Clientes da Will Financeira, liquidada pelo Banco Central, devem manter os pagamentos das dívidas no prazo e acompanhar os comunicados oficiais, segundo orientação de especialista.
Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central tira a empresa do mercado. A partir disso, ele deixa de operar e as aplicações congelam. Então, um liquidante é nomeado para avaliar a situação.
O profissional vai levantar os valores que a Will possui, o que tem a receber e o que tem a pagar, para então definir como fazer o pagamento a quem tem crédito com a empresa.
No entanto, as obrigações contratuais continuam existindo. Então, se a pessoa tem que pagar a fatura do cartão de crédito, ela deve fazer o pagamento, explica o especialista em mercado financeiro, André Franco.
“A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC.”
Se a pessoa tem dinheiro em conta ou investimento, ela vai ter que esperar o trabalho do liquidante, diz André. Se tiver cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o risco é menor.
“O dinheiro em conta de investimento entra na garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Então, essa garantia se estende à conta-corrente que você também tem lá dentro. Quanto a algum risco, o principal é o risco de demora do FGC. Produtos que não são cobertos pelo FGC, como débito, letra financeira e outras coisas, isso pode ser o risco do investidor. Mas, se ele tiver garantido pelo FGC, o risco é muito baixo, o principal seria o atraso no pagamento.”
A Will Financeira, empresa ligada ao Banco Master, teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central. A decisão foi tomada após a empresa não fazer os pagamentos devidos à operadora de cartão de crédito Mastercard.
A reportagem entrou em contato com a Will Financeira para um posicionamento, mas ainda não obteve resposta.
A Prefeitura de Aral Moreira reforçou à população, nesta quarta-feira (21), por meio das redes sociais, que é proibido descartar lixo em vias públicas. Conforme estabelece a legislação municipal, o descarte irregular em calçadas, entre pistas, rótulas ou áreas verdes está sujeito à aplicação de multa. A orientação é que os moradores utilizem lixeira adequada e mantenham os resíduos dentro do imóvel até o dia da coleta.
Para o descarte correto de entulho, o município disponibiliza o serviço de Cata-Treco, que pode ser acionado pelo telefone (67) 93618-0984. O serviço é coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e integra as ações voltadas à organização urbana e à preservação dos espaços públicos.
Cronograma
A Secretaria Municipal de Infraestrutura também divulgou o cronograma de coleta de galhos e entulhos realizada pela equipe de limpeza municipal. Nas primeiras semanas do mês, o serviço ocorre às segundas, terças, quintas e sextas-feiras.
Às quartas-feiras, a coleta é direcionada aos distritos do Assentamento Santa Catarina, São Luís e Rio Verde. Na última semana do mês, é realizado um giro completo de segunda a sexta-feira, atendendo todos os bairros.
Entre os locais contemplados estão os bairros Guarani, Centro, Satélite, Ipê, São Bernardo, Planalto, Jardim das Palmeiras, Jardim Ouro Verde, Cidade Amiga, Central, Idelfonso Monteiro e Bela Vista.
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) — Foto: MPF-MS
Doze pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por tortura contra indígenas da etnia Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu em 2005, no município de Sete Quedas, e foi considerado inafiançável e imprescritível, ou seja, não perdeu a validade mesmo após mais de 20 anos.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Lucas Miyazaki dos Santos, da 1ª Vara Federal de Naviraí, após ação do Ministério Público Federal (MPF). Entre os condenados estão fazendeiros, capatazes e um agente político, que à época exercia o cargo de vereador.
As penas variam de 18 a 26 anos de prisão, todas em regime fechado.
O que aconteceu
Segundo o processo, em junho de 2005, os réus interceptaram um caminhão do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região conhecida como Vila Carioca. No veículo estavam três indígenas Guarani-Kaiowá e um civil.
As vítimas foram retiradas à força do caminhão, amarradas e mantidas sob vigilância durante horas. De acordo com a sentença, elas foram submetidas a agressões físicas e psicológicas, além de ameaças graves. O caminhão foi incendiado, e os agressores chegaram a ameaçar jogar as vítimas no fogo.
O juiz classificou a ação como um verdadeiro “tribunal de exceção”, no qual as vítimas não tiveram qualquer chance de defesa.
Motivação racista
A decisão aponta que os ataques foram motivados por discriminação racial. Durante as agressões, os indígenas teriam sido ofendidos com termos racistas, o que, segundo o magistrado, comprova que o crime teve como base o desprezo pela condição étnica das vítimas.
Ainda conforme a sentença, o objetivo do grupo era obter informações sobre lideranças do movimento indígena na região.
Crime não prescreve
As defesas alegaram falta de provas e pediram o reconhecimento da prescrição, já que o crime ocorreu há mais de duas décadas. O pedido foi negado.
O juiz entendeu que a tortura motivada por racismo é um crime imprescritível, com base na Constituição Federal e em tratados internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil. A decisão também citou entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece que crimes relacionados ao racismo não prescrevem.
Para o magistrado, permitir a prescrição nesse caso significaria tolerar a impunidade por crimes graves cometidos contra grupos vulneráveis.
Papel do vereador
Um dos condenados, que era vereador na época, recebeu a pena mais alta: 26 anos e 8 meses de prisão. Segundo a sentença, ele atuou como líder do grupo, coordenou as ações violentas e participou diretamente das agressões.
Ainda de acordo com a Justiça, o então vereador utilizou o sistema de som de uma festa junina que ocorria na região para incitar moradores contra os indígenas, anunciando a presença deles e estimulando represálias.
