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sábado, 16 de maio de 2026
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Mercado eleva previsão para expansão da economia para 2,02% em 2025

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi elevada de 2% para 2,02%, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.Mercado eleva previsão para expansão da economia para 2,02% em 2025Mercado eleva previsão para expansão da economia para 2,02% em 2025

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,82 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,90.

Inflação

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 passou de 5,51% para 5,5% nesta edição do Boletim Focus. É a quarta queda consecutiva na expectativa do mercado financeiro sobre o IPCA.

Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em abril, a inflação oficial fechou em 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. O resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o IPCA ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

No acumulado em 12 meses, o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) soma 5,53%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,75% ao ano. A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em 0,5 ponto percentual na última reunião, no início do mês, o sexto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom não deu pistas sobre o que deve ocorrer na próxima reunião, na metade de junho. Afirmou apenas que o clima de incerteza permanece alto e exigirá prudência da autoridade monetária, tanto em eventuais aumentos futuros como no período em que a Selic deve ficar em 14,75% ao ano.

A estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica encerre 2025 neste patamar. Para o fim de 2026, a estimativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Internações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anos

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades que afetam o trato gastrointestinal e que resultaram, nos últimos dez anos, em 170 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Internações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anosInternações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anos

Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde.

Esses dados mostram ainda um crescimento de 61% nas internações em 2024 (23.825), na comparação com 2015 (14.782). 

As principais formas de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. São condições crônicas para as quais ainda não há uma cura definitiva, segundo a SBCP.

“O número de internações aumentou exponencialmente nos últimos anos não só pela severidade dos casos, mas também pelo aumento da incidência, isto é, aparecimento de novos pacientes sem tratamento”, destaca a diretora de comunicação da SBCP, a coloproctologista Ana Sarah Portilho.

Ana ressalta que há um número maior de casos em capitais e em regiões com maior industrialização e urbanização. 

As doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas como DIIs, são o alvo de uma campanha de conscientização realizada pela SBCP neste mês, apelidado de Maio Roxo. O dia 19 de maio, aliás, é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais.

De acordo com a SBCP, é importante ter um diagnóstico correto e iniciar um tratamento o mais cedo possível. 

“Nosso objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce e em seguida do tratamento adequado, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente e até mesmo remissão dos sintomas”, afirma o presidente da SBCP, Sergio Alonso Araújo.

Doenças

Segundo a coloproctologista Mariane Savio, as DIIs “podem acometer pessoas de todas as idades, mas são muito comuns em adultos jovens, que estão em uma fase produtiva da vida. Então, são doenças que, se não forem tratadas adequadamente e controladas, podem tirar a qualidade de vida do paciente, causar faltas ao trabalho e prejudicar muito esses pacientes e a família deles. São doenças que exigem um diagnóstico e um acompanhamento médico contínuos.”

Entre os principais sintomas das DIIs estão diarreia crônica (podendo haver sangue, muco ou pus), dor abdominal, urgência de evacuar, falta de apetite, cansaço e perda de peso. 

Em casos mais graves, as doenças podem provocar anemia, febre e distensão abdominal, além de afetar outras partes do corpo, como as articulações (artrite), a pele (dermatite e piodermas) e oftalmológicas (uveítes).

A retocolite atinge a mucosa do intestino grosso. Já a doença de Crohn pode atingir todo o trato gastrointestinal, ou seja, da boca até o ânus, mas é mais comum no intestino, onde afeta todas as camadas desse órgão: os revestimentos interno (mucosa) e externo (serosa), além dos tecidos internos (submucosa e músculo).

Os mecanismos que levam ao surgimento dessas doenças ainda não foram esclarecidos, mas sabe-se que elas são resultado de uma conjunção de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. 

O fumo, por exemplo, é um fator que agrava essas enfermidades.

O diagnóstico é feito através da análise do histórico clínico da pessoa e de exames como endoscopia, colonoscopia, tomografia e ressonância magnética.

“O tratamento precoce da doença, ou seja, nos primeiros dois anos de sintomas, reduz muito o risco de o paciente vir a precisar de cirurgias, por exemplo, e melhora a resposta dele aos tratamentos. Os estudos mostram que os tratamentos, quando são instituídos mais precocemente, têm uma resposta muito melhor do que quando tardiamente”, afirma Mariane.

Como ainda não há cura para essas condições, o tratamento envolve controlar os sintomas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, através de medidas como adotar uma alimentação saudável, parar de fumar e praticar exercícios físicos. 

Medicamentos como aminossalicilatos, imunossupressores e imunobiológicos podem ser usados, dependendo do caso.

Mariane destaca que, nos últimos, anos houve muitos avanços no tratamento dessas doenças e que a aprovação de novas terapias amplia as opções para os pacientes. A campanha da SBCP envolverá publicações e vídeos em suas redes sociais [LINK: https://www.instagram.com/portaldacoloproctologia], que esclarecem sobre as principais dúvidas relacionadas às DIIs.

DOF apreende carga milionária de cocaína em tanque de combustível de veículo em Ponta Porã

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Foto: DOF

O DOF (Departamento de Operações de Fronteira), apreendeu neste sábado (17), na BR-463 em Ponta Porã, mais de 25 quilos de cocaína, que eram transportados no tanque de combustível de um Fiat Uno. Na ação, um homem de 36 anos foi preso em flagrante.

Os policiais faziam bloqueio na rodovia, que liga Ponta Porã a Dourados, quando abordaram o suspeito próximo ao Posto Fiscal do Pacuri. Durante entrevista, o homem apresentou nervosismo e conversas desencontradas sobre o motivo da viagem.

Em vistoria os policiais perceberam alterações próximas ao tanque de combustível do automóvel, onde após busca minuciosa, foram localizados 25 tabletes de cocaína, que totalizaram 25,5 quilos do entorpecente.

