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segunda-feira, 13 de abril de 2026
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Campo Grande: Pelo terceiro ano seguido, emendas de Lia Nogueira fortalecem trabalho social no Nova Lima

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Foto: Assessoria

Antes de falar em emenda e recurso, Lia Nogueira (PSDB) faz questão de estar onde o impacto acontece. A deputada estadual voltou ao Movimento de Apoio Social Campo-grandense (MASC), em Campo Grande, para conferir a aplicação das emendas destinadas pelo mandato pelo terceiro ano consecutivo, que somam R$ 150 mil, e acompanhar os resultados do trabalho realizado pela entidade, que atende moradores do bairro Nova Lima e região.

A trajetória pessoal da deputada ajuda a explicar esse olhar para iniciativas sociais. Filha de uma mãe que criou sozinha três crianças em meio a dificuldades financeiras, Lia Nogueira conhece a realidade de muitas famílias que vivem, por gerações, sob o peso da vulnerabilidade e da ausência de oportunidades. Hoje, essa experiência se traduz em apoio a projetos que acolhem e abrem caminhos de autonomia.

No MASC, as emendas de R$50 mil por ano têm garantido estrutura para manter e ampliar atendimentos e ações de capacitação. Em 2024, o recurso possibilitou a contratação de assistente social, advogado, psicólogo e fisioterapeuta para o projeto “Mãos que se unem colhem resultados”. Em 2025, viabilizou prestadores de serviços, como professores e instrutores, incluindo o curso de embutidos que capacitou cerca de 25 participantes. Em 2026, a emenda destinada à entidade ainda está em tramitação e deve custear a prestação de serviços de terceiros.

O diretor do movimento, José Ferreira Rocha Neto, o Zé do Anache, afirma que o apoio chegou em um momento decisivo. “Nós estávamos com sérias dificuldades financeiras, inclusive para pagar profissionais e fornecedores. Esse apoio ajudou a reorganizar a casa, equilibrar as contas e continuar atendendo a comunidade”, disse.

Segundo ele, o recurso também permitiu ampliar o atendimento e colocar novas iniciativas em prática. “Hoje conseguimos contratar novos profissionais e tirar projetos do papel. É uma ajuda que faz diferença para quem está sendo atendido, porque dá estrutura para o trabalho social e cria oportunidade para quem mais precisa”, completou.

“Eu sei o que é ter que recomeçar sem chão. Por isso, quando destino recurso para um lugar como o MASC, não é número. É gente tendo chance de voltar a respirar, aprender, trabalhar e seguir com dignidade”, afirmou Lia Nogueira.

Fonte: Assessoria Dep. Lia Nogueira

Quem será o Anticristo? – Por Eloir Vieira

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“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora” (1ªJo 2.18).

A Bíblia não dá nome de quem será o anticristo; mas revela a sua personalidade, as suas características, e o que vai acontecer durante o seu curto tempo de governo de sete anos segundo a profecia das setenta semanas de Daniel, onde ele é chamado de príncipe com “d” minúsculo; o que caracteriza que não é o Principe da Paz (Jesus), mas um imitador: “E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações” (Dn 9.26).

O povo do príncipe já veio, trata-se do exército romano com o general Tito que destruiu Jerusalém no ano 70 d.C. Quando o príncipe vier, fará um acordo de paz por sete anos entre países em guerras; na metade do tempo combinado, ele quebrará o tratado; este fator é um ponto revelador; ele quebra o acordo na metade: “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27). Sete anos em profecia é uma semana: um dia igual um ano, sete dias, sete anos (Nm 14.34; Ez 4.6).

A vinda do príncipe, no livro do Apocalipse: Um guerreiro com arco montando um cavalo branco, simbolizando falsa paz. Coroa representa autoridade concedida a ele. Ele reunirá muitos aliados e será vencedor, mas por pouco tempo: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer” (Ap 6.2). A vinda de Jesus é representada simbolicamente por um cavaleiro com espada, montado num cavalo branco (Ap 19.11-16).

Em Apocalipse, o anticristo é chamado também de a besta que sobe do mar: “E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia” (Ap 13.1). Besta é a personalidade dele; um governante ditador cruel, sem escrúpulos pois vem com poder de Satanás. Mar, significa povos, e multidões, e nações, e línguas (Ap 17.15). As cabeças, são países aliados; chifres: poder; diadema: autoridade!

O apóstolo Paulo chamou o anticristo de homem do pecado, filho da perdição. Na ocasião, o mundo estará em completa apostasia: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2ªTs 2.3). Apostasia significa abandono da fé, renúncia da religião. Com o arrebatamento da igreja, a apostasia é completa, e vem o anticristo.

Após o arrebatamento da igreja, vem a Grande Tribulação com o anticristo; Jesus o matará na sUa vinda: “E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2ªTs 2.6-8).

Prefeita Maria Lurdes Portugal destaca construção da UVR em Caarapó em parceria com a Itaipu

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Prefeita Maria Lurdes Portugal durante visita à obra da UVR. Foto: Reprodução

Redação

A prefeita de Caarapó, Professora Maria Lurdes Portugal, destacou, nesta sexta-feira (6), o andamento da construção da Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR) no município.

De acordo com informações publicadas nas redes sociais da prefeita, o projeto é fruto de uma cooperação técnica e financeira entre a Prefeitura de Caarapó e a Itaipu Binacional. A viabilização da estrutura conta com um aporte financeiro que totaliza R$ 748.373,14. Desse total, a Itaipu Binacional é responsável pelo repasse de R$ 636.117,16, enquanto a parcela restante é coberta pelos cofres municipais como contrapartida direta.

A iniciativa consolida as políticas de reciclagem na cidade. Segundo a prefeita, além de otimizar a gestão de resíduos, a unidade deve impulsionar a criação de novas frentes de trabalho e garantir maior proteção do meio ambiente na região.

Fonte: Grupo A Gazeta

Exportações somam US$ 1,43 bilhão e garantem superávit de US$ 902 milhões na balança comercial de MS em fevereiro

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Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul registrou US$ 1,43 bilhão em exportações no acumulado até fevereiro de 2026 e manteve superávit de US$ 902,38 milhões na balança comercial. O resultado reflete a força das cadeias agroindustriais do Estado, com destaque para a celulose (32,31% da pauta exportadora), carne bovina fresca (22,2%) e soja (13,79%), que lideram as vendas externas sul-mato-grossenses. Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de fevereiro, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nas informações do sistema Comexstat.

Um dos destaques do período está no comportamento das importações. Pela segunda vez na série histórica sul-mato-grossense, o gás natural deixou de ser o principal produto importado pelo Estado. O item de maior participação nas compras externas passou a ser “caldeiras de geradores de vapor”, responsáveis por 23,72% das importações, seguido pelo gás natural (23,62%) e pelo cobre (7,5%). No acumulado do ano, as importações somaram US$ 530,57 milhões, valor 35,36% superior ao registrado no mesmo período de 2025, movimento associado principalmente à aquisição de bens de capital e equipamentos industriais.

