Carga de cigarros foi apreendida em estrada vicinal de MS. (Foto: Reprodução/DOF)
Um paraguaio de 33 anos foi preso nesta terça-feira (22) ao ser flagrado transportando 25 mil caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai. A carga, avaliada em R$ 1,4 milhão, estava em um caminhão interceptado por agentes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) nas proximidades de Sete Quedas, a 468 quilômetros de Campo Grande.
A prisão ocorreu durante patrulhamento na Rodovia Estadual MS-299. Ao perceber a presença da viatura, o motorista tentou fugir por uma estrada vicinal, mas foi alcançado após uma breve perseguição. O homem foi detido em flagrante e entregue à Polícia Federal. O veículo, um caminhão Iveco com semirreboque, também foi apreendido.
A carga foi encaminhada para a sede da Polícia Federal. O suspeito, que não teve a identidade divulgada à imprensa, deve responder por contrabando e outros crimes relacionados à atividade ilegal.
Segundo o DOF, a apreensão representa um golpe milionário contra o contrabando de cigarros na fronteira com o Paraguai. A carga seguiria para centros de distribuição ilegais no interior do país.
A ação fez parte do Programa de Proteção de Fronteiras, parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A força-tarefa atua para coibir crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, armas e contrabando.
Pelo presente edital, ficam os associados convocados a comparecerem no dia 08 de agosto de 2025, no período às 19:00 horas, nas dependências do AFHEA, Município de Amambai, Estado de Mato Grosso do Sul, para discutirem as seguintes pautas:
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), realizou em julho de 2025 uma série de ações de reintegração de fauna silvestre no bioma Pantanal. As atividades ocorreram em parceria com o projeto Onçafari e incluíram solturas, aclimatação e início de monitoramento de espécies reabilitadas na Reserva Santa Sofia, em Aquidauana.
Entre os animais, estão quatro pacas que, após passarem por um processo cuidadoso de reabilitação, reencontraram a natureza. Cada uma delas deixou o recinto em passos cautelosos, como se reconhecessem o caminho de volta ao seu habitat.
No mesmo local, onze tucanos-toco (Ramphastos toco), resgatados do tráfico de fauna silvestre, foram encaminhados ao recinto de aclimatação para aves. Lá, permanecem sob observação até que estejam plenamente aptos a alçar voos livres, longe das gaiolas.
Outro momento marcante foi o início do monitoramento de macacos-prego (Sapajus libidinosus) com colares VHF — tecnologia inédita no CRAS. Os primatas, que estavam em processo de aclimatação desde março deste ano, serão acompanhados após a soltura, o que permitirá compreender melhor sua adaptação e reintegração ao habitat natural.
“Ver esses animais voltarem à natureza é um presente. São histórias de superação. Muitos chegaram aqui debilitados, sem perspectiva. Hoje, voltam a viver o que sempre foi deles por direito: a liberdade”, destacou a gestora do CRAS, Aline Duarte.
A Reserva Santa Sofia, onde as atividades foram realizadas, é administrada pelo Onçafari e abriga um espaço de reabilitação dedicado a diversas espécies do Pantanal, como onças-pintadas, araras, antas, aves de rapina, ungulados e primatas.
“Cada soltura é uma vitória. É como apagar, pouco a pouco, as marcas da violência sofrida por esses animais. Trabalhamos todos os dias para que eles tenham uma nova história — desta vez, escrita na liberdade da natureza”, afirmou a médica-veterinária que integra a equipe do CRAS, Jordana Toqueto.
“Essas ações representam o compromisso do Governo do Estado com a conservação da biodiversidade. O trabalho técnico do Imasul, aliado a parcerias, garante que os animais possam ter uma nova chance de viver em liberdade, cumprindo seu papel ecológico no ambiente natural”, ressaltou o diretor-presidente do Imasul, André Borges.
Essas histórias, construídas com dedicação, ciência e empatia, por meio da equipe técnica do Imasul, mostram que a conservação vai além dos números: ela transforma e renova a esperança da fauna pantaneira.
Bebê foi encontrado e retirado do balde (Imagem ilustrativa)
O bebê de 1 ano que morreu afogado em um balde de água nesta terça-feira (22), em Campo Grande, estava brincando com um lápis e um sapatinho dentro do balde quando o acidente ocorreu. O bebê chegou a ser levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu a uma parada cardíaca.
O pai do bebê estava dormindo no quarto enquanto as crianças de 7, 8 e 11 anos, além do bebê, assistiam televisão. Momentos depois, o filho mais velho chegou ao quarto aos prantos com o irmão no colo, já desfalecido.
O pai disse que tentou reanimar o bebê e o levou para uma unidade de saúde que fica distante 1.200 metros de sua residência. Porém, o bebê não resistiu. Na casa, os policiais encontraram na lavanderia o balde, com apenas 15 centímetros de lâmina de água.
