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terça-feira, 30 de junho de 2026
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Para Gerson, orçamento do Estado para 2026 reflete equilíbrio fiscal e garante investimentos públicos

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Foto: Divulgação

O  presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, avalia que o orçamento estadual para 2026, estimado em R$ 27,19 bilhões,  aprovado em segunda votação nesta quarta-feira  (03), reflete o equilíbrio fiscal do Estado, garantindo recursos para investimentos estratégicos. Após a aprovação desta quarta-feira, a Lei Orçamentária Anual (LOA) segue para votação da redação final, após análise das 220 emendas apresentadas pelos deputados. Para 2026, estão previstos R$ 3,44 bilhões em investimentos, concentrados em infraestrutura, educação, saúde, segurança e assistência social.

A proposta orçamentária do ano que vem foi construída a partir das regras estabelecidas pela Lei Federal nº 4.320/1964,  Lei de Responsabilidade Fiscal e portarias da Secretaria do Tesouro Nacional. Foram consideradas as arrecadações efetivas dos três últimos exercícios, além de variáveis econômicas e legais que impactam diretamente a receita estadual. A variação projetada de 3% para o próximo exercício indica um crescimento moderado. “Este orçamento demonstra que o Estado está em um momento de crescimento sustentável, capaz de equilibrar receitas e despesas, sem comprometer a capacidade de investimento, mantendo a menor carga tributária do País “, avalia Gerson.

Segundo o parlamentar, o compromisso com o equilíbrio fiscal tem garantindo espaço no orçamento para investimentos em obras e projetos de interesse da população. “ O Governo do Estado não pode se  limitar apenas a gerenciar o custeio de serviços essenciais como saúde, educação e assistência social. É fundamental que o Estado invista em projetos estratégicos que gerem desenvolvimento econômico, empregos e renda, beneficiando toda a população”. Um orçamento bem planejado não apenas mantém os serviços públicos funcionando, mas também permite que possamos expandir projetos estruturantes, atrair novos investimentos e melhorar a qualidade de vida das famílias sul-mato-grossenses”, conclui.

O  presidente da ALEMS lembra que  o desempenho econômico do Estado em 2023, com crescimento do PIB superior a 13%,  foi fruto de segurança jurídica e estabilidade institucional, fatores que têm atraído mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados, incluindo aportes de empresas como Arauco e Bracell. “Quando garantimos transparência e segurança jurídica, atraímos empresas e investidores que aportam capital, geram empregos e movimentam a economia local. Esse ciclo de crescimento fortalece todo o Estado”, destacou.

Fonte: Assessoria do Dep. Gerson Claro

Mara Caseiro pede apoio do Estado para agricultores de Paraíso das Águas

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Foto: Victor Chileno

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) solicitou ao governador Eduardo Riedel, a destinação de uma Patrulha Mecanizada – Motoniveladora para a Associação dos Agricultores Familiares do Assentamento Mateira, em Paraíso das Águas. O pedido também foi encaminhado ao diretor-presidente da AGRAER, Fernando Luiz Nascimento.

Os vereadores Fio do Povo e Neife Vida fizeram a solicitação à deputada. Eles relataram a necessidade do equipamento para melhorar a infraestrutura rural e atender as demandas dos pequenos produtores da região.

De acordo com Mara Caseiro, o Assentamento Mateira tem na agricultura familiar sua principal fonte de renda e, nos últimos anos, os moradores têm desenvolvido iniciativas de turismo de base comunitária para ampliar as oportunidades econômicas. “A motoniveladora permitirá maior eficiência na manutenção das estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção, acesso às propriedades e circulação de visitantes”, afirmou a deputada.

A deputada destaca que o equipamento contribuirá diretamente para o fortalecimento da economia local, garantindo melhores condições para o trabalho dos assentados e impulsionando o desenvolvimento sustentável do município.

Fonte: Tavane Ferraresi/ALEMS

Revisão tarifária da Sanesul é concluída com aplicação escalonada, critérios de eficiência e ampliação da tarifa social

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Foto: Arquivo

A Agems (Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul) concluiu a 2ª Revisão Tarifária Ordinária dos serviços de água e esgotamento sanitário prestados pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) em 68 municípios sul-mato-grossenses. O processo, que passou por Consulta Pública e Audiência Pública em novembro, atualiza a estrutura tarifária, garante a modicidade das tarifas e assegura o reequilíbrio econômico-financeiro previsto em lei e nos contratos de programa.

Os estudos técnicos, auditorias e metodologia alinhada às melhores práticas regulatórias nacionais indicaram a necessidade de revisão da chamada Tarifa Média de Equilíbrio para R$ 6,77. É o valor necessário para garantir a prestação de serviço.

As análises indicaram também a necessidade de um Índice de Reposicionamento Tarifário de 22,13%. No entanto, a Agems considera a capacidade de pagamento do usuário, com isso, o IRT da revisão não será aplicado integralmente de imediato. O reposicionamento será dividido em dois anos, sendo: aplicação de 14,60% em 1 de janeiro de 2026, e de 7,52% em 1 de janeiro de 2027.

Assim, o escalonamento distribui o impacto ao longo de dois anos. O índice de 7,52% escalonado para 2027 está condicionado à conclusão da certificação final da Base de Ativos Regulatória (BAR) e da apuração do número de beneficiários da Tarifa Social, que passou por mudanças a partir da Lei Federal nº 14.898/2024.

“Significa que a Agems teve o cuidado de efetuar os estudos de revisão tarifária, considerando o Inventário da Base de Ativos, realizada pela Sanesul e que está em fase final de certificação e auditorias, e a concessão, de fato, da tarifa social que deve atingir de imediato, mais de 50 mil famílias, de acordo com a nova legislação federal”, explica a diretora Iara Marchioretto.

Os resultados foram homologados pela Portaria Agems nº 314/2025, publicada nesta quarta-feira (3), com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026.

Tarifa Social ampliada e com regras atualizadas

A revisão também considerou a análise, pela Agems, dos beneficiários do Cadastro Único com renda de até 0,5 salário-mínimo de média per capita. Um Termo de Cooperação Técnica assinado entre a Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) e a Agems estabeleceu a parceria para tratar das políticas públicas de forma transversal, e permite o compartilhamento, integração de dados e informações da tarifa social.

Por meio da análise dos dados das famílias, os estudos da Revisão Tarifária Ordinária Periódica concluíram que a Tarifa Social será ampliada para atender aos clientes da Sanesul que estejam na faixa de renda e inscritas no Cad.Único. Com a nova Tarifa Social, mais de 50,6 mil famílias poderão ser beneficiadas. Isso representa um volume médio de consumo de água de 894 milhões de litros por ano.

