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segunda-feira, 13 de abril de 2026
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Grupo Onça Pintada atende pacientes de Bonito e Bodoquena neste final de semana

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Foto: Assessoria

O Grupo Onça Pintada realiza neste fim de semana duas ações de prevenção ao câncer de mama em Bonito e Bodoquena, levando consultas e exames gratuitos para fortalecer o cuidado com a saúde da mulher. Em Bonito, os atendimentos acontecem nesta sexta-feira (6), a partir das 8h, na Praça da Marambaia, localizada na Rua dos Cristais, nº 58, no Jardim Marambaia.

A iniciativa conta com a parceria do deputado estadual Paulo Corrêa, do prefeito Josmail Rodrigues, da primeira-dama Leila Aivi, da vice-prefeita Juliane Salvadori, além do apoio do governador Eduardo Riedel e da primeira-dama Mônica Riedel.

Já em Bodoquena, a ação será realizada no sábado (7), a partir das 7h, na ESF Jesuíno Ormundo, localizada na Rua Miguel José Fagundes, s/n, no bairro José Eduardo Gonçalves. A mobilização ocorre em parceria com a prefeita Girleide Rovari e as vereadoras Neguinha e Arléia Lopes.

Durante as ações, serão oferecidas consultas clínicas e exames gratuitos de ultrassonografia das mamas, que permitem a identificação de possíveis alterações e o encaminhamento das pacientes para acompanhamento especializado.

“Nesses mutirões, oferecemos consultas e exames gratuitos, como ultrassonografia das mamas, que ajudam a identificar possíveis alterações logo no início, porque a melhor forma de combater o câncer de mama é descobrir a doença precocemente, quando as chances de cura podem chegar a 95%”, pontuou o padrinho do GOP, deputado estadual Paulo Corrêa.

Nos casos em que houver necessidade de investigação mais detalhada, as pacientes serão encaminhadas para um mutirão de mamografias na sede do Grupo Onça Pintada, em Campo Grande. Se houver indicação médica, também poderão ser realizados exames complementares, como biópsia, e o encaminhamento para tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A legislação garante prioridade nesses casos, com prazo de até 30 dias para a confirmação do diagnóstico e até 60 dias para o início do tratamento.

“Tenho muito orgulho de vestira camisa do Grupo Onça Pintada, porque já atendemos mais de 85 mil mulheres ao longo de 25 anos de história. É um trabalho feito com amor, que leva esperança, tratamento e uma nova chance de vida para milhares de famílias sul-mato-grossenses”, acrescentou Corrêa.

Serviço: os atendimentos serão realizados por ordem de chegada. Para participar, é necessário apresentar comprovante de residência, Cartão do SUS e cópia do RG e do CPF.

Fonte: Assessoria Grupo Onça Pintada

Naviraí: Inscrição de demanda habitacional e atualização cadastral abertas até 30 de março

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As 60 unidades em construção no Interlagos I serão destinadas aos candidatos que realizarem ou atualizarem o cadastro até 31 de março (Foto: Roni Silva/PMN)

A Prefeitura de Naviraí, por intermédio da Superintendência de Habitação Popular e Regularização Fundiária, realiza o ‘Cadastro de demanda habitacional e atualização cadastral’. A ação, que já pode ser feita, é o primeiro passo para os cidadãos que buscam realizar o sonho da casa própria por meio de programas habitacionais.

Os candidatos aptos concorrerão, em uma primeira etapa, às 60 unidades do Residencial Interlagos I, atualmente em execução pelo município com recursos do Governo Federal, através do Programa Minha Casa, Minha Vida, e do Estado, por intermédio da Agehab. A data limite é 31 de março de 2026.

A Superintendência de Habitação chama a atenção para a importância de os interessados fazerem o cadastro o quanto antes e não deixarem para a última hora. Assim, não correrão o risco de perder a oportunidade e ficar de fora da seleção.

NAVIRAÍ Inscrição de Demanda Habitacional e Atualização Cadastral Abertas até 30 de Março 2026

Naviraí: Inscrição de demanda habitacional e atualização cadastral abertas até 30 de março

O cadastro é simples. Basta comparecer à Superintendência de Habitação Popular do município, na Avenida Weimar Torres, 10 – centro, no horário das 8h às 11h e das 13h às 17h. O procedimento também pode ser feito pelo site da Agehab, no endereço: www.agehab.ms.gov.br.

No ato de atualização ou cadastramento, o candidato deverá estar com os dados atualizados do Cadastro Único do Governo Federal nos últimos 24 meses, além de portar os documentos do titular, do cônjuge e a certidão de nascimento dos filhos, se houver.

Atualização cadastral – A Superintendência de Habitação reforça que as pessoas que já estão inscritas precisam efetuar a atualização cadastral, pois o sistema inseriu novos campos para atendimento aos critérios de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida. O serviço está disponível de forma contínua.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Prefeitura de Naviraí inicia construção de jazigos no novo Cemitério Municipal

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Início da instalação dos novos jazigos no novo cemitério municipal. Garantindo um espaço planejado e organizado para atender às demandas da nossa cidade (Foto: Victor Dobbins/PMN).

A Prefeitura de Naviraí, através da Gerência de Obras, começou nesta quarta-feira (04-03) a construção de jazigos no novo cemitério, localizado nos altos do Conjunto Habitacional Vila Nova. De acordo com o gerente Fabiano Costa, serão construídas 10 estruturas com 08 gavetas cada, perfazendo, nessa primeira etapa, 80 vagas.

O município aguarda para os próximos 15 dias a liberação da licença ambiental para uso do cemitério. A obra foi iniciada em 2015 e, só agora, finalmente deverá ser utilizada.

Conforme a Gerência de Obras, os recursos para a construção dos jazigos são próprios do município, totalizando em torno de R$ 60 mil em material, além da mão de obra própria. “Como a licença ambiental deve sair ainda em março, já nos antecipamos para colocar a unidade em operação em breve”, afirmou o gerente.

