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sábado, 11 de julho de 2026
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Procon explica o que fazer para a troca de presentes do Natal

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O Natal passou, mas ficaram aqueles presentes que as pessoas ganham muitas vezes na cor errada, fora do gosto ou do tamanho. O Procon lembra, no entanto, que nenhuma loja é obrigada a trocar o produto se esse não apresenta nenhum tipo de defeito de qualidade ou quantidade. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o cliente só tem direito à troca do produto se não for possível a substituição das partes defeituosas ou se o vício não for sanado no prazo máximo de 30 dias. Nesse caso, o consumidor poderá escolher entre a substituição do produto por outro em perfeitas condições, receber o dinheiro de volta ou, ainda, obter o abatimento proporcional do preço.Procon explica o que fazer para a troca de presentes do NatalProcon explica o que fazer para a troca de presentes do Natal

Entretanto, apesar de saber que não há obrigatoriedade na realização de trocas apenas por gosto ou tamanho, muitas lojas, para não gerar decepção e fidelizar o cliente, oferecem esse benefício em sua política de troca, que precisa, porém, estar exposta ao consumidor de forma clara, com todas as condições necessárias para utilização desse benefício.

Nota fiscal

O Procon adverte que mesmo nas compras de presentes, a nota fiscal deve ser entregue ao comprador, porque constitui o documento oficial que comprova a data, o local e o objeto da compra. Caso o produto apresente qualquer problema, ela é a garantia do consumidor. A nota fiscal de compra pode ser eletrônica ou impressa. De qualquer forma, ela deve ser entregue ao consumidor obrigatoriamente, inclusive nas compras feitas pela internet. Muitas lojas que oferecem troca de presentes entregam também um comprovante, sem o preço da mercadoria, que poderá ser usado pelo presenteado, caso o produto não agrade. Por isso, esse documento deve ser colocado junto ao pacote.

Compras online

Nas compras online, o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor define que caso o comprador se arrependa da compra efetuada por qualquer motivo, ele poderá cancelá-la em até 7 dias, contados a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato. Desse modo, ele terá a devolução integral dos valores pagos, inclusive frete, se for o caso. O Procon destaca, entretanto, que essa operação não constitui troca mas, sim, arrependimento. A troca de produtos nas lojas virtuais segue as mesmas regras das lojas físicas.

Caso o cliente queira fazer uma reclamação, o Procon disponibiliza seus canais de atendimento online no site do órgão de seu estado. 

Avanço de frente fria ameniza temperaturas nesta terça-feira em Mato Grosso do Sul

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Foto: Vilson Nascimento

A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) para esta terça-feira (26) indica permanência do tempo instável, com probabilidade de chuvas de intensidade fraca a moderada. Além disso, com o avanço de frente fria pelo estado, há risco de ocorrência de chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Os ventos atuam do quadrante norte com valores entre 30-50 km/h e, pontualmente, podem ocorrer rajadas acima de 50km/h. Além disso, devido ao fenômeno, espera-se também uma leve queda nas temperaturas, com máximas de 31°C nas regiões Sul, Leste, Bolsão e Norte do estado.

De acordo com o Cemtec, os termômetros em Campo Grande marcam 23°C inicialmente e chegam aos 28°C. Dourados e Anaurilândia registram temperaturas semelhantes, com valores que variam entre 23°C e 30°C. Na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã tem mínima de 21°C e máxima de 27°C.

Paranaíba e Três Lagoas, no Bolsão, marcam 24°C pela manhã e 31°C no período da tarde. Na região Norte, Camapuã e Coxim iniciam o dia aos 24°C e atingem máximas de 30°C e 31°C, respectivamente.

No Pantanal, Corumbá e Aquidauana registram mínimas de 25°C, com máximas de 30°C e 31°C, respectivamente. Em Porto Murtinho, na região Sudoeste, os valores variam entre 24°C e 31°C.

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado

Nota de falecimento de Everton Júnior Gomes da Silva

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa segunda-feira, 25 de dezembro, no CEONC, em Cascavel, de Everton Júnior Gomes da Silva, de 31 anos.

Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado nessa terça-feira (26) na Capela da Inter Pax e o sepultamento aconteceu às 16h no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Inter Pax: Fones (67) 3481-4678, (67) 99956-5464 e (67) 99957-9445

Ao menos 73% dos custos com demência estão com famílias, revela estudo

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Pelo menos 73% dos custos que envolvem o cuidado de pessoas com demência no Brasil ficam para as famílias dos pacientes. O número foi divulgado pelo Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil (Renade), do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a partir da iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). O estudo revelou que, além dos custos, as pessoas responsáveis pelos cuidados estão sobrecarregadas e que, na maior parte das vezes, são mulheres. Ao menos 73% dos custos com demência estão com famílias, revela estudoAo menos 73% dos custos com demência estão com famílias, revela estudo

O relatório mostra que esses custos podem chegar a 81,3% por parte do familiar a depender do estágio da demência.

“Isso envolve horas de dedicação para o cuidado. A pessoa, por exemplo, pode ter que parar de trabalhar para cuidar. Isso tudo envolve o que a gente chama de custo informal. É importante que se ofereça um apoio para a família”, afirmou a psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em entrevista à Agência Brasil.

O relatório enumera custos diretos em saúde, como internações, consultas e medicamentos, e também os recursos indiretos, como a perda de produtividade da pessoa que é cuidadora.

“As atividades relacionadas ao cuidado e supervisão da pessoa com demência consomem uma média diária de 10 horas e 12 minutos”, aponta o relatório. 

Olhar para o cuidador

A médica Cleusa Ferri avalia que é necessário aumentar o número de serviços de qualidade que atendam às necessidades da pessoa com demência e também dos parentes. “O familiar pode até ser um parceiro do cuidado. Mas precisamos também pensar nesse cuidador”.

Brasília (DF) 24/12/2023 – A psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em entrevista à Agência Brasil.Foto: Cleusa Ferri/Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 24/12/2023 – A psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em entrevista à Agência Brasil. Foto: Cleusa Ferri/Arquivo Pessoal 

Para elaboração do estudo, os pesquisadores entrevistaram 140 pessoas com demência e cuidadores de todas as regiões do país, com média de idade de 81,3 anos sendo 69,3% mulheres. Os dados foram coletados com pessoas em diferentes fases da demência.  

O relatório mostra, por exemplo, que entre os 140 cuidadores, pelo menos 45% das pessoas apresentavam sintomas psiquiátricos de ansiedade e depressão, 71,4% apresentavam sinais de sobrecarga relativa ao cuidado, 83,6% exerciam o cuidado de maneira informal e sem remuneração. 

O estudo chama a atenção para que, dentro dessa amostra, 51,4% dos pacientes utilizaram, em algum momento, o serviço privado de saúde, 42% não utilizavam nenhum tipo de medicamento para demência. “Somente 15% retiravam a medicação gratuitamente no SUS”, disse a epidemiologista Cleusa Ferri. 

O estudo aponta que a maioria das pessoas cuidadoras de familiares com algum tipo de demência são mulheres.

“Nessa amostra, temos 86% das cuidadoras sendo mulheres. Isso é um fato. Há uma cultura da mulher cuidar para o resto da vida. Entendo que é uma questão cultural.

