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terça-feira, 19 de maio de 2026
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Pensou em fazer intervenção na rede elétrica? Responda antes se você tem autorização e conhecimento

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O título é intencionalmente provocador para chamar atenção para uma situação mais comum do que se pensa: a intervenção na rede elétrica por conta própria, sem autorização e sem conhecimento. _ É só um pequeno reparo em fios, alguém pode dizer. E é justamente esse pensamento que leva a engrossar as estatísticas de acidentes, fatais ou não, envolvendo eletricidade.

O último relatório divulgado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) no ano passado, referente a 2023, traz 986 acidentes e 674 mortes causados por choque elétrico no Brasil. Em 2022, foram 853 acidentes e 592 mortes pela mesma causa. Em Mato Grosso do Sul foram registrados 24 acidentes com 13 mortes em 2023 (relatório Abracopel). Dados da Energisa MS revelam que em 2024 foram 24 acidentes e 7 mortes; e do começo deste ano até agora, 4 acidentes e uma morte (ocorrida na área rural, em Itaquiraí).

A realização de atividades e serviços nas proximidades da rede elétrica deve ser feita com planejamento e segurança para prevenir acidentes.

Wagner Lima, coordenador de Saúde e Segurança da Energisa Mato Grosso do Sul, ressalta a importância de planejar bem a área ao realizar reformas, pinturas ou construções, por exemplo. É fundamental verificar a distância de segurança em relação à rede elétrica.

“Estruturas como andaimes e varas metálicas são frequentemente responsáveis por acidentes durante essas atividades. A distância segura deve ser de dois metros horizontalmente e três metros verticalmente em relação à rede. Também é necessário ter cuidado ao transportar objetos longos, como varas e barras, e redobrar a atenção ao montar ou desmontar andaimes nas proximidades da rede elétrica”, orienta.

Além disso, Wagner alerta que os cuidados devem ser ainda mais rigorosos ao realizar serviços como instalação de placas, antenas ou estruturas. Ele enfatiza a necessidade de utilizar equipamentos de segurança apropriados e avaliar bem o local antes de começar o trabalho.

Na área rural, é crucial redobrar a atenção durante o descarregamento de caminhões e o uso de tratores e máquinas agrícolas. É importante reconhecer o local, planejar as atividades e garantir que a máquina mantenha uma distância segura da rede elétrica.

O furto de energia é uma intervenção ilegal na rede elétrica que pode causar sérios riscos, incluindo curtos-circuitos, falta de energia e choques elétricos, representando um perigo fatal para quem tenta praticar essa ação.

Falta de energia ou situações de curto-circuito na rede devem ser sempre informadas à Energisa. Apenas profissionais autorizados da distribuidora estão habilitados a intervir na rede elétrica.

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Orientações de segurança

• Não suba em postes ou instale placas e equipamentos neles. As unidades da Energisa seguem protocolos de segurança rigorosos; apenas colaboradores autorizados podem acessar essas áreas restritas devido ao risco de choque elétrico.
• Monte andaimes a uma distância segura da rede elétrica e evite que vergalhões e calhas a toquem.
• Tenha cuidado ao manobrar caminhões ou bascular caçambas; verifique a altura do veículo em relação à rede.
• Sempre utilize equipamentos de segurança.
• Ao realizar pequenos reparos em aparelhos elétricos, desligue-os da tomada.
• Não podar árvores com galhos sobre a rede elétrica ou em contato com ela, pois isso pode resultar em choque elétrico e acidentes graves.
• Somente profissionais da Energisa podem podar galhos e folhas próximas à rede elétrica, pois a empresa possui equipes especializadas para esse serviço.
• Não jogue objetos na rede elétrica e não tente retirá-los; entre em contato com a Energisa.

Em caso de acidentes envolvendo a rede elétrica, acione a Energisa imediatamente pelo número 0800 722 7272, e também o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193).

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Queda no preço dos alimentos pode levar à redução dos juros, diz Tebet

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Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Principal fator que tem pressionado a inflação nos últimos meses, os preços dos alimentos começarão a cair nos próximos 60 dias, disse nesta quarta-feira (2) a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Segundo ela, o recuo pode abrir espaço para a queda dos juros no segundo semestre, sem desrespeitar a autonomia do Banco Central (BC).Queda no preço dos alimentos pode levar à redução dos juros, diz TebetQueda no preço dos alimentos pode levar à redução dos juros, diz Tebet

“Falta combatermos de forma mais eficiente a inflação. Sei que vamos conseguir. Daqui a 60 dias, quem sabe, a diminuição no preço dos alimentos… Quem sabe, porque o Banco Central é autônomo, possamos diminuir os juros no segundo semestre”, declarou Tebet em evento para comemorar os 60 anos do BC.

A declaração da ministra foi o momento mais aplaudido durante o evento do Banco Central. Tebet, no entanto, reconheceu que a elevação de tarifas comerciais pelos Estados Unidos poderá dificultar o controle da inflação.

“Temos muitas questões num mundo tão complexo. O mundo está em transformação. Estamos com fatores além-mar, com medidas além-mar, que poderão impactar inflação mundial e brasileira”, declarou a ministra.

Após o evento, Tebet disse que o efeito das medidas de Trump sobre a inflação brasileira pode ser reduzido por causa da diversificação dos parceiros comerciais do Brasil e da diversificação dos produtos exportados pela agroindústria.

Tebet também defendeu a revisão de incentivos fiscais para garantir o cumprimento das metas para as contas públicas. 

“Os gastos tributários [incentivos fiscais do governo], essa é uma questão que precisa ser colocada na mesa quando falamos de fiscal. Temos uma renúncia de quase R$ 600 bi. Algumas se sustentam horizontalmente, beneficiando toda a economia. Algumas se sustentam verticalmente, beneficiando alguns. E outras [renúncias] precisam ser revistas”, disse a ministra.

Preços pressionados

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o Banco Central destacou que os preços dos alimentos se mantêm elevados e tendem a se propagar para outros preços no médio prazo, “em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais [repasses de inflação passada para os preços] da economia brasileira”.

No Relatório de Inflação, divulgado na última quinta-feira (27), a autoridade monetária avaliou que os preços ao consumidor devem continuar com variações mensais elevadas nos próximos meses. Segundo o documento, a inflação acumulada em 12 meses deve permanecer em torno de 5,5%, acima do intervalo de tolerância da meta,  que é de 4,5%.

“Os preços da alimentação no domicílio devem seguir pressionados, mesmo com alguma moderação em alimentos industrializados em comparação aos últimos meses. Alimentos in natura, que tiveram variações relativamente baixas no período recente, devem apresentar evolução mais próxima ou acima da sazonalidade”, destacou o último Relatório de Inflação.

Haddad

Também presente ao evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a boa vontade e a estabilidade na troca de comando entre o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o atual presidente, Gabriel Galípolo. Segundo o ministro, a valorização das instituições é essencial para vencer o que chamou de má polarização.

“Se não tivermos uma visão institucional, dificilmente vamos vencer a má polarização da política. A má polarização é quando a tensão entre os pólos impede uma agenda de Estado. Quando não se consegue construir projeto de país que, numa democracia, vai passar por uma alternância de poder”, disse Haddad.

Câmara e Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enumerou parcerias recentes entre o Banco Central e o Congresso Nacional para modernizar a legislação de política monetária. Ele citou como marcos nos últimos 60 anos, a aprovação das legislações que aperfeiçoaram as regras de supervisão bancária, criaram o Comitê de Política Monetária e modernizou os meios de pagamento. “Juntos, de forma democrática, aprimoramos o arcabouço regulatório”, declarou

A principal contribuição, ressaltou Motta, foi a aprovação da lei que garante a autonomia do BC desde 2021. 

