Alvo de alta procura e com crescente demanda de judicialização, as cirurgias ortopédicas realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ganharam uma nova frente de atendimento nesta semana, com a contratualização da SES (Secretaria Estadual de Saúde) e a Fundação Hospitalar de Costa Rica.
Os atendimentos tiveram início na última segunda-feira (24), com o início das cirurgias ortopédicas para procedimentos de prótese de quadril, joelho e reposição de ligamento e menisco. Entre 24 e 27 de março, foram realizadas 36 cirurgias. As avaliações estão sendo feitas desde o final de fevereiro, atendendo pacientes de Costa Rica e região.
“A demanda por cirurgias ortopédicas é um desafio que temos enfrentado e, para acelerar a realização dos procedimentos, o ‘MS Saúde: Mais Saude, Menos Fila’ tem trabalhado na expansão da oferta de serviços ortopédicos ao longo do último ano. A SES tem feito a contratualização com hospitais em diversas regiões, garantindo que as cirurgias necessárias sejam realizadas mais perto da população”, explica a Superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Ângela Benetasso.
Regionalização em prática
Ela detalha que a estratégia atende diretamente ao princípio da regionalização, com foco nos cinturões de média complexidade. A proposta é que as cidades vizinhas às referências de alta complexidade assumam os atendimentos de média complexidade.
No caso da Costa Rica, que está inserida no cinturão da Costa Leste, a cidade absorve casos de média complexidade, garantindo que procedimentos como as cirurgias ortopédicas sejam realizados o mais próximo possível do paciente.
Desta forma, os atendimentos passam a ser feitos perto da casa do paciente, enquanto os centros maiores, como Três Lagoas, ficam focados nos casos mais graves. “Toda a arquitetura construída nesse sentido visa proporcionar um atendimento mais ágil e eficaz, garantindo que a população consiga acesso rápido e de qualidade aos cuidados de saúde”, conclui.
“A parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, é fundamental para garantirmos atendimentos especializados aos nossos munícipes. Por meio do Programa MS Saúde, esses atendimentos estão sendo realizados no próprio município, evitando o deslocamento dos pacientes para outras cidades e ampliando o acesso aos tratamentos necessários. Além disso, a iniciativa contribui para reduzir a demanda reprimida em nosso município e ainda beneficia moradores de outras regiões do estado”, confirma o secretário municipal de Saúde de Costa Rica, Daniel Raykson Lemos Santos.
Oftalmológicos
Costa Rica iniciou, também nesta semana pelo Programa ‘MS Saúde: Mais Saude, Menos Fila’, atendimentos especializados em retina.
Além das cirurgias ortopédicas, Costa Rica iniciou, também nesta semana pelo Programa ‘MS Saúde: Mais Saude, Menos Fila’, atendimentos especializados em retina. O programa oferece acompanhamento oftalmológico contínuo, evitando que os pacientes precisem se deslocar para outras cidades.
Nos dias 22 e 23 de março, 86 pacientes passaram por avaliação de retina, com 47 realizando aplicações oculares. O atendimento especializado já é feito em Campo Grande, no Hospital São Julião, desde novembro de 2024; e será disponibilizado em Fátima do Sul a partir de 4 de abril deste ano.
Os serviços oferecidos incluem exames, injeções intravítreas, laser e até procedimentos de vitrectomia, garantindo um tratamento completo para os pacientes.
Danúbia Burema, Comunicação SES Fotos: Sec. Mun. de Saúde de Costa Rica
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a interdição do creme dental Colgate Total Clean Mint, determinada na última quinta-feira (27), após apresentação de recurso pela empresa. Ainda assim, a Anvisa emitiu alerta sobre a possibilidade de ocorrência de reações indesejáveis ao uso de cremes dentais que contenham fluoreto de estanho na formulação.
A orientação é que os consumidores e profissionais de saúde notifiquem as reações adversas às autoridades sanitárias pelo sistema e-Notivisa. “A agência recebeu relatos de eventos adversos que indicam que a presença na formulação da substância fluoreto de estanho, que tem conhecidos benefícios antimicrobianos e anticárie, pode estar associado a reações indesejáveis em alguns usuários”, alerta a Anvisa.
>> Algumas das possíveis reações adversas relacionadas ao uso de cremes dentais contendo fluoreto de estanho são:
Lesões orais (aftas, feridas e bolhas);
Problemas na língua;
Sensações dolorosas (dor, ardência, queimação);
Inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral);
Sensação de dormência (lábios/boca); e
Irritações gengivais.
“A recomendação é para que os consumidores observem sinais de irritação e interrompam o uso do produto nessa situação. Caso o desconforto seja persistente é importante procurar um profissional de saúde”, acrescentou, em nota.
Já os profissionais de saúde devem monitorar sinais de alterações bucais, orientar os pacientes sobre possíveis reações adversas e recomendar alternativas para indivíduos sensíveis. Ainda, segundo a Anvisa, os fabricantes devem garantir que os rótulos dos produtos contenham informações claras sobre possíveis reações adversas e instruções de uso adequadas.
Na quinta-feira (27), a Anvisa determinou a interdição de todos os lotes do produto Colgate Total Clean Mint, que é uma ação de fiscalização com o objetivo de reduzir o risco relacionado a exposição ao creme dental. Já o alerta sanitário é uma manifestação técnica que aborda sinais de riscos associados a algum produto sujeito à vigilância sanitária e serve como orientação aos consumidores e profissionais de saúde.
“No Brasil, dados oficiais de cosmetovigilância da Anvisa, somados a relatos em mídias sociais, plataformas de reclamações de consumidores e reportagens da imprensa, evidenciam um padrão crescente de reações adversas a esses cremes dentais”, alertou.