Subdiagnósticos

De acordo com a pesquisadora, o Brasil contabiliza cerca de 2 milhões de pessoas com demência e 80% delas não estão diagnosticadas. “A taxa de subdiagnóstico é grande. Temos muitas pessoas sem diagnóstico e, portanto, sem cuidado específico para as necessidades que envolvem a doença. Então, esse é um desafio muito importante”, afirma a especialista. Ela cita que esse cenário não é exclusivo do Brasil. 

Na Europa, o subdiagnóstico chega a ser de mais de 50% e na América do Norte, mais de 60%.

“No Brasil, temos 1,85 milhão de pessoas com a doença. E a projeção é que esse número triplique até 2050”.

A pesquisadora acrescenta que a invisibilidade da doença é outro desafio. “Temos muito para aumentar o conhecimento, deixar mais visível. A falta de conhecimento da população sobre essa condição precisa ser enfrentada”. Nesse contexto, a invisibilidade também ocorre diante das desigualdades sociais.

Em um cenário de 80% de pessoas sem diagnóstico, isso significa a necessidade de melhorar as políticas públicas para aumentar o conhecimento da população sobre a demência. “Há uma questão de estigma também. As pessoas evitam falar do tema e procurar ajuda”.

Essa situação, na avaliação da pesquisadora, também contribui para dificuldades para conscientização, treinamento de cuidadores e busca por apoio.

Implantação de pastagens anuais de verão avança

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O avanço na implantação de pastagens anuais de verão é notável em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Atrasos pontuais na semeadura ocorreram em algumas propriedades devido a dificuldades locais, principalmente relacionadas ao excesso de chuvas. Segundo o mais recente Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascars na quinta-feira (21), os campos nativos apresentam um crescimento excelente, proporcionando forragem de qualidade para manter e promover o ganho de peso dos animais.

O gado de corte encontra-se em bom estado corporal devido à oferta adequada de pastagem nativa e ao satisfatório desenvolvimento das espécies anuais. Com o aumento do calor, houve a necessidade de intensificar as medidas de controle das infestações de ectoparasitas, principalmente do carrapato. A estação de monta está em andamento, e as matrizes estão se recuperando bem em seu estado corporal no pós-parto.

O período de abundância de forragem nas pastagens de verão resultou em uma redução nos custos de produção devido à menor necessidade de suplementação dos animais. Os tratamentos contra ectoparasitas continuam devido à proliferação de mosca-do-chifre, berne e carrapato nos rebanhos. As altas temperaturas afetaram o bem-estar animal, reduzindo o consumo e impactando a produtividade.

Aprenda como fazer um bolão para apostar na Mega-Sena da Virada

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A Mega-Sena da Virada promete dividir R$ 570 milhões entre aqueles que conquistarem o prêmio principal do concurso 2.700 no próximo domingo (31). Para aumentar as chances de ganhar o maior prêmio já pago na história da loteria, uma das opções envolve realizar o famoso bolão, que pode ser feito até as 19h do dia do sorteio.

Uma aposta simples custa R$ 5 e dá direito a escolher seis números entre os 60 disponíveis. Com a opção, a chance de acertar a combinação sorteada é de uma em mais de 50 milhões. Quando se faz um bolão, as possibilidades de ganhar aumentam, já que essa modalidade dá a oportunidade de concorrer com mais jogos ou com mais números por aposta.

Entenda o bolão

Assim como nos jogos individuais da Mega da Virada, no bolão é permitido escolher de 6 a 20 dezenas por jogo. Quanto mais números marcados, maiores são as chances de faturar a bolada. O valor final da aposta, no entanto, também é mais caro.

A aposta em grupo mais simples é a de dois jogos com seis números cada, já que, pela regra das Loterias, é obrigatório que o bolão tenha no mínimo duas cotas, cada uma de, pelo menos, R$ 6, sendo R$ 15 o menor valor possível. Mesmo nesse caso, a vantagem em relação à aposta individual é que, com duas cotas, participa-se com dois jogos, em vez de apenas um.

Quanto mais cotas um bolão tiver, mais combinações poderão ser feitas (até o limite de dez por volante), o que aumenta as chances de faturar o prêmio. Quando o jogo é registrado no sistema, é gerado um recibo de cota para cada participante. Isso significa que, caso o prêmio saia para o bolão, cada um dos vencedores poderá resgatar individualmente a sua parte.

Para entender quanto o bolão dá uma mãozinha a mais para a sorte, basta considerar o maior jogo possível, em que podem ser selecionadas 20 dezenas. Enquanto na aposta simples, de seis números, a chance de ganhar é de uma em mais de 50 milhões, no jogo com mais números a probabilidade de acertar é muito maior, de uma em 1.292.

O custo do jogo também avança de modo proporcional às chances de levar o prêmio, e, para ter essa oportunidade, o bolão não sai por menos de R$ 193,8 mil. Nesse cenário, a cota mínima vai ser de R$ 1.938 se houver pelo menos cem participantes dispostos a investir esse valor ou mais (caso alguém queira adquirir mais de uma cota).

Como a maioria dos brasileiros não dispõe dessa quantia para jogar na Mega da Virada, as opções mais acessíveis são os bolões com sete ou oito números, que também valem a pena. Há duas formas de jogar: uma é adquirir cotas de bolões feitos pelas unidades lotéricas, situação em que pode ser cobrada uma tarifa de serviço de até 35% sobre o valor de cada participante.

A segunda opção é organizar um bolão particular, com um grupo da família, trabalho ou amigos, e preencher as informações em um campo próprio do volante, que depois deve ser registrado em uma casa lotérica.

Entenda por que uso de ar-condicionado sem manutenção causa incêndios

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O verão, com temperaturas chegando a recordes com as ondas de calor, faz aumentar o consumo de energia, e em boa parte o motivo está no uso de aparelho de ar-condicionado ou de ventiladores. O manuseio desses equipamentos, no entanto, exige cuidados para evitar incêndios que podem ser provocados pelo excesso de carga elétrica. Uma importante recomendação é verificar se o imóvel tem capacidade elétrica para suportar os equipamentos, principalmente o ar-condicionado, que consome mais energia.Entenda por que uso de ar-condicionado sem manutenção causa incêndiosEntenda por que uso de ar-condicionado sem manutenção causa incêndios

O professor de Engenharia Elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Edson Watanabe explica que nos imóveis de construções antigas a preocupação maior era com a iluminação e a preparação para receber poucos aparelhos, bem diferente da atualidade, em que cada vez mais aumenta a quantidade de eletrônicos em um mesmo imóvel, e que ainda exigem maior carga de energia. “Tem muitos lugares com microondas, air fryer, fogão de indução magnética. Quem vai aumentando estas cargas têm que tomar cuidado”, alertou em entrevista à Agência Brasil.

Watanabe revelou que pediu a uma turma de alunos que verificasse se as instalações estavam corretas em suas casas, e a metade relatou problemas. “Quando um vai tomar banho outro não pode ligar o ar-condicionado, porque um vai derrubar o outro”, disse se referindo a falta de capacidade elétrica do imóvel para suportar uma carga maior de consumo ao mesmo tempo.

Rio de Janeiro, RJ, Brasil - O engenheiro Edson Watanabe, diretor da Coppe/UFRJ, apresenta trabalhos de perícia sobre o desabamento da ciclovia da Avenida Niemeyer. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Engenheiro Edson Watanabe, professor da Coppe/UFRJ – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“A dica principal é contratar um profissional da elétrica para conferir se o quadro de energia da sua casa está compatível na dimensão, se suporta realmente o aumento de equipamentos como o ar-condicionado”, recomenda o porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, major Fábio Contreiras.