O desconto de 50% sobre o valor das tarifas até 15 metros cúbicos será automaticamente aplicado quando o consumidor se enquadrar entre as faixas de consumo entre 1 a 10 metros cúbicos e entre 11 a 15 metros cúbicos. Os clientes que já tinham o benefício da Tarifa Social permanecem com os mesmos descontos, sem necessidade de recadastramento. 

Já os clientes inscritos no Cad.Único que passarão a receber os descontos devem ficar atentos. É preciso manter os dados atualizados, combater os desperdícios, não cometer fraudes – como ligações indevidas ou clandestinas. 

Caso o cliente da Sanesul esteja sob risco de perda do desconto da tarifa social, poderá permanecer com o benefício por até três meses, e, caso o consumo mensal ultrapasse 15m³, a empresa emitirá aviso na conta de água. 

O desconto incide somente sobre a parcela do consumo de água e esgoto, a Tarifa Fixa – aquele valor que garante a disponibilidade do serviço – não recebe desconto. As novas regras para a concessão do benefício da Tarifa Social Residencial de Água e Esgoto também estão divulgadas no Diário Oficial desta quarta-feira (3), na Portaria AGEMS nº 315/2025.

Entenda a diferença: reajuste e revisão tarifária ordinária periódica

Os reajustes das tarifas são anuais, determinados nos Contratos de Programa, calculados pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor no Atacado), apurado pelo IBGE.

As datas-bases dos reajustes, estão previstas nos Contratos de Programa firmados entre a Sanesul e os municípios. Conforme os contratos, o reajuste é calculado pelo IPCA anual, no mês de março para Três Lagoas, e em abril para os demais municípios, aplicado em 1º de julho de cada ano, com publicação do reajuste 30 dias antes da entrada em vigor.

Já a Revisão Tarifária Ordinária Periódica ocorre a cada três anos, em que é reavaliada toda a estrutura de custos e investimentos em água e esgoto, dos municípios atendidos pela Sanesul. 

A 2ª Revisão Tarifária Ordinária incorpora o inventário patrimonial da Sanesul realizado em todos os municípios regulados. Essa base de ativos são os bens essenciais à operação, os escritórios de atendimento, estruturas de laboratórios e todos os investimentos realizados, que são necessários ao fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário. 

A certificação final da base de ativos pela Agems continua em andamento. Sobre a BAR, é aplicada a remuneração dos investimentos realizados e em operação, que forem adquiridos ou construídos com recursos de terceiros, como empréstimos e financiamentos. Sobre a BAR incide, inclusive, a depreciação.

Custos – Os custos de operação e manutenção da prestação dos serviços de água e esgoto representam 45% da receita requerida. Energia elétrica, materiais e tratamento, contraprestação da Parceria Público-Privada, pessoal, entre outros são parte desses custos.

Fonte: Comunicação Agems

Nota de falecimento de Isaura Rodrigues Machado

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa quarta-feira, dia 3 de dezembro, no Hospital Regional, em Amambai, de Isaura Rodrigues Machado, de 86 anos.

Seu corpo está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta quinta-feira (4), às 7h30 da manhã, no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Vida Amambai- Fone: 3481-1922

Mara Caseiro solicita reparos urgentes na MS-386 entre Japorã e Iguatemi

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Foto: Victor Chileno

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) fez indicação ao governador Eduardo Riedel solicitando, em caráter de urgência, a realização de reparos e intervenções estruturais na MS-386, no trecho que liga os municípios de Japorã a Iguatemi. O pedido também foi encaminhado ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, e ao diretor-presidente da AGESUL, Mauro Azambuja Rondon Flores.

A demanda atende solicitação do vereador Gabriel José Klasmann, de Japorã, que alertou sobre as condições críticas do pavimento e os riscos à segurança dos motoristas que utilizam a rodovia diariamente.

Inaugurada em maio de 2024, a pavimentação da MS-386 recebeu mais de R$ 68,5 milhões em investimentos do Governo do Estado, contemplando aproximadamente 40 quilômetros de asfalto e a construção de quatro pontes de concreto. A obra é considerada estratégica para a região, pois facilita o escoamento da produção agrícola e encurta o deslocamento entre os municípios.

Entretanto, o trecho já apresenta diversos buracos, fissuras e deformações que vêm se agravando, prejudicando a trafegabilidade e colocando em risco quem depende da via. A deputada destaca que a situação exige intervenção imediata para evitar danos maiores e a deterioração total da rodovia.

Mara Caseiro também defende que a empresa responsável pela obra seja notificada para adotar as providências cabíveis e realizar, com urgência, os reparos estruturais nos pontos mais comprometidos. “Garantir boas condições de mobilidade e segurança viária é fundamental para o desenvolvimento econômico da região, impactando diretamente o transporte de produtos, o deslocamento de moradores e o crescimento local”, destacou a deputada.

Fonte: Tavane Ferraresi/ALEMS

Natal com Afeto 2025 terá acendimento das luzes nos distritos de Caarapó nesta quinta-feira (4)

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Prefeita Maria Lurdes Portugal e o presidente da Câmara, João Paulo do Dinho. Foto: Reprodução

Redação

A Prefeitura de Caarapó promove o Natal com Afeto nos distritos do município nesta quinta-feira, dia 4. A prefeita Maria Lurdes Portugal anunciou em suas redes sociais que o evento marca o acendimento oficial das luzes natalinas, em uma noite dedicada à união, à esperança e ao clima festivo que envolve o período.

Durante o anúncio, a prefeita destacou que o Natal com Afeto nos distritos está sendo realizado a partir de uma indicação do presidente da Câmara Municipal, João Paulo do Dinho. O vereador, por sua vez, agradeceu pelo atendimento da solicitação e ressaltou a alegria em ver o evento acontecer pela primeira vez nos distritos.

A programação será dividida em dois momentos: em Cristalina, o acendimento das luzes está marcado para as 18h30; logo depois, às 20h, a celebração segue para Nova América. As atividades acontecerão nas praças centrais de cada distrito.

A prefeita Maria Lurdes também anunciou que haverá a chegada do Papai Noel. “Venham todas as famílias, juntamente com as crianças, para participar desse momento de alegria”, complementou.

