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sábado, 11 de julho de 2026
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BNDES investe em vacina contra covid-19 desenvolvida pela Fiocruz

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O desenvolvimento de uma vacina inovadora contra a covid-19, que utiliza tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai receber R$ 30 milhões não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do investimento de R$ 21 milhões captados de parceiros privados.BNDES investe em vacina contra covid-19 desenvolvida pela FiocruzBNDES investe em vacina contra covid-19 desenvolvida pela Fiocruz

A Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), que presta serviços de apoio logístico, administrativo e gestão financeira aos projetos desenvolvidos pela Fiocruz, é responsável pela criação da nova vacina.

Os recursos empregados pelo BNDES correspondem à conclusão do desenvolvimento experimental do imunizante, à produção de lotes piloto para ensaios clínicos e à realização dos estudos clínicos de Fase 1. Nesta primeira etapa, o projeto busca demonstrar a segurança do uso do imunizante em humanos. “A expectativa da Fiocruz é de que a vacina esteja disponível no Sistema Único de Saúde daqui a 3 anos”, informou o BNDES em nota publicada na página do banco.

De acordo com a instituição, os seus recursos têm origem no Fundo de Desenvolvimento Técnico Científico (BNDES Funtec), que oferece “apoio financeiro não reembolsável a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação executados por instituições tecnológicas, de acordo com os focos de atuação definidos pelo banco”. O bom desempenho da vacina nos estudos clínicos, que vai validar a tecnologia de RNAm desenvolvida pela Fiocruz, determinará a perspectiva de desenvolvimento de outras vacinas pela fundação.

Para o superintendente da Área de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, João Paulo Pieroni, a plataforma tecnológica desenvolvida pela Fiocruz é uma importante conquista do sistema de saúde brasileiro, “na medida em que torna o país mais preparado para o enfrentamento de futuras emergências de saúde pública, com mais autonomia e mais celeridade no desenvolvimento de novas vacinas”.

RNAm

O BNDES destaca que a tecnologia de RNAm é considerada uma revolução na medicina, porque foi comprovada a eficácia no combate à covid-19 e ainda se mostra como tecnologia potencialmente mais segura, rápida e eficiente para o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos. “Diferentemente das vacinas tradicionais, que utilizam vírus inativado (como a vacina da gripe) ou atenuado (como a do sarampo), as vacinas de RNAm fornecem uma ‘instrução’ genética para o sistema imunológico produzir anticorpos”, apontou o BNDES na nota.

Na avaliação da líder científica e gerente de projeto da Fiocruz, Patrícia Cristina Neves, a principal vantagem da vacina com este tipo de tecnologia é ser produtiva. “A vacina tradicional, de sarampo por exemplo, carrega o vírus vivo, só que mais fraco. Para obter o vírus enfraquecido, há exigência de um sistema produtivo mais caro e mais difícil, o que também demanda maior biossegurança para conter o agente.”

Na pandemia de covid-19, as vacinas de RNAm ensinam o corpo humano a combater o coronavírus, ao simular o mesmo processo de exposição ao vírus, mas sem causar a doença. O resultado é que o agente não precisa ser cultivado em laboratório. Os cientistas precisam apenas “decifrar seu código genético para produzir em escala industrial”. Com este desempenho, a tecnologia de RNAm é considerada globalmente como a solução mais adequada para enfrentar emergências em saúde pública.

O valor mais acessível de desenvolvimento e o alto rendimento com a produção de muitas doses por litro são outras vantagens dessa tecnologia. “A validação preliminar da tecnologia é esperada, abrindo caminho para fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma vacina de menor custo. Além disso, a partir dela será possível desenvolver novas vacinas e medicamentos”, completou o BNDES.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, a instituição parte do princípio de que o investimento na vacina de RNAm da Fiocruz contribui para aumentar a autonomia do Brasil na área de saúde. “Hoje há uma corrida global pela incorporação do RNAm na produção de vacinas, muito concentrada nos Estados Unidos, China, Alemanha e Dinamarca”, destacou.

Produção

A expectativa é que a vacina a ser produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos BioManguinhos/Fiocruz transforme a fundação no principal centro para o desenvolvimento e produção de vacinas de RNAm na América Latina.

Na visão do coordenador-geral de captação de recursos da Fiocruz, Luis Donadio, como projeto estratégico para o país, o principal ganho é o domínio tecnológico para a produção. “Aí que está o real valor agregado da vacina de RNAm. Dominar uma tecnologia na fronteira do conhecimento é algo raro no Brasil”, destacou, acrescentando que há também o acordo da Fiocruz com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para transferir a tecnologia para produção da vacina contra a covid-19 para países da América Latina e Caribe.

O BNDES informou ainda que os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da plataforma de RNAm na Fiocruz já analisam a possibilidade de sua aplicação em vacinas preventivas para outras doenças. Neste caso, os cientistas consideram que o imunizante poderá ser utilizado contra raiva, influenza, zika, HIV, malária, tuberculose, citomegalovírus e vírus respiratório sincicial (VRS – bronquiolite) e em aplicações terapêuticas para tratamento de câncer, doenças genéticas raras, alergias e doenças autoimunes.

Calculadora da mochila: quanto peso seu filho pode carregar? Veja qual modelo escolher (com ou sem rodinha) e o jeito certo de usar

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A algumas semanas do início do ano letivo, pais e responsáveis aproveitam para comprar e organizar o material escolar, incluindo um item que pode vir a ser amigo ou inimigo do aluno ao longo do ano: a mochila escolar.

🚨 Isso porque, se estiver acima do peso ideal ou mal regulada, pode causar dores nas costas e problemas de coluna. A recomendação da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) é que o peso carregado não ultrapasse 10% do peso da criança.

👉🏾 Para te ajudar, o g1 desenvolveu uma calculadora que mostra qual deve ser o peso máximo da mochila. Para descobrir, basta inserir o peso do estudante.

Abaixo, confira 4 dicas sobre mochila escolar:

1 – Respeite o limite de peso

É importante limitar o peso do que é carregado na mochila para não forçar a coluna mais do que o necessário.

Carregue somente o estritamente necessário. Leve apenas o material que será utilizado nas aulas daquele dia e evite colocar na mochila coisas que não são usadas regularmente.

— Francisco Carlos Salles Nogueira, ortopedista titular da SBOT

Segundo ele, uma mochila acima do peso ideal, inadequada ou mal regulada pode causar:

  • dores nas costas, ombros, quadril e joelhos;
  • má postura;
  • desvios na coluna, como escoliose; e
  • aumento da cifose (deixando a pessoa corcunda).

2 – Saiba como escolher a mochila e o jeito certo de usá-la

Segundo o especialista, uma boa mochila deve ser fabricada em material resistente, mas não pode ser muito pesada.

“Também é bom que tenha divisórias por peso, com bolsos maiores e menores. Isso vai ajudar na hora de distribuir o material”, explica Nogueira.

Ele recomenda que o que for mais pesado fique mais próximo do corpo, e o material mais leve, mais afastado.

A mochila escolar não deve ser muito grande nem muito pequena, e o que determina isso é o tamanho do aluno que vai utilizá-la.

A mochila ideal deve ir do ombro da criança até a altura da cintura. O ideal é que fique uns 5 centímetros abaixo da linha da cintura. Não pode ser muito grande para a criança. Além disso, a mochila deve ser ergonômica, respeitando as curvaturas naturais da região dorsal e da lombar. E deve ter alças largas e acolchoadas para não incomodar os ombros.

— Francisco Carlos Salles Nogueira, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Jeito correto de ajustar e utilizar a mochila escolar.  — Foto: Arte: g1

Jeito correto de ajustar e utilizar a mochila escolar. — Foto: Arte: g1

3 – Escolha o material escolar com cuidado

Algo que pode ajudar a respeitar o limite de peso do equipamento é dar atenção extra ao material escolar do aluno.

Por exemplo, optar por cadernos individuais por disciplina pode facilitar na hora de colocar na mochila apenas o necessário para as aulas daquele determinado dia.

O mesmo vale para livros didáticos e para materiais extras que não são usados como apoio das aulas.

4 – Quando a mochila de rodinha é indicada

Alunos fazem fila para entrar na escola. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiânia

Alunos fazem fila para entrar na escola. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiânia

Algumas escolas disponibilizam armários para os alunos, o que permite deixar parte do material na instituição e levar na mochila apenas o que será necessário para estudos extras e para a realização de atividades em casa.

Mas, caso o aluno precise carregar muito peso na mochila e o armário não seja uma possibilidade, a versão da bolsa com rodinhas e puxador pode ser uma alternativa. No entanto, também é preciso cuidado com esse modelo.

Se a escolha for pela bolsa de carrinho, opte por uma versão com o puxador ajustável. Assim, se a criança crescer ao longo do ano, não precisará forçar a coluna com uma mochila inadequada para seu tamanho.