Colgate
O documento da agência indicava que o produto não deveria ser consumido ou comercializado por 90 dias, para que fosse realizada uma investigação sobre a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula e as reações relatadas por consumidores, como: sensação de ardência, queimação na boca e até mesmo de lesões.
A linha de produtos Colgate Total Clean Mint substituiu a linha Total 12 da marca. A recomendação da Anvisa era para que o creme dental com a nova fórmula não fosse exposto ao consumidor até que fosse comprovada a sua segurança, mas não existia determinação de recolhimento dos produtos.
Com a suspensão da interdição, a venda está liberada. Segundo a Anvisa, a ação de fiscalização seguirá os trâmites administrativos da agência.
Em nota, a Colgate diz que o produto não oferece riscos à saúde, mas algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a certos ingredientes. A empresa informou ainda que está trabalhando em colaboração com as autoridades e providenciando os esclarecimentos necessários.
Em fevereiro de 2025, Mato Grosso do Sul registrou um saldo positivo de 8.333 empregos formais. O melhor resultado para o mês desde que a nova série histórica do Novo CAGED foi iniciada (2020), conforme divulgado sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Os dados estão na Carta de Conjuntura do Trabalho e Emprego, elaborada pela Semadesc (Secretaria de Estado e Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O resultado positivo se deve a 41.338 admissões e 33.005 desligamentos registrado no mês.
De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, “a retomada das contratações na indústria da celulose, principalmente na construção civil com o avanço da fábrica de Inocência e o aumento na demanda por mão de obra no setor de serviços acabaram por impulsionar a geração de empregos no Estado em fevereiro com saldo recorde de 8.333 vagas”.
O resultado de fevereiro de 2025 é 39,6% superior ao mesmo mês de 2024, quando Mato Grosso do Sul registrava 5.969 vagas. O melhor saldo para o período, até então, havia ocorrido em 2021, com 8122 contratações.
O levantamento aponta que o setor de serviços puxou a empregabilidade com 3.661 vagas em fevereiro, seguido pela agropecuária com 1.822 oportunidades; indústria com 1.179, construção com 855 e comércio com 816 postos de trabalho.
No mês de fevereiro de 2025, Campo Grande liderou os municípios com maior saldo de empregos no Estado (2.624). Logo em seguida aparecem: Inocência (535) e Dourados (526). Por outro lado, os municípios que mais fecharam postos foram Deodápolis ( -24), Nova Andadrina (-11), Glória de Dourados (-9).
O secretário-executivo de Qualificação Profissional e Emprego da Semadesc, Esaú Aguiar, ressaltou que a contínua qualificação da mão de obra “é fundamental para acompanhar o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul e garantir que a população esteja preparada para as novas oportunidades de emprego. Com o aumento da atração de investimentos no estado, a demanda por profissionais capacitados cresce, tornando essencial a adaptação dos trabalhadores às exigências do mercado”.
Aguiar enfatizou que a qualificação profissional não apenas amplia as chances de empregabilidade, mas também contribui para o aumento da renda e a melhoria da qualidade de vida. Segundo ele, os programas desenvolvidos pelo governo têm o objetivo de proporcionar capacitação acessível e eficiente, permitindo que a população sul-mato-grossense participe ativamente do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul, independentemente de sua formação ou origem.
“Nosso compromisso é garantir que todos tenham a oportunidade de se qualificar e prosperar nesse cenário promissor”, afirmou.
Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc Foto de capa: Agência Brasil/Arquivo Interna: Mairinco de Pauda/Semadesc
Rio de Janeiro - Edifício sede do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
A Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares abre, nesta segunda-feira (31), as inscrições para a primeira turma de capacitação em desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil e dos países da América Latina.
A escola foi criada em 2024 como fruto de cooperação técnica entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).
Ao todo, serão ofertadas 60 vagas, sendo 30 para brasileiros e 30 para latino-americanos. As inscrições devem ser feitas nosite da escola até o dia 25 de abril.
Podem participar servidores ou ex-servidores de bancos públicos de desenvolvimento do Brasil e da América Latina ou de órgãos públicos afins como ministérios, secretarias, agências reguladoras, agências de fomento, dentre outros, que desenvolvam, preferencialmente, atividades de financiamento ao desenvolvimento.
Para participar é preciso ter graduação superior em qualquer área do conhecimento, além de fluência em português ou espanhol. É recomendado ainda ter nível intermediário de compreensão e leitura em inglês.
A seleção dos candidatos buscará garantir a diversidade de gênero e étnico-racial e, no caso dos não brasileiros, a diversidade de países de origem.
Primeira turma
A capacitação será realizada ao longo de 2025, em três etapas. A primeira, em junho, terá cinco dias de atividades exclusivamente presenciais na sede do BNDES, no Rio. A segunda será online e vai durar 11 semanas, de junho a agosto, com aulas ao vivo de três horas de duração. A última etapa vai ocorrer em setembro, com dois dias de atividades exclusivamente presenciais na sede da Cepal, em Santiago, no Chile. Os candidatos selecionados deverão dedicar cerca de três horas semanais para estudo individual.
Não serão cobradas taxas de inscrição nem de participação, mas os custos de deslocamento e hospedagem para as etapas presenciais serão de responsabilidade dos participantes ou de sua instituição ou órgãos de lotação.
O curso tem como objetivo, de acordo com o BNDES, promover formação para as especificidades socioculturais e econômicas dos países latino-americanos, além de orientar a execução de políticas públicas e formas sustentáveis de financiamento e formar líderes para atuar no desenvolvimento econômico, social e ambiental da região.
Maria da Conceição Tavares
O nome da escola é uma homenagem à renomada economista Maria da Conceição Tavares. A professora dedicou a carreira à pesquisa dos temas ligados ao capitalismo tardio e ao subdesenvolvimento socioeconômico no Brasil e nos demais países da América Latina.la tornou-se referência na defesa de uma sociedade mais justa e solidária e formou diversas gerações de economistas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade de Campinas (Unicamp), incluindo nomes como a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-senador José Serra, entre muitos outros.