“É inegável que essa lei representou um avanço de grande importância para o país, pois permitiu que a autoridade monetária exercesse sua missão com maior previsibilidade e segurança institucional, protegida de interferências políticas e com credibilidade junto à sociedade e aos mercados”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a autonomia do BC garantiu transparência na gestão e compromisso com o desenvolvimento sustentável.

“A trajetória de confiança se deve à parceria sólida [do BC] com o Congresso Nacional. Uma relação de respeito mútuo e de responsabilidade institucional. A autonomia do BC tem sido reconhecida como marco decisivo para a estabilidade da economia. Fortaleceu a condução da política monetária, com mais previsibilidade nas decisões. Compromisso do BC com gestão transparente e voltada para o desenvolvimento sustentável do país”, comentou.

Selo comemorativo

No evento, o Banco Central e os Correios lançaram o selo institucional em comemoração aos 60 anos da autoridade monetária. O BC também anunciou um programa de entrevistas entre Galípolo e ex-presidentes do BC, com episódios a serem transmitidos às quintas-feiras no Youtube.

A comemoração reuniu ministros, parlamentares e ex-presidentes do BC. Entre as pessoas presentes, estavam:

  • •     Davi Alcolumbre, presidente do Senado;
  • •     Hugo Motta, presidente da Câmara;
  • •     Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  • •     Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego;
  • •     Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento;
  • •     Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • •     Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado;
  • •     Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda;
  • •     Gustavo Guimarães, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Os ex-presidentes que prestigiaram o aniversário de 60 anos do BC foram os seguintes:

  • •     Wadico Bucchi;
  • •     Pedro Malan;
  • •     Gustavo Loyola;
  • •     Gustavo Franco;
  • •     Armínio Fraga;
  • •     Henrique Meirelles;
  • •     Alexandre Tombini,
  • •     Ilan Goldfajn;
  • •     Roberto Campos Neto.

PL de Paulo Corrêa que permite quitação de IPVA e licenciamento durante blitz é aprovado

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A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), que permite a regularização de débitos de veículos durante blitz de trânsito. A proposta ainda passará por uma segunda rodada de votação em plenário, antes de seguir para sanção do governador Eduardo Riedel.

A proposta tem como objetivo principal evitar que veículos com pendências financeiras de IPVA e Licenciamento sejam apreendidos e levados ao pátio do Detran, onde os proprietários acabam acumulando mais dívidas com diárias e taxas de remoção.

“O contribuinte merece a oportunidade de regularizar a situação de forma imediata, sem que o veículo seja apreendido e acumule mais dívidas. A remoção ao pátio do Detran gera encargos financeiros que muitas vezes acabam sendo impagáveis, resultando na perda definitiva do veículo”, explica Paulo Corrêa.

De acordo com o projeto, o proprietário ou condutor de veículo automotor poderá, quando abordado em operações de fiscalização, quitar os débitos pendentes por meio de sistemas bancários eletrônicos. A medida se aplicará exclusivamente nos casos em que a única irregularidade constatada seja a falta de pagamento dessas taxas.

O projeto de lei estabelece que é de responsabilidade do condutor ou proprietário a emissão das guias e a comprovação do efetivo pagamento no momento da abordagem. O veículo só será liberado após a confirmação dos pagamentos e o cumprimento de todas as exigências legais aplicáveis.

Proteção ao cidadão

“Essa é uma iniciativa que protege o cidadão, facilita a regularização de pendências e evita o acúmulo de dívidas desnecessárias. É bom para o poder público, que arrecada, e é bom para o condutor, que evita mais prejuízos e transtornos”, pontua Paulo Corrêa.

A proposta prevê ainda que o Poder Público poderá disponibilizar dispositivos ou equipamentos que permitam a realização dos pagamentos no ato da abordagem, desde que haja disponibilidade técnica no local e momento da fiscalização.

Vale ressaltar que a regularização dos débitos apenas impede a remoção do veículo, não afastando as demais penalidades previstas na legislação de trânsito vigente, como multas e pontos na carteira de habilitação. A proposta em questão não se aplica a veículos envolvidos em ilícitos penais ou com pendências judiciais, situações em que a remoção permanece obrigatória.

Fonte e foto: Assessoria do Deputado Paulo Corrêa

STF decide que prática de revista vexatória em presídios é ilegal

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (2) que a prática de revista íntima vexatória nos presídios do país é ilegal. A medida é usada pela administração penitenciária para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. STF decide que prática de revista vexatória em presídios é ilegalSTF decide que prática de revista vexatória em presídios é ilegal

Com a decisão, a Corte passa a entender que a inspeção das cavidades corporais e o desnudamento de amigos e parentes de presos sem justificativa é “inadmissível”. 

Dessa forma, drogas e objetos ilegais encontrados nos corpos de visitantes não poderão ser usados como provas para criminalizá-los, se forem obtidos a partir da revista vexatória.

Apesar da proibição, a Corte entendeu que a administração dos presídios pode negar a entrada de visitantes que não aceitaram passar por nenhum tipo de revista. Contudo, a inspeção deve ser justificada com base em suspeitas de porte de objetos ilegais, denúncias anônimas e informações de inteligência. 

O Supremo definiu ainda prazo de 24 meses para que presídios de todo o país comprem scanners corporais, esteiras de raio-x e portais detectores de metais. Recursos do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança Pública deverão ser usados pelo governo federal e os estados para a compra dos equipamentos. 

Caso 

A Corte julgou um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.

Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.

O caso tramitava no STF desde 2016 e já foi alvo de sucessivas interrupções por pedidos de vista ao longo dos anos. 

Homem mata cachorro da raça Pitbull a facadas após briga entre animais em Amambai

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Foto: Divulgação/PCMS

Na noite desta terça-feira, 1º de abril, foi registrado um Boletim de Ocorrência por maus-tratos a animais na Delegacia de Polícia Civil de Amambai. De acordo com as informações registradas, um homem de 22 anos matou a facadas um cachorro da raça pitbull, na Ana Mansano.

Segundo o boletim de ocorrência, o dono do pitbull passeava com o animal, que usava uma guia no peitoral, quando outro cachorro, de porte menor e que estava solto na rua, se aproximou. Ainda conforme o registro policial, os dois animais começaram a se estranhar e a brigar. O dono do pitbull teria reduzido a guia para contê-lo, mas o animal menor avançou, e ambos se morderam.

Nesse momento, conforme relatado pelo tutor do pitbull, o dono do cachorro menor apareceu com uma faca e ordenou que ele se afastasse, pois mataria o animal. Em seguida, desferiu quatro golpes de faca no pitbull. Após o ataque, o homem levou seu cachorro e a faca para dentro de casa. O pitbull não resistiu e morreu no local.

Já em depoimento à polícia, o dono do cachorro menor afirmou que estava na varanda de sua residência com seu animal quando o pitbull passou em frente ao imóvel e os cães começaram a se estranhar. Ele alegou que o tutor do pitbull não conseguiu contê-lo e, por isso, decidiu esfaquear o animal. Ainda segundo seu relato, após o pitbull cair no chão e soltar seu cachorro, ele levou seu animal para casa para prestar socorro.

Ambos os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai para os procedimentos cabíveis.

Fonte: A.N /Grupo A Gazeta

Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Desde que pode se lembrar, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou características distintas e que, até pouco tempo, não podiam ser facilmente explicadas. Na infância, a mãe se referia a ela como uma criança excessivamente sensível e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas. Na adolescência, ela teve poucos melhores amigos, o que se mantém ainda hoje. Durante a vida adulta, foram muitas as dificuldades de convivência e poucos relacionamentos duradouros.Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultosAutismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos

Brasília (DF) 02/04/2025 -  A nutricionista Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anosFoto: Beatriz Lamper Martinez/Divulgação

Brasília (DF) 02/04/2025 – Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anos Foto: Beatriz Lamper Martinez/Divulgação – Beatriz Lamper Martinez/Divulgação

Em setembro do ano passado, Beatriz foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). À Agência Brasil, ela disse que buscou o diagnóstico porque, desde 2013, era tratada para transtornos como depressão e ansiedade, mas sem sucesso. “Muda medicação, aumenta medicação, mas eu nunca ficava estável”. Foi um relacionamento com o pai de uma criança com TEA que a fez abrir os olhos para características próprias que coincidiam com o quadro em questão. “Ao longo dos meses, comecei a me identificar com aquelas informações”.

