A compreensão dessa dinâmica tem ganhado espaço como fator estratégico. (Foto: Vilson Nascimento)
A diferença de desempenho entre áreas agrícolas semelhantes tem chamado a atenção de produtores e técnicos, especialmente quando doenças radiculares se comportam de forma desigual mesmo sob condições parecidas. O tema foi abordado pelo biólogo Marcus Lourenço, conhecido como Polé, ao tratar da influência do microbioma do solo nesse cenário.
Em campos vizinhos, com clima igual, mesma cultura e manejo próximo, é possível observar resultados opostos. Em uma área, doenças retornam com frequência e elevam os custos de produção. Em outra, os patógenos também estão presentes, mas raramente causam prejuízos econômicos relevantes. Esse contraste está diretamente ligado à biologia do solo, mais especificamente à composição e ao equilíbrio da comunidade microbiana.
Solos considerados supressivos são aqueles em que o microbioma atua de forma a limitar o desenvolvimento de patógenos, reduzindo a incidência de doenças e favorecendo a sanidade das plantas. Já os solos conducivos apresentam condições que permitem a proliferação desses agentes, aumentando os riscos para a lavoura e impactando a produtividade.
A compreensão dessa dinâmica tem ganhado espaço como fator estratégico dentro do sistema produtivo. O manejo que favorece a diversidade e o equilíbrio biológico do solo tende a contribuir para maior estabilidade das culturas, além de possibilitar redução de custos associados ao controle de doenças.
Nesse contexto, a análise do microbioma deixa de ser apenas um conceito técnico e passa a integrar decisões práticas no campo. O fortalecimento da biologia do solo surge como um caminho relevante para aumentar a eficiência produtiva e reduzir vulnerabilidades, consolidando o solo como um ativo central para o sucesso agrícola.
Ventos polares provoca queda acentuada das temperaturas. (Foto: Vilson Nascimento)
A previsão agroclimática para o fim de abril indica um período de forte variabilidade nas condições de tempo sobre a área agrícola da América do Sul. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o cenário será marcado por elevação das temperaturas, chuvas irregulares e posterior entrada de ar frio.
O período entre 23 e 29 de abril começa com temperaturas mais amenas, mas a rápida atuação de ventos tropicais favorece a elevação térmica. No norte da área agrícola, os registros ficam acima da média, enquanto o centro e o sul apresentam valores próximos do normal. Já a província de Buenos Aires sofre influência de ventos marítimos, mantendo temperaturas abaixo da média em parte do período.
As máximas superam 20°C em amplas áreas, incluindo o leste do NOA, a região do Chaco, a Mesopotâmia, o leste de Cuyo, a Região Pampeana e grande parte do Uruguai, com pontos chegando a 30°C no norte. Em contraste, áreas do centro do NOA, oeste de Cuyo e boa parte de Buenos Aires registram entre 15°C e 20°C, enquanto regiões serranas permanecem mais frias.
Apesar da passagem de uma frente de tempestade intensa, o volume de chuvas será limitado na maior parte da área agrícola. Os maiores acumulados, entre 10 e 25 mm, concentram-se no sul do Paraguai, leste do NOA, região do Chaco e norte da Mesopotâmia, além de pontos isolados na Região Pampeana. A Cordilheira Sul deve registrar tempestades mais fortes e episódios de neve.
Na sequência, a entrada de ventos polares provoca queda acentuada das temperaturas. Há previsão de geadas generalizadas no oeste da área agrícola e ocorrências localizadas na Região Pampeana, sul da Mesopotâmia e no Uruguai. As mínimas ficam abaixo de 5°C em grande parte das áreas produtivas, elevando o risco para atividades agrícolas sensíveis.
Placa de identificação
de nome de rua danificada Rua Rui Barbosa com a Rua Lourival Nunes Vargas,
próximo ao Estádio Ernesto Landolfi, em Amambai. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
Com o objetivo de facilitar a localização de endereços, bem como garantir maior segurança no trânsito, consequentemente da população, o vereador Roberto Peres, o “Roberto Sangue Bom” (MDB), pediu ao Executivo Municipal a substituição ou instalação de placas indicativas com nomenclatura das ruas em toda a cidade, bem como das placas de sinalização de trânsito onde estejam danificadas, ilegíveis ou ausentes, em Amambai.
