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sexta-feira, 10 de abril de 2026
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Evento “Autismo Sem Fronteira” promove diálogo e orientação na Aldeia Amambai

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Fotos: Luana Maurício/Secom

A Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá, localizada na Aldeia Amambai, recebeu, na quinta-feira (12), o evento “Autismo Sem Fronteira”, um encontro voltado à conscientização, orientação e fortalecimento da inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas comunidades indígenas.

A iniciativa foi organizada pela Prefeitura de Amambai, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), e reuniu participantes das aldeias Amambai, Limão Verde e Jaguari, entre pais, alunos, professores, profissionais da saúde e autoridades. A programação teve início com uma recepção conduzida pelos Nhanderu, em um momento de espiritualidade e acolhida aos convidados.

A abertura contou com a presença do prefeito Sérgio Barbosa, da primeira-dama Maria Helena Rozin Barbosa, do cacique da Aldeia Amambai, Flaviano Franco, além da secretária municipal de Educação, Rosemeire Medeiros Charão Barrizon, do secretário municipal de Saúde, Dr. Alessandro Barbosa Godoi, do secretário municipal de Esporte, Cultura e Assuntos Indígenas, Ramon Batista, e do secretário de Governo, Ronaldo Mayer.

Também estiveram presentes o subsecretário de Políticas Públicas para os Povos Originários, Fernando de Souza, as vereadoras Lígia Borges e Cida Farias, o aspirante oficial Mochi, do 17º RC Mec, além de representantes da educação e da comunidade, como Michele Bortoloto, a professora Erli Fernandes da Silva, presidente do SIMTED de Amambai, e a professora Nídia Eliane P. dos Santos Peixer, vice-presidente da entidade.

Durante o evento, profissionais de diversas áreas compartilharam experiências e conhecimentos sobre o autismo, abordando temas como diagnóstico, intervenção precoce, educação inclusiva e o suporte necessário às famílias.

A programação também contou com uma roda de conversa com pais, educadores e membros da comunidade, promovendo um espaço de escuta, orientação e troca de experiências. Paralelamente, foram realizadas atividades de triagem e atendimentos voltados às crianças, além de orientações às famílias e profissionais da educação e da saúde.

A Prefeitura de Amambai segue apoiando e promovendo iniciativas que fortalecem a inclusão, o respeito às diferenças e o acesso à informação, contribuindo para uma sociedade mais justa e acolhedora para todos.

Fonte: Secom/Prefeitura de Amambai

Mês da Mulher: HRMS realiza força-tarefa para atender pacientes que aguardavam cirurgia ginecológica

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Fotos: Patrícia Belarmino

Em alusão ao Mês da Mulher, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) realizou um mutirão de histeroscopias com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento de pacientes que aguardam procedimentos ginecológicos eletivos. A iniciativa reúne duas ou três equipes cirúrgicas atuando simultaneamente, permitindo a realização de várias cirurgias em um mesmo período.

A histeroscopia é um procedimento utilizado para diagnosticar e tratar alterações dentro do útero, principalmente pólipos e miomas, que costumam ser identificados inicialmente por meio de exames de ultrassom. O método também é indicado para investigar e tratar casos de sangramento uterino anormal.

De acordo com a médica ginecologista Vanessa Chaves, responsável pelo mutirão, sangramento intenso durante o período menstrual pode estar associado a essas alterações.

“Na histeroscopia, conseguimos avaliar diretamente a cavidade uterina e tratar algumas dessas alterações no mesmo procedimento. Em muitos casos, identificamos pólipos ou miomas, que são formações benignas, mas que podem causar sintomas importantes e, em determinadas situações, até evoluir para patologias malignas se não forem acompanhadas adequadamente”, explica a médica.

Mês da Mulher: HRMS realiza força-tarefa para atender pacientes que aguardavam cirurgia ginecológica

Segundo ela, as pacientes atendidas no mutirão foram encaminhadas de diferentes municípios de Mato Grosso do Sul por meio da Central de Regulação. Após a chegada ao HRMS, elas passaram por uma avaliação inicial no ambulatório de ginecologia.

“No ambulatório, fazemos a triagem, confirmamos o diagnóstico e realizamos todo o preparo pré-operatório. A partir daí, a paciente entra na fila cirúrgica para realizar o procedimento eletivo”, detalha Vanessa.

Para a diretora técnica do hospital, Patrícia Rubini, a ação demonstra o compromisso da instituição com a saúde feminina, especialmente em um período simbólico como o mês de março.

“Este mutirão representa mais uma iniciativa do hospital para ampliar o acesso das mulheres a diagnósticos e tratamentos especializados. O compromisso do HRMS com a saúde feminina é permanente, oferecendo assistência qualificada durante todo o ano”, destaca.

Além de agilizar o atendimento, a iniciativa busca reduzir o tempo de espera por procedimentos ginecológicos e contribuir para o diagnóstico precoce e o tratamento de condições que podem impactar diretamente na qualidade de vida das pacientes.

Fonte: Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS

Governo de MS inicia capacitação de gerentes para acompanhamento de projetos estratégicos do Estado

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Fotos: Divulgação

A Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem) iniciou uma sequência de oficinas técnicas voltadas à inserção dos projetos dos Contratos de Gestão no sistema de monitoramento do Governo do Estado. As atividades acontecem ao longo de 15 dias e devem reunir mais de 240 gerentes de projetos, representantes de todas as Unidades Gestoras da administração estadual.

As oficinas têm como objetivo orientar as equipes responsáveis pelos projetos estruturantes na etapa de cadastramento e acompanhamento das iniciativas no sistema, garantindo padronização das informações, maior precisão no monitoramento das metas e integração entre as áreas envolvidas na execução das políticas públicas.

A ação integra o ciclo 2026 dos Contratos de Gestão, instrumento que ao longo da última década se consolidou como uma das principais ferramentas de planejamento e acompanhamento estratégico do Governo de Mato Grosso do Sul. Por meio dele, são pactuados projetos e metas entre as secretarias e o governador, com foco na melhoria da gestão e na entrega de resultados à população.

Durante os encontros, os gerentes recebem orientações técnicas sobre a estruturação dos projetos, o registro das etapas e indicadores, além das rotinas de acompanhamento que permitem monitorar o andamento das entregas ao longo do ano.

De acordo com o coordenador dos Contratos de Gestão, Mateus Abrita, as oficinas são uma etapa fundamental para garantir a qualidade das informações que alimentam o sistema e fortalecem o processo de monitoramento.

“Esse é um momento estratégico para alinhar conceitos, orientar as equipes e garantir que todos os projetos estejam corretamente estruturados dentro do sistema. Quanto mais qualificada for essa etapa de inserção das informações, maior será a capacidade do governo de acompanhar o andamento das entregas e apoiar as áreas na execução dos projetos”, destacou.

Com a participação de gerentes de todas as áreas da administração estadual, a iniciativa reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com o aprimoramento contínuo da gestão pública, fortalecendo um modelo que integra planejamento, monitoramento e foco em resultados.