“Foram oito meses tendo acesso a tudo isso. Comecei a ler a respeito, procurar mais coisa. Resolvi ir atrás de um psiquiatra que entendesse do assunto. Inicialmente, me deram um diagnóstico clínico de TEA. No fundo, eu já sabia, mas fui fazer testes neuropsicológicos. Procurei uma clínica, já que é uma bateria de exames, perguntas, desenhos, entrevistas. E veio a confirmação de que sou mesmo autista nível 1 de suporte. O diagnóstico também acusou altas habilidades, com QI [quociente de inteligência] acima da média.”

Com o diagnóstico, Beatriz pode entender que as crises que se manifestaram durante boa parte da vida não eram pura e simplesmente causadas por transtornos como ansiedade ou depressão. “Na literatura, mulheres que têm diagnóstico tardio de TEA, em sua maioria, desenvolvem ansiedade e depressão na vida adulta”. Atualmente, as crises, segundo ela, se mantêm presentes, mas são compreendidas de uma forma completamente diferente diante do diagnóstico.

“Hoje, por exemplo, estou muito, muito cansada. Não consigo me levantar, estou em crise. Antes, eu achava que isso era o início de uma depressão, uma recaída. Hoje, sei que não estou tendo uma recaída, estou tendo uma crise. Preciso descansar, ficar quieta, dormir e, com isso, vou melhorar. O diagnóstico, pra mim, trouxe uma certa libertação pra poder entender porque tenho sempre tantas crises, tantos altos e baixos.”

“Quando recebi o diagnóstico, foi um certo alívio. Pra começar a me entender de uma outra forma. Antes, eu pensava: ‘Que sentido tem a vida? Pra quê viver desse jeito, sempre tendo crises, com vontade de ficar quieta, de não querer fazer as coisas’? Com o diagnóstico, a gente pensa: ‘Eu sou só diferente e preciso aprender a lidar com isso’. No início, foi um alívio. Mas, logo em seguida, já vieram várias questões sociais muito difíceis de lidar”, disse, ao relatar que, entre os membros da família, apenas a irmã sabe do diagnóstico.

“A sociedade não está preparada, como um todo. Pessoas muito próximas de mim foram bem resistentes ao meu diagnóstico, o que me chocou muito. Mas a gente tem que entender, a vida é assim. No trabalho, pedi pra fazer mudanças de rotina porque eu trabalhava em um ambiente com muito estímulo sensorial. Minha chefe direta me mudou de área, fui pra um setor administrativo mais calmo, mais tranquilo. O trabalho em si foi adaptado. E entrei com um pedido de reconhecimento de PCD [pessoa com deficiência] pra ter meus direitos”, explicou.

>>Aeroportos passarão a ter salas especiais para passageiros autistas

Cecilia Avila

Brasília (DF) 02/04/2025 -  A publicitária Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA aos 23 anos.Foto: Cecilia Avila/Divulgação

Brasília (DF) 02/04/2025 – Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA aos 23 anos. Foto: Cecilia Avila/Divulgação – Cecilia Avila/Divulgação

A publicitária Cecilia Avila, de 24 anos, sempre apresentou sensibilidade extrema a sons e texturas, principalmente de roupas. Quando criança, reclamava com a mãe de etiquetas e tecidos que pinicavam. Ainda na infância, também detestava que penteassem seu cabelo. “Ficava cheio de nós e, pra desembaraçar depois, era um sofrimento”, lembra. Durante a adolescência, teve dificuldade pra fazer amigos e pra compreender piadas e ironias, mesmo em tirinhas simples usadas nas aulas de língua portuguesa.

No ano passado, Cecilia também foi diagnosticada com TEA. “Eu não me encaixava em algumas relações sociais. Sempre fui mascarando essas coisas. Até que, adulta, uma colega que estudou comigo comentou que teve o diagnóstico. Conversei com ela e, assim, começou a minha busca. Querendo ou não, o diagnóstico tardio impacta porque a gente cresceu mascarando os nossos traços. Se não mascarava, as pessoas falavam que era frescura, só uma sensibilidadezinha que depois passa, birra ou drama.”

“Você cresceu de uma forma e, quando vem o diagnóstico, você sente: ‘Nossa, finalmente consigo me entender. Sei o que tenho e não fui só uma criança chata, fresca, dramática, que não queria vestir as coisas’. Por outro lado, a gente fica duvidando: ‘Será que eu realmente sou autista?’ A gente cresceu ouvindo coisas e, quando vem a explicação, a gente fica meio na dúvida. Mas, ao mesmo tempo, é um alívio.”

Para a publicitária, um combo de fatores normalmente leva ao diagnóstico tardio de TEA, incluindo falta de informação, dificuldade de acesso aos sistemas de saúde, dificuldades financeiras e falta de apoio familiar. “Muitas vezes, os filhos são diagnosticados com TEA e os pais, quando vão pesquisar para entender os filhos, acabam se vendo muito naquelas características. Há muitos relatos assim”, disse.

“Acredito que o diagnóstico, mesmo sendo tardio, é importante. Você passa a se conhecer, entende os seus limites, entende até aonde pode ir, quanto tempo você consegue ficar numa interação social, quanto tempo consegue suportar determinados barulhos ou luzes. E envolve comidas também, já que o autismo traz uma seletividade alimentar que pode variar muito de caso pra caso.”

“Cabe às pessoas entender que não é frescura. ‘Ai, barulho alto’. Não é frescura, está realmente incomodando. ‘Ai, não come tal coisa’. Não é frescura, é que eu realmente não consigo comer. Nesse sentido, o diagnóstico, mesmo que tardio, ajuda, porque a gente começa a se entender e ver que, lá na infância, não era uma criança fresca, chata ou birrenta e que havia uma explicação pra você agir como agia. O diagnóstico tardio pode ajudar na qualidade de vida pra que, a partir daí, ela comece uma vida mais tranquila e dentro das limitações dela,” Cecilia.

>>Senado aprova inclusão de perguntas sobre autismo no Censo

Especialista

Para o psicólogo Leandro Cunha, o diagnóstico de TEA, ainda que tardio, é fundamental no sentido de permitir que o indivíduo compreenda melhor suas características e dificuldades, facilitando o acesso a tratamentos e apoio adequados. “Isso pode melhorar significativamente a qualidade de vida do adulto, provendo bem-estar emocional e inclusão social – não só para ele, mas para as pessoas ao redor dele”.

Segundo ele, alguns fatores contribuem para o diagnóstico tardio, sobretudo em adultos. “A criança apresenta a característica, em si, desde cedo, algo que é muito observado nos dias de hoje. Mas, nos adultos, trata-se da própria falta de conhecimento e de conscientização, tanto da própria pessoa como de quem está ao redor, além de crenças culturais que minimizam ou deixam um pouco de lado esses sinais. ‘O adulto não pode ter isso ou aquilo’”, disse.

“Há também o próprio estigma social associado ao TEA. Além disso, alguns sintomas sutis podem ser confundidos com outras condições, como TOC, TDAH”, contou. De acordo com o especialista, muitos diagnósticos tardios de TEA estão associados ao nível 1 de suporte, popularmente conhecido como autismo leve. “Indivíduos nesse nível podem apresentar dificuldades bem sutis na interação social e na comunicação, levando ao não reconhecimento dos sinais, inclusive durante a infância”.