O mês de março marca a campanha de conscientização sobre a endometriose, doença silenciosa e dolorosa que pode provocar sérias dificuldades na vida da mulher se não for diagnosticada e tratada. A doença é caracterizada por uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar. Um dos sintomas é a cólica intensa durante a menstruação, que pode ser constante e progressiva.
De acordo com o Ministério da Saúde, a estimativa é de que uma a cada dez mulheres sofra com os sintomas da doença e desconheça a sua existência. Em 2021, mais de 26,4 mil atendimentos foram feitos no Sistema Único de Saúde (SUS), e 8 mil internações registradas na rede pública de saúde. O exame ginecológico é o primeiro passo para a identificação da doença, em especial o exame de toque, fundamental no diagnóstico em casos de endometriose profunda. Exames laboratoriais também podem complementar a confirmação do caso clínico.
As unidades básicas de saúde (UBS) ofertam o atendimento e exames de diagnóstico, para evitar o agravamento da doença e, caso haja a necessidade de cirurgia, a paciente é encaminhada para um hospital. Os tratamentos para a endometriose variam caso a caso, de acordo com a idade da paciente.
O cirurgião ginecologista Roberto Carvalhosa, que atua na rede pública de saúde do município do Rio de Janeiro, no Hospital da Piedade, fala sobre os primeiros sintomas da doença. “Normalmente essas pacientes vão apresentar cólicas menstruais que se iniciam de uma forma mais branda até que vão se tornando severas. Muitas vezes elas começam logo na primeira menstruação, sendo que 90% dessas cólicas correspondem ao primeiro e principal sintoma, a chamada dismenorreia. A mulher pode apresentar, com a evolução da doença, dor pélvica crônica durante a relação sexual, e uma das características mais importantes é quando a mulher quer e não consegue engravidar, que é a infertilidade, vinculada à evolução da doença.”
Com 44 anos de profissão, Carvalhosa diz que, muitas vezes, a mulher procura os centros de saúde quando já está com dor. “Muitas das vezes, a paciente apresenta algum sintoma, às vezes por dificuldade numa relação sexual, e o que a gente vê muito em endometriose é que ela tem um tempo muito longo do diagnóstico, desde o primeiro sintoma. Às vezes essa paciente apresentou o primeiro sintoma logo nas primeiras menstruações e essa dor não foi valorizada. Em casa, ela escuta, quando você casar e tiver relação, isso vai passar. Aí quando passa aquele período mais longo, a doença continua evoluindo, com dor no período menstrual e, quando deseja engravidar, vai ver que já está com um quadro evolutivo muito severo, por vezes, comprometendo a sua fertilidade”, explicou o cirurgião ginecologista.
A estudante universitária Mônica Vieira, 25 anos, convive com a endometriose desde os 14 anos, logo após a puberdade. Entre os sintomas mais frequentes da doença, ela cita “cólicas menstruais intensas e dor durante a relação sexual”.
“A causa da endometriose não é bem conhecida pela literatura atual, existem várias hipóteses e linhas de estudo. A que eu sigo considera importante pensar na mudança do estilo de vida, na alimentação, prática de exercícios pélvicos que estimulem a diminuição dos sintomas. A endometriose é comum entre as mulheres, em parte porque temos uma cultura social de menosprezar a dor, adiar, dizer que é comum sentir esse desconforto todo mês durante toda a vida, mas não deve ser assim e esse pensamento atrasa o diagnóstico”, disse Mônica.
A estudante também falou sobre os cuidados que toma para levar uma vida normal. “O que eu faço é por meio da ginecologia natural, remédios manipulados com substâncias anti-inflamatórias naturais como a cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra”, contou. “Eu também não uso hormônios e mudei meus hábitos de vida, porque entendo a saúde de forma integrada. Mas é fundamental dizer que esse tratamento não é igual para todas as mulheres. A endometriose tem graus variáveis de dor e localização, nem todas apresentam os mesmos sintomas, cada caso é único, devendo observar a história de cada paciente individualmente.”
Segundo o cirurgião Roberto Carvalhosa, o tempo médio de diagnóstico da endometriose é de sete a nove anos. “O diagnóstico da doença é basicamente clínico. A entrevista médica é conhecida como anamnese. Se a gente faz uma anamnese rigorosa, a gente pode chegar a uma suspeita quase correta da doença, em torno de 78% a 80%. Se você complementar a sua anamnese precisa, com um exame clínico rigoroso, você pode chegar praticamente de 95% a 98% de suspeita correta do diagnóstico. Então, a gente pode afirmar que o diagnóstico da endometriose é feito na clínica, com anamnese e exame físico. Hoje em dia, o que a gente vê são os profissionais tendo uma tendência maior aos chamados exames complementares, que são ressonância, ultrassonografia, tomografia, em vez de fazer inicialmente um exame clínico adequado. Muitas vezes, o profissional não usa os critérios necessários ao exame clínico”, avaliou o especialista.
O médico disse que as mulheres chegam ao hospital, muitas vezes, com sintomas avançados da endometriose. “Uma paciente chega ao serviço médico e fala: ‘olha toda vez que eu fico menstruada eu tenho a sensação de que estou com uma alteração na minha urina ou tenho diarreia.’ Esse é um sinal muito importante para o médico suspeitar de endometriose. Porque se ela tem uma dor na menstruação crônica, sensação de inflamação na bexiga ou então diarreia ou tendo uma constipação no período menstrual, provavelmente essa endometriose já evoluiu a ponto de comprometer a bexiga e comprometer o reto.”