— Francisco Carlos Salles Nogueira, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

O especialista explica que a posição de puxada da mochila também demanda muito da coluna. Por isso, a alça não deve nem estar muito baixa para o aluno não precisar se curvar, nem muito alta que não permita esticar os braços.

“Esses cuidados são importantes a curto e a longo prazo e pode evitar que a criança desenvolva, mais para frente, um problema irreversível na coluna”, explica.

Brasil lidera destinos mais buscados para férias de janeiro por latino-americanos

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São Paulo lidera procura por passagens aéreas para férias de janeiro de 2024; na imagem, Ponte Octávio Frias de Oliveira Crédito: Pexels

Um total de 13 cidades brasileiras estão entre os 20 destinos mais buscados para as férias de janeiro por viajantes da América Latina. É o que aponta uma pesquisa da Decolar compartilhada com a CNN Viagem & Gastronomia com base na procura por passagens aéreas pelo site e app da empresa.

Dentre todos os destinos, São Paulo lidera o ranking. O pódio é completado por Montevidéu, no Uruguai, e Cancún, no México.

Além de São Paulo, os destinos brasileiros mais procurados para as férias de janeiro de acordo com o levantamento da Decolar são: Goiânia (4º lugar); Salvador (5º), Rio de Janeiro (7°), Florianópolis (8º), Vitória (9º), Recife (10º), Porto Alegre (11º), Teresina (12º), Joinville (14°), Curitiba (15°), São Luís (16°) e Maceió (20°).

A empresa ainda registrou um crescimento de 15% na procura de passagens aéreas em seus canais em comparação ao mesmo período do ano passado, como garante Bob Rossato, vice-presidente de Produtos Aéreos da Decolar no Brasil.

Confira abaixo o ranking com os 20 destinos mais procurados por clientes da Decolar na América Latina para as férias de janeiro de 2024:

  1. São Paulo
  2. Montevidéu (Uruguai)
  3. Cancún (México)
  4. Goiânia
  5. Salvador
  6. Bogotá (Colômbia)
  7. Rio de Janeiro
  8. Florianópolis
  9. Vitória
  10. Recife
  11. Porto Alegre
  12. Teresina
  13. Marselha (França)
  14. Joinville
  15. Curitiba
  16. São Luís
  17. Tóquio (Japão)
  18. Istambul (Turquia)
  19. Chicago (Estados Unidos)
  20. Maceió

Abertas inscrições para curso gratuito sobre produção de caprinos e ovinos

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O curso de produção de caprinos e ovinos da Embrapa Meio-Norte é gratuito e está na plataforma E-Campo. Foto: Eugênia Ribeiro

O curso on-line “Produção de caprinos e ovinos com aptidão para carne no Meio-Norte do Brasil” está com inscrições gratuitas abertas no site da Embrapa. O período de inscrições é contínuo, com o curso tendo uma carga horária de 36 horas.

O objetivo maior desse curso é a capacitação autoinstrucional de produtores, técnicos, agentes de transferência e de assistência técnica e extensão rural (ATER), estudantes de ciências agrárias e demais interessados na criação e no manejo de cabras e ovelhas.

O curso é dividido em cinco módulos: instalações apropriadas com equipamentos utilizados na criação; manejo reprodutivo, identificando as técnicas existentes para garantir produções saudáveis com sustentabilidade e rentabilidade; alimentação e dietas nutricionais; manejo sanitário, para prevenção de doenças; e, por último, o tópico sobre comportamento e bioclimatologia. Neste, os participantes podem conhecer o impacto e os efeitos comportamentais e de bioclimatologia animal.

De acordo com a pesquisadora Izabella Hassum, coordenadora do curso, na criação de caprinos e ovinos para corte é importante que o empreendedor rural estruture a propriedade, coletando dados tanto de produção como de produtividade dos animais.

Clique aqui para mais informações sobre os cursos disponíveis na plataforma E-Campo.

Zagallo morre aos 92 anos; veja a trajetória do ídolo brasileiro

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Morreu às 23h40 desta sexta-feira, aos 92 anos, Mario Jorge Lobo Zagallo, um dos grandes nomes da história do futebol mundial e única pessoa a estar presente em quatro títulos de Copa do Mundo: em 1958 e 1962, como jogador, em 1970, como técnico, e em 1994, como coordenador técnico.

Ele ainda esteve no comando da Seleção em 1974 (quarto lugar) e 1998 (vice-campeão), além de ter sido novamente coordenador em 2006.

+ Do tênis de mesa ao polêmico “Vocês vão ter que me engolir”: histórias do tetracampeão Zagallo

Zagallo morre aos 92 anos no Rio de Janeiro

Com idade avançada, Zagallo vinha com a saúde fragilizada há alguns anos. Em setembro de 2023, ficou cerca de 20 dias no hospital com infecção urinária. No dia 26 de dezembro, foi novamente internado no Hospital Barra D’Or e morreu na noite desta sexta, vítima de falência múltipla dos órgãos, resultante de progressão de comorbidades previamente existentes.

Recentemente, em eleição promovida pelo ge com a participação de mais de 100 treinadores, Zagallo foi eleito o segundo maior técnico da história do país, atrás apenas de Telê Santana.

+ Mundo do futebol se despede de Zagallo; veja homenagens

Luto: Zagallo deixa legado especial para o futebol do Rio de Janeiro

A história desse personagem inesquecível começa na metade dos anos 1940. Naquele tempo, num Rio de Janeiro mais romântico, jogava-se – e muito – futebol nas ruas. A Praça da Bandeira, na Zona Norte, era um dos pontos de encontro da garotada.

Comia solta a rivalidade entre o Ameriquinha e o Cruz de Malta, melhores times da área. Que menino do bairro não queria estar ali, fazendo a festa?Zagallo estava. Com a camisa 10 do Alvirrubro, o driblador canhoto aprontava…

+ De soldado no Maracanazo ao tetra com a amarelinha: Zagallo e sua paixão pela seleção brasileira

Do Maracanazo ao tetra com a amarelinha: Zagallo marca história do futebol brasileiro

Até o túnel do tempo avançar para 1950. Maracanã lotado. Final da Copa do Mundo. Quem não queria estar ali, no gramado, vendo Brasil x Uruguai? Zagallo estava. Como soldado, o já juvenil do América presenciou o choro de 200 mil pessoas diante da derrota do timaço de Zizinho e Ademir.

Oito anos depois do Maracanazo, a tristeza ficara para trás. Ele era tão bom no campo que jogava no Flamengo e na Seleção. E quem não queria estar ali, ao lado de Pelé e Garrincha, saboreando o primeiro título mundial? Zagallo estava. Foi ponta-esquerda na Suécia. Em 1962, no Chile, faturou o bicampeonato com Mané, Didi e Nilton Santos, colegas do esquadrão histórico do Botafogo.

+ Zagallo é o último a dizer adeus do time do primeiro título mundial da Seleção

Zagallo, Edu Gaspar, Parreira, Tite — Foto: Divulgação / CBF

Zagallo, Edu Gaspar, Parreira, Tite — Foto: Divulgação / CBF

Até que mais oito anos se passaram. Copa do Mundo no México. Quem não queria estar ali, comandando aquele time dos sonhos, que tinha de novo o Rei do Futebol, agora na companhia de Tostão, Gerson, Rivellino, Jairzinho, Carlos Alberto, Paulo Cezar? Zagallo estava.

O que escrever na lápide desse personagem para resumir sua vida profissional? “Campeão eterno”, talvez. Com 13 letras, como sempre gostava.

Luto: Zagallo deixa legado especial para o futebol do Rio de Janeiro

Ele mesmo. O Zagallo do tri canarinho. E dos erros de 1974. Quem não queria estar na Alemanha, enfrentando na Copa astros da grandeza de Beckenbauer e Cruyff? Zagallo estava. Técnico da Seleção, viu o time cair diante da Laranja Mecânica nas semifinais e sofreu pesadas críticas. Mas como parar aquele Carrossel Holandês que revolucionou o futebol com novos conceitos táticos e de preparação física? Só mesmo os donos da casa, com outro timaço.

E dali até 1994, passaram-se 20 anos. Nada de o Brasil ganhar. Até que Romário, Bebeto & Cia., sob o comando de Parreira, conquistaram o tetra, 24 anos depois do tri. Quem não queria estar ali, dando conselhos para o treinador? Zagallo estava. Coordenador técnico, era o homem de confiança do chefe.

Zagallo foi técnico do Brasil na Copa do Mundo de 1974 — Foto: Agência Getty Images

Zagallo foi técnico do Brasil na Copa do Mundo de 1974 — Foto: Agência Getty Images

Ele mesmo. O Zagallo do tetra, apaixonado pela Seleção, estava sempre “na fita”. Nos bons e maus momentos. Em 1998, por exemplo, sob seu comando, viu Ronaldo explodir na competição e implodir na derradeira final, para a França. Foi duramente contestado por escalar o Fenômeno após o susto da convulsão até hoje difícil de explicar. Mas tomou a decisão, certa ou errada, e ficou firme.

