O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) informa que realizará, neste sábado (20), a instalação de um novo gerador de energia na infraestrutura que atende parte dos sistemas da autarquia. A medida integra as ações de fortalecimento da estrutura tecnológica e visa ampliar a segurança e a continuidade dos serviços.
Para a execução do serviço, será necessário interromper temporariamente o fornecimento de energia em áreas específicas do complexo onde estão instalados equipamentos essenciais para o funcionamento dos sistemas. Por medida de segurança, todos os servidores e equipamentos tecnológicos serão desligados de forma controlada entre 14h e 19h.
Durante esse período, os serviços digitais do Detran-MS poderão apresentar indisponibilidade temporária, incluindo consultas, emissão de guias e demais serviços disponíveis nos canais eletrônicos.
A operação contará com acompanhamento técnico especializado e com um gerador de contingência já instalado no local, garantindo suporte adicional durante a execução dos trabalhos.
A escolha do sábado para a realização da atividade busca reduzir impactos aos cidadãos e às operações do departamento. Além disso, a intervenção foi planejada para ocorrer em uma janela controlada, permitindo a realização dos testes necessários e a validação do novo equipamento antes da retomada integral dos sistemas.
Após a conclusão da instalação e dos testes operacionais, os sistemas serão restabelecidos gradativamente, com previsão de normalização a partir das 19h.
O Detran-MS orienta os usuários que necessitem utilizar algum serviço digital durante o período a se programarem com antecedência.
Genética e hereditária, a doença falciforme é mais abrangente que uma anemia, nome pela qual ela costuma ser conhecida. Em entrevista à Agência Brasil, a hematologista Marimília Pita esclareceu esse e outros mitos sobre essa condição de saúde, que afeta até 100 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério da Saúde.
“Todo doente falciforme é anêmico. A doença falciforme é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos. Ela é genética, hereditária e passada de pais para filhos”, resumiu a médica.
Criadora da organização não governamental (ONG) Lua Vermelha, que conscientiza a sociedade sobre a doença falciforme, Marimília Pita também é oncohematologista pediátrica e fundadora do Comitê de Hematologia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
Neste dia 19 de junho, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para dar visibilidade a essa condição genética, reduzir o preconceito e melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
Hemácias em forma de foice
A anemia é o primeiro grande sintoma dessa doença que costuma ser diagnosticado. Isso ocorre porque o que causa essa condição de saúde é uma alteração nas hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, que são as células sanguíneas responsáveis por levar o oxigênio aos tecidos.
Em uma pessoa que apresenta essa condição genética, a hemácia perde o seu formato natural, semelhante ao de um grão de feijão, e assume uma aparência mais alongada, parecida com uma foice. Daí o nome falciforme, que significa forma de foice.
Hematologista Marimília Pita por Marcelo Machado/RN Imagem
“Como essa célula é muito comprida, ela não dura a mesma quantidade de dias que uma célula normal, que dura 120 dias. Na doença falciforme, ela se quebra com 20 dias, 30 e até 80 dias. Então, o paciente está sempre com anemia”.
Além disso, a hemácia comprida é rígida e, quando ela se quebra, entope os vasos sanguíneos, enquanto a hemácia normal é superflexível e leva oxigênio para todos os microvasos do indivíduo.
Ao longo da vida, esse paciente passa a sofrer as consequências de as hemácias com esse formato não chegarem a todos os tecidos, ocasionando “microinfartos” que podem atingir desde membros até órgãos, como o coração e os olhos.
“Aquela área fica sem sangue, ela não respira, fica infartada, e a função do órgão vai diminuindo. Isso significa que, à medida que o paciente vai crescendo, ele se torna um indivíduo cardiopata, pneumopata, nefropata e, assim, sucessivamente”.
Teste do pezinho
O diagnóstico da doença falciforme, entretanto, pode se dar antes disso. Há 25 anos, o Ministério da Saúde incluiu uma pesquisa de hemoglobina capaz de detectá-la no Teste do Pezinho, exame obrigatório e gratuito para bebês recém-nascidos.
O diagnóstico precoce, ainda na maternidade, torna a evolução do paciente bem mais tranquila, segundo a hematologista. Entre os principais ganhos está a prevenção de infecções, uma das principais causas de morte entre esses pacientes antes dos 7 anos de idade.
Na maior parte dos casos, a doença não tem cura, mas pode ser acompanhada e ter seus sintomas atenuados com tratamento médico. Em alguns casos, é possível um tratamento curativo por meio do transplante de medula, quando o paciente atende aos critérios de elegibilidade e encontra um doador compatível.
Dor intensa
Outro sintoma comum da doença falciforme é a ocorrência de crises de dor intensa. Esse quadro é causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice.
A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém, atingir qualquer parte do corpo. Nas crianças pequenas, as crises de dor podem acometer pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço e vermelhidão no local, além de dor.
Essas dores podem ser tão intensas que muitos pacientes têm de ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI), para que possam receber morfina, conta a hematologista. Ela lamenta que, muitas vezes, os profissionais de saúde não estão preparados para lidar com esse quadro de dor aguda.
A médica representa o Brasil em um grande estudo internacional com 2 mil doentes, dos quais 260 eram brasileiros. Nesse estudo, só 34% dos pacientes do Brasil receberam morfina durante crises de dor, enquanto, nos Estados Unidos, são 98% e, no Canadá, 99%.
“O paciente sofre com isso. E, ao longo do tempo, ele vai piorando clinicamente. E o pior de tudo isso é que esse paciente, na maioria das vezes, é considerado um adicto [dependente químico]. Porque ele chega no pronto-socorro uivando de dor e pedindo, pelo amor de Deus, uma morfina”.
Racismo
Entre todos os desafios enfrentados pelos pacientes com doença falciforme, Marimília destaca um que vem de fora do corpo dos pacientes: o racismo estrutural. A doença é mais frequente na população negra, porque a mutação genética que causa o quadro teria sido originada no continente africano, explicou a médica.
“Então, acontece a questão do racismo, porque é uma doença hematológica, crônica, que mata, e os pacientes são pobres. No Brasil, existe uma relação direta da raça negra com a condição socioeconômica do indivíduo”.
A doença, porém, não é restrita ao continente africano nem exclusiva da população negra, principalmente em um país miscigenado como o Brasil.
“É uma doença mundial. Ela ocorre também na Índia, na Arábia, na Europa, nas Américas, na Austrália, no Caribe, em tudo que é lugar do mundo”, reforçou.
Diagnóstico cedo
Nilceia Alves Gomes da Silva descobriu que seu filho Agner Eduardo da Silva tinha a doença falciforme quando ele ia completar 2 anos.
“Começou com as crises que, até então, eu não sabia o que eram, com dores na mão, no pé, que ficavam inchados. Aí, eu levava ele no pronto-socorro, e os médicos falavam que era algum bicho que tinha mordido e coisas assim”, disse Nilceia à Agência Brasil.