Governo de MS inicia capacitação de gerentes para acompanhamento de projetos estratégicos do Estado
Governo de MS inicia capacitação de gerentes para acompanhamento de projetos estratégicos do Estado
Governo de MS inicia capacitação de gerentes para acompanhamento de projetos estratégicos do Estado

Fonte: Elaine Paes, Comunicação Segov

Feira Mãos que Criam durante a Semana do Artesão amplia a participação de artesãos do interior do Estado

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Fotos: Ricardo Gomes/Setesc

Presente desde a primeira edição da Semana do Artesão, a Feira Mãos que Criam vai trazer o melhor do artesanato de Mato Grosso do Sul durante o evento. Neste ano, além da participação de 8 etnias indígenas do MS, haverá exposição de artesanato de 45 municípios do interior, ampliando em cerca de 50% a participação de artesãos do interior do estado.

A Feira terá sua abertura oficial no dia 18 de março, a partir das 18 horas, na Esplanada Ferroviária. Inicialmente será feita a cerimônia aos artesãos homenageados da semana: Marilde Cecilia Ferreira de Rio Verde; Senhor Luiz Gonzaga de Oliveira –“Luizinho” de Campo Grande e Elizabeth Antunes Marques -“Beth Marques”. Logo depois, haverá apresentação cultural com o duo Borba Nonnato.

A diretora de Artesanato, Moda e Design da FCMS, Katienka Klain,informa que este ano manteve-se a participação das oito etnias indígenas de Mato Grosso do Sul na Feira, que oferece também diariamente oficinas de artesanato e atrações culturais, além da ampliação significativa da participação de artesãos do interior.

“Esse ano a Mãos que Criam, junto com a Semana do Artesão, completa 18 anos. São 18 anos de evento, de feira e cada vez mais vem se renovando. Esse ano além das tradicionais associações de artesanato de Mato Grosso Sul, onde estamos num número de cerca de 25 associações já participando, a gente tem 45 municípios do interior com uma ampla tipologia de artesanato de várias referências culturais participando. Então, esse ano aumentamos muito o número para que toda a população de Mato Grosso Sul tenha acesso realmente ao artesanato sul-mato-grossense.”, comenta Katienka.

“Também a gente tem nossos povos originários, a população indígena com as oito etnias que representam o estado nos estandes, trazendo o melhor do artesanato indígena também durante a feira. Além da ampla programação cultural. A gente tem uma programação cultural diária a partir das 19 horas. No sábado a gente vai ter a programação cultural durante o dia todo. E as oficinas de artesanato que vão ser diariamente a partir das 14 horas até as 20 horas”, completa a diretora de Artesanato, Moda e Design da FCMS.

Os municípios do interior foram escolhidos para participar a partir da escolha de oito rotas. Rota Pantanal, Rota Caminho dos Ypês, Rota Serra da Bodoquena, Rota Grande Dourados, Rota Cerrado Pantanal, Rota Costa Leste, Rota Caminhos da Natureza e Rota Vale das Águas.

“Cada ano a gente tem um aumento maior de procura, de demanda do interior querendo participar. Porque eles entendem que sair também da sua cidade para vim para capital é muito importante para poder mostrar seu material. Então é muito importante para eles, até porque a gente tem a rodada de negócios, a gente tem os lojistas que vão estar lá. Então além de apresentar o artesanato para Mato Grosso do Sul, eles vão apresentar para o mundo, para o Brasil, porque quando vem esses 12 lojistas do Brasil todo, eles podem conhecer e levar o material deles para o Brasil todo”, explica Katienka Klain.

Feira Mãos que Criam durante a Semana do Artesão amplia a participação de artesãos do interior do Estado

Com a exposição e comercialização do artesanato, almeja-se a ampliação da divulgação do artesanato regional entre os cidadãos do Estado; além da ampliação do acesso do profissional do artesanato ao mercado competitivo.

O artesanato do Mato Grosso do Sul retrata costumes, tradições e demais referências culturais do estado. É produzido, em grande parte, com matérias primas locais, manifestando a criatividade e a identidade cultural do povo sul-mato-grossense.

As peças artesanais trazem à tona temas referentes ao Pantanal; às populações indígenas; ao intercâmbio cultural favorecido pelas divisas, pelas fronteiras com Paraguai e Bolívia, além do movimento migratório oriundo de várias partes do país e do planeta.

A Fundação de Cultura tem realizado a Semana do Artesão desde 2007 em parceria com as entidades representativas dos artesãos, da Prefeitura de Campo Grande e do SEBRAE/MS. Trata-se de um evento em alusão ao Dia do Artesão (19 de março) criado para fortalecer o artesanato do estado e promover sua consolidação como setor econômico sustentável que valoriza a identidade cultural de Mato Grosso do Sul.

Com a realização da Semana do Artesão, o poder público e a sociedade civil rendem homenagens aos profissionais e ao artesanato diverso e criativo que consiste em importante meio de expressão da nossa cultura.

Fonte: Karina Lima, Comunicação Setesc

Hospital Regional de Três Lagoas realiza 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson em MS

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Fotos: HR3L

Um procedimento inédito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul marcou um avanço no tratamento de pacientes com doença de Parkinson. Neste mês foi realizada a primeira cirurgia de implante de eletrodos para estimulação cerebral na rede pública estadual. A cirurgia ocorreu no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas (MS), unidade administrada pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado da Saúde).

O paciente submetido ao procedimento foi o servidor público aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina (MS), município localizado a 260 quilômetros de Três Lagoas. Há cerca de 15 anos ele convive com os sintomas da doença, que começaram com tremores nas mãos e evoluíram para limitações motoras mais severas ao longo do tempo.

A doença

Parkinson é uma enfermidade neurológica crônica, degenerativa e progressiva que afeta os movimentos, causando tremores de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e instabilidade postural.

Para Gilberto ela apareceu com um tremor em suas mãos. A preocupação o levou a procurar ajuda médica e, após passar por exames e consultas em hospitais de sua cidade, Campo Grande, Dourados e São Paulo, recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson.

Desde então, a rotina mudou significativamente. Atividades simples do dia a dia passaram a exigir mais esforço. “Não tenho mais a vitalidade que tinha antes. Tudo piorou na minha vida com a chegada da doença”, relata.

Há mais de dez anos, ele depende de medicamentos para controlar os sintomas da doença, tomando doses ao longo do dia em intervalos de cerca de três horas. Embora auxiliem no controle do Parkinson, os remédios também provocam efeitos colaterais, como movimentos involuntários constantes. Essa agitação contínua acabou fazendo com que ele perdesse peso.

“Quando o efeito do remédio passa, entro no que os médicos chamam de estado ‘OFF’, quando penso no movimento, mas meu corpo não responde e vou paralisando”, explica.

Para ele, a cirurgia representa a possibilidade de reduzir a quantidade de medicação e recuperar parte da qualidade de vida. “O que eu quero é diminuir os remédios e ter mais controle sobre meu próprio corpo”, afirma.

Como funciona a cirurgia 

Hospital Regional de Três Lagoas realiza 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson em MS

O procedimento realizado no hospital é chamado de implante de eletrodo para estimulação cerebral, técnica utilizada em casos específicos e mais graves de Parkinson para ajudar no controle dos sintomas motores.