Além da prisão, ele perdeu o cargo público e ficou proibido de exercer qualquer função pública por mais de 53 anos.
Provas
Laudos periciais e depoimentos de testemunhas foram considerados suficientes para comprovar o crime. O juiz destacou que a tortura não se resumiu às agressões físicas, mas incluiu a privação de liberdade, as ameaças, o terror psicológico e o contexto de violência racial.
Segundo a sentença, todos esses elementos confirmam a prática do crime de tortura conforme previsto na legislação brasileira.
O município de São Gabriel do Oeste realizou, ontem (20), o lançamento oficial do Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM), uma iniciativa estratégica do Programa Cidade Empreendedora, desenvolvida em parceria entre o Governo do Estado, por meio da Semadesc, o Sebrae/MS e a Prefeitura Municipal. O evento aconteceu no Auditório da ACISGA e contou com a presença de empresários, lideranças, entidades, servidores públicos e da comunidade em geral, reforçando o compromisso coletivo com o futuro do município.
Construído de forma participativa, o PDM estabelece diretrizes claras para o crescimento econômico, o fortalecimento da gestão pública e o desenvolvimento sustentável, conectando planejamento, investimentos e qualidade de vida.
Para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, a parceria entre o Governo do Estado, o Sebrae e os municípios na execução do projeto é fundamental para promover o desenvolvimento local. “O Governo compreende que iniciativas de grande impacto demandam a colaboração de diversas instituições. A parceria, idealizada pelo governador Eduardo Riedel, por meio do projeto Cidade Empreendedora, visa otimizar a aplicação dos recursos estaduais nos municípios, garantindo eficiência e embasamento técnico com o apoio de consultorias especializadas. A entrega de um material de alta qualidade demonstra o sucesso dessa colaboração e fortalece o desenvolvimento local”, destacou.
O secretário-executivo ressaltou ainda que a entrega do PDM representa um marco significativo para o município. “O plano visa impulsionar o desenvolvimento urbano e regional a partir da identificação de áreas prioritárias para investimentos públicos, que abrangem setores estratégicos como saúde, cultura, turismo e desenvolvimento econômico. O objetivo é promover qualidade de vida, geração de empregos e bem-estar para a população. O PDM consolida uma estratégia abrangente para o progresso municipal”, acrescentou.
O prefeito de São Gabriel do Oeste, Leocir Montanha, que apresentou os projetos prioritários previstos no PDM, destacou que o plano marca um novo momento para o município. “O Plano de Desenvolvimento Municipal é uma ferramenta de transformação. Ele organiza prioridades, direciona investimentos e dá segurança para quem quer empreender e acreditar na nossa cidade. É planejamento responsável, com foco em resultados reais”, afirmou.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adão Rolim, o PDM fortalece o ambiente de negócios e amplia oportunidades. “Com o plano, São Gabriel do Oeste passa a ter um norte claro para o crescimento econômico, o que significa mais competitividade, geração de empregos, atração de investimentos e desenvolvimento equilibrado”, pontuou.
O diretor-superintendente do Sebrae/MS, Cláudio George Mendonça, ressaltou o caráter técnico e prático do PDM. “O plano foi construído com base em diagnóstico, escuta ativa e planejamento estratégico. É um instrumento vivo, que orienta ações concretas e permite acompanhar resultados ao longo do tempo”, destacou.
Potencial
O secretário Rogério Beretta enfatizou ainda que a trajetória de São Gabriel do Oeste, marcada pela colonização e pelo vigoroso desenvolvimento do agronegócio, impulsionou significativamente o progresso local. “O empreendedorismo fomentou o crescimento da cidade, e a atual gestão municipal demonstra compromisso com o desenvolvimento local ao buscar, em parceria com instituições como o Sebrae, uma visão estratégica para o futuro. Com o PDM, ficam delineadas as ações que irão impulsionar o crescimento sustentável, com foco no bem-estar da população. O projeto Cidade Empreendedora reúne a visão municipalista do governo estadual com a expertise técnica do Sebrae, criando uma ferramenta que permitirá alcançar resultados positivos a partir de agora”, concluiu.
PRF apreende emagrecedores em meio a lanche e tubo de salgadinho de batata - Crédito: Divulgação / PRF
Em pneu, tubo de salgadinho de batata e até enrolados em mantas, os contrabandistas estão cada dia mais criativos para esconder produtos extremamente lucrativos, especialmente nos grandes centros: os emagrecedores. No entanto, apesar de mais baratos que os legalizados, esses medicamentos não só oferecem riscos à saúde devido à procedência duvidosa ou uso sem orientação médica, como o transporte em temperatura inadequada pode simplesmente fazer com que a substância ‘certa’ perca o efeito quando chega ao destino.
“O paciente fará uso de um medicamento caro e que não fará efeito. Ficará frustrado achando que o medicamento não funciona ou o seu corpo não responde bem ao tratamento, mas na verdade é o produto que está literalmente ‘estragado’”, explica a presidente do CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul), Daniely Proença, se referindo como exemplo, aos efeitos da alta temperatura na Tirzedpatida (princípio ativo do Mounjaro), que está entre as mais trazidas ilegalmente do Paraguai para o Brasil
Ela detalha que antes de ir para as prateleiras, os medicamentos passam por estudos de estabilidade que apontam as condições ideias de armazenamento. Isso para que as moléculas mantenham sua integridade e produzam o efeito desejado. No caso da Tirzepatida, o ideal é a refrigeração entre 2°C e 8°C, podendo ficar abaixo de 30°C por até 21 dias. “Fora dessas temperaturas, o princípio ativo se deteriora, perde sua função”, afirma Daniely.