Somente quando pagou uma consulta em um médico particular, ela soube que havia a possibilidade de o filho ter doença falciforme, devido a todos os sintomas que estava apresentando. Ao saber da situação financeira de Nilceia, o médico encaminhou o caso para duas instituições gratuitas de São Paulo: a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital das Clínicas.
“Ali, começou a nossa trajetória”, lembrou Nilceia, que viu o filho ser internado pela primeira vez aos 12 anos. Hoje, ele está com 47 anos e já foi hospitalizado cinco vezes com crises de doença falciforme.
Nilceia Gomes da Silva e o filho Agner Eduardo. Foto: Agner Eduardo/ Arquivo Pessoal
Apesar das dificuldades, Nilceia se orgulha do fato de os filhos terem estudado. Agner é advogado, casado e tem uma filha.
“Ele tem a doença até hoje, mas não é coitadinho. Tem que saber conviver com a doença, correr atrás dos seus direitos e viver”, afirmou Nilceia.
Internações constantes
Também paciente da hematologista Marimília, Lucas Henrique Gama Nascimento está atualmente com 35 anos de idade e nasceu com a doença falciforme.
“Você não entende direito que tem que ser um pouco diferente das outras crianças. Sempre tem aquela coisa de não faz isso, evita aquilo. E você tem que ir lidando com as limitações”, contou Lucas à Agência Brasil.
Internações foram uma constante em sua vida, com fortes crises de dor. Ele destacou que a doença falciforme acarreta uma série de coisas não só físicas, mas também emocionais.
“Você não tem nenhuma segurança. Você está bem, mas não pode planejar muito. Às vezes, você planeja e é frustrado, porque acorda com dor”, contou ele, que teve apoio para superar esses problemas. “Graças a Deus, eu tive uma mãe que nunca fez disso um peso. Ela sempre me colocava para cima e falava: ‘Você pode, sim, você é igual às outras pessoas, você é forte’”.
Ele comemora que, mesmo com as dificuldades, conseguiu ser a primeira pessoa da família a fazer uma faculdade federal, formando-se no curso de Tecnologia em Sistemas Eletrônicos Digitais, no Instituto Federal de São Paulo (IFSP).
Lucas Nascimento e família. Foto: Lucas Nascimento/ Arquivo Pessoal
Lucas atuou na área por 12 anos e, atualmente, está afastado, por conta de uma sequela da doença falciforme ─ uma necrose no fêmur. Para receber uma prótese, como os médicos recomendam, ele precisa estar bem de saúde, mas, no momento, Lucas se recupera de um transplante de medula que não teve sucesso e aguarda para fazer a intervenção no osso da coxa.
Casado e com dois filhos pequenos, de 1 e 4 anos, Lucas também é escritor. Ele publicou o livro Você tem um propósito, em que ajuda as pessoas a terem inteligência emocional e espiritual para superar dificuldades.
As partidas desta quinta-feira (18) abriram a segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Foram quatro partidas disputadas pelos grupos A e B.
África do Sul 1 x 1 República Tcheca (Grupo A)
A África do Sul e a República Tcheca terminaram em 1 a 1. O atacante tcheco Michael Sadílek abriu o placar. Ele fez o gol mais rápido da Copa do Mundo de 2026 nos primeiros seis minutos do jogo. Aos 60 minutos, os sul-africanos conseguiram fazer o gol de empate na marcação de um pênalti.
As duas seleções seguem com chances de classificação para a próxima rodada do torneio.
Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina (Grupo B)
A Suíça venceu a Bósnia por 4 a 1, com a ajuda de dois gols do reserva Johan Manzambi no segundo tempo, e assumiu a dianteira no Grupo B da Copa do Mundo nesta quinta-feira (18), no Estádio de Los Angeles. Com quatro pontos, os suecos precisam de apenas mais um para garantir vaga na próxima fase do Mundial.
Eles irão enfrentar o Canadá, em Vancouver, na quarta-feira (24). A Bósnia, com um ponto, joga contra o Catar em Seattle.
A orientação é antecipar as compras - Foto: Foto: Gessi Ceccon
A redução na área destinada à produção de sementes de Brachiaria ruziziensis deve exigir mais planejamento de produtores e distribuidores para a safra 2025/26. Após anos de excesso de oferta, o mercado entra em fase de reequilíbrio, com perspectiva de menor disponibilidade e valorização dos lotes de melhor qualidade.
Dados do Sistema de Gestão da Fiscalização, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que a área inscrita caiu de 121.260 hectares em 2024/25 para 54.948 hectares em 2025/26. A retração foi de 54,69%, a maior registrada para a espécie no período recente.
Nesse contexto, o recuo pode ocorrer após uma rápida expansão da produção, que passou de pouco mais de 51 mil hectares em 2022/23 para mais de 121 mil hectares em 2024/25. O aumento da oferta pressionou os preços e reduziu a atratividade da multiplicação de sementes.
Segundo Thiago Maschietto, da SBS Green Seeds, a demanda deve continuar sustentada pelo plantio direto e pela integração lavoura-pecuária. Ele afirma que, com a oferta mais ajustada, pode haver maior disputa por sementes certificadas.
A orientação é antecipar as compras, priorizar fornecedores com histórico de qualidade e avaliar contratos prévios para garantir volume antes do pico da demanda. “Nosso compromisso é garantir que, mesmo em um mercado de oferta ajustada, nossos parceiros tenham acesso a sementes de excelência. Mas para isso, o planejamento antecipado é fundamental. Quem esperar o último momento poderá enfrentar dificuldades para encontrar o volume e a qualidade desejados”, finaliza o CEO.
Fachada da edificação onde funciona a Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 38 oportunidades de emprego nesta sexta-feira, dia 19 de junho. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 38 oportunidades de emprego para esta sexta-feira, dia 19 de junho, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
5 vagas para vendedor ou vendedora
4 vagas para ajudante de sinalização
3 vagas para atendente
3 vagas para auxiliar de linha de produção
3 vagas para auxiliar de pizzaiolo
2 vagas para empregada doméstica
2 vagas para auxiliar de cozinha
1 vaga para cozinheira
2 vagas para soldador
2 vagas para mecânico de automóveis
1 vaga para auxiliar de laboratório
1 vaga para ajudante de eletricista
1 vaga para motorista categoria E
1 vaga para técnico instalador de sistema eletrônico de segurança
1 vaga para ajudante de estruturas metálicas
1 vaga para ajudante de serralheiro
1 vaga para serralheiro
1 vaga para auxiliar de mecânico de autos
1 vaga para mecânico de autos em geral
1 vaga para mecânico de bicicleta
1 vaga para torneiro mecânico
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.
Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533
Foto e vídeo: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Policiais militares rodoviários do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), apreenderam 829 quilos de maconha durante fiscalização na rodovia MS-386, em Ponta Porã, na manhã desta quinta-feira (18).
