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segunda-feira, 13 de abril de 2026
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SEJEL desenvolve Projeto de Iniciação ao Futsal em Paranhos

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Foto: Assessoria

Com o objetivo de incentivar a prática esportiva desde cedo e promover valores como disciplina, respeito e trabalho em equipe, a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (SEJEL) está desenvolvendo em Paranhos o Projeto de Iniciação ao Futsal, voltado para crianças de 5 a 9 anos.

A iniciativa busca oferecer treinamento básico da modalidade, estimular hábitos saudáveis e revelar futuros talentos do esporte, além de proporcionar um espaço seguro de convivência e aprendizado dentro e fora das quadras.

Durante uma das atividades do projeto, o prefeito Heliomar e o secretário de Esportes, Denilson Rafaine, estiveram presentes acompanhando de perto o treino e reforçando o compromisso da administração municipal com o incentivo ao esporte e à formação cidadã das crianças do município.

Fonte: Wilmar Leão – Assessoria Prefeitura

Feira reúne produtores rurais e empreendedores em Tacuru

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Fotos: Assessoria

A Feira do Produtor Rural e Empreendedor Local, em Tacuru, reuniu produtores do campo e empreendedores da cidade em mais uma edição marcada pela valorização da produção local e pelo incentivo ao comércio no município.

A população teve acesso a uma variedade de produtos, como hortaliças, flores, alimentos e artesanato, além de prestigiar o trabalho dos produtores e empreendedores que movimentam a economia do município.

Durante o evento também foi realizado sorteio de brindes para as mulheres empreendedoras, em reconhecimento ao trabalho e à dedicação de quem contribui diariamente para o desenvolvimento local.

A feira se consolida como um importante espaço de encontro entre campo e cidade, incentivando o consumo de produtos locais e valorizando quem produz.

Fonte: Assessoria

Moacir Baratelli solicita medidas emergenciais sobre descarte de resíduos em Caarapó

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Vereador tratando com secretário Mario Valério a criação de uma área específica para trituração e compostagem de galhadas. Foto: Divulgação

O vereador Moacir Baratelli (PL) apresentou indicação solicitando ao secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Mario Valério, a adoção de medidas técnicas e administrativas emergenciais para a adequação da área destinada ao descarte de Resíduos de Construção Civil e resíduos verdes (galhadas) no município de Caarapó.

O objetivo da proposta, segundo explicou o vereador, é garantir que o local atenda integralmente às exigências da Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), além das normativas ambientais vigentes dos órgãos estaduais, como o IMASUL e a AGEMS.

Na justificativa da indicação, Baratelli destaca a necessidade de readequação estrutural, licenciamento ambiental e modernização da Unidade de Transbordo de Resíduos Inertes, local destinado ao descarte de entulhos e galhadas no município.

Entre as medidas propostas está a implantação de infraestrutura básica, com cercamento perimetral, instalação de guarita de monitoramento e sistema de controle de acesso. Segundo o vereador, essas ações são fundamentais para evitar o descarte irregular de lixo doméstico e resíduos perigosos em uma área destinada exclusivamente a resíduos inertes.

Licenciamento ambiental

Outro ponto importante apresentado na indicação é a regularização ambiental do local junto ao IMASUL, garantindo que as atividades estejam dentro da legislação vigente. Conforme o parlamentar, essa medida também contribui para que o município mantenha sua pontuação no ICMS Ecológico, recurso financeiro importante para investimentos ambientais.

Aproveitamento de resíduos verdes

A proposta também prevê a criação de uma área específica para trituração e compostagem de galhadas, possibilitando transformar resíduos vegetais em adubo orgânico que poderá ser utilizado em parques, jardins e espaços públicos do município.

De acordo com Baratelli, a iniciativa segue os princípios da economia circular, em que os resíduos deixam de ser um problema e passam a se tornar um recurso útil para a cidade.

O vereador também ressaltou a importância da medida para a saúde pública, uma vez que o acúmulo inadequado de resíduos pode favorecer a proliferação de mosquitos e outros vetores de doenças, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente

Na indicação, Baratelli ainda observa que o secretário municipal é o responsável pela ordenação de despesas do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), o que possibilita a destinação de recursos para a execução das melhorias necessárias.

Segundo o parlamentar, a adoção dessas medidas permitirá organizar o sistema de manejo de resíduos, proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população de Caarapó.

Fonte: Assessoria Câmara

Mato Grosso do Sul soma mais de 52 mil atendimentos em práticas integrativas no SUS entre 2024 e 2025

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Fotos: Divulgação SES

Mato Grosso do Sul registrou mais de 52 mil atendimentos em PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) no SUS (Sistema Único de Saúde) entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. Entre os serviços ofertados na rede pública estão práticas como acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia e outras terapias integrativas. Os dados são da SAPS/MS (Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde), extraídos do SISAB (Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica).

No período analisado, foram contabilizados 20.831 procedimentos entre janeiro e novembro de 2024 e 31.874 atendimentos no mesmo intervalo de 2025, totalizando 52.705 registros no sistema nacional de monitoramento da Atenção Primária.

Com o avanço na oferta e no registro desses atendimentos, o Estado de Mato Grosso do Sul ocupa atualmente o 3º lugar no ranking nacional da taxa de atendimentos cadastrados na APS (Atenção Primária à Saúde).

 Crescimento dos atendimentos

Mato Grosso do Sul soma mais de 52 mil atendimentos em práticas integrativas no SUS entre 2024 e 2025

Entre as práticas mais registradas no Estado, a auriculoterapia lidera o volume de atendimentos. Em 2024, foram contabilizados 14.165 procedimentos, seguida pela acupuntura com inserção (2.810), aromaterapia (1.134), acupuntura com ventosa ou moxa (571) e eletroestimulação (387).

Também foram registrados atendimentos em cromoterapia (296), geoterapia (157), musicoterapia (148), antroposofia aplicada (92), massoterapia (62), constelação familiar (58) e osteopatia (49).

Em 2025, os registros mantiveram tendência de crescimento, com destaque para auriculoterapia (21.742), acupuntura com inserção (4.285), aromaterapia (2.517), MTC – medicina tradicional chinesa (1.051), acupuntura com ventosa ou moxa (627) e yoga (40).

Municípios ampliam oferta

Entre os municípios com maior volume de atendimentos em 2024 estão Campo Grande, Aquidauana, Jateí, Dourados e Corumbá. Já em 2025, além da capital, cidades como Terenos, Rio Brilhante e Três Lagoas ampliaram significativamente a oferta dessas práticas na Atenção Primária.