O pedido do vereador ao prefeito do município, Sérgio Barbosa, foi realizado por meio de indicação parlamentar apresentada em sessão da Câmara Municipal realizada no dia 13 de abril.
Para Sangue Bom a correta identificação das vias públicas e a adequada sinalização são essenciais para a organização urbana, a segurança no trânsito e a orientação de moradores, visitantes e prestadores de serviços.
“Atualmente a ausência ou o desgaste das placas dificulta a localização de endereços, prejudica o tráfego e compromete o trabalho de entregadores, serviços de emergência e demais usuários. Como exemplo, a Rua Teodorico Jurgielewicks encontra-se com a placa de identificação danificada, dificultando sua visualização”, disse o vereador ao destacar também que é necessário substituir as placas danificadas e instalar identificação nas ruas que ainda não possuem, visando melhorar a mobilidade urbana, facilitar a localização de imóveis e garantir maior eficiência nos serviços prestados à população.
O governador Eduardo Riedel participou nesta quinta-feira (23) da solenidade de entrega da Medalha Tiradentes, que é uma comenda e honraria concedida a policias e autoridades (civis e militares) contribuem para segurança pública do Estado. Durante o evento reafirmou o apoio a corporação para promover medidas de valorização aos policiais militares.
“Evento tradicional que é a Medalha Tiradentes. Uma das maiores condecorações oferecida pela Polícia Militar e os agraciados sempre tem uma característica incomum apoiam muito o trabalho da Polícia Militar de diferentes formas. É um momento de festa e celebração para fortalecimento da instituição. Vamos continuar promovendo a valorização dos policiais, que tanto contribuem para o combate a criminalidade”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
A solenidade ocorreu no Comando Geral da Polícia Militar, em Campo Grande. Foram homenageados com a entrega das medalhas 84 policiais militares e 50 autoridades civis e militares, que tenham prestado relevantes serviços à corporação e que se destacaram pelo valor pessoal, profissionalismo e contribuição decisiva no fortalecimento da instituição.
“A Medalha Tiradentes transcende o valor simbólico de uma horaria. Ela representa o reconhecimento de trajetórias marcadas por dedicação, renúncia e compromisso inabalável com o bem comum. Cada policial agraciado carrega consigo não apenas um mérito individual, mas o orgulho de toda uma tropa que diariamente enfrenta desafios em defesa da sociedade, sempre fortalecendo a imagem institucional junto à sociedade, que a reconhece como uma das mais bem avaliadas do Brasil”, ponderou o comandante-geral da PMMS, o coronel Renato dos Anjos Garnes.
A cerimônia faz referência à memória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes – celebrado nacionalmente no dia 21 de abril. Tiradentes é considerado o patrono das polícias militares do Brasil, por sua trajetória marcada pelo compromisso com a liberdade, a justiça e o bem coletivo.
O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, reconheceu o bom trabalho feito pelos policiais militares no Estado. “Homens e mulheres destemidos que alavancaram a segurança pública do Mato Grosso do Sul em nível nacional e internacional. Mas se isto aconteceu porque todos trabalhamos juntos, sendo referência em todo país”.
Comandante Renato GarnesSecretário Antônio Carlos Videira
Homenagem
Durante a solenidade houve uma homenagem emocionante à família da Subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, que foi morta no último dia 6 de abril deste ano. Foi entregue um quadro e flores ao seu filho, Marcos Vinícius Alves. Ela tinha 58 anos de idade e 37 anos de serviço na PMMS.
“Hoje também é dia de memória e respeito. Rendemos nossa mais sincera homenagem à subtenente Marlene, cuja história de vida e serviço permanecem entre nós como exemplo de alegria, generosidade, empenho e dedicação à Polícia Militar. Ela deixou saudades, sua ausência jamais será esquecida e sua presença se eterniza na memória da instituição”, afirmou o comandante Renato dos Anjos.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Nesta quinta-feira, dia 23 de abril, o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto da Silva, recebeu o prefeito de Paranhos, Heliomar Klabunde, para tratar sobre a titulação do Assentamento São José do Jatobá.