A partir do diagnóstico, ainda que tardio, o caminho a ser seguido, segundo Cunha, é simples: buscar informações detalhadas e sobre como o TEA afeta a vida adulta, além de apoio profissional por meio de terapeutas ocupacionais, aconselhamento psicológico e mesmo grupos de apoio e comunidades que compartilham da mesma experiência.

“A ausência de diagnóstico e a falta de suporte adequado podem levar a dificuldades na vida adulta, incluindo dificuldades acadêmicas; problemas no ambiente de trabalho, afetando o desempenho profissional; dificuldades nas relações interpessoais e sociais; maior incidência de transtornos de humor e ansiedade. Por quê? Porque a pessoa não sabe nem o que tem, não tem o diagnóstico. Está tudo sendo confundido, gerando dificuldades na vida adulta”, concluiu.

Estudantes nascidos em maio e junho recebem 1ª parcela do Pé-de-Meia

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O programa Pé-de-Meia 2025 paga nesta quarta-feira (2) a primeira parcela do ano aos beneficiários nascidos em maio e junho. O incentivo é relativo à matrícula, em 2025, em uma das três séries do ensino médio regular ou na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ambos da rede pública.Estudantes nascidos em maio e junho recebem 1ª parcela do Pé-de-MeiaEstudantes nascidos em maio e junho recebem 1ª parcela do Pé-de-Meia

Para receber o valor de R$ 200, o estudante deve atender aos requisitos do programa do Ministério da Educação (MEC)

Desde segunda-feira (31), o incentivo-matrícula está sendo depositado, de forma escalonada, até 7 de abril, nas contas dos estudantes. O critério é o mês de nascimento do beneficiário:

·         – nascidos em janeiro e fevereiro recebem nesta segunda-feira (31);

·         – nascidos em março e abril recebem nesta terça-feira (1º);

·        –  nascidos em maio e junho recebem nesta quarta-feira (2);

·         – nascidos em julho e agosto recebem quinta-feira (3);

·         – nascidos em setembro e outubro recebem sexta-feira (4);

·         – nascidos em novembro e dezembro recebem em 7 de abril.

A parcela única anual, no valor de R$ 200, já poderá ser sacada, se o estudante quiser. Não é necessário esperar a formatura para usufruir dos recursos financeiros.

A Caixa Econômica Federal confirma que, neste mês, serão disponibilizadas cerca de 3,9 milhões de parcelas, sendo 1,3 milhão para novos estudantes, ou seja, que ingressaram no primeiro ano do ensino médio público em 2025.

Neste mês, serão pagas também parcelas remanescentes de 2024 dos incentivos conclusão e de participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), bem como do incentivo à frequência.

Critérios do Pé-de-Meia

Os depósitos são para os estudantes que cumprem os critérios do Pé-de-Meia. 

Além da obrigatoriedade de o jovem estar matriculado no ensino médio regular público ou na modalidade EJA, para receber a bolsa do Pé-de-Meia é necessário que o estudante seja parte de famílias incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal, atualizado.

Para participar do programa, o estudante não precisa se inscrever, basta ter Cadastro de Pessoa Física (CPF) e estar matriculado em 2025 em uma escola pública de ensino médio.

Como consultar

O Ministério da Educação não faz contato com beneficiários do Pé-de-Meia do ensino médio. O estudante da rede pública que cumpre os critérios acima pode consultar o aplicativo (app) Jornada do Estudante do MEC para conferir se tem direito a receber os benefícios e os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados). 

A ferramenta pode ser baixada gratuitamente em smartphones e tablets e o login é feito com o próprio Cadastro de Pessoa Física (CPF) na conta no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. A conta pode ser de nível de segurança bronze.

Informações relativas ao pagamento do benefício podem ser consultadas também no app Caixa Tem

Depósitos

Todos os quatro tipos de incentivos da chamada Poupança do Ensino Médio são pagos pelo MEC em conta digital aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos beneficiários dos três anos do ensino médio contemplados.

Aqueles estudantes que, desde 2024, fazem parte do programa recebem o pagamento nas mesmas contas abertas no ano passado. Os novos receberão o depósito em contas abertas no ano corrente.  

Caso o estudante já tenha, em seu nome, uma conta ativa no banco público, não será necessária a abertura de nova conta para crédito do incentivo, desde que seja do tipo poupança.

A partir do depósito, os estudantes menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal para movimentar a conta. O responsável pode fazê-lo pelo App Caixa Tem, na opção “Programa Pé-de-Meia” – “Permitir acesso a um menor”, ou em uma agência bancária. Ainda será necessário o upload [carregamento do arquivo] da carteira de identidade do estudante contemplado.

Caso o responsável legal não seja o pai ou a mãe, o consentimento para movimentação dos valores do Pé-de-Meia deverá ser feito presencialmente em uma agência da Caixa.

Calendário

A Portaria nº 143/2025 do MEC estabelece o calendário de pagamento do programa Pé-de-Meia em 2025.

Além dos depósitos relativos ao incentivo-matrícula, ainda estão programados os pagamentos das bolsas de incentivo-frequência dos estudantes nas aulas e a participação no Enem. Os pagamentos seguem cronograma que varia conforme o mês de nascimento do estudante.

 Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o ensino regular:

Calendário Pé-de-Meia - Ensino regular

Calendário Pé-de-Meia – Ensino regular – Arte/Agência Brasil

 Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o EJA (primeiro semestre):

Calendário pé-de-meia - EJA - primeiro semestre

Calendário Pé-de-Meia – EJA – Primeiro Semestre – Arte/Agência Brasil

Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o EJA (segundo semestre):

Calendário pé-de-meia EJA - segundo semestre

Calendário Pé-de-Meia EJA – Segundo Semestre – Arte/Agência Brasil

 Poupança do ensino médio

O programa federal do Ministério da Educação (MEC) funciona como um incentivo financeiro para que o estudante de baixa renda da rede pública permaneça na escola e se forme no ensino médio, sem abandonar os estudos para trabalhar.

O MEC afirma que o objetivo é democratizar o acesso ao ensino médio e reduzir as desigualdades sociais entre os jovens, além de promover a inclusão social pela educação.

Os estudantes que participarem do Pé-de-Meia durante os três anos podem ter depósitos que somam até R$ 9,2 mil por aluno ao fim do ensino médio, divididos da seguinte forma:

·        –  incentivo por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200. O saque é imediato.

·        – incentivo por frequência mínima escolar mensal de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano letivo de R$ 200, disponíveis para saque a qualquer momento. A soma é de R$ 1,8 mil por ano.

·         – aos alunos da Educação de Jovens e Adultos, o bônus é pago em quatro parcelas de R$ 225, por semestre cursado. O valor total semestral é de R$ 900.

·        –  incentivo por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais. O valor recebido é R$ 1 mil por ano letivo, podendo chegar a R$ 3 mil no fim da educação básica. O saque depende da obtenção                de certificado de conclusão do ensino médio;

·         – incentivo-Enem: por participação comprovada nos dois dias do exame, no último ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única ao estudante matriculado no terceiro ano e ficam disponíveis para saque.

Governo vai lançar programa para apoiar produtores rurais indígenas

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, informou hoje (2) que o governo irá anunciar, em breve, um programa de assistência técnica especializada para assessorar indígenas em suas plantações. O programa deve ser lançado nos próximos dias, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Governo vai lançar programa para apoiar produtores rurais indígenasGoverno vai lançar programa para apoiar produtores rurais indígenas

Conforme antecipou o ministro à Agência Brasil, em entrevista exclusiva, a iniciativa atenderá, primeiro, povos do Xingu. Também na primeira etapa serão priorizados os guarani kaiowá, que vivem em Mato Grosso do Sul.