Fonte: Grupo A Gazeta

Senado: Substitutivo do Antifacção prevê R$ 30 bi por ano contra crime

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© EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO

O relator do projeto de lei (PL) Antifacção do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou, nesta quinta-feira (3), um substitutivo ao texto que veio da Câmara dos Deputados. Nele, Vieira prevê a criação de um imposto sob as bets para financiar o combate às facções com cerca de R$ 30 bilhões por ano.

“Esse dinheiro é para ser investido em inteligência, integração e infraestrutura de presídios porque a consequência dessa legislação que nós estamos votando, e que responde à vontade dos brasileiros, vai ser o aumento significativo do número de presos. Se eu não tiver investimento adequado, eu vou estar criando um problema e não uma solução”, justificou Vieira à imprensa nesta manhã.

O substitutivo do Senado ao PL 5582 de 2025 deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que incluiu o tema na pauta desta quarta-feira (3). Cabe pedido de vista. Como o texto foi alterado no Senado, ele deve voltar para Câmara para nova apreciação.

Na avaliação do relator do Senado, ao aumentar os recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o texto encerra a disputa do Executivo com o relatório anterior da Câmara, escrito pelo secretário de segurança de São Paulo, deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

A disputa se dava porque o texto da Câmara previa a divisão dos recursos e patrimônios apreendidos do crime organizado entre os estados e a União, reduzindo os recursos que hoje estão na mão do Executivo federal.  

Organizações “ultraviolentas”

A proposta de Vieira, ao mesmo tempo, rejeita a criação de uma lei autônoma chamada de “organizações criminosas ultraviolentas” prevista no texto que veio da Câmara.

A inovação foi alvo de críticas do governo federal e de especialistas que previam que essa nova classificação poderia dificultar o enquadramento das facções por conter conceitos genéricos.

“Reformulamos o dispositivo de favorecimento do crime de facção, aproveitando a redação da Câmara, mas restringindo os tipos a fim de eliminar controvérsias interpretativas”, justificou Vieira.

O substitutivo do Senado prevê o crime específico de facção criminosa dentro da Lei de Organizações Criminosas, classificando grupos que atuam com controle territorial por meio da violência, coação e ameaça. A pena para o crime de facção vai de 15 a 30 anos de reclusão.

Milícias privadas equiparadas a facções

O substitutivo do Senado também incluiu dispositivo expresso que equipara a milícia privada a facção criminosa. “A milícia privada também será considerada organização criminosa para todos os fins legais”, escreveu o relator.

Ao mesmo tempo, o relator aumento penas para crimes de homicídio, lesão, roubo, ameaça, extorsão e estelionato “quando praticados por integrantes de facções criminosas ou milícias privadas”.

Fundos da segurança pública

O substitutivo do relator prevê ainda que o governo federal tem 180 dias para propor uma reestruturação dos fundos existentes.

“A gente identificou sobreposição, desperdício e empossamento [de recursos]. O Brasil, e não é só na segurança pública, em várias áreas, ele não sofre de falta de dinheiro, ele sofre de uma má alocação desse dinheiro”, completou.

O substitutivo apresentado hoje ainda altera a gestão do Fundo Nacional da Segurança Pública (FNSP), com uma paridade na indicação dos membros do FNSP entre União e estados e Distrito Federal.

“Nós temos já uma sugestão partilha de, pelo menos, 60% desse valor investido nos estados. O Fundo Nacional de Segurança passa a ter uma composição mais paritária, a gente traz cinco representantes dos estados, as cinco regiões estarão representadas, discutindo a aplicação desse recurso, mas dentro de limites claros da lei”, afirmou Vieira.

Atualmente, o FNSP é composto por sete integrantes indicados pela União e dois indicados pelos estados.

Tribunal do Juri

O relatório apresentado no Senado ainda manteve a previsão de julgamento por meio de tribunal do júri nos casos de crimes contra a vida praticado por membro de facção. O texto da Câmara afastou a competência do tribunal do júri alegando que esses jurados estariam mais sujeitos à pressão dessas organizações.

Alessandro Vieira, por outro lado, defendeu que o julgamento de crimes contra a vida por tribunais do júri é uma determinação constitucional, não podendo ser alteradas por projeto de lei.

Em contrapartida, inseriu novos mecanismos para proteção dos “jurados na hipótese de julgamento de crimes praticados por integrantes de milícias e facções”.

Vieira também excluiu trechos do projeto aprovado na Câmara que proíbem o uso do auxílio-reclusão e restringem o direito ao voto de membros de facções ou milícias, “considerando seu status constitucional, insuscetível de alteração por lei ordinária”.

Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Festa de Santa Luzia reúne comunidade na Vila Limeira neste domingo (7) em Amambai

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Capela Santa Luzia. Foto: Arquivo

Redação

A Capela Santa Luzia, na Vila Limeira, em Amambai, promove no domingo, dia 7, a tradicional Festa de Santa Luzia, reunindo fiéis e moradores em uma ocasião de fé e confraternização.

A Missa com Benção dos Olhos inicia a programação às 9h30, momento que marca a devoção à santa protetora da visão. Após a celebração religiosa, a comunidade poderá participar da quermesse com oferta de salgados, doces e brinquedos.

O evento também contará com almoço com churrasco, música ao vivo e um show de prêmios. Serão distribuídos R$ 10 mil em dinheiro, divididos entre cinco ganhadores.

As cartelas custam R$ 35,00 e dão direito a concorrer aos valores: R$ 5.000,00 para o primeiro prêmio, R$ 2.500,00 para o segundo, R$ 1.500,00 para o terceiro, R$ 600,00 para o quarto e R$ 400,00 para o quinto.

A festa é organizada pela Comunidade Santa Luzia e integra o calendário paroquial da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, fortalecendo a participação popular e a tradição religiosa no município.

Festa de Santa Luzia reúne comunidade na Vila Limeira neste domingo (7) em Amambai
Foto: Divulgação

Fonte: Grupo A Gazeta

Gilmar Mendes decide que apenas PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

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Ministro Gilmar Mendes. — Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (3) que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode denunciar ministros da Corte ao Senado por eventuais crimes de responsabilidade — motivo que pode levar ao impeachment.

Conforme a decisão, “somente o Procurador-Geral da República pode formular denúncia em face de membros do Poder Judiciário pela prática de crimes de responsabilidade”. Antes, a lei permitia que essa fosse uma prerrogativa de “todo cidadão”.

