Empresas vencedoras das licitações estão em fase de instalação e restauração da Guaira-Porã deverá iniciar nos próximos dias, diz Agesul. (Fotos: Vilson Nascimento e Divulgação)
Vilson Nascimento
O Governo do Estado deverá iniciar nos próximos dias a restauração da pavimentação asfáltica da Guaira-Porã, no trecho que liga Amambai a BR-163, em Eldorado, passando pelos municípios de Tacuru e Iguatemi.
Segundo o engenheiro civil, Gilson Cruz Filho, diretor da 11ª Residência Regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com sede em Amambai, ao longo dos cerca de 155 quilômetros entre Amambai e Eldorado serão implantadas quatro frentes de trabalho.
Duas delas estão nos cerca de 69,2 quilômetros (fonte Google Maps) da MS-156 entre Amambai e Tacuru, uma nos cerca de 52,4 quilômetros da MS-295 entre Tacuru e Iguatemi e outra nos cerca de 34 quilômetros da também MS-295, entre as cidades de Iguatemi e Eldorado.
De acordo com a Agesul, além da total recuperação da pavimentação e implantação de sinalização, no projeto de restauração dos citados trechos de rodovias também está previsto a implantação de faixa adicional nas regiões de aclive acentuado com o objetivo de melhorar a trafegabilidade, tendo em vista que a Guaira-Porã é um importante eixo de escoamento de produção agropecuária e recebe cotidianamente um grande fluxo de veículos de carga.
Em Amambai o parque de máquinas e a usina de produção de asfalto de uma das empresas vencedoras da licitação pública para realizar a obra está sendo montado às margens da MS-156, nas proximidades de acesso a região da Kurussu Ambá.
A usina instalada em Amambai deverá entrar em funcionamento até o final desse mês.
Na quinta-feira, dia 15 de janeiro, em contato com um dos responsáveis pela instalação da usina de produção de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado Quente), a reportagem do grupo A Gazeta foi informada que o equipamento deverá estar pronto para entrar em operação em quinze dias, ou seja, até dia 30 de janeiro.
A usina de produção de massa asfáltica instalada no município de Tacuru já estará em operação no decorrer desta terça-feira, dia 20 de janeiro. A informação foi passada por meio de redes sociais pelo prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, que também é o presidente do Conisul (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul). Ele esteve visitando o parque de obras da empresa na semana passada.
Usina de produção de massa asfáltica instalada em Tacuru deverá entrar em operação já nesta terça, disse o prefeito local e presidente do Conisul, Rogério Torquetti.
A Caixa Econômica Federal paga nessa terça-feira (20) a parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (19), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
No ano passado, o tempo de permanência na Auxílio Gás
A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras - Foto: Claudio Neves/APPA
A relação comercial entre Brasil e China alcançou em 2025 o maior patamar da série histórica, consolidando o país asiático como principal parceiro do comércio exterior brasileiro. Segundo dados analisados por Tulio Cariello, do Conselho Empresarial Brasil-China, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171 bilhões no ano, crescimento de 8,2% em relação a 2024.
O valor mais que dobrou o registrado nas trocas entre Brasil e Estados Unidos, que atingiram US$ 83 bilhões, mantendo os norte-americanos como segundo principal parceiro comercial. O desempenho reforçou uma trajetória de superávits brasileiros com a China que já dura 17 anos consecutivos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões, equivalente a 43% de todo o superávit comercial do Brasil com o mundo.
A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e por 25,3% das importações, liderando nos dois fluxos. As vendas externas para o país cresceram 6% e alcançaram US$ 100 bilhões, o segundo maior valor já registrado, enquanto as importações avançaram 11,5%, somando US$ 70,9 bilhões, recorde histórico.
O resultado das exportações foi puxado principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa. A China absorveu 47% das vendas externas do agro brasileiro e 51,5% da indústria extrativa. O petróleo teve destaque, com recordes de volume e valor, totalizando 44 milhões de toneladas e US$ 20 bilhões, o equivalente a 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.
Produtos agropecuários também apresentaram desempenho relevante. As exportações de café não torrado mais que dobraram em valor, enquanto a carne bovina atingiu máxima histórica. Em contrapartida, as vendas de frango e de carne suína recuaram. No lado das importações, além da compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,66 bilhões, cresceram as aquisições de veículos híbridos, produtos químicos e farmacêuticos, reforçando o peso da China como principal fornecedora de bens da indústria de transformação.
Nas proteínas, o acordo cria cotas com tarifas reduzidas - Foto: Divulgação
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul tende a gerar impactos positivos, porém limitados e graduais, para o agronegócio brasileiro, com maior potencial concentrado em café, aves, etanol e açúcar. Segundo análise do BTG Pactual, elaborada por Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, os principais ganhos devem vir da melhora nos preços e da ampliação moderada dos mercados de exportação, sem mudanças relevantes de volume no curto prazo.
