As rodadas da competição vão acontecer no campo do Parque Ecológico Clovis Bronzin, ao lado do Lago Municipal. (Foto: Reprodução)
Vilson Nascimento
Seguem abertas até a próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro, as inscrições para a Copa Paranhos de Futebol Suíço 2026.
A competição, promovida pela prefeitura local através da Sejel (Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer), que será aberta para a participação de equipes de toda a região, será disputada nas categorias, livre masculina, master masculina e feminina.
O campeonato, que está previsto para iniciar no dia 27 de fevereiro, uma sexta-feira, terá rodadas no campo de futebol suíço do Parque Ecológico Clovis Bronzin, ao lado do Lago Municipal.
Segundo a organização o valor da inscrição para as categorias livre e master masculina será R$ 300,00 por equipe e na categoria feminina o valor da inscrição cai pela metade, ou seja, é R$ 150,00 por equipe. “Todo o valor arrecadado com as inscrições será revertido em premiação para as equipes vencedoras”, informou o secretário de esportes da prefeitura, em Paranhos, Denílson Rafaíne.
Maiores informações sobre o campeonato e sobre as inscrições para a Copa Paranhos de Futebol Suíço 2026 poderão ser obtidas pelo celular/WhatsApp (67) 99937-0395 com Carlos Pavão ou (67) 99679-0031, com Denílson Rafaíne.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.
Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.
A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.
A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.
Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
O Governo do Estado publicou o Decreto nº 16.736, de 13 de fevereiro de 2026, que estabelece medidas administrativas de racionalização, reprogramação e controle de gastos no âmbito da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual, incluindo as despesas dos fundos especiais, com validade até 31 de dezembro de 2026.
A iniciativa reafirma a postura preventiva e responsável adotada pelo Estado na condução das finanças públicas. O objetivo central é assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas, o cumprimento das metas fiscais e a sustentabilidade das contas públicas, preservando investimentos e a continuidade dos serviços públicos essenciais.
O decreto determina que o total de empenhos das despesas fique limitado ao patamar executado no exercício anterior, ressalvadas as despesas com pessoal, que permanecem sujeitas às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Também mantém a redução de 25% nos contratos de custeio, orienta a evitar a aquisição de novos bens permanentes, como veículos, mobiliário e equipamentos e recomenda a redução de despesas como diárias, passagens, participação em eventos e horas extras.
As diretrizes priorizam gastos com investimentos e a manutenção dos serviços essenciais, deixando claro que o ajuste não compromete áreas sensíveis à população. A adoção das medidas está fundamentada em critérios técnicos, como a análise da evolução das despesas nos últimos exercícios, o acompanhamento dos indicadores fiscais e a preservação da capacidade de pagamento do Estado, com meta de manutenção de classificação mínima nota B na metodologia da Capacidade de Pagamento (CAPAG).
O decreto também prevê revisões periódicas da programação orçamentária ao longo de 2026 e, caso necessário, a adoção de medidas adicionais de controle e eventual contingenciamento, sempre com foco na responsabilidade fiscal. Os titulares dos órgãos e entidades passam a responder diretamente pela adequação das despesas sob sua gestão, reforçando a governança e o compromisso com a eficiência administrativa.
A decisão ocorre em um contexto específico da economia estadual. Mato Grosso do Sul vem registrando retração na arrecadação do ICMS em determinados segmentos, especialmente em razão da redução das receitas provenientes do gás natural importado da Bolívia, fator que impacta diretamente o setor energético. Diante desse cenário, o Estado opta por ajustar internamente sua estrutura de gastos, sem transferir o ônus ao contribuinte.
Mesmo com o desafio fiscal, o governo mantém a alíquota modal do ICMS em 17%, a menor do país, reafirmando o compromisso com a competitividade econômica, o estímulo à atividade produtiva e a proteção do consumidor. A estratégia demonstra que o equilíbrio das contas públicas está sendo buscado por meio da racionalização da máquina administrativa e da eficiência do gasto, e não pelo aumento de impostos.
Com planejamento, disciplina e previsibilidade, o Governo de Mato Grosso do Sul consolida uma trajetória de responsabilidade fiscal reconhecida nacionalmente. O decreto não representa retração, mas sim um instrumento de governança que assegura a continuidade dos investimentos estratégicos, sustenta a credibilidade institucional e garante que o Estado siga crescendo de forma equilibrada, mesmo diante de oscilações no cenário econômico.
A expectativa é manter, em 2026, um elevado patamar de investimentos públicos, especialmente em infraestrutura, desenvolvimento econômico e áreas sociais, demonstrando que responsabilidade fiscal e desenvolvimento caminham juntos quando há gestão técnica e compromisso com o futuro.
O Prefeito de Iguatemi, Dr. Lídio Ledesma, recebeu em seu gabinete a visita do Diretor do Frigorífico Iguatemi Beef, Sr. Marcos Alexandre Domingues, acompanhado do Vereador Dr. Genésio Boamorte. O encontro contou ainda com a presença do Secretário Municipal de Administração, Delsio Adelfo Sovernigo.
Durante a reunião, foram discutidos assuntos relacionados ao fortalecimento de parcerias entre o frigorífico e a Administração Municipal, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de oportunidades para a população.