“A intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação firme e independente”, diz Gilmar Mendes, na decisão.
Segundo o ministro, isso se justifica porque, “os juízes, temendo represálias, podem se ver pressionados a adotar posturas mais alinhadas aos interesses políticos momentâneos, em vez de garantirem a interpretação imparcial da Constituição e a preservação dos direitos fundamentais”.

Na prática, isso promove uma trava a pedidos de abertura de processos contra ministros do Supremo.

A decisão foi tomada pelo ministro de forma monocrática (sozinho), e ainda precisa ser referendada pelos demais ministros da Corte.

A decisão restringe a atuação política e parlamentar contra ministros do STF. Deputados e senadores não podem mais formalizar denúncias contra ministros. Ainda cabe aos senadores, porém, julgá-los.

A norma também prevê que o entendimento dos ministros sobre algum processo específico não pode ser argumento para alegar que houve crime de responsabilidade (entenda mais abaixo).

Decisão sobre a Lei do Impeachment

Não existe previsão constitucional de impeachment de ministro do STF. No entanto, a Constituição Federal diz que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade.

🔎São exemplos de crimes de responsabilidade: proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa; exercer atividade político-partidária; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções.

🔎As punições previstas são a perda do cargo, e a inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública.

Tais crimes são definidos na chamada Lei do Impeachment. Antes, a norma previa que qualquer cidadão, parlamentar ou não, poderia denunciar os ministros do Supremo e o Procurador Geral da República, por eventuais crimes de responsabilidade que cometerem.

Mas, com a decisão de Gilmar Mendes, esse artigo que prevê o pedido de abertura de impeachment por qualquer pessoa fica suspenso.

Segundo apurou o blog, o entendimento é que a regra permitia que qualquer pessoa fizesse apresentação de denúncias motivadas por interesses político-partidários, sem rigor técnico, ou por simples divergência das decisões do tribunal.

“É isso que sucede quando se admite, facilmente, o início de um processo para apuração de crime de responsabilidade de membros do Poder Judiciário. Aquilo que era para ser um instrumento legítimo e excepcional de responsabilização, passa a ser utilizado como ferramenta de intimidação e mitigação das garantias judiciais, submetendo os membros do Poder Judiciário à aprovação de caráter político”, diz a decisão.

O impeachment contra um ministro é um instrumento excepcional, por isso, a prerrogativa de denunciar caberia apenas ao procurador-geral da República, no entendimento de Gilmar Mendes.

Outras regras

A decisão do ministro responde a dois processos, movidos pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que tratam sobre o mesmo tema: artigos específicos da Lei do Impeachment.

A decisão também altera o quórum para a abertura de um processo. Gilmar Mendes alterou o trecho que previa maioria simples (metade mais um), e decidiu que as decisões sobre o tema devem ser tomadas em maioria qualificada: ter aprovação de dois terços do total de senadores.

Também ficou decidido que o teor das decisões judiciais, ou seja, o entendimento dos ministros sobre algum caso, não pode ser usado como argumento em um processo para apurar eventual crime de responsabilidade.

Em outras palavras, um juiz pode tomar decisões que gerem discordância. Mas o mérito (conteúdo jurídico da decisão) não pode ser usado como base para acusá-lo de crime de responsabilidade.

Além disso, em caso de absolvição em um processo por crime de responsabilidade, não há mais garantia automática de que ele retornará às funções e receberá o salário referente ao período em que esteve fora do cargo, algo que estava previsto na lei.

Fonte: Camila Bomfim e Ana Flávia Castro/g1

Governo de MS amplia orientações e apoio às mulheres vítimas de violência

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Foto: Bruno Rezende / Secom (arquivo)

Para padronizar o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar em Mato Grosso do Sul, pelos servidores da Polícia Civil, o Governo do Estado normatizou as orientações que devem ser oferecidas para o registro de ocorrências, pedido de medidas protetivas de urgência e acesso à rede de apoio. Todos os serviços devem chegar às mulheres que precisam de atendimento, independentemente do registro criminal.

A medida considera, entre outras coisas, o acordo de cooperação técnica firmado entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o TJMS (Tribunal de Justiça do Estado), para atendimento célere das medidas protetivas de urgência.

A adequação dos procedimentos no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica também leva em conta a importância da integração e do encaminhamento imediato e incondicional das vítimas à rede de atendimento e apoio psicossocial, jurídico e de saúde, mesmo que não haja registro formal de boletim de ocorrência ou pedido de medida protetiva.

A portartia normativa da DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil de MS), publicada hoje (3) no Diário Oficial do Estado, tornou obrigatória a orientação padronizada a ser prestada pelos policiais civis às vítimas de violência doméstica e familiar que buscarem auxílio.

A medida tem como objetivo formalizar as informações especialmente em relação ao pedido de medidas protetivas, sobre a rede de atendimento e apoio, que podem ser concedidos mesmo que não haja registro de ocorrência criminal.

Outra questão é que a solicitação de medida protetiva de urgência pode ser realizada de forma presencial nas delegacias de Polícia Civil ou pela internet no site https:// sistemas.tjms.jus.br/medidaProtetiva/.

Esta é mais uma ação do Governo do Estado para proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, que em setembro também ampliou o atendimento e a apuração de crimes de violência doméstica.

As medidas fortalecem todo o sistema de proteção às vítimas de violência doméstica, diante de um cenário preocupante de aumento dos índices de violência doméstica no Estado, conforme dados oficiais da Sejusp. Atualmente, a Polícia Civil registra uma média de 1.725 ocorrências por mês de violência doméstica no Estado.

Durante o ano, a Polícia Civil já registrou avanços significativos no enfrentamento à violência doméstica, com a criação de Grupos de Trabalho (GTs) na Delegacia-Geral para revisar procedimentos e eliminar demandas represadas. Desde o início do ano, foram analisados aproximadamente 6 mil boletins de ocorrência, que receberam os devidos encaminhamentos.

Além disso, novas tecnologias são implementadas para modernizar a gestão e aumentar a eficiência do atendimento, em Campo Grande e no interior do Estado.

Fonte: Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular

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Fotos: Rachid Waqued e Mireli Obando

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) deram início terça-feira (2) às tratativas para reorganizar e ampliar as ações de combate às adulterações de identificação veicular na Capital. A conversa foi conduzida durante visita institucional do delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio à sede do Detran-MS e às dependências da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados ao Trânsito (Deletran).