O cirurgião disse que às vezes essa queixa não é valorizada “porque a coisa é feita no sentido muito rápido”. “Isso é o que eu observo. Não só no serviço público. Hoje na conduta profissional o que tem mais é exame complementar do que exame clínico”, acrescentou.
Carvalhosa ressaltou que a doença não afeta apenas a saúde física da mulher. “É um sofrimento psicológico, ela perde a capacidade de trabalho, perde a capacidade de ter um filho que ela tanto desejou. É uma doença muito grave, apesar de ser benigna. E é na minha opinião, a cirurgia mais complexa que eu faço, de todas as cirurgias que eu realizo.”
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulga, nesta segunda-feira (31), a lista com o novo teto de preços dos remédios vendidos em farmácias e drogarias. A Lei nº 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico, prevê o reajuste anual dos medicamentos.
Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático dos preços praticados, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Cabe aos fornecedores – farmacêuticas, distribuidores e lojistas – fixarem o preço de cada produto colocado à venda, respeitados o teto legal estabelecido e suas estratégias diante da concorrência.
Para definição dos novos valores, o conselho de ministros da CMED leva em consideração fatores como a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos e custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.
De acordo com a Anvisa, a lei prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos.
A CMED é composta pelos ministérios da Saúde, Casa Civil, da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária exerce a função de secretaria executiva, fornecendo o suporte técnico às decisões.
A Direção Estadual da tendência petista Articulação de Esquerda, esteve reunida em Dourados no dia 29 de Março no período da manhã no Sindicato dos bancários e no período da tarde na câmara municipal. Com a presença do candidato a presidência Nacional do PT o historiador Valter Pomar, ficou definido por unanimidade que a Deputada Gleice Jane será a candidata representando o conjunto da esquerda do PT no MS (PED/ 25).
A ciência está em busca da resposta para o que muitas pessoas que frequentam as praias brasileiras estão perguntando: “cadê os tatuís?” A população dos simpáticos crustáceos está diminuindo, e, em alguns locais, já nem é possível encontrar os bichinhos. Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão investigando as razões para esse desaparecimento, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
“A gente entende que está havendo um problema global sobre as espécies emeritas, que estão sendo severamente impactadas pelas transformações do Antropoceno [período da história atual, em que o ser humano produz modificações no planeta], explica a pesquisadora Rayane Abude, do Laboratório de Ecologia Marinha da Unirio.
“O que acontece? O tatuí não chega na praia? O tatuí chega mas não sobrevive? São os pormenores que a gente precisa olhar, para cada uma das espécies ou para cada uma das localidades, para tentar destrinchar melhor”, acrescenta.
O trabalho se debruça sobre o Emerita brasiliensis, espécie mais frequente do litoral brasileiro, e estuda a presença e o ciclo de vida desses pequenos crustáceos em algumas praias do Rio de Janeiro. Historicamente, o local mais estudado é a Praia de Fora, na Zona Sul da capital, onde a presença de tatuís é observada desde a década de 90, e vem diminuindo de lá para cá. Rayane também fez uma grande revisão bibliográfica e encontrou relatos científicos sobre a redução de outras espécies de tatuí em países como Estados Unidos, México, Irã, Uruguai e Peru.
Ciclo de vida
A pesquisa parte da hipótese de que algumas praias são “fontes”, onde novos indivíduos são gerados e depositados no mar, e algumas praias são “sumidouros”: recebem os tatuís, mas não fornecem as condições adequadas para o seu crescimento e reprodução.
“As fêmeas colocam ovos, esses ovos levam entre 10 e 19 dias em desenvolvimento. Depois, eles eclodem na água e liberam larvas. Essas larvas vão para o ambiente marinho, passam entre 2 e 4 meses se desenvolvendo, em diversos estágios larvais, até que eles retornam para a praia. Um ponto que ainda está em aberto na minha pesquisa é se elas chegam na mesma praia de origem ou em praias diferentes. Eu estou tentando encontrar essa resposta a partir de marcadores genéticos”, complementa a pesquisadora.
Uma amostragem sistematizada de 189 fêmeas ovígeras, coletadas ao longo de um ano na Praia de Fora, verificou que a fecundidade média foi de 5.300 ovos por fêmea. No entanto, há uma perda significativa de ovos viáveis durante o desenvolvimento embrionário na areia e de larvas dispersadas no oceano. No final, menos de 1% dos ovos resultaram em novos indivíduos.
Os tatuís que conseguem perseverar nessa primeira batalha retornam às praias como “recrutas”, como são chamados os animais jovens. Eles ainda têm uma carapuça frágil e passam a viver enterrados na areia, principalmente na região de espraiamento, a parte que é constantemente molhada pelas ondas. Por isso, os recrutas estão constantemente vulneráveis ao pisoteamento ou esmagamento, em praias frequentadas por humanos, e as praias menos acessadas registram maior densidade de animais.
Frequentadores se refrescam na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro Fernando Frazão/Agência Brasil
Qualidade das praias
Os tatuís também são muito afetados pela qualidade do mar, porque se alimentam com a ajuda de antenas, que retém micropartículas orgânicas dispersadas na água, e levam esses nutrientes até o aparelho bucal.
“Os canais de drenagem ou os rios que desembocam nas praias, que podem trazer uma série de contaminantes e poluentes, podem estar afetando diretamente esses organismos. A toxicidade foi bastante experimentada e testada para espécies de tatuí, não só brasileiros, e é um fator que provoca altos níveis de mortalidade nessas populações”, alerta Rayane Abude.
Além de desequilibrar o ecossistema das praias e desfalcar a cadeira alimentar, o desaparecimento desses animais representa um péssimo sinal:
“Eles podem ser considerados bioindicadores de qualidade porque são muito sensíveis a contaminantes. A sua presença é um sinal de boa qualidade do ambiente, mas quando o nível de poluentes é alto, eles estão ausentes”.
