A ex-presidenta Dilma Rousseff continuará à frente do Banco do Brics. A recondução da brasileira ao cargo – indicada em 2023 para mandato que se encerraria em julho deste ano – foi confirmada pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
“Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, postou Gleisi em suas redes sociais.
A indicação de Dilma para continuar à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB – sigla em inglês) pelos próximos cinco anos já havia sido acenada no final do ano passado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.
De acordo com as regras do banco, há um rodízio de indicações para o cargo, entre cada país-membro fundador do Brics, para mandatos de cinco anos. São membros fundadores do bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Seguindo esse critério, a próxima indicação ficaria a cargo da Rússia.
No entanto, durante o encerramento da 16º Cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia, Putin já havia acenado com a indicação de Dilma, enquanto estratégia para evitar “transferir todos os problemas [que em função da guerra com a Ucrânia] estão associados à Rússia”, discursou o presidente russo.
Dilma assumiu a chefia do banco em março de 2023, no lugar de Marcos Troyjo, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro. A troca dos ocupantes do cargo foi feita após Luiz Inácio Lula da Silva assumir a Presidência do Brasil.
O projeto “Nossa Energia” estará em Amambai nesta segunda e terça-feira, 24 e 25 de março, promovendo o cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica e a troca de lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, que são mais econômicas e duráveis.
A ação acontece no Ginásio de Esportes Flávio Derzi, com atendimento no dia 24, das 13h às 17h, e no dia 25, das 7h30 às 11h e das 13h às 17h.
Na terça-feira, 25, a programação inclui uma palestra sobre eficiência energética, das 13h às 16h, e, às 17h30, uma sessão de cinema seguida do sorteio de 10 geladeiras e 30 ventiladores. Para participar, é necessário apresentar CPF, RG, conta de luz atualizada e número do NIS/BPC/LOAS.
A ação faz parte do Programa de Eficiência Energética da Aneel e conta com o apoio da Prefeitura de Amambai.
Após a taxa básica de juros ser elevada para 14,25% ao ano, as previsões do mercado financeiro para a expansão da economia e o índice de inflação em 2025 foram reduzidas, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (24), em Brasília. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para este ano, a estimativa para o crescimento da economia caiu de 1,99% para 1,98%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,95 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 6.
Inflação
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 5,66% para 5,65% este ano. Para 2026, a projeção da inflação subiu de 4,48% para 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na reunião da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic, em um ciclo de contração na política monetária.
Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.
Próximas reuniões
Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.
Até o fim deste ano, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
O vereador Leandro das Virgens, o “Leo Mecânico” (PSD), encaminhou documento à Secretaria Municipal de Planejamento, Projetos, Habitação e Controle Urbano, com cópia ao Departamento de Construção e Reforma, solicitando reparos emergenciais na estrutura do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Júlio Ushigima.
De acordo com o vereador, a unidade enfrenta sérios problemas estruturais, incluindo vazamentos no telhado que resultam em infiltrações nas salas de aula. Segundo o vereador, a situação tem causado transtornos tanto para os alunos quanto para os profissionais da educação que atuam no local. Além disso, a pintura do prédio também apresenta diversas áreas danificadas, necessitando de manutenção para garantir um ambiente mais adequado para as atividades escolares.
“Nosso pedido tem como objetivo assegurar um espaço digno e seguro para nossas crianças, professores e demais profissionais do CMEI Professor Júlio Ushigima. O ambiente escolar deve ser propício para o aprendizado e desenvolvimento das crianças, e problemas estruturais como esses comprometem a qualidade do ensino”, destacou Leo Mecânico.
O vereador afirmou que vai acompanhar o pedido e a ação das pastas competentes para que as melhorias sejam realizadas o mais breve possível, garantindo a segurança e o bem-estar de todos que utilizam a instituição.
Brasília (DF) -- Novo cartão Bolsa Família 2023. Foto: MDAS/Divulgação
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (24) a parcela de março do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 668,65. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,5 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,7 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Os beneficiários de 550 cidades receberam o pagamento na terça-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes no ano passado, e de mais nove estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 3,11 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 367,39.