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Início das tratativas para integração

A reunião integrou representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Diretoria do Instituto de Criminalística, da Corregedoria de Trânsito (Cotra), da Delegacia de Trânsito (Deletran) e da presidência do Detran-MS, para alinhar possibilidades de reestruturação.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, a proposta discutida é a concentração das investigações de adulteração veicular na Deletran, permitindo que a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) mantenha foco exclusivo no combate direto ao furto e roubo. “Estamos iniciando conversas para reorganizar esse fluxo. A ideia é que a Deletran absorva integralmente esse tipo de apuração, garantindo maior eficácia e efetividade. A Defurv ficaria totalmente dedicada ao enfrentamento às quadrilhas que furtam e roubam veículos”, explicou.

O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, reforçou que o encontro está alinhado à gestão estratégica com foco nos resultados. “Será mais uma integração entre o Detran e a Sejusp, como temos feito com as Agências Integradas. A orientação do nosso secretário de Justiça e Segurança Pública, é trabalhar para ativar um núcleo especializado voltado ao combate e à identificação de veículos adulterados. Estamos avaliando melhorias de processo, ampliação de equipe e otimização de espaços, sempre visando mais agilidade e menos burocracia para o cidadão”, destacou.

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Titular da Deletran, Dr. Guilherme Rocha

Para o delegado titular da Deletran, Guilherme Rocha, a centralização das atribuições tende a resolver um cenário que antes gerava divisão entre unidades. “Está vindo uma nova diretriz da Sejusp para que as atribuições da Deletran sejam ampliadas, de modo que a gente investigue todas as adulterações de sinal identificador de veículos que aconteçam na Capital. Isso inclui veículos abordados com placa trocada ou chassi raspado, suprimido ou alterado. Antes, essa atribuição era dividida de forma entre a Defurv e a Deletran”, pontuou.

A Coordenadoria-Geral de Perícias também participa da construção da proposta. O diretor do Instituto de Criminalística, Emerson Lopes dos Reis, destacou os ganhos operacionais que podem ser alcançados. “A proximidade entre perícia e delegacia especializada reduz custos, encurta deslocamentos e dá mais agilidade às investigações. A proximidade com a delegacia que vai tocar esses inquéritos é salutar. A agilidade nas perícias será maior, porque serão feitas diretamente aqui, mais próximas do órgão que identificou a possível adulteração”, afirmou.

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Conhecendo as instalações do Detran

Com o aumento previsto das atribuições, a Polícia Civil avalia o reforço de efetivo e ampliação das estruturas físicas, especialmente com a chegada de novos servidores a partir do concurso em andamento. “Estamos projetando 2026 como um ano de fortalecimento das unidades, incluindo a Deletran, que poderá receber maior demanda caso a reestruturação avance”, completou o delegado-geral.

As equipes seguirão nos próximos dias com os estudos técnicos, alinhamentos internos e análise das adequações necessárias. Após essa etapa, os órgãos envolvidos devem formalizar os encaminhamentos para oficializar a integração.

Fonte: Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

‘Cada hectare importa’, diz secretário ao citar redução de área queimada no Pantanal durante Seminário do MIF

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Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

 Ao lembrar que Mato Grosso do Sul foi pioneiro na elaboração e execução do Manejo Integrado do Fogo (MIF), que depois se tornou lei federal, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, disse que as pessoas podem estranhar quando o Governo amplia esforços mesmo tendo reduzido drasticamente a área queimada com incêndios florestais nos últimos anos.

“Quando em um ano se registra 2,8 milhões de hectares queimados e, no ano seguinte, ‘apenas’ 400 mil, há quem ache pouco. Não pode ser assim: cada hectare importa. Incêndio é um problema permanente: não existe mais ‘época de emergência’. Temos que estar preparados para agir e trabalhar na prevenção durante os doze meses do ano”, disse o secretário, na tarde dessa terça-feira (2), durante o 6° Seminário de Manejo Integrado do Fogo que acontece no Auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

O Seminário tem como tema “Elaboração Técnica em Mato Grosso do Sul” e está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Imasul no Youtube. O objetivo principal do evento, conforme descreveu o assessor bombeiro militar da Semadesc e presidente do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de Mato Grosso do Sul, tenente coronel BM Leonardo Congro, “é a mitigação do risco de grandes incêndios”.

As atividades começaram pela manhã, porém a solenidade de abertura aconteceu à tarde, com as presenças do secretário Jaime Verruck, do diretor-presidente do Imasul, André Borges; Tenente Coronel José Carlos Rodrigues, comandante da PMA; representantes de Organizações Não-Governamentais, pesquisadores e demais convidados.

Para o diretor-presidente do Imasul, o seminário simboliza o avanço do Estado na gestão integrada do fogo. “Mato Grosso do Sul avançou muito na governança ambiental do fogo. Trabalhamos com planejamento, ciência e integração entre instituições. O manejo integrado é uma ferramenta que salva vidas, protege nossos biomas e fortalece a prevenção. Este seminário reafirma nosso compromisso com uma política moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais.”

Borges lembrou que o Estado iniciou há quatro anos um movimento estruturado para fortalecer as unidades de conservação como polos de pesquisa aplicada ao manejo do fogo.

“Precisávamos apoiar a pesquisa para orientar o uso adequado do fogo, transformando-o em um aliado, como explicou o professor Geraldo. Esse também é um papel essencial das unidades de conservação: entregar conhecimento qualificado para a sociedade. Fico extremamente feliz em receber os resultados deste trabalho e já adianto que vamos dar continuidade ao projeto, por meio de um novo convênio, ampliando ainda mais o conhecimento sobre nossos biomas.”

Unidades de Conservação como eixo estratégico

Logo após a as falas das autoridades, o pesquisador da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), professor Geraldo Damasceno, apresentou o PMIF (Plano de Manejo Integrado do Fogo) do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. “A elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo do Pantanal foi um dos principais resultados desse esforço coletivo. Ele orienta ações de prevenção, preparação e resposta, reconhecendo a complexidade do bioma e a necessidade de soluções integradas”, disse o professor.

Segundo ele, o trabalho com o Imasul tem sido muito profícuo. “O Pantanal é um sistema único, que exige um olhar particular. No imaginário popular, fogo e brejo são associados a algo negativo, mas no Pantanal esses elementos coexistem e estruturam o bioma. O desafio é entender essa dinâmica, porque o fogo em áreas alagáveis se comporta de maneira muito diferente de outros ambientes”, ressaltou.

O gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, ressaltou que o PMIF eleva o planejamento territorial e a conservação ambiental.

