Com a conclusão do inquérito policial baseado principalmente nos laudos técnicos apresentados, os pais do bebê Emanuel Tobias Marques, que veio a óbito em janeiro desse ano, se manifestaram nas redes sociais e também através de contato com o jornal A Gazeta.
O advogado Willian Moreira Marques, o pai do bebê, disse que vai seguir o parecer do inquérito policial. “Desde que ocorreu o fato em janeiro, procuramos esclarecimentos através das autoridades competentes, no exercício do nosso direito como pais. Lamentamos profundamente o ocorrido com nosso filho e nós apegamos a Deus que sabe de todas as coisas”, afirmou o pai ao jornal A Gazeta.
Um post publicado pela mãe de Emanuel, nas redes sociais mostra o sentimento da família. Willian pediu ao jornal que republicasse o post.
Enfermeira Daiana, coordenadora do CROH no Hospital Regional.
(Foto: Clesio Damasceno)
Por Clesio Damasceno/A Gazeta
Com foco na melhoria contínua da assistência e na humanização do cuidado, o Hospital Regional de Amambai implantou há cerca de um ano a Comissão de Revisão de Óbitos (CROH), um serviço interno que reúne profissionais de diferentes áreas para analisar cada caso de morte ocorrido na instituição. O objetivo é compreender as causas, identificar eventuais falhas e aprimorar os protocolos de atendimento, buscando evitar que novas perdas aconteçam.
A reportagem do Jornal A Gazeta conversou com a enfermeira Daiane de Oliveira, que trabalha no hospital há 6 anos e é coordenadora do Croh. A comissão é formada 12 profissionais, entre médicos e enfermeiros. As reuniões ocorrem a cada três meses, quando o grupo se debruça sobre os óbitos registrados no período, envolvendo crianças, adultos, idosos, incluindo pacientes indígenas, e elabora relatórios técnicos com recomendações de melhorias.
“Nem todos os óbitos são evitáveis, mas muitos deles nos trazem lições importantes. O CROH permite que o hospital aprenda com cada caso e transforme essas experiências em ações concretas de melhoria da assistência”, explica Daiana.
Além da análise técnica, o trabalho da comissão representa um gesto de cuidado e respeito com os pacientes e suas famílias, reforçando o compromisso do hospital com a qualidade do atendimento e com o aperfeiçoamento constante da equipe. “Nosso propósito é garantir que cada pessoa que chegue ao hospital receba o melhor cuidado possível, desde a triagem até o atendimento final. O olhar humano é o que nos move”, destaca a enfermeira.
Desde a criação da CROH, já foram observadas melhorias significativas nos fluxos internos, na comunicação entre equipes e na agilidade dos atendimentos, refletindo diretamente na segurança dos pacientes.
Para o diretor do Hospital Regional de Amambai, Paulo Catto, a iniciativa reforça o compromisso do hospital em manter uma assistência baseada na empatia, na responsabilidade e no aprendizado contínuo, valores que norteiam todas as ações da instituição.
Enfermeira Daiana, coordenadora do CROH no Hospital Regional.
(Foto: Clesio Damasceno)
Com foco na melhoria contínua da assistência e na humanização do cuidado, o Hospital Regional de Amambai implantou há cerca de um ano a Comissão de Revisão de Óbitos (CROH), um serviço interno que reúne profissionais de diferentes áreas para analisar cada caso de morte ocorrido na instituição. O objetivo é compreender as causas, identificar eventuais falhas e aprimorar os protocolos de atendimento, buscando evitar que novas perdas aconteçam.
A reportagem do Jornal A Gazeta conversou com a enfermeira Daiane de Oliveira, que trabalha no hospital há 6 anos e é coordenadora do Croh. A comissão é formada 12 profissionais, entre médicos e enfermeiros. As reuniões ocorrem a cada três meses, quando o grupo se debruça sobre os óbitos registrados no período, envolvendo crianças, adultos, idosos, incluindo pacientes indígenas, e elabora relatórios técnicos com recomendações de melhorias.
“Nem todos os óbitos são evitáveis, mas muitos deles nos trazem lições importantes. O CROH permite que o hospital aprenda com cada caso e transforme essas experiências em ações concretas de melhoria da assistência”, explica Daiana.
Além da análise técnica, o trabalho da comissão representa um gesto de cuidado e respeito com os pacientes e suas famílias, reforçando o compromisso do hospital com a qualidade do atendimento e com o aperfeiçoamento constante da equipe. “Nosso propósito é garantir que cada pessoa que chegue ao hospital receba o melhor cuidado possível, desde a triagem até o atendimento final. O olhar humano é o que nos move”, destaca a enfermeira.
Desde a criação da CROH, já foram observadas melhorias significativas nos fluxos internos, na comunicação entre equipes e na agilidade dos atendimentos, refletindo diretamente na segurança dos pacientes.
Para o diretor do Hospital Regional de Amambai, Paulo Catto, a iniciativa reforça o compromisso do hospital em manter uma assistência baseada na empatia, na responsabilidade e no aprendizado contínuo, valores que norteiam todas as ações da instituição.
Após nove meses da morte do bebê Emanuel Tobias Marques, de 4 meses de idade, a Delegacia de Polícia de Amambai através do delegado dr. Guilherme Tiago de Andrade, apresentou a conclusão do inquérito que apurava a materialidade, a autoria e as circunstâncias do óbito.
