As exportações brasileiras de carne bovina somaram 267,3 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa aumento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita. O desempenho também supera o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações alcançaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o maior resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões. O resultado representa crescimento de 23,8% em volume e de 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano anterior.
A carne bovina in natura permanece como o principal produto exportado. Em fevereiro, foram embarcadas 235.890 toneladas, volume equivalente a 88,2% do total exportado e responsável por 92,2% da receita obtida no mês.
Entre os principais destinos, a China manteve a liderança nas compras, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 toneladas), Chile (13.857 toneladas) e União Europeia, com 9.084 toneladas.
Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile registraram aumento nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente. As exportações para a União Europeia também avançaram no período, com crescimento de 21,2%.
O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra - Foto: Pixabay
A legislação brasileira estabelece regras que buscam garantir segurança jurídica nas relações de arrendamento rural, definindo direitos tanto para o proprietário da terra quanto para quem explora a área produtivamente. Segundo o advogado em Direito Bancário e do Agronegócio Fábio Lamonica Pereira, algumas situações previstas na legislação podem levar à extinção do contrato de arrendamento.
O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra, instituído pela Lei nº 4.504 de 1964, e pelo Decreto nº 59.566 de 1966, que traz o regulamento da norma. Pela legislação, o arrendatário, que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel ou renda ao proprietário, possui direito de preferência caso o imóvel seja colocado à venda, desde que em igualdade de condições com terceiros.
O arrendatário também tem preferência na renovação do contrato de arrendamento nas mesmas condições oferecidas a outros interessados. Caso não seja notificado formalmente por meio de Cartório de Títulos e Documentos até seis meses antes do vencimento do contrato, a renovação ocorre automaticamente pelo mesmo período e condições.
Apesar dessas garantias, decisões judiciais podem alterar essa situação. O Superior Tribunal de Justiça decidiu, no Recurso Especial nº 2.187.412, que a perda do imóvel por decisão judicial pode levar à extinção do contrato de arrendamento. Nesses casos, a mudança de titularidade permite que o novo proprietário notifique o arrendatário e encerre a exploração da área.
“Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos”, conclui.
O presidente da Câmara, vereador Chacal com a esposa, Ana Carolina de Oliveira, a “Carol”. Eles parabenizam a todas as mulheres de Paranhos pelo seu dia, comemorado neste domingo, dia 8 de março. (Fotos: Assessoria)
08 de março, é o dia Internacional da Mulher! É momento propício para rendermos homenagens a quem mantém ativa a batalha pela valorização do sexo feminino.O presidente da câmara de Paranhos, Chacal, parabeniza a todas as Mulheres por este dia tão especial. Mulher! Símbolo da paz! Símbolo da vida! É força, determinação, é digna de respeito e dedicação!
Mulher! É luta, é amor, é alegria, é dor, é alma, é flor!
É o espelho que reflete os sentimentos na vida! Decidida a batalhar com a alma, garra, coragem e delicadeza! Protetora, leoa dos seus! Poesia viva.
A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. No entanto, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas para que se possa afirmar sem dúvida que a substância é capaz de ajudar pessoas com lesão medular a recuperar seus movimentos.
Apesar de os trabalhos, liderados pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, terem sido iniciados há mais de 25 anos, a maior parte desse tempo foi dedicada aos testes em laboratório, uma etapa essencial chamada de fase pré-clínica.
Além de estudar as moléculas de polilaminina, a equipe precisou verificar primeiro se a substância produzia algum efeito em culturas de células e em animais, antes de testá-la em humanos.
O que é a polilaminina?
A substância foi descoberta por acaso pela professora Tatiana Sampaio, quando ela tentava dissociar as partes que compõem a laminina, uma proteína presente em várias partes do nosso corpo.
Ao testar um solvente, ela viu que, ao invés de se partir, as moléculas de laminina começaram a se juntar umas com as outras, formando uma rede, a polilaminina. Essa junção ocorre no organismo humano, mas nunca tinha sido reproduzida em laboratório.
A partir daí, Tatiana passou a pesquisar possíveis usos para a rede de lamininas e descobriu que, no sistema nervoso, essas proteínas atuam como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios parecidas com caudas, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos.
Quando ocorre uma fratura na medula, os axônios são rompidos, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, a partir do ponto em que foi o ferimento. Essa ruptura é a causa da paralisia.
Normalmente, as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar sozinhas. O que se pretende testar, portanto, é a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro.
Projeto-piloto
Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que sofreram lesão total em diversos pontos da medula, após queda, acidente de carro ou ferimento por arma de fogo.
Além de receber a polilaminina, sete delas passaram por cirurgia de descompressão da coluna, operação padrão em casos de lesão medular. Os procedimentos foram feitos até três dias após a lesão.
Duas pessoas morreram ainda no hospital por causa da gravidade do quadro, e outra acabou falecendo pouco tempo depois por complicações do ferimento.
Masos cinco pacientes que se recuperaram, receberam a polilaminina e passaram pela cirurgia de descompressão apresentaram algum ganho motor, ou seja, conseguiram movimentar partes do corpo paralisadas pela lesão. No entanto, isso não significa que todos voltaram a andar.
A melhora foi constatada pela evolução dos pacientes na chamada escala AIS, que vai de A a E, em que A é o nível mais grave de comprometimento e E é o funcionamento normal do corpo em termos de movimentação e sensibilidade. Para fazer a classificação, a equipe médica avalia a resposta a diversos estímulos aplicados em pontos chave do corpo.
Quatro pacientes do estudo-piloto saíram do nível A para o nível C, o que significa que retomaram a sensibilidade e os movimentos, mas de forma incompleta. Uma pessoa chegou ao nível D, após recuperar a sensibilidade e as funções motoras de todo o corpo, com capacidade muscular quase normal.
Esse paciente é Bruno Drummond de Freitas, que ficou tetraplégico após fraturar a coluna na altura do pescoço, em 2018. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Bruno contou que conseguiu mexer o dedão do pé algumas semanas após a cirurgia de descompressão, combinada com a aplicação da polilaminina.