Questionado, o condutor do Uno afirmou aos policiais que pegou o entorpecente em Ponta Porã e levaria até Dourados, onde receberia R$ 3 mil pelo transporte.

O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 1,4 milhão, foi encaminhado à Defron (Delegacia Especializada em Crimes de Fronteira), em Dourados.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Fonte: Assessoria DOF

Tapirana Bons: genética comprovada da Bonsucesso é destaque no Leilão Trio Bonsucesso com oferta da Marca 27

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Tapirana Bonsucesso, jóia rara agora da Marca 27, disponibilizando aspiração ao mercado. Foto: Assessoria

Uma das principais doadoras do plantel da Marca 27, a matriz BONN 2668 – Tapirana Bons será ofertada nesta segunda-feira (19/05), a partir das 19h (horário de MS), em uma aspiração livre de acasalamento durante o tradicional Leilão Trio Bonsucesso – Doadoras, com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi e realização da Central Leilões.

Adquirida em 2024 diretamente do prestigiado criatório Nelore Bonsucesso, Tapirana é filha de Atol da Elge com vaca REM Sabiá, e tornou-se referência por sua produção consistente e pela qualidade genética amplamente reconhecida nos principais programas de melhoramento do país. Ela é, inclusive, a mãe do reprodutor BONS 4404 – Casanova da Bons, um dos líderes de comercialização de sêmen na SEMEX em 2024/2025.

A doadora impressiona também nos números. Em sua primeira aspiração na Marca 27, realizada em fevereiro de 2025, produziu 88 oócitos, resultando em 32 embriões viáveis e 11 prenhezes confirmadas. Sua média geral é de 80 oócitos por coleta, um índice de altíssimo padrão técnico.

Avaliações Genéticas:

  • PMGZ (iABCZ): 30,49 – Top 0,1%
  • Geneplus-Embrapa (IQG): 41,66 – Top 0,1%
  • ANCP (MGTe): 22,96 – Top 7%

A aspiração ofertada nesta segunda-feira tem garantia de 4 embriões fecundados, e a coleta será realizada por profissional de confiança da Marca 27, com data a ser agendada pelo comprador. Os custos com coleta, produção e transferência serão de responsabilidade do investidor.

Para administrador da Marca 27 e gestor da Fazenda Três Irmãos em Iguatemi-MS, Luiz Carlos Mattos, participar do Leilão Trio Bonsucesso com uma doadora desse nível representa um marco institucional:

“Fomos convidados pela Bonsucesso para integrar essa edição do Leilão justamente pelo desempenho da Tapirana no nosso plantel e pela excelente aceitação comercial do seu filho Casanova. Essa aspiração é uma oportunidade para criadores que querem incorporar ao seu rebanho uma genética de base sólida, confiável e muito produtiva.”

Tapirana Bons: genética comprovada da Bonsucesso é destaque no Leilão Trio Bonsucesso com oferta da Marca 27
Casanova Bonsucesso, líder de vendas na Semex, filho da Tapirana. Foto: Assessoria

Assista ao vídeo da doadora:


🔗 Conheça mais sobre o trabalho da Marca 27:

A Marca 27 é um projeto voltado à produção de animais geneticamente melhoradores, com foco em eficiência, rusticidade e desempenho a campo. Acompanhe nossa trajetória, matrizes, reprodutores e resultados no site oficial:

🌐www.marca27.com.br

Peão de Tacuru é campeão de rodeio em touros em São Paulo

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O peão tacuruense Carlos Miguel, o “Miguelito”. Ele foi campeão do rodeio em touros do Dourado Rodeio Show, que aconteceu nesse final de semana em Dourado, estado de São Paulo. (Foto: Divulgação)

Vilson Nascimento

O peão de rodeios de Tacuru, Carlos Miguel Silva da Costa, o “Miguelito”, como é conhecido entre os amigos, foi destaque na final e conquistou o título de campeão do rodeio em touros do Dourado Rodeio Show, que aconteceu nesse final de semana na cidade de Dourado, no estado de São Paulo.

Miguelito, que tem 25 anos, chegou para a disputa final, que aconteceu na noite desse domingo, 18 de maio, na terceira colocação com 170,25 pontos, a apenas 5,25 pontos do então líder, o peão Pedro Henrique Machado, da cidade de Avaré, estado de São Paulo, que tinha 175,50 pontos, mas brilhou na arena e garantiu a 1ª colocação para Tacuru e consequentemente para Mato Grosso do Sul, na competição nacional.

O próximo desfio de Miguelito, que pela conquista em Dourado faturou um prêmio de 15 mil reais, será em casa, durante o rodeio em touros da Expotac 2025, que acontece nos dias 6, 7 e 8 de junho.

Na semana seguinte ao rodeio em Tacuru Miguelito viaja novamente para o estado de São Paulo, onde representará Tacuru e o Mato Grosso do Sul no rodeio da 56ª FAPI, a Feira Agropecuária e Industrial da cidade de Ourinhos.

Peão de Tacuru é campeão de rodeio em touros em São Paulo
Peão de Tacuru é campeão de rodeio em touros em São Paulo
Peão de Tacuru é campeão de rodeio em touros em São Paulo



Mapeamento na fronteira: Ponta Porã receberá primeira sala de situação binacional do País

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O Governo de Mato Grosso do Sul iniciará a instalação das primeiras Salas de Situação de Saúde binacionais do país, começando por Ponta Porã, seguida por Mundo Novo e Porto Murtinho, cidades fronteiriças com o Paraguai. A estrutura integrará dados e decisões entre os dois países para responder às emergências sanitárias, com previsão de funcionamento da primeira delas a partir do próximo mês.

A iniciativa, apresentada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em reunião binacional realizada no último mês, é uma resposta aos riscos sanitários em uma região com intensa circulação de pessoas entre Brasil e Paraguai. Ela foi pauta de encontro que contou com representantes do Ministério da Saúde do Brasil, autoridades paraguaias, organismos internacionais, além da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná e das prefeituras de Mundo Novo, Porto Murtinho e Ponta Porã, para alinhar as ações integradas de vigilância.

Conforme acordado entre os dois países, as salas de situação operarão em conjunto, com mapas interativos, sistemas de georreferenciamento e análise de dados em tempo real. Equipes técnicas binacionais trabalharão no monitoramento de doenças e na tomada de decisões compartilhadas.

“Esta é a primeira vez que o Brasil implementa salas de situação em parceria direta com uma nação vizinha, o que representa um avanço significativo na cooperação internacional em saúde pública. Essa iniciativa pioneira permitirá um monitoramento mais eficaz e uma resposta rápida e coordenada a emergências sanitárias na região de fronteira, beneficiando diretamente a população dos dois países”, afirma a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho.

Dados e tecnologia orientarão novas estratégias de vigilância

Mapeamento na fronteira: Ponta Porã receberá primeira sala de situação binacional do País

Com ferramentas de georreferenciamento e indicadores em tempo real, as salas serão centrais no monitoramento de arboviroses, síndromes respiratórias e outros agravos à saúde. A plataforma compartilhada permitirá o fluxo de informações entre os sistemas de saúde dos dois países.

“Desenvolvemos ferramentas tecnológicas avançadas que possibilitam às secretarias municipais de saúde, especialmente nas regiões de fronteira, o acesso em tempo real a painéis integrados com dados epidemiológicos georreferenciados. A plataforma utiliza sistemas de inteligência de dados para cruzar informações, gerar alertas automáticos e facilitar a visualização de tendências. Essa integração fortalece a comunicação entre os níveis municipal e estadual, agiliza a detecção de surtos e permite uma resposta mais coordenada e estratégica às emergências em saúde pública. Com essas soluções, as decisões ganham mais precisão, eficiência e impacto direto na proteção da população”, explica o Coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espindola.

Como forma de apoio direto aos municípios e estímulo à adoção da nova estrutura de vigilância, o Governo de MS, por meio da SES, entregou computadores para os principais municípios da fronteira com o Paraguai envolvidos no trabalho. A entrega foi feita pelo secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. O objetivo é equipar as futuras salas de situação a serem implantadas fortalecendo a estrutura do município para ampliar a capacidade de análise, monitoramento e tomada de decisão. A proposta é iniciar com essas cidades e incentivar que as demais vizinhas fronteiriças adotem a mesma estrutura em suas secretarias municipais de saúde.

Além dos sistemas de alerta conjunto para identificar o aumento de casos de doenças, as salas de situação contarão com bancos de dados unificados com registros de pacientes e histórico de vacinação, além da capacitação de equipes brasileiras e paraguaias em protocolos padronizados.

O cronograma de implementação — considerando os três municípios participantes — prevê, para o 2º quadrimestre de 2025, o alinhamento de protocolos e definição da infraestrutura necessária. No 3º quadrimestre do mesmo ano, está prevista a instalação física das salas. Já no 1º quadrimestre de 2026, será realizada a avaliação dos indicadores e os ajustes nas ações planejadas. Em Ponta Porã, no entanto, a implantação está adiantada, com previsão de início já nos próximos 30 dias.

Mais do que de ampliar a capacidade de vigilância e resposta rápida, o modelo permite decisões mais embasadas para mitigar crises sanitárias, promover ações preventivas e garantir mais eficiência na gestão pública da saúde nas áreas de fronteira.

Saúde transfronteiriça e mapeamento

As salas de situação estão previstas em termo de cooperação assinado entre Brasil e Paraguai deu início, no último mês, dando início a um amplo mapeamento das estruturas de saúde nas cidades fronteiriças entre os dois países. Dentre os pilares do termo está identificar capacidades hospitalares, recursos humanos e equipamentos disponíveis em regiões como Ponta Porã (MS), Mundo Novo (MS), Pedro Juan Caballero (PY), Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este (PY).

“O mapeamento nos permitirá entender, em detalhes, a realidade de cada município, utilizando o cruzamento de dados a fim de verificar onde há falta de insumos, profissionais ou leitos. Esse levantamento é essencial para direcionar investimentos e criar uma rede de saúde integrada, capaz de atender rapidamente a população fronteiriça”, destaca a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, que assinou representando Mato Grosso do Sul como um dos signatários do documento.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Marcos Espíndola

Governo de Mato Grosso do Sul lança edital de R$ 15 milhões para projetos sociais

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), publicou edital de chamamento público no valor de R$ 15 milhões para selecionar propostas de OSCs (Organizações da Sociedade Civil). Os recursos são provenientes do orçamento estadual e do Feinad (Fundo Estadual para a Infância e Adolescência).

A ação busca financiar iniciativas que promovam a melhoria da qualidade de vida de populações em situação de vulnerabilidade, incluindo vítimas de violência, pessoas em situação de rua, indígenas, LGBTQIA+, idosos e dependentes químicos.

Serão contemplados projetos em três áreas principais: Criança e Adolescente (R$ 6 milhões), Direitos Humanos (R$ 4,35 milhões) e Assistência Social (R$ 4,65 milhões). Entre os eixos prioritários estão enfrentamento à violência infantil, inclusão digital, combate ao trabalho infantil e qualificação profissional para jovens.

As OSCs interessadas devem apresentar propostas alinhadas aos eixos do edital e comprovar experiência na área. Cada organização pode inscrever até um projeto por campo temático, com valores variando entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, dependendo da modalidade. A seleção será feita por uma comissão estadual, que avaliará critérios como adequação ao objetivo público, viabilidade financeira e capacidade técnica. As inscrições começam no próximo dia 28.

Governo de Mato Grosso do Sul lança edital de R$ 15 milhões para projetos sociais
Calendário disponível no Diário Oficial do Estado 11.826

Para participar, as entidades precisam estar regularizadas, com CNPJ ativo e inscrição nos conselhos municipais correspondentes (como o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente). O envio das propostas deve ser feito via Sedex ou protocolado presencialmente na Sead, em Campo Grande. Projetos com falhas documentais terão prazo de dois dias úteis para correção após notificação.

O processo seguirá as regras da Lei Federal nº 13.019/2014, que regulamenta parcerias entre o poder público e OSCs. O edital destaca ainda que eventuais irregularidades podem levar à desclassificação ou rescisão do contrato, com devolução de recursos.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].  O edital completo e anexos estão disponíveis no site da Sead (https://www.sead.ms.gov.br/edital-de-chamamento-publico-osc/).

Leomar Alves Rosa, Comunicação Sead
Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas

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Tacuru Master - FOTOS: DIVULGAÇÃO

Quatro jogos movimentaram a 5a rodada da fase de classificação da competição regional.
No período da manhã, houve um jogo pela categoria Master entre as equipes Los Hermanos (atuais campeões) e Intech Telecom Amambai e mesmo com boas oportunidades para ambas as equipes, o resultado não saiu do zero.

A equipe de Amambai chegou à sua última partida na primeira fase e soma 05 pontos na tabela de classificação e está momentaneamente em segundo lugar. Já a equipe Los Hermanos soma apenas 02 pontos e vai para a última partida da primeira fase pressionado em busca da classificação.

No período da tarde aconteceram três partidas, sendo duas pela categoria Livre e uma pela categoria Master.

Às 14 horas pela categoria Livre a equipe do Auto Posto Tacuru sofreu para vencer a equipe do Mapin EC pelo placar mínimo, assumindo a segunda colocação no grupo 01.

Na segunda partida, às 15 horas, aconteceu o clássico pela categoria Master entre Tacuru e Auto Posto Tacuru e mostrando favoritismo, a equipe de Tacuru aplicou uma goleada de 6×1 no rival, assumindo o primeiro lugar da categoria Master.

Às 16 horas, fechando a rodada, entraram em campo as equipes de Tacuru e água Boa pelo grupo 02 da categoria livre.

Com um jogo bem movimentado e com boas oportunidades, a equipe da Água Boa levou a melhor e venceu por 2×1, resultado que levou a equipe ao segundo lugar na classificação do grupo.

Confira a seguir a classificação parcial das duas categorias e as duas últimas rodadas da fase de classificação.

Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Intech Telecom Amambai Master
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Água Boa
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Equipe do Auto Posto Tacuru categoria Livre
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Arbitragem da rodada: Roberto Freitas e Fernando Trianoski
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas
Rodada da Copa Verão em Sete Quedas teve 11 gols em 4 partidas

Fonte: Assessoria de Comunicação

Nota de falecimento de Maria Joaquina Dourisborne Azevedo

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Comunicamos com pesar o falecimento nesse domingo, dia 18 de maio, no Hospital Regional, em Amambai, de Maria Joaquina Dourisboure Azevedo, de 90 anos.

Seu corpo está sendo velado no Memorial Primavera e o sepultamento acontece nesta segunda-feira (19) às 13h no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Informou Pax Primavera- Fone: 3481-1887

Belíssimas apresentações marcaram a 1ª etapa do Circuito Estadual de Bandas e Fanfarras em Iguatemi

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Foto: Assessoria

Um sábado especial para a população iguatemiense, principalmente para a cultura sul-mato-grossense. Iguatemi, nesse sábado (17), foi sede da 1ª Etapa do Circuito Estadual de Bandas e Fanfarras. E, para isso, a Administração Municipal preparou a Praça João Francisco Lopes para as belíssimas apresentações musicais. Uma grande estrutura foi montada, com arquibancadas, palco decorado para as autoridades e praça de alimentação. Prestigiaram o evento o prefeito municipal Lídio Ledesma, a secretária municipal da Assistência Social e primeira-dama, Cecília Welter Ledesma, vereadores, secretários e autoridades das cidades participantes do circuito.

Antes da abertura oficial, houve a execução do Hino Nacional Brasileiro e algumas apresentações das bandas dos municípios de Novo Horizonte, Ivinhema, Dourados, Paranhos, Mercedes-PR, Anastácio e Jateí. Após a entrada da banda de Iguatemi, as autoridades foram convidadas, pelo locutor do evento Adilson Raldi, para os discursos. Fizeram uso da palavra o competente maestro Everson Camargo, da Banda de Iguatemi; a secretária municipal de Educação, Rosângela Socovoski; a secretária social Cecília Welter Ledesma; o vice-presidente da Câmara, Genésio Boamorte; e o prefeito de Iguatemi, que encerrou as falas. Todos ressaltaram a importância desses eventos para desenvolver e incentivar o gosto pela música, possibilitando, desta forma, o aprimoramento de técnicas artísticas.

“Quero agradecer os servidores da Secretaria Social, que trabalharam arduamente para que pudéssemos recepcionar dignamente todas as delegações que vieram participar do Circuito de Bandas e Fanfarras. Agradecer também aos membros da federação e ao público que veio prestigiar esse evento. Deus abençoe a todos”, falou a secretária Cecília.

“É uma inovação muito grande o que estamos vendo hoje aqui. Bandas executando música popular, sertaneja e até mesmo chorinho. Parabéns ao Fábio Costa, presidente da Federação de Bandas e Fanfarras de MS, e a todos os membros. Agradeço aos vereadores, secretários, autoridades dos municípios participantes e ao grande público que veio assistir às apresentações. Iguatemi sempre estará à disposição para promover eventos culturais como esses”, disse o prefeito Lídio Ledesma.

Ao final de cada apresentação, as autoridades e o representante da Federação de Bandas e Fanfarras de Mato Grosso do Sul entregaram troféus e certificados para os respectivos maestros das 13 corporações. Dr. Lídio também foi agraciado com um troféu.

