A previsão para esta terça-feira (2) é de sol e variação de nebulosidade, com possibilidade de pancadas de chuva.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), trata-se de uma situação típica de verão, com disponibilidade de calor e umidade. Por isso, é possível chover em um bairro e no outro, mesmo sendo vizinho, fazer sol.
Em Três Lagoas, a temperatura máxima pode chegar a 34ºC, enquanto em Ponta Porã a mínima pode ser de 19ºC. Já na Capital, os termômetros devem marcar de 21ºC a 31ºC ao longo do dia.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, Bio-Manguinhos, vai se tornar um laboratório de prontidão para produção de vacinas em situações de emergência sanitária.
A partir da associação a uma rede formada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o laboratório brasileiro será acionado para fornecer vacinas para outros países, especialmente na América Latina, em caso de epidemia ou pandemia. Os termos de cooperação devem ser assinados em breve, de acordo com o diretor de Bio Manguinhos Maurício Zuma:
“O ano de 2023 foi o mais marcante dos últimos anos, porque nós temos sido muito procurados, não só nacionalmente, mas internacionalmente, com a visibilidade que nós temos hoje. Para dar apoio internacional, para cumprir essa lacuna que tem de falta de vacinas no mundo”, explica.
O Instituto é o principal produtor de vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e já fornece imunizantes para mais de 70 países em cooperação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
“Obviamente que a nossa prioridade é sempre interna. Mas a gente deve se comprometer também a liberar doses para o exterior, o que a gente já faz. Mas eles querem contar com o nosso compromisso, e que a gente esteja preparado para poder dar essa resposta”, complementa Zuma.
Teconologia MRNA
Mas essa não é a única grande expectativa do Instituto para 2024. Ainda no primeiro semestre deve começar a fase de testes clínicos da vacina contra a covid-19 em plataforma de RNA mensageiro, revela Zuma: “como é uma tecnologia nossa, a gente não pode encomendar esses testes clínicos fora. Nós estamos esperando chegar o último equipamento da parte de downstream, que a gente chama, para poder produzir o lote clínico e aí já dar entrada no pedido dos estudos clínicos”
Essa é a mesma plataforma utilizada na vacina da Pfizer e consiste na produção de uma cópia sintética de parte do código genético do agente infeccioso. Quando essa molécula sintética é injetada no organismo, ativa o sistema imunológico, mesmo sem possuir nenhum fragmento real do causador da doença. Sua principal vantagem é a facilidade de adaptação da plataforma básica para combater agentes diferentes.
Os testes em animais já foram feitos e tiveram excelentes resultados, segundo Zuma. Ele acredita que o domínio dessa tecnologia seja uma alavanca para o futuro:
“É a nossa vacina base (a vacina para a covid-19). Com essa vacina a gente vai já trabalhando em outras iniciativas, na mesma plataforma. A de vírus sincicial respiratório é uma delas. Eu acho que com a primeira vacina avançando bem, a gente vai poder acelerar vários outros projetos nessa plataforma. Esse projeto conversa com a questão da gente ser um laboratório de prontidão regional. (…) Você escolhendo a sequência genética do vírus, rapidamente você consegue fazer um protótipo e fazer o estudo clínico dele. Então é muito rápido”
Há também outras duas vacinas de destaque em desenvolvimento no Instituto, mas ainda no estágio de prova de conceito, quando os pesquisadores verificam, a partir de testes em animais, se o imunizante produz resposta imunológica no organismo.
Uma delas é para combater o zika vírus, e a outra é uma opção contra a febre amarela feita com vírus inativado, ou seja, morto. Atualmente, a vacina disponível contra a febre amarela – feita com o vírus enfraquecido – não é aplicada de maneira geral nos idosos, porque eles têm mais risco de desenvolver efeitos adversos. Essa nova vacina pode solucionar essa limitação.
Estrutura
E para garantir que o Instituto dê conta de produzir esses novos imunizantes e atender à possível demanda internacional, algumas adaptações e uma grande ampliação estão em andamento.
Em 2028, a Fiocruz deve inaugurar o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, que está sendo construído em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Agora que a iniciativa recebeu um novo aporte de R$ 2 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras devem avançar com mais rapidez.
Quando a nova unidade estiver em funcionamento, Bio-Manguinhos vai conseguir dobrar a quantidade de processamento e produzir até 1 bilhão de doses de vacinas por dia, caso seja necessário. Zuma enfatiza que o projeto está sendo pensado para que Bio-Manguinhos ocupe a vanguarda da indústria farmacêutica.
Mas antes disso, as plantas do Instituto estão sendo adaptadas para otimizar a produção atual. “Nós vamos utilizar uma área nossa que foi desmobilizada para fazer uma construção modular para vacinas virais. Por exemplo, a vacina Rotavírus, hoje a gente não produz o IFA [Ingrediente Farmacêutico Ativo – substância que produz a reação imunológica] porque a gente não tem lugar para produzir. Lá ele vai poder ser produzido e a gente vai poder concluir essa transferência de tecnologia. No caso de vacinas como rubéola, também vai aumentar muito a nossa capacidade. E abrindo espaço ali para rubéola, a gente abre espaço na nossa outra planta para aumentar a capacidade de sarampo e de caxumba”, conta Zuma.
E tudo isso também se relaciona com o aumento da relevância internacional do Instituto. Ainda no primeiro trimestre, Bio-Manguinhos deve ser certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para exportar a vacina dupla viral, que protege contra o sarampo e caxumba, e já está em negociação com a Opas e o Unicef, para entregar essas vacinas em países africanos.
“Além disso, essa planta também deverá ter uma nova produção da vacina atual de febre amarela de forma mais automatizada. Ou seja, a gente vai ter mais capacidade para essa vacina que tem um grande apelo internacional também. Então nós estamos nos comprometendo para o exterior com mais vacina de febre amarela e com vacina dupla viral”, complementa o diretor do instituto.
E caso haja alguma epidemia ou pandemia antes que a nova fábrica de Santa Cruz esteja pronta, uma nova linha de envase inaugurada recentemente pode produzir até 1 milhão de doses por dia, em situações de emergência.
Terapias avançadas
Zuma não quis dar mais detalhes, mas revelou também que o instituto está finalizando acordos para a produção de terapias avançadas, com tecnologia de vetor viral, semelhante à utilizada para o desenvolvimento de vacinas. Essas terapias são produtos biológicos criados a partir de célula e tecidos humanos processados, e até modificados geneticamente, para tratar doenças graves, ou resistentes a medicamentos tradicionais.
“E isso vai ser importantíssimo para o governo. Porque, primeiro que algumas empresas grandes farmacêuticas já propiciam o tratamento nessa plataforma a custos altíssimos, de US$ 500 mil para um tratamento assim. E isso sendo judicializado obriga o governo a bancar esses valores. Nós pretendemos com a nossa entrada reduzir isso a cerca de 10% do valor que hoje tá aí no mercado e a introdução desse tratamento no SUS. Mesmo que não seja como primeira linha, pelo custo, mas, caso outros tratamentos falhem, ele possa ser utilizado a um custo mais acessível”, finaliza Zuma.
A partir deste mês, carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in comprados fora do país voltam a pagar Imposto de Importação. As alíquotas serão gradualmente recompostas até chegarem a 35% em julho de 2026.
Nesse período, haverá cotas iniciais para compras do exterior com isenção. Dessa forma, as tarifas incidirão apenas caso as importações superarem os limites estabelecidos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a medida pretende ajudar a indústria nacional, desenvolvendo a cadeia produtiva do setor e acelerando a descarbonização (redução de emissões de gás carbônico) da frota brasileira.
O cronograma de recomposição das alíquotas para carros elétricos é o seguinte: 10% de Imposto de Importação em janeiro de 2024; 18% em julho de 2024; 25% em julho de 2025; e 35% em julho de 2026.
Para carros híbridos, cujas baterias se recarregam nas freadas ou no funcionamento do motor a combustão, a tarifa será restabelecida da seguinte forma: 12% em janeiro de 2024; 25% em julho de 2024; 30% em julho de 2025; e 35% em julho de 2026.
Os carros híbridos plug-in, também movidos a combustíveis fósseis e recarregados na tomada, serão tarifados em 12% em janeiro de 2024; 20% em julho de 2024; 28% em julho de 2025; e 35% em julho de 2026.
Há ainda uma quarta categoria, a de “automóveis elétricos para transporte de carga”, ou caminhões elétricos, que começarão com taxação de 20% em janeiro e chegarão aos 35% já em julho de 2024. Nesse caso, a retomada da alíquota cheia é mais rápida porque existe uma produção nacional suficiente.
A decisão foi aprovada em novembro pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A resolução com as novas alíquotas e as cotas foi publicada no fim de novembro.
Cotas
Em relação às cotas com isenção de imposto, o ministério informou que os limites são temporários e têm como objetivo preservar a possibilidade de atendimento a novos importadores, enquanto a indústria nacional de veículos elétricos se desenvolve.
Para híbridos, as cotas serão de US$ 130 milhões até junho de 2024; US$ 97 milhões até julho de 2025; e US$ 43 milhões até 30 de junho de 2026.
Para híbridos plug-in, de US$ 226 milhões até julho de 2024, US$ 169 milhões até julho de 2025 e de US$ 75 milhões até 30 de junho de 2026.
Para elétricos, nas mesmas datas, respectivamente, de US$ 283 milhões, US$ 226 milhões e US$ 141 milhões. Para os caminhões elétricos, de US$ 20 milhões, US$ 13 milhões e US$ 6 milhões.
Registrar uma reclamação online no site do Procon/MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor), instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), vai ficar mais ágil para os consumidores e a equipe de atendimento as demandas.
Dentre as mudanças está a integração do formulário preenchido a solução E-Procon, eliminando assim processos adicionais de transferência de dados entre sistemas, além de possibilitar que o consumidor acompanhe o andamento de seu atendimento.
O secretário-executivo do Procon/MS, Antonio José Angelo Motti, destaca que esse é um presente da instituição aos cidadãos. “Buscamos aperfeiçoar nossos atendimentos pautados pela eficiência, transparência e acessibilidade aos serviços de mediação das relações de consumo. Isso vale tanto para o consumidor, quanto para o fornecedor”.
Intuitiva, a ferramenta traz melhorias na experiência de registro de uma reclamação e possibilita anexar arquivos de texto, fotos, áudio e vídeo ao processo que tramitará na esfera administrativa. Há projeções de que o tempo de tratamento e resposta sejam reduzido com o seu uso.