Somente em Campo Grande foram registrados 7.412 atendimentos em auriculoterapia em 2024. Em 2025, o município contabilizou 10.703 procedimentos na mesma prática, além de 1.372 atendimentos em acupuntura com inserção.

Formação voltada à Atenção Primária

Em Mato Grosso do Sul, as capacitações promovidas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) são direcionadas exclusivamente a médicos da Atenção Primária, especialmente aqueles vinculados às Unidades de Saúde da Família. A proposta é incorporar a acupuntura como ferramenta de cuidado integral, humanizado e complementar ao tratamento convencional.

A formação é realizada em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e inclui etapas presenciais e remotas, fortalecendo a qualificação técnica dos profissionais da rede pública.

A responsável pela área técnica das PICS na SES, Patrícia Mecatti, explica que a ampliação da oferta integra uma política estruturada de saúde pública. “O investimento nas Práticas Integrativas tem como foco a redução da dor crônica, a melhoria da qualidade de vida e a desmedicalização dos usuários do SUS. Em Mato Grosso do Sul, trabalhamos para que, até 2027, pelo menos 70% dos municípios ofertem ao menos uma prática integrativa à população”, destaca.

Regulamentação fortalece expansão da prática

A expansão da acupuntura no país ocorre em paralelo à regulamentação nacional da atividade. Em 13 de janeiro de 2026, foi publicada a Lei nº 15.345/2026, que regulamenta o exercício profissional da acupuntura no Brasil, estabelecendo critérios de formação, reconhecimento profissional e exigência de qualificação específica para atuação.

Com a nova legislação federal, a prática passa a contar com regras claras para o exercício profissional, garantindo segurança aos pacientes e respaldo técnico aos profissionais habilitados. A norma reconhece a atuação multiprofissional, exige formação específica ou especialização reconhecida e prevê critérios para validação de diplomas estrangeiros.

A regulamentação também contribui para ampliar o acesso à prática no SUS, fortalecendo a PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), vigente desde 2006.

Fonte: André Lima, Comunicação SES

Idoso é preso suspeito de tentativa de abuso sexual de criança em Naviraí

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Vista aérea do município de Naviraí, onde o caso foi registrado neste domingo (Foto: Reprodução)

Homem de 70 anos foi detido suspeito de tentativa de abuso sexual contra uma menina de 7 anos em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado neste domingo (8) após a Polícia Militar ser acionada.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou que estava com o marido e as filhas em uma residência de amigos, quando todos consumiam bebida alcoólica. Ao retornarem para casa, a mãe adormeceu no sofá e, em determinado momento, acordou com a filha gritando no banheiro.

No local, a mãe encontrou o suspeito nu, com a menor dentro do chuveiro, alegando que iria tomar banho com ela. A criança foi retirada imediatamente do local e a polícia acionada. O idoso, a vítima e a testemunha foram levados à Delegacia de Polícia para registro e providências legais cabíveis.

Fonte: Viviane Oliveira/Campo Grande News

Agepen e Agesul alinham estratégias para impulsionar obras e ampliar vagas no sistema prisional de MS

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Fotos: Arquivo/Agepen

A ampliação de vagas e o avanço de obras estruturantes no sistema prisional de Mato Grosso do Sul foram discutidos em reunião técnica realizada entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) na semana passada. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para dar maior celeridade aos projetos e aprimorar a execução dos investimentos destinados ao fortalecimento da infraestrutura penitenciária em diferentes regiões do Estado.

Participaram da reunião o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini; o gerente de Projetos e Orçamentos Civis da Agesul, Adanilto Faustino de Souza Junior; a arquiteta Talita dos Santos Rosso; além de representantes da Agepen, entre eles o chefe da Divisão de Compras e Suprimentos, Elvis Viração; o chefe do Núcleo de Planejamento, Projetos e Convênios, Rafael Eller; e o gerente de Licenciamento Ambiental e Normatização, Phillippe Oliveira de Gois.

Durante o encontro, o diretor de Empreendimentos Civis da Agesul ressaltou que as obras destinadas ao sistema prisional estão entre as prioridades do governo estadual. Ele também destacou o trabalho desenvolvido pela Agepen na condução dos contratos e no acompanhamento técnico das intervenções, reconhecendo o empenho da instituição para garantir que os investimentos sejam executados dentro dos prazos e dos padrões estabelecidos.

Os dados apresentados indicam um volume significativo de recursos destinados à modernização e à ampliação do sistema penitenciário sul-mato-grossense. Esses investimentos são oriundos de projetos encaminhados à União e viabilizados com recursos federais do Ministério da Justiça, por meio da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

Somente nas obras já licitadas, mais de R$ 66 milhões serão destinados à construção de três novos presídios masculinos de regime fechado no Complexo Prisional da Gameleira, em Campo Grande.

Agepen e Agesul alinham estratégias para impulsionar obras e ampliar vagas no sistema prisional de MS

Além dessas intervenções já contratadas, cerca de R$ 41 milhões ainda deverão ser licitados ainda este ano, ampliando o conjunto de investimentos previstos. Entre os projetos está a ampliação de 136 vagas no PTRAN (Presídio de Trânsito) de Campo Grande), obra que exigiu previamente a regularização da área onde a unidade foi construída, além da construção de uma nova Unidade Prisional de Baixa Complexidade no município de Ponta Porã.

Entre as prioridades também está o cronograma de intervenções na infraestrutura da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), que inclui a reforma geral do Raio 2. Nesse contexto, um dos pontos discutidos na reunião foi a necessidade de priorizar a adequação do acesso ao presídio, em conformidade com os protocolos de prevenção e combate a incêndios.

Também está prevista, para o próximo mês, a licitação das reformas elétricas do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e do EPJFC (Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho), ambos localizados na capital. Além disso, durante a reunião foi discutida a regularização do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico do EPFIIZ (Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi).

De acordo com os gestores, o alinhamento técnico entre Agepen e Agesul é fundamental para garantir maior agilidade na aplicação dos recursos e na execução das obras, permitindo que os projetos avancem de forma coordenada e eficiente.

Para a direção da Agepen, o conjunto de intervenções representa um avanço significativo na modernização do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, contribuindo diretamente para a ampliação de vagas, o fortalecimento da segurança e a melhoria das condições de trabalho dos policiais penais.

Fonte: Comunicação Agepen

Mulheres ganham espaço no agro e já representam 27% das propriedades atendidas pelo Senar/MS

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A presença feminina no mercado de trabalho segue em crescimento em Mato Grosso do Sul  e no agronegócio essa participação também se fortalece a cada ano. Hoje, as mulheres representam 43,1% dos empregos formais no estado, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024). No setor agropecuário, elas já somam mais de 15 mil profissionais, o equivalente a 16,9% da força de trabalho.