Dentro estavam um lápis, um sapatinho e uma tampa de iogurte. O caso foi registrado na DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Na despedida de Weryck Macedo, na manhã desta quarta-feira (22), a família muito abalada não quis falar com a imprensa.
O setor têxtil projeta um horizonte de crescimento sólido em Mato Grosso do Sul, impulsionado por investimentos que fortalecem a economia regional, geram empregos e ampliam as oportunidades de qualificação profissional. Com a consolidação da Rota Bioceânica, o Estado se prepara para conquistar novos mercados e intensificar o comércio internacional, posicionando-se estrategicamente no cenário sul-americano.
Dados do Panorama Geral da Indústria da Confecção de 2024 mostram que Mato Grosso do Sul possui 225 empresas ativas, gerando 3.118 empregos formais, com salário médio de R$ 1.680. Campo Grande concentra 52,5% dos postos. As empresas de médio porte são responsáveis por 1.487 empregos, seguidas por pequenas (898), micro (470) e grandes (263). Entre as principais ocupações estão costureiras e ajudantes de confecção – profissões marcadas por ampla presença feminina e exigência predominante de ensino médio completo.
Na avaliação da presidente do Sindvest (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de MS), Idalina Zanolli, a implementação da Rota Bioceânica representa uma oportunidade estratégica para o fortalecimento da indústria da confecção no Estado.
“A rota é uma chance concreta de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e atrair novos investimentos, com potencial para tornar nossos produtos mais competitivos, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Empresas que hoje não exportam poderão começar a fazê-lo”, afirmou.
Presidente do Sindvest Idalina Zanolli
Idalina acredita que a logística mais eficiente despertará o interesse de grandes grupos empresariais, que podem ver em Campo Grande uma base estratégica de operações. Ela também destaca o impacto na geração de empregos, especialmente para mulheres, que hoje representam quase 80% da força de trabalho do setor no Estado. “Com a consolidação da Rota Bioceânica, a expectativa é de que o setor de confecção de MS se torne ainda mais competitivo e conectado a mercados internacionais”, acrescenta.
Reflexo concreto dessa tendência é a chegada de uma nova fábrica em Naviraí, que já começa a gerar oportunidades e demanda por profissionais qualificados, especialmente na área de costura, impulsionando a economia local e fortalecendo a cadeia produtiva do setor.
“Um dos municípios que chamou a atenção da diretoria foi Naviraí, que no passado abrigou duas importantes indústrias de confecção. Observamos ali a oportunidade de resgatar uma mão de obra já treinada, com experiência no setor. Esse foi o principal motivo que nos levou a escolher o município como sede para mais uma filial no Mato Grosso do Sul”, destaca a sócia e diretora-executiva da Nilcatex, Simone de Oliveira.
A indústria produz itens como camisetas, jaquetas, moletons, calças, bermudas, mochilas, entre outros. A partir de 2005, a companhia decidiu expandir suas operações para o Centro-Oeste, com a implantação de uma unidade em Campo Grande. “A operação começou de forma modesta, com o aluguel de um galpão de 500 metros quadrados. Posteriormente, com o apoio da prefeitura da capital, que doou um terreno de 20 mil metros quadrados, construímos nossa nova fábrica, com 6.300 metros quadrados, onde permanecemos até hoje”, conta a executiva.
Atualmente, a unidade de Campo Grande emprega 130 colaboradores de forma direta. Segundo Simone, a empresa tem expectativa de retomar o patamar de 400 empregos diretos, número já alcançado em períodos anteriores. No entanto, a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos principais obstáculos.
A expansão da fábrica para Naviraí também conta com apoio do poder público local. Segundo a diretora, o compromisso firmado com a prefeitura prevê inicialmente a geração de 40 empregos diretos, mas a meta é mais ambiciosa: alcançar 115 postos de trabalho.
Simone pondera, no entanto, que para atingir esse objetivo será necessário implantar um segundo turno de operação, já que a empresa atualmente funciona em um espaço de apenas 500 metros quadrados, também cedido pelo município.
“A empresa já elaborou o projeto para a construção de uma nova unidade com 6 mil metros quadrados de área construída. Acreditamos no potencial de Naviraí e queremos contribuir com a geração de empregos e o desenvolvimento regional”, reforçou.
A gerente de Recursos Humanos, Tailene Quintino, ressaltou os desafios e conquistas da implantação da unidade em Naviraí, especialmente, no que se refere à formação e contratação de mão de obra qualificada.
“Foi um desafio engrandecedor. Fomos para um município que ainda não conhecíamos, carente de indústrias. Abrimos as portas com grande entusiasmo e, hoje, já contamos com 37 colaboradores. Nossa meta é chegar a 115 contratados. Deste total, 70 vagas são destinadas a costureiras, o que tem sido nosso maior desafio”, explicou.
Diante disso, a empresa decidiu agir de forma estratégica e socialmente responsável, promovendo a qualificação local.