Ela explica que essa consequência é para quando o princípio ativo é o verdadeiro. “Se não for, pode ser ainda que se forme substâncias nocivas quando exposto a altas temperaturas, que podem desencadear alguma reação alérgica, por exemplo”, esclarece, lembrando que a procedência duvidosa pode favorecer a venda de itens falsificados, com substâncias diferentes das descritas no rótulo.
Emagrecedores apreendidos enrolados dentro de mantas para serem despachados da fronteira com o Paraguai para o Estado de São Paulo – Foto: Divulgação / PRF
Os frascos também não possuem indicador de temperatura e uma análise visual não é suficiente para avaliar se foi transportado corretamente ou não. “Às vezes, o produto que saiu da refrigeração apresenta manchas ou enrugamento do papel da embalagem, mas nem sempre”, explica. “Olhando o líquido, no caso da Tirzepatida, a solução injetável é transparente e incolor a levemente amarelada. Isso não muda mesmo com exposição a temperatura”, esclarece.
MEDICAMENTO QUENTE
As apreensões de emagrecedores em canetas ou frascos pelos órgãos de segurança se intensificaram na fronteira e na grande maioria das vezes, a armazenagem é inadequada. Além da Tirzepatida, são trazidos outros itens semelhantes, incluindo Retatrutida, que ainda está em fase de testes em animais.
“É comum que esses medicamentos sejam transportados junto com outras mercadorias ilegais, como cigarros contrabandeados, eletrônicos, perfumes, medicamentos diversos e anabolizantes, na tentativa de dificultar a fiscalização, explica a 2ª Tenente Dyanessa Turra, chefe da Assessoria de Comunicação do BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária).
“Muitos desses produtos exigem refrigeração, mas são encontrados em malas, mochilas ou compartimentos ocultos”, explica. Além disso, os itens chegam a ficar por horas nessas condições inadequadas, quando saem da fronteira. Isso porque “o principal destino são os grandes centros urbanos, onde esses medicamentos são revendidos de forma ilegal, muitas vezes para clínicas clandestinas, academias ou diretamente ao consumidor final, inclusive por meio da internet e das redes sociais”, pontua Dyanessa.
Na semana passada, a corporação chegou a encontrar dezenas de frascos de emagrecedores no porta-malas de um veículo, dentro do estepe, junto com um aspirador de pó robô contrabandeado.
Caixas de emagrecedores estavam dentro de estepe de veículo parado pelo BPMRv na fronteira – Foto: Reprodução
ESTRATÉGIA
O chefe da Delegacia Especializada de Fronteira da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Dourados, Waldir Brasil, explica que a estratégia adotada pelos contrabandistas para esconder emagrecedores, tem sido muito semelhante às usadas por traficantes, que buscam por compartimentos ocultos em veículos para o transporte.
“Na fiscalização em busca de droga, nos deparamos com o ‘Mounjaro’”, afirma. “Em fundos falsos de mala, escondido em ônibus onde o auxiliar do motorista havia ocultado, amarrados no corpo, em fundo falso de garrafa d’água de 5 litros”, exemplificou lembrando que os principais destinos são Dourados, Campo Grande e São Paulo.
Em um ônibus que seguia de Ponta Porã até a capital paulista, a PRF encontrou com uma mulher dezenas de frascos desses medicamentos, parte deles dentro do tubo de um salgadinho de batata muito vendido na fronteira. A mercadoria veio ‘disfarçada’ de lanche, com outros pacotes e até uma embalagem de suco vazia.
Em 2025 foram apreendidos pela corporação na fronteira, 1,2 mil frascos ou canetas. Na semana passada, mais um caso, dessa vez 400 ampolas enroladas em mantas que seriam despachadas através do transporte rodoviário, também com destino a São Paulo. Já as polícias estaduais – BPMRv e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) –, chegaram a apreender mais de 3 mil desde o ano passado, segundo dados divulgados pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).
Diversos tipos de emagrecedores, apreendidos junto com eletrônicos, suplementos e perfumes. – Foto: Divulgação / BPMRv
A resposta para a inclusão do medicamento entre os itens procurados por contrabandistas está na lucratividade, motivada pela alta demanda. A estimativa é de que ampolas ou canetas cheguem a custar R$ 250 no Paraguai, tendo um valor de revenda que pode chegar a R$ 900 nos grandes centros, ou seja, um lucro que pode atingir cerca de 300%.
É CRIME
O subdiretor do DOF, Major Eduardo Garcia Marques, lembra que “esses medicamentos são sujeitos a controle sanitário e necessitam de autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para importação e comercialização no Brasil”. “Quando não são introduzidas pelos canais legais, a importação é considerada irregular”, pontua.
“Após a apreensão, os medicamentos são encaminhados à delegacia da Polícia Federal ou à Receita Federal”, explica. “Essas instituições são responsáveis pelos trâmites administrativos e criminais relacionados tanto aos produtos quanto às pessoas envolvidas”, complementa o Major Garcia.
Quando o produto não possui registro regular no Brasil, não existe quantia permitida, ou seja, é proibido trazer ainda que em poucas quantidades para uso pessoal. A pessoa flagrada transportando ou importando esses medicamentos pode responder pelo crime de contrabando, cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão.