Nas fotos a prefeita Professora Lurdes e a vice-prefeita, Jéssica Valério, com membros da organização e as atletas participantes e vencedoras da 3ª Corrida da Mulher AAC Runner`s, realizada nesse sábado (29) em Caarapó. (Fotos: Divulgação)
Vilson Nascimento
A prefeita, Maria Lurdes Portugal, a “Professora Lurdes” e a vice-prefeita do município, Jéssica Valério, prestigiaram nesse sábado, dia 29 de março, a terceira edição da Corrida da Mulher AAC Runner`s, em Caarapó.
A prova pedestre, que foi vencida pela atleta de Amambai, Danieli Cabral, foi promovida pela Associação de Atletismo Caarapoense em homenagem às mulheres no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, teve percurso de cinco quilômetros e contou com a participação de um grande número de competidoras, entre elas mulheres de Caarapó e de municípios da região.
Ao prestigiar o evento esportivo a prefeita de Caarapó, Professora Lurdes, destacando a importância da competição. Já a vice-prefeita, Jéssica Valério, participou efetivamente da competição, percorrendo o percurso.
No dia 6 de abril, acontece em Ponta Porã a Corrida de São José Padroeiro, um evento esportivo que contará com uma prova de 5 km e a Caminhada da Esperança, com percurso de 2 km.
A largada será às 7h. Os participantes concorrerão a prêmios em dinheiro para os primeiros colocados nas categorias masculina e feminina, com valores que variam de R$ 300,00 a R$ 1.000,00 para os cinco melhores tempos. Além disso, haverá troféus para os vencedores por faixa etária.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.kmaisclube.com.br. Para mais informações, acompanhe @fams_atletismo.ms e @kmaisclube no Instagram.
Uma consulta médica sem sair de casa, usando apenas o celular ou outro dispositivo eletrônico conectado à internet. Impulsionada pela pandemia, a teleconsulta ganhou espaço e passou a ser vista como uma forma de expandir o acesso e oferecer acompanhamento a pacientes das redes públicas e privadas de saúde. Mas a modalidade é mesmo confiável e eficaz?
Estudos em todo o mundo buscam responder a essa pergunta, assim como investigar em que situações deve ou não ser usada. Uma dessas pesquisas investiga a teleconsulta para pacientes com diabetes tipo 2 no sistema público de saúde brasileiro. O trabalho foi conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e foi publicado na revista científica The Lancet.
O estudo compara o acompanhamento de pacientes com diabetes tipo 2 por teleconsultas com endocrinologistas com o mesmo tipo de acompanhamento feito presencialmente por esses profissionais. A conclusão é que as teleconsultas se mostraram tão eficazes quanto os encontros presencias.
“É importante ter um estudo que mostre que realmente está comprovado que a teleconsulta é segura. Dá um embasamento para outros profissionais, para médicos que vão fazer a consulta, para gestores de saúde”, diz uma das autoras do estudo, Daniela Rodrigues.
A gerente de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosa Lucchetta, complementa que o estudo não mostra que a teleconsuta é melhor do que a presencial, mas apenas que é também segura.
Gerente de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosa Lucchetta. Elias Gomes/Divulgação
“A pesquisa teve o objetivo de mostrar que a teleconsulta é tão boa quanto a consulta presencial. A gente não está substituindo [a presencial] por um método mais acessível em que a população pode perder em benefícios de saúde, em segurança do seu tratamento. A gente, em hipótese alguma, está falando que teleconsulta é melhor do que o presencial”, reforça.
Por meio do Proadi-SUS, hospitais sem fins lucrativos de referência direcionam recursos que seriam pagos em impostos para apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde. Hoje, o programa reúne seis hospitais: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês..
Diabetes e teleconsulta
O estudo acompanhou 278 pacientes, majoritariamente mulheres (60%), com idades entre 54 e 68 anos. Todos são pacientes do SUS em Joinville (SC). A cidade foi escolhida por possuir uma estrutura de telemedicina no serviço público.
Já a escolha por pesquisar pacientes com diabetes tipo 2, o chamado diabetes mellitus, se deu por conta do número de pessoas que convivem com a doença e pelas consequências, tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde, que a falta de acompanhamento adequado pode gerar.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, o que representa 6,9% da população nacional. Rodrigues explica que a doença exige um acompanhamento constante, algo em que a teleconsulta pode ajudar. Além disso, caso não seja feito o acompanhamento com os cuidados adequados, a doença pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
“O diabetes é uma doença que, além de aumentar a chance de as pessoas morrerem se não for controlado, tem também um elevado índice de morbidade, ou seja, de gerar complicações. Isso impacta não só na qualidade de vida da pessoa, como também sobrecarrega os sistemas de saúde, público e privado. Então essa foi a condição sensível para ser estudada”, diz Rodrigues.
Puderam participar do estudo pacientes que já estavam em tratamento no SUS. Eles foram distribuídos em dois grupos: um deles teve consultas presenciais, e o outro, teleconsultas. Ambos os grupos tiveram as mesmas quantidades de consultas e foram tratados apenas com medicamentos e exames disponíveis na rede pública. Ao final do estudo, mostrou-se que o acompanhamento remoto com médico especialista foi igualmente eficaz.
O estudo é um dos poucos no mundo, segundo as pesquisadoras, que se trata de um ensaio clínico randomizado, ou seja, os pacientes foram distribuídos nos grupos de forma aleatória, o que confere maior segurança aos resultados.