Nas conclusões finais do documento de 150 páginas, o Delegado conclui através dos laudos e documentos obtidos, depoimentos, oitivas, investigações e análise, que a morte ocorreu por insuficiência respiratória aguda e anóxia, mas não foi encontrada materialidade criminosa que pudesse apontar uma culpabilidade.
PROCEDIMENTOS MÉDICOS E MEDICAÇÃO FORAM CORRETOS
A conclusão do inquérito apontou que os procedimentos médicos feitos desde a primeira consulta, como também no atendimento de emergência, foram alinhados com as referências pediátricas usuais para a faixa etária do paciente.
RELEMBRE A CRONOLOGIA DO CASO
O bebê Emanuel iniciou quadro febril em 13-01-2025, o que motivou série de atendimentos ambulatoriais, primeiro numa UBS (Unidade Básica de Saúde) e posteriormente sendo reavaliado por pediatra no Posto Central, com diagnóstico de inflamação na garganta, sendo receitado medicamentos e liberado para casa. Com a persistência da febre, no dia 14-01-2025, por volta das 4h25, Emanuel deu entrada no Hospital Regional de Amambai com temperatura de 38,8ºC, seguindo protocolos médicos. Às 6h20 o paciente recebeu alta com a temperatura registrada em 37,6ºC.
Por volta das 8h30, cerca de 2 horas e 10 minutos após a alta, os pais percebem, em casa, que o bebê Emanuel estava com aspecto azulado/roxo e com hiportemia (cianose). Novamente Emanuel é levado ao HRA e dá entrada às 09h10 em estado considerado grave com falta de ar, sendo atendido por três médicos e com temperatura corporal alarmante de 34,8ºC, além de hipoxemia e hipoglicemia grave.
Medidas imediatas de suporte e esforços foram aplicadas, mas apesar do pronto atendimento, Emanuel apresentou parada cardiorespiratória às 09h35, com o óbito sobrevindo às 10h10 de 14.01-2025.
O fato ganhou repercussão e o resultado final do inquérito baseado nos exames legistas era esperado por familiares, hospital e profissionais ligados à saúde do município.
Conforme o delegado, dr. Guilherme foi um trabalho intenso do IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal), com participação de três legistas que forneceram informações importantes para a conclusão do inquérito.
A Seção de Investigações Gerais (SIG), com apoio da DRP Naviraí e DP de Itaquiraí, elucidou o desaparecimento de C.T.O, de 42 anos, encontrado morto após ter sido brutalmente assassinado por W.A.S.S., de 28 anos, em crime que chocou a população pela violência e frieza com que foi praticado.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada do dia 18 de outubro, quando a vítima saiu de sua residência, no bairro Jardim Paraíso, dirigindo o veículo Renault Sandero, prata, sob o pretexto de buscar uma sobrinha do autor para levá-la a Dourados. Desde então, a vítima não foi mais vista, levando amigos e familiares a registrarem seu desaparecimento na Delegacia de Polícia.
Durante as diligências, os investigadores apuraram que o suspeito foi a última pessoa a manter contato com a vítima. Imagens de câmeras de segurança mostraram o veículo da vítima estacionando em frente à casa do suspeito por volta de 00h do dia 18, e cerca de duas horas depois, apenas uma pessoa deixou o local conduzindo o carro, sem que a vítima fosse mais vista.
As investigações avançaram rapidamente e revelaram que, na manhã seguinte ao crime, o suspeito se apresentou ao trabalho, em uma empresa em Itaquiraí, dirigindo o Sandero da vítima e afirmando ser o proprietário. Testemunhas confirmaram que o investigado utilizava o carro normalmente, oferecendo caronas a colegas e conduzindo o veículo até o local de trabalho.
Diante das contradições e das provas reunidas, quando novamente interrogado o suspeito confessou o crime, revelando detalhes da execução.
Segundo seu relato, a vítima compareceu à sua casa e se negou a emprestar-lhe o carro, o que gerou uma discussão. Tomado pela raiva, o autor golpeou duas vezes com um pedaço de madeira na nuca da vítima, o primeiro golpe pelas costas e o segundo quando a vítima já estava caída. Em seguida, arrastou o corpo até uma área de mato nos fundos da residência, próxima ao Córrego do Touro, e fugiu no veículo da vítima, que passou a utilizar normalmente nos dias seguintes.
No dia 20 de outubro, já ciente da repercussão do desaparecimento, o autor retornou ao local e ocultou o cadáver, cobrindo-o com terra, folhas e galhos verdes para dificultar a localização. A confissão levou os investigadores ao ponto exato indicado, onde o corpo foi encontrado parcialmente enterrado. Nas proximidades, também foi localizado o pedaço de madeira de aproximadamente 1,15 metro de comprimento, utilizado como arma do crime.
O laudo de declaração de óbito constatou que a vítima morreu em razão de traumatismo cranioencefálico causado por ação contundente, confirmando a brutalidade da agressão.
O suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver (art. 211 do Código Penal), sendo também representada pela decretação da prisão preventiva, destacando que o caso apresenta violência extrema, frieza e periculosidade acentuada, além de risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. O investigado ainda foi indiciado por latrocínio (art. 157, §3º, II, do Código Penal).
O veículo da vítima e o instrumento do crime foram apreendidos e encaminhados à perícia. As imagens das câmeras de segurança e os laudos periciais integram o inquérito policial, que segue sob responsabilidade da Primeira Delegacia de Polícia de Naviraí, visando ao completo esclarecimento dos fatos e eventual participação de terceiros.