“Enxergamos esse desafio não apenas do ponto de vista da empresa, mas também sob uma perspectiva social e municipal. Por isso, nos unimos à Prefeitura de Naviraí, ao Senai e à Funtrab para desenvolver um curso de formação de costureiras. Muito além de atender nossas necessidades, essa ação irá beneficiar o município como um todo”, ressaltou Tailene.
Mais do que metas e crescimento produtivo, a fábrica também vem se destacando por promover um ambiente de trabalho acolhedor, humano e comprometido com o bem-estar das colaboradoras.
A colaboradora Tatiana Oliveira Reis relatou sua satisfação em fazer parte da empresa. “Tenho muita gratidão pela oportunidade que a empresa me deu, e que vem dando a outras mulheres. Assim como eu, elas viram que a Nilcatex é uma empresa grande, estruturada e que valoriza muito seus funcionários. E isso se confirma no dia a dia. A empresa celebra praticamente todas as datas comemorativas: Dia da Mulher, Dia das Mães — sempre com carinho. É muito gratificante fazer parte disso.”
A Kibela, empresa especializada na confecção de moda praia, fitness e ballet, tem se consolidado como referência no Centro-Oeste brasileiro. Com lojas de varejo em Sinop (MT), Cuiabá (MT), Campo Grande e Dourados (MS), a marca se destaca pelo crescimento acelerado, pela aposta em modelagens inclusivas e pelo investimento na capacitação de mão de obra em sua fábrica localizada na capital sul-mato-grossense.
Segundo a sócia-proprietária, Irlanda Cabral Coelho, a trajetória da empresa começou de forma modesta. “Iniciamos em 2003 neste segmento. Antes, eu produzia lingerie sozinha. Com a entrada do meu sócio e esposo, mudamos o foco para moda praia, inclusive plus size. Foi um grande desafio, porque não havia mão de obra qualificada para esse tipo de confecção em Campo Grande. Tivemos que ensinar tudo do zero”, relembra.
Empresa especializada na confecção de moda praia, fitness e ballet, tem fábrica em Campo Grande (Foto: Arquivo Kibela)
Apaixonada pela costura desde a infância – quando ajudava a mãe, costureira de cortinas -, Irlanda ressalta que o maior entrave para a expansão do setor ainda é a escassez de profissionais capacitados. “A falta de mão de obra qualificada sempre foi um problema, e hoje está ainda mais crítica. Faltam cursos acessíveis e muitos não têm condições financeiras para arcar com a formação”, afirma.
Para a empresária, é fundamental que haja investimentos contínuos em qualificação profissional, especialmente em setores como o têxtil e o de confecção, que têm grande potencial de geração de renda e emprego, inclusive fora dos grandes centros urbanos. “Formar profissionais é uma das chaves para o desenvolvimento da indústria da moda no interior do país”, conclui.
MS Qualifica
Como parte da política estadual de industrialização e qualificação da mão de obra, o Governo de Mato Grosso do Sul vem intensificando ações voltadas ao desenvolvimento social e econômico. Um dos destaques é o programa MS Qualifica, que oferece cursos gratuitos para inclusão produtiva e geração de emprego formal.
Em parceria com a Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Funtrab (Fundação do Trabalho de MS), e o Senai, será oferecido, a partir de 1º de agosto, o curso de Costura Sob Medida, com 60 vagas divididas em três turmas. As aulas presenciais ocorrerão durante 30 dias na carreta-escola do Senai, instalada no CRAS do Jardim Vida Nova, em Campo Grande. O espaço é totalmente equipado para o ensino prático, e as inscrições estão abertas no site www.msqualifica.ms.gov.br.
Para a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, a industrialização representa uma transformação social significativa. “A costura é uma habilidade tradicional, mas que continua atual. Este curso oferece, além da formação técnica, a chance real de empreender ou conquistar um emprego com mais autonomia”, destacou. Ela também ressaltou o papel das 36 Casas do Trabalhador do Estado, que atuam conectando pessoas às oportunidades do mercado.
Com foco em áreas de alta demanda, o governo busca ampliar o acesso à qualificação e ao empreendedorismo, especialmente para públicos em situação de vulnerabilidade, reforçando o compromisso com políticas públicas inclusivas e voltadas ao desenvolvimento regional.
Fonte: Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Escola Municipal Marlene Vilarinho em Amambai. Foto: Raquel Fernandes/Arquivo Gazeta Educação
A alfabetização na idade certa segue avançando em Mato Grosso do Sul — e o Cone Sul acompanha esse progresso com resultados que chamam atenção. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, por meio do Inep, o Estado teve um crescimento de 17% nos índices de alfabetização em 2024 em relação a 2023, ficando atrás apenas de Minas Gerais no ranking nacional.
No Cone Sul, o destaque vai para municípios que registraram saltos significativos nos percentuais de alunos alfabetizados, como Japorã, que passou de 12,7% para 41,76%, o maior crescimento da região (+29,06 pontos percentuais). Logo atrás estão Amambai (+27,72), Juti (+25,07), Iguatemi (+21,72) e Paranhos (+21,53).
“O programa MS Alfabetiza está fazendo a diferença. É uma alegria ver os bons frutos que esse esforço coletivo está rendendo em todo o Estado”, afirmou o governador Eduardo Riedel em matéria divulgada no site oficial do Governo do Estado.
Os dados estaduais mostram que o índice de alfabetização saltou de 47,4% em 2023 para 55,8% em 2024, ultrapassando inclusive a meta projetada (52,8%).
Maiores aumentos no Cone Sul (2023 → 2024):
Japorã: 12,7% → 41,76% (+29,06)
Amambai: 42% → 69,72% (+27,72)
Juti: 22,6% → 47,67% (+25,07)
Iguatemi: 38,3% → 60,02% (+21,72)
Paranhos: 44,9% → 66,43% (+21,53)
Maiores quedas no Cone Sul (2023 → 2024):
Mundo Novo: 83,8% → 46,46% (–37,34)
Eldorado: 75,4% → 56,45% (–18,95)
Coronel Sapucaia: 79% → 60,75% (–18,25)
Sete Quedas: 54,3% → 53,09% (–1,21)
Naviraí: 60,3% → 59,87% (–0,43)
Apesar de algumas quedas, os dados mostram uma tendência de melhora em grande parte dos municípios, indicando o impacto positivo de políticas públicas voltadas à alfabetização.
Programa estadual contribui para avanço
Lançado em 2021, o MS Alfabetiza tem sido uma das principais apostas do governo estadual na área da educação. O programa oferece formação continuada para professores, materiais didáticos, suporte técnico e avaliações periódicas. Desde 2023, ele passou a atuar de forma integrada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa federal voltada à alfabetização de crianças até o 2º ano.
Como os dados são obtidos?
O Indicador Criança Alfabetizada é construído a partir de uma avaliação nacional aplicada a alunos do 2º ano do Ensino Fundamental. A prova inclui 16 questões de múltipla escolha e três abertas, sendo uma delas uma produção textual. Os testes são elaborados com base em itens definidos pelo Inep e aplicados pelas redes estaduais e municipais de ensino.
Em 2024, cerca de 2 milhões de estudantes fizeram a prova em todo o Brasil. Para ser considerado alfabetizado, o aluno precisa alcançar, no mínimo, 743 pontos na escala do Saeb — o que indica que ele é capaz de ler e compreender textos simples, identificar informações e interpretar elementos verbais e não verbais.
Em homenagem ao Dia do Motorista, comemorado no mês de julho, a Prefeitura de Amambai, por meio do Detrat da secretaria municipal de Cidade em parceria com a secretaria municipal de Educação, promoveu na noite da última segunda-feira (22), na sede da ACIA, uma palestra especial com a psicóloga Elenice Santos.
O evento reuniu motoristas da rede municipal, profissionais do transporte escolar, servidores e convidados, e contou com a presença de autoridades locais. Participaram o vice-prefeito Jaime Vizzotto, os vereadores Roberto Peres e Suzana Ulisses, o secretário municipal de Cidade, Roberto Júnior Dias, o secretário de Governo e Comunicação, Ronaldo Mayr, e a secretária adjunta de Educação, Rosemeire Charão e superintendente do Detrat, Gustavo Simões.
Durante a palestra, a psicóloga Elenice proporcionou um momento de acolhimento e reflexão. Ela destacou a importância de cuidar da mente e do corpo, fazendo analogias entre o trânsito e a própria vida. “Apesar da correria do dia a dia, é essencial encontrar tempo para descansar, cuidar de si e valorizar aquilo que temos de mais precioso: a vida”, afirmou.
Elenice também abordou questões relacionadas ao controle da ansiedade e à busca por equilíbrio emocional, especialmente para quem passa grande parte do tempo dirigindo. A palestra trouxe falas que despertaram identificação e olhar mais humano para a rotina desses profissionais tão essenciais.
Ao final do evento, todos os presentes participaram de um coffee break e receberam uma lembrancinha especial do Departamento Municipal de Trânsito (Detrat): um chaveiro entregue em um cartão com a mensagem “Mais calma no caminho, mais segurança na chegada”, reforçando o compromisso com a segurança e o bem-estar no trânsito.
A ação foi uma iniciativa integrada entre as secretarias, demonstrando o cuidado da gestão municipal com aqueles que garantem diariamente o transporte e a mobilidade no município.
O Governo de Mato Grosso do Sul vai publicar nos próximos dias uma portaria suspendendo a queima controlada no Estado, como medida preventiva diante do agravamento das condições climáticas. A decisão foi reforçada segunda-feira (22), durante a 20ª Reunião Ordinária do CICOE (Centro Integrado de Coordenação Estadual), realizada na sala de crise da Polícia Militar, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
A queima controlada é o uso planejado e autorizado do fogo em áreas específicas, com o objetivo de prevenir incêndios florestais maiores e controlar a biomassa acumulada. É uma técnica utilizada em atividades agropastoris ou florestais, com acompanhamento técnico e dentro de limites predefinidos, visando reduzir o risco de incêndios acidentais ou criminosos.