Na verdade, ele sempre fez o que quis. Brigou até com Romário, processando o Baixinho por uma pintura depreciativa após o corte da Copa de 1998. Aliás, briga por briga, quem por um dia ao menos não teve vontade de dizer ao mundo todo, ao vivo e a cores, o clássico “vocês vão ter que me engolir!”? Zagallo disse.

E quem também não teve vontade de um dia responder em cadeia mundial a uma provocação, como aquele aviãozinho que imitou em comemoração de gol na África do Sul, terra de Mandela, em 1996? Zagallo respondeu.

Mário Jorge Lobo Zagallo. O Velho Lobo, que divide com Beckenbauer e Deschamps a proeza de ser campeão do mundo como jogador e técnico. O Velho Lobo, que nos principais clubes pelos quais passou deixou sua marca.

Em 2010, Zagallo revela como motivou Seleção na disputa de pênaltis contra Holanda em 1998

Que rubro-negro não queria estar ali no banco, na final carioca de 2001, segurando a imagem de Santo Antônio no momento da magistral cobrança de falta de Petkovic na gaveta? Era o gol do tricampeonato carioca do Flamengo. E Zagallo, o mesmo que já conduzira o clube ao Carioca de 1972, com Doval e Paulo Cezar, e, como jogador, conquistara o tricampeonato carioca em 1953-54-55, ao lado de Dida, Evaristo e Rubens, estava lá, comandando aquela equipe.

Que alvinegro não queria estar ali no banco do Botafogo na conquista do bi estadual de 1967-1968 e da Taça Brasil de 1968 (agora unificado como Brasileiro)? Zagallo estava lá. Antes de montar o timaço da Seleção tricampeã do mundo, fez da linha de frente formada por Rogério, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo Cezar um ataque arrasador. Quase tão bom quanto aquele que tinha Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e ele, Zagallo, no bicampeonato carioca de 1961 e 1962. Sim, Zagallo estava nos dois maiores times da história do clube da estrela solitária.

Se rubro-negros e alvinegros têm boas histórias para contar de Zagallo, e os tricolores? Qual deles não queria estar no Maracanã como técnico naquele 27 de junho de 1971, quando mais de 140 mil pagantes viram o Fluminense ser campeão carioca em cima justamente do Botafogo, numa das finais mais polêmicas, com um gol de Lula aos 43 minutos do segundo tempo? Zagallo estava.

Os alvinegros reclamam até hoje falta do lateral Marco Antônio no goleiro Ubirajara Motta, não marcada pelo árbitro José Marçal Filho. O título, conquistado no ano seguinte ao tricampeonato mundial no México, foi bastante comemorado nas Laranjeiras.

Zagallo cravou seu nome na famosa calçada da fama do Maracanã — Foto: Agência O Globo

Zagallo cravou seu nome na famosa calçada da fama do Maracanã — Foto: Agência O Globo

Zagallo também treinou, no Rio, Vasco e Bangu. Em São Januário, foram duas passagens (de 1980 a 1981 e de 1990 a 1991. Em Moça Bonita, de 1988 a 1989. O Velho Lobo ainda esteve em São Paulo, na Portuguesa, em 1999.

Nesses clubes, não teve a mesma sorte da qual se gabava. Não conquistou títulos – da mesma forma que no Botafogo em 1975, 1978 e de 1986 a 1987, no Flamengo, de 1984 a 1985, e no Al Hilal, da Arábia Saudita, em 1979. Mas, com ou sem taças, o Velho Lobo sempre, sempre foi marcante. E vai deixar muita saudade.

O começo

Nascido em Maceió (Alagoas) a 9 de agosto de 1931, Mario Jorge Lobo Zagallo chegou ao Rio ainda no colo da mãe, com oito meses de idade. O pai, Aroldo Cardoso Zagallo, foi transferido de Alagoas para o Rio de Janeiro para ser representante comercial da fábrica de tecidos Alexandria, que pertencia a seu cunhado, Mário Lobo.

Criado no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, o menino começou a jogar ali suas primeiras peladas. Seja no terreno do Derby Club – que mais tarde se transformaria no Maracanã -, seja nos torneios de rua da Praça da Bandeira, nos quais o Ameriquinha, time onde atuava, se destacava. Com a camisa 10, jogando como meia-esquerda, o garoto canhoto não demorou para ser o destaque.

Era difícil tirar a bola de Zagallo. Tão difícil, mas tão difícil, que, do Ameriquinha, Zagallo, estudante do tradicional colégio São José, pulou para as categorias de base do América, clube do qual já era sócio e praticava vôlei, natação e tênis de mesa. E teve que contar com a ajuda do irmão, Fernando Henrique, para convencer o pai a seguir carreira de jogador de futebol profissional – seu Aroldo o queria estudando contabilidade.

Zagallo brilhou com as camisas de Botafogo e Flamengo, clubes pelos quais se tornou ídolo — Foto: Arquivo

Zagallo brilhou com as camisas de Botafogo e Flamengo, clubes pelos quais se tornou ídolo — Foto: Arquivo

Sócio contribuinte do Alvirrubro, Zagallo “pagava” para jogar. Mas não demorou a ser um dos destaques dos juvenis. Camisa 10, foi lá que o então ponta de lança trocou de posição e começou a se transformar no ponta-esquerda eficiente, de fôlego incansável, que se desdobrava com a camisa 11.

E foi ainda como juvenil do América, servindo o Exército brasileiro, que o jovem Zagallo viveu sua primeira decepção no futebol. Trabalhou como soldado na final da Copa do Mundo de 1950 e viu o povo brasileiro sofrer com a derrota da Seleção para o Uruguai por 2 a 1. A experiência doída no Maracanazo acabou servindo de ponte para a ligação que viria depois com a camisa verde-amarela.

Flamengo, Botafogo e Seleção

Antes disso, no entanto, o ponta-esquerda foi para o Flamengo, ainda como juvenil. Só conseguiu roubar a posição de titular de Esquerdinha a partir de 1954. Caiu nas graças do treinador paraguaio Fleitas Solich e participou com destaque na campanha do tri carioca de 1953-54-55. O ataque, formado por Joel, Paulinho, Evaristo, Dida e Zagallo, entrou para a história como um dos maiores da história do clube.

Em 1958, com Moacyr no lugar de Paulinho, o ataque foi praticamente todo convocado para a Seleção na Copa da Suécia – Evaristo não foi porque optou por jogar no Barcelona, da Espanha. E o “Formiguinha” – como já era chamado, tal o empenho e a disciplina tática para voltar e ajudar na marcação – foi o único dos quatro que se manteve titular em toda a campanha do primeiro Mundial vencido pelo Brasil.

Zagallo, Djalma Santos, Pelé, Zito, Paulo Machado de Carvalho, Taça Jules Rimet — Foto: Agência Estado

Zagallo, Djalma Santos, Pelé, Zito, Paulo Machado de Carvalho, Taça Jules Rimet — Foto: Agência Estado

Assim que voltou campeão na Suécia, Zagallo, que com a camisa rubro-negra marcou 29 gols em 205 partidas, transferiu-se para o Botafogo. E lá fez história. Bicampeão carioca em 1961-62, fez parte de outro quinteto ofensivo marcante, com Garrincha, Didi, Quarentinha e Amarildo.

Desses, apenas Quarentinha não jogou na campanha do bicampeonato mundial da Seleção no Chile, em 1962. Naquela época, o Botafogo dividia com o Santos e o Cruzeiro o cenário nacional. Zagallo jogou no clube até 1965, quando resolveu pendurar a chuteira aos 34 anos, depois de 299 jogos e 22 gols com a camisa alvinegra.

O treinador

Foi no próprio Botafogo que Zagallo decidiu seguir a carreira de técnico. E começou nos juvenis. Não demorou muito para assumir o time principal e tornou-se comandante de outro timaço alvinegro na década, conquistando o bicampeonato carioca de 1967-68 e a Taça Brasil em 1968 numa linha de frente formada por Rogério, Gérson, Roberto, Jairzinho e Paulo Cezar.

Zagallo foi técnico do Brasil na Copa 1970 — Foto: Mario De Biasi/Mondadori via Getty Images

Zagallo foi técnico do Brasil na Copa 1970 — Foto: Mario De Biasi/Mondadori via Getty Images

E esse time seria base para a Seleção tricampeã mundial no México, em 1970. Com Zagallo como treinador, após a demissão de João Saldanha, que teria sido exigida pelo presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici. E o treinador fez suas mudanças, ao lançar Rivellino na ponta esquerda, formar a dupla de área com Tostão e Pelé e desviar Piazza para a zaga. O resultado foi uma das maiores seleções de todos os tempos e a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

No ano seguinte ao tricampeonato pela Seleção, Zagallo dirigiu o Fluminense e conquistou o título carioca justamente contra o Botafogo.