Calendário Bolsa Família 2025/Março – Arte EBC
Auxílio Gás
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que atende a famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é concedido a cada dois meses, o pagamento voltará em abril.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, neste sábado (22), dois homens de 23 e 24 anos, por tráfico de drogas em Laguna Carapã. Com eles, foram apreendidos papelotes de cocaína e haxixe.
Os militares faziam patrulhamento no município, quando abordaram um dos suspeitos, próximo ao Parque de Exposição da cidade. Com o homem, de 23 anos, foram encontrados porções de haxixe.
Segundo o suspeito, ele revenderia a droga junto a um amigo, no bairro Nossa Senhora Aparecida. No endereço, onde estava seu comparsa, os policiais encontraram mais porções de cocaína e haxixe, com o segundo suspeito, de 24 anos de idade, que estava sentado em frente a uma residência.
Ao todo, foram apreendidos 27 papelotes de cocaína além de 200 gramas de haxixe. Os materiais apreendidos e os autores foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Laguna Carapã.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
Uma ação conjunta entre policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) resultou na recuperação de um veículo Fiat Toro, em Naviraí, neste sábado (22). Um homem, de 28 anos, foi preso em flagrante.
Os policiais faziam policiamento pela BR-487, zona rural do município, quando abordaram o condutor do carro. Durante entrevista, o motorista apresentou muito nervosismo e versões desencontradas sobre o motivo da viagem.
Em checagem aos agregados do automóvel, foi constatado o roubo na cidade de Guapimirim (RJ), no último dia 14. Questionado, o autor afirmou que pegou o veículo na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e levaria até a fronteira com o Paraguai, não especificando a cidade onde entregaria o carro.
O veículo e o detido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Naviraí. A ação envolvendo os policiais do DOF e a CGPA aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
Uma mulher de 38 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas na manhã deste domingo (23), na rodoviária de Dourados. A prisão ocorreu por volta das 11h30, quando agentes da Guarda Municipal realizavam rondas no local e notaram o comportamento suspeito da passageira.
Segundo informações da ocorrência, V.C., moradora de São Paulo, demonstrou nervosismo ao perceber a presença dos agentes. Diante da atitude suspeita, os guardas realizaram a abordagem e perceberam contradições nas respostas da mulher.
Durante buscas pessoais e na bagagem dela, os agentes encontraram um tablete de haxixe, totalizando 1,120 kg da droga. V.C. confessou que receberia R$ 1 mil para transportar o entorpecente de Coronel Sapucaia até São Paulo.
A mulher foi encaminhada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
Fonte: Cristina Nunes e Osvaldo Duarte/Dourados News
No Mato Grosso do Sul, fatores como queimadas, incêndios florestais e o aumento da frota veicular contribuem para a emissão de poluentes atmosféricos, resultando na exposição humana com efeitos diretos e indiretos na saúde, meio ambiente e oferta de serviços de saúde.
A qualidade do ar, além de ser uma preocupação ambiental, reflete diretamente nos números do SUS (Sistema Único de Saúde). O aumento das consultas médicas, internações hospitalares e o uso intensivo de medicamentos e equipamentos hospitalares estão entre os reflexos da degradação do ar.
Para enfrentar esse desafio, o Governo do Estado, por meio da Vigiar (Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos), tem monitorado de perto os efeitos da poluição e implementado estratégias para proteger a saúde dos sul-mato-grossenses.
A exposição constante a poluentes como a fumaça das queimadas, gases industriais e poluição veicular pode desencadear uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de problemas de saúde mental e dermatológicos.
A população mais vulnerável a esses efeitos são as crianças, os idosos e as pessoas com comorbidades, como doenças pulmonares crônicas e problemas cardíacos.
“O impacto da poluição atmosférica na saúde da população sul-mato-grossense exige uma abordagem científica e integrada. O programa Vigiar tem sido fundamental para identificar padrões de exposição e correlacionar os efeitos dos poluentes com o aumento da demanda por atendimentos de saúde”, explica o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, Karyston Adriel Machado da Costa.