O ministro destacou que, atualmente, dentro do Plano Safra, de concessão de crédito para quem atua como produtor rural, já existe uma categoria específica para quilombolas e indígenas.

Ao todo, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que empresta crédito com juros mais baixos do que o mercado, possui 14 modalidades, sendo que esses dois grupos minoritários podem se encaixar no Pronaf A e A/C, que também contempla beneficiários do Plano Nacional de Reforma Agrária e do Plano Nacional de Crédito Fundiário.

“Já tem um Pronaf para indígenas. Um financiamento de R$ 50 mil, com 5% de juros, desconto de 20% do valor financiado”, explicou Teixeira.

“Tem que ter uma cultura própria, porque os indígenas querem produzir seus alimentos, mas esbarram em coisas formais”, acrescentou o ministro.

O Plano Safra 2024/2025 tem um montante de R$ 400,59 bilhões de crédito para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). No final de fevereiro, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 1.289/25, obtendo R$ 4,17 bilhões de crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/2025. Desse total, R$ 3,53 bilhões foram para cobrir operações de custeio agropecuário, comercialização de produtos agropecuários e investimento rural e agroindustrial, e o restante, R$ 645,7 milhões, para as ações do Pronaf.

Quanto aos resultados do Pronaf A, o governo identificou um aumento de 49% sobre o número de operações e de 105% no valor financiado, que subiu de R$ 116 milhões na safra passada para R$ 239 milhões. Uma das críticas do movimento indígena é que a quantia reservada ao agronegócio seria um dos fatores que mais contribuem para sua expansão, enquanto, por outro lado, as demarcações de terras dos povos originários, além de estarem congeladas ou não avançarem em nenhuma fase, não teriam verbas. Estas verbas, argumentam lideranças do movimento, são imprescindíveis, por exemplo, para garantir estrutura e pessoal para processos de desintrusão, ou seja, retirada de invasores e manutenção de equipes de segurança pública.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul, os primeiros indígenas a adquirir recursos pelo Pronaf A do Brasil foram os terena Oto Pauferro e Livrada Pauferro. Eles vivem em uma aldeia de Nioaque, um dos sete municípios habitados por esses povos.

Maior do ano: PRF apreende no Paraná carga de cocaína que saiu de Amambai

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Foto: Reprodução

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) fez, ontem (1º), a maior apreensão de cocaína deste ano no Brasil. Os 673,5 quilos do entorpecente estavam em uma carreta que saiu da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e seriam levados para o Porto de Paranaguá e depois para o exterior, de navio.

A apreensão ocorreu na BR-487, no município de Alto Paraíso, na região noroeste do Paraná, mil metros após a divisa entre os dois estados.

Os tabletes de cocaína em estágio puro estavam escondidos em fundo falso sob a carga de 30 toneladas de soja a granel, transportadas na carreta conduzida por A.G.R., 52, morador no residencial Caiuás, em Amambai.

A carga de soja foi descarregada em uma empresa de grãos da região para retirada da droga (veja o vídeo abaixo). A apreensão ocorreu através de informações levantadas pelo serviço de inteligência da PRF.

A.G.R. revelou que pegou a cocaína em Amambai para levar até o porto paranaense. Ele foi conduzido para a Polícia Federal em Guaíra (PR) e autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Levando em conta o valor médio de R$ 50 mil de cada quilo nos grandes centros urbanos brasileiros, o carregamento está avaliado em quase R$ 35 milhões.

Fonte: Dourados Informa

Iguatemi: Centro Educacional Rural Nova Iguatemi promoveu ação referente ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo

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Foto: Assessoria

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. O objetivo principal dessa data é promover a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), combatendo o preconceito e a discriminação contra as pessoas autistas.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação e comportamentos repetitivos, mas cada pessoa pode apresentar essas características de maneira única.

A coordenadora pedagógica Andréia Maria de Moura enfatizou a importância dos professores e alunos no acolhimento e na empatia para a socialização dos estudantes com algum tipo de dificuldade motora ou neurológica. Para promover a empatia e a inclusão, podemos adotar pequenas atitudes no dia a dia.

Fonte: Imprensa oficial

Praça Marcílio Augusto Pinto está de visual novo após reformas e adequações em Iguatemi

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Fotos: Assessoria

A Praça Central Marcílio Augusto Pinto, um dos pontos constantemente frequentados e visitados pela população no período noturno e nos finais de semana, recebeu inúmeras melhorias. Reforma da quadra de areia, ampliação do palco e pintura da arquibancada do espaço onde são realizadas apresentações culturais, pintura dos bancos, aparelhos da academia de ginástica, quadra de basquete 3×3, recuperação das calçadas, troca dos sombrites e outras melhorias. Portanto, uma reforma geral desta praça.

Lídio Ledesma tem reafirmado que o investimento em praças e áreas de lazer proporciona muito mais qualidade de vida para os iguatemienses. As reformas e revitalizações dos parques e praças são importantes para que as famílias tenham opções de lazer em espaços públicos bonitos e bem cuidados.

Fonte: Imprensa oficial

Gás a granel: como funciona e quem pode contratar esse serviço?

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Créditos: tifonimages/iStock

O gás liquefeito de petróleo (GLP) a granel tem se tornado uma solução prática e eficiente para diversos setores que precisam de um fornecimento contínuo e seguro de energia. Utilizado por indústrias, comércios e condomínios, esse sistema garante abastecimento constante sem a necessidade de trocas frequentes de botijões.

Como funciona o gás a granel?

Diferentemente do sistema tradicional de botijões, o gás a granel é armazenado em grandes reservatórios instalados no próprio local de consumo. O reabastecimento acontece de forma programada, por meio de caminhões-tanque que transferem o gás diretamente para os tanques estacionários.

Esse modelo elimina preocupações com a falta de gás e oferece mais controle sobre o consumo. Além da praticidade, o sistema conta com equipamentos de segurança que monitoram a pressão e o nível do gás, reduzindo riscos e permitindo um gerenciamento mais eficiente.

Quem pode contratar o serviço de gás a granel?

O gás a granel atende diversos segmentos que precisam de um suprimento seguro e constante. Entre os principais consumidores, estão:

  1. Indústrias, como as dos setores alimentício, metalúrgico e cerâmico, que utilizam o GLP em processos produtivos.
  1. Comércios e serviços, incluindo restaurantes, padarias, lavanderias e hotéis, em que o gás é essencial para cozinhas industriais e sistemas de aquecimento.
  1. Condomínios residenciais, que adotam esse modelo para abastecer os apartamentos de forma mais prática e segura.
  1. Hospitais e escolas, que utilizam o GLP para aquecimento de água, cozinhas e outros equipamentos essenciais.
  1. Agronegócio, usado na agricultura para secagem, esterilização, aquecimento, climatização e energia para empilhadeiras, entre outras aplicações.

Principais vantagens do gás a granel

Optar pelo gás a granel traz diversos benefícios para empresas e condomínios que buscam eficiência e economia. Entre os principais pontos positivos, estão:

  • Abastecimento contínuo: o gás é entregue diretamente no reservatório, sem a necessidade de trocas manuais.
  • Segurança: os sistemas de monitoramento evitam vazamentos e garantem um uso mais seguro.
  • Custo-benefício: a compra em grande volume reduz os custos por unidade de gás.
  • Sustentabilidade: o GLP emite menos poluentes do que outros combustíveis fósseis, contribuindo para um menor impacto ambiental.
  • Eficiência energética: otimiza a energia, reduz desperdícios e aumenta a produtividade, garantindo abastecimento contínuo e evitando interrupções nas atividades.

A reposição dogás a granelacontece de forma prática, diretamente do caminhão para o reservatório do cliente, garantindo mais comodidade e previsibilidade no abastecimento. Com tantas vantagens, esse modelo se torna uma opção cada vez mais procurada por quem busca eficiência, economia e segurança no uso de gás.

