Um ano de avanços nas metas do governador Eduardo Riedel, essa é a análise do secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha, sobre a performance da secretaria.. Entre os destaques, o relacionamento com os Poderes e com o Governo Federal. “Este ano podemos considerar que não tivemos nenhum entrave na Assembleia Legislativa, fruto de um relacionamento construído em bases fortes e que se consolidaram com o passar do ano”, disse.
Para secretário eduardo Rocha, foi um primeiro ano de Governo com bons resultados
Bons resultados que podem ser mensurados nos números das matérias encaminhadas pelo Executivo apreciadas pelos parlamentares. Dos 50 Projetos de Lei enviados, todos foram aprovados pela maioria absoluta. “Conseguimos aprovar 100% dos temas relevantes ao nosso Estado e também para todo contexto nacional, como foi a Lei do Pantanal. Isso é resultado de um Poder Executivo em consonância com o Legislativo e esse bom relacionamento existe também juntos aos Tribunais (Justiça e Contas) e Ministério Público Estadual”, completou.
Com o Governo Federal, a Casa Civil também teve um papel importante. Foram dezenas de audiências na Capital brasileira para tratar de assuntos importantes para Mato Grosso do Sul. Já no segundo mês de 2023, o governador Eduardo Riedel retornou para o Estado com cerca de R$ 1 bilhão em investimentos. “Em fevereiro voltamos de Brasília com compromissos do Governo Federal que garantiram investimentos nas BRs BRs 262, 267, 163 e 158, além da alça que dará acesso à ponte da Rota Bioceânica, que foi assinada nesta última semana”, destacou Rocha.
Ministério do Planejamento e OrçamentoAudiências ministeriais
Segundo o secretário, além dos grandes pontos importantes para a infraestrutura e logística do Estado, as reuniões com os ministros garantiram também recursos que ultrapassam já a casa do bilhão, para as áreas da Saúde, combate à pobreza e fome, entre outros.
“Todo este nosso esforço de trabalho repercutiu na aprovação de 81% do Governo de Eduardo Riedel. Finalizar o primeiro anos de gestão nesse patamar é um grande pleito e a Casa Civil é parte disso no que se refere à interlocução com os demais Poderes, isso me dá muita alegria para entrarmos em 2024 focados em novos avanços”, frisou.
Reunião ALEMS
Avanços
Além de toda a articulação entre o União,Poderes e toda a interlocução com as 79 prefeituras e Câmaras de MS, a Casa Civil ampliou sua capacidade de gestão nas Emendas Parlamentares.
Neste ano, a secretaria lançou dois produtos importantes para a gestão das Emendas Parlamentares. O primeiro, foi o Catálogo de Projetos e Ações do Governo de MS que subsidia os deputados estaduais, assim como a bancada federal, na hora de destinar os recursos das emendas.
O segundo, a plataforma que vai gerir todo o processo, da indicação até o pagamento. Tornando assim, mais célere e eficiente. “Em 2024, todo o processo das Emendas Parlamentares será digital, o que o torna mais eficiente, além de ir ao encontro dos pilares estabelecidos pelo governador Eduardo Riedel, para um estado mais verde, digital, inclusivo e sustentável”, concluiu Eduardo Rocha.
“Digo sempre que a secretaria está sempre com as portas abertas para deputados, prefeitos, vereadores e lideranças. Esse é um ponto importante que garante o bom relacionamento dentro das estruturas democráticas e nos ajuda a promover políticas que beneficiam a população sul-mato-grossense”, finalizou.
Beatricce Bruno, Casa Civil Fotos: Max Arantes e arquivos da Casa Civil
Um novo ano está chegando e, com ele, novas metas. Entre muitas delas, está parar com o tabagismo. Inúmeras pessoas acreditam que opções ao cigarro convencional, como o tabaco bolado com uso de filtro, podem ajudar a reduzir o consumo ou até mesmo pará-lo.
No entanto, o que essas pessoas não sabem é que essa opção de tabaco contém mais nicotina quando comparada aos produtos tradicionais.
De acordo com o Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), do Governo do Estado de São Paulo, a nicotina é uma droga que, ao ser inalada na fumaça do cigarro e de todos os outros derivados do tabaco, atinge o pulmão e, por meio da corrente circulatória, atinge o cérebro.
Ao atingir o órgão, a nicotina libera a dopamina, hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Toda essa ação ocorre entre sete e 19 segundos. Assim, quando o fumante tenta parar de fumar, a falta da liberação do hormônio o prende ao hábito.
“O cigarro normal e o tabaco que as pessoas enrolam, ambos são derivados de folhas de tabaco, então praticamente não existe diferença. As pessoas costumam falar que [o tabaco enrolado] não tem aditivos e outros elementos químicos, mas possui todos os componentes que são prejudiciais à saúde de forma abundante, como a nicotina e o alcatrão. A queima desses componentes é absolutamente prejudicial”, afirma o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Ele complementa que os cigarros herbais, feitos com outras folhas, são tão prejudiciais quanto os demais. “Pode, eventualmente, não haver a presença de nicotina, mas possui monóxido de carbono, e a junção de substâncias forma o alcatrão.”
A pneumologista Ana Carla Sousa, membro da Comissão de Tabagismo da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), alega que, por haver maior quantidade de nicotina, os cigarros de tabaco bolado podem ser ainda mais difíceis de largar.
Quanto aos herbais, ela elenca os possíveis efeitos que o consumo pode causar:
• cravo: pode levar a leve efeito psicotrópico e eufórico, hemoptise (expectoração de sangue proveniente das vias aéreas), broncoespasmo, edema pulmonar e insuficiência respiratória; • mentol: associado à nicotina, mascara o gosto forte e desagradável da nicotina, levando a uma dependência mais rápida dessa droga; • daminana: pode causar distúrbios metabólicos e em altas doses leva a alucinações; • artemísia: causa alergia respiratória e cutânea, além de distúrbios metabólicos; • ginseng: induz hiperatividade e distúrbios do sono; • coltsfoot (suplemento dietético): causa trombose, edema agudo de pulmão e distúrbios metabólicos.