Responsável pelo projeto, a gerente do Vigiar, Lígia Lechner da Silva Domingos, revela que a estratégia denominada Unidade Sentinela permite um monitoramento detalhado das doenças respiratórias em áreas críticas, possibilitando respostas mais rápidas e assertivas. Além disso, a articulação com outras frentes da Vigilância em Saúde, como a Vigidesastres, fortalece a capacidade de mitigação dos impactos das queimadas e demais fontes de poluição.
“A qualidade do ar não é apenas uma questão ambiental, mas um fator determinante para a saúde pública, exigindo medidas preventivas e ações estratégicas baseadas em dados concretos. Nosso compromisso é seguir aprimorando esse monitoramento para garantir que a população tenha acesso a um ambiente mais saudável e a uma assistência em saúde eficiente”, enfatiza ela.
Mapeando os focos de poluição atmosférica
Informações sobre internações hospitalares por doenças respiratórias e dados ambientais, como a presença de fontes fixas de poluentes (indústrias), fontes móveis (frota veicular) e a queima de biomassa (queimadas e incêndios florestais), são analisadas constantemente. Foto: Bruno Rezende.
O programa Vigiar foi criado para identificar as áreas mais afetadas pela poluição atmosférica e, a partir disso, adotar medidas preventivas e de monitoramento. Seu objetivo principal é garantir a proteção da saúde da população exposta a esses poluentes, especialmente em locais com alta concentração de fontes de poluição, como áreas industriais, regiões metropolitanas e zonas com altos índices de queimadas, como o Pantanal.
Para alcançar esse objetivo, o Vigiar faz uso de um conjunto de dados para mapear os focos de poluição e entender como isso impacta a saúde da população. Informações sobre internações hospitalares por doenças respiratórias e dados ambientais, como a presença de fontes fixas de poluentes (indústrias), fontes móveis (frota veicular) e a queima de biomassa (queimadas e incêndios florestais), são analisadas constantemente. Esse monitoramento contínuo permite a identificação precoce de áreas de risco e a implementação de ações mais eficazes de prevenção.
Impactos da poluição no sistema de saúde
Os efeitos da poluição do ar sobre a saúde são amplos e podem ser tanto imediatos quanto de longo prazo. Entre os problemas mais comuns estão as doenças respiratórias, como asma, bronquite e outras doenças pulmonares. Além disso, a exposição contínua a poluentes pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente em pessoas com histórico de doenças cardíacas. A poluição também pode contribuir para o surgimento de problemas oftálmicos, dermatológicos, gastrointestinais, além de agravar condições de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão.
Análise de dados: internações e atendimentos
Exposição contínua a poluentes pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (Foto: Bruno Rezende)
A análise dos atendimentos da Atenção Básica à Saúde revela um aumento na demanda por atendimentos individuais em 2024. Dados extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde e analisados pelo Vigiar apontam que os casos de asma cresceram 13% em MS em relação a 2023, enquanto os atendimentos para bronquite registraram alta de 7%.
Os números indicam que, embora as internações hospitalares não tenham mostrado uma alta expressiva, os serviços de saúde básica têm enfrentado uma crescente demanda, refletindo os impactos da poluição no cotidiano das pessoas. Esses atendimentos são um reflexo de problemas respiratórios agravados pela poluição do ar, especialmente durante o período de queimadas.
Focos de calor: Corumbá e outras áreas de risco
Corumbá está entre os municípios prioritariamente monitorados (Foto: Álvaro Rezende)
Em 2024, os municípios mais afetados pelas queimadas e poluição atmosférica foram prioritariamente monitorados pelo Vigiar. Cidades como Corumbá, Aquidauana, Porto Murtinho, Miranda e Naviraí foram identificadas como as mais impactadas pelos focos de calor, segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Estas áreas têm recebido uma atenção especial do Governo do Estado, que intensificou o monitoramento e as ações de saúde para proteger as populações locais, que são as mais vulneráveis aos efeitos da poluição.
Estratégia de vigilância: unidades sentinelas
Uma das grandes inovações do Vigiar é a Estratégia Unidade Sentinela, que visa monitorar os casos de doenças respiratórias em áreas prioritárias, como regiões industriais, zonas de alto tráfego e locais diretamente impactados pelas queimadas. Esta estratégia possibilita a coleta de dados que muitas vezes não são capturados pelos sistemas tradicionais, permitindo a detecção precoce de casos e a implementação de medidas de controle de forma mais ágil e eficaz.