Para o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, o desempenho da balança comercial demonstra a capacidade produtiva e a dinâmica de investimentos na economia sul-mato-grossense. “Mato Grosso do Sul mantém crescimento no volume exportado e amplia investimentos industriais, evidenciados pelo aumento das importações de bens de capital. Esse movimento demonstra a expansão das cadeias produtivas e a consolidação do Estado como um dos principais polos agroindustriais do país”, afirma.

Segundo o relatório da Semadesc, as exportações cresceram 1,74% em valor na comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, o volume embarcado apresentou expansão mais expressiva, de 14,26%, totalizando 3,86 milhões de toneladas. A diferença entre os indicadores revela redução no preço médio das exportações no mercado internacional.

Do ponto de vista setorial, todos os segmentos registraram aumento nas quantidades exportadas. A agropecuária apresentou crescimento de 17,4% no volume e aumento de 9,62% nos preços. Já a indústria de transformação registrou alta de 6,27% nas quantidades e de 3,12% nos preços exportados. A única exceção foi a indústria extrativa, que apresentou queda de 49,05% nos preços de exportação, mesmo com aumento de 24,68% no volume embarcado. O resultado reflete o comportamento do mercado internacional de minérios, especialmente a redução nas cotações do minério de ferro.

Entre os destinos das exportações sul-mato-grossenses, a China permanece como principal parceiro comercial, absorvendo 37,76% das vendas externas do Estado. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 10,16%, e os Países Baixos, com 4,4% de participação. No recorte por municípios, Três Lagoas lidera o ranking de exportações, respondendo por 21,63% do total exportado. Na sequência aparecem Ribas do Rio Pardo (14,85%), Dourados (9,22%) e Campo Grande (8,99%).

Fonte: Marcelo Armôa, Semadesc

Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país

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Fotos: Metalfrio e Usina Sonora

Mato Grosso do Sul consolida uma nova matriz produtiva e lidera o crescimento da indústria de transformação no país. Nos últimos dez anos, o Estado vem passando por uma transformação estrutural inédita. De uma economia baseada quase exclusivamente na agropecuária, Mato Grosso do Sul passou a ocupar posição de destaque nacional na agroindústria e na indústria de transformação. Atualmente, o Estado lidera o crescimento da indústria de transformação no Brasil.

Segundo dados do IBGE, em uma década, o valor da transformação industrial (VTI) cresceu nominalmente 179% — a maior variação entre todos os estados brasileiros —, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões no período. O VTI é um indicador que mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado a partir da diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o desempenho está diretamente associado à estratégia adotada pelo Governo do Estado de apostar na agregação de valor à produção primária, no fortalecimento da agroindústria e na incorporação da agenda verde como eixo estruturante do desenvolvimento, combinando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e atração de novos investimentos.

O Estado também se consolida como um dos protagonistas nacionais na transição energética e na agenda verde, com destaque para a produção de bioenergia.

Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol de milho.

“O desempenho coloca o setor como um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico sul-mato-grossense”, avalia Verruck.

Com 22 usinas em operação, sendo três de etanol de milho, e outras três novas plantas em implantação, o Estado mantém diálogo permanente com o setor produtivo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Biosul, para garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável.

O Estado também tem o compromisso de se tornar território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, denominada Carbon Control.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que o desempenho recente de Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à construção de um ambiente favorável aos investimentos e à atuação integrada das entidades do setor produtivo.

Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país
Segundo o IBGE, o VTI cresceu 179% em dez anos — a maior alta entre os estados.

“Estamos construindo há muito tempo esse ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. Não só a Federação das Indústrias, mas a Famasul, a Fecomércio, o Sistema S como um todo, fazendo com que o investimento privado chegue aqui e seja bem acompanhado. É muito difícil hoje implantar uma empresa em qualquer lugar do Brasil. E essa diferença de Mato Grosso do Sul, muitas vezes, não é entendida por outros estados, o motivo de sermos tão ágeis. Hoje, nós temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas. Isso é muito bem planejado. A implantação de uma empresa passa, primeiro, pela demanda empresarial. O empresário visita o Estado, procura conhecer os problemas que pode ter, como logística, mão de obra e energia. É uma série de ações construídas antes de o empresário finalizar a decisão de implantar a empresa em Mato Grosso do Sul”, afirmou o dirigente.

De acordo com Longen, esse ambiente tem feito a diferença e os números confirmam esse movimento. “Mato Grosso do Sul cresce a dois dígitos, deixando, muitas vezes, até a China para trás”, disse o presidente.

Ao comentar a mudança estrutural da economia estadual, Longen ressaltou o avanço da industrialização e da diversificação produtiva.

“Antigamente, o Estado produzia basicamente grãos. Depois começamos a industrializar, com o álcool. Veio o etanol, depois o etanol de milho, depois o açúcar, depois a energia de biomassa. Agora são os biocombustíveis, é a neoindustrialização. Temos a evolução do etanol de milho e também de outros produtos, como o sorgo, que já está em pauta. Também avançamos na proteína. Somos grandes produtores de carne bovina, suína, de aves e de peixe. O Estado evoluiu muito. Mato Grosso do Sul se tornou um grande produtor de amendoim, fruto da rotação de cultura da cana e de muitos anos de pesquisa. Temos o melhor amendoim do Brasil”, destacou.

Na avaliação do dirigente, a política de agregação de valor à produção local tem sido decisiva para atrair novos empreendimentos e consolidar o Estado como polo da indústria do agro.

“O que chamamos hoje de indústria do agro é justamente transformar aquilo que Mato Grosso do Sul produz. Um exemplo é o etanol de milho com o DDG, subproduto da produção que hoje já é exportado, com valor agregado muito elevado. Essa transformação daquilo que produzimos no Estado tem sido prioridade para o setor privado, para o governo estadual e também para os municípios. Essa transformação tem um objetivo muito claro. Os pilares estão bem definidos e vêm sendo perseguidos para que o Estado continue nesse caminho. Esse esforço fez de Mato Grosso do Sul a bola da vez”, avaliou.

Para materializar e comprovar, na prática, o ciclo de desenvolvimento industrial vivido por Mato Grosso do Sul, a trajetória da Metalfrio se apresenta como um dos exemplos mais representativos desse processo. 

A Metalfrio é uma empresa global, de origem brasileira, que está entre as líderes mundiais do setor de refrigeração comercial. Com um completo portfólio de produtos, atende às necessidades dos mais diversos tipos de estabelecimentos, levando a melhor tecnologia, durabilidade e o menor consumo de energia para você e seu negócio. Esta expertise, adquirida ao longo destes 60 anos, está presente em cada detalhe da linha de produtos, contribuindo para que marcas regionais e estabelecimentos comerciais se beneficiem com máxima eficiência, baixa manutenção, redução de custos operacionais e menor consumo de energia.

A consolidação da companhia no Estado teve início em 2005, com a implantação da primeira fase da fábrica de refrigeradores e freezers em Três Lagoas, atividade central do negócio da empresa. Desde então, a operação foi ampliada em outras duas etapas, até a transferência integral das atividades anteriormente realizadas em São Paulo.

Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país
A Metalfrio é uma empresa global de origem brasileira e referência mundial em refrigeração comercial.

“Em 2005, iniciamos a primeira fase de produção em Três Lagoas e, ao longo dos anos, concluímos outras duas etapas até a transferência total das operações de São Paulo. Essa decisão foi baseada na combinação entre infraestrutura, disponibilidade de mão de obra e incentivos fiscais, além do apoio dos governos local e estadual”, afirma Luiz Eduardo M. Caio, executivo da empresa.

“Duas décadas depois, mantemos uma operação consolidada, com capacidade de produzir até 500 mil equipamentos por ano, distribuídos em todo o Brasil e também para os países do Mercosul, gerando mais de mil empregos diretos e contribuindo de forma efetiva para a diversificação econômica do Estado”, acrescenta.

Segundo o executivo, os incentivos fiscais seguem sendo determinantes para a viabilidade da operação. “Eles são essenciais para compensar custos adicionais, especialmente os logísticos. Diante dos impactos previstos da Reforma Tributária a partir de 2028, confiamos na construção de soluções que preservem a competitividade e a sustentabilidade da nossa operação”, conclui.

Outro exemplo concreto da transformação industrial de Mato Grosso do Sul vem da Usina Sonora, instalada no município de Sonora, no norte do Estado de Mato Grosso do Sul. Fundada em 1976, com a primeira safra de cana-de-açúcar realizada em 1979, a unidade tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento econômico e social da região, ao ampliar oportunidades de emprego, renda e dinamizar a economia local e dos municípios do entorno, como Pedro Gomes, Itiquira e o distrito de Ouro Branco do Sul.

Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país
A Usina Sonora produz 90 mil m³ de etanol por ano e contribui para fortalecer a matriz energética renovável do país.

Segundo o diretor-presidente da Usina Sonora, Luca Giobbi, a trajetória da empresa está diretamente ligada ao desenvolvimento social e econômico da região.

“A Usina Sonora nasceu com o propósito de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para Sonora e para toda a região do entorno. Desde a primeira safra, em 1979, a unidade vem ampliando sua estrutura produtiva e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das famílias, fortalecendo a economia local e regional.”

Atualmente, a empresa produz o Açúcar Cristal Especial Sonora, comercializado nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. A capacidade instalada da unidade alcança 150 mil toneladas de açúcar bruto por ano.

A produção de etanol chega a 90 mil metros cúbicos anuais, abastecendo a frota interna da companhia e sendo comercializada nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, contribuindo para o fortalecimento da matriz energética renovável do país.

“Além do açúcar, avançamos fortemente na produção de etanol e na autossuficiência energética da unidade, o que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e com a transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Giobbi.

Outro pilar estratégico da operação é a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, por meio da biomassa da cana-de-açúcar, da hidrelétrica e da usina solar da empresa.

“Investimos continuamente na diversificação da nossa matriz energética, com biomassa, hidrelétrica e energia solar, como forma de garantir eficiência, sustentabilidade e segurança energética para o futuro”, afirmou.

A Usina Sonora emprega atualmente cerca de 1.800 colaboradores diretos, figurando entre os maiores empregadores da região, com impacto direto na geração de renda, no fortalecimento do comércio local e no apoio a iniciativas sociais, educacionais e comunitárias.

“Nosso papel vai além da produção industrial. Somos parte ativa do desenvolvimento social da região, apoiando projetos e iniciativas que geram oportunidades e fortalecem as comunidades locais”, ressaltou o dirigente.

Às vésperas de completar 50 anos de história, em 2026, a empresa projeta a continuidade de sua estratégia de crescimento sustentável.

“Celebrar cinco décadas é reconhecer uma trajetória construída com responsabilidade, inovação e respeito às pessoas. Nosso compromisso é seguir investindo, gerando oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento regional e para as próximas gerações”, concluiu Luca Giobbi.

Fonte: Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades

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Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS

Era uma quarta-feira comum de fevereiro, quando Emily Teixeira de apenas 18 anos entra radiante e emocionada na Escola Estadual Emygdio Campos Widal, em Campo Grande. Ela tinha descoberto há poucos instantes a sua aprovação em Medicina na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Um sonho de criança agora era realidade. Ao lado da sua mãe, ela escolheu a escola que estudou nos últimos três anos, como o primeiro lugar que iria comemorar esta grande conquista. Fez questão de agradecer os professores e diretor pelo apoio que recebeu durante todo o ensino médio. O sentimento era de alegria e gratidão.

“Foi uma emoção muito grande. Eu cheguei na escola e entrei na minha sala para agradecer os professores. Lembro de todas aulas, tudo que aprendi aqui. A escola além do aprendizado, sempre me senti acolhida, mostraram o quanto se importavam comigo, desde o início em 2023”, contou ela.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Emily Teixeira na biblioteca da Escola Emygdio Campos Widal

A aprovação em um curso tão concorrido em uma universidade pública mostra que além do empenho, dedicação e foco da estudante, havia uma unidade escolar preparada para oferecer um ensino de qualidade, que não ficaria devendo para qualquer escolar particular ou cursinho preparatório. Emily se preparou apenas na Escola Emygdio Campos Widal, no sistema de período integral.

“Aproveitei bastante a escola, principalmente no 3° ano. Aprendi muito com os bons professores que a escola tem e participava de tudo que podia. Aproveitava ao máximo o que a escola tinha a me oferecer. Quando chegava em casa continuava a estudar. Sempre tive muito incentivo da minha família. Desde pequena sonhava em ser médica. Depois minha irmã começou a fazer o curso (Medicina), o que me inspirou ainda mais. Inclusive minha intenção é ser pediatra”.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Clébia Teixeira

Mais feliz e realizada que Emily, apenas a sua mãe, Clébia Teixeira. Ela fez uma pesquisa minuciosa antes de colocá-la na Rede Estadual. “Pesquisei, falei com várias pessoas e descobri que esta escola (Emygdio Campos) tinha várias aprovações nos vestibulares e tinha esta preocupação com o sucesso dos estudantes. A nossa filha sempre gostou muito da escola, elogiava os professores e eu sempre fui muito bem atendida”.

Aos pais que desejam ver o mesmo sucesso dos filhos, Clébia destaca o apoio, incentivo e cobrança na rotina diária de estudo. “Cobrar seus filhos, acredito que é papel dos pais. Eu cobro bastante, tanto que glória a Deus vou ter duas médicas em casa. Outra coisa importante é acreditar no sonho e no potencial dos seus filhos, porque eles são capazes, até para que eles sejam mais do que nós”.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades

Ambiente e bons profissionais

A Escola Emygdio Campos Widal não aprovou apenas a Emily em vestibulares, mas sim 52 estudantes em diferentes universidades, em cursos diversos. Este cenário positivo é o resultado de um trabalho bem feito com os alunos do Ensino Médio.

“Nós temos professores extremamente qualificados, com mestrado e doutorado. Nós criamos boas expectativas e colhemos os frutos. A escola conseguiu cumprir seu papel de ser a ponte para que estes alunos tenham acesso às universidades. Para isto construímos um ambiente seguro, adequado e acolhedor”, garantiu o diretor da escola, Alexandre Fagundes Damian.