“Você tem, na medicina, um procedimento que a gente coloca como o padrão ouro. Indiscutivelmente, é a consulta presencial”, diz Rodrigues. “Eu penso na teleconsulta como uma maneira de aumentar o acesso. Se a gente imaginar uma população ribeirinha que precisa de uma avaliação do endocrinologista, ela não vai mais precisar se deslocar três, quatro horas, em um barco, para ter acesso”, defende
A pesquisadora acrescenta que não apenas as populações isoladas são beneficiadas, mas também aqueles que vivem em grandes cidades, que enfrentam congestionamentos e falta de transporte público eficiente, por exemplo.
Com a pandemia, o uso de tecnologias passou a ser mais difundido. Em 2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM), publicou resolução que define e regulamenta a telemedicina, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias de comunicação. “A telemedicina, hoje, é um instrumento de muita importância, dá um acesso a um grupo enorme de pessoas”, diz foi o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes.
Fortes também defende que a telemedicina não deve substituir totalmente os atendimentos presenciais, mas complementá-los. “Tem algumas coisas que a mensuração feita à distância não consegue alcançar, como a cor real do paciente e o odor que o paciente exala. Isso tudo tem importância”, diz e ressalta: “Uma emergência tem que ser atendida nos estabelecimentos assistenciais, nos hospitais”.
Ainda segundo Fortes, a telemedicina não deve substituir a alocação de médicos em áreas remotas. “A gente recomenda que a contratação de médicos dê preferência para esses locais mais distantes e remotos”, defende.
1º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes. CFM/Divulgação
Integração
As teleconsultas não são ofertadas de maneira isolada dentro do SUS, fazem parte de uma rede de atendimento, tanto mediada por tecnologia quanto presencial, que envolve as secretariais estaduais e municipais de saúde, além de universidades, que prestam suporte. Segundo a pesquisadora e professora titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ilara Hämmerli, que é Integrante do Grupo temático de Informações em Saúde e População da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o serviço não deve ser ofertado isoladamente.
“A gente sabe que o médico isolado no seu consultório, seja ele presencial ou mediado pela internet, sozinho, ele ajuda naquele momento, mas ele não dá conta da complexidade os processos de saúde e doença”, diz. Isso porque os atendimentos exigem, muitas vezes, exames e encaminhamentos para atendimentos presenciais, e é necessário que a rede esteja estruturada para essa oferta.
“A gente tem que garantir, para um projeto de fato cidadão, um processo de fato que respeite a saúde, que cuide da população brasileira, a integralidade da atenção. Ou seja, começa na atenção básica, mas, assim que [o paciente] precisar de um exame ou de alguma coisa, ele tem para onde ser encaminhado. E se ele precisar de uma internação ou de alguma coisa mais complexa, ele tenha garantido o acesso a esse hospital. Esse é o grande desafio, no momento, a integração dos processos de telessaúde no SUS como um todo, garantir essa integralidade da atenção à saúde”, explica.
Passa ainda, segundo Hämmerli, por garantir a segurança dos dados dos pacientes e mesmo a segurança nacional, evitando que informações importantes de saúde, exames e diagnósticos sejam compartilhados em aplicativos de grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs.
“É uma estratégia de Estado preciosa, mas que a gente precisa entender todas as salvaguardas e tudo que envolve a complexidade desse processo. Não dá para a gente achar que telemedicina ou telessaúde ou saúde digital é apenas botar a infraestrutura de uma operadora de internet, ter um médico ou um profissional de saúde fazendo o atendimento mediado pela tecnologia. Isso é importante, é necessário, mas não é suficiente para dar conta dos desafios complexos que hoje a atenção à saúde requer”, afirma Hämmerli.
Médicos realizam atendimento remoto a pacientes que usam sistema público de saúde. – Davidyson Damasceno/IGESDF
Ministério da Saúde
De acordo como Ministério da Saúde, a Rede Brasileira de Telessaúde conta com 27 núcleos, chegando a todos os estados brasileiros. Entre 2023 e 2024 foram realizados aproximadamente 4,6 milhões de teleatendimentos, como teleconsultas, telediagnósticos, emissão de laudos à distância e teleconsultorias entre profissionais.
Os serviços de telessaúde cresceram significativamente desde a pandemia de Covid-19. Na Atenção Especializada à Saúde, o número de consultas aumentou, de 2022 para 2024, 99,8%, saindo de 679.265 para 1.138.828 atendimentos. O número de atendimentos em 2024 superou até mesmo os de 2021 (1.080.318), ano de pandemia.
A pasta tem como meta implantar dois Núcleos de Telessaúde por estado até 2026. Além disso, pretende ampliar o número de Pontos de Telessaúde nos diversos serviços de saúde e em regiões de vazio assistencial; fortalecer a integração entre os serviços remotos e presenciais; e expandir o uso da telessaúde para todas as regiões e perfis populacionais, especialmente os mais vulneráveis.
Segundo o Ministério, a telessaúde “é uma estratégia essencial para ampliar o acesso às ações e serviços de saúde e reduzir desigualdades regionais, levando atendimento e orientação especializada a locais de difícil acesso. Ela complementa o atendimento presencial, ampliando a capacidade resolutiva da rede, sem substituí-la”, diz a pasta em nota.
Ao todo, o Ministério da Saúde destinou, em 2024, R$ 464 milhões para a transformação digital do SUS, incluindo a expansão da telessaúde, com adesão de 100% dos estados e municípios ao Programa SUS Digital.
O concurso 2.846 da Mega-Sena, realizado neste sábado (29), não teve nenhum acertador das seis dezenas sorteadas. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para a próxima terça-feira (1º).
74 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 48.408,41;
5.871 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 871,65.
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.
A atleta amambaiense Danieli Cabral no ponto mais alto do pódio da 3ª Corrida da Mulher AAC Runner`s, realizada nesse sábado (29) em Caarapó. (Fotos: Divulgaçao)
Vilson Nascimento
A atleta Danieli Cabral levou, mais uma vez, neste final de semana, o nome de Amambai ao ponto mais alto do pódio em competição regional.