A ação ocorreu no âmbito da Operação Protetor, durante procedimento de fiscalização realizado na rodovia, próximo à Base Operacional de Sanga Puitã.
Durante a abordagem a um veículo Nissan Versa, os policiais visualizaram grande quantidade de tabletes de entorpecentes no interior do automóvel. Ao ser questionado, o condutor confirmou que transportava maconha.
Na vistoria do veículo, foram localizados diversos fardos da droga distribuídos no compartimento traseiro e no porta-malas.
Após a pesagem, a carga totalizou 829 quilos de maconha.
O condutor relatou que havia carregado o entorpecente na região de Aral Moreira e que receberia R$ 15 mil pelo transporte da carga até o Estado de São Paulo.
Diante dos fatos, os dois ocupantes do veículo receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o automóvel e a droga, para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã para as providências cabíveis.
O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 1.737.000,00.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
A surpresa de Karolayne Gonçalves veio após o nascimento do filho. A fissura de Luca era interna, no céu da boca, e só foi descoberta quando o bebê nasceu ao apresentar dificuldades para respirar adequadamente.
Para uma mãe, saber que existe tratamento não é apenas receber uma resposta médica. É alívio. É a chance de dormir mais tranquila, acompanhar cada pequena evolução e acreditar que o futuro pode ser mais leve.
Foi na Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais), em Campo Grande, que Karolayne encontrou o atendimento necessário para o filho, hoje com 1 ano e 10 meses. “Se não tivesse a instituição, ele não teria operado”, relatou.
Histórias como essa marcaram a entrega oficial de emendas parlamentares realizada pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) à instituição. Ao todo, a Funcraf recebeu R$100 mil encaminhados pela parlamentar para reforçar o atendimento a pacientes com fissura labiopalatina e deficiência auditiva.
Os recursos foram destinados a duas áreas essenciais para o funcionamento da fundação. Uma emenda garantiu a aquisição de materiais de consumo. A outra vai permitir a contratação de profissionais por pessoa jurídica. São apoios que ajudam a manter o serviço especializado oferecido a famílias de várias regiões de Mato Grosso do Sul, especialmente àquelas que dependem do SUS para seguir o tratamento.
Na Funcraf, o cuidado não termina na cirurgia. Muitas vezes, começa nos primeiros meses de vida e segue por anos, com acompanhamento, terapias, retornos e novas etapas de reabilitação. Por isso, cada recurso destinado à instituição ajuda a manter equipe, insumos e continuidade no atendimento às famílias acompanhadas pela fundação.
Durante a visita, Lia Nogueira também conversou com Luane Beatriz de Amorim, de Chapadão do Sul. Ela soube, ainda na gestação, com 24 semanas, que o bebê tinha fissuras no lábio e no céu da boca. Luane já conhecia o atendimento da fundação, já que o filho mais velho também passou por acompanhamento no local. “Profissionais excelentes, bem capacitados. Eles são muito acolhedores aqui”, contou.
Para a deputada, ouvir essas mães reforça a importância de direcionar recursos para quem está na ponta. São famílias que saem do interior, crianças que dependem de cirurgia e reabilitação, pacientes indígenas que enfrentam barreiras ainda maiores e profissionais que precisam de condições para manter o cuidado.
Conforme o coordenador da Funcraf, Ariel Marcos Furtuoso, 41% dos atendimentos são de pacientes do interior. Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Paranaíba estão entre os municípios com maior demanda. Mesmo com esse alcance estadual, a fundação enfrenta dificuldades para custear o serviço.
“São mais de 8 mil atendimentos por mês. Sem as emendas, a gente não dá conta”, explicou o coordenador. Segundo ele, o apoio parlamentar é fundamental para garantir a continuidade dos serviços prestados pela instituição. “Nós precisamos de deputados que olhem para quem precisa de fato”, completou.
Para Lia Nogueira, a entrega dos recursos reforça uma prioridade do mandato. Apoiar instituições que prestam um serviço essencial, ouvir suas demandas e garantir que a emenda chegue onde há família à espera, atendimento em andamento e resultado concreto na vida das pessoas.
“Reconhecer quem já faz, fortalecer quem cuida e garantir que o apoio chegue onde existe dor, espera e esperança é fundamental”, afirmou a parlamentar.
André Puccinelli se reuniu em Dourados com lideranças do MDB como agenda preparatória visando as eleições gerais de outubro próximo. Fotos: Divulgação
O ex-governador André Puccinelli passou boa parte desta quinta-feira (18) em Dourados. Ele esteve na cidade para se encontrar com lideranças do MDB e dizer que o partido precisa indicar “pelo menos” um ou dois nomes da cidade para disputar as eleições gerais deste ano.
O encontro aconteceu no auditório da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) e, durante sua fala, Puccinelli reforçou aos ouvintes que “Dourados não pode ficar sem ter ao menos um candidato, homem ou mulher, disputando a eleição”.
Ele próprio é pré-candidato e, diante de seu histórico como vereador, prefeito, deputado e governador, deve obter resultado expressivo nas urnas.
Puccinelli e o deputado Júnior Mocchi, que vai tentar um novo mandato, devem ser os ´puxadores´ de votos do MDB à Assembleia Legislativa. O ex-governador avalia que o partido deve eleger ao menos três nomes e que pode conquistar a quarta vaga com a sobra de votos.
Ex-governador André Puccinelli visitou O Progresso na tarde desta quinta-feira acompanhado pelo ex-prefeito Braz Melo.
EM O PROGRESSO
Em visita a O Progresso no início da tarde, Puccinelli disse que o MDB está passando por um momento de revitalização. “Estamos com uma gurizada animada”, reforçou.
Na visita ao jornal e acompanhado pelo ex-prefeito Braz Melo, o ex-governador disse que está pronto para “sacudir” o partido em Dourados. Acrescentou que o MDB tem muita gente boa que precisa ocupar espaço.
Na recepção do jornal, olhando para a Praça Antonio João, Puccinelli levou sua memória para 1984 e se recordou que disputou uma corrida de kart no centro de Dourados.
Na saída de O Progresso, André Pucinelli presenteou o jornalista Alfredo Barbara Neto com um exemplar de seu mais recente livro. A obra foi lançada em março deste ano. Com o título “Como Administrei Campo Grande”, o livro relata os desafios que enfrentou enquanto foi prefeito da capital de MS e tudo o que aprendeu exercendo o cargo de prefeito.
O governo brasileiro concluiu novas negociações internacionais que abriram espaço para a exportação de produtos agropecuários à China e ao Panamá. As autorizações ampliam as oportunidades comerciais para diferentes segmentos do agronegócio e reforçam a presença dos produtos brasileiros no mercado externo.
Na China, as autoridades sanitárias aprovaram a importação de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A medida deve ampliar as possibilidades de agregação de valor à produção nacional e criar novas oportunidades para a cadeia da fruticultura. Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras para o mercado chinês superaram US$ 55 bilhões, impulsionadas principalmente pelas vendas de proteínas animais, produtos do complexo soja e itens florestais.