Os especialistas reforçam que não existe nenhum tipo de fumo que seja menos prejudicial à saúde, pois, embora sejam vendidos com a imagem e ideia de menos nocivos, essas variantes causam problemas irreversíveis aos pulmões, como bronquite crônica, enfisema pulmonar e câncer de pulmão.
Tratamento contra o tabagismo
Os especialistas afirmam que todas as políticas antitabagismo incluem formas de tabaco e que envolvem esse processo de queima, e que todas as formas de consumo são consideradas uma doença, sob a CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) F17, necessitando de tratamento e acompanhamento com médico pneumologista.
Ana diz que o tratamento para o tabagismo inclui acompanhamento psicológico, medicamentos e reposição de nicotina (adesivos, gomas ou pastilhas), se preciso.
“No Brasil, médicos e demais profissionais de saúde com nível superior podem ser capacitados pelo Programa de Cessação do Tabagismo do governo federal. No acompanhamento especializado, é definido o melhor tratamento indicado; o acompanhamento semanal, e depois mensal, combinado à terapia cognitivo-comportamental, está associado ao sucesso do tratamento”, explica a profissional, membro da SBPT.
Fiss adverte que amigos e familiares devem lembrar ao fumante que a fumaça emitida não afeta apenas a ele, mas aos outros também, que têm sua saúde prejudicada por causa do fumo passivo.
Além disso, eles podem ser rede de apoio, encorajando o fim do hábito e propondo a ajuda médica, que é feita gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Ana inclui nessa ajuda que, caso o paciente esteja com dificuldade, amigos e familiares evitem fumar próximo a ele, assim como deixar cigarros, isqueiros e cinzeiros à vista, para que ele não se lembre do vício.
“Não existe forma saudável ou segura de tabagismo. O pulmão não foi feito para inalar esse tipo de substância e essas queimas. O pulmão foi feito para inalar ar. O órgão existe para levar oxigênio para dentro do nosso organismo”, finaliza Fiss.
O preço do litro do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis será reduzido em R$ 0,30 a partir desta quarta-feira (27). O anúncio foi feito nesta terça-feira (26) pela estatal, que passará a cobrar R$ 3,48 por litro. Os preços da gasolina e do gás de cozinha serão mantidos.
“O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”, explicou a empresa por meio de comunicado à imprensa.
No ano, a redução do preço de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras é de R$ 1,01 por litro, o equivalente a 22,5%.
A Petrobras informou que, considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, sua parcela no preço ao consumidor final terá uma redução de R$ 0,26 por litro.
A cada litro pago na bomba, R$ 3,06 são o preço da Petrobras, que calcula que o valor médio do diesel A S10 nas bombas poderá refletir entre R$ 4,63 e R$ 8,26 por litro, a depender do local de venda, considerando dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O valor que o consumidor paga nos postos de revenda é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e do próprio posto.
As rodovias federais brasileiras registraram aumento nos números de acidentes, de feridos e de mortes durante o feriado de Natal de 2023, na comparação com o ano anterior. O número de acidentes graves registrados durante a Operação Natal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), teve queda.
Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (26), 90 pessoas morreram nas estradas federais entre os dias 22 e 25 de dezembro de 2023. Em 2022, a Operação Natal registrou 79 mortes.
O total de feridos aumentou de 1.020 para 1.030, na comparação entre os dois anos. Aumentou também o número de acidentes: foram 853 em 2022 e 891 em 2023, durante o período. Já o número de acidentes graves caiu de 258 para 233.
Segundo a PRF, as ações da Operação Natal 2023 foram direcionadas principalmente à “conscientização dos cidadãos quanto à importância da presença e da plena funcionalidade dos itens obrigatórios de segurança”.
Durante os quatro dias de operação, 3.550 motoristas e passageiros foram flagrados por não usar o cinto de segurança, o que é considerado infração de natureza grave. O número é 20% superior ao registrado no mesmo período de 2022.
A PRF flagrou 5.940 condutores fazendo ultrapassagens em locais proibidos e registrou 25.658 veículos transitando em velocidade superior ao limite da via. Ao todo, 1.106 motoristas foram autuados por dirigirem sob efeito de álcool ou por se recusarem a fazer o teste de bafômetro, que foi aplicado em mais de 26 mil motoristas. Outra infração recorrente foi a de transporte de crianças sem uso de cadeirinhas (668 notificações).
“A inspeção sobre a ausência ou não utilização dos elementos de segurança se dá não apenas pela obrigatoriedade destes itens, mas por configurarem condutas que podem agravar as consequências dos sinistros de trânsito. Já as situações de desrespeito à sinalização e de imprudência na direção são, em parte dos casos, causadoras destes acidentes”, explicou a PRF.
O reforço do policiamento nas estradas resultou na recuperação de 59 veículos com restrição de furto ou roubo, além da apreensão de 11 armas, 149 munições e de 7,6 toneladas de maconha e 236 quilos de cocaína. A PRF informou que 421 pessoas foram detidas.
A 3ª CIPM divulgou os resultados parciais da Operação Boas Festas, que, somente entre os dias 22 a 25 de dezembro, totaliza em 30 veículos abordados; mais de 53 pessoas abordadas, sendo 03 conduzidas a Delegacia; 69 autos de infração emitidos e 09 veículos removidos ao pátio do DETRAN.
Os Policiais Militares da 3ª CIPM trabalham diuturnamente e incansavelmente visando a combater todas as formas de criminalidade, buscando assegurar a paz e a ordem em toda a área pertencente a 3ª CIPM.
A última pesquisa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), de outubro, confirma a evolução e mostra que o preço médio da passagem aérea é de R$ 741,47 (valor corrigido pela inflação oficial). Trata-se do maior valor desde que a análise passou a ser realizada, em 2010. No mesmo mês do ano passado, o preço médio dos bilhetes era 10,8% menor, R$ 669,12.
O professor José Carlos de Souza Filho, da FIA Business School, explica que “as companhias aéreas estão com baixa oferta em um momento de alta demanda pela proximidade das férias e temperaturas elevadas”.
Outro fator que ajuda a encarecer as passagens aéreas é o aumento da cotação do querosene de aviação. “Em 2022, o querosene aumentou 48% e em 2023 teve uma queda de 12,6%, o que representa uma variação acumulada de 29,35%, valores ainda muita acima da inflação do período”, afirma.