Ela foi a 1ª colocada na classificação geral da 3ª Corrida da Mulher AAC Runner`s, prova pedestre com percurso de 5 quilômetros realizada nesse sábado, dia 29 de março, pela Associação de Atletismo Caarapoense, na cidade de Caarapó em homenagem às mulheres no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mullher.
Um grande número de atletas, inclusive a vice-prefeita do município, Jéssica Valério, participou da prova pedestre, percorrendo o percurso. A prefeita de Caarapó, Maria Lurdes Portugal, a “Professora Lurdes”, também se fez presente prestigiando e destacando a importância do evento.
O próximo desafio da amambaiense Danieli Cabral, que participou da competição em Caarapó com apoio da vereadora Lígia Borges e da Assessoria Viva Run Consultoria, será neste domingo, dia 6 de abril, na cidade de Ponta Porã. A Corrida de São José, santo padroeiro de Ponta Porã também terá percurso de cinco quilômetros.
Com o tema “Mulher, democracia e participação política”, o segundo painel da Secretaria de Estado da Cidadania dentro do Delas Day levou representatividade ao palco.
Mediado pela secretária da Cidadania, Viviane Luiza, o diálogo reuniu mulheres que são liderança em MS e carregam no currículo histórias que inspiram tanto no empreendedorismo quanto na trajetória pessoal.
As convidadas foram Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande; Inaye Lopes Kaiowá, vereadora em Antônio João; Mara Caseiro, deputada estadual, Margarete Coelho, diretora nacional do Sebrae e Tereza Cristina, senadora por Mato Grosso do Sul.
Painel trouxe para o palco Mara Caseiro, Tereza Cristina, Margarete Coelho, Adriane Lopes e Inaye Kaiowá. (Foto: Bruno Rezende)
Na abertura, Viviane Luiza que é titular da primeira secretaria do País com dedicação exclusiva à pauta da Cidadania, trouxe dados da ONU, que dos 36 mil assentos parlamentares no mundo, apenas 26% são ocupados por mulheres.
“Ainda segundo a ONU, nós temos 145 anos de distância para a equidade e a paridade de gênero na política. Aqui estão as nossas convidadas que rompem as estatísticas, que nos mostram que a coragem é o que nos une. Não estamos falando de legenda partidária, e sim de uma única bandeira chamada ser mulher”, apresentou Viviane.
Secretária da Cidadania, Viviane Luiza ressalta que independentemente de legendas partidárias, a bandeira tem de ser uma só. (Foto: Bruno Rezende)
Ao falar sobre como a democracia brasileira ainda convive com avanços e retrocessos quando o assunto é representatividade, a diretora nacional do Sebrae, que foi a primeira mulher vice-governadora do Piauí e deputada federal, relembra que a política ainda é uma herança patriarcal.
“Os partidos políticos foram feitos por homens e para os homens. Então, nós mulheres temos que adentrar nesse mundo dos partidos. Nós temos menos mulheres eleitas, porque nas famílias a herança da política não é das mulheres, é dos homens”, explica.
Margarete que também é pesquisadora com doutorado na área de violência contra a mulher também trouxe, de forma muito didática, outro ponto: a nossa régua para eleger mulheres é alta demais.
“O check-list de uma mulher para votar em outra é enorme. A frase mais comum é: ‘ela não me representa’, porque ela é dona de casa ou porque não é. Porque é gorda, porque se arruma ou porque não se arruma. Eu não pergunto para o homem quem está cuidando dos filhos enquanto ele está na política. Não posso exigir de uma mulher a mais do que eu exijo de um homem”, compara.
De forma didática, cada uma das convidadas compartilhou sua trajetória respondendo às perguntas sobre empreendedorismo, liderança e os desafios de ser mulher. (Foto: Bruno Rezende)
Primeira prefeita mulher a ser eleita em Campo Grande, Adriane Lopes contou como começou vendendo sorvete de porta em porta até chegar ao cargo executivo. Isso sem antes ouvir comentários machistas.
“Foram dois anos e oito meses como empossada, e me diziam: ‘ela não é legítima, ela não concorreu, ela só assumiu um cargo e quem manda é o marido dela'”, recorda.
Ao ser convidada para deixar um recado às mulheres na plateia, Adriane resumiu que sua mensagem é o que vem colocando em prática na gestão. “A paridade na política, nos espaços de poder, é discutida mas muitas vezes não é praticada. Eu, como a primeira mulher eleita prefeita, estou abrindo a porta para outras mulheres. Os desafios são gigantes, mas quando vocês não encontrarem um caminho, façam um caminho novo”, parafraseou.
De Antônio João, a liderança indígena Inaye Kaiowá contou como chegou à política. (Foto: Bruno Rezende)
Liderança indígena kaiowá, vereadora no segundo mandato em Antônio João e mestre em História pela UFGD, Inaye Lopes Kaiowá compartilhou como tem equilibrado a ancestralidade com as exigências da política institucional.
A trajetória de Inaye começa ao ver que era preciso ocupar espaços de poder para que a comunidade indígena fosse ouvida. “Não foi fácil, primeiro você tem que buscar voto para você, disputar com tantas pessoas naquele partido, mas temos que ter estratégia de trabalho também”, comenta.
Quanto à questão de que mulher não vota em mulher, a vereadora complementa dizendo que este pensamento também pode ser vivenciado dentre os indígenas.
“Mulheres indígenas também não são diferentes das não indígenas, muitas não votam em mulheres indígenas, não votam em candidato indígena, mas a gente tem que mudar esse cenário, temos que se abraçar, andar de mãos dadas, para que a gente possa vencer esse desafio”, afirma.