O avanço acompanha uma tendência observada em todo o país. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), quase 11 milhões de mulheres trabalharam no agronegócio brasileiro em 2023, ocupando funções que vão da produção à gestão das propriedades.

No campo sul-mato-grossense, essa presença aparece em diferentes atividades produtivas. A criação de bovinos concentra a maior parte das trabalhadoras do setor (41,7%), seguida pela produção florestal em florestas plantadas (17,5%) e pelo cultivo de soja (10,7%). As mulheres também atuam em atividades de apoio à agricultura (7,2%) e no cultivo de cana-de-açúcar (4,5%), contribuindo para o desenvolvimento de diferentes cadeias produtivas.

Além da atuação nas atividades do campo, a participação feminina também cresce na gestão das propriedades. Atualmente, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) atende 9.331 propriedades rurais no estado, sendo 2.753 administradas por mulheres, o que representa 27,59% do público acompanhado pelo programa.

As cadeias produtivas com maior participação feminina dentro da assistência técnica são da ATeG Prepara, ligada a agricultura familiar, seguido pela olericultura, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e agroindústria. O cenário mostra que, cada vez mais, as mulheres participam das decisões e da condução dos negócios rurais.

Para fortalecer esse protagonismo, o Senar/MS investe em ações de formação e desenvolvimento voltadas às produtoras rurais. Um dos destaques é o Programa Mulheres em Campo, que já capacitou mais de 580 participantes no estado, com foco na gestão e no fortalecimento de empreendimentos liderados por mulheres. Para 2026, a previsão é abrir mais 20 turmas, com atendimento estimado de cerca de 300 produtoras.

Para a analista educacional do Senar/MS responsável pelos programas voltados às mulheres, Luciane Consoli Saad, a participação feminina tem papel essencial para o desenvolvimento das propriedades e das comunidades rurais.

“A mulher atua de forma estratégica na gestão das propriedades, na organização financeira, na diversificação das atividades produtivas e na sucessão familiar, contribuindo diretamente para a permanência das famílias no campo e para o fortalecimento da economia rural. Além disso, a figura feminina traz uma visão inovadora e colaborativa para os negócios rurais, aliando tradição e modernização”, explica.

Segundo ela, investir na formação das mulheres do campo também significa ampliar oportunidades e promover desenvolvimento social no meio rural. “Investir na formação das mulheres do campo significa ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e promover desenvolvimento social, econômico e humano no meio rural”, completa.

Histórias que inspiram

A trajetória de Carla Aquino mostra como o protagonismo feminino tem se consolidado no agronegócio. A relação dela com o campo começou ainda na infância, no interior de Mato Grosso, acompanhando de perto o trabalho da família na pecuária leiteira.

Mulheres ganham espaço no agro e já representam 27% das propriedades atendidas pelo Senar/MS

“Eu nasci na roça. Meu pai era pecuarista, tirava leite e entregava para o laticínio. Eu cresci vendo o trabalho dele e da minha mãe, que fazia queijo e vendia na cidade”, relembra.

Filha mais velha entre quatro irmãs, Carla conta que o pai acreditava que o futuro das meninas estaria nos estudos. O caminho, no entanto, acabou levando-a novamente ao agro. A afinidade com a natureza a conduziu para a biologia, depois para o mestrado e doutorado em entomologia e pesquisas com plantas transgênicas, até atuar profissionalmente em empresas do setor.

Foi em Mato Grosso do Sul que Carla consolidou sua trajetória no agronegócio e passou a atuar como liderança feminina no campo. Hoje, além de produtora rural e mãe, ela incentiva outras mulheres a ocuparem seu espaço nas propriedades rurais.

“A mulher pode liderar de onde ela estiver, tanto dentro da porteira quanto fora. Ao lado do marido, cuidando dos filhos ou participando das decisões da propriedade, se ela entende o valor que tem, ela ocupa o seu lugar no agro”, afirma.

A produtora também participou, em 2025, do programa Donas do Agro, iniciativa do Senar/MS voltada à formação de lideranças femininas no setor.

Mulheres ganham espaço no agro e já representam 27% das propriedades atendidas pelo Senar/MS

Programas voltados às mulheres

A instituição também prepara novas ações voltadas ao público feminino. Entre elas está o Programa Donas do Agro, com previsão de execução em 2027, que pretende atender 35 mulheres que já ocupam posições de liderança em instituições ligadas ao agronegócio ou em suas próprias propriedades rurais.

Por meio de programas educacionais, cursos de formação profissional e assistência técnica, o Senar/MS segue contribuindo para fortalecer o protagonismo feminino no campo e ampliar as oportunidades para as mulheres no agronegócio sul-mato-grossense.

Mês da Mulher: MS recebe ex-ministra e executiva da Magalu em painel sobre protagonismo feminino

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, promove nesta segunda-feira (9) o painel “Elas, Protagonistas”, que reúne duas referências nacionais no debate sobre liderança feminina, empreendedorismo e políticas públicas para mulheres: a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, e a ex-ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves.

O encontro acontece às 14 horas no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, e integra a programação especial do Mês da Mulher, dentro da campanha “Todas Diferentes, Todas Importantes”, promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania.

Mediado pela secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, o painel “Mulheres que Movem a Economia e Transformam Territórios: Autonomia, Empreendedorismo e Fortalecimento do PROTEGE” é o momento central da programação e será aberto ao público em geral, especialmente mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil. A proposta é criar um espaço de escuta, troca de experiências e conexões que fortaleçam caminhos para ampliar a autonomia econômica e a participação feminina nos territórios.

Para Viviane Luiza, a presença das duas lideranças nacionais em Mato Grosso do Sul reforça o simbolismo do mês de março como um período de reconhecimento e mobilização em torno das conquistas e dos desafios das mulheres.

“Trazer a Luiza Helena Trajano e a Aparecida Gonçalves para Mato Grosso do Sul durante o Mês da Mulher é uma forma de celebrar trajetórias que inspiram e, ao mesmo tempo, fortalecer o debate sobre autonomia e oportunidades. São mulheres que abriram caminhos em suas áreas e mostram, na prática, que quando ampliamos o acesso a direitos, formação e empreendedorismo, ampliamos também a participação feminina na economia e na tomada de decisões”, destaca a secretária.

Viviane ressalta ainda que iniciativas como o painel contribuem para conectar experiências e estimular novas lideranças. “Mais do que uma conversa, o encontro é um convite para que cada mulher se reconheça como protagonista da própria história e também da transformação dos seus territórios”, completa.