Reclamação online
A jornada de quem acessar o novo serviço começa questionando se o consumidor é residente em Mato Grosso do Sul, uma vez que o atendimento considera seu local de domicílio. Na sequência, há necessidade de se informar o CPF, preencher cadastro com dados pessoais, endereço, e-mail, telefone e criar uma senha pessoal. Após esses passos é possível acessar o sistema para registrar sua reclamação.
Todas as queixas registradas na nova ferramenta apresentam número de protocolo de atendimento para posterior acompanhamento da demanda.
O acesso ao formulário pode ser feito pelo site do Procon/MS por meio do banner “Registre sua Reclamação” ou pelo link: https://portalservicos.procon.ms.gov.br/.
Os proprietários de veículos automotores em Mato Grosso do Sul vão continuar contando com condições especiais para ficar em dia com o IPVA em 2024. O decreto nº 16.325, de 27 de novembro de 2023, manteve os descontos praticados em 2023. Porém foram incluídos na legislação estadual três importantes alterações de isenção, facilidade de pagamento e benefícios para os frotistas.
Os automóveis ou veículos de passeio – além dos tradicionais 15% de desconto para pagamento à vista – terão a alíquota do IPVA mantida em 3% – redução de 40%, haja vista os 5% previsto em Lei. Para caminhão, ônibus e micro-ônibus a alíquota permanece 1,5%, com redução de 50% na cobrança.
Outra redução mantida é para os motorhomes, com alíquota de 1,5% (redução de 50%). Já para as motocicletas a alíquota continua em 2%. Os automóveis com capacidade de até oito pessoas, excluído o condutor, que utilizem motores acionados a óleo diesel, a alíquota é de 4,5% (redução de 25%).
As novidades do IPVA 2024 ficam por conta da isenção dos veículos movidos a GNV, possibilidade de pagar a 1ª parcela ou a cota única por meio do PIX e para os frotistas que receberam o benefício da redução de base de cálculo em 2023, os quais não precisarão solicitar a redução para 2024, pois ela será concedida automaticamente, desde que cumpra os requisitos exigidos pela Sefaz-MS (Secretaria de Estado de Fazenda).
IPVA
Foram lançados 880.446 carnês este mês para os proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul. O IPVA é a segunda fonte de arrecadação mais importante do Governo do Estado, ficando atrás somente do ICMS. O valor arrecadado é dividido em 50% com os municípios e é aplicado conforme o planejamento financeiro, que vai de pagamento de servidores até políticas públicas como educação, saúde, segurança pública, entre outros.
O valor do tributo é apurado com a aplicação do percentual sobre o valor de mercado do veículo, constante da tabela da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Para o pagamento à vista do IPVA 2024 continua o desconto de 15%, até o dia 31 de janeiro.
Outra opção é o pagamento em cinco parcelas – em 31 de janeiro, 29 de fevereiro, 27 de março, 30 de abril e 29 de maio. Para os contribuintes que optarem pelo parcelamento, não há desconto.
Vale destacar que os proprietários que adquiriram veículos nos meses de novembro e dezembro de 2023 podem não ter recebido os boletos até o fim de dezembro e por isso será feita uma nova remessa no início de janeiro de 2024.
Pix
Os contribuintes sul-mato-grossenses poderão contar com mais uma comodidade na hora de ficar em dia com o fisco estadual. Os carnês do IPVA poderão ser pagos pela modalidade que caiu no gosto dos brasileiros, o “pix”. E para garantir a segurança da transação, a Sefaz criou novo portal e-Fazenda que já está em funcionamento e garante autenticação, rastreabilidade e respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Ao optar por essa forma de pagamento, o prazo para baixa do débito é reduzido de até 24h, para no máximo 5 minutos, já que o retorno bancário é instantâneo. São aceitos pagamentos realizados por qualquer pessoa física ou jurídica que tenha uma conta em uma instituição financeira ou instituição de pagamento, incluindo os bancos que não são conveniados com o Governo do Estado como os digitais, desde que sejam participantes do Pix. Estão liberados os pagamentos de tributos e taxas estaduais, inclusive aqueles inscritos em dívida ativa. No entanto, vale lembrar que os limites de horário e valor para as transações são regras determinadas pelo Banco Central.
Portal
O e-Fazenda é o novo portal de relacionamento da Sefaz com o contribuinte que tem por objetivo garantir a identidade dos usuários, a autenticidade dos dados e informações, bem como ampliar os níveis de tecnologia e segurança que antes existiam no Portal ICMS Transparente para os demais serviços prestados pela secretaria.
O cadastramento no e-Fazenda é simples e intuitivo, com quatro passos – dados de identificação, endereço, validação e confirmação. Além disso, o usuário que possuir cadastro na conta ‘Gov.BR’, poderá fazer o seu cadastro no Portal e acessar vários serviços digitais da Sefaz, assim como o INSS permite com a carteira de trabalho digital, seguro desemprego, entre outros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou neste sábado (30) a medida provisória (MP) que cria o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais.
A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, amplia as exigências de sustentabilidade dos veículos e estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística.
Neste domingo (31), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o Mover deve atrair investimentos no setor de energia e eficiência energética para o país, em razão dos benefícios tributários.
A MP prevê o estímulo à realocação de plantas industriais de outros países no Brasil. Essas empresas terão crédito financeiro equivalente ao imposto de importação incidente na transferência das células de produção e equipamentos e também terão abatimentos no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativos à exportação de produtos e sistemas elaborados no Brasil.
O novo programa inclui também limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobra menos imposto de quem polui menos, criando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Verde.
O governo ainda dará incentivo fiscal para que as empresas invistam em descarbonização e se enquadrem nos requisitos obrigatórios do programa. Os recursos serão de R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025, R$ 3,9 bilhões em 2026, R$ 4 bilhões em 2027 e R$ 4,1 bilhões em 2028, valores que deverão ser convertidos em créditos financeiros.
Para isso, as empresas devem dispender, no mínimo, entre 0,3% e 0,6% da Receita Operacional Bruta. Cada real investido dará direito entre R$ 0,50 e R$ 3,20 de créditos que poderão ser usados para abatimento de quaisquer tributos administrados pela Receita Federal.
O novo programa é uma expansão do antigo Rota 2030, criado em 2018 e já extinto. No Rota 2030, o incentivo fiscal médio anual foi de R$ 1,7 bilhão, até 2022. Em 2012, também foi criado programa semelhante, o Inovar Auto. Segundo o governo, todos têm como meta reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030, estabelecendo requisitos mínimos para que os veículos saiam das fábricas mais econômicos, mais seguros e menos poluentes.
Inovações
O Mover, entretanto, traz outros avanços, como a medição das emissões de carbono do setor “do poço à roda”, ou seja, considerando todo o ciclo da fonte de energia utilizada, aumentando os requisitos obrigatórios de sustentabilidade para os veículos comercializados no país. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a medição tradicional “do tanque à roda” continuará sendo exigida.
“Nós estamos fazendo do poço à roda. Então, o Brasil fica na vanguarda do mundo na questão da descarbonização”, disse. “Eu vou estimular uma indústria menos poluente, com descarbonização, mas analisando desde o poço, ou seja, como é que eu formo esse combustível. Então, no caso do etanol, eu vou desde a produção da cana até o consumo do combustível”, explicou. O mesmo vale para as demais fontes propulsoras, como bateria elétrica, gasolina e biocombustível.
No médio prazo, o novo programa prevê uma medição ainda mais ampla, conhecida como “do berço ao túmulo”, que vai abranger a pegada de carbono de todos os componentes e de todas as etapas de produção, uso e descarte do veículo.
“A partir de 2027, continua do poço à roda, mas será também do berço ao túmulo. Para o estímulo da mobilidade verde, eu vou levar em consideração como é que esse carro é fabricado, os equipamentos que são utilizados, quanto tem de pegada de carbono, até o túmulo, ou seja, o descarte do veículo”, acrescentou.
O Mover também deixa de ser uma política limitada ao setor automotivo e é definido como um programa de Mobilidade e Logística Sustentável de Baixo Carbono, o que, segundo o MDIC, proporciona a inclusão de todas as modalidades de veículos capazes de reduzir danos ambientais.
Outro benefício do novo programa é a redução de Imposto de Importação para fabricantes que importam peças e componentes sem similar nacional, desde que invistam 2% do total importado em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em programas prioritários na cadeia de fornecedores, em inovação e modernização industrial.
Para isso, a MP do Mover cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), a ser instituído e gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do MDIC. A expectativa é de que os investimentos nesses programas alcancem entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões por ano. No Rota 2030, o investimento médio nesses programas foi de R$ 200 milhões ao ano.
Tributação
Já para o cálculo do IPI Verde, haverá um sistema de recompensa e penalização, a partir de indicadores que levam em conta a fonte de energia para propulsão dos veículos, o consumo energético, a potência do motor, a reciclabilidade e o desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção.
Segundo o governo, esse sistema não envolve renúncia fiscal, já que uns pagarão abaixo da alíquota normal, mas outros pagarão acima. As alíquotas serão definidas por decreto presidencial nos próximos meses.
Para as medidas com incentivos fiscais, o governo deve indicar as fontes de recursos orçamentários para aplicação do benefício. Segundo Alckmin, R$ 2,9 bilhões já estão previstos no orçamento de 2024 e o restante será compensado com a retomada do imposto de importação para veículos elétricos.
A partir de janeiro de 2024, carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in comprados fora do país voltarão a ser gradualmente tributados, de acordo com decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de novembro deste ano. Foi estabelecida uma retomada gradual das alíquotas e a criação de cotas iniciais para importações com isenção até 2026.
As áreas com castanheiras representam florestas de alto valor para a bioeconomia, para a preservação das comunidades agroextrativistas e para a estabilidade ecológica. Foto: Renata Silva
A compensação pelos serviços ambientais prestados pelos chamados guardiões da Amazônia, notadamente as comunidades agroextrativistas da castanha-da-amazônia, pode ser uma estratégia eficaz para impulsionar o desenvolvimento sustentável e enfrentar os desafios das mudanças climáticas e do desmatamento. Foi o que concluiu um grupo de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP), da Embrapa Amapá e da Embrapa Roraima. Os resultados foram publicados no capítulo 11 do livro Castanha-da-amazônia: ecologia e manejo de castanhais nativos, que pode ser baixado gratuitamente.
Essa abordagem atribui um valor tangível à proteção das florestas, ou seja, o trabalhador extrativista recebe por executar práticas conservacionistas em sua atividade. A pesquisa constatou que a recompensa pela preservação e melhoria dos serviços ambientais incentiva um manejo florestal sustentável, a conservação da floresta e o seu uso responsável. Essa compensação pode ser feita por meio de políticas públicas ou iniciativas privadas que englobem aspectos ambientais, ecológicos e socioeconômicos.
Foto: Marcelino Carneiro Guedes
Coleção Castanha-da-amazônia Os resultados do estudo fizeram parte do volume 1 da coleção de livros Castanha-da-amazônia, publicada em 2023 pela Embrapa. O trabalho é assinado por Marcelino Carneiro Guedes, Patrícia da Costa, Carolina Volkmer de Castilho, Richardson Frazão, Sérgio Milheiras e Walter Paixão de Sousa.
Os cientistas analisaram os pagamentos por serviços ambientais (PSA) e o pagamento por redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal (REDD+) na Amazônia. Ambos os mecanismos se destacam pelo potencial de agregar valor às florestas com ocorrência da castanheira, ao trazer benefícios adicionais como o armazenamento de carbono, regulação do clima e o cumprimento de metas estabelecidas em programas governamentais e acordos internacionais.
Outros mecanismos em discussão, como os créditos de biodiversidade, também podem acrescentar valor aos castanhais, ajudando a reconhecer o custo de oportunidade da manutenção dessas florestas. “Além disso, fortalecer a economia florestal e o mercado de produtos amazônicos é fundamental para tornar o manejo florestal economicamente competitivo em relação a atividades dependentes do desmatamento, viabilizando assim a conservação da floresta em pé”, afirma a pesquisadora da Embrapa Patrícia da Costa.
“É importante perceber o potencial de mercados para produtos tradicionais, como mel e sementes florestais, no reflorestamento, bem como a possibilidade de criar novos mercados a partir dos recursos biológicos da floresta”, explica o pesquisador da Embrapa Marcelino Guedes.
O cientista frisa que as áreas com castanheiras representam florestas de alto valor para a bioeconomia, para a preservação das comunidades agroextrativistas e para a estabilidade ecológica. “Portanto, é fundamental reconhecer a importância do agroextrativismo e dos serviços ambientais prestados pelas famílias que dependem da castanha para a conservação dessa inestimável floresta”, defende Guedes.
De acordo com o pesquisador, a castanheira desempenha um papel crucial na conservação da Amazônia. Ela está presente em cerca de 32% do bioma, 2,3 milhões de km², aproximadamente. A espécie é encontrada em matas de terra firme em toda a região da PanAmazônia, que inclui Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador e Venezuela. Além de seu valor ecológico, a castanheira contribui significativamente para processos ecossistêmicos, como o armazenamento de carbono, o ciclo hidrológico, a ciclagem de nutrientes e a manutenção da biodiversidade.
O estudo demonstrou que, embora as castanheiras representem apenas 3% dos indivíduos em um castanhal na Amazônia Setentrional, elas contribuem com 40% da biomassa viva acima do solo, dos quais cerca de 50% são carbono. “A longevidade das castanheiras permite que esse carbono seja armazenado por um longo período, entre 300 e 400 anos”, destaca a pesquisadora da Embrapa Carolina Castilho.
Além de seu valor ecológico, a castanheira também possui relevância socioeconômica e cultural. Portanto, os pesquisadores acreditam que as compensações pelos serviços ambientais, além de serem cruciais para a conservação da Floresta Amazônica, também promovem a sustentabilidade das comunidades que dependem da castanha.
Castanha valiosa A castanha-da-amazônia é um dos principais produtos do agroextrativismo brasileiro. Sua cadeia envolve dezenas de milhares de famílias e movimenta milhões de dólares anualmente. Ela é considerada um superalimento, devido a altas concentrações de nutrientes benéficos à saúde como compostos lipídicos, proteicos e antioxidantes como o selênio, associado à proteção contra doenças neurodegenerativas e câncer. Estima-se que a produção de castanhas obtida por meio do extrativismo no Brasil gire em torno de 130 milhões de reais por ano, mas esse valor pode estar subestimado. O mercado interno para a castanha tem crescido nos últimos anos, tornando-se o principal consumidor do produto. Além do aspecto econômico, as florestas com castanheiras também abrigam uma grande biodiversidade de flora, fauna e microrganismos, desempenhando um papel fundamental na manutenção dos ecossistemas. A castanheira é polinizada por abelhas, como as mamangavas, importantes na produção de frutos de interesse agronômico e alimentar. Além disso, a espécie é essencial na teia alimentar de diversos animais, proporcionando alimento a macacos, aves e roedores, como as cutias, que são dispersores das sementes. Foto: Fernando Barreto Diógenes de Queiroz
Análises demonstraram a eficácia do óleo essencial de Lippia sp. no controle de fungos e bactérias responsáveis por causar doenças em diversas culturas. Foto: Clarice Rocha
Estudos liderados pela Embrapa Semiárido (PE) apontam que o óleo essencial extraído do alecrim-do-mato (Lippia sp. Schauer – Verbenaceae), espécie nativa da Caatinga, tem um vasto potencial comercial para a produção de defensivos agrícolas biológicos. As pesquisas revelaram altos níveis de timol e carvacrol nas folhas da planta, compostos reconhecidos por sua forte ação antimicrobiana contra diversos microrganismos de importância agrícola.
As análises realizadas pela Embrapa e parceiros demonstraram a eficácia do óleo essencial de Lippia sp. no controle de fungos e bactérias que são responsáveis por causar doenças em diversas culturas, explica a pesquisadora Ana Valéria Vieira de Souza (foto à direita), que coordena os estudos para domesticação da planta e viabilização da sua exploração comercial. Entre os microrganismos passíveis de serem controlados, destacam-se os Colletotrichum gloeosporioides, C. musae, C. fructicola, C. asianum, Alternaria alternata, A. brassicicola, Fusarium solani, F. oxysporum f. sp.Cubense, Lasiodiplodia theobromae, Thielaviopsis paradoxa, entre outros.
Além de seu potencial agrícola, o óleo também mostra promessas para uso na saúde animal e humana. “Na pecuária, por exemplo, trabalhos apontam sua eficácia no tratamento da mastite, uma enfermidade de relevante impacto para a produção animal, causada pela bactéria Staphylococcus sp”, cita Souza.
As propriedades antissépticas, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias do óleo essencial também foram observadas frente a microrganismos como Pseudomonas sp., Candida albicans, Bacillus cereus e Escherichia spp. Os resultados promissores podem abrir novas possibilidades de uso da planta na indústria farmacêutica.
Seja um parceiro da Embrapa A Embrapa Semiárido está à procura de parcerias para ampliar ou avançar o desenvolvimento dos trabalhos com o alecrim-do-mato. Há resultados promissores que apontam o grande potencial do óleo essencial dessa espécie para o desenvolvimento de biopesticidas e fitomedicamentos. Os interessados em conhecer mais sobre os resultados da pesquisa da Embrapa podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected].
Aplicação na cultura da manga
Os estudos na Embrapa têm avançado para o uso do óleo essencial de alecrim-do-mato na pós-colheita da manga, fruta de grande importância socioeconômica para o Brasil. De acordo com o pesquisador Douglas de Britto, o objetivo é explorar as propriedades antifúngicas do óleo de Lippia sp., aplicando-o em um revestimento para manter a qualidade da fruta e prolongar seu tempo de prateleira.
Para tanto, Britto explica que é necessário o encapsulamento do óleo em nanopartículas devido à sua alta volatilidade, ou seja, a facilidade com que a substância passa do estado líquido para o gasoso. “Temos que usar técnicas de nanoencapsulamento para que ele fique mais preso, mais fixo a esse revestimento e possa realmente ser efetivo para o objetivo que queremos”, relata.
Segundo o pesquisador, já foram feitos testes in vitro para controle de microrganismos e também avaliações in vivo, aplicando o revestimento nas mangas, e realizando o acompanhamento em câmara fria quanto à evolução da fisiologia da planta, velocidade de amadurecimento e incidência de fungos.
O trabalho integra os esforços da Embrapa para identificar ativos que prolonguem a vida útil pós-colheita de frutas, com o uso de revestimentos biodegradáveis que sejam seguros ao ser humano e ao meio ambiente.
Óleos essenciais Óleos essenciais, segundo a Organização Internacional para Padronização (ISO), são produtos derivados de partes vegetais por destilação a vapor ou esmagamento de cascas de frutas cítricas. São composições complexas de substâncias voláteis, líquidas, sem cor ou levemente amareladas, reconhecidas pelo seu aroma e sabor característicos. Esses óleos oferecem uma ampla gama de aplicações na indústria química, farmacêutica, de aromas e fragrâncias, além da indústria alimentícia.
“Nós temos vários tipos de compostos químicos que são utilizados para controlar os fungos, mas muitas vezes esses produtos podem levar à resistência microbiana. Quando utilizamos um produto natural, como o óleo essencial do alecrim-do-mato, temos algo mais efetivo, que pode ser ingerido pelos seres humanos de forma segura e que também contribui para a redução do aparecimento de cepas resistentes”, destaca Britto.
Estão sendo aprimoradas formulações e estratégias para potencializar a efetividade desse óleo na fase de pós-colheita. “Os estudos encontram-se na etapa laboratorial e o próximo passo será a avaliação desse revestimento em escala piloto nas instalações de processamento de manga”, declara o cientista ao informar que, além da cultura da manga, os pesquisadores pretendem testar o óleo de Lippia em outras frutas de interesse comercial, como a uva.
Ele destaca ainda a importância do bioma Caatinga como fonte de novas moléculas de interesse comercial. “A Caatinga tem uma biodiversidade rica e ainda pouco explorada. Esperamos que esse trabalho possa também ampliar a percepção do grande potencial bioeconômico desse bioma”, finaliza.
O que são nanoencapsulados Os nanoencapsulados são partículas minúsculas, em escala nanométrica, que envolvem e resguardam ativos, substâncias ativas ou compostos dentro de cápsulas que possuem dimensões tão reduzidas que se situam na ordem dos nanômetros (um bilionésimo de metro). A técnica de encapsulamento em escala nanométrica é empregada para ampliar a estabilidade, proteção e eficácia de certas substâncias, tais como medicamentos, nutrientes, fragrâncias, óleos essenciais e outros. Isso possibilita a liberação controlada e direcionada dos compostos, aprimorando sua absorção, potência e estendendo sua duração. Tal técnica é utilizada em uma ampla gama de campos, incluindo medicina, cosmetologia e agricultura.
O preço do azeite vem assustando os brasileiros. Nas prateleiras dos mercados, tem sido comum encontrar garrafas sendo vendidas por R$ 40 ou R$ 50. E não há previsão de que a inflação do produto dê uma trégua tão cedo.
De janeiro até o dia 14 deste mês, o preço do azeite disparou 37,76%, segundo a prévia da inflação de dezembro, que é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A explicação para a forte alta, porém, está longe do Brasil. Isso porque os principais produtores de azeite estão na Europa, onde uma seca rigorosa reduziu a safra e pressionou a oferta no mercado internacional.
Mas a Guerra na Ucrânia também influenciou nessa conta ao pressionar custos de produção associados à produção agropecuária, incluindo as oliveiras, explica Felippe Serigati, pesquisador do FGV-Agro.
O Brasil é impactado por esse cenário porque é altamente dependente das importações, produzindo apenas 1% da demanda nacional.
Por causa de todos esses fatores, o país está tendo que gastar mais, mesmo comprando a menor quantidade de azeite dos últimos 6 anos.
Azeite vai continuar caro
Pelo menos por enquanto, o azeite deve continuar caro para o consumidor, afirmam economistas.
“O El Niño, que tem provocado essas temperaturas médias acima do normal, deve prosseguir ao longo do primeiro trimestre. A gente só deve ver alguma reversão apenas na virada do primeiro para o segundo semestre do ano que vem”, diz Serigati.
“Mas, ainda assim, nós estamos falando de uma cultura que é permanente. A oliveira não é que nem por exemplo o milho que, a cada safra, você planta o milho novo. Não é essa a situação, ou seja, aquela planta, aquela oliveira que foi machucada por um excesso de calor, por uma escassez hídrica, essa cicatriz ela carrega para o próximo ciclo”, conclui.
O governo federal enviou ao Congresso Nacional neste sábado (30) um projeto de lei prevendo a destinação de R$ 3,4 bilhões para estimular setores da economia a investirem em máquinas e equipamentos novos. O objetivo é promover a chamada “depreciação acelerada”, possibilitando que as empresas antecipem o abatimento do valor da aquisição do bem.
Pelo projeto, as empresas que investirem nesses equipamentos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2024 poderão realizar metade do abatimento nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) no primeiro ano e a outra metade no ano seguinte. Em condições normais, esses valores podem ser abatidos em até 25 anos, de acordo com a depreciação do bem.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os setores a serem beneficiados pelo programa serão definidos por decreto presidencial, após a tramitação do projeto no Congresso. Há previsão de lançar uma segunda etapa da iniciativa, abarcando outros setores. No entanto, a definição depende de previsão orçamentária.
“A depreciação acelerada promove uma síntese das principais dimensões de nosso projeto industrial, com investimentos em máquinas mais produtivas e com maior eficiência energética”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
A proposta faz parte de uma série de ações do governo na promoção da neoindustrialização, que, segundo Alckmin, “tem tudo a ver com aumento de produtividade e competitividade”. “E esse é um passo muito importante nessa direção”, completou.
Neste movimento, além do PL, o governo também editou uma medida provisória que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação — Mover. A iniciativa substitui o antigo Rota 2030 e traz os requisitos para comercialização e importação de novos veículos no Brasil, prevendo, ainda, incentivos fiscais voltados ao setor de mobilidade.
Chegamos ao ano novo! Neste primeiro dia de 2024, vamos falar das principais datas deste mês de janeiro. Além de ser o dia de réveillon, o 1º de janeiro é o Dia da Confraternização Universal (data escolhida pela ONU para celebrar a paz e a união entre as pessoas) e o Dia do Domínio Público.
A data, anualmente, é marcada pela inclusão de obras clássicas na categoria de “livre de direitos autorais”. No Brasil, isso acontece 70 anos após a morte do autor da obra (sempre contando o dia 1º de janeiro do ano seguinte ao falecimento). Em 2024, por exemplo, as obras de Graciliano Ramos (como Vidas Secas) entram em Domínio Público. Explicamos como funcionam as regras neste texto da Agência Brasil.
Já o dia 25 de janeiro é o aniversário de fundação da cidade de São Paulo. Neste dia, a capital paulista completa 470 anos. A cidade mais populosa do Brasil já rendeu uma edição do Repórter São Paulo, da TV Brasil, em 2022.
O mesmo dia também é marcado por um episódio triste na história do Brasil. O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), completa cinco anos. O aniversário da tragédia é uma oportunidade de falar sobre o processo de reparação às vitimas e também sobre como evitar que novas tragédias como esta ocorram. Em 2022 e 2023, a Agência Brasil fez conteúdos sobre o assunto.
Para fechar o mês, temos em 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans. A data, que busca sensibilizar a sociedade para a importância da inclusão e respeito às pessoas transgênero, já foi tema de um especial de 2015 do Portal EBC e reportagens da TV Brasil e Agência Brasil em 2023.
Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:
Janeiro de 2024
1
Nascimento do escritor estadunidense J.D. Sallinger (105 anos) – autor do clássico “O apanhador no campo de centeio”
Nascimento do atacante peruano Paolo Guerrero (40 anos) – foi atuante na LDU de Quito, com passagens pelo Flamengo e pelo Corinthians premiado como Bola de Bronze da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2012
Triunfo da Revolução Cubana (65 anos)
Lançamento da moeda Euro em forma não material – (25 anos) – nos primeiros três anos, foi uma moeda invisível, apenas utilizada para fins contabilísticos; as notas e moedas de euro entraram em circulação em 1 de janeiro de 2002
Início de circulação do Jornal Republicano “A Federação” no Rio Grande do Sul (140 anos)
Bill Hewlett e David Packard fundam a Hewlett-Packard (85 anos) – companhia de tecnologia da informação multinacional americana
Último incêndio do Mercado Modelo em Salvador (40 anos)
Dia da Confraternização Universal
Dia do Domínio Público
Nascimento do folclorista, compositor, multi-instrumentista e membro fundador do Instituto Histórico-Geográfico maranhense Fulgêncio Pinto (130 anos) – autor de Dr. Bruxelas e Cia, publicada em 1924, era também avô da cantora Flávia Bittencourt
2
Nascimento do piloto estadunidense Robby Gordon (55 anos) – correu em NASCAR, CART, IndyCar, Trans-Am, IMSA, IROC e Rali Dakar
Fundação da Federação Espírita Brasileira na cidade do Rio de Janeiro (140 anos)
3
Nascimento do piloto alemão Michael Schumacher (55 anos)
Nascimento do ator e diretor paulista Matheus Nachtergaele (55 anos)
Nascimento do rapper fluminense Alex Pereira Barbosa, o MV Bill (50 anos)
Morte da jornalista e política gaúcha Ivete Vargas (40 anos) – sobrinha-neta de Getúlio Vargas, foi uma das primeiras parlamentares brasileiras
Lançamento da sonda espacial norte-americana Mars Polar Lander (25 anos)
Primeira apresentação da ópera “Falstaff”, de Antonio Salieri, em Viena, na Áustria (225 anos)
4
Nascimento do educador e inventor francês Louis Braille (215 anos) – foi o criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome, Braille
Morte do cantor mineiro Nelson Ned (10 anos)
Nascimento da militante feminista, socióloga e professora paulista Heleieth Saffioti (90 anos) – expoente dos estudos sobre a condição feminina e a violência de gênero no Brasil
União Soviética lança no espaço a primeira nave com destino à Lua (65 anos) – foi a primeira a chegar perto (cerca de 6.000 km) da Lua com sucesso
Dia Mundial do Braille
Nascimento do poeta romântico fluminense Casimiro de Abreu (185 anos) – patrono da cadeira número seis da Academia Brasileira de Letras
Primeira transmissão do programa “Sala de Concerto”, na MEC FM (38 anos)
5
Nascimento do maestro paulista Roberto Tibiriçá (70 anos)
Morte do compositor e contrabaixista estadunidense Charles Mingus (45 anos) – considerado um dos grandes compositores da história do Jazz, é também conhecido pela alcunha de “The Angry Man of Jazz”, devido a seus ataques de raiva no palco. É também lembrado pelo seu ativismo contra a injustiça racial
Assinatura da lei, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, de mudança do nome do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro para Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Galeão Antônio Carlos Jobim (25 anos)
6
Morte do pianista francês Michel Petrucciani (25 anos) – considerado um brilhante pianista de jazz
Morte do biólogo botânico, monge agostiniano e meteorologista austríaco Gregor Johann Mendel (140 anos) – formulou e apresentou as leis que regem a transmissão dos caracteres hereditários , hoje chamadas “Leis de Mendel”
Início da circulação do periódico “O Clarim da Alvorada” (100 anos) – organizado em São Paulo por José Correia Leite e Jayme de Aguiar, foi um ícone da imprensa negra brasileira
Dia de Reis
Dia do Astrólogo
Lançamento do programa “Um milhão de melodias”, na Rádio Nacional (81 anos)
7
Morte do cantor e compositor fluminense Olivério Ferreira, o “Xangô da Mangueira” (15 anos)
Nascimento do compositor e pianista francês Francis Poulenc (125 anos) – membro do grupo “Les Six”, autor de obras que abarcam a maior parte dos gêneros musicais, incluindo canção, música de câmara, oratório, ópera, música para bailado e música orquestral
Início do reinado de Akihito, Imperador do Japão (35 anos)
Dia do Leitor
Dia da Liberdade de Culto
8
Morte do compositor e acordeonista paulista Ângelo Russo Reale (30 anos) – acordeonista bastante conceituado, tendo acompanhado diversos artistas. Gravou aproximadamente 300 músicas, de diversos gêneros, como valsa, maxixe, polca, tango, baião e toada
Dia Nacional do Fotógrafo
Lançamento da radionovela “Direito de Nascer”, na Rádio Nacional (73 anos)
9
Nascimento do guitarrista inglês Jimmy Page (80 anos) – fundador da banda Led Zeppelin
Nascimento da ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú (65 anos) – recebeu o prêmio Nobel da paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos, especialmente a favor dos povos indígenas
Morte do filósofo italiano Norberto Bobbio (20 anos) – teórico da Ciência e Filosofia Política
Nascimento do rabino português (também com nacionalidades americana e brasileira) Henry Sobel (80 anos) – notável porta-voz da comunidade judaica no Brasil, participou ativamente de atividades de defesa dos Direitos Humanos durante a Ditadura Militar
Dia do Astronauta – comemoração em homenagem à Missão Centenário. Realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no ano de 2006, a missão foi responsável pela viagem de Marcos Pontes, o primeiro brasileiro no espaço, para a Estação Espacial Internacional (EEI)
10
Nascimento do cantor e compositor fluminense Ferjalla Rizkalia, o Deo (110 anos)
Nascimento do compositor fluminense Lamartine Babo (120 anos) – autor dos hinos dos clubes do Rio e de várias marchinhas de sucesso
Nascimento do boxeador estadunidense George Foreman (75 anos) – duas vezes campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968
Nascimento do compositor e poeta fluminense Bernardo Vilhena (75 anos) – autor de vários sucessos do rock brasileiro
Criação do Parque Nacional do Iguaçu (85 anos)
Início da Festividade do Glorioso São Sebastião (Arquipélago do Marajó)
11
Morte do político e militar israelense Ariel Sharon (10 anos)
Nascimento da atriz brasiliense Patrícia Pillar (60 anos)
Morte do jornalista capixaba João Calmon (25 anos)
Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos
Dia Internacional do Obrigado
12
Nascimento do sertanista e indigenista paulista Orlando Villas-Bôas (110 anos)
Morte do jogador de futebol fluminense Albino Friaça Cardoso, o Friaça (15 anos) – centroavante autor do único gol brasileiro na final da Copa do Mundo de 1950
Nascimento do ator e humorista mexicano Carlos Villagrán (80 anos) – famoso por interpretar o personagem Quico no seriado “Chaves”
Nascimento do artista plástico paraibano João Câmara (80 anos) – foi premiado nacional e internacionalmente, admirado por críticos como Ferreira Gullar e Frederico Morais; já participou de dezenas de salões de arte, bienais e realizou diversas exposições individuais pelo país e no exterior; a maior parte da sua obra é composta de pinturas mas tem um trabalho significativo em litografia