A proibição deve valer de 1º de agosto a 30 de novembro para todo o território sul-mato-grossense.
A medida foi motivada pelo avanço da estiagem, sobretudo nos municípios da região norte do Estado, e por projeções que indicam um trimestre ainda mais seco e quente entre agosto e outubro. De acordo com o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e presidente do CICOE, o cenário atual exige ações para conter o risco de incêndios florestais.
“Estamos vivendo o período de início de seca, com chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas previstas para os próximos meses. Diante desse cenário, o CICOE decidiu pela suspensão da queima controlada em todo o Estado”, afirmou Verruck.
Papel estratégico do CICOE
Coordenado pela Semadesc, o CICOE é uma estrutura interinstitucional permanente que reúne diversas entidades estaduais e federais com atuação direta na prevenção e combate a incêndios florestais. Participam do grupo o Corpo de Bombeiros Militar, Imasul, PMA, Ibama, Defesa Civil, ICMBio, Cemtec e representantes da sociedade civil organizada, como a Famasul.
Coordenadora do CEMTEC Valesca Fernandes, da Semadesc
O centro atua como um espaço de articulação e decisão estratégica, promovendo integração das ações, monitoramento contínuo dos riscos ambientais e coordenação das respostas emergenciais. Uma das bases das deliberações do CICOE é a análise técnica do CEMTEC (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), que subsidia o grupo com dados atualizados sobre clima, umidade, focos de calor e precipitações.
Sinais de alerta
Na reunião, a coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes, apresentou o panorama climático do Estado. Apesar da redução de 54,2% nos focos de incêndio florestais em relação ao mesmo período de 2024, os indicadores apontam alerta de agravamento da seca em vários municípios, especialmente nas regiões norte, nordeste e leste.
O acumulado de chuvas previsto para o trimestre de agosto a outubro (ASO), segundo séries históricas de 30 anos, será abaixo do previsto. “Com esses dados, identificamos que a maioria dos municípios encontra-se em nível de alerta, e alguns já em nível de alerta alto, especialmente nas regiões norte e nordeste”, alertou a meteorologista.
Outras deliberações
O diretor-presidente do Imasul, André Borges apresentou alterações no Decreto nº 11.766/2004, que trata da isenção de custos de licenciamento ambiental para atividades em Unidades de Conservação, assentamentos e áreas de soltura de animais silvestres. O assunto foi debatido na reunião com as entidades.
Diretor-presidente do Imasul, André Borges
Outro destaque foi a apresentação do Projeto FNMA 2025 de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais nos Municípios, que prevê o fortalecimento da capacidade de resposta das administrações municipais por meio da implantação de Planos Operativos de Prevenção e Combate (PPCIFs) simplificados e emergenciais.
Resultados positivos
Apesar do cenário desafiador, os dados também revelaram avanços significativos na redução das queimadas. Em 2024, o Pantanal registrou queda de 97,9% na área queimada, enquanto no Cerrado a redução foi de 50,6%. As ocorrências de incêndios florestais atendidas pelo Corpo de Bombeiros recuaram 54,2% em todo o Estado.
Segundo Jaime Verruck, esse resultado se deve à soma de esforços e à atuação integrada entre órgãos públicos e setor produtivo.
“O trabalho em parceria com os produtores rurais, com apoio da Famasul, e a ampliação do número de brigadistas – hoje são 700 especializados em incêndios – têm sido essenciais. A atuação da PMA, do Imasul e do Ibama também tem sido incansável. Isso mostra que estamos no caminho certo”, concluiu.
A Caixa Econômica Federal paga nessa quarta-feira (23) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 671,52. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,6 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,16 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Os beneficiários de 516 cidades receberam o pagamento na sexta-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul e moradores de algumas cidades em cinco estados: Alagoas (6 municípios), Amazonas (3), Paraná (3), Roraima (6) e São Paulo (1, cidade de Diadema).
Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,68 milhões de famílias estão na regra de proteção em julho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em agosto.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
A Casa do Trabalhador, órgão ligado à Fundação do Trabalho (Funtrab), do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 42 oportunidades de emprego nesta quarta-feira, dia 23 de julho, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
9 vagas para vendedor ou vendedora
3 vagas para mecânico de automóveis
3 vagas para auxiliar de mecânico de autos
3 vagas para atendente de balcão
2 vagas para representante comercial
2 vagas para consultor de vendas
1 vaga para Analista administrativo
1 vaga para arte finalista
1 vaga para auxiliar de linha de produção PCD
1 vaga para barbeiro
1 vaga para manicure
1 vaga para cuidador de idoso
1 vaga para costureira
1 vaga para desenhista copista (trabalhar com cópia)
1 vaga para alimentador de linha de produção
1 vaga para auxiliar de linha de produção
1 vaga para montador de móveis
1 vaga para motorista categoria E
1 vaga para viveirista de flores e plantas ornamentais (trabalhar com flores e plantar)
1 vaga para padeiro
1 vaga para auxiliar de limpeza
1 vaga para abatedor
1 vaga para encanador
3 vagas para classificador de grãos (salário R$ 1.565,00, vale alimentação R$ 460,00, plano odontológico, ter CNH A/B)
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.
Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.891 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (22). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 36 milhões para o próximo sorteio.
41 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 70.587,08 cada
3.005 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.375,83 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (24), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
Um grupo de especialistas vai estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite, um empreendimento de altíssima complexidade e custo. Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.
O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Assinada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue ao ministro um relatório com suas conclusões e sugestões.
“O grupo ainda está se organizando”, explicou nesta segunda-feira (21), em entrevista à Agência Brasil, Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo, que poderá convidar representantes de outras instituições aptos a contribuir com os objetivos estratégicos do grupo.
“Vamos procurar entender os gargalos, as dificuldades, os prós e contras de desenvolvermos um sistema destes”, acrescentou Leonardi, destacando a importância dos atuais sistemas de navegação por satélite – dentre os quais, o mais conhecido é o estadunidense GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), operado pela Força Espacial dos Estados Unidos.
“No Brasil, historicamente, priorizamos o debate acerca de outros aspectos espaciais, como a necessidade de termos satélites para monitoramento territorial. Agora, vamos discutir se queremos ou não ter nosso próprio sistema de navegação; o investimento necessário para fazê-lo e, se for o caso, a necessidade nacional de ter um sistema global ou um sistema regional, capaz de cobrir todo nosso território. Qualquer que seja o caso, se o país concluir que deve fazer isso, o patamar de investimentos terá que ser muitas vezes maior que o atualmente investido no programa espacial brasileiro”, concluiu Leonardi, admitindo a complexidade da empreitada, que exige capacidade tecnológica para projetar, fabricar e lançar satélites capazes de transmitir, do espaço para a terra, sinais precisos.
Ruído
O grupo técnico foi criado uma semana antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que, a partir de 1º de agosto, os produtos brasileiros pagarão uma tarifa de 50% para ingressar em território estadunidense. E duas semanas antes de as redes sociais serem tomadas pelo debate sobre a possibilidade de os Estados Unidos, em caso de uma guerra comercial, desligarem ou restringirem o sinal de seu sistema, o GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), para o Brasil.
“Este é um típico caso de ruído surgido nas mídias sociais, capaz de gerar ansiedade. E uma coincidência, porque já vínhamos discutindo o tema há tempos, de maneira que a criação do grupo não teve nenhuma relação com o que aconteceu depois”, afirmou Leonardi.
“Primeiro, porque não houve nenhum comunicado, de nenhuma autoridade norte-americana, sobre a remota possibilidade dos EUA restringirem o uso do GPS no Brasil. Depois porque, mesmo que isso acontecesse – o que seria uma situação muito drástica e improvável – há alternativas ao GPS”, assegurou o diretor da Agência Espacial Brasileira.
GNSS
Segundo Leonardi, a maioria das pessoas erra ao usar a sigla GPS como sinônimo de GNSS, do inglês Sistema Global de Navegação por Satélite, termo correto para se referir a qualquer conjunto (ou constelação) de satélites usado para fornecer serviços de posicionamento, navegação e temporização global.
“O GPS é o sistema de propriedade dos EUA, mas há outros, globais, como o Glonass [russo]; o Galileo [União Europeia] e o BeiDou [ou BDS], da China. Estes têm cobertura global e podem ser utilizados, inclusive, no e pelo Brasil. E há também algumas nações que possuem sistemas regionais, como a Índia [NavlC] e o Japão [Qzss]”, apontou Leonardi.
“Com isso em mente, é lógico cogitar que, em tese, os EUA poderiam degradar ou até mesmo restringir o sinal de seu GPS para determinadas regiões, mas esta seria uma medida tão drástica que, a meu ver, só se justificaria se a segurança nacional dos EUA estivesse sendo ameaçada”, ponderou o diretor da AEB.
“Primeiro porque as empresas estadunidenses que operam no Brasil, como aplicativos de transporte e de entrega, seriam afetadas. Outras nações também seriam prejudicadas, já que não há como limitar o sinal para todo um território sem afetar países fronteiriços. Fora que isso poderia causar acidentes, por exemplo, na aviação civil, custando vidas, inclusive as de norte-americanos. Para não falar das repercussões comerciais, já que outros países se perguntariam se deveriam continuar confiando no sistema norte-americano ou migrar para outros”, apontou Leonardi.
Multiconstelação
Professor da Universidade de Brasília (UnB), onde coordena o Laboratório de Automação e Robótica (Lara), Geovany Araújo Borges, concorda com a avaliação de que, tecnicamente, os EUA poderiam interromper o sinal do GPS ou mesmo tornar o sistema menos eficaz para uma determinada região, mas não crê que isso venha a ocorrer.
“Se fizessem isso sem aviso prévio, os norte-americanos assumiriam o risco de contrariar seus próprios interesses em território brasileiro”, endossou Borges, acrescentando que boa parte dos sistemas e equipamentos eletrônicos modernos são capazes de receber o sinal de mais de um sistema de geolocalização. De maneira geral, os sinais enviados pelos satélites que integram os diferentes sistemas em operação são captados por receptores embutidos em veículos, aeronaves, espaçonaves, navios, munições guiadas de precisão, aplicativos e telefones celulares, além de equipamentos de monitoramento de uso industrial, civil e militar.
“A maioria dos aparelhos celulares, por exemplo, já é multiconstelação, ou seja, é capaz de receber, automaticamente, o sinal de diferentes sistemas. De forma que, em termos de localização, nossos celulares seguiriam funcionando normalmente se deixássemos de receber o sinal do GPS. A mesma lógica vale para muitos outros sistemas [dependente de serviços de posicionamento, navegação e temporização global]: se o sistema de sincronização for redundante, o impacto será limitado”, disse Borges, defendendo a importância de um país dispor de tecnologias próprias neste setor.
Ele lembra que, independentemente das intenções norte-americanas ou de haver alternativas ao GPS, hoje o Brasil depende de outras nações neste que é um campo estratégico.
“Várias áreas perdem com isso. Não só porque um país independente tem que ter um setor de defesa aeroespacial forte, como porque o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais beneficia outros segmentos, como, por exemplo, a medicina, a indústria e a agropecuária”, comentou o professor, assegurando que o Brasil dispõe de mão de obra qualificada e capacidade de desenvolver, a longo prazo, seu próprio sistema.
“Nosso problema não é RH [recursos humanos]. É dinheiro. Temos pessoal capacitado. A questão é se temos condições de bancar um projeto desta envergadura. Principalmente porque, qualquer coisa neste sentido que comecemos hoje, demorará a vingar. Até mesmo porque alguns países não aceitarão exportar certos componentes essenciais. Então, teremos que, paralelamente, desenvolver nossa indústria de microeletrônica, investir mais em educação básica e assegurar que este projeto seja uma política de Estado. Neste sentido, ainda que tardia, é positiva a criação de um grupo de especialistas para debater o tema”, finalizou Borges.
Com a manutenção parcial do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Orçamento de 2025 terá R$ 20,6 bilhões liberados, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Todo o dinheiro liberado vem das verbas que estavam contingenciadas, bloqueadas temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.
Apesar de liberar os recursos, o governo bloqueou R$ 100 milhões de gastos discricionários (não obrigatórios) para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. O volume de recursos bloqueados no Orçamento aumentou de R$ 10,6 bilhões para R$ 10,7 bilhões.
A liberação dos R$ 10 bilhões por órgãos e ministérios será detalhada no próximo dia 30, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos).
Resultado primário
Para justificar o descontingenciamento, o relatório elevou em R$ 27,1 bilhões a previsão de receitas líquidas (receitas federais, descontadas as transferências obrigatórias para estados e municípios). A previsão de gastos subiu R$ 5 bilhões.
Com a combinação da elevação de receitas e de despesas, a estimativa de déficit primário em 2025 caiu de R$ 97 bilhões para R$ 74,1 bilhões. Esse valor considera gastos fora do arcabouço fiscal, como precatórios e créditos extraordinários. Ao considerar apenas as despesas dentro do arcabouço fiscal, a previsão de déficit primário cai de R$ 51,7 bilhões para R$ 26,3 bilhões.
O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.
IOF e receitas
Em maio, o governo tinha congelado R$ 31,3 bilhões. Sem o decreto do IOF, o governo teria de congelar mais R$ 20,5 bilhões, elevando a retenção de gastos discricionários para R$ 51,8 bilhões. O congelamento desse montante ameaçaria o funcionamento da máquina pública.
Em relação à elevação de receitas, a maior parte R$ 17,9 bilhões, vem da elevação da previsão de royalties neste ano, que inclui a aprovação do projeto de lei que autoriza R$ 15 bilhões de leilões adicionais do petróleo na camada pré-sal. Em seguida, vêm R$ 2,4 bilhões da elevação de estimativas de arrecadação da Receita Federal, associada à elevação de R$ 12,2 bilhões em receitas do Imposto de Renda, descontada a desidratação de R$ 10,2 bilhões do decreto original do IOF.
Em relação ao Imposto de Renda, as estimativas consideram a medida provisória que eleva a arrecadação sobre investimentos de pessoas físicas e jurídicas e pretende reforçar os cofres federais em R$ 10,5 bilhões. Há ainda R$ 1,7 bilhão associado ao crescimento dos lucros.
Também contribuiu para a elevação da estimativa de receitas a entrada de R$ 1,8 bilhão de contribuições para a Previdência Social, decorrente da recuperação do emprego formal.
O Sindicato Rural de Ponta Porã vai realizar no dia 31 de agosto, a partir das 11h30, um almoço com música ao vivo e churrasco na Churrascaria Rodeio, localizada na sede do sindicato. O evento contará com a apresentação do cantor Jônatas Martins e promete ser um momento de lazer e confraternização para a comunidade.
Os ingressos custam R$ 60,00 e o almoço será servido somente no local. O cardápio inclui carnes variadas, arroz, salada e acompanhamentos.
A iniciativa conta com o apoio de diversos parceiros da região, que contribuem para a realização do evento.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 99237-6623.
O prefeito de Sete Quedas, Erlon Daneluz, divulgou nesta terça-feira (22) um vídeo em parabenizando os atletas Marcelo Bortolotti e João Gaspar, popularmente conhecido como Canibal, que se tornaram vice-campeões brasileiros de paraciclismo no Campeonato Brasileiro de Paraciclismo de Estrada 2025, realizado em Leme – São Paulo.
A dupla competiu na categoria tandem, que utiliza uma bicicleta adaptada para dois ocupantes: o piloto e o atleta com deficiência visual. Marcelo Bortolotti participou como atleta com deficiência visual, tendo como piloto João Gaspar — ciclista profissional com passagens pela Seleção Brasileira e diversos títulos nacionais e internacionais. Atualmente, João representa a equipe AGI.
A conquista foi celebrada no gabinete da prefeitura com a presença de autoridades locais, familiares e representantes da Associação de Ciclismo Pantanal de Sete Quedas (ACP).
Participaram do momento o vice-prefeito Roani, o presidente da Câmara Municipal, Miro, o vereador Saulo, o diretor de Esporte Renato, o presidente da ACP, Deley, e membros Afonso e Erasmo. Também estiveram presentes a esposa do prefeito, Edlaura, e familiares dos atletas.
Durante o vídeo, Erlon destacou o orgulho que sente pelo resultado expressivo:
“Embora com pouco tempo de investimento, o ciclismo já vem nos surpreendendo com um trabalho maravilhoso. Agora temos vice-campeões brasileiros dentro de casa, que para nós, são verdadeiros campeões.”
O prefeito também ressaltou o compromisso da administração com o esporte, reforçando que o ciclismo tem sido uma das modalidades que mais crescem no município.
“Acreditamos que o esporte é a maior ferramenta social do mundo para transformar vidas e formar cidadãos de caráter”, afirmou.
A Prefeitura de Sete Quedas, em parceria com a ACP, também anunciou um passeio ciclístico aberto à população neste domingo (27). O evento será uma oportunidade para a comunidade prestigiar os campeões, tirar fotos, pedir autógrafos e se divertir em um momento de lazer com toda a família.
“Não precisa ser profissional, é um momento de descontração e alegria. Todo mundo está convidado”, disse o prefeito.
Comunicamos com pesar o falecimento nessa terça-feira, dia 22 de julho, no Hospital Regional, em Amambai, de Ramão Machado de Lima, de 70 anos.
Seu corpo está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta quarta-feira (23) às 8h da manhã, no Cemitério Municipal Santo Antônio.
O prefeito de Japorã, Vitor Malaquias, se reuniu nesta semana com a secretária municipal e o presidente do Sindicato Rural para definir os cursos que serão oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) em 2026 no município.
O encontro teve como objetivo alinhar as demandas da população rural com as capacitações disponíveis, garantindo que os cursos oferecidos atendam às necessidades locais e contribuam para o desenvolvimento profissional e econômico da comunidade.
“A parceria com o SENAR é essencial para qualificar nossos produtores e trabalhadores do campo, gerando mais oportunidades e fortalecendo o setor rural de Japorã”, destacou o prefeito.
A programação completa dos cursos será divulgada nos próximos meses.
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) solicitou ao Governo do Estado a elaboração de um estudo técnico para viabilizar a construção de uma rota alternativa ou anel rodoviário no distrito de Indápolis, em Dourados. O objetivo é desviar o tráfego de caminhões pesados do perímetro urbano, hoje cortado pela rodovia MS-276.
Segundo a parlamentar, o tráfego intenso de caminhões tem causado diversos transtornos à população, já que, sem uma rota alternativa, esses veículos atravessam áreas residenciais e comerciais, comprometendo a segurança e o bem-estar dos moradores. “Indápolis enfrenta diariamente barulho excessivo, risco constante de acidentes e danos ao asfalto, que não foi projetado para esse tipo de uso”, afirmou Lia.
Na indicação encaminhada ao governador Eduardo Riedel (PSDB) e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, Lia reforça que o estudo deve considerar os impactos locais e a viabilidade da obra. Para ela, a criação de uma rota externa pode melhorar a mobilidade, proteger a infraestrutura urbana e aumentar a qualidade de vida da população.
A deputada também destacou que a proposta favorece o desenvolvimento sustentável da região. “Essa intervenção não só protege os moradores, como também abre espaço para novos investimentos e valoriza o território urbano. Crescimento com planejamento é essencial para quem vive nas áreas afetadas”, completou.