O município de Naviraí convive, já há alguns anos, com a falta de vagas no cemitério antigo, na Avenida Ponta Porã. O novo cemitério possui 40 mil  de área.

Prefeitura de Naviraí inicia construção de jazigos no novo Cemitério Municipal
Prefeitura de Naviraí inicia construção de jazigos no novo Cemitério Municipal
Prefeitura de Naviraí inicia construção de jazigos no novo Cemitério Municipal

Fonte: Assessoria de Imprensa

Taxa de informalidade cai no mercado de trabalho, mostra IBGE

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© ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL

A taxa de informalidade atingiu no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2020, registrando 37,5%, o que representa 38,5 milhões de trabalhadores informais. 

No trimestre móvel anterior, tinha registrado 37,8%, e no mesmo trimestre de 2024, 38,4%. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (5) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, disse que a informalidade vem em queda desde 2022, com aceleração da trajetória a partir de 2023. 

A explicação para a queda nesse trimestre, segundo a coordenadora, é a associação da retração da taxa com a tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado, além da expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria.

Embora tenha ressalvado que em 2020 a informalidade registrou queda significativa por causa da pandemia, porque as pessoas pararam de trabalhar, Adriana Beringuy avalia que o momento atual é o de melhor qualidade do emprego existente em toda a série do IBGE.

“Se eu tirar a observação da pandemia, sim [esse], é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada”, disse durante entrevista para a apresentação dos dados.

O menor patamar da informalidade no emprego foi em junho de 2020, de 36,6%.

De acordo com Adriana Beringuy, a retração mais importante foi o segmento dos sem carteira de trabalho. 

Atualmente a população ocupada do mercado de trabalho brasileiro segue estável como um todo, e seu ramo informal, embora também estável, visto que não chega a ter uma variação tão intensa, reduz um pouco mais. 

Na avaliação da coordenadora, esse comportamento vai refletir mais adiante na elevação do rendimento do trabalhador.

“Essa composição tem permitido uma manutenção do rendimento do trabalhador em patamar mais elevado, justamente porque além de preservar quantitativamente os ganhos observados em 2025, entra no ano de 2026 com uma composição que assegura a manutenção do rendimento do trabalho que ficou em R$ 3.652”, explicou.

Conforme a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, e de 5,4% na comparação anual. 

Carteira assinada

O número de empregados no setor privado com carteira assinada, que exclui trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões, o que significa estabilidade no trimestre e avanço no ano de 2,1%, ou seja, mais 800 mil pessoas com carteira assinada. 

Também ficou estável tanto no trimestre quanto no ano o total de empregados sem carteira no setor privado, que chegou a 13,4 milhões.

A estabilidade no trimestre está presente também no contingente de trabalhadores por conta própria, com 26,2 milhões, mas na comparação anual avançou 3,7%, ou mais 927 mil pessoas. 

O número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) também ficou estável no trimestre, no entanto, apresentou recuo de 4,5% no ano, com menos 257 mil pessoas. 

Para a coordenadora do Pnad, os indicadores são bastante coerentes, e as grandes formas de inserção na ocupação, seja com carteira de trabalho, sem carteira e por conta própria, operam na estabilidade, apesar de estarem em alta na comparação anual.

“Dado que a população ocupada agora é muito maior do que há um ano, todas essas formas de inserção no confronto anual se mostram crescentes significativamente”, disse.

Grupamento

Entre os grupamentos de atividade, frente ao trimestre anterior, houve aumento de 2,8% no total de ocupados nos segmentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, ou seja, mais 365 mil pessoas e de 3,5% em Outros Serviços, ou mais 185 mil pessoas. 

A indústria geral ficou em sentido contrário e apresentou recuo de 2,3%, menos 305 mil pessoas.

Na comparação anual, avançaram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas com 4,4% ou mais 561 mil pessoas.

O grupamento Administração pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais subiu 6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas. 

O grupamento de Serviços Domésticos registrou queda de 4,2%, ou menos 243 mil pessoas.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, a Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, e abrange 211 mil domicílios espalhados por 3.500 municípios visitados a cada trimestre.

Cerca de 2 mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país. 

A partir de 17 de março de 2020, por causa da pandemia da covid-19, o IBGE adotou a coleta de informações da pesquisa por telefone. Em julho de 2021, voltou à forma presencial. 

Fonte: Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Ação conjunta entre DOF e Defron resulta na apreensão de mais de 11 mil quilos de drogas em Mundo Novo

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Foto: Assessoria DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e policiais civis da Defron (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira) apreenderam, nesta quarta-feira (4), em Mundo Novo, 11.450 quilos de maconha, que seguiam em uma carreta carregada com soja. Na ação, três homens foram presos e outras duas carretas também foram apreendidas.

A ação foi desencadeada após o DOF e a Defron receberem informações sobre a movimentação de traficantes na região sul do Estado, que estariam utilizando o transporte de grãos para transportar grande quantidade de entorpecentes.

De posse das características das carretas, os policiais iniciaram diligências na região onde os suspeitos estariam agindo. Durante as buscas, os agentes abordaram as duas primeiras carretas, que realizavam a função de “batedores”, avisando sobre a presença de policiais na rodovia.

Logo em seguida, uma terceira carreta foi abordada pelos policiais, carregada com soja. Em vistoria, foram encontrados, embaixo dos grãos, diversos fardos de maconha. Questionado, o homem afirmou que havia sido contratado para levar o veículo com a droga até a cidade de Londrina (PR), onde receberia R$ 50 mil pelo transporte.

O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 24 milhões, foi encaminhado à Defron, em Dourados.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas, pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.

Ação conjunta entre DOF e Defron resulta na apreensão de mais de 11 mil quilos de drogas em Mundo Novo
Foto: Assessoria DOF

Fonte: Assessoria DOF

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Bem Popular Brasil     Fone: 99166-4242

Próximo ao antigo Hospital Santa Joana

Prefeita de Caarapó se reúne com representantes da Caixa para tratar de novos projetos para o município

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Foto: Divulgação/Redes sociais

Redação

A prefeita de Caarapó, Maria Lurdes Portugal, participou nesta quinta-feira (5) de uma reunião com representantes da Caixa Econômica Federal para alinhar novos projetos e recursos destinados ao município.