Morte do compositor e pandeirista fluminense João Machado Guedes, o João da Baiana (50 anos) – um dos principais pioneiros do samba
13
Morte do historiador e militar fluminense Nelson Werneck Sodré (25 anos) – fundador do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) e cassado pela ditadura militar de 1964
Nascimento do político mineiro Aureliano Chaves (95 anos) – foi Vice-Presidente da República no governo João Figueiredo
14
Morte do compositor espanhol Joaquín Turina (75 anos) – um célebre compositor espanhol e destacado representante do nacionalismo musical na primeira metade do século XX
Morte do jornalista, poeta e ensaísta paulista Cassiano Ricardo (50 anos)
Nascimento do músico e compositor estadunidense Dave Grohl (55 anos)
Lançamento do Plano Verão (35 anos) – foi o terceiro choque econômico e a segunda reforma monetária do Governo Sarney. O mesmo foi elaborado sob a supervisão dos ministros Maílson da Nóbrega, João Batista de Abreu, Dorothea Werneck, Ronaldo Costa Conto. O Plano Verão teve a mesma concepção dos pacotes anti-inflacionários aplicados anteriormente no Brasil e em outros países, diferenciando-se destes apenas na extinção da correção monetária
Fim das obras da Ponte das Garças (50 anos) – primeira ponte a unir o Plano Piloto ao Lago Sul
Lançamento da nave soviética Soyuz 4 (55 anos) – nesta missão ocorreu o primeiro acoplamento do programa espacial soviético (entre as naves Soyuz 4 e Soyuz 5). As naves permaneceram durante 4 horas e 35 minutos acopladas
15
Morte da ativista, filósofa e revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo (105 anos)
Nascimento do pastor e ativista político estadunidense Martin Luther King (95 anos)
Primeiro enterro no Cemitério Campo da Esperança após a morte do engenheiro Bernardo Sayão (60 anos)
16
Morte do pintor, designer, gravador, figurinista e professor paulista Aldo Bonadei (50 anos)
Morte do compositor e cantor baiano Waldeck Artur Macedo, o Gordurinha (55 anos) – em 1957, apresentou na Rádio Nacional o programa “Varandão da casa grande”
Morte do advogado, político paulista Francisco de Paula Rodrigues Alves (105 anos) – Presidente do Brasil entre 1902 e 1906
Início da circulação do Cruzado Novo como unidade do sistema monetário brasileiro (35 anos)
Inaugurado o Complexo Penitenciário da Papuda (45 anos)
Morte do professor e político Luís Inácio Romeiro de Anhaia Melo (50 anos) – ex-prefeito e fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
17
Nascimento da escritora e advogada estadunidense Michelle Obama (60 anos)
Nascimento do gangster ítalo-americano Al Capone (125 anos)
Nascimento do DJ, remixer e produtor musical holandês Tiësto (55 anos) – ganhou um Grammy em 2014 e foi coroado como o “Melhor Dj do mundo”
18
Nascimento da artista plástica e arte-educadora gaúcha Regina Silveira (85 anos)
Nascimento do comediante mineiro Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias dos Trapalhões (90 anos)
Nascimento da cantora fluminense Helena Costa, a Heleninha Costa (100 anos) – em 1947, a convite de César Ladeira, começou a trabalhar na Rádio Nacional, participando do programa “Música do coração”, considerado um dos melhores musicais noturnos da emissora
Início da Conferência de Paz de Paris (105 anos) – que culminou na assinatura do Tratado de Versalhes, que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial
19
Nascimento do pintor pós-impressionista francês Paul Cézanne (185 anos)
20
Morte do escritor, tradutor e dramaturgo mineiro Aníbal Machado (60 anos) – fundador do grupo teatral “O Tablado”, participou do movimento Modernista e presidiu a Associação Brasileira de Escritores
Morte do ator e nadador romeno Johnny Weissmuller (40 anos) – famoso por interpretar o personagem Tarzan nos cinemas e estrelar a série televisiva Jim das Selvas, além de ser medalhista e recordista olímpico de natação
Nascimento da cantora fluminense Gracinha Leporace (75 anos) – integrou o Grupo Manifesto e Bossa Rio, atuando juntamente com Sérgio Mendes em turnês internacionais
Nascimento da atriz e humorista fluminense Márcia Cabrita (60 anos)
Dia Nacional da Parteira Tradicional
Dia Mundial do Queijo
Dia de São Sebastião
21
Morte do político russo Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido como Lenin (100 anos)
Morte do cineasta estadunidense Cecil B. De Mille (65 anos) – um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e autor de clássicos como Cleópatra, Os dez mandamentos e O maior espetáculo da Terra
Nascimento do músico, ator e apresentador paulista Paulo Miklos (65 anos) – ex-vocalista da banda de rock Titãs
Morte do cantor e pianista estadunidense Charles Brown (25 anos)
Nascimento da atriz, artista plástica, cantora e vedete fluminense Dorinha Duval (95 anos)
Primeira descoberta de petróleo no Brasil (85 anos) – em um dos poços perfurados na região de Lobato, na Bahia
Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Estreia do programa Dalila na Quadra, na Rádio Nacional AM RJ (12 anos)
22
Nascimento da cantora paulista Luciana Mello (45 anos)
Nascimento do músico estadunidense J.J. Johnson (100 anos) – trombonista de jazz
Lançamento do programa “Blim Blem Blom”, na Rádio MEC (13 anos) – criado e produzido por Tim Rescala, com a intenção de apresentar a música clássica, seus compositores e elementos ao público infantil
23
Morte do pintor surrealista catalão Salvador Dali (35 anos)
Morte do pintor expressionista norueguês Edvard Munch (80 anos)
Nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo e político maranhense Viriato Correia (140 anos) – autor de extensa obra, foi membro da Academia Brasileira de Letras
Nascimento do jogador de futebol holandês Arjen Robben (40 anos) – recebeu o prêmio Bola de Bronze na Copa do Mundo de 2014
Nascimento do Jornalista, escritor, historiógrafo, dramaturgo e político maranhense Viriato Correia (140 anos) – Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho foi também professor de História do Teatro na Escola Dramátia do Rio de Janeiro, deputado estadual e federal pelo Maranhão e membro das academias brasileira e maranhense de letras
24
Morte do jogador de futebol fluminense Leônidas da Silva (20 anos) – conhecido como Diamante Negro e popularizador da ‘bicicleta’ no futebol
Morte do religioso, orador e poeta luso-brasileiro Frei Santa Rita Durão (240 anos) – seu poema épico Caramuru é a primeira obra narrativa escrita a ter, como tema, o habitante nativo do Brasil
Nascimento do político, tradutor, poeta e publicista maranhense Manuel Odorico Mendes (225 anos) – mais conhecido por ser autor das primeiras traduções integrais para português das obras de Virgílio e Homero, foi também precursor da moderna tradução criativa
Apple Computer lança nos Estados Unidos o computador pessoal Macintosh (40 anos)
Sismo mais mortal na história chilena atinge Chillán, matando cerca de 30 mil pessoas (85 anos)
Dia da Previdência Social – a data é uma homenagem à publicação da Lei Eloy Chaves, em 24 de janeiro de 1923, que instituía a base do sistema previdenciário brasileiro, por meio da criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões para os empregados das empresas ferroviárias
25
Nascimento do cantor e compositor pernambucano Petrúcio Amorim (85 anos)
Morte do harpista e compositor inglês Elias Parish Alvars (175 anos)
Nascimento do musicólogo, professor, historiador e violonista cearense Mozart de Araújo (120 anos) – ocupou diversos cargos públicos ligados à música, como por exemplo o de diretor da Rádio MEC, local onde foi um dos responsáveis pela criação da Orquestra Sinfônica Nacional
Cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos de Inverno em Chamonix, na França (100 anos)
Dia do Carteiro – a data resgata a memória da criação em 25 de janeiro de 1663 do Correio-Mor no Brasil, cujo primeiro titular foi Luiz Gomes da Matta Neto, que já era o Correio-Mor do Reino, em Portugal
Dia da Bossa Nova
Inauguração da Catedral da Sé com torres inacabadas no aniversário de 400 anos de São Paulo (70 anos)
Comício com 300 mil pessoas na Praça da Sé pelas Diretas Já (40 anos)
Fundação da cidade de São Paulo (470 anos)
Decreto de criação da Universidade de São Paulo – USP (90 anos)
Rompimento da Barragem de Brumadinho (5 anos) – o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo maior desastre industrial do século; foi um dos maiores desastres ambientais da mineração do país, depois do rompimento de barragem em Mariana
26
Nascimento da professora e filósofa estadunidense Angela Davis (80 anos) – alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos; e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história dos Estados Unidos
Morte do compositor e instrumentista baiano Clodoaldo Brito, o Codó (40 anos)
Morte do ator paulista Renato Consorte (15 anos)
Nascimento da atriz e dubladora fluminense Miriam Ficher (60 anos)
Nascimento do cantor, compositor, escritor e jornalista paraibano Francisco César Gonçalves, o Chico César (60 anos)
Morte do escritor mexicano José Emílio Pacheco (10 anos)
Holandeses se rendem no Recife (370 anos) – Insurreição Pernambucana
27
Nascimento do cantor e compositor fluminense Marcos Sabino (65 anos)
Nascimento do cantor, compositor, produtor musical e violonista alagoano Djavan Caetano Viana (75 anos)
Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Dia Internacional do Conservador Restaurador
28
Morte do tecladista estadunidense Billy Powell (15 anos) – integrante da banda de southern rock Lynyrd Skynyrd
Fundação da Confederação Nacional do Transporte (70 anos)
Ocorre a Chacina de Unaí (20 anos) – quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados na região, durante uma fiscalização de trabalho escravo em fazendas
Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo – a data relembra a chacina cometida em Unaí – MG da equipe de auditores que estava indo investigar uma denúncia de trabalho escravo numa fazenda local
Dia Internacional da Privacidade de Dados
Dia Mundial dos Corais da Amazônia
29
Nascimento da apresentadora estadunidense Oprah Winfrey (70 anos) – vencedora de múltiplos prêmios Emmy por seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana
Nascimento do compositor fluminense Roberto Martins (115 anos)
Morte do esportista paraense Hélio Gracie (15 anos) – foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo de arte marcial brasileira conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu
Dia da Visibilidade Trans
30
Nascimento do compositor e pianista mineiro Waldir Calmon Gomes (105 anos)
Morte do empresário paulista João Augusto Conrado do Amaral Gurgel (15 anos) – idealizador do primeiro e até hoje, único carro genuinamente brasileiro: o Gurgel BR-800
O Boeing 707-323C cargueiro da Varig desaparece sobre o oceano Pacífico 30 minutos depois de decolar de Tóquio (45 anos) – o voo transportava, entre outros itens, quadros do pintor Manabu Mabe; é conhecido por ser um dos maiores mistérios da história da aviação
Dia do Quadrinho Nacional
Dia da Saudade
Início da primeira linha de bondes puxados por tração animal do Largo do Rocio (atual Praça Tiradentes) até a Usina (início do Alto da Boa Vista (165 anos)
31
Morte do sambista fluminense Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela (75 anos) – durante as tentativas de aproximação dos Estados Unidos com os seus vizinhos da América do Sul, Paulo da Portela foi escolhido para ser o modelo da criação do personagem Zé Carioca, bem como para representar o samba no exterior. Foi homenageado junto com Natal (figura de presidente lendário da escola) e Clara Nunes pela GRES Portela no ano de 1984, no enredo “Contos de Areia”, que deu o 21º campeonato do Carnaval do Rio de Janeiro à escola
Nascimento do jogador de beisebol estadunidense Jackie Robinson (105 anos) – primeiro jogador afro-americano da Major League Baseball na era moderna
Quem está contando os anos ou dias para se aposentar deve levar em conta como as novas regras aprovadas pela Reforma da Previdência causam efeitos em 2024.
São as regras de transição que valem para quem já trabalhava antes de 13 de novembro de 2019 e contribui com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As contas que o trabalhador deve fazer para se aposentar são atualizadas todos os anos, conforme prevê a reforma.
Uma das possibilidades é se aposentar pelo sistema dos pontos.
Para saber quantos pontos o trabalhador contabiliza, é necessário somar a idade com o tempo de contribuição. Em 2024, para as mulheres, são necessários 91 pontos (com pelo menos 30 anos de contribuição). Para os homens, 101 pontos (com 35 anos no sistema do INSS).
Os tempos mínimos no sistema do INSS não se alteram.
Esses números sobem ano a ano. Em 2025, por exemplo, a somatória desses pontos será 92 para mulheres e 102 para homens. Essa regra de transição vai até 2035, quando mulheres precisarão somar 102 e homens, 105.
Outra possibilidade de aposentadoria seria pela idade mínima (para quem não tem os pontos, mas possui o tempo de contribuição necessário).
A partir do ano que vem, são 58 anos e 6 meses de idade para mulheres e 63 anos e 6 meses para homens.
Essas idades vão aumentando seis meses a cada ano. Para a mulher, chega a 62 anos de idade em 2031, enquanto que, para o homem, aos 65 anos, a partir de 2027.
Pedágio
Existem ainda as regras de transição “do pedágio”, que não mudam no ano que vem. Elas atendem às pessoas que estavam próximas de se aposentar. No pedágio de 50%, a pessoa estaria a dois anos da aposentadoria.
Nesse caso, mulheres precisariam ter pelo menos 28 anos de contribuição e homens, 33. Prevê a regra que a pessoa precisaria trabalhar por mais metade do tempo que faltava para se aposentar. Se faltasse dois anos para aposentadoria, a pessoa deveria trabalhar três.
No caso de pedágio de 100%, homens necessitariam ter 60 anos de idade, e mulheres, 57. Faltando dois anos para se aposentar, por exemplo, os trabalhadores teriam que ficar mais quatro anos no serviço.
Após passar por cirurgia cardíaca, Rudimar Chaves Neves precisa com urgência do implante de um desfibrilador interno. (Foto cedida pela família)
Vilson Nascimento
Uma família de Coronel Sapucaia está buscando, com urgência, apoio da comunidade local e da população em geral para salvar a vida de Rudimar Chaves Neves.
Internado na UTI, em Dourados, após ser submetido a uma cirurgia do coração ele passou a apresentar arritmia cardíaca e precisa com urgência da implantação de um desfibrilador cardíaco interno para garantir sua sobrevivência e a retomada a sua vida normal.
Acontece que o aparelho, que custa aproximadamente R$ 47 mil, não é disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e a família não dispõe de recursos financeiros para a aquisição.
A doação de qualquer valor em prol a vida de Rudimar Chaves pode ser feita através do Pix 028.362.609-71 em nome de Rudimar Chaves Neves.
Maiores informações sobre outras formas de ajudar e sobre Rudimar podem ser obtidas com sua esposa, a Karine, por meio do celular/WhatsApp (67) 99321-3723.
A modalidade é oferecida a quem não pagou por completo a fatura. Porém, no boleto seguinte, a dívida é acrescida justamente por esse juro do rotativo.
A pressão por uma imposição do governo acontece desde o começo do ano. Isso porque, segundo dados do Banco Central, a média dos juros do rotativo cobrados costuma superar o nível de 400% ao ano.
A regulamentação do Banco Central e do CMN, divulgada no último dia 21, segue o texto que disciplina a adoção e aplicação de medidas trazidas pela Lei nº 14.690/2023, a que implementou o Desenrola, o programa de renegociação de dívidas do governo federal.
Na prática, se um consumidor deixar de pagar R$ 100 da fatura do cartão de crédito de janeiro, em fevereiro ele terá de arcar com um total de no máximo R$ 105,95.
No entanto, especialistas alertam para o fato de que “nada em economia é simples”, e uma “canetada”, como a do CMN, pode trazer efeitos colaterais ou não alcançar seu objetivo. Uma possível consequência seria os bancos reduzirem a oferta de cartão de crédito.
As entidades financeiras consultadas pelo R7, em sua maioria, veem a decisão com cautela. A ACSP (Associação Comercial de São Paulo), por exemplo, se opõe a “tabelamentos de qualquer espécie”.
Porém, “ainda não teve a oportunidade de examinar detalhadamente o conteúdo divulgado com seus parceiros, portanto, não está em posição de fazer manifestações específicas sobre o tema”.
Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que representa as maiores instituições financeiras do país, “os juros se manterão ainda em patamar elevado, prejudicando o comércio e aqueles que mais precisam de crédito para consumir”.
“A Febraban reforça sua posição de que as causas dos elevados juros do rotativo não foram estruturalmente solucionadas, o que impacta diretamente os consumidores que precisam dessa linha de crédito”, disse a entidade à reportagem.
Por sua vez, Rodrigo Saraiva, diretor do Instituto Mises Brasil, acredita que se trata de “uma intervenção completamente equivocada na economia”.
“Os juros já vêm baixando com uma razão muito clara: há mais oferta bancária do que havia no passado. Isso tem baixado os juros naturalmente, mas óbvio, como sempre, queremos uma solução mágica para resolver um problema histórico.”
Ele até argumenta que o consumidor pode se beneficiar em um primeiro momento. Porém, por ser uma medida de “controle de preços”, ela “pode restringir a oferta de cartão de crédito no médio-prazo”.
Já Marcos Milan, professor da FIA Business School, acredita que o rotativo em nível superior a 400% ao ano é “uma verdadeira ofensa a uma população tão carente de recursos e conhecimento”.
“Algumas instituições chegando a cobrar mais de 1.000% ao ano. Todas essas mudanças devem ser vistas com bons olhos pelo consumidor. Se por um lado há o medo de não conseguir aquele aumento de limite no cartão de crédito de forma quase imediata, do outro lado existe uma grande oportunidade para aumentar a educação financeira do brasileiro”, escreveu ele.
O mundo está diferente. Estamos todos sentindo na pele os efeitos das mudanças climáticas extremas como as ondas de calor intensas, fortes chuvas, alagamentos, queimadas e incêndios incontroláveis. Os efeitos do aquecimento global geram impactos profundos em diversos setores, principalmente no agrícola, causando prejuízos bilionários e impondo novos desafios na economia e segurança alimentar em nosso planeta.
Atualmente, a população mundial é de aproximadamente 8 bilhões de pessoas. E o Brasil, como uma das principais potências do setor agropecuário, é um dos grandes responsáveis pela exportação de diversos alimentos. “O Brasil é o maior produtor mundial de café, de açúcar e suco de laranja, o segundo maior produtor de carne de frango e bovina, e o terceiro maior produtor mundial de milho. Nós temos um papel importantíssimo na produção de alimentos no mundo, se não fosse a eficiência do Brasil, eles seriam muito mais caros, principalmente para os países pobres”, relata André Bruzzi, gerente nacional de negócios do Rehagro.
Porém, com o clima irregular, toda a cadeia produtiva é afetada. Segundo Renato Buranello, vice-presidente da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e presidente do IBDA (Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio), “O agronegócio é um conjunto de atividades econômicas antes da porteira, dentro da porteira e após a porteira. Nós estamos falando de fornecimento de insumos, da produção propriamente dita, processamento, industrialização e logística de distribuição para mercado interno e internacional de alimentos. E o que liga cada uma dessa etapas é o crédito e o risco. E é aí que entra o seguro. O agro é uma indústria a céu aberto. Então o instrumento de seguro tem a função de gestão, de governança, é fundamental.”
Apesar do cenário ser preocupante, o setor de seguros tem evoluído muito para atender às diferentes necessidades dos produtores, onde são levados em conta o tamanho da fazenda, a produtividade, características de solo, região e os impactos climáticos, para personalizar cada vez mais a oferta, mantendo o padrão.
Segundo Afonso Arinos, head comercial de agronegócio da Mapfre, “Nós como seguradoras temos que garantir o todo e a continuidade do negócio. Hoje, as seguradoras conseguem personalizar cada vez mais as ofertas. Tem um padrão que atende boa parte, mas as exceções são atendidas prontamente. E o mais importante é que, grandes seguradoras como a Mapfre, conseguem manter a abrangência nacional de atendimento, inclusive onde tem alto risco.”
Mirando lá na frente, de olho no futuro, o seguro rural tem muito a crescer por ser uma ferramenta extremamente relevante, que traz segurança para o produtor, para o mercado de trabalho e, principalmente, para a segurança alimentar no Brasil e no mundo.
Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA (confederação da agricultura e pecuária do brasil) elenca três pontos essenciais para o desenvolvimento do mercado de seguro rural, “o primeiro ponto é tratar seguro como política de estado, o segundo é aprimorar a parte regulatória e o terceiro é utilizar tecnologia para converter informação em dados, visando a previsibilidade setorial, que pode contribuir com o desenvolvimento de novos modelos e produtos de seguro, bem como permitir uma maior precificação e indexação dos produtos já existentes, objetivando redução de custos e sustentabilidade do mercado de seguro.”
Bom Despacho (MG): feito na lotérica Campeão de Bom Despacho
Redenção (PA): feito na Lotérica Redenção
Ipira (SC): feito na Lotérica Heberle
Ferraz de Vasconcelos (SP): feito em canais eletrônicos
Cada uma das apostas terá direito a cerca de R$ 117,8 milhões.
Onde foi feito o bolão?
O bolão premiado é da capital baiana. Ele possuía seis cotas, cada uma com direito a R$ 19.629.700,70.
Em Salvador, não foi feita uma aposta simples, mas uma com sete números.
Quina e quadra
1.996 apostas acertaram 5 dezenas, com direito a R$ 70.083,58.
164.379 bilhetes cravaram 4 acertos e receberão R$ 1.215,71 cada.
A Caixa arrecadou mais de R$ 2,4 bilhões com as apostas.
O próximo sorteio da Mega-Sena será na quinta-feira (4), com prêmio estimado em R$ 3 milhões.
Recorde
O prêmio da Mega da Virada de 2023 supera a quantia de R$ 541,9 milhões, do concurso de 2022, e se estabelece como o maior prêmio de loterias no Brasil.
Como resgatar o prêmio
Caso a pessoa seja premiada, é necessário se dirigir a qualquer casa lotérica credenciada ou agências da Caixa. Caso a aposta tenha sido feita pelo canal digital da Caixa, é possível resgatar o prêmio pela internet.
Se o valor bruto for superior a R$ 2.112, o saque é feito apenas em agências da Caixa, com comprovante de identidade original com CPF e recibo da aposta premiado.
Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
O salário mínimo de R$ 1.412 entra em vigor nesta segunda-feira (1º). O novo valor representa um aumento de 6,97%, ou R$ 92, em relação ao piso de 2023, de R$ 1.320. O reajuste do piso nacional é repassado também para as aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e BCP (Benefício da Prestação Continuada), entre outros.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), um quarto da população do país, o equivalente a 54 milhões de pessoas, é impactado pelo mínimo.
O aumento segue a nova regra de valorização, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em agosto. A fórmula leva em consideração dois fatores: o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022, que cresceu 3%, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acumulado por 12 meses até novembro, que fechou em 3,85%.
Com essa regra, o governo busca preservar o poder aquisitivo do salário mínimo e, em caso de crescimento da economia, aumentá-lo. Sem a nova política de valorização, o salário mínimo teria que ser reajustado somente pela inflação, de acordo com a Constituição Federal. Isso daria um valor de cerca de R$ 1.370.
A proposta retoma os critérios vigentes entre 2007 e 2019. Nos anos do governo Bolsonaro, o ganho real deixou de ser repassado ao piso.
A Constituição determina que a remuneração mínima paga aos trabalhadores deve garantir a manutenção do poder de compra das famílias. O repasse apenas do INPC no cálculo do novo valor do piso nacional não repõe as perdas decorrentes da inflação, principalmente para a população mais carente.
Entre 2015 e 2019, o salário mínimo foi calculado, por lei, com base na expectativa para o INPC do ano e na taxa de crescimento real do PIB — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes. A determinação buscava garantir uma reposição real da renda dos profissionais remunerados com o mínimo.
De 2019 a 2022, o piso salarial passou a ser corrigido apenas pelo INPC, a fim de preservar o poder de compra do mínimo. A decisão, no entanto, não traz ganho real à remuneração dos profissionais. Estimativas do governo mostram que cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas públicas em R$ 351,1 milhões. O mínimo voltou a ter aumento real em 2023.
O Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário baseado no custo da cesta básica. Em novembro de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 6.294,71.
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.
O Pix mais uma vez se manteve muito utilizado pela população brasileira neste 2023. Para o ano que vem, o BC (Banco Central) tem data prevista em 28 de outubro para lançar o Pix Automático.
A nova ferramenta servirá para efetuar, pelo Pix, pagamentos recorrentes. Por exemplo, a mensalidade escolar de crianças ou a conta de luz. A partir de uma autorização prévia do usuário, o valor será retirado da conta sem exigir uma autenticação a cada operação.
Ou seja, será semelhante ao débito automático. Só que, em vez de o valor ser incluído na fatura do cartão de crédito, ele será pago diretamente por meio do método de transferências instantâneas. Portanto, pelo Pix Automático o consumidor não dependerá do limite estabelecido pela instituição financeira.
Esse tipo de pagamento já pode ser feito pelo débito automático, mas, na avaliação do Banco Central, o Pix Automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas. Hoje, para que uma empresa ofereça a possibilidade de pagamento por débito automático, precisa ter convênio com cada instituição financeira que permita isso.
Com o Pix Automático, a corporação não precisará ter contrato com cada órgão financeiro. Basta fazer um único acordo com um banco que esteja oferecendo essa modalidade.
Ainda, diferentemente do Pix Agendado recorrente, o Pix Automático só poderá ser enviado para pessoas jurídicas. Então, a ideia é mesmo que ele seja utilizado para, por exemplo, pagamento por prestação de serviço.
De acordo com o cronograma do BC, os sistemas do Pix Automático serão desenvolvidos entre janeiro e agosto de 2024. De agosto a setembro, a autarquia testará a ferramenta, para ser lançada em outubro.
“Os participantes que não forem aprovados nos testes homologatórios e não disponibilizarem o Pix Automático a seus usuários no lançamento do serviço, a ocorrer em 28 de outubro de 2024, serão multados por dia de atraso na oferta (limitado a 60 dias)”, anunciou a autarquia.
Entre as regras gerais de funcionamento dessa nova modalidade estarão:
• a especificação de jornadas para autorização prévia; • normas para o cancelamento da autorização; • regras para a rejeição e para a liquidação da transação; • funcionalidades a ser disponibilizadas ao usuário pagador e ao usuário recebedor; • regras de devolução e responsabilização em caso de erro; • limite diário para as transações relacionadas ao produto, entre outras.
Três anos de sucesso
Em 2023, o Pix completou três anos de existência. Desde então, até o dia 31 de outubro, a criação do BC (Banco Central) movimentou R$ 29,7 trilhões em 66,5 bilhões de transações, de acordo com a autoridade monetária, e se consolidou como a forma de pagamento mais utilizada pelo brasileiro — isso representa uma média de R$ 27,5 milhões movimentados por dia.
As operações, que antes levavam horas ou mais de um dia, acontecem em segundos. De acordo com Rogério Antônio Lucca, chefe do departamento de operações bancárias e de sistema de pagamentos, mais de 150 milhões de transações são registradas por dia, e 99% delas são liquidadas em menos de um segundo.
“Tem sido muito efetivo esse trabalho nosso de fazer o sistema funcionar 24 horas por sete dias da semana, com a manutenção e a atualização sem parar”, afirmou Lucca durante live do Banco Central sobre os três anos do Pix. “A gente mede a disponibilidade do sistema numa janela de três meses e, nos últimos três meses, o Pix está em 100% de funcionamento, não houve paralisação”, acrescentou.
Para Angelo José Mont Alverne Duarte, chefe do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do BC, o Pix foi o sistema de pagamento instantâneo que teve a curva de adesão mais rápida do mundo. “Todo mês, pelo menos 110 milhões de brasileiros usam o Pix, o que representa quase 60% da população”, afirmou Duarte, em live.
Antes e depois
No ano passado, a tecnologia teve mais de 24 bilhões de transações e superou cartão de débito, boleto, TED, DOC e cheques somados. O levantamento é da Febrabran (Federação Brasileira de Bancos), feito com base em dados do BC e da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
“É até difícil achar quem lembre como era a vida antes do Pix, três anos atrás. Hoje, todo mundo faz um Pix para pagar qualquer coisa, transacionar dinheiro rapidinho. Antes disso, não havia, mas as pessoas até já se esqueceram de tanto que a ferramenta faz parte da nossa vida”, disse Gustavo Igreja, jornalista e servidor do Banco Central, em transmissão da autarquia. Também em 2022, o Pix foi o segundo método de pagamento instantâneo mais usado no mundo, segundo estudo de uma parceria da ACI Worldwide com a GlobalData.
A ferramenta do BC só ficou atrás do sistema da Índia. Vale lembrar que o país asiático é o mais populoso do mundo, com 1,428 bilhão de habitantes, de acordo com estimativa da ONU (Organização das Nações Unidas).
Por sua vez, o Brasil tem 203 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Futuro do Pix
Além do Pix Automático, o Banco Central tem outras projeções para os próximos anos em relação à ferramenta no futuro. Uma das expectativas é que o instrumento funcione sem internet.
“Desde seu lançamento, o Pix possui uma agenda evolutiva definida. A priorização dessa agenda passa pela avaliação dos potenciais benefícios e impactos, o esforço necessário e as condições de alocação de recursos”, declarou Sérgio Nery, do Departamento de Comunicação da autarquia, à reportagem.
Nesse contexto, outras possibilidades, na visão do BC são o uso por aproximação e os depósitos internacionais.
Mulheres que empreendem estão mais sobrecarregadas, acumulando as tarefas de gestão e as domésticas, e por isso encontram mais dificuldades para se dedicar aos seus negócios. A conclusão é da pesquisa “Mulheres empreendedoras: contexto de atuação” realizada pela startup Olhi, em 2023.O estudo deste ano revelou que 54,9% das entrevistadas conciliam funções domésticas com o trabalho de empreendedora, em sua maioria dedicando mais de oito horas ao negócio por dia, e mais de duas a quatro horas com as tarefas do lar.Ter seu próprio negócio ou pensar em tê-lo faz parte da vida da população brasileira, segundo relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe).São 93 milhões de brasileiros entre 18 e 64 anos que já possuem seus empreendimentos ou são potenciais empreendedores. Do total, 34,4% são mulheres – marca histórica no pós-pandemia.Porém, a experiência de empreender pelo público feminino é diferente.
Segundo Stefanie Schmitt, CEO da Olhi, tradicionalmente as mulheres são responsabilizadas pelo cuidado não remunerado, e elas já são responsáveis da renda de quase metade dos lares brasileiros.“É um cenário preocupante, se não desolador”, aponta.Esse é um dos principais fatores que afetam o desempenho de seus empreendimentos, segundo elas. Ana Flávia Silva, consultora do Sebrae-SP e gestora estadual do Sebrae Delas, explica que a mulher busca empreender por necessidade de prover renda para a família, além da flexibilidade para dedicar cuidado aos afazeres domésticos.“Em virtude disso, elas dedicam menos tempo aos seus negócios”, diz.A consultora analisa que, em contrapartida, os homens entram por oportunidade e conseguem dedicar mais tempo aos empreendimentos, e por isso os negócios liderados pelo público masculino são mais sólidos e faturam mais.
Acesso a capital: créditos, linhas de inovação e outros recursos financeirosRede de apoio: não somente vagas de creche, por exemplo, mas também horários mais flexíveis, já que a realidade da mulher empreendedora é de flexibilização do horário e outras particularidades. Especialmente para aquelas que se encontram em vulnerabilidade social.Acesso a ambientes de inovação: programas de inovação e linhas de fomento que ajudem a incluir tecnologia nos negócios.Acesso a mercado: programas que possibilitem a venda de serviços e produtos oferecidos pelas mulheres empreendedoras, a exemplo das compras inclusivas, programas de empresas privadas ou do governo que adquirem parcela de pequenos negócios liderados por mulheres.
O acesso à tecnologia é um dos pontos cruciais que Ana aponta para o enfrentamento às dificuldades que as mulheres vivenciam ao empreender. Ela afirma que o número de mulheres na liderança já é pequeno, mas se colocamos o filtro e “tentamos pesquisar co-fundadoras de startups unicórnios – startups que faturaram mais de um bilhão – o número diminui absurdamente”.
Perfil das mulheres empreendedoras
As mulheres que empreendem são em sua maioria brancas, entre a faixa dos 35 a 44 anos e 51,5% delas possui pós-graduação, segundo a pesquisa da Olhi com 235 respondentes. Ter independência profissional foi o que fez 60,4% delas começarem a empreender, sendo que 30,6% o fez para conseguir conciliar trabalho e maternidade.De acordo com Ana Flávia, do Sebrae-SP, muitas mulheres também fundam seus negócios por necessidade de prover renda. Pouco mais de 20% cada responderam que o que as motivou foi sustentar a casa/família e complementar a renda.Esses diversos motivos e preocupações, que se somam à acumulação de tarefas, faz com que 62,2% das empreendedoras sintam exaustão e cansaço.Segundo a especialista, as empreendedoras ainda se sentem sobrecarregadas e ansiosas ao perceberem não ser possível dar conta de tudo.“A gente tem essa cultura de falar que mulher é multifacetada, mas ela tem limites”, pontua.Mais da metade foram diagnosticadas com algum transtorno mental, entre ansiedade, depressão, transtorno alimentar e síndrome do pânico.Para 74,5% do público feminino, a saúde mental também é um dos fatores que afeta sua performance, além de comprometer as atividades de cuidado com familiares ou pessoas do convívio.
Dicas de mulheres empreendedoras em destaqueKarine dos Santos Oliveira
Os segmentos em que as mulheres empreendem, em sua maioria, são aqueles mais próximos às atividades que exercem no dia a dia ou estão mais habituadas. Por isso, 13,2% se dedicam a áreas de contabilidade, finanças e marketing.A CNN ouviu diversas mulheres, suas histórias e principalmente, como empreenderam em um ambiente tão desafiador.
Divulgação/Wakanda Educação
Karine dos Santos Oliveira, fundadora do Wakanda Educação e destaque do programa Shark Tank, começou no caminho do empreendedorismo para atender outros empreendedores da sua região, no bairro Engenho Velho, em Salvador, que têm seus negócios como único meio de subsistência e não porque enxergaram uma oportunidade, como trançistas, cabeleireiras, barbeiros, vendedores de marmitas, revendedoras de revistas e ambulantes.Ela ressalta que a maioria desse tipo de empreendedores – por necessidade – são pessoas negras que não faturam tanto assim. Por isso, viu a necessidade de criar um ambiente de apoio, que simplificasse a linguagem e fosse mais acessível a esses empreendimentos.Contudo, enfrentou diversas dificuldades nos primeiros anos devido à falta de investimentos, a comentários de descrédito por ser uma mulher negra, jovem e periférica e à falta de representatividade no seu meio.“Para além de ser uma startup liderada por uma mulher, que estava querendo ir na contramão em vez de complicar a linguagem, eu ainda estava geograficamente no nordeste”, comenta Karine, sendo a concentração dos investimentos e dinheiro no eixo sul-sudeste como mais uma dificuldade nesse processo.Ouvir e caminhar ao lado de outras mulheres como ela foi o que mais a ajudou, afirma.“Quando você vai começar a empreender (…) você se sente só, porque você tem que ser uma boa esposa, uma boa filha, uma boa aluna e uma boa empresária Então, essa sobrecarga, é manejada sozinha, mesmo que rodeada por uma equipe”, diz.
Marília Lima
Arquivo pessoal/Marília Lima/Cenoradas
O segundo segmentos que elas dominam é de alimentos, com 12,8% do público feminino.Marília Fontes é fundadora do Cenoradas, loja especializada em bolo de cenoura, e iniciou em um contexto bastante desafiador: a pandemia. Tudo começou quando enviou um bolo de cenoura a uma amiga, publicou nas redes e acabou se transformando de forma muito rápida em pedidos constantes para experimentar o seu produto.O que começou em casa, hoje escalou para quatro lojas e uma fábrica, além de mais de R$ 1 milhão em vendas entre janeiro e março de 2023. O negócio foi uma alternativa à demissão de uma agência de publicidade que trabalhava.Como empreendedora, Marília conta que teve que renunciar a muitas coisas e usar seu dinheiro guardado.“Cada dia é um dia, parece uma montanha-russa, me sinto sobrecarregada várias vezes porque tem decisões difíceis que tenho que tomar”.O que mais lhe chama atenção é a rede de delivery, já que usa seus conhecimentos de marketing para criar uma conexão com seu público através das embalagens e da experiência do unboxing que chega nas casas.Marília conta que o que a ajudou no processo mais burocrático do negócio, que pode ser uma grande dificuldade para muitas, foi pesquisar bastante na internet. Além de que o mais importante, segundo ela, é acreditar no processo.“Você tem que acreditar no seu trabalho, não ouvir muito a opinião dos outros porque pode ser algo ruim e ouvir pessoas com negócios parecidos”.
Lela Brandão
Divulgação/Lela Brandão
Com 11,5%, outro setor que as mulheres empreendedoras também estão presentes é o da moda.A artista e empreendedora Lela Brandão, criou uma loja de roupas confortáveis, a Lela Brandão Co., e possui o podcast “Gostosas também choram”, disponível no Spotify.Ela começou como muralista, criando uma comunidade sólida nas suas redes sociais e assim entrando no universo da comunicação. A partir disso, ela viu a oportunidade e decidiu abrir um empreendimento que sanasse as suas necessidades e do seu público de mulheres em relação à indústria da moda: roupas confortáveis que também fossem bonitas.Hoje, como estilista e diretora de marketing da marca, conta que muitas vezes é difícil ser levada a sério, já que ela empreende ao lado do seu sócio e noivo, além de outros amigos, homens.“Eu vejo como é diferente o tratamento, tanto de fornecedores, instituições e organizações, quanto até com clientes (…) é muito diferente a seriedade com que escutam e oferecem oportunidades”.Seu podcast, criado com uma lógica de maior proximidade e vulnerabilidade com seu público majoritariamente feminino, converte em aproximadamente 9,9% em vendas na loja desde o lançamento.Lela relata que as mulheres têm que fazer jornadas duplas ou triplas para dar conta de tudo, uma vez que hoje elas estão no mercado de trabalho – fator que antigamente era pensado apenas para os homens – e também têm que fazer o trabalho de cuidados.“O que eu vejo entre minhas amigas e empreendedoras é que, mesmo que a gente tenha uma carreira muito sólida é muito difiícil de você escapar pelo menos da mentalidade de ‘eu sou responsável por isso, eu preciso elaborar qual vai ser a dinâmica da casa’”Uma dica que ela aponta como essencial é estar atenta a não acumular tarefas para não ficar tão sobrecarregada.“Converse com outras mulheres (…) a gente acha que tudo que agente passa é individual e que é um desafio que ninguém nunca passou, mas quando você conversa com outras mulheres as vezes ela sjá passaram por coisa sque você está passando e ela tem uma luz, uma direção”, acrescenta.
Emily Ewell
Arquivo pessoal/Emily Ewell
Na tecnologia, o cenário atual é dominado por homens, com 83,3% do mercado, enquanto as mulheres ocupam apenas 12,3% dos cargos de tecnologia. Mas, Emily Ewell, CEO e co-fundadora da Pantys, vai na contramão desses dados.Emilly e sua sócia, Maria Eduarda Camargo, criaram a marca que tem como objetivo oferecer uma experiência mais positiva e sustentável, de forma ambiental e financeira, no processo de menstruar, com calcinhas e outros produtos absorventes. A ideia liga moda, saúde e tecnologia.Contudo, não foi nada fácil entrar no mundo do empreendedorismo. Emily conta que enfrentou situações incomômodas desde as mais simples às complexas, como ao abrir uma conta do correios para realizar os envios, a gerente perguntou se não queria usar a conta do seu marido.“Parece que a expectativa é que eu estou fazendo uma coisa ‘do ladinho’, que não é muito sério”, diz.Por um ano, ela e sua sócia investiram seu próprio dinheiro até conseguirem um fluxo de caixa saudável, já que o acesso a fundos de investimentos também foi outra barreira, mesmo que ambas tivessesm experiência em mercados.“Em conversa com um fundo muito bem respeitado na América Latina, ouviu toda a apresentação, a gente já tinha loja na Oscar Freire, já tinha comprovação que era uma empresa de verdade e não só de edital, e a resposta foi ‘adorei tudo, o projeto está muito lindo, mas meu conselho é que vocês precisam de um sócio homem, para ter sucesso e para eu ter interesse em investir em vocês’”, disse.A dica que ela deixa para mulheres empreendedoras, e que aprendeu por experiência própria, é ouvir sem julgamentos. O consumidor e a comunidade sabem muito, “e a gente tem que estar com a mente aberta, com o coração aberto, para seguir projetos que vão atender necessidades de verdade”.