“Foi uma virada de chave. Na hora, pra mim, não tinha valor mexer o dedão do pé e não mexer mais nada. Mas todo mundo comemorou, e, aí, me explicaram que, quando passa um sinal do cérebro até uma extremidade, significa que o sinal está percorrendo o corpo inteiro”
Depois disso, Bruno foi reconquistando outros movimentos e, então, iniciou um longo e intenso trabalho de fisioterapia e reabilitação na AACD, entidade paulista que é referência brasileira nesses tratamentos. Após anos de recuperação, hoje ele anda normalmente e tem dificuldade apenas em alguns movimentos das mãos.
A experiência de Bruno e dos outros pacientes, no entanto, não basta para comprovar cientificamente a segurança e a eficácia da polilaminina. Um artigo do tipo pré-print publicado pela equipe de pesquisa com os resultados do estudo-piloto ressalva, por exemplo, que até 15% dos pacientes com lesão completa pode recuperar movimentos naturalmente.
Além disso, o diagnóstico de lesão completa e a avaliação segundo a escala AIS, feitos logo após a fratura, podem ser influenciados por fatores como inflamação e inchaço. Por vezes, verifica-se quadros menos graves em pacientes que, inicialmente, eram apontados como casos de paralisia total.
Ainda assim, os resultados apresentados publicamente pela equipe de pesquisa em setembro do ano passado chamaram bastante atenção. Se a eficácia da polilaminina for confirmada, a ciência brasileira terá encontrado uma solução inédita para um problema que aflige milhões de pessoas, com grande impacto sobre suas rotinas e qualidade de vida. Mas até lá, ainda há um longo caminho.
Fase 1, 2 e 3
O professor de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Eduardo Zimmer, explica que, tradicionalmente, o ensaio clínico de um novo medicamento é composto por três fases. E cada rodada de testes tem um objetivo.
“Na fase 1, a gente tem poucos pacientes, saudáveis, porque ela visa identificar se o composto é seguro e se os humanos vão tolerar receber esse tratamento. Junto com isso, tem o que a gente chama de farmacocinética. Entender como é que a droga se comporta dentro do nosso organismo, como ela entra, como ela é metabolizada e como ela é eliminada”, explica.
Mas eles terão uma diferença importante do padrão. Como a polilaminina é aplicada por injeção diretamente na medula, isso não será feito em pacientes saudáveis, mas também em pessoas com lesão medular aguda.
“A gente vai monitorar eventos adversos para verificar se eles são os esperados, exames neurológicos para verificar se tem alguma deterioração, e temos também vários exames de sangue para ver se tem alguma toxicidade hepática ou renal. Isso vai ser comparado com a história natural provável para aquela pessoa, que é um paciente grave, e com outros estudos”, complementa Tatiana.
Conforme aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância será aplicada em cinco pacientes voluntários. Eles precisarão ter idades entre 18 e 72 anos e lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica ocorrida há menos de 72 horas da lesão. O procedimento será feito no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Mas o estudo terá também outra especificidade, de acordo com a pesquisadora. “O fato de serem pessoas com lesão medular significa que os resultados de indicação de eficácia já serão emitidos desde a fase 1”. Ou seja, os pesquisadores também pretendem observar se esses pacientes apresentam melhora, o que diverge do percurso clássico.
De acordo com Eduardo Zimmer, que também é chefe de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira e pelo programa Idor Ciência Pioneira, a eficácia de um medicamento em humanos costuma ser medida apenas a partir da fase 2, quando a quantidade de voluntários aumenta. Também é nesse momento que a equipe testa doses diferentes para encontrar a melhor formulação.
Tatiana Sampaio adianta que duas doses diferentes serão avaliadas no caso da polilaminina, se o estudo chegar à fase 2. Já os detalhes de uma possível fase 3, a última e principal etapa para verificar se um medicamento é mesmo eficaz e produz resultados de forma consistente, ainda não estão definidos. A equipe espera concluir todas as fases de teste em cerca de dois anos e meio.
A professora Tatiana Sampaio fala sobre as pesquisas com a polilaminina, substância em testes para o tratamento de lesões medulares, no programa Sem Censura, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Desafios para os testes
O professor e pesquisador Eduardo Zimmer diz que, via de regra, na fase 3, a quantidade de voluntários aumenta bastante, e os testes são feitos em diversos centros.
Os participantes são divididos de forma aleatória em dois grupos, mas apenas um dos grupos recebe a substância testada, enquanto o outro servirá para a comparação do que acontece sem ela. Esse segundo é o chamado grupo controle.
O ideal é que nem os pacientes nem os pesquisadores saibam, a princípio, quem está em qual grupo. O objetivo final é ter certeza que o remédio testado produziu um benefício que não seria obtido sem ele.
“O grupo controle, numa patologia como essa, sempre compara a eficácia da droga em relação às outras terapias disponíveis. Você não vai parar de tratar o paciente, você trata ele com o melhor que você tem, para verificar se a droga nova faz com que o outro grupo se recupere melhor, em comparação ao melhor tratamento que já existe”, ele ressalva.
Mas os testes com a polilaminina podem demandar procedimentos diferentes. O ex-presidente da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Venâncio, explica que normalmente os participantes de ensaios clínicos que compõem os grupos de controle ganham acesso prioritário à nova tecnologia, caso ela se prove realmente eficaz, como forma de compensação.
“Aqui, nós temos a seguinte dificuldade: o tratamento precisa ser feito num prazo relativamente curto depois do acidente que gerou o traumatismo, mas o tratamento tende a ter um resultado demorado. Então, quando o estudo se completar, provavelmente a equipe terá dificuldade de aplicar o remédio em quem tomou o comparador”, complementa Venâncio.