“O Plano de Manejo Integrado do Fogo permite pensar o território de forma sistêmica, considerando ecossistemas, práticas culturais e necessidades das comunidades. Para as unidades de conservação, o MIF é decisivo para reduzir riscos, qualificar intervenções e preservar áreas sensíveis. Nosso objetivo é que essa política seja cada vez mais participativa e tecnicamente robusta.”

Marco regulatório

Com a nova regulamentação, o PMIF se consolida como instrumento obrigatório para: qualificar o uso do fogo; garantir segurança jurídica às práticas autorizadas; integrar aspectos ecológicos, culturais e socioeconômicos.

A queima prescrita passa a ter regras claras, podendo ser licenciada individualmente ou integrada ao PMIF. Para áreas de até 10 hectares destinadas à capacitação de equipes habilitadas, o licenciamento será isento de taxas e simplificado, desde que previamente registrado. Essas medidas fortalecem a prevenção, reduzem danos ambientais e ampliam a capacidade de resposta das instituições.

Referência nacional

Mato Grosso do Sul se tornou referência ao implementar, ainda em 2021, o Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (PEMIF), instituído pelo Decreto nº 15.654/2021. O Estado já operava com diretrizes semelhantes às previstas na Política Nacional de MIF, sancionada posteriormente.

As práticas incluem queimadas controladas e prescritas, todas sujeitas à autorização do Imasul, reforçando: controle ambiental; segurança operacional; proteção dos ecossistemas.

Fonte: João Prestes, Comunicação Semadesc, e Gustavo Escobar, Comunicação Imasul

FCO aprova montante recorde de R$ 3,1 bilhões para 2026 e fortalece o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul

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Fotos: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) terá, em 2026, o maior volume de recursos da história destinado a Mato Grosso do Sul: R$ 3,1 bilhões. A programação foi aprovada terça-feira (2), durante a 25ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), em Brasília.

O encontro contou com a participação presencial do vice-governador Barbosinha, que representou o governador Eduardo Riedel, e do coordenador de Competitividade Empresarial da Semadesc, Augusto de Castro. O secretário Jaime Verruck acompanhou a reunião de forma online.

Do total aprovado, metade do montante será direcionada ao setor empresarial, englobando indústria, comércio, serviços e turismo. A outra metade, destinada às atividades rurais do Estado.

Segundo o secretário Jaime Verruck, a divisão equilibra o atendimento às demandas de quem produz e fortalece uma agenda de desenvolvimento que valoriza tanto o campo quanto os segmentos urbanos da economia. Ele destacou que o FCO já aplicou mais de R$ 2,7 bilhões em 2025 e continuará sendo decisivo para financiar projetos produtivos em todo o território sul-mato-grossense.

O secretário ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul entra em 2026 com capacidade ampliada de investimento e com regras atualizadas para fortalecer setores estratégicos. Para a área rural, permanece uma taxa de juros competitiva, em torno de 8,5% ao ano. No setor empresarial, porém, as taxas podem chegar a até 16% e seguem sendo motivo de reivindicação para redução.

“O governador Eduardo Riedel e o vice-governador Barbosinha têm defendido com firmeza a necessidade de reduzir os juros empresariais ou, preferencialmente, equalizá-los às taxas rurais. Esse é um ponto essencial para manter o ritmo de expansão da nossa indústria e dos serviços”, afirmou.

FCO aprova montante recorde de R$ 3,1 bilhões para 2026 e fortalece o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul

Entre as deliberações aprovadas pelo Condel, está a ampliação do prazo de financiamento para armazenagem, uma demanda histórica de Mato Grosso do Sul. O período passa a ser de até 15 anos, com 5 anos de carência, medida que busca acelerar a expansão de estruturas e reduzir o déficit identificado em estudos técnicos.

Também foi aprovada a redução do valor mínimo para que empreendimentos possam acessar recursos do FDCO: de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões, ampliando o alcance da linha.

Outro destaque é o reforço ao microcrédito produtivo orientado, que terá mais de R$ 1,5 bilhão para micro e pequenas empresas, urbanas e rurais. O secretário lembrou que esse conjunto de instrumentos se soma às linhas já consolidadas, como FCO Mulher, FCO Sustentabilidade e FCO Verde, esta última essencial para a recuperação de pastagens degradadas no Estado.

Com a definição das diretrizes, Mato Grosso do Sul se prepara para operar, em 2026, um volume histórico de financiamento.

“O importante é que os recursos estejam disponíveis e sejam efetivamente aplicados. Nosso compromisso, junto ao Conselho Deliberativo Estadual, é garantir que 100% desse montante chegue ao produtor, ao empresário e às iniciativas que impulsionam a economia sul-mato-grossense”, concluiu Jaime Verruck.

Fonte: Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc

Proprietários de veículos em MS tem até o dia 5 de janeiro para garantir desconto de 15% no IPVA

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Proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul têm até o dia 5 de janeiro de 2026 para garantir o desconto de 15% para o pagamento à vista do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Os boletos começaram ontem (2) a ser distribuídos pelos Correios aos proprietários de cerca de 870 mil veículos e também estão disponíveis online.

O Governo do Estado manteve o desconto de 15% para pagamento à vista, segundo maior desconto do país. A média praticada pelos estados varia de 3% a 10%.

O benefício foi oficializado em decreto publicado no dia 12 de novembro no Diário Oficial do Estado, que também estabelece o calendário de pagamento do IPVA 2026, fixando o vencimento da cota única e da primeira parcela para o dia 5 de janeiro de 2026.

A política adotada em Mato Grosso do Sul beneficia diretamente os contribuintes que optam pela quitação antecipada, gerando economia imediata e reduzindo os índices de inadimplência.

Já para quem optar pelo parcelamento, as datas de vencimento foram fixadas em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 29 de maio de 2026. O valor mínimo de cada parcela será de R$ 30,00 para motocicletas e R$ 55,00 para os demais veículos.

Além do desconto expressivo, o Estado mantém uma série de isenções e reduções de base de cálculo que consolidam sua política tributária como uma das mais abrangentes do país. Entre os benefícios, estão:

  • Imunidades para veículos oficiais, entidades sociais, autarquias, fundações e templos de qualquer culto;
  • Isenções para tratores e máquinas agrícolas, aeronaves de uso agrícola, embarcações de pescadores profissionais, táxis, mototáxis, ambulâncias, veículos de bombeiros e diplomáticos, além de veículos com mais de 15 anos;
  • Desconto de 60% para Pessoas com Deficiência (PCD) e redução de alíquota para frotistas com 30 ou mais veículos;
  • Isenção total para veículos movidos a GNV, em estímulo às práticas sustentáveis;
  • Não incidência do imposto em casos de furto, roubo, perda total ou apropriação indébita.