Fonte: Assessoria

Cresol lança campanha Cooperar é Ganhar com sorteio de R$ 10 milhões em prêmios

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Foto: Assessoria Cresol

A Cresol lançou, no dia 1º de abril, a maior campanha de prêmios do cooperativismo de crédito do Brasil: Cooperar é Ganhar. No total, serão distribuídos mais de R$ 10 milhões em prêmios, com sorteios realizados nas cooperativas do Sistema Cresol por todo o país. Além do prêmio recorde, outra grande novidade é a participação do cantor Daniel, que estreia como embaixador da campanha.

Na vigência da campanha, de maio a novembro, serão mais de 3.300 sorteios mensais de R$ 1.500. Em dezembro, acontece o sorteio de prêmios de R$ 10 mil, R$ 30 mil e R$ 50 mil nas cooperativas singulares e um grande sorteio final de 3 prêmios de R$ 1 milhão em certificados de barras de ouro. Ou seja, 3 cooperados ficarão milionários.

“Nós tivemos um grande sucesso da campanha em 2024 e, neste ano, procuramos melhorar ainda mais o formato, fomentar os bons investimentos para os cooperados e, assim, proporcionar essa oportunidade de ser premiado”, comenta Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol Confederação.

Novo embaixador

O cantor sertanejo Daniel é o novo embaixador da campanha. O artista representa a simplicidade e uma forte conexão com o público, o que gera identificação com os valores da Cresol. A escolha de Daniel também é representativa para a história da cooperativa, que completa 30 anos em 2025.

“Sinto que compartilho valores muito próximos aos da empresa, especialmente no que diz respeito à atenção e ao cuidado com cada pessoa. Quero contribuir para fortalecer esse sentimento de união e confiança que é a base da Cresol”, declara o cantor, que está entre os mais ouvidos nas rádios brasileiras e, atualmente, apresenta o programa dominical “Viver Sertanejo”, na rede Globo.

Confira a campanha aqui.

Como participar e concorrer

A campanha Cooperar é Ganhar tem um formato que contribui com a organização financeira e ganhos do cooperado Cresol. Para participar, é necessário gerar números da sorte por meio de investimentos em poupança, RDC, LCA e capital social, válido tanto para pessoa física quanto jurídica.

Todas as informações, como regulamento, consulta de números da sorte e resultados dos sorteios estarão disponíveis na página oficial da campanha: https://cresol.com.br/campanha/cooperar-e-ganhar/

Sobre a Cresol

Com 29 anos de história, 1 milhão de cooperados e 939 agências de relacionamento em 19 estados, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Saiba mais em: https://cresol.com.br/

Fonte: Assessoria Cresol

Iguatemi volta a participar da Copa Assomasul de Futebol de Campo em 2025

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Fotos: Divulgação

Após ficar fora da Copa Assomasul de futebol de campo nos últimos anos, o município de Iguatemi, que já foi campeão desta copa, está de volta à competição. A confirmação aconteceu no arbitral realizado na cidade de Campo Grande-MS, na sexta-feira, 28 de março, ocasião em que o secretário de Esportes, Cristyano Mattos, acompanhado do responsável técnico da equipe iguatemiense, Marcos Almeida, confirmou a participação de Iguatemi na 21ª Copa Assomasul 2025. O arbitral foi realizado na sede da entidade.

De acordo com o secretário, a competição agora será disputada em duas divisões: a divisão A, com 30 municípios, e a divisão B, com 39 municípios. Iguatemi está na chave com os municípios de Eldorado, Jateí, Novo Horizonte e Naviraí (sede) dos jogos desta primeira fase, que acontecerá no dia 1º de junho. O acesso para a divisão A será dado aos quatro primeiros colocados da divisão B.

Para o secretário Cristyano, “é um sentimento de alegria muito grande ver o nosso município retornar a essa competição. Mesmo porque Iguatemi já foi campeão dessa copa. Estive no arbitral e poder confirmar a nossa participação foi extremamente gratificante. Agora, espero que nossos atletas se comprometam e se dediquem nos treinamentos para que representem bem nossa cidade”, falou o secretário.

Iguatemi volta a participar da Copa Assomasul de Futebol de Campo em 2025

Fonte: Imprensa oficial

Congresso técnico realizado nesta terça-feira (1ª) definiu os últimos detalhes para o início da VII Copa Verão de Futebol Suíço em Sete Quedas

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Foto com alguns dos representantes das equipes durante o congresso técnico. Foto: Assessoria

Uma reunião realizada nas dependências do Centro Poliesportivo José Valci de Araújo, com a participação de representantes das equipes e da diretoria de esportes, definiu os últimos detalhes para a abertura da competição regional.

A abertura da Copa será neste sábado (05) com três partidas:

  • Às 14 horas, jogarão as equipes de Tacuru e Aldeia Jaguapiré pelo Grupo 02 da categoria Livre.
  • Às 15 horas, entram em campo as equipes Amambai Master/Intech e Tacuru pela categoria Master 40+.
  • Fechando a rodada de abertura, entram em campo as equipes do Atlético Vila Nova de Paranhos e a equipe Leões da Fronteira de Sete Quedas.

A competição prossegue no próximo domingo (13), conforme a tabela de jogos em anexo.

Ao todo, serão 15 equipes participantes, sendo 10 na categoria Livre e 5 na categoria Master 40+.

  • Categoria Livre: composta por dois grupos que jogarão entre si. Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais.
  • Categoria Master: todos jogarão entre si, e as quatro equipes mais pontuadas disputarão as semifinais.

Equipes e grupos da Copa Verão 2025

Categoria Livre

  • Grupo 01:
    • Atlético Vila Nova
    • Auto Posto Tacuru
    • Leões da Fronteira
    • Mapin EC
    • Integración / Corpus

  • Grupo 02:
    • Pato Loko
    • Tacuru
    • Água Boa
    • Juventus
    • Aldeia Jaguapiré

Categoria Master 40+

  • Amambai Master / Intech Telecom
  • Tacuru
  • Los Hermanos
  • Corpus Christi
  • Auto Posto Tacuru

A equipe Pato Loko é a atual campeã na categoria Livre, e a equipe Los Hermanos venceu na categoria Master 40+ na última edição.

Com exceção da abertura, que será neste sábado, as demais rodadas acontecerão sempre aos domingos, com jogos no período da manhã e da tarde, no campo do Centro Poliesportivo José Valci de Araújo.

Fonte: Assessoria

Vai viajar pela BR-163/MS? Fique atento aos trechos parcialmente interditados nesta quarta-feira (02)

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Foto: Divulgação CCR

A CCR MSVia continua nesta quarta-feira (02/04) com as operações pare-e-siga em trechos da BR-163/MS. A ação consiste na interdição do tráfego em uma das faixas enquanto o mesmo flui pela outra, de forma alternada, nos sentidos Norte e Sul, devido à realização de obras e serviços de melhoria da pista. Além de locais com desvio de tráfego. Todos os trechos são sinalizados.

A Concessionária lembra aos usuários que fiquem atentos e redobrem a atenção na aproximação de tais trechos em obras, respeitando a sinalização e atentando para a presença de operários nas imediações da pista. Em caso de chuvas, as obras serão suspensas. 