A cirurgia consiste na implantação de eletrodos em áreas profundas do cérebro responsáveis por modular os circuitos ligados ao controle dos movimentos. Conforme explica o médico neurocirurgião Eduardo Cintra Abib, responsável pelo procedimento, os eletrodos são implantados em uma região chamada núcleo subtalâmico.

“Colocamos um eletrodo de cada lado do cérebro, porque cada hemisfério controla o lado oposto do corpo. Durante a cirurgia o paciente permanece acordado, para podermos testar os movimentos e identificar o ponto exato de estimulação que melhora sintomas como tremor e rigidez”, detalhou.

Após o implante, os eletrodos são conectados a um pequeno dispositivo semelhante a um marca-passo, implantado na região do peito. O aparelho envia impulsos elétricos ao cérebro que ajudam a regular a atividade responsável pelos movimentos.

O neurocirurgião esclarece que nem todos os pacientes com Parkinson podem realizar esse tipo de cirurgia. Existem critérios médicos para a indicação, como ter pelo menos cinco anos de tratamento, já ter utilizado diferentes tipos de medicamentos e estar em um estágio da doença no qual os remédios já não conseguem mais controlar bem os sintomas. Nesses casos, a cirurgia passa a ser uma alternativa de tratamento. Segundo o especialista, a técnica pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos, além de melhorar significativamente a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.

Integraram a equipe principal, além de Eduardo Abib, o neurocirurgião Marco Aurélio Fernandes Teixeira, os anestesistas Ariane Freitas Neves e Walter Chimello Balhester e os profissionais de enfermagem Raisa Carvalho Batista e Felipe Gabriel Rocini Araújo.

Recuperação e acompanhamento

Após o procedimento, realizado no dia 05 de março, Gilberto permaneceu um dia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais dois dias em observação, recebendo alta hospitalar no dia 8 de março. Dentro de duas semanas ele retornará ao hospital para a etapa de programação do dispositivo implantado, quando serão realizados os primeiros ajustes da estimulação.

“O sistema possui vários pontos de contato no eletrodo. A corrente elétrica pode ser direcionada para áreas específicas, de acordo com os sintomas predominantes de cada paciente, como tremor, rigidez ou instabilidade. No retorno vamos avaliar como foi a rotina dele e ajustar o dispositivo conforme a necessidade”, ressaltou Eduardo.

Esperança de uma nova rotina

Para Gilberto, a cirurgia representa a possibilidade de recuperar autonomia e retomar atividades que ficaram mais difíceis nos últimos anos. “Quero poder fazer coisas simples sem ser refém dos remédios, sem tremer ou ficar paralisado. Quero viajar, pescar, visitar minha irmã que mora em uma fazenda em Pontes Lacerda, no Mato Grosso, e pegar meus netos no colo sem medo de derrubá-los”, conta.

A esposa, Elcia Oliveira Umbelino Barbieri, de 56 anos, com quem Gilberto é casado há 36 anos, acompanhou todo o processo e também vê a cirurgia com esperança.

“Hoje sou motorista oficial dele. Hesitamos de sair de casa, dá receio de ir em eventos, festas, porque temos receio de o efeito do remédio acabar e ele congelar ou começar a tremer em público. As pessoas ficam olhando e é uma situação constrangedora, por isso muitas vezes preferimos ficar em casa, em certas ocasiões. Agora temos esperança de que a vida volte a ser mais tranquila”, disse.

Marco para a saúde pública de MS 

Para o diretor técnico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, Marllon Nunes, a realização do procedimento representa um avanço importante para a saúde pública do estado.

“Este procedimento representa um avanço para o SUS em Mato Grosso do Sul. Oferecer uma cirurgia de alta complexidade como a estimulação cerebral profunda demonstra a capacidade técnica do hospital e reforça seu papel como referência regional e estadual em assistência especializada, ampliando o acesso da população a tratamentos inovadores”, destacou.



Fonte: Comunicação SES 
*com informações do HR3L

MS: Do 190 e 193 às equipes nas ruas, Sejusp reforça atendimento bilíngue para a COP15

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Foto: Comunicação PMMS

Durante a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15/CMS), Mato Grosso do Sul contará com atendimento bilíngue nas estruturas da segurança pública, garantindo suporte adequado aos participantes estrangeiros do evento. A estratégia integra o Plano Integrado de Segurança elaborado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS).

O serviço será disponibilizado no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOPS), por meio do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) e do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros Militar (COCB). Os profissionais responsáveis pelos atendimentos nos números de emergência 190 e 193 estão preparados para prestar suporte em inglês e espanhol, facilitando a comunicação com delegações, autoridades e visitantes de outros países.

O recurso também estará disponível no atendimento da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Durante a conferência, equipes estarão de prontidão junto à Blue Zone — espaço oficial do evento — e na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), garantindo acolhimento e registro de ocorrências com estrutura adequada e comunicação em idioma estrangeiro.

Como parte das ações preparatórias para o evento internacional, a Polícia Militar também capacitou 23 militares que passam a integrar um núcleo especializado de policiamento turístico. Os profissionais receberam treinamento voltado ao atendimento ao visitante, mediação de conflitos, protocolos de segurança em eventos internacionais e interação com turistas estrangeiros.

Plano Integrado de Segurança

Além do atendimento bilíngue, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) estruturou um plano integrado de segurança para a COP15, elaborado desde julho de 2025 em parceria com órgãos das esferas federal, estadual e municipal. O objetivo é garantir um ambiente seguro e organizado para os participantes do evento, com ações coordenadas de policiamento, fiscalização e monitoramento.

Durante a conferência, as operações serão acompanhadas a partir do Gabinete de Ações Integradas, instalado no Centro Integrado de Comando e Controle de Mato Grosso do Sul (CICC/MS), reunindo representantes de diversas instituições de segurança, inteligência e trânsito. O planejamento também prevê patrulhamento aéreo, reforço do policiamento ostensivo e a atuação de unidades especializadas da Polícia Militar, como os batalhões de Choque e de Operações Especiais, que permanecerão de prontidão para eventuais acionamentos.

As ações incluem ainda o reforço do policiamento em pontos turísticos do Estado, especialmente nos municípios de Bonito, Jardim, Ponta Porã, além da região do Pantanal. A atuação contará com equipes do Comando de Policiamento Ambiental, do Batalhão Rural e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Já o Corpo de Bombeiros Militar ficará responsável pelas atividades de prevenção e combate a incêndios, além do atendimento pré-hospitalar no local do evento.

COP15 em Campo Grande

Campo Grande sediará, entre os dias 23 e 29 de março de 2026, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15/CMS), evento internacional organizado pela Organização das Nações Unidas e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A conferência reunirá representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e da sociedade civil de mais de 130 países e deve reunir cerca de 2 mil participantes.

A COP15 integra a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, tratado ambiental global criado em 1979 no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que reúne países para definir estratégias de proteção de espécies migratórias e fortalecer a cooperação internacional na área ambiental. A coordenação das ações do Governo do Estado será conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com apoio das demais secretarias estaduais.