No açúcar, a cota de 180 mil toneladas livres de tarifa equivale a cerca de 3% das exportações brasileiras, o que limita o impacto aos preços dentro desse volume. Para o etanol, a cota de 650 mil toneladas, sendo 450 mil livres de tarifa, representa cerca de metade das exportações do Brasil, mas como o mercado externo corresponde a apenas 4% da produção nacional, o efeito agregado permanece restrito, ainda que positivo para a expansão do etanol de milho.
Nas proteínas, o acordo cria cotas com tarifas reduzidas. A carne bovina terá cota crescente até 99 mil toneladas em 2031, o que ainda representa parcela pequena da produção do Mercosul, embora com preços cerca de 60% superiores à média brasileira. O frango se destaca, com a cota subindo para 180 mil toneladas, podendo elevar em até 65% as exportações brasileiras para a UE, mesmo que o volume continue pouco relevante frente à produção total. Já os suínos permanecem com impacto marginal.
Entre os bens de consumo, o café se beneficia da eliminação gradual da tarifa de 7,5%, em um mercado que já absorve 47% das exportações brasileiras. O arroz passa a contar com uma cota de 60 mil toneladas livres de tarifa. Para grãos, não houve mudanças relevantes para soja e farelo, e a cota de milho não altera os fluxos atuais. O BTG ressalta que o acordo ainda depende de ratificação, terá implementação gradual e inclui mecanismos de salvaguarda que podem limitar seus efeitos.
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), iniciou 2026 com um trabalho intensificado de articulação e alinhamento técnico com todos os municípios, estruturando ações conjuntas de controle vetorial para enfrentar o período sazonal de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti. A estratégia prioriza padronização das medidas, apoio técnico às gestões municipais e atuação integrada em todo o território estadual.
Coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário.
Entre as principais medidas fortalecidas estão o bloqueio químico adequado, com uso de bomba costal motorizada, e a ampliação da BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), que passa a ser executada por todos os municípios neste ano.
A metodologia consiste na aplicação de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, garantindo proteção por várias semanas.
De acordo com o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, o foco do trabalho neste ano é garantir a execução das ações de forma regionalizada.
“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica.
Monitoramento e novas metodologias ampliam a vigilância
Outra ação estratégica é a fase final de implantação das armadilhas ovitrampas nos 79 municípios do Estado, metodologia que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Atualmente, restam apenas nove municípios para a conclusão total dessa etapa.
Além disso, a SES amplia o uso das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), armadilhas que utilizam o próprio mosquito como vetor do produto. “O mosquito entra em contato com o larvicida e acaba levando esse produto para outros recipientes que muitas vezes não são visíveis ou acessíveis, como calhas, telhados ou áreas de construção. Isso nos permite um controle muito mais eficiente”, detalha Mauro Lúcio.
A capacitação das equipes municipais também integra o planejamento, com reuniões técnicas, treinamentos e encontros online para atualização e esclarecimento de dúvidas.
Cenário epidemiológico exige atenção contínua
Armadilhas ovitrampas estão em fase final de implantação nos 79 municípios. Foto: Ministério da Saúde.
Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o acompanhamento do cenário reforça a necessidade de antecipação das ações.
Ela explica que os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima dos observados na mesma semana do ano passado, enquanto a chikungunya já apresenta transmissão em alguns municípios, o que exige vigilância permanente e resposta coordenada.
Visita domiciliar e mutirões seguem como eixo central
Para 2026, a meta da SES é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares, consideradas a principal ferramenta de prevenção. Durante as visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam os moradores, identificam focos e registram situações que demandam encaminhamento a outros setores.
Os mutirões de limpeza seguem sendo incentivados com abordagem mais estratégica. “Não basta apenas recolher lixo. É fundamental identificar qual é o depósito predominante em cada município, seja lixo, caixas d’água, tonéis, fossas ou outros recipientes. Com base nesses dados, as ações se tornam mais eficientes”, reforça o coordenador estadual de Controle de Vetores. As ações contam ainda com apoio da Vigilância Sanitária, especialmente em pontos estratégicos como borracharias e ferros-velhos.
População é parte essencial da prevenção
A SES reforça que o controle do mosquito depende também do engajamento da população. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as ações do poder público precisam caminhar junto com a responsabilidade individual e coletiva.
“A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca.
A recomendação é que cada morador reserve ao menos 10 minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água, contribuindo diretamente para a redução do risco de transmissão da dengue e da chikungunya ao longo de 2026.
Danúbia Burema, Comunicação SES Fotos: Kamilla Ratier/Arquivo SES
Na tarde dessa segunda-feira (19/01/2026), por volta das 13h, a equipe do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) realizou a recuperação de um veículo com registro de roubo/furto e prendeu dois suspeitos durante ação de fiscalização na rodovia MS-289, km 130, no município de Amambai.
A ocorrência teve início após informações indicando que um Ford Ka, em atitude suspeita, estaria se deslocando no sentido Amambai–Coronel Sapucaia, possivelmente com destino à região de fronteira. Diante disso, foram iniciadas diligências na rodovia, com apoio de uma viatura da Polícia Militar de Coronel Sapucaia, a fim de impedir que o veículo adentrasse o território paraguaio.
O automóvel foi interceptado no km 130 da MS-289. Durante a abordagem, os ocupantes demonstraram nervosismo e apresentaram informações contraditórias sobre o motivo da viagem. Em checagem aos sistemas policiais, foi constatado que o veículo possuía registro de roubo datado de 18/01/2026, ocorrido no estado de São Paulo.
Questionados, os suspeitos relataram que receberam o veículo na Grande São Paulo e que o transportariam até a cidade paraguaia de Capitán Bado, onde receberiam a quantia de R$ 2.000,00 pelo serviço.
Diante da confirmação da ilicitude, foi dada voz de prisão aos envolvidos, com garantia de seus direitos constitucionais. Os suspeitos foram encaminhados ao hospital para exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentados na Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o veículo recuperado, para as providências legais cabíveis.
O Brasil vendeu ao exterior, em 2025, 40,04 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café, uma queda de 20,8% em relação a 2024. No entanto, a receita da exportação do produto no ano passado bateu recorde: US$ 15,586 bilhões, um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19), são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A receita das vendas ao exterior registrada em 2025 é a maior desde 1990, quando a Cecafé iniciou o levantamento. As exportações brasileiras tiveram como destino 121 países.
De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde é resultado do aumento do valor do produto em 2025 e de investimentos do setor em qualidade.
“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil e, consequentemente, o seu valor. Não à toa, somos a única origem do mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, disse.
Tarifaço
De acordo com Ferreira, a diminuição no número de sacas exportadas já era aguardada em 2025 em razão do clima e dos embarques recordes registrados um ano antes, o que reduziu os estoques. “Exportamos um volume histórico em 2024, reduzindo o montante de café armazenado no país, e a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que culminou na limitação da disponibilidade do produto”, explicou.
Também influenciaram o resultado, segundo ele, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.
“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, entre o começo de agosto e o fim de novembro – vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado –, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, destacou.
Principais destinos
Com a aquisição de 5,4 milhões de sacas, a Alemanha assumiu a liderança entre os maiores importadores dos cafés do Brasil no ano passado, apesar de o volume implicar queda de 28,8% das vendas ao país, na comparação com 2024. Esse montante representou 13,5% de todos os embarques brasileiros do produto em 2025.
Os Estados Unidos, usualmente líderes dessa classificação, desceram à segunda posição no ano passado, como reflexo do declínio observado no período de vigência do tarifaço. Os estadunidenses importaram 5,3 milhões de sacas em 2025 – 13,4% do total, com queda de 33,9% frente aos 12 meses de 2024.
Tipos de café
Nos 12 meses do ano passado, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com 32,3 milhões de sacas vendidas ao exterior. Esse volume equivale a 80,7% do total.
A espécie canéfora (conilon e robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,9 milhões de sacas (10% do total), seguida pelo setor de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de café torrado e torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).
Prefeito Vitor Malaquias (à esquerda) vistoria obra de drenagem de água pluvial na rua Sargento Garcia da Silva, que receberá pavimentação asfáltica. (Fotos: Roney Minella/Divulgação/PMJ)
A Prefeitura de Japorã está investindo em uma das obras mais reivindicadas pela população: a pavimentação asfáltica. A melhoria, iniciada recentemente, vai exigir um investimento total de R$ 1.627.752,40, sendo R$ 1.441.714,00 de recursos federais e R$ 186.038,40 de recursos próprios do município, como contrapartida.
VISTORIA
O prefeito Vitor da Cunha Rosa, o Malaquias, vistoriou no fim da tarde de hoje, segunda-feira (19-01), os trabalhos executados pela empreiteira TRANSMAQ – Serviços e Locações Ltda. Após o estaqueamento das ruas, foram iniciadas as execuções de 573,81 metros lineares de galerias de águas pluviais. Simultaneamente estão sendo executados 10 poços de visitas, que permitirão a construção de 20 bocas de lobo.
“Aqui serão implantados 4.822 metros quadrados de pavimentação asfáltica. Esta obra será emblemática, pois, marcará o fim das ruas sem asfalto em nossa cidade. Japorã será a primeira cidade do Sul de Mato Grosso do Sul com cem por cento das ruas pavimentadas”, destaca o prefeito Malaquias.
PARCERIA
O prefeito de Japorã frisa que os recursos federais para a obra, conquistados através de emenda do senador Nelson Trad Filho – Nelsinho, garantirão o asfaltamento com concreto betuminoso usinado à quente das seguintes ruas: Sargento Garcia da Silva (antiga rua Itaporã), Francisco Demarchi (antiga rua Campo Grande), Antenor Aleixo de Souza (antiga rua Rondonópolis) e rua Projetada, situadas na região oeste da cidade.
“Após a conclusão deste asfaltamento estaremos decretando o fim do barro, da poeira, do lamaçal, dos buracos e valetas que sempre eram motivos de reclamações da população. Os moradores destas ruas passarão a ter melhor mobilidade urbana, avanço na qualidade de vida e, ao mesmo tempo, a valorização de seus imóveis”, apontou Malaquias.
De acordo com o Contrato 75/2025, além das obras de drenagens e pavimentação, a empreiteira vai implantar 1.349,94 metros lineares de meios-fios, além de executar a sinalização de trânsito com a instalação de 21 placas de regulamentação e pintura de 74,77 metros quadrados de sinalização horizontal. “Este é o cumprimento de um compromisso que assumimos com as famílias japoraenses. Com o apoio de nossos representantes em Brasília, da vice-prefeita Aninha, vereadores, ex-prefeito Paulão e secretários municipais. Todos têm parcela de contribuição nesta importantíssima conquista. Quem ganha é a nossa comunidade”, finalizou Vitor Malaquias.
Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (19), regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que elas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público. Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil.
“Esse decreto vai permitir às instituições terem acesso a editais de órgãos governamentais de fomento direcionados a instituições públicas. Vai ter o direito de recebimento de recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público. Terão a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos, no casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas, parceiras e públicas-estatais”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante evento de assinatura do ato, no Palácio do Planalto.
A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de diversas autoridades e representantes de faculdades comunitárias.
A nova norma regulamenta a chamada Lei das Comunitárias (Lei nº 12.881/2013) e foi elaborada a partir de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, que reuniu especialistas da pasta, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).
Durante a solenidade, Santana também ressaltou que asinstituições comunitárias de ensino superior tiveram um bom desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado ano passado. Osresultados foram divulgados nesta segunda-feira. “Isso mostra a relevância dessas instituições comunitárias, e muitas delas estão presentes em municípios que não têm universidade pública”, disse o ministro.
A presidente da Abruc e reitora do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Maria das Graças Soares da Costa, também discursou no evento e agradeceu o reconhecimento dessas instituições para o desenvolvimento regional do Brasil. “Faremos uma nova história com a sua assinatura, que muito nos honra, e queremos fazê-la com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]“, declarou.
O prefeito Heliomar Klabunde, ladeado pela secretária de saúde, Dra. Patrícia Sander e pelo vereador e capitão da Aldeia Paraguassu, Ubaldo Fernandes. Casa de Apoio era um pedido, principalmente das comunidades indígenas e moradores zona rural. (Fotos: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
Com o objetivo de melhorar o atendimento da população, sobretudo dos moradores na zona rural e nas comunidades indígenas, a prefeitura inaugurou, na quinta-feira, dia 15 de janeiro, uma Casa de Apoio à Saúde, em Paranhos.
Instalada aos fundos do Hospital Municipal Nossa Senhora Conceição, a casa terá a função de abrigar e oferecer apoio a pessoas indígenas e não indígenas que recebem alta hospitalar e precisam de atendimento continuado ou que cheguem de atendimento médico fora do município e não tem como se deslocar para suas residências, segundo informou a Secretara Municipal de Saúde.
Segundo a secretária de saúde do município, a médica, Dra. Patrícia Sander, muitas pessoa que residem distante do hospital, principalmente moradores da zona rural e comunidades indígenas, recebem alta da unidade hospitalar, mas precisam de uma medicação continuada, fazer trocas periódicas de curativos ou permanecer sob acompanhamento médico e encontravam dificuldades por não terem um local para ficar.
“O objetivo dessa Casa de Apoio é suprir essa demanda. Oferecer as pessoas que necessitem desse tipo de acompanhamento um local aconchegante e sob supervisão de profissionais de saúde”, disse Dra. Patrícia.
A secretária de saúde enfatizou que a Casa de Apoio também estará disponível para abrigar pessoas de Paranhos que passam por atendimento médico fora do município, retornam fora de hora e, por residirem longe, não disporem de meios para chegarem aos seus lares. “Essas pessoas encontrarão na Casa de Apoio um local adequado e com alimentação para aguardar o momento de voltarem para seus lares”, disse a secretária.
O prefeito Heliomar Klabunde, ao fazer uso da palavra, destacou que a implantação da Casa de Apoio, que existia em anos passados, mas foi desativada com a chegada da Covid-19, em 2020, era um anseio da população, sobretudo dos moradores da zona rural e das comunidades indígenas. “Quando em campanha ouvimos muitos pedidos pela implantação dessa Casa de Apoio. Assumimos o compromisso de implantar, caso chegássemos à prefeitura e agora estamos inaugurando”, destacou Heliomar.
Fala do prefeito Heliomar Klabunde
Secretários municipais, profissionais da área de saúde e integrantes da SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena) estiveram presentes, prestigiando a inauguração.
Também esteve presente prestigiando o ato inaugural o vereador em Paranhos, Ubaldo Fernandes, que também é o capitão (cacique) da comunidade indígena Aldeia Paraguassu, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, em Paranhos, João Feliciano da Silva e o membro do Conselho Distrital de Saúde Indígena de Mato Grosso do Sul (Condisi-MS), Otoniel Ricardo, entre outras personalidades.
Otoniel Ricardo, representante do Condisi-MS no ato inaugural. O presidente do Conselho Municipal de Saúde, em Paranhos, João Feliciano da Silva.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 467/25, que cria um programa nacional de proteção ao agronegócio e às comunidades rurais, sob relatoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta tem como objetivo fortalecer a segurança no campo e coibir crimes como furto de gado, invasões de propriedades e roubos de equipamentos agrícolas.
O projeto prevê que o programa seja executado no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), por meio de ações estratégicas como a articulação e integração das forças de segurança estaduais e federais, a ampliação da presença da Força Nacional de Segurança Pública em áreas rurais, o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e inteligência para prevenção de crimes e a capacitação de policiais militares e civis para atuação específica no combate à criminalidade no campo.
A proposta também incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança rural, com apoio técnico e financeiro para a implantação de sistemas de vigilância, incluindo o uso de drones, câmeras e cercas inteligentes em propriedades rurais.
Em relação ao financiamento, o texto estabelece a utilização de recursos do Orçamento da União destinados ao Susp, além de parcerias público-privadas e linhas de crédito específicas para pequenos e médios produtores rurais, voltadas à aquisição de equipamentos de segurança.
Ao apresentar parecer favorável, o relator Rodolfo Nogueira destacou que o programa representa uma política de Estado voltada à proteção dos produtores rurais e de suas famílias. “Trata-se de uma resposta proporcional à gravidade dos crimes no campo, onde o impacto econômico e social das ações criminosas é elevado, e o dano muitas vezes recai sobre o sustento de famílias inteiras”, afirmou.
Além da criação do programa, o projeto propõe alterações em duas leis federais. No Estatuto do Desarmamento, a proposta dispensa moradores de áreas rurais da comprovação de efetiva necessidade para aquisição ou porte de arma de fogo, além de prever redução de taxas federais, prioridade na análise de processos e ampliação do limite de aquisição de armas e munições para defesa de propriedades rurais. Já no Código Penal, o texto aumenta de um terço até o dobro as penas para crimes contra o patrimônio cometidos em zonas rurais, equiparando-os aos crimes praticados contra instituições financeiras e empresas de segurança privada.
O Projeto de Lei 467/25 ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votado pelo Plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
A Petrobras e a subsidiária de logística Transpetro investirão R$ 2,9 bilhões em cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. Com as embarcações, de acordo com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados.
O objetivo é, segundo a empresa, reduzir a dependência de afretamentos, proporcionando maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de movimentação de GLP e de outros produtos. Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados.
Já as barcaças e os empurradores marcam, segundo a companhia, a entrada da Transpetro na navegação interior, ou seja, em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas. Com as embarcações, a Transpetro passará a dispor de uma frota própria para abastecimento em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).
Programa Mar Aberto
As embarcações fazem parte do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos para a construção serão assinados nesta terça-feira (20), em cerimônia em Rio Grande (RS), que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O programa Mar Aberto contará com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, cerca de R$ 32 bilhões. A iniciativa prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a o afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).
As embarcações cujos contratos serão firmados nesta terça serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, vai construir os 18 empurradores.
Em nota, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) disse que análises realizadas por instituições espalhadas pelo Brasil indicam divergências entre os dados reportados ao sistema em dezembro do ano passado e os números divulgados agora, especialmente em relação ao total de estudantes considerados proficientes nos cursos.
Diante da avaliação anunciada, a Anup informou que aguarda esclarecimentos técnicos do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela avaliação, antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os resultados apresentados.
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) divulgou nota em que critica a condução adotada pelo MEC e pelo Inep em relação ao Enamed, especialmente após o anúncio de aplicação imediata dos resultados para fins punitivos às instituições de educação superior.
De acordo com a Abmes, a primeira edição do exame, realizada em outubro de 2025, ocorreu antes da divulgação pública de critérios como parâmetros de desempenho, cortes de proficiência e consequências associadas aos resultados. A entidade afirma que a consolidação dessas regras apenas após a aplicação da prova fere princípios de previsibilidade, transparência e segurança jurídica.
A associação também é contrária à atribuição de efeitos punitivos já na edição inaugural do Enamed. São as chamadas medidas cautelares, entre elas, restrição de vagas e impedimento de novos ingressos. Na avaliação da Abmes, essa condução, sem período de transição ou validação progressiva, compromete a credibilidade do exame, expõe instituições e estudantes a um cenário de instabilidade regulatória e pode gerar insegurança jurídica e judicialização.
Na nota, a Abmes defende que os resultados do Enamed 2025 sejam tratados como um diagnóstico inicial, voltado ao aperfeiçoamento das próximas edições, com a suspensão imediata dos efeitos punitivos anunciados.
Ao participar de um evento no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Camilo Santana, comentou sobre a repercussão dos resultados do Enamed.
“Apresentamos os dados hoje, vamos ter as medidas cautelares necessárias, num processo de transição. Nosso objetivo não é prejudicar ninguém, muito menos o aluno, e nenhum será prejudicado, mas garantir que as faculdades reflitam sobre a qualidade da sua infraestrutura, da sua monitoria, dos seus laboratórios, para a gente ter bons profissionais formados nesse país”, pontuou.
Avaliação
A maior parte dos cursos, 243 no total, tiveram bom resultado na avaliação e um desempenho que garantiu proficiência a, pelo menos, 60% dos estudantes concluintes da formação médica. Outros 107 cursos foram mal avaliados e um não foi avaliado por baixo número de concluintes inscritos.
Os melhores desempenhos foram apresentados pelos 6.502 estudantes de instituições federais, que apresentaram uma pontuação média de 83,1% de proficiência, seguido dos estudantes das estaduais, com média de 86,6%, entre os 2.402 inscritos.
Os piores desempenhos foram dos 944 estudantes da rede municipal, que somaram uma média de 49,7% da pontuação máxima, com resultado médio considerado insuficiente pelo exame. Os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos também apresentaram uma média de apenas 57,2% da pontuação máxima.
No exercício do cargo de governador, o vice-governador José Carlos Barbosa realizou a entrega e autorização de obras estruturantes em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, reforçando o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida da população. As ações contemplam os municípios de Inocência, Água Clara, Três Lagoas, Naviraí, Caarapó e Dourados, com investimentos que somam mais de R$ 255 milhões, viabilizados com articulação da Casa Civil.
Os investimentos abrangem áreas estratégicas como infraestrutura urbana, educação, saneamento básico, mobilidade, logística e abastecimento de água, fortalecendo a política de municipalismo adotada pelo Governo do Estado, que prioriza o diálogo permanente com as prefeituras e o atendimento às demandas locais.
De acordo com o secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, o modelo de gestão tem como foco garantir que os recursos públicos cheguem de forma eficiente aos municípios.“O municipalismo é um dos pilares da gestão do governador Eduardo Riedel e do vice-governador Barbosinha. Nosso trabalho é manter o diálogo constante com os prefeitos, entender as necessidades de cada cidade e transformar essas demandas em obras concretas, que impactam diretamente a vida das pessoas”, destacou o secretário.
Em Inocência, o Governo do Estado investiu R$ 2,8 milhões na pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais do loteamento Nercílio Ferreira Leal, garantindo melhores condições de mobilidade urbana.
Em Água Clara, os investimentos ultrapassam R$ 14,7 milhões, contemplando a reforma geral e ampliação com acessibilidade da Escola Estadual Chico Mendes, além de obras de pavimentação, drenagem e ampliação do sistema de abastecimento de água no distrito de Barra Mansa.
Para Três Lagoas, os recursos superam R$ 33 milhões, com a construção de reservatórios, perfuração de poço tubular profundo, pavimentação e drenagem da Avenida Custódio Andrews e construção de pontes de concreto em rodovias vicinais.
Em Naviraí, os investimentos somam mais de R$ 41 milhões, incluindo obras de infraestrutura, reformas e ampliações de escolas estaduais, expansão da rede de esgotamento sanitário e ativação de poços tubulares profundos.
No município de Caarapó, o Governo do Estado destinou mais de R$ 30 milhões para reformas, ampliações e adequações de unidades escolares, construção de quadras esportivas e execução de rede coletora de esgoto.
Já em Dourados, os investimentos ultrapassam R$ 132 milhões, com entregas e autorizações de obras de saneamento, abastecimento de água, tratamento de esgoto, redes coletoras, combate a perdas, reabilitação de poços e a assinatura de contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas Aldeias Jaguapiru e Bororó.
A presença da Casa Civil durante as agendas reforça o papel estratégico da pasta na coordenação institucional entre o Governo do Estado, municípios, secretarias e órgãos executores, garantindo planejamento, eficiência e celeridade na execução dos investimentos.
Com esse conjunto de ações, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso com um municipalismo forte, promovendo desenvolvimento equilibrado, geração de empregos e melhorias concretas para a população em todas as regiões do Estado.
Beatricce Bruno, comunicação Casa Civil Fotos: Álvaro Rezende e Bruno Rezende (Secom)
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, em um movimento que contrasta com a revisão para cima do desempenho da economia global. Segundo o organismo, o principal fator por trás do corte é a manutenção de uma política monetária restritiva no país, adotada para conter a inflação.
De acordo com a atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgada nesta segunda-feira (19), o Brasil foi um dos poucos grandes países a registrar revisão negativa nas estimativas para 2026.
Brasil: principais números revisados pelo FMI
2026: crescimento de 1,6%, queda de 0,3 ponto percentual em relação à projeção anterior (1,9%);
2025: projeção elevada de 2,4% para 2,5%;
2027: estimativa aumentada de 2,2% para 2,3%.
As estimativas anteriores foram divulgadas em outubro. Segundo o FMI, o desempenho mais fraco em 2026 reflete os efeitos defasados do aperto monetário. A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, e vem sendo mantida nesse nível desde agosto de 2025.
“As perspectivas mais fracas para o Brasil estão ligadas, principalmente, à política monetária restritiva adotada para conter a inflação elevada no ano passado”, explica o Fundo.
Apesar da leve melhora esperada para 2025 e 2027, o FMI avalia que o país ainda sente os impactos dos juros elevados, o que limita a expansão da atividade econômica no curto prazo.
Inteligência artificial
Enquanto o Brasil teve sua projeção reduzida, o cenário global foi revisado para cima, sustentado principalmente pelo avanço dos investimentos em tecnologia e inteligência artificial (IA).
Crescimento global em 2026:
3,3%, alta de 0,2 ponto percentual
2025: também 3,3%, alta de 0,1 ponto percentual
2027: 3,2%, sem alteração
O economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, destacou a resiliência da economia mundial, mesmo após as tensões comerciais e tarifárias registradas em 2025.
“A economia global está se livrando dos distúrbios comerciais e tarifários e se saindo melhor do que esperávamos”, disse.
América Latina
O desempenho brasileiro também ficou abaixo da média regional. Para a América Latina e o Caribe, o FMI projeta crescimento de 2,2% em 2026 e 2,7% em 2027, acima do ritmo esperado para o Brasil.
Já as economias emergentes e em desenvolvimento devem crescer 4,2% em 2026, reforçando o caráter isolado da revisão negativa brasileira no relatório.
Alerta
Apesar do otimismo global, o FMI alerta que o crescimento mundial está concentrado em poucos países e setores, sobretudo os ligados à inteligência artificial. Caso as expectativas de ganhos de produtividade não se confirmem, o fundo avalia que pode haver correções nos mercados financeiros.
Para o Brasil, a avaliação é de cautela. Mesmo com sinais de melhora nos próximos anos, o custo elevado do crédito segue como o principal freio ao crescimento econômico, segundo o FMI.
O Ministério da Saúde vai intensificar o acompanhamento da saúde das crianças indígenas. Nesta segunda-feira (19), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) lançou o primeiro módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância. O programa faz parte do Sistema de Atenção à Saúde Indígena, que coleta, gerencia e disponibiliza dados sobre a saúde dessa população.
De acordo com a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, o objetivo é identificar de forma precoce os agravos e doenças prevalentes na infância nos 34 distritos sanitários de saúde indígena de todo o Brasil.
“A sistematização dessas informações em saúde é um eixo totalmente estratégico para o cuidado da infância indígena, pois permite o monitoramento contínuo do crescimento e do desenvolvimento das crianças, mas principalmente a identificação precoce de risco e vulnerabilidades. E com essa análise da situação de saúde, podemos fazer o planejamento de ações mais oportunas e efetivas”, complementou.
Até então, o sistema não possuía uma área específica para padronizar as informações sobre as crianças. O novo módulo vai permitir que as equipes multidisciplinares que atuam em territórios indígenas registrem informações mais específicas durante os atendimentos.
O monitoramento vai incluir triagem neontal, avaliação dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, rastreio de sinais de risco para transtorno do espectro autista e identificação de situações de vulnerabilidades, incluindo suspeitas de violência.
A Sesai também definiu uma série de campos obrigatórios para garantir que esses dados sejam preenchidos, como a realização e o resultado dos exames do coraçãozinho, do ouvidinho e do pezinho, feitos logo após o nascimento, para identificar problemas de saúde. Essas informações também serão úteis para oferece um histórico mais completo aos profissionais que atenderem a essas crianças posteriormente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (19) o recolhimento de produtos para decorar alimentos que contêm substâncias não autorizadas como glitter e plástico.
Os produtos que devem ser recolhidos são:
Folha de Ouro para decoração com polímeros plásticos da marca Morello (todas as cores)
Pó/Brilho (Glitter) para decoração com polímeros plásticos da marca Morello (todas as cores).
Esses produtos são fabricados pela 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. Morello e estão sendo comercializados em plataformas de vendas online, como Shopee, Mercado Livre e Amazon, e no Instagram.
A Anvisa determinou ainda a suspensão, comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo desses produtos.
A agência reguladora ordenou também a apreensão de todos os produtos vendidos pela empresa Nykax Produtos Naturais (Maiko Nikolas dos Santos Produtos Naturais), devido a origem desconhecida de todos os alimentos da empresa.
A decisão foi tomada após a tentativa da Vigilância Sanitária de Curitiba de realizar inspeção no local, em dezembro do ano passado, e não ter encontrado a empresa no endereço disponibilizado.
Encontros realizados na Superintendência de Saúde Digital da SES, reuniram equipes da Secretaria de Estado de Saúde, da Fiocruz/MS (Fundação Oswaldo Cruz), da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) para discutir a implantação da teleconsultoria assíncrona e o avanço das ofertas de telessaúde em Mato Grosso do Sul.
Os encontros fizeram parte de uma visita técnica da equipe do Telessaúde Santa Catarina/UFSC e tiveram como foco a qualificação do acesso às especialidades, a redução das filas de espera e a organização da rede assistencial, especialmente em um Estado com grande extensão territorial e municípios de pequeno porte.
Para o Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a saúde digital é estratégica para garantir acesso especializado de forma equitativa. “A telessaúde é essencial para um Estado com grandes distâncias e municípios menores. Ela melhora o acesso, reduz custos e torna o sistema mais eficiente”, destacou.
Durante as discussões, também foi reforçada a importância do fortalecimento da Atenção Primária como eixo estruturante do sistema. O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, ressaltou que a organização da porta de entrada é decisiva para enfrentar as filas. “Fortalecer a Atenção Primária é fundamental para reduzir encaminhamentos desnecessários e a sobrecarga da rede. É um trabalho contínuo, que exige planejamento e parceria”, afirmou.
Entre as principais propostas debatidas está a implantação da teleconsultoria assíncrona, modelo em que o acesso inicial ocorre por teleatendimento antes do encaminhamento presencial ao especialista. Segundo a Superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, a iniciativa começa pela endocrinologia em Campo Grande. “Estamos avançando na implantação da teleconsultoria assíncrona, com início na endocrinologia e perspectiva de expansão gradual para outros municípios e especialidades”, explicou.
A experiência acumulada pela UFSC no Telessaúde Brasil Redes também foi apresentada como referência para o Estado. O Consultor do Núcleo de Saúde Digital da UFSC, Marcos Maeyama, destacou o impacto do modelo na organização do acesso às especialidades. “A teleconsultoria permite qualificar o encaminhamento ao especialista, reduzir filas e dar mais eficiência ao fluxo assistencial. Essa experiência vem sendo adaptada à realidade de Mato Grosso do Sul, considerando as demandas locais e a capacidade da rede”, afirmou.
Já a pesquisadora em Saúde Digital e Telessaúde da Fiocruz/MS, Milene Dantas, ressaltou a contribuição da instituição para a ampliação das ofertas no Estado. “A Fiocruz tem apoiado a expansão das ações de telessaúde, dentre elas, as teleconsultorias, qualificando a Atenção Primária, ampliando e fortalecendo o cuidado especializado por meio da saúde digital”, disse.
A implantação inicial ocorrerá em Campo Grande, com previsão de ampliação para outros municípios do Estado conforme a disponibilidade de equipes, infraestrutura e profissionais especializados, fortalecendo a integração entre Estado, municípios e instituições parceiras.