Já no Panamá, o Brasil recebeu autorização para exportar sementes de coco e sementes de café. Em 2025, o país centro-americano importou cerca de US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações alimentícias.
Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 642 aberturas de mercado desde o início de 2023, ampliando o acesso de produtos nacionais a diferentes destinos internacionais.
Segundo o governo federal, os resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores, que atuam na negociação de protocolos sanitários e fitossanitários para ampliar a presença do agro brasileiro no comércio global.
Crianças e adolescentes agora precisam de autorização judicial em casos de exposição comercial nas redes sociais, tanto em rede própria quanto em canais de adultos. A determinação começou a valer nesta semana e está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
A norma determina que, caso os chamados influenciadores mirins não tenham o alvará, os conteúdos devem ser suspensos imediatamente pelas plataformas digitais, enquanto a situação não for regularizada.
Além disso, as redes digitais, como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok, Twitch e Kwai, não podem monetizar (pagar por visualizações/anúncios) ou impulsionar conteúdos que explorem, de forma habitual, a imagem ou a rotina de crianças e adolescentes sem autorização judicial.
Apesar de o ECA Digital estar em vigor desde março, a legislação deu três meses para a estas normas relacionadas às plataformas digitais começarem a valer.
O ECA digital também proíbe que os serviços de tecnologia da informação veiculem, monetizem ou impulsionem conteúdos que exponham crianças ou adolescentes a situações violadoras, erotizadas, vexatórias, degradantes ou publicidade vedada.
Na última sexta-feira (12), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) encaminhou um ofício às principais plataformas digitais com recomendações para adequação à nova legislação, na parte que trata das atividades artísticas online de crianças e adolescentes.
Entre as recomendações, está a de que as plataformas notifiquem todos os perfis sobre a obrigatoriedade de autorização judicial para conteúdos remunerados e adotem meios de verificação dos que já possuem alvará para atividade artística de crianças e adolescentes.
Porém, nos primeiros meses de vigência da norma, admite-se, temporariamente, o comprovante de protocolo do requerimento para justificar a regularização em curso.
Padronização
Instituído em abril deste ano para criar propostas de regularização e fiscalização da atividade artística de crianças e adolescentes em ambientes digitais, o Comitê Consultivo elaborou relatório com diretrizes para garantir que a exposição virtual não prejudique o desenvolvimento do menor.
Além disso, na próxima terça-feira (23), o Comitê Consultivo apresenta uma proposta para a padronização de alvarás será votada no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A minuta de resolução prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), gerido pelo próprio poder público para permitir a fiscalização pelas autoridades e o controle social.
Primeiramente, o juiz responsável pela concessão da autorização judicial poderá estabelecer condições para proteger a saúde física, mental e emocional da criança ou do adolescente e preservar sua privacidade e dados pessoais.
Entre as novas regras sugeridas ao CNJ no documento estão:
A solicitação deve ser feita na Vara da Infância e da Juventude da cidade onde a criança mora, para facilitar a fiscalização local
Alvarás não são mais vitalícios ou por tempo indeterminado. Os documentos passam a ter validade máxima de 12 meses para crianças e até 18 meses para adolescentes
Alvarás emitidos antes da entrada em vigor da norma permanecerão válidos até o término da vigência
as condições previstas na autorização judicial, como frequência escolar, devem ter o cumprimento acompanhado
as regras valerão para todas as crianças brasileiras, mesmo que morem fora do país;
O Ministério da Justiça destaca que os alvarás podem ser revistos ou cancelados a qualquer momento pelo juiz na Vara da Infância e da Juventude.
Modelo unificado
Para que o juiz conceda o alvará, o pedido ao poder judiciário deve preencher os seguintes critérios de proteção, entre eles, direitos trabalhistas e garantias educacionais:
Consentimento: a própria criança ou adolescente precisa concordar com a atividade
Frequência escolar: comprovação de matrícula no ano letivo e garantia de que a rotina de gravações e publicações é compatível com a de estudos
Proteção econômica: os rendimentos financeiros obtidos com a atividade digital devem ser revertidos diretamente em favor da criança ou adolescente para segurança econômica desse público. A sugestão é que os valores sejam depositados em uma conta poupança ou aplicações de baixo risco, como o Tesouro IPCA+.
Limites de horas de trabalho e de conteúdo com a definição clara do que pode e do que não pode ser gravado
Em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o sistema só vai coletar, armazenar e exibir dados minimamente necessários para cumprir sua função, para proteger a identidade e a intimidade dos influenciadores mirins.
Modalidades de alvará
Com base na proposta do Comitê Consultivo do Ministério da Justiça, a regulação do trabalho de influenciadores infantojuvenis foi dividida em duas modalidades de alvará:
Trabalho de publicidade tradicional adaptado à internet
Rotina de criação de conteúdo para canais e perfis de redes sociais que monetizam por mecanismos internos da plataforma
Fiscalização
O sistema proposto permitirá a consulta automatizada na internet por plataformas, poder público e sociedade civil.
As plataformas digitais poderão, por exemplo, checar instantaneamente se um canal que pediu monetização tem o alvará ou o prazo de validade de uma autorização judicial já emitida.
Por sua vez, o poder público poderá, entre outros, cruzar dados para fiscalizar se as regras e condições do alvará estão, de fato, sendo cumpridas.
O governo federal destaca que a concessão do alvará pelas varas judiciais da infância e juventude não afasta a atuação dos órgãos de fiscalização do trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho.
Todos continuam responsáveis pela apuração de supostos casos de trabalho infantil irregular, fraude trabalhista, exploração econômica indevida e demais violações relacionadas às condições de trabalho, à saúde, à segurança e à remuneração.
A reta final de junho será marcada pela atuação de sucessivas frentes frias sobre o Brasil. Segundo informações da Meteored, dois sistemas frontais devem avançar pelo país entre sexta-feira (19) e segunda-feira (22), provocando tempestades, volumes elevados de chuva e uma nova incursão de ar polar sobre diversas regiões.
As primeiras instabilidades associadas à frente fria começam entre a noite de quinta-feira (18) e a madrugada de sexta-feira (19) no Rio Grande do Sul. A previsão indica chuva de intensidade moderada a forte, com avanço das precipitações ao longo da sexta para áreas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.
Entre a manhã e a tarde de sexta-feira, há alerta para tempestades em parte dessas regiões. Os fenômenos mais intensos devem ocorrer entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde a combinação de instabilidade atmosférica e elevada atividade elétrica aumenta o risco de granizo.
No sábado (20), o sistema avança em direção ao Sul e ao Sudeste, elevando o risco de temporais entre o litoral norte de Santa Catarina, o Paraná e São Paulo, tanto no interior quanto na faixa leste do estado. Embora as tempestades não devam apresentar a mesma intensidade observada no dia anterior, os volumes de chuva previstos são elevados.
