“O produtor de alho é extremamente técnico" - Foto: Pixabay
A produção nacional de alho se destaca entre as hortaliças de maior valor agregado no país, combinando elevado nível tecnológico e altos custos de implantação. Com área cultivada próxima de 13 mil hectares e produção média anual de 172 mil toneladas, segundo o IBGE, a cultura exige investimentos que podem chegar a R$ 250 mil por hectare, mas também oferece potencial de faturamento superior a R$ 360 mil, com produtividades entre 16 e 20 toneladas por área.
“O produtor de alho é extremamente técnico e busca constantemente ferramentas que tragam mais assertividade, garantia e segurança ao manejo. Quando conseguimos oferecer soluções biotecnológicas que otimizam a nutrição e protegem a planta, geramos valor real”, afirma o engenheiro agrônomo e coordenador de Desenvolvimento de Negócios Nacional da Superbac, Luiz Fernando Ribeiro.
Esse perfil torna o segmento altamente profissionalizado, com produtores que adotam manejo de precisão e buscam soluções capazes de aumentar a eficiência e reduzir riscos. O consumo de fertilizantes é um dos principais desafios, já que o alho utiliza volumes muito superiores aos de grandes culturas, especialmente de nitrogênio, nutriente essencial ao desenvolvimento vegetativo, mas que, quando mal manejado, pode favorecer doenças.
Além da dependência de insumos importados, o cultivo enfrenta pressão de patógenos e necessidade de irrigação constante, sobretudo em regiões como o Cerrado Mineiro, Cristalina, no Centro-Oeste, e áreas do Sul do país. Doenças como bacterioses foliares e raiz rosada comprometem o sistema radicular e limitam o potencial produtivo.
Nesse cenário, o uso de fertilizantes biotecnológicos e biodefensivos tem ganhado espaço como estratégia para melhorar nutrição, sanidade e produtividade. Resultados de campo indicam maior retenção foliar e incrementos de até 700 quilos por hectare, com impacto direto na receita. As tecnologias também contribuem para o equilíbrio biológico do solo, afetado pelo manejo intensivo, favorecendo a longevidade das áreas e a sustentabilidade da produção. “Estamos falando de bactérias que fazem a planta produzir e bactérias que protegem a planta. Esse equilíbrio biológico é o que permite ao produtor alcançar mais produtividade, sustentabilidade e estabilidade econômica”, finaliza Ribeiro.
As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começarão nesta segunda-feira (19) e poderão ser feitas até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (23), no horário de Brasília.
O Sisu é o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de educação superior em todo o país.
A novidade desta edição é que o Sisu passará a considerar o resultado das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 ─ para acesso às vagas ofertadas pelas instituições públicas participantes.
As regras e o cronograma oficial do Sisu 2026 foram publicados pelo Ministério da Educação (MEC) no Edital nº 29/2025.
Inscrições
Os candidatos devem se inscrever pela internet, exclusivamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Sisu. A pessoa interessada poderá se inscrever em até duas opções de cursos superiores. O Ministério da Educação (MEC) alerta que não há cobrança de taxa de inscrição dos candidatos.
Esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo (primeiro e segundo semestres) pelas universidades públicas.
Ao se inscrever, o candidato deverá, obrigatoriamente, preencher também o cadastro socioeconômico disponível.
Vagas
São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições, em 587 municípios do país.
Com isso, a edição de 2026 é considerada a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes, tanto para o primeiro quanto para o segundo semestre de 2026.
Entre as 274 mil vagas disponibilizadas, mais de 73 mil são para cursos de licenciaturas presenciais. Os estudantes que optarem por esses cursos poderão se inscrever no Pé-de-Meia Licenciaturas. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) garante um incentivo financeiro mensal no valor de R$ 1.050.
O MEC avisa que é de responsabilidade do candidato verificar previamente essa informação antes de realizar a inscrição no Sisu 2026, não sendo possível a escolha do semestre de ingresso, o qual será definido de acordo com a nota do candidato.
Ações afirmativas
O Sisu considera diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e a Lei nº 14.945/2024, e também de acordo com as ações afirmativas definidas em cada instituição.
No momento da inscrição, caso possua o perfil para concorrer a essas vagas, os candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio ou fundamental em escola pública deverão, obrigatoriamente, indicar as modalidades de reserva de vagas às quais desejam concorrer.
Será permitida a opção por apenas uma ação afirmativa do tipo bônus e uma ação afirmativa do tipo reserva de vagas.