Entre os temas abordados, destacou-se o Programa Jovem Aprendiz, que irá disponibilizar diversas vagas para jovens menores de 18 anos, ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho e promovendo qualificação profissional.
O Prefeito Dr. Lídio Ledesma ressaltou a importância da união entre o poder público e a iniciativa privada para impulsionar o crescimento do município. “Parcerias como essa fortalecem nossa economia e abrem portas para que nossos jovens tenham acesso a oportunidades e construam um futuro promissor”, afirmou.
A Administração Municipal segue empenhada em apoiar iniciativas que promovam emprego, renda e desenvolvimento para Iguatemi.
A Casa Arandu, no Parque dos Ipês, em Dourados, recebe nesta sexta-feira, dia 20, às 19h, a oficina “Construa a sua Pirâmide”, ministrada pelo escritor, poeta e editor Rogério Fernandes. A proposta do encontro é ensinar os participantes a calcular e montar uma pirâmide em escala reduzida inspirada na Grande Pirâmide de Quéops, no Egito.
De acordo com o instrutor, o foco central da oficina reside na teoria de que o formato piramidal possui propriedades capazes de canalizar a chamada energia cósmica, buscando demonstrar efeitos específicos, como a preservação prolongada de frutas mantidas sob a estrutura. Além dos modelos em miniatura, a técnica permite a criação de pirâmides maiores destinadas à meditação individual.
Entre os benefícios apontados pelo instrutor está o aprendizado do cálculo das dimensões exatas da Grande Pirâmide em escala reduzida, possibilitando que cada participante construa seu próprio modelo. A pirâmide pode ser feita com diferentes materiais, exceto ferro, que, segundo ele, causaria interferência.
“A oficina é a parte prática dos estudos sobre a Grande Pirâmide de Quéops, também chamada de Pirâmide de Khufu. Ela é a maior e mais antiga das três pirâmides do planalto de Gizé, no Egito, e foi construída por volta de 2580–2560 a.C., durante a IV Dinastia, como tumba do faraó Quéops (Khufu)”, explicou Rogério Fernandes.
A participação no evento é gratuita e aberta ao público interessado. Para viabilizar a parte prática da oficina, a organização solicita que cada participante leve palitos de churrasco e uma linha de qualquer cor. Para mais informações, entre em contato com Rogério Fernandes por meio do telefone/WhatsApp (67) 99939-4746.
A Prefeitura de Amambai, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e da Secretaria Municipal de Desporto e Cultura (SEDESC), em parceria com a Associação Viva Vida, está com inscrições abertas para projetos gratuitos voltados a crianças e adolescentes de 7 a 14 anos.
As oportunidades contemplam aulas de Balé (60 vagas), Judô (60 vagas), Banda Mirim (60 vagas), Teatro (50 vagas) e Canto/Violão (30 vagas). As atividades têm como objetivo promover inclusão social, disciplina, criatividade e o desenvolvimento de habilidades artísticas e esportivas.
Para a diretora municipal de Arte e Cultura, Alessandra Tavares, a iniciativa vai muito além da oferta de cursos. “A arte é uma poderosa ferramenta de transformação individual e de desenvolvimento, abre novos caminhos e novas oportunidades, transforma a criança e o adolescente de dentro para fora e mostra que, independente de quem seja, da diversidade cultural, estamos repletos de dons e talentos que só estão esperando aquela oportunidade para se mostrarem para o mundo. Acreditamos na inclusão e um futuro melhor com a arte, porque ela pode sim transformar a sociedade!”, destacou.
Alessandra Tavares é Diretora Municipal de Arte e Cultura, formada em Cinema, Teatro e Televisão, graduada em Artes Visuais, pós-graduada em Gestão Cultural – Desenvolvimento e Mercado, além de pós-graduada em Arte na Educação com ênfase em Música, Dança e Teatro.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no Centro da Juventude, localizado em frente ao Ginásio de Esportes Flávio Derzi. Mais informações podem ser obtidas pelos contatos: 3481-2377 e (67) 99140 9981 (Whatsapp)
A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal em ampliar o acesso à cultura, fortalecer talentos locais e construir oportunidades para um futuro mais promissor para as novas gerações.
O policial civil aposentado e ex-secretário municipal, em Amambai, Francisco de Assis dos Santos. Ele faleceu nessa quarta-feira (18) aos 74 anos de idade. (Foto: Divulgação)
Vilson Nascimento
Faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 18 de fevereiro, em Curitiba, onde estava residindo atualmente, o policial civil aposentado, professor e ex-secretário municipal, em Amambai, Francisco de Assis dos Santos, de 74 anos.
Assis, como era conhecido por todos, em Amambai, havia sido internado, segundo apurou a reportagem do grupo A Gazeta, há alguns dias no Hospital Evangélico, na capital paranaense, para tratar problema em um dos pés.
Seu estado de saúde foi se agravando ao passar dos dias e na madrugada dessa quarta-feira (18) ele veio a falecer, vítima de falência múltipla dos órgãos.
Após ter mais de 30 anos da sua vida dedicada a proteção da população, atuando como policial civil na Delegacia local, Francisco de Assis dos Santos, o “Assis”, como era chamado, se aposentou a passou a atuar como comerciante, mantendo um mercado na cidade. Antes desse período ele chegou a lecionar em uma escola da rede estadual instalada em Amambai.
Francisco de Assis, que será velado e sepultado em Curitiba, onde estava residindo, também militou na política amambaiense, chegando a disputar o cargo de vereador e foi secretário municipal em gestão anterior do atual prefeito Sérgio Diozébio Barbosa, ocupando por determinado tempo a titularidade da pasta na Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos).
Por meio de redes sociais o prefeito Sérgio Barbosa lamentou a morte de Assis e prestou condolências à família.
A Prefeitura de Amambai, por meio seu setor de comunicação, também emitiu nota de pesar pelo falecimento do policial aposentado e ex-secretário municipal. (Veja abaixo)
As agências bancárias retomam o atendimento presencial aos clientes nesta Quarta-Feira de Cinzas (18). Na maior parte do país, o expediente começará a partir das 12h (horário de Brasília), respeitando o horário habitual de encerramento.
Nas localidades onde as agências fecham antes das 15h, a abertura será antecipada de forma a garantir o mínimo de três horas de atendimento presencial ao público.
Devido ao feriado bancário de carnaval, os bancos não funcionaram nesta segunda-feira (16) e terça-feira (17). Com isso, os boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) que venceram entre sábado (14) e ontem, poderão ser pagos hoje, sem acréscimo.
Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou as leis que reajustam os salários e reestruturam as gratificações de servidores do Legislativo.
Lula vetou trechos que previam os chamados penduricalhos, que permitiriam o pagamento acima do teto constitucional, que hoje é de R$ 46.366,19.
Os textos, aprovados pelo Congresso Nacional, foram publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18): leis nº 15.349 (Câmara dos Deputados), nº 15.350 (Senado Federal) e nº 15.351 (Tribunal de Contas da União).
“A sanção parcial mantém recomposição prevista para 2026 e moderniza as carreiras. Foram vetados escalonamentos após o atual mandato, licença compensatória com possibilidade de indenização acima do teto e regras que contrariavam a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou a presidência da República, em comunicado.
Os chamados penduricalhos, que foram vetados, são os aumentos graduais nos salários de 2027, 2028 e 2029; pagamentos retroativos de despesas continuadas; e a criação de uma licença compensatória que previa dias de folga que poderiam ser convertidos em dinheiro no caso de atividades extras, como sessões noturnas, auditorias e plantões.
Lula também vetou regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões.
Foram mantidos os dispositivos que estabelecem a recomposição remuneratória para 2026 nas três carreiras do Legislativo.
Além disso, foi criada uma gratificação de desempenho para os servidores efetivos tanto da Câmara quanto do Senado que vai variar de 40% a 100% sobre o maior vencimento básico. Ela substituiu a gratificação em vigor e está sujeita ao teto constitucional.
No caso do TCU, houve ampliação do número de cargos, elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para todos eles. Os cargos efetivos nas três instituições ainda ficam reconhecidos como carreiras típicas de Estado, o que dá mais segurança jurídica a esses servidores.
Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
O prefeito Heliomar Klabunde esteve nesta quarta-feira (18) vistoriando as obras em andamento no Lago Municipal, iniciativa fruto de parceria entre o Governo do Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), e a Prefeitura de Paranhos.
No local, ele acompanhou os trabalhos de drenagem que vão redirecionar a água para outro ponto, evitando que o volume pluvial continue desaguando diretamente na lagoa.
Segundo a gestão municipal, a intervenção pretende melhorar o sistema de escoamento da chuva, reduzir impactos no lago e contribuir para a preservação ambiental e a valorização de um dos principais espaços públicos do município.
Depois de quase 24 horas de viagem, jogadores do Pantanal fizeram treino no Estádio Biancão, local da partida contra o Ji-Paraná (Foto: Patrick Magalhães/FC Pantanal)
A Copa do Brasil começa para os times sul-mato-grossenses nesta quarta-feira (18). Ivinhema FC e FC Pantanal entram em campo pela primeira fase da competição para enfrentar, respectivamente, Independente-AP e Ji-Paraná-RO em confronto definido em jogo único em busca de vaga na fase seguinte. O terceiro representante do Estado é o Operário FC, que entra na segunda fase e enfrenta o ASA-AL, fora de casa.
A missão do Pantanal pode ser bem mais complicada, começando pela longa viagem para partida, saindo de Campo Grande na segunda-feira (16) a tarde e chegando quase 24 horas depois, a tempo de fazer um treino de reconhecimento. No Estádio Biancão, às 19h30, o Tricolor enfrenta o Ji-Paraná e o vencedor avança para enfrentar o Ypiranga-RS na segunda fase. Em caso de empate, a disputa termina nos pênaltis. Yuri Ferreira da Cruz é o árbitro, auxiliado por Raphael Tavares dos Reis e Thayse Marques Fonseca, todos do Rio de Janeiro. O quarto árbitro é Jonathan Antero Silva, de Rondônia.
Com sete jogos disputados no Campeonato Sul-Mato-Grossense, o Pantanal passa por momento de instabilidade, sem vencer nos últimos três, com derrota para o CE Naviraiense e empates com Corumbaense FC e AA Bataguassu. Soma oito pontos e está na sexta posição, a última da zona de classificação. O Ji-Paraná, por outro lado, disputou os mesmos sete jogos no Estadual de Rondônia e lidera com 19 pontos, acumulando quatro vitórias seguidas nos últimos jogos, a última contra o Genus por 2 a 0.
Azulão do Vale
No Estádio Saraivão, às 19h30, o atual vice-campeão estadual Ivinhema encara o Independente, que foi semifinalista no Estadual do Amapá ano passado. O vencedor do jogo avança de fase para enfrentar o Volta Redonda-RJ. Em caso de empate, o classificado sai nos pênaltis. A arbitragem é paulista, com Edina Alves Batista, auxiliada por Gustavo Rodrigues de Oliveira e Raphael de Albuquerque Lima. O quarto árbitro é Renan Novaes Insabralde.
O Azulão do Vale chega animado para a partida. Depois de um início ruim no Campeonato Sul-Mato-Grossense, o time do técnico Douglas Ricardo venceu o CR Aquidauana, na última rodada, e saiu da lanterna para a quinta posição. Em sete jogos, venceu dois, empatou dois e perdeu três. Essa sequência de jogos pode ser a vantagem sobre o time amapaense, que fez apenas uma partida oficial no ano. Na última sexta-feira (13), estreou no Estadual com vitória sobre o Cristal por 3 a 0 e pode sentir a falta de ritmo.
Maior da História
Para sua 38ª edição, a Copa do Brasil saltou de 92 para 126 clubes, o maior número de participantes da história, e de 122 para 155 partidas. O torneio nacional terá pela primeira vez final única, marcada para dezembro, alinhando-se ao padrão de outras competições internacionais de formato similar e garantindo apelo esportivo, turístico e comercial.
A distribuição de cotas por participação também mudou. Ivinhema e Pantanal recebem R$ 400 mil pela primeira fase e, se avançarem para segunda fase, garantem mais R$ 830 mil, valor já garantido ao Operário. Caso cheguem à terceira fase, a cota é de R$ 950 mil.
Confira abaixo a tabela completa da primeira fase da Copa do Brasil.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. Anunciada nesta quarta-feira (18), em Brasília, a medida inclui nesse regime especial a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários – integrante do conglomerado prudencial Pleno.
Segundo a autoridade monetária, trata-se de conglomerado de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Pleno. Este conglomerado detém, de acordo com o BC, 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
Banco Master
Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno integrava, até meados de 2025, o conglomerado financeiro do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.
A operação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
“A liquidação extrajudicial [do Banco Pleno e de sua distribuidora] foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, justificou, em nota, o BC.
Outras medidas podem ser tomadas pela autoridade monetária para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. Caso as suspeitas de irregularidades se confirmem, serão adotadas medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes.
Entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.
O Mapeamento de Criativos de Mato Grosso do Sul segue em andamento em 2026, dando continuidade ao trabalho de identificação e cadastramento de artistas, produtores, empreendedores e demais agentes da economia criativa em todo o estado. A iniciativa é coordenada pela Superintendência de Economia Criativa e Políticas Integradas, vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), e tem como objetivo consolidar um banco de dados que subsidie políticas públicas, investimentos e ações estratégicas voltadas ao setor.
Lançado em 2025, o mapeamento já possibilitou a construção de um panorama inicial da economia criativa sul-mato-grossense, reunindo informações sobre áreas de atuação, perfil dos agentes, municípios participantes e características dos empreendimentos criativos. Os dados coletados integram o banco MS +Criativo, ferramenta que fortalece o diálogo entre o poder público e a comunidade criativa.
Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, a continuidade do mapeamento é fundamental para o planejamento das ações governamentais. “A economia criativa tem papel estratégico no desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. Manter esse mapeamento ativo nos permite planejar políticas públicas com mais eficiência, direcionar investimentos e reconhecer a diversidade cultural existente nos municípios, valorizando quem faz da criatividade uma atividade econômica e cultural”.
A superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, destaca que a participação dos agentes culturais é decisiva para ampliar o alcance das políticas públicas. “A continuidade do mapeamento em 2026 é essencial para ampliar esse retrato da economia criativa no estado. Cada novo cadastro fortalece o banco de dados e contribui para que as ações cheguem de forma mais justa aos criativos e aos territórios onde eles atuam”.
O cadastro é gratuito, realizado de forma on-line, por meio da plataforma Responde MS, e contempla diversos segmentos, como artesanato, música, artes visuais, artes cênicas, design, moda, gastronomia, cultura geek/nerd, literatura, audiovisual, além da organização e produção de feiras e festivais criativos, entre outros.
Os dados coletados poderão ser utilizados para consultas, diagnósticos e eventuais convites para ações, programas e projetos desenvolvidos pela Setesc e instituições vinculadas, sem gerar vínculo obrigatório de contratação.
Em meio a um cenário nacional marcado por debates sobre insegurança hídrica e episódios de racionamento em grandes centros urbanos, Mato Grosso do Sul apresenta um quadro diferente. Segundo o diretor Comercial e de Operações da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Madson Valente, os municípios operados pela companhia contam hoje com abastecimento regular e segurança hídrica.