O diretor ponderou que quando chegam as aprovações, o sentimento é de felicidade e devem cumprido. “Estamos contribuindo para realizar o sonho deles, o projeto de vida que eles vão seguir. Também mostramos aos outros que é possível desde que se dediquem e acreditem em todo processo, principalmente em um momento de tanta tensão”.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Diretor Alexandre Damian
Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades

Uma das missões é mostrar aos alunos que eles têm condições de disputar as vagas nas universidades. “Importante acreditar na escola pública, que está entregando uma educação de qualidade. Nossa escola tem estrutura e material humano. Então sempre falo aos estudantes que aproveitem da melhor forma possível, pois a gente não deve nada pra ninguém, é só acreditar”.

A escola funciona em período integral, com 12 turmas no ensino médio, sendo três para educação profissional. Os estudantes chegam as 7h10 e saem apenas às 15h20 da tarde. Tem ainda o grupo que fica para outros projetos, como capoeira, xadrez badminton, tênis de mesa, futsal, voleibol, basquetebol e voleibol de areia.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Diretor e aluna Emily Texeira se abraçam para comemorar aprovação

Estrutura e investimento

Para oferecer boas condições e contribuir para o sucesso dos estudantes, o Governo do Estado faz grandes investimentos na Rede Estadual de Ensino. Um dos pilares é a reestruturação das unidades.  Das 352 escolas, 70% já passaram por intervenções, como reformas e ampliações. Um investimento que ultrapassa R$ 1,2 bilhão. Uma obra (reforma) é entregue a cada seis dias. Objetivo é entregar uma estrutura qualificada e preparada para atender os estudantes e profissionais de ensino.

Outro foco é a modernização das escolas, com um ambiente propício e preparado para o futuro, com lousas digitais e kits de robótica em diversas unidades. Assim como equipamentos que vão favorecer o ensino e aprendizado dos alunos. Mais de 900 mil itens foram entregues no ano passado, entre bens de consumo, linha branca para cozinha e demais dependências, mobiliários para estudantes e profissionais e equipamentos de tecnologia.

A valorização dos profissionais também faz parte deste pacote. O Estado paga um dos maiores salários do Brasil aos professores da Rede Estadual. A qualificação constante e capacitação dos docentes estão dentro deste processo.

“É com imensa alegria e orgulho que estamos acompanhando o ótimo desempenho dos nossos estudantes, caminhando para a continuidade dos estudos no ensino superior. Esses resultados são frutos de um trabalho conjunto, entre gestão escolar e equipe pedagógica, aliada à proposta da equipe da SED, que foca na preparação dos nossos estudantes. Essa é mais uma comprovação da excelência da qualidade de ensino que estamos ofertando”, afirmou o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.

Com ensino de qualidade, Rede Estadual realiza sonhos e aprova estudantes para universidades
Alunos da Rede Estadual de Ensino durante ano letivo

Fonte: Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Procon de Mato Grosso do Sul divulga ações previstas para o Mês do Consumidor

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Foto: Kleber Clajus/Procon/MS

O Procon Mato Grosso do Sul divulgou quinta-feira (5) a agenda de ações alusivas ao Mês do Consumidor, celebrado em março. As atividades incluem orientação, registro de denúncias e reclamações, além do encontro de gestores dos Procons municipais, em Campo Grande.

Nos casos de atendimento presencial, como a abertura de uma reclamação, é necessário que os consumidores apresentem um documento original com foto, comprovante de residência e outro que confirme a relação de consumo, por exemplo, um boleto, o recibo de pagamento ou a nota fiscal do produto ou serviço adquirido.

Haverá ainda, durante as ações, o incentivo para que os sul-mato-grossenses utilizem os canais digitais do Procon Mato Grosso do Sul, como o E-Procon e o aplicativo MS Digital.

Procon Móvel

7 de março – Em Aquidauana, das 9h às 16h, equipes de atendimento e orientação participam, na Escola Estadual Marly Russo, da primeira edição do Programa MS Cidadão. A iniciativa foi idealizada pela Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, em parceria com o projeto UEMS na Comunidade.

8 de março – Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o IV Festival de Verão mobilizará, das 7h às 11h, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, 65 instituições parceiras com a oferta de atividades esportivas, de lazer e orientação, incluindo os direitos dos consumidores. Toda a programação é promovida pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul).

14 de março – Alusivo ao Mês da Mulher, o Projeto UEMS na Comunidade – Por Elas realizará, das 8h às 12h, a oferta de serviços e orientações educativas voltadas à promoção da cidadania no Cras Hercules Mandetta, localizado na Rua Barbacena, s/n, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

A ação está alinhada ao quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que aborda a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis.

21 de março – Moradores do Parque do Lageado, em Campo Grande, terão acesso aos serviços do Procon Mato Grosso do Sul, das 8h às 13h, durante o Mutirão Todos em Ação. O evento vai acontecer na Escola Municipal Padre Thomaz Ghirardelli, localizada na Rua Lúcia dos Santos, nº 386.

26 e 27 de março – A van de atendimento do Procon Mato Grosso do Sul estará posicionada no Pátio Central Shopping. No local será possível tirar dúvidas e registrar reclamações, das 8h às 15h, em espaço localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1380, no Centro da Capital.

Encontro de Procons

Servidores que atuam nos Procons municipais se reúnem, na sede do Procon Mato Grosso do Sul, no dia 17 de março. O evento precede a Conferência de Defensoras e Defensores Públicos de Defesa do Consumidor, no Auditório Manuel de Barros, do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

O secretário nacional do consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Morishita Wada, é um dos convidados a participar de ambos os eventos. Na conferência, o tema abordado será a defesa do consumidor na era da inteligência artificial e os desafios da tutela na economia digital.

Fonte: Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS

DOF apreende agrotóxicos, cigarros e pneus avaliados em mais de R$ 400 mil

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Foto: DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta terça-feira (3), em Ponta Porã, dois veículos carregados com 300 quilos de agrotóxicos, 1.500 pacotes de cigarros e 16 pneus. Na ação, um homem de 23 anos foi preso em flagrante.

Os policiais realizavam bloqueio na MS-384 quando os condutores, que seguiam juntos e com as luzes apagadas, furaram o bloqueio policial e empreenderam fuga. Após alguns quilômetros de acompanhamento, o condutor de um GM Corsa foi alcançado e detido. Já o motorista de um GM Vectra abandonou o veículo e fugiu a pé em meio a uma área de mata.

Questionado sobre os ilícitos, o homem afirmou aos policiais que havia sido contratado para pegar os materiais em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e levá-los até Campo Grande, onde receberia R$ 1,3 mil pelo transporte.

O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 410 mil, foi encaminhado à Receita Federal de Campo Grande.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas, pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.