De acordo com a previsão, os acumulados diários podem variar entre 50 e 80 milímetros em algumas áreas. O cenário é favorecido pela atuação de um rio atmosférico, responsável pelo transporte de grandes volumes de umidade da Amazônia para as regiões mais ao sul do continente. Com isso, aumentam os riscos de alagamentos, enxurradas e inundações.
O frio também ganha força durante o fim de semana. Entre sábado e domingo (21), as temperaturas mínimas devem ficar abaixo dos 10°C em estados do Sul, do Sudeste e em Mato Grosso do Sul. As máximas, por sua vez, devem permanecer entre 15°C e 18°C em áreas da Região Sul e da faixa leste do Sudeste.
Uma segunda frente fria está prevista para atuar entre segunda-feira (22) e terça-feira (23). O sistema deve provocar novas tempestades sobre as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com maior intensidade prevista para o oeste do Paraná e o sudoeste de Mato Grosso do Sul.
Nessas áreas, há risco de granizo, chuva intensa e rajadas de vento. Ao longo do período, a linha de instabilidade deve avançar desde Rondônia até São Paulo, passando por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Entre Paraná e São Paulo, o potencial para ocorrência de granizo permanece elevado.
As chuvas mais volumosas associadas à segunda frente fria devem atingir principalmente a metade oeste do Paraná durante a madrugada e o amanhecer de segunda-feira. Já no litoral sul paulista, os maiores acumulados são esperados para o fim do dia. Mais uma vez, a presença de um rio atmosférico deve contribuir para intensificar as precipitações.
Após a passagem do sistema, uma massa de ar polar de forte intensidade deve avançar sobre o país, derrubando as temperaturas em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo no sul da Região Norte, caracterizando mais um episódio de friagem.
A previsão indica temperaturas entre 3°C e 6°C abaixo da média em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo, sul de Goiás e Mato Grosso. Nas demais regiões afetadas, os termômetros devem registrar valores até 3°C abaixo da média climatológica.
Com o avanço do ar polar, há expectativa de novos recordes de temperaturas mínimas e de ocorrência de geadas amplas em diversas áreas do Centro-Sul do país ao longo da próxima semana.
A consolidação do Corredor Bioceânico como uma das principais estratégias de integração logística e comercial da América do Sul foi destaque hoje (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel sobre a Rota Bioceânica, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, apresentou os avanços do projeto, as oportunidades para o agronegócio sul-mato-grossense e os desafios para a implantação plena da rota.
De acordo com Falcette, o Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul ao conectar o Estado aos mercados da Ásia e do Pacífico por meio de uma logística mais eficiente e competitiva.
“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou o secretário.
Em sua apresentação, Falcette destacou que a conclusão da Ponte Binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) é um dos marcos mais importantes para a viabilização da rota, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A estrutura é considerada fundamental para garantir a conexão terrestre até os portos do Oceano Pacífico.
O secretário também ressaltou o impacto direto da rota na competitividade dos produtos sul-mato-grossenses. “Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais”, destacou.
Entre as oportunidades apresentadas estão a valorização imobiliária e a expansão da infraestrutura logística, o fortalecimento do agronegócio, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico de cidades estratégicas como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande. O projeto também abre perspectivas para o crescimento do turismo regional, especialmente no Pantanal e no Cerrado.
Falcette observou ainda que a rota ganha relevância em um cenário de expansão das relações comerciais entre Mato Grosso do Sul e países asiáticos. A China segue como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com destaque para celulose e carne bovina, enquanto o bloco da ASEAN representa um mercado crescente para produtos do Estado.
“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, enfatizou.
Além de consolidar essa trajetória de desenvolvimento econômico — evidenciada pela conversão de mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades produtivas — e de manter o compromisso de tornar-se um estado carbono neutro até 2030, o amadurecimento deste projeto coloca Mato Grosso do Sul em uma posição logística estratégica. O estado assume um papel central como hub de exportação e importação, especialmente no setor de agronegócio, o que tende a elevar continuamente a competitividade do produtor rural.
O secretário também abordou os desafios para a consolidação do corredor, entre eles a harmonização da legislação aduaneira, acordos fitossanitários, integração dos sistemas de transporte internacional e qualificação profissional para atender às novas demandas logísticas.
O painel integrou a programação do FIAP, evento que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios e oportunidades da agropecuária brasileira diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fotos: Ana Christina/Semadesc
O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A previsão é investir R$ 500 milhões para estruturar e levar equipes multiprofissionais aos lares de idosos que têm limitações funcionais e não podem se deslocar até uma unidade de saúde.
As administrações municipais poderão solicitar a criação de novas equipes ou a ampliação das já existentes na atenção básica. Isso inclui o aumento da carga horária de atendimento e a contratação de novos profissionais, incluindo médicos especialistas. Até o momento, 2.733 municípios solicitaram adesão ao Padi Brasil, totalizando o pedido de 3.677 equipes.
O repasse mensal para cada equipe poderá ter um incremento de até R$ 10 mil por meio do programa, alcançando o valor de até R$ 57,5 mil mensais, a depender da modalidade da equipe multiprofissional (Ampliada, Complementar ou Estratégica).
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esses grupos de trabalho são compostos por profissionais de saúde de diferentes áreas que atuam de forma integrada às equipes de Saúde da Família.
“O idoso vai receber a visita de profissionais especializados com um olhar especial para as condições deles, que têm dificuldades de mobilidade e não conseguem fazer atividades físicas. Serão desde médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais até assistentes sociais”, detalhou o ministro.
Segundo o ministro, cada município pode escolher a composição profissional ideal a partir de um cardápio oferecido pelo Ministério da Saúde.
O governo federal prevê investir R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027.
Alexandre Padilha explica que cada município pode escolher a composição profissional ideal a partir de um cardápio do Ministério da Saúde – Fernando Frazão/Agência Brasil
Envelhecimento saudável
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que a expectativa de vida ao nascer no Brasil atingiu 76,6 anos em 2024. Atualmente, 80% da população idosa do país depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos médicos. Estima-se que existam cerca de 3 milhões de idosos acamados no território nacional acompanhados pela atenção primária.
Segundo o ministro da Saúde, o Padi Brasil se junta a outros programas já existentes para melhorar a qualidade de vida deste grupo da população.
“Já temos o Farmácia Popular, que garante remédio para hipertensão, diabetes e as fraldas geriátricas. Também o Mais Especialistas, que está reduzindo o tempo de espera das pessoas para cirurgias e exames especializados. Estamos reorganizando o SUS para cuidar melhor dos idosos no nosso país”, diz Padilha.
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa é considerada uma ferramenta estratégica para monitorar as condições de saúde deste público. Ela está disponível em formato físico e digital, no aplicativo Meu SUS Digital.