De acordo com informações publicadas nas redes sociais da prefeita, o encontro teve como objetivo fortalecer parcerias e tratar de iniciativas que possam contribuir com o desenvolvimento de Caarapó. Participaram da reunião os servidores municipais Rebeca e Casarin, além dos representantes da Caixa Kamilla, Luciano e Rodrigo.

Ainda segundo Maria Lurdes, novas ações e investimentos devem ser anunciados em breve para beneficiar a população do município.

Fonte: Grupo A Gazeta

Mundo Novo: Em perseguição, motorista abandona carro em movimento com 400 kg de agrotóxicos

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Veículo apreendido com o porta-malas carregado com agrotóxico (Foto: Divulgação)

Uma perseguição na BR-163 terminou com a apreensão de cerca de 400 quilos de agrotóxicos contrabandeados em Mundo Novo, a 465 quilômetros de Campo Grande. A ação foi realizada por uma equipe de vigilância e repressão da Receita Federal após o condutor de um veículo desobedecer a ordem de parada e iniciar fuga em alta velocidade.

Segundo a Receita Federal, os agentes tentaram abordar o carro durante fiscalização na rodovia. O motorista, no entanto, ignorou a determinação e passou a fugir, dando início a um acompanhamento tático. Durante a perseguição, o condutor realizou manobras perigosas, chegou a trafegar na contramão em trecho de faixa contínua e colocou em risco a segurança dos agentes e de outros usuários da rodovia.

Mesmo com sinais sonoros, luminosos e gestuais da viatura, o motorista manteve a evasão. Em seguida, deixou a BR-163 e entrou em uma estrada vicinal de terra, dificultando a aproximação da equipe de fiscalização.

Em determinado momento, o suspeito saltou do veículo ainda em movimento e fugiu a pé em direção a uma área de mata. Apesar das buscas, ele não foi localizado. O passageiro que estava no carro também tentou escapar, mas foi alcançado pelos agentes e detido.

Após identificação, foi constatado que o passageiro é menor de idade. Diante da situação, a Polícia Civil de Mundo Novo foi acionada para adotar as providências legais cabíveis.

Durante a vistoria no automóvel, os agentes verificaram que o veículo utilizava placas falsas, o que indica tentativa de ocultar a identificação. No interior do carro foram encontrados 400 quilos de agrotóxicos de origem estrangeira, introduzidos irregularmente no país, sem registro, autorização de importação ou qualquer documentação legal. O valor estimado da carga é de R$ 200 mil.

De acordo com a Receita Federal, ações desse tipo são essenciais para combater o contrabando de agrotóxicos, prática considerada grave por seus impactos à saúde pública, ao meio ambiente e ao setor produtivo. Produtos introduzidos ilegalmente no país não passam por controle sanitário e podem conter substâncias proibidas, aumentando o risco de intoxicação e de contaminação ambiental.

Além disso, o contrabando desse tipo de produto fortalece redes criminosas, provoca prejuízos econômicos e compromete a segurança nas regiões de fronteira.

Fonte: Jhefferson Gamarra/Campo Grande News

Crédito rural cai 46% em MS e produtor prioriza manter a lavoura

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Foto: arquivo da Aprosoja/MS

Mato Grosso do Sul registrou R$ 660 milhões em crédito rural em fevereiro de 2026. O valor é 46% menor que no mesmo mês do ano passado, embora tenha crescido 8% em relação a janeiro.

De acordo com o boletim disponibilizado pela equipe técnica da Aprosoja/MS, com dados do Banco Central, o produtor está buscando recursos para manter a safra em andamento. O custeio usado para arcar com insumos, sementes, defensivos e despesas da lavoura  representou 72% de todo o crédito contratado no mês.

Já o investimento, que inclui compra de máquinas e melhorias na estrutura da propriedade, ficou com apenas 14%. Industrialização somou 10% e comercialização, 4%.

No acumulado desde julho de 2025, Mato Grosso do Sul já contratou R$ 9,5 bilhões em crédito rural, sendo R$ 6,3 bilhões apenas para custeio.

O analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, avalia que “com a situação atual, de juros mais altos, o produtor tem uma mudança de comportamento, buscando capital de giro para manter a lavoura e planejar as safras futuras”. 

 Ainda de acordo com o boletim, cerca de 82% das operações feitas em fevereiro ocorreram sem programa específico (fora PRONAF e PRONAMP), indicando maior exposição a juros de mercado. Isso pressiona as margens e exige ainda mais atenção ao fluxo de caixa.

Programas voltados à modernização, como financiamento de máquinas e armazenagem, praticamente não tiveram contratação no mês.

O momento exige planejamento financeiro, controle de custos e cautela nas decisões de investimento de longo prazo.

Aprosoja Brasil alerta para impacto no setor

Diante da queda nacional no volume de crédito rural, a Aprosoja Brasil publicou nota manifestando preocupação com a redução do acesso às linhas com juros subsidiados.

A entidade destaca que o encarecimento do crédito pressiona o custo de produção e reduz a capacidade de investimento do produtor, afetando diretamente a competitividade do agro brasileiro. A inadimplência chegou a 7,3% em janeiro e atingiu recorde histórico, o equivalente a R$ 43 bilhões. O índice estava em 6,5% em dezembro e em 2,7% em janeiro de 2025. Enquanto isso, a inadimplência nas linhas com recursos a juros livres já chegou aos surpreendentes 13,5%.

Acesse a nota completa aqui.

Impacto no campo

Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, o cenário exige atenção. “Quando o crédito fica mais caro, o produtor segura investimento e foca em manter a produção. Isso impacta na modernização das propriedades e tem efeito multiplicador, atingindo toda a cadeia, municípios e o comércio”, finaliza Jorge.