O curto circuito que costuma ser vilão em alguns casos de incêndios, segundo o professor, é uma ocorrência rara e normalmente quando acontece os disjuntores costumam proteger o local desligando o sistema. “É raro isso não acontecer, ou seja, a proteção não funcionar. Curto circuito não é o problema, o que acontece é que em muitos lugares a instalação é antiga e foi feita em uma época em que o ar-condicionado era raro. Tinha previsão de ar-condicionado em dois lugares, na sala e um quarto, o resto não tinha. Esse é o primeiro ponto. O outro é que o condutor, o fio, tem que ter capacidade de aguentar o aparelho de ar-condicionado que é totalmente diferente de lâmpadas e mesmo os ventiladores, que em geral têm o consumo bem pequeno comparado ao ar-condicionado”, explicou.

O longo período em que os aparelhos ficam desligados merece cuidados quando entram novamente em uso. De acordo com o professor Watanabe, no caso de ar-condicionado residencial de 12 mil btu o consumo pode crescer 10 a 20 vezes na comparação com o ventilador. “O problema é que em alguns casos os fios não estão preparados para isso. A tomada também é um risco por ficar muito tempo espetada no ponto elétrico sem o uso do aparelho”, alertou.

“Isso pode resultar em mal contato se só for utilizado no ano seguinte. O mau contato é muito ruim porque, em geral, não se nota. Quando tem o mal contato, a tomada começa a esquentar, em alguns casos derrete e pega fogo. Isso é bastante comum. O bom é tirar a tomada quando não está usando o aparelho”, recomendou, acrescentando que é importante também manter a limpeza da tomada.

Outra recomendação é não instalar o ponto elétrico próximo do chão e perto de materiais inflamáveis, o que também pode causar incêndios. “Está pedindo para pegar fogo. É melhor não ajudar”, ironizou, sugerindo ainda que a pessoa veja depois de uma hora de funcionamento do aparelho se a tomada está aquecendo. 

“Se estiver quente chama um eletricista e pede para ele revisar o circuito. Se o disjuntor estiver desarmando sozinho, também tem problema. É bom conferir se o fio está na dimensão correta. Se não estiver, e ele pegar fogo, o prejuízo é muito grande”.

Além de uma manutenção anual feita por um profissional especialista em ar-condicionado, o professor lembra que é bom também manter o filtro do aparelho limpo, mas nesse caso é por uma questão de saúde por causa do acúmulo de poeira. “Fica lá juntando poeira o ano inteiro e quando liga vai tudo para o espaço e para cima da gente”.

O professor Watanabe lembrou que os aparelhos mais modernos, os inverter, têm um sistema diferente. “É um pouco mais caro, mas em geral não têm pico de partida, são mais suaves, controlados eletronicamente e mais eficientes. Teoricamente são melhores”.

Outro perigo destacado pelo porta-voz dos bombeiros é o de ligar vários aparelhos no adaptador de tomada benjamin ou em um filtro sem fusível. “Esses adaptadores não são legalizados, não são regulamentados. O único meio de usar vários equipamentos em uma mesma tomada é usando um filtro de linha, aprovado pelo Inmetro, com um fusível disjuntor, que em caso de sobrecarga vai desligar toda a energia. Se precisar ligar diversos equipamentos em uma mesma tomada por necessidade da sua casa é fundamental ter o filtro de linha e não usar improvisos como adaptador de tomada benjamin, por exemplo”, indicou.

Para o professor Watanabe, os riscos ocorrem por falta de conhecimento.“O bom seria que a população soubesse um pouquinho de eletricidade. As tomadas normais  de casa têm dois tipos. Uma delas tem 10 amperes. Se ligar um carregador de celular está muito abaixo de 1 ampere, mas se colocar mais de quatro ventiladores pode ser problema. O ar-condicionado não tem jeito. Tem que ser só ele e não ter nada pendurado com o ar-condicionado, que em geral é em 20 amperes”, disse.

Em mais uma recomendação para evitar acidentes, o major Contreiras destacou que ao comprar um equipamento é necessário observar a voltagem e a amperagem de cada um. Caso o imóvel não tenha a capacidade é preciso chamar o eletricista para fazer a conversão no quadro de energia. “É um ponto importante. Muitas vezes a pessoa quer botar um equipamento de 20 amperes em uma tomada de 10. Isso pode dar sobrecarga e pode incendiar por não conseguir suportar a temperatura”, explicou.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros informou que grande parte dos atendimentos feitos pelos bombeiros no país tem causas elétricas provocadas por sobrecarga, curto circuito por defeito no equipamento e contato imperfeito que ocorre nas tomadas que soltam faíscas. “Em contato com uma cortina, um lençol, uma cama isso pode se incendiar rapidamente. São as três causas mais comuns nos incêndios”, alertou.

O major disse que em casos de incêndios por causa elétrica a principal recomendação é que a pessoa não tente apagar imediatamente com um copo ou com balde de água, por exemplo. “A gente sabe que a corrente elétrica passa muito pela água e a pessoa vai tomar um choque e pode até morrer. A primeira coisa a fazer é desligar a rede elétrica da casa para deixar de alimentar o fogo. Quando desliga o disjuntor ou a chave geral, onde quer que esteja, já ajuda a evitar que o incêndio ganhe proporção”, recomendou.

Se o imóvel tiver um extintor de incêndio, também pode ser usado para combater o fogo, desde que seja o equipamento apropriado. “Em geral no mercado são dois tipos de extintores que se usa. O de gás carbônico ou o que pó químico seco. São os dois que podem apagar um incêndio como esse, mas se não tem nada o mais importante é sair de casa, tirar as pessoas com segurança e chamar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 para que a gente possa realmente fazer esse atendimento”, explica, destacando que caso a pessoa consiga afastar o eletrônico que está em chamas, como um ferro de passar, e levá-lo para fora de casa é importante para evitar a propagação do incêndio.

“Para fazer isso é importante também ter muito cuidado para não se expor ao fogo. Em regra geral é sempre recomendável chamar o Corpo de Bombeiros para fazer o combate e jamais usar água”, reforçou.

Baterias

Outro cuidado apontado pelo porta-voz do Corpo de Bombeiros é com equipamentos portáteis carregados por bateria. Geralmente, baterias extras de celular, de veículos novos, motos elétricas.

“Todas as baterias a base de íon de lítio, em situações de ondas de calor, são perigosas, porque esses equipamentos se forem expostos a altas temperaturas, por exemplo, dentro de um veículo trancado com muito sol em dia de muito calor, elas podem se danificar e em alguns casos mais extremos podem até se incendiar. A recomendação que a gente sempre dá é nunca deixar baterias e equipamentos específicos dentro de veículos fechados ou dentro de casa. Devem ficar sempre em locais ventilados, bem arejados, longe do sol também. Então muito cuidado com equipamentos elétricos em dias de muito calor. Apesar deles estarem preparados para suportarem altas temperaturas é sempre bom ter a prevenção”, observou.

Meteorologia

 Banhistas no Arpoador curtem dia de verão com 39,5º C e sensação térmica de 50,7º C.
Verão com 39,5ºC e sensação térmica de 50,7ºC – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O verão, que começou à 0h27 do dia 22 de dezembro, e termina à 0h06 do dia 20 de março, promete temperaturas elevadas, mas também, segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Andrea Ramos, é uma estação chuvosa. “O verão é a estação mais chuvosa quando comparada às outras e tem umas irregularidades em forma de temporal com muitas pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento, até porque está muito quente. O El Niño está gerando essas irregularidades ainda”, informou à Agência Brasil.