Além disso, José Carlos argumenta que o setor continua sendo impactado pela pandemia. Em 2020, a Covid-19 fechou aeroportos por todo o mundo. Segundo José Carlos, as pessoas estão em movimento de voltarem a viajar desde 2022, o que continua impactando as tarifas.
“A partir de 2022, tanto a demanda como os preços começaram a se recuperar, fazendo com que as altas demandas sazonais estejam sendo fortemente impactadas”, diz ele.
Governo articula barateamento
Com as viagens de avião mais caras, o governo Lula, junto das companhias aéreas, apresentou plano para baixar os preços.
“Por orientação do presidente Lula, a gente tem buscado alternativas para poder diminuir o custo da passagem aérea e, automaticamente, soluções que possam fortalecer mais o consumidor final. Para termos preços mais acessíveis aos brasileiros, é necessário um esforço coletivo e um diálogo constante. Estamos no caminho certo e esperamos que mais brasileiros possam viajar nos próximos meses”, disse Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Empresas sugerem mudanças
Azul • Comercializar 10 milhões de assentos até R$ 799 a partir de 2024; • Marcação de assento e bagagem despachada para compras realizadas de última hora.
Gol • A partir de 2024, disponibilizar 15 milhões de assentos com preço de até R$ 699; • Promoções especiais e, com mais de 21 dias de antecedência, preços entre R$ 600 e R$ 800; • Tarifas de assistência emergencial (80% de desconto).
Latam • Oferta de 10 mil assentos a mais por dia (mais oferta, menor custo); • Toda semana, oferecer um destino com tarifa abaixo de R$ 199; • Mudanças no programa de fidelidade — sem validade para utilização; • Manutenção do programa de desconto de 80% para tarifas de assistência emergencial.
Por sua vez, o Ministério de Portos e Aeroportos disse se comprometer a:
• Querosene: baixar o preço do querosene de aviação, que seria responsável por 40% do custo, junto à Petrobras; • FNAC como garantia: a utilização do recurso do Fundo Nacional de Aviação Civil como garantia em operações de crédito para empresas nacionais afetadas pela pandemia. A proposta facilita o acesso ao crédito e reduz custos das companhias; • Estímulo de novas companhias: a entrada de empresas de baixo custo no Brasil é uma proposta de governo e tem por objetivo aumentar a concorrência e criar novos nichos de mercado; • Programas de investimentos em aeroportos regionais: investimentos da ordem de R$ 6,2 bilhões em programas de concessão e de R$ 5 bilhões de investimentos públicos e privados no plano de aviação regional; • Medidas para combater o excesso de judicialização: com custo de R$ 1 bilhão ao ano para as companhias, a pasta busca alternativas para reduzir o alto índice de judicialização no setor aéreo.
É com trechos da poesia de José Saramago que a retrospectiva de 2023 narra como foi tecida a economia criativa pelas oito regiões de Mato Grosso do Sul ao longo do ano. Quando os criativos sul-mato-grossenses se apropriaram e discutiram o termo, o Estado viu nascer o MS + Criativo.
Afinal, o que é Economia Criativa?
Discussão saiu do gabinete para ir até as cidades de MS, apresentar conceito e ouvir criativos de todo o Estado. (Foto: Matheus Carvalho/Setescc)Kossi Ezou, da marca Ayele Tissu, expondo seu trabalho ilustra um dos exemplos de economia criativa. (Foto: Matheus Carvalho/Setescc)
Economia Criativa é a junção de três elementos: cultura, tecnologia e economia, tudo isso baseado na criatividade do talento humano. A partir desta tríade, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul criou, no primeiro semestre de 2023, a Superintendência de Economia Criativa para fomentar a potencialidade do setor.
Para alcançar os 79 municípios de MS, a pasta ligada à Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), dividiu o Estado em oito regionais: Oeste, Sul, Fronteira, Norte, Centro, Oeste e Costa Leste, onde foram realizados os encontros ao lado dos parceiros Sebrae, Sesc, Sesi e Prefeituras Municipais.
“O primeiro plano de economia criativa de um estado brasileiro, feito de forma colaborativa e compartilhada. Junto com isso, nós realizamos o primeiro encontro estadual de economia criativa do Mato Grosso do Sul, e estamos encaminhando para a Assembleia Legislativa, um projeto de lei, para que esse plano estadual vire uma lei e possa ser cumprido e executado”, resume o superintendente de Economia Criativa do Estado, Décio Coutinho.
Pertencimento
Encontro estadual apresentou plano MS + Criativo e contou com a participação de personagens como Fernanda Reverdito. (Foto: Álvaro Rezende)
Presente em toda a construção do Plano Estadual, Fernanda Reverdito tem como quintal a Casa da Memória Raída, em Bonito. Dentro da própria casa, a partir da garagem, foi que ela começou a juntar as histórias do município fundado pelo seu tataravô. Muito antes de ouvir falar em economia criativa, Fernanda já exercia o ofício, de reproduzir a ancestralidade de seu território.
“Se encontrar” na economia criativa foi consequência de seguir o coração, quando lá atrás ela percebeu que era disso que gostava, de ouvir, saber e compartilhar histórias.
“Viajava, fui para a Bahia, Minas, Goiás, e eu ia nos pequenos roteiros, e ali eu eu via e me reconhecia nessas pessoas. Então, eu acredito que já tem mais de 20 anos que eu sei um pouco daquilo que eu sou, por conta da memória ancestral das pessoas. Acredito que quando a gente sabe da gente, a gente é maior, a gente se inspira naquilo que a gente fala. Quando a gente não sabe da gente, é como se a gente fosse só qualquer coisa. Então, assim, um dos meus objetivos hoje é fazer com que aquele lugar, com que a gente saiba de nós, com que a gente saiba quem somos nós dentro desse antigo Mato Grosso, quem somos nós nessa fronteira do Brasil”.
Criatividade Prosperidade Sustentabilidade
Foi ouvindo as histórias das pessoas que a Superintendência de Economia Criativa percorreu as oito regiões do Estado não só uma, mas por duas vezes. Trajeto que envolveu bater às portas, apresentar o conceito, e retornar para escutar e coletar demandas.