Fonte: Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)

MS tem a 3ª maior taxa de feminicídio do país; 181 mulheres foram mortas em 5 anos

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Em MS, o ano mais violento do período foi 2022, quando 44 casos de feminicídios foram registrados. — Foto: Arquivo Pessoal

Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que Mato Grosso do Sul está entre os estados com as maiores taxas de feminicídio do país. Os dados fazem parte do relatório “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, divulgado nesta semana pela entidade.

Segundo o estudo, 181 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado entre 2021 e 2025. O ano mais violento do período foi 2022, quando 44 casos foram registrados.

Quando se considera a taxa de crimes a cada 100 mil mulheres, Mato Grosso do Sul aparece entre os piores indicadores do Brasil. O estado ocupa a terceira posição nacional, com 2,7 assassinatos por 100 mil mulheres, ficando atrás apenas do Acre e de Rondônia.

O levantamento também mostra que, ao longo de toda a série histórica analisada, Mato Grosso do Sul permaneceu entre os cinco estados com as maiores taxas de feminicídio em todos os anos.

Casos aumentaram nos últimos anos

Somente em 2025, foram registrados 39 feminicídios no estado, número maior do que o do ano anterior. A taxa chegou a 2,6 mortes para cada 100 mil mulheres, uma das mais altas do país.

A análise dos últimos cinco anos aponta ainda que os registros de feminicídio cresceram mais de 14% em Mato Grosso do Sul.

Na maioria dos casos, segundo o relatório, os crimes aconteceram dentro de casa, em situações de violência doméstica. Os autores, na maior parte das ocorrências, eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Falhas na rede de proteção

O estudo também chama atenção para falhas na rede de proteção às mulheres. Há registros de vítimas que procuraram ajuda, pediram medidas protetivas e mesmo assim acabaram mortas.

Para os pesquisadores, isso mostra dificuldades do poder público em interromper ciclos de violência antes que eles terminem em morte.

Desde que o feminicídio passou a ser considerado crime no Brasil, em 2015, pelo menos 13.703 mulheres foram assassinadas no país por razões relacionadas ao gênero, de acordo com o levantamento.

Crianças ficam órfãs após os crimes

Os feminicídios também deixam um impacto direto nas famílias. Dados do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostram que dezenas de crianças e adolescentes ficaram órfãos após os crimes.

  • 2025: 29 crianças, 12 adolescentes e 33 maiores de 18 anos — 74 órfãos
  • 2024: 24 crianças, 14 adolescentes e 33 maiores de 18 anos — 71 órfãos
  • 2026: 2 órfãos maiores de 18 anos

Pela legislação brasileira, quando há condenação por feminicídio, o responsável pelo crime perde o poder familiar sobre os filhos, conforme prevê o artigo 92 do Código Penal.

Além disso, a Lei nº 14.713/2023 proíbe a guarda compartilhada em casos que envolvem risco de violência doméstica ou familiar.

Quando não há familiares que possam assumir a guarda das crianças ou adolescentes, o Conselho Tutelar é acionado e pode ocorrer o acolhimento institucional, medida temporária que serve como transição até a reintegração familiar ou encaminhamento para uma nova família.

Suspeitos de feminicídio são procurados

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) também informou que dois homens são considerados foragidos da Justiça por crimes relacionados à violência contra mulheres:

  • Flávio Saad, de 51 anos, procurado por feminicídio
  • Marcelo Vitor Ferreira da Costa, de 39 anos, procurado por tentativa de feminicídio

Qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos pode ser repassada às autoridades pelo telefone 67 9 9219-4380. O sigilo é garantido.

⚠️Violência contra mulher é crime e pode ser denunciada de forma segura e sigilosa. Em casos de emergência, ligue imediatamente para 190. Para denúncias e orientações, o número 180 fica disponível 24 horas por dia. Também é possível denunciar via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180 ou (67) 99180-0542.

Fonte: Mirian Machado, Dyego Queiroz, Lucas Oliver, g1 MS e TV Morena

Vereador Jonhn da Farmácia doa maletas de livros sensoriais para CEI com maior número de crianças autistas em Sete Quedas

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Fotos: Divulgação

Nesta quinta-feira, 5 de março, o vereador Jonhn da Farmácia realizou a doação de 10 maletas de livros sensoriais para o CEI Meus Filhos Central, em Sete Quedas. A iniciativa partiu do próprio parlamentar e está ligada a uma das principais bandeiras defendidas por ele desde a campanha: a causa do autismo.

Os materiais entregues são voltados ao desenvolvimento das crianças e devem contribuir para aprimorar a parte didática do aprendizado dentro da instituição. Cada maleta contém livros sensoriais, recursos pedagógicos que estimulam diferentes sentidos e auxiliam no processo de ensino, especialmente para alunos que necessitam de acompanhamento especial.

Entre os benefícios do livro sensorial estão o aprimoramento da motricidade fina, ajudando no controle dos movimentos das mãos e dos dedos; o desenvolvimento cognitivo, estimulando o raciocínio lógico, a memória e a percepção; além de incentivar a interação social e a comunicação entre as crianças.

A Creche CEI Meus Filhos Central é atualmente a unidade de Sete Quedas com o maior número de alunos com condições especiais, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao todo, 23 crianças com autismo estão matriculadas na instituição.

O vereador destacou a importância da iniciativa e reafirmou o compromisso com a causa.

“É com muita alegria que faço a entrega desse material didático com a finalidade de reforçar o aprendizado dessas crianças que necessitam de cuidados especiais. Estarei sempre lutando por essa causa”, afirmou Jonhn da Farmácia.

O apoio à causa do autismo já faz parte da atuação do parlamentar. Em 2025, ele foi responsável pela criação do Estatuto do Autista no município, iniciativa voltada à ampliação de políticas públicas e à garantia de direitos para pessoas com TEA e suas famílias.