Embora a creatina seja amplamente associada à performance esportiva, seu uso não se limita a quem frequenta academias. Segundo matéria do G1 Saúde, de 2024, o composto também pode beneficiar pessoas sedentárias ou com limitações físicas, pois auxilia na regeneração muscular e na produção de energia celular.
A substância atua diretamente na produção de ATP (adenosina trifosfato), fonte de energia das células. Isso significa que, mesmo sem treino, o corpo pode aproveitar seus efeitos para funções essenciais, como raciocínio, mobilidade e metabolismo energético.
Benefícios da creatina para a saúde
Além dos ganhos de força e resistência, a creatina tem sido estudada por seu impacto positivo em diferentes áreas da saúde. Segundo o portal Drauzio Varella, os principais benefícios incluem:
melhora da função cognitiva, especialmente em idosos;
redução do risco de sarcopenia (perda de massa muscular relacionada à idade);
aumento da energia em células do cérebro e dos músculos;
apoio à recuperação de tecidos e ao sistema imunológico.
Essas descobertas reforçam que o suplemento pode ser útil mesmo para quem não busca hipertrofia, mas quer preservar a saúde muscular e o desempenho físico ao longo da vida.
Como a creatina funciona no corpo
A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo, armazenada principalmente nos músculos e utilizada durante esforços de alta intensidade e curta duração. Ela atua como um “estoque de energia rápida”, permitindo que o corpo se recupere entre esforços e mantenha o rendimento.
Ao ser ingerida como suplemento, a creatina aumenta a reserva muscular, proporcionando mais energia para atividades cotidianas e melhorando a resistência à fadiga. Segundo o portal Ocean Drop, isso também pode resultar em melhor disposição geral, mesmo para quem não realiza treinos regulares.
A creatina faz mal para quem não malha?
A segurança do uso da creatina por pessoas que não treinam é um dos pontos mais debatidos. No entanto, especialistas garantem que, em doses adequadas, o suplemento é seguro e pode trazer benefícios metabólicos.
De acordo com o blog UOL VivaBem, o consumo não causa sobrecarga nos rins nem retenção perigosa de líquidos, dois dos principais mitos em torno do composto. O mais importante é manter hidratação adequada e orientação profissional.
Dosagem de creatina diária
A dosagem ideal varia conforme peso, idade e rotina. Em geral, recomenda-se cerca de 3 a 5 gramas por dia, segundo especialistas. No entanto, o acompanhamento nutricional é fundamental para definir o uso correto.
Para quem busca entender a quantidade certa, é importante procurar um profissional, que poderá indicar se o ideal é adquirir, por exemplo, uma creatina de 1kg ou outra variação menor, conforme a frequência de uso e os objetivos pessoais.
Além disso, a suplementação deve ser contínua para surtir efeito, pois interromper o uso com frequência pode reduzir os benefícios.
O interesse crescente pela suplementação reflete uma tendência mais ampla: a busca por estratégias que combinem saúde, energia e longevidade. Ainda que seu consumo esteja fortemente ligado ao universo fitness, o composto demonstra potencial para beneficiar pessoas em diferentes fases da vida.
Com o uso orientado e consciente, a creatina se consolida como um dos suplementos mais versáteis e estudados da atualidade, dentro e fora das academias.
Esta semana o vereador Léo Mecânico acompanhou início do recapeamento.
O vereador Léo Mecânico (PSD) manifestou agradecimento à prefeita Maria de Lurdes Portugal (PL), ao secretário de Obras e Infraestrutura Rodrigo de Souza Batista e a toda a equipe da Secretaria de Obras pelo início do recapeamento da Rua José Bonifácio, conhecida como Rua da Feira, em Caarapó.
A obra contempla o trecho entre o cruzamento da Rua Ramão Vargas de Oliveira e a Avenida Dom Pedro Segundo, atendendo a uma indicação apresentada pelo gabinete do vereador.
Segundo Léo Mecânico, os serviços de recapeamento já estão em andamento e deverão ser concluídos em breve, garantindo melhorias significativas na trafegabilidade, na segurança de motoristas e pedestres, além de beneficiar diretamente os comerciantes que atuam na região.
O vereador destacou o comprometimento dos servidores municipais que têm trabalhado com dedicação para entregar um serviço de qualidade à população.
“Agradeço à prefeita Lurdes, ao secretário Rodrigo de Souza Batista e a toda a equipe de funcionários que estão se dedicando para que esse recapeamento seja concluído o mais rápido possível. Seguimos trabalhando juntos em prol do desenvolvimento de Caarapó e do bem-estar da nossa população”, afirmou o vereador Léo Mecânico.
A revitalização da via é mais uma das ações do Plano de Infraestrutura Urbana da administração municipal, que vem investindo em melhorias estruturais para garantir mobilidade, segurança e valorização dos espaços públicos.
As emendas já estão empenhadas e devem ser executadas nos próximos meses, fortalecendo o trabalho da gestão municipal em parceria com o Legislativo.
O vereador Gilberto Segóvia (PSDB) comemorou nesta semana o pagamento de importantes emendas parlamentares estaduais destinadas ao município de Caarapó, resultado de sua atuação e articulação junto aos deputados Londres Machado (PP) e Neno Razuk (PL).
Os recursos, liberados na última terça-feira (14), somam R$ 210 mil e contemplam áreas essenciais como educação, assistência social, esporte e saúde pública.