Veja abaixo os locais em obras: 

Pontos com desvio de tráfego

  • Campo Grande – no km 492, entre os kms 456 e 455 e no km 439; 
  • Nova Alvorada do Sul – no km 390 e no km 386; 
  • Rio Brilhante – entre os kms 313 e 312; 
  • Dourados – entre os kms 266 e 265, entre os kms 256 e 255 e entre os kms 253 e 252; 

Pontos com pare-e-siga:

  • Sonora – entre os kms 839 e 838; 
  • Rio Verde de Mato Grosso – entre os kms 660 e 659; 
  • São Gabriel do Oeste – entre os kms 612 e 611; 
  • Nova Alvorada do Sul – entre os kms 401 e 398, entre os kms 395 e 393, entre os kms 392 e 389, entre os kms 387 e 385 e entre os kms 360 e 355; 
  • Rio Brilhante – entre os kms 342 e 341; 
  • Douradina – entre os kms 300 e 298 e entre os kms 295 e 291; 
  • Dourados – entre os kms 250 e 247 e entre os kms 246 e 242; 
  • Caarapó – entre os kms 237 e 233, entre os kms 232 e 228, entre os kms 224 e 223, entre os kms 222 e 221 e entre os kms 205 e 204; 
  • Juti – no km 186, entre os kms 168 e 163 e entre os kms 161 e 156; 
  • Eldorado – entre os kms 34 e 33. 

A CCR MSVia alerta que o cronograma de obras e serviços é dinâmico, ou seja, outros pontos de intervenção com pare-e-siga ou desvio de tráfego podem ocorrer ao longo do dia. Acompanhe a evolução da situação de tráfego da BR-163/MS por meio do site https://rodovias.grupoccr.com.br/msvia/ em tempo real, ou ligue para o Disque CCR MSVia pelo 0800 648 0163 (ligações gratuitas, inclusive para celulares).

Fonte: Assessoria CCR

População de Paranhos elege prefeito e vice-prefeito neste domingo

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O atual prefeito interino e candidato a prefeito de Paranhos pela Federação PSDB-Cidadania, Hélio Acosta (e) e o candidato Dr. Jorge Laurício, do PT. Eleição suplementar acontece neste domingo, em Paranhos. (Fotos: Divulgação)

Vilson Nascimento

A população de Paranhos vai às urnas neste domingo, dia 6 de abril, para escolher o prefeito e o vice-prefeito do município para o mandato 2025/2028.

A votação na eleição suplementar vai das 7h da manhã até às 4h da tarde (16 horas). No total, segundo o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), 9.456 eleitores estão aptos a votar na eleição deste domingo (6) no município da fronteira com o Paraguai.

São 33 seções eleitorais divididas em cinco os locais de votação (CONFIRA ABAIXO).

Duas candidaturas disputam o pleito. A candidatura da Federação PSDB-Cidadania, que tem como candidato a prefeito o atual prefeito interino do município, Hélio Ramão Acosta (PSDB) que tem como candidato a vice-prefeito Alfredo Soares, do MDB e a candidatura do Partido dos Trabalhadores (PT), que tem como candidato a prefeito o médico clínico geral, Dr. Jorge Ricardo Laurício e o também médico, Dr. Vicente Jonas de Araújo Maciel, como candidato a vice-prefeito.

A candidatura do Partido dos Trabalhadores teve o registro indeferido pelo juiz eleitoral da 1ª Zona Eleitoral, com sede em Amambai, a qual o município de Paranhos pertence, acatando o posicionamento do Ministério Público Eleitoral e uma representação da candidatura concorrente, por ter, segundo as justificativas, entrado com o pedido de registro da candidatura de prefeito e vice foram do prazo. Segundo o candidato, Dr. Jorge Laurício, o Partido dos Trabalhadores recorreu e agora aguarda a decisão do recurso. Enquanto uma decisão não sai, a campanha segue em andamento normalmente.

Veja abaixo os locais de votação

População de Paranhos elege prefeito e vice-prefeito neste domingo

Capaz de gerar por dia 7 milhões de m³ de biometano, MS é uma das potências em energia limpa

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Com capacidade para gerar mais de 13 milhões por dia de metros cúbicos de biogás, e 7 milhões de metros cúbicos de biometano/dia, Mato Grosso do Sul é uma potência em bioenergia, oriunda do aproveitamento de resíduos de biomassa do setor sucroenergético, da suinocultura e bovinocultura.

A produção de biometano vem se destacando no Estado, com três plantas em operação e uma quarta, com investimento de R$ 350 milhões, já licenciada. Em 2024, o governo estadual reduziu a carga tributária do biometano para 12% com crédito outorgado de até 90%, incentivando ainda mais o setor. Programas como o Leitão Vida e o MS Renovável têm promovido o uso de biodigestores na suinocultura e viabilizado o aproveitamento energético de resíduos.

Na suinocultura, o Programa Leitão Vida encerrou 2024 com 270 granjas cadastradas, sendo 117 com biodigestores e desses, 43 com aproveitamento energético, produzindo próximo de 25.000.000 kwh/ano, quantidade suficiente para abastecer uma cidade de até 11.000 habitantes durante 1 ano.

Os dados foram apresentados durante a quarta edição do Circuito Biogás nos Estados, realizado no auditório da Fiems. O evento, promovido pela ABiogás (Associação Brasileira do Biogás) em parceria com a Semadesc, MSGás, Fiems e Biosul, reuniu autoridades, especialistas e representantes da indústria para discutir os desafios e as oportunidades do setor.

A abertura contou com a presença do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), da presidente da Abiogás Renata Insfer, do presidente da Fiems, Sérgio Longen, da presidente da MSGÁS Cristiane Junqueira Schimidt , o superintendente de Administração Tributária Bruno Bastos e o presidente da Biosul. Amaury Pekelman.

O titular da Semadesc, Jaime Verruck destacou os avanços e investimentos estratégicos realizados no setor de biogás e biometano em Mato Grosso do Sul.

O titular da Semadesc citou o impacto positivo do setor sucroenergético no Estado, destacando o investimento da Atvos, “que aportou R$ 350 milhões na construção da maior usina de biometano do mundo, produzido a partir da vinhaça, no município de Nova Alvorada do Sul, além de anunciar a construção de mais duas usinas etanol de milho no Estado. Com o anúncio da Atvos, serão quatro usinas de biometano no Estado, sendo que três delas já estão em operação”.

Ele também ressaltou a importância do fomento do Governo do Estado na produção de energia renovável, por meio do programa MS Renovável, que tem por objetivo expandir a capacidade de Mato Grosso do Sul em gerar e exportar energia limpa, especialmente por meio de biomassa.

A presidente da ABiogás, Renata Isfer, ressaltou que Mato Grosso do Sul é um dos estados com maior potencial de produção de biogás e biometano no Brasil.

“O Estado tem um grande potencial, com mais de 7 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, enquanto a produção nacional atual é de apenas 840 mil metros cúbicos. O maior potencial vem do setor agropecuário, especialmente de resíduos de suinocultura e dejetos da bovinocultura, seguidos pelo setor agrícola e plantas de tratamento de esgoto”, explicou.

Capaz de gerar por dia 7 milhões de m³ de biometano, MS é uma das potências em energia limpa
Presidente da Abiogás, Renata Insfer e o secretário da Semadesc, Jaime Verruck falaram sobre o potencial da produção de biogás e biometano em MS

Para a diretora-presidente da MSGÁS, Cristiane Junqueira, Mato Grosso do Sul tem a oportunidade de se tornar protagonista nacional na geração de biogás. Atualmente o Estado ocupa a oitava posição em volume de produção.

“Esse é um mercado incipiente. Em Mato Grosso do Sul nós temos apenas três plantas, sendo uma já autorizada e duas estão em tramitação de serem autorizadas, num total de uns 160 mil metros cúbicos por dia. Se os produtores rurais, o agro e a indústria começarem a ver o setor com bons olhos, não tenho dúvida de que nós podemos ser grandes protagonistas na produção de biometano e no uso do biometano”, disse Cristiane.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen ressaltou  o papel ativo da indústria na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias que exploram o potencial das energias renováveis, como os biocombustíveis. 

“Lá atrás, quando construímos o Instituto Senai de Inovação em Três Lagoas, acreditamos que seria possível um dia avançarmos no biogás e nos biocombustíveis em Mato Grosso do Sul. Hoje isso é uma realidade. Estamos avançando a passos largo e os resultados estão acontecendo. Sempre defendi o gás como ferramenta de desenvolvimento do nosso Estado. Esse gás que estamos discutindo hoje confirma esse progresso, e a indústria acima de tudo precisa de energia competitiva”, pontuou Longen.

Descarbonização

O secretário Jaime Verruck também enfatizou a crescente participação de Mato Grosso do Sul na geração de biogás e biometano, com a inauguração de plantas de produção, como a da JBS, que recentemente substituiu o gás natural pelo biometano, contribuindo para a descarbonização da indústria local.

“Nosso Estado é um grande produtor de energia elétrica de biomassa, exportando mais de 50% da energia que gera”, afirmou, destacando que Mato Grosso do Sul se consolidou como líder na produção de energia limpa no Brasil.

A importância de atrair novos empreendimentos que dependem de energia renovável também foi mencionada pelo secretário Jaime Verruck, que enfatizou a necessidade de fortalecer a infraestrutura para garantir a competitividade do Estado na atração de indústrias.

“A disponibilidade de energia renovável é um diferencial que atrai empresas, especialmente aquelas que precisam de grandes volumes de energia para suas operações”, explicou.

Por fim, Verruck reafirmou a relevância de avançar nas discussões sobre a regulamentação do setor, como a certificação de biocombustíveis e o aprimoramento da legislação.

“O setor de bioenergia oferece hoje muitas oportunidades e, com um marco legal bem estruturado, nosso Estado estará preparado para continuar se destacando no cenário nacional e internacional como um polo de inovação e sustentabilidade”, finalizou.

Capaz de gerar por dia 7 milhões de m³ de biometano, MS é uma das potências em energia limpa

Rosana Siqueira e Marcelo Armoa, Comunicação Semadesc

Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar

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Foto: Tania Rego/Agencia Brasil

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biomédica Emanoele Freitas começou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos. “Foi, então, que veio o diagnóstico errado de surdez profunda. Só com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, só que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagnóstico de autismo. Naquela época, não se falava do assunto”, diz a mãe do jovem, que hoje tem 21 anos.Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolarDetecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar

Ser de um grau menos autonomo do espectro autista, também chamado de nível 3 de suporte, trouxe muitas dificuldades na vida escolar, que Eros frequentou até o ensino fundamental, com quase 15 anos. “O Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola pública, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceitação melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho”, acrescenta Emanoele.

“Ele não conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acadêmica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser autônomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacitação em mediação escolar. Meu filho não tinha condições de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar”.

A inclusão escolar e a alfabetização de crianças e adolescentes do espectro autista estão entre os desafios para a efetivação de direitos dessa população, que tem sua existência celebrada nesta quarta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e combater o preconceito. 

Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por déficits de interação social, problemas de comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos. Características comuns no autismo são pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso de aquisição de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros.

“Por volta dos 2 anos, a criança pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Como o transtorno é um espectro, algumas crianças com autismo falam, mas não se comunicam, ou são pouco fluentes e até mesmo não falam nada. Uma criança com autismo não verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes é maior”, diz Luciana.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresentações do TEA são nível 1 de suporte, nível 2 de suporte e nível 3 de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior for o nível. 

Aprendizado

A psicopedagoga ressalta que os desafios que surgem no processo de alfabetização no autismo não impedem que ele ocorra na maioria das vezes. “É possível a inserção do autista no ensino regular. A questão da inclusão é um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualificação maior para os nossos professores”.

Segundo Luciana, o mais importante é considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedagógico, fazendo as adaptações necessárias.

“Atividades que podem estimular a consciência fonológica de crianças com autismo são, por exemplo, com sílabas, em que você escolhe uma palavra e estimula a repetição das sílabas que compõem a palavra. Outra dica são os fonemas, direcionando a atenção da criança aos sons que compõem cada palavra, sinalizando padrões e diferenças entre eles. Já nas rimas, leia uma história conhecida e repita as palavras que rimem”.

A psicopedagoga acrescenta que as crianças autistas podem ter facilidade na identificação direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas têm dificuldade nas habilidades fonológicas mais complexas, como perceber o seu contexto.

“A inclusão é possível, mas a realidade, hoje, do professor, é que muitas vezes ele não dá conta do aluno típico, quem dirá dos atípicos. Trabalhar a detecção precoce é muito importante para se conseguir fazer a inserção de uma forma mais efetiva. É muito importante o sistema de saúde, junto com o sistema de educação, olhar para essa primeira infância para fazer essa detecção do atraso na cognição social. Por isso, é muito importante o trabalho da escola com o posto de saúde”, afirma Luciana.

A especialista destaca que a inclusão é um tripé e depende de famílias, escolas e profissionais de saúde. “Professor, sozinho, não faz inclusão. Tudo começa na capacitação do professor e do profissional de saúde. É na escola que, muitas vezes, são descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados para equipes multidisciplinares do município”.

Mãe em tempo integral

Ilha do Governador (RJ), 01/04/2025 - A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Foto: Isabele Ferreira/Arquivo Pessoal
A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Isabele Ferreira/Arquivo Pessoal

Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade é mãe de duas crianças do espectro autista, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem “autismo moderado”, ou nível 2 de suporte com atrasos cognitivos e hiperatividade. Já a filha, mais velha, tem “autismo leve”, nível 1 de suporte, e epilepsia.

“Eu a levei no pediatra porque ela já tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, não falava muito. Ela falava uma língua que ninguém entendia. Vivia num mundo só dela, não brincava, não ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psicólogo, fonoaudióloga. Fiz alguns exames que deram alteração”, lembra Isabele.

“Já meu filho foi muito bem até 1 ano de idade. Depois de1 ano, começou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, não queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avaliação dele lá, por uma equipe multidisciplinar. Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da Pérola e do Ângelo, tive que parar de trabalhar para levar para as terapias. O cuidado é integral. Parei minha vida. Eu era caixa de lotérica”, conta a dona de casa.

O filho menor está matriculado em uma creche municipal que tem cinco crianças autistas. No momento em que a professora percebe que o Ângelo precisa de mais atenção, ela se concentra nele, diz Isabele.

Já a filha mais velha está em uma turma regular em escola municipal, e, na classe, há outro aluno com grau mais severo de autismo. “Eles têm mediadores na escola que se concentram mais nas crianças com autismo severo. As professoras dos dois são psicopedagogas, têm entendimento e sabem lidar”.

A dona de casa conta que, depois que saiu o diagnóstico de sua filha mais velha, seu pai também decidiu investigar e descobriu, com mais de 50 anos, que também era autista. “Ele teve muita depressão ao longo de toda a vida dele”.

Política Nacional

O Ministério da Educação (MEC) tem a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva desde 2008. Segundo a pasta, ela reafirma o compromisso expresso na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de 2006, de que a educação escolar se faz na convivência entre todas as pessoas, em salas de aulas comuns, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de comunicar, perceber, relacionar-se, sentir, pensar.

“Identificar as barreiras que prejudicam a escolarização e construir um plano de enfrentamento são funções de toda a equipe escolar, contando sempre com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Isso pode ocorrer por meio de salas de recursos multifuncionais (SRM), atividades colaborativas e outras iniciativas inclusivas, a fim de que o acesso ao currículo seja plenamente garantido”, diz o MEC.

Segundo a pasta 36% das escolas contam com salas de recursos multifuncionais. Além disso, em 2022, de acordo com dados do Censo Escolar/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil tinha:

  • 1.372.000 estudantes público-alvo da educação especial matriculados em classes comuns.  
  • 89,9% das matrículas do público-alvo da educação especial em classes comuns.  
  • 129 mil matrículas do público-alvo da educação especial desde a educação infantil.