Fonte: A.N /Grupo A Gazeta

Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida e se consolida como o maior banco genético vivo de água doce

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Fotos: Lara Miranda/Bioparque Pantanal

O Bioparque Pantanal atingiu um marco histórico para a conservação da biodiversidade aquática ao registrar a centésima reprodução de espécie sob cuidados humanos e de forma natural. O feito reforça o protagonismo do empreendimento público sul-mato-grossense, reconhecido como o único aquário a contabilizar a reprodução de 100 espécies diferentes nessas condições e se consolida como maior banco genético vivo de água doce do mundo.

Das 100 espécies reproduzidas, 32 são do bioma Pantanal, o maior número entre todos os biomas contemplados. O dado evidencia o compromisso direto da instituição com a conservação da maior planície alagável do mundo e fortalece a relevância da pauta ambiental em nível nacional.

O sucesso das reproduções é um indicativo claro de excelência nos parâmetros de qualidade de água, bem-estar animal, nutrição e manejo técnico.

Além do Pantanal, foram reproduzidas:
• 31 espécies da Amazônia
• 21 espécies do Cerrado
• 3 espécies da Mata Atlântica
• 1 espécie da Caatinga
• 8 espécies africanas
• 1 espécie asiática
• 1 espécie mexicana
• 2 espécies da Oceania

Outro dado que chama atenção da comunidade científica é que, das 100 reproduções, 29 são inéditas no mundo e 20 inéditas no Brasil, números que ampliam o reconhecimento internacional do Bioparque Pantanal no campo da pesquisa e da conservação ex situ, ou seja, de espécies que vivem fora de seu habitat natural.

A centésima reprodução foi de um Acará-porquinho, espécie que integra o plantel do Bioparque e simboliza esse momento histórico dentro do trabalho contínuo de conservação, um dos pilares do empreendimento.

Espécies ameaçadas reforçam importância do marco
Entre as espécies reproduzidas, três são classificadas como ameaçadas de extinção, tornando o marco ainda mais relevante.

Uma delas é o Cascudo-viola, espécie endêmica do rio Coxim, no interior de Mato Grosso do Sul, cuja preservação depende diretamente de iniciativas técnicas e científicas como as desenvolvidas no Bioparque.

Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida e se consolida como o maior banco genético vivo de água doce
Cascudo-viola, espécie ameaçada de extinção reproduzida no Bioparque Pantanal de forma inédita no mundo.

Também integra a lista o Cascudo-cego, espécie adaptada a ambientes subterrâneos e extremamente sensível a alterações ambientais.

O terceiro destaque é o Axolote, anfíbio mexicano conhecido mundialmente por sua capacidade de regeneração e por despertar o interesse de crianças e jovens. A presença da espécie reforça, além do caráter conservacionista, o papel educativo do Bioparque Pantanal na formação de consciência ambiental entre os pequenos visitantes.

Laboratório vivo e berçário da biodiversidade
Grande parte dessas reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN). Considerado um verdadeiro berçário dentro do complexo de água doce. O espaço é dedicado ao manejo técnico, monitoramento e desenvolvimento das espécies, reunindo equipe especializada e protocolos científicos rigorosos.

O desempenho reprodutivo demonstra que o Bioparque oferece condições ideais para que as espécies expressem comportamentos naturais, fator essencial para a conservação de longo prazo.

Conservação além do lazer
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o marco reforça a essência do empreendimento.

Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida e se consolida como o maior banco genético vivo de água doce
Filhote de axolote ainda em quarentena

“Esse número representa muito mais do que um resultado técnico. Ele simboliza ciência aplicada, cuidado com a vida e compromisso com a conservação da biodiversidade. Cada reprodução é uma vitória da pesquisa, da dedicação das nossas equipes e da missão do Bioparque de ser muito mais do que um espaço de contemplação, um verdadeiro centro de conservação e produção de conhecimento”.

Ainda segundo a diretora, os resultados impactam diretamente a percepção da sociedade sobre a importância da preservação. “O Bioparque é um espaço de conscientização. Quando a população conhece, se encanta e entende a relevância dessas espécies, cria-se uma rede de cuidado e preocupação com o meio ambiente. Esse é o nosso maior legado”.

Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida e se consolida como o maior banco genético vivo de água doce

Sob a coordenação do biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior, o feito ganha ainda mais relevância técnica. 95% dessas espécies foram reproduzidas de forma natural, ou seja, não foi utilizado hormônio ou algum tipo de indução. O Cascudo-viola, por exemplo produz poucos ovos, de 30 a 50 apenas, necessitando de cuidados específicos e equipe técnica especializada”.

Heriberto ainda destaca que o trabalho minucioso garante que os ovos serão desenvolvidos e servirão de material biológico e científico. “Os resultados servirão como base para publicações científicas e trabalhos de educação ambiental desenvolvidos aqui. Isso reforça que o Bioparque não é apenas um espaço para contemplação e sim um espaço voltado para o turismo científico”.

Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida e se consolida como o maior banco genético vivo de água doce

Fonte: Rosana Moura, Comunicação Bioparque Pantanal

Formação histórica consolida MS como referência mundial em policiamento restaurativo nas comunidades indígenas

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Foto: Matheus Carvalho/SEC

Com o objetivo de promover um diálogo estruturado entre segurança pública e povos originários, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) concluiu o 1º Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo. Considerada uma iniciativa inédita no mundo, a formação reuniu especialistas nacionais e internacionais e consolidou o Estado como referência na implementação de um novo paradigma de segurança pública.

Realizado com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp), o curso capacitou 38 agentes de segurança pública — entre policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — lotados em cinco municípios e que atuam diretamente em comunidades indígenas de Campo Grande, Dourados, Maracaju, Caarapó e Amambai.

Para a subtenente da Polícia Militar Lusmária da Silva Oliveira, aluna do curso, a iniciativa reforça a necessidade de aproximação com as comunidades indígenas, por meio do diálogo e da compreensão das especificidades culturais. “É importante, é valioso e vai auxiliar muito na aproximação, porque o trabalho dentro das comunidades indígenas, seja com a Polícia Militar ou qualquer outra força de segurança, exige de nós, profissionais, capacitação e sensibilidade”, destacou a policial, que atua em Dourados por meio do Programa Mulher Segura Indígena (Promuse).