No ano seguinte, Zagallo voltou para o Flamengo, dessa vez para comandar o time. Com craques como o argentino Doval e Paulo Cezar Caju, conquistou o Campeonato Carioca de 1972. Ficou no Rubro-Negro até 1974, ano em que comandou a Seleção mais uma vez, na Copa do Mundo da Alemanha. Após a eliminação para a Holanda de Cruyff e Neskeens, sofreu pesadas críticas por conhecer pouco o Carrossel Holandês.

Em 2001, Zagallo é um dos nomes do tricampeonato carioca do Flamengo

Um ano após o Mundial, Zagallo dirigiu novamente o Botafogo. Depois, alternou carreira no exterior com clubes cariocas. Treinou a seleção do Kuwait, o Al Hilal, da Arábia Saudita, a própria seleção da Arábia Saudita, Botafogo (mais duas vezes), novamente o Flamengo, Vasco (duas vezes), Bangu e os Emirados Árabes, até retornar à Seleção.

Tetra em 1994

Em 1991, Zagallo aceitou o convite da CBF para ser o coordenador técnico do treinador Carlos Alberto Parreira. E aí começou uma nova fase na carreira do Velho Lobo, que entrou para a história ao se sagrar o primeiro tetracampeão mundial como jogador, treinador e coordenador técnico. E o sucesso da dupla rendeu-lhe convite para ser o técnico da Copa de 1998, na França.

Antes do Mundial, durante a preparação, Zagallo viveu um dos momentos mais marcantes. Foi no ano de 1996, em amistoso contra a África do Sul, em Joanesburgo. O Brasil ganhou por 3 a 2, numa partida emocionante, na qual chegou a perder por 2 a 0. E no gol da vitória, marcado por Bebeto, no fim da partida, o Velho Lobo comemorou imitando, de braços abertos, um avião, dando o troco no técnico sul-africano, que provocara os brasileiros com o “aviãozinho” após o segundo gol.

Zagallo e Parreira comandaram a seleção brasileira na conquista do tetra, em 1994 — Foto: Reuters

Zagallo e Parreira comandaram a seleção brasileira na conquista do tetra, em 1994 — Foto: Reuters

Campeão da Copa América em 1997, na Bolívia, o treinador resolveu fazer um desabafo devido às críticas que recebia da imprensa, e pela primeira vez soltou a frase que virou um bordão popular: ‘Vocês vão ter que me engolir!”

Veio a Copa do Mundo de 1998, na França. E o problema com Ronaldo na manhã da final contra a França, quando o atacante teve convulsão na concentração e só entrou em campo porque o Velho Lobo bancou a escalação, causou polêmica. Zagallo sofreu críticas pela aposta no Fenômeno. O Brasil perdeu a final por 3 a 0.

Depois, Zagallo voltou à Seleção como auxiliar técnico de Parreira, em 2004 e 2005, logo após cirurgia no duodeno que o fez perder 14kg. Em 2011, foi submetido a outra operação, de hérnia inguinal.

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Em 2012, Zagallo sofreu o mais duro golpe de sua vida ao perder a mulher, Alcina de Castro Zagallo, companheira por 57 anos, vítima de insuficiência respiratória, aos 80. E foi de Alcina que o Velho Lobo, pai de quatro filhos, pegou a superstição do número 13: ela não só era devota de Santo Antônio, cujo dia de celebração é 13 de junho, como escolheu o 13 de janeiro para o casamento. Histórias que vão ficar para sempre do “eterno campeão”, com 13 letras.

Na Copa do Mundo de 2014, Zagallo já sofria com diversos problemas de saúde, que o impediram de assistir a vários jogos da competição. Na ocasião, uma infecção na coluna vertebral prejudicou a locomoção do Velho Lobo, que precisou passar por exames detalhados para tratar do problema.

O Velho Lobo foi um dos condutores da tocha olímpica antes dos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Muito debilitado, e em uma cadeira de rodas, foi conduzido pelo filho Cesar pelas ruas da cidade. Muito aplaudido, e ainda com alguma força para fazer com a mão o sinal de positivo. Alguns dias depois, chegou a ser internado, mas se recuperou novamente.

Nos últimos anos, Zagallo fez poucas aparições públicas, mas ainda apresentava lucidez e uma memória privilegiada para falar da sua história. Chegou a ir ao Maracanã para assistir a alguns jogos, visitou a Seleção antes da Copa de 2018 e concedeu entrevistas.

Um ídolo nacional, que sempre esteve à disposição do futebol brasileiro.

Zagallo posa ao lado da camisa da Seleção de 1962, ano da conquista do bi mundial — Foto: Marcos Alves / Ag. O Globo

Zagallo posa ao lado da camisa da Seleção de 1962, ano da conquista do bi mundial — Foto: Marcos Alves / Ag. O Globo

Info-NUMEROS-ZAGALLO v2 — Foto: infoesporte

Info-NUMEROS-ZAGALLO v2 — Foto: infoesporte

Governo conclui recuperação de estações meteorológicas e deixa rede 100% operacional em MS

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Mato Grosso do Sul está com suas 42 Estações Meteorológicas Automáticas em pleno funcionamento. O trabalho foi realizado pelo Governo do Estado, em parceria com o governo federal, durante os anos de 2022 e 2023, por meio do CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado do Mato Grosso do Sul) e o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), com o aporte da Secretaria Executiva de Meio Ambiente, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O trabalho de recuperação e manutenção foi realizado nas 27 estações do INMET e nas 15 estações da Semadesc, distribuídas estrategicamente no Estado. “A maior parte das estações apresentava algum tipo de defeito quanto a geração de energia, sendo o sistema composto por 2 baterias, painel solar e reguladores de carga. Foi necessário a substituição de vários painéis solares, sendo que alguns deles tinham entre 10 a 15 anos de uso em campo”, informou o meteorologista Vinícius Sperling, do CEMTEC/MS.

Governo conclui recuperação de estações meteorológicas e deixa rede 100% operacional em MS
O meteorologista Vinícius Sperling, do CEMTEC/MS, responsável pelo trabalho de manutenção e recuperação das estações meteorológicas

“Foram realizadas manutenções preventivas e manutenções corretivas para deixar nossa rede de estações meteorológicas 100% operacional. Dessa forma, o trabalho do CEMTEC e do próprio INMET, ganha em abrangência e assertividade. Também vai permitir um melhor entendimento das variações dos parâmetros meteorológicos e da previsão”, comenta o secretário-executivo de Meio Ambiente, Artur Falcette.

O trabalho do CEMTEC contou com o apoio remoto dos técnicos do LAIME (Laboratório de Instrumentos Meteorológicos), do INMET. “Eles nos auxiliaram em pontos mais complicados da reestruturação das estações meteorológicas. A parceria entre as instituições foi fundamental e o resultado proporcionou atingir níveis históricos de operação da rede meteorológica estadual”, acrescentou a meteorologista Valesca Fernandes, coordenadora do CEMTEC.

Foram realizados serviços como: limpeza do painel solar, do pluviômetro, do radiômetro solar com troca da sílica, limpeza da entrada de ar do barômetro, limpeza do abrigo meteorológico, dos sensores de temperatura e umidade relativa do ar; recuperação de canos de proteção dos cabos do pluviômetro, do radiômetro, da antena via satélite dentre outros cabos; substituição dos equipamentos de transmissão de dados (tecnologia 2G foi substituída pela tecnologia 4G para estações que transmitem via sinal GSM; troca de baterias; troca de painéis solares; troca de reguladores de carga; download de dados in situ; desobstrução e troca de alguns pluviômetros (sensores automáticos de chuva), dentre outras atividades.

Governo conclui recuperação de estações meteorológicas e deixa rede 100% operacional em MS
Governo conclui recuperação de estações meteorológicas e deixa rede 100% operacional em MS
Governo conclui recuperação de estações meteorológicas e deixa rede 100% operacional em MS

No mês de dezembro de 2023, foi lançado edital para ampliação da rede meteorológica estadual, com intuito de ampliar, estrategicamente, a cobertura espacial das estações meteorológicas em Mato Grosso do Sul. “Essa rede de estações meteorológicas é fundamental, pois seus dados subsidiam a tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul baseada em informações meteorológicas e climáticas precisas”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

“Com a ampliação da rede de dados meteorológicos, a Semadesc cumpre seu objetivo e compromisso com a meteorologia estadual, nacional e internacional apoiando, também, em decisões estratégicas e nas atividades econômicas que dependem diretamente da variabilidade do clima”, finalizou Verruck.