Em 2023, o Brasil enfrentou nove ondas de calor, sendo a última entre 14 e 17 de dezembro. Para ser motivo de aviso a onda de calor precisa ter a temperatura máxima acima de 5 graus em relação à climatologia que representa a série histórica desde o começo das medições de temperaturas, além de um período, de pelo menos, 4 dias consecutivos. A razão para as ondas de calor foi o fenômeno climático El Niño, que seguirá provocando impactos nos valores das temperaturas em janeiro.

“A partir de fevereiro deve diminuir um pouco a intensidade do calor, mas ainda assim vai persistir, pelo menos, até outubro de 2024”, apontou Andrea Ramos, que não descartou a possibilidade de uma nova onda de calor em janeiro.

De acordo com a meteorologista, a previsão do clima consenso entre o Inmet, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cpetec) e a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) indica o prognóstico para janeiro e fevereiro de chuva na média nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e em parte de Minas Gerais, enquanto que no Nordeste e no Norte do país fica abaixo da média e no Sul ficará acima da média.

“Segundo a Organização Meteorológica Mundial, estamos vivenciando desde agosto os meses mais quentes desde o início das nossas medições. Isso é fato aqui no Brasil e de forma mundial. Com certeza 2023 vai ser o ano mais quente registrado, superando 2016, que foi também um ano considerado de super El Niño”, disse Andrea Ramos.

Regulação assegura expansão da distribuição de gás com segurança e confiabilidade

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Com acompanhamento e incentivo da Agência Estadual de Regulação (AGEMS), a MSGÁS realiza obra de expansão da rede de distribuição de gás canalizado, em Campo Grande.

Um dos mais importantes investimentos em andamento contempla a região mais ao sul da Capital, fortalecendo a qualidade dos serviços oferecidos aos atuais e futuros clientes.

A equipe de engenharia da Câmara Técnica de Gás esteve no canteiro de obras, acompanhando de perto o trabalho de campo. Nesta obra de estruturação da rede, está sendo feito um ramal, em tubulação de polietileno, de interligação de dois pontos da rede de baixa pressão, entre a Avenida das Bandeiras e a Avenida Marechal Deodoro seguindo pela Avenida Manoel da Costa Lima.

O processo consiste basicamente em realizar um furo subterrâneo direcional, com broca, sonda e estacas, realizar o transpasse da tubulação, fazer as soldas, instalar válvulas e realizar os testes de estanqueidade.

“Após a conclusão do ramal, o fornecimento no local estará mais estruturado e estável, com a formação de um anel na rede de distribuição, estabelecendo a ligação entre subsistemas atendidos por dois pontos diferentes, possibilitando flexibilidade operacional de atendimento dos usuários por qualquer um desses subsistemas”, explica o engenheiro da Categás Arthur Suzini Poleto. A etapa seguinte é a saturação, onde os futuros usuários são conectados ao novo ramal de gás natural.

Regulação assegura expansão da distribuição de gás com segurança e confiabilidade
Regulação assegura expansão da distribuição de gás com segurança e confiabilidade
Regulação assegura expansão da distribuição de gás com segurança e confiabilidade

Com as obras de expansão, a distribuidora aumenta a quantidade de clientes e o número de usuários de gás natural, resultado que está diretamente ligado aos projetos de fomento de combustível limpo e desenvolvimento sustentável do Estado.

A taxa de ampliação da rede de distribuição da Concessionária é de 2,5 km por mês.

“Um dos papeis da regulação é justamente esse, fiscalizar e incentivar a expansão da rede de distribuição de gás natural, visando a universalização dos serviços, ou seja, levar essa opção cada vez mais longe, com oportunidade de mais clientes utilizando do gás natural canalizado”, afirma o diretor de Gás, Energia e Mineração, Matias Gonsales.

Fotos: Cleidiomar Barbosa

FPA divulga nota sobre vetos presidenciais: Entenda

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a fragilização do direito de propriedade no Brasil, que foi evidenciada por um Veto Presidencial à lei 14.757/23. Essa lei, que havia sido aprovada pelo Congresso Nacional, tinha como objetivo garantir segurança jurídica e regularizar famílias rurais que já haviam sido tituladas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

A FPA enfatizou a urgência de proporcionar dignidade e acesso ao crédito para essas famílias, destacando a importância da titulação definitiva das propriedades rurais entregues pelo governo federal, as quais ainda se baseavam em titulações precárias diante dos desafios relacionados à legalização fundiária no Brasil. “É inaceitável que o governo federal permaneça na leniência da regularização fundiária dessas famílias, permitindo que associações e movimentos se apoderem destas irregularidades como ferramenta de chantagem e manipulação de assentados para cunho estritamente político e ideológico”, comenta.

“O Brasil é um dos países de maior importância no cenário global para produção de alimentos. É urgente que a legislação brasileira supere ideologias e ingresse na legalidade do direito de propriedade, garantindo que milhares de pequenos agricultores sejam inseridos no mercado formal e contribuam para nossa economia e na geração de riqueza. A FPA estará pronta novamente para derrubar o veto e garantir dignidade aos pequenos produtores do Brasil, no esteio da segurança jurídica e da competitividade internacional”, conclui.

Vale a pena fazer um teste vocacional? Saiba como funciona

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Tem muita gente que nasce sabendo o que quer ser quando crescer. A maioria das pessoas, porém, tem mais dúvidas do que certezas sobre a profissão — afinal, são tantas possibilidades que às vezes parece difícil escolher só uma carreira a seguir. E é para ajudar nessa escolha que foram criados os testes vocacionais.

Ele é aplicado em escolas durante o ensino médio ou em cursos pré-vestibulares para auxiliar os alunos a escolher uma profissão, mas os testes vocacionais também são encontrados facilmente na internet, de forma gratuita.

Para que serve?

O teste vocacional é uma ferramenta que ajuda estudantes a identificar quais carreiras profissionais querem seguir. Ele é composto de perguntas que avaliam as habilidades e as preferências de cada indivíduo, associando-as aos cursos de ensino superior.

O questionário é indicado para jovens que concluíram ou estão concluindo o ensino médio e querem uma ajudinha para decidir suas futuras escolhas. No entanto, também pode auxiliar adultos em busca de transição de carreira ou que pretendem ingressar em uma faculdade em breve.

Como funciona?

O teste vocacional pode envolver questionários, testes de raciocínio lógico e linguagens, dinâmicas e entrevistas. Os testes fazem perguntas como:

• O que prefere estudar?
• Em quais disciplinas apresenta mais dificuldade?
• Gosta de interagir com animais?
• Lida bem com outros indivíduos?
• O que faz nos momentos de lazer?

Além disso, a ferramenta, quando aplicada por um psicólogo, ajuda a identificar as expectativas e vontades da pessoa ou se há uma grande influência da família para essa decisão.

Os resultados podem apresentar profissões até então desconhecidas pelo estudante e oferecer uma base para iniciar a busca sobre qual carreira seguir.

Na presidência do G20, Brasil planeja mais de 120 reuniões para 2024

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Na presidência do G20 — grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e a União Africana —, o Brasil planeja 127 reuniões de trabalho e cúpulas em 2024. O mandato brasileiro à frente do G20 começou em 1º de dezembro e continua até 30 de novembro do próximo ano. O lema da gestão é “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, com foco no combate à fome, pobreza e desigualdade; reforma da governança global; e dimensões do desenvolvimento sustentável — econômica, social e ambiental.