Formação histórica consolida MS como referência mundial em policiamento restaurativo nas comunidades indígenas
Subtenente Lusmária – Foto: Chico Ribeiro

Lotado no Departamento de Operações de Fronteira (DOF), o cabo da Polícia Militar Caio Cézar Barbosa Maidana, também ressaltou a relevância da formação. “Participar do curso foi ter a oportunidade de um novo aprendizado, uma visão diferente de Justiça. Entendemos, a partir dos princípios ensinados, que ‘a Polícia é o público e o público é a Polícia’. Criar relações que gerem conexão, com respeito, escuta e confiança, torna possível uma justiça restaurativa de fato, fazendo a diferença na vida dos envolvidos e da comunidade. Os povos indígenas já praticam esse tipo de abordagem em suas comunidades, por meio do diálogo entre todos”, afirmou.

Participação dos indígenas

O curso também contou com a participação de oito indígenas das aldeias Água Funda, Água Bonita e Marçal de Souza, em Campo Grande; Bororó e Jaguapiru, em Dourados; e Bananal e Limão Verde, em Aquidauana. Eles atuaram como agentes metodológicos, enriquecendo os debates durante palestras e círculos de paz e promovendo a integração entre alunos e palestrantes. A participação possibilitou a exposição das realidades vivenciadas nas comunidades, além de contribuir para o aprofundamento dos conceitos de policiamento e justiça restaurativa.

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Encerramento contou com apresentação cultural. Foto: Matheus Carvalho
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Indígenas participaram de toda a programação. Foto: Matheus Carvalho

Roseli Souza, indígena da aldeia Bororó e membro do Conselho Comunitário de Segurança Indígena local, destacou a importância da iniciativa para a mediação de conflitos e o fortalecimento da segurança nas comunidades. “Estou aqui para aprender mais sobre como podemos trabalhar melhor na nossa unidade e também fortalecer essa parceria com a polícia, que já nos ajuda bastante. Esse curso foi muito bom e muito importante para nós”, afirmou.

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Foto: Chico Ribeiro
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Foto: Chico Ribeiro

O cacique da Aldeia Bananal, Célio Francelino Fialho, ressaltou que o curso foi importante para a comunidade indígena por proporcionar a oportunidade de conhecer a Justiça e o policiamento restaurativo. “É uma prática muito parecida com aquela que as lideranças indígenas já exercem dentro das comunidades, buscando a paz e o entendimento, e não apenas a punição de quem cometeu algum erro. Um momento muito importante foi a integração entre as forças de segurança e as lideranças de onde saíram várias propostas que podem ser colocadas em prática”, destacou.

Sobre o curso

Com carga horária de 30 horas, a formação combinou fundamentação teórica, estudos de caso baseados em situações reais e construção de aplicações práticas voltadas à realidade das comunidades indígenas do Estado. O conteúdo foi ministrado por referências globais na área da Justiça Restaurativa e do policiamento comunitário, fortalecendo a troca de experiências internacionais com a realidade brasileira.

Entre os palestrantes esteve o pesquisador canadense Dr. Nicholas Jones, que compartilhou sua experiência e pesquisas nas áreas de Justiça Restaurativa, policiamento, genocídio e criminologia. Para ele, o apoio e o reconhecimento institucional são fundamentais para o avanço da política. “Quando o governo implementa projetos como esse e promove esse tipo de reconhecimento, espera-se colher bons frutos no futuro — frutos relacionados à aproximação entre as comunidades, à melhoria da governança, à valorização da condição humana e ao fortalecimento da empatia entre os povos”, afirmou o pesquisador, que também é professor de Estudos de Justiça na Universidade de Regina, no Canadá.

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Sra. Resenilda e o Dr. Nicholas – Foto: Chico Ribeiro
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Secretário Videira e James Coldren – Foto: Chico Ribeiro
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Palestrantes sendo homenageados – Foto: Chico Ribeiro

Além de Nicholas Jones, participaram como palestrantes convidados a juíza federal Kátia Roncada, integrante do Comitê de Justiça Restaurativa do CNJ; a especialista em consolidação da paz no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Janet Murdock; o pesquisador norte-americano James Coldren; a juíza federal e coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure-MS), Raquel Domingues do Amaral; o professor João Salm; e o filósofo do direito Theo Gavrielides, fundador do Instituto Internacional de Justiça Restaurativa para Todos (RJ4All).

Durante os dias de formação, os palestrantes cruzaram fronteiras geográficas e culturais para compartilhar saberes, experiências e valores da Justiça Restaurativa. No Brasil, o tema foi instituído em 2016, por meio da Resolução nº 225 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a Política Nacional de Justiça Restaurativa. A coordenadora do Cejure-MS, juíza federal Raquel Domingues do Amaral, explicou que a Justiça Restaurativa não se limita ao processo judicial, podendo atuar de forma preventiva, antes mesmo da judicialização do conflito.

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Dra. Raquel Domingues do Amaral – Foto: Chico Ribeiro

“É possível, por exemplo, estabelecer um espaço seguro de diálogo entre as forças de segurança e as comunidades indígenas. A Justiça Restaurativa propicia que as forças de segurança compreendam a interculturalidade e a cultura indígena, ao mesmo tempo em que permite que os indígenas conheçam melhor o funcionamento da lei civil e da lei penal. Esse espaço — muitas vezes estruturado em círculos de paz — trabalha com a interação e com uma linguagem que não é apenas jurídica ou abstrata, mas também voltada aos sentimentos, aos afetos e às emoções”, destacou.

Cenário local

Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do Brasil, com 116.469 pessoas — crescimento de 51,04% em relação a 2010, de acordo com o Censo 2022 – Indígenas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante desse cenário, o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, destacou a importância de iniciativas voltadas ao avanço do diálogo intercultural com as populações indígenas. “Considerando que os povos indígenas possuem formas próprias de organização social, cultura e língua, promover a capacitação dos agentes de segurança pública contribui para melhorar essa aproximação”, afirmou.