O CRF/MS pontua que muitos desses medicamentos são classificados como controlados devido ao potencial de causar efeitos adversos significativos. Por isso, é importante ter acompanhamento médico e orientação farmacêutica adequada para consumir a medicação, sendo que o uso de medicamento contrabandeado pode colocar em risco o tratamento e a saúde de quem consome.
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira – DEFRON vem realizando diligências visando coibir os delitos típicos da região de fronteira, buscando identificar indivíduos que estejam se valendo da região de fronteira para prática de delitos diversos.
Nesta terça-feira (20), foi dada sequência às investigações relativas a indivíduos que estariam transportando entorpecentes de Ponta Porã a outras cidades do Estado.
Durante estas diligências, foi possível se apurar que uma residência localizada na Rua Cáceres, estaria sendo utilizada como local de negociação de entorpecentes por um indivíduo de origem paraguaia.
Em razão destes fatos, foi realizada diligência que culminou na identificação de C.G.G.O., de origem paraguaia, que se fazia na posse de aproximadamente 40kg de entorpecente tipo crack e pasta-base, utilizando-se de um veículo Prisma, cor branca, para o transporte de referido entorpecente.
O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com o veículo e com o entorpecente, para Defron para os procedimentos de praxe.
Prefeito Marçal Filho vistoria a frota dos novos veículos junto ao diretor da Medianeira Dourados, Marcelo Saccol- Divulgação/Assecom
O transporte coletivo de Dourados iniciou 2026 com reforço na frota. Quatro novos ônibus passam a operar na cidade, sendo dois modelos convencionais para linhas de bairros e dois veículos trucados destinados ao atendimento da linha universitária. A vistoria oficial ocorreu na manhã desta quarta-feira (21), com a presença do prefeito Marçal Filho, que destacou o avanço na modernização do serviço e o foco em mais conforto e comodidade aos passageiros. Os investimentos são resultado das exigências feitas pelo prefeito Marçal Filho para renovação da concessão do transporte coletivo para a Viação Dourados.
Os novos ônibus contam com motores Euro 6, tecnologia que reduz significativamente a emissão de poluentes, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar. Todos são climatizados e elevam para cerca de 35% a parcela da frota com ar-condicionado. A meta da administração municipal, segundo o prefeito, é chegar a 100% da frota climatizada em até três anos. “Reduzimos a tarifa logo no primeiro ano de mandato e agora avançamos na renovação dos veículos mais antigos”, lembrou Marçal Filho. “O objetivo é oferecer um transporte mais digno, eficiente e confortável para todos, especialmente para quem depende do ônibus todos os dias”, afirmou o prefeito.
Em junho do ano passado, por determinação do prefeito Marçal Filho, o preço da passagem foi reduzido de R$ 3,25 para R$ 3,00, enquanto a tarifa estudantil teve redução ainda maior, de R$ 1,65 para R$ 1,00. “O transporte público precisa acompanhar o crescimento da cidade”, observou o prefeito. “Estamos investindo para garantir melhores condições aos usuários, inclusive aos universitários, com veículos mais modernos, ampliação gradual de rotas e mais ônibus disponíveis nos horários de maior demanda. Nosso compromisso é tornar o sistema mais acessível, confortável e eficiente para toda a população”, enfatizou Marçal Filho.
Além do conforto térmico, os veículos trazem portas-USB para recarga de celulares, elevadores elétricos para pessoas com deficiência (PCDs), rampas de acesso para cadeirantes, assentos exclusivos para pessoas com mobilidade reduzida e assento específico para pessoas obesas. Um dos ônibus possui câmbio automático. O investimento total é de aproximadamente R$ 4 milhões.
O diretor da Viação Dourados, Marcelo Saccol, destacou que a frota também dispõe de botões de solicitação de parada em Braille, além de sistema de rastreamento por GPS e telemetria, o que garante mais segurança e eficiência na operação.
Os dois veículos trucados têm capacidade para 101 passageiros, sendo 41 sentados. Já os convencionais comportam até 82 pessoas, com 47 assentos e 35 lugares em pé. Atualmente, a concessionária opera 54 ônibus em 23 linhas que atendem o perímetro urbano e distritos. Em 2025, a prefeitura implantou a linha para o distrito de Itahum, a cerca de 60 quilômetros da área urbana, uma reivindicação antiga da comunidade local e conquistada pelo prefeito Marçal Filho.
Com a chegada dos novos veículos, o sistema de transporte coletivo de Dourados avança em acessibilidade, sustentabilidade e qualidade do serviço, reforçando o compromisso doa atual administração com a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos cidadãos.
O Parlamento Europeu decidiu pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) uma avaliação jurídica sobre o acordo de parceria comercial que representantes do bloco assinaram com líderes do Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), no último sábado (17).
O pedido por um parecer sobre a legalidade dos termos do tratado, bem como sobre os procedimentos adotados para obter sua celebração, foi aprovado nesta quarta-feira (21). Na prática, a medida paralisa o processo de implementação do acordo, que ainda precisa ser aprovada pelos legisladores dos 32 países envolvidos (27 europeus e cinco sul-americanos).
Em nota, o Parlamento Europeu informou que seguirá analisando os termos do acordo, mas que só decidirá se leva ou não o assunto a Plenário após receber o parecer jurídico do tribunal.