O ponto alto da presidência brasileira será a 19ª Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, em novembro de 2024. A direção do grupo foi passada ao Brasil pela Índia em setembro. A entidade internacional reúne cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo e responde por 75% do comércio internacional, além de ter dois terços da população e 60% do território do planeta. É a primeira presidência brasileira no G20, criado em 1999.

O Brasil será responsável por organizar os encontros entre os países-membros. Os temas são divididos em duas faixas, com atuação paralela — a trilha de sherpas, que reúne os assuntos que não são essencialmente financeiros, e a trilha de finanças.

O primeiro bloco, com 15 grupos, será comandado pelo secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Maurício Lyrio. Essa parte da liderança coordenará a maioria dos trabalhos e discute a agenda da cúpula do G20.

A trilha de finanças, com oito subáreas, vai tratar de assuntos macroeconômicos, com ministros da economia e presidentes dos Bancos Centrais dos países-membros. A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, estará à frente dessa faixa.

Perspectivas

Professora de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP), Maristela Basso avalia haver grande expectativa sobre o mandato do Brasil, tanto interna quanto externamente, e, por ser a primeira presidência, o país quer deixar um legado.

“Para tanto, criou uma comissão nacional de coordenação da presidência, em uma clara tentativa de dar total transparência aos seus trabalhos, além de procurar aproximar e introduzir a sociedade civil nos trabalhos do grupo de países. Na agenda do Brasil, estão as questões relativas à crise climática, energias renováveis e, especialmente, aquelas relacionadas à pobreza, fome, desemprego e justiça global”, afirma.

Para a cientista política Denilde Holzhacker, a presidência do G20 mira os holofotes no Brasil em termos de agenda política e econômica, e diversas questões serão centralizadas no país, aumentando a capacidade brasileira de influência, principalmente entre as economias participantes.

“Mas, hoje, o G20 é um fórum muito mais de construção de agenda e de discussão do que, de fato, de capacidade de mudança em termos de atuação internacional. O governo brasileiro vai levar a agenda ambiental como uma agenda importante e ampliar a agenda da sociedade civil, o que tem um efeito importante para a captação de investimentos”, diz.

“É possível que não se tenha grandes atuações a partir do G20, pelo menos não tem tido nos últimos anos. Mas não significa que isso não seja relevante para essa posição do governo brasileiro em ser cada vez mais participativo e atuante nas pautas internacionais”, conclui a especialista.

Onde serão os compromissos

Serão 15 cidades-sedes brasileiras, divididas entre as cinco regiões — Maceió, Fortaleza, Recife, Salvador, Teresina e São Luís, no Nordeste; Belém e Manaus, no Norte; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no Sudeste; Porto Alegre e Foz do Iguaçu, no Sul; e Brasília e Cuiabá, no Centro-Oeste.

Além do Brasil, quatro países vão sediar os compromissos do G20 ao longo de 2024 — Estados Unidos, Suíça, Bélgica e França. Também haverá encontros por videoconferência.

Ao todo, serão 22 órgãos federais envolvidos nas reuniões (veja no fim do texto) — 19 ministérios, o Banco Central, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Brasília é a cidade que mais receberá os eventos do G20 no próximo ano, com 33 encontros marcados. Em seguida está o Rio de Janeiro, com 23. Belo Horizonte, Porto Alegre, São Luís e Teresina serão anfitriões apenas uma vez cada.

Veja o levantamento completo, feito pelo R7, de quantas reuniões cada cidade sediará:

• Brasília (DF): 33
• Rio de Janeiro (RJ): 23
• Fortaleza (CE): 7
• Salvador (BA): 6
• São Paulo (SP): 4
• Manaus (AM): 4
• Belém (PA): 3
• Foz do Iguaçu (PR): 3
• Cuiabá (MT): 2
• Recife (PE): 2
• Maceió (AL): 2
• Belo Horizonte (MG): 1
• Porto Alegre (RS): 1
• São Luís (MA): 1
• Teresina (PI): 1

• EUA: Washington (4) e Nova York (1)
• Genebra (Suíça): 1
• Bruxelas (Bélgica): 1
• Paris (França): 1

Órgãos envolvidos nas reuniões do G20

• Ministério das Relações Exteriores
• Ministério da Fazenda
• Ministério das Mulheres
• Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
• Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
• Ministério das Comunicações
• Ministério da Saúde
• Ministério da Educação
• Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
• Ministério da Agricultura e Pecuária
• Ministério do Trabalho e Emprego
• Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
• Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional
• Ministério do Turismo
• Ministério da Cultura
• Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
• Ministério de Minas e Energia
• Ministério da Pesca e Aquicultura
• Secretaria-Geral da Presidência
• Controladoria-Geral da União
• Banco Central
• Embrapa

Integrantes do G20

• África do Sul
• Alemanha
• Arábia Saudita
• Argentina
• Austrália
• Brasil
• Canadá
• China
• Coreia do Sul
• Estados Unidos
• França
• Índia
• Indonésia
• Reino Unido
• Rússia
• Turquia
• União Africana (recém-admitida)
• União Europeia

Segurança a bordo: Agems e PRF orientam mais de 400 passageiros de ônibus na Operação Rodovida

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Pelo décimo terceiro ano consecutivo, no período entre a segunda quinzena de dezembro de 2023 e o domingo pós carnaval de 2024, acontece a Operação Rodovida, coordenada pela Polícia Rodoviária Federal e que desta vez conta com a parceria da Agência Estadual de Regulação (AGEMS).

Ação realizada em Três Lagoas levou para dentro dos ônibus intermunicipais e interestaduais orientações, dicas e alertas sobre atitudes que garantem uma viagem segura. Em um dia de operação, em torno de 400 pessoas foram alcançadas.

Desde as primeiras horas de quinta-feira (21), agentes da Câmara Técnica de Fiscalização (Catefis) e agentes da PRF iniciaram a atividade no Terminal Rodoviário Municipal.

“Foi um trabalho bem intenso, com foco educativo, quando abordamos em torno de 15 ônibus e micro-ônibus”, conta o chefe da equipe de fiscalização, Paulo Ferreira da Rosa. “Falamos com os usuários sobre a importância do uso do cinto de segurança, a atenção às crianças durante o deslocamento, além de conferir também pontos tradicionais na fiscalização, como os itens de segurança, a higienização e a documentação dos veículos”.

Segurança a bordo: Agems e PRF orientam mais de 400 passageiros de ônibus na Operação Rodovida
Segurança a bordo: Agems e PRF orientam mais de 400 passageiros de ônibus na Operação Rodovida

Segurança para todos

A Rodovida é o maior esforço operacional interinstitucional do país para a promoção da segurança viária, com ação coordenada entre órgãos e entidades das esferas federal, estadual e municipal. Por conta do aumento do fluxo de pessoas viajando entre as cidades e os estados durante as festas e feriado escolar, a campanha quer alertar passageiros para cuidados básicos que podem salvar vidas também no transporte coletivo.

O chefe da 7ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, em Três Lagoas, José Ferreira Torres, acompanhou o início dos trabalhos. “A operação tem várias modalidades e uma delas é essa, com a AGEMS, com quem já tivemos várias parcerias. E é muito importante porque entramos na questão da legislação específica do transporte de passageiros e de vistoria técnica desse serviço, que não estão no Código de Trânsito Brasileiro”, afirma.