A reflexão foi feita após a divulgação de notícias que apontam dificuldades no fornecimento de água em diferentes regiões do país. “O mundo discute a questão da insegurança hídrica. No Brasil, embora sejamos o país mais rico em água doce do mundo, a gente vê o povo de São Paulo padecendo, não tendo água de forma regular, até a ponto de ter água a cada três dias”, afirmou.
Madson também citou situações enfrentadas por outras capitais e regiões brasileiras. “A gente está vendo Curitiba, a gente está vendo Cuiabá, enfim, vários pontos. Os irmãos nordestinos padecendo pela questão da insegurança, da falta de água em suas cidades.”
De acordo com o diretor, o cenário em Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento e investimentos contínuos realizados ao longo dos anos. “O Mato Grosso do Sul vive algo diferente. Nos sistemas que a Sanesul opera temos segurança hídrica em todas as cidades. Isso não é resultado do acaso, nem resultado da sorte. Isso é resultado de investimentos que, ao longo do tempo, a Sanesul vem fazendo”, destaca o dirigente.
A mesma linha de raciocínio é compartilhada pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, que tem reiterado que a segurança hídrica no Estado é fruto de planejamento técnico, responsabilidade na gestão e investimentos contínuos. Para ele, garantir água tratada com regularidade à população é uma política pública estruturante, que envolve visão estratégica e compromisso permanente com o futuro.
Madson Valente destaca que a política de investimentos segue uma diretriz estabelecida pelo Governo do Estado, com foco na universalização do saneamento. “Cumprindo um propósito do governo do Estado, que é cada vez mais avançar e fazer de Mato Grosso do Sul o primeiro estado a universalizar o saneamento no Brasil.”
O dirigente reforça que o avanço no abastecimento e na ampliação da infraestrutura hídrica exige constância e compromisso. “É muito foco, é muita fé e persistência.”
A Sanesul opera em 68 municípios sul-mato-grossenses, onde o abastecimento de água já foi universalizado, e mantém investimentos permanentes para assegurar regularidade no fornecimento e ampliar a cobertura de esgotamento sanitário.
Produção de água
Ao todo, a estrutura operada pela empresa assegura a produção e distribuição de 11,7 bilhões de litros de água tratada por mês, atendendo cerca de 664 mil ligações ativas de água nos 68 municípios sob sua responsabilidade.
Os números reforçam a dimensão do sistema e evidenciam a capacidade instalada que sustenta a regularidade no abastecimento, mesmo em um contexto nacional marcado por episódios de escassez e racionamento.
Em meio ao aumento no número de casos de dengue e à mobilização nacional para ampliar a proteção dos trabalhadores da saúde, Mato Grosso do Sul avança na organização de sua estratégia de imunização. O Estado receberá a primeira remessa da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan, destinada exclusivamente aos trabalhadores da APS (Atenção Primária à Saúde).
Na quinta-feira (19), Mato Grosso do Sul recebe 7.878 doses da vacina atenuada contra a dengue, referentes a essa primeira remessa. As doses integram a estratégia nacional de vacinação de trabalhadores da APS do SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o país.
O imunizante é indicado para pessoas de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade, independentemente de infecção prévia pela doença e sem histórico de vacinação anterior contra a dengue com outro imunizante. Nesta etapa inicial, a vacinação contemplará exclusivamente trabalhadores que atuam nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) também recebeu do Ministério da Saúde o guia orientativo com as indicações e diretrizes que irão nortear a aplicação do imunizante e subsidiar o alinhamento com os municípios, garantindo o início oportuno da vacinação no Estado.
Estão incluídos na vacinação profissionais de saúde que exercem atividades assistenciais e de prevenção, como médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e odontólogos; equipes multiprofissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos; Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias; além de trabalhadores administrativos e de apoio das unidades, como recepcionistas, vigilantes, equipes de limpeza, cozinheiros, auxiliares e motoristas de ambulâncias, entre outros.
A distribuição das doses aos municípios seguirá critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde. As orientações sobre o início da vacinação e a organização da estratégia serão repassadas às secretarias municipais de saúde.
Como parte desse processo, a SES realiza nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, uma reunião por webconferência com os coordenadores de imunização dos 79 municípios sul-mato-grossenses. O encontro terá como pauta o alinhamento da estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan, a programação anual de vacinação, além de informes e notas técnicas do PNI (Programa Nacional de Imunizações).
De acordo com o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, a articulação prévia com os municípios é fundamental para garantir agilidade e segurança na execução da estratégia. “Estamos organizando o Estado para que a vacinação ocorra de forma padronizada e eficiente. O alinhamento com os coordenadores municipais permite esclarecer dúvidas, reforçar as recomendações do Ministério da Saúde e assegurar que as doses cheguem rapidamente a quem está na linha de frente da Atenção Primária”, destacou.
A SES reforça que, além da vacinação, é fundamental que a população mantenha as medidas de prevenção para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e Zika — como eliminar recipientes que acumulam água parada, manter caixas d’água bem vedadas e permitir a entrada dos agentes de endemias nas residências. A combinação entre imunização e controle do vetor é essencial para reduzir casos e proteger a população em todo o Estado.
Todos os meses o Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) alerta a população sobre golpes na internet, mas os criminosos continuam criando páginas falsas que imitam o site oficial para enganar o cidadão. Na semana pssada um novo endereço eletrônico entrou no radar. A página copiava a identidade visual do órgão e induzia ao pagamento de guias indevidas.
Somente nesta semana, três pessoas procuraram uma agência do Detran-MS na Capital após perceberem que o débito do veículo não havia sido baixado, mesmo depois do pagamento. Ao verificarem a situação, foi constatado que as guias haviam sido emitidas por um site falso.
Na unidade, o agente de atendimento confere no sistema se os débitos ainda constam ativos, verifica onde a guia foi emitida e confirma quem foi o destinatário do pagamento. Quando o recebedor não é Detran MS, fica evidente que o valor pago foi direcionado a uma página fraudulenta. Nestes casos o cidadão é orientado a registrar um boletim de ocorrência.
A equipe de Tecnologia da Informação mantém monitoramento constante para identificar e derrubar páginas clonadas, no mês de janeiro 2 foram tiradas do ar, mas a atenção do cidadão ainda é a principal barreira contra esse tipo de crime.
O primeiro ponto de verificação é o endereço eletrônico. Todo site oficial do Governo termina em gov.br. No caso do Detran-MS, o endereço correto é www.meudetran.ms.gov.br. Qualquer variação fora desse padrão deve ser considerada suspeita.
Outro detalhe importante é que o portal oficial não permite consultas livres. Para acessar débitos, emitir guias ou visualizar informações da CNH ou veículo, é obrigatório fazer login pelo Gov.br ou informar CPF e senha cadastrada. Se o site apresentar valores ou liberar boletos sem exigir autenticação, desconfie.
Também é fundamental observar o nome do destinatário no momento do pagamento. Ao acessar o aplicativo do banco, aparece a identificação de quem vai receber o valor. As guias legítimas sempre terão como recebedor Detran MS. Se constar outro nome, a orientação é interromper a operação.
É preciso ter cautela inclusive ao pesquisar no Google. Muitos sites fraudulentos pagam para aparecer entre os primeiros resultados, o que pode transmitir uma falsa sensação de credibilidade. Estar no topo da busca não significa que o endereço seja oficial.
Para o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, a maneira mais segura de acessar os serviços é utilizar os canais próprios do órgão. “Hoje, a forma mais segura de acessar os serviços é pelo aplicativo Meu Detran MS. Ele elimina o risco de cair em páginas falsas e oferece um ambiente protegido para consultas e pagamentos.”
Outro canal confiável é a Glória, assistente virtual do Detran-MS pelo WhatsApp, que utiliza inteligência artificial e também oferece atendimento humanizado. Pelo número (67) 3368-0500, o cidadão pode consultar guias, verificar se um boleto é verdadeiro e confirmar valores antes de efetuar o pagamento.
O Detran-MS lamenta que situações como essa ainda ocorram e reforça que segue atuando para retirar páginas fraudulentas do ar. Ainda assim, a regra continua simples e eficaz: conferir se o site termina em gov.br e se o destinatário é Detran MS pode evitar prejuízos e transtornos.
O SUS (Sistema Único de Saúde) é público, gratuito e atende qualquer pessoa em território nacional. Da vacina aplicada na unidade do bairro a uma cirurgia de alta complexidade, tudo passa por uma estrutura que organiza serviços, define responsabilidades e distribui recursos. Essa estrutura é a gestão do SUS — o conjunto de decisões e ações que faz o sistema sair do papel e funcionar na prática.
Gerir o SUS significa comandar e organizar a política pública de saúde nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Isso envolve planejar ações, estabelecer prioridades, acompanhar indicadores, fiscalizar contratos, avaliar resultados, auditar serviços e garantir que os princípios do sistema — como universalidade, integralidade e equidade — sejam cumpridos. Em outras palavras, é a gestão que transforma o direito constitucional à saúde em atendimento concreto para a população.
Quem administra o SUS
A administração é compartilhada entre União, Estados e Municípios, cada um com funções específicas e complementares. À União, por meio do Ministério da Saúde, cabe formular políticas nacionais, definir normas e diretrizes, coordenar programas estratégicos e repassar recursos financeiros para estados e municípios. A atuação direta do governo federal na execução de serviços é mais restrita, concentrando-se principalmente na vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras.
Os Estados exercem papel de coordenação regional. São responsáveis por acompanhar e avaliar as redes hierarquizadas de saúde, prestar apoio técnico e financeiro aos municípios e organizar serviços que atendem a mais de uma cidade, especialmente na média e alta complexidade.
Já os Municípios são a porta de entrada do sistema e os principais executores das ações de saúde. As Secretarias Municipais administram as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), coordenam equipes de Saúde da Família, organizam consultas, exames, vacinação, atendimentos de urgência e ações de vigilância em saúde. Também participam do planejamento regional em articulação com o estado, respeitando a lógica de rede do SUS.