Entre as emendas, o deputado Londres Machado destinou R$ 160 mil, sendo R$ 100 mil para a reforma e ampliação do prédio do CRAS urbano, permitindo também a criação de um espaço adequado para o atendimento do CadÚnico, e R$ 60 mil para aquisição de instrumentos e materiais esportivos que atenderão a Associação Municipal de Esporte e Música (AMEM) em projetos realizados na Escola Estadual Joaquim Alfredo Soares Vianna.
Já o deputado Neno Razuk atendeu solicitação do vereador com a liberação de R$ 50 mil para aquisição resfriadores de medicamentos destinados à farmácia do ESFs, reforçando o atendimento à população que busca os serviços de saúde nos ESFs e no Pronto Atendimento Médico.
Gilberto Segóvia destacou a importância dessas conquistas e agradeceu aos parlamentares pelo compromisso com o município.
“Esses recursos chegam em boa hora e vão beneficiar diretamente nossa população. Agradeço aos deputados Londres Machado e Neno Razuk pela atenção com Caarapó e por atenderem nossas indicações com sensibilidade e responsabilidade. Continuaremos trabalhando para trazer mais investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e assistência social”, afirmou o vereador.
As emendas já estão empenhadas e devem ser executadas nos próximos meses, fortalecendo o trabalho da gestão municipal em parceria com o Legislativo.
Um cachorro da raça Border Collie desapareceu na manhã desta quarta-feira, 22, nas proximidades da Escola Estadual Coronel Felipe de Brum, em Amambai.
O animal foi visto pela última vez por volta das 7h, em frente à escola. Ele está debilitado e usa um cone, pois está em tratamento de saúde. Segundo informações, ele conseguiu abrir o portão do lar temporário com o focinho e fugir do local.
O É muito importante encontrá-lo o quanto antes, pois ele precisa continuar o tratamento.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do cão pode entrar em contato com a ONG Adote um Campeão de 4 Patas pelos telefones (67) 9 8445-0686 (Wyhara) ou (67) 9 9989-8498 (Mony).
O governo vai leiloar sete blocos de exploração de petróleo na região do pré-sal nesta quarta-feira (22). O processo vai ser conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e 15 empresas estão habilitadas a participar da concorrência pública, entre elas a Petrobras.
A sessão pública do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) está marcada para iniciar às 10h, na sede da ANP, no Rio de Janeiro.
As OPPs são o meio pelo qual o governo oferece às empresas blocos exploratórios no polígono do pré-sal ─ onde estão as maiores reservas de petróleo conhecidas no país ─ e de outras áreas consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão multiministerial de assessoramento da Presidência da República.
A oferta permanente pôs em disputa até 13 blocos, mas as empresas manifestaram interesse em participar da concorrência de apenas sete deles , nas bacias de Santos e Campos, no litoral do Sudeste. Estão no radar:
Bacia de Santos: blocos Esmeralda e Ametista;
Bacia de Campos: blocos Citrino, Itaimbezinho, Ônix, Larimar e Jaspe.
Conforme determina a legislação (Lei 12.351/2010 e Decreto Federal 9.041/2017), a estatal Petrobras já manifestou o direito de preferência para ser operadora de 40% do bloco de Jaspe.
Entre as empresas habilitadas estão três nacionais e 12 multinacionais de origem estrangeira:
Brasileiras: Petrobras, Prio e Brava Energia (ainda com o nome 3R Petroleum)
Estrangeiras: BP (Reino Unido), Chevron (EUA), Ecopetrol (Colômbia), Equinor (Noruega), Karoon (Austrália), Petrogal (Portugal), Petronas (Malásia), Qatarenergy (Catar), Shell (Anglo-holandesa), Total Energies (França) e as chinesas Sinopec e CNOOC.
Para participar, além de apresentar declaração de interesse, as empresas apresentam garantias à ANP de que são capazes de assumir os empreendimentos.
Vencedor
No modelo de partilha, a empresa ou consórcio vencedor do leilão paga um valor fixo de bônus de assinatura. Então, não é esse bônus que determina o vencedor do leilão, e, sim, a parcela de excedente de produção que o agente oferece à União. Cada bloco tem um percentual mínimo exigido.
Esse excedente que deve ser compartilhado com a União pode ser entendido como o lucro da produção após o pagamento dos custos.
Além disso, o Estado recebe tributos, royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção).
No regime de partilha, os interesses da União são representados pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). É a PPSA quem leiloa o óleo entregue pelas petroleiras à União.
No último leilão da PPSA, em junho de 2025, foram vendidos 74,5 milhões de barris de petróleo, o que significa arrecadação de cerca de R$ 28 bilhões para os cofres públicos.
Já nos contratos sob o regime de concessão, utilizado em outras áreas exploratórias, o vencedor é a empresa ou consórcio que paga o maior valor, em bônus de assinatura, pelo direito de explorar petróleo.
Oferta Permanente
A Oferta Permanente, seja no modelo partilha ou concessão, é a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A ANP explica que, diferentemente das rodadas tradicionais, esse sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios.
Dessa forma, ao longo do tempo, as empresas têm liberdade para estudar os dados técnicos das áreas e apresentar ofertas no momento que considerarem mais adequado, sem depender de prazos rígidos ou ciclos específicos de licitações.
“Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil”, defende a ANP.
Transição energética
Apesar de o petróleo ser um combustível fóssil, que emite gases do efeito estufa, causador do aquecimento global, a ANP aponta que as OPPs “integram o processo de diversificação energética para uma economia de baixo carbono”.