Segundo a agência de notícias Reuters, o tribunal costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer. Ainda de acordo com a agência, a União Europeia poderá implementar o pacto provisoriamente enquanto aguarda a decisão e a decisão final do Parlamento Europeu, “mas isso pode ser politicamente difícil, dada a provável reação negativa” e a possibilidade do parlamento o anulá-lo posteriormente.
Questionamentos
Entre os argumentos apresentados para embasar a solicitação há questionamentos à divisão do Acordo Mercosul-UE em dois (“a saber, o Acordo de Parceria UE-Mercosul e um Acordo Provisório sobre Comércio”) e ao fato de “vários Estados-membros” europeus terem se oposto à ratificação do acordo – que não conta com o aval da Áustria, França, Hungria e Irlanda.
Ainda segundo os parlamentares europeus, o texto do acordo já aprovado “reduz as medidas de auditoria e controle das importações agrícolas provenientes do Mercosul”, já que há “diferenças regulamentares significativas entre a UE o Mercosul no que concerne à produção alimentar e às normas sanitárias e veterinárias”.
O texto da resolução aprovada hoje também cita que o Acordo Provisório sobre Comércio prevê um “mecanismo ou cláusula de reequilíbrio” que permite a uma parte solicitar compensação quando se sentir prejudicada por uma medida aplicada pela outra parte; e que “a interpretação do governo brasileiro sobre o âmbito [validade] temporal desta cláusula de reequilíbrio difere da interpretação” da comissão europeia.
Alternativa aos EUA e China
Já os apoiadores do acordo, como a Alemanha e a Espanha, apontam a importância de uma parceria com o Mercosul diante dos distúrbios ao comércio global provocados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente estadunidense tem usado com frequência o aumento de tarifas de importação como forma de punir outros países ou induzi-los a fazerem o que ele quer.
Além das tensões geradas pelos Estados Unidos, os europeus defensores do acordo argumentam que o acordo é essencial para reduzir a dependência da China, garantindo acesso a minerais essenciais.
Eles também alertam que os governos do Mercosul estão perdendo a paciência com a UE após mais de 20 anos de negociações.
Brasil
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.
Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.
Os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.
Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.
A Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.
Mobilização de combate à dengue elimina criadouros e possíveis focos do mosquito Aedes aegypti. Fotos: Divulgação/SaúdePMJ
A Prefeitura de Japorã, através da Secretaria Municipal de Saúde e por intermédio do setor de Controle de Vetores deflagrou, no início do mês, um mutirão de combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Para garantir que todos os domicílios da cidade e do distrito de Jacareí sejam visitados, o Governo de Japorã fez a contratação temporária de diaristas.
A mobilização para eliminação de criadouros ou possíveis criadouros em quase 100% dos imóveis de Japorã aconteceram na semana passada. Nesta semana as ações estão acontecendo no distrito Jacareí. Desta forma a “guerra contra a dengue” nas semanas 02 e 03 deste ano está quase finalizada no município.
O prefeito Vitor da Cunha Rosa, o Malaquias, determinou atenção redobrada e um trabalho intensificado de ações conjuntas de controle vetorial para enfrentar este período sazonal de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti. “Vimos a necessidade da admissão temporária de diaristas nesta ação de prevenção à saúde, sobretudo para que a dengue e a chikungunya não sejam registradas em nosso município”, destaca Malaquias.
O Coordenador Municipal do Controle de Vetores de Japorã, advogado Diego Sandrino Sampaio, informa que durante a mobilização foram e estão sendo eliminados diversos criadouros de mosquitos com o recolhimento de materiais inservíveis propícios à proliferação do Aedes aegypti, onde foram encontradas larvas em pneus e outros ambientes, de modo que a contenção tem sido satisfatória.
“Além do trabalho de rotina, fazemos também a instalação de armadilhas ovitrampas, que gera um relatório da porcentagem de incidência de pernilongo Aedes aegypti por região. Há a passagem de veneno em pontos estratégicos todo mês, como borracharias, cemitérios e pontos com aglomeração de pessoas. Durante a mobilização, identificamos terrenos em condições favoráveis à presença de mosquitos, por isso, notificamos os proprietários destes imóveis irregulares, e de terrenos baldios sujos, para se adequarem as normas”.
Diego Sampaio destaca que até o momento o município de Japorã não possui nenhuma incidência ou suspeita de dengue. “Caso identifiquemos qualquer suspeita da presença do mosquito transmissor, é determinação da Administração Municipal que façamos o imediato bloqueio dos casos com a nebulização (UBV Costal), conhecido popularmente como fumacê”, confirma o coordenador.
A decisão foi proferida pelo juiz Mateus da Silva Camelier, da 2ª Vara da Comarca de Caarapó. Foto: Divulgação
O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul tornou ré a empresa Caaraponews Publicidade Ltda em ação movida pelo Município de Caarapó, que questiona matérias publicadas pelo site sobre a cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP) para o exercício de 2026.
A decisão foi proferida pelo juiz Mateus da Silva Camelier, da 2ª Vara da Comarca de Caarapó, no âmbito do Processo nº 0800035-13.2026.8.12.0031, que trata de Ação de Obrigação de Fazer com pedido de Tutela de Urgência.
Na ação, o município sustenta que o site divulgou informações inverídicas, ao afirmar que a COSIP seria um “novo imposto” e que estaria sendo cobrada sem transparência, omitindo valores e isenções. Segundo a prefeitura, a contribuição está prevista no Código Tributário Municipal (Lei Complementar nº 056/2014) e o Decreto nº 298/2025 apenas repete critérios adotados em gestões anteriores.
Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que há probabilidade do direito alegado pelo município e perigo de dano, destacando que as publicações poderiam induzir a população a erro, fomentar inadimplência e atingir a honra objetiva da administração pública, relacionada à sua credibilidade institucional.
Com isso, a Justiça determinou que a empresa ré retire imediatamente as matérias de seus sites e redes sociais, publique nota de retratação com o mesmo destaque das publicações questionadas e se abstenha de divulgar novos conteúdos com o mesmo teor, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a 30 dias.
Além da concessão da tutela de urgência, o juiz determinou a citação da Caaraponews Publicidade Ltda, que passa oficialmente à condição de ré no processo e deverá apresentar contestação no prazo legal, sob pena de revelia.
SUV Veracruz ficou destruída e pacotes de cigarro espalhados após bater em árvore (Foto: Corpo de Bombeiros)
O condutor de um veículo lotado com cigarro contrabandeado do Paraguai morreu após sair da pista ao atropelar um javali e bater em duas árvores, na madrugada desta quarta-feira (21), na BR-267, município de Nova Andradina. J.P.L, de 33 anos, dirigia uma Hyundai Veracruz carregada com pacotes de cigarro trazidos ilegalmente do país vizinho.
No trecho entre Nova Alvorada do Sul e o distrito de Nova Casa Verde, no município de Nova Andradina, ele atropelou o animal na pista e perdeu o controle da direção. Morador de Dourados, J.P.L trabalhava como borracheiro.
Equipe do Corpo de Bombeiros de serviço em Nova Casa Verde foi acionada por volta de 2h30. Quando os socorristas chegaram ao local, encontraram o veículo destruído pela colisão com as árvores na beira da pista. O condutor estava caído ao lado, em óbito. A Veracruz tem placa de Goiânia (GO).
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) assumiu a ocorrência sobre o cigarro contrabandeado. Policiais civis e peritos da Polícia Científica também estiveram no local. O corpo do condutor foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) em Dourados.
O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a realização de concurso público com 194 vagas para a Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (FUNSAU), instituição responsável pela gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). A autorização consta em decreto no Diário Oficial do Estado publicado, nesta quarta-feira (21). As vagas são
As vagas são para cargos da carreira Gestão de Serviços Hospitalares, entre eles técnico de serviços hospitalares, na função de técnico de enfermagem, reforçando o quadro de profissionais que atuam diretamente na assistência prestada à população. O concurso será realizado na modalidade de provas e títulos, conforme previsto no decreto.
De acordo com o texto, a organização do certame ficará a cargo da SAD (Secretaria de Estado de Administração), SES (Secretaria de Estado de Saúde) e da Funsau, que serão responsáveis por definir as normas, os procedimentos, as etapas do concurso e os critérios de seleção, todos a serem detalhados em edital específico.
Foto: Patrícia Belarmino/HRMS
Para a diretora-presidente da Funsau, Marielle Alves Corrêa Esgalha, a autorização do concurso representa um avanço importante para o fortalecimento da assistência hospitalar no Estado. “A ampliação do quadro de técnicos de enfermagem é fundamental para qualificar ainda mais o atendimento prestado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Essa autorização demonstra o compromisso do Governo do Estado com a valorização dos profissionais da saúde e com a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população”, destaca.
O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, ressalta que o concurso integra um planejamento mais amplo de fortalecimento da rede pública estadual. “A autorização dessas vagas faz parte de uma estratégia de médio e longo prazo para garantir sustentabilidade ao sistema hospitalar, reduzir sobrecargas nas equipes e assegurar respostas mais eficientes às demandas assistenciais. O Hospital Regional é referência em alta complexidade e precisa de quadros dimensionados de forma adequada para manter a qualidade, a segurança e a continuidade do cuidado”, pontua.
O decreto entrou em vigor na data de sua publicação, e o edital do concurso, com informações sobre prazos, carga horária, requisitos legais e etapas do processo seletivo, será divulgado posteriormente.
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master. O banco, também liquidado pelo BC, vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde sua liquidação, decretada em novembro de 2025.
A liquidação do Will Bank foi anunciada nesta quarta-feira (21). Segundo o BC, entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, que integrava o conglomerado Master.
Liderado pelo Banco Master, o conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”, justificou o BC.
Liquidação inevitável
O BC, no entanto, avaliou que essa solução não se mostrou viável, após ser constatado, no dia 19 de janeiro, “o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo.”
Diante dessa situação, a autoridade monetária considerou inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master”.
Entenda o caso
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado.
Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.
As investigações da Polícia Federal e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional.
A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições.
Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações. O banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.
Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados. O Banco Central, então, identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões – dinheiro que circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários, até chegar aos beneficiários finais.
“E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas” (Ap 8.2).
No período da Grande Tribulação (Apocalipse capítulos do 6 ao 19) bem antes da vinda de Jesus; acontece a abertura dos sete selos. Sete anjos do Senhor receberão uma trombeta cada um e começarão a toca-las: “E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las” (Ap 8.6). O primeiro selo revela o anticristo!
As sete trombetas são para anunciar os juízos de Deus ao mundo. Não devemos confundir as sete trombetas dos anjos anunciando juízos, com as trombetas de Deus que chamará a igreja para a reunião com Cristo, anunciando a vitória dos vencedores: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1ªCo 15.52).