“Tudo isso foi feito com muita criatividade, pensando num desenvolvimento próspero, num desenvolvimento regenerativo e sustentável. E de que forma que a gente acredita que isso pode acontecer? Como o Manoel de Barros nos diz, é preciso transver o mundo, ver o mundo com novas lentes, com um novo olhar, e quando o poeta nos provoca a fazer isso, é justamente o que a gente trata quando a gente vai para a comunidade e busca esse olhar dessa comunidade para o que existe lá, para o que é tão importante no Mato Grosso do Sul”, narra Décio.
Organizar e estruturar a economia criativa não é só pensar em infraestruturas, mas principalmente nas pessoas para que os seus territórios possam ser criativos. “Onde a gente tenha uma plataforma física e digital, um repertório de criatividade e diversidade visível, porque hoje existe esse repertório, mas em muitos lugares ele é invisível, e que a gente possa, através do MS + Criativo, ter um lugar de agregação de valores pelas práticas locais”, completa o superintendente.
Plano MS + Criativo
Dividido em oito eixos: Gestão + Criativa, Qualifica + Criativa, Financia + Criativa, Mercado + Criativo, Inova + Criativa, Criativo Legal, Ambiente + Criativo e Pantanal + Criativo – Bioceânica + Criativa, o MS + Criativo foi construído a partir de levantamentos realizados nos oito encontros regionais. Em cada um dos eixos, é descrito quais são ações propostas e quais grupos serão trabalhados.
Apresentado no último dia 5 de dezembro, o Plano Estadual será submetido à aprovação Assembleia Legislativa, a meta é de dobrar o PIB da Economia Criativa do Estado, que hoje é de 0,8, e nos próximos quatro anos transformá-lo em 1,6.
Para o superintendente Décio Coutinho, a expectativa é de que o plano seja um ambiente de criatividade e de inovação. “Saindo de um modelo de um egosistema para um ecossistema, com as suas alvoradas despertando para os territórios criativos, as nossas cantorias e partidas, o mapa da jornada, cortejo, visitas, casas, pousos, entregas e celebrações. Assim, é o nosso giro criativo, que é focado na participação aberta e continuada, com muita interação e muitas trocas, constituindo redes vivas e inteligentes”.
A extensão de área cultivada de feijão no Rio Grande do Sul registrou pequenas alterações devido ao escalonamento de produção e à incipiência da semeadura nos Campos de Cima da Serra, região reconhecida como a maior produtora do Estado, onde o cultivo ocorre em apenas um ciclo. Esta informação foi destacada no último Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/12) pela Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa de Frederico Westphalen, 10% das lavouras encontram-se em floração, 30% em enchimento de grãos, 50% em fase de maturação e 10% já foram colhidas. A expectativa de produtividade permanece em 1.920 kg/ha.
Em Ijuí, a fase predominante é de enchimento de grãos, representando 50% das áreas. Esta etapa prolongada está contribuindo para um enchimento mais completo e melhorando a qualidade final do produto. Aproximadamente 20% das lavouras estão em maturação, demonstrando boa sanidade e incidência reduzida de pragas.
Na região de Santa Maria, mais de 85% da área foi plantada, e a expectativa é que novos plantios ocorram apenas durante a safrinha, entre janeiro e fevereiro de 2024. O prolongado período de chuvas e a alta umidade estão afetando o manejo de doenças, favorecendo o surgimento de doenças fúngicas. A maioria das lavouras está predominantemente em fases de florescimento e enchimento de grãos, e a colheita já começou em áreas plantadas mais cedo.
Em Soledade, as lavouras plantadas precocemente enfrentaram adversidades climáticas significativas, resultando em uma redução substancial na produtividade. A maioria dessas áreas já foi colhida. Já as lavouras implantadas em um período intermediário, entre outubro e início de novembro, também sofreram impacto no desenvolvimento, especialmente devido ao excesso de chuvas, ventos e granizo em algumas áreas. No entanto, espera-se que essas lavouras apresentem indicadores mais favoráveis em comparação com as lavouras plantadas mais cedo. As fases de crescimento das culturas são: vegetativo (5%), florescimento (15%), enchimento de grãos (45%) e áreas colhidas (35%).
Segundo o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar no Estado, o valor médio apresentou uma retração de 5,67% em relação à semana anterior, passando de R$ 300,00 para R$ 283,00.
Boletim epidemiológico semanal divulgado nesta terça-feira (26) revela que, quatro anos após o aparecimento da doença, ainda são registrados casos de contágio e morte pela doença, reforçando a necessidade de manter a vacinação em dia.
Foram registrados 477 novos casos e quatro óbitos, totalizando 622.486 contaminações e 11.169 mortes em Mato Grosso do Sul. No Brasil já são 38,13 milhões de casos, 708 mil falecimentos e, em todo o mundo, 772 milhões de contaminações e 6,988 milhões de óbitos.
O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (26), o ano fechará com uma inflação de 4,46%. Há uma semana ele estava em 4,49%.
O boletim é divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), apresentando as expectativas das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A expectativa de redução da inflação abrange também o ano de 2024. Segundo o boletim, o ano que vem terminará com uma inflação de 3,91%. Há uma semana a expectativa estava em 3,93%.
A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), já definida em 11,75% ao ano, para 2023, pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Há uma semana a previsão era de 9,25%. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,50%. A primeira reunião do Copom no ano que vem ocorrerá em 30 e 31 de janeiro.
De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.
Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB
A previsão do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país) se manteve estável pela segunda semana seguida, em 2,92% para 2023. Há quatro semanas a previsão era de que a economia cresceria 2,84% este ano.
Para 2024, o Boletim Focus projeta crescimento de 1,52%. Há uma semana a previsão do mercado estava em 1,51%; e há quatro semanas, em 1,50%. Já para os anos subsequentes, a previsão mantém-se estável, em 2% tanto para 2025 como para 2026.
Câmbio
A expectativa de queda também para a cotação do dólar. A moeda norte-americana fechará 2023 em R$ 4,90, segundo o mercado financeiro. É a quarta semana seguida de queda, de acordo com o boletim. Há uma semana, a projeção era de que o ano fecharia com uma cotação de R$ 4,93; e há quatro semanas era projetada uma cotação de R$5 para o final de 2023.