Hoje, Inaye é mais do que uma vereadora na câmara da sua cidade. “Represento a comunidade indígena e enquanto mulher indígena. O pessoal me manda mensagem: ‘vereadora, tem como você entrar em contato com o pessoal do Estado, tem como fazer uma agenda, uma reunião? Eu não reclamo, porque tenho os contatos, e a gente tem que estar ali para representar a população indígena, então eu sou bastante feliz”, descreve.
Senadora da República, Tereza Cristina trouxe reflexões e ressaltou que as mulheres devem se impor na política. (Foto: Bruno Rezende)
Deputada estadual no quarto mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro reforça que apesar de ter um crescimento significativo de mulheres em cargos políticos nas eleições de 2024, ainda são passos lentos.
“Hoje nós temos 13 prefeitas eleitas, 20 vice-prefeitas eleitas, e 181 vereadoras. Mas ainda estamos com apenas 20% de participação. É muito pouco, precisamos alavancar isso”, ressalta.
A deputada relembrou as legislações vigentes, como o Estatuto da Mulher Parlamentar, que traz as definições de assédio e violência política, especificando atos que são considerados violência política contra as mulheres candidatas, eleitas e empossadas para o cargo eletivo.
“A gente é tão acostumado com isso, que acha que não é uma violência política. Então, por isso, nós colocamos dentro desse Estatuto da Mulher Parlamentar quais são os atos que configuram violência política, como: impor por estereótipo de gênero a realização de atividades e tarefas não relacionadas com as funções e competências, quando também impedem, durante sessões ordinárias e extraordinárias, ou qualquer outra atividade que envolva a tomada de decisões, o direito de falar e votar em igualdade de condições, quando restringem o uso da palavra em sessões, reuniões de comissões, solenidades, e isso é muito comum acontecer”, lembra Mara.
A parlamentar frisa que o caminho é encorajar umas às outras, inclusive a denunciar passa não permitir que situações assim continuem acontecendo.
Pluralidade do painel trouxe para a plateia os mais diferentes segmentos e público. (Foto: Bruno Rezende)
“Para avançar nessas questões, entendo que temos que reforçar as políticas de financiamento para campanhas femininas, porque ainda que a gente tenha muita desigualdade nas estruturas de campanha, precisamos também criar mais mecanismos para punir a violência política de gênero”, propõe.
O encerramento ficou por conta da senadora Tereza Cristina, que lembrou a trajetória como presidente da Famasul, secretária de Estado em MS, deputada federal por dois mandatos e também quando assumiu como ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Nós só chegamos, aonde nós chegamos, porque a gente não teve medo, a gente sabia onde queria chegar, o que é que a gente queria fazer. O mundo na política é mesmo um mundo machista. Queria dizer para vocês que não tenham medo, tenham coragem de representar aquilo que vocês acham que precisam representar na sociedade”, sustenta.
Tereza Cristina reforçou o quanto o Delas Day reuniu diferentes segmentos e que é fundamental falar com todos os diferentes públicos e despertar nas mulheres a importância da participação política.
“Sofremos preconceito na política, mas não podemos ficar chorando, temos que nos impor e sem mimimi, porque isso tem mudado a realidade da política brasileira. Todas aquelas que querem, que gostam da política, devem começar a se colocar. A gente tem que sair da nossa zona de conforto pra poder chegar lá. Perder a eleição não é feio, mas não participar é muito ruim. Então, na política, as mulheres precisam participar mais. Não tenham medo, digo pra vocês, vale a pena”, finaliza.
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania Fotos: Bruno Rezende/Secom
Comunicamos com pesar o falecimento nesse sábado, dia 29 de março, no Hospital Regional, em Amambai, de Jaime Aguirre Deniz, de 88 anos.
Seu corpo está sendo velado no Memorial Primavera, em Amambai, de onde será trasladado para a cidade de Bela Vista e sepultado neste domingo (30) no Cemitério Municipal local, em horário à definir.
A equipe de futsal Sub-20 de Aral Moreira, semifinalista da Liga Estadual 2025. (Em pé) Gustavo, João, Marcos, Leandro, Rafael, Diego, Igor, Prof Junior. (Agachados) Alex, Guilherme, Richard, Vanderlei, Eduardo, Maicon, Carlos Eduardo (Foto: Divulgação)
O time da cidade da fronteira chegou a abrir 2×0 sobre o Boca de Porco, da cidade de São Gabriel do Oeste, mas cedeu o empate e nos pênaltis perdeu por 5×4.
O Corpo de Bombeirros de Amambai foi acionado, mas quando chegou ao local à vítima já estava em óbito. (Fotos: CBM)
Vilson Nascimento
Um homem de 60 anos morreu atropelado por um veículo, que fugiu sem prestar socorro, em Amambai.
O fato aconteceu no início da noite desse sábado, 29 de março, na Rodovia MS-386, entre Amambai e Ponta Porã, no trecho que corta a comunidade indígena Aldeia Amambai, distante cerca de cinco quilômetros da cidade, em Amambai.
De acordo com a ocorrência policial, Antônio Viana, que não era indígena e trabalhava em uma propriedade rural da região, transitava pela rodovia em companhia de um amigo, que é indígena e reside na citada aldeia, quando foi atingido por um veículo Gol de cor clara, que depois da colisão, fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
O Corpo de Bombeiros de Amambai chegou a ser acionado, mas quando a equipe chegou ao local constatou que Antônio Viana, que é originário do estado do Paraná, mas estava trabalhando em Amambai, já estava em óbito.
A Polícia Civil de Amambai trabalha para identificar a autoria do atropelamento. Na delegacia local o caso foi registrado como “homicídio culposo na direção de veículo automotor”, aquele onde a pessoa mata sem a intenção de matar.