Fonte: Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Caarapó: Destinação do Imposto de Renda permite apoiar projetos sociais sem custo ao contribuinte

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Foto: Divulgação

Com o início do período de declaração do Imposto de Renda 2026, contribuintes de Caarapó podem destinar parte do imposto devido para projetos sociais do próprio município. A iniciativa beneficia ações voltadas a crianças, adolescentes e pessoas idosas, fortalecendo políticas públicas locais sem gerar custo adicional ao cidadão.

A destinação pode chegar a até 6% do imposto devido e não representa gasto extra. O valor não sai do bolso do contribuinte, pois é apenas uma parte do imposto que já seria paga ao governo federal, mas que pode permanecer no município para financiar projetos sociais.

Como funciona a destinação

A destinação é feita diretamente na declaração do Imposto de Renda, por meio do modelo completo. O sistema da Receita Federal calcula automaticamente o valor que pode ser destinado, dentro do limite permitido.

Após indicar o fundo desejado, o contribuinte gera uma guia para pagamento. Esse valor será considerado no cálculo final da declaração e será restituído ao contribuinte na mesma data em que ele receber sua restituição do Imposto de Renda, ou abatido do imposto a pagar.

Recursos permanecem no próprio município

Quando o contribuinte opta pela destinação, o recurso permanece no município e é aplicado diretamente em projetos aprovados pelos conselhos responsáveis.

Os valores são utilizados para financiar ações que promovem proteção social, inclusão e melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes e pessoas idosas.

Entre as iniciativas beneficiadas estão:

  • programas de atendimento social
  • atividades educativas
  • projetos culturais
  • ações esportivas
  • atividades de convivência
  • iniciativas de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários

Esses projetos contribuem para ampliar oportunidades e garantir direitos a públicos que muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Como fazer a destinação

A destinação pode ser feita diretamente durante o preenchimento da declaração do Imposto de Renda, utilizando o modelo completo.

O próprio sistema da Receita Federal calcula automaticamente o limite que pode ser destinado, respeitando o percentual máximo de 6% do imposto devido.

O contribuinte pode escolher para qual fundo deseja direcionar o valor: o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente ou o Fundo Municipal da Pessoa Idosa.

Após a escolha, o sistema gera uma guia de pagamento que garante que o recurso seja corretamente direcionado ao fundo selecionado.

Participação que gera impacto

Ao destinar parte do imposto, o contribuinte contribui diretamente para o desenvolvimento social de Caarapó, fortalecendo iniciativas que atendem famílias em situação de vulnerabilidade.

Os conselhos municipais reforçam que a ação é simples, segura e representa uma forma prática de exercer cidadania.

“Doe parte do seu Imposto de Renda e ajude a transformar vidas em nosso município.”

Fonte: Assessoria Prefeitura

Chico do Ki-Carne relembra trajetória de trabalho e ligação com Amambai

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Clesio Damasceno durante conversa com o Chico do Ki-Carne.

Por Clesio Damasceno/A Gazeta

O jornal A Gazeta conversou na manhã deste sábado (14) com uma das figuras mais conhecidas da história empresarial de Amambai: o empresário Carlos Alberto Signori, o popular Chico do Ki-Carne. 

Atualmente morando em Santa Catarina, ele mantém uma forte ligação com a cidade onde construiu grande parte de sua trajetória e costuma voltar com frequência para rever amigos e acompanhar o movimento da cidade.

“Meu trunfo aqui é que todo mundo me conhece. Sempre estou em Amambai. Agora fiquei três meses sem vir, mas normalmente a cada 60 dias estou por aqui”, contou durante o bate-papo.

Aos 74 anos, Chico fala com orgulho da família. Ele é casado com Marli Mathias Signori, com quem completa 50 anos de casamento em maio. O casal tem dois filhos, duas netas e dois netos, e aproveita a fase atual da vida também para viajar.

“Já fomos para Israel, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Sempre que dá a gente faz umas fugidas”, disse, sorrindo.

A CHEGADA A AMAMBAI

A história da família Signori em Amambai começou em 1974. Na época, Chico veio do Sul com a intenção de seguir para São Paulo, onde pretendia trabalhar com familiares. O plano, no entanto, não deu certo, e ele acabou permanecendo na cidade.

Sem experiência no ramo, ele e o irmão Jamir Signori (in memoriam) decidiram assumir um negócio que estava fechado: a Padaria Ki Pão.

“Eu só conhecia padaria de entrar e comprar pão. Mesmo assim encaramos o projeto, eu e meu irmão”, relembra.

Os primeiros desafios

Os primeiros anos não foram fáceis. A estrutura era precária e praticamente tudo precisava ser improvisado.

“Na época não tinha energia elétrica, nem água encanada e nem comunicação. O forno era aquecido a lenha. Mas isso tinha bastante por aqui por causa das serrarias”, recorda.

Com muito trabalho e persistência, o negócio começou a crescer. A dedicação era intensa.

“Eu sempre digo que o empresário vai bem quando trabalha. Tem que acreditar no que está fazendo. Teve época em que eu dormia quatro horas por noite e trabalhava 20 horas por dia”, conta.

Do Ki Pão ao Ki-Carne

Com o passar dos anos, a família ampliou as atividades. O pai de Chico, conhecido como Nono, vendeu parte dos bens que tinha no Sul e investiu em Amambai, ajudando na criação do Mercado Ki-Carne.

O primeiro mercado funcionou na esquina da Avenida Pedro Manvailer, onde ficava a antiga banca do Roberto. Posteriormente o estabelecimento foi transferido para a Rua da República, no prédio onde hoje funciona a loja Quase Tudo.

Ali o mercado permaneceu de 1989 até aproximadamente 2008, quando a empresa mudou para uma nova sede — o prédio que atualmente abriga o Mega Supermercado.

Muitas atividades e quilômetros rodados

Além do comércio, Chico sempre manteve outras atividades paralelas. Em determinado período, chegou a ser fornecedor do Exército, o que exigia muitas viagens para entregar mercadorias.

Ele também atuou no comércio de erva-mate, comprando o produto na região e levando para o Sul do país.

“Eu andava muito. Ia para o Sul buscar mercadoria e também levava erva-mate daqui para vender lá”, lembra.

Essa rotina intensa, segundo ele, sempre fez parte da vida de quem empreende.

“Empresário não pode dormir no ponto”, resume.

Vida comunitária e conselho aos empresários

Chico do Ki-Carne relembra trajetória de trabalho e ligação com Amambai

Durante mais de cinco décadas em Amambai, Chico também participou ativamente da vida comunitária. Foi presidente da Associação Comercial, atuou na criação de gado e porcos e esteve envolvido em diversas atividades econômicas.

Apesar da forte presença na cidade, ele afirma que nunca teve interesse em entrar para a política.

“Quem trabalha com comércio não deveria entrar na política. Eu nunca me filiei a partido nenhum”, afirma.

Ao olhar para trás, Chico acredita que o segredo da trajetória construída em Amambai foi simples: trabalho, persistência e confiança na cidade.

“O empresário precisa trabalhar muito e acreditar no lugar onde vive”, aconselha.

Com mais de meio século de história ligada ao comércio local, ele também faz questão de lembrar o legado familiar.

“Mãe viveu até os 99 anos. Nossa família deixou um legado importante aqui em Amambai”, conclui.