Para 2024, a expectativa é estável, na comparação com as duas últimas semanas, em R$ 5. Já para os anos subsequentes (2025 e 2026), o mercado prevê cotações a R$ 5,05 e R$ 5,10, respectivamente.
Com foco na valorização dos servidores estaduais, o Governo do Estado publicou nesta terça-feira (26) o decreto que garante o auxílio-alimentação de R$ 300 a todos os efetivos que ganham até três salários mínimos. O benefício será mensal e começa a valer a partir de janeiro de 2024.
A reunião que definiu este benefício ocorreu no final de novembro, tendo a participação da Feserp (Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de Mato Grosso do Sul), Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) e Sinfae (Sindicato dos Servidores Administrativos da Educação).
O decreto foi assinado pelo governador Eduardo Riedel e pela secretária estadual de Administração, Ana Nardes, reforçando assim o compromisso da gestão estadual para proporcionar melhores condições de trabalho e remuneração aos servidores públicos do Estado.
“Para chegarmos a este entendimento nos reunimos com representantes dos servidores, ouvimos as respectivas demandas, sempre com diálogo aberto. O benefício começa a ser pago a partir de janeiro de 2024, sendo uma ação importante para melhorar a situação dos nossos servidores”, disse Riedel.
De acordo com a SAD (Secretaria de Estado de Administração), o impacto anual aos cofres públicos será de R$ 23 milhões. “Fizemos esta alteração em um decreto do Estado para que a gente possa realizar pagamento de um auxílio alimentação aos servidores que recebem até 3 salários mínimos. Importante conquista dos servidores”, descreveu Ana Nardes.
Para o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Caravina, este auxílio mensal vai ajudar no orçamento dos servidores beneficiados. “No 1º ano da administração, o Governo fez a implantação da revisão geral anual de 5% e, agora, mostra sensibilidade com os servidores que têm o menor salário, com este auxílio alimentação de R$ 300”.
A merenda que chega na mesa dos alunos da rede estadual de ensino tem suor, dedicação, esforço e até as lágrimas de agricultores familiares, assentados e indígenas, que com muita dedicação, empenho e força de vontade, produzem e levam comida sustentável e de qualidade para as escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.
Janise na sua propriedade em Sidrolândia
Na Rede Estadual 30% dos recursos distribuídos às escolas para compra dos produtos da merenda escolar devem ser gastos com a agricultura familiar. Além de ser uma parceria de sucesso, isto ajuda a fomentar o setor e levar produtos saudáveis para o cardápio dos alunos. São frutas, verduras, derivados do leite e até pães, que são produzidos por este ramo tão importante da sociedade.
Mesmo enfrentando dificuldades e obstáculos pela frente, muitas vezes até com as intempéries do tempo, eles conseguem se organizar e fazer as entregas necessárias de seus produtos abastecendo as escolas estaduais e fazendo parte do “maior restaurante” do Estado, que são as merendas escolares nas 79 cidades.
Janise na sua plantação de alface em Sidrolândia
A agricultora Janize Soares da Silva, de 49 anos, é um dos exemplos deste trabalho de sucesso. Há 22 anos morando no Assentamento Terezinha, em Sidrolândia, faz 15 anos que ela vende suas frutas, verduras e hortaliças para escolas estaduais da cidade. Seus produtos são sustentáveis e sua preocupação é contribuir para que a merenda do aluno seja saudável e de qualidade.
“Sempre tive o cuidado de fazer uma produção saudável, agroecológica, respeitando o meio ambiente. Entrego alface, cheiro verde, couve, cenoura, verduras e frutas para as escolas. Faço entrega sempre na segunda-feira, atendendo sempre o que eles precisam, seguindo o cardápio da merenda”, explicou a agricultora.
Na sua propriedade de 15 hectares, Janize atende as escolas estaduais Sidronio Antunes de Andrade e Kopenoti de Professor Lúcio Dias (aldeia), ambas em Sidrolândia. “A entrega para escolas é meu carro chefe, já que é uma venda garantida, ajuda muito na minha rendam, faz a diferença no final do mês. Já em dezembro começo a plantar culturas, que vou entregar em fevereiro”, contou.
A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) foi fundamental para ajudar em toda documentação, para ela participar das chamadas públicas. “No dia vou lá pessoalmente. Meu diálogo com os diretores é ótimo, quando temos algum problema ou imprevisto na plantação eles entendem e combinam as entregas para outras datas, até por terem outros fornecedores”.
Para fazer as entregas ela conta com dois colaboradores e o que não vai para as escolas, aproveita para vender nas feiras da cidade. “Minha satisfação é produzir algo saudável que vai chegar para as crianças nas escolas. No próximo ano queremos aumentar a produção e chegar a mais lugares, este é o nosso objetivo”, ponderou.
Mulheres terenas mostram a produção de pães
Mulheres terenas
Um grupo de 11 mulheres terenas, que nasceram e foram criadas na aldeia Bananal, em Aquidauana, mostraram que juntas podem fazer a diferença. Elas se organizaram criaram a “Associação das Mulheres Solidárias Indígenas Terena”, que além de desenvolver ações sociais e de ajuda à comunidade, resolveu produzir pães que são entregues nas escolas estaduais da cidade. Assim elas valorizam a cultura local, se tornam protagonistas das suas histórias e geram renda para suas famílias.
Daniele Luiz de Souza, idealizadora da associação
O trabalho social dentro da aldeia começou há quatro anos e a produção de pães desde 2022. Na casa de uma das integrantes, elas fazem pão francês, pão caseirinho e um pão enriquecido de abóbora, que é colhida na região, e traduz toda cultura e força do povo terena.
“O foco principal das mulheres é a renda, mas o nosso objetivo é também levar proteção, segurança, visibilidade a elas, além de ajudar a quem precisa, trabalhar o social de toda aldeia. No começo houve muita desconfiança, até porque pela cultura terena as mulheres ficam em casa e os homens a frente de tudo, com muitas dificuldades, seguimos em frente e geramos renda extra nas casas”, contou Daniele Luiz de Souza, que é a idealizadora da Associação.