As decisões que estruturam essa engrenagem são pactuadas em fóruns permanentes de negociação chamados Comissões Intergestores. No plano nacional, a CIT (Comissão Intergestores Tripartite) reúne representantes do Ministério da Saúde, do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde). Nos estados, a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) articula a SES (Secretaria de Estado de Saúde) com os municípios. São nesses espaços que são definidos critérios de financiamento, metas, responsabilidades e regras de organização da rede.
Na CIB, Estado e municípios pactuam ações, alinham estratégias e constroem juntos soluções para garantir um SUS mais eficiente e acessível. (Foto: Arquivo)
Regionalização: como o atendimento é organizado
Para garantir que todos tenham acesso a serviços especializados, o SUS é organizado por regiões de saúde. Municípios vizinhos formam uma região com uma cidade de referência, preparada para ofertar atendimentos de média e alta complexidade. Assim, o cidadão procura a unidade mais próxima de sua casa e, se necessário, é encaminhado para outro serviço dentro da própria região, mantendo a continuidade do cuidado.
Dentro do município, o território também é dividido para facilitar o acompanhamento da população. As UBS atendem áreas específicas, compostas por microáreas onde atuam equipes de Saúde da Família e agentes comunitários de saúde. Essa organização territorial permite conhecer o perfil da comunidade, identificar riscos e planejar ações de prevenção e promoção da saúde.
O que é gestão plena do município?
Um dos modelos mais avançados de descentralização do SUS é a Gestão Plena do Sistema Municipal. Quando habilitado nessa modalidade, o município assume responsabilidade integral pela organização do sistema de saúde em seu território. Isso inclui a atenção primária, os serviços de média e alta complexidade, a vigilância em saúde e a gestão administrativa e financeira dos recursos.
Em Mato Grosso do Sul, são habilitados em gestão plena os municípios de Amambai, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Eldorado, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas. Nesses locais, as prefeituras assumem papel ampliado na organização da rede e na aplicação direta dos recursos, sempre em articulação com a SES.
Na prática, o município passa a ter maior autonomia para planejar, contratar serviços, organizar a rede e aplicar os recursos federais, que podem ser repassados diretamente ao Fundo Municipal de Saúde. Essa autonomia, no entanto, vem acompanhada de responsabilidades ampliadas.
Para obter a habilitação em gestão plena, o município precisa comprovar capacidade técnica, administrativa e financeira. É necessário ter comando único sobre os prestadores de serviço no território, manter o Fundo Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde em funcionamento regular e cumprir o Plano Municipal de Saúde. Também deve garantir a oferta de um conjunto mínimo de serviços essenciais, como pré-natal, partos, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, pequenas urgências e assistência farmacêutica básica.
Além disso, o município precisa organizar fluxos de referência e contrarreferência com outras cidades, assegurando que o paciente seja atendido em todos os níveis de complexidade quando necessário. É obrigatório alimentar corretamente os sistemas nacionais de informação, como SIH (Sistema de Informações Hospitalares), SIA (Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde) e CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), e não apresentar irregularidades graves apontadas pelo SNA (Sistema Nacional de Auditoria). A habilitação é pactuada na CIB e segue as diretrizes estabelecidas pela NOAS (Norma Operacional de Assistência à Saúde).
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a organização do SUS nesse formato fortalece a rede e torna a gestão mais eficiente. “Quando a gestão é organizada de forma regionalizada e com responsabilidades bem definidas, garantimos mais agilidade nas decisões, melhor aplicação dos recursos e maior resolutividade para a população. A gestão plena permite que o município tenha autonomia para organizar sua rede de acordo com a realidade local, mas sempre integrado ao planejamento estadual e nacional do SUS”, afirma.
Participação da população
A gestão do SUS não se limita aos governos. A participação da comunidade é garantida por lei, por meio do chamado controle social. Os Conselhos de Saúde, compostos por representantes do governo, trabalhadores, prestadores de serviço e usuários, têm caráter permanente e deliberativo e acompanham a execução das políticas públicas. Já as Conferências de Saúde, realizadas a cada quatro anos, avaliam a situação da saúde e apontam diretrizes para os próximos períodos.
Gestores, trabalhadores e usuários do SUS juntos na Conferência Estadual de Saúde, debatendo propostas e construindo caminhos para o fortalecimento da saúde pública. (Foto: Álvaro Rezende/Secom)
É essa estrutura de responsabilidades compartilhadas e participação social que sustenta o SUS e permite que o direito à saúde, previsto na Constituição, se concretize na vida das pessoas.
A forte chuva registrada no início da tarde da última sexta-feira, 13 de fevereiro, mobilizou equipes da Prefeitura de Amambai e provocou danos tanto na zona rural quanto na área urbana do município. Segundo dados da Coopersa, foram aproximadamente 120 milímetros de precipitação, sendo 62,2 milímetros em apenas uma hora, conforme a Defesa Civil estadual.
Levantamento na zona rural
Na zona rural, o volume concentrado provocou alagamentos em áreas produtivas, erosões com rompimento de curvas de nível, danos em lavouras recém-implantadas, especialmente de milho, além de prejuízos em estradas vicinais.