O ministério também disponibiliza materiais educativos voltados a cuidadores, familiares e profissionais de saúde sobre prevenção de quedas e comunicação relacionada à demência.
Homenagem
Durante a cerimônia de lançamento, o Ministério da Saúde prestou uma homenagem à médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, cuja iniciativa inspirou o programa nacional.
Na década de 1990, Guilhermina atuou no Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador, onde identificou que pacientes idosos recebiam alta e retornavam frequentemente ao hospital por falta de acompanhamento adequado. A médica liderou, então, a criação do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) na unidade, oferecendo assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, psicologia e apoio aos cuidadores familiares diretamente nas residências.
O inverno no Hemisfério Sul começa exatamente às 5h25 do próximo domingo (21). A nova estação é conhecida pelas temperaturas frias, mas, este ano, terá um caráter um pouco diferente. Por causa do fenômeno El Niño, os brasileiros vão sentir menos o frio nos próximos três meses.
A previsão é da empresa de consultoria em meteorologia Nottus, que apresentou, nesta quinta-feira (18), um estudo sobre como o fenômeno climático vai impactar o país.
O El Niño se caracteriza quando acontece o aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico. A elevação da temperatura do mar 0,5 grau Celsius (C°) acima da média já caracteriza a condição.
A Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) confirmou na última semana o início do El Niño.
Chuva e seca
No Brasil, a temporada será marcada pela concentração de chuva além no normal na Região Sul, enquanto as precipitações ficam mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, favorecendo a chance de secas.
De acordo com o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento, o inverno deve começar com temperaturas mais baixas, mas, “os efeitos do El Niño devem frear as baixíssimas temperaturas neste ano, principalmente de agosto em diante”.
Isso acontece porque a combinação de períodos mais secos e ventos do Norte favorece a elevação gradual das temperaturas, especialmente na segunda metade do inverno. Com isso, “a percepção pode ser de um inverno mais ameno”.
Alexandre Nascimento pondera que isso não significa que não haverá frio na estação. “El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos”, diz.
Ele aponta que algumas áreas da região central do país devem ter a presença dos veranicos, como são chamados os períodos de tempo seco e temperaturas atipicamente elevadas, que ocorrem no meio do outono ou inverno.
El Niño no oceano – Ilustração Nottus/Divulgação
Meses e regiões
Ao destacar as principais características climatológicas dos próximos meses, o estudo mostra que julho deve ser marcado pelo volume de chuva acima da média entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a chuva ganha força a partir das áreas do interior.
Agosto deve ter maiores concentrações de chuva no extremo norte do país, além da faixa leste do Nordeste e Região Sul, onde os volumes podem superar a média histórica. Entre Minas Gerais, Goiás e no interior do Nordeste, aos poucos se estabelece o período seco, típico desta época do ano.
“De agosto em diante, a gente pode começar a ter pelo interior do país ondas de calor”, projeta o meteorologista.
Para setembro, o destaque fica para a chuva ganhando força no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste terá precipitação abaixo da média ao longo das faixas leste e norte.
“Sem previsão de eventos extremos, nada comparado àquilo, por enquanto”, pontua.
Super El Niño
Com base em informações da Noaa, Alexandre Nascimento sustenta que, a partir de setembro até fevereiro de 2027, existe grande chance de o El Niño ser muito forte, quando a elevação da temperatura da água supera 2,5 C°.
Preocupado com impactos do que está sendo chamado de “Super El Niño”, o governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para preparar respostas e gerenciar possíveis desastres.
Sistema elétrico
O El Niño deve persistir até, pelo menos, o primeiro semestre de 2027. Para a empresa de consultoria, é provável que haja efeitos diversos para o sistema elétrico brasileiro, que tem a maior parte da energia gerada por hidrelétricas, ou seja, dependente do regime de chuvas que enchem reservatórios.
“Eu acho que, em 2026, o El Niño vai ser até benéfico para o sistema”, diz Nascimento, atribuindo a avaliação à chegada da temporada de chuva no Sul e em partes do Sudeste.
No entanto, ele aponta um cenário preocupante para 2027. “No ano que vem, existe uma pressão bem grande, por conta do El Niño, de a gente ter um consumo elevado do primeiro trimestre, por conta de ondas de calor, e não chover tanto no Norte e no Nordeste”, aponta.
O alinhamento da Lua crescente com os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio visto a olho nu nesta quarta-feira (17), pode ser observado novamente nesta quinta-feira (18), em diversas regiões do país.
A contemplação do fenômeno a olho nu dispensa equipamentos como telescópios ou binóculos, mas exige céu limpo e horizonte desobstruído. Os planetas seguem visíveis nos próximos dias, mas a Lua muda de posição a cada noite.
A observação dos corpos celestes visíveis a olho nu – Mercúrio, Vênus e Júpiter – se destacou pela sua estética e proximidade aparente com a Lua.
Como o alinhamento de planetas ocorre com certa regularidade, a astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento disse que esse evento se tornou excepcional devido à forma como os astros se apresentaram visualmente.
“O que vimos ontem [quarta-feira] foi um fenômeno mais raro, porque os planetas apareceram alinhados, como sempre, mas aparentemente bem próximos e com a Lua fininha, aparentemente muito próxima de Vênus. É isso que tornou esse fenômeno raro”, explicou.
A astrônoma destaca ainda que “Vênus é o planeta mais brilhante do céu, seguido por Júpiter, e continuará visível após o pôr do sol até o mês de novembro”.
Planeta Vênus visto acima da Lua (fase Nova) que apresenta 11% de sua superfície visível – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O alinhamento ocorre porque os planetas visíveis a olho nu Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno têm seus planos de órbita quase no mesmo plano da órbita da Terra em torno do Sol. E o mesmo para a Lua, cujo plano de órbita é inclinado em apenas 5 graus em relação ao da Terra.
Por estarem nesse mesmo plano, os planetas e a Lua percorrem no céu quase o mesmo caminho aparente que o Sol faz, chamado de eclíptica.
“Eles estarão sempre nesse caminho da eclíptica, que é também o mesmo caminho onde estão as constelações zodiacais”, explicou a astrônoma do Observatório Nacional.
Segundo Josina Nascimento, o fenômeno de aproximação aparente, de pelo menos dois planetas, acontece, em média, a cada 13 ou 15 meses. E, em todos os meses a Lua passeia por perto de todos os planetas.
“É interessante acompanhar, olhar para o céu todos os dias, observar onde está a Lua a cada dia e ver o caminho que ela percorre passando pelas constelações da faixa zodiacal perto dos planetas”, disse.
Convite
Para aqueles que não conseguiram observar ou desejam ver registros profissionais, o Observatório Nacional promove no próximo sábado (20) uma live especial no canal do Youtube.
O evento faz parte do projeto O céu em sua casa: observação remota, que completa seis anos este mês e exibirá imagens enviadas por parceiros e seguidores de todo o Brasil.