Terenas no processo de produção de pães na aldeia Bananal
Ela explica que a produção é feita na casa da sua mãe, que já tinha alguns equipamentos de panificadora, por já ter trabalhado muito tempo no ramo. As meninas começam a fazer os pães a partir das 16h e seguem até a noite. De manhã bem cedo, eles (pães) estão fresquinhos para seguirem para as creches e às escolas estaduais Felipe Orro e Coronel José Alves Ribeiro (Cejar).
“Começamos a atender as creches quase todo dia com a produção de 67 kg de pães. Teve repercussão muito boa nossos produtos, o que nos deu trabalho dobrado. Hoje minha irmã que faz parte da associação faz a entrega com seu carro nas creches e escolas. São oito mulheres produzindo e mais três ajudando em todo processo”, disse ela.
Ivanilda Pereira é uma das integrantes do grupo e coloca a mão na massa. Ela conta que entrou na associação para melhorar a renda da sua casa. “Entrei para aumentar a renda da minha família, até porque penso muito nos meus filhos. Ajudo a fazer os pães e temos este desafio de aumentar a produção, conseguir novos maquinários e ter um local específico para produzir”, destacou.
Ivanilda PereiraDalila Luiz
Dalila Luiz também faz parte do projeto e sua função tem os entregar os pães até às 7h nas escolas. “Desde pequeno moro na aldeia e minha mãe criou os filhos dela fazendo pães com muito carinho e dedicação. O maquinário que usamos é o dela. Eu faço a entrega com meu carro na cidade e tenho que chegar bem cedinho nas escolas. Este trabalho está ajudando muitas mulheres, aqui na aldeia não tem nenhuma renda, assim elas podem contribuir com o orçamento da família, em um trabalho comunitário”.
O próximo passo deste grupo é ter um local próprio para produção, criar uma padaria comunitária, com mais equipamentos para expandir a produção e assim incluir mais mulheres neste trabalho. Elas pedem apoio e parceria do poder público para que este sonho se torne realidade. Querem ter sua marca própria, e juntar a cultura, experiência, tecnologia e inovação, mas acima de tudo coragem para fazer diferente.
“Vamos correr atrás deste sonho (padaria comunitária), o trabalho não pode parar. Junto iremos ampliar nossas capacitações, para que além das escolas, levar nossos produtos a empresas, mercados e comércio em geral. Principalmente nossos produtos com diferenciais da nossa cultura. Não queremos o espaço de ninguém, apenas o nosso e vamos crescer juntas”, destacou Daniele Souza.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, assumiu hoje (26) a administração do Estado como governador em exercício, durante a licença do exercício da função do governador Eduardo Riedel.
“O governador Eduardo Riedel tira esta licença e como o vice-governador também está ausente, assumo o comando do Estado por uma semana, enquanto presidente da Assembleia Legislativa, nessa linha de sucessão. É uma responsabilidade muito grande, já que nós temos um Estado bem administrado, com as contas em dia, em franco desenvolvimento, os números demonstram isso. Espero, em uma semana, manter os compromissos do Governo e devolver conforme o recebi. Espero cumprir meu papel constitucional”, disse Claro.
A autorização de recesso, de 26 de dezembro de 2023 a 14 de janeiro de 2024 – período no qual o governador pode se ausentar do Estado e do País –, foi publicada por meio de Decreto Legislativo no dia 13 de dezembro.
“Com total confiança institucional eu vou me ausentar por uns dias e o nosso vice está fora do Estado. O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, assume o estado com todas as responsabilidades. O Estado não para nunca. Todos os 365 dias do ano, dia e noite, alguém tem que responder pelo Estado. E o presidente Gerson assumirá o comando do Executivo do Estado, como governador, neste período. E vai ter obra para lançar, tem decreto para assinar, tem lei para promulgar. É o funcionamento e o dia a dia do Estado. Aí a relação de total confiança sabendo que ele tem absoluto conhecimento de tudo que está andando pelo Estado e muita responsabilidade. Então desejo sucesso nestes dias como governador do Estado”, afirmou Riedel.
Durante o período de ausência do governador Eduardo Riedel, a chefia do Poder Executivo será exercida por Gerson Claro, no período de 26 de dezembro de 2023 a 1° de janeiro de 2024, pois o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, também está ausente do Estado. Já no período de 2 a 14 de janeiro de 2024, o vice-governador José Carlos Barbosa vai assumir a função de governador em exercício.
Enquanto estiver a frente do Executivo, Claro já tem agendas programadas. “Nós temos algumas agendas com prefeitos, vereadores, e leis para sancionar. Vamos em Sidrolândia, e outro município, para inaugurar obras”, disse o governador em exercício.
O secretário Jaime Verruck (Semadesc), além do presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de MS), desembargador Sérgio Martins Fernandes e o procurador-geral de Justiça do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), Alexandre Magno Benites de Lacerda e deputados estaduais, participaram da solenidade.
A Prefeitura de Iguatemi preparou atrações especiais para o Show da Virada, que marcará a passagem de 2023 para 2024, a partir das 20h do próximo domingo, dia 31, na Praça João Francisco Lopes.
Para a ocasião, estão programadas apresentações do DJ Will Rodrigues e da dupla sertaneja Gilberto e Gilmar.
O evento contará com uma praça de alimentação e terá também a decoração de Natal.
O Show da Virada é uma realização da Prefeitura de Iguatemi, Governo do Estado, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (SETESCC) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com o apoio da Câmara Municipal local.
Abaixo, confira uma das músicas de Gilberto e Gilmar
Abaixo, confira uma das músicas de DJ Will Rodrigues
DJ Will Rodrigues será uma das atrações do Show da Virada em Iguatemi.
Estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostra que a castanha-da-amazônia, também conhecida como castanha-do-pará, está impulsionando o desenvolvimento sustentável da Região Norte por meio de pagamentos por serviços ambientais.
Além de garantir o armazenamento de carbono e a regulação do clima, bem como ajudar o país a cumprir metas de programas governamentais e acordos internacionais, a castanha tem colaborado para gerar renda em comunidades extrativistas ao mesmo tempo que impulsiona o desenvolvimento sustentável no Brasil.