Marcelo Armôa, Semadesc

Previsão de sol e possibilidade de chuvas para este sábado em todo o Estado

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Foto: Vilson Nascimento

A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) para este sábado (6) indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade. Além disso, não se descartam pancadas de chuvas e, localmente, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Em Campo Grande, os termômetros registram 23°C inicialmente e atingem 33°C ao longo do dia. Em Dourados, a mínima é de 22°C e a máxima é de 37°C. Na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã amanhece com 20°C e marca 35°C pela tarde. Iguatemi, no Cone-Sul, tem mínima de 21°C e máxima de 36°C.

No Bolsão, Paranaíba tem mínima de 23°C e máxima de 34°C; Três Lagoas, na mesma região, apresenta variação entre 25°C e 36°C. No Norte do estado, Camapuã e Coxim chegam aos 34°C nos horários mais quentes, com mínimas respectivas de 22°C e 23°C.

Corumbá e Aquidauana, na região pantaneira, marcam 25°C pela manhã e, no período da tarde, atingem 35°C e 36°C, respectivamente. No Sudoeste, Porto Murtinho tem mínima de 24°C e máxima de 39°C, valor mais alto do dia.

Previsão de sol e possibilidade de chuvas para este sábado em todo o Estado

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado

ZARC para cereais de inverno foi atualizado

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Trigo está presente em diversos estados brasileiros. Foto: Divulgação

“A atividade agrícola é uma ilha cercada de riscos por todos os lados”. A frase é do agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, e resume a importância do Zoneamento Agrícola de Riscos Climático (ZARC). A atualização na indicação do cultivo de cereais de inverno permitiu o aprimoramento na gestão de riscos em culturas como trigo, triticale, cevada e aveia. As portarias com as atualizações foram publicadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no dia 28/12/23.

No Brasil, o cultivo dos cereais de inverno pode ser realizado desde o extremo sul, na região de clima temperado, até o centro e parte do nordeste do País, na zona de clima tropical. De forma geral, 10 estados brasileiros possuem indicação para cultivo de cereais de inverno, tanto em sistema de sequeiro como irrigado: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Bahia, além do Distrito Federal.

A atualização dos ZARCs para cereais de inverno no Brasil, contemplando trigo, triticale, cevada e aveia, sistemas sequeiro e irrigado, e, no caso do trigo, também de duplo proposito (produção e forragem + grão), contemplou os principais riscos climáticos para esses cultivos: excesso de chuva no período de colheita, geada no espigamento e seca na semeadura e/ou enchimento de grãos. O ZARC traz orientações em escala municipal, de acordo com o ciclo de cada cultivar e da disponibilidade de água (AD) de cada solo.

O Zoneamento Agrícola de Riscos Climático (ZARC) entrou em operação na safra de inverno de 1996 com a cultura do trigo. Desde então, tem sido uma importante ferramenta de gestão de riscos e indução de uso de tecnologia na agricultura brasileira.

“A atividade agrícola, cada vez mais, tem sido vista como ‘uma ilha cercada de riscos por todos os lados’, onde, além dos riscos inerentes ao mercado, sobressaem-se os relacionados com o clima. Nesse sentido, a chamada gestão integrada de riscos tem merecidos especial atenção, seja dos gestores públicos, responsáveis pelas políticas de crédito e securidade rural, ou por executivos empresariais, que tem a missão de cuidar de investimentos cada vez mais vultosos na agricultura brasileira”, argumenta Gilberto Cunha.

O ZARC conta com constantes aperfeiçoamentos no sistema, cuja alteração mais recente envolveu a mudança, estabelecida pela Instrução Normativa nº 2, de 5 de agosto de 2022, que definiu o novo método de classificação dos solos em função da água disponível (AD), ficando normatizadas, a partir da composição granulométrica de cada solo (frações argila, silte e areia), seis classes de água disponível (6ADs).

Conforme a nova metodologia, agora é possível melhor discriminação dos limites de risco – 20%, 30% e 40% – em escala municipal. “A mudança atendeu os anseios dos segmentos ligados à produção, que não se sentiam adequadamente contemplados nos três tipos de solos que vinham sendo até então considerados, e dos profissionais da área de seguro agrícola, que reivindicavam, na esfera privada, melhor discriminação espacial dos riscos climáticos que afetam a agricultura brasileira”, explica o pesquisador.

O padrão ZARC, com resultados em escala municipal, para três grupos de cultivares, com a indicação de períodos favoráveis de semeadura em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) e, agora, para seis níveis de disponibilidade de água nos solos, segue o mesmo protocolo estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O trabalho é coordenado pela Embrapa Agricultura Digital, com a colaboração de diversas Unidades da empresa distribuídas no território nacional. Os resultados podem ser encontrados no Portal do MAPA  ou acessando o aplicativo ZARC Plantio Certo.

Prazo para pedir dispensa de prova do Enade 2023 já começou 

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Já está aberto o prazo para solicitar dispensa da prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2023. O pedido deve ser feito até o dia 9 de fevereiro, por meio do Sistema Enade, pelo estudante ou pela instituição de educação superior, a depender da motivação da ausência. De acordo com o Ministério da Educação, em ambas as situações, é preciso comprovar o motivo da falta, mediante documentação, conforme as exigências previstas em edital. Prazo para pedir dispensa de prova do Enade 2023 já começou Prazo para pedir dispensa de prova do Enade 2023 já começou 

“O estudante pode solicitar a dispensa da prova, mas precisa ter cumprido o requisito de preencher o Questionário do Estudante”, destacou a pasta. Entre as situações previstas como justificativa de ausência estão acidente, assalto, casamento, extravio, perda, furto ou roubo de documento de identificação, luto, questões relacionadas à saúde, à maternidade ou à paternidade, além de compromissos profissionais e privação de liberdade.  

“Cabe pontuar que pessoas eliminadas do exame no local de aplicação não podem solicitar a dispensa”, reforçou o ministério. Casos de ausência decorrentes de motivos pessoais ou profissionais devem ser registrados pelos estudantes e analisados pelos respectivos coordenadores de curso. Já os casos de ausência por compromissos acadêmicos vinculados ao curso avaliado devem ser registrados pelos coordenadores. 

Enade  

Realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, bem como o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.  

A inscrição é obrigatória para ingressantes e concluintes de cursos de bacharelado, superiores de tecnologia e licenciaturas vinculados às áreas avaliadas. 

Produção industrial brasileira cresce 0,5% em novembro

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A produção da indústria brasileira cresceu 0,5% em novembro de 2023, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta taxa positiva do indicador, que havia variado 0,1% em outubro e setembro e 0,2% em agosto.Produção industrial brasileira cresce 0,5% em novembroProdução industrial brasileira cresce 0,5% em novembro

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria também avançou na comparação com novembro de 2022 (1,3%). Na base de comparação anual também foi a quarta alta consecutiva. Apesar dos resultados, o setor acumula, nos 11 primeiros meses de 2023, uma variação de 0,1%. No acumulado de 12 meses, a produção industrial apresenta estabilidade.

“Mesmo com o saldo positivo de 0,9% acumulado nos últimos quatro meses, o setor industrial ainda encontra-se 0,9% abaixo do patamar pré-pandemia, ou seja, fevereiro de 2020, e 17,6% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, que foi alcançado em maio de 2011”, afirma o gerente da pesquisa, André Macedo.

Atividades industriais

Treze das 25 atividades industriais pesquisadas apresentaram alta na produção em novembro, na comparação com outubro, com destaques para indústrias extrativas (3,4%) e produtos alimentícios (2,8%).

Segundo Macedo, as indústrias extrativas foram impulsionadas pela maior extração de petróleo e de minério de ferro, enquanto os principais responsáveis pelo crescimento dos alimentos foram o açúcar, derivados de soja e carnes bovinas.

Também apresentaram altas relevantes os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,6%), bebidas (2,8%), produtos de minerais não metálicos (2,3%) e metalurgia (0,8%).

Doze atividades industriais tiveram queda, entre elas produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%) e máquinas e equipamentos (-2,8%).

Entre as quatro grandes atividades econômicas da indústria, duas tiveram alta em novembro: bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (1,6%).

As quedas ficaram por conta dos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-1,7%), e os bens de consumo duráveis (-3,3%).

Governo federal investe mais de R$ 950 milhões em estradas vicinais

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter liberado, por meio de convênio, mais de R$ 951 milhões para estados, municípios e consórcios viabilizarem um total de 572 obras. O objetivo, segundo a pasta, é dar celeridade à recuperação e ampliação de estradas vicinais, melhorar o escoamento da safra e a infraestrutura logística da produção, além de facilitar o deslocamento da população rural. Governo federal investe mais de R$ 950 milhões em estradas vicinaisGoverno federal investe mais de R$ 950 milhões em estradas vicinais

O projeto é executado pela secretaria executiva e pelas superintendências federais. Os recursos são provenientes de emendas parlamentares, com base nas portarias interministeriais 424/16 e 33/23.  