O Governo também publicou em novembro o Decreto nº 16.693, que mantém a redução das alíquotas do IPVA para veículos de carga, transporte coletivo e utilitários, garantindo competitividade ao setor e equilíbrio às atividades produtivas.

A medida preserva os percentuais diferenciados de tributação, com redução de até 50% na base de cálculo para caminhões, ônibus e motorhomes, entre outras categorias.

O contribuinte pode acessar o boleto através do portal da Sefaz (www.sefaz.ms.gov.br), o que garante comodidade e agilidade.

Comunicação Sefaz
Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Imóveis menores redefinem o design: funcionalidade vira prioridade nas casas brasileiras

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(Crédito: sommart / iStock)

Com a tendência de imóveis cada vez menores no Brasil, o design de interiores está se adaptando para atender não apenas ao estilo, mas também à economia dos lares.

Um levantamento publicado pelo Jornal da USP indica que a metragem média dos imóveis financiados caiu 12,75% desde 2018. Esses dados apontam para uma mudança clara na demanda habitacional.

Além disso, segundo estudo da DataZap, unidade de inteligência imobiliária da OLX, o perfil mais desejado de moradia no país é entre 61 m² e 90 m², especialmente apartamentos de dois a três dormitórios. Esse viés reflete como compradores procuram imóveis menores, mas bem distribuídos, em vez de grandes metragens.

Diante desse cenário, profissionais de arquitetura e design apontam para uma crescente valorização de soluções que maximizam cada centímetro. Segundo a Vobi Design, o uso de móveis multifuncionais, prateleiras altas e marcenaria sob medida permite que ambientes reduzidos permaneçam funcionais e confortáveis.

No mesmo sentido, a arquitetura contemporânea privilegia ambientes integrados, como sala e cozinha abertas, para gerar amplitude visual e economia espacial.

Em apartamentos compactos, a circulação é um desafio constante, e o layout precisa ser repensado para garantir fluidez e praticidade. Um bom exemplo de solução inteligente é o uso de marcenaria sob medida para criar um mobiliário que se adapta aos nichos disponíveis.

Em um estúdio de apenas 47 m², em Porto Alegre, arquitetas projetaram uma estante que serve tanto à sala quanto ao quarto, ao mesmo tempo que mantém os corredores livres.

Quando se trata de mobiliário essencial, alguns itens ganham nova relevância pelo seu projeto e pela sua função. No contexto de imóveis pequenos, um guarda roupa de casal pode combinar funcionalidade e economia de espaço.

Modelos com portas de correr ou espelhadas evitam ocupar metros preciosos e ainda ajudam a refletir luz, ampliando visualmente o ambiente. Além disso, compartimentos internos bem planejados, gavetas, prateleiras e cabideiros permitem organizar roupas e acessórios sem sacrificar a circulação.

A vantagem econômica de optar por móveis planejados está no fato de evitar reformas futuras desnecessárias e maximizar o uso útil do imóvel. Em lares restritos, cada peça precisa justificar seu espaço, e investir em soluções sob medida, muitas vezes, traz melhor retorno do que mobiliar com peças genéricas mal adaptadas.

Apesar do tamanho reduzido, a estética não fica de lado. A valorização da paleta de cores neutras, o uso de espelhos e a escolha de materiais que unificam os ambientes ajudam a criar sensação de amplitude. A estratégia arquitetônica também incentiva o desapego e prioriza a simplicidade: menos itens, mais funções.

A combinação de funcionalidade e praticidade, impulsionada pelo encolhimento das plantas imobiliárias, redefine o design de interiores. As escolhas passam a ser motivadas tanto pelo espaço físico quanto pelo orçamento, aproveitando soluções como móveis sob medida e layouts integrados para tornar a casa eficiente, confortável e estética.

A adaptação a imóveis menores não é apenas uma tendência, mas uma resposta concreta ao novo perfil habitacional brasileiro.

Fonte: Divulgação

Vereador João Paulo Farias prestigia formatura do Curso Normal Médio da Escola Cleuza Vargas em Caarapó

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Durante a solenidade o vereador reafirmou seu compromisso com a educação e reconheceu o impacto social do curso para o município.

O presidente da Câmara Municipal de Caarapó, vereador João Paulo Farias (PP), prestigiouno sábado, 29 de novembro,  ao lado da prefeita Lurdes (PL) a solenidade de formatura da turma do Curso Normal Médio da Escola Estadual Cleuza Vargas. O evento marcou a conclusão de uma etapa importante para dezenas de estudantes que agora estão habilitados para atuar na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e na Educação Especial.

De acordo com o presidente, o Curso Normal Médio passou a ser ofertado no Cleuza Vargas em 2018, durante a gestão da diretora Nilza Elena Zambão, embora a modalidade seja mais antiga no Estado. “Temos registros de turmas anteriores, possivelmente desde 2012, o que demonstra a relevância histórica desse curso na formação de profissionais da educação”, destacou João Paulo.

A formação atende a uma demanda crescente de profissionais para atuar nas escolas e Centros de Educação Infantil dos municípios de Mato Grosso do Sul. Por meio das unidades estaduais de ensino, a Secretaria de Estado de Educação oferece o curso com o objetivo de garantir habilitação mínima para atuação docente nas três áreas.

Formação completa e articulada à prática

A turma que concluiu o curso em 2025 realizou aulas presenciais e online no período noturno, totalizando 3.700 horas de formação, distribuídas em 16 disciplinas, organizadas em dois módulos. Além disso, os estudantes participaram de estágios supervisionados, palestras, oficinas e atividades complementares, vivenciando na prática os desafios e a rotina da sala de aula.

Com duração média de 1 ano e 4 meses, o curso possui módulos adaptados ao calendário escolar e prioriza didáticas inovadoras e experiências reais de docência. A oferta e organização do Curso Normal Médio no Cleuza Vargas têm à frente a diretora Nilza Elena Zambão, a diretora-adjunta Andrea Menegati Recalde e a coordenadora do curso, Juliana Stobbe, que foram destacadas pela dedicação e empenho em garantir uma formação de qualidade.

Durante a solenidade, o presidente João Paulo Farias, fez questão de relembrar que concluiu o ensino médio na Escola Cleuza  Vargas e  reafirmou seu compromisso com a educação e reconheceu o impacto social do curso para o município. Ele também anunciou que novas turmas serão abertas, fortalecendo ainda mais a formação de profissionais da educação em Caarapó.