Integração e resultados

Aproveitando a intensa demanda que já movimenta a rodoviária da principal cidade do Leste do Estado, na divisa com São Paulo, os fiscais de regulação e policiais rodoviários reforçaram dicas e orientações sobre cuidados essenciais. A ideia é que o passageiro adote comportamento que garanta a segurança durante uma viagem, seja no transporte coletivo, seja em ocasião em que esteja viajando de carro. 

Segurança a bordo: Agems e PRF orientam mais de 400 passageiros de ônibus na Operação Rodovida

A união de esforços entre a Agência e a PRF tem sido contínua, em benefício do transporte de passageiros legalizado e seguro. Desde fevereiro, as duas instituições contam com Acordo de Cooperação Técnica (ACT), para compartilhar e desenvolver projetos, serviços e ações de interesse comum envolvendo fiscalizações e combate a práticas ilegais nas estradas.

A formalização do acordo reforçou a parceria que há tempos já acontece na prática, com apoio mútuo nos postos nas BRs, troca de informações em diferentes operações e participação dos respectivos agentes em eventos de integração.

Fotos: Cleidiomar Barbosa

Para evitar furtos, residências exigem segurança principalmente em período de festas

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Tradicionalmente, é comum que as pessoas planejem viagens, passeios ou confraternizações em meio às festividades que embalam o final de ano. Época de celebração, o lazer e o descanso se tornam prioridade com o encerramento de um ano e o início do próximo, e, entre um compromisso e outro, dificilmente as residências permanecem ocupadas.

As comemorações representam o período ideal para reunir todos aqueles que amam e buscar novos ares, principalmente quando somadas às férias ou recesso. Com a ausência de moradores característica desse período, crimes como furto de residências tendem a aumentar.

De acordo com Edgard Punsky, delegado da DERF (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos), a ausência de famílias por longos períodos propiciam aos furtadores maior tranquilidade para invadir os imóveis. Além disso, o recebimento do 13º salário e a compra de produtos nessa época do ano também causam impacto no índice de furtos.

“Muitas pessoas vão às compras e adquirem bens de valor agregado que despertam a cobiça de pessoas mal intencionadas, que tendo ciência de que tais objetos estão no interior dos imóveis e com a alta probabilidade dos moradores estarem fora da casa, motivam esses indivíduos a ingressarem nos imóveis”

Além de preparar as malas e aproveitar o benefício em dinheiro, também é importante manter um olhar atento e redobrar os cuidados com as residências. Com os imóveis devidamente protegidos, a ação criminosa é dificultada e as festas podem ser aproveitadas sem preocupação.

Residência mais segura

As medidas de segurança para residências devem ser tomadas não só no final de ano, mas durante todo ele. Por isso, é importante estar sempre em alerta à presença de pessoas suspeitas nas imediações do imóvel, principalmente nos horários de chegada ou saída de moradores.

O delegado Edgard Punsky ainda destaca que a maioria dos furtos mediante arrombamento ocorrem pela parte de trás da casa. Nesse caso, além de manter o cômodo sempre trancado, as portas que separam o restante da casa também devem estar bloqueadas “A instalação de fechaduras a mais na porta também ajuda, especialmente quando o morador se ausentar por longo período. É uma boa opção, com baixo custo”.

Além disso, mesmo em casos de prédios residenciais, a rotina de segurança deve ser priorizada. A criação de um comitê de segurança orgânica do condomínio, composto por moradores, pode facilitar a discussão das necessidades de cada local. Canais de comunicação compostos por vizinhos também podem ser uma solução viável, tanto para condomínios quanto casas.

“Grupos de whatsapp de vizinhos com a finalidade de observar os arredores da vizinhança, como carros parados por longos períodos, indivíduos suspeitos e reportar furtos ocorridos na rua ou bairro. Mas sempre com cuidado para não disseminar informações inverídicas, que gerem sentimento de temor e pânico”.

Outras medidas de segurança incluem:

  • Investir em aparatos de segurança como alarmes, travas elétricas, cercas elétricas, concertinas e principalmente câmeras de alta definição (Full HD). Cachorros também podem funcionar como alerta e espantar possíveis furtadores;
  • Manter portas e janelas sempre trancadas ao sair de casa e, durante a noite, não deixar objetos de valor no quintal;
  • Não revelar a guarda de grandes valores e jóias para estranhos do núcleo familiar íntimo ou para funcionários que tenham livre acesso aos cômodos;
  • Ao contratar empregados, dar preferência àqueles que apresentam referências que possam ser facilmente confirmadas;
  • Quando estiver sozinho em casa e surgir um estranho que pretenda fazer entrega de encomendas não esperadas, não abra a porta e peça para que volte em outro horário.

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado
Foto: Arquivo

“Somos um mesmo povo e um só país”, diz Lula em pronunciamento

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou em pronunciamento de Natal na noite deste domingo (24) os feitos do primeiro ano de seu terceiro mandato e defendeu que a paz e a união entre amigos e familiares seja restaurada. Lula afirmou que “o ódio de alguns contra a democracia deixou cicatrizes profundas e dividiu o país”."Somos um mesmo povo e um só país", diz Lula em pronunciamento"Somos um mesmo povo e um só país", diz Lula em pronunciamento

“Ao final daquele triste 8 de janeiro, a democracia saiu vitoriosa e fortalecida. Fomos capazes de restaurar as vidraças em tempo recorde, mas falta restaurar a paz e a união entre amigos e familiares. Meu desejo neste fim de ano é que o Brasil abrace o Brasil. Somos um mesmo povo e um só país”, disse.

O presidente prometeu combate às fake news, à desinformação e ao discurso de ódio, além da valorização do diálogo. “Que no ano que vem sigamos unidos, caminhando juntos rumo à construção de um país cada vez mais desenvolvido, mais fraterno e mais justo para todas as famílias”.

Colheita generosa

Lula voltou a dizer que 2023 foi um ano de reconstruir e de plantar, e afirmou que foram criadas condições para uma colheita generosa em 2024, destacando o retorno de políticas sociais como o Bolsa Família; o crescimento do Produto Interno Bruto, acima do esperado por economistas; e a geração de 2 milhões de empregos com carteira assinada.

“O salário mínimo voltou a subir acima da inflação e mais de 80% das categorias profissionais também tiveram aumento real. Aprovamos a igualdade salarial entre homens e mulheres. Trabalho igual, salário igual”, lembrou.

O presidente também exaltou a aprovação da reforma tributária e a taxação dos super ricos e descreveu que o novo sistema corrige uma injustiça, fazendo quem ganha mais pagar mais imposto, e quem ganha menos pagar menos.

Nona economia mundial

A projeção internacional do Brasil no cenário internacional também foi ressaltada no pronunciamento de Natal. Segundo Lula, o país voltou a ser ouvido nos mais importantes fóruns internacionais, em temas como o combate à fome, à desigualdade, a busca pela paz e o enfrentamento da emergência climática.

Com o crescimento da economia, ele lembrou que o PIB brasileiro se tornou o nono maior do mundo, saindo da 12ª posição.

No pronunciamento, o presidente também defendeu que seu governo consolidou o papel do Brasil como potência mundial na produção de energia renovável e promoveu redução do desmatamento na Amazônia.

“Em 2024, vamos trabalhar fortemente para superar, mais uma vez, todas as expectativas”, disse Lula, que afirmou que o Plano Safra 2023/2-24 é o maior da história, e que a Nova Política Industrial e o novo PAC vão gerar mais empregos e melhores salários.