Entre os pontos atingidos está a MS-485, na saída para Aral Moreira, onde foram registrados danos na via e dificuldades de tráfego. Como exemplo das áreas rurais afetadas, produtores relataram prejuízos na Fazenda Boqueirão – Parte 2 e na Fazenda J.S. Boqueirão, onde houve impacto em lavouras e acessos internos.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Manoel Douglas A. D. Junior, os impactos podem comprometer parte da safra em curso.
A Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) iniciaram levantamentos nas regiões afetadas para identificar os pontos mais críticos e buscar soluções para recuperação das estradas e apoio aos produtores.
Atuação na área urbana
Na cidade, ruas, estabelecimentos comerciais e residências foram alagados. O Corpo de Bombeiros realizou o resgate de uma mulher que ficou presa em um veículo na Avenida Nicolau Otano e retirou um idoso de uma residência invadida pela água na região da Vila Copacabana.
Foram registrados alagamentos na Avenida Pedro Manvailler, Rua da República, Rua Benjamin Constant, nas proximidades da Lagoa do Tênis Clube, na ponte do Córrego Areião (acesso ao Residencial Pôr-do-Sol II) e no Parque da Cidade Muriama Mascarenhas.
Na Rua Antônio Pereira dos Santos, na Vila Pimentel, a força da enxurrada abriu erosões na pavimentação. A Prefeitura acionou a empresa responsável pela obra e realizou a sinalização dos locais afetados para garantir a segurança da população.
Durante o temporal, o prefeito Sérgio Barbosa acompanhou equipes da Defesa Civil e secretarias municipais na vistoria dos pontos considerados críticos, determinando providências emergenciais.
Segundo a Defesa Civil, o grande volume de chuva concentrado em curto espaço de tempo foi determinante para os alagamentos registrados.
A noite dessa terça-feira (17) foi marcada pelo primeiro dos 155 jogos previstos na Copa do Brasil deste ano. No Estádio Lourival Gomes, em Saquarema (RJ), a Desportiva venceu o Sampaio Corrêa-RJ nos pênaltis, por 3 a 1, após empate por 1 a 1 no tempo normal.
A Locomotiva Grená, como o time capixaba é conhecido, abriu o placar aos 24 minutos do segundo tempo, em chute forte de Tiago Moura. O empate dos anfitriões saiu aos 42, em penalidade cobrada pelo também atacante Octávio.
Na disputa por pênaltis, o Sampaio pecou na pontaria. O lateral Guilherme e os atacantes Matheus Goiano e Lecarlos desperdiçaram as cobranças, para alegria da torcida da Desportiva, que viajou mais de 470 quilômetros para empurrar o time em Saquarema. Foi a primeira vez que o clube avançou de fase na Copa do Brasil.
A vitória valeu R$ 830 mil ao time capixaba pela classificação. Somados aos R$ 400 mil da cota de participação, a Locomotiva já acumula R$ 1,23 milhão em premiações no campeonato.
A primeira fase reúne os 28 times classificados à competição que são os piores colocados no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Onze partidas movimentam o torneio nesta quarta (18) e mais duas na quinta-feira (19). Confira os confrontos, no horário de Brasília:
Jogos de quarta-feira (18)
16h – Porto-BA x Serra Branca – Agnaldo Bento, em Porto Seguro (BA)
16h30 – Maguary x Laguna – Arthur Tavares, em Bonito (PE)
17h – Baré x Madureira – Canarinho, em Boa Vista
19h30 – Araguaína x Primavera-SP – Mirandão, em Araguaína (TO)
20h – Betim x Piauí – Arena Urbsan, em Betim (MG)
20h – Santa Catarina x Iape – Alfredo Krieck, em Rio do Sul (SC)
20h – Gama x Monte Roraima – Bezerrão, em Gama (DF)
20h – América-SE x Tirol – Batistão, em Aracaju
20h30 – Ji-Paraná x Pantanal – Biancão, em Ji-Paraná (RO)
20h30 – Ivinhema x Independente-AP – Saraivão, em Ivinhema (MS)
21h – Vasco-AC x Velo Clube – Arena da Floresta, em Rio Branco
Jogos de quinta-feira (19)
20h – Primavera-MT x Bragantino-PA – Cerradão, em Primavera do Leste (MT)
21h – Galvez x Guaporé – Arena da Floresta, em Rio Branco
Novo formato
A edição 2026 da Copa do Brasil reúne o número recorde de 126 clubes. O regulamento sofreu mudanças. Se até o ano passado as equipes com vaga na Libertadores e os campeões nacionais (Séries B, C e D) e das copas regionais entravam na terceira fase, desta vez a inclusão de novos participantes ocorre da segunda até a quinta fase, a última antes das oitavas de final, que é quando os 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro chegam para a disputa.
A definição de confrontos em jogo único, restrita anteriormente às duas primeiras etapas, foi estendida até a quarta fase. A partir dai, os duelos terão partidas de ida e volta, exceto a final, que será realizada, de maneira inédita, em apenas uma partida e campo neutro.
Aos 14 times classificados da primeira fase, serão incluídos outros 74, totalizando 88 clubes. A Desportiva, pela classificação na terça, terá pela frente o Sport. A partida está marcada para o dia 5 de março, uma quinta-feira, às 19h, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica (ES).