A agência reguladora ligada ao MME apresenta três pontos nesse sentido:
Produção no pré-sal tem menor pegada de carbono em relação à média mundial;
Contratos preveem medidas para reduzir a intensidade de carbono nas atividades de exploração e produção;
Cláusula dos contratos determina investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e inovação, sendo que, atualmente, grande parte é aplicada em projetos relacionados à transição energética.
O prefeito Hélio Acosta (e) com o secretário de esportes, Denílson Rafaíne. Copa dos Servidores Municipais tem por objetivo promover entretenimento e a interação entre os servidores e servidoras da prefeitura, em Paranhos. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
A prefeitura, por meio da Sejel (Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer) abre nesta quarta-feira, 22 de outubro, a Copa dos Servidores Públicos Municipais, em Paranhos.
A competição, realizada nas modalidades de futsal masculino e voleibol de areia 4×4 feminino, será disputada por equipes formadas por servidores e servidoras lotadas em diversos setores da administração pública municipal local, mais servidores estaduais da Escola Estadual Santiago Benites, que participa como convidada.
No total, segundo a organização, serão 12 equipes no futsal masculino e 13 equipes do vôlei de areia feminino.
Segundo a Sejel, a abertura do voleibol de areia acontece às 18h30 desta quarta-feira (22) da quadra de areia do Lago Municipal e o futsal masculino na noite da próxima segunda-feira, dia 27 de outubro, no Ginásio de Esportes Flávio Derzi.
Para o prefeito de Paranhos, Hélio Acosta, além de oferecer momentos de lazer para a categoria, a Copa dos Servidores Públicos Municipais é uma oportunidade para aproximar os servidores, promovendo a interação entre os diversos setores da administração pública, o que também consequentemente resultará em beneficio à população paranhense na hora de buscar o atendimento, já que uma equipe unida, segundo o prefeito, sempre colhe melhores resultados.
“Aqui em Paranhos temos um quadro de funcionários comprometidos com mossa cidade e em fazer cada vez melhor no que diz respeito ao atendimento a nossa população”, disse Hélio Acosta.
O encontro aconteceu na última quinta-feira, 16, e contou com a presença do diretor da unidade, Gilson Lino Filho, que fez questão de acompanhar o momento.
Pelo segundo ano consecutivo, o escritor e jornalista Vaner Matos, autor do livro “O Rapto”, participou de uma roda de conversa com detentos do Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó (EPMRFC), dentro das atividades do Projeto Remição pela Leitura – orientado pela professora Elizete de Sousa sob coordenação da professora Juliana Rubim.
O encontro aconteceu na última quinta-feira, 16, e contou com a presença do diretor da unidade, Gilson Lino Filho, que fez questão de acompanhar o momento. O projeto, desenvolvido em parceria com a Faculdade Fetac desde 2020, tem como objetivo estimular a leitura entre os reeducandos e proporcionar a remição de pena por meio da leitura de obras literárias e produção de resenhas.
O escritor já havia disponibilizado alguns exemplares da obra para que os detentos pudessem ler e preparar perguntas sobre o tema. Durante o encontro Vaner Matos ouviu os leitores e respondeu questionamentos sobre a obra – e ainda, compartilhou experiências e reflexões sobre“O Rapto”, a trama que aborda a recuperação de dependentes químicos por meio da leitura.
A professora Elizete de Sousa destacou o empenho dos participantes: “Foi uma experiência muito produtiva. Os alunos leram o livro de 186 páginas em apenas uma semana, fizeram anotações e estavam ansiosos para dialogar com o autor. A leitura e o debate despertaram neles uma nova visão sobre o poder transformador dos livros”, comentou.
O escritor também se disse emocionado com o encontro: “É sempre uma experiência extraordinária. O Rapto é uma obra de ficção, mas fala de temas reais, como a luta contra os vícios e a reconstrução da vida e o poder da leitura como ferramenta transformadora da mente. Ouvir as impressões dos internos e perceber como a literatura os toca é algo profundamente humano”, afirmou Vaner Matos.
A coordenadora do projeto na Faculdade Fetac, professora Juliana Rubim, também destacou a importância da parceria: “Fico imensamente feliz com a presença do professor Vaner. O Rapto é uma obra instigante, que provoca reflexão sobre a sociedade e nossas atitudes. Agradeço ao autor por compartilhar seu trabalho e contribuir com a formação humana dos internos”, declarou.
Desde sua criação, o Projeto Remição pela Leitura tem proporcionado momentos de aprendizado e transformação pessoal. A iniciativa permite que os detentos reduzam parte de
suas penas ao lerem livros e produzirem relatórios avaliativos, além de participarem de encontros literários com autores e voluntários.
Pesquisa da bióloga Renata Norbert, do Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), sobre a substituição de camundongos por ensaios in vitro para controle da qualidade de soros contra o veneno de cobras do gênero Bothrops, foi premiado pela Sociedade Europeia para Alternativa de Testes em Animais, no 13º Congresso Mundial de Alternativas ao Uso de Animais.
O trabalho obteve também menção honrosa do Centro Nacional para a Substituição, Refinamento e Redução de Animais em Pesquisa, organização científica britânica.
Bothrops é um gênero de serpentes da família Viperidae, popularmente denominadas de jararacas, cotiaras e urutus. A picada dessa serpente é a causadora do maior número de acidentes com cobras no Brasil. Somente este ano, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) registrou 12 mil acidentes desse tipo.