Fenômenos como chuvas de meteoros e eclipses também são divulgados mensalmente nas redes sociais e no site do Observatório Nacional.
Brenda Pache Moreschi chegou ao laboratório de química e toxicologia do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul), em 2019, ainda durante a graduação em Química Tecnológica pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O estágio voluntário aproximou o interesse pela perícia criminal do trabalho de um laboratório oficial, onde cada análise exige método, rastreabilidade e responsabilidade sobre a prova pericial.
A experiência abriu caminho para o trabalho de conclusão de curso, o mestrado, o doutorado e a atuação profissional na área de cromatografia. Também ajuda a explicar um dos efeitos do trabalho conjunto entre a Polícia Científica e a UFMS: aproximar estudantes da prática técnica da perícia e transformar questões laboratoriais em estudos aplicados.
Entre os estudos desenvolvidos nesse intercâmbio está a pesquisa sobre bromadiolona, substância presente em rodenticidas, produtos usados no controle de roedores. A metodologia foi desenvolvida para detectar a substância em amostras de interesse forense e biológico.
“Já estamos usando essa metodologia para analisar conteúdo gástrico de cães e gatos com morte suspeita de envenenamento”, destaca Evandro Rodrigo Pedon, chefe da DQT (Divisão de Química e Toxicologia) do IALF.
O uso pela DQT mostra como um estudo acadêmico pode retornar ao laboratório oficial como ferramenta de apoio aos exames. A análise pode fornecer elemento técnico para avaliar a presença da substância na amostra e subsidiar a apuração dos casos encaminhados à perícia.
Formalizada em 2021, a cooperação entre a Polícia Científica, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), e a UFMS completa cinco anos em 2026 e alcança diferentes áreas da perícia oficial. No IALF, uma das frentes desse vínculo se desenvolve na Divisão de Química e Toxicologia, em diálogo com o Inqui (Instituto de Química) da universidade.
Foi nesse contexto que Brenda retornou ao laboratório, em 2021, para cumprir o estágio obrigatório. Na DQT, desenvolveu o trabalho de conclusão de curso voltado à validação de método analítico por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas para determinação de cocaína em materiais apreendidos em Mato Grosso do Sul.
Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado da Silva, no recorte da Divisão de Química e Toxicologia, a aproximação com a universidade se organiza em duas frentes: pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, voltados à pós-graduação, e estágio supervisionado, destinado a graduandos dos cursos de Química e Farmácia-Bioquímica.
Na prática, a DQT coloca estudantes e pesquisadores em contato com matrizes complexas, procedimentos de laboratório oficial e exigências da cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que preserva a integridade da prova pericial desde a coleta até o laudo. O Instituto de Química contribui com orientação acadêmica, desenvolvimento científico e metodologias analíticas.
A produção científica também é parte do resultado. Segundo a diretora do IALF, os estudos desenvolvidos no âmbito da parceria não se limitam à formação acadêmica.
“Trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos publicados em revistas internacionais já foram desenvolvidos no âmbito da parceria, contribuindo diretamente para o aprimoramento de metodologias analíticas utilizadas na rotina pericial”, afirma.
O professor adjunto do Inqui, doutor Bruno Gabriel Lucca, orienta pesquisas desenvolvidas no âmbito da cooperação e estima cerca de dez projetos concluídos ou em andamento no período da parceria. Para ele, uma das contribuições está na transferência de tecnologia para a atividade pericial.
“Há métodos que desenvolvemos durante a pesquisa e que hoje os peritos usam na elaboração de laudos”, observa o doutor.
A publicação em revistas científicas internacionais cumpre uma função que vai além do reconhecimento acadêmico. Ela documenta o desenvolvimento do método, submete os resultados à avaliação da comunidade especializada e permite que a experiência da perícia oficial dialogue com pesquisadores de outras instituições.
No caso da bromadiolona, o artigo descreve um método eletroquímico portátil e de baixo custo aplicado à triagem da substância em amostras de interesse forense. O caso mostra como uma questão técnica identificada no laboratório pode ser estudada na universidade e retornar ao serviço público como ferramenta de apoio aos exames.
Esse movimento também aparece em outros estudos produzidos no âmbito da parceria, com trabalhos voltados a substâncias de interesse forense, como praguicidas e canabinoides sintéticos. Para a Polícia Científica, o ganho está na possibilidade de ampliar o repertório técnico, registrar metodologias e fortalecer a discussão científica em torno de exames que subsidiam laudos periciais.
No caso de Brenda, a experiência no laboratório orientou os passos seguintes. Depois do estágio, ela concluiu mestrado em Química Analítica pela UFMS, segue no doutorado na mesma área e atua como gerente técnica em uma empresa de análises ambientais. A cromatografia, técnica usada para separar, identificar e quantificar substâncias em uma amostra, tornou-se o eixo da formação acadêmica e da trajetória profissional dela.
“Tornar-me cromatografista abriu portas que eu não imaginava que um dia poderiam se abrir”, relata Brenda.
Em Mato Grosso do Sul, a condição de Estado de fronteira, a diversidade de substâncias encaminhadas à PCi-MS e o surgimento contínuo de novas drogas sintéticas exigem atualização permanente dos métodos laboratoriais. Nesse contexto, o diálogo com a universidade permite estudar, testar e documentar procedimentos que podem retornar ao serviço público como suporte aos exames.
Para a Justiça e para a população, o resultado aparece na produção de elementos técnico-científicos que podem esclarecer suspeitas, orientar investigações e subsidiar laudos periciais.
Fonte: Maria Ester Jardim Rossoni e Emilly Nunes Oliveira, Comunicação PCi-MS
Naviraí deve enfrentar a frente fria mais intensa do ano na próxima semana. Isso é o que preve os institutos de meteorologia. Há previsão de chuva para esta sexta-feira (19-06), segundo o Cemtec, ligado a Semadesc. O alerta emitido na tarde desta quinta-feira é para risco de chuvas com ventos de até 50 km por hora.
As temperaturas cairão para mínimas que podem chegar de 5 ºC a 7 ºC na madrugada de domingo. A expectativa dos climatologistas é que o Brasil atravesse uma das massas de ar polar mais intensas do ano. Para acompanhar a evolução das temperaturas mínimas exatas na sua cidade e os alertas de chuva, consulte as atualizações diárias nos seguintes órgãos de monitoramento: Monitoramento Estadual: Acompanhe os boletins e avisos de geada diretamente no site do CEMTEC MS.
Previsão Local: Verifique as estimativas de temperatura hora a hora e a variação da sensação térmica na página do Climatempo Naviraí.
A agroecologia, a agricultura familiar e os desafios das mudanças climáticas estarão no centro dos debates do Rumo ao Agroecol 2026, que será realizado de domingo (21) a terça-feira (23), na Capital. O evento reúne feira, seminários e espaços de construção coletiva voltados à produção sustentável de alimentos e ao fortalecimento das redes agroecológicas em Mato Grosso do Sul.