“A partir das normativas, é possível a aprovação de projetos que tiveram processos licitatórios antes mesmo da assinatura do instrumento de convênio, com a condição de que fique clara que a contratação é economicamente mais vantajosa em relação à realização de nova licitação e que esteja dentro das regras previstas na legislação”, destacou o ministério. 

Segundo a pasta, prefeituras que apresentaram projetos para análise técnica do Mapa estão com as obras em fase adiantada. Entre os primeiros projetos aprovados está o do município de Canarana (MT), cujas obras estão na terceira medição para a recuperação de mais de 160 quilômetros de estradas. 

Dados do ministério mostram que, em Minas Gerais, estão sendo executadas 84 obras em parceria com 69 municípios e com a Secretaria Estadual de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias. Paraíba e Rio Grande do Sul contam com 54 obras cada. Já no Maranhão, foram liberados mais de R$ 107 milhões para a execução de 40 obras.

BC: contas públicas fecham novembro com saldo negativo de R$ 37,3 bi

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As contas públicas fecharam o mês de novembro de 2023 com saldo negativo, aumento de 85,8% no déficit na comparação com novembro de 2022 em razão da elevação de gastos do Governo Central em ritmo maior que o crescimento das receitas.BC: contas públicas fecham novembro com saldo negativo de R$ 37,3 biBC: contas públicas fecham novembro com saldo negativo de R$ 37,3 bi

O setor público consolidado – formado pela União,  estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 37,270 bilhões em novembro, ante déficit de R$ 20,089 bilhões em novembro de 2022.    

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5), em Brasília, pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. 

Em 12 meses – encerrados em novembro – as contas acumulam déficit primário de R$ 131,364 bilhões, o que corresponde a 1,22% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).    

Em 2022, as contas públicas fecharam o ano com superávit primário de R$ 125,994 bilhões, 1,27% do PIB.    

Esferas de governo 

Em novembro do ano passado, a conta do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) teve déficit primário de R$ 38,923 bilhões ante déficit de R$ 16,524 bilhões em novembro de 2022. É o pior resultado desde novembro de 2016, quando o déficit foi de R$ 39,9 bilhões. 

A variação negativa é resultado do aumento maior de despesas ante a arrecadação. A receita líquida subiu 4,2%, enquanto as despesas totais cresceram 20%. 

O montante do déficit difere do resultado divulgado pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 39,4 bilhões em novembro porque, além de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos. 

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que houve uma despesa de R$ 11,3 bilhões referente ao apoio financeiro da União a estados e municípios nas transferências para fundos e outras realizadas em decorrência da Lei Complementar nº 201/2023 que compensou as perdas com o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte de arrecadação dos governos estaduais e municipais. 

Segundo a lei, a União deve repassar R$ 27 bilhões a estados e ao Distrito Federal até 2025. A medida compensa a perda de arrecadação com a isenção de impostos determinada em 2022 pelo governo Jair Bolsonaro. Na época, a norma limitou a 17% ou 18% a alíquota do ICMS cobrada sobre combustíveis e outros produtos considerados essenciais. 

“[Essas transferências] contribuíram para aumentar o déficit do Governo Central, mas também para aumentar o superavit dos governos regionais”, explicou Rocha, em entrevista coletiva virtual para apresentar os resultados. 

Os governos estaduais registraram superávit no mês de novembro de 2023, de R$ 3,672 bilhões, ante déficit de R$ 2,633 bilhões em novembro de 2022. A melhora é explicada pela transferência extraordinária da União. Por outro lado, as transferências regulares diminuíram 4,5% em termos reais. 

Já os governos municipais tiveram resultado negativo de R$ 1,676 bilhão em novembro de 2023. No mesmo mês de 2022, o déficit foi menor: R$ 1,077 bilhão para esses entes. Nesse caso, a redução das transferências regulares da União explica a piora. 

No total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 1,996 bilhão em novembro de 2023, ante resultado negativo de R$ 3,710 bilhões no mesmo mês de 2022. 

As empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras – tiveram déficit primário de R$ 343 milhões no mês de novembro, contra superávit de R$ 145 milhões no mesmo mês de 2022.    

Despesas com juros 

Os gastos com juros ficaram em R$ 43,617 bilhões em novembro de 2023, contra R$ 50,282 bilhões em novembro do ano anterior. 

Nesse resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que nesse caso contribuíram para a melhora da conta de juros na comparação anual. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.    

No mês de novembro de 2023, a conta de swaps teve ganhos de R$ 18,3 bilhão contra ganhos R$ 7,6 bilhões em outubro de 2022.   

Na comparação interanual, a queda da inflação também ajuda a reduzir os juros. Por outro lado, contribuem para a evolução dessa conta o aumento do estoque da dívida em si e o efeito da taxa básica de juros, a Selic, em alta no período.   

De março de 2021 a agosto de 2022, o Banco Central elevou a Taxa Selic por 12 vezes consecutivas, em ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano – de agosto de 2022 a agosto de 2023 – a taxa foi mantida em 13,75% ao ano. Em agosto do ano passado, o BC iniciou o ciclo de redução e, hoje, a Selic está em 11,75%.    

O resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – cresceu na comparação interanual. Em novembro de 2023, o déficit nominal ficou em R$ 80,887 bilhões contra o resultado negativo de R$ 70,371 bilhões em igual mês de 2022. 

Em 12 meses, o setor público acumula déficit R$ 844,808 bilhões, ou 7,82% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.     

Dívida pública 

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,424 trilhões em novembro, o que corresponde a 59,5% do PIB. No mês anterior, outubro de 2023, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 59,2% (R$ 6,351 trilhões). 

Esse aumento refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (aumento de 0,4 ponto percentual), do déficit primário (alta de 0,3 ponto percentual), da valorização cambial de 2,4% no mês (aumento de 0,3 ponto percentual), do ajuste de paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (redução de 0,3 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (queda de 0,4 ponto percentual). 

Em novembro do ano passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,972 trilhões ou 73,8%, com aumento em relação ao mês anterior (R$ 7,913 trilhões ou 73,7% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Bem Popular Brasil   Fone: 99166-4242

Contribuição do MEI tem novo valor com alta do salário mínimo em 2024

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O reajuste do salário mínimo para R$ 1.412 – a partir de 1º de janeiro de 2024 – também alterou o pagamento de impostos à Receita Federal, incluindo a contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI). Os novos valores começam a valer nos boletos com vencimento em 20 de fevereiro, referentes à competência de janeiro. Contribuição do MEI tem novo valor com alta do salário mínimo em 2024Contribuição do MEI tem novo valor com alta do salário mínimo em 2024

Em comunicado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) explicou que isso ocorre porque no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) está incluso um valor referente à contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que acompanha anualmente a variação do salário mínimo. 

Para o MEI, além de um valor mais baixo de contribuição, os impostos são fixos, independentemente do faturamento. A regra se aplica desde que esteja dentro do limite anual, atualmente em R$ 81 mil. “Portanto, o novo valor do DAS-MEI em 2024 vai variar de R$ 70,60 a R$ 76,60, a depender da atividade desempenhada pelo empreendedor, sendo que algumas ocupações só pagam INSS”, explicou o Sebrae. 

Soma de tributos

O cálculo se dá pela soma das tributações do INSS (5% do salário-mínimo em vigor), Imposto Sobre Serviços (ISS) (mais R$ 5) e Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) (mais R$ 1). Por exemplo, pessoas que atuam na área de comércio e indústria pagam R$ 71,60; em serviços, R$ 75,60; em comércio e serviços, R$ 76,60. 

O Sebrae ressaltou que o DAS-MEI é a única obrigação financeira do MEI, mesmo que não esteja em atividade. Devido ao regime do Simples Nacional, em uma única guia de pagamento são recolhidos os impostos (ICMS e ISS) e a contribuição ao INSS, que dá direitos aos vários benefícios previdenciários. 

O optante pelo recolhimento por esse sistema é isento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), contribuição para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) (exceto se incidentes na importação) e contribuição previdenciária patronal (exceto se contratar empregado).

Local de destino

No caso do MEI Caminhoneiro, o valor vai de R$ 169,44 a R$ 175,44, a depender do tipo de produto transportado e o local de destino. O cálculo considera 12% do salário-mínimo para o INSS e as mesmas quantias do microempreendedor individual tradicional para ICMS e ISS. 

A categoria do MEI foi criada em 2008, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023, a Receita Federal contabilizou a marca de 12 milhões de negócios formalizados, o que, segundo o Sebrae, representa em torno de 60% de todas as empresas do país. 

A emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) pode ser feita por um programa gerador, por meio de aplicativo para celulares ou nos portais do Simples Nacional e da Receita Federal. O Sebrae também disponibiliza o serviço em seu portal.

Comando de Policiamento Ambiental prioriza Educação e reduz crimes ambientais em 2023

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No último ano, o Comando de Policiamento Ambiental – CPAmb intensificou a prevenção como um instrumento fundamental na contenção de crimes e demais infrações contra o meio ambiente. Tal posicionamento impactou significativamente os resultados alcançados.

Comparando os anos de 2022 e 2023, os dados apontam para uma redução do número de apreensões, prisões e autuações. Essa queda não é reflexo de menos atividades, mas sim do incremento substancial das ações de educação ambiental, bem como das operações de policiamento ostensivo e preventivo promovidas pelo Grande Comando.

Um dos alicerces fundamentais que orientam as ações do Comando de Policiamento Ambiental é o investimento contínuo em conhecimento, promovido pelo Núcleo de Educação Ambiental e pelo Policiamento Ordinário. Em 2023, o número de ações educacionais chegou à marca de 425 atividades que contribuíram diretamente para a redução do cometimento de crimes ambientais.

Em 2023, as operações de patrulhamento fluvial aumentaram consideravelmente, atingindo o número de 597 em comparação com as 444 realizadas em 2022. Essas incursões, aliadas às fiscalizações terrestres e a estabelecimentos comerciais, resultaram em apreensões de 1.570 kg de pescado e 2.158 petrechos de pesca proibidos, ressaltando o compromisso da instituição com a proteção da ictiofauna de nosso estado.

Houve queda também na incidência de crimes praticados contra a flora, totalizando, neste ano, a apreensão de 714 m³ de madeira provenientes da extração, transporte ou armazenamento irregular.

No âmbito das operações, as unidades de Policiamento Ambiental realizaram 8.750 ações que resultaram na abordagem de 1.947 embarcações e mais de 21.000 veículos, bem como orientação a mais de 39.000 pessoas. Adicionalmente, foram prestados 414 apoios a outros órgãos, evidenciando a abrangência das atividades e o suporte oferecido pelo CPAMB.

Vale ressaltar que no ano de 2023 foi realizada a 8ª Expedição de Educação Ambiental no Pantanal, a qual obteve a 2ª Colocação no Eixo Social do XVIII Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública. A ação ocorre anualmente, durante uma semana, ocasião em que especialistas em ensino, biologia e conservação passaram por diversas comunidades ribeirinhas do rio Paraguai oferecendo oficinas interativas, palestras e atividades práticas que abordam temas como biodiversidade, recursos hídricos, reciclagem e práticas sustentáveis. A missão tem como objetivo criar mudanças comportamentais duradouras e estratégias eficazes para a proteção do meio ambiente, bem como prestar assistência à população e aos povos tradicionais da região.

Nesta vertente, o Projeto Florestinha também desempenha um papel crucial na formação de mais de 400 crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 16 anos, em 6 municípios do estado, ao proporcionar diariamente atividades de educação ambiental. Esses jovens engajam-se em palestras e ações que não apenas enriquecem seu conhecimento sobre a importância da proteção do meio ambiente, mas também agem como multiplicadores de conscientização na comunidade. Ao transmitir princípios e práticas sustentáveis, o Projeto Florestinha não só contribui para a proteção do ecossistema, mas também fomenta a formação de cidadãos responsáveis e comprometidos com a sustentabilidade.

As ações promovidas pelo Comando de Policiamento Ambiental são fundamentais para a integração do tripé da sustentabilidade, abordando os aspectos ambientais, sociais e econômicos de maneira abrangente. Em seu compromisso com o meio ambiente, o CPAmb atua na fiscalização e combate a atividades ilegais que ameaçam ecossistemas, garantindo a proteção dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, o engajamento social se destaca na promoção da educação ambiental, sensibilizando a comunidade sobre a importância da conservação e incentivando práticas sustentáveis. Além disso, tais atividades contribuem para a dinâmica econômica local, criando oportunidades de emprego e desenvolvimento sustentável em atividades relacionadas à proteção ambiental, além de resguardar os setores econômicos para que não sejam afetados com a extração e o comércio ilegal de produtos oriundos da fauna e da flora de nosso país.

Esses resultados reforçam a eficácia das abordagens que priorizam a conscientização e educação das pessoas acerca das legislações ambientais vigentes. O comprometimento do Comando de Policiamento Ambiental em investir nas bases educacionais demonstra a construção de um caminho sólido em direção à proteção ambiental, especialmente na redução dos crimes contra a natureza.

Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020

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Programa tradicional de distribuição gratuita ou com desconto de 90% de remédios subsidiados pelo Ministério da Saúde, o Farmácia Popular distribuiu, entre julho de 2015 e dezembro de 2020, R$ 7,43 bilhões em medicamentos a pacientes falecidos. O programa também vendeu R$ 2,57 bilhões em medicamentos sem nota fiscal que comprovasse a compra pelo estabelecimento credenciado.Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020

As conclusões constam de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o relatório, os problemas decorreram da falta de um controle maior nos ressarcimentos às farmácias onde os medicamentos são retirados. Isso porque a fiscalização ocorre, na maior parte dos casos, a distância e de forma manual.

No caso da distribuição a pacientes falecidos, a CGU cruzou o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do paciente com autorizações emitidas pelo Ministério da Saúde e informações do Sistema Nacional de Registro Civil (Sirc), do Sistema de Controle de Óbitos do Ministério da Previdência (Sisobi) e do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do DataSus.

“A situação denota desperdício de recursos públicos e fraude cometida pelo particular que efetua a compra, burlando os controles na farmácia, ou pelo próprio estabelecimento”, destacou a CGU no relatório.

Em relação à venda sem nota fiscal, a auditoria constatou que os gastos com remédios sem nota fiscal equivaleram a 18,5% dos R$ 13,8 bilhões desembolsados pelo Farmácia Popular no período da investigação. Ao analisar 362 milhões de registros de venda nesse intervalo, 17,4% não estavam cobertos por estoque de medicamentos amparados em documentação fiscal.

No Farmácia Popular, os estabelecimentos credenciados repassam aos pacientes os medicamentos com desconto de 90% em relação ao valor de referência. Os remédios para o tratamento de hipertensão, diabete e asma são distribuídos de forma gratuita. Os comerciantes são ressarcidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, do Ministério da Saúde, que subsidia a aquisição dos medicamentos.

Amostragem

A fiscalização foi realizada por meio de amostragens em farmácias e drogarias credenciadas em cinco estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba. Nesses estabelecimentos, foram analisados os registros diários de entradas e saídas, comparados com as notas fiscais eletrônicas da Receita Federal. Segundo a CGU, esse método é mais eficaz que o procedimento tradicional de verificação mensal consolidada.

Após a fiscalização eletrônica, os técnicos inspecionaram fisicamente os estabelecimentos para confirmar a eficácia da ferramenta desenvolvida. Os comerciantes que cometeram irregularidades, destacou a CGU, podem sofrer punições, como a devolução dos recursos, o pagamento de multa e até descredenciamento do programa.

Recomendações

Para diminuir os prejuízos, a CGU recomendou a elaboração de um plano de tratamento de risco, semelhante aos adotados pela inteligência da Receita Federal, e o descredenciamento de estabelecimentos que não comprovarem as vendas com nota fiscal. O órgão também aconselhou o aprimoramento de mecanismos de controle que atestem a presença do beneficiário final no ponto de venda e adoção de medidas para recuperação dos recursos pagos indevidamente.

O relatório recomendou que o Ministério da Saúde utilize o sistema Sentinela, que poderá ser disponibilizado pela própria CGU, ou outra aplicação com metodologia semelhante para reforçar os controles de primeira linha de defesa. Segundo a CGU, esse sistema automatiza a circulação das informações de distribuição de remédios ante a comprovação da efetiva e regular compra dos medicamentos no mercado.

O Ministério da Saúde informou que avalia o resultado e as recomendações da auditoria da CGU. A pasta não forneceu mais detalhes.

Repressão a fraudes

Fraudes no Programa Farmácia Popular não são incomuns e têm sido reprimidas pelo governo. Em setembro, a Polícia Federal (PF) cumpriu 62 mandados de busca e apreensão contra acusados de vendas fictícias de medicamentos em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Ceará.

As investigações começaram em outubro de 2022, com base em notícia da venda fictícia de medicamentos por uma rede de farmácias com atuação na Região Sul do país. Os acusados usavam indevidamente dados de cidadãos para fraudar compras por farmácias. Segundo a PF, os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato contra a União, falsificação de documento particular, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento

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O governador em exercício José Carlos Barbosa (Barbosinha) esteve nesta sexta-feira (5) em Caarapó para realizar uma série de atos que trazem melhorias para a população na educação e infraestrutura. O município do sul do Estado está recebendo aproximadamente R$ 40 milhões em investimentos.