Economia criativa e empreendedorismo feminino

Paralelamente ao painel, o público poderá conhecer iniciativas lideradas por mulheres sul-mato-grossenses no Mercado Criativo Elas Protagonistas, espaço de exposição e comercialização de produtos autorais da economia criativa local.

A ação é realizada em parceria com a Superintendência de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura de Mato Grosso do Sul (Setesc) e busca ampliar oportunidades para empreendedoras que atuam em áreas como artesanato, moda, gastronomia, design, literatura e produção cultural.

Para a superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, o fortalecimento desse setor também representa uma estratégia de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.

“A economia criativa é um modelo de negócio que transforma criatividade, cultura e conhecimento em valor real. Além de valorizar a cultura e fortalecer a identidade de um povo, também gera empregos e renda, promove a inovação e o empreendedorismo, fomenta o comércio local e impulsiona o turismo. É um mercado que se expande rapidamente e está presente em áreas como artesanato, moda, teatro, design, dança, games, música, tecnologia, literatura, audiovisual, arquitetura, turismo, festas populares e gastronomia”, detalha.

Segundo a superintendente, o empreendedorismo criativo também pode representar um caminho de independência para mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Muitas vezes as mulheres se sentem presas em relacionamentos abusivos devido à falta de recursos financeiros e à dependência econômica e afetiva. É nesse contexto que o empreendedorismo criativo pode se tornar uma porta de saída do ciclo de violências. Empreender com criatividade não apenas gera renda, mas também devolve dignidade e confiança para que a mulher assuma o controle da própria vida”, completa.

O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas, especialmente voltadas a mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil interessadas em fortalecer redes, trocar experiências e ampliar a participação feminina nos territórios.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.responde.ms.gov.br/pesquisa/445.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC/Arquivo

Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão

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Foto: Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão - Foto: Pixabay

A chegada de feijão importado ao mercado brasileiro tem provocado ajustes no ritmo das negociações e na formação de preços no curto prazo. Parte desse movimento está ligada ao tempo necessário entre a compra do produto no exterior e sua efetiva entrada no circuito comercial no Brasil, processo que envolve verificações técnicas antes da liberação para venda.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), parte do feijão que começa a ser nacionalizado agora foi adquirida há cerca de dez a quinze dias. Esse intervalo ocorre porque os lotes passam por análises de resíduos antes de ganhar fluidez no mercado interno. O procedimento está ligado a práticas de compliance adotadas por importadores para evitar riscos regulatórios.

Um dos pontos observados envolve o glifosato. No Brasil, o produto não possui registro para dessecação pré-colheita do feijão e órgãos técnicos alertam que esse tipo de uso é proibido. Do ponto de vista regulatório, a Anvisa mantém uma monografia que estabelece definições de resíduo e limites máximos permitidos para a substância, o que reforça a cautela de empresas que optam por realizar análises antes de distribuir o produto.

No mercado, a entrada desse feijão-preto importado com custos definidos ainda no ano passado tem efeito direto sobre os preços. O produto tende a funcionar como uma espécie de referência ou teto psicológico, reduzindo a velocidade de eventuais valorizações no curto prazo. Ainda assim, o Ibrafe avalia que o movimento não altera a tendência estrutural quando a oferta interna está ajustada e há necessidade de reposição.

Relatos de comerciantes da região dos Campos Gerais indicam que produtores têm resistido a ofertas consideradas baixas. A percepção no setor é de que tentar adquirir volumes a preços menores neste momento tende a não avançar nas negociações.

As avaliações se aplicam tanto ao feijão-carioca quanto ao feijão-preto. Em relação à Argentina, também citada nas negociações recentes, a leitura do mercado é que exportadores do país vizinho acompanham os preços pagos pelo Brasil e não têm incentivo para liquidar estoques com valores reduzidos.

Levantamento avalia adoção de biológicos na soja

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Foto: Arquivo Agrolink

O avanço do uso de insumos biológicos na agricultura tem ampliado o debate sobre o papel dessas tecnologias no manejo de pragas, doenças e na fertilização das lavouras. Estudo conduzido por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, e publicado na revista científica Agrochemicals, analisa como agricultores de soja no Brasil utilizam bioinsumos em relação aos agrotóxicos tradicionais.

A pesquisa investigou de que forma produtos biológicos podem atuar como substitutos, complementos incrementais ou alternativas aos agroquímicos em práticas agrícolas essenciais. Para isso, foram combinadas revisão de literatura, análise de dados regulatórios sobre produtos biológicos registrados no país e entrevistas presenciais com grandes produtores de soja.

Os resultados indicam que, na maior parte das práticas observadas, os insumos biológicos são adotados juntamente com produtos sintéticos. Em alguns casos, essa combinação permite reduzir a frequência ou a dose das aplicações químicas, mantendo o manejo agronômico das lavouras.

Entre os exemplos identificados, inoculantes com bactérias fixadoras de nitrogênio já substituem a fertilização mineral nitrogenada na cultura da soja. Já biossolubilizantes e ativadores de plantas aparecem como ferramentas utilizadas de forma incremental, com o objetivo de aumentar a eficiência de fertilizantes químicos aplicados pelos produtores.

O estudo também aponta que bioinseticidas e biofungicidas são empregados principalmente como alternativas dentro de programas de pulverização, sobretudo em ações preventivas ou iniciais, contribuindo para diminuir o número de aplicações de pesticidas convencionais. Os bionematicidas aparecem como a principal solução biológica utilizada em substituição a nematicidas sintéticos em tratamentos preventivos. Por outro lado, herbicidas biológicos ainda não estão disponíveis no mercado brasileiro.

Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária.Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsitoAssociação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito

O documento surge em meio à recente vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de fazer exames de aptidão física e mental.

Em nota, a Abramet avalia que a diretriz consolida dados científicos que reforçam que decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos do corpo humano e o impacto direto da velocidade na gravidade dos sinistros.

“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado.

Em suma, o documento demonstra que a energia liberada em um sinistro cresce exponencialmente com a velocidade e rapidamente ultrapassa a capacidade fisiológica de absorção do impacto, sobretudo entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

 “A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando esses limites são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais”, avaliou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.

Dados

O documento mostra que pequenas reduções de velocidade geram quedas expressivas no risco de morte, enquanto acréscimos aparentemente modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.

A diretriz também chama atenção para o impacto crescente da expansão da frota de SUVs e de veículos com frente elevada, associados a maior risco de lesões fatais em pedestres e ciclistas, mesmo em velocidades moderadas.