A iniciativa é considerada a etapa preparatória para o Agroecol 2026, um dos principais eventos de agroecologia da América do Sul, que acontecerá de 4 a 7 de novembro, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Neste ano, o tema será “Ciência, Movimento e Prática: como superar a crise climática?”, propondo reflexões e experiências sobre alternativas sustentáveis para a produção de alimentos, conservação da biodiversidade e enfrentamento das mudanças climáticas.
Para a engenheira agrônoma da Agraer e integrante da comissão organizadora, Lilian Daniel, o Rumo ao Agroecol representa um momento estratégico de articulação entre diferentes setores da sociedade. “Estamos construindo coletivamente o Agroecol 2026. Essa etapa preparatória fortalece o diálogo entre agricultores, pesquisadores, movimentos sociais, instituições públicas e a sociedade civil, criando uma rede de colaboração fundamental para o avanço da agroecologia em Mato Grosso do Sul”.
Rumo ao Agroecol 2026 – A programação começa no domingo (21), durante a Feira Bosque da Paz, que fica em uma praça situada na Rua Kame Takaiassu, 500 – Carandá Bosque em Campo Grande. Lá, será realizada a Feira da Agricultura Familiar e da Sociobiodiversidade, das 9h às 15h. A expectativa é reunir cerca de 25 expositores de diferentes regiões do Estado, comercializando produtos da agricultura familiar além de alimentos e outros itens agroecológicos.
O público também poderá participar de rodas de conversa sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e no meio ambiente, oficinas sobre abelhas nativas sem ferrão (meliponicultura), ações de educação ambiental, divulgação de projetos e vivências práticas de agroecologia.
“Na oficina sobre ‘Quintais produtivos’, as pessoas serão despertadas, sensibilizadas, estimuladas e ajudadas a construírem conhecimentos de como aproveitar pequenos espaços em casa ou no apartamento com cultivos diversos, inovando com paisagismo produtivo, e produzindo alimentos saudáveis, melhorando o bem-viver da família”, pontua Milton Padovan, da Embrapa.
Segundo Lilian, a feira é uma oportunidade de aproximar quem produz de quem consome. “Além de gerar renda para as famílias rurais, a feira valoriza os saberes tradicionais, fortalece a economia local e amplia o acesso da população a alimentos saudáveis. É um espaço de troca, aprendizado e valorização da agricultura familiar”.
Na segunda-feira (22), a programação segue no auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) com o seminário “Rumo ao Agroecol 2026”. Entre os destaques estão a palestra sobre a conjuntura da agricultura orgânica no Brasil, ministrada por Rogério Dias do Instituto Brasil Orgânico, a discussão para atualização do Plano Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Extrativismo Sustentável (PLEAPO/MS), a palestra “Agroecologia como estratégia científica e política”, com Patrícia Tavares Secretária-Executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) , além do Encontro dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEAs) de Mato Grosso do Sul.
Já na terça-feira (23), também na UEMS, acontece o Seminário de Agrofloresta – Da experiência ao território: caminhos da agrofloresta no MS. O encontro reunirá especialistas, agricultores e instituições para debater experiências relacionadas à agricultura familiar, restauração ambiental, mudanças climáticas e cadeias produtivas associadas aos sistemas agroflorestais.
O Rumo ao Agroecol também será um espaço de construção coletiva das pautas, debates e propostas que irão compor a programação do Agroecol 2026, considerado um dos principais encontros de agroecologia da América do Sul e que reunirá agricultores, pesquisadores, estudantes, extensionistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil em novembro, em Campo Grande. Acompanhe o trabalho na íntegra pelo Instagram (@agroecol2026).
Promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), o Agroecol 2026 é organizado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), contando ainda com a participação de diversas instituições parceiras, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e entidades ligadas à agricultura familiar, agroecologia, pesquisa, ensino e extensão rural.
Serviço:
Rumo ao Agroecol 2026
Evento preparatório para o Agroecol 2026, com atividades voltadas à agricultura familiar, agroecologia, sociobiodiversidade, ciência, cultura e educação ambiental.
Domingo (21)
Feira da Sociobiodiversidade e da Agricultura Familiar Bosque da Paz – R. Kame Takaiassu, 500 – Carandá Bosque – Campo Grande/MS Das 9h às 15h Entrada gratuita
Atrações e atividades • Comercialização de produtos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade; • Vivências e intercâmbio de saberes; • Rodas de conversa; • Atividades culturais e educativas; • Espaços de diálogo entre agricultores, consumidores, estudantes e instituições.
Segunda-feira (22)
Encontro Rumo ao Agroecol 2026 UEMS – Av. Dom Antônio Barbosa, 4155 – Vila Santo Amaro – Campo Grande Das 7h30 às 18h
Programação 07h30 – Credenciamento
08h00 – Abertura
08h30 – Palestra: Agricultura Orgânica no Brasil Palestrante: Rogério Dias
09h30 – Intervalo e visita à feira
10h00 – Mesa de diálogo e consulta pública do PLEAPO/MS
12h00 – Almoço e atividade cultural
14h00 – Palestra: Agroecologia como estratégia científica e política Palestrante: Patrícia Tavares
15h00 – Encontro dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEAs) de Mato Grosso do Sul
17h00 – Relatório e encaminhamentos
17h30 – Encerramento cultural
Terça-feira (23)
Seminário de Agrofloresta
Tema: Da experiência ao território: caminhos da agrofloresta no MS
Local: Auditório da UEMS
Programação
7h -Credenciamento e Café da Manhã
8h – Abertura
8h30 – Palestra: SAF e Agricultura Familiar
SAFs na Agricultura Familiar: aspectos técnicos e mercadológicos.
Palestrante: Eng. Agrônomo Lucas Machado (Sítio Mangueiras Agrofloresta).
Âncora: Luís Tadeu Assad (Diretor-Geral do Projeto Rural Sustentável – Cerrado e Diretor-Presidente – IABS).
Mesas
9h30 – Mesa 1: Agrofloresta no enfrentamento das mudanças climáticas
Efeito Estufa, Fixação de Carbono, Conservação de Solo/Água e Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD).
Mediadora: Jéssyca Stanieski de Souza (Coordenadora Estadual do PRS – Cerrado).
Painelistas:
Fábio Bolzan (Superintendente de Mitigação e Adaptação Climática da Semadesc);
Tércio Fehlauer (Pesquisador, coordenador do Cepear-Agraer);
Olácio Komori (Coordenador Geral da Associação Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul – APOMS).
10h30 – Mesa 2: Restauração Produtiva: agroflorestas como estratégia de Restauração Ecológica
Serviços Ambientais; Sucessão Ecológica; Estratificação; e Regeneração Natural.
Mediador: Zildamara Holsback (Coordenadora do Curso de Ciências Biológicas da UEMS).