Ainda que os ensaios tenham um percurso ideal, adaptações, quando justificadas, podem ocorrer, diz o ex-presidente do Conep. É o que acontece nos estudos de novos tratamentos para doenças raras, que atingem um número muito pequeno de pessoas, o que impossibilita o recrutamento da quantidade ideal de voluntários. Mas Venâncio reforça a importância do cumprimento de todas as fases de pesquisa.
“Você não pode botar uma substância que você não sabe se vai causar dano em uma população de centenas de participantes. Por isso, você testa primeiro numa população pequena e vê se o risco é pequeno o suficiente para fazer um estudo mais amplo. Na fase dois, você já começa a testar qual é a dose adequada e, na fase três, é quando você vai testar efetivamente o efeito da substância. Quando você não tem o grupo controle, você corre o risco de chegar a uma conclusão diametralmente oposta à realidade”, diz o ex-presidente do Conep.
Ensaios clínicos serão acompanhados
A professora da UFRJ Tatiana Sampaio lembrou que, independente da avaliação dos pesquisadores, a decisão final sobre as próximas fases dos estudos com a polilaminina caberá à Anvisa e a algum comitê de ética acreditado, orgãos que precisam aprovar os ensaios clínicos no Brasil, para que eles possam ser feitos.
A coordenadora da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), Meiruze Freitas, acrescenta que, mesmo depois de aprovadas, as pesquisas continuam a ser monitoradas. O comitê de ética verifica se as atividades não estão sendo prejudiciais aos participantes, e a Anvisa se certifica de que as boas práticas clínicas estão sendo seguidas.
“A polilaminina tem um fator de esperança, porque uma lesão medular causa muitas complicações, inclusive morte. Mas a gente precisa tomar muito cuidado para não abandonar os preceitos científicos. Essas fases não são estabelecidas por burocracia, mas para que a gente possa ter dados validados, com uma avaliação isenta, passível, inclusive, de ser revistas por pares [outros cientistas], e para que a gente comprove que a tecnologia é realmente eficaz. Isso evita que a nossa população seja submetida a produtos que não são confiáveis”.
Mas Meiruze também acredita que os órgãos regulatórios, cada vez mais, serão desafiados pelas especificidades de pesquisas que propõem soluções inovadoras.
A ex-diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Meiruze Freitas durante seminário Saúde e Soberania, em 2023 – Foto de Arquivo: Tomaz Silva/Agência Brasil
A coordenadora do Inaep acrescenta que eles precisam “ser estruturados e ter capacidade técnica para recepcionar e destravar as inovações de forma responsável, acompanhando qualidade, eficácia e segurança”, assim como os pesquisadores precisam de apoio para saber conduzir seus trabalhos, de acordo com as exigências.
“Teoricamente, ainda que sejam resultados parciais, na fase 1 e na fase 2, você já pode ter alguns indicativos de eficácia. E, para produtos como a polilaminina, que, em tese, não tem alternativa terapêutica além da cirurgia, você poderia encurtar o desenvolvimento, inclusive permitir, de repente, um registro no Brasil com a finalização da fase 2, enquanto a fase 3 ainda está em andamento. Isso acontece para algumas doenças de alta mortalidade ou raras, que você não consegue desenvolver a fase 3”, complementa Meiruze.
Atualmente, o principal regramento sobre o tema é a Lei 14.874, sancionada em 2024, e que promoveu algumas mudanças com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. Uma das principais foi a redução dos prazos para a análise de novos estudos. A resposta dos comitês de ética deve ser dada em até 30 dias, e a da Anvisa, em 90.
Valorização da ciência
Para a criadora da polilaminina, a professora da UFRJ Tatiana Sampaio, a redução dos entraves depende também de uma mudança de cultura.
“A gente precisaria ter uma compreensão de que investir na ciência pública é uma opção de um país que quer se desenvolver, que nós queremos ter tecnologias e não ser mais dependentes.”
“Eu sou muito obstinada, mas, independentemente das minhas qualidades, tudo só foi possível por conta das características da minha pesquisa. Eu estava estudando um acometimento que não tem nenhuma terapia e que tem um apelo emocional particular. Além disso, é uma questão que gera muito interesse em pesquisa, então, eu tenho ferramentas que facilitam o andamento do trabalho. Juntando tudo isso, foi possível. Em qualquer outra situação não teria sido”, complementa Tatiana.
O Dia Internacional da Mulher é comemorado mundialmente no dia 8 de março, porque em 8 de março de 1917 milhares de mulheres se reuniram no protesto na Rússia que ficou conhecido como “Pão e Paz”.
Nesse protesto, as mulheres reivindicaram melhores condições de trabalho e de vida, lutaram contra a fome e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
A comemoração do Dia Internacional da Mulher frisa a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos.
Origem e história do Dia Internacional da Mulher
No dia 8 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias russas percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II.
Esse evento, que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, ficou conhecido como “Pão e Paz”. Isso porque as manifestantes também lutaram contra as dificuldades decorrentes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Manifestação “Pão e Paz”, na Rússia, em 1917
Entretanto, ao longo da história, outros acontecimentos recordam a luta das mulheres, que faziam longas jornadas de trabalho, recebiam salários muito baixos e, além disso, não tinham direito ao voto.
Anterior ao movimento das operárias russas, em 1908 houve uma greve das mulheres que trabalhavam numa fábrica de confecção de camisas chamada Triangle Shirtwaist Company, localizada em Nova York.
Essas trabalhadoras costuravam cerca de 14 horas diárias e recebiam entre 6 e 10 dólares por semana.
Assim, além de reivindicarem melhores condições de trabalho e diminuição da carga horária, as funcionárias buscavam aumento de salários. Isso porque, naquela época, os homens recebiam muito mais do que as mulheres.
Em 28 fevereiro de 1909 aconteceu a primeira celebração das mulheres nos Estados Unidos. Esse evento surgiu inspirado na greve das operárias da fábrica de tecidos que ocorreu em 1908.
Em 1910, realizou-se na Dinamarca a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. Na ocasião, Clara Zetkin, do Partido Comunista Alemão, propôs a criação de um dia dedicado às mulheres.
No dia 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Company matou 146 mulheres, dentre as 500 que trabalhavam lá – desse número, cerca de 20 eram homens. A maioria das funcionárias que morreram eram imigrantes judias e algumas tinham apenas 14 anos.
Vale notar que o local não estava preparado para um incêndio, visto que não possuía extintores, o sistema de iluminação era a gás e era permitido as pessoas fumarem.
Após o trágico incidente, a legislação de segurança para incêndios foi reformulada e as leis trabalhistas foram revisadas e muitas conquistas foram adquiridas.
Incêndio no edifício Asch, onde a Triangle ShirtwaistCompany ocupava os três últimos andares
Diante desse panorama, a criação de um dia dedicado à luta das mulheres foi sendo pensada.
Existem versões diferentes sobre a origem do Dia Internacional da Mulher. Entretanto, tanto o protesto na Rússia como a greve nos Estados Unidos tinham um objetivo comum, que era alertar sobre o estado insalubre de trabalho que as mulheres estavam sujeitas.
Além disso, em decorrência de um mal-entendido feito por jornais alemães e franceses, foi criado um mito em torno de uma greve ocorrida no dia 8 de março de 1857 que, na verdade, não ocorreu.
Em homenagem à luta e às conquistas das mulheres, o Dia Internacional da Mulher foi definitivamente instituído pela ONU no ano de 1975, sendo que a escolha do dia 8 de março está relacionada com a greve das operárias russas de 1917.
Neste sábado, dia 7, foi realizado em Paranhos o 1º Encontro da Terceira Idade, um evento promovido pela Prefeitura Municipal de Paranhos, por meio da Secretaria de Assistência Social.
O encontro aconteceu no Clube de Laço Ás de Ouro, onde os idosos foram recepcionados com muito carinho e alegria. Estiveram presentes o prefeito Heliomar Klabunde e o vice-prefeito Alfredo Soares, que destacaram a importância de ações voltadas ao bem-estar e à valorização da melhor idade.
A programação contou com momentos de descontração, música, dança e um delicioso almoço, proporcionando um dia de integração e celebração para todos os participantes.
Mais de 500 pessoas passaram pelo MS Cidadão, neste sábado, na cidade de Aquidauana. O programa de inclusão social do Governo do Estado promoveu uma série de atendimentos à população, que foram desde a emissão de documentos até exames médicos. Quem visitou a E.E. Marly Russo, onde a estrutura estava montada, pôde aproveitar a comodidade de diversos serviços oferecidos pelo Estado, municípios e parceiros na porta de casa.
Odontologia foi uma das parcerias da prefeitura de Aquidauana
Somente a Secretaria de Segurança e Justiça do Estado (Sejusp) atendeu 150 pessoas com a emissão do novo documento de identidade. Outra demanda atendida foi a realização de exames de mamografia. Foram realizados 50 exames, diminuindo a fila de espera de quem aguardava atendimento pelo SUS. “Eu estava na fila para este exame e tive a grata surpresa quando a prefeitura me ligou, dizendo que eu poderia realizá-lo neste mutirão. Foi excelente”, ressaltou Adriana, moradora de Aquidauana.
Adriana ganhou tempo e garantiu exame preventivo
A área da saúde também foi contemplada com atendimento odontológico. A Prefeitura de Aquidauana, parceira do projeto, levou a unidade móvel que atendeu mais de 30 pessoas. Foram feitos atendimentos que foram desde a extração de dente e restaurações até palestras de orientação e prevenção de doenças bucais.
Detran, Procon, Polícia Militar, PMA, Vigilância Sanitária e outros serviços estavam disponíveis para quem aproveitou o MS Cidadão para resolver pendências e sanar dúvidas. “Vim até aqui para ver a situação da minha CNH e saber como proceder para a renovação”, disse Nelson Silva. Teve gente que aproveitou para dar aquele trato na aparência no setor de corte de cabelo. “Eu vim para fazer um corte na régua, achei muito top essa ação”, contou o estudante João Gabriel.
Organizadores
Secretários Walter (Casa Civil), Tuta (adjunto) e Tiago Mariano (Interior)
Para quem abraçou a ideia do mutirão, o saldo da ação foi considerado excelente. O secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, lembrou que o Governo do Estado sempre atuou em frentes para levar os serviços até a população, mas criou, por meio da Casa Civil, um projeto que unisse todas as forças da estrutura administrativa estadual e parceiros. “A ideia do governador Eduardo Riedel é não deixar ninguém para trásPor isso, unindo os esforços e as expertises, chegamos mais longe”, ressaltou.
A vice-reitora da UEMS, professora Luciana Ferreira da Silva, também comemorou os avanços da parceria da UEMS na Comunidade com o Governo. “Ganhamos importantes parceiros, mais gente para trabalhar e, com isso, ampliamos as entregas à população. Ângelo Motti (Procon) Luciana (Vice-reitora UEMS)
Esse é o nosso objetivo”. Ângelo Motti, diretor-presidente do Procon, contou que fez questão de acompanhar a ação em Aquidauana. O órgão ofereceu atendimento para dúvidas e também denúncias dos consumidores. “Este movimento de levarmos até a população os serviços do Estado, do município e parceiros é dar dignidade às pessoas. É um trabalho ativo que promove a cidadania”, finalizou. O programa MS Cidadão vai percorrer cidades do interior e também a Capital do Estado, levando os serviços até a porta do cidadão.
Comunicamos com pesar o falecimento nessa sexta-feira, dia 6 de março, no Hospital da Vida, em Dourados, de Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos.
Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado no Memorial Primavera e o sepultamento aconteceu neste domingo (8) às 10h30 da manhã, no Cemitério Municipal Santo Antônio.
O presidente da Câmara de Amambai, vereador Darci (e) e a vereadora Suzana Ulisses, futura presidente do Legislativo local, com o comandante do 17º RC Mec, coronel Pedro Augusto da Cas Porto, durante a solenidade de incorporação de novos soldados na manhã desse sábado, dia 7. (Fotos: Assessoria)
Vilson Nascimento
O presidente da Câmara Municipal, vereador Darci José da Silva, prestigiou na manhã desse sábado, dia 7 de março, a solenidade de incorporação do novo EV (Efetivo Variável) no 17ª RC Mec (Regimento de Cavalaria Mecanizada), unidade do Exército Brasileiro, com sede em Amambai.
Acompanhado por autoridades e outros parlamentares, entre eles as vereadoras em Amambai, Suzana Ulisses e Lígia Borges, o presidente do Legislativo Municipal amambaiense assistiu a formatura de incorporação dos novos soldados do palanque de autoridades ao lado do comandante da Organização Militar , coronel Pedro Augusto da Cas Porto.
“É um momento marcante na vida desses jovens que iniciam sua trajetória de disciplina, compromisso e serviço à Pátria. Parabenizo todos os soldados incorporados e desejo que essa jornada seja repleta de aprendizado, honra e conquistas”, disse Darci, que é profissional de saúde e também militar da reserva do Exército Brasileiro.
Nas fotos o vereador Darci com autoridades durante a solenidade de incorporação do novo EV no 17º RC Mec nesse sábado 7 de março.
Comunicamos com pesar o falecimento nesse sábado, dia 7 de março, no Hospital Unimed, em Dourados, de Jesus Maria Brum, de 84 anos.
Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado na Igreja Batista Central e o sepultamento aconteceu neste domingo (8) às 9h da manhã, no Cemitério Municipal Crepúsculo.
No mês dedicado às mulheres, a realidade em Mato Grosso do Sul tem sido marcada pelo luto e pelo sentimento de insegurança quando se trata no combate à violência contra mulher. Em um Estado que aparece entre os mais violentos do país para mulheres, cada novo caso de feminicídio reforça a urgência de políticas públicas mais firmes de proteção.
Um dos crimes que mais chocou a sociedade recentemente foi o da enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, morta após ser brutalmente agredida a golpes de martelo em casa, pelo próprio companheiro, um subtenente do Corpo de Bombeiros, em Ponta Porã. Mãe de três filhos, sendo que dois deles dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) .Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e teve morte cerebral.
Casos como esse refletem números alarmantes
apontados no relatório
“Retrato dos Feminicídios no Brasil (2021–2025)”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul, registrou 39 feminicídios em 2025, alcançando uma taxa de 2,7 mortes para cada 100 mil mulheres, uma das mais altas do país. Além disso, mais de 20 mil mulheres registraram ocorrências de violência doméstica no Estado, o que corresponde uma média próxima de 60 mulheres agredidas por dia, o que evidencia a dimensão do problema. No cenário nacional, os números também chocam 1.568 mulheres foram assassinadas vítimas de feminicídio em 2025 no Brasil, demonstrando que a violência de gênero segue como um dos desafios mais urgentes de segurança pública e proteção às mulheres no país.
Diante desse cenário, o enfrentamento à violência de gênero tem sido uma das principais bandeiras da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB). Na Assembleia Legislativa, a parlamentar tem defendido o fortalecimento da rede de proteção às vítimas, especialmente no interior do Estado.
Entre as iniciativas estão o projeto de Lei que amplia a Ronda Maria da Penha, o incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo autonomia financeira e a lei que incluiu a campanha “Quebrando o Silêncio” no calendário oficial de Mato Grosso do Sul, ampliando ações de conscientização e prevenção.
A deputada também defende a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, reforçando que a presença do poder público é fundamental para salvar vidas.
“Hoje nós estamos de luto. Cada feminicídio não é apenas uma vida interrompida,mas uma família destruída. Precisamos reagir com políticas públicas fortes, ampliando a rede de proteção e garantindo que nenhuma mulher se sinta sozinha diante da violência. Essa luta é de toda a sociedade”, afirmou Lia Nogueira.
A parlamentar também fez um alerta às mulheres que vivem relacionamentos abusivos. “Mulheres, não se submetam a um relacionamento sem respeito por nenhum motivo. É melhor que seus filhos enfrentem a dor de um relacionamento interrompido do que a dor irreparável de perder uma mãe”, enfatizou.
Para a deputada, enfrentar a violência contra a mulher é uma prioridade urgente, porque cada política pública criada pode representar uma vida preservada.
“Não estamos falando apenas de punições mais duras. Estamos falando de salvar vidas. Porque não existe condenação no mundo capaz de equiparar com a dor de uma criança que perde a mãe para a violência.” declarou Lia Nogueira.
Qualidade de vida, mobilidade urbana e segurança para os moradores da Vila Nova Esperança são alguns dos benefícios da pavimentação asfáltica de todas as ruas do bairro. O lançamento oficial aconteceu na noite dessa sexta-feira (6), entre a Avenida Lindolfo Martins Farias e a R. Marechal Rondon. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma, pelo secretário municipal de Obras, Clovis Gomes, e pelos representantes das empresas. O programa irá contemplar também os bairros da Vila Nova e Vila Rosa. A obra envolve asfalto, drenagem, calçadas e sinalização.
A cerimônia teve início com o locutor Adilson Raldi convidando as autoridades à frente dos presentes. O evento contou com a presença da vice-prefeita Patrícia Margatto, da secretária de Assistência Social e primeira-dama Cecília Welter Ledesma, do presidente da Câmara Jesus Milane de Santana, do presidente da OAB Carlos Adão Nogueira, vereadores, secretários municipais, do presidente da ACINI Darci e moradores da região. Fizeram uso da palavra o presidente da Câmara e a vice-prefeita, enquanto o prefeito Lídio Ledesma encerrou as falas. Todos falaram da importância da pavimentação asfáltica, que tem o objetivo de melhorar e transformar a vida da população dos bairros do município.
O recurso é proveniente de um financiamento de 20 milhões junto à Caixa Econômica Federal, para ser investido em pavimentação asfáltica e dar continuidade ao “Programa Asfalto Total”, que tem por objetivo pavimentar todas as ruas e avenidas da cidade. A malha viária sempre foi uma das principais preocupações do prefeito Lídio e de toda a administração municipal. Algumas ruas precisam ser recapeadas e outras precisam de pavimentação asfáltica.
“Minha meta é atingir 100% das ruas da cidade asfaltadas. Esse é um compromisso que assumi. E isso só foi possível pela união de esforços de todos. Quero agradecer nossos vereadores, secretários e especialmente a equipe do Núcleo de Projetos, os servidores Ramão, o engenheiro Fabiano e Gabriel, que não mediram esforços para dar andamento a toda a documentação e, hoje, esse sonho se torna realidade”, destacou o prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma.
Com a aproximação do período de sazonalidade dos vírus respiratórios, especialmente entre abril e julho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta os municípios a intensificarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial para enfrentar um possível aumento de casos de SG (Síndrome Gripal) e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Historicamente, os meses mais frios registram maior circulação de vírus como Influenza, VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e Rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela pandemia de COVID-19 não siga um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua elevada transmissibilidade, associada à circulação intensa de pessoas, pode favorecer aumentos no número de casos ao longo do ano, inclusive em períodos que não coincidem com os meses mais frios.
Vigilância ativa e preparação antecipada
A SES recomenda que os gestores municipais organizem, de forma antecipada, os fluxos de identificação, coleta de amostras e notificação oportuna dos casos de SG e SRAG, conforme as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.
A articulação entre vigilância epidemiológica e equipes assistenciais também é considerada essencial para garantir atendimento e tratamento oportunos, independentemente do resultado laboratorial.
Para o secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, o planejamento é a principal ferramenta para reduzir impactos na rede. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”.
Vacinação como principal estratégia de proteção
A vacinação contra Influenza e COVID-19 permanece como a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e óbitos, além de contribuir para reduzir a circulação viral na comunidade, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.
Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal é fundamental neste momento. “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”.
Monitoramento e tratamento oportuno
Devido à capacidade de rápida disseminação global da Influenza, inclusive com a possibilidade de surgimento de novos subtipos virais, e às características evolutivas dos vírus respiratórios, o monitoramento contínuo é indispensável.
A detecção dos agentes etiológicos permite avaliar como os vírus estão circulando na comunidade e quais perfis populacionais estão sendo mais afetados, subsidiando estratégias de prevenção e controle.
Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. “Todos os casos de SRAG e os casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem iniciar o antiviral o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes. Não se deve aguardar confirmação laboratorial quando há indicação clínica, pois o tempo é determinante para evitar casos graves e óbitos”.
Atuação preventiva
Mesmo sem registros expressivos neste momento, a SES reforça que a estratégia é preventiva. A experiência dos últimos anos demonstra que a organização antecipada da rede reduz impactos assistenciais e protege a população.
A orientação é que municípios mantenham vigilância ativa, notificação oportuna e integração entre atenção primária, urgência e hospitais, garantindo resposta coordenada diante de eventual aumento de casos durante a sazonalidade de vírus respiratórios.
André Lima, Comunicação SES Foto: Tony Winston/Agência Brasília
A Prefeitura de Sete Quedas promoveu uma programação especial em celebração à Semana da Mulher, reunindo dezenas de participantes em dois dias de atividades voltadas ao fortalecimento feminino, ao empreendedorismo e ao bem-estar. Realizadas na Praça Ponta-Grossa, as ações envolveram palestra, mostra cultural e atividades físicas abertas à comunidade.
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a palestra da empreendedora e refugiada síria Myria Toukamaji, intitulada “Novos Horizontes”. Durante o encontro, Myria compartilhou sua trajetória de vida após a guerra na Síria, relatando os desafios enfrentados ao deixar seu país de origem e recomeçar no Brasil.
Em sua fala, ela destacou o processo de adaptação a uma nova cultura, o aprendizado da língua portuguesa e a decisão de empreender como forma de reconstruir a própria vida e conquistar autonomia. A palestra foi realizada em parceria entre a Prefeitura de Sete Quedas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Habitação, e o SEBRAE-MS, reforçando a importância do empreendedorismo feminino e da superação.
Paralelamente à programação, a Mostra Culinária e Cultural reuniu dezenas de artesãs e empreendedoras locais, que expuseram produtos para comercialização. O público encontrou uma grande diversidade de itens, como objetos de decoração, produtos culinários artesanais, roupas e outras produções criativas. O evento também contou com atividades recreativas para crianças, transformando a praça em um espaço de convivência familiar e valorização do talento local.
No segundo dia de programação, a energia tomou conta da praça com um aulão especial de Zumba e Ritmos, conduzido pelo professor Remerson Carlos, gerente de Cultura da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo. A atividade contou ainda com a participação dos professores convidados Letícia e Clebinho, do município de Tacuru, que trouxeram também uma animada turma de mulheres para participar da atividade.
A aula coletiva reuniu dezenas de participantes em um momento de movimento, alegria e integração, reforçando a importância da atividade física como ferramenta de saúde e qualidade de vida. Durante o aulão também foram realizados diversos sorteios de brindes, graças ao amplo apoio do comércio local, que contribuiu com presentes e premiações para as participantes, tornando o momento ainda mais especial.
O prefeito destacou a relevância da iniciativa e o papel das novas políticas públicas voltadas ao esporte e à cultura no município.
“A Semana da Mulher foi pensada para valorizar as mulheres de Sete Quedas em diferentes aspectos: empreendedorismo, cultura, convivência e saúde. Essa programação também marca um novo momento para o município, com a atuação da nossa recém-criada Secretaria de Esporte e Cultura, que vem fortalecendo atividades que incentivam a prática esportiva e o convívio social. Ver a praça cheia, com mulheres participando, empreendendo e celebrando a vida, é algo que nos motiva a continuar investindo em ações como essa.”
A programação reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas que valorizem as mulheres, promovam oportunidades e estimulem a participação da comunidade em atividades culturais e de bem-estar.
Apoiadores e Patrocinadores
A realização da atividade contou com o importante apoio de empresas e empreendedores do comércio local, que contribuíram com brindes e premiações para os sorteios realizados durante o evento.
Patrocinadores
Di Bella Academia Performance, Supermercado Bom Preço, Mercado Central, Pet Salon Branda Castro, D’Bruno Confecções,Alfa Confecções, Belíssima Presentes, Sander Store, Lion Boutique, Loja Mundial Super 12, A Brasileira, Loja Estrela, Aline Calçados, Farmácia do Zenildo, Farmácia Popular, Farmácias Associadas, Dra. Fernanda Dantas, O Boticário, Exclusiva Closet, Happy Hour Lanchonete, Jorge Espetinho, Ponto Grill Restaurante, D’Bolos, Patrícia Peterline, Conveniência e Mercado Dois Irmãos, Ótica Sete Quedas, Jessica Alves, Mister Churros, AV Supermercado, Andrey Motos, Beth Castro, Rosângela, Sandrinha Presentes, Lidiane Oliveira, Casa Luiza, Câmbio Piroli, Casa Esporte, Lanchonete Tropical, Lanchonete Cremoni, Hamburgueria Sete Quedas, MaJhoson, Veneza, Rosa Choque, Bella Forma e Juliana Alvarez.
A Prefeitura de Sete Quedas agradece a parceria de todos que colaboraram para tornar a Semana da Mulher um momento de celebração, reconhecimento e valorização das mulheres do município.
O secretário de esporte e lazer, em Coronel Sapucaia, Bruno França. Calendário esportivo 2026 será aberto hoje com o início da Copa das Nações de Suíço. (Foto: Divulgação)
Vilson Nascimento
O início, na noite deste sábado, 7 de março, da Copa das Nações de Futebol Suíço, vai marcar a abertura do calendário esportivo 2026, em Coronel Sapucaia.
Elaborado pela prefeitura local através da Secretaria de Esporte e Lazer, que tem a frente o secretário Bruno França, o calendário prevê pelo menos dez competições ao longo do ano.
A abertura da Copa das Nações de Suíço que reúne, além de equipes da casa, em Coronel Sapucaia, times de cidades da região, além do país vizinho, Paraguai e será disputada na categoria masculina veterana e livre, está prevista para acontecer logo mais, às 19h no Campo Luiz Agostini Girardi, na entrada de cidade.
Veja abaixo o calendário esportivo 2026 em Coronel Sapucaia
A equipe feminina de Itaquiraí. Já classificado, time busca em casa, se manter na primeira colocação da Chave-A. (Fotos: Divulgação)
Vilson Nascimento
Os municípios de Itaquiraí, Naviraí, Amambai e Coronel Sapucaia sediam neste domingo, dia 8 de março, etapas da edição 2026 da Copa Conesul de Vôlei, competição tradicional realizada anualmente na Região Sul de Mato Grosso do Sul, disputada nos naipes, masculino e feminino livre.
Em Itaquiraí os jogos, que reunirão, além das equipes da casa, times de Mundo Novo e Iguatemi, farão parte da última rodada da Chave-A da competição regional.
Já em Naviraí a etapa, que reunirá, além das equipes da casa, as representações de Jutí e Eldorado, as partidas vão encerrar a primeira fase da Chave-B da Copa Conesul de Vôlei 2026.
Em Coronel Sapucaia as partidas serão pela segunda rodada da Chave-C e reunirão, além das equipes da casa, as representações de Paranhos e Aral Moreira.
Já em Amambai os jogos no Ginásio de Esportes Flávio Derzi são pela segunda rodada da Chave-D do certame e reunião Amambai, Caarapó e Tacuru.
A terceira e última rodada da primeira fase das chaves, C e D da Copa Conesul de Vôlei 2026 vão acontecer no domingo, dia 15 de março, nas cidades de Paranhos e Tacuru.
A equipe masculina de Coronel Sapucaia precisa de bons resultados em casa na etapa deste domingo (8) para se manter na briga pela classificação.
Veja abaixo a classificação por chave e a tabela da rodada
Com base que disputará os Jogos Escolares de MS neste ano, a equipe masculina de Itaquiraí está usando a Copa Conesul adulta para ganhar experiência para a competição estadual.
Ter autonomia financeira para decidir sobre a própria vida está no topo das prioridades das mulheres ouvidas pela pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgada neste sábado (7).
O levantamento confirma que o mundo do trabalho permanece desigual e traz a percepção delas sobre práticas discriminatórias e violentas no ambiente profissional.
Realizada pela Consultoria Maya, com base no cadastro da plataforma de educação corporativa Koru, a pesquisa investigou a visão de 180 mulheres sobre trabalho e vida pessoal. Para isso, entrevistou diferentes perfis etários e etnorraciais, com exceção de indígenas.
Ao falar sobre ambições, a independência financeira foi apontada como prioridade por 37,3% delas. Em segundo lugar, estava a saúde mental e física (31%) e, em seguida, a realização profissional. Ter uma relação amorosa não é a meta nem de uma em cada dez mulheres consultadas.
“Estamos falando de ter um salário, de ter rendimento, de ter poder de decisão, não é de poder de compra”, explicou a diretora da Consultoria Maya, Paola Carvalho. A autonomia, destacou, permite à mulher sair de um relacionamento abusivo ou oferecer melhor condição de vida para a sua família.
“Autonomia financeira é condição para liberdade de escolha”, frisou.
Violência e discriminação
Para muitas mulheres, o caminho para a autonomia passa pelo trabalho remunerado. No entanto, permanecem várias barreiras culturais ao acesso e à ascensão delas no mercado, apesar de terem melhor formação e currículo, segundo a visão das próprias. Entre os problemas, estão a discriminação e a violência.
Dentre as entrevistadas, 2,3% relatam ter sido preteridas em promoções, em geral, por conta da maternidade.
“Primeiro [vêm] os homens, claro, depois, mulheres sem filhos e, por último, mulheres com filhos”, contou uma das mulheres ouvidas na pesquisa, que não foi identificada. “Vejo predileção em promover mulheres que não têm filhos em vez de mães”, avaliou.
A violência psicológica também tem impacto na carreira. Mais de sete entre dez entrevistadas relataram ter sofrido com o problema.
Os casos incluem comentários sexistas ─ que desvalorizam aptidões pelo fato de ser mulher ─, incluindo ofensas sobre a aparência delas, além de interrupções frequentes em reuniões, apropriações de ideias e questionamentos sobre a capacidade técnica.
“Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria”, relatou uma das mulheres ouvidas.
“Em uma das vezes, ele teve a audácia de me pedir para conversar com o meu esposo sobre a minha decisão”, completou outra entrevistada.
A violência no local de trabalho fez com que muitas pensassem em abrir mão do trabalho e, mesmo que muitas não tenham desistido, o problema mostra que a permanência delas no trabalho “ocorre apesar das adversidades, e não pelas condições plenamente equitativas”, diz o texto.
A distribuição de cargos nas empresas evidencia o topo do problema. Segundo o levantamento, a maior parte das entrevistadas atua em posições operacionais e intermediárias, como coordenadora e gerente. Apenas 5,6% chegaram a postos na diretoria ou cargos chamados de “C-levels”, que são os mais altos executivos.
“A presença feminina diminui drasticamente à medida que os cargos se tornam mais estratégicos, revelando uma estrutura sexista por trás desse resultado”, avaliou Paola.
Para mudar o quadro, a consultora sugere comprometimento, do estagiário ao CEO, com uma nova visão e atitudes profissionais no dia a dia.
“É preciso ter um olhar diferente para essas questões. Isso parte de ações individuais e institucionais”, sugeriu. “Em 2026, ter esses resultados é chocante”, concluiu Paola.
As lagartas seguem entre as pragas que mais preocupam produtores de milho, soja e trigo no Brasil. Em condições de alta infestação, esses insetos podem causar prejuízos expressivos e comprometer diretamente a rentabilidade das lavouras. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que ataques severos podem reduzir em até 30% a produtividade da soja e até 40% do milho, principalmente quando o controle não é realizado no momento adequado. Esses números reforçam o impacto econômico das pragas lepidopteras nos principais sistemas produtivos de grãos do país.
Entre as espécies mais presentes nas lavouras brasileiras está a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), considerada uma das pragas mais agressivas do milho e capaz de atacar também culturas como soja, algodão e hortifrúti. Outra espécie de grande impacto econômico é a lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), praga importante na soja e que exige atenção constante devido à dificuldade de controle em determinadas situações. Segundo informações técnicas da Embrapa, essas espécies provocam danos principalmente nas folhas das plantas, reduzindo a área fotossintética e comprometendo o desenvolvimento da cultura.
Segundo Lauany Cavalcante, Coordenadora de Portfólio da Biotrop, os sinais de infestação podem evoluir rapidamente quando o monitoramento não é realizado com frequência. “Quando há alta população de lagartas, é comum encontrar folhas completamente perfuradas e cartuchos de milho severamente danificados. Esse ataque reduz a capacidade de fotossíntese da planta e impacta diretamente o potencial produtivo da lavoura”, explica a especialista.
O principal dano causado pelas lagartas ocorre nas folhas das plantas. Esses insetos possuem aparelho bucal mastigador, característica que permite consumir rapidamente grandes áreas foliares e provocar desfolha intensa. Em infestações severas, a perda da área foliar reduz a capacidade da planta de produzir energia via fotossíntese, afetando diretamente o crescimento da cultura e o enchimento de grãos, efeito amplamente descrito em publicações técnicas da Embrapa.
Além das pragas que atacam as culturas de verão, produtores também precisam ficar atentos às lavouras de inverno. Nos sistemas de produção que incluem trigo, aveia e outros cereais, a lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax) tem ganhado destaque como importante desafio fitossanitário. De acordo com informações técnicas da Embrapa Trigo, essa praga possui hábito alimentar predominantemente foliar e pode provocar intensa desfolha nas plantas quando ocorre em altas populações, comprometendo o desenvolvimento da cultura e o enchimento de grãos.
As lagartas normalmente se alimentam durante a noite ou em períodos de menor luminosidade e podem migrar em grupos quando o alimento se torna escasso, comportamento que favorece a rápida expansão da infestação nas áreas cultivadas, conforme descrito em materiais técnicos da Embrapa e de instituições de pesquisa agrícola.
Para Lauany Cavalcante, o sucesso no controle dessas pragas depende diretamente da adoção de estratégias eficientes de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “A chave de sucesso para o produtor é combinar monitoramento, rotação de mecanismos de ação e integração de tecnologias químicas e biológicas. Essa estratégia reduz a pressão de seleção e aumenta a eficiência no controle das lagartas ao longo das safras”, destaca.
Nesse cenário, soluções biológicas formuladas com microrganismos entomopatogênicos têm ganhado espaço no manejo agrícola. Tecnologias microbiológicas à base de bactérias como Bacillus thuringiensis e Brevibacillus laterosporus atuam no controle de lagartas por ingestão e contato, causando danos ao sistema digestivo dos insetos e em sua cutícula levando-o à mortalidade.
Com o avanço da intensificação agrícola e da sucessão de culturas no Brasil, o monitoramento constante das lavouras e o uso estratégico de diferentes ferramentas de manejo tornam-se cada vez mais decisivos para proteger a produtividade. A integração entre tecnologias químicas, biológicas e práticas agronômicas tem se mostrado fundamental para reduzir perdas e garantir maior eficiência no controle das lagartas nas lavouras brasileiras.