Natal é embalado por instabilidades e probabilidade de chuva é destaque nesta segunda-feira

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Foto: Vilson Nascimento

Nesta segunda-feira (25), o clima natalino segue acompanhado por instabilidades climáticas. A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica probabilidade de chuvas de intensidade fraca a moderada e, pontualmente, chuvas intensas e tempestades com raios e rajadas de vento. 

“As instabilidades atmosféricas ocorrem devido ao transporte de calor e umidade, aliado a passagem de cavados. Além disso, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e a aproximação e avanço de uma frente fria oceânica favorecem a formação de nuvens e chuvas no estado”, explica o Cemtec.

Segundo o órgão, Campo Grande tem mínima de 24°C e máxima de 31°C. Dourados registra mínima semelhante à capital e chega aos 33°C ao longo do dia. Ponta Porã e Iguatemi marcam 24°C pela manhã e atingem, respectivamente, 31°C e 32°C.

No Bolsão, Paranaíba e Três Lagoas apresentam máximas de 33°C, com mínimas respectivas de 23°C e 24°C. Na região Norte, Coxim amanhece com 24°C e marca 32°C nos horários mais quentes do dia.

Os termômetros em Aquidauana e Corumbá marcam 26°C inicialmente, e chegam, no período da tarde, aos 33°C e 35°C, respectivamente. Neste feriado, Porto Murtinho registra a temperatura mais alta da segunda-feira, com valores que variam entre 27°C e 36°C.

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado

Arma de brinquedo no roubo gera grave ameaça, decide STJ

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A utilização de simulacro de arma (a arma de brinquedo) nos crimes de roubo oferece grave ameaça à vítima. Essa é a tônica de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada na semana passada. Arma de brinquedo no roubo gera grave ameaça, decide STJArma de brinquedo no roubo gera grave ameaça, decide STJ

O julgamento, no último dia 13, realizado pela Terceira Seção, gera consequências para quem for condenado porque impede a substituição da prisão por alguma pena alternativa.  

A decisão ocorreu depois de recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro a respeito de um crime cometido em uma agência terceirizada dos Correios. O réu entrou com a imitação de uma arma, imobilizou as pessoas e retirou R$ 250 do caixa. 

Ele foi preso, mas o Tribunal de Justiça do Rio entendeu que a arma de brinquedo não configuraria grave ameaça. No entanto, para o ministro do STJ Sebastião Reis Junior, a decisão estadual “contrariou posicionamento consolidado da doutrina e da própria jurisprudência do STJ”, divulgou o STJ.

O ministro esclareceu que a simulação do uso de arma de fogo durante o crime configura grave ameaça porque é suficiente para intimidar a vítima.

“A Corte de Justiça fluminense foi de encontro não somente ao entendimento doutrinário, mas também à jurisprudência consolidada do STJ que dispensa ao uso de simulacro de arma de fogo para a prática do crime de roubo a natureza jurídica de grave ameaça, subsumindo-se ao disposto no artigo 44, I, do Código Penal, impossibilitando a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos”, concluiu o relator ao concordar com recurso do Ministério Público.

Maior presença de negros no país reflete reconhecimento racial

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A população brasileira está tendo mais orgulho em se reconhecer mais “escurecida”. Essa é uma constatação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil após os mais recentes resultados do Censo 2022, que revelaram que 55,5% da população se identifica como preta ou parda. Maior presença de negros no país reflete reconhecimento racialMaior presença de negros no país reflete reconhecimento racial

O levantamento divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que os pardos são 45,3% da população e superaram a quantidade de brancos pela primeira vez desde 1872, quando foi realizado o primeiro recenseamento do país. Além disso, a proporção de pretos mais que dobrou entre 1991 e 2022, alcançando 10,2% da população. 

O IBGE explica que a mudança no perfil étnico-racial do país não reflete apenas a questão demográfica, ou seja, nascimento ou morte de pessoas, mas também outros fenômenos sociais.  

“Essas variações têm a ver com a percepção. Cor ou raça é uma percepção que as pessoas têm de si mesmas. Tem a ver com contexto socioeconômicos, contextos das relações interraciais”, disse o pesquisador Leonardo Athias. 

Reconhecimento 

Brasília (DF) 21/12/2023 –Censo 2022 Por cor ou Raça.Arte Agência Brasil
Arte Agência Brasil

Para a historiadora Wania Sant’Anna, conselheira do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdade Raciais (Cedra), o Brasil passa por “um momento de reconhecimento de pertencimento étnico-racial no terreno da negritude e da afrodescendência”.  

Segundo ela, o resultado consolida uma trajetória que já vinha desde o recenseamento de 1991 e que “não tem volta”.  

“O que comprova isso [reconhecimento com a afrodescendência] é essa mudança expressiva dos pretos, que mais que dobraram entre os anos 80 e os dias atuais”, aponta Wania, que também é presidente de governança do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e integrante da Coalizão Negra por Direitos. 

A pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Tatiana Dias Silva converge com a explicação de que não é apenas a questão demográfica que causou o aumento de negros na população. 

“Tem alguns estudos da composição de componentes demográficos para identificar se tem mais taxa de natalidade e fecundidade da comunidade negra, e não conseguem justificar demograficamente essa mudança”, explica.  

Brasília (DF) 24/12/2023 – Na foto Wania Sant'Anna - Censo 2022: maior presença de negros reflete reconhecimento racialFoto: Wania Sant'Anna/Arquivo Pessoal
Conselheira do Cedra Wania Sant’Anna – Foto: Arquivo Pessoal

Debates

Wania Sant’Anna cita dois grandes fatores que explicam, na visão dela, o reconhecimento das pessoas com a negritude. Um são os debates públicos mais abertos sobre desigualdades raciais, racismo e preconceito.  

“As pessoas são discriminadas por causa da sua cor. À medida que esse debate se torna público, os sujeitos pensam ‘isso poderia ter acontecido comigo porque essa é a minha cor, esse é o meu cabelo, esse é o meu território’. Então o debate sobre racismo tem contribuído muito”, avalia.  

Outro fator, aponta Wania, são as manifestações culturais populares que falam sobre racismo, como música e literatura.  

“A gente não pode esquecer o impacto que o hip-hop e o funk estão produzindo na população jovem e não tão jovem também. Esse debate fala de raça, racismo e cor de pele. Isso informa as pessoas. As pessoas não estão sendo informadas apenas pela branquitude”, disse. 

O efeito dessa conscientização, acredita Wania Sant’Anna, aparece quando o recenseador pergunta às pessoas com qual raça se identificam.  

A integrante da Coalizão Negra por Direitos ressalta que esses debates públicos não existiam com a mesma força décadas atrás.  

Visão compartilhada com Tatiana, do Ipea. “A gente está tendo ao longo dessas últimas duas décadas muito mais discussão sobre a questão racial. Isso deixa de ser encarado como um tabu, e as pessoas falam sobre isso e acabam também se reconhecendo mais a partir das suas origens como negras”, diz a pesquisadora cedida ao Ministério da Igualdade Racial (MIR). 

Cor e raça 

Brasília (DF) 21/12/2023 – Distribuição da População Por cor Ou Raça.Arte Agência Brasil
Arte Agência Brasil

O IBGE explica que o Censo 2022 colhe as respostas com base na autodeclaração dos indivíduos. Além disso, utiliza o conceito de raça como categoria socialmente construída na interação social e não como conceito biológico. As classificações do instituto são branca, preta, parda, amarela (origem asiática) e indígena.  