Em entrevista para a Agência Brasil, Renata Norbert disse que o estudo vem sendo desenvolvido há algum tempo porque, desde 2001, o INCQS vem fazendo apelos para a substituição desses animais, não só para evitar o sofrimento da espécie nos testes, mas também porque a pesquisa demonstrou resultados mais rápidos e mais baratos.
Segundo Renata, a cadeia produtiva antiveneno engloba muitas etapas. Em todas elas, desde a produção, há um controle interno para assegurar a qualidade.
Ao final da produção, o lote vai para teste no INCQS, onde também é utilizada uma grande quantidade de camundongos visando a liberação do produto para o Programa Nacional de Imunização (PNI) para a população brasileira.
“Nós conseguimos avançar na fase de pré-validação que, até o momento, no mundo inteiro, não existe para antivenenos. Existe para cosméticos, existe para outros produtos. Para antivenenos, é a primeira pesquisa que chega à fase de pré-validação”, acentuou Renata.
Agora, o estudo está na última fase, que abrange a reprodutibilidade de outros laboratórios para atestar a robustez do método. “Os outros laboratórios vão testar a metodologia que a gente pré-validou para observar se eles conseguem obter os mesmos resultados. Acho que esse foi o maior diferencial do nosso trabalho: avançar um passo a mais na validação”.
Metodologia
A substituição de camundongos por células Vero, cultivadas em laboratório, poderá ser adotada também por produtores, o que evitará o uso de roedores. A metodologia in vitro prevê o uso dessas células Vero que, após serem fixadas em placas, recebem uma mistura de soro com veneno.
Caso as células permaneçam intactas, o soro está aprovado porque inibiu a ação do veneno. Qualquer efeito tóxico, ao contrário, significa que o soro foi reprovado.
Depois dessa etapa, a meta é submeter o resultado da pesquisa para a farmacopeia brasileira, de modo a colocá-lo em prática. “A gente quer sair da pesquisa e aplicá-la na prática”, diz a especialista.
Serão montados kits de ensaios para que os laboratórios possam realizar a metodologia e verificar os resultados, fazendo-se ainda a comparação entre os resultados apresentados pelos laboratórios. “Com os dados, a gente faz a estatística e vê a reprodutibilidade, se eles conseguem obter os mesmos resultados que a gente conseguiu no INCQS”, frisa Renata. Esses resultados serão publicados e submetidos aos órgãos reguladores. “O nosso sonho é fazer um estudo maior, que incluísse até laboratórios fora do Brasil porque essas serpentes Bothrops existem em outros países, como a Costa Rica, por exemplo. Não se limitam ao Brasil”, acrescenta.
Para Renata Norbert, o reconhecimento internacional obtido pelo estudo foi um estímulo a mais para dar prosseguimento à pesquisa. Ela acredita que – partir de março de 2026 – o projeto poderá ser colocado em prática.
Ganhos
Em dezembro deste ano, Renata irá se reunir com os produtores e um número maior de pessoas interessadas na multiplicação desse conhecimento visando colocá-lo em prática. Ela quer tentar a expansão do projeto para o exterior. A premiação contribuiu para isso. A bióloga do INCQS reforçou que o método é mais rápido e barato do que utilizando os camundongos. “Chega a reduzir em até 69% o custo”, frisou.
Testes antiveneno causam muito sofrimento aos animais usados em grande quantidade. Eles acabam sacrificados – Foto – Vital Brazil/Direitos reservados
Assim, isso se explica porque é necessário um número muito grande de roedores criados no Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) e chegam até a fase adulta para que possam ser utilizados em pesquisas.
Renata Norbert explicou que o teste para antiveneno causa muito sofrimento aos animais usados em grande quantidade, e que, após esse método, são sacrificados. “Trata-se de um teste longo e doloroso, sem anestesia”, esclarece. Daí a razão de a pesquisa buscar sua substituição por ensaios in vitro.
O método desenvolvido pela bióloga no INCQS “é simples e rápido. A gente libera o resultado em uma semana, enquanto os camundongos levam pelo menos um mês na produção até chegarem à fase adulta. Depois, ainda vão para o INCQS para aclimatar e ficam dias no laboratório, antes de serem experimentados. O nosso método é simples, então dá uma diferença grande. Após a validação, vai ser um ganho muito grande”, assegura.
O INCQS já utiliza a metodologia de células para liberação de vacinas. Para venenos, o estudo de Renata é pioneiro. Ela pretende estender a pesquisa internacionalmente para outros tipos de serpente Bothrops “porque, se ela é efetiva para Bothrops jararaca, também pode ser para Bothrops Asper, encontrada na América Central e no norte da América do Sul. Na Costa Rica, por exemplo, seria muito importante”.
Envenenamento
Para o INCQS, as serpentes Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos casos de envenenamento por cobras em humanos no Brasil. Além da possibilidade de levar a pessoa a óbito, a peçonha desses répteis pode causar hemorragia, necroses ou mesmo amputações dos membros afetados.
Apesar disso, o envenenamento por Bothrops não desperta o interesse comercial da indústria farmacêutica privada, informou o Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde. Daí, a Organização Mundial de Saúde (OMS) o classifica como doença tropical negligenciada.
O antiveneno e os ensaios para verificar sua qualidade são feitos pelas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), como o INCQS/Fiocruz, Instituto Vital Brasil, Instituto Butantan e a Fundação Ezequiel Dias.