Chico do Ki-Carne relembra trajetória de trabalho e ligação com Amambai

Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira reúne especialistas e público da região em Ponta Porã

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Fotos: Divulgação 

Ponta Porã sediou, nos dias 14 e 15 de março, no Majestic Hall, a terceira edição do Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira 2026, considerado um dos maiores eventos do país voltados ao debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro reuniu especialistas, autoridades, profissionais da saúde e da educação, além de famílias e interessados no tema, consolidando o município como um importante espaço de diálogo sobre inclusão, ciência e políticas públicas.

Com lotação máxima, o congresso atraiu participantes de diversas cidades da região e do estado, promovendo dois dias de programação voltados à informação, capacitação profissional e troca de experiências sobre o autismo.

Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira reúne especialistas e público da região em Ponta Porã

O evento é promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), em parceria com a Prefeitura de Ponta Porã, Governo do Estado e o Instituto IEPSIS.

A abertura ocorreu na manhã de sábado (14), com mesa solene e a presença de autoridades estaduais e municipais, entre elas o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, além de representantes do Judiciário, Legislativo e Executivo.

A idealizadora do congresso, Chayene Marques Georges do Amaral, destacou que a proposta do evento é ampliar o acesso à informação de qualidade e fortalecer o conhecimento sobre o autismo.

“O objetivo é oferecer informação e capacitação de qualidade. Este é um projeto muito importante para nossa família, para o nosso Estado e para a vida de muitas pessoas”, afirmou.

Programação reuniu especialistas e debates sobre inclusão

A primeira palestra do congresso foi ministrada pelo neurocientista Dr. Paulo Liberalesso, especialista em Transtorno do Espectro Autista. Em sua apresentação, ele abordou o tema “Dúvidas frequentes no consultório sobre TEA, TDAH e deficiência intelectual”, esclarecendo questões relacionadas ao diagnóstico, características dos transtornos do neurodesenvolvimento e desafios enfrentados por famílias e profissionais.

Ao longo dos dois dias de evento, o público acompanhou palestras, mesas-redondas e rodas de conversa conduzidas por especialistas de diversas áreas, entre eles neurocientistas, psicólogos, educadores, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras e advogados.

Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira reúne especialistas e público da região em Ponta Porã

Os debates abordaram temas como diagnóstico precoce, inclusão escolar, políticas públicas, avanços científicos e direitos das pessoas com autismo, além de estratégias de acolhimento às famílias.

Para o governador Eduardo Riedel, o congresso reforça a importância de ampliar o conhecimento e fortalecer as políticas públicas voltadas às pessoas com autismo. Segundo ele, Mato Grosso do Sul já conta com mais de 29 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, o que evidencia a necessidade de ampliar a rede de atendimento e o apoio às famílias.

Com grande participação de profissionais e público interessado no tema, o Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira reforçou o papel da região de fronteira como espaço de diálogo, aprendizado e mobilização em torno da inclusão e do respeito às pessoas com autismo.

Fonte: A.N /Grupo A Gazeta

Cientistas descobrem camada de névoa recorde em planeta com densidade de algodão-doce; entenda

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Ilustração mostra o exoplaneta Kepler-51d, um mundo extremamente leve envolto por uma densa camada de névoa que dificulta entender sua composição. — Foto: NASA, ESA, and L. Hustak, J. Olmsted, D. Player and F. Summers (STScI)

Um mundo gigantesco, mas leve como algodão-doce, está intrigando astrônomos e desafiando teorias sobre a formação de sistemas planetários.

Observações recentes indicam que o chamado Kepler-51d, um planeta localizado a cerca de 2.615 anos-luz da Terra, é envolto por uma camada extremamente espessa de névoa, que pode estar escondendo pistas importantes sobre sua composição e formação.

🛰️ENTENDA: O sistema Kepler-51, na constelação de Cisne, possui quatro mundos conhecidos. Pelo menos três deles têm uma característica rara: têm um tamanho parecido com o de Saturno, mas uma massa muito pequena, apenas algumas vezes maior que a da Terra.

E isso resulta em uma densidade extremamente baixa.

“Achamos que os três corpos mais internos que orbitam o Kepler-51 têm núcleos muito pequenos e atmosferas enormes, o que lhes dá uma densidade semelhante à de um algodão-doce”, afirmou Jessica Libby-Roberts, autora principal do estudo e pesquisadora da área de exoplanetas na época da pesquisa na Pennsylvania State University (EUA).

Segundo ela, esses mundos são incomuns e difíceis de explicar. “Esses objetos de densidade ultra-baixa são raros e desafiam o entendimento convencional de como gigantes gasosos se formam. E, se explicar como um deles surgiu já é difícil, este sistema tem três!”

Um sistema que foge do padrão

Em geral, gigantes gasosos têm um núcleo rochoso denso, e a gravidade desse núcleo ajuda a atrair e manter grandes quantidades de gás ao redor.

Além disso, esses planetas costumam se formar mais distantes de suas estrelas, onde o ambiente favorece o acúmulo desses gases, como acontece com Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar.

No caso de Kepler-51d, porém, os dados sugerem algo diferente. Ele orbita sua estrela a uma distância aproximadamente comparável à distância entre Vênus e o Sol, relativamente perto, e não apresenta sinais claros de possuir um núcleo denso.

Outro ponto que intriga os pesquisadores é o comportamento da estrela do sistema.

“Kepler-51 é uma estrela relativamente ativa, e seus ventos estelares deveriam remover facilmente os gases desse mundo, embora ainda não saibamos qual foi a extensão dessa perda ao longo de sua história”, explicou Libby-Roberts, hoje professora assistente de física e astronomia na University of Tampa (EUA).

Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que esse mundo possa ter surgido mais distante da estrela e migrado para regiões mais próximas ao longo do tempo.

“Mas ainda ficamos com muitas perguntas sobre como esse corpo — e os outros desse sistema — se formaram”, diz Libby-Roberts. “O que há nesse sistema que criou três mundos tão estranhos, uma combinação de extremos que não vimos em nenhum outro lugar?”

Comparação entre os mundos do sistema Kepler-51 e planetas do Sistema Solar; apesar do tamanho, eles têm densidade extremamente baixa. — Foto: NASA, ESA, and L. Hustak and J. Olmsted (STScI)
Comparação entre os mundos do sistema Kepler-51 e planetas do Sistema Solar; apesar do tamanho, eles têm densidade extremamente baixa. — Foto: NASA, ESA, and L. Hustak and J. Olmsted (STScI)

Névoa esconde atmosfera

Para investigar melhor a composição desse mundo, os cientistas analisaram observações feitas pelo supertelescópio espacial James Webb.

Nesse tipo de análise, os pesquisadores observam a luz da estrela passando pela atmosfera quando o corpo cruza a frente dela visto da Terra.

As diferentes moléculas presentes podem bloquear partes específicas da luz, permitindo identificar quais gases existem ali.

➡️Mas, no caso de Kepler-51d, os dados trouxeram uma surpresa: quase nenhum sinal químico claro apareceu.

A explicação mais provável é que o objeto esteja envolto por uma camada extremamente espessa de névoa, capaz de bloquear grande parte da luz analisada.