30ª Exponavi será realizada de 17 a 20 de abril em Naviraí

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Registro da 29ª Exponavi,, realizada em 2023. Foto: Roni Silva/Prefeitura de Naviraí/Arquivo

Redação

A 30ª edição da Exponavi já tem data marcada e será realizada de 17 a 20 de abril, no Parque de Exposições Tatsuo Suekane, em Naviraí. A tradicional exposição agropecuária promete reunir público da cidade e de toda a região do Cone Sul em quatro dias de programação voltada ao entretenimento, negócios e cultura.

Entre as atrações confirmadas estão os shows das duplas Jennifer & Stephan e João Bosco & Vinícius, além do cantor Luan Pereira. A arena também receberá o rodeio, que contará com as locuções de Francis Carlos e Henrique Soares.

Além das apresentações musicais e das montarias, a programação inclui leilão de gado, exposição empresarial, praça de alimentação e parque de diversões, oferecendo diversas opções para cada visitante.

30ª Exponavi será realizada de 17 a 20 de abril em Naviraí
Foto: Divulgação

Fonte: Grupo A Gazeta

MS enfrenta calor de até 40 °C antes da chegada de frente fria

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(Foto: EnfoqueMS)

Depois de dias de calor intenso, Mato Grosso do Sul deve enfrentar um fim de semana de temperaturas ainda mais elevadas antes da chegada de uma mudança no tempo. A previsão indica máximas que podem chegar a 40 °C em algumas regiões do estado entre sexta-feira (6) e sábado (7).

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o predomínio será de sol com variação de nebulosidade e tempo firme na maior parte do estado. A condição ocorre por causa da atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que dificulta a formação de nuvens de chuva.

Além do calor, os índices de umidade relativa do ar devem ficar baixos, variando entre 15% e 35%. Os meteorologistas alertam que esses níveis exigem atenção com hidratação e cuidados com a saúde, principalmente durante o período da tarde.

Mesmo com o tempo mais estável, não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva rápidas e isoladas, principalmente na região norte do estado. Em pontos específicos, as chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento superiores a 50 km/h.

Na capital, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica temperatura mínima de 21 °C e máxima de 35 °C nesta sexta-feira, com possibilidade de chuva isolada ao longo do dia. Já o Climatempo aponta sol entre muitas nuvens e temperaturas entre 22 °C e 33 °C, sem previsão de chuva.

Calor continua no sábado

No sábado (7), o cenário deve ser semelhante, com sol, calor e variação de nebulosidade em Mato Grosso do Sul. As máximas podem atingir até 40 °C, especialmente nas regiões pantaneira e sudoeste.

Nas regiões sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as mínimas devem variar entre 22 °C e 24 °C, enquanto as máximas podem chegar a 39 °C. No Pantanal e no sudoeste do estado, os termômetros podem marcar entre 24 °C e 27 °C pela manhã e atingir até 40 °C à tarde.

Em Campo Grande, a previsão indica mínimas entre 23 °C e 25 °C e máximas que variam entre 32 °C e 36 °C entre sexta e sábado.

Mudança no tempo no domingo

No domingo (8), o dia ainda começa com sol e calor, com máximas entre 33 °C e 37 °C. A umidade relativa do ar continua baixa, principalmente na metade sul do estado, com índices entre 20% e 40%.

A partir da tarde e da noite, porém, aumenta a chance de instabilidade. A previsão indica crescimento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva em diversas regiões.

Entre a noite de domingo e a segunda-feira (9), as condições para chuva devem se intensificar em todo o estado com o avanço de uma frente fria pelo oceano, associada a áreas de baixa pressão atmosférica e ao calor acumulado dos últimos dias.

Fonte: EnfoqueMS

Produtores que adotam gestão técnica atravessam ciclo pecuário com maior margem

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Em um momento de transição do ciclo pecuário, marcado pela passagem gradual da fase de baixa para a fase de alta, as decisões tomadas dentro da porteira hoje terão impacto direto no médio e longo prazo. Para apoiar o produtor rural e evitar escolhas por impulso, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS oferece suporte no planejamento, na análise de mercado e na construção de sistemas produtivos mais eficientes e resilientes.

Na pecuária de corte, o tempo é um fator decisivo. Para o invernista de fêmeas, os efeitos costumam ser percebidos cerca de um ano depois, enquanto na atividade de cria esse prazo pode ultrapassar dois anos. Mesmo assim, ainda é comum que o produtor baseie suas escolhas apenas no cenário do momento, sem levar em conta a dinâmica do ciclo pecuário.

De acordo com o coordenador da ATeG Bovinocultura de Corte do Senar/MS, Fabiano Pessatti, compreender essa lógica é fundamental para reduzir riscos. “Quando o produtor toma decisões olhando apenas para o ‘hoje’, sem considerar o ciclo pecuário, ele acaba assumindo riscos elevados e, muitas vezes, comprometendo os resultados futuros da propriedade”, explica.

A dinâmica do ciclo segue a lei da oferta e da demanda e tem no preço do bezerro seu principal gatilho. A escassez de bezerros eleva preços e margens da cria, estimulando a retenção de fêmeas. Esse movimento reduz o abate, restringe a oferta de animais e contribui, com o tempo, para a valorização da arroba do boi gordo. Na sequência, o aumento da oferta futura de bezerros pressiona seus preços, dando início ao ciclo de baixa e reiniciando todo o processo.

Decisões reativas aumentam riscos e impactam nos resultados

Quando a condução do sistema produtivo ocorre de forma reativa, baseada apenas no instinto ou em leituras superficiais do mercado, sem estratégia definida, os impactos negativos tendem a aparecer de forma silenciosa. Dados do benchmarking da ATeG Bovinocultura de Corte do Senar/MS, referentes ao ano pecuário 2023/2024 – período considerado um dos momentos mais desafiadores do atual ciclo de baixa da pecuária – evidenciam que, mesmo entre propriedades assistidas, o desempenho produtivo e econômico varia de acordo com o nível de gestão e de adoção das recomendações técnicas.

Em uma atitude reativa, as propriedades acompanhadas apresentaram, em média, redução de 1,59 arroba por hectare (@/ha) no estoque. Nos sistemas de recria e engorda, as perdas foram ainda mais expressivas, com médias de 7,46 @/ha e 4,71 @/ha, respectivamente. Na prática, muitos produtores acabaram comercializando animais adquiridos a custos elevados justamente no menor preço médio da arroba registrado nos últimos três anos, muitas vezes com o objetivo de manter o fluxo de caixa da fazenda no azul.

“A ausência de planejamento e de análise estruturada do sistema produtivo intensifica esse problema. Quando o produtor não utiliza plenamente as forças da propriedade, deixa de corrigir gargalos, perde oportunidades e se expõe a ameaças tanto nos momentos de alta quanto nos de baixa do ciclo. Esse processo, muitas vezes gradual, leva à descapitalização da atividade, frequentemente atribuída apenas a fatores externos”, observa Pessatti.