Fachada da edificação onde funciona a Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 50 oportunidades de emprego nesta quarta-feira, dia 22 de outubro. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 50 oportunidades de emprego nesta quarta-feira, dia 22 de outubro, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
5 vagas para vendedor ou vendedora
5 vagas para pedreiro
3 vagas para técnico em segurança do trabalho
3 vagas para empregada doméstica
3 vagas para atendente de balcão
2 vagas para eletricista
1 vaga para jovem aprendiz estudante no período vespertino
1 vaga para padeiro
1 vaga para confeiteiro
1 vaga para empacotador
1 vaga para operador de caixa
1 vaga para auxiliar financeiro
1 vaga para arte finalista
1 vaga para ajudante de eletricista
1 vaga para auxiliar de linha de produção PCD
1 vaga para auxiliar de limpeza
1 vaga para costureira
1 vaga para desenhista copista trabalhar com cópia
1 vaga para manicure
1 vaga para técnico agrícola
1 vaga para técnico em suporte
1 vaga para montador de móveis ter carteira habilitação
1 vaga para operador de empilhadeira ter curso
1 vaga para operador de escavadeira
1 vaga para operador de motoniveladora
1 vaga para operador de pá carregadeira
1 vaga para operador de retro escavadeira
1 vaga para mecânico de autos geral
1 vaga para mecânico de automóveis
1 vaga para mecânico de bicicleta
1 vaga para motorista de caminhão
1 vaga para torneiro mecânico
1 vaga para carpinteiro
1 vaga para carvoeiro
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.
Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533
“O que faz com que o animal produza metano é a digestão da fibra de baixa qualidade" - Foto: Divulgação
Enquanto as emissões de metano do Brasil aumentaram 6% entre 2020 e 2023, alcançando 20,8 milhões de toneladas segundo o Observatório do Clima, pesquisadores apontam que a solução está em investir na eficiência produtiva da pecuária. O setor agropecuário, responsável por 75% das emissões do gás, pode reduzir significativamente seu impacto ambiental sem comprometer a produção, adotando práticas que tornem o rebanho mais produtivo e sustentável.
De acordo com estudos da Unesp, o manejo adequado das pastagens e a melhoria da alimentação dos bovinos são caminhos diretos para diminuir as emissões. O professor Ricardo Reis, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, explica que quando o boi consome pasto verde e de alta qualidade, emite menos metano e o produtor ainda contribui para o sequestro de carbono no solo.
“O que faz com que o animal produza metano é a digestão da fibra de baixa qualidade do capim no rúmen. Quando o boi come um pasto verde e de qualidade, ele vai emitir menos metano. Ao mesmo tempo, o produtor estoca carbono no solo ao preservar as pastagens. Essa é a forma mais eficiente de mitigação”, diz Reis.
Além disso, a adoção de sistemas integrados de produção, como lavoura-pecuária-floresta, e o uso de suplementação alimentar de qualidade ajudam a maximizar o ganho de peso e diminuir o tempo de abate, reduzindo o número total de cabeças necessárias para manter a produção.
Pesquisadores defendem que o país precisa alinhar as políticas fundiárias e ambientais para refletir corretamente os avanços em produtividade e eficiência. Assim, o Brasil poderia transformar um dos principais focos de emissões em uma oportunidade de liderança climática, conciliando desenvolvimento agropecuário e compromisso ambiental.
“Em razão dessa questão metodológica, todo o esforço do Brasil para reformar suas pastagens, adotar sistemas integrados de produção, melhorar a qualidade nutricional, entre outras tecnologias, não está sendo capturado nas estimativas de emissão, porque elas usam os dados de rebanho oficiais do IBGE, que são imprecisos”, diz o pesquisador.
“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação" - Foto: Pixabay
Pequenas, mas estratégicas, as ponteiras usadas nas hastes de descompactadores estão no centro das decisões de preparo de solo para a safra 2025/26. Em um cenário de custos operacionais elevados, puxados por combustíveis, peças e manutenção, produtores e fabricantes apostam em modelos de alta durabilidade para reduzir paradas e economizar combustível.
Segundo a Piccin, fabricante de tecnologias agrícolas, a ponteira original da marca apresentou durabilidade até 213% superior em testes comparativos. A maior vida útil se traduz em mais hectares trabalhados por janela de preparo e menor Custo Operacional Efetivo (COE). Além disso, a descompactação eficiente melhora a infiltração de água e o desenvolvimento radicular, preservando a produtividade mesmo em anos secos.
“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação, reduzindo esforços e prolongando o tempo de trabalho contínuo”, afirma Elton Antonio, Head de Engenharia de Produto e Engenharia de Processos da Piccin.
Com janelas de plantio curtas e clima instável, o investimento em componentes originais de maior desempenho passa a ser visto como estratégia de performance, e não apenas como reposição. No fim, a conta é simples: mais área trabalhada, menor gasto e solo mais produtivo.
“Com regulagem certa, troca de ponteira e faca frontal no tempo correto, o produtor corta custo operacional e protege a sua produtividade, movimento no qual a ponteira original, pela maior durabilidade medida em testes, passa a ser vista como investimento em performance, e não apenas como peça de reposição”, finaliza o especialista da Piccin.
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) tem reforçado ações que unem saúde, inclusão e reabilitação por meio de parcerias estratégicas, como o Programa de Equoterapia da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). Localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande, o projeto oferece atendimento gratuito a crianças com deficiências físicas, intelectuais e transtornos do desenvolvimento, promovendo ganhos significativos nos âmbitos físico, emocional e social.