“É uma alegria ver mais uma turma concluindo essa etapa. A educação transforma vidas, e investir na formação de professores é investir no futuro da nossa cidade”, afirmou o presidente.

O encanto do Natal será aceso em Caarapó participe deste momento

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A Prefeitura Municipal de Caarapó tem a honra de convidar toda a população para celebrar juntos o início de um dos momentos mais encantadores do ano: o Natal com Afeto. Uma noite preparada com carinho para reunir famílias, renovar a esperança e fortalecer o espírito natalino em nossa comunidade.

Dia 05 de dezembro, a partir das 18h, a magia toma conta da Praça Central, com a inauguração oficial da decoração natalina e uma programação especial. Teremos apresentações culturais do Coral Municipal, participação dos Centros Municipais de Educação Infantil, além de um lindo Show Cultural para receber com emoção o personagem mais esperado da noite: o Papai Noel.

E a alegria se estende também aos distritos.

Amanhã, o brilho do Natal com Afeto iluminará Cristalina e Nova América com o acender das luzes: Cristalina – 18h30 Nova América – 20h00

Convidamos toda a comunidade para viver este momento especial com a Administração Municipal. Traga sua família, amigos e venha sentir o encanto do Natal que ilumina, reúne e fortalece nossa cidade.

Caarapó te espera. Vamos juntos abrir oficialmente o Natal com Afeto 2025.

Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

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Foto: arquivo/agênca brasil

A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação.Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anosCâmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra.

A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques.

Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos.

“A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen.

A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina.

Reforma tributária

As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023).

Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária.

Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA:

aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros;

embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário;

pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência;

plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e

tratores e máquinas agrícolas.

Debate em plenário

Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA.

“Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10”, afirmou.

Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse.

Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012

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© PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

Mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioeconômico fez a proporção da população na pobreza cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. É o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse é o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milhões de brasileiros.

Os dados fazem parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).

Os indicadores mostram o terceiro ano seguido com redução no número e na proporção de pobres, marcando uma recuperação pós-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.

Confira o comportamento da pobreza no país:

  • 2012: 68,4 milhões
  • 2019: 67,5 milhões (último ano antes da pandemia)
  • 2020: 64,7 milhões
  • 2021: 77 milhões
  • 2022: 66,4 milhões
  • 2023: 57,6 milhões
  • 2024: 48,9 milhões

Em 2012, a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou ao ponto mais alto da série em 2021, com 36,8%. Desde então, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.

Trabalho e transferência de renda

O pesquisador do IBGE André Geraldo de Moraes Simões, responsável pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclosão da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal.

“Esses benefícios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restrição de acesso pelo público, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, então a pobreza subiu”, afirma.

Simões acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assistências com valores maiores, fatores que permitiram o avanço socioeconômico.

“Tanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benefícios de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família e o Auxílio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da população que recebia”, assinala.

No segundo semestre de 2022, o programa Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de Bolsa Família.

Extrema pobreza

No último ano, o Brasil vivenciou também redução da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.

De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milhões para 7,4 milhões, ou seja, 1,9 milhões de pessoas deixaram a condição. Essa evolução fez com que a proporção da população na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor já registrada.

Em 2012, quando começou a série histórica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcançou 9% (18,9 milhões de pessoas).

Desigualdade regional

Os números do IBGE deixam clara a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e Nordeste superam a taxa nacional.

Pobreza

  • Nordeste: 39,4%
  • Norte: 35,9%
  • Brasil: 23,1%
  • Sudeste: 15,6%
  • Centro-Oeste: 15,4%
  • Sul: 11,2%

Extrema pobreza

  • Nordeste: 6,5%
  • Norte: 4,6%
  • Brasil: 3,5%
  • Sudeste: 2,3%
  • Centro-Oeste: 1,6%
  • Sul: 1,5%

“São as regiões mais vulneráveis do país, isso acaba se refletindo também no mercado de trabalho”, diz André Simões.

Outra desigualdade demonstrada é a racial. Na população branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.

Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na população parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.

Menor Gini desde 2012

A Síntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado Índice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O índice vai de 0 a 1 – quanto maior, pior a desigualdade.

Em 2024, o Índice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da série iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.

Para medir o impacto de programas sociais na redução da desigualdade, o IBGE apresentou um cálculo do Gini caso não houvesse essa política assistencial.

O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se não existissem programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

Outro exercício hipotético realizado pelos pesquisadores foi sobre a condição de pessoas com 60 anos ou mais se não houvesse benefícios previdenciários 

A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. Já a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.

O levantamento mostra também que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a proporção era de 6,7%.

Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Copa Santa Rosa de Suíço define primeiros semifinalistas de 2025 hoje em Amambai

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Bicampeã da tradicional regional, a Fazenda Flamboyant/Supermercado Manso entra em campo na noite desta quarta-feira (3) na busca pelo tricampeonato da Copa Santa Rosa de Futebol Suíço, em Amambai. (Foto: Divulgação)

Vilson Nascimento

Duas partidas definem na noite desta quarta-feira, dia 3 de dezembro, os primeiros semifinalistas da 15ª Copa Santa Rosa de Futebol Suíço, em Amambai.

No primeiro jogo, às 19h30 no campo do complexo esportivo Chácara Santa Rosa, também conhecido como “Campo do Fubica”, localizado na saída para Ponta Porã, a atual bicampeã do certame, a Fazenda Flamboyant/Supermercado Manso, vai enfrentar o Triângulos F.C para tentar seguir na busca pelo tricampeonato e na sequencia, às 20h30, o Time dos Amigos terá pela frente o Auto Posto Tacuru, da cidade de Tacuru, na busca pela vaga nas semifinais da competição regional.

Os últimos dois semifinalistas da tradicional competição regional, que tem a frente da organização o Ramão Júnior, o “Fubica”, serão conhecidos na noite desta quinta-feira, dia 4 de dezembro.

Na primeira partida, às 19h30 no Campo do Fubica, vão jogar Auto Elétrica Conesul e Invernada, time da Aldeia Amambai, que recentemente foi campeão da edição 2025 da Copa Cidade Crepúsculo de Suíço, em Amambai e na sequencia, às 20h30 se enfrentam Paranhos e Container Beer/L9 Store, da cidade de Caarapó.

Confira abaixo a tabela de jogos

Copa Santa Rosa de Suíço define primeiros semifinalistas de 2025 hoje em Amambai