeto prevê a produção anual de cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia. A localização da unidade facilita o atendimento a produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com alta demanda por ureia.

A amônia é usada na fabricação de fertilizantes e produtos petroquímicos. A ureia, fertilizante nitrogenado mais consumido no país, deve alcançar demanda próxima de 7 milhões de toneladas em 2025, atualmente atendida apenas por importações. O produto também é usado na pecuária como complemento alimentar para ruminantes.

Histórico do empreendimento
As obras começaram em 2011 e foram interrompidas em dezembro de 2014, quando a Petrobras encerrou o contrato com o consórcio responsável pela construção, alegando descumprimento contratual.

Em fevereiro de 2017, a estatal anunciou a venda da UFN-3 e da Araucária Nitrogenados (ANSA) dentro da estratégia de desinvestimentos e saída do setor de fertilizantes. Em maio de 2018, a empresa informou ao mercado que iniciaria negociações exclusivas por 90 dias com o grupo russo Acron.

O processo, porém, foi suspenso após decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que proibiu a venda de estatais sem aval do Congresso. Em junho de 2018, o plenário manteve a proibição para estatais, mas autorizou a venda de subsidiárias.

Dias depois, a Petrobras retomou a venda da UFN-3 e da ANSA, afirmando que “a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da alocação do capital da companhia”.

A UFN-3 foi colocada à venda em 2017. O grupo russo demonstrou interesse, mas desistiu devido a dificuldades no fornecimento de gás natural, previsto para vir da Bolívia.

Fonte: Loraine França, g1 MS

Distribuidoras deverão informar margem de lucro semanalmente à ANP

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© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O governo informou, nesta terça-feira (14), medidas adicionais que serão tomadas para conter a alta dos preços dos combustíveis, em razão do agravamento mais recente do conflito no Oriente Médio que tem afetado o mercado de petróleo em todo o mundo.

De acordo com os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e Orçamento, além da Secretaria Nacional do Consumidor, serão publicados três decretos para regulamentar a subvenção ao diesel e ao GLP, o gás de cozinha.

O primeiro está voltado às distribuidoras beneficiadas pelos subsídios, que deverão informar, semanalmente, sua margem de lucro à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Outra medida diz respeito a procedimentos e prazos que terão de ser cumpridos pelos estados que aderirem a proposta do governo de subsídio ao diesel.

Na avaliação do governo, as medidas adotadas até o momento já tiveram um impacto positivo.

O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, salientou a importância das medidas para impedir que distribuidores comercializem combustíveis subsidiados sem apresentar as margens de lucro semanalmente à ANP.

“A população será fiscal nesse momento”, disse Silveira.

O Secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, destacou que 8.226 postos de combustíveis foram fiscalizados nas operações recentes e 378 investigações foram abertas contra distribuidoras.

“Quem aumentou preços apesar dos recursos públicos, já está sendo monitorado. Dessa forma, evitaremos abusos”, afirmou.

O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron.

Os decretos serão publicados na quarta-feira (14) no Diário Oficial da União e irão estabelecer prazo de adesão dos estados às medidas, que será até 24 de abril.

GLP

O terceiro decreto visa amenizar os efeitos do aumento de custo do GLP para a população. Os cálculos do governo indicam um impacto previsto de R$ 300 milhões na cadeia de produção. As medidas farão o remanejamento orçamentário necessário para mitigar os efeitos desse impacto na cadeia.

Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Lula defende previdência social para profissionais de aplicativos

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© PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (14), que profissionais que trabalham com aplicativos também devem ter previdência social, que pode ser paga pelos próprios trabalhadores ou pelas empresas de plataformas digitais.

“É importante a gente convencê-lo de que se ele pagar, e pode ser pago pela própria plataforma, se ele tiver uma segurança social, se houver um acidente na moto, na bicicleta, no Uber, ele vai ter um amparo do Estado para ele se cuidar. O que ele não pode é ficar abandonado”, explicou.

Em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM, Lula lembrou que o governo trabalha em um projeto para melhorar as condições de trabalho e dar mais proteção à classe, o que deve incluir esse tema do seguro social.

Para trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, a contribuição é descontada automaticamente do salário pelo empregador e repassada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para trabalhadores autônomos, o pagamento é feito como contribuinte individual ao INSS.

O presidente destacou que o projeto está sendo discutido com as entidades representativas para que tenha a aprovação da categoria.

Para Lula, o primeiro passo é garantir uma remuneração adequada para esses profissionais.

“Primeiro, eles têm que ganhar um pouco mais, porque as plataformas ganham muito e eles ganham pouco. Segundo, a gente tem que garantir um lugar para eles fazerem as necessidades deles, tomarem um banho, trocarem de roupa, para carregar o celular”, defendeu.

“Eu estou há um ano tentando financiar moto, tentei trazer moto da China para vender mais barato. Ainda estamos pesquisando isso, para ver se a gente consegue ajudar para ele poder ganhar um pouco mais”, disse o presidente.

Fonte: Agência Brasil