A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou neste domingo (22) que a realização da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande (MS), é uma oportunidade para líderes mundiais demonstrarem que cooperação e solidariedade podem superar o atual contexto geopolítico marcado por guerras bélicas ou tarifárias.
O encontro reunirá representantes de 132 países e da União Europeia que assinam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS na sigla em inglês), para ampliar a cooperação internacional, com o objetivo de enfrentar desafios relacionados à conservação da biodiversidade que migram entre os países.
“Esses animais silvestres nos ensinam que, tal como a natureza não reconhece fronteiras, a cooperação e a solidariedade também têm o poder de flexibilizá-las em prol do bem comum”, declarou Marina no discurso de abertura da sessão de alto nível que antecede a COP15.
“Diante de tantas incertezas, a cada dia, agravadas em função de medidas unilaterais, façamos desta COP15 um verdadeiro momento de contundente defesa do multilateralismo, a única forma de resolvermos os nossos problemas”, acrescentou.
Marina Silva destacou que mais que um contexto multilateral desafiador, a crise climática e a perda de biodiversidade já impactam a vida de inúmeras formas de existência, inclusive milhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis.
“O panorama social divulgado pela Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe] no final do ano passado, aponta que 9,8% da população latino-americana vive em pobreza extrema, o que significa 2,1 pontos percentuais acima do registrado em 2014, quando o Equador sediou a COP-11 da Convenção”, afirma, ao comparar os dados do período que separa as duas únicas COPs da CMS realizadas na América Latina.
COP15
A programação da COP15 da CMS terá início oficialmente nesta segunda-feira (23) com atividades até o próximo domingo (29), na cidade de Campo Grande. Ao longo da semana estão previstas plenárias para tomada de decisões, apresentações de estudos científicos e reuniões técnicas na chamada Zona Azul e uma extensa programação aberta ao público com palestras, experiências imersivas e outras atividades sobre biodiversidade e mudanças climáticas.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, recebeu, neste domingo (22/03), o presidente do Paraguai, Santiago Peña, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, para encontro com empresários sul-mato-grossenses. O objetivo do encontro foi reforçar os laços comerciais e de cooperação entre os dois países, criando um ambiente favorável ao diálogo e à construção de novas parcerias.
A recepção ao presidente Santiago Peña é uma retribuição à visita do presidente Sérgio Longen a Assunção, na semana passada. Na oportunidade, ambos tiveram uma reunião de trabalho para discutir propostas que possam reduzir gargalos e ampliar os negócios entre Brasil e Paraguai.
A comitiva paraguaia esteve formada por ministros e representantes consulares. Participaram do encontro empresários sul-mato-grossenses de diversos segmentos industriais e econômicos, que tiveram oportunidade de fazer perguntas ao presidente Peña e a seus ministros de Estado.
Longen avalia como extremamente positiva a abertura do governo paraguaio para trabalhar a integração comercial com Mato Grosso do Sul.
“O Paraguai tem trazido para nós, empresários brasileiros, a segurança jurídica necessária para os investimentos que lá estão sendo feitos. Mais do que nunca, estamos integrando a indústria nacional com a indústria do Paraguai. Produzimos juntos aquilo que o Brasil vem consumindo hoje. O presidente Peña e seus ministros nos trazem tranquilidade, e a indústria tem promovido com sabedoria essa integração, gerando cada vez mais oportunidades de negócios para todos”, afirmou o presidente da Fiems.
O presidente Santiago Peña fez uma avaliação sobre o encontro e as principais oportunidades de fortalecimento do comércio bilateral entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul.
“É uma honra, como paraguaio e presidente do Paraguai, vir mais uma vez a Mato Grosso do Sul e ser recebido na Fiems pelo presidente Sérgio Longen e um time de empresários de primeira. Este é um encontro para pensarmos e trabalharmos juntos sobre as oportunidades que o Paraguai oferece ao empresariado de Mato Grosso do Sul, e também sobre as oportunidades que Mato Grosso do Sul mostra para o Paraguai. Brasil e Paraguai são parceiros históricos, e Mato Grosso do Sul já demonstrou ser um parceiro muito importante para nós”, disse Santiago Peña.
Ataíde Martins (e), Roberto Cabral e Cledir Coinete. Eles representaram Amambai durante a 2ª Corrida de São José, realizada nesse domingo (22) em Ponta Porã. (Fotos: Divulgação)
Vilson Nascimento
Os atletas, Roberto Cabral e Ataíde Martins, levaram Amambai ao pódio durante a 2ª edição da Corrida de São José, prova pedestre com percurso de 5 quilômetros em alusão ao santo padroeiro da cidade, em Ponta Porã.
Roberto Cabral foi 2º colocado e Ataíde Martins conquistou a 3ª colocação em suas respectivas categorias durante a competição realizada na manhã desse domingo, 22 de março, na cidade da fronteira com o Paraguai.
Outro amambaiense que representou a Cidade Crepúsculo na corrida pedestre, Cledir Coinete, completou a prova, mas acabou não alcançando posição de pódio.
Ataíde Martins no pódio e com o campeão nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá), em 1999 no atletismo, Elenilson da Silva, que também participou da corrida pedestre nesse domingo em Ponta Porã.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe neste domingo (22), em Campo Grande (MS), chefes de Estado, líderes de governo e representantes diplomáticos dos 132 países mais a União Europeia que assinam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).
O encontro antecede a 15ª Conferência das Nações Unidas (COP15) que ocorrerá entre os dias 23 e 29 de março, na capital sul-mato-grossense. O objetivo é orientar as delegações para ampliar a cooperação internacional, no sentido de enfrentar desafios relacionados à conservação da biodiversidade que migram entre os países.
A participação do presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi confirmada. O país faz fronteira com o estado do Mato Grosso do Sul e compartilha o bioma Pantanal com a Bolívia e o Brasil, onde transitam muitas das espécies protegidas pela CMS.
Asessão de Alto Nível também terá a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, do presidente designado da COP15, João Paulo Capobianco e do Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
A programação da Cúpula de Líderes, no horário local, terá início às 16h (17h no horário de Brasília). O presidente Lula permanecerá em Campo Grande para o discurso de abertura da COP15, na segunda-feira (23).
No mesmo dia João Paulo Capobianco assumirá oficialmente a presidência da COP15 pelos próximos três anos. Serão também definidas a mesa diretora e a agenda de debates, além da definição de orçamento, governança e planejamento estratégico da Convenção para o triênio.
A plenária permanecerá aberta até o próximo domingo (29) quando está prevista a conclusão da agenda de trabalho, que inclui ajustes das duas listas de espécies migratórias que integram o tratado internacional. O Anexo I com espécies ameaçadas de extinção e o Anexo II com espécies migratórias que necessitam de atenção pelos países.
Também estão previstos novos acordos de cooperação entre países para ações de conservação do habitat e das rotas migratórias da fauna protegida pela CMS.
Convenção
Criada em 1979, a CMS é o principal tratado internacional de conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global. Cerca de 1.189 espécies estão atualmente sob a proteção da convenção, distribuídas nos dois anexos que acompanham o documento. São 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.
Eles incluem espécies bastante conhecidas pelos brasileiros, como a Onça-pintada, a Baleia jubarte, a Tartaruga-verde e o Tubarão-mangona.
Os ajustes e decisões sobre mudanças na CMS e novos acordos internacionais para ações de conservação são decididos nas Conferências das Partes (COP) que ocorrem a cada três anos. Esta é a primeira vez que o Brasil recebe uma COP da CMS.
Às margens do Rio Paraná, onde hoje a travessia ainda impõe limites logísticos e operacionais, dois estados dão um passo decisivo para encurtar distâncias e impulsionar o desenvolvimento regional. Neste sábado (21), os governadores Eduardo Riedel e Carlos Roberto Massa Junior se reuniram no Porto São José, em São Pedro do Paraná, para a entrega do anteprojeto de infraestrutura que prevê a construção de uma ponte ligando Mato Grosso do Sul ao Paraná.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou a integração entre estados e o impacto estratégico da ponte sobre o Rio Paraná para o desenvolvimento regional, durante agenda conjunta com lideranças do Paraná.
“Somos estados irmãos, crescemos juntos e nos desenvolvemos juntos. E, sem dúvida nenhuma, estamos nos espelhando muito no que o Paraná conseguiu realizar, em um modelo de gestão que prioriza o desenvolvimento, a seriedade e o trabalho dedicado às pessoas.”
O empreendimento é considerado estratégico para a mobilidade entre os dois estados e deve criar uma nova alternativa logística de integração regional, com impacto direto no escoamento da produção e no fortalecimento da economia local. Atualmente, o trajeto entre o Mato Grosso do Sul e o Noroeste do Paraná exige desvio por território paulista, passando pela barragem de Primavera, onde há tráfego lento e restrições de peso para caminhões.
Riedel ressaltou que a obra representa mais do que uma ligação física entre os territórios, sendo um vetor de competitividade e crescimento econômico.
“Essa é uma obra que simboliza tudo isso: integração, desenvolvimento e geração de oportunidades. Quando fazemos investimentos dessa natureza, estamos gerando emprego, renda e melhorando a vida das pessoas.”
O governador também enfatizou que o projeto está inserido em um planejamento mais amplo de infraestrutura, garantindo a conexão completa entre os estados.
Com a nova ligação, a expectativa é reduzir em até 130 quilômetros a distância até o Porto de Paranaguá, um dos principais corredores de exportação do país. O anteprojeto prevê investimento estimado de R$ 1,37 bilhão, contemplando tanto a construção da ponte quanto os acessos viários, com prazo de execução de aproximadamente 48 meses a partir da emissão da ordem de serviço.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, destacou o simbolismo da ponte sobre o Rio Paraná como um marco histórico para a integração regional e o desenvolvimento econômico entre os estados.
“Estamos vivendo um momento histórico para a região. Essa ponte é um sonho antigo, não apenas para o Paraná, mas também para o Mato Grosso do Sul, criando uma nova rota de desenvolvimento para os dois estados.”
Ele ressaltou o esforço conjunto entre governos, setor produtivo e lideranças políticas para tirar projetos estruturantes do papel, citando outras obras emblemáticas viabilizadas durante sua gestão.
O vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Rogério Yabiku, destacou o papel do associativismo e da mobilização empresarial na viabilização do projeto sob a ponte do Rio Paraná, ressaltando os impactos positivos para a logística e o desenvolvimento regional.
“Ficou a nosso cargo esse projeto da ponte, uma obra que vai melhorar significativamente a logística e impulsionar toda a economia da região. O mais importante de tudo isso é entender que essa é a casa do empreendedor. Nenhuma empresa cresce sozinha, e nenhuma cidade ou região se desenvolve sem cooperação. Não é à toa que somos reconhecidos como a capital nacional do associativismo.”
Ele lembrou o esforço conjunto entre lideranças políticas e o setor produtivo para tornar o projeto realidade, enfatizando as dificuldades superadas ao longo do processo.
O vice-prefeito de São Pedro do Paraná, Elço Fabiano, que está no exercício do cargo de prefeito, destacou a importância do momento histórico para o município e a presença de autoridades estaduais no anúncio de novos investimentos para a região.
O gestor ressaltou ainda o impacto das ações governamentais no desenvolvimento local, especialmente em infraestrutura e habitação.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Roberto Hashioka, os secretários Guilherme Alcântara (Seilog) e Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica), e o ex-governador Reinaldo Azambuja, além de lideranças locais e prefeitos de regiões do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS
A equipe da Vila Vilarinho, campeã do Intervilas de Futebol Suíço 2026, em Amambai. (Fotos: Amambai Futlive)- Arq- Vilarinho)
Vilson Nascimento
Após ser vice-campeã em 2025 ao perder a final para a Vila Cassiano Marcelo/Doriane, a equipe da Vila Vilarinho goleou, com gols de Alexandre, o “Baiano” (duas vezes), Wendy e Diego, a Vila Pimentel pelo placar de 4×0 na tarde desse sábado, 21 de março, no campo da Chácara Santa Rosa e conquistou o título do Campeonato Intervilas de Futebol Suíço 2026, em Amambai.
O time campeão, que tem no comando técnico toda a experiência do ex-goleiro Martinho Lopes, também teve o jogador Luberto como o artilheiro do certame, com 7 gols marcados e o Magrão com o melhor goleiro do campeonato, com apenas 4 gols sofridos.
A terceira colocação do Intervilas de Suíço 2026, que teve a organização da Prefeitura de Amambai através da Sedesc (Secretaria Municipal de Desporto e Cultura), ficou com a equipe da Vila Guape, que venceu a equipe da Aldeia Amambai.
A vereadora Lígia Borges esteve presente no campo da Chácara Santa Rosa prestigiando as finais. O prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa foi representado na ocasião pelo secretário de governo da prefeitura local, Ronaldo Mayr, o “Ronaldinho”, que já foi secretário de desporto e cultura no município.
A equipe da Vila Pimentel, vice-campeã em 2026.Luberto, da equipe campeã, foi o artilheiro do campeonato com 7 gols marcados.Magrão, também da Vila Vilarinho foi o melhor goleiro do Intervilas 2026.
Comunicamos com pesar o falecimento nesse domingo, dia 22 de março, no Hospital da Cassems, em Dourados, de Luiza Hermes de Oliveira, de 60 anos.
Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado no Memorial Primavera e o sepultamento aconteceu nesta segunda-feira (23) às 9h da manhã, no Cemitério Municipal Santo Antônio.
Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doença de Alzheimer, e dois laboratórios brasileiros têm se destacado nessa corrida. Recentemente, os pesquisadores Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram premiados por organizações internacionais por suas contribuições ao tema.
Lourenço foi contemplado com o ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, oferecido pela organização Alba a cientistas em meio de carreira que já alcançaram conquistas excepcionais. Já Brum foi escolhido como o Next “One to Watch” (“O próximo para ficar de olho”, em tradução livre), prêmio concedido pela organização americana Alzheimer’s Association a jovens cientistas promissores.
A doença de Alzheimer é considerada um dos grandes desafios da medicina, já que até hoje poucos tratamentos se mostraram eficazes para retardar a sua evolução, e nenhuma cura foi encontrada.
O sintoma mais reconhecido é a perda de memória recente, mas, conforme a doença progride, o paciente adquire dificuldades de raciocínio, comunicação e até de movimentação, se tornando completamente dependente.
Dados sobre os brasileiros
O professor da UFRJ Mychael Lourenço estuda o Alzheimer desde a sua graduação em Biologia, e foi apurando esse interesse durante o mestrado, doutorado e pós-doutorado, até assumir a docência e fundar o Lourenço Lab, grupo de pesquisa dedicado às demências.
“Eu sempre me interessei por coisas misteriosas. Por exemplo: ‘como é que o cérebro funciona?’. Não tenho resposta até hoje, mas continua sendo um objeto de interesse bastante grande”, ele brinca.
Mas Lourenço não é movido apenas pela curiosidade.
“Nós temos hoje no mundo em torno de 40 milhões de pessoas com doença de Alzheimer. Dessas, umas 2 milhões devem estar no Brasil, um número que pode ser subestimado por causa de problemas de acesso à saúde e diagnóstico. E nós temos uma população que está envelhecendo cada vez mais, mas a maior parte dos estudos são feitos no Norte global. Nós precisamos de dados para entender a doença no Brasil”
O pesquisador explica que, desde quando Alois Alzheimer descreveu a doença, em 1906, já se sabia que ela causava placas no cérebro, mas somente na década de 80 cientistas descobriram que essas placas são compostas por beta-amiloide, fragmentos de proteína que se acumulam por alguma razão.
Contudo, drogas eficazes na remoção dessas placas não conseguiram reverter a doença, mostrando que há um hiato entre causa e efeito que a ciência ainda precisa preencher.
“A gente continua tentando entender o que faz com que o cérebro se torne vulnerável e desenvolva a doença, inclusive olhando para o que a gente chama de resiliência para o Alzheimer. Tem pessoas como a Fernanda Montenegro, por exemplo, com 96 anos, e completamente lúcida e ativa. E tem pessoas que desenvolvem a placa de beta-amiloide no cérebro e não apresentam sintoma cognitivo. O que elas têm de diferente?”
Em paralelo, o Lourenço Lab também está testando em animais substâncias que podem evitar o acúmulo da beta-amiloide e de outra proteína, chamada tau, que também está envolvida na formação das placas.
“Possivelmente, essas proteínas têm tendência a se acumular, mas as células têm um sistema natural de degradação que a gente chama de proteassoma. Mas, no Alzheimer, é como se a companhia de lixo parasse de funcionar. Então, aumentar a atividade desse sistema seria uma forma de tentar melhorar esse fluxo”.
Entrevista com o pesquisador da UFRJ Mychael Lourenço, que estuda Alzheimer e recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Diagnóstico precoce
Outra linha de pesquisa é voltada para o diagnóstico precoce da doença, o que pode possibilitar que ela seja controlada antes de causar danos irreversíveis ao cérebro.
Lourenço coordena uma pesquisa que busca identificar se marcadores biológicos encontrados no sangue de pessoas com Alzheimer em outros países também são válidos para os brasileiros, e se a nossa população apresenta algum marcador específico.
“A doença de Alzheimer não aparece quando os sintomas aparecem: ela começa a se desenvolver muito tempo antes. Então, a gente está tentando pegar essa janela, em que a doença está se desenvolvendo, mas os sintomas ainda não apareceram tão claramente”.
“Talvez a gente nunca vai conseguir curar o paciente que já está num estágio muito avançado. Mas a gente pode conseguir interromper a doença antes disso”, ele acrescenta.
As pesquisas com biomarcadores também foram responsáveis por colocar o médico Wagner Brum sob os holofotes. Hoje, ele faz doutorado na UFRGS e é pesquisador do Zimmer Lab, grupo de pesquisa sobre Alzheimer. Sua verve científica se manifestou desde cedo.
“Eu estudei numa escola pública bem tradicional do Rio Grande do Sul, chamada Fundação Liberato, que organiza uma feira de ciências que é a maior da América Latina. Eu cresci com a minha mãe me levando nessa feira, então, quando eu entrei no ensino médio, eu já comecei a trabalhar com pesquisa. Na faculdade, eu escolhi a UFRGS por ser uma faculdade com muita tradição em pesquisa, onde eu ia poder me desenvolver como médico pesquisador”.
O pesquisador Wagner Brum foi premiado pela organização americana Alzheimer’s Association . Foto: AAIC/Divulgação
O trabalho de maior projeção de Brum foi o desenvolvimento de protocolos para a implementação clínica de um exame de sangue que consegue diagnosticar a doença de Alzheimer, a partir da presença da proteína p-tau217, um dos principais biomarcadores da doença.
Apesar de o teste ter se mostrado preciso durante as pesquisas, era preciso criar os padrões de leitura para que ele fosse adotado na rotina diagnóstica. E foi isso que Brum fez.
“Em pacientes com medição muito alta ou muito baixa, claramente a gente poderia saber, apenas com o exame de sangue, se a pessoa tem ou não a doença. Mas tem cerca de 20% a 30% que ficam numa faixa intermediária, e esses precisam de um exame adicional”.
Do laboratório para o SUS
De acordo com Brum, o protocolo aumenta a confiabilidade do exame, e já está sendo usado por laboratórios na Europa e Estados Unidos. Infelizmente, no Brasil, apenas poucos laboratórios privados já incorporaram a tecnologia. Mas o Zimmer Lab continua suas pesquisas, almejando facilitar o diagnóstico da doença em larga escala.
“Para ele ser implementado no SUS, que é o nosso grande objetivo, são necessários estudos mostrando que a introdução desses exames pode melhorar tanto a confiança diagnóstica quanto mudar o tratamento do paciente. O que se tem visto em outros países é que esses exames fazem isso”
Testes com essa pretensão já estão sendo feitos no Rio Grande do Sul e depois serão expandidos para outras cidades do Brasil. Brum ressalta que, atualmente, o diagnóstico do Alzheimer é feito principalmente a partir dos sintomas, com a análise clínica feita pelo médico e o auxílio de exames não totalmente precisos.
“O que se acaba fazendo, mais comumente, são exames de imagem estrutural, tomografia ou ressonância, que conseguem informar quais partes do cérebro já apresentam uma atrofia. Mas até o processo do envelhecimento causa atrofia natural, assim como outras doenças neurodegenerativas. Existem padrões mais típicos ao Alzheimer, mas esses exames não são específicos”
Os dois testes precisos já existentes são o exame de líquor, que examina material retirado da coluna vertebral, e a Tomografia por Emissão de Positrons (PET-CT), mas ambos são caros e pouco acessíveis.
Brum acredita que a adoção do exame de sangue poderia não só facilitar o diagnóstico, como aumentar a confiança dos médicos em suas condutas. No futuro, exames de biomarcadores também podem detectar a doença, antes que os sintomas apareçam.
“É muito bom ver que a comunidade de pesquisa internacional presta atenção no que a gente faz e valoriza o que a gente faz. Tem muita gente fazendo pesquisa de excelência no Brasil, em muitas áreas diferentes, e que merece visibilidade.”
Os dois pesquisadores premiados trabalham com recursos de instituições de pesquisa como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundação Serrapilheira e Instituto Idor de Pesquisas.
A pequena Sete Quedas agora ecoa em todo o país. No último dia 14 de março de 2026, Jessica Goulart Silva, de 30 anos, conquistou o título de Miss Brasil Curvy, colocando novamente Mato Grosso do Sul em destaque no cenário nacional da beleza plus size.
Com a vitória, Jessica se torna a segunda sul-mato-grossense a alcançar o feito, seguindo os passos de Mariane Balta, pioneira no Estado e também destaque internacional ao representar o Brasil fora do país — trazendo, inclusive, título internacional.
Beleza com propósito
Mais do que uma conquista estética, a trajetória de Jessica é marcada por propósito. Mãe dos gêmeos Arthur e Augusto, ela construiu sua vida entre desafios e superações.
Formada em Tecnologia em Radiologia e atualmente estudante de Enfermagem, encontrou na área da saúde sua verdadeira missão: cuidar de pessoas e transformar vidas.
Essa vivência se reflete diretamente na mulher que hoje sobe ao palco nacional — segura, empática e conectada com a realidade de milhares de brasileiras.
Representatividade que ganha voz
Ao conquistar o Miss Brasil Curvy, Jessica não leva apenas uma coroa. Ela assume um papel simbólico importante em um movimento que cresce no país: o da valorização da diversidade e da quebra de padrões.
Sua vitória reforça que a beleza vai além de medidas e padrões impostos — ela está na autenticidade, na confiança e na história de cada mulher.
Jessica passa, agora, a representar mulheres que por muito tempo não se viam nos espaços de destaque.
Mato Grosso do Sul em evidência
A conquista também consolida Mato Grosso do Sul como um celeiro de representantes fortes no segmento curvy. Assim como Mariane Balta abriu caminhos, Jessica reafirma a presença do Estado no cenário nacional e internacional.
Próximo destino: o mundo
Com o título nacional, Jessica Goulart Silva agora se prepara para um novo desafio: representar o Brasil em um concurso internacional.
O evento ainda será anunciado, mas a expectativa já movimenta torcedores e admiradores.
De Sete Quedas para o mundo, Jessica carrega mais do que beleza — leva uma mensagem clara: toda mulher pode ocupar o seu espaço, exatamente como é.
Nessa quinta-feira (19), o prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma, realizou a entrega oficial de uma escavadeira hidráulica e uma pá carregadeira para o secretário municipal de Obras, Clóvis Gomes. O maquinário foi adquirido por meio de convênio, via emendas da senadora Soraya Vieira Thronicke e da senadora Tereza Cristina, junto ao PROMAQ – Ministério da Agricultura e Pecuária, com contrapartida da Prefeitura de Iguatemi. As máquinas passam a integrar a frota do Pátio de Obras e serão muito importantes para reforçar os serviços da Secretaria de Obras e Infraestrutura em todo o município. O ato aconteceu no pátio da Rodoviária Municipal e contou com a presença de vereadores e secretários municipais.
O valor da escavadeira hidráulica nova é de R$ 620.475,51, e a pá carregadeira no valor de R$ 378.000,00. O valor total das emendas é de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), tendo em vista que Iguatemi receberá também, nos próximos dias, um caminhão basculante traçado, oriundo da mesma parceria. O maquinário será empregado diretamente nas ações coordenadas pela Secretaria de Obras da Prefeitura de Iguatemi, para atender com mais eficiência às demandas junto ao setor produtivo. Os equipamentos permitirão a ampliação de frentes de serviço em estradas vicinais e apoio aos pequenos produtores, buscando melhorar a mobilidade, a produção agrícola e a qualidade de vida da população.
De acordo com o secretário municipal de Obras, os novos equipamentos representam um avanço para a cidade, para atender com mais eficiência toda a população. “Vai ajudar muito. Vai facilitar nossos trabalhos. Esses maquinários serão importantes para atender nossas demandas, que são muitas”, comentou o secretário Clóvis.
“Através dessas emendas parlamentares, estamos entregando esses maquinários que irão fortalecer a frota do nosso Pátio de Obras para atender às demandas do município. Agradeço o empenho de todos pelo trabalho sério que está sendo realizado em prol do município. Nossas senadoras, os vereadores, nossos secretários e nosso setor de Contratos e Projetos”, destacou o prefeito Lídio Ledesma.
A neuromielite óptica (NMO) é uma doença neurodegenerativa, rara e grave. Como é autoimune, não tem uma causa conhecida. Predominantemente, é caracterizada por lesões inflamatórias que atingem o nervo óptico e, em consequência a visão, o cérebro, e o sistema nervoso central – principalmente a medula espinhal, podendo resultar na perda de movimentos.
A neuromielite óptica, também originalmente chamada de Doença de Devic ou Distúrbios do Espectro da Neuromielite Óptica (NMOSD), surge quando o próprio sistema de defesa do corpo, que deveria agir como proteção, começa a atacar essas partes por engano.
“Por causa disso, surgem inflamações que aparecem em forma de surtos ou crises, que podem se repetir ao longo da vida”, apontou a NMO Brasil, entidade formada por pacientes que se uniram para acolher e transmitir conhecimento para outros pacientes e suas famílias.
A entidade também tem a função de informar, educar, conscientizar a sociedade civil e política, além de apoiar a categoria médica sobre a neuromielite e doenças do seu espectro.
Desconhecimento
Considerada por muito tempo uma variável da Esclerose Múltipla (EM), atualmente, as informações mostram que são doenças distintas. Apesar disso, muitos diagnósticos ainda indicam que os pacientes têm EM.
A presidente da NMO Brasil, Daniele Americano, que foi diagnosticada com a doença em 2012, disse que o desconhecimento sobre a doença é um dos fatores que levam ao agravamento do caso e ao atraso no tratamento, por falta de diagnóstico preciso.
Daniele conta que, em seu caso, a doença surgiu de uma hora para outra. Embora atinja pessoas de qualquer idade, ela é mais prevalente nas mulheres e na população afro-brasileira, sendo que nas primeiras manifestações, a média de idade é em torno 30 e 40 anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define uma doença rara como aquelas que afetam 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos.
Segundo Daniele, a estimativa da NMO Brasil é de que existam cerca de 3 mil a 4 mil pessoas com a doença no país. O diagnóstico deve ser feito por neurologista especialista e às vezes um neuro oftalmologista, já que se trata de uma doença neurológica. Isso, no entanto, não ocorre com frequência.
Exposição sobre a neuromielite óptica é gratuita, de segunda a sexta-feira, na Alerj – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Falta de tratamento
Outra barreira apontada pela presidente da NMO Brasil é a falta de tratamento disponível para esta doença Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, 90% dos pacientes precisam entrar com ações na justiça para ter acesso ao tratamento.
Os medicamentos usados para tratar a doença incluem os off label – que são os que podem ser prescritos, mas não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a indicação da bula –, e também os on label – que são adequados para a NMO e aprovados pelo órgão regulador, mas ainda não incorporados pelo SUS.
Dentre os remédios indicados, a presidente da NMO Brasil lista o Enspryng – Satralizumabe; Uplizna – Inebilizumabe; e o Ultomiris – Ravulizumabe, que não estão disponíveis no SUS.
O Ministério da Saúde informou que o inebilizumabe e satralizumabe foram analisados para o tratamento da neuromielite óptica pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em 2024 e 2025, respectivamente, mas não houve aprovação para a inclusão no SUS.
“Ambos tiveram parecer negativo para incorporação devido a critérios como custo-efetividade”, informou o ministério em resposta à Agência Brasil.
Quanto ao Ravulizumabe, o governo federal negou ter recebido pedido de avaliação. “Não houve nenhum pedido para avaliação do medicamento ravulizumabe com indicação para o tratamento de neuromielite óptica”.
Para Daniele Americano, o tratamento multidisciplinar, que também é uma necessidade dos pacientes, não é considerado prioridade no SUS.
“É um tratamento medicamentoso e também multidisciplinar que é de extrema importância, que seria psicólogo, fisioterapeuta, assistente social. Se os pacientes tivessem acesso a esses profissionais, a qualidade de vida deles poderia ser um pouco melhor, porque na fisioterapia ele consegue, pelo menos, ir se mantendo porque a pessoa quando está na cadeira de rodas vai atrofiando e, por isso, a fisioterapia é extremamente importante”.
Ela destacou ainda a necessidade de atendimento psicólogo e apoio de assistente social, nos casos de pacientes em idade produtiva, pois há casos de pessoas que precisam parar de trabalhar.
“O paciente do nada tem um diagnóstico de uma doença que é rara e altamente incapacitante, podendo deixá-lo sem movimento do corpo e sem enxergar, às vezes as duas coisas ao mesmo tempo. É muito impactante tanto para o paciente quanto para a família.”
A presidente destacou a importância da adoção de políticas públicas e a conscientização da sociedade civil para acelerar o diagnóstico, na tentativa de diminuir as sequelas.
“Quando a gente conscientiza a sociedade civil a gente consegue fechar o diagnóstico de forma mais célere, porque a pessoa já ouviu falar sobre a doença ou sobre alguns sintomas. Ela se depara com alguém no seu círculo social com sintomas parecidos e diz que já ouviu falar da doença. Facilita a procura por um neurologista”.
O Ministério da Saúde informou à Agência Brasil que está em processo de definição do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a neuromielite óptica, com levantamento de evidências clínicas e econômicas para subsidiar futuras avaliações da Conitec.
“Hoje a atenção às pessoas com neuromielite óptica no SUS ocorre com foco no controle dos sintomas, no manejo clínico e na preservação da funcionalidade e da qualidade de vida. Por se tratar de uma doença autoimune crônica, sem cura definitiva, o cuidado é contínuo, integral e multidisciplinar, com acompanhamento em neurologia e oferta de ações de reabilitação, como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio psicológico”.
A pasta acrescentou que vem ampliando o atendimento a pessoas com doenças raras: “O SUS conta hoje com 51 serviços especializados na Rede de Atenção às Doenças Raras – mais que o dobro dos 23 existentes em 2022”.
NMO Brasil
Daniele Americano criou a NMO Brasil quando buscava respostas para a sua própria situação. Apesar dos primeiros sintomas terem começado a surgir um ano antes, ela foi diagnosticada com neuromielite óptica em 2012. Nesse período teve vários diagnósticos errados.
Ela conta que mesmo morando no Rio de Janeiro teve dificuldade em diagnosticar a doença, o que a fez refletir sobre como seria a situação de pessoas no interior do país, muitas vezes sem acesso a médico com especialidade em neurologista.
“Naquele momento eu comecei a traduzir textos que encontrava fora do Brasil em instituições confiáveis para que, no país, as pessoas tivessem acesso à informação em português.”
Em 2014, Daniele se juntou a outros pacientes e organizou um encontro simultaneamente no Rio de Janeiro, em Brasília, no Recife, em Maringá e São Paulo, para promover a comunicação entre as pessoas que conviviam com a doença. O encontro, então, passou a ser anual.
Embora tenha começado as atividades em 2014, a NMO Brasil foi formalizada como associação em 2022. Desde o início da sua atuação, a entidade luta pela adoção de políticas públicas.
“A gente tem um projeto de lei no Senado que já passou pela Câmara e espera aprovação na Comissão de Assuntos Sociais que trata sobre benefícios previdenciários para pacientes de neuromielite óptica.”
Palácio Tiradentes recebe até o dia 3 de abril a exposição para conscientização sobre a NMO – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Exposição
Para dar mais visibilidade à doença, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), recebe a exposição Neuromielite Óptica – Você não Vê, mas Eu Sinto, no Palácio Tiradentes, que chama a atenção para a doença.
“A gente quis trazer as sequelas invisíveis que os pacientes têm, como dores neuropáticas, e isso não é visto. Mas também as pessoas não sabem que a gente não tem acesso a tratamentos. Não tem o direito constitucional à vida garantido, porque a medicação não está disponível no SUS”, indicou a presidente.
Com recursos de audiodescrição para pessoas com deficiência visual, a exposição retrata histórias de nove mulheres e um homem diagnosticados com a doença em várias regiões do Brasil.
A mostra é uma iniciativa da Frente Parlamentar de Doenças Raras da Alerj, da Subdiretoria-Geral de Cultura da Assembleia e da NMO Brasil. O espaço fica aberto ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 17h, na Rua Primeiro de Março, s/nº. As visitas do público podem ser feitas até o dia 3 de abril e a entrada é grátis.
O acesso para cadeirantes é pela Rua Dom Manuel, s/nº.
Conscientização
A partir de um pedido feito pela NMO Brasil ao Congresso Nacional, foi criado, em 2023, uma data nacional para conscientizar a população sobre a doença: 27 de março.
“O Brasil foi o primeiro país a ter o Dia de Conscientização sobre NMO no mundo e foi também o primeiro país a ter prédios públicos e privados iluminados pela NMO. A gente já iluminou o Congresso e Cristo”, contou, destacando que neste ano a entidade participa da coordenação do primeiro Dia Mundial de Conscientização da NMO, juntando organizações pelo mundo em um movimento global.
O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica iniciou na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, reunindo especialistas e autoridades no plenário do CREA-RS para discutir o uso responsável de agrotóxicos e a responsabilidade técnica na produção agrícola.
Um dos principais destaques da programação foi a palestra do promotor de Justiça Giovani Ferri, que trouxe um panorama detalhado sobre o combate ao uso ilegal de agrotóxicos no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. Com mais de 30 anos de atuação no Ministério Público e cerca de duas décadas dedicadas ao tema, ele compartilhou a experiência no oeste do Paraná, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Segundo o promotor, o cenário é preocupante. “Temos um mercado paralelo muito grande de agrotóxicos ilegais, principalmente oriundos do Paraguai, que gera prejuízos significativos para toda a sociedade”, afirmou. Ele explicou que o enfrentamento desse problema ocorre de forma integrada, com a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, segurança pública e instituições técnicas.
Desde 2016, o Ministério Público do Paraná desenvolve um plano estruturado de combate a essas irregularidades. Ferri destacou que esse trabalho é sustentado por três pilares fundamentais: “a proteção ambiental, a proteção da saúde humana e do trabalhador e a proteção da cadeia produtiva”.
Ao longo da apresentação, ele reforçou que o uso inadequado de agrotóxicos ultrapassa o campo e impacta diretamente toda a sociedade. “A aplicação incorreta pode colocar em risco o consumidor, contaminar o meio ambiente e comprometer a própria sustentabilidade da produção agrícola”, disse.
As operações realizadas nos últimos anos mostram a dimensão do problema. Em uma das ações, foram apreendidas 46 toneladas de agrotóxicos ilegais e aplicadas multas que chegaram a R$ 2,8 milhões. Em outro caso, foi descoberta uma fábrica clandestina. “Identificamos um laboratório ilegal que produzia e distribuía agrotóxicos sem qualquer autorização, atingindo toda a região”, relatou.
As investigações também revelaram crimes associados, como contrabando, falsificação e sonegação fiscal. Em uma operação recente, realizada entre 2024 e 2025, foram identificados cerca de R$ 24 milhões em irregularidades tributárias, com ações em seis estados e interdição de estabelecimentos.
Outro ponto que chamou atenção foi a entrada de substâncias proibidas no país. “Mesmo produtos banidos no Brasil continuam entrando ilegalmente pelas fronteiras e sendo utilizados no campo”, alertou, ao citar o caso do paraquate.
No campo jurídico, o promotor destacou que a legislação brasileira trata o risco dos agrotóxicos como presumido. “Não é necessário haver dano comprovado. O simples armazenamento irregular ou a comercialização ilegal já geram responsabilização”, explicou.
Nesse contexto, o receituário agronômico ganha ainda mais relevância. “A emissão indevida de um receituário pode gerar responsabilidade civil, administrativa e até criminal”, afirmou. Ele ressaltou que essa responsabilidade não se restringe ao produtor rural, mas envolve toda a cadeia. “Revendas, profissionais e distribuidores também respondem pelas irregularidades”. Apesar dos desafios, Ferri destacou um avanço importante dentro do setor. “Temos recebido denúncias de engenheiros agrônomos, de forma sigilosa, o que demonstra uma preocupação crescente com os impactos dessas práticas”, disse.
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve alcançar R$ 1,39 trilhão em 2026, o que representa uma queda de 4,8% em relação ao ano anterior. A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e reflete, principalmente, a redução dos preços reais, além de variações na produção.
Segundo a entidade, o desempenho da agricultura deve puxar o recuo. O faturamento estimado para o segmento é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, principal cultura do VBP agrícola, deve registrar leve queda de 0,5% no faturamento, mesmo com aumento de 3,71% na produção.
No caso do milho, a previsão é de retração mais acentuada. O VBP do grão deve cair 6,9%, influenciado pela redução de 4,9% nos preços e de 2,05% na produção. A cana-de-açúcar também deve apresentar queda no faturamento, de 5,6%, puxada pela diminuição dos preços, apesar de leve alta na produção.
Por outro lado, o café arábica aparece como destaque positivo. A expectativa é de crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado pelo aumento de 23,29% na produção, mesmo diante da previsão de queda nos preços.
Na pecuária, o faturamento estimado é de R$ 485,3 bilhões, o que representa redução de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina é o único produto com perspectiva de alta, com avanço de 7,6% no VBP.
Para os demais segmentos, a tendência é de recuo. As projeções indicam queda de 19,1% no faturamento do leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e 5,8% para a carne de frango, refletindo a redução dos preços recebidos pelos produtores.
Nessa sexta-feira, 20 de março de 2026, a Câmara Municipal de Coronel Sapucaia viveu uma noite marcada por sensibilidade, reconhecimento e, sobretudo, gratidão. Logo no início da solenidade, apresentações culturais encantaram o público presente, enriquecendo ainda mais o evento e trazendo um toque especial de arte e emoção à homenagem, se apresentaram; a pequena Valéria Cabral Aguiar de Amambai que fez a declamação de uma poesia em homenagem as mulheres e a escola de Dança de Bado Jeroki de Capitan Bado Paraguai.
Em uma sessão solene dedicada ao Dia Internacional da Mulher, excepcionalmente comandada pela vereadora Naiara Florentin, que nesse ato foi a presidente, o plenário se transformou em palco de histórias inspiradoras de mulheres que, com coragem e determinação, ajudam a construir diariamente um município melhor.
Desde a abertura, o tom foi de respeito e valorização. A sessão foi oficialmente iniciada, convidando todos os presentes a refletirem sobre o verdadeiro significado da data: não apenas celebrar, mas reconhecer trajetórias de luta, superação e conquistas.
A cerimônia teve como ponto alto a entrega do título “Mulher Destaque”, honraria que simboliza o reconhecimento público a mulheres que se destacam em diversas áreas da sociedade. Cada nome anunciado carregava consigo uma história única de dedicação à comunidade, excelência profissional e compromisso com o próximo.
Foram homenageadas mulheres que atuam na saúde, educação, cultura, ação social, empreendedorismo, esporte e tantas outras frentes essenciais para o desenvolvimento da cidade. Ao subir à frente do plenário, cada homenageada não recebia apenas um prêmio, mas o aplauso sincero de uma comunidade que reconhece o seu valor.
Em um dos momentos mais marcantes da noite, foi ressaltado que “assim como os ipês florescem no tempo certo, cada mulher floresce através da coragem, do trabalho e do amor”. A metáfora emocionou o público e reforçou a essência da homenagem: valorizar mulheres reais, que enfrentam desafios diários e ainda assim seguem firmes, transformando o ambiente ao seu redor.
A sessão também contou com a participação dos vereadores João do Banquinho, Maria Eloir, Celinha, Rosinha, Fernando Marinho, Ney Kuasne, Paulo Campos e Bruno Oliveira, Secretários Municipais, representantes de entidades, além do vice-prefeito Carlão, e da presença da prefeita Niágara Kraievski, que reforça, com sua atuação, o protagonismo feminino na gestão pública e no desenvolvimento de Coronel Sapucaia.
Mais do que uma cerimônia formal, o evento foi um verdadeiro tributo à força feminina. Um momento de parar, olhar ao redor e reconhecer que o crescimento da cidade passa, inevitavelmente, pelas mãos de mulheres que fazem a diferença todos os dias.
Ao final, ficou um sentimento coletivo: o de que homenagens como essa não devem se limitar a uma data no calendário, mas servir como lembrete permanente da importância de valorizar, respeitar e apoiar as mulheres em todos os espaços.
Ao fazerem uso da palavra, cada autoridade destacou a importância do momento, ressaltando que valorizar as mulheres é reconhecer o papel fundamental que elas desempenham na construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida.
Ao final, a prefeita Niágara Kraievski, ainda parabenizou todas as homenageadas e reforçou o compromisso da gestão em continuar apoiando e mantendo essa união entre, executivo e legislativo a fim de estar sempre promovendo políticas públicas voltadas às mulheres do município.
Porque quando uma mulher é reconhecida, toda a sociedade avança.
O deputado estadual Coronel David (PL) cumpriu agenda em Rio Verde nesta sexta-feira (20), onde anunciou a destinação pelo Governo do Estado, de novas viaturas para as polícias Militar e Civil do município, resultado de articulação direta do parlamentar junto ao governador Eduardo Riedel (PP) e o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. “É uma luta nossa que já garantiu pelo menos uma viatura para a Polícia Militar e outra para a Polícia Civil, reforçando o trabalho dos policiais, que é essencial para a população”, destacou o deputado.
Coronel David também confirmou a destinação de R$ 100 mil ao Fundo Municipal de Saúde de Rio Verde em 2026. Com o novo repasse, o volume total de recursos destinados ao município chega a R$ 590 mil, sendo R$ 510 mil aplicados exclusivamente na área da saúde.
“O nosso compromisso é seguir ajudando Rio Verde, principalmente na saúde, que impacta diretamente a vida das pessoas”, afirmou.
A agenda no município foi extensa e incluiu uma série de visitas a empresas locais, residências de apoiadores e amigos, além de reunião no Sindicato Rural. O deputado também esteve na 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar, onde foi recebido pelo subtenente Amaral.
Coronel David esteve acompanhado do secretário municipal de Desenvolvimento, Rafael Oliveira, e das lideranças locais que atuam diretamente nas demandas do município: Janderson Costa, Paulo Reis e Kleber Cardoso.
O deputado comentou o papel estratégico desses parceiros na articulação das reivindicações e no fortalecimento de seu mandato em Rio Verde, ressaltando que são eles que contribuem para aproximar as ações parlamentares das necessidades da população.
“Eu devo muito a esses parceiros aqui em Rio Verde. São eles que ajudam a levar as ações do nosso mandato até a população”, disse David.
O secretário Rafael Oliveira ressaltou o papel do deputado na articulação junto ao Governo do Estado. “O Coronel David é um parceiro de Rio Verde, está presente nas discussões e ajuda a viabilizar investimentos importantes para o município.”
Além do pedido de reforço de viaturas para a segurança pública, Coronel David apresentou uma série de reivindicações voltadas ao desenvolvimento de Rio Verde, entre elas a implantação de uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar em Rio Verde; a construção de pontes de concreto na região do Balneário Acqua Park e sobre o Rio Negrinho, na MS-427; melhorias na infraestrutura viária, a ampliação da rede de energia elétrica na zona rural, etc.
Ao final da agenda, o deputado foi convidado a participar de uma partida de futebol com os amigos do Janderson, conhecido como “Pintinho”. O jogo aconteceu no Simted de Rio Verde (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), encerrando o dia de compromissos em clima de descontração.
O deputado estadual Coronel David (PL) esteve na manhã desta sexta-feira na Prefeitura de Costa Rica, onde realizou a entrega oficial de R$ 140 mil. Oriundo de emenda parlamentar, o investimento será aplicado ao custeio e fortalecimento dos serviços de saúde, setor que segue pressionado por demandas crescentes nos municípios do estado.
A agenda contou com a presença do prefeito Delegado Cleverson (PP), do vereador Claudomiro Martins Rosa, o Cocó (PL), e do capitão da Polícia Militar, Esteban Palácios, que participaram do ato e reforçaram a articulação política em torno dos investimentos para o município e do fortalecimento da Segurança Pública.
Delegado Cleverson ressaltou a atuação constante do parlamentar em favor do município e fez questão de dar transparência às parcerias institucionais. “Agradeço pelas emendas e faço questão de mostrar à população quem são os parlamentares que ajudam Costa Rica”, declarou o prefeito.
Em resposta, o deputado reforçou a responsabilidade com a população e o compromisso de ajudar a gestão municipal. “Nosso mandato segue à disposição para contribuir com ações que melhorem a qualidade de vida da população”, pontuou.
Investimentos
Além do recurso entregue nesta sexta-feira, o município de Costa Rica já foi contemplado com outros repasses viabilizados pelo mandato do deputado, somando R$ 210 mil destinados à área da saúde entre os anos de 2017 e 2026.
O deputado estadual Coronel David (PL) cumpriu agenda em Alcinópolis na tarde desta sexta-feira (20), onde viabilizou novos investimentos para a saúde pública. A passagem pela cidade ocorre na esteira de uma agenda mais ampla na região, conectando presença política com entrega de resultados.
Recebido pelo prefeito Weliton Guimarães (PSDB) e pelo vice-prefeito Waldemar Barbosa (PP), o parlamentar esteve acompanhado de importantes parceiros de articulação local, como o vereador Cabelo do Auto Peças (PL), a vereadora Mirelle Biscaro Piva Capelli (PL) e vereadora Onilza (PL) , responsáveis por intermediar as demandas junto ao mandato do Coronel. O encontro institucional foi realizado no gabinete do prefeito.
A atuação do deputado já se traduz em resultados concretos. Uma emenda no valor de R$ 150 mil foi enviada no ano passado para aquisição de um veículo disponibilizado ao transporte de pacientes da rede municipal de saúde: essencial em municípios de menor porte. Além disso, foi confirmada pelo deputado a destinação de mais R$ 100 mil para este ano, ampliando a capacidade de investimento da gestão local.
Coronel David destacou o cumprimento de compromissos firmados com a população. “Viemos aqui entregar recursos e honrar aquilo que assumimos com a população. A pedido do vereador Cabelo, da vereadora Onilza e da vereadora Mirelle, garantimos um veículo para a saúde e mais R$ 100 mil para o município”, afirmou.
O vereador Cabelo evidenciou o trabalho conjunto com as vereadoras Mirelle e Onilza na construção das demandas. Na mesma linha, a vereadora Mirelle Biscaro ressaltou a efetividade da parceria com o deputado. O prefeito Weliton Guimarães, por sua vez, destacou que os recursos chegam em um momento importante e fortalecem nossa rede de saúde.
Emendas Parlamentares
A presença frequente do deputado no município é acompanhada por um volume consistente de recursos destinados ao longo dos últimos anos. Ao todo, Coronel David já viabilizou R$ 390 mil em emendas para Alcinópolis, distribuídos entre áreas estratégicas.
O município já havia sido contemplado pelo deputado com R$ 100 mil para a aquisição de uma ambulância em 2020. No ano seguinte, em 2021, a área da Educação recebeu mais R$ 60 mil destinados à compra de um veículo para o CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duarte), fortalecendo a estrutura de atendimento. Dando continuidade aos investimentos, em 2023 foram destinados outros R$ 80 mil para a aquisição de um veículo voltado aos serviços da assistência social.