Um dos compromissos na cidade foi a entrega da reforma e ampliação da Escola Estadual Joaquim Alfredo Soares Vianna. Acompanhado do secretário de Educação Hélio Daher, o governador em exercício enalteceu o trabalho educacional.

“Educação é movida pelo trabalho e dedicação. Trabalhar em um ambiente escolar, ser diretor de uma escola, não é apenas um componente salarial, é preciso ter amor. Quando se fala da horta, quando fala da sala de informática, isso é ato de amor”, pontuou.

A Escola Joaquim Vianna é a segunda maior unidade em número de alunos da rede estadual em Caarapó. Foram investidos na reforma cerca de R$ 6 milhões e o secretário Hélio Daher confirmou que Caarapó atingiu 100% das escolas estaduais reformadas. “Estamos com 125 unidades escolares no Estado com alguma intervenção e outras 40 concluídas e prontas para entrega”, concluiu.

A solenidade de reinauguração da escola, que completa 50 anos de história e memória, contou com a apresentação musical de estudantes.

Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
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Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
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Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento

Em 2023, a unidade escolar atendeu 745 alunos matriculados desde o 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA), Avanço do Jovem na Aprendizagem (AJA) e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O município conta com oito unidades escolares, entre escolas e extensões. Juntas, elas foram responsáveis por atender 2.815 estudantes. O Governo de Mato Grosso do Sul aplicou mais de R$ 180 milhões na reforma de cerca de 40 unidades escolares em todo o Estado.

Obras de infraestrutura

Na área de infraestrutura, Barbosinha assinou a autorização para licitação da obra de ampliação da estação de tratamento de esgoto, além da construção de uma outra com capacidade de processar 60 litros por segundos. “É uma obra que fica pra vida inteira”, disse.

Os investimentos em saneamento básico totalizam R$ 33,5 milhões, completou o governador em exercício. Além disso, o Estado, junto à Sanesul, vai executar 25 mil metros de rede coletora de esgoto, interligando a 1.402 unidades domiciliares.

Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
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Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
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Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento
Governador em exercício entrega obras em Caarapó e autoriza ampliação da rede de saneamento

Caarapó está entre os municípios beneficiados pelo Programa Avançar Cidades, que tem como objetivo universalizar os serviços de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul. Ao se referir as melhorias na cidade, o prefeito de Caarapó, André Luiz Nezzi de Carvalho, salientou que as obras em saneamento e educação trazem economia em saúde e transformações de vidas.

“Talvez é a que menos aparece para a população mas é aquela que traz a principal melhoria, porque cada real que você investe em saneamento, você economiza na saúde e na qualidade de vida da nossa população. A gente fica feliz com as transformações das escolas do Mato Grosso do Sul”.

Barbosinha ainda supervisionou a área onde será construído o quartel da Policia Militar e recebeu explicações das operações e monitoramento realizados no município. O governadaor em exercício registrou que, posteriormente, o Pelotão da PM em Caarapó será transformado em Companhia Independente. “A mudança proporcionará o aumento do efetivo policial na região”.

Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MS
Heloisa Duim, do Programa de Estágio Supervisionado
Fotos: João Garrigó

Material escolar pode ficar até 9% mais caro em 2024, prevê indústria; saiba como economizar

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Todo começo de ano é marcado por contas a pagar. Uma delas, para quem tem filhos, é a compra de material escolar. A Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares estima que esses produtos terão aumento de preços de 7% a 9%.

Essa expansão deve acontecer, segundo a indústria, por conta dos aumentos de custos de papel, de embalagens e de produtos importados.

Para quem quer driblar os altos preços, Ana Oliveira, empresária à frente da Papermall Papelaria, dá cinco dicas:

1 – Pesquise preços. “O ideal é avaliar os preços nas lojas físicas e online, que costumam ter promoções diferenciadas. Afinal, é normal encontrar o mesmo item mais barato no site do que na própria loja. Isso acontece porque as empresas têm menos custos com as operações online e podem oferecer descontos mais atrativos”, afirma ela

2 – Peça desconto. “Saber pedir desconto também é muito importante na hora de economizar. Se o núcleo familiar tiver dois ou três filhos então, é quase certo que a papelaria ofereça algum tipo de benefício, como 15% de desconto no valor final da compra”, ressalta.

3 – Entenda se o material é adequado para a idade da criança. “Uma criança da pré-escola não pode ter um giz de cera muito fininho, porque a criança ainda não tem muita coordenação motora e pode quebrar o giz. Nesse caso, vale mais a pena pesquisar as características do produto e do uso associado a idade da criança e comprar um giz de cera mais caro, porém mais grosso, que vai durar mais tempo. O mesmo acontece quanto à qualidade dos produtos. Não vale a pena investir em uma marca branca ou inferir que vai durar poucos meses, enquanto uma marca melhor oferecerá um ano inteiro de uso, ou mais, para a criança”, explica Ana Oliveira.

4 – Recicle materiais do ano passado. “Sabemos que a lista de material escolar que as escolas pedem vai muito além do que a criança realmente usa em um ano letivo, então sempre sobram cadernos pouco utilizados de matérias menos expressivas e aquelas cores menos favoritas da criança na caixa de lápis de cor. Meu conselho é sempre reaproveitar os cadernos pouco usados no ano passado no próximo ano e, em vez de comprar uma caixinha de 24 cores de lápis, por exemplo, comprar apenas uma de 12 para substituir pelos mais gastos”, recomenda a empresária.

5 – Promova troca de materiais. “A troca de materiais acontece, principalmente, com uniformes, livros e outros itens duráveis, como mochilas e estojos. Há, inclusive, grupos de mães no Facebook destinados para isso”, finaliza Ana Oliveira*Sob supervisão de Ana Vinhas.

Petrobras avança no processo de retomada das obras da fábrica de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas

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A Petrobras lançou em dezembro edital de licitação para contratar serviços de avaliação da obra da fábrica de fertilizantes UFN III, localizada em Três Lagoas. O processo prevê a aquisição de serviços de levantamento quantitativo para a elaboração da lista de materiais, equipamentos e serviços restantes necessários para a conclusão da unidade. A informação foi dada pela estatal ao secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

“É um avanço importante no compromisso assumido pela Petrobras após o anúncio da retomada da obra. Essa é uma fase fundamental, de quantificação, levantamento de custo e redefinição de cronograma. Recebemos essa informação com muito otimismo. Junto com o governador Eduardo Riedel, nos reunimos com a presidência da estatal no ano passado e ressaltamos a importância estratégica desse empreendimento para a economia sul-mato-grossense”, comentou Jaime Verruck.

De acordo com o edital aberto pela Petrobras em 22 de dezembro de 2023, também está prevista a contratação de análise de modelos 3D, análise da documentação técnica existente, levantamento de campo, avaliação qualitativa de itens montados e armazenados, elaboração de planilhas quantitativas, marcação de documentos de projeto e registro de informações no Sistema Mecanizado de Estimativa de Custos (SMEC) da Petrobras.

Os detalhes da licitação estão disponíveis no site de compras da Petrobras, Petronect, sob o ID 7004233319. O prazo para o envio das propostas comerciais estará em vigor até 31 de janeiro de 2024. Conforme informações divulgadas anteriormente pela estatal, a expectativa é de que, após a finalização dessa etapa, a conclusão da obra possa ocorrer em um prazo de até dois anos.

Sobre a fábrica de fertilizantes

A UFN III, quando concluída, terá um papel fundamental na redução da dependência brasileira em 15% dos nitrogenados, contribuindo para a autonomia nacional no setor de fertilizantes. No entanto, há desafios a serem superados, como a necessidade de equacionar o fornecimento de gás nos próximos dois anos para atender à demanda estimada em 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Com 81% da obra realizada, a construção foi paralisada no final de 2014. A fábrica de fertilizantes foi projetada para consumir diariamente 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural, fazendo a separação e os transformando em 3.600 toneladas de ureia e outras 2.200 toneladas de amônia por dia.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
Foto: Arquivo

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 6,5 milhões

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Nenhuma aposta acerta as seis dezenas do concurso 2.671 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quinta-feira (4), no Espaço da Sorte, na cidade de São Paulo. O prêmio da faixa principal acumulou e vai a R$ 6,5 milhões.Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 6,5 milhõesMega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 6,5 milhões

Veja os números sorteados: 16 – 19 – 43 – 53 – 57 – 58.

A quina teve 16 apostas ganhadoras. Cada acertador vai receber R$ 98.282,79. Já a quadra registrou 1.481 vencedores que receberão, individualmente, um prêmio de R$ 1.516,85.

As apostas para o concurso 2.672, a ser realizado neste sábado (6), podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

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