“Acreditamos que existe uma camada de névoa tão espessa que está absorvendo os comprimentos de onda de luz que observamos, de modo que não conseguimos ver as características abaixo dela”, afirmou Suvrath Mahadevan, professor de astronomia e astrofísica da Penn State e coautor do estudo.

Segundo os pesquisadores, essa névoa lembra a que existe em Titã, a maior lua de Saturno — mas em escala muito maior.

As estimativas indicam que a camada pode chegar a quase o tamanho do raio da Terra, o que a tornaria uma das maiores já observadas em um mundo fora do Sistema Solar.

Os cientistas também consideraram outras possibilidades para explicar os dados, com a presença de anéis ao redor do corpo. No entanto, essa hipótese parece menos provável.

“Vemos mais luz sendo bloqueada em comprimentos de onda maiores”, disse Jessica Libby-Roberts. “Isso é incomum, e a explicação mais simples é uma névoa espessa.”

Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que novas observações ainda serão necessárias para entender completamente o que está acontecendo nesse sistema incomum.

“Começamos a encontrar planetas que não se parecem em nada com os do nosso Sistema Solar, e esses mundos realmente desafiam nosso entendimento da formação planetária”, afirmou Libby-Roberts.

Fonte: Roberto Peixoto, g1

Casa do Trabalhador disponibiliza 45 oportunidades de emprego nesta terça-feira em Amambai

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Entrada da cidade de Amambai. Foto: Geovana Biron

Redação

A Casa do Trabalhador, órgão ligado à Fundação do Trabalho (Funtrab), do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza 45 oportunidades de emprego nesta terça-feira, dia 17 de março, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

7 vagas para pedreiro
4 vagas para mecânico de auto em geral
3 vagas para servente de pedreiro
2 vagas para auxiliar de mecânico
2 vagas para auxiliar de linha de produção
2 vagas para vendedor interno
1 vagas para caçambeiro
1 vaga para ajudante de eletricista
1 vaga para assistente administrativo (jovem aprendiz cursando administração)
1 vaga para auxiliar de cozinha
1 vaga para auxiliar de limpeza
1 vaga para auxiliar de mecânico de refrigeração
1 vaga para caseiro
1 vaga para confeiteiro
1 vaga para cozinheiro geral
1 vaga para pessoas idosas e dependentes
1 vaga para garçom
1 vaga para instalador de sistemas eletroeletrônicos de segurança
1 vaga para lavador de carros
1 vaga para mecânico de bicicletas
1 vaga para mecânico de maquinas pesadas
1 vaga para mestre de obras
1 vaga para monitor de sistemas eletrônicos de segurança (interno)
1 vaga para motorista de caminhão
1 vaga para motorista de caminhão guincho pesado com munck
1 vaga para operador de caixa
1 vaga para operador de pá carregadeira
1 vaga para operador de patrol
1 vaga para salgadeiro
1 vaga para serralheiro
1 vaga para torneiro mecânico

Casa do Trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão, para dar entrada no pedido de benefício, o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta-feira no período das 7h às 13h. Mais informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai podem ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.

Com apoio da direção nacional, Edilso Vieira volta à presidência do DC em Mato Grosso do Sul

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Foto: Divulgação

O presidente do Partido Democracia Cristã em Mato Grosso do Sul (DC 27), Edilso Jara Vieira, anunciou o retorno à direção estadual da sigla e destacou os próximos passos do partido no Estado.

Segundo Vieira, o retorno ocorre com a confiança do presidente nacional do DC, o ex- deputado João Caldas, a quem agradeceu pelo apoio e pela autonomia concedida à direção estadual.

Durante sua gestão anterior, que durou cerca de 20 meses, período que incluiu as eleições municipais, o dirigente afirmou que o partido conseguiu ampliar sua presença política em Mato Grosso do Sul, mesmo sem recursos financeiros.

De acordo com ele, o Democracia Cristã participou das eleições municipais com 135 candidatos a vereador, 11 candidatos a prefeito e duas coligações partidárias, alcançando aproximadamente 25 mil votos no Estado.

Vieira também agradeceu o trabalho das lideranças locais do partido.

“Quero agradecer aos 17 presidentes municipais, aos nossos candidatos e a todos que contribuíram para o crescimento do partido nesse período”, afirmou.

Agora, de volta à presidência estadual com a confiança da direção nacional, Edilso Vieira afirma que o objetivo é dar continuidade ao projeto político da legenda em Mato Grosso do Sul.

Entre as prioridades está a organização de chapas para as próximas disputas eleitorais e o fortalecimento da representação do Estado no cenário nacional.

O dirigente também destacou o apoio ao pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, e reforçou o compromisso do partido com o avanço democrático no país.

“Estamos firmes no avanço democrático do país e de Mato Grosso do Sul. Convidamos todos que se identificam com esse projeto a se juntarem a nós”, declarou.

Fonte: Assessoria

Dia “B” da Saúde Bucal mobiliza municípios de MS com técnica minimamente invasiva para tratar cárie em crianças

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Fotos: Divulgação

Mato Grosso do Sul integra, no próximo dia 20 de março, a mobilização nacional do Dia “B” da Saúde Bucal – Criança Sorridente, iniciativa que reúne estados e municípios em ações voltadas à prevenção e ao cuidado odontológico de crianças em idade escolar. No Estado, a mobilização é coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde.

Dia “B” da Saúde Bucal mobiliza municípios de MS com técnica minimamente invasiva para tratar cárie em crianças

Além das atividades educativas e preventivas, a edição deste ano traz um diferencial: a ampliação do ART (Tratamento Restaurador Atraumático), uma técnica moderna e minimamente invasiva para o tratamento da cárie dentária que permite levar o atendimento diretamente para dentro das escolas.

De acordo com Lucas Moura, Coordenador de Saúde Bucal da SES, a proposta é fortalecer uma estratégia que alia prevenção e resolutividade no cuidado odontológico infantil.

“O Tratamento Restaurador Atraumático é uma tecnologia simples, moderna e muito eficaz para o controle da cárie. Ao incentivar sua realização nas escolas, ampliamos o acesso das crianças ao tratamento e conseguimos intervir de forma precoce, evitando a progressão da doença e contribuindo para o número de indivíduos sem cárie”, destaca.

Sem motorzinho

Diferente dos procedimentos tradicionais, o método dispensa o uso do motor odontológico e  da anestesia. O tratamento é realizado com instrumentos manuais, como a cureta, que remove apenas o tecido cariado. Em seguida, o dente recebe uma restauração com cimento de ionômero de vidro, material restaurador que libera flúor e ajuda a proteger a estrutura dental contra novas lesões.

A estratégia permite que o tratamento seja feito de forma rápida, segura e indolor, ampliando o acesso das crianças ao cuidado odontológico e evitando que pequenas lesões evoluam para problemas mais graves.

Além do processo restaurador, serão realizadas ações de educação em saúde bucal como a escovação dental supervisionada, aplicação tópica de flúor e palestras educativas.