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Subsecretário Fernando Souza – Foto: Chico Ribeiro
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Adjunto da SEC, José Francisco – Foto: Matheus Carvalho

O secretário-adjunto de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, também elogiou a iniciativa e refletiu sobre a importância do serviço público na vida de todas as pessoas. “É fundamental mudar essa relação do Estado com as pessoas. E, quando eu falo de pessoas, estou me referindo a todas elas, independentemente da cor da pele, do gênero ou da condição social”, afirmou.

Entre as iniciativas permanentes implementadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para atender as comunidades indígenas do Estado estão os 18 Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), que alcançam 57.164 indígenas em 34 comunidades. Soma-se a isso o programa MS em Ação: Segurança e Cidadania, responsável por mais de 41 mil atendimentos realizados em aldeias sul-mato-grossenses, reforçando a construção de políticas públicas estruturadas e sensíveis às especificidades culturais dos povos originários.

Formação histórica consolida MS como referência mundial em policiamento restaurativo nas comunidades indígenas
Secretário Antonio Videira – Foto: Bruno Rezende
Formação histórica consolida MS como referência mundial em policiamento restaurativo nas comunidades indígenas
Foto: Bruno Rezende

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, destacou que a formação busca não apenas a integração entre os órgãos de segurança e a comunidade acadêmica, mas também a vivência e o compartilhamento de experiências de países que já superaram desafios semelhantes junto às suas comunidades.

“Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do país e carrega um histórico de enfrentamentos. Por isso, precisamos buscar os melhores modelos, com orientação acadêmica e baseados em experiências internacionais que têm apresentado resultados positivos. Estamos capacitando multiplicadores que irão replicar essa política e esse modelo de policiamento restaurativo e de justiça restaurativa em todo o Estado, com aplicação direta, especialmente nos territórios indígenas”, concluiu.

Diante do sucesso da primeira edição, a Sejusp irá estender a formação aos municípios de Dourados, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá. Em Corumbá, serão disponibilizadas vagas para policiais da Bolívia; em Ponta Porã, do Paraguai, ampliando o intercâmbio internacional e fortalecendo o diálogo transfronteiriço, além da participação de especialistas que integraram a edição realizada em Campo Grande.

Formação histórica consolida MS como referência mundial em policiamento restaurativo nas comunidades indígenas
Foto: Matheus Carvalho

A primeira edição do Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo foi promovida pela Sejusp-MS, em parceria com a Secretaria de Estado de Cidadania, a Justiça Federal e a Faculdade Insted, consolidando uma articulação institucional voltada à construção de políticas públicas baseadas na cultura de paz, na interculturalidade e na prevenção qualificada de conflitos.

Fonte: Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Posto de identificação passa a atender em novo endereço em Paranhos

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(E/d) O coordenador regional da Polícia Científica de Amambai, perito criminal Paulo Henrique Oliveira, o prefeito de Paranhos, Heliomar Klabunde, e o perito papiloscopista Johny Gonzaga, durante visita ao novo local de funcionamento do posto de identificação no município. Foto: Polícia Cientifica

O posto de identificação em Paranhos passou a atender em novo endereço. No local é realizada a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG. O atendimento agora ocorre no antigo prédio da Câmara Municipal, localizado na Rua Harry Amorim Costa, nº 767, atrás da Prefeitura Municipal.

A mudança foi possível por meio de parceria entre a Prefeitura de Paranhos e o Governo do Estado, com apoio da administração municipal, sob gestão do prefeito Heliomar Klabunde, que viabilizou a instalação do posto em novo espaço para atendimento à população.

De acordo com o coordenador-regional da Polícia Científica de Amambai, perito criminal Paulo Henrique Oliveira, o novo local contribui para melhorar a organização do serviço no município.

“O objetivo é manter o atendimento com melhor estrutura, garantindo continuidade do serviço no município”, afirmou.

O posto funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. O atendimento é realizado mediante agendamento prévio pelo portal de serviços da Sejusp:
https://servicos.sejusp.ms.gov.br

Atualmente, o posto disponibiliza 16 vagas diárias para emissão do documento, sendo 8 atendimentos em cada turno, com previsão de ampliação conforme a demanda.

Em caso de urgência ou necessidade comprovada, é possível entrar em contato diretamente no posto de identificação para orientação.

A medida integra o fortalecimento da rede de identificação civil em Mato Grosso do Sul, garantindo acesso à emissão da Carteira de Identidade Nacional em todos os municípios do Estado.

Posto de identificação passa a atender em novo endereço em Paranhos

Fonte: Maria Ester Jardim Rossoni / Sejusp MS GOV

Polícia Civil prende autor de violência doméstica e estupro tentado em Iguatemi

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Foto: PCMS

 A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Iguatemi cumpriu no início da manhã desta quinta-feira(05) um Mandado de Prisão Preventiva em desfavor de R.C.A. (35 anos) pelos crimes de Lesão Corporal Dolosa, Ameaça e Dano no Contexto de Violência Doméstica e Estupro na Forma Tentada. O conduzido foi beneficiado no mês de janeiro de 2026 a cumprimento de pena com utilização de monitoramento eletrônico por condenações anteriores por Tráfico de Drogas, deferidas pelo Poder Judiciário.

Entretanto, após sua soltura foram registradas duas ocorrências, com envolvimento de R.C.A., versando sobre crimes praticados no contexto de violência doméstica e Estupro da Forma Tentada.
Após regular instauração e instrução dos procedimentos policiais, a Autoridade Policial responsável representou pela decretação da prisão preventiva do acusado.

O pedido foi prontamente atendimento pelo Poder Judiciário, sendo expedido o Mandado de Prisão Preventiva cumprido nesta data. O conduzido foi encontrado na Zona Rural de Iguatemi, estando a disposição do Poder Judiciário local.

Denúncias para a Delegacia de Iguatemi podem ser realizadas pelo telefone: (67) 3471-1372.

Fonte: Assessoria PCMS

Iguatemi é sede do 1º Encontro de Núcleos de Coordenação Socioambiental de 2026, programa desenvolvido pela Itaipu Binacional

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Fotos: Assessoria

Nesta quinta-feira (5), o município de Iguatemi está sediando o 1º Encontro do Núcleo de Cooperação Socioambiental Sudoeste. O evento está sendo realizado na sede do Conviver “Lírios do Vale”, com a participação dos municípios de Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Tacuru, Ponta Porã e Laguna Carapã, que não faz parte do consórcio. A ação é da Itaipu Binacional e do Itaipu Parquetec.

O evento teve início com a composição da mesa de honra, a convite do locutor Adilson Raldi, com a vice-prefeita Patrícia Margatto, o secretário municipal de Meio Ambiente, Edson Barbosa, a bióloga municipal Sirlei Costa Souza, o prefeito de Amambai-MS, Sergio Barbosa, Edna Brindarolli, coordenadora do Núcleo de Cooperação Socioambiental da Itaipu, Dayane Pedrotti, representante do Consórcio Conisul, e a vereadora “Neguinha do PT”. Em suas falas, todos ressaltaram que o consórcio é um instrumento fundamental para o desenvolvimento da região sul do Estado e que a união de todos possibilitará muitas benfeitorias para a região.

O encontro contará com uma programação especial voltada ao fortalecimento das ações socioambientais em rede. Entre os destaques da agenda:

  • Engajamento e status do projeto de impacto coletivo do Núcleo.
  • Oficina: “Projetinho, não! Aprendendo com iniciativas que pensam fora da caixa e transformam realidades”.
  • Oficina para jovens: mídias digitais e meio ambiente.

Fonte: Imprensa oficial

Prefeitura de Paranhos realiza reunião com lideranças indígenas e SESAI

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Fotos: Assessoria

O Executivo Municipal de Paranhos realizou uma reunião com as lideranças das aldeias Paraguassu e Pirajuí, além do coordenador técnico do Polo Base de Paranhos da SESAI, Sidney Espíndola.

Durante o encontro, foram discutidos temas de grande importância para as comunidades indígenas, com destaque para as questões relacionadas à saúde e ao abastecimento de água. As lideranças apresentaram demandas e sugestões visando melhorar as condições de atendimento e infraestrutura nas aldeias.

A administração municipal reforçou o compromisso de trabalhar em parceria com a SESAI e as comunidades locais para buscar soluções que garantam mais qualidade de vida e bem-estar à população indígena.

Fonte: Assessoria Prefeitura

Operação que durou 14 dias resulta em 103 prisões por violência contra mulher em MS

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Operação ocorreu entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março - Crédito: Divulgação/PCMS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta quarta-feira (4), o “Dia D” da Operação Mulher Segura, uma ofensiva nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater a violência doméstica e familiar. No estado, a mobilização foi conduzida pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande e revelou números expressivos ao longo de duas semanas de intensas atividades investigativas e de campo.

Entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março, as ações integradas resultaram na prisão de 103 suspeitos, sendo 68 prisões em flagrante e o cumprimento de 35 mandados judiciais. A abrangência da operação extrapolou os limites da capital, com registros de capturas em municípios como Aquidauana, Ponta Porã, Antônio João, Amambai, Bonito, Jardim e Dourados. O alcance da força-tarefa chegou inclusive ao estado de São Paulo, onde um mandado de prisão foi cumprido em uma cidade do interior, reforçando a cooperação interestadual no enfrentamento a crimes contra o gênero feminino.

No âmbito do Departamento de Polícia Especializada (DPE), além da 1ª Deam, também participaram a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Defurv), a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa (Dhpp), Delegacia Especializada de Roubos de Furtos (DERF) e a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), evidenciando a integração das unidades especializadas no cumprimento de mandados e na captura de investigados.

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul também desempenhou um papel fundamental na estratégia, especialmente no monitoramento de casos já judicializados. Somente no encerramento da operação, nesta quarta-feira, 51 policiais militares e 23 viaturas foram mobilizados. O balanço final da PM aponta para a fiscalização de 78 medidas protetivas de urgência e a averiguação de 25 mandados de prisão, dos quais cinco foram efetivamente cumpridos pelas guarnições.

Fonte: Dourados News

Governo de Mundo Novo discute avanços da Lei da Liberdade Econômica com o Sebrae

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Foto: Ascom

O Governo de Mundo Novo realizou reunião com as equipes da Administração, Tributação e Controladoria para alinhar ações relacionadas à Lei da Liberdade Econômica (Lei Municipal nº 1.421/2024). O encontro contou com a presença da prefeita Rosária Lucca Andrade, da consultora Lívia Andrade, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) de Campo Grande, além de secretários e diretores municipais.

Também participaram da reunião o secretário de Administração Leandro Soares, o controlador do Município Jackson Roveda, o diretor da Receita Tributária Municipal Júlio Garcia e a fiscal de Tributos Municipais Letícia Ortiz.

A legislação estabelece o grau de risco das atividades econômicas no município, facilitando a abertura e o funcionamento de estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços. A iniciativa integra as ações do programa Cidade Empreendedora e fortalece o ambiente de negócios, impulsionando o desenvolvimento econômico de Mundo Novo.

Fonte: Ascom Prefeitura

Maior apreensão do ano: caminhão é parado próximo a Mundo Novo e polícia descobre 10 toneladas de maconha escondidas

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10 toneladas de maconha foi apreendida — Foto: DOF

Três homens foram presos em flagrante na manhã desta terça-feira (4) e cerca de 10 toneladas de maconha foram apreendidas na BR-163, próximo a Mundo Novo (MS). A polícia interceptou três caminhões, mas apenas um carregava a droga.

Essa é a maior apreensão de maconha deste ano feita pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

De acordo com a polícia, a carga saiu do Paraguai e tinha como destino Londrina (PR). Três homens foram presos, e os caminhões e a droga foram apreendidos.

A ação foi realizada por equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) em conjunto com o Departamento de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

Fonte: Roberti Neto, g1 MS