As fazendas com margem bruta positiva, identificadas no levantamento, apresentaram taxa de desmama média de 67,36%, período médio de estação de monta de 7,67 meses e produção de 139,76 quilos de bezerro por matriz exposta, indicadores significativamente superiores aos observados nas propriedades com margem bruta negativa, que registraram taxa de desmama de 57,99% e produção de 114,73 quilos por matriz. Entre as propriedades acompanhadas, há realidades distintas, desde fazendas com estação de monta consolidada, de cerca de três meses, até aquelas que iniciaram a adoção da prática recentemente.

A diferença também se reflete no resultado econômico, enquanto os sistemas mais eficientes alcançaram margem bruta média de R$ 901,36 por hectare ao ano, aqueles com menor eficiência apresentaram resultado de R$ 459,98 por hectare ao ano. Em uma base que reúne mais de 580 mil hectares de pastagens e 740 mil cabeças, o benchmarking demonstra que o acompanhamento técnico e gerencial permite identificar gargalos, orientar correções e apoiar o produtor na transição de sistemas deficitários para modelos produtivos mais eficientes e rentáveis ao longo do ciclo pecuário.

Produtores que adotam gestão técnica atravessam ciclo pecuário com maior margem

Dados do benchmarking da ATeG Bovinocultura de Corte do Senar/MS

É nesse contexto que a Assistência Técnica e Gerencial se torna um diferencial estratégico. Por meio da ATeG, os técnicos de campo do Senar/MS auxiliam o produtor na realização de diagnósticos completos da propriedade, considerando histórico técnico, produtivo e econômico.

“A partir desse diagnóstico, são definidas metas alinhadas aos objetivos do produtor e construído um plano de ação coerente com a realidade do sistema produtivo. Isso permite que a propriedade se posicione de forma mais estratégica ao longo do ciclo pecuário”, destaca o coordenador.

A metodologia da ATeG incentiva a tomada de decisão baseada em números, indicadores e estratégias, sem desconsiderar a experiência do produtor. Custos de produção, produtividade, desempenho zootécnico e resultados financeiros passam a orientar escolhas mais conscientes, reduzindo riscos e aumentando a rentabilidade da atividade. Dessa forma, o produtor deixa de reagir aos movimentos do mercado e passa a se posicionar de forma estratégica diante do ciclo pecuário.

Por meio da ATeG, o Senar/MS abre portas para novas conquistas, promovendo sustentabilidade e fortalecendo a permanência do produtor no campo. Para saber mais, procure o Sindicato Rural do seu município.

Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma

Sistema Famasul reforça a defesa do campo em Conferência Nacional de Segurança Pública

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(Foto: CNA)

Com o tema “Combate ao crime organizado nos setores produtivos”, a Conferência iLab-Segurança 2026 colocou no centro do debate uma das maiores preocupações do agro brasileira, o avanço da criminalidade que atinge propriedades rurais, cadeias produtivas e a vida de quem produz. Nesse cenário, o presidente do Sistema Famasul e diretor secretário da CNA, Marcelo Bertoni, representa os produtores sul-mato-grossenses, em Brasília,  reforçando a importância de enfrentar o problema com articulação nacional e ações concretas.

“A segurança no campo é uma demanda constantes dos produtores rurais de todo o país.  Como presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, acompanho casos que mostram a importância desse debate e do fortalecimento do setor. Estar aqui e acompanhar as inovações relacionadas ao tema ajuda a garantir a segurança no meio rural”, comenta Bertoni.

Em Mato Grosso do Sul, essa atuação vai além do debate institucional. O Sistema Famasul é parceiro ativo das forças de segurança na construção de políticas públicas voltadas ao campo e participou da articulação que resultou na criação do Batalhão de Polícia Militar Rural, dentro do programa estadual de patrulhamento rural lançado em 2022. A entidade também contribuiu com o fortalecimento do programa “Campo Mais Seguro”, incluindo a entrega de 15 mil placas de identificação de propriedades, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das equipes policiais.

Sistema Famasul reforça a defesa do campo em Conferência Nacional de Segurança Pública

Os resultados comprovam a efetividade do modelo. Entre 2024 e 2025, foram cumpridos cerca de 30 mandados de prisão, apreensão e recuperação de mais de 40 veículos, 20 armas de fogo ligadas diretamente ao crime de abigeato retiradas de circulação, 216 animais recuperados, recuperação de maquinários agrícolas e joias, incluindo um trator e um lote avaliado em R$ 80 mil. Somente em 2025, o uso de drones contribuiu diretamente para a apreensão de mais de 4 toneladas de drogas, 60 animais furtados, gerando prejuízo superior a R$ 9 milhões ao crime.

Nos mais de três anos de existência, a patrulha realizou mais de 31 mil visitas preventivas em todo o estado e 52 operações rurais, entre elas a Operação Falcão, que intensificou o policiamento em regiões com maior incidência de furto de gado, maquinário e tráfico de drogas. No período, houve redução de 31,5% nos furtos, 50,7% nos casos de abigeato, 45,1% nos roubos e 28,2% nos homicídios dolosos.

Conferência iLab

A Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 é considerada o principal espaço institucional de articulação estratégica entre os Conselhos Nacionais das forças de segurança pública do Brasil. O evento reúne Secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais para alinhar diagnósticos, fortalecer a cooperação federativa e transformar experiências operacionais em propostas estruturantes para o país.

Em 2026, o evento aprofunda o debate sobre o combate ao crime organizado nos setores produtivos, discutindo a asfixia econômica do ilícito e a necessidade de novos marcos regulatórios. O objetivo é consolidar uma abordagem integrada que una repressão qualificada, inteligência financeira, regulação eficiente e cooperação entre Estado e setor produtivo.

A mesa de abertura contou ainda com a presença do vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, que destacou a insegurança enfrentada em diversos estados brasileiros e o impacto direto na vida dos produtores. “Vir para um evento como este, onde a demonstração da unificação das forças de segurança nos gera uma expectativa bastante positiva em observar a vontade de se resolver o problema da insegurança do país”, afirmou.

Nesta quarta-feira (4), o vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, e o consultor de segurança pública instituição, Rodney Miranda, participam do painel “Segurança no Campo”, que discutirá desafios e estratégias para o enfrentamento da criminalidade rural. O painel contará ainda com a presença do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar.

Ainda no contexto do agronegócio, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, ressaltou, durante a abertura, que a segurança no campo é uma das prioridades da gestão do presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, com incentivo à interação entre sindicatos rurais e forças policiais para ampliar a proteção no meio rural.

A participação de Marcelo Bertoni no evento reforça o compromisso do Sistema CNA/Senar e da Famasul em levar aos principais fóruns nacionais a realidade vivida no campo e defender medidas que garantam mais segurança aos produtores rurais e suas famílias.

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

PGE lança Manual de Conduta Eleitoral 2026 com orientações a gestores públicos

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A PGE/MS (Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) lançou o Manual de Conduta Eleitoral 2026, documento que reúne orientações jurídicas voltadas à atuação de gestores e servidores públicos durante o pleito deste ano.

A publicação tem como objetivo oferecer segurança jurídica aos agentes públicos estaduais, detalhando as condutas vedadas pela legislação eleitoral, regras de desincompatibilização, calendário oficial e parâmetros fixados pela Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), além de fundamentos doutrinários e jurisprudenciais atualizados.