Atenção aos pais e responsáveis: só é atendido quem leva autorização

Como o procedimento envolve intervenção direta na cavidade bucal das crianças, a participação das famílias é fundamental. Por isso, as equipes de saúde também estão reforçando a conscientização dos pais e responsáveis sobre a importância da autorização para que os estudantes possam receber avaliação e, quando necessário, tratamento odontológico no ambiente escolar.

Dia “B” da Saúde Bucal mobiliza municípios de MS com técnica minimamente invasiva para tratar cárie em crianças

Fonte: Danúbia Burema, Comunicação SES

Em entrevista Dr. Erlon Daneluz fala sobre reforma administrativa, obras e ações para 2026 em Sete Quedas

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O prefeito de Sete Quedas, Dr. Erlon Daneluz. (Foto: Reprodução/Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

Em entrevista a reportagem do grupo A Gazeta o prefeito, Dr. Erlon Daneluz, destacou as várias ações de sua gestão desde que assumiu a prefeitura, em 1 de janeiro de 2025 e fez projeção otimista para o ano de 2026, em Sete Quedas.

Dr. Erlon destacou a reforma administrativa, que segundo ele foi fundamental para organizar a gestão municipal e prestar serviço com maior eficiência à população, falou sobre as ações para garantir melhor mobilidade na zona rural, como manutenção e melhoramento e estradas, as ações para melhorar a educação e oferecer adendimento de melhor qualidade na área de saúde e salientou também sobre grandes obras em execução no município. Entre elas pavimentação asfáltica no bairro Jardim El Paraíso e implantação de saneamento básico.

Na entrevista  Dr. Erlon Daneluz também destacou o comprometimento do quadro de funcionários da prefeitura para garantir o melhor atendimento possível a população setequedense.

O prefeito também gradeceu as orientações, quando necessário, do amigo pessoal e ex-prefeito do município, Chico Piroli, agradeceu a parceria da Câmara Municipal, por meio do presidente da Casa de Leis, vereador Valdomiro Luiz de Carvalho, o “Miro da Carioca” e destacou e agradeceu também o apoio do Governo do Estado, por meio do governador Eduardo Riedel.

ASSISTA A ENTREVISTA EM VÍDEO ABAIXO

Ele também fez um agradecimento especial aos senadores, deputados federais e deputados estaduais, por atenderem as demandas apresentadas pela adminisgração local.

“São essas parcerias que ajudam nossa administração a adender cada vez melhor as necessidades da nossa população, desenvolver o município e transformar Sete Quedas em um lugar cada vez melhor para se morar e investir”, enfatizou o prefeito.

Crise no Oriente Médio já dispara preço da ureia

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No caso dos fertilizantes, o impacto já é mais imediato - Foto: Canva

A escalada das tensões no Oriente Médio já afeta cadeias ligadas à energia, fertilizantes e logística, com aumento de custos e mais incerteza no mercado químico global. No Brasil, porém, não há evidências de risco de desabastecimento de produtos químicos, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, que acompanha os desdobramentos do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

A entidade avalia que os efeitos mais relevantes ocorrem de forma indireta, sobretudo nos mercados de energia, fertilizantes nitrogenados e transporte marítimo. O Irã produz cerca de 3,5 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto o Estreito de Ormuz concentra aproximadamente 20% da oferta global e 25% do comércio marítimo de petróleo. Com isso, uma restrição prolongada na região pode elevar o Brent e pressionar a nafta petroquímica, principal insumo da indústria química brasileira.

No caso dos fertilizantes, o impacto já é mais imediato. O Irã é exportador importante de ureia e amônia, e a instabilidade no Golfo vem ampliando a volatilidade. Desde o início do conflito, o preço da ureia no Brasil subiu mais de 33%. Como o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, cresce a exposição a choques de preços e de logística.

A Abiquim afirma que a indústria química brasileira opera com cerca de 40% de ociosidade, o que permitiria ampliar rapidamente a produção para atender o mercado interno em caso de necessidade. A entidade também destaca que medidas comerciais recentes aprovadas pela Camex ajudam a preservar a competitividade doméstica e a estabilidade do abastecimento.

Na avaliação da associação, o cenário mais provável é de conflito limitado, com alta temporária do petróleo, volatilidade moderada e impacto inflacionário administrável. Ainda assim, a entidade reforça que uma piora prolongada no Estreito de Ormuz pode ampliar a pressão sobre energia, fertilizantes e custos logísticos.

Guerra já mexe no bolso do agro

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A escalada das tensões no Oriente Médio já provoca reflexos mais amplos sobre mercados estratégicos e amplia a atenção do agronegócio para custos, clima e volatilidade. Segundo análise de Antonio Prado G. B. Neto, CEO da Pirecal calcário e consultor do agronegócio, o conflito entrou na terceira semana com sinais de duração maior do que a inicialmente esperada, afetando energia, logística, câmbio e commodities agrícolas.

O petróleo registrou forte alta desde o início da crise. O Brent chegou a USD 103 e o WTI alcançou USD 98, avanço próximo de USD 31 por barril em comparação ao período anterior às tensões. Com a energia mais cara, os efeitos se espalham rapidamente pela cadeia agroindustrial, sobretudo no transporte e na movimentação de insumos e produtos.

No frete marítimo, o bunker oil, combustível usado pelos navios, superou níveis observados nos momentos mais críticos da crise do subprime, em 2008, e da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022. O encarecimento amplia os custos de exportação de soja, milho, carnes, açúcar e café, além de pressionar a importação de insumos. Na prática, o impacto alcança traders, exportadores, indústria e produtor.

Ao mesmo tempo, o Brasil segue para uma safra robusta. O sexto levantamento da Conab projeta produção total de grãos em 353,4 milhões de toneladas, com 177,8 milhões de toneladas de soja e 138 milhões de toneladas de milho nas três safras. No cenário internacional, a suspensão das exportações de soja da Cargill para a China elevou a cautela do mercado, enquanto o milho avançou em Chicago, influenciado pela valorização do trigo.

O dólar também reagiu ao ambiente de incerteza e atingiu R$ 5,32. No clima, o Centro-Norte mantém bons volumes de chuva, enquanto o Sul registra precipitações menores. Para o segundo semestre de 2026, a confirmação gradual de um evento de El Niño reforça a necessidade de preparação agronômica, com atenção à construção do perfil de solo e ao uso de calcário para fortalecer a resiliência das lavouras.

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal lançou nesta segunda-feira (16) em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática.Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental.

A meta principal do plano é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035 (percentuais da meta são relativos a 2005). A contenção será caminho para que até 2050 não haja mais emissões dos gases de efeito estufa no Brasil.

A elaboração do plano começou em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas apresentadas em diversas etapas de elaboração sintetizadas e escolhidas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), formado por 25 pastas ministeriais.

Emergência climática

“Nós tivemos um processo com ampla participação da sociedade civil”, lembrou a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudanças Climáticas).

Segundo ela, “o Plano Clima orientará as ações do governo tanto nas agendas de adaptação, mitigação” e servirá para reorientar as nossas ações nas agendas de desenvolvimento.”