Durante a reunião, o prefeito apresentou a reivindicação da comunidade pela entrega dos títulos definitivos dos lotes, ressaltando a importância do documento para garantir segurança jurídica às famílias assentadas e facilitar o acesso a crédito e programas de incentivo à produção rural.
O superintendente Paulo Roberto da Silva informou que o Incra está concluindo os procedimentos necessários para a entrega dos títulos e confirmou que entre os dias 21 e 23 de maio estará em Paranhos para realizar oficialmente a entrega dos documentos aos beneficiários.
A iniciativa reforça o compromisso do Incra e da Prefeitura de Paranhos com o desenvolvimento rural e a valorização das famílias que vivem e produzem no Assentamento São José do Jatobá
A solenidade de outorga da Medalha Tiradentes, realizada nesta quinta-feira (23), no Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, foi marcada por anúncios importantes para a corporação. Durante o evento, o deputado estadual Coronel David (PL), representando a Assembleia Legislativa, reforçou publicamente ao governador Eduardo Riedel (PP), os pedidos por avanços na valorização dos militares, incluindo promoções, ampliação de vagas nos cursos de formação e reajuste dos níveis salariais.
Em resposta, o governador confirmou que já determinou que as promoções de policiais militares e bombeiros sejam colocadas em dia, além do início e a ampliação de vagas no CFO (Curso de Formação de Oficiais) e CFS (Curso de Formação de Sargentos) e autorização para os cursos de Habilitação de Oficiais, Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia.
Durante seu discurso, Coronel David destacou o simbolismo da data e fez um apelo direto ao governador. Ele ressaltou a importância da valorização profissional dentro da carreira militar, citando as promoções como um reconhecimento essencial para homens e mulheres da corporação.
“Esse é um pedido de toda a instituição. Promoção não é apenas um ato administrativo, é valorização, é reconhecimento. Impacta diretamente na vida do policial e de sua família”, afirmou o deputado, ao lembrar sua vivência como filho de policial militar.
A cerimônia teve início com um momento de forte comoção, marcado pela homenagem à subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, vítima de feminicídio na Capital.
A Medalha Tiradentes é a mais alta honraria concedida pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e tem como objetivo reconhecer civis e militares que contribuem para o fortalecimento da instituição. Neste ano, 134 pessoas foram homenageadas.
Nível Salarial
Coronel David também solicitou outras demandas da categoria, como a revisão dos níveis salariais, reforçando que o pleito é compartilhado por policiais e bombeiros militares em todo o estado.
Ao responder, Eduardo Riedel confirmou que o governo vai cumprir os compromissos assumidos.
“Não iremos faltar com a Polícia Militar. As promoções começam agora em maio e serão finalizadas até o final do ano. Também teremos a ampliação do curso de formação de sargentos e o início de novos cursos”, anunciou.
Riedel também destacou o papel estratégico da Polícia Militar no desenvolvimento do estado, ressaltando os índices de aprovação da segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado.
A solenidade reuniu autoridades civis e militares, entre elas o anfitrião e comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes; o ex-governador, Reinaldo Azambuja; o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira; o presidente da Aspra-MS (Associação de Praças da Polícia Militar), cabo Eduardo Ferreira; o presidente da ACS/PMBM/MS (Associação e Centro Social dos Militares Estaduais e Pensionistas do Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva; além de representantes das Forças Armadas e lideranças políticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar por um procedimento de retirada de acúmulo de pele (queratose) no couro cabeludo nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP).
Na unidade de saúde, o presidente também vai receber uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. Lula já viajou na noite desta quinta-feira (23) para a capital paulista.
Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, os dois procedimentos são considerados simples. Por isso, não será necessário que ele fique internado. Inclusive, não é necessária preparação prévia ou repouso.
Agricultura
Pela manhã, Lula participou de evento em Planaltina (DF), na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade.
“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse no evento
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para tornar o sistema financeiro mais seguro. As medidas afetam tanto o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege investidores, quanto a forma como os bancos administram seu dinheiro, em resposta a problemas recentes no setor.
As mudanças têm como objetivo evitar que instituições assumam riscos excessivos e garantir que tenham recursos suficientes para honrar compromissos, mesmo em momentos de crise.