A Unidade Sentinela contribui para o monitoramento da saúde da população e possibilita a adoção de medidas rápidas para interromper a cadeia de adoecimento. A agilidade nas respostas permite que os gestores de saúde possam intervir de forma mais eficaz e minimizar os danos à saúde pública.
Monitoramento Integrado
Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. Foto: Saul Schramm
O trabalho integrado entre o Vigiar e a Vigidesastres, que monitora os riscos de desastres ambientais, tem sido fundamental para coordenar ações de saúde pública e defesa civil durante o período crítico das queimadas. Em julho de 2024, a SES, junto com técnicos do Vigiar e o Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), acompanhou de perto a situação de saúde em Corumbá, monitorando as internações e notificações relacionadas às queimadas e oferecendo suporte contínuo para a população local.
Além das ações específicas para as doenças respiratórias, o Governo do Estado tem adotado medidas para prevenir surtos de doenças diarreicas, que tendem a aumentar devido à poluição da água e às condições sanitárias precárias durante o período de seca.
“O Vigiar tem se mostrado uma ferramenta essencial na luta contra os efeitos da poluição do ar sobre a saúde pública em Mato Grosso do Sul. Com ações coordenadas, monitoramento contínuo e estratégias como as Unidades Sentinelas, o programa oferece uma resposta eficaz e eficiente para enfrentar os desafios impostos pela poluição atmosférica. Além disso, a integração com outras áreas da saúde, como a Vigidesastres, fortalece a capacidade do Estado de proteger a saúde da população, garantindo que as comunidades mais vulneráveis recebam o suporte necessário para minimizar os impactos da poluição”, avalia o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. “O monitoramento constante e a rápida resposta são fundamentais para evitar que a saúde da população sul-mato-grossense seja ainda mais comprometida pelos danos causados pela poluição do ar, especialmente após um ano de forte incidência de queimadas no Estado”, finaliza.
Ações integradas têm como intuito a saúde da população sul-mato-grossense. Foto: Saul Schramm
Danúbia Burema, Comunicação SES Foto capa: Saul Schramm
O Conselho Estadual do Fundo Constitucional do Centro Oeste (CEIF/FCO) já aprovou neste ano 204 cartas de empreendimentos no montante de R$ 560,5 milhões. Deste total, R$ 185,3 milhões foram destinados a projetos do FCO Empresarial e R$ 375,1 milhões para o FCO Rural.
Os dados foram apresentados ontem (20) durante a 3º reunião ordinária do Conselho, realizada na Semadesc, que foi conduzida pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, e contou com a participação de conselheiros da Seilog, Sead, Famasul, Fecomércio, Fiems, Sebrae-MS e Agraer, além dos agentes Financeiros do Banco do Brasil, BRDE, Credicoamo e Sicredi.
Somente na reunião de ontem foram aprovadas de 99 cartas-consultas, sendo 25 cartas do FCO Empresarial – R$ 35.106.996,79 e 74 cartas do FCO Rural – R$ 118.538.972,97, totalizando R$ 153.645.969,76. Os recursos contemplaram 44 municípios.
Entre os projetos empresariais foram contemplados os setores de comércio e serviços, indústria e turismo regional. Já nas cartas do FCO Rural a destinação foi para projetos de aquisição de bovinos, irrigação, armazéns, correção de solo, máquinas, reforma de pastagens , biogás, construção, cana-de-açúcar e energia fotovoltaica.
Neste ano, O FCO tem estimatdo para Mato Grosso do Sul, valor que supera os R$ 2,6 bilhões, sendo 50% para o setor empresarial e 50% para o Rural.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fotos: Mairinco de Pauda/ Semadesc
Cerca de 120 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão a restituição. Às 10h desta segunda-feira (24), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de fevereiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 120.039 contribuintes receberão R$ 253,88 milhões. Desse total, R$ 168,86 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso.
Em relação à lista de prioridades, a maior parte, 75.790 contribuintes, informou a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Desde 2023, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento.
Em segundo, há 16.215 contribuintes entre 60 e 79 anos. Em terceiro, vêm 4.013 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. O restante dos contribuintes prioritários é formado por 3.163 idosos acima de 80 anos e 2.405 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
A lista é concluída com 18.453 contribuintes que não informaram a chave Pix e não se encaixam em nenhuma das categorias de prioridades legais.
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito em 31 de março, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar pendência, pode enviar declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
O vereador e presidente da Câmara Municipal licenciado e atual prefeito interino, Hélio Ramão Acosta (PSDB), teve a candidatura deferia pela Justiça Eleitoral neste domingo, 23 de março e está apto a disputar a Prefeitura de Paranhos na eleição suplementar, que acontece no próximo dia 6 de abril, no município da fronteira com o Paraguai.
O candidato a prefeito de Paranhos pelo Partido dos Trabalhadores, Dr. Jorge Ricardo Laurício ainda aguarda do julgamento do pedido de registro de candidatura.
A eleição suplementar
De acordo com o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) a nova eleição em Paranhos ocorrerá em razão da decisão colegiada proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negando provimento ao recurso especial eleitoral para confirmar a decisão do juiz eleitoral da 1ª ZE (Zona Eleitora) com sede em Amambai, Dr. Diogo de Freitas, e do TRE-MS, que indeferiu o pedido de registro da candidatura do candidato Heliomar Klabunde (MDB), em razão da incidência de suposta inelegibilidade nas contas da gestão anterior.
Desde 1º de janeiro de 2025 o presidente da Câmara Municipal de Paranhos, vereador Hélio Ramão Acosta, assumiu o cargo de prefeito do município de forma interina e permanece no cargo até que a nova eleição seja realizada.
A Polícia Militar prendeu na tarde desse domingo, 23 de março, na região central da cidade, em Amambai, um homem de 29 anos, procurado pela Justiça local.
De acordo com a ocorrência, a Polícia Militar realizava patrulhamento quando se deparou com uma motocicleta transitando sem os retrovisores e com o escapamento de descarga livre, ou seja, também irregular.
Em checagem, após a abordagem, foi constatado, segundo a ocorrência policial, que a placa que estava na Yamaha YBR 125cc, cor prata e estava com o lacre rompido, pertencia a uma moto Honda Titan, que já havia sido baixada junto ao Detran-MS.
Também, segundo a ocorrência policial, durante a checagem os policiais descobriram que pesava em desfavor do condutor da motocicleta um mandado de prisão em aberto, decretado pela Justiça da Comarca de Amambai.
Diante da situação o motociclista foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai para serem adotadas as providências cabíveis. A reportagem do grupo A Gazeta apurou junto ao TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que consta em desfavor do motociclista preso um processo relacionado ao crime de tráfico de drogas.
Únicas responsáveis por muitas famílias de renda mais baixa, as mulheres continuam enfrentando mais o endividamento do que os homens, no país. Levantamentos realizados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pela Serasa (empresa que reúne dados de crédito) mostram o impacto das dívidas para o público feminino.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada neste mês pela CNC, mostra que, apesar de a diferença entre os gêneros ter diminuindo em relação a 2024, o percentual de mulheres endividadas (76,9%) em fevereiro deste ano ainda era superior ao percentual dos homens (76%). Em fevereiro do ano passado, a diferença era de 1,6 ponto percentual (78,8% das mulheres contra 77,2% dos homens).
“Historicamente e até hoje, existe uma diferença salarial entre homens e mulheres. Isso vem diminuindo ao longo do tempo, e tem todo um processo de maior independência feminina no mercado de trabalho, e de independência dentro da estrutura familiar. Antigamente, a diferença era ainda maior, e elas dependiam muito mais do cônjuge ou de algum outro familiar. Então, o endividamento é maior porque aquela pessoa precisa de mais crédito, já que ela tem menos renda para conseguir lidar com seu dia-a-dia e sua vida”, afirma o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.
Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ressalta que, além da diferença salarial, há problemas também na dificuldade de conseguir de crédito pelas mulheres.