A oferta de vagas reservadas ocorre somente após a etapa de classificação e observa a proporção de estudantes de escolas públicas, de baixa renda, com deficiência, pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Seleção
Todos os candidatos inscritos no Sisu 2026 serão classificados com base no desempenho obtido nas edições do Enem dos anos de 2023, 2024 ou 2025.
Caso o candidato tenha participado de uma ou mais edições do Enem, o sistema de inscrição do Sisu selecionará automaticamente a melhor nota média ponderada das edições do Enem, levando em conta ações afirmativas e a opção de curso.
Porém, é preciso que o participante tenha tirado nota superior a zero na redação e não tenha sido treineiro (estudante que não terminou o ensino médio e faz o exame para fins de autoavaliação).
O MEC explica que, em caso de empate no uso das médias ponderadas, será considerada a edição do Enem em que obteve a maior nota em uma das disciplinas que têm maior peso para o curso escolhido e conforme a ordem de prioridade.
Resultado
O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026.
Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição a partir de 2 de fevereiro.
O candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera no período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, também pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na aba do Sisu.
A lista de espera poderá ser usada pelas instituições de educação superior participantes, durante todo o ano, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular.
De cada dez empresas industriais, oito enfrentaram dificuldades para obter crédito. Elas apontam os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento no país. O dado faz parte de pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
Segundo a Sondagem Especial: Condições de Acesso ao Crédito em 2025, 80% dos empresários que tiveram problemas para acessar crédito de curto ou médio prazo (até 5 anos) citaram os juros altos como o maior entrave. Em seguida aparecem a exigência de garantias reais, como imóveis ou máquinas (32%), e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%).
O cenário se repete no crédito de longo prazo, acima de 5 anos. Nesse caso, 71% dos industriais atribuíram as dificuldades aos juros elevados, enquanto 31% mencionaram a exigência de garantias e 17% a ausência de linhas compatíveis com seus projetos de investimento.
“A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito. Com a Selic em 15% ao ano e juros reais em torno de 10%, o financiamento fica mais caro e desestimula investimentos em expansão e inovação”, explica Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.
Selic alta reduziu a busca por crédito
54% das empresas não buscaram crédito de longo prazo nos seis meses anteriores à pesquisa
49% não procuraram crédito de curto ou médio prazo no mesmo período
apenas 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo
no crédito de longo prazo, o percentual caiu para 17%
Dificuldade maior no crédito de longo prazo
Quase um terço das empresas que tentaram crédito de longo prazo não teve sucesso
Cerca de 20% das que buscaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiram
Crédito de curto ou médio prazo
Médias: 26% não obtiveram crédito
Pequenas: 21%
Grandes: 16%
Crédito de longo prazo
Médias empresas: 43% não obtiveram crédito
Pequenas empresas: 37%
Grandes empresas: 27%
Condições de crédito pioraram
35% das empresas avaliaram que as condições de crédito de curto ou médio prazo pioraram
33% fizeram a mesma avaliação para o crédito de longo prazo
Para 47%, as condições permaneceram semelhantes
Apenas 14% relataram melhora no curto ou médio prazo
No longo prazo, o índice cai para 12%
Baixa adesão ao risco sacado
Apenas 13% das indústrias contrataram operações de risco sacado nos últimos 12 meses
Outros 5% pretendiam contratar
54% não contrataram nem pretendiam contratar
29% não souberam ou preferiram não responder
O risco sacado é uma modalidade de antecipação de recebíveis em que o fornecedor recebe o pagamento antecipado de uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data acordada.
A Sondagem Especial ouviu 1.789 empresas industriais de 1º a 12 de agosto do ano passado. Desse total, 713 são de pequeno porte, 637 de médio porte e 439 de grande porte.
A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de janeiro do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (19) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,8 milhões de famílias receberão o benefício neste mês.
Os beneficiários de nove estados receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Auxílio Gás
Neste mês, não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
O torneio masculino e feminino acontecerá na quadra de areia da Praça Orçando Viol, próximo ao Ginásio de Esportes Flávio Derzi. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
Com a participação de 39 duplas, a segunda edição do Torneio de Vôlei de Praia, prevista para iniciar nesta quarta-feira, dia 21 de janeiro, vai marcar a abertura do calendário esportivo 2026 da Sedesc (Secretaria de Desporto e Cultura) da prefeitura, em Amambai.
Segundo o secretário de desporto e cultura do município, Ramon Venceslau Batista, a competição, que acontecerá na arena de areia da Praça Orlando Viol, próximo o Ginásio de Esportes Flávio Derzi, será disputada nos naipes masculino e feminino e nas categorias, adulto e de 12 a 16 anos.
De acordo com a Sedesc, na categoria adulta feminina serão 5 duplas e na categoria adulta masculina serão 16 duplas. Na categoria 12 a 16 anos feminina serão 11 duplas e na categoria masculina 12 a 16 anos masculina serão 7 duplas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (18) que cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde de todo o país poderão ser imunizados, a partir de 9 de fevereiro, com a vacina Butantan-DV, com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante contra a arbovirose é o primeiro de dose única do mundo.
“São aqueles profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde, que visitam as famílias, são os primeiros profissionais a receber quem tem sinal e sintoma de dengue”, anunciou o ministro da Saúde.
“Os primeiros cuidados são feitos pelos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais e equipes multifuncionais que estão cadastrados nas unidades básicas de saúde”, complementou.
O ministro explicou que a vacinação deste público será possível com a chegada de mais doses da Butantan-DV. O Instituto Butantan deve produzir e entregar até 31 de janeiro cerca de 1,1 milhão de doses adicionais desta vacina nacional contra a dengue, para garantir a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os anticorpos da Butantan-DV oferecem proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74% da vacina brasileira, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Produção de mais doses
O governo federal quer ampliar gradualmente a vacinação em dose única para todo o país, para pessoas de 15 a 59 anos, o que depende da disponibilidade de novas unidades da vacina Butantan-DV, que foram encomendadas no mês passado pelo Ministério da Saúde.
Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o ministro divulgou que o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia à empresa WuXi Vaccines, da China.
Com a parceria, a expectativa do Ministério da Saúde é que a produção chinesa da vacina com tecnologia brasileira seja ampliada em até 30 vezes.
“Eles [diretores da WuXi Vaccines] se comprometeram com um cronograma de produção e de entrega. Nossa expectativa é de termos, neste ano ainda, em torno de 25 a 30 milhões de doses [da vacina Butantan-DV]”, estimou o ministro da Saúde.
O titular da pasta prevê que à medida que cheguem as novas doses importadas, o próximo passo do governo brasileiro será realizar a vacinação nacional do público de 15 a 59 anos, começando pela população mais velha (59 anos) e avançando até o público mais jovem (15 anos).
“Na medida que a gente começa a ter uma grande produção, isso vai entrar no calendário oficial [de vacinação] de forma permanente”, projeta o ministro.
Para acompanhar a produção das doses da vacina desenvolvida pelo Butantã, em março deste ano, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China. “A gente quer ver essas doses de vacinas o mais rápido possível aqui do Brasil”.
Alexandre Padilha explicou também que o Instituto Butantan já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a avaliação da vacina Butantan-DV no público com mais de 60 anos e já começou o recrutamento de voluntários deste público.
“Nós estamos otimistas que também seja uma vacina segura para quem tem mais de 60 anos de idade, o que vai ser muito importante para o combate à dengue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Vacina contra a dengue de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS
A declaração foi dada pelo ministro em Botucatu (SP), no início da campanha de vacinação em massa da população de 15 a 59 anos deste município. A iniciativa piloto ocorre também nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), desde o último sábado (17). O objetivo é avaliar o impacto da imunização com o novo imunizante.
“Não tenho dúvida nenhuma que essa vacina 100% do Butantan pode ser uma grande arma internacional para combater a dengue em outros países no mundo”, disse Alexandre Padilha.
QDenga em todo o país
Para o público de 10 a 14 anos, o SUS oferece gratuitamente o imunizante internacional QDenga, com esquema vacinal de duas doses.
O Ministério da Saúde afirma que o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde.
Neste domingo (18), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou a ampliação para todo o país da aplicação da vacina japonesa para esta mesma faixa etária. A expansão ocorre a partir da aquisição de mais estoques da farmacêutica japonesa Takeda.
“A gente comprou 9 milhões de doses, para 2026; mais 9 milhões de doses, para 2027. Ao todo 18 milhões [de doses]. O que permite que a gente possa distribuí-la em todos os municípios brasileiros.”
Aprovada em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a QDenga foi inicialmente disponibilizada em 2024 às crianças e adolescentes de 2,1 mil municípios considerados prioritários pelo governo do Brasil.
Com o aumento dos estoques, a vacinação da QDenga será feita em unidades básicas de saúde (UBS) do SUS dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, exclusivamente ao público de 10 a 14 anos.
O ministro contabiliza que foram distribuídos e aplicados no Brasil, em 2024 e 2025, cerca de 10 milhões de doses da QDenga para o público infanto-juvenil.
O ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso, segundo estimativas do setor elétrico. Mas, com algumas escolhas simples, ele pode ser um aliado do consumidor na conta de luz, e não um vilão.
O especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree, maior fabricante de aparelhos de ar-condicionado do mundo, com sede em Zhuhai, China, Romenig Magalhães, compartilhou, em entrevista à Agência Brasil, algumas dicas para economizar.
Escolha da tecnologia
Aparelhos com tecnologia avançada, do tipo inverter, que oferecem maior controle sobre o consumo, podem se traduzir em menos desperdício de energia. Segundo Magalhães, essa tecnologia pode provocar redução de até 40% no consumo residencial em dias mais quentes.
Os eletrodomésticos com tecnologia inverter operam com maior eficiência, já que contam com dispositivos que otimizam o funcionamento, evitando picos de energia provocados pelo efeito de desligar e ligar o motor de tempos em tempos, o que favorece a economia de energia e prolonga a vida útil do aparelho.
Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende da potência do produto em BTUs, que é a sigla para eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9 mil a 12 mil BTUs pode consumir entre 15 quilowatts-hora (kWh) e 45 kWh por mês, em uso moderado.
Os modelos mais antigos, não dotados da tecnologia inverter, podem ultrapassar esse patamar com facilidade, especialmente em períodos de bandeira vemelha, o que se reflete de forma direta no orçamento das famílias.
Selo do Inmetro
Outro requisito importante é o selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Quialidade e Tecnologia (Inmetro), que atesta que a classificação A, que tem menor consumo e, consequentemente, menor impacto no bolso do consumidor.
Cuidados com o aparelho
Segundo Magalhães, devem também ser levados em conta o ambiente onde está instalado o ar-condicionado e a forma de utilização.
Por exemplo, manter portas e janelas fechadas durante o uso e proteger o local contra o sol e o calor, por meio de cortinas e persianas são pontos positivos.
A manutenção deve também estar em dia, salientou Magalhães, tendo em vista que filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência.
Escolha da temperatura
De acordo com Magalhães, uma temperatura entre 23 e 25 graus no controle remoto é adequada para o ser humano e pode ajudar na economia.
“Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente mais confortável e também faz bem à saúde. Vai ser uma temperatura de conforto térmico para o ambiente”.
Por outro lado, quanto mais baixa for a temperatura, maior vai ser o consumo de energia.
“A temperatura na faixa de 16 graus a 20 graus vai consumir muita energia e acaba causando um desconforto térmico, o ar fica muito seco no ambiente, há baixa umidade do ar”.
Outra dica dada pelo especialista em P&D é utilizar a função “Sono” do ar-condicionado, que estabelece uma temperatura mais equilibrada durante a noite.
“A temperatura vai aumentando de maneira gradual e, ao despertar, o nível de consumo do aparelho vai estar bem mais baixo, sem impacto na conta de energia”.
Sem apostadores que acertassem seis dezenas no concurso 2961, o prêmio da Mega-Sena acumulou na noite de sábado (17), segundo a Caixa Econômica Federal. O próximo concurso, na terça-feira (20), poderá pagar R$ 50 milhões.
Os números sorteados neste fim de semana foram 10, 13, 55, 56, 59 e 60.
Um total de 74 apostas conseguiu acertar cinco dezenas e levou o prêmio de R$ 29.835,57. Mais 4.863 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 748,36.
Novas apostas podem ser feitas até as 19h de terça-feira. Às 20h, ocorrerá o sorteio no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Um homem de 35 anos acabou preso pela Polícia Militar na manhã desse sábado, 17 de janeiro, em Amambai, após arrombar e invadir a casa da ex-esposa, uma mulher de 28 anos e acabar sendo esfaqueado por ela.
Segundo consta na ocorrência policial, após arrombar a porta da residência, segundo relato do acusado com o objetivo de ver o filho ao qual não via há 16 dias porque a ex-mulher não deixava, ele foi atado por ela e ferido com três facadas em um dos braços.
A mulher, por sua vez, relatou a polícia que o ex-marido teria chegado em sua casa, localizada na região da Vila Jussara, em estado de descontrole emocional, arrombado a porta, entrado na residência e ela teria reagido, desferido os golpes de faca com o intuito de se defender.
A mulher relatou também que frequentemente o homem a persegue e por conta disso ela possui inclusive uma Medida Protetiva de Urgência com prazo de validade indeterminado, expedida pelo Poder Judiciário, que seria para impedi-lo de se aproximar dela.
Depois de receber atendimento no Hospital Regional, em Amambai, o acusado foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil local, onde foi autuado em flagrante por descumprimento de medida protetiva. Ele também poderá responder por lesão corporal, já que a mulher apresentava, segundo a ocorrência policial, arranhões em um dos braços, segundo teria relatado ela a polícia, provocados pelo ex-marido na ocasião da invasão a sua casa.
Pelos ferimentos à faca provocados no ex-marido a mulher poderá responder judicialmente pelo crime de lesão corporal dolosa, aponta a ocorrência policial.
Recentemente a China suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, reacendendo o otimismo do setor e abrindo caminho para um recorde histórico nas exportações brasileiras em 2025. A decisão do governo chinês reverteu as restrições impostas após um caso isolado de gripe aviária e marca a retomada de um dos mercados mais importantes para a proteína nacional.
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com vendas para 151 países, e a China se mantém como o principal destino dessa proteína. A GTF, um dos seis maiores produtores de frango do Brasil e que está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.
Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, o que representou 45% de suas exportações, sendo 61% destinados à China, um país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor. Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país já vinham em forte ritmo de crescimento, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos da marca.
“A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações. Com essa retomada, reforçamos o compromisso da GTF com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.
Com mais de 562 mil toneladas consumidos, a China lidera o ranking mundial, segundo dados da GTF, com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 455.121 toneladas (9%), e pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%). Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%). A reabertura do mercado chinês é um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos. Em 2024, a GTF teve um desempenho notável, em torno de 28% de nossas exportações direcionadas à China. Para 2026, nossas expectativas são ainda mais ambiciosas, com um aumento significativo nas exportações, cerca de 10%, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de nossa presença global.
Consumo de frango pelo mundo
Presente nos principais mercados mundiais, a GTF exporta cortes de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados são asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango. Na África, destacam-se coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio tem preferência por coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito; na Europa, o peito é o corte mais procurado; e nas Américas, há demanda por coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango. No Brasil, o consumo também é diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno.
“As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor. Já as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e Japão, onde há valorização do aproveitamento integral da proteína”, complementou Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.
O mercado brasileiro de café voltou a apresentar maior dinamismo após a retomada das atividades no início do ano. Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de negociações aumentou, impulsionado principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional e por fatores climáticos que seguem no radar do setor.
A partir da primeira semana de janeiro, os preços internos passaram a registrar elevação mais consistente, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de café negociados na Bolsa de Nova York. O avanço observado nos vencimentos de março de 2026 estimulou a comercialização no mercado doméstico, aproximando as cotações dos níveis considerados mais atrativos pelos produtores.
Entre os principais fatores de sustentação dos preços está o cenário climático adverso em importantes regiões produtoras do Brasil. A redução das chuvas tem gerado preocupação em relação ao desenvolvimento da safra 2026/27, que se encontra na fase de enchimento de grãos na maior parte das lavouras, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para o movimento de alta nos contratos futuros, influenciando o comportamento dos preços internos. No ambiente doméstico, agentes de mercado apontam que a necessidade de geração de caixa por parte de alguns agricultores no início do ano também favoreceu o aumento da liquidez e das negociações.
Após assinarem, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com os 27 países-membros da União Europeia (UE), as nações que integram o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está concluindo seu processo de adesão) já miram outros mercados.
“Nosso trabalho no processo de integração [comercial do bloco sul-americano] está apenas começando”, afirmou a jornalistas o presidente do Paraguai, Santiago Peña, logo após a cerimônia de assinatura do acordo Mercosul-UE, realizada esta tarde, na capital paraguaia, Assunção.
Anfitrião do evento por presidir, temporariamente, o Mercosul,Peña explicou que as negociações em curso com os Emirados Árabes estão “avançando” e que os mercados asiáticos são considerados estratégicos para a expansão da rede de parceiros comerciais do Mercosul.
“Estamos avançando no tratado de livre comércio com os Emirados Árabes e mirando com enorme atenção o Japão, a Coreia do Sul e outros países asiáticos além da China, um sócio estratégico de todas as nações latino-americanas e do Mercosul”, comentou Peña, citando ainda a Indonésia e o Vietnã.
“Também estamos avançando em um acordo de complementação econômica com o Canadá, de maneira que não resta dúvida de que os países do Mercosul estão convencidos de que a integração econômica, a colaboração e o multilateralismo é o caminho [a trilhar]”, acrescentou o presidente paraguaio.
Nas fotos os veículos envolvidos nos dois acidentes. (Fotos: CBM)
Vilson Nascimento
O Corpo de Bombeiros atendeu nesse sábado, dia 17 de janeiro, a dois acidentes de trânsito que resultaram em danos materiais e pessoas feridas, em Amambai.
No primeiro deles, registrado por volta do meio dia, no cruzamento da Avenida Nicolau Otaño com a Rua Joana Batista, na saída para Caarapó, três das quatro pessoas que estavam no interior de um veículo Monza, cor azul, acabaram feridas quando o carro foi atingido na lateral direita por um veículo Fiat Strada, também de cor azul.
Segundo o Corpo de Bombeiros uma criança que estava na cadeirinha sofreu corte na face, uma jovem que estava no banco de traz sofreu pequenos cortes e uma mulher de aproximadamente 32 anos, que estava banco do carona do Monza, reclamava de algia na perna direita e dores na coluna.
Segundo os bombeiros, a criança e a jovem foram socorridas por terceiros e levadas ao Pronto Socorro do Hospital Regional (HRA), em Amambai antes da chegada da equipe de resgate. Já a mulher, que posteriormente no hospital foi constatado que sofreu fratura de ísquio, segundo a ocorrência policial, ficou presa no interior do veículo, tendo em vista que a porta do lado do carona não abria.
O Corpo de Bombeiros realizou a retirada e a imobilização da vítima e a encaminhou ao hospital. Segundo os bombeiros os motoristas do Monza e do pick-up Fiat Strada saíram ilesos do acidente.
Segundo a ocorrência policial, o condutor do Monza, que na dinâmica do acidente teria atravessado a via preferencial, não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e ele deverá respober judicialmente por conta disso.
Outro acidente
No início da tarde, por volta das 13h15, a equipe de plantão na unidade do Corpo de Bombeiros, em Amambai, prestou socorro a um motociclista de 23 anos, também vítima de acidente de trânsito.
A colisão entre a motociclista conduzida pela vítima e um Fiat Uno aconteceu em um cruzamento da Rua Rui Barbosa com a Rua Lourival Nunes Vargas, nas proximidades da Capela São Vicente Pallotti.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando a equipe de resgate e salvamento chegou ao local se deparou com o condutor da moto sentando no chão. Ele, que apresentava um corte contuso na região do calcanhar e reclamava de dores na região da tíbia, recebeu o atendimento emergencial no local, posteriormente foi encaminhado para o HRA para passar por cuidados médicos. No hospital, segundo a ocorrência policial, foi constatado que o motociclista teria sofrido fratura de membro inferir.
O condutor do Fiat Uno, um homem de 47 anos, que segundo a polícia não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) saiu ileso. Ele teria relatado a polícia que não avistou a motociclista, que trafegava pela via preferencial, tendo em vista que o veículo teria ficado em um ponto cego. Segundo a ocorrência policial o condutor do Fiat Uno deverá responder judicialmente por conduzir veículo automotor sem estar habilitado e por lesão corporal.
Fiat AtradaFiat Uno
Matéria atualizada às 7h50 da manhã desse domingo (18) para acréscimo de informações
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024.
O levantamento indica também que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, terão imposto zerado na União Europeia assim que o acordo Mercosul-UE entrar em vigor. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível.
“Com base nos dados de 2024, 82,7% das exportações do Brasil para a UE passarão a ingressar no bloco sem tarifa de importação desde o início da vigência. Por outro lado, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações com origem na União Europeia, reforçando a diferença favorável ao país”, avalia a CNI.
Após a assinatura, o texto ainda será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.
Ainda de acordo com a análise da entidade, o Brasil terá, em média, oito anos adicionais para se adaptar à redução tarifária, se comparado ao prazo do bloco europeu e considerando o comércio bilateral e o cronograma previsto no Acordo Mercosul-UE.
“A assinatura do acordo é um marco histórico para o fortalecimento da indústria brasileira, a diversificação da pauta exportadora e a integração internacional do país ao comércio global”, diz a CNI.
“Em negociação há mais de 25 anos, trata-se do tratado mais moderno e abrangente já negociado pelo Mercosul e vai além da redução de tarifas ao incorporar disciplinas que aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos e criam um ambiente mais favorável aos investimentos, à inovação e à criação de empregos”, avalia a entidade.
Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos – Foto: José Paulo Lacerda – CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados
Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
Em relação ao setor agroindustrial, o acordo também traz resultados positivos, uma vez que cotas negociadas favorecem setores-chave e, no caso da carne bovina, são mais do que o dobro das concedidas pela União Europeia a parceiros como o Canadá e mais de quatro vezes superiores às destinadas ao México. As cotas de arroz superam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco, ampliando o potencial de acesso ao mercado europeu.
Cooperação tecnológica
A assinatura do tratado cria ainda um ambiente favorável para ampliar projetos pesquisa e desenvolvimento voltados à sustentabilidade e à inovação tecnológica, aponta a CNI.
“As novas exigências regulatórias e de mercado impulsionam oportunidades em tecnologias de descarbonização industrial – como captura, uso e armazenamento de carbono, uso e mineralização de CO₂, eletrificação com hidrogênio de baixa emissão, motores híbrido-flex e reciclagem de baterias e minerais críticos –, e no desenvolvimento de bioinsumos para uma agricultura mais resiliente. A articulação dessas frentes fortalece a cooperação tecnológica, acelera a transição para uma economia de baixo carbono e amplia a competitividade do Brasil no mercado europeu”, aponta a entidade.
Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil, atrás da China. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, 17,9% do total.
A quase totalidade (98,4%) das importações brasileiras provenientes da Europa corresponderam a produtos da indústria de transformação, enquanto 46,3% das exportações brasileiras à UE foram de bens industriais. Considerando os insumos industriais, a participação no comércio em 2024 foi de 56,6% das importações originárias do bloco e de 34,2% das exportações do Brasil para a União Europeia, segundo a CNI.
“Essa complementaridade contribui para a modernização do parque industrial brasileiro aumentando a competitividade da indústria. A UE também é destaque como o principal investidor no Brasil. Em 2023, o bloco respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo estrangeiro no país, somando US$ 321,4 bilhões. O Brasil foi o maior investidor latino-americano na União Europeia: o bloco foi destino de 63,9% dos investimentos brasileiros no exterior”.
Autoridades sul-americanas e europeias aproveitaram a cerimônia deassinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, neste sábado (17), no Paraguai, para defender o multilateralismo e o livre comércio como motores de desenvolvimento econômico.
Em seu discurso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a assinatura do tratado negociado ao longo dos últimos 26 anos reafirma a crença dos Estados-Membros dos dois blocos regionais no comércio justo e no multilateralismo.
“Com este acordo enviamos uma mensagem clara ao mundo, em defesa do comércio livre baseado em regras, e [a favor] do multilateralismo e do direito internacional como base das relações entre países e regiões”, afirmou o presidente do conselho
Costa ponderou que, ainda que tenha demorado, o tratado “chega em um momento oportuno”. “Porque este acordo é uma aposta na abertura, no intercâmbio e na cooperação, frente a [ameaças de] isolamento e do uso do comércio como arma geopolítica. […] Com ele, não aspiramos a criar esferas de influência, mas sim a esferas de prosperidade compartilhada, baseadas na confiança, na cooperação e no respeito à soberania de nossas democracias. Não pretendemos nem dominar, nem impor, mas sim promover e reforçar os vínculos entre nossos cidadãos e nossas empresas para, assim, criarmos riquezas de forma sustentável, protegendo o meio ambiente e os direitos ambientais.”
A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a avaliação de Costa ao dizer que o ato tem potencial de conectar continentes e criar a maior área de livre comércio do mundo, com um mercado de 700 milhões de pessoas.
“Escolhemos o comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento”, disse Ursula.
Anfitrião do evento, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, destacou o pragmatismo diplomático necessário para superar 26 anos de impasses.
“Estamos diante de um dia verdadeiramente histórico, muito esperado por nossos povos, [capaz de] unir dois dos mais importantes mercados globais, e que demonstra que o caminho do diálogo, da cooperação e da fraternidade é o único caminho”, ressaltou Peña.
Ele destacou o empenhos do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva – que, por questões de agenda, não pôde viajar a Assunção – e de Ursula von der Leyen para o sucesso das negociações. “Sem o presidente Lula, talvez não tivéssemos chegado a este dia. Ele foi um dos responsáveis fundamentais deste processo.”
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, destacou que o acordo constitui um ponto de partida para a exploração de novas oportunidades comerciais e base para uma maior integração regional, fundamentada no livre comércio. Segundo o mandatário argentino, a promoção da estabilidade macroeconômica e da previsibilidade jurídica são condições indispensáveis para a prosperidade e a justiça social.
“Mas, para isso, é fundamental que, durante a etapa de implementação do acordo, o espírito do que foi acertado seja preservado. A [eventual] incorporação de mecanismos restritivas, como cotas, salvaguardas ou medidas equivalentes, reduziria significativamente o impacto econômico do acordo, atentando contra o objetivo essencial do mesmo”, ponderou Milei, incentivando os países sul-americanos e europeus signatários do acordo a seguirem avançando em novas frentes de abertura comercial.
Mandatário do Uruguai, Yamandú Orsi classificou o acordo como uma “associação estratégica”, capaz de melhorar a vida da população dos países signatários com oportunidades reais. “Em um mundo atravessado por tensões e pela erosão de certezas que ordenaram a política e o comércio global por décadas, este tratado adquire uma relevância particular. Não só porque constitui a maior associação comercial do mundo, mas também porque representa uma decisão clara: apostar nas regras em tempos de volatilidade e mudanças permanentes”, disse Orsi, sustentando que a integração comercial, para o Uruguai, é uma “condição indispensável para o desenvolvimento”, além de constituir uma plataforma de enfrentamento “a ameaças que não reconhecem fronteiras, como o narcotráfico e outras práticas ilícitas transnacionais”.
Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repetiu a declaração de Lula, para quem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração com o multilateralismo. “O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países […] Ele propiciará ganhos tangíveis, mais empregos e investimentos, maior integração produtiva, acesso ampliado a bens e serviços de qualidade, inovação tecnológica e crescimento econômico com inclusão social […] diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, protecionismo e pela coerção.”
Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.
Estudantes de cursos de graduação presenciais que formam professores para a educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio) interessados em uma das 12 mil bolsas de estudo que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) concederá por meio do programa federal Mais Professores para o Brasil poderão se inscrever a partir do dia 17 de fevereiro, na Plataforma Freire.
Podem se candidatar à Bolsa de Atratividade e Formação para a Docência – Pé-de-Meia Licenciaturas os estudantes que obtiveram nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que ingressaram em um curso presencial de licenciatura a partir do segundo semestre de 2025, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas garantem aos estudantes contemplados umaajuda financeira mensal de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados a qualquer momento, enquanto os R$ 350 restantes servirão para formar uma poupança, limitada a 48 parcelas (R$16.800 em valores atuais, sem correção), que só poderá ser movimentada após o beneficiário começar a dar aulas na rede pública de ensino.
Para preservar a bolsa, os estudantes selecionados não só deverão se manter matriculados, como terão que ter “desempenho acadêmico satisfatório”, conforme as normas do curso. Também terão que preencher questionários e participar das avaliações e outras iniciativas promovidas pela Capes e por suas instituições de ensino, além de cumprir as demais exigências do programa.
Mais informações sobre como participar do Pé-de-Meia Licenciaturas podem ser consultadas noEdital nº 2/2026, que a Capes publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16).
Segundo o Ministério da Educação, o programa Pé-de-Meia Licenciaturas busca atrair jovens com bom desempenho no Enem para cursos presenciais de formação de professores, promovendo a escolha da docência como profissão a fim de ampliar a formação de docentes em todo o país, evitando um apagão educacional. Atualmente, apenas 3% dos estudantes de 15 anos afirmam querer ser professores, e a taxa de evasão varia entre 53% nos cursos de pedagogia e 73% em licenciaturas em áreas como física.
O Pé-de-Meia faz parte do Mais Professores para o Brasil, que também conta com o Bolsa Mais Professores, Portal de Formação, Prova Nacional Docente e outras ações de valorização que, de acordo com a pasta, podem beneficiar até 2,3 milhões de docentes em todo o país.
Um homem de 37 anos, que trabalha na área de suspensão do fornecimento de energia da Energisa, a concessionária responsável pelo fornecimento de energia na cidade, procurou a polícia local para relatar estar se sentindo ameaçado após realizar sua atividade profissional, em Amambai.
Segundo a ocorrência policial a vítima relatou que, após informar o morador sobre uma ordem de corte do fornecimento de energia por falta de pagamento, ele teria realizado o trabalho normalmente, mas após cumprir sua função, que era suspender o fornecimento de energia na residência, o funcionário teria deixado o local, porém teria sido perseguido pelo morador, que estava em um veículo.
Durante a perseguição, segundo a ocorrência policial, o acusado teria feito a exibição, colocando para fora do carro, um “porrete”, o que para a vítima teria significado um claro sinal de ameaça.
Em dado momento da perseguição a vítima teria conseguido despistar o suposto perseguidor, adentrado no estacionamento de um posto de combustível e acionado a Polícia Militar. Na Delegacia de Polícia Civil, em Amambai o caso foi registrado como ameaça.