O que muda no FGC
O Fundo Garantidor de Créditos funciona como um “seguro” para quem investe em produtos bancários, como Certificados de Depósito Bancário (CDB). Ele garante até R$ 250 mil por CPF ou empresa em caso de quebra de uma instituição, limitado a R$ 1 milhão a cada quatro anos.
A principal mudança é a criação de um novo indicador chamado Ativo de Referência (AR). Na prática, ele mede se o banco tem ativos de boa qualidade: investimentos que podem ser rapidamente convertidos em dinheiro.
Pelas novas regras, se um banco captar muito dinheiro com produtos cobertos pelo FGC, mas tiver ativos de baixa qualidade ou difíceis de vender, será obrigado a aplicar parte desses recursos em títulos públicos, considerados mais seguros.
A ideia é evitar o chamado “risco moral”. Esse termo é usado quando instituições assumem riscos maiores justamente porque sabem que existe uma proteção, no caso, o FGC.
O banco atraía investidores oferecendo rendimentos acima da média, apoiado na garantia do FGC. Porém, mantinha boa parte de seus recursos em ativos de baixa liquidez, como precatórios (dívidas do governo na Justiça com sentença definitiva) e participações em empresas em dificuldade, que não podiam ser convertidos rapidamente em dinheiro.
Esse desequilíbrio acabou levando à quebra da instituição e a perdas bilionárias cobertas pelo fundo. Com as liquidações ligadas ao caso, o custo para o FGC chegou a R$ 51,8 bilhões, reduzindo sua reserva financeira.
Regras de liquidez
Além das mudanças no FGC, o Conselho Monetário Nacional também endureceu as regras de liquidez, a capacidade de um banco pagar suas dívidas no curto prazo.
Principal indicador usado no mundo, a razão de cobertura de liquidez (LCR, na sigla em inglês) mede se a instituição tem dinheiro suficiente para enfrentar um cenário de estresse por 30 dias.
Agora, os bancos médios também terão que cumprir essa regra. Bancos menores terão uma versão simplificada, chamada LCRS, destinada a adaptar as exigências ao porte das instituições financeiras.
A implementação será gradual:
Em 2027, os bancos precisarão cumprir pelo menos 90% das exigências;
Depois, o cumprimento sobe para 100%.
O que está em jogo
As medidas fazem parte de uma estratégia do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional para evitar que problemas isolados se transformem em crises maiores.
Na prática, o governo tenta equilibrar dois pontos:
Proteger quem investe em produtos bancários;
Impedir que bancos usem essa proteção para assumir riscos exagerados.
Ao tornar as regras mais rígidas, a expectativa é reduzir a chance de novos casos como o do Banco Master e aumentar a confiança no sistema financeiro como um todo.
Como parte das ações estratégicas do Governo de Mato Grosso do Sul para fortalecer a relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários, teve início nesta quinta-feira (23) em Dourados o ciclo de formação em Justiça e Policiamento Restaurativo – Diálogo entre as Forças de Segurança e os Povos Indígenas. Até o dia 7 de maio, a equipe percorrerá cinco municípios e capacitará 430 agentes de segurança pública — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos oficiais.
Em Dourados, participam 110 profissionais. Já nos municípios de Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá, serão 80 agentes em cada localidade. Essa iniciativa inédita integra uma série de ações transversais do Governo do Estado, realizadas pelas secretarias de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Cidadania (SEC).
Durante dois dias de imersão, os participantes terão contato com conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, além de experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira.
Na abertura hoje (23), em Dourados, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, destacou que a formação representa o reconhecimento das diferenças, um olhar humano e sensível para os povos originários e a compreensão de que seus saberes são essenciais para a construção da sociedade e do Estado.
“Esse é um movimento que não se encerra aqui. Ele segue avançando para outros territórios, ampliando seu alcance e consolidando uma rede baseada na cultura de paz. O que estamos construindo é um caminho sólido, que reconhece a diversidade e aposta no diálogo como ferramenta central para uma sociedade mais justa, equilibrada e respeitosa para todos.”
O modelo apresentado aos servidores da segurança pública propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas, conforme destaca a juíza federal Raquel Domingues do Amaral, coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa (CEJURE-MS).
“O conceito de policiamento restaurativo vem da justiça restaurativa, porque a polícia está inserida no sistema de justiça. A justiça restaurativa é uma forma diferente, uma abordagem distinta de transformar os conflitos sociais. Enquanto a justiça retributiva, que é a que nós praticamos, se preocupa com a violação de normas e com a aplicação de penalidades, a justiça restaurativa se preocupa mais com os danos causados às pessoas, com as relações e com a reparação desses danos”, pontuou.
Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais. A primeira edição foi realizada em Campo Grande, em fevereiro deste ano, quando 35 profissionais foram capacitados. O sucesso da iniciativa levou a Sejusp a ampliar o projeto para cinco municípios com grande densidade de população indígena em Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.
O superintendente de Segurança Pública da Sejusp, Tiago Macedo dos Santos, destaca que a iniciativa representa um avanço na forma de atuação das forças de segurança.
“A proposta é fortalecer uma atuação mais próxima das comunidades, baseada no diálogo e no respeito às especificidades culturais. Ao investir na formação dos nossos profissionais, ampliamos a capacidade de prevenir conflitos e promover soluções mais eficazes e duradouras, especialmente em contextos que exigem sensibilidade e integração com os povos indígenas.”
Nesta nova etapa, considerada inédita no mundo, além da qualificação dos profissionais, a iniciativa amplia o intercâmbio internacional e o diálogo transfronteiriço.
Em Corumbá, o convite será estendido a policiais da Bolívia. Já em Ponta Porã, a capacitação contará com a participação de profissionais do Paraguai. O curso também reúne palestrantes nacionais e internacionais, com representantes do Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, além da participação de indígenas como agentes metodológicos.
Próximas edições:
Naviraí Data: 27 e 28 de abril de 2026 Local: UEMS
Ponta Porã Data: 29 e 30 de abril de 2026 Local: Faculdade Anhanguera
Aquidauana Data: 4 e 5 de maio de 2026 Local: UEMS
Corumbá Data: 6 e 7 de maio de 2026 Local: Hotel Nacional
Joilson Francelino, Comunicação Sejusp Foto de capa: Matheus Carvalho/Cidadania Galerias 1 e 2: Matheus Carvalho/Cidadania Galeria 3: Victor Arguelho/Vice-governadoria
Mato Grosso do Sul já registrou 7.599 casos prováveis de chikungunya, sendo 3.490 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 15ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quinta-feira (23).
Conforme o documento, 13 óbitos pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Entre as vítimas, oito possuíam algum tipo de comorbidade. O boletim também aponta 52 casos confirmados de chikungunya em gestantes. Dois óbitos estão em investigação.
Dengue
Já em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.187 casos prováveis, sendo 597 confirmados. Não há nenhum óbito registrado nem em fase de investigação.
Nos últimos 14 dias, Corumbá, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo, Inocência, Batayporã, Ladário, Bonito, Jardim, Nioaque, Camapuã, Rio Brilhante, Aquidauana, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.
A Prefeitura de Amambai informa que tomou conhecimento de matéria jornalística publicada pela imprensa local, que relata supostas situações envolvendo a atuação de servidores em uma Unidade Básica de Saúde do município.
Diante das informações divulgadas, o prefeito de Amambai, Sergio Barbosa, determinou, por meio do Ofício nº 057/2026, o encaminhamento imediato à Secretaria Municipal de Saúde para a abertura de procedimento administrativo com o objetivo de apurar os fatos.
A medida busca garantir que todas as informações sejam verificadas com responsabilidade, transparência e imparcialidade, seguindo os princípios que orientam a administração pública, como a legalidade, a moralidade e a eficiência.
A Prefeitura reforça que, caso sejam confirmadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas, sempre garantindo o direito de defesa de todos os envolvidos, conforme prevê a legislação.
A administração municipal destaca ainda que preza pelo bom funcionamento das unidades de saúde e pelo respeito às atribuições de cada profissional, reconhecendo a importância do trabalho dos médicos e também o papel fundamental dos agentes comunitários de saúde no atendimento à população.
O procedimento irá ouvir os envolvidos, reunir as informações necessárias e analisar os fatos com atenção, para que sejam tomadas as medidas necessárias.
Por fim, a Prefeitura de Amambai reafirma seu compromisso com a transparência, com a ética no serviço público e, principalmente, com a oferta de um atendimento de saúde humanizado, eficiente e de qualidade para toda a população.
O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.
Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.
“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.
Proposta
A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.
Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.
A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.
As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.
“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.
De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.
Articulação
A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.
Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.
Medidas recentes
Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.
Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.
Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.
O dólar voltou a fechar acima de R$ 5, e a bolsa de valores recuou nesta quinta-feira (23), em um dia marcado pela piora do cenário externo e aumento da aversão ao risco diante de novas incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.
A moeda estadunidense encerrou o dia em alta de R$ 0,029 (+0,62%), cotada a R$ 5,003. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,78%, aos 191.378,43 pontos.
Dólar inverte movimento
Após operar em queda durante boa parte do dia, o dólar ganhou força à tarde, acompanhando o movimento global de busca por ativos mais seguros. A mudança de direção ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de autoridades iranianas, que colocaram em dúvida a sustentação de um possível cessar-fogo.
Trump afirmou que um acordo com o Irã só será fechado quando for “apropriado” para os interesses norte-americanos, enquanto o governo iraniano adotou um tom mais agressivo. Também surgiram relatos de ativação de defesas aéreas no Irã, elevando a tensão.
Com isso, o dólar à vista saiu da mínima de R$ 4,94, registrada no início da tarde, para atingir a máxima de R$ 5,018 por volta das 16h40 e diminuir a alta no fim do pregão. No mercado futuro, o contrato para maio avançou 0,74%.
No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de divisas também subiu, refletindo o mesmo movimento de cautela.
Dados do Banco Central mostraram ainda saída líquida de US$ 3,2 bilhões do país em abril até o dia 17, ampliando o fluxo negativo desde o início do conflito.
Bolsa acompanha exterior
O Ibovespa seguiu a tendência negativa dos mercados internacionais e fechou em queda, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela queda das bolsas em Nova York.
O índice chegou a oscilar entre 190.929 pontos na mínima e 193.346 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.
O ambiente de maior risco foi intensificado após ações militares e estratégicas envolvendo o Estreito de Ormuz, região vital para o transporte global de petróleo. A apreensão de navios pelo Irã e ameaças militares dos Estados Unidos aumentaram a preocupação dos investidores.
Petróleo dispara
O petróleo teve forte alta, impulsionado pelo aumento das tensões e temores sobre o fornecimento global do combustível.
O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 105,07, com alta de 3,1%. O WTI avançou 3,11%, a US$ 95,85. Durante o dia, os preços chegaram a subir cerca de US$ 5 por barril.
O mercado reagiu a relatos de confrontos internos no Irã, ataques aéreos e à renúncia de um negociador-chave nas conversas indiretas com os EUA. Além disso, o controle mais rígido do Irã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo, aumentou o temor de interrupções no abastecimento.
A combinação de incerteza geopolítica, restrições no transporte marítimo e declarações conflitantes de autoridades mantém os mercados sob forte volatilidade.
No Jardim Tarumã, em Campo Grande, a presença do Instituto Social Ajudar e Cuidar (ISAC) já faz diferença na rotina de muitas famílias que enfrentam dificuldades no dia a dia. Há sete anos, a entidade atua na comunidade levando acolhimento, apoio e oportunidade a quem mais precisa. Nesta quarta-feira, 22, essa missão ganhou um reforço importante com a entrega oficial da emenda parlamentar, no valor de R$50 mil, destinada pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), recurso já aprovado e em fase de pagamento.
Com atendimento semanal a cerca de 400 pessoas, o instituto mantém ações que ajudam a colocar alimento na mesa e apoio na vida de muitas famílias da região. Uma delas é a doação de verduras e frutas coletadas junto à CEASA/MS. Mas o alcance vai além. Segundo a vice-diretora Cleise Pires, o ISAC também atende crianças no contraturno escolar com ações socioeducativas, oficinas de musicalização, arte e reforço escolar, além de atividades voltadas aos idosos e a pessoas em situação de vulnerabilidade. “A gente serve a mesa da viúva, do órfão e do necessitado”, resumiu.
É justamente para ampliar esse alcance que a emenda foi destinada. Para Cleise, o recurso traz a segurança que faltava para que a entidade consiga desenvolver melhor as ações e chegue a mais pessoas. Segundo a vice-diretora, esta é a primeira emenda parlamentar recebida pelo instituto em sete anos de atuação. “Essa emenda representa liberdade financeira. A gente vai conseguir alcançar lugares onde não tinha como. Vai nos dar segurança para conseguir desenvolver o nosso trabalho um pouco mais”, afirmou. A verba deve ser aplicada na contratação de profissionais e na compra de materiais para dar mais estrutura às atividades já realizadas no bairro.
Entre os projetos que devem ganhar força com esse apoio está o Aromas que Transformam Vidas, pensado para unir capacitação, geração de renda e fortalecimento da autoestima. “Isso vai dar renda, trabalho, confiança e autoestima”, destacou Cleise. Para ela, o apoio da deputada tem um peso especial justamente por alcançar uma instituição menor, mas muito presente na vida da comunidade. “Às vezes o olhar é sempre para os maiores, e ela tem olhado para os menores. Isso para a gente faz uma grande diferença.”
A importância dessa atuação também aparece na história de quem passou pelo instituto. Moradora da região e enfermeira aposentada, Ocléa Queiroz contou que frequenta o ISAC há cerca de um ano e meio e já participou de quatro cursos oferecidos pela entidade. O último, de cabeleireiro, acabou se transformando em uma fonte de renda extra. “Foi um dos melhores para mim financeiramente”, relatou. Ao comentar a destinação do recurso, ela disse ver com bons olhos o fato de uma representante política olhar para uma instituição menor, mas essencial para quem vive essa realidade mais de perto. “Eu acho excelente”, afirmou. Para Ocléa, esse reconhecimento faz diferença principalmente para famílias que muitas vezes têm menos acesso a oportunidades e informação, mas encontram no instituto um apoio próximo e real.
Ao fazer a entrega oficial da emenda, Lia Nogueira destacou que fortalecer instituições como o ISAC é investir em quem já conhece de perto a realidade das famílias e atua onde a necessidade é mais urgente. “Nosso mandato tem compromisso com quem está na ponta, fazendo a diferença de verdade na vida das pessoas. O ISAC desenvolve um trabalho sério, que acolhe, orienta e abre caminhos para muitas famílias. Quando destinamos recurso para uma instituição como essa, estamos ajudando a ampliar um cuidado que já transforma realidades dentro da comunidade”, afirmou.
Para melhorar a qualidade de vida das pessoas e qualificar a mobilidade urbana, o Governo do Estado vai promover obras de pavimentação e drenagem nas cidades de Cassilândia e Amambai. Os investimentos fazem parte do programa MS Ativo, que tem como objetivo atender as principais demandas de cada município.
Foram publicadas nesta quinta-feira (23) o aviso de lançamento das licitações para as obras de infraestrutura urbana nas duas cidades. O próximo passo é apresentação das propostas das empresas interessadas, para depois definir o resultado do certame e iniciar os trabalhos.
Em Cassilândia a obra será de pavimentação e drenagem no Loteamento Antônio Côrtes, no valor de R$ 4,8 milhões. A abertura das propostas será no dia 12 de maio.
Já em Amambai o asfalto e drenagem vai chegar em diversas ruas do município, tendo investimento de R$ 1,2 milhão. O certame vai ocorrer no dia 15 de maio.
As duas licitações foram lançadas pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), e vão ser realizadas pelo Governo do Estado, com recursos próprios por meio da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).
Gestão municipalista
Com uma gestão municipalista, que pensa nas pessoas, o Governo do Estado desenvolve o programa MS Ativo, onde recebe os prefeitos e vereadores das 79 cidades para que eles apresentem as principais demandas e prioridades de cada município.
Desta foram na hora do Estado investir ele atende os anseios diretos do cidadão, aquilo que vai mudar a sua vida lá na ponta. Um dos objetivos é realizar as obras de infraestrutura urbana, como pavimentação dos bairros e área central, assim como drenagem e restauração das vias públicas.
Fonte: Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
O Secretário de Saúde do estado de Mato Grosso do sul, Maurício Simões Corrêa, recebeu o prefeito Heliomar Klabunde para tratar de importantes demandas relacionadas ao atendimento médico e à infraestrutura de saúde no município de Paranhos. Durante o encontro, o prefeito destacou a dificuldade enfrentada pelos pacientes que precisavam se deslocar até Três Lagoas para receber atendimento pediátrico, ressaltando a longa distância e os desafios logísticos envolvidos.
Em resposta, o secretário Maurício Simões Corrêa informou que, a partir de agora, o atendimento pediátrico será realizado na cidade de Dourados, o que representa uma redução significativa na distância percorrida pelos pacientes e maior agilidade no acesso aos serviços de saúde especializados.
Outro ponto abordado na reunião foi o projeto de construção de um hospital em Paranhos. O prefeito Heliomar Klabunde enfatizou a importância dessa obra para fortalecer a rede municipal de saúde, garantindo mais autonomia e qualidade no atendimento à população local. O secretário demonstrou apoio à iniciativa e destacou o compromisso da Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso do sul em colaborar para que o projeto avance de forma eficiente.
A reunião reforçou o alinhamento entre o município e o Estado na busca por soluções que melhorem o atendimento médico e ampliem a estrutura de saúde em Paranhos, beneficiando diretamente a população paranhense.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (23) determinar a atualização anual do valor do chamado mínimo existencial para evitar o superendividamento da população.
O mínimo existencial foi definido pela Lei 14.181 de 2021, conhecida como Lei do Superendividamento, para fixar que uma parte da renda do consumidor não pode ser comprometida com o pagamento de dívidas. A restrição deve ser observada por bancos e empresas que concedem empréstimo pessoal.
Pela decisão da Corte, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá propor estudos para verificar a viabilidade de atualização anual do valor do mínimo.
Os ministros também entenderam que os empréstimos obtidos por meio de crédito consignado também estarão sujeitos ao mínimo existencial. Antes da decisão, os consignados estavam excluídos da restrição.
Julgamento
A Corte julgou a validade de decretos que regulamentaram a Lei do Superendividamento.
As normas definiram o conceito de mínimo existencial para proteger o consumidor e evitar a concessão de empréstimos que comprometam toda a renda mensal com o pagamento de dívidas.
Em 2022, um decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro fixou o mínimo existencial em R$ 303, equivalente a 25% do salário mínimo vigente na época. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corrigiu o mínimo para R$ 600, valor que está em vigor.
Após a edição dos decretos, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) entraram com ações na Corte. As entidades questionaram o valor mínimo fixado nos decretos e alegaram que o valor é insuficiente para garantir condições básicas de dignidade.
Votos
O julgamento começou nesta quarta-feira (22), quando foi formada maioria de votos para determinar a atualização do mínimo existencial.
Na sessão de hoje, o último voto do julgamento foi proferido pelo ministro Nunes Marques.
O ministro entendeu que é imprescindível que haja uma proteção para evitar o endividamento das famílias.
“Entendo que a melhor solução, por ora, é manter o valor de R$ 600. Por isso, acompanho a proposta para determinar que o CNM realize anualmente estudos técnicos de impacto regulatório para subsidiar a eventual revisão desse valor”, afirmou.
Eleitos para compor o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Fotos: Divulgação
A Secretaria Municipal de Assistência Social, sob a coordenação da secretária Neftali Klabunde, realizou nesta quinta-feira, 23 de abril, no auditório do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), em Paranhos, a Assembleia Geral para composição dos membros da Sociedade Civil no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, para o mandato de 2026 a 2028.
O encontro contou com a presença de 24 participantes, entre representantes de sindicatos e associações de aposentados, movimentos de grupos de pessoas idosas e entidades religiosas que desenvolvem ações voltadas ao público idoso no município.
Durante a assembleia, foram apresentadas as atribuições do Conselho, reforçando a importância da participação social na formulação e acompanhamento das políticas públicas voltadas à pessoa idosa.
Ao final do processo, seis representantes dos segmentos mencionados foram eleitos para compor o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, fortalecendo o compromisso coletivo com a promoção da cidadania, da dignidade e da qualidade de vida das pessoas idosas em Paranhos.