A conclusão foi divulgada na publicação Castanha‑da‑Amazônia: Estudos sobre a Espécie e sua Cadeia de Valor Aspectos Sociais, Econômicos e Organizacionais. O livro está disponível para download na internet.
Assinado por pesquisadores da Embrapa lotados em São Paulo, Amapá e Roraima (Marcelino Carneiro Guedes, Patrícia da Costa, Carolina Volkmer de Castilho, Richardson Frazão, Sérgio Milheiras e Walter Paixão de Sousa), o levantamento integra o capítulo 11 da publicação, intitulado Serviços ecossistêmicos da floresta com castanheiras e serviços ambientais prestados pelos agroextrativistas – manejadores e guardiões da floresta em pé.
Valor agregado
“Os cientistas analisaram os pagamentos por serviços ambientais (PSA) e o pagamento por redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal (REDD+) na Amazônia. Ambos os mecanismos se destacam pelo potencial de agregar valor às florestas com ocorrência da castanheira, ao trazer benefícios adicionais como o armazenamento de carbono, regulação do clima e o cumprimento de metas estabelecidas em programas governamentais e acordos internacionais”, detalha a Embrapa.
Segundo a estatal, a castanha-da-amazônia está entre os principais produtos do agro extrativismo do país, com sua cadeia envolvendo “dezenas de milhares de famílias” e movimentando “milhões de dólares anualmente”. A Embrapa estima que a produção de castanhas obtida por meio do extrativismo no Brasil movimente, no mínimo, R$ 130 milhões por ano.
Superalimento
Por conter altas concentrações de nutrientes, ela é considerada um “superalimento”, repleto de compostos lipídicos, proteicos e antioxidantes como o selênio, associado à proteção contra doenças neurodegenerativas e câncer.
De acordo com o pesquisador Marcelino Guedes, as áreas com castanheiras representam florestas de alto valor para a bioeconomia, para a preservação das comunidades agroextrativistas e para a estabilidade ecológica.
“É fundamental reconhecer a importância do agro extrativismo e dos serviços ambientais prestados pelas famílias que dependem da castanha para a conservação dessa inestimável floresta”, justifica o pesquisador.
Papel crucial
Segundo a Embrapa, a castanheira desempenha um “papel crucial” para a conservação da Amazônia, estando presente em cerca de 32% do bioma (2,3 milhões de km², aproximadamente). O estudo mostra que, embora as castanheiras representem apenas 3% dos indivíduos em um castanhal na Amazônia Setentrional, elas contribuem com 40% da biomassa viva acima do solo, dos quais cerca de 50% são carbono.
“A espécie é encontrada em matas de terra firme em toda a região da PanAmazônia, que inclui Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador e Venezuela. Além de seu valor ecológico, a castanheira contribui significativamente para processos ecossistêmicos, como o armazenamento de carbono, o ciclo hidrológico, a ciclagem de nutrientes e a manutenção da biodiversidade”, informou a estatal.
Diante desse contexto, a Embrapa destaca que, além do valor ecológico, a castanheira possui também relevância socioeconômica e cultural. “Portanto, os pesquisadores acreditam que as compensações pelos serviços ambientais, além de serem cruciais para a conservação da Floresta Amazônica, também promovem a sustentabilidade das comunidades que dependem da castanha”.
O Governo do Estado anunciou o início das obras das bases de arenas esportivas em sete bairros de Campo Grande, respondendo ao pleito do deputado estadual Coronel David (PL) para a construção dos espaços esportivos no Coophavila, Zé Pereira e Coophatrabalho.
Jonas Martins Macedo, comerciante e morador do bairro Zé Pereira, enfatiza o impacto positivo que essa iniciativa trará para os jovens, ansiosos pela construção de um espaço apropriado, dada a precariedade das instalações atuais.
“A chegada desta arena esportiva é um marco para o Zé Pereira, fruto de uma luta prolongada do Coronel David e da Associação de Moradores. A expectativa dos jovens é palpável, pois o espaço disponível atualmente é bastante restrito. Todos sairemos ganhando com essa conquista”, comemora o comerciante.
A Agesul e a Seilog serão responsáveis por preparar os terrenos e instalar os módulos das arenas esportivas, especialmente adaptadas para a prática de futebol society e basquete 3×3, utilizando grama sintética.
No bairro Coophatrabalho, a arena ocupará espaço na Rua Presidente Café Filho, esquina com a Pequi. Enquanto que no Coophavila 2, a estrutura será construída na Rua do Cabo, entre a Avenida Gunter Hans e a Rua dos Crustáceos.
Para a solicitação das obras nestas localidades, Coronel David contou com o apoio do deputado federal Beto Pereira (PSDB) e de seu colega no Parlamento, deputado estadual João César Mattogrosso (PSDB).
No bairro Zé Pereira, a arena será erguida na esquina da Rua Coronel Zelito Alves Ribeiro com a Itaporanga.
As obras das bases têm um prazo estimado de 90 dias consecutivos a partir da emissão da ordem de início dos serviços.
Para o presidente da Associação de Moradores, Vanildo Soares da Silva, “é muito importante essa parceria entre a Associação de Moradores Coophavila 2 e Coronel David, que atendeu a essa antiga reinvindicação da nossa comunidade. E, se Deus quiser, em 2024 nós vamos montar a nossa Arena poliesportiva na entrada do bairro Coophavila 2. Lembrando que trazendo essa parte esportiva para o bairro, nós vamos poder tirar as pessoas que estão envolvidas com as drogas”. Vanildo enfatiza que “como tem muitos adolescentes e jovens, o povo está ansioso para que essa Arena nova chegue logo. E como representante da comunidade juntamente com o Coronel David, vai ser uma benção de Deus essa Arena, para trazer mais alegria e mais esporte. E quando tem alegria e esporte, nós afastamos as drogas”, finaliza
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram uma parceria para estudar os principais motivos para a troca de próteses implantadas no quadril e no joelho. A iniciativa, inédita no Brasil, se espelha em exemplos internacionais.
O implante de próteses para substituir articulações desgastadas no quadril e no joelho é realizado por meio de uma cirurgia chamada artroplastia. O Into é uma referência para esse tipo de procedimento.
Na artroplastia, a articulação desgastada dá lugar a componentes metálicos e plásticos. Essas próteses podem ser parciais ou completas, dependendo de cada caso e local da cirurgia. O procedimento busca devolver qualidade de vida ao paciente, permitindo que ele possa manter-se ativo e realizar suas atividades cotidianas sem dor. Recentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi submetido a essa cirurgia.
No entanto, em determinadas situações, é realizada uma artroplastia de revisão. Através dela, pode ser feito o explante, isto é, a retirada da prótese com sua consequente substituição por uma nova. Trata-se de um procedimento necessário em casos onde a prótese ou parte dela se deslocou, se desgastou, mostrou-se instável ou se soltou. Também é indicado na ocorrência de alguns quadros infecciosos.
Análise
Para analisar os principais motivos da troca de próteses no Brasil, o Into e a UFSC criaram o Centro Nacional de Explantes (CNAEx). Em uma primeira fase, foram avaliadas mais de 400 próteses que foram retiradas em cirurgia de revisão de artroplastias de quadril e joelho realizadas no Into. Os resultados vêm mostrando que uma das principais razões para a substituição é a soltura dos implantes.
As próteses retiradas e encaminhadas ao CNAEx são submetidas a análises usando microscópio e estereoscópio e fotografia. Além disso, a equipe envolvida realiza ensaios destrutivos para investigar a condição interna das estruturas e os fatores que levaram a necessidade da artroplastia de revisão.
Segundo nota divulgada pelo INTO, as análises permitem obter dados detalhados sobre falhas de próteses, o que pode contribuir para o estabelecimento de novos padrões em cuidados ortopédicos e segurança dos pacientes. O texto também aponta que a criação do CNAEx coloca o país na vanguarda da medicina ortopédica e colabora para impulsionar inovações na indústria de implantes.
Além dos dados técnicos e científicos, estão sendo levantadas informações clínicas e demográficas que ajudarão no entendimento do perfil dos pacientes que passam por revisões de artroplastias no Brasil. A expectativa dos envolvidos no estudo é que os achados subsidiem medidas para aumentar a sobrevida dos implantes, aprimorar a regulação sanitária em torno da questão e melhorar a seleção de próteses para diferentes casos.
Estudos desse tipo são realizados, por exemplo, pelo Hospital for Special Surgery, em Nova York (Estados Unidos), e pelo London Implant Retrieval Center, em Londres (Inglaterra). A Federação Europeia de Ortopedia e Traumatologia também chama atenção para a importância da análise de explantes. No Brasil, a iniciativa saiu do papel com financiamento do Ministério da Saúde.
Momento que a equipe do Corpo de Bombeiros retirava o galho de árvore que caiu com o vendaval e obstruía do tráfego no Pôr-do-Sol, na tarde dessa segunda-feira, dia 25. (Fotos: CBM)
Vilson Nascimento
O Corpo de Bombeiros atendeu a pelo menos dois chamados para ocorrências de maior vulto nesta segunda-feira, 25 de dezembro, dia de Natal, em Amambai.
Na primeira delas, no período da tarde, a equipe de plantão no 16º SGB (Subgrupamento Independente do Corpo de Bombeiros) removeu um galho de árvore que havia caído durante um vendaval e obstruído o tráfego na via, fato registrado no Residencial Pôr-do-Sol.
Esfaqueamento
Já no perídio da noite a equipe de resgate a salvamento socorreu um homem de 66 anos, vítima de esfaqueamento.
Segundo os bombeiros a vítima teve exposição de vísceras após ser atingida por uma facada na região do abdome, fato ocorrido na região do Conjunto Habitacional Alcindo Franco Machado.
Durante o atendimento a vítima teria relatado aos bombeiros não saber o motivo da agressão, tampouco a identidade do agressor, que teria fugido do local.
Depois de receber o atendimento emergencial no local dos fatos a vítima foi encaminhada pelo Corpo de Bombeiros para o Pronto Socorro do Hospital Regional de Amambai para passar por cuidados médicos.
O “alarmante e crescente” uso de implantes hormonais, que frequentemente contêm esteroides anabolizantes, tem sido motivo de preocupação de especialistas em endocrinologia, obesidade e ginecologia. O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, recebeu de sete entidades médicas um pedido público de providências quanto ao uso indiscriminado de implantes hormonais no Brasil.
Chamados de “chips da beleza”, os implantes são prescritos como estratégia para emagrecimento, tratamento da menopausa, antienvelhecimento, redução da gordura corporal, aumento da libido e da massa muscular. Segundo as entidades, eles podem conter inúmeras substâncias, embora normalmente sejam compostos de testosterona ou de gestrinona, um progestágeno com efeito androgênico. Combinações com estradiol, oxandrolona, metformina, ocitocina, outros hormônios e NADH também são produzidas.
Não aprovados pela Anvisa para uso comercial e produção industrial, os implantes hormonais são manipulados, não possuem bula ou informações adequadas de farmacocinética, eficácia ou segurança. A exceção é o implante de etonogestrel, chamado de Implanon, que é aprovado como anticoncepcional.
Os médicos alertam para o fato de que não existe dose segura para o uso de hormônios para fins estéticos ou de performance e de que os efeitos colaterais dos dispositivos podem ser imprevisíveis e graves, com riscos que ultrapassam qualquer possível benefício.
“Casos de infarto agudo do miocárdio, de tromboembolismo e de acidente vascular cerebral vêm se tornando frequentes. Complicações cutâneas, hepáticas, renais, musculares e infecções estão associadas ao uso dos implantes. Manifestações psicológicas e psiquiátricas, como ansiedade, agressividade, dependência, abstinência e depressão, são cada vez mais comuns.”
As entidades pedem à Anvisa que aprimore o controle do uso de esteroides anabolizantes e regulamente a manipulação de medicamentos somente pela via de administração na qual o medicamento foi registrado. “Uma via diferente necessita de dados científicos publicados de eficácia, segurança e desfechos a longo prazo.”
As entidades que assinam o pedido são a Abeso(Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte), a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia).