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sexta-feira, 24 de abril de 2026
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Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

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© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL


O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As  quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17. 

Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro –  R$ 60,69 menor.

A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos. Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata. 

As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país. 

No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

“Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”. 

Fonte: Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Iguatemi: Golpista se passa por funcionário do STJ e leva R$ 120 mil de vítima

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Fachada do STJ usada por golpista em aplicativo de mensagem (Foto: Reprodução)

Mulher de 55 anos, moradora de Iguatemi, a 466 quilômetros de Campo Grande, registrou boletim de ocorrência após cair em um golpe de estelionato que resultou no prejuízo de R$ 120 mil. O caso foi comunicado à Polícia Civil na tarde de segunda-feira (19).

De acordo com o registro policial, a vítima relatou que recebeu contato por meio do aplicativo WhatsApp de um número com DDD 67 e foto de perfil associada ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Durante a conversa, o golpista afirmou ter realizado, por engano, um PIX no valor de R$ 14 mil para a conta da vítima, dizendo se tratar de um erro do tribunal.

Em seguida, o suspeito orientou que o valor fosse devolvido e enviou um link para que a vítima realizasse o procedimento. Ao clicar no link, a comunicante percebeu, momentos depois, uma movimentação suspeita em sua conta bancária, com a retirada de R$ 120 mil.

Ao notar o golpe, a vítima procurou uma agência do banco, onde recebeu a orientação para registrar o boletim de ocorrência. O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.

Fonte: Ana Paula Chuva/Campo Grande News

Métodos contraceptivos: saiba como acessar DIU e implante subdérmico pelo SUS em MS

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Fotos: Arquivo SES

Com investimento do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o Estado garante a oferta gratuita dos LARCs (sigla em inglês para métodos contraceptivos de longa duração) pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso aos métodos acontece a partir das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos municípios, nas quais a mulher recebe orientação, passa por consulta com a equipe de saúde e inicia o acompanhamento necessário para a escolha do método mais adequado.

Métodos contraceptivos: saiba como acessar DIU e implante subdérmico pelo SUS em MS

O primeiro atendimento ocorre nas unidades básicas de saúde, por meio de consulta com a equipe de saúde, especialmente com enfermeiros e médicos. Nesse momento, a mulher pode expressar seu desejo em relação ao método contraceptivo e receber todas as orientações necessárias.

“Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”, explica a enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da SES, Francielly Rosiani da Silva.

Nesse processo, são explicados detalhes sobre o procedimento, possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento após a inserção ou início do uso do método, garantindo segurança e continuidade do cuidado, sempre respeitando a decisão da mulher.

Em muitos municípios, a inserção já ocorre na própria UBS, desde que a unidade disponha de profissionais capacitados e estrutura adequada. Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento.

Métodos contraceptivos: saiba como acessar DIU e implante subdérmico pelo SUS em MS

Política pública efetiva

A Secretaria de Estado de Saúde orienta que a mulher procure o posto de saúde onde já é cadastrada e acompanhada. Esse vínculo facilita o atendimento e fortalece o acompanhamento ao longo do tempo. “O ideal é que ela vá ao posto onde já faz acompanhamento, onde recebe a visita do agente comunitário de saúde e onde a equipe já conhece a família e o território. Isso torna o atendimento mais próximo e facilita todo o processo”, reforça Francielly.

Caso seja necessário, a própria UBS realiza os encaminhamentos dentro da rede do SUS, garantindo que a mulher continue sendo acompanhada.

Nos últimos anos, a estratégia do Governo de MS de ampliar a oferta de métodos contraceptivos de longa duração como DIU e implantes subdérmicos, aliada à qualificação de profissionais da rede pública, vem apresentando resultados importantes.

A SES intensificou capacitações e a distribuição dos métodos, fortalecendo a atuação da Atenção Básica e qualificando equipes para inserção destes procedimentos nas unidades de saúde.

Esse movimento integrado contribuiu para que, entre 2022 e 2025, a taxa de gravidez na adolescência em MS tenha caído de 14,92% para 12,65%, contrariando a tendência nacional e marcando a menor taxa registrada na última década — reflexo da política pública que amplia o acesso, promove educação e fortalece a autonomia das mulheres em todo o Estado.

Fonte: Danúbia Burema, Comunicação SES

Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS

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© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação oficial sobre as infecções causadas pelo coronavírus, a britânica Margaret Keenan se tornava a primeira pessoa vacinada contra a doença no mundo fora dos ensaios clínicos.Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUSMobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS

A rapidez, classificada como suspeita por disseminadores de desinformação, na verdade foi uma demonstração do nível de mobilização global para controlar a doença, e uma vitória do acúmulo científico. A avaliação é da diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, uma das pessoas responsáveis por trazer a vacina ao Brasil. 

A pesquisadora explica que todas as vacinas, mesmo as vacinas de RNA e as de vetor viral, já eram plataformas estabelecidas, que já tinham sido desafiadas e usadas em outras situações.

“Elas só passaram por uma adequação. Não surgiram do nada. Tem muito acúmulo de pesquisa, muito acúmulo de conhecimento que foi aproveitado pro desenvolvimento rápido de novas vacinas”, complementa.

Durante a pandemia, Rosane era vice-diretora de qualidade em Bio-Manguinhos, que é a unidade da Fiocruz responsável pela produção de vacinas, biofarmacos e kits diagnósticos. O instituto trouxe a vacina de Oxford/Astrazeneca para o Brasil, e entregou ao todo 190 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações.

Rio de janeiro (RJ), 19/01/2026 - Rosana Cuber. Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos
diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos

Mobilização

O trabalho no instituto teve início assim que os casos de covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo. Em março de 2020, no mesmo mês em que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde, Bio-Manguinhos inaugurou sua produção de testes para o diagnóstico do vírus.

Em paralelo, outro grupo de trabalho dentro da instituição passou a prospectar vacinas em desenvolvimento, para identificar qual poderia ser trazida ao Brasil por meio de um contrato de transferência de tecnologia.

As negociações com a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca começaram em agosto do mesmo ano e logo exigiram adaptações no instituto, a começar pela construção de um arcabouço jurídico que permitisse a transferência de tecnologia de um produto que ainda não estava pronto.

“A gente conseguiu porque nós paramos todas as outras atividades do instituto. Os grupos todos se voltaram para esse único objetivo de trazer a vacina, com muitos treinamentos diários”.

“A gente teve uma mobilização da sociedade civil também muito grande para poder facilitar a compra de equipamentos, insumos, material”.

Transferência de tecnologia

A primeira leva da vacina Oxford/Astrazeneca, com 2 milhões de vacinas prontas, chegou ao Brasil em janeiro de 2021, dias após a aprovação de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aplicação começou no dia 23 de janeiro.

Já a partir de fevereiro, apenas o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina continuou a ser importado, e o instituto passou a fazer o envaze, a rotulagem e o controle de qualidade nas suas próprias instalações.

As vacinas seguem agora para o Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos, onde uma análise minuciosa irá garantir a sua integridade e segurança (foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz)
Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos durante a produção das vacinas contra covid-19 foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz

Enquanto isso, lembra Rosane, áreas produtivas foram adaptadas para a última etapa da transferência de tecnologia: a produção do IFA em solo nacional. A partir de fevereiro de 2022, a população passou a receber a vacina 100% brasileira.

Rosane Cuber ressalta que todo esse processo foi facilitado pelas capacidades que Bio-Manguinhos já possuía, como principal laboratório público de desenvolvimento de vacinas do Brasil. A diretora explica ainda que a Anvisa acompanhou todo o processo de perto, reforçando a segurança da vacina.

“A gente já tem uma história muito grande de fazer transferência de tecnologia e de produzir aqui. Então, realmente, só foi possível porque Bio-Manguinhos tinha capacidade instalada. A gente já tem vacinas que são completamente nacionalizadas, que são produções nossas de muitos anos. E que possibilitaram não só um conhecimento técnico, mas também uma capacidade industrial instalada”

Legado

A produção da vacina pela Fiocruz foi interrompida com o fim da pandemia, depois que outras vacinas mais modernas passaram a ser adquiridas pelo Ministério da Saúde. O imunizante produzido pelo instituto foi o mais utilizado no Brasil em 2021, ano em que a imunização começou no Brasil. Especialistas estimam que 300 mil vidas foram poupadas apenas neste primeiro ano

“Só o fato da gente ter conseguido contornar e bloquear a covid no Brasil, isso por si só já bastaria como legado. Mas, além disso, esse processo nos deixou qualificados e com a estrutura fabril pronta para outros produtos que são importantes também para os SUS” afirma a diretora de Bio-Manguinhos.

Uma das heranças diretas desse período é a pesquisa para criar uma terapia avançada para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), doença rara e degenerativa que leva à perda da força muscular, afetando a mobilidade e até a deglutição e a respiração. Os medicamentos disponíveis chegam a custar R$ 7 milhões.

A terapia criada por Bio-Manguinhos utiliza uma plataforma de vetor viral, a mesma utilizada na vacina de Oxford/Astrazeneca. A Anvisa já autorizou os estudos clínicos para verificar a eficácia do medicamento, que devem começar este ano.

“São terapias caríssimas e que a gente vai conseguir fazer uma redução aí significativa de custo pro SUS”, reforça Rosane.

Este ano também começam os testes em humanos de uma vacina contra a covid-19 utilizando a tecnologia de RNA mensageiro, a mesma utilizada na vacina da Pfizer, por exemplo. Rosane Cuber explica que a plataforma já estava sendo estudada no instituto para o tratamento do câncer, mas a criação de vacinas de mRNA durante a pandemia abriu os horizontes de pesquisa também para essa finalidade. 

Rio de Janeiro (RJ), 07/05/2025 – Bio-Manguinhos/Fiocruz realiza 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bio-Manguinhos/Fiocruz segue realizando pesquisas com a plataforma mRNA. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Covid é um vírus que veio para ficar. Hoje, ele não é mais pandêmico, mas a gente ainda tem surtos. Se eu produzo essa vacina nacionalmente, eu reduzo o preço, e tem uma questão de soberania. Com uma vacina 100% nacional, você não precisa depender de ninguém”, defende Rosane Cuber.

O desempenho do instituto da Fiocruz durante a pandemia também aumentou a sua projeção global. Bio-Manguinhos é um dos seis laboratórios no mundo escolhidos como centro de produção pela Coalização para Inovações em Preparação para Epidemias. Isso significa que, se uma nova epidemia ou pandemia acontecer, o laboratório brasileiro será acionado e receberá informações em primeira mão para desenvolver e produzir vacinas para toda a América Latina. 