O convênio firmado no início do ano passado entre a SES e a PMMS destina R$ 1,13 milhão para custeio de profissionais especializados, garantindo o acompanhamento clínico e terapêutico dos praticantes.
Para a gerente da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES, Juliana Medeiros, o serviço representa um avanço significativo na consolidação da Rede. “O Centro de Equoterapia da PMMS é um exemplo concreto de como o cuidado pode transformar vidas quando une técnica, sensibilidade e propósito. A equoterapia promove ganhos expressivos na reabilitação global das pessoas com deficiência, ampliando suas possibilidades de autonomia, integração social e dignidade. Essa parceria fortalece a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e reafirma o compromisso de Mato Grosso do Sul com políticas públicas efetivas, que fazem diferença real na vida das pessoas”, afirmou Juliana.
À direita, Capitão Lorensetti, coordenador do programa. (Foto: Divulgação PMMS)
O coordenador do programa, Capitão Lorensetti, explica que o projeto, desenvolvido pela Polícia Militar e mantido pelo Governo do Estado, é executado por uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, psicólogos, profissionais de serviço social, educação física, enfermagem, pedagogia e fonoaudiologia. A iniciativa visa promover o desenvolvimento global dos praticantes, combinando os benefícios do movimento do cavalo com o acompanhamento clínico e terapêutico.
“A equoterapia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma ferramenta eficaz de reabilitação. O movimento tridimensional do cavalo estimula o equilíbrio, a coordenação, a postura e a concentração, além de gerar ganhos emocionais e cognitivos significativos. É uma terapia que trabalha corpo, mente e vínculo afetivo”, explica o oficial.
O cavalo como parceiro terapêutico
De acordo com a psicóloga e pedagoga Lilian Martins, o cavalo atua como mediador natural de estímulos físicos e emocionais. Seu andar se assemelha ao movimento humano, proporcionando respostas corporais e neurológicas que dificilmente seriam alcançadas em terapias convencionais. “Durante uma sessão de 30 minutos, o praticante realiza cerca de 9 mil ajustes musculares para manter o equilíbrio sobre o cavalo. Isso fortalece a musculatura, melhora o tônus e o controle postural, além de estimular a coordenação e a concentração”, explica Lilian.
Ela destaca ainda que cada atendimento é planejado de forma personalizada, considerando o tipo de cavalo, o ritmo da montaria e os objetivos terapêuticos. “Se o foco é reduzir a agitação, trabalhamos o relaxamento. Cada sessão tem intencionalidade e propósito. Além da parte física, a equoterapia desperta afetividade, autoconfiança e integração social”, afirma Lilian.
Histórias que inspiram
Ana Vitória participa do projeto há 14 anos.
Entre as histórias marcantes que passam pelo Centro está a de Ana Vitória Silva, de 20 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Desde os dois anos de idade, ela participa da equoterapia e, há 14 anos, faz parte do projeto.
Moradoras de Chapadão do Sul, Ana e sua mãe, Rosaine Aparecida da Silva, viajam todas as semanas até Campo Grande para as sessões. “A evolução dela foi enorme, tanto física quanto emocionalmente. O que o cavalo faz na equoterapia, nenhum fisioterapeuta consegue reproduzir dentro de uma clínica. A Ana adora vir, é um momento de liberdade e felicidade”, relata Rosaine.
Outra história de superação vem do pequeno Davi, de 8 anos, diagnosticado com autismo nível 3, epilepsia e TDAH. Ele participa do programa há cerca de dois anos e meio e já apresenta grandes avanços. “Depois que começou a equoterapia, o Davi recuperou a fala, melhorou a coordenação e ganhou confiança. Hoje ele até participa das Paralimpíadas internas do projeto, adora competir e se sente muito feliz”, conta a mãe, Daniele Barilli.
Davi durante a sessão de equoterapia.
Integração, inclusão e resultados concretos
Fundado em 3 de setembro de 2002, o Centro de Equoterapia da PMMS é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos, sendo um serviço de referência em Mato Grosso do Sul. Atualmente atende cerca de 200 crianças, com expectativa de ampliar esse número para 300 até 2026. Além de fortalecer habilidades motoras, a equoterapia melhora a socialização, o autocontrole e a autoestima dos praticantes.
“A equoterapia vai muito além da reabilitação física. É um trabalho que transforma a forma como o praticante se relaciona com o próprio corpo, com os outros e com o mundo. Cada sorriso e cada conquista são vitórias compartilhadas entre a família, os terapeutas e o cavalo”, resume o Capitão Lorensetti.
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (22) a parcela de outubro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,42. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,91 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,88 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Os beneficiários de 39 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (20), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 22 do Acre afetados pela seca e moradores de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (3), Paraná (2), Piauí (2), Roraima (6) e Sergipe (4).
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 1,89 milhão de famílias estão na regra de proteção em outubro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. No mês, 211.466 famílias entraram na regra de proteção.
Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.
Beneficiários que estão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3 recebem nesta quarta-feira (22) o Auxílio Gás de outubro no valor de R$ 108.
Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,01 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.
O benefício é pago duas vezes a cada semestre e segue o calendário do Bolsa Família, com pagamentos até 31 de outubro, para beneficiários com NIS final 0.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Neste mês, o investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para o Auxílio Gás é de pouco mais de R$ 542 milhões.