“A gente percebe, no empreendedorismo feminino, que as mulheres têm mais dificuldade de tomar crédito. Elas empreendem, de maneira informal, com mais frequência”, afirma. “Elas usam a informalidade como uma forma de subsistência”
Além disso, há a questão de muitas mulheres, principalmente de faixas de renda mais baixas, terem que arcar sozinhas com as despesas familiares.
Segundo pesquisa divulgada neste mês pela Serasa, 93% das mulheres participavam financeiramente das despesas familiares e, em 33% dos lares, elas eram as únicas responsáveis. O percentual é ainda maior nas faixas de renda mais baixa (classes D e E), onde, em 43% dos casos, o encargo das despesas recai exclusivamente sobre elas.
Esses dados mostram apenas um lado do desafio enfrentado pelas mulheres, já que 90% das entrevistadas afirmaram que precisavam aliar o trabalho remunerado com as tarefas domésticas.
“As mulheres seguram a casa sozinhas, têm dupla jornada. Além disso, com todas as despesas que têm no dia a dia, para sustentar uma casa e os filhos. Mesmo assim, elas se preocupam em não ficar com valores em aberto, de não ficar com dívidas, até para não ter dificuldade em solicitar crédito”, destaca Tamires Castro, especialista da Serasa.
Segundo a pesquisa da Serasa, 40% das mulheres entrevistadas priorizam uma preocupação com as dívidas, na hora de organizar o orçamento familiar. E elas fecham 25% mais acordos que os homens no Feirão Serasa Limpa Nome, que busca regularizar a situação dos devedores para tirar seus nomes da lista de negativados (o que dificulta a concessão de crédito por outras empresas).
Segundo Felipe Tavares, mesmo tendo um grau de endividamento superior ao dos homens, as mulheres demonstram mais consciência sobre o orçamento.
“Mesmo antes, quando tinham menos independência [financeira], elas já tinham um papel muito ativo na gestão do orçamento familiar. Quando a gente vê esse aumento da renda e da independência, a administração financeira tende a ser melhor nos orçamentos geridos por mulheres”.
A dificuldade de obter crédito (47%) e o endividamento (31%) são os principais desafios financeiros apontados pelas mulheres, segundo a Serasa. Oito em cada dez mulheres (85%) já tiveram algum pedido de crédito negado.
Nos 12 meses que antecederam a pesquisa, entre as mulheres pediram crédito, a maioria foi para pagar despesas inesperadas (26%) e cartão de crédito (22%).
Dicas
“A gente vê muitos bancos oferecendo o cartão de crédito como opção para acúmulo de milhas e benefícios. Isso é, em certa medida, verdade, mas é preciso ter um cuidado. A tentação é maior nesse caso, porque não tem aquela dor imediata de ficar sem o dinheiro, consegue-se parcelar, e a dificuldade de controle é maior”, afirma Merula Borges.
Felipe Tavares destaca que nem toda dívida é ruim, já que, muitas vezes, elas permitem o acesso a bens como automóveis e eletrodomésticos. É importante, no entanto, analisar as condições do crédito antes de contrair qualquer dívida, além gerir bem o próprio orçamento.
“Ter dívidas não é algo ruim. Ter dívidas ruins é algo ruim. Se você fizer uma dívida consciente, com boas taxas, boas condições, que caiba no seu orçamento, aquilo vai ser muito benéfico para sua vida. O crédito não é problema, o problema é você gerir bem o orçamento. Então, a dica é que se preste muita atenção se a taxa de juros é pós-fixada, se ela está indexada a algum indicador de inflação, se tem algum seguro embutido ali, algum serviço embutido na dívida que pode ser tirado para ficar mais barato”.
Tamires Castro destaca que é importante controlar o orçamento, sabendo exatamente o quanto se ganha e o quanto se gasta, para evitar contrair dívidas que se tornem difíceis de pagar.
“A gente precisa ter clareza de tudo que a gente ganha e de tudo o que a gente gasta. Tem que entender o que é de fato aquilo que entra e aquilo que a gente tem de despesas fixas que não pode negociar, que a gente tem que pagar. E, como há uma preocupação das mulheres em negociar dívidas, é importante identificar descontos, para conseguir pagar as dívidas com esses descontos”.
A geração de energia solar superou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional no Brasil. Desse total, 1,6 GW foi adicionado ao sistema neste ano, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
A maior parte da geração de energia solar, 37,6 GW, vem de potência instalada na geração própria, nos telhados ou em quintais de cinco milhões de imóveis em todo o país. O restante, cerca de 17,6 GW, vem das grandes usinas solares conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo a Absolar, a fonte solar evitou a emissão de cerca de 66,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO²) na geração de eletricidade. A tecnologia representa atualmente a segunda maior fonte de energia do país, correspondendo a 22,2% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica.
Apenas de janeiro a março, os consumidores instalaram mais de 147 mil sistemas solares, que passaram a abastecer cerca de 228,7 mil imóveis. Desde 2012, ressalta a Absolar, o setor fotovoltaico trouxe ao Brasil mais de R$ 251,1 bilhões em novos investimentos, criou mais de 1,6 milhão de empregos verdes e contribuiu com mais de R$ 78 bilhões em arrecadação aos cofres públicos.
De acordo com a Absolar, a geração própria solar está presente em mais 5,5 mil municípios e em todos os estados brasileiros. As grandes usinas fotovoltaicas centralizadas também operam em todos os estados do país.
Entre as unidades consumidoras abastecidas pela geração de energia solar própria, as residências lideram, com 69,2% do total de imóveis, seguidas pelos comércios (18,4%) e pelas propriedades rurais (9,9%). Nos estados, Minas Gerais aparece em primeiro, com mais de 900 mil imóveis com geração solar própria. Em seguida, vêm São Paulo, com 756 mil, e Rio Grande do Sul, com 468 mil.
Desafios
Apesar da expansão da energia solar no país, a Absolar manifesta preocupações. Conforme a entidade, o crescimento poderia ser ainda maior, não fossem os cancelamentos de projetos pelas distribuidoras e a falta de ressarcimento aos empreendedores pelos cortes de geração renovável.
Outro problema são os entraves à conexão de pequenos sistemas de geração própria solar, sob a alegação de inversão de fluxo de potência, sem os devidos estudos técnicos que comprovem eventuais sobrecargas na rede. A Absolar pede a aprovação do projeto de lei que institui o Programa Renda Básica Energética (Rebe) e atualiza a Lei 14.300/2022, que Instituiu o marco legal da microgeração e minigeração distribuída.
No caso das grandes usinas solares, a ausência de ressarcimento pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para os cortes de geração traz insegurança jurídica e maior percepção de risco.
O Grande Prêmio da China, realizado na madrugada deste domingo (23), em Xangai, deixou as maiores emoções para o pós-prova. O australiano Oscar Piastri, da McLaren, que largou na ponta, venceu a corrida sem maiores problemas, e foi acompanhado no pódio por Lando Norris, também da McLaren, e George Russell, da Mercedes.
No entanto, o que chamou mais atenção na China foi o que aconteceu após o fim da disputa. Os dois pilotos da Ferrari – Lewis Hamilton e Charles Leclerc – além de Pierre Gasly, da Alpine, acabaram desclassificados.
Leclerc e Gasly foram punidos pelo mesmo motivo: a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) identificou que os carros dos dois estavam abaixo do peso mínimo exigido. Já Hamilton foi desclassificado após ser constatado que a prancha de madeira que fica abaixo do carro estava com espessura menor do que a permitida.
As punições foram especialmente custosas para a Ferrari, que viu seus pilotos perderem 18 pontos no total (Leclerc, quinto, havia somado dez pontos; Hamilton, em sexto, somara oito), total considerável na corrida pelo título de construtores. Já Gasly não havia somado pontos, pois terminou na 11ª colocação.
No entanto, juntando-se as três punições, o brasileiro Gabriel Bortoleto, que havia concluído a prova em 17º lugar, subiu para a 14ª posição. Depois de abandonar a prova em sua estreia na categoria, no GP da Austrália, o piloto da Sauber conseguiu terminar uma corrida na Fórmula 1 pela primeira vez.