Fonte: Imprensa oficial

Estudo em morros do Sudeste encontra espécies resistentes ao calor

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Foto: Dayvid R. Couto/Divulgação

Um estudo realizado em quatro inselbergs (afloramentos rochosos) do estado do Espírito Santo,  na região Sudeste do Brasil, identificou 26 espécies de plantas lenhosas, com grande capacidade de enfrentar a escassez de água, poucos nutrientes e temperatura elevada. O levantamento – feito por cinco pesquisadores brasileiros – é pioneiro para esse tipo de vegetação em inselbergs da Mata Atlântica.Estudo em morros do Sudeste encontra espécies resistentes ao calorEstudo em morros do Sudeste encontra espécies resistentes ao calor

A pesquisa foi realizada com 300 elementos dessas 26 espécies, entre árvores, arbustos e palmeiras, entre elas duas espécies endêmicas de inselbergs deste bioma: Pseudobombax petropolitanum (paineira-das-pedras) e a Wunderlichia azulensis (árvore da família dos girassóis), ambas ameaçadas de extinção.

Entre as constatações do estudo está a capacidade de armazenamento de carbono, que se relaciona com a expectativa de vida da planta e sua taxa de crescimento anual, afinal os vegetais absorvem dióxido de carbono da atmosfera para se alimentar. Com o CO2, as plantas podem produzir energia para elas e, principalmente, ganhar biomassa (ou seja, crescer).

Longevidade

“Sabemos que algumas espécies apresentam grande longevidade, como a paineira-das-pedras, que, em alguns casos, atinge 16 metros de altura e 116 centímetros de diâmetro – algo surpreendente, considerando que a espécie cresce diretamente sobre rochas expostas”, afirma o pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) Dayvid Couto.

Brasília (DF), 16/05/2025 - Flor de Wunderlichia azulensis, árvore rupícola ameaçada e endêmica de inselberg da Mata Atlântica. Foto: Dayvid R. Couto/Divulgação

Flor de Wunderlichia azulensis, árvore rupícola ameaçada e endêmica de inselberg da Mata Atlântica – Foto: Dayvid R. Couto/Divulgação

Para ele, esse foi o primeiro estudo no mundo a estimar a biomassa e carbono das plantas lenhosas de inselbergs. Mas, para descobrir o potencial real de sequestro de carbono dessas comunidades vegetais, seria preciso aprofundar os estudos, pesquisando, por exemplo, o tempo de vida, sua velocidade de crescimento e a biomassa e carbono estocados na raiz.

“Sem essas respostas, é difícil fazer estimativas do potencial de sequestro de carbono. Essas questões serão monitoradas e avaliadas em estudos futuros que a equipe pretende desenvolver a depender de financiamento. Isso permitirá obter dados robustos sobre o potencial de carbono fixado anualmente por essa vegetação, por exemplo”, avalia.

Carbono

Apesar disso, sabe-se que as plantas lenhosas de inselbergs podem armazenar entre 14 e 48 toneladas de carbono por hectare apenas na biomassa aérea (sem considerar as raízes), valor equivalente ao das florestas estacionais que crescem no entorno dos inselbergs do sul do Espírito Santo.

Mas, em um contexto de mudanças climáticas, o potencial de sequestro de carbono não é a única contribuição que o conhecimento dessa vegetação pode trazer ao ambiente. Por terem serem afloramentos rochosos, os inselbergs acumulam pouco solo e, consequentemente, poucos nutrientes e água, além de estarem sujeitos à alta exposição solar.

“As espécies que vivem nos inselbergs possuem adaptações importantes que lhes conferem maior resistência a condições extremas, como solos rasos, alta exposição solar e escassez de água e nutrientes. Algumas dessas adaptações incluem raízes tuberosas, que armazenam água, e folhas caducifólias, que caem durante os períodos mais secos para reduzir a perda hídrica”, explica o estudioso.

Restauração florestal

Por sua grande resistência a adversidades, tais espécies podem tornar projetos de restauração florestal mais eficientes, especialmente em áreas sujeitas à mineração, atividade econômica que é uma ameaça aos próprios inselbergs capixabas.

“Muitas das espécies lenhosas inventariadas são bem adaptadas a essas condições desafiadoras. Por isso, elas se mostram promissoras para uso em projetos de restauração de áreas degradadas pela mineração de rochas ornamentais”, explica Dayvid Couto.

Acrescenta que “a indústria de rochas ornamentais é uma das atividades econômicas mais relevantes no Espírito Santo. No entanto, os impactos profundos que essa atividade causa na biodiversidade dos inselbergs têm sido amplamente negligenciados”.

Segundo ele, “esses ecossistemas abrigam um número expressivo de espécies vegetais, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção.

Desafio para a ciência

“Restaurar as funções ecológicas e as interações bióticas nesses ambientes após a mineração é um desafio imenso para a ciência. Nosso estudo evidencia lacunas importantes de conhecimento e reforça a necessidade de investimentos em pesquisas voltadas especificamente para esse tipo de ambiente. A partir desses dados, é possível buscar soluções mais sustentáveis e inovadoras, capazes de transformar essa indústria em um modelo de responsabilidade socioambiental”, explica.

O levantamento identificou que 17 das 26 espécies que não constavam em um inventário da flora de inselbergs da Região Sudeste do Brasil, realizado recentemente, o que mostra que ainda há muito a se conhecer em relação à diversidade vegetal desses ambientes.

Ovos de granja com caso de gripe aviária estão rastreados, diz Mapa

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Foto: Luiz Agner/IBGE

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter rastreado todos os ovos para incubação fornecidos pela granja onde ocorreu o primeiro caso de vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP).Ovos de granja com caso de gripe aviária estão rastreados, diz MapaOvos de granja com caso de gripe aviária estão rastreados, diz Mapa

O destino desses ovos são incubatórios localizados em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério, já foram adotadas as medidas de saneamento definidas no plano de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle.

Entre as ações previstas está a destruição desses ovos. Ontem (17), o governo de Minas Gerais determinou o descarte de 450 toneladas de ovos fecundados e demais materiais envolvidos, como medida preventiva. 

“A iniciativa mostrou-se necessária para manter o controle sanitário, seguindo planos prévios para possíveis ocorrências do tipo, garantindo contenção e erradicação da doença e a manutenção da capacidade produtiva do setor”, informou o governo estadual em comunicado oficial. 

O Mapa ressalta que não há comprovação de contaminação nesses ovos, e que adotou “todas medidas necessárias para proteção da avicultura nacional”.

Gripe aviária

O primeiro caso de vírus da influenza IAAP em um matrizeiro de aves comerciais foi confirmado esta semana no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Em nota, a pasta destacou que a doença não é transmitida pelo consumo de carne nem de ovos.

Desde o anúncio do primeiro caso de IAAP no país, China, União Europeia e Argentina suspenderam as importações de carne de frango brasileira, inicialmente por um prazo de 60 dias. Apesar do foco ser regional, as restrições comerciais, no caso da China e do bloco europeu, abrangem todo o território nacional, por exigências previstas em acordos comerciais com o Brasil.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, desde 2006, casos de IAAP vêm sendo registrados em diversas partes do mundo, sobretudo na Ásia, na África e no norte da Europa.

Embalagem inteligente muda de cor para avisar que o peixe estragou

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As mantas, utilizadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade de alimentos em tempo real pela alteração da cor. (Foto: Matheus Falanga )

Uma nova tecnologia desenvolvida por cientistas brasileiros promete revolucionar a forma como identificamos alimentos impróprios para consumo: uma embalagem que muda de cor conforme o alimento se deteriora. O sistema, que utiliza pigmentos naturais extraídos do repolho roxo, foi criado por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos (UIC).

A inovação da ciência brasileira foi empregar atécnica de fiação por sopro em solução para produzir mantas de nanofibras inteligentes usando pigmentos vegetais naturais. As mantas, utilizadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade de alimentos em tempo real pela alteração da cor. A alteração da embalagem édesencadeada pela interação química entre os compostos liberados durante a deterioração e o material da embalagem.Em testes em laboratórios, a mantaapresentou ótimos resultados, mudou de roxo para azuldurante omonitoramento do frescor do filé de merluza.

A cor roxa indicou que o alimento estava apropriado ao consumo. Mas, depois de 24 horas, a cor tornou-se menos intensa e, após 48 horas, surgiram tons azul-acinzentados. Passadas 72 horas, a coloração azul sinalizou a deterioração do filé de peixe armazenado, sem a necessidade de abrir a embalagem.

Para os pesquisadores da Embrapa, os resultados mostram que mantas compostas de nanofibras se comportam como materiais inteligentes, exibindo mudanças visíveis na cor durante o processo de deterioração de filés de peixe. Porém, embora essa característica aponte uso potencial das mantas no monitoramento do frescor de peixes e frutos do mar, os cientistas dizem que há necessidade de ampliar os estudos para validar sua aplicação em diferentes espécies.

Especialista explca como funciona a embalagem que muda de cor para indicar a qualidade do alimento.

SBS é alternativa à técnica convencional

A técnica de fiação por sopro em solução (SBS, do inglês Solution Blow Spinning), desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Embrapa Instrumentação, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é capaz de produzir micro e nanoestruturas poliméricas, e apresenta diversas vantagens. Entre elas, a rapidez no desenvolvimento das nanofibras, que leva apenas duas horas.

A técnica ainda apresenta escalabilidade, versatilidade, fácil manejo, além de ser de baixo custo e utilizar forças aerodinâmicas para a produção das nanofibras, o que reduz muito o consumo de energia. A técnica foi descrita pelos autores em artigo no Journal of Applied Polymer Science.

As nanofibrassão estruturas em escala nanométrica que podem formar não tecidos. Um nanômetro é equivalente a um bilionésimo de um metro. “Os estudos anteriores sobre nanofibras inteligentes contendo antocianinas extraídas de alimentos haviam sido conduzidos exclusivamente usando a técnica de eletrofiação”, conta Josemar Gonçalves de Oliveira Filho, que desenvolveu o processo em seu pós-doutorado.A eletrofiação, tradicionalmente utilizada com nanofibras, apresenta várias limitações, como baixa escalabilidade, altos custos, baixo rendimento, necessidade de 24 horas para produção e uso de altas voltagens.

Embalagem inteligente muda de cor para avisar que o peixe estragou

Manta é reforçada com pigmentos naturais

O estudo de Oliveira Filho foi supervisionado pelo pesquisador da Embrapa Luiz Henrique Capparelli Mattoso, no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA). Parte da pesquisa foi realizada no Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA).

No estudo, os pesquisadores utilizaram antocianinas e o polímero biocompatível e biodegradável, conhecido como policaprolactona. As antocianinas são pigmentos naturais encontrados em algumas plantas, frutas, flores e vegetais, que exibem uma ampla gama de cores como vermelho, rosa, azul, roxo, cinza, verde e amarelo.

Elas mudam de cor conforme o pH (grau de acidez ou alcalinidade) do meio em que se encontram. Na pesquisa, as antocianinas foram extraídas de resíduos de repolho roxo. Como o repolho roxo é rico em antocianinas, pode ser utilizado como indicador de pH. O estudo testou mais de dez pigmentos, a maioria de vegetais. “As nanofibras demonstraram capacidade de monitorar a deterioração de filés de peixe em tempo real, revelando potencial como materiais de embalagem inteligentes para alimentos”, avalia Oliveira Filho.

O pós-doutorando (foto à direita) esclarece que, embora, as pesquisas sobre o uso de antocianinas de resíduos alimentares na produção de outros materiais inteligentes estejam documentadas na literatura, as informações são escassas sobre a aplicação desses extratos na produção de nanofibras inteligentes.

Já Mattoso explica que a policaprolactona, polímero biodegradável usado na embalagem, possui boa flexibilidade e resistência mecânica, o que é vantajoso para a proteção de alimentos. Além disso, tem potencial para uso em uma ampla gama de solventes e baixa temperatura de fusão, o que facilita o processamento com menor consumo de energia.

“Por isso, é considerada uma alternativa para o desenvolvimento de nanofibras para diversas aplicações. Quando combinadas com antocianinas, as nanofibras apresentam uma capacidade notável de monitorar mudanças de pH, detectar a produção de amônia e aminas voláteis, além de identificar o crescimento de bactérias. Esses indicadores são essenciais para sinalizar a deterioração em produtos como peixe e frutos do mar”, detalha o especialista em nanotecnologia.

Uso de resíduos ajuda a reduzir perdas de alimentos Oliveira Filho diz que a produção da manta de nanofibras e inicia com uma solução polimérica, obtida pela mistura e agitação da policaprolactona, extrato de repolho e do ácido acético. Em seguida, essa solução é introduzida no equipamento de SBS, que é composto por uma fonte de gás comprimido, um regulador de pressão para controlar o fluxo de gás, uma bomba de injeção que direciona a solução para a matriz de fiação com bico, e um coletor com velocidade de rotação ajustável, onde as nanofibras são depositadas para formar a manta. O processo final resulta em fibras em escala nanométrica, similares a fibras de algodão. Mattoso lembra que usar resíduos do setor varejista para extrair antocianinas e aplicá-las como indicadores colorimétricos pode agregar valor a esses alimentos descartados, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental negativo do descarte.Além disso, pode trazer segurança aos alimentos armazenados ao detectar rapidamente a sua deterioração.

Os dados da pesquisa foram publicados no artigo “Fast and sustainable production of smart nanofiber mats by solution blow spinning for food quality monitoring: Potential of polycaprolactone and agri-food residue-derived anthocyanins” na revista Food Chemistry.

A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos, liderado pela Embrapa Instrumentação.

Fotos da matéria: Matheus Falanga

Joana Silva (MTb 19.554/SP)
Embrapa Instrumentação

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Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 100 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.864 da Mega-Sena, realizado neste sábado (17). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 100 milhões para o próximo sorteio.Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 100 milhõesMega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 100 milhões

Os números sorteados foram:  05 – 06 – 15 – 17 – 31 – 53

  • 77 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 64.445,11 cada
  • 7.767 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 912,70 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira (20), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Peão de Tacuru está na final de rodeio em touros em São Paulo

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O peão tacuruense Carlos Miguel, o “Miguelito”. Ele está na disputa final do rodeio em touros no estado de São Paulo. (Foto: Divulgação)

Vilson Nascimento

O peão de rodeios de Tacuru, Carlos Miguel Silva da Costa, o “Miguelito”, como é conhecido entre os amigos, está na final do rodeio em touros do Dourado Rodeio Show, que acontece na cidade de Dourado, no estado de São Paulo.

Miguelito, que tem 25 anos, chega para a disputa final, que acontece na noite deste domingo, 18 de maio, na terceira colocação com 170,25 pontos, a apenas 5,25 pontos do líder, o peão Pedro Henrique Machado, da cidade de Avaré, estado de São Paulo, que tem 175,50 pontos.

Outro Sul-mato-grossense, o peão Mateus Paulino, da cidade de Naviraí, também está na disputa final. Ele ocupa a quarta colocação até o momento com 169,75 pontos.

Veja abaixo a classificação do rodeio em Dourado-SP

Peão de Tacuru está na final de rodeio em touros em São Paulo

Nota de falecimento de Waldemar Vieira da Silva

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Comunicamos com pesar o falecimento nesse sábado, dia 17 de maio, no Hospital Regional, em Ponta Porã, de Waldemar Vieira da Silva, de 59 anos.

Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado no Memorial Primavera e o sepultamento aconteceu neste domingo (18), às 16h, no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Primavera- Fone: 3481-1887

Cientista da Embrapa é laureada com Prêmio Mundial da Alimentação, reconhecido como “Nobel” da agricultura

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Por sua relevante contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura, a cientista brasileira Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, é a laureada da edição de 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP) -, reconhecido como o “Nobel” da agricultura. O anúncio de sua nomeação ocorreu na noite da terça-feira (13) na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos, criada pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, pai da revolução verde. A solenidade de entrega da homenagem será realizada em 23 de outubro, em Des Moines, Iowa (EUA).

O prêmio reconhece anualmente as personalidades que contribuem para o aprimoramento da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo e também é conhecido como o “Nobel” da agricultura e alimentação, uma vez que essa categoria não é contemplada nas categorias oficiais do Nobel. 

“Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Para a pesquisadora, por muitos anos, o conceito predominante era o de produzir alimentos para acabar com a fome no mundo, no entanto, seu trabalho sempre esteve pautado na produção de alimentos de forma sustentável. “Hoje, percebo uma crescente demanda global por maior produção e qualidade de alimentos, mas com sustentabilidade — reduzindo a poluição do solo e da água e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa”, ressalta. “Minha abordagem busca ‘produzir mais com menos’ — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental”, sempre rumo a uma agricultura regenerativa, reforça. 

Solenidade WFP 2025

A governadora do estado de Iowa, Kim Reynolds, celebrou a homenagem. “A trajetória da Dr.ª Hungria mostra que ela é uma cientista de grande perseverança e visão – caraterísticas que partilha com o Dr. Norman Borlaug, fundador do Prêmio Mundial da Alimentação e pai da Revolução Verde”, afirmou a governadora Reynolds. “Como cientista pioneira e mãe, a Dra. Hungria também serve como um exemplo inspirador para mulheres pesquisadoras que buscam encarnar ambos os papéis. As suas descobertas e desenvolvimentos contribuíram para levar o Brasil a tornar-se um celeiro mundial. O Prêmio reconhece aqueles cuja coragem e inovação transformam o nosso mundo”, destaca. 

Presidente do Comitê de Seleção dos indicados ao Prêmio, Dr. Gebisa Ejeta ressaltou que “A Dr.ª Hungria foi escolhida pelas suas extraordinárias realizações científicas na fixação biológica que transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul. O seu brilhante trabalho científico e a sua visão empenhada no avanço da produção agrícola sustentável para alimentar a humanidade com o uso criterioso de fertilizantes químicos e insumos biológicos deram-lhe reconhecimento global, tanto no país como no estrangeiro.”

Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, comemorou a indicação da pesquisadora ao prêmio. “É uma grande honra contar com uma das maiores cientistas da área agrícola do mundo compondo a equipe de pesquisa da Embrapa Soja. Posso dizer que é um privilégio para a Embrapa Soja ter a Mariangela atuando ativamente em prol da ciência agrícola, e mais, trazendo soluções para desafios complexos da sojicultura e resultados práticos que realmente impactam a vida dos produtores. Por isso, esse reconhecimento do WFP, que é equivalente ao Prêmio Nobel da Agricultura, vem coroar a trajetória de excelência na pesquisa agropecuária que ela faz. Seu trabalho é um orgulho para a Embrapa e para todo o Brasil”, comemora.

A presidente Silvia Massruhá, da Embrapa, também celebrou a conquista. “Considero esta uma homenagem dupla — e profundamente significativa. Primeiro, à nossa colega pesquisadora, uma mulher que dedicou sua trajetória à ciência, acreditando no poder dos microrganismos para transformar a agricultura em uma atividade mais produtiva, competitiva e sustentável. Segundo, à nossa empresa, que em seus 52 anos sempre investiu e acreditou nesses ideais. Como primeira mulher a presidir esta instituição, sinto-me especialmente tocada por esta homenagem, que valoriza não apenas a excelência científica nacional, mas também o protagonismo feminino na construção de um país mais inovador e justo”, afirma. 

Uma vida dedicada à microbiologia

Mariangela está sendo reconhecida por sua trajetória de mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento de tecnologias em microbiologia do solo, o que vem permitindo aos produtores rurais a obtenção de altos rendimentos com menores custos e mitigação de impactos ambientais. A ênfase das suas pesquisas tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio (FBN), síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas. 

O uso da inoculação na soja com bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium), que pode ser ainda mais benéfico se associado à coinoculação com a bactéria Azospirilum brasiliense. Somente em 2024, por exemplo, esta tecnologia propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A pesquisadora estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia) que seria necessário para essa produção, e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado.

Além deste benefício, Mariangela explica que essa tecnologia evitou, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes por ano para a atmosfera. Hoje, a inoculação da soja é adotada anualmente em aproximadamente 85% da área total cultivada de soja, hoje cerca de 40 milhões de hectares — representando a maior taxa de adoção de inoculação do mundo.

Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasiliense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias.  Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com A. brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.

Sobre o prêmio

O Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize) foi idealizado por Norman E. Borlaug – vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 1970, por seu trabalho na agricultura global – para homenagear as contribuições para o incremento no suprimento mundial de alimentos. É um reconhecimento internacional àqueles que trabalham para aprimorar a qualidade, a quantidade ou a disponibilidade de alimentos no mundo. 

Concedido anualmente, o WFP foi criado, em 1986, com o patrocínio da General Foods Corporation. O laureado recebe US$ 500 mil e uma escultura projetada pelo artista e designer Saul Bass. Três brasileiros já foram agraciados com o prêmio WFP. Em 2006, os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli dividiram o prêmio com o colega estadunidense A. Colin McClung, pelo trabalho no desenvolvimento da agricultura na região do cerrado. Em 2011, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e John Kufuor, de Gana, foram os escolhidos por sua atuação no combate à fome como chefes de governo. 

Trajetória

Mariangela Hungria possui graduação em Engenharia Agronômica (Esalq/USP), mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ) e pós-doutorado em três universidades: Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla. É pesquisadora da Embrapa desde 1982, inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR).

A cientista é comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Mariangela atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.

Fez parte do comitê coordenador do projeto N2Africa, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates para projetos de fixação biológica do nitrogênio na África, é membro do Conselho do Comitê de Nutrição Responsável do International Fertilizer Association e parceira em projetos com praticamente todos os países da América do Sul e Caribe, além de países da Europa, Austrália, EUA e Canadá. Em 2020, Mariangela foi classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy), publicado pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.

Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária, da Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

Lebna Landgraf (MTb 2903/PR)
Embrapa Soja

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Abelhas consomem reservas para enfrentar noites frias

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Foto: Foto: Pixabay

As condições climáticas registradas nas últimas semanas têm influenciado diretamente o manejo apícola no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, as abelhas seguem ativas durante o dia na região administrativa de Porto Alegre. No entanto, as noites mais frias estão exigindo maior consumo das reservas internas pelas colmeias para manutenção da temperatura do enxame.

Segundo o boletim, os valores dos enxames e das caixas variam conforme a espécie, o tipo e a finalidade de uso. A Emater também destaca o crescimento do interesse pela produção de extrato de própolis, tanto pelo potencial de mercado quanto pelos benefícios à saúde.

Na região de Santa Rosa, a disponibilidade de floradas como amor-agarradinho e louro tem reduzido a necessidade de intervenções nos apiários. A demanda pelo mel de abelhas sem ferrão continua elevada. “Os preços de comercialização na região oscilam entre R$ 80,00 e R$ 100,00 o quilo”, informa a Emater.

O órgão também observa que os sistemas de produção estão se ajustando às variações sazonais, mantendo estabilidade nas atividades apícolas mesmo diante das mudanças climáticas do outono.

Seguro rural cobre só 14% da área agrícola

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Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.