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quinta-feira, 30 de abril de 2026
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SUS terá teleatendimento em saúde mental para viciados em bets

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© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Jogos e apostas, em especial as eletrônicas cada vez mais difundidas por conta das chamadas bets, têm prejudicado as finanças e a saúde de muitos brasileiros. Diante desse cenário, os ministérios da Saúde e da Fazenda lançaram iniciativas com foco na prevenção do vício ou compulsão por jogos, tanto para a saúde física, como para a mental e financeira dos usuários.

Algumas dessas ferramentas estão previstas em um acordo de cooperação técnica assinado, nesta quarta-feira (3), pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Fazenda, Fernando Haddad. Entre as ferramentas que serão implementadas está uma plataforma de autoexclusão que, a partir do dia 10 de dezembro, permitirá ao apostador que deseja interromper o vício solicitar ser bloqueado dos sites de apostas, além de deixar seu CPF indisponível para novos cadastros ou para o recebimento de publicidade das bets.

Estudo recente apontou que as bets provocam perdas econômicas e sociais ao país estimadas em R$ 38,8 bilhões anualmente.

O acordo cria também, entre as medidas de prevenção e cuidado, o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas. Ele será um “canal permanente de troca de dados entre as pastas”, de forma a viabilizar ações integradas de apoio para que esses usuários busquem ajuda nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A partir dos dados que temos, vamos identificar padrões como os de adição ou compulsão das pessoas. Os registros nos ajudarão a ver onde a pessoa está, para que nossas equipes possam entrar em contato e servirem de ombro amigo ou braço de apoio dessas pessoas”, explicou Alexandre Padilha.

Ferramentas

Além da plataforma de autoexclusão, também serão disponibilizadas uma série de orientações sobre como buscar ajuda na rede pública, o que inclui informações sobre pontos de atendimento do SUS, por meio do aplicativo Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS.

O Ministério da Saúde lançou também a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que contém orientações clínicas e prevê atendimento presencial e online como forma de reduzir as barreiras de acesso ao cuidado em saúde mental.

Segundo o Ministério da Saúde, a rede pública vai ofertar, a partir de fevereiro de 2026, teleatendimentos em saúde mental com foco em jogos e apostas, por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

Inicialmente, serão 450 atendimentos onlines por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda.

“Essa assistência funcionará de forma integrada e como parte da rede do SUS e, sempre que necessário, esses pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial”, informou a pasta.

Regulamentação

Durante sua participação no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que, apesar de as bets terem sido autorizadas em 2018, pouco foi feito para regulamentar essa atividade durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Era preciso definir tributação, regras de propaganda e marketing, parâmetros de jogo responsável e o papel de cada ministério no combate a práticas abusivas, lavagem de dinheiro e no apoio às pessoas que necessitassem de atenção em saúde pública. Nada disso foi feito entre 2019 e 2022”, disse o ministro.

Ele acrescentou que, com o atual regramento, nenhum CPF de criança ou de beneficiário de Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou do Bolsa Família pode ser usado para cadastro nos sites de jogos.

Transtornos

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, alguns dados já disponibilizados pelo SUS identificam aumento do número de atendimentos de pessoas com transtornos associados ao jogo.

Segundo ele, em 2023, o SUS fez 2.262 atendimentos de pessoas com esse tipo de vício ou compulsão. Em 2024, esse número subiu para 3.490. “E entre janeiro e junho de 2025, já havíamos registrados 1.951 atendimentos”, disse o diretor.

Durante a cerimônia de assinatura do acordo entre as pastas da Saúde e da Fazenda, Kimati disse que, com os dados já disponíveis, é possível traçar um perfil das pessoas que vivem esse tipo de problema.

“Ele é homem; tem entre 18 e 35 anos; é negro; vive situações de estresse e ruptura de cotidiano; é separado, aposentado, desempregado; além de isolado ou com rede de apoio frágil”, descreveu o diretor ao destacar que, em resumo, este perfil está diretamente associado à população que vive uma situação de vulnerabilidade.

Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Em um ano, 40 mil saíram da linha da pobreza em MS

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22,3% da população de MS vivia na faixa de pobreza em 2024 - FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

De 2023 para 2024, 40 mil pessoas saíram da linha da pobreza em Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em 2024, houve uma redução em todas as faixas de pobreza do Estado, que são a “extrema pobreza”, quando a renda per capita é de até R$ 218 mensais (equivalente a U$ 2,15 por dia) e a pobreza, quando a renda per capita é de até R$ 694 mensais (equivalente a U$ 6,85 por dia). 

No ano de 2023, a proporção de pessoas na extrema pobreza em MS era de 2,0%. Em 2024, esse percentual caiu para 1,6%. 

A proporção da população com rendimento domiciliar per capita de U$ 3,65 a U$ 6,85 saiu de 24,1% em 2023 para 22,3% no ano passado, o que representa uma redução de 40 mil pessoas na linha da pobreza. 

Isso significa que, da população estimada de 2,9 milhões de habitantes no Estado, pelo menos 698,9 mil vivem com rendimento per capita de até R$ 694 mensal. 

Em 2015, a pobreza extrema atingia 2,3% da população do Estado e as classes intermediárias representavam 31,3% dos sul-mato-grossenses, um número 7,4% maior que o estimado em 2024. 

Entre os habitantes de MS, 0,8% moravam em domicílios sem rendimento algum (22,5 mil) e 3,3% viviam com o valor de até ¼ de salário mínimo per capita mensal (93 mil). Veja os outros números na tabela abaixo. 

Em um ano, 40 mil saíram da linha da pobreza em MS

Isso mostra que, comparando com as outras unidades federativas do Brasil, Mato Grosso do Sul tem o 6º menor percentual de pessoas com rendimentos per capita sem rendimento até ¼ de salário mínimo (4,1%). Os Estados com os menores números nacionais nesta categoria foram Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (2,9%) e Mato Grosso (3,0%). 

Por outro lado, Maranhão (20,9%) e Ceará (17,1%) apresentaram os maiores percentuais nesse quesito. 

Homens brancos recebem mais

Em Mato Grosso do Sul, o rendimento domiciliar per capita médio em 2024 foi de R$ 2,114 por mês, um índice maior que a média do País, que foi de R$ 2.017. Em comparação com o ano anterior – 2023 -, houve um aumento de 4,8%. 

Os homens ainda detinham os maiores valores de rendimento (R$ 2.153), enquanto o vlaor verificado para mulheres era de R$2.077. 

Em relação ao rendimento domiciliar per capita médio segundo cor ou raça, o rendimento das pessoas brancas foi de R$ 2.616, enquanto o das pessoas pardas foi de R$ 1.717 e das pretas foi de R$ 1.992. 

Isso mostra que pessoas brancas estavam em domicílios com renda per capita, em média, 1,4 vezes maior à renda dos domicílios onde viviam pessoas pretas ou pardas. 

Além disso, entre o 10% da população com os menores rendimentos, 63,3% eram de cor ou raça preta ou parda e 34,8% eram brancas e entre os maiores rendimentos do Estado, 34,7% eram de cor ou raça preta ou parda e 64,4%, brancas. 

Nacional

Entre 2023 e 2024, a proporção da população no País na linha da pobreza recuou de 27,3% para 23,1%. Isso representa uma redução de 4,2 pontos percentuais ou, pelo menos, 8,6 milhões de pessoas. 

Já a proporção de pessoas na linha da extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%, o que resulta em 1,9 milhão de pessoas que saíram dessa situação. 

Na hipótese de não existirem os benefícios de programas sociais, a extrema pobreza teria sido 6,5% maior, saindo de 3,5% para 10% da população brasileira. 

Proporcionalmente, a pobreza atinge mais às mulheres (24%) do que aos homens (22,2%). As taxas de pobreza e extrema pobreza chegaram, respectivamente, a 4,5% e 30,4% entre as mulheres pretas ou pardas, enquanto entre os homens brancos os percentuais foram de 2,2% e 14,7%. 

Ainda segundo os índices, as pessoas pretas e pardas, juntas, representavam 56,8% do total da população e 71,3% dos pobres do País. 

Enquanto entre as pessoas pretas e pardas, 55,6% eram pobres, entre os brancos a taxa era de 15,1%. Quanto aos extremamente pobres, 8,4% eram de cor ou raça preta e parda contra 2,2% de brancos. 

Fonte: Karina Varjão/Correio do Estado

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Vital Farma    Fone: 3481-2624

Próximo ao Mercado Alô Amambai

Diretor de Trânsito de Aral Moreira discute recursos para sinalização viária no Detran-MS

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O diretor Vagner Souza de Oliveira e a diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura. Foto: Assessoria

Nesta quarta-feira, 3 de dezembro, o diretor de Trânsito de Aral Moreira, Vagner Souza de Oliveira, esteve em Campo Grande para uma reunião no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS). Ele representou a Prefeitura Municipal, em nome da prefeita Elaine Soligo, e foi recebido pela diretora de Engenharia do órgão, Maria Moura.

O encontro teve como pauta os recursos destinados à sinalização viária do município. Durante a reunião, Maria Moura sinalizou positivamente para a execução do projeto, que deverá ser incluído na planilha de ações do Detran-MS para o ano de 2026.

Fonte:A.N /Grupo A Gazeta

Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai

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Nas fotos os veículos envolvidos no acidente. (Fotos: CBM e Divulgação)

Vilson Nascimento

A colisão entre uma caminhonete S-10 cor preta e uma Fiat Strada, cor branca, que seria pertencente a uma empresa com sede em Ponta Porã causou grandes danos materiais e deixou um homem de 46 anos morto, em Amambai.

O acidente aconteceu na tarde dessa quarta-feira, 3 de dezembro, na Rodovia MS-386, trecho que liga Amambai a Ponta Porã, a cerca de oito quilômetros da cidade de Amambai.

Com o impacto o pick-up Fiat Strada acabou saindo da pista e capotando, matando o motorista, Fabiano Ignácio Ludwilg, de 46 anos, morador em Ponta Porã.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Amambai, que prestou socorro a vítima, o condutor da caminhonete S-10 sofreu fratura exposta no braço esquerdo. Depois de receber o atendimento emergencial no local do acidente, ele, também é morador de Ponta Porã e estaria retornando para sua cidade, foi encaminhado pela equipe de resgate para o Pronto Socorro do Hospital Regional de Amambai para passar por cuidados médicos.

A equipe do Corpo de Bombeiros de Amambai que atuou na ocorrência teve que fazer o emprego de equipamentos específicos para fazer a retirada do corpo do motorista, que ficou preso no interior da cabina da Strada.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica de Amambai se deslocaram para o local do acidente para realizarem os levantamentos de praxe. A Polícia Militar Rodoviária Estadual da base operacional de Amambai também esteve no local controlando o tráfego. Um laudo técnico deverá apontar as reais causas do acidente.

Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
A vítima fatal, Fabiano Ignácio Ludwilg, de 46 anos, morador em Ponta Porã.
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai
Colisão entre Amambai e Ponta Porã mata homem de 46 anos em Amambai

Obs: Matéria atualizada às 17h15 para acréscimo de informações

Para Gerson, orçamento do Estado para 2026 reflete equilíbrio fiscal e garante investimentos públicos

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Foto: Divulgação

O  presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, avalia que o orçamento estadual para 2026, estimado em R$ 27,19 bilhões,  aprovado em segunda votação nesta quarta-feira  (03), reflete o equilíbrio fiscal do Estado, garantindo recursos para investimentos estratégicos. Após a aprovação desta quarta-feira, a Lei Orçamentária Anual (LOA) segue para votação da redação final, após análise das 220 emendas apresentadas pelos deputados. Para 2026, estão previstos R$ 3,44 bilhões em investimentos, concentrados em infraestrutura, educação, saúde, segurança e assistência social.

A proposta orçamentária do ano que vem foi construída a partir das regras estabelecidas pela Lei Federal nº 4.320/1964,  Lei de Responsabilidade Fiscal e portarias da Secretaria do Tesouro Nacional. Foram consideradas as arrecadações efetivas dos três últimos exercícios, além de variáveis econômicas e legais que impactam diretamente a receita estadual. A variação projetada de 3% para o próximo exercício indica um crescimento moderado. “Este orçamento demonstra que o Estado está em um momento de crescimento sustentável, capaz de equilibrar receitas e despesas, sem comprometer a capacidade de investimento, mantendo a menor carga tributária do País “, avalia Gerson.

Segundo o parlamentar, o compromisso com o equilíbrio fiscal tem garantindo espaço no orçamento para investimentos em obras e projetos de interesse da população. “ O Governo do Estado não pode se  limitar apenas a gerenciar o custeio de serviços essenciais como saúde, educação e assistência social. É fundamental que o Estado invista em projetos estratégicos que gerem desenvolvimento econômico, empregos e renda, beneficiando toda a população”. Um orçamento bem planejado não apenas mantém os serviços públicos funcionando, mas também permite que possamos expandir projetos estruturantes, atrair novos investimentos e melhorar a qualidade de vida das famílias sul-mato-grossenses”, conclui.

O  presidente da ALEMS lembra que  o desempenho econômico do Estado em 2023, com crescimento do PIB superior a 13%,  foi fruto de segurança jurídica e estabilidade institucional, fatores que têm atraído mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados, incluindo aportes de empresas como Arauco e Bracell. “Quando garantimos transparência e segurança jurídica, atraímos empresas e investidores que aportam capital, geram empregos e movimentam a economia local. Esse ciclo de crescimento fortalece todo o Estado”, destacou.

Fonte: Assessoria do Dep. Gerson Claro

Mara Caseiro pede apoio do Estado para agricultores de Paraíso das Águas

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Foto: Victor Chileno

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) solicitou ao governador Eduardo Riedel, a destinação de uma Patrulha Mecanizada – Motoniveladora para a Associação dos Agricultores Familiares do Assentamento Mateira, em Paraíso das Águas. O pedido também foi encaminhado ao diretor-presidente da AGRAER, Fernando Luiz Nascimento.

Os vereadores Fio do Povo e Neife Vida fizeram a solicitação à deputada. Eles relataram a necessidade do equipamento para melhorar a infraestrutura rural e atender as demandas dos pequenos produtores da região.

De acordo com Mara Caseiro, o Assentamento Mateira tem na agricultura familiar sua principal fonte de renda e, nos últimos anos, os moradores têm desenvolvido iniciativas de turismo de base comunitária para ampliar as oportunidades econômicas. “A motoniveladora permitirá maior eficiência na manutenção das estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção, acesso às propriedades e circulação de visitantes”, afirmou a deputada.

A deputada destaca que o equipamento contribuirá diretamente para o fortalecimento da economia local, garantindo melhores condições para o trabalho dos assentados e impulsionando o desenvolvimento sustentável do município.

Fonte: Tavane Ferraresi/ALEMS

Revisão tarifária da Sanesul é concluída com aplicação escalonada, critérios de eficiência e ampliação da tarifa social

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Foto: Arquivo

A Agems (Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul) concluiu a 2ª Revisão Tarifária Ordinária dos serviços de água e esgotamento sanitário prestados pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) em 68 municípios sul-mato-grossenses. O processo, que passou por Consulta Pública e Audiência Pública em novembro, atualiza a estrutura tarifária, garante a modicidade das tarifas e assegura o reequilíbrio econômico-financeiro previsto em lei e nos contratos de programa.

Os estudos técnicos, auditorias e metodologia alinhada às melhores práticas regulatórias nacionais indicaram a necessidade de revisão da chamada Tarifa Média de Equilíbrio para R$ 6,77. É o valor necessário para garantir a prestação de serviço.

As análises indicaram também a necessidade de um Índice de Reposicionamento Tarifário de 22,13%. No entanto, a Agems considera a capacidade de pagamento do usuário, com isso, o IRT da revisão não será aplicado integralmente de imediato. O reposicionamento será dividido em dois anos, sendo: aplicação de 14,60% em 1 de janeiro de 2026, e de 7,52% em 1 de janeiro de 2027.

Assim, o escalonamento distribui o impacto ao longo de dois anos. O índice de 7,52% escalonado para 2027 está condicionado à conclusão da certificação final da Base de Ativos Regulatória (BAR) e da apuração do número de beneficiários da Tarifa Social, que passou por mudanças a partir da Lei Federal nº 14.898/2024.

“Significa que a Agems teve o cuidado de efetuar os estudos de revisão tarifária, considerando o Inventário da Base de Ativos, realizada pela Sanesul e que está em fase final de certificação e auditorias, e a concessão, de fato, da tarifa social que deve atingir de imediato, mais de 50 mil famílias, de acordo com a nova legislação federal”, explica a diretora Iara Marchioretto.

Os resultados foram homologados pela Portaria Agems nº 314/2025, publicada nesta quarta-feira (3), com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026.

Tarifa Social ampliada e com regras atualizadas

A revisão também considerou a análise, pela Agems, dos beneficiários do Cadastro Único com renda de até 0,5 salário-mínimo de média per capita. Um Termo de Cooperação Técnica assinado entre a Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) e a Agems estabeleceu a parceria para tratar das políticas públicas de forma transversal, e permite o compartilhamento, integração de dados e informações da tarifa social.

Por meio da análise dos dados das famílias, os estudos da Revisão Tarifária Ordinária Periódica concluíram que a Tarifa Social será ampliada para atender aos clientes da Sanesul que estejam na faixa de renda e inscritas no Cad.Único. Com a nova Tarifa Social, mais de 50,6 mil famílias poderão ser beneficiadas. Isso representa um volume médio de consumo de água de 894 milhões de litros por ano.

O desconto de 50% sobre o valor das tarifas até 15 metros cúbicos será automaticamente aplicado quando o consumidor se enquadrar entre as faixas de consumo entre 1 a 10 metros cúbicos e entre 11 a 15 metros cúbicos. Os clientes que já tinham o benefício da Tarifa Social permanecem com os mesmos descontos, sem necessidade de recadastramento. 

Já os clientes inscritos no Cad.Único que passarão a receber os descontos devem ficar atentos. É preciso manter os dados atualizados, combater os desperdícios, não cometer fraudes – como ligações indevidas ou clandestinas. 

Caso o cliente da Sanesul esteja sob risco de perda do desconto da tarifa social, poderá permanecer com o benefício por até três meses, e, caso o consumo mensal ultrapasse 15m³, a empresa emitirá aviso na conta de água. 

O desconto incide somente sobre a parcela do consumo de água e esgoto, a Tarifa Fixa – aquele valor que garante a disponibilidade do serviço – não recebe desconto. As novas regras para a concessão do benefício da Tarifa Social Residencial de Água e Esgoto também estão divulgadas no Diário Oficial desta quarta-feira (3), na Portaria AGEMS nº 315/2025.

Entenda a diferença: reajuste e revisão tarifária ordinária periódica

Os reajustes das tarifas são anuais, determinados nos Contratos de Programa, calculados pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor no Atacado), apurado pelo IBGE.

As datas-bases dos reajustes, estão previstas nos Contratos de Programa firmados entre a Sanesul e os municípios. Conforme os contratos, o reajuste é calculado pelo IPCA anual, no mês de março para Três Lagoas, e em abril para os demais municípios, aplicado em 1º de julho de cada ano, com publicação do reajuste 30 dias antes da entrada em vigor.

Já a Revisão Tarifária Ordinária Periódica ocorre a cada três anos, em que é reavaliada toda a estrutura de custos e investimentos em água e esgoto, dos municípios atendidos pela Sanesul. 

A 2ª Revisão Tarifária Ordinária incorpora o inventário patrimonial da Sanesul realizado em todos os municípios regulados. Essa base de ativos são os bens essenciais à operação, os escritórios de atendimento, estruturas de laboratórios e todos os investimentos realizados, que são necessários ao fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário. 

A certificação final da base de ativos pela Agems continua em andamento. Sobre a BAR, é aplicada a remuneração dos investimentos realizados e em operação, que forem adquiridos ou construídos com recursos de terceiros, como empréstimos e financiamentos. Sobre a BAR incide, inclusive, a depreciação.

Custos – Os custos de operação e manutenção da prestação dos serviços de água e esgoto representam 45% da receita requerida. Energia elétrica, materiais e tratamento, contraprestação da Parceria Público-Privada, pessoal, entre outros são parte desses custos.

Fonte: Comunicação Agems

Nota de falecimento de Isaura Rodrigues Machado

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa quarta-feira, dia 3 de dezembro, no Hospital Regional, em Amambai, de Isaura Rodrigues Machado, de 86 anos.

Seu corpo está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta quinta-feira (4), às 7h30 da manhã, no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Vida Amambai- Fone: 3481-1922

Mara Caseiro solicita reparos urgentes na MS-386 entre Japorã e Iguatemi

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Foto: Victor Chileno

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) fez indicação ao governador Eduardo Riedel solicitando, em caráter de urgência, a realização de reparos e intervenções estruturais na MS-386, no trecho que liga os municípios de Japorã a Iguatemi. O pedido também foi encaminhado ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, e ao diretor-presidente da AGESUL, Mauro Azambuja Rondon Flores.

A demanda atende solicitação do vereador Gabriel José Klasmann, de Japorã, que alertou sobre as condições críticas do pavimento e os riscos à segurança dos motoristas que utilizam a rodovia diariamente.

Inaugurada em maio de 2024, a pavimentação da MS-386 recebeu mais de R$ 68,5 milhões em investimentos do Governo do Estado, contemplando aproximadamente 40 quilômetros de asfalto e a construção de quatro pontes de concreto. A obra é considerada estratégica para a região, pois facilita o escoamento da produção agrícola e encurta o deslocamento entre os municípios.

Entretanto, o trecho já apresenta diversos buracos, fissuras e deformações que vêm se agravando, prejudicando a trafegabilidade e colocando em risco quem depende da via. A deputada destaca que a situação exige intervenção imediata para evitar danos maiores e a deterioração total da rodovia.

Mara Caseiro também defende que a empresa responsável pela obra seja notificada para adotar as providências cabíveis e realizar, com urgência, os reparos estruturais nos pontos mais comprometidos. “Garantir boas condições de mobilidade e segurança viária é fundamental para o desenvolvimento econômico da região, impactando diretamente o transporte de produtos, o deslocamento de moradores e o crescimento local”, destacou a deputada.

Fonte: Tavane Ferraresi/ALEMS

Natal com Afeto 2025 terá acendimento das luzes nos distritos de Caarapó nesta quinta-feira (4)

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Prefeita Maria Lurdes Portugal e o presidente da Câmara, João Paulo do Dinho. Foto: Reprodução

Redação

A Prefeitura de Caarapó promove o Natal com Afeto nos distritos do município nesta quinta-feira, dia 4. A prefeita Maria Lurdes Portugal anunciou em suas redes sociais que o evento marca o acendimento oficial das luzes natalinas, em uma noite dedicada à união, à esperança e ao clima festivo que envolve o período.

Durante o anúncio, a prefeita destacou que o Natal com Afeto nos distritos está sendo realizado a partir de uma indicação do presidente da Câmara Municipal, João Paulo do Dinho. O vereador, por sua vez, agradeceu pelo atendimento da solicitação e ressaltou a alegria em ver o evento acontecer pela primeira vez nos distritos.

A programação será dividida em dois momentos: em Cristalina, o acendimento das luzes está marcado para as 18h30; logo depois, às 20h, a celebração segue para Nova América. As atividades acontecerão nas praças centrais de cada distrito.

A prefeita Maria Lurdes também anunciou que haverá a chegada do Papai Noel. “Venham todas as famílias, juntamente com as crianças, para participar desse momento de alegria”, complementou.

Fonte: Grupo A Gazeta

Senado: Substitutivo do Antifacção prevê R$ 30 bi por ano contra crime

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© EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO

O relator do projeto de lei (PL) Antifacção do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou, nesta quinta-feira (3), um substitutivo ao texto que veio da Câmara dos Deputados. Nele, Vieira prevê a criação de um imposto sob as bets para financiar o combate às facções com cerca de R$ 30 bilhões por ano.

“Esse dinheiro é para ser investido em inteligência, integração e infraestrutura de presídios porque a consequência dessa legislação que nós estamos votando, e que responde à vontade dos brasileiros, vai ser o aumento significativo do número de presos. Se eu não tiver investimento adequado, eu vou estar criando um problema e não uma solução”, justificou Vieira à imprensa nesta manhã.

O substitutivo do Senado ao PL 5582 de 2025 deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que incluiu o tema na pauta desta quarta-feira (3). Cabe pedido de vista. Como o texto foi alterado no Senado, ele deve voltar para Câmara para nova apreciação.

Na avaliação do relator do Senado, ao aumentar os recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o texto encerra a disputa do Executivo com o relatório anterior da Câmara, escrito pelo secretário de segurança de São Paulo, deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

A disputa se dava porque o texto da Câmara previa a divisão dos recursos e patrimônios apreendidos do crime organizado entre os estados e a União, reduzindo os recursos que hoje estão na mão do Executivo federal.  

Organizações “ultraviolentas”

A proposta de Vieira, ao mesmo tempo, rejeita a criação de uma lei autônoma chamada de “organizações criminosas ultraviolentas” prevista no texto que veio da Câmara.

A inovação foi alvo de críticas do governo federal e de especialistas que previam que essa nova classificação poderia dificultar o enquadramento das facções por conter conceitos genéricos.

“Reformulamos o dispositivo de favorecimento do crime de facção, aproveitando a redação da Câmara, mas restringindo os tipos a fim de eliminar controvérsias interpretativas”, justificou Vieira.

O substitutivo do Senado prevê o crime específico de facção criminosa dentro da Lei de Organizações Criminosas, classificando grupos que atuam com controle territorial por meio da violência, coação e ameaça. A pena para o crime de facção vai de 15 a 30 anos de reclusão.

Milícias privadas equiparadas a facções

O substitutivo do Senado também incluiu dispositivo expresso que equipara a milícia privada a facção criminosa. “A milícia privada também será considerada organização criminosa para todos os fins legais”, escreveu o relator.

Ao mesmo tempo, o relator aumento penas para crimes de homicídio, lesão, roubo, ameaça, extorsão e estelionato “quando praticados por integrantes de facções criminosas ou milícias privadas”.

Fundos da segurança pública

O substitutivo do relator prevê ainda que o governo federal tem 180 dias para propor uma reestruturação dos fundos existentes.

“A gente identificou sobreposição, desperdício e empossamento [de recursos]. O Brasil, e não é só na segurança pública, em várias áreas, ele não sofre de falta de dinheiro, ele sofre de uma má alocação desse dinheiro”, completou.

O substitutivo apresentado hoje ainda altera a gestão do Fundo Nacional da Segurança Pública (FNSP), com uma paridade na indicação dos membros do FNSP entre União e estados e Distrito Federal.

“Nós temos já uma sugestão partilha de, pelo menos, 60% desse valor investido nos estados. O Fundo Nacional de Segurança passa a ter uma composição mais paritária, a gente traz cinco representantes dos estados, as cinco regiões estarão representadas, discutindo a aplicação desse recurso, mas dentro de limites claros da lei”, afirmou Vieira.

Atualmente, o FNSP é composto por sete integrantes indicados pela União e dois indicados pelos estados.

Tribunal do Juri

O relatório apresentado no Senado ainda manteve a previsão de julgamento por meio de tribunal do júri nos casos de crimes contra a vida praticado por membro de facção. O texto da Câmara afastou a competência do tribunal do júri alegando que esses jurados estariam mais sujeitos à pressão dessas organizações.

Alessandro Vieira, por outro lado, defendeu que o julgamento de crimes contra a vida por tribunais do júri é uma determinação constitucional, não podendo ser alteradas por projeto de lei.

Em contrapartida, inseriu novos mecanismos para proteção dos “jurados na hipótese de julgamento de crimes praticados por integrantes de milícias e facções”.

Vieira também excluiu trechos do projeto aprovado na Câmara que proíbem o uso do auxílio-reclusão e restringem o direito ao voto de membros de facções ou milícias, “considerando seu status constitucional, insuscetível de alteração por lei ordinária”.

Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Festa de Santa Luzia reúne comunidade na Vila Limeira neste domingo (7) em Amambai

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Capela Santa Luzia. Foto: Arquivo

Redação

A Capela Santa Luzia, na Vila Limeira, em Amambai, promove no domingo, dia 7, a tradicional Festa de Santa Luzia, reunindo fiéis e moradores em uma ocasião de fé e confraternização.

A Missa com Benção dos Olhos inicia a programação às 9h30, momento que marca a devoção à santa protetora da visão. Após a celebração religiosa, a comunidade poderá participar da quermesse com oferta de salgados, doces e brinquedos.

O evento também contará com almoço com churrasco, música ao vivo e um show de prêmios. Serão distribuídos R$ 10 mil em dinheiro, divididos entre cinco ganhadores.

As cartelas custam R$ 35,00 e dão direito a concorrer aos valores: R$ 5.000,00 para o primeiro prêmio, R$ 2.500,00 para o segundo, R$ 1.500,00 para o terceiro, R$ 600,00 para o quarto e R$ 400,00 para o quinto.

A festa é organizada pela Comunidade Santa Luzia e integra o calendário paroquial da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, fortalecendo a participação popular e a tradição religiosa no município.

Festa de Santa Luzia reúne comunidade na Vila Limeira neste domingo (7) em Amambai
Foto: Divulgação

Fonte: Grupo A Gazeta

Gilmar Mendes decide que apenas PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

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Ministro Gilmar Mendes. — Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (3) que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode denunciar ministros da Corte ao Senado por eventuais crimes de responsabilidade — motivo que pode levar ao impeachment.

Conforme a decisão, “somente o Procurador-Geral da República pode formular denúncia em face de membros do Poder Judiciário pela prática de crimes de responsabilidade”. Antes, a lei permitia que essa fosse uma prerrogativa de “todo cidadão”.

“A intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação firme e independente”, diz Gilmar Mendes, na decisão.
Segundo o ministro, isso se justifica porque, “os juízes, temendo represálias, podem se ver pressionados a adotar posturas mais alinhadas aos interesses políticos momentâneos, em vez de garantirem a interpretação imparcial da Constituição e a preservação dos direitos fundamentais”.

Na prática, isso promove uma trava a pedidos de abertura de processos contra ministros do Supremo.

A decisão foi tomada pelo ministro de forma monocrática (sozinho), e ainda precisa ser referendada pelos demais ministros da Corte.

A decisão restringe a atuação política e parlamentar contra ministros do STF. Deputados e senadores não podem mais formalizar denúncias contra ministros. Ainda cabe aos senadores, porém, julgá-los.

A norma também prevê que o entendimento dos ministros sobre algum processo específico não pode ser argumento para alegar que houve crime de responsabilidade (entenda mais abaixo).

Decisão sobre a Lei do Impeachment

Não existe previsão constitucional de impeachment de ministro do STF. No entanto, a Constituição Federal diz que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade.

🔎São exemplos de crimes de responsabilidade: proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa; exercer atividade político-partidária; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções.

🔎As punições previstas são a perda do cargo, e a inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública.

Tais crimes são definidos na chamada Lei do Impeachment. Antes, a norma previa que qualquer cidadão, parlamentar ou não, poderia denunciar os ministros do Supremo e o Procurador Geral da República, por eventuais crimes de responsabilidade que cometerem.

Mas, com a decisão de Gilmar Mendes, esse artigo que prevê o pedido de abertura de impeachment por qualquer pessoa fica suspenso.

Segundo apurou o blog, o entendimento é que a regra permitia que qualquer pessoa fizesse apresentação de denúncias motivadas por interesses político-partidários, sem rigor técnico, ou por simples divergência das decisões do tribunal.

“É isso que sucede quando se admite, facilmente, o início de um processo para apuração de crime de responsabilidade de membros do Poder Judiciário. Aquilo que era para ser um instrumento legítimo e excepcional de responsabilização, passa a ser utilizado como ferramenta de intimidação e mitigação das garantias judiciais, submetendo os membros do Poder Judiciário à aprovação de caráter político”, diz a decisão.

O impeachment contra um ministro é um instrumento excepcional, por isso, a prerrogativa de denunciar caberia apenas ao procurador-geral da República, no entendimento de Gilmar Mendes.

Outras regras

A decisão do ministro responde a dois processos, movidos pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que tratam sobre o mesmo tema: artigos específicos da Lei do Impeachment.

A decisão também altera o quórum para a abertura de um processo. Gilmar Mendes alterou o trecho que previa maioria simples (metade mais um), e decidiu que as decisões sobre o tema devem ser tomadas em maioria qualificada: ter aprovação de dois terços do total de senadores.

Também ficou decidido que o teor das decisões judiciais, ou seja, o entendimento dos ministros sobre algum caso, não pode ser usado como argumento em um processo para apurar eventual crime de responsabilidade.

Em outras palavras, um juiz pode tomar decisões que gerem discordância. Mas o mérito (conteúdo jurídico da decisão) não pode ser usado como base para acusá-lo de crime de responsabilidade.

Além disso, em caso de absolvição em um processo por crime de responsabilidade, não há mais garantia automática de que ele retornará às funções e receberá o salário referente ao período em que esteve fora do cargo, algo que estava previsto na lei.

Fonte: Camila Bomfim e Ana Flávia Castro/g1

Governo de MS amplia orientações e apoio às mulheres vítimas de violência

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Foto: Bruno Rezende / Secom (arquivo)

Para padronizar o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar em Mato Grosso do Sul, pelos servidores da Polícia Civil, o Governo do Estado normatizou as orientações que devem ser oferecidas para o registro de ocorrências, pedido de medidas protetivas de urgência e acesso à rede de apoio. Todos os serviços devem chegar às mulheres que precisam de atendimento, independentemente do registro criminal.

A medida considera, entre outras coisas, o acordo de cooperação técnica firmado entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o TJMS (Tribunal de Justiça do Estado), para atendimento célere das medidas protetivas de urgência.

A adequação dos procedimentos no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica também leva em conta a importância da integração e do encaminhamento imediato e incondicional das vítimas à rede de atendimento e apoio psicossocial, jurídico e de saúde, mesmo que não haja registro formal de boletim de ocorrência ou pedido de medida protetiva.

A portartia normativa da DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil de MS), publicada hoje (3) no Diário Oficial do Estado, tornou obrigatória a orientação padronizada a ser prestada pelos policiais civis às vítimas de violência doméstica e familiar que buscarem auxílio.

A medida tem como objetivo formalizar as informações especialmente em relação ao pedido de medidas protetivas, sobre a rede de atendimento e apoio, que podem ser concedidos mesmo que não haja registro de ocorrência criminal.

Outra questão é que a solicitação de medida protetiva de urgência pode ser realizada de forma presencial nas delegacias de Polícia Civil ou pela internet no site https:// sistemas.tjms.jus.br/medidaProtetiva/.

Esta é mais uma ação do Governo do Estado para proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, que em setembro também ampliou o atendimento e a apuração de crimes de violência doméstica.

As medidas fortalecem todo o sistema de proteção às vítimas de violência doméstica, diante de um cenário preocupante de aumento dos índices de violência doméstica no Estado, conforme dados oficiais da Sejusp. Atualmente, a Polícia Civil registra uma média de 1.725 ocorrências por mês de violência doméstica no Estado.

Durante o ano, a Polícia Civil já registrou avanços significativos no enfrentamento à violência doméstica, com a criação de Grupos de Trabalho (GTs) na Delegacia-Geral para revisar procedimentos e eliminar demandas represadas. Desde o início do ano, foram analisados aproximadamente 6 mil boletins de ocorrência, que receberam os devidos encaminhamentos.

Além disso, novas tecnologias são implementadas para modernizar a gestão e aumentar a eficiência do atendimento, em Campo Grande e no interior do Estado.

Fonte: Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular

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Fotos: Rachid Waqued e Mireli Obando

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) deram início terça-feira (2) às tratativas para reorganizar e ampliar as ações de combate às adulterações de identificação veicular na Capital. A conversa foi conduzida durante visita institucional do delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio à sede do Detran-MS e às dependências da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados ao Trânsito (Deletran).

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Início das tratativas para integração

A reunião integrou representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Diretoria do Instituto de Criminalística, da Corregedoria de Trânsito (Cotra), da Delegacia de Trânsito (Deletran) e da presidência do Detran-MS, para alinhar possibilidades de reestruturação.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, a proposta discutida é a concentração das investigações de adulteração veicular na Deletran, permitindo que a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) mantenha foco exclusivo no combate direto ao furto e roubo. “Estamos iniciando conversas para reorganizar esse fluxo. A ideia é que a Deletran absorva integralmente esse tipo de apuração, garantindo maior eficácia e efetividade. A Defurv ficaria totalmente dedicada ao enfrentamento às quadrilhas que furtam e roubam veículos”, explicou.

O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, reforçou que o encontro está alinhado à gestão estratégica com foco nos resultados. “Será mais uma integração entre o Detran e a Sejusp, como temos feito com as Agências Integradas. A orientação do nosso secretário de Justiça e Segurança Pública, é trabalhar para ativar um núcleo especializado voltado ao combate e à identificação de veículos adulterados. Estamos avaliando melhorias de processo, ampliação de equipe e otimização de espaços, sempre visando mais agilidade e menos burocracia para o cidadão”, destacou.

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Titular da Deletran, Dr. Guilherme Rocha

Para o delegado titular da Deletran, Guilherme Rocha, a centralização das atribuições tende a resolver um cenário que antes gerava divisão entre unidades. “Está vindo uma nova diretriz da Sejusp para que as atribuições da Deletran sejam ampliadas, de modo que a gente investigue todas as adulterações de sinal identificador de veículos que aconteçam na Capital. Isso inclui veículos abordados com placa trocada ou chassi raspado, suprimido ou alterado. Antes, essa atribuição era dividida de forma entre a Defurv e a Deletran”, pontuou.

A Coordenadoria-Geral de Perícias também participa da construção da proposta. O diretor do Instituto de Criminalística, Emerson Lopes dos Reis, destacou os ganhos operacionais que podem ser alcançados. “A proximidade entre perícia e delegacia especializada reduz custos, encurta deslocamentos e dá mais agilidade às investigações. A proximidade com a delegacia que vai tocar esses inquéritos é salutar. A agilidade nas perícias será maior, porque serão feitas diretamente aqui, mais próximas do órgão que identificou a possível adulteração”, afirmou.

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
Conhecendo as instalações do Detran

Com o aumento previsto das atribuições, a Polícia Civil avalia o reforço de efetivo e ampliação das estruturas físicas, especialmente com a chegada de novos servidores a partir do concurso em andamento. “Estamos projetando 2026 como um ano de fortalecimento das unidades, incluindo a Deletran, que poderá receber maior demanda caso a reestruturação avance”, completou o delegado-geral.

As equipes seguirão nos próximos dias com os estudos técnicos, alinhamentos internos e análise das adequações necessárias. Após essa etapa, os órgãos envolvidos devem formalizar os encaminhamentos para oficializar a integração.

Fonte: Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

‘Cada hectare importa’, diz secretário ao citar redução de área queimada no Pantanal durante Seminário do MIF

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Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

 Ao lembrar que Mato Grosso do Sul foi pioneiro na elaboração e execução do Manejo Integrado do Fogo (MIF), que depois se tornou lei federal, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, disse que as pessoas podem estranhar quando o Governo amplia esforços mesmo tendo reduzido drasticamente a área queimada com incêndios florestais nos últimos anos.

“Quando em um ano se registra 2,8 milhões de hectares queimados e, no ano seguinte, ‘apenas’ 400 mil, há quem ache pouco. Não pode ser assim: cada hectare importa. Incêndio é um problema permanente: não existe mais ‘época de emergência’. Temos que estar preparados para agir e trabalhar na prevenção durante os doze meses do ano”, disse o secretário, na tarde dessa terça-feira (2), durante o 6° Seminário de Manejo Integrado do Fogo que acontece no Auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

O Seminário tem como tema “Elaboração Técnica em Mato Grosso do Sul” e está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Imasul no Youtube. O objetivo principal do evento, conforme descreveu o assessor bombeiro militar da Semadesc e presidente do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de Mato Grosso do Sul, tenente coronel BM Leonardo Congro, “é a mitigação do risco de grandes incêndios”.

As atividades começaram pela manhã, porém a solenidade de abertura aconteceu à tarde, com as presenças do secretário Jaime Verruck, do diretor-presidente do Imasul, André Borges; Tenente Coronel José Carlos Rodrigues, comandante da PMA; representantes de Organizações Não-Governamentais, pesquisadores e demais convidados.

Para o diretor-presidente do Imasul, o seminário simboliza o avanço do Estado na gestão integrada do fogo. “Mato Grosso do Sul avançou muito na governança ambiental do fogo. Trabalhamos com planejamento, ciência e integração entre instituições. O manejo integrado é uma ferramenta que salva vidas, protege nossos biomas e fortalece a prevenção. Este seminário reafirma nosso compromisso com uma política moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais.”

Borges lembrou que o Estado iniciou há quatro anos um movimento estruturado para fortalecer as unidades de conservação como polos de pesquisa aplicada ao manejo do fogo.

“Precisávamos apoiar a pesquisa para orientar o uso adequado do fogo, transformando-o em um aliado, como explicou o professor Geraldo. Esse também é um papel essencial das unidades de conservação: entregar conhecimento qualificado para a sociedade. Fico extremamente feliz em receber os resultados deste trabalho e já adianto que vamos dar continuidade ao projeto, por meio de um novo convênio, ampliando ainda mais o conhecimento sobre nossos biomas.”

Unidades de Conservação como eixo estratégico

Logo após a as falas das autoridades, o pesquisador da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), professor Geraldo Damasceno, apresentou o PMIF (Plano de Manejo Integrado do Fogo) do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. “A elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo do Pantanal foi um dos principais resultados desse esforço coletivo. Ele orienta ações de prevenção, preparação e resposta, reconhecendo a complexidade do bioma e a necessidade de soluções integradas”, disse o professor.

Segundo ele, o trabalho com o Imasul tem sido muito profícuo. “O Pantanal é um sistema único, que exige um olhar particular. No imaginário popular, fogo e brejo são associados a algo negativo, mas no Pantanal esses elementos coexistem e estruturam o bioma. O desafio é entender essa dinâmica, porque o fogo em áreas alagáveis se comporta de maneira muito diferente de outros ambientes”, ressaltou.

O gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, ressaltou que o PMIF eleva o planejamento territorial e a conservação ambiental.

“O Plano de Manejo Integrado do Fogo permite pensar o território de forma sistêmica, considerando ecossistemas, práticas culturais e necessidades das comunidades. Para as unidades de conservação, o MIF é decisivo para reduzir riscos, qualificar intervenções e preservar áreas sensíveis. Nosso objetivo é que essa política seja cada vez mais participativa e tecnicamente robusta.”

Marco regulatório

Com a nova regulamentação, o PMIF se consolida como instrumento obrigatório para: qualificar o uso do fogo; garantir segurança jurídica às práticas autorizadas; integrar aspectos ecológicos, culturais e socioeconômicos.

A queima prescrita passa a ter regras claras, podendo ser licenciada individualmente ou integrada ao PMIF. Para áreas de até 10 hectares destinadas à capacitação de equipes habilitadas, o licenciamento será isento de taxas e simplificado, desde que previamente registrado. Essas medidas fortalecem a prevenção, reduzem danos ambientais e ampliam a capacidade de resposta das instituições.

Referência nacional

Mato Grosso do Sul se tornou referência ao implementar, ainda em 2021, o Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (PEMIF), instituído pelo Decreto nº 15.654/2021. O Estado já operava com diretrizes semelhantes às previstas na Política Nacional de MIF, sancionada posteriormente.

As práticas incluem queimadas controladas e prescritas, todas sujeitas à autorização do Imasul, reforçando: controle ambiental; segurança operacional; proteção dos ecossistemas.

Fonte: João Prestes, Comunicação Semadesc, e Gustavo Escobar, Comunicação Imasul

FCO aprova montante recorde de R$ 3,1 bilhões para 2026 e fortalece o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul

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Fotos: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) terá, em 2026, o maior volume de recursos da história destinado a Mato Grosso do Sul: R$ 3,1 bilhões. A programação foi aprovada terça-feira (2), durante a 25ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), em Brasília.

O encontro contou com a participação presencial do vice-governador Barbosinha, que representou o governador Eduardo Riedel, e do coordenador de Competitividade Empresarial da Semadesc, Augusto de Castro. O secretário Jaime Verruck acompanhou a reunião de forma online.

Do total aprovado, metade do montante será direcionada ao setor empresarial, englobando indústria, comércio, serviços e turismo. A outra metade, destinada às atividades rurais do Estado.

Segundo o secretário Jaime Verruck, a divisão equilibra o atendimento às demandas de quem produz e fortalece uma agenda de desenvolvimento que valoriza tanto o campo quanto os segmentos urbanos da economia. Ele destacou que o FCO já aplicou mais de R$ 2,7 bilhões em 2025 e continuará sendo decisivo para financiar projetos produtivos em todo o território sul-mato-grossense.

O secretário ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul entra em 2026 com capacidade ampliada de investimento e com regras atualizadas para fortalecer setores estratégicos. Para a área rural, permanece uma taxa de juros competitiva, em torno de 8,5% ao ano. No setor empresarial, porém, as taxas podem chegar a até 16% e seguem sendo motivo de reivindicação para redução.

“O governador Eduardo Riedel e o vice-governador Barbosinha têm defendido com firmeza a necessidade de reduzir os juros empresariais ou, preferencialmente, equalizá-los às taxas rurais. Esse é um ponto essencial para manter o ritmo de expansão da nossa indústria e dos serviços”, afirmou.

FCO aprova montante recorde de R$ 3,1 bilhões para 2026 e fortalece o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul

Entre as deliberações aprovadas pelo Condel, está a ampliação do prazo de financiamento para armazenagem, uma demanda histórica de Mato Grosso do Sul. O período passa a ser de até 15 anos, com 5 anos de carência, medida que busca acelerar a expansão de estruturas e reduzir o déficit identificado em estudos técnicos.

Também foi aprovada a redução do valor mínimo para que empreendimentos possam acessar recursos do FDCO: de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões, ampliando o alcance da linha.

Outro destaque é o reforço ao microcrédito produtivo orientado, que terá mais de R$ 1,5 bilhão para micro e pequenas empresas, urbanas e rurais. O secretário lembrou que esse conjunto de instrumentos se soma às linhas já consolidadas, como FCO Mulher, FCO Sustentabilidade e FCO Verde, esta última essencial para a recuperação de pastagens degradadas no Estado.

Com a definição das diretrizes, Mato Grosso do Sul se prepara para operar, em 2026, um volume histórico de financiamento.

“O importante é que os recursos estejam disponíveis e sejam efetivamente aplicados. Nosso compromisso, junto ao Conselho Deliberativo Estadual, é garantir que 100% desse montante chegue ao produtor, ao empresário e às iniciativas que impulsionam a economia sul-mato-grossense”, concluiu Jaime Verruck.

Fonte: Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc

Proprietários de veículos em MS tem até o dia 5 de janeiro para garantir desconto de 15% no IPVA

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Proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul têm até o dia 5 de janeiro de 2026 para garantir o desconto de 15% para o pagamento à vista do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Os boletos começaram ontem (2) a ser distribuídos pelos Correios aos proprietários de cerca de 870 mil veículos e também estão disponíveis online.

O Governo do Estado manteve o desconto de 15% para pagamento à vista, segundo maior desconto do país. A média praticada pelos estados varia de 3% a 10%.

O benefício foi oficializado em decreto publicado no dia 12 de novembro no Diário Oficial do Estado, que também estabelece o calendário de pagamento do IPVA 2026, fixando o vencimento da cota única e da primeira parcela para o dia 5 de janeiro de 2026.

A política adotada em Mato Grosso do Sul beneficia diretamente os contribuintes que optam pela quitação antecipada, gerando economia imediata e reduzindo os índices de inadimplência.

Já para quem optar pelo parcelamento, as datas de vencimento foram fixadas em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 29 de maio de 2026. O valor mínimo de cada parcela será de R$ 30,00 para motocicletas e R$ 55,00 para os demais veículos.

Além do desconto expressivo, o Estado mantém uma série de isenções e reduções de base de cálculo que consolidam sua política tributária como uma das mais abrangentes do país. Entre os benefícios, estão:

  • Imunidades para veículos oficiais, entidades sociais, autarquias, fundações e templos de qualquer culto;
  • Isenções para tratores e máquinas agrícolas, aeronaves de uso agrícola, embarcações de pescadores profissionais, táxis, mototáxis, ambulâncias, veículos de bombeiros e diplomáticos, além de veículos com mais de 15 anos;
  • Desconto de 60% para Pessoas com Deficiência (PCD) e redução de alíquota para frotistas com 30 ou mais veículos;
  • Isenção total para veículos movidos a GNV, em estímulo às práticas sustentáveis;
  • Não incidência do imposto em casos de furto, roubo, perda total ou apropriação indébita.

O Governo também publicou em novembro o Decreto nº 16.693, que mantém a redução das alíquotas do IPVA para veículos de carga, transporte coletivo e utilitários, garantindo competitividade ao setor e equilíbrio às atividades produtivas.

A medida preserva os percentuais diferenciados de tributação, com redução de até 50% na base de cálculo para caminhões, ônibus e motorhomes, entre outras categorias.

O contribuinte pode acessar o boleto através do portal da Sefaz (www.sefaz.ms.gov.br), o que garante comodidade e agilidade.

Comunicação Sefaz
Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Imóveis menores redefinem o design: funcionalidade vira prioridade nas casas brasileiras

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(Crédito: sommart / iStock)

Com a tendência de imóveis cada vez menores no Brasil, o design de interiores está se adaptando para atender não apenas ao estilo, mas também à economia dos lares.

Um levantamento publicado pelo Jornal da USP indica que a metragem média dos imóveis financiados caiu 12,75% desde 2018. Esses dados apontam para uma mudança clara na demanda habitacional.

Além disso, segundo estudo da DataZap, unidade de inteligência imobiliária da OLX, o perfil mais desejado de moradia no país é entre 61 m² e 90 m², especialmente apartamentos de dois a três dormitórios. Esse viés reflete como compradores procuram imóveis menores, mas bem distribuídos, em vez de grandes metragens.

Diante desse cenário, profissionais de arquitetura e design apontam para uma crescente valorização de soluções que maximizam cada centímetro. Segundo a Vobi Design, o uso de móveis multifuncionais, prateleiras altas e marcenaria sob medida permite que ambientes reduzidos permaneçam funcionais e confortáveis.

No mesmo sentido, a arquitetura contemporânea privilegia ambientes integrados, como sala e cozinha abertas, para gerar amplitude visual e economia espacial.

Em apartamentos compactos, a circulação é um desafio constante, e o layout precisa ser repensado para garantir fluidez e praticidade. Um bom exemplo de solução inteligente é o uso de marcenaria sob medida para criar um mobiliário que se adapta aos nichos disponíveis.

Em um estúdio de apenas 47 m², em Porto Alegre, arquitetas projetaram uma estante que serve tanto à sala quanto ao quarto, ao mesmo tempo que mantém os corredores livres.

Quando se trata de mobiliário essencial, alguns itens ganham nova relevância pelo seu projeto e pela sua função. No contexto de imóveis pequenos, um guarda roupa de casal pode combinar funcionalidade e economia de espaço.

Modelos com portas de correr ou espelhadas evitam ocupar metros preciosos e ainda ajudam a refletir luz, ampliando visualmente o ambiente. Além disso, compartimentos internos bem planejados, gavetas, prateleiras e cabideiros permitem organizar roupas e acessórios sem sacrificar a circulação.

A vantagem econômica de optar por móveis planejados está no fato de evitar reformas futuras desnecessárias e maximizar o uso útil do imóvel. Em lares restritos, cada peça precisa justificar seu espaço, e investir em soluções sob medida, muitas vezes, traz melhor retorno do que mobiliar com peças genéricas mal adaptadas.

Apesar do tamanho reduzido, a estética não fica de lado. A valorização da paleta de cores neutras, o uso de espelhos e a escolha de materiais que unificam os ambientes ajudam a criar sensação de amplitude. A estratégia arquitetônica também incentiva o desapego e prioriza a simplicidade: menos itens, mais funções.

A combinação de funcionalidade e praticidade, impulsionada pelo encolhimento das plantas imobiliárias, redefine o design de interiores. As escolhas passam a ser motivadas tanto pelo espaço físico quanto pelo orçamento, aproveitando soluções como móveis sob medida e layouts integrados para tornar a casa eficiente, confortável e estética.

A adaptação a imóveis menores não é apenas uma tendência, mas uma resposta concreta ao novo perfil habitacional brasileiro.

Fonte: Divulgação