Apesar de o IBGE não agrupar oficialmente, ativistas e o Estatuto da Igualdade Racial consideram negros o conjunto de pessoas pretas e pardas. 

Campanha em 1980 

Os resultados vistos no Censo 2022 são, segundo Wania Sant’Anna, uma tendência também de uma campanha organizada no começo da década de 80, da qual ela foi uma das coordenadoras. Foi um chamamento público para as pessoas se reconhecerem com pretas ou pardas. “Sabíamos que tinha um problema na autodeclaração das pessoas”, lembra.  

A campanha criou o lema “Não deixe sua cor passar em branco – Responda com bom c/senso”, fazendo ambiguidade com as palavras branco, censo e senso. 

Vozes negras 

A cofundadora e conselheira do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) Cida Bento interpreta os resultados do Censo 2022 com um encontro do Brasil.  

“O crescimento de pretos e pardos tem a ver com o quanto o Brasil vai se encontrando consigo, como uma nação onde a presença negra, não branca, é grande em termos de fenótipo [características genéticas e proporcionadas pelo ambiente no qual se vive], de cultura, de religiosidade”. 

Brasília (DF) 24/12/2023 – Na foto Cida Bneto - Censo 2022: maior presença de negros reflete reconhecimento racialFoto: Cida Bento/Arquivo Pessoal
Conselheira do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades Cida Bento – Foto: Arquivo Pessoal

Cida Bento considera ainda que houve uma ressignificação do que representa ser negro. 

“Antes era [um significado] negativo e hoje vem associado a uma cultura plural, diversa, que acolhe outras. Agora é possível se reconhecer negro como uma coisa boa. A discussão disso tem vindo das vozes negras sacudindo a sociedade para olhar para aquilo que o país é”.  

Outra ressignificação, segundo Cida, é entender que o branco contou com privilégios da colonização e escravidão e, por isso, ocupa atualmente os postos de mais destaques, melhores remunerações e com mais poderes.   

“É um lugar não mais visto como mérito, mas como resultante de uma história de atos anti-humanitários”, diz. 

Estatística como evidência 

São Paulo (SP) 20/11//2023 - Marcha da Consciência Negra na avenida Paulista defendem projetos de vida para população negra no Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Resultados vistos no Censo 2022 são uma tendência também de uma campanha organizada no começo da década de 80 – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Os números do Censo 2022 são vistos por especialistas e ativistas como uma ferramenta estatística e também uma evidência para a busca por mais representatividade e políticas públicas. Wania Sant’Anna dá como exemplo a campanha de movimentos negros pela indicação de uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).  

“É como se fossem 55% da população pedindo essa vaga”, diz, fazendo referência à proporção de pretos e pardos no país.  

Além disso, ela acredita que políticas afirmativas bem avaliadas, como cotas para negros nas universidades, sejam estendidas para outros ambientes de representação, como ministérios e parlamentos.  

“Temos que olhar para as representatividades que estão aí e questioná-las”, defende.  

Outra utilidade dos dados na visão de especialistas é analisar recortes das informações demográficas com indicadores de trabalho, educação e expectativa de vida, por exemplo. À frente da Diretoria de Avaliação, Monitoramento e Gestão da Informação do MIR, Tatiana Dias Silva defende o uso de informações qualificadas, produzidas por vários órgãos, como embasamento para discussões e elaboração de políticas públicas sobre desigualdades raciais. O MIR, por exemplo, mantém o HUB da Igualdade Racial

Brasília (DF) 24/12/2023 – Na foto Tatiana Silva - Censo 2022: maior presença de negros reflete reconhecimento racialFoto: Helio Montferre/Ipea
Diretora de Avaliação, Monitoramento e Gestão da Informação do MIR, Tatiana Silva – Foto: Helio Montferre/Ipea

Cida Bento chama atenção para um cuidado específico que deve haver na hora de se executarem políticas de ações afirmativas. Ela lembra que câmaras de verificação de cotas em universidades já mostraram casos de pessoas brancas se classificando como pardas para poderem usufruir de ações afirmativas.  

“É um assunto que precisa estar sempre em debate. As políticas públicas focadas em negros, indígenas e quilombolas têm que ser dirigidas a esses segmentos a sociedade”, diz. 

Mão dupla 

Tatiana Dias Silva, do Ipea e do MIR, espera que o país e a sociedade brasileira vivenciem uma espécie de círculo virtuoso envolvendo debates sobre questões raciais, reconhecimento e políticas públicas. 

Ela faz uma primeira relação ligando a ampliação da discussão nas últimas duas décadas, a criação de órgãos como a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) pelo governo federal, em 2023, e o MIR, em 2023, e o autorreconhecimento da população negra nos questionários de recenseamento.  

Para ela, um próximo passo necessário é que haja uma mão dupla, com ampliação e aperfeiçoamento de políticas públicas e ações da sociedade para enfrentamento das desigualdades.  

“Para a construção de uma sociedade com mais justiça racial, sem tantos abismos entre os grupos por conta de sua cor ou raça. O enfrentamento ao racismo como um valor cada vez mais importante na nossa sociedade. É um caminho que nos fortalece como sociedade, como país, como democracia”, deseja. 

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Hiperpopular Drogaria

Fone: 99279-2364

Hoje é Natal; conheça a origem e o significado da comemoração

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Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

O Papai Noel: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

A Árvore de Natal e o Presépio

Hoje é Natal; conheça a origem e o significado da comemoração

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

– Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), Portugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

Nascimento de Jesus: o verdadeiro significado do Natal

Natividade – Nascimento de Jesus (1304 – 1306) _ de Giotto Di Bondon

Sucesso total 14º Natal Solidário Amigos da Janete Córdoba distribuiu mais de 1.500 brinquedos em Amambai

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A hoje vereadora em Amambai, Janete Córdoba. Trajada de Mamãe Noel, ela participou da entrega de brinquedos às crianças e destacou o sucesso do Natal Solidário 2023. (Fotos: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

Realizada na tarde desse sábado, dia 23 de dezembro, a 14ª edição do Natal Solidário Amigos da Janete Córdoba, que reuniu centenas de crianças e inclusive muitos adultos, foi considerado um sucesso total, em Amambai.

A tarde de lazer promovida há 14 anos no município pela hoje vereadora de segundo mandato em Amambai, Janete Córdoba, com apoio de familiares e amigos voluntários, também teve parquinho infantil inflável, brincadeiras, distribuição de kits de doces, refrigerante, cachorro-quente, pipoca e algodão doce, entre várias outras atrações.

Vestida de Mamãe Noel, em entrevista a reportagem do grupo A Gazeta (ASSISTA ABIXO) Janete Córdoba destacou o sucesso do Natal Solidário 2023 e agradeceu a todas as pessoas que estiveram presentes na festa, a seus familiares e a todos os voluntários contribuíram para a realização do evento.

Á exemplo dos anos anteriores o Natal Solidário Amigos da Janete Córdoba deste ano aconteceu na Rua Lourival Nunes Vargas, esquina com a Rua Monte Castelo, nas proximidades da Igreja São Vicente Pallotti.

Sucesso total 14º Natal Solidário Amigos da Janete Córdoba distribuiu mais de 1.500 brinquedos em Amambai
A equipe de voluntários que atuou na edição 2023 do Natal Solidário Amigos da Janete Córdoba, em Amambai.

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