“A gente vive uma situação gravíssima de emergência climática” e “o Plano Clima é a principal estratégia do governo para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já estão nos assolando”, segundo a ministra Marina Silva, se referindo a desastres e incidentes como os que ocorreram na Bahia (2021), no Rio Grande do Sul (2023), em São Sebastião (2024), no litoral paulista, nas super secas e cheias na Amazônia (também em 2024) e à tragédia no mês passado na zona da mata de Minas Gerais, que resultou em 70 mortes.

O Plano Clima contará com financiamento do Eco Invest Brasil (investimentos privados); recursos nacionais e de cooperação global da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP, sigla em inglês); e verbas do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para este ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões. A maior parte em recursos reembolsáveis ao BNDES (R$ 27,5 bilhões).

Liderança global

Em nota divulgada à imprensa, o ministro Rui Costa (Casa Civil) avaliou que “o Plano Clima representa um novo passo do governo do presidente Lula para posicionar o Brasil na liderança global da agenda ambiental.” Segundo ele, a iniciativa “é também um chamado à ação para estados, municípios, setor privado e sociedade civil.”

A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) assinalou que “o Plano Clima consolida a ciência como base para as ações de enfrentamento à crise climática” e que o país com a proposta não está “apenas reagindo aos desastres”, mas “antecipando soluções.”

Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança Climática; Ciência, Tecnologia & Inovação; e a Casa Civil formaram o comitê executivo que liderou a elaboração do Plano Clima.

MS discute em Brasília parceria estratégica com a Bolívia e maior integração nas áreas de energia e logística

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O fortalecimento dos laços econômicos entre Bolívia e Brasil, em especial com Mato Grosso do Sul, foram discutidos em Brasília (DF) nesta segunda-feira (16) em almoço realizado no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. O evento contou com a presença do presidente boliviano, Rodrigo Paz, do governador sul-mato-grossense, Eduardo Riedel, e do secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, além do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos temas debatidos foi a alteração de pontos regulatórios do gás natural boliviano, importado para o Brasil passando por Mato Grosso do Sul, onde corresponde a importante fatia de arrecadação e também é tido como mola propulsora do desenvolvimento industrial do Estado.

Outra questão abordada foi a integração logística de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, o que envolve questões como a Hidrovia do Rio Paraguai e uma conexão entre a Malha Oeste – que deve à leilão pelo Governo Federal até novembro – e já operante no território boliviano Ferroviaria Oriental.

“Foram discussões muito importantes para o Mato Grosso do Sul, como a reformulação da legislação referente ao gás, algo fundamental para que esse setor tenha mais investimentos, beneficiando diretamente o nosso Estado. Conversamos ainda sobre a hidrovia no Rio Paraguai, algo que cabe ao Governo Federal avançar, e a situação da ferrovia Malha Oeste. Lá na Bolívia eles já tem a linha Oriental”, explica o governador.

Além dessas discussões, Riedel e as autoridades presentes conversaram sobre os avanços que a interconexão da rede elétrica boliviana à brasileira – alvo do acordo bilateral assinado hoje – podem render para o Brasil e particularmente para o Mato Grosso do Sul, estado onde vai ocorrer a conexão.

“Hoje foi assinado um tratado sobre energia elétrica que para o Mato Grosso do Sul será extremamente importante, pois está garantindo mais suprimento de energia para o país e, consequentemente, para o Estado. Certamente todos esses debates feitos hoje vão chegar a uma consolidação de importantes investimentos e da uma integração econômica e estrutural Mato Grosso do Sul-Brasil-Bolívia”, conclui Riedel.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o acordo prevê uma ligação entre a província boliviana de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, ao município de Corumbá. A iniciativa inclui a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro e a construção de linhas de transmissão com capacidade aproximada de 420 megawatts (MW), consolidando a integração das infraestruturas.

O intercâmbio de energia ocorrerá principalmente a partir de excedentes de geração de cada país, sempre preservando o atendimento prioritário das demandas internas. O documento também prevê a possibilidade de trocas emergenciais em situações de contingência nos sistemas elétricos. Cada país será responsável por financiar, construir e operar sua própria infraestrutura.

Além de ocupar boa parte da fronteira com o país vizinho, Mato Grosso do Sul também está em posição geográfica privilegiada, no centro da América do Sul e próximo de grandes centros econômicos e de consumo. Tal situação faz com que o território sul-mato-grossense ganhe maior potencial como referência logística e importante rota para a produção sul-americana ganhar mercados globais, e vice e versa.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Foto: Arquivo

Dólar cai 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio externo

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O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (16). O dólar caiu com força e encerrou o dia próximo de R$ 5,20, acompanhando o movimento da moeda no exterior.Dólar cai 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio externoDólar cai 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio externo

O dólar comercial encerrou as negociações vendido a R$ 5,229, com recuo de R$ 0,085 (-1,60%). A cotação encostou em R$ 5,28 durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima da mínima do dia.

Apesar da queda nesta segunda, o dólar acumula alta de 1,87% em março. No acumulado do ano, porém, a moeda registra queda de 4,72% em relação ao real.

A moeda estadunidense caiu após dois pregões de forte alta, quando superou R$ 5,30 e alcançou o maior nível de fechamento desde janeiro.

A redução da aversão global ao risco, impulsionada pela queda do petróleo, favoreceu ativos de mercados emergentes e levou o real a registrar um dos melhores desempenhos entre essas moedas.

Bolsa reage

No mercado de ações, o principal índice da B3 também reagiu positivamente ao ambiente externo e se recuperou após duas quedas seguidas. O Ibovespa avançou 1,25%, encerrando o pregão aos 179.875 pontos, após ultrapassar momentaneamente os 181 mil pontos durante a sessão.

O desempenho refletiu a melhora na percepção de risco global e a queda das cotações do petróleo, fatores que ajudaram a aliviar a pressão sobre os mercados financeiros após dias de forte volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio.

Petróleo recua

O principal fator por trás da melhora no humor dos mercados foi a queda nas cotações do petróleo. A commodity (bem primário com cotação internacional) recuou diante da expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.

O contrato do petróleo do tipo Brent (usado nas negociações internacionais) para maio fechou em queda de 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e acumule valorização de 40% no mês.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ajudaram a reduzir a tensão geopolítica. Ele afirmou que o acesso ao estreito poderá ser restabelecido em breve e indicou que há interlocutores no Irã dispostos a dialogar.

Com as declarações e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, os investidores desmontaram posições defensivas montadas na sexta-feira anterior, quando havia receio de escalada da guerra no Oriente Médio.

Fatores internos

No cenário doméstico, operadores também apontam como fator positivo as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. O órgão realizou duas operações de recompra de papéis, ampliando a liquidez e reduzindo tensões na curva de juros.

A movimentação ajudou a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que registraram quedas superiores a 30 pontos-base (0,3 ponto percentual) em alguns vencimentos.

Expectativa do Copom

Investidores também ajustam posições antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, marcada para quarta-feira (18).

A expectativa predominante no mercado é de corte mais moderado da taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano.

Parte dos analistas, porém, já considera a possibilidade de manutenção da taxa diante das pressões inflacionárias provocadas pela alta recente do petróleo.

Mesmo com eventual redução, o diferencial de juros do Brasil continuará elevado, o que tende a sustentar a atratividade do real para investidores internacionais.