Conforme o documento, apresentado na Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), o manual foi elaborado para apoiar os agentes públicos em suas áreas de atuação, com base em doutrina, jurisprudência e manifestações administrativas consolidadas.

“Nossa primeira ação foi permitir que os servidores, e que os gestores, os agentes públicos, navegassem pelos calendários eleitorais com muita segurança jurídica. Trabalhamos para facilitar, pois sabemos a dificuldade da legislação”, explicou a procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia.

De acordo com ela, a PGE também deu início nesta semana ao plantão tira-dúvidas. “Em 48 horas, o agente que levou uma consulta à Procuradoria terá respondida essa sua dúvida. Muitas vezes são questões simples, então, havendo já o entendimento da PGE, ou não sendo de alta indagação, responderemos em dois dias. Tudo de forma virtual, por intermédio do canal desenhado pela instituição”, detalhou.

O conteúdo do manual é uma atualização da edição anterior, incorporando novos entendimentos dos tribunais e referências recentes sobre o tema.

Entre os principais pontos abordados estão as condutas vedadas previstas nos artigos 73 a 77 da Lei das Eleições, como uso de bens públicos em benefício de candidaturas, cessão de servidores durante o expediente para atividades eleitorais, uso promocional de programas sociais, publicidade institucional em período vedado e restrições a transferências voluntárias de recursos nos meses que antecedem o pleito.

O manual também apresenta o calendário das Eleições Gerais de 2026, com previsão de primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, além das datas de posse dos eleitos, previstas para janeiro e fevereiro de 2027.

“O objetivo é orientar os gestores públicos, os servidores de Mato Grosso do Sul. Nosso manual está dividido essencialmente em três partes, sendo a mais robusta delas a que trata das condutas vedadas pela Lei das Eleições”, reforçou a chefe da PEL (Procuradoria de Assuntos Eleitorais), Marcela Gaspar.

Também compuseram a mesa de autoridades, durante o lançamento do manual, a desembargadora Elizabete Anache, que é ouvidora do TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral), e a juíza Kelly Gaspar Duarte, diretora da EJE/MS (Escola Judiciária Eleitoral), além do presidente da OAB, Bitto Pereira.

A criação do Manual de Conduta Eleitoral reforça o compromisso da PGE com a legalidade, a transparência e a preservação da igualdade de oportunidades entre candidatos, prevenindo o uso indevido da máquina pública e contribuindo para a lisura do processo eleitoral.

Com informações Assessoria de Imprensa PGE/MS. Fotos: Fernanda Fortuna e Gerson Walber/OAB

Pensando na segurança da população Lígia pede viaturas para as polícias Civil e Militar em Amambai

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Fachada da Delegacia de Polícia Civil, em Amambai. Novas viaturas para a PC e para a PM vai melhoras as condições de trabalho dos profissionais os dois órgãos de segurança, destaca a vereadora Lígia Borges. (Foto: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

Com o objetivo  de oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais das duas corporações, consequentemente também melhorar o atendimento à população, a vereadora Lígia Borges (PP), líder do prefeito na Câmara Municipal, está buscando junto ao Governo do Estado a destinação de viaturas para as polícias, Civil e Militar, em Amambai.

Por meio de indicação apresentada durante a sessão da Câmara dessa segunda-feira, dia 2 de março, destinada ao Paulo Corrêa, Lígia pediu ao deputado estadual, seu parceiro político na ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) para interceder na medida do possível, junto ao governador Eduardo Riedel e ao secretário de

Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, para viabilizar a destinação de pelo menos duas viaturas novas para Amambai, uma para cada órgão de segurança acima citado.

“Essa indicação tem como objetivo fortalecer a estrutura das forças de segurança pública que atuam em Amambai, garantindo melhores condições de trabalho aos profissionais e ampliando a capacidade de atendimento à população”, disse Lígia Borges.

A vereadora enfatizou também que Amambai possui extensa área territorial, o que exige

deslocamentos constantes e respostas rápidas às ocorrências, sendo medidas essenciais para assegurar maior eficiência nas ações preventivas e repressivas, além de proporcionar mais segurança e tranquilidade às famílias amambaienses.

“A destinação dessas viaturas representa investimento direto na proteção da nossa comunidade, contribuindo para a redução da criminalidade, maior presença policial nas ruas e fortalecimento das ações investigativas” , salientou a parlamentar.

Veja abaixo a indicação na íntegra

Pensando na segurança da população Lígia pede viaturas para as polícias Civil e Militar em Amambai

Tecnologia amplia ação no tratamento de sementes

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“Temos também a perspectiva de obter novos registros para essa solução" - Foto: Pixabay

O tratamento de sementes é uma das principais estratégias para proteger as lavouras nas fases iniciais de desenvolvimento, reduzindo perdas causadas por doenças e pragas ainda no início do ciclo produtivo. A ampliação de registros de defensivos agrícolas voltados a essa etapa busca ampliar o alcance de tecnologias já consolidadas no campo.

Um fungicida utilizado no tratamento de sementes teve sua bula ampliada para atender novas culturas e alvos biológicos. A atualização inclui mais 11 cultivos e o controle do nematoide-das-lesões em milho e do nematoide-das-galhas na soja. A expansão contempla algodão, amendoim, aveia, canola, centeio, cevada, ervilha, girassol, pastagem, sorgo e triticale.

Segundo a Sipcam Nichino Brasil, o produto já vinha sendo utilizado por produtores em culturas como soja, arroz irrigado, feijão, milho e trigo desde seu lançamento, há cerca de três anos. A tecnologia combina ação sistêmica e de contato e tem como base os compostos fluazinam e tiofanato metílico.

“Temos também a perspectiva de obter novos registros para essa solução, referenciada no tratamento de sementes, nos próximos meses”, afirma Iago Carraschi, especialista em Pesquisa & Desenvolvimento da Sipcam Nichino.

De acordo com a área de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, a solução elimina fungos presentes nas sementes, protege as plantas contra patógenos de solo e contribui para melhorar o potencial germinativo das lavouras. “Além da ação sistêmica, Torino® atua eficazmente no controle de fungos dormentes ou ‘micélios’ presentes nas sementes. Impede assim que se desenvolvam e inviabilizem a emergência das plantas”, finaliza.

Seguro rural exige atenção ao acesso à subvenção

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A subvenção ao seguro rural pode representar um apoio importante ao produtor.

A gestão de riscos é um dos fatores decisivos para a estabilidade econômica das propriedades rurais, especialmente em momentos de transição entre safras e de planejamento das próximas etapas da produção. Segundo o engenheiro agrônomo Henrique Bernardo Muriana, a subvenção ao seguro rural pode representar um apoio importante ao produtor, mas exige atenção técnica e planejamento para que o benefício seja efetivamente acessado.

Com o fim da colheita da soja e o avanço do plantio do milho safrinha no Paraná, muitos produtores direcionam suas decisões para temas como escolha de sementes, estratégias de adubação e manutenção de maquinários. Nesse contexto, Muriana observa que um instrumento importante de gestão muitas vezes fica em segundo plano: a subvenção federal ao prêmio do seguro rural, conhecida como PSR.

O programa foi criado para reduzir o custo das apólices e ampliar a proteção financeira do produtor diante de perdas provocadas por eventos climáticos. No entanto, o acesso ao benefício depende de alguns cuidados técnicos e administrativos que podem fazer diferença no momento da contratação do seguro.

Um dos pontos destacados é o timing do recurso. O orçamento destinado à subvenção é limitado e bastante disputado. Quando a formalização da proposta de seguro ocorre com atraso, existe o risco de o produtor precisar arcar com o valor integral do prêmio.

Outro fator importante é o cumprimento rigoroso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Plantios realizados fora da janela recomendada podem desclassificar o produtor da subvenção e comprometer a cobertura em caso de sinistro.

Também é necessário atenção na análise dos contratos. Divergências entre dados da apólice e informações vinculadas ao crédito rural podem gerar erros de enquadramento, situação em que a auditoria técnica se torna fundamental para evitar problemas futuros.

Dólar fecha em R$ 5,28 com preocupações sobre Oriente Médio

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Após uma trégua na quarta-feira (4), o mercado financeiro teve uma sessão turbulenta nesta quinta (5), em meio às preocupações sobre o conflito no Oriente Médio. O dólar aproximou-se de R$ 5,30 e fechou no maior valor desde o fim de janeiro. A bolsa de valores caiu mais de 2,5%, e o petróleo teve forte alta.Dólar fecha em R$ 5,28 com preocupações sobre Oriente MédioDólar fecha em R$ 5,28 com preocupações sobre Oriente Médio

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,287, com alta de R$ 0,069 (+1,32%). A cotação oscilou em torno de R$ 5,23 durante a manhã, ultrapassou R$ 5,28 no início da tarde, desacelerou e chegou a atingir R$ 5,29 por volta das 16h30. Um movimento global de investidores levou à alta da moeda.

Na maior cotação desde 23 de janeiro, a divisa acumula alta de 2,34% na semana. No ano, porém, a moeda estadunidense cai 3,66%.

O mercado de ações teve um dia de perdas.O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.464 pontos, com recuo de 2,64%. O indicador está no menor patamar desde 26 de janeiro.

Apenas as ações de petroleiras subiram, influenciadas pela alta na cotação internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, aumentou 4,93%, para US$ 85,41. Essa foi a quinta alta consecutiva.

Em todo o planeta, investidores transferiram dinheiro de aplicações mais arriscadas para títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados os investimentos mais seguros do planeta. O bombardeio pelo Irã de um aeroporto numa região autônoma do Azerbaijão reacendeu os temores de que o conflito no Oriente Médio se expanda.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do planeta, voltou a contribuir para a instabilidade do mercado e a disparada das cotações internacionais do petróleo e do gás natural. Grandes produtores, como o Iraque e o Kwait, podem parar de exportar se a passagem continuar fechada.

Petrobras registra lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025, impulsionado principalmente peloaumento da produção de petróleo e gás, e pela geração de caixa da empresa. O crescimento foi de 198,9% em relação a 2024.Petrobras registra lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025Petrobras registra lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025

Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (5), no quarto trimestre do ano passado o lucro foi de R$ 15,6 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve aumento de 52,3%. 

Os números refletem um ano de resultados considerados sólidos pela estatal, mesmo em um cenário de queda no preço internacional do petróleo. Em 2025, o barril do Brent registrou retração de cerca de 14% em relação ao ano anterior, fator que pressionou parte das receitas da companhia.

A Petrobras destacou que o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção total de óleo e gás, que cresceu cerca de 11% no ano, além do avanço de novos projetos no pré-sal. O relatório menciona o início da operação de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e o avanço de unidades em campos como Búzios e Mero.

Outro indicador relevante foi o EBITDA ajustado, que alcançou R$ 244,3 bilhões em 2025, mostrando estabilidade em relação ao ano anterior, apesar da queda do Brent. O resultado foi parcialmente compensado pelo aumento do volume produzido e pela maior eficiência operacional.

“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, disse Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras.

Segundo a companhia, o desempenho operacional também contribuiu para um recorde nas exportações de petróleo no quarto trimestre, que chegaram a 999 mil barris por dia.

No quarto trimestre, o lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras foi de R$ 15,563 bilhões, abaixo do registrado no trimestre anterior, quando o resultado havia sido de R$ 32,7 bilhões. A variação foi influenciada por fatores como a oscilação cambial e mudanças no desempenho operacional ao longo do período.

Além dos resultados financeiros, a Petrobras informou que pagou R$ 277,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios em 2025 e distribuiu R$ 45,2 bilhões em proventos aos acionistas ao longo do ano.

Entre histórias de recomeço, Lia Nogueira entrega emenda a projeto que resgata vidas em Campo Grande

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Fotos: Assessoria

A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) visitou a Comunidade Terapêutica Projeto Jaboque, em Campo Grande, para entregar oficialmente a emenda parlamentar de 2025 no valor de R$50 mil e acompanhar de perto o trabalho desenvolvido na reabilitação de dependentes químicos. O recurso será aplicado na compra de beliches, aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, reforçando a estrutura de acolhimento e a rotina de quem está em tratamento.

Durante a visita, Lia Nogueira percorreu as instalações, conversou com a equipe e ouviu histórias de pessoas que estão tentando romper com o ciclo da dependência e reconstruir a própria vida. “A gente sai daqui diferente. Porque não é teoria, é vida real. É gente lutando todos os dias para recomeçar”, afirmou a deputada.

A entidade é conduzida pela pastora Sheila, que compartilhou sua própria trajetória e o propósito do projeto. Ela contou que já viveu em situação de rua e que hoje dedica a vida ao acolhimento e à recuperação de pessoas em vulnerabilidade. “Eu sou testemunha viva. Um dia eu estive do outro lado e hoje eu trabalho com quem enfrenta a dependência. Existe recuperação para quem quer. Funciona, tem jeito”, disse.

O Projeto Jaboque tem capacidade para mais de 70 acolhidos e recebe pessoas de diferentes municípios de Mato Grosso do Sul. Lia destacou que apoiar a estrutura é parte do cuidado e influencia diretamente a permanência e a rotina de quem está no processo. “Não adianta falar em recuperação sem condições. Estrutura também é dignidade. Essa emenda é para ajudar esse trabalho a continuar de pé”, declarou.

Um dos acolhidos relatou que está em recuperação com acompanhamento profissional e que o projeto tem sido decisivo para reorganizar a vida. “Hoje eu estou bem e sendo acompanhado. Aqui eu consegui retomar minha profissão e minha vida social. Sou muito grato”, afirmou.

Para Lia Nogueira, iniciativas como o Projeto Jaboque merecem atenção constante porque atuam onde a necessidade é urgente e silenciosa. “Quando a gente fortalece quem está na ponta, a gente não está ajudando só uma pessoa. A gente está ajudando uma família inteira a respirar de novo”, completou.

Fonte: Assessoria Dep. Lia Nogueira