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz também foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde como hub regional para o desenvolvimento de novos produtos com a plataforma de rna mensageiro. Rosane destaca a importância desse reconhecimento, considerando que Bio-Manguinhos é um laboratório público.

“O nosso direcionamento não é o lucro, mas sim aquilo que é lucro para sociedade. A gente faz entregas para a população brasileira” 

Fonte: Tâmara Freire – repórter da Agência Brasil

Nota de falecimento de Ermenegildo Ramires

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Comunicamos com pesar o falecimento nesta terça-feira (20), no Hospital Regional, em Amambai, de Ermenegildo Ramires, de 66 anos.

Seu corpo será velado no Memorial Primavera a partir das 8h e o sepultamento ocorre nesta terça-feira (20), às 16h, no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Primavera- Fone: 3481-1887

Sete Quedas recebe o 22º Encontro Estadual de Laço Comprido de 22 a 25 de janeiro

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Foto: Vilson Nasciemnto/Arquivo

A Federação de Laço de Mato Grosso do Sul deu início oficial aos trabalhos da nova temporada, reafirmando seu papel como uma das entidades esportivas e culturais mais representativas do Estado Com cerca de 35 mil filiados, distribuídos em 38 municípios, a federação movimenta a economia local, valoriza a cultura sul-mato-grossense e fortalece o laço comprido como tradição e esporte.

Um dos destaques do início da temporada é o 22º Encontro Estadual de Laço Comprido do MS, que será realizado de 22 a 25 de janeiro, na cidade de Sete Quedas. O evento é promovido pela Aliança da Fronteira e integra o calendário oficial da Federação, reunindo laçadores de diversas regiões do Estado.

O Vice-Presidente do grupo C da Federação de Laço de Mato Grosso do Sul, Jairo Vieira , organizador do evento em Sete Quedas afirmou que:   “Esperamos pelo menos 500 laçadores no primeiro evento em Sete Quedas e que as famílias participem, afinal, o Laço Comprido é um esporte que nasce em família, tem modalidades disputadas em família e fortalece a convivência em comunidade, estamos muito animados em dar o ponta pé inicial da modalidade em Sete Quedas.”

O Prefeito de Sete Quedas, Erlon Daneluz, que já participou da modalidade afirmou em entrevista:

“Estamos muito contentes em saber que Sete Quedas receberá o início dos trabalhos da modalidade do Laço Comprido. É importante destacar todo o trabalho não só dos envolvidos na modalidade, mas também da prefeitura que tem adequado o espaço de tal forma que as competições ocorram da melhor forma possivel, além de movimentar a nossa cidade, este esporte demonstra a importância da convivência em família e da valorização dos animais dentro da prática esportiva”

A programação tem início na quinta-feira (22/01), a partir das 14 horas, com duelos profissional e amador. Na sexta-feira (23/01), os trabalhos começam às 13 horas, com a classificação das equipes, além do baile carapé, animado pelo Grupo Coração Apaixonado.

No sábado (24/01), as atividades iniciam às 4h30, com a reposição de armadas e a sequência da classificação das equipes. Às 20 horas, acontece a abertura oficial do evento, seguida de programação musical.

O encerramento ocorre no domingo (25/01), com início às 5 horas, quando acontecem as finais, incluindo as disputas da Taça de Bronze, Taça Patrão, Taça de Bronze Especial, Taça de Prata e Taça de Ouro.

Restauração da Guaira-Porã entre Amambai e Eldorado inicia nos próximos dias

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Empresas vencedoras das licitações estão em fase de instalação e restauração da Guaira-Porã deverá iniciar nos próximos dias, diz Agesul. (Fotos: Vilson Nascimento e Divulgação)

Vilson Nascimento

O Governo do Estado deverá iniciar nos próximos dias a restauração da pavimentação asfáltica da Guaira-Porã, no trecho que liga Amambai a BR-163, em Eldorado, passando pelos municípios de Tacuru e Iguatemi.

Segundo o engenheiro civil, Gilson Cruz Filho, diretor da 11ª Residência Regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com sede em Amambai, ao longo dos cerca de 155 quilômetros entre Amambai e Eldorado serão implantadas quatro frentes de trabalho.

Duas delas estão nos cerca de 69,2 quilômetros (fonte Google Maps) da MS-156 entre Amambai e Tacuru, uma nos cerca de 52,4 quilômetros da MS-295 entre Tacuru e Iguatemi e outra nos cerca de 34 quilômetros da também MS-295, entre as cidades de Iguatemi e Eldorado.

De acordo com a Agesul, além da total recuperação da pavimentação e implantação de sinalização, no projeto de restauração dos citados trechos de rodovias também está previsto a implantação de faixa adicional nas regiões de aclive acentuado com o objetivo de melhorar a trafegabilidade, tendo em vista que a Guaira-Porã é um importante eixo de escoamento de produção agropecuária e recebe cotidianamente um grande fluxo de veículos de carga.

Em Amambai o parque de máquinas e a usina de produção de asfalto de uma das empresas vencedoras da licitação pública para realizar a obra está sendo montado às margens da MS-156, nas proximidades de acesso a região da Kurussu Ambá.