A norma evidencia ainda que, em colisões com usuários fora do veículo, a velocidade responde por cerca de 90% da energia transferida ao corpo da vítima.

A diretiva cita que dados recentes do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, “cenário agravado pela combinação entre alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física”.

Renovação da CNH

A diretriz aborda ainda implicações para a atuação de médicos do tráfego, tema avaliado pela Abramet como “especialmente sensível” diante do cenário de renovação automática da CNH.

“O documento reforça que condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, osteoporose e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância humana a impactos e à desaceleração, exigindo avaliação periódica e individualizada pelo médico do tráfego.”

A diretriz demostra, portanto, que a aptidão para dirigir não é um estado permanente, mas varia conforme a condição de saúde, a idade e o contexto de exposição ao risco.

Recomendações

A norma também apresenta recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade, defendendo a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, além de políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas.

“Ao reunir dados epidemiológicos, biomecânicos e clínicos, a Abramet reforça que decisões sobre trânsito não podem se apoiar apenas na fluidez ou na conveniência administrativa”, destacou a Abramet.

Entenda

O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), regulamentado pela Medida Provisória 1327/2025, beneficiou 323.459 condutores na primeira semana de validade.

A medida inclui motoristas que estão no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e economizou R$ 226 milhões, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos.

A maior parte dos beneficiados são motoristas com a CNH de categoria B, exclusiva para carros, com 52% de renovações automáticas.

Condutores com a licença AB, que permite dirigir carros e motocicletas, foram 45% dos beneficiados e aqueles que dirigem somente motocicletas (categoria A) somaram 3% das renovações automáticas.

Os demais são condutores profissionais (categorias C e D).

Para fazer parte do RNPC, o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no aplicativo por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Exceções

Alguns grupos de motoristas não terão direito ao processo automático e devem continuar procurando os Detrans estaduais. É o caso de motoristas com 70 anos ou mais, que precisam renovar o documento a cada três anos.

Também é o caso daqueles que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias.

Para os motoristas com mais de 50 anos, que precisam renovar a CNH a cada cinco anos, o processo automático será permitido uma única vez.

Flamengo vence Fluminense nos pênatis e fatura tricampeonato carioca

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Gilvan de Souza/Flamengo/Direitos Reservados

O Flamengo levou a melhor sobre o Fluminense por 5 a 4 na cobrança de pênaltis e conquistou pela terceira vez consecutiva o título do Campeonato Carioca, na noite deste domingo (8), no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã). Após empate em 0 a 0 nos 90 minutos, brilhou a estrela do goleiro argentino Augustín Rossi, que defendeu as cobranças de Guga (a terceira penalidade) e Otávio (a quinta nas cobranças alternada).

A conquista do 40º troféu do Cariocão na história do clube é a primeira do recém-contratado técnico português Leonardo Jardim, que estreou hoje no comando do time, após demissão de Filipe Luís na última terça-feira (3). O Rubro-Negro segue como o maior campeão do Cariocão, seguido por Fluminense (33 títulos) e Vasco (24). Além da taça, o Flamengo recebeu premiação de R$ 10 milhões. Já o Tricolor foi contemplado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) com R$ 5 milhões. 

No primeiro tempo sobrou cautela em campo.  Ambos os times marcaram bem, mas pouco criaram ofensivamente. Foram raras as finalizações: Aos 16 minutos, Pedro teve a primeira chance de abrir o placar para o Flamengo, mas chutou fraco e goleiro Fábio defendeu. Dois minutos depois, Lucho Acosta rolou para Senra Serna que arriscou de dentro da área, mas a bola desviou em Varela e saiu. O jogo seguiu morno. Aos 45 minutos, Léo Pereira quase marcou o primeiro gol de cobertura ao cabecear, mas o goleiro tricolor andou para trás e conseguiu defender em cima da linha. 

Depois do intervalo não faltou emoção. Logo aos três minutos, o Tricolor quase abre o placar com Lucho Acosta: o meio-campista chegou a tabelar com Hércules antes de chutar de canhota. Atento, Rossi espalmou e evitou o gol tricolor. Mas o time das Laranjeiras seguiu pressionando. Aos 11 minutos, dentro da grande área, Serna desferiu um bola venenosa, que rente à trave esquerda. A melhor chance do Flamengo só surgiu aos 32 minutos, com cruzamento de Alex Sandro para Arrascaeta cabecear dentro da área, mas a bola foi para fora por cima do travessão. Três minutos depois, Plata cruzou para dentro da área, a bola bateu em Léo Ortiz e no bate-rebate sobrou nos pés de Léo Pereira. O zagueiro chutou fraco, e a bola passou rente à trave direita do goleiro Fábio.

Penalidades

O volante Jorginho converteu a primeira cobrança do Flamengo e, na sequência, Ganso também marcou para o Flu. Depois Luiz Araújo desperdiçou, cobrando no meio e facilitando a defesa do goleiro Fábio. Na sequência, Savarino chutou certeiro no ângulo esquerdo do gol de Rossi, sem chances para o goleiro argentino. O Flamengo perdia por 2 a 1, quando Everton Cebolinha marcou o terceiro do Rubro-Negro. Em seguida, Guga chutou à meia altura e o goleiro Rossi defendeu, deixando tudo igual no placar (2 a 2).

Na quarta cobrança, Léo Pereira converteu para o Fla e Guilherme Arana para o Flu. Na sequência, Lucas Paquetá acertou a quarta penalidade para o Rubro-Negro, e John Kennedy empatou para o Flu. A definição do título carioca saiu na primeira cobrança alternada: o zagueiro Léo Ortiz acertou o fundo da rede e, em seguida, o goleiro Rossi saiu como herói da final ao defender a cobrança do volante tricolor Otávio.

Nota de falecimento de Luiz Brito de Oliveira

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Comunicamos com pesar o falecimento nesse domingo, dia 8 de março, em sua residência, em Amambai, de Luiz Brito de Oliveira, de 63 anos.

O corpo de Luiz, que foi policial civil em Sete Quedas e Paranhos, está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta segunda-feira (9), às 10h da manhã no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Vida Amambai- Fone: 3481-1922

Nota de falecimento de Luiz Brito de Oliveira

EUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada “Escudo das Américas”.  EUA formam coalizão militar com 12 países da América LatinaEUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina

O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.  

“Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Trump.

 O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.  

“Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”, completou.  

Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.  

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.   

A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.   

“Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.  

Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.  

“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.  

Segurança dos EUA 

Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.  

Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.  

“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem. 

México  

Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.  

“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump. 

A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.  