Com os resultados, Piastri foi a 34 pontos na classificação de pilotos, em quarto lugar. Ele está atrás Norris (líder com 44), Max Verstappen, da Red Bull (segundo com 36), e George Russell, que tem 35.
A próxima corrida será no Japão, no dia 6 de abril.
É grande a procura pelo Crédito do Trabalhador no aplicativo da carteira de trabalho digital (CTPS) no primeiro fim de semana após a modalidade ter entrado em vigor. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre as 6h de sexta-feira (21) e as 11h da manhã deste domingo (23), já ocorreram mais de 35,9 milhões de simulações de empréstimos consignados ao setor privado, com 3.137.412 propostas solicitadas e 7.644 contratos realizados.
O Crédito do Trabalhador entrou em vigor na última sexta-feira (21). Praticado há décadas para servidores públicos e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o crédito consignado permite juros mais baixos que os de mercado, já que as parcelas são descontadas da folha de pagamento, o que reduz a chance de inadimplência. Agora, o consignado passa também a ser oferecido para os cerca de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada do país, o que inclui os domésticos, os rurais e os empregados do MEI (microemprendedor individual).
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, neste momento, a modalidade de crédito está disponível para todos os trabalhadores com carteira assinada somente na CTPS.
A partir de 25 de abril, todos os bancos poderão ofertar o crédito em suas plataformas digitais.
Pedido de crédito pode ser feito pela carteira digital – Arquivo – Agência Brasil
Para acessar o crédito pela carteira digital, é preciso clicar na aba Crédito do Trabalhador. Ali o interessado vai autorizar o acesso a dados como nome, CPF, valor do salário e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A partir daí, o trabalhador interessado receberá ofertas no prazo de até 24 horas. Ele deverá, então, avaliar a melhor opção e fazer a contratação no canal da instituição financeira, que analisa a margem do salário disponível para consignação.
Pela linha de crédito, o empregado pode usar até 10% do saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou ainda 100% da multa rescisória em caso de demissão. Caso desista do empréstimo, o trabalhador tem sete dias corridos, a contar do recebimento do crédito, para devolver todo o dinheiro repassado pelas instituições financeiras.
Outras dúvidas sobre o consignado para CLT podem ser esclarecidas no site da Agência Brasil.
Com o impacto da batida, o veículo da vítima de 48 anos ficou totalmente destruído (Foto: Portal do Conesul/José Luiz)
O motorista, Genivaldo dos Santos, de 48 anos, morreu após um grave acidente de trânsito na tarde de sábado (22) na BR-163, entre os municípios de Itaquiraí e Naviraí.
Conforme as informações do Portal do Conesul, a vítima tentou realizar uma ultrapassagem, mas não conseguiu concluir a manobra. Neste momento, ao retornar para pista, colidiu na lateral de uma carreta que seguia no mesmo sentido.
Com o impacto da batida, o carro de passeio modelo Chevrolet Meriva perdeu o controle da direção, derrapou na rodovia e colidiu frontalmente com outra carreta que vinha no sentido contrário.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as equipes de resgate foram acionadas e estiveram no local do acidente fatal. O condutor do carro morreu na hora e já os motoristas das carretas não tiveram ferimentos.
Após análise na rodovia para procedimentos necessários e investigar as causas exatas do acidente, o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Naviraí, onde será realizada a liberação para os familiares.
A Polícia Federal prendeu, na madrugada deste domingo (23), três suspeitos do assassinado brutal de Marcelo Ortis, de 33 anos.
Ele foi morto decapitado no sábado, em Guaíra-PR.
Conforme a Polícia Federal, as diligências do caso iniciaram logo após o crime contra o indígena, nas proximidades da Tekoha Jevy e do aeroporto deste município.
Durante as investigações, com apoio da Força Nacional e da Polícia Civil, a Polícia Federal constatou que crime foi cometido por três suspeitos indígenas, após um sério desentendimento entre eles.
A Polícia afirmou também que o crime não tem relação com os conflitos fundiários nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, sendo o caso encaminhado à Justiça Estadual do Paraná.
Os indígenas presos foram autuados em flagrantes e se encontram detidos à disposição da Justiça.