Restauração da Guaira-Porã entre Amambai e Eldorado inicia nos próximos dias
A usina instalada em Amambai deverá entrar em funcionamento até o final desse mês.

Na quinta-feira, dia 15 de janeiro, em contato com um dos responsáveis pela instalação da usina de produção de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado Quente), a reportagem do grupo A Gazeta foi informada que o equipamento deverá estar pronto para entrar em operação em quinze dias, ou seja, até dia 30 de janeiro.

A usina de produção de massa asfáltica instalada no município de Tacuru já estará em operação no decorrer desta terça-feira, dia 20 de janeiro. A informação foi passada por meio de redes sociais pelo prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, que também é o presidente do Conisul (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul). Ele esteve visitando o parque de obras da empresa na semana passada.

Restauração da Guaira-Porã entre Amambai e Eldorado inicia nos próximos dias
Usina de produção de massa asfáltica instalada em Tacuru deverá entrar em operação já nesta terça, disse o prefeito local e presidente do Conisul, Rogério Torquetti.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

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Foto: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nessa terça-feira (20) a parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (19), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

No ano passado, o tempo de permanência na Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Calendário do Bolsa Família de 2026

Arte EBC

Exportações do agro impulsionam relação comercial

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A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras - Foto: Claudio Neves/APPA

A relação comercial entre Brasil e China alcançou em 2025 o maior patamar da série histórica, consolidando o país asiático como principal parceiro do comércio exterior brasileiro. Segundo dados analisados por Tulio Cariello, do Conselho Empresarial Brasil-China, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171 bilhões no ano, crescimento de 8,2% em relação a 2024.

O valor mais que dobrou o registrado nas trocas entre Brasil e Estados Unidos, que atingiram US$ 83 bilhões, mantendo os norte-americanos como segundo principal parceiro comercial. O desempenho reforçou uma trajetória de superávits brasileiros com a China que já dura 17 anos consecutivos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões, equivalente a 43% de todo o superávit comercial do Brasil com o mundo.

A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e por 25,3% das importações, liderando nos dois fluxos. As vendas externas para o país cresceram 6% e alcançaram US$ 100 bilhões, o segundo maior valor já registrado, enquanto as importações avançaram 11,5%, somando US$ 70,9 bilhões, recorde histórico.

O resultado das exportações foi puxado principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa. A China absorveu 47% das vendas externas do agro brasileiro e 51,5% da indústria extrativa. O petróleo teve destaque, com recordes de volume e valor, totalizando 44 milhões de toneladas e US$ 20 bilhões, o equivalente a 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Produtos agropecuários também apresentaram desempenho relevante. As exportações de café não torrado mais que dobraram em valor, enquanto a carne bovina atingiu máxima histórica. Em contrapartida, as vendas de frango e de carne suína recuaram. No lado das importações, além da compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,66 bilhões, cresceram as aquisições de veículos híbridos, produtos químicos e farmacêuticos, reforçando o peso da China como principal fornecedora de bens da indústria de transformação.

Benefícios do UE-Mercosul podem ser limitados e graduais

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Nas proteínas, o acordo cria cotas com tarifas reduzidas - Foto: Divulgação

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul tende a gerar impactos positivos, porém limitados e graduais, para o agronegócio brasileiro, com maior potencial concentrado em café, aves, etanol e açúcar. Segundo análise do BTG Pactual, elaborada por Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, os principais ganhos devem vir da melhora nos preços e da ampliação moderada dos mercados de exportação, sem mudanças relevantes de volume no curto prazo.

No açúcar, a cota de 180 mil toneladas livres de tarifa equivale a cerca de 3% das exportações brasileiras, o que limita o impacto aos preços dentro desse volume. Para o etanol, a cota de 650 mil toneladas, sendo 450 mil livres de tarifa, representa cerca de metade das exportações do Brasil, mas como o mercado externo corresponde a apenas 4% da produção nacional, o efeito agregado permanece restrito, ainda que positivo para a expansão do etanol de milho.

Nas proteínas, o acordo cria cotas com tarifas reduzidas. A carne bovina terá cota crescente até 99 mil toneladas em 2031, o que ainda representa parcela pequena da produção do Mercosul, embora com preços cerca de 60% superiores à média brasileira. O frango se destaca, com a cota subindo para 180 mil toneladas, podendo elevar em até 65% as exportações brasileiras para a UE, mesmo que o volume continue pouco relevante frente à produção total. Já os suínos permanecem com impacto marginal.

Entre os bens de consumo, o café se beneficia da eliminação gradual da tarifa de 7,5%, em um mercado que já absorve 47% das exportações brasileiras. O arroz passa a contar com uma cota de 60 mil toneladas livres de tarifa. Para grãos, não houve mudanças relevantes para soja e farelo, e a cota de milho não altera os fluxos atuais. O BTG ressalta que o acordo ainda depende de ratificação, terá implementação gradual e inclui mecanismos de salvaguarda que podem limitar seus efeitos.

MS se antecipa, alinha estratégias com municípios e reforça controle do Aedes aegypti para 2026

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), iniciou 2026 com um trabalho intensificado de articulação e alinhamento técnico com todos os municípios, estruturando ações conjuntas de controle vetorial para enfrentar o período sazonal de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti. A estratégia prioriza padronização das medidas, apoio técnico às gestões municipais e atuação integrada em todo o território estadual.

MS se antecipa, alinha estratégias com municípios e reforça controle do Aedes aegypti para 2026
Coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário.

Entre as principais medidas fortalecidas estão o bloqueio químico adequado, com uso de bomba costal motorizada, e a ampliação da BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), que passa a ser executada por todos os municípios neste ano.

A metodologia consiste na aplicação de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, garantindo proteção por várias semanas.

De acordo com o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, o foco do trabalho neste ano é garantir a execução das ações de forma regionalizada.

“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica.

Monitoramento e novas metodologias ampliam a vigilância

Outra ação estratégica é a fase final de implantação das armadilhas ovitrampas nos 79 municípios do Estado, metodologia que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Atualmente, restam apenas nove municípios para a conclusão total dessa etapa.

Além disso, a SES amplia o uso das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), armadilhas que utilizam o próprio mosquito como vetor do produto. “O mosquito entra em contato com o larvicida e acaba levando esse produto para outros recipientes que muitas vezes não são visíveis ou acessíveis, como calhas, telhados ou áreas de construção. Isso nos permite um controle muito mais eficiente”, detalha Mauro Lúcio.

A capacitação das equipes municipais também integra o planejamento, com reuniões técnicas, treinamentos e encontros online para atualização e esclarecimento de dúvidas.

Cenário epidemiológico exige atenção contínua

MS se antecipa, alinha estratégias com municípios e reforça controle do Aedes aegypti para 2026
Armadilhas ovitrampas estão em fase final de implantação nos 79 municípios. Foto: Ministério da Saúde.

Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o acompanhamento do cenário reforça a necessidade de antecipação das ações. 

Ela explica que os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima dos observados na mesma semana do ano passado, enquanto a chikungunya já apresenta transmissão em alguns municípios, o que exige vigilância permanente e resposta coordenada.

Visita domiciliar e mutirões seguem como eixo central

Para 2026, a meta da SES é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares, consideradas a principal ferramenta de prevenção. Durante as visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam os moradores, identificam focos e registram situações que demandam encaminhamento a outros setores.

Os mutirões de limpeza seguem sendo incentivados com abordagem mais estratégica. “Não basta apenas recolher lixo. É fundamental identificar qual é o depósito predominante em cada município, seja lixo, caixas d’água, tonéis, fossas ou outros recipientes. Com base nesses dados, as ações se tornam mais eficientes”, reforça o coordenador estadual de Controle de Vetores. As ações contam ainda com apoio da Vigilância Sanitária, especialmente em pontos estratégicos como borracharias e ferros-velhos.

População é parte essencial da prevenção

MS se antecipa, alinha estratégias com municípios e reforça controle do Aedes aegypti para 2026

A SES reforça que o controle do mosquito depende também do engajamento da população. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as ações do poder público precisam caminhar junto com a responsabilidade individual e coletiva. 

“A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca.

A recomendação é que cada morador reserve ao menos 10 minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água, contribuindo diretamente para a redução do risco de transmissão da dengue e da chikungunya ao longo de 2026.

 Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Kamilla Ratier/Arquivo SES

Polícia Rodoviária recupera veículo roubado e prende dois suspeitos na MS-289 entre Amambai e Sapucaia

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Na tarde dessa segunda-feira (19/01/2026), por volta das 13h, a equipe do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) realizou a recuperação de um veículo com registro de roubo/furto e prendeu dois suspeitos durante ação de fiscalização na rodovia MS-289, km 130, no município de Amambai.

A ocorrência teve início após informações indicando que um Ford Ka, em atitude suspeita, estaria se deslocando no sentido Amambai–Coronel Sapucaia, possivelmente com destino à região de fronteira. Diante disso, foram iniciadas diligências na rodovia, com apoio de uma viatura da Polícia Militar de Coronel Sapucaia, a fim de impedir que o veículo adentrasse o território paraguaio.

O automóvel foi interceptado no km 130 da MS-289. Durante a abordagem, os ocupantes demonstraram nervosismo e apresentaram informações contraditórias sobre o motivo da viagem. Em checagem aos sistemas policiais, foi constatado que o veículo possuía registro de roubo datado de 18/01/2026, ocorrido no estado de São Paulo.

Questionados, os suspeitos relataram que receberam o veículo na Grande São Paulo e que o transportariam até a cidade paraguaia de Capitán Bado, onde receberiam a quantia de R$ 2.000,00 pelo serviço.

Diante da confirmação da ilicitude, foi dada voz de prisão aos envolvidos, com garantia de seus direitos constitucionais. Os suspeitos foram encaminhados ao hospital para exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentados na Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o veículo recuperado, para as providências legais cabíveis.

Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Brasil vendeu ao exterior, em 2025, 40,04 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café, uma queda de 20,8% em relação a 2024. No entanto, a receita da exportação do produto no ano passado bateu recorde: US$ 15,586 bilhões, um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19), são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receitaExportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita

A receita das vendas ao exterior registrada em 2025 é a maior desde 1990, quando a Cecafé iniciou o levantamento. As exportações brasileiras tiveram como destino 121 países.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde é resultado do aumento do valor do produto em 2025 e de investimentos do setor em qualidade.

“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil e, consequentemente, o seu valor. Não à toa, somos a única origem do mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, disse.

Tarifaço

De acordo com Ferreira, a diminuição no número de sacas exportadas já era aguardada em 2025 em razão do clima e dos embarques recordes registrados um ano antes, o que reduziu os estoques. “Exportamos um volume histórico em 2024, reduzindo o montante de café armazenado no país, e a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que culminou na limitação da disponibilidade do produto”, explicou.

Também influenciaram o resultado, segundo ele, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.

“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, entre o começo de agosto e o fim de novembro – vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado –, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, destacou.

Principais destinos

Com a aquisição de 5,4 milhões de sacas, a Alemanha assumiu a liderança entre os maiores importadores dos cafés do Brasil no ano passado, apesar de o volume implicar queda de 28,8% das vendas ao país, na comparação com 2024. Esse montante representou 13,5% de todos os embarques brasileiros do produto em 2025.

Os Estados Unidos, usualmente líderes dessa classificação, desceram à segunda posição no ano passado, como reflexo do declínio observado no período de vigência do tarifaço. Os estadunidenses importaram 5,3 milhões de sacas em 2025 – 13,4% do total, com queda de 33,9% frente aos 12 meses de 2024.

Tipos de café

Nos 12 meses do ano passado, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com 32,3 milhões de sacas vendidas ao exterior. Esse volume equivale a 80,7% do total.

A espécie canéfora (conilon e robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,9 milhões de sacas (10% do total), seguida pelo setor de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de café torrado e torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

Governo de Japorã investe R$ 1,62 milhão em asfaltamento de ruas

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Prefeito Vitor Malaquias (à esquerda) vistoria obra de drenagem de água pluvial na rua Sargento Garcia da Silva, que receberá pavimentação asfáltica. (Fotos: Roney Minella/Divulgação/PMJ)

A Prefeitura de Japorã está investindo em uma das obras mais reivindicadas pela população: a pavimentação asfáltica. A melhoria, iniciada recentemente, vai exigir um investimento total de R$ 1.627.752,40, sendo R$ 1.441.714,00 de recursos federais e R$ 186.038,40 de recursos próprios do município, como contrapartida.

VISTORIA

O prefeito Vitor da Cunha Rosa, o Malaquias, vistoriou no fim da tarde de hoje, segunda-feira (19-01), os trabalhos executados pela empreiteira TRANSMAQ – Serviços e Locações Ltda. Após o estaqueamento das ruas, foram iniciadas as execuções de 573,81 metros lineares de galerias de águas pluviais. Simultaneamente estão sendo executados 10 poços de visitas, que permitirão a construção de 20 bocas de lobo.

Governo de Japorã investe R$ 1,62 milhão em asfaltamento de ruas

“Aqui serão implantados 4.822 metros quadrados de pavimentação asfáltica. Esta obra será emblemática, pois, marcará o fim das ruas sem asfalto em nossa cidade. Japorã será a primeira cidade do Sul de Mato Grosso do Sul com cem por cento das ruas pavimentadas”, destaca o prefeito Malaquias.

PARCERIA

O prefeito de Japorã frisa que os recursos federais para a obra, conquistados através de emenda do senador Nelson Trad Filho – Nelsinho, garantirão o asfaltamento com concreto betuminoso usinado à quente das seguintes ruas: Sargento Garcia da Silva (antiga rua Itaporã), Francisco Demarchi (antiga rua Campo Grande), Antenor Aleixo de Souza (antiga rua Rondonópolis) e rua Projetada, situadas na região oeste da cidade.

“Após a conclusão deste asfaltamento estaremos decretando o fim do barro, da poeira, do lamaçal, dos buracos e valetas que sempre eram motivos de reclamações da população. Os moradores destas ruas passarão a ter melhor mobilidade urbana, avanço na qualidade de vida e, ao mesmo tempo, a valorização de seus imóveis”, apontou Malaquias.

Governo de Japorã investe R$ 1,62 milhão em asfaltamento de ruas

De acordo com o Contrato 75/2025, além das obras de drenagens e pavimentação, a empreiteira vai implantar 1.349,94 metros lineares de meios-fios, além de executar a sinalização de trânsito com a instalação de 21 placas de regulamentação e pintura de 74,77 metros quadrados de sinalização horizontal. “Este é o cumprimento de um compromisso que assumimos com as famílias japoraenses. Com o apoio de nossos representantes em Brasília, da vice-prefeita Aninha, vereadores, ex-prefeito Paulão e secretários municipais. Todos têm parcela de contribuição nesta importantíssima conquista. Quem ganha é a nossa comunidade”, finalizou Vitor Malaquias. 

Governo de Japorã investe R$ 1,62 milhão em asfaltamento de ruas

Decreto permite que faculdades comunitárias recebam recursos públicos

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (19), regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que elas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público. Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil.Decreto permite que faculdades comunitárias recebam recursos públicosDecreto permite que faculdades comunitárias recebam recursos públicos

“Esse decreto vai permitir às instituições terem acesso a editais de órgãos governamentais de fomento direcionados a instituições públicas. Vai ter o direito de recebimento de recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público. Terão a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos, no casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas, parceiras e públicas-estatais”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante evento de assinatura do ato, no Palácio do Planalto.

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de diversas autoridades e representantes de faculdades comunitárias.

A nova norma regulamenta a chamada Lei das Comunitárias (Lei nº 12.881/2013) e foi elaborada a partir de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, que reuniu especialistas da pasta, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).

Durante a solenidade, Santana também ressaltou que asinstituições comunitárias de ensino superior tiveram um bom desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado ano passado. Osresultados foram divulgados nesta segunda-feira. “Isso mostra a relevância dessas instituições comunitárias, e muitas delas estão presentes em municípios que não têm universidade pública”, disse o ministro.

A presidente da Abruc e reitora do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Maria das Graças Soares da Costa, também discursou no evento e agradeceu o reconhecimento dessas instituições para o desenvolvimento regional do Brasil. “Faremos uma nova história com a sua assinatura, que muito nos honra, e queremos fazê-la com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]“, declarou.

Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural

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O prefeito Heliomar Klabunde, ladeado pela secretária de saúde, Dra. Patrícia Sander e pelo vereador e capitão da Aldeia Paraguassu, Ubaldo Fernandes. Casa de Apoio era um pedido, principalmente das comunidades indígenas e moradores zona rural. (Fotos: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

Com o objetivo de melhorar o atendimento da população, sobretudo dos moradores na zona rural e nas comunidades indígenas, a prefeitura inaugurou, na quinta-feira, dia 15 de janeiro, uma Casa de Apoio à Saúde, em Paranhos.

Instalada aos fundos do Hospital Municipal Nossa Senhora Conceição, a casa terá a função de abrigar e oferecer apoio a pessoas indígenas e não indígenas que recebem alta hospitalar e precisam de atendimento continuado ou que cheguem de atendimento médico fora do município e não tem como se deslocar para suas residências, segundo informou a Secretara Municipal de Saúde.

Segundo a secretária de saúde do município, a médica, Dra. Patrícia Sander, muitas pessoa que residem distante do hospital, principalmente moradores da zona rural e comunidades indígenas, recebem alta da unidade hospitalar, mas precisam de uma medicação continuada, fazer trocas periódicas de curativos ou permanecer sob acompanhamento médico e encontravam dificuldades por não terem um local para ficar.

“O objetivo dessa Casa de Apoio é suprir essa demanda. Oferecer as pessoas que necessitem desse tipo de acompanhamento um local aconchegante e sob supervisão de profissionais de saúde”, disse Dra. Patrícia.

A secretária de saúde enfatizou que a Casa de Apoio também estará disponível para abrigar pessoas de Paranhos que passam por atendimento médico fora do município, retornam fora de hora e, por residirem longe, não disporem de meios para chegarem aos seus lares. “Essas pessoas encontrarão na Casa de Apoio um local adequado e com alimentação para aguardar o momento de voltarem para seus lares”, disse a secretária.

O prefeito Heliomar Klabunde, ao fazer uso da palavra, destacou que a implantação da Casa de Apoio, que existia em anos passados, mas foi desativada com a chegada da Covid-19, em 2020, era um anseio da população, sobretudo dos moradores da zona rural e das comunidades indígenas. “Quando em campanha ouvimos muitos pedidos pela implantação dessa Casa de Apoio. Assumimos o compromisso de implantar, caso chegássemos à prefeitura e agora estamos inaugurando”, destacou Heliomar.

Fala do prefeito Heliomar Klabunde

Secretários municipais, profissionais da área de saúde e integrantes da SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena) estiveram presentes, prestigiando a inauguração.

Também esteve presente prestigiando o ato inaugural o vereador em Paranhos, Ubaldo Fernandes, que também é o capitão (cacique) da comunidade indígena Aldeia Paraguassu, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, em Paranhos, João Feliciano da Silva e o membro do Conselho Distrital de Saúde Indígena de Mato Grosso do Sul (Condisi-MS), Otoniel Ricardo, entre outras personalidades.

Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural
Otoniel Ricardo, representante do Condisi-MS no ato inaugural.
Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, em Paranhos, João Feliciano da Silva.
Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural
Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural
Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural
Paranhos inaugura Casa de Apoio para pacientes indígenas e da zona rural

Com relatório de Rodolfo Nogueira, Comissão aprova projeto que cria programa nacional de segurança no campo

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 467/25, que cria um programa nacional de proteção ao agronegócio e às comunidades rurais, sob relatoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta tem como objetivo fortalecer a segurança no campo e coibir crimes como furto de gado, invasões de propriedades e roubos de equipamentos agrícolas.

O projeto prevê que o programa seja executado no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), por meio de ações estratégicas como a articulação e integração das forças de segurança estaduais e federais, a ampliação da presença da Força Nacional de Segurança Pública em áreas rurais, o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e inteligência para prevenção de crimes e a capacitação de policiais militares e civis para atuação específica no combate à criminalidade no campo.

A proposta também incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança rural, com apoio técnico e financeiro para a implantação de sistemas de vigilância, incluindo o uso de drones, câmeras e cercas inteligentes em propriedades rurais.

Em relação ao financiamento, o texto estabelece a utilização de recursos do Orçamento da União destinados ao Susp, além de parcerias público-privadas e linhas de crédito específicas para pequenos e médios produtores rurais, voltadas à aquisição de equipamentos de segurança.

Ao apresentar parecer favorável, o relator Rodolfo Nogueira destacou que o programa representa uma política de Estado voltada à proteção dos produtores rurais e de suas famílias. “Trata-se de uma resposta proporcional à gravidade dos crimes no campo, onde o impacto econômico e social das ações criminosas é elevado, e o dano muitas vezes recai sobre o sustento de famílias inteiras”, afirmou.

Além da criação do programa, o projeto propõe alterações em duas leis federais. No Estatuto do Desarmamento, a proposta dispensa moradores de áreas rurais da comprovação de efetiva necessidade para aquisição ou porte de arma de fogo, além de prever redução de taxas federais, prioridade na análise de processos e ampliação do limite de aquisição de armas e munições para defesa de propriedades rurais. Já no Código Penal, o texto aumenta de um terço até o dobro as penas para crimes contra o patrimônio cometidos em zonas rurais, equiparando-os aos crimes praticados contra instituições financeiras e empresas de segurança privada.

O Projeto de Lei 467/25 ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votado pelo Plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Novas embarcações da Petrobras triplicarão capacidade de transporte

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Foto: Transpetro/Divulgação

A Petrobras e a subsidiária de logística Transpetro investirão R$ 2,9 bilhões em cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. Com as embarcações, de acordo com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados. Novas embarcações da Petrobras triplicarão capacidade de transporteNovas embarcações da Petrobras triplicarão capacidade de transporte

O objetivo é, segundo a empresa, reduzir a dependência de afretamentos, proporcionando maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de movimentação de GLP e de outros produtos. Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados.

Já as barcaças e os empurradores marcam, segundo a companhia, a entrada da Transpetro na navegação interior, ou seja, em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas. Com as embarcações, a Transpetro passará a dispor de uma frota própria para abastecimento em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). 

Programa Mar Aberto

As embarcações fazem parte do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos para a construção serão assinados nesta terça-feira (20), em cerimônia em Rio Grande (RS), que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O programa Mar Aberto contará com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, cerca de R$ 32 bilhões.  A iniciativa prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a o afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

As embarcações cujos contratos serão firmados nesta terça serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, vai construir os 18 empurradores.

Associações criticam avaliação dos cursos de medicina feita pelo MEC

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Associações que representam instituições privadas de ensino superior manifestaram preocupação e crítica em relação à divulgação, nesta segunda-feira (19), dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 351 cursos de medicina em todo o país.Associações criticam avaliação dos cursos de medicina feita pelo MECAssociações criticam avaliação dos cursos de medicina feita pelo MEC

Em nota, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) disse que análises realizadas por instituições espalhadas pelo Brasil indicam divergências entre os dados reportados ao sistema em dezembro do ano passado e os números divulgados agora, especialmente em relação ao total de estudantes considerados proficientes nos cursos.

Diante da avaliação anunciada, a Anup informou que aguarda esclarecimentos técnicos do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela avaliação, antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os resultados apresentados.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) divulgou nota em que critica a condução adotada pelo MEC e pelo Inep em relação ao Enamed, especialmente após o anúncio de aplicação imediata dos resultados para fins punitivos às instituições de educação superior.

De acordo com a Abmes, a primeira edição do exame, realizada em outubro de 2025, ocorreu antes da divulgação pública de critérios como parâmetros de desempenho, cortes de proficiência e consequências associadas aos resultados. A entidade afirma que a consolidação dessas regras apenas após a aplicação da prova fere princípios de previsibilidade, transparência e segurança jurídica.

A associação também é contrária à atribuição de efeitos punitivos já na edição inaugural do Enamed. São as chamadas medidas cautelares, entre elas, restrição de vagas e impedimento de novos ingressos. Na avaliação da Abmes, essa condução, sem período de transição ou validação progressiva, compromete a credibilidade do exame, expõe instituições e estudantes a um cenário de instabilidade regulatória e pode gerar insegurança jurídica e judicialização.

Na nota, a Abmes defende que os resultados do Enamed 2025 sejam tratados como um diagnóstico inicial, voltado ao aperfeiçoamento das próximas edições, com a suspensão imediata dos efeitos punitivos anunciados.

Ao participar de um evento no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Camilo Santana, comentou sobre a repercussão dos resultados do Enamed.

“Apresentamos os dados hoje, vamos ter as medidas cautelares necessárias, num processo de transição. Nosso objetivo não é prejudicar ninguém, muito menos o aluno, e nenhum será prejudicado, mas garantir que as faculdades reflitam sobre a qualidade da sua infraestrutura, da sua monitoria, dos seus laboratórios, para a gente ter bons profissionais formados nesse país”, pontuou.

Avaliação

A maior parte dos cursos, 243 no total, tiveram bom resultado na avaliação e um desempenho que garantiu proficiência a, pelo menos, 60% dos estudantes concluintes da formação médica. Outros 107 cursos foram mal avaliados e um não foi avaliado por baixo número de concluintes inscritos.

Os melhores desempenhos foram apresentados pelos 6.502 estudantes de instituições federais, que apresentaram uma pontuação média de 83,1% de proficiência, seguido dos estudantes das estaduais, com média de 86,6%, entre os 2.402 inscritos.

Os piores desempenhos foram dos 944 estudantes da rede municipal, que somaram uma média de 49,7% da pontuação máxima, com resultado médio considerado insuficiente pelo exame. Os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos também apresentaram uma média de apenas 57,2% da pontuação máxima.