Venezuela e Cuba 

O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.  

“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou. 

Não aceitem relações tóxicas,  Lia Nogueira faz apelo pela vida das mulheres na feira que reuniu mais de mil pessoas

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“Mais do que comemorar o Dia Internacional da Mulher, precisamos refletir. Não podemos aceitar violência, não podemos normalizar o abuso. A independência financeira e o apoio entre mulheres salvam vidas. A minha luta sempre será para que nenhuma mulher se sinta sozinha ou sem saída”, declarou a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), durante participação na feira Mulheres que Inspiram, realizada em Itaporã.

Durante o encontro, a parlamentar também falou sobre os recentes casos de feminicídio no Estado e fez um forte apelo para que mulheres não permaneçam em relações abusivas. Na ocasião, ela lembrou o caso da enfermeira Liliane de Souza Duarte, que ganhou grande repercussão e comoção social.

“Meu coração está muito triste desde ontem. Quando vi essa história, eu me vi nela. Sou mãe atípica, meu filho mais velho é autista, já enfrentei muitas batalhas na vida. Por isso eu digo, não precisamos viver uma situação tóxica. Vamos tocar a vida sozinha, se for preciso. Minha mãe criou três filhos sozinha, então se ela conseguiu, qualquer uma de nós também pode”, afirmou.

O evento, considerado um dos maiores modelos de  protagonismo feminino da região sul de Mato Grosso do Sul, reuniu cerca de mil pessoas e teve como objetivo valorizar, capacitar e dar visibilidade a mulheres empreendedoras, artesãs e produtoras locais. A programação contou com barracas de produtos, música ao vivo, cuidados com a beleza e até exames de visão gratuitos.

Não aceitem relações tóxicas,  Lia Nogueira faz apelo pela vida das mulheres na feira que reuniu mais de mil pessoas

Além de prestigiar a feira, Lia Nogueira tem incentivado iniciativas que promovem autonomia financeira para mulheres. A parlamentar  destinou emenda  de R$ 100 mil para criaçao de uma feira de empreendedorismo feminino no município, iniciativa que oferece oportunidade de recomeço, especialmente para mulheres vítimas de violência e inspirada no projeto Benjamim de Caarapó.

A feirante da barraca de doces, Dona Maria destacou a importância desse apoio.

“Essa feira  irá representar oportunidade e dignidade para muitas mulheres. Esse incentivo é muito importante para nos ajudar a fortalecer o nosso trabalho e conquistar a independência financeira que tanto precisamos”, afirmou.

Para a deputada, iniciativas como essa mostram que o fortalecimento feminino passa também pela geração de renda e pela construção de novas oportunidades caminhos que ajudam muitas mulheres a reconstruir a própria história com dignidade e liberdade.

Exportação recorde de carne bovina em fevereiro

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As exportações brasileiras de carne bovina somaram 267,3 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa aumento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita. O desempenho também supera o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações alcançaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o maior resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões. O resultado representa crescimento de 23,8% em volume e de 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano anterior.

A carne bovina in natura permanece como o principal produto exportado. Em fevereiro, foram embarcadas 235.890 toneladas, volume equivalente a 88,2% do total exportado e responsável por 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os principais destinos, a China manteve a liderança nas compras, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 toneladas), Chile (13.857 toneladas) e União Europeia, com 9.084 toneladas.

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile registraram aumento nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente. As exportações para a União Europeia também avançaram no período, com crescimento de 21,2%.

Decisão judicial pode encerrar arrendamento

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O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra - Foto: Pixabay

A legislação brasileira estabelece regras que buscam garantir segurança jurídica nas relações de arrendamento rural, definindo direitos tanto para o proprietário da terra quanto para quem explora a área produtivamente. Segundo o advogado em Direito Bancário e do Agronegócio Fábio Lamonica Pereira, algumas situações previstas na legislação podem levar à extinção do contrato de arrendamento.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra, instituído pela Lei nº 4.504 de 1964, e pelo Decreto nº 59.566 de 1966, que traz o regulamento da norma. Pela legislação, o arrendatário, que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel ou renda ao proprietário, possui direito de preferência caso o imóvel seja colocado à venda, desde que em igualdade de condições com terceiros.

O arrendatário também tem preferência na renovação do contrato de arrendamento nas mesmas condições oferecidas a outros interessados. Caso não seja notificado formalmente por meio de Cartório de Títulos e Documentos até seis meses antes do vencimento do contrato, a renovação ocorre automaticamente pelo mesmo período e condições.

Apesar dessas garantias, decisões judiciais podem alterar essa situação. O Superior Tribunal de Justiça decidiu, no Recurso Especial nº 2.187.412, que a perda do imóvel por decisão judicial pode levar à extinção do contrato de arrendamento. Nesses casos, a mudança de titularidade permite que o novo proprietário notifique o arrendatário e encerre a exploração da área.

“Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos”, conclui.

Mensagem do presidente Chacal e da Câmara Municipal de Paranhos pelo Dia Internacional da Mulher

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O presidente da Câmara, vereador Chacal com a esposa, Ana Carolina de Oliveira, a “Carol”. Eles parabenizam a todas as mulheres de Paranhos pelo seu dia, comemorado neste domingo, dia 8 de março. (Fotos: Assessoria)

08 de março, é o dia Internacional da Mulher! É momento propício para rendermos homenagens a quem mantém ativa a batalha pela valorização do sexo feminino.O presidente da câmara de Paranhos, Chacal,  parabeniza  a todas as Mulheres por este dia tão especial. Mulher! Símbolo da paz! Símbolo da vida! É força, determinação, é digna de respeito e dedicação!

Mulher! É luta, é amor, é alegria, é dor, é alma, é flor!

É o espelho que reflete os sentimentos na vida! Decidida a batalhar com a alma, garra, coragem e delicadeza! Protetora, leoa dos seus! Poesia viva. 

Feliz dia Internacional da Mulher!

Mensagem do presidente Chacal e da Câmara Municipal de Paranhos pelo Dia Internacional da Mulher

Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. No entanto, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas para que se possa afirmar sem dúvida que a substância é capaz de ajudar pessoas com lesão medular a recuperar seus movimentos. Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessáriosPolilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários

Apesar de os trabalhos, liderados pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, terem sido iniciados há mais de 25 anos, a maior parte desse tempo foi dedicada aos testes em laboratório, uma etapa essencial chamada de fase pré-clínica.

Além de estudar as moléculas de polilaminina, a equipe precisou verificar primeiro se a substância produzia algum efeito em culturas de células e em animais, antes de testá-la em humanos. 

O que é a polilaminina?

A substância foi descoberta por acaso pela professora Tatiana Sampaio, quando ela tentava dissociar as partes que compõem a laminina, uma proteína presente em várias partes do nosso corpo.

Ao testar um solvente, ela viu que, ao invés de se partir, as moléculas de laminina começaram a se juntar umas com as outras, formando uma rede, a polilaminina. Essa junção ocorre no organismo humano, mas nunca tinha sido reproduzida em laboratório.

A partir daí, Tatiana passou a pesquisar possíveis usos para a rede de lamininas e descobriu que, no sistema nervoso, essas proteínas atuam como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios parecidas com caudas, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. 

Quando ocorre uma fratura na medula, os axônios são rompidos, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, a partir do ponto em que foi o ferimento. Essa ruptura é a causa da paralisia.

Normalmente, as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar sozinhas. O que se pretende testar, portanto, é a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro.

Projeto-piloto

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que sofreram lesão total em diversos pontos da medula, após queda, acidente de carro ou ferimento por arma de fogo.

Além de receber a polilaminina, sete delas passaram por cirurgia de descompressão da coluna, operação padrão em casos de lesão medular. Os procedimentos foram feitos até três dias após a lesão. 

Duas pessoas morreram ainda no hospital por causa da gravidade do quadro, e outra acabou falecendo pouco tempo depois por complicações do ferimento.

Masos cinco pacientes que se recuperaram, receberam a polilaminina e passaram pela cirurgia de descompressão apresentaram algum ganho motor, ou seja, conseguiram movimentar partes do corpo paralisadas pela lesão. No entanto, isso não significa que todos voltaram a andar.

A melhora foi constatada pela evolução dos pacientes na chamada escala AIS, que vai de A a E, em que A é o nível mais grave de comprometimento e E é o funcionamento normal do corpo em termos de movimentação e sensibilidade. Para fazer a classificação, a equipe médica avalia a resposta a diversos estímulos aplicados em pontos chave do corpo. 

Quatro pacientes do estudo-piloto saíram do nível A para o nível C, o que significa que retomaram a sensibilidade e os movimentos, mas de forma incompleta. Uma pessoa chegou ao nível D, após recuperar a sensibilidade e as funções motoras de todo o corpo, com capacidade muscular quase normal. 

Esse paciente é Bruno Drummond de Freitas, que ficou tetraplégico após fraturar a coluna na altura do pescoço, em 2018. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Bruno contou que conseguiu mexer o dedão do pé algumas semanas após a cirurgia de descompressão, combinada com a aplicação da polilaminina. 

“Foi uma virada de chave. Na hora, pra mim, não tinha valor mexer o dedão do pé e não mexer mais nada. Mas todo mundo comemorou, e, aí, me explicaram que, quando passa um sinal do cérebro até uma extremidade, significa que o sinal está percorrendo o corpo inteiro” 

Depois disso, Bruno foi reconquistando outros movimentos e, então, iniciou um longo e intenso trabalho de fisioterapia e reabilitação na AACD, entidade paulista que é referência brasileira nesses tratamentos. Após anos de recuperação, hoje ele anda normalmente e tem dificuldade apenas em alguns movimentos das mãos. 

A experiência de Bruno e dos outros pacientes, no entanto, não basta para comprovar cientificamente a segurança e a eficácia da polilaminina. Um artigo do tipo pré-print publicado pela equipe de pesquisa com os resultados do estudo-piloto ressalva, por exemplo, que até 15% dos pacientes com lesão completa pode recuperar movimentos naturalmente. 

Além disso, o diagnóstico de lesão completa e a avaliação segundo a escala AIS, feitos logo após a fratura, podem ser influenciados por fatores como inflamação e inchaço. Por vezes, verifica-se quadros menos graves em pacientes que, inicialmente, eram apontados como casos de paralisia total. 

Ainda assim, os resultados apresentados publicamente pela equipe de pesquisa em setembro do ano passado chamaram bastante atenção. Se a eficácia da polilaminina for confirmada, a ciência brasileira terá encontrado uma solução inédita para um problema que aflige milhões de pessoas, com grande impacto sobre suas rotinas e qualidade de vida. Mas até lá, ainda há um longo caminho. 

Fase 1, 2 e 3  

O professor de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Eduardo Zimmer, explica que, tradicionalmente, o ensaio clínico de um novo medicamento é composto por três fases. E cada rodada de testes tem um objetivo.

“Na fase 1, a gente tem poucos pacientes, saudáveis, porque ela visa identificar se o composto é seguro e se os humanos vão tolerar receber esse tratamento. Junto com isso, tem o que a gente chama de farmacocinética. Entender como é que a droga se comporta dentro do nosso organismo, como ela entra, como ela é metabolizada e como ela é eliminada”, explica.

É nesta fase que o estudo com a polilaminina está. De acordo com a líder da pesquisa, a professora Tatiana Sampaio Coelho, os testes devem começar neste mês e ser concluídos até o fim do ano.

Mas eles terão uma diferença importante do padrão. Como a polilaminina é aplicada por injeção diretamente na medula, isso não será feito em pacientes saudáveis, mas também em pessoas com lesão medular aguda. 

“A gente vai monitorar eventos adversos para verificar se eles são os esperados, exames neurológicos para verificar se tem alguma deterioração, e temos também vários exames de sangue para ver se tem alguma toxicidade hepática ou renal. Isso vai ser comparado com a história natural provável para aquela pessoa, que é um paciente grave, e com outros estudos”, complementa Tatiana. 

Conforme aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância será aplicada em cinco pacientes voluntários. Eles precisarão ter idades entre 18 e 72 anos e lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica ocorrida há menos de 72 horas da lesão. O procedimento será feito no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. 

Mas o estudo terá também outra especificidade, de acordo com a pesquisadora. “O fato de serem pessoas com lesão medular significa que os resultados de indicação de eficácia já serão emitidos desde a fase 1”. Ou seja, os pesquisadores também pretendem observar se esses pacientes apresentam melhora, o que diverge do percurso clássico.

De acordo com Eduardo Zimmer, que também é chefe de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira e pelo programa Idor Ciência Pioneira, a eficácia de um medicamento em humanos costuma ser medida apenas a partir da fase 2, quando a quantidade de voluntários aumenta. Também é nesse momento que a equipe testa doses diferentes para encontrar a melhor formulação. 

Tatiana Sampaio adianta que duas doses diferentes serão avaliadas no caso da polilaminina, se o estudo chegar à fase 2. Já os detalhes de uma possível fase 3, a última e principal etapa para verificar se um medicamento é mesmo eficaz e produz resultados de forma consistente, ainda não estão definidos. A equipe espera concluir todas as fases de teste em cerca de dois anos e meio. 

Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2026 – A professora Tatiana Sampaio fala sobre as pesquisas com a polilaminina, substância em testes para o tratamento de lesões medulares, no programa Sem Censura, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A professora Tatiana Sampaio fala sobre as pesquisas com a polilaminina, substância em testes para o tratamento de lesões medulares, no programa Sem Censura, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desafios para os testes

O professor e pesquisador Eduardo Zimmer diz que, via de regra, na fase 3, a quantidade de voluntários aumenta bastante, e os testes são feitos em diversos centros.

Os participantes são divididos de forma aleatória em dois grupos, mas apenas um dos grupos recebe a substância testada, enquanto o outro servirá para a comparação do que acontece sem ela. Esse segundo é o chamado grupo controle. 

O ideal é que nem os pacientes nem os pesquisadores saibam, a princípio, quem está em qual grupo. O objetivo final é ter certeza que o remédio testado produziu um benefício que não seria obtido sem ele. 

“O grupo controle, numa patologia como essa, sempre compara a eficácia da droga em relação às outras terapias disponíveis. Você não vai parar de tratar o paciente, você trata ele com o melhor que você tem, para verificar se a droga nova faz com que o outro grupo se recupere melhor, em comparação ao melhor tratamento que já existe”, ele ressalva. 

Mas os testes com a polilaminina podem demandar procedimentos diferentes. O ex-presidente da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Venâncio, explica que normalmente os participantes de ensaios clínicos que compõem os grupos de controle ganham acesso prioritário à nova tecnologia, caso ela se prove realmente eficaz, como forma de compensação.

“Aqui, nós temos a seguinte dificuldade: o tratamento precisa ser feito num prazo relativamente curto depois do acidente que gerou o traumatismo, mas o tratamento tende a ter um resultado demorado. Então, quando o estudo se completar, provavelmente a equipe terá dificuldade de aplicar o remédio em quem tomou o comparador”, complementa Venâncio. 

Ainda que os ensaios tenham um percurso ideal, adaptações, quando justificadas, podem ocorrer, diz o ex-presidente do Conep. É o que acontece nos estudos de novos tratamentos para doenças raras, que atingem um número muito pequeno de pessoas, o que impossibilita o recrutamento da quantidade ideal de voluntários. Mas Venâncio reforça a importância do cumprimento de todas as fases de pesquisa. 

“Você não pode botar uma substância que você não sabe se vai causar dano em uma população de centenas de participantes. Por isso, você testa primeiro numa população pequena e vê se o risco é pequeno o suficiente para fazer um estudo mais amplo. Na fase dois, você já começa a testar qual é a dose adequada e, na fase três, é quando você vai testar efetivamente o efeito da substância. Quando você não tem o grupo controle, você corre o risco de chegar a uma conclusão diametralmente oposta à realidade”, diz o ex-presidente do Conep.

Ensaios clínicos serão acompanhados

A professora da UFRJ Tatiana Sampaio lembrou que, independente da avaliação dos pesquisadores, a decisão final sobre as próximas fases dos estudos com a polilaminina caberá à Anvisa e a algum comitê de ética acreditado, orgãos que precisam aprovar os ensaios clínicos no Brasil, para que eles possam ser feitos. 

A coordenadora da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), Meiruze Freitas, acrescenta que, mesmo depois de aprovadas, as pesquisas continuam a ser monitoradas. O comitê de ética verifica se as atividades não estão sendo prejudiciais aos participantes, e a Anvisa se certifica de que as boas práticas clínicas estão sendo seguidas. 

“A polilaminina tem um fator de esperança, porque uma lesão medular causa muitas complicações, inclusive morte. Mas a gente precisa tomar muito cuidado para não abandonar os preceitos científicos. Essas fases não são estabelecidas por burocracia, mas para que a gente possa ter dados validados, com uma avaliação isenta, passível, inclusive, de ser revistas por pares [outros cientistas], e para que a gente comprove que a tecnologia é realmente eficaz. Isso evita que a nossa população seja submetida a produtos que não são confiáveis”. 

Mas Meiruze também acredita que os órgãos regulatórios, cada vez mais, serão desafiados pelas especificidades de pesquisas que propõem soluções inovadoras.

Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2023 – A diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Meiruze Freitas durante seminário Saúde e Soberania: o Complexo Econômico Industrial da Saúde como estratégia de desenvolvimento para
A ex-diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Meiruze Freitas durante seminário Saúde e Soberania, em 2023 – Foto de Arquivo: Tomaz Silva/Agência Brasil

A coordenadora do Inaep acrescenta que eles precisam “ser estruturados e ter capacidade técnica para recepcionar e destravar as inovações de forma responsável, acompanhando qualidade, eficácia e segurança”, assim como os pesquisadores precisam de apoio para saber conduzir seus trabalhos, de acordo com as exigências. 

“Teoricamente, ainda que sejam resultados parciais, na fase 1 e na fase 2, você já pode ter alguns indicativos de eficácia. E, para produtos como a polilaminina, que, em tese, não tem alternativa terapêutica além da cirurgia, você poderia encurtar o desenvolvimento, inclusive permitir, de repente, um registro no Brasil com a finalização da fase 2, enquanto a fase 3 ainda está em andamento. Isso acontece para algumas doenças de alta mortalidade ou raras, que você não consegue desenvolver a fase 3”, complementa Meiruze. 

Atualmente, o principal regramento sobre o tema é a Lei 14.874, sancionada em 2024, e que promoveu algumas mudanças com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. Uma das principais foi a redução dos prazos para a análise de novos estudos. A resposta dos comitês de ética deve ser dada em até 30 dias, e a da Anvisa, em 90. 

Valorização da ciência

Para a criadora da polilaminina, a professora da UFRJ Tatiana Sampaio, a redução dos entraves depende também de uma mudança de cultura.

“A gente precisaria ter uma compreensão de que investir na ciência pública é uma opção de um país que quer se desenvolver, que nós queremos ter tecnologias e não ser mais dependentes.” 

“Eu sou muito obstinada, mas, independentemente das minhas qualidades, tudo só foi possível por conta das características da minha pesquisa. Eu estava estudando um acometimento que não tem nenhuma terapia e que tem um apelo emocional particular. Além disso, é uma questão que gera muito interesse em pesquisa, então, eu tenho ferramentas que facilitam o andamento do trabalho. Juntando tudo isso, foi possível. Em qualquer outra situação não teria sido”, complementa Tatiana.