As sete trombetas dos anjos em Apocalipse, anunciarão castigos sobre os pecadores que rejeitaram a graça salvadora em Cristo Jesus! A igreja será arrebatada antes disso: “E o primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada. E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus. E o terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. E o quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas, para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. E olhei e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! Ai! Ai dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar!” (Ap 8.7-13).
O último toque de trombeta pelo sétimo anjo, anunciará a vitória de Cristo sobre o mundo: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15). Em seguida, virá as últimas pragas, consumando a ira de Deus, representadas por sete taças derramadas por sete anjos: “E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus” (Ap 15.1). No final, aparecerá Jesus, e todo olho O verá!
No período da Grande Tribulação, os israelitas fiéis serão protegidos (Ap 7.1-8). Quem receber a marca da besta e adorar a sua imagem, não será salvo: “E fez que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome” (Ap 13.16,17). “E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite, os que adoram a besta e a sua imagem e aquele que receber o sinal do seu nome” (Ap 14.11). quem resistir ao anticristo, morrerá, mas será salvo para sempre (Ap 7.14). Paz!
Fachada da prefeitura de Caarapó (Foto: Portal da Cidade de Caarapó)
A Prefeitura de Caarapó publicou no Diário Oficial dos Municípios de Mato Grosso do Sul (nº 4015), desta quarta-feira (21), o Edital de Convocação nº 002/2026, referente ao Concurso Público nº 001/2024, para as áreas Administrativa e do Magistério. Ao todo, 31 candidatos aprovados estão sendo convocados para dar início ao processo de nomeação.
O concurso foi homologado por meio do Edital nº 018/2024, datado de 11 de junho de 2024. De acordo com o cronograma divulgado, a apresentação e entrega de documentos ocorrerão nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2026, enquanto a Avaliação Médica Ocupacional Admissional está prevista para o dia 6 de fevereiro de 2026.
A prefeita Maria Lurdes Portugal destacou que a convocação reforça o compromisso da gestão com os concursados e com a responsabilidade fiscal do município.
“Esse é mais um passo importante do nosso compromisso com quem estudou, se dedicou e acredita no serviço público. Somente nesta gestão, já chamamos 123 concursados, sempre com muita responsabilidade, planejamento e respeito aos critérios fiscais e orçamentários do nosso município”, afirmou.
Ainda segundo a chefe do Executivo, governar exige equilíbrio entre o cuidado com as pessoas e a seriedade na condução das contas públicas. “É assim que seguimos: valorizando quem passou no concurso e garantindo que cada decisão seja sustentável para Caarapó”, completou.
Resumo das convocações
Ano de 2025: 15 chamadas, totalizando 91 pessoas
Ano de 2026: 2 chamadas, somando 32 servidores
A Prefeitura orienta que os candidatos fiquem atentos aos prazos e às exigências do edital para não perderem a convocação.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste estão sob alerta nesta quarta-feira (21). Com exceção do Sul do país, as demais áreas devem registrar chuvas intensas ao longo do dia devido ao deslocamento de uma zona de convergência do Atlântico Sul.
Os estados de Minas Gerais, do Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro, centro-oeste da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e parte do Amazonas estão sob o alerta de perigo mais intenso no mapa do Inmet. Nesta faixa, há possibilidade de o volume de chuvas chegar pelo menos aos 50mm por dia até domingo.
Para esta quarta, o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais e a região de Rio Verde (Goiás), o volume de chuvas pode chegar aos 100 milímetros (mm). Esta quantidade de chuvas pode causar deslizamentos, alagamentos e transbordamento de rios.
O Inmet também prevê chuvas que devem superar os 50mm na faixa que vai do Rio Grande do Norte a São Luís e também no Amapá. Apenas a Região Sul está de fora de algum alerta do Instituto.
Aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6 (Foto: Marcelo Casal JR. - AB)
Enquanto o prêmio principal segue sem dono, uma aposta registrada em Santa Rita do Pardo, a 242 quilômetros de Campo Grande, garantiu um prêmio de R$ 30.333,06 ao acertar cinco dezenas da Mega-Sena no sorteio realizado nesta terça-feira (20). Como ninguém acertou os seis números, o prêmio acumulou e pode pagar R$ 55 milhões no próximo concurso.
Os números sorteados no concurso 2.962 foram: 06 – 29 – 33 – 38 – 53 – 56.
Ao todo, 72 apostas em todo o país acertaram a quina e vão receber R$ 30.333,06 cada. Já a quadra teve 3.954 ganhadores, com prêmio individual de R$ 910,46. Em Mato Grosso do Sul, 61 apostas acertaram quatro dezenas.
Segundo a Caixa Econômica Federal, o bilhete premiado no estado foi registrado em uma lotérica credenciada de Santa Rita do Pardo. A aposta foi simples, com seis dezenas, e não teve divisão de cotas.
O valor do prêmio pode ser sacado a partir do próximo dia útil, mediante apresentação do bilhete original em uma agência da Caixa. Para valores menores, o pagamento também pode ser feito em casas lotéricas.
Próximo sorteio
As apostas para o próximo concurso da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (22), em qualquer lotérica do país ou pelos canais digitais da Caixa. No caso de bolões, o prazo vai até 19h30 no site e no aplicativo Loterias Caixa.
O Prefeito de Iguatemi, Dr. Lídio Ledesma, recebeu em seu gabinete, na companhia do presidente do Legislativo Municipal, Jesus Milane de Santana, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatemi.
Participaram do encontro a presidente do Sindicato, senhora Nair Rolon Pereira, o advogado Dr. Paulo do Amaral e o secretário do Sindicato, senhor Nascimento.
Durante a reunião, o Prefeito Dr. Lídio Ledesma reforçou o compromisso da Administração Municipal com o fomento e o apoio institucional ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, destacando a importância da entidade na defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e no fortalecimento da agricultura familiar no município.
O chefe do Executivo Municipal ressaltou ainda que a parceria entre o poder público e as entidades representativas é fundamental para o desenvolvimento social e econômico de Iguatemi, reafirmando o diálogo permanente e o apoio às ações que beneficiem os trabalhadores rurais e suas famílias.
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, convida a sociedade à reflexão sobre o respeito à diversidade de crenças e à liberdade religiosa, direitos assegurados pela Constituição Federal. A data também é marcada pela memória de Mãe Gilda de Ogum (Ialorixá Gilda de Ogum), vítima de intolerância religiosa na Bahia, símbolo da luta contra o racismo religioso no Brasil.
Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado da Cidadania atua no enfrentamento às violações de direitos motivadas pela discriminação religiosa, especialmente aquelas que atingem povos e comunidades de matriz africana, historicamente alvo de estigmatização, violência simbólica e institucional.
À frente das políticas públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson explica significado histórico da data. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a data carrega um significado profundo para a sociedade brasileira e para as políticas públicas de enfrentamento ao racismo.
“O dia 21 de janeiro é celebrado como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, uma data instituída para promover o respeito e a diversidade de crenças. É também um dia em homenagem a Ialorixá Gilda de Ogum, que faleceu após sofrer sucessivos atos de vandalismo contra o seu terreiro, na Bahia. Essa data tem uma simbologia muito grande, porque nos leva a refletir sobre a forma como as religiões de matriz africana e os povos de terreiro ainda são tratados, carregados de estereótipos, preconceitos e discriminações.”
De acordo com o subsecretário, o racismo religioso se manifesta de diferentes formas no cotidiano, desde agressões diretas até impedimentos simbólicos e sociais. “Essas populações ainda são impedidas, muitas vezes, de usar seus adornos, de expressar sua fé livremente. Suas práticas religiosas são vistas de forma pejorativa e, mesmo em um país laico, essas religiões continuam sendo perseguidas. Por isso, o 21 de janeiro é um momento de reflexão, de esclarecimento e de produção de conhecimento para toda a população sul-mato-grossense.”
MS sem Racismo
No âmbito das políticas públicas, o programa MS Sem Racismo é uma das principais estratégias do Governo do Estado para o enfrentamento ao racismo religioso e a promoção da igualdade racial. Lançado em 2025, o programa é permanente e intersetorial que, de forma contínua e integrada, vem promover ações de combate ao racismo estrutural e institucional, garantindo a efetivação dos direitos das populações negras, indígenas, povos e comunidades de terreiro e de matrizes africanas e outros grupos étnico-raciais historicamente discriminados.
“O MS Sem Racismo atua como um fator fundamental na defesa dessas populações e dessas religiões. Por meio do programa, o Governo do Estado assume o compromisso de defender a liberdade de culto. Temos dois pilares estratégicos muito importantes: o estabelecimento de protocolos de atendimento antidiscriminatórios — porque ainda é muito comum que servidores e a sociedade não saibam lidar com as religiões de matriz africana, reproduzindo falas e tratamentos discriminatórios — e a promoção do acesso a direitos e oportunidades”, explica o subsecretário.
Ainda segundo Deividson Silva, o objetivo é avançar para além do enfrentamento simbólico da discriminação. “O Estado assume a responsabilidade de padronizar e estabelecer protocolos antidiscriminatórios para reduzir e, futuramente, erradicar o racismo religioso em Mato Grosso do Sul. Além disso, o MS Sem Racismo promove visibilidade, combate estereótipos e fomenta ações de inclusão produtiva e empreendedorismo, para que essas populações possam sair de uma condição de vulnerabilidade social e econômica que ainda persiste em razão do preconceito.”
Momento é de reflexão e conscientização acerca do racismo religioso, que se manifesta de diferentes formas no cotidiano, desde agressões diretas até impedimentos simbólicos e sociais. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Programação
Como parte das ações alusivas à data, a Secretaria de Estado da Cidadania promove, nesta terça-feira (21), uma roda de conversa com o tema “A mão que cura é a mesma que resiste: um diálogo de respeito e liberdade religiosa no enfrentamento à intolerância”, momento em que a Cidadania vai dialogar sobre gênero, envelhecimento, diversidade sexual e acolhimento, no terreiro Sanzala no Jardim Nhanhá, em Campo Grande.
Participam do encontro, a subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, que abordará o papel das mulheres na liderança dos terreiros em uma sociedade patriarcal;
Larissa Diniz Paraguaçu, subsecretária de Políticas Públicas para as Pessoas Idosas, que falará sobre o envelhecimento nos povos de terreiro e a centralidade dos mais velhos na transmissão dos saberes;
Mikaella Lima, subsecretária de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, que tratará do acolhimento dessa população nos terreiros, reconhecidos como espaços seguros e de pertencimento;
Deividson Silva, subsecretário de Promoção da Igualdade Racial, que apresentará as perspectivas e avanços do programa MS Sem Racismo no enfrentamento à intolerância religiosa.
A roda será realizada nesta terça-feira (21), às 19h. O terreiro fica na Rua Floriano Paula Correa, 831.
Fonte: Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania