“Nós falamos sobre pesquisa, sobre seguro agrícola e sobre as atividades de extensão rural" - Foto: Agencia Brasil
A aprovação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 trouxe novos parâmetros para áreas consideradas essenciais ao funcionamento do campo. A Comissão Mista de Orçamento avalizou o texto com ajustes que reforçam a estabilidade dos recursos vinculados a ações estratégicas do setor produtivo, ampliando a segurança sobre a execução das políticas previstas.
A Frente Parlamentar da Agropecuária garantiu, por meio de emendas, a inclusão de mecanismos que impedem contingenciamentos nas verbas destinadas ao seguro rural, à pesquisa e à extensão rural. A medida foi construída com apoio de entidades como OCB e CNA e busca assegurar que os valores definidos no orçamento permaneçam protegidos durante o ano fiscal, sem risco de bloqueios administrativos.
O vice-presidente da FPA na Câmara, Arnaldo Jardim, afirmou que a proposta preserva áreas consideradas centrais para o desenvolvimento do agro ao impedir cortes posteriores. Ele destacou que a preservação dos recursos voltados ao seguro, à pesquisa e ao trabalho de extensão representa resultado direto das emendas apresentadas pela bancada, garantindo continuidade a programas identificados como essenciais para a produtividade no país.
“Nós falamos sobre pesquisa, sobre seguro agrícola e sobre as atividades de extensão rural. E conseguimos, está garantido agora, foram acatadas as emendas que eu e outros parlamentares apresentamos em nome da FPA, com apoio de entidades como a OCG e a CNA, e não poderão ser contingenciados recursos destinados ao seguro, à pesquisa e ao apoio à extensão rural. Grande vitória no setor agro”, conclui ele.
Frei Gilson vai estar em Dourados em missa e show na manhã deste domingo - Crédito: Divulgação
Um dos religiosos mais populares do Brasil na atualidade vai estar em Dourados neste domingo (7 de dezembro). Frei Gilson é sacerdote católico e cantor e se tornou conhecido por liderar o ministério Som do Monte, cujo objetivo é transmitir mensagens religiosas através da música.
´Eu Te Levantarei´ é, por enquanto, seu maior sucesso musical, ao mesmo tempo em que sua projeção nas redes sociais fez do frade um enorme arrastador de multidões para suas apresentações.
E é o que deve ocorrer neste final de semana em Dourados, mais especificamente na madrugada de sábado para domingo, no Santuário Diocesano da Vila São Pedro. Segundo os organizadores, o evento “promete emocionar os fieis com música e espiritualidade”, numa manhã de domingo dedicada à fé.
Os portões do Santuário da Vila São Pedro serão abertos às 3 e meia da madrugada, reforçando que é mesmo na madrugada de domingo. Haverá praça de alimentação no local.
De acordo com padre Rubens, pároco da catedral de Dourados, a programação será iniciada às 7 horas de domingo, com a co-celebração da missa entre Frei Gilson e o bispo diocesano dom Henrique. A previsão é que o show de Frei Gilson vai começar por volta das 9 horas e deve ter duas horas de duração.
O evento é gratuito, mas se pede que as pessoas levem ao menos um quilo de alimento não perecível.
COMEMORAÇÕES
Esta vinda de Frei Gilson a Dourados celebra os 90 anos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, cujo dia anual é comemorado em 8 de dezembro (segunda-feira próxima).
Ao mesmo tempo, festeja os 100 anos da vinda da imagem da santa da França para o Brasil.
VEÍCULOS
A Polícia Rodoviária Federal está à frente da logística para circulação de veículos, junto com outros organismos de segurança do estado e do município.
O pároco da catedral reforça o pedido para que as pessoas sigam as regras já divulgadas e que os acessos ao Santuário estarão devidamente sinalizados para veículos, ônibus e pedestres.
Não será permitido acampar nem na área do Santuário e nem no acostamento da rodovia.
As pessoas podem levar sombrinhas pequenas (guarda-sol não pode) e cadeira pequena (tipo de praia, mas barraca e tenda não serão permitidas).
Recomendações: quem for de veículo particular, se possível, vá com a lotação de passageiros, dando carona a amigos e familiares. As áreas de estacionamento estarão devidamente sinalizadas.
É recomendável que as pessoas levem água e sanduíches frios para se alimentarem durante o evento.
TEMPERATURA
A previsão é que faça muito sol na manhã de domingo, com a mínima sendo de 23 graus centígrados e a máxima devendo chegar a 34 graus.
Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa bateu o terceiro recorde seguido e superou os 164 mil pontos, beneficiada pelo desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre. O dólar teve leve queda e continuou próximo dos R$ 5,30, num dia favorável a países emergentes.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (4) aos 164.456 pontos, com alta de 1,67%. Ações de petroleiras, mineradoras e de bancos puxaram os ganhos.
Apenas na primeira semana de dezembro, o indicador acumula avanço de 3,38%. Em 2025, a bolsa brasileira valoriza-se 36,72%.
O mercado de câmbio teve um dia estável. O dólar comercial encerrou a quinta vendido a R$ 5,31, com recuo de apenas 0,04%. A cotação chegou a cair para R$ 5,28 por volta das 11h20, mas reduziu o ritmo de queda durante a tarde.
A moeda estadunidense está no menor valor desde 14 de novembro, quando estava em R$ 5,29. A divisa cai 0,47% na primeira semana de dezembro e 14,08% no ano.
O dólar caiu perante as moedas de países emergentes. Mesmo com a alta das taxas dos títulos do Tesouro estadunidense durante a tarde, que reduziu a queda da moeda estadunidense, o câmbio fechou em baixa, próximo da estabilidade.
Em relação à bolsa, a notícia de que a economia brasileira cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre foi bem recebida. A forte desaceleração da atividade aumentou as chances de que o Banco Central (BC) comece a cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em janeiro.
Juros internos mais baixos favorecem a bolsa. Isso porque as taxas menores estimulam a migração de investimentos em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional, para o mercado de ações.
Após sucessivos adiamentos, a diretoria do Banco Central (BC) decidiu abandonar a criação de regras específicas para o Pix Parcelado. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (4), em Brasília, durante a reunião do Fórum Pix, comitê que reúne cerca de 300 participantes do sistema financeiro e da sociedade civil.
Além de desistir da regulação, o BC proibiu as instituições financeiras de utilizarem o nome Pix Parcelado. No entanto, termos similares – como Pix no crédito ou Parcele no Pix – continuam permitidos.
A modalidade, que funciona como uma linha de crédito com juros oferecida pelos bancos, já está disponível no mercado e seria regulamentada para aumentar a transparência aos usuários.
Falta de padronização
O Pix parcelado permite que o consumidor parcele um pagamento instantâneo, recebendo o valor integral no ato, enquanto o cliente arca com juros. Cada banco define livremente taxas, prazos, forma de cobrança e apresentação do produto. A ausência de uniformização, segundo especialistas, aumenta o risco de endividamento.
Apesar de nomes que sugerem semelhança com o parcelamento tradicional do cartão de crédito, a modalidade é um empréstimo que cobra juros desde o primeiro dia.
As taxas têm girado em torno de 5% ao mês, enquanto o Custo Efetivo Total (CET) chega a aproximadamente 8% mensais. A contratação costuma mostrar os custos apenas na etapa final. As regras sobre atrasos nem sempre são claras. Em muitos casos, o pagamento das parcelas aparece na fatura do cartão, embora o produto não seja um parcelamento tradicional.
Críticas
Em nota, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), que acompanhou a reunião do Fórum Pix, classificou como “inaceitável” a decisão do BC de não estabelecer padrões para operações de crédito associadas ao Pix. A entidade afirma que a ausência de regras cria um ambiente de “desordem regulatória”, favorece abusos e amplia o risco de superendividamento.
Segundo o Idec, mesmo com a proibição do nome Pix Parcelado, a mudança é meramente cosmética. “O consumidor continuará exposto a produtos de crédito heterogêneos, sem transparência mínima, sem salvaguardas obrigatórias e sem previsibilidade sobre juros ou procedimentos de cobrança”, afirma o texto.
O Idec avalia que o Banco Central “optou por não enfrentar um problema que já está em curso”, delegando ao mercado a responsabilidade pela autorregulação. Segundo o Idec, a falta de regulação tende a deixar famílias ainda mais vulneráveis.
O Idec destaca que, por estar associado à marca mais confiável do sistema financeiro brasileiro, o Pix parcelado tende a induzir decisões impulsivas. A entidade lembra que o Brasil já vive um cenário preocupante de superendividamento e que a modalidade pode agravar esse quadro ao misturar pagamento e crédito sem deixar claros os riscos.
“O Pix nasceu para democratizar pagamentos. Transformá-lo em porta de entrada para crédito desregulado coloca essa conquista em risco”, alerta a instituição, que promete continuar pressionando por regras que garantam padronização, segurança e transparência ao consumidor.
Fiscalização incerta
Embora o BC tenha vetado o uso das marcas Pix Parcelado e Pix Crédito, não há clareza sobre como o regulador fiscalizará a aplicação dessas diretrizes. Durante o Fórum Pix, representantes da autarquia informaram que acompanharão o desenvolvimento das soluções oferecidas pelos bancos, mas sem impor padrões específicos.
Para entidades de proteção ao consumidor, essa postura abre espaço para que produtos semelhantes funcionem de formas completamente distintas entre instituições, dificultando a comparação e aumentando a probabilidade de contratações inadequadas.
Ajustes
Nos últimos meses, a expectativa era de que o Banco Central publicasse regras para harmonizar a oferta da modalidade, determinando informações obrigatórias – como juros, IOF e critérios de cobrança – e estabelecendo padrões mínimos de transparência. Os adiamentos na regulação refletiam um impasse entre o BC e os bancos, que defendiam mudanças na proposta original da área técnica.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou ser favorável à existência de regras, mas negou ter pressionado o BC pela suspensão da regulamentação. A federação, entretanto, reconheceu ter pedido ajustes no texto em discussão e alegou que não havia urgência.
O governo federal vai instituir um grupo de trabalho (GT), coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, para formular propostas de regulação trabalhista para entregadores por aplicativo.
O grupo será composto também pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e representantes de organizações e entidades dos entregadores de todas as cinco regiões do país, além de representantes das centrais sindicais.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (4), pelo ministro Guilherme Boulos, que se reuniu com representantes destes trabalhadores.
Segundo o ministro, um dos principais objetivos da iniciativa é melhorar a remuneração desses entregadores.
“Hoje trabalham demais e ganham pouco”, sintetizou.
O grupo também deve propor algum seguro previdenciário para a categoria.
“O formato disso nós queremos discutir exatamente no grupo de trabalho para esses trabalhadores que hoje, se sofrem um acidente, estão a Deus dará, ninguém se responsabiliza”, disse Boulos.
O terceiro ponto de pauta envolve transparência das plataformas no uso dos algoritmos, que são as programações digitais das plataformas que definem questões como valor e distribuição das entregas a esses profissionais autônomos.
“Tanto os motoristas de Uber, como os entregadores de ifood, e aqui também vale para todas outras plataformas, esses trabalhadores hoje são comandados pelo algoritmo, que inclusive utilizam os seus dados, mas não há nenhuma transparência nesse algoritmo. E é uma demanda dos trabalhadores que haja essa transparência”, observou Boulos.
Serão convidados a participar das reuniões do grupo de trabalho representantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério da Saúde. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre Regulamentação dos Trabalhadores por App, por meio de seu presidente, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), e o relator do colegiado, deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), também serão chamados a contribuir com debate.
Nesse primeiro momento, segundo Boulos, o grupo tratará apenas das demandas dos entregadores por aplicativo, separando das pautas dos motoristas autônomos.
“Nós tomamos a definição de separar os entregadores motoqueiros de motoristas porque existem pautas específicas de cada um. Então, embora o projeto de lei que está em discussão na Câmara dos Deputados e que vai tramitar no Congresso Nacional, trate dos dois conjuntamente, aqui no governo do presidente de Lula nós estamos fazendo essa separação do debate”, explicou.
Nicolas dos Santos, representante da Aliança Nacional dos Empregadores por Aplicativos, espera que a criação do grupo possa destravar um debate que se arrasta há cerca de quatro anos.
“Foi promessa de campanha do atual presidente Lula e a gente espera que essa entrega seja realmente realizada. O debate no Congresso, ele não avança a contento, ele é como se as ruas dissessem, mas isso não fosse ouvido”, afirmou o trabalhador.
“A gente precisa ganhar bem, a gente precisa ter condição de acessar aquilo que é direito nosso, poder ter acesso a trabalho digno, moradia digna, condição de dar educação para os nossos filhos”, acrescentou.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência reconheceu que a maior dificuldade atual de regulamentação do trabalho dos empregadores é por resistência das plataformas, mas insistiu que é preciso garantir direitos fundamentais em um mercado de trabalho que mobiliza mais de 3 milhões de entregadores e motoristas autônomos, com nenhuma proteção social ou garantia remuneratória mínima.
“[As empresas] topam dialogar sobre transparência algorítmica e sobre algum grau de sistema previdenciário, mas não aceitam uma pauta essencial que é o piso remuneratório. Nós vamos chamar as empresas em reuniões oficiais para dialogar. Mas o nosso receio era que se as envolvesse no grupo de trabalho, elas buscassem ter uma trava e nós temos pouco tempo para poder viabilizar, e esses trabalhadores que querem urgência”, disse Boulos.
O GT terá duração de 60 dias, com possibilidade de ser prorrogado, se necessário.
Não é a primeira vez que o governo tenta avançar na pauta da categoria, sem sucesso. Ao longo de 2023, um outro grupo de trabalho, sobre coordenação do MTE, juntou representantes de plataformas e entregadores, mas não houve avanços.
Na Câmara, a comissão especial sobre o tema analisa o Projeto de Lei Complementar 152/25, que define normas para o funcionamento de serviços de transporte individual de passageiros e de entrega operados por plataformas digitais, como Uber, 99 e InDrive.
A 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, realizada nesta quinta-feira (4), reuniu representantes do governo federal, da sociedade civil organizada e do empresariado brasileiro, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Criado em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; extinto em 2019 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro; e reativado, em 2023, no atual governo de Lula, o órgão de participação social tem o objetivo de servir como um instrumento de diálogo plural para a formulação de políticas públicas e diretrizes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Brasil.
O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou a retomada do diálogo institucional com a sociedade civil.
“As políticas governamentais são construídas para atender às demandas da sociedade. Então, essa escuta é fundamental. Esse conselho é uma forma democrática de ouvir a sociedade, suas prioridades ouvir, suas demandas”, disse à Agência Brasil.
Metas estratégicas
Representantes do colegiado entregam ao presidente Lula o documento Pilares de um Projeto de Nação, que reúne metas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país.
As propostas foram construídas a partir de discussões realizadas nos últimos meses, nas comissões temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável.
A construção do documento se deu a partir da Estratégia Brasil 2050, coordenada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, com propostas de metas para uma década e ações mais concretas para os próximos cinco anos.
“Nas comissões, os conselheiros responderam à pergunta-guia: ‘Onde vai estar o Brasil daqui a dez anos’, sobre envelhecimento, os empregos no interior, o perfil das novas tecnologias afetando a empregabilidade. Foi um debate profundo”, explicou o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto.
Ele afirmou que as contribuições serão significativas para o futuro do país, a partir da diversidade. “Os diferentes estão aqui [no Conselhão], o que é uma riqueza. Porque, no Brasil em que as diferenças são disputadas a tapa, aqui a gente está provando que as diferenças são possíveis”, refletiu Olavo Noleto.
Debates públicos
Atualmente, o Conselhão conta com o quadro de 289 conselheiros. Pelo agro, o produtor de soja e algodão Eraí Maggi, reconheceu medidas praticadas pelo governo federal que beneficiaram o setor, como o desenvolvimento de biotecnologias, normatização para o uso de defensivos agrícolas seguros para os produtores, trabalhadores do campo e consumidores.
Ele destacou a ampliação do acesso ao crédito bancário aos produtores rurais, a partir de regras para os financiamentos bancários que beneficiaram toda nação.
“Teve financiamento de longo prazo – de 17 anos, com três anos de carência – para silo, trator e colheitadeira, para pulverizador, para tudo. Daí, o Brasil virou o que virou, com milhões de toneladas de produção, gerando empregos e exportando.”
Empresária Luiza Trajano comemorou avanços e criticou a alta de juros Foto: Ricardo Stuckert/PR
A empresária Luiza Trajano comemorou dois avanços do governo federal: a redução da taxa de desemprego ao menor patamar da série histórica (5,4%) e a recente regulação das bets.
“Vamos parar de falar mal do Brasil. Vamos destacar o que nós temos de bom e valorizar o que é nosso. E defendo e acredito profundamente no Brasil, nós temos absolutamente tudo para construir um 2026 mais forte, mais justo e soberano.”
Porém, Luiza Trajano criticou a alta de juros, que segundo ela atrapalha a atividade econômica. A empresária também convocou os empresários do Brasil a criarem um amplo movimento de educação de combate à violência contra as mulheres.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil tem motivos para ser positivo, sem esquecer dos desafios e gargalos na economia.
O ministro fez uma comparação com a “motosserra” adotada pela Argentina como símbolo para o ajuste fiscal e corte de gastos no país platino.
“Não precisamos de uma serra elétrica para corrigir os nossos desequilíbrios. Mas de uma chave de fenda. Se nos tirarem a chave de fenda, vai ser difícil parafusar com à mão. Mas, a gente, com diálogo, vai continuar prosperando”, afirmou Haddad.
O ministro ainda trouxe à reunião números sobre a taxa de emprego, a redução da taxa de informalidade, a alta da média salarial, redução recorde da desigualdade de renda e comentou a saída do Brasil do Mapa da Fome, acompanhada da redução da taxa de pobreza. Haddad prevê que a inflação será a menor da história.
Nina da Hora defendeu a soberania digital tecnológica do Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR
A cientista de computação e pesquisadora em Inteligência Artificial (I.A.) Nina da Hora defendeu a soberania digital tecnológica do Brasil, com investimentos em softwares nacionais e em soluções inovadoras desenvolvidas no país, bem como nas universidades públicas para geração de empregos no país. “Não se trata de um isolacionismo, nem de tecnofobia. Trata-se que a nossa soberania nacional se fortaleça também a partir de soluções.”
Outra conselheira, a vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP), Mônica Veloso, recordou conquistas dos trabalhadores, como a política permanente de valorização do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda que amplia a isenção dos tributos daqueles que ganham até R$ 5 mil por mês.
“Estamos falando de uma economia de cerca de 83% de um salário, o que é, praticamente, um 14° salário a mais. Serão 28 bilhões a mais de recursos nas mãos dos trabalhadores. Isso significa renda, consumo e mais empregos”.
Com isso, a sindicalista lista que, nos últimos três anos, políticas de enfrentamento às desigualdades sociais resultaram na redução da pobreza e desigualdades no Brasil e na saída oficial do país, pela segunda vez, do Mapa da Fome das Nações Unidas.
“Combater as desigualdades é tirar da invisibilidade social a imensa maioria do povo preto das nossas comunidades periféricas, da subsistência e da exclusão, dando-lhes as condições de voltarem a esperanças, sonhar e de viver o Brasil que precisa ser de todos nós.”
Apesar de destacar os feitos, Mônica Veloso, cobrou que o poder público tenha, em 2026, foco nos aposentados. Do mesmo modo, reivindicou a geração de empregos de boa qualidade e que o Brasil ponha fim à escala 6×1. “Tempo livre dinamiza a economia.”
O cofundador da presidente global da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, entende que o governo terá que renovar o repertório de discussões sobre as questões urbanas do Brasil, principalmente de segurança pública.
“Não podemos deixar o debate ser reduzido, somente à munição efetiva, polícia e viatura. Precisamos introduzir intervenções integradas dentro dos territórios urbanos”, disse à Agência Brasil.
O ativista defende o debate econômico, que eu acho que é importantíssimo.
“Vivemos uma precarização do trabalho. A favela produz uma economia de R$ 312 bilhões e que passa ao largo do Estado. Quando o Estado chega próximo desse ambiente econômico desregulado, muitas vezes, atrapalha ou é visto como um inimigo, quando na verdade as pessoas precisam de políticas públicas nesses territórios”, frisa Preto Zezé.
O jovem ativista na luta anti-capacitista (em defesa de pessoas com alguma deficiência e sua inclusão na sociedade) e influenciador digital da inclusão, Ivan Baron, relacionou as pautas que levou ao Conselhão. “Queremos colocar as pessoas com deficiência dentro do orçamento público, algo que venho debatendo sobre o BPC [Benefício de Prestação Continuada] e queremos evitar os cortes no Ministério de Desenvolvimento Social [MDS – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome].”
Outras entregas
Os representantes do colegiado entregaram ao presidente Lula a cópia do projeto Move Mundo, que reuniu pessoas de diversas idades e territórios do Brasil e do mundo, para levar mensagens e propostas da comunidade científica da Amazônia aos líderes globais na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), encerrada em novembro, em Belém.
Durante a 6ª Reunião do Conselhão também foi encaminhada à Presidência da República a Agenda Positiva do Agro 2025: um conjunto de práticas e tecnologias já adotadas por empresas, instituições de pesquisa, governos e organismos internacionais para fortalecer a produção sustentável e a inovação no setor agropecuário brasileiro.
Outra apresentação foi a do Portfólio De Investimentos Voltados à Transformação Ecológica no Brasil, organizado pelo Ministério da Fazenda, que detalha um conjunto de dados sobre projetos públicos e privados e aplicações financeiras focadas em projetos e empresas com impacto ambiental positivo, como os relacionados à bioeconomia, energias renováveis e soluções baseadas na natureza.
Conselhão entrega a Lula contribuições da comunidade científica e tecnológica da Amazônia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A LDO estabelece diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2026.
O texto segue agora para sanção presidencial. Com a aprovação, a expectativa é que o Congresso vote na próxima semana a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano que vem.
Entre outros pontos,a LDO prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O texto estabelece ainda que o governo poderá considerar o limite inferior da meta para fazer limitações de gastos.
Salário mínimo e limite de despesas
O texto da LDO trabalha com o parâmetro de R$ 1.627,00 para o salário mínimo em janeiro. Mas o valor final só será conhecido após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro.
Outro ponto diz respeito ao limite de despesas que foi calculado em R$ 2,43 trilhões. Esse valor teve um crescimento acima da inflação de 2,5%, conforme prevê as regras do arcabouço fiscal.
Ao defender a proposta, o relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), disse que o debate sobre superávit ou déficit não vai avançar se o Congresso não se debruçar sobre algumas pautas, especialmente a revisão de benefícios fiscais aplicados a alguns setores da economia.
Segundo o relator, por ano, o país deixa de arrecadar cerca de R$ 700 bilhões em razão da concessão desses benefícios.
Na avaliação do relator, “quem já anda com suas próprias pernas não precisa mais dos recursos públicos” e os benefícios podem ser aplicados em outros setores na economia, que necessitam de suporte.
Ainda segundo Maia, a revisão poderia liberar cerca de R$ 20 bilhões no orçamento público para investimentos.
“Estamos falando de um país que abre mão de quase R$ 700 bilhões com isenções fiscais. E algumas das empresas e indústrias que recebem, já não deveriam receber esses benefícios há muito tempo. Eles têm que ir para uma empresa que está precisando, para gerar mais empregos e contribuir com o desenvolvimento do país”, defendeu o relator.
Fundo partidário e eleitoral
Os parlamentares incluíram os recursos dos fundos partidário e eleitoral entre as despesas que não podem ser contingenciadas, isto é aquelas que o governo não pode cortar gastos.
Em setembro, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) fixou os recursos do fundo eleitoral em R$ 4,9 bilhões para as eleições de 2026 e o fundo partidário em R$ 1 bilhão. Além disso, os parlamentares aprovaram um reajuste de 2,5% no montante total destinado aos partidos.
Emendas
O texto aprovado também fixa prazo máximo até o final do primeiro semestre para pagamento de 65% do valor das emendas individuais e de bancadas estaduais e das transferências destinadas a fundos de saúde e assistência social. Outro ponto aprovado é o que retira a obrigatoriedade de aplicação das emendas em obras inacabadas.
Os parlamentares aprovaram ainda a redução de 105 para 100 dias o prazo para os órgãos federais analisarem as propostas das emendas individuais, ajustarem planos e divulgarem impedimentos técnicos. O texto permite o uso de recursos de emendas coletivas nos fundos de saúde para pagamento de despesas com pessoal da ativa.
Além disso, a proposta retira desconto de até 4,5% dos recursos de emendas para custeio de fiscalização quando o órgão federal executar diretamente e fixa valor mínimo de R$ 200 mil para obras e R$ 150 mil para serviços das chamadas emendas PIX.
Municípios
Em relação aos municípios, o texto aprovado dispensa cidades com menos de 65 mil habitantes de comprovar adimplência com o governo para celebrar convênios ou receber recursos; e autoriza a transferências de recursos para entidades sem fins lucrativos da área da saúde realizarem obras físicas, conforme regulamentação do Ministério da Saúde.
O texto autoriza ainda a destinação de recursos da União para construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais ligadas à integração de modais ou ao escoamento da produção.
Em relação ao Programa de Dispêndios Globais, voltado para empresas estatais federais não dependentes, a LDO diz que a meta de déficit primário é de R$ 6,7 bilhões com um adendo de R$ 10 bilhões para as e que possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente.
Não serão consideradas na meta de déficit primário: as empresas do grupo Petrobras; as empresas pertencentes à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar); e as despesas do Orçamento de Investimento, destinadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), limitadas a R$ 5 bilhões.
Inicialmente, a peça apresentada pelo governo, fixava como prioridade o Novo PAC e 27 objetivos do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. Após o acolhimento de emendas, o anexo passou a contar com 64 programas e 128 objetivos.
Sob relatoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) na tarde da última terça-feira (28). A proposta tem o objetivo de anular uma nota técnica do governo federal, emitida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura (MDA) Familiar, que orientava as forças de segurança sobre como agir durante as chamadas “Jornadas de Abril”, organizadas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Segundo o relatório do parlamentar, a Comissão tem acompanhado com preocupação o aumento das invasões de terras em várias partes do Brasil.
“Temos visto o apoio do Governo Federal a esses atos ilegais, seja alterando normas, trocando pessoas em cargos estratégicos ou tentando criar narrativas distorcidas. No ‘Abril Vermelho’ do ano passado, o MST fez cerca de 60 invasões; neste ano, já foram 53”, afirmou Nogueira.
O deputado, que faz parte da base do ex-presidente Jair Bolsonaro, também lembrou que nos primeiros oito meses do atual governo Lula, o número de invasões já superou todo o período da gestão anterior.
O relatório explica que, em 10 de abril de 2025, o Ministério do Desenvolvimento Agrário enviou a Nota Técnica nº 4/2025 às secretarias de segurança dos estados e às polícias (Militar e Civil). O documento orienta que, durante as invasões de terras promovidas no “abril vermelho”, a polícia evite prender os invasores. Além disso, recomenda que, mesmo quando houver crime, as autoridades ajam com “extrema cautela”, para não serem acusadas de abuso de autoridade.
Na prática, segundo o parlamentar, isso significa que se um produtor rural tiver sua fazenda invadida, a plantação destruída ou for ameaçado, a polícia teria de hesitar antes de agir, com medo de ser punida. “Ou seja, o criminoso é protegido, e a vítima fica sem amparo”, explicou Nogueira.
O texto da nota também cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmando que os chamados “movimentos sociais” não seriam organizações criminosas. Para Nogueira, essa interpretação está errada, pois ignora o Código Penal, que define como crime invadir terreno ou prédio alheio com violência ou ameaça — o chamado esbulho possessório (art. 161). Ele lembra ainda que a CPI do MST já reuniu provas e documentos que mostram vários atos ilegais cometidos por integrantes do movimento.
Por fim, o deputado afirmou que o Congresso Nacional tem o dever de anular atos do Executivo que ultrapassem os limites legais.
“A proposta é necessária para restaurar a legalidade, a segurança jurídica e a autoridade do Estado. Essa medida é essencial para garantir o direito de propriedade e o Estado de Direito no Brasil”, concluiu.
O que é um PDL – Projeto de Decreto Legislativo?
É um tipo de proposta feita por deputados ou senadores para anular atos do Poder Executivo (como decretos, portarias ou resoluções) quando esses atos ultrapassam os limites da lei. Na prática, o PDL serve para corrigir excessos do governo, garantindo que o Congresso possa controlar e limitar medidas que não tenham base legal.
Em cada cidade por onde passou, o Circuito Avança Juventude realizou mais do que um evento, deixou movimento, caminho e aquele sentimento de que quando a juventude se reúne, algo começa a mudar. Primeiro nos territórios, depois dentro de cada um, e por fim, nas políticas públicas que moldam o futuro de Mato Grosso do Sul.
O fechamento do circuito, com as etapas de Naviraí e Dourados, realizado na última semana de novembro, reuniu mais de 1,2 mil jovens e confirmou o que já se anunciava desde a primeira parada: a juventude sul-mato-grossense não quer apenas participar, como também ser ouvida, considerada e incorporada às decisões do Estado.
Dividido em eixos, juventude foi levada a pensar propostas para saúde, lazer, educação, trabalho e renda.Circuito também leva feira de serviços para as juventudes em cada região por onde passa.
Lançado neste ano, pela Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, o Circuito Avança Juventude tem percorrido as nove regiões do Estado, abrangendo os 79 municípios do estado. Em cada regional, a ação se torna um ponto de encontro para acolher juventudes, prefeituras, conselhos e gestores dos municípios do entorno. Na programação, uma série de ações levam informações, escuta ativa, serviços e articulação de políticas públicas diretamente aos territórios.
De agosto até dezembro, o Circuito passou por Nova Andradina, Miranda, Três Lagoas, Ponta Porã, Bonito, Naviraí e Dourados, sendo a ponte entre jovens gestores, conselhos e lideranças que dialogam e constroem soluções conjuntas. Divididos em eixos, o público presente é convidado a trazer sugestões para a revisão do Plano Estadual da Juventude.
Nas palavras do subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, é esse movimento que dá sentido ao trabalho. “Agora, com todas as propostas levantadas pela juventude, iniciamos junto ao Conselho Estadual de Juventude o processo de aprimoramento. Cada região receberá seu relatório reformulado, e essas propostas, qualificadas, vão compor a renovação do Plano Estadual. É identificar o que se junta, o que melhora, o que já existe. É curadoria, é cuidado. E é assim que garantimos um plano que represente de verdade essa juventude”, afirmou.
Em Dourados, foram pelo menos 750 jovens circulando pelos corredores da Escola Estadual Presidente Vargas, como quem descobre horizontes. Entre um estande do IFMS e uma orientação do CIEE, uma conversa com a Cruz Vermelha, um bate-papo com o Exército ou uma demonstração do Sest/Senat, era possível ver nos olhares a mistura de curiosidade e esperança que só a juventude carrega.
Juventudes têm sido ouvidas em todas as regiões de MS, de norte a sul.Imunização também chegou aos circuitos.
As apresentações culturais selaram esse sentimento. O palco virou espaço de expressão, identidade e orgulho.
Em Naviraí, mais de 450 jovens passaram pelo circuito, saindo de lá com algo concreto nas mãos, como o novo RG, um dos serviços oferecidos, e a sensação de que pertencem a um Estado que se move para incluí-los.
Entre a formação, as rodas de conversa e as feiras de empreendedorismo estudantil, a criatividade aparece como força transformadora. Projetos nascidos dentro das escolas mostraram que a inovação também mora no Cone Sul, e ela tem nome, rosto, sotaque e história.
Secretário-geral do Conjuv (Conselho Estadual da Juventude), Caio Lucas Santiago, a adesão do público tem sido cada vez maior. “Temos sentido que a galera se empenha e faz, daquele espaço, um lugar de escuta ativa sobre o que querem ver de mudança na cidade, na região. Estamos não só visitando todo o Estado como ouvindo o que a juventude realmente acha que é prioridade no esporte, cultura, saúde, diversidade, trabalho e renda”, descreve.
Para 2026, a Secretaria de Estado da Cidadania tem programado a realização do Circuito Avança Juventude em mais duas regiões: Campo Grande e São Gabriel do Oeste.
Fonte: Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Mato Grosso do Sul celebra, neste 4 de dezembro, o Dia do Policial Penal, data que reforça a importância desse profissional para a segurança pública e para toda a sociedade. A data faz referência à Emenda Constitucional que reconheceu oficialmente os policiais penais como integrantes do sistema de segurança pública, valorizando seu papel essencial na custódia, disciplina, ressocialização e garantia da ordem dentro e fora das unidades penais.
Como parte das comemorações, o Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), realiza sexta-feira (5) uma solenidade especial de outorga da Medalha Senador Ramez Tebet, a mais alta honraria da instituição. A cerimônia será realizada às 9 horas, no auditório da UEMS – Unidade de Campo Grande.
Ao todo, 65 pessoas serão homenageadas, entre policiais penais, autoridades e personalidades que têm contribuído significativamente para o fortalecimento e o desenvolvimento do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul, seja por meio de ações diretas, parcerias institucionais ou apoio estratégico às políticas de segurança e ressocialização.
O evento deverá contar com a presença do governador Eduardo Riedel, que prestigiará a solenidade em reconhecimento à relevância da categoria e ao compromisso dos profissionais que atuam diariamente para manter a segurança, preservar vidas e promover a reinserção social de milhares de custodiados no estado.
A celebração reforça a importância do policial penal como peça fundamental no enfrentamento à criminalidade, na garantia da ordem pública e no funcionamento de um sistema prisional mais moderno, seguro e humanizado — reflexo de um trabalho que vai muito além dos muros das unidades prisionais e que impacta diretamente a sociedade sul-mato-grossense.
Mais de 70 veículos par circulação e 260 para sucatas estão disponíveis em leilão aberto nesta quarta-feira (03), pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). O certame totalmente digital acontece pelo portal www.desouzaleiloes.com.br, até dia 18 de dezembro.
Estão disponíveis 39 lotes de sucatas, com 77 veículos de sucatas aproveitáveis, em que é possível o uso das peças e um lote único de sucata inservível, com aproximadamente 39.870,00 kg de material ferroso, indicado para reaproveitamento em siderúrgicas.
Entre os 77 lotes de veículos que podem retornar à circulação nas vias públicas, estão 64 motocicletas e 13 automóveis. Entre os destaques, uma picape FIAT/STRADA WORKING CD, ano 2012/2013, oferecida com lance inicial de 12.386 reais.
As fotos dos veículos estão disponíveis no portal de leilão. Os interessados ainda podem visitar os lotes nos dias 15, 16 e 17 de dezembro de 2025, no pátio da AUTOTRAN em Dourados, na Rua Coronel Ponciano de Mattos Pereira,51-B, Bairro Jardim Colibri, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.
O Edital de Leilão está disponível no Diário Oficial do Estado, entre as páginas 168 e 189. (Clique Aqui)
Com deságio de 22% frente ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, a Construcap CCPS Engenharia e Comércio venceu o certame da PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). O leilão que qualificou a proposta de prestação de serviços não assistenciais ocorreu na tarde desta quinta-feira (4), na sede da B3, em São Paulo (SP), e contou com outros quatro concorrentes do pregão.
A empresa apresentou a proposta mais vantajosa, no valor de R$ 15.909.279 – ou seja, um desconto próximo dos R$ 4,5 milhões para gerir os serviços indicados. Com know-how adquirido na operação de três hospitais do Estado de São Paulo, além de obras como a reforma do Estádio Mineirão para a Copa de 2014 e da construção de dois trechos do metrô da cidade de São Paulo, a Construcap ficará à frente do HRMS pelos próximos 30 anos.
O total a ser investido no HRMS nessas próximas três décadas deve somar, ao menos, R$ 7,3 bilhões em recursos de operação (o chamado opex, que envolve salários, manutenção, compra de insumos, entre outros) e R$ 966 milhões em reformas e ampliações que vão qualificar o espaço e abrir mais vagas e oferta de serviços de saúde no local.
“O Brasil precisa de soluções e quem deve buscá-las é o Poder Público. Estamos quebrando esse paradigma. Houve um envolvimento de nossa equipe, muito comprometimento de todos para chegar ao dia de hoje. Acredito muito que esse modelo, de uma PPP de cunho social, vai entregar qualidade superior a existente hoje. O Estado está crescendo cada vez mais rápido e esses avanços em áreas como a saúde se fazem urgentes”, frisou o governador Eduardo Riedel durante o discurso antes de bater o martelo na B3.
“A sociedade sul-mato-grossense tem pressa, temos que traduzir a prosperidade econômica em justiça social, e essa PPP faz isso, transferir esse desenvolvimento para aqueles que mais precisam. Tenho certeza que bons projetos liderados pelo capital privado podem contribuir muito para esse processo. Nesse sentido, saibam que estaremos lá para sermos parceiros e contribuir com as boas entregas”, completou o governador.
Também participaram do leilão a empresa Opy Heathcare Gestão de Ativos e Investimentos, com oferta de R$ 17,5 milhões (deságio de 13,96%), e os consórcios Zhem MS, Saúde MS e Sonda Saúde MS – que ofereceram, respectivamente, propostas de R$ 19,1 milhões (deságio de 6,3%), R$ 19,7 milhões (deságio de 3%) e R$ 20,3 milhões (deságio de 0,03%).
“Confesso que a batida de martelo de hoje é diferente. Este projeto de PPP do HRMS inaugura um outro estágio de PPPs na área de saúde pública do país. A gente teve muita coragem de inserir inovações, medicamentos e insumos na hora certa e na quantidade adequada, e graças ao governador tivemos muita autonomia para atender todas as demandas dos profissionais do hospital. Com a participação do BID, trouxemos um marco para as garantias públicas do país, que sem dúvida nenhuma trouxe grande credibilidade para esse processo”, comentou no palco da B3 a titular da EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) do Governo do Estado, Eliane Detoni.
A partir da publicação do resultado da licitação a Construcap terá 60 dias para fazer a assinatura do contrato com o Governo de Mato Grosso do Sul. O prazo para a conclusão das obras de expansão é de dois anos e a reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos.
“É uma honra participar de um momento histórico para a saúde pública de Mato Grosso do Sul. Tenho que saudar o Governo pela excelência do processo, marcado pela transparência, inovação e segurança jurídica que consolida o Estado ainda mais como referência em gestão pública eficiente. O projeto do complexo hospitalar do HRMS é mais que uma obra, é um marco social que garantirá acesso gratuito, atendimento humanizado e tecnologia de ponta para toda a população. É um legado que permanecerá por décadas”, discursou o representante da Construcap.
Já o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, afirmou estar realizando um sonho. “Era um compromisso que tinha com o governador e com o Governo. Foram três anos trabalhando e desenvolvendo o replanejamento da rede assistencial do Estado, então entregar para a população de Mato Grosso do Sul um hospital que certamente será referência na alta complexidade nos próximos 30 anos, realmente é um marco histórico”.
O Hospital Regional – que permanecerá público com atendimento gratuito 100% SUS – ficará sob a gestão administrativa da Construcap. Entre suas atribuições estão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.
Combinando eficiência de gestão, tecnologia e sustentabilidade, a PPP tem como objetivo modernizar a estrutura hospitalar com a construção de novos blocos, ampliação de 60% da capacidade com oferta de 577 leitos, passando de 30mil para 42 mil atendimentos ao ano. Além disso, o número de internações será ampliado em 97%, passando dos atuais 1,4 mil pacientes internados para 2.760 ao mês.
Laine Breda, Comunicação EPE Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira – DEFRON e da Delegacia Regional de Naviraí/MS, deflagraram a Operação Trilha de Hermes, que resultou no cumprimento de 05 (cinco) mandados de prisão temporária, 02 (duas) prisões em flagrante, além de veículos, armas, munições e diversos outros objetos apreendidos.
A referência relacionada ao nome da operação partiu da gênese de toda investigação: A.P.J., de 32 anos, que se encontrava sob monitoramento eletrônico em razão da prática de delitos diversos, fora identificado pelo grupo criminoso como sendo um colaborador policial. Por tal motivo, foi sequestrado pelo grupo e possivelmente morto, perdendo o sinal de sua tornozeleira na área rural de Itaquiraí/MS, de onde partiram as investigações.
Após uma série de diligências investigativas realizadas pela DEFRON e DRP Naviraí/MS, com apoio do Departamento de Operações de Fronteira – DOF, foi possível a identificação de uma estrutura organizacional criminosa armada, com estruturada cadeia de comando e divisão de tarefas. Com os elementos informativos necessários, foi representada pela prisão temporária e busca domiciliar em desfavor dos suspeitos, culminando na execução da operação durante os dias 02.12.2025 e 03.12.2025.
No primeiro dia foram realizados os cumprimentos dos mandados de busca e prisão temporária em desfavor dos indivíduos investigado, resultando em duas prisões em flagrante pelo delito de posse de arma de fogo, bem como de munições do mesmo calibre; além disso, foram realizados o cumprimento de 05 (cinco) mandados de prisão temporária e o cumprimento de 12 (doze) mandados de busca domiciliar. As diligências se concentraram na cidade de Itaquiraí/MS, Naviraí/MS e na cidade de Porto Velho/RO onde um dos alvos estava no momento da operação.
Já no dia 03.12.2025, foram realizadas diligências rurais tendentes ao cumprimento do mandado de prisão de um dos alvos que se mantém evadido, utilizando-se dos meios de locomoção fluvial e aéreo, com apoio do Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo – CGPA. O suspeito ainda permanece evadido.
O balanço da operação se mostrou extremamente positivo, resultando no cumprimento da prisão preventiva dos 03(três) líderes do grupo, e, além das armas de munições, da apreensão de 06 (seis) veículos de alto valor, 10 (dez) aparelhos celulares, R$8.000,00 e diversos documentos a serem analisados.
As investigações prosseguem para apuração de outros envolvidos e para localização de ativos financeiros que o grupo criminoso auferiu durante sua atividade ilícita.
Delegação de Aral Moreira celebra conquistas no Programa Agrinho 2025 durante cerimônia estadual, levando para casa o 1º e o 2º lugar com produções que destacam o cuidado com o Pantanal. Fotos: Divulgação/Redes sociais
Redação
A Câmara de Aral Moreira celebrou nesta quinta-feira (4), em suas redes sociais, o destaque alcançado por estudantes e professoras no Programa Agrinho 2025. O município conquistou duas premiações na edição, que neste ano tem como tema “Cultivando Saberes, Protegendo o Pantanal”.
O 1º lugar ficou com a aluna Laura Ferreira Wider, da Escola Municipal Aracy Wider, autora de uma fábula produzida sob orientação da professora Denize Celestino Marques, enquanto o 2º lugar foi para o aluno Leonardo Souza Dias, da Escola Municipal Gil Norberto, criador de um desenho sob orientação da professora Franciely de Souza Laurindo.
A Câmara agradeceu ao presidente do Sindicato Rural de Aral Moreira, Rene Marques, e à sua equipe pelo apoio ao programa, e também celebrou o empenho de alunos, professoras e escolas. “Cada conquista reforça que estamos no caminho certo, valorizando a aprendizagem, a criatividade e o cuidado com o nosso Pantanal”, diz a publicação.
Criado para promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, o Programa Agrinho é considerado a maior iniciativa de responsabilidade social do Sistema FAEP/SENAR. Seu foco é estimular pensamento crítico, pesquisa e protagonismo estudantil por meio de ações pedagógicas que incentivam a criatividade, a consciência socioambiental e o engajamento na construção de um futuro mais sustentável.
Com deságio de 22% frente ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, a Construcap CCPS Engenharia e Comércio venceu o certame da PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). O leilão que qualificou a proposta de prestação de serviços não assistenciais ocorreu na tarde desta quinta-feira (4), na sede da B3, em São Paulo (SP), e contou com outros quatro concorrentes do pregão.
A empresa apresentou a proposta mais vantajosa, no valor de R$ 15.909.279 – ou seja, um desconto próximo dos R$ 4,5 milhões para gerir os serviços indicados. Com know how adquirido na operação de três hospitais do Estado de São Paulo, além de obras como a reforma do Estádio Mineirão para a Copa de 2014 e da construção de dois trechos do metrô da cidade de São Paulo, a Construcap ficará à frente do HRMS pelos próximos 30 anos.
O total a ser investido no HRMS nessas próximas três décadas deve somar, ao menos, R$ 7,3 bilhões em recursos de operação (o chamado opex, que envolve salários, manutenção, compra de insumos, entre outros) e R$ 966 milhões em reformas e ampliações que vão qualificar o espaço e abrir mais vagas e oferta de serviços de saúde no local.
“O Brasil precisa de soluções e quem deve buscá-lo é o Poder Público. Estamos quebrando esse paradigma. Houve um envolvimento de nossa equipe, muito compremetimento de todos para chegar ao dia de hoje. Acredito muito que esse modelo, de uma PPP de cunho social, vai entregar qualidade superior a existente hoje. O Estado está crescendo cada vez mais rápido e esses avanços em áreas como a saúde se fazem urgentes”, frisou o governador Eduardo Riedel durante o discurso antes de bater o martelo na B3.
“A sociedade sul-mato-grossense tem pressa, temos que traduzir a prosperidade econômica em justiça social, e essa PPP faz isso, transferir esse desenvolvimo para aqueles que mais precisam. Tenho certeza que bons projetos liderados pelo capital privado podem contribuir muito para esse processo. Nesse sentido, saibam que estaremos lá para sermos parceiros e contribuir com as boas entregas”, completou o governador.
Também participaram do leilão a empresa Opy Heathcare Gestão de Ativos e Investimentos, com oferta de R$ 17,5 milhões (deságio de 13,96%), e os consórcios Zhem MS, Saúde MS e Sonda Saúde MS – que ofereceram, respectivamente, propostas de R$ 19,1 milhões (deságio de 6,3%), R$ 19,7 milhões (deságio de 3%) e R$ 20,3 milhões (deságio de 0,03%).
“Confesso que a batida de martelo de hoje é diferente. Este projeto de PPP do HRMS inaugura um outro estágio de PPPs na área de saúde pública do país. A gente teve muita coragem de inserir inovações, medicamentos e insumos na hora certa e na quantidade adequada, e graças ao governador tivemos muita autonomia para atender todas as demandas dos profissionais do hospital. Com a participação do BID, trouxemos um marco para as garantias públicas do país, que sem dúvida nenhuma trouxe grande credibilidade para esse processo”, comentou no palco da B3 a titular da EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) do Governo do Estado, Eliane Detoni.
A partir da publicação do resultado da licitação a Construcap terá 60 dias para fazer a assinatura do contrato com o Governo de Mato Grosso do Sul. O prazo para a conclusão das obras de expansão é de dois anos e a reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos.
“É uma honra participar de um momento histórico para a saúde pública de Mato Grosso do Sul. Tenho que saudar o Governo pela excelência do processo, marcado pela transparência, inovação e segurança jurídica que consolida o Estado ainda mais como referência em gestão pública eficiente. O projeto do complexo hospitalar do HRMS é mais que uma obra, é um marco social que garantirá acesso gratuito, atendimento humanizado e tecnologia de ponta para toda a população. É um legado que permanecerá por décadas”, discursou o representante da Construcap.
Já o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, afirmou estar realizando ali um sonho. “Era um compromisso que tinha com o governador e com o Governo. Foram três anos trabalhando e desenvolvendo o replanejamento da rede assistencial do Estado, então entregar para a população de Mato Grosso do Sul um hospital que certamente será referência na alta complexidade nos próximos 30 anos, realmente é um marco histórico”.
O Hospital Regional – que permanecerá público com atendimento gratuito 100% SUS – ficará sob a gestão administrativa da Construcap. Entre suas atribuições estão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.
Combinando eficiência de gestão, tecnologia e sustentabilidade, a PPP tem como objetivo modernizar a estrutura hospitalar com a construção de novos blocos, ampliação de 60% da capacidade com oferta de 577 leitos, passando de 30mil para 42 mil atendimentos ao ano. Além disso, o número de internações será ampliado em 97%, passando dos atuais 1,4 mil pacientes internados para 2.760 ao mês.
Fonte: Laine Breda, Comunicação EPE Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Formandos do Pré II recebem certificados e lembranças durante a cerimônia da Rede Municipal de Ensino em Aral Moreira. Foto: Reprodução
Redação
Na terça-feira (2), a Prefeitura de Aral Moreira, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, promoveu a cerimônia de formatura das turmas do Pré II da Rede Municipal de Ensino. A atividade reuniu crianças, familiares, profissionais da educação e autoridades locais, como a prefeita Elaine Soligo e o presidente da Câmara, Jackson Machado Barbosa, o “Professor Jackson”.
Conforme divulgado pelos organizadores, os alunos receberam seus diplomas e uma lembrancinha preparada para marcar a passagem ao Ensino Fundamental. O evento foi marcado por demonstrações de carinho entre as crianças e familiares, que acompanharam com orgulho a conclusão dessa etapa escolar.
“A Secretaria Municipal de Educação e Cultura parabeniza todos os formandos, professores e familiares por essa conquista. Que essa nova fase seja repleta de descobertas e aprendizados!”, diz a publicação da pasta nas redes sociais.
A digitalização assumiu um papel central na competitividade das empresas, especialmente quando o assunto envolve o sistema financeiro. Isso ocorre devido à expansão de tecnologias capazes de substituir tarefas manuais e elevar a eficiência, como scripts, Robotic Process Automation (RPA), Unidade de Resposta Audível (URA) e chatbots.
Um levantamento realizado pela Conversion, em parceria com a iugu, empresa de tecnologia especializada em infraestrutura financeira, mostra que as buscas por ferramentas que digitalizam processos financeiros cresceram de forma expressiva ao longo de 2025.
O que as empresas mais buscam digitalizar?
Conforme o estudo, realizado com base em buscas no Google durante o mês de outubro de 2025, a soma das pesquisas por diferentes tipos de sistemas financeiros foi a mais expressiva entre todas as categorias analisadas. Em especial, alguns segmentos apresentaram crescimento acelerado.
Entre os destaques, as pesquisas por “sistema para emissão de nota fiscal” avançaram 23%, enquanto “sistema de cobrança” teve alta de 140%. Já “sistema de recebimento” apresentou o salto mais significativo, crescendo 1.017% em 2025, em comparação com o último ano. Em seguida, as principais pesquisas para o termo “sistema”:
Essas soluções cumprem funções essenciais na rotina financeira. Por exemplo, a emissão digital de notas fiscais reduz erros manuais e garante conformidade com as obrigações fiscais.
Por sua vez, os sistemas de cobrança organizam o fluxo de entradas e diminuem atrasos, enquanto as plataformas de controle de fluxo de caixa ajudam a monitorar receitas e despesas em tempo real. Já os sistemas de emissão de boleto padronizam processos e facilitam pagamentos estruturados.
Os sistemas de recebimento simplificam a entrada de valores e aumentam a eficiência do processo, e a conciliação bancária facilita a checagem de transações e a identificação de discrepâncias. Por fim, os sistemas de pagamento recorrente tornam cobranças periódicas mais previsíveis, reduzindo retrabalhos e aumentando a organização financeira.
Além dessas ferramentas, ganha destaque também o uso de soluções como o split de pagamento, recurso que divide automaticamente um valor entre diferentes destinatários dentro de uma mesma transação. Essa tecnologia reduz intervenções manuais, evita erros de repasse e torna mais ágil a distribuição de receitas entre parceiros, fornecedores ou unidades de negócio, contribuindo para uma operação financeira mais organizada e eficiente.
O que é um sistema financeiro?
Um sistema financeiro é um conjunto de ferramentas tecnológicas desenvolvido para registrar, organizar, armazenar e interpretar todas as movimentações de dinheiro dentro de uma empresa. Seu papel central é garantir que cada transação seja documentada de forma estruturada, permitindo que a organização acompanhe tudo com precisão.
Na prática, funciona como a base operacional da contabilidade, reunindo informações financeiras em um único ambiente e padronizando a forma como elas são registradas. Ele substitui controles manuais por operações digitais, criando uma estrutura capaz de lidar com diferentes tipos de documentos, lançamentos, ativos, passivos e centros de custo.
Além de apoiar o registro das movimentações, um sistema financeiro também mantém a empresa alinhada às normas contábeis vigentes, já que incorpora regras estruturais exigidas por padrões nacionais e internacionais.
Essas plataformas ainda são construídas para funcionar de forma segura, com mecanismos de proteção de dados, trilhas de auditoria e controles internos que reduzem riscos de falhas ou adulterações.
Como a automatização de sistemas financeiros facilita a gestão de empresas?
A adoção de tecnologias que automatizam o sistema financeiro já mostra resultados concretos. Estudos recentes da McKinsey revelam que empresas que implementam automação reduzem até 25% dos custos operacionais e aumentam em 30% a precisão dos relatórios. Entre os principais benefícios da automação, destacam-se:
redução de erros e retrabalhos;
economia de tempo;
aumento de produtividade;
decisões mais assertivas, baseadas em dados em tempo real;
mais segurança e controle sobre transações.
Isso porque ferramentas executam funções complexas, monitoram operações e armazenam dados sensíveis de forma integrada. No setor de contas a pagar, agendam pagamentos, conferem documentos e controlam gastos recorrentes.
Em contas a receber, ajudam no envio de cobranças, acompanham recebimentos e geram relatórios de receita em tempo real. No processamento de notas fiscais, emitem documentos eletrônicos e organizam devoluções e ajustes.
A gestão de fornecedores também se transforma: a automação atualiza cadastros, garante conformidade tributária e administra contratos. Nos relatórios financeiros, a tecnologia gera análises profundas, consolida informações e cria previsões mais confiáveis.
Como resultado, o departamento financeiro deixa de atuar apenas como executor e passa a assumir um papel verdadeiramente estratégico. Não por acaso, o relatório Global Digital Operations Study (PwC) indica que 72% das empresas que digitalizam suas operações observam ganhos significativos na resposta às demandas do mercado, reforçando o impacto direto da modernização na competitividade do negócio.
O movimento deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, à medida que empresas de todos os portes reconhecem que modernizar rotinas financeiras por meio de tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição para sustentar eficiência, reduzir custos operacionais e responder com agilidade a um mercado cada vez mais digital e competitivo.