Metade dos trabalhadores pretende sair em busca de um novo emprego — seja na sua área ou em novos ares. É o que mostra levantamento da consultoria de recrutamento Robert Half, adiantado com exclusividade para a CNN.
Dentre aqueles que desejam mudar, a maioria (64%) pretende fazê-lo por meio de troca de empresa, seja por melhores oportunidades de crescimento, salários mais altos, novos desafios, melhores benefícios e a possibilidade de trabalharem em modelo remoto ou híbrido.
Já os outros 36% procuram uma mudança de área de atuação ou profissão em busca também de melhores salários e mais flexibilidade, contudo com novos impulsos: os de realização pessoal, qualidade de vida e outros aprendizados.
Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half América do Sul, o cenário expõe transformações no mercado de trabalho, sobretudo na fatia da população considerada qualificada, aqueles com 25 anos ou mais e ensino superior completo.
“Nos últimos anos, testemunhamos uma completa mudança de prioridades e esse desejo por movimentação profissional é reflexo disso”, explica. “Vale a pena observar que atingimos o menor índice de desemprego desde 2015. A confiança dos profissionais reflete as condições do mercado”.
Por isso, para o Mantovani, as empresas devem se atualizar quanto às remunerações, benefícios e políticas claras de trabalho para se manterem atrativas e competitivas no cenário de desafios diários.
Mercado aquecido
O cenário do mercado favorece esses ensejos dos trabalhadores. O índice de desemprego qualificado ficou em 3,3% no terceiro trimestre de 2023, 0,50 ponto percentual (p.p) abaixo do mesmo período do ano anterior, conforme o Índice de Confiança Robert Half (ICRH), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento da consultoria também mostrou que o número de pessoas que está confiante em conquistar uma recolocação nos próximos seis meses aumentou para 36%, 3 p.p. a acima da última pesquisa realizada.
“O cenário é promissor para os candidatos atentos às novas demandas das empresas, que concorrem de forma acirrada pelos melhores talentos do mercado”, diz Mantovani.
“Job hopping”
A toda essa motivação presente no mercado de trabalho tem se atribuído um nome: “job hopping” (opção de mudança de carreira, tradução do inglês).
Segundo a Robert Half, o termo ganhou força fora do Brasil e estão em alta em vários países. Os “job hoppers” podem mudar com frequência de empresas ou até mesmo de segmento, o que pode ser bom para os trabalhadores, mas acende um sinal de alerta para as empresas.
Os recrutadores avaliam os candidatos com esse tipo de histórico com algumas ressalvas. Para 69%, é necessário entender o contexto e as razões para as mudanças.
Já pouco mais da metade (55%) se preocupa com a estabilidade, e uma porcentagem menor dos empregadores (46%) acreditam que pode indicar algum tipo de dificuldade de adaptação.
Mantovani reforça que buscar pela realização profissional, enquanto o mercado de trabalho está se transformando, não é avaliado como algo negativo. Isso porque se mostra “relevante os aprendizados e conquistas de cada experiência”.
Contudo, “a carreira precisa ser encarada de forma estratégica e aqueles profissionais ‘pula-pula’ que não souberem justificar bem as mudanças ainda podem ser malvistos pelo mercado”, alerta o executivo.
Apesar do bom desenvolvimento das pastagens de verão, a pecuária enfrenta desafios em decorrência das elevadas temperaturas, que têm impactado o consumo de animais e provocado o acúmulo de forragens em algumas áreas. De acordo com o Informativo Conjuntural, o calor excessivo durante o dia tem dificultado as ações de reprodução, afetando especialmente os bovinos de raça europeia e prejudicando o desempenho reprodutivo desses rebanhos. A condição sanitária dos bovinos permanece adequada, mas há relatos de infestações de ectoparasitas, como carrapato, mosca-dos-chifres e berne.
Na região de Bagé, em Itaqui, a redução das chuvas desde a segunda quinzena de dezembro e as lotações excessivas têm resultado em baixo ganho de peso em algumas propriedades. Em Caxias do Sul, a inseminação artificial continua sendo realizada, seguida de repasse com touro para as matrizes que retornaram ao cio. Na região de Erechim, o mercado permanece desaquecido, com oferta elevada e demanda reduzida, resultando em dificuldades de negociação e valores pagos em baixa, mantendo a tendência de preços decrescentes.
Em Passo Fundo, ainda são efetuadas as atividades reprodutivas e de controle de parasitas, como berne, carrapato, mosca-dos-chifres, bicheiras e tristeza parasitária. Na região de Pelotas, a fase de parição sofreu diminuição, e as matrizes com cria estão sendo mantidas com touros para reprodução. Em Santa Maria, as condições sanitárias estão boas, apesar da presença de carrapato. Na região de Santa Rosa, novamente houve registro de carregamento de animais para frigoríficos, e os preços para matrizes com cria ao pé foram mantidos. A condição corporal dos bovinos de corte está satisfatória devido à oferta forrageira. Em Soledade, as pastagens cultivadas e os campos nativos apresentaram desempenho adequado, resultando em aumento da produção de alimento volumoso para os rebanhos.
Segundo o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar no Rio Grande do Sul, o preço médio do boi aumentou 0,13%, passando de R$ 7,70 para R$ 7,71. Já o preço da vaca para o abate registrou um aumento de 2,17%, saindo de R$ 6,44 para R$ 6,58 por quilo vivo.
Com a abertura do ano judiciário em 1º de fevereiro, os ministros do Supremo Tribunal Federal começam a julgar processos com temas como desmatamento na Amazônia, a revista íntima para visitantes em presídios e o vínculo de emprego de trabalhadores com plataformas de entregas.
Veja a seguir alguns dos temas sobre os quais a Corte vai se debruçar neste ano.
Regime de casamento de idosos
Para a primeira sessão, a Corte retoma a análise de uma ação sobre o regime de bens no casamento de pessoas com mais de 70 anos, que hoje é obrigatoriamente o de separação total, de acordo com o Código Civil de 2002. A Corte vai avaliar também a aplicação da regra às uniões estáveis. O tema tem repercussão geral, ou seja, o que for decidido vai valer para processos em todo o país.
O julgamento foi o primeiro no novo formato implementado pela gestão do ministro Barroso na Presidência do STF em que, nos casos mais relevantes, o plenário ouve inicialmente as sustentações orais das partes envolvidas para que o colegiado considere de forma mais aprofundada os argumentos e apresente os votos em sessão posterior.
Revisão da vida toda
Outro julgamento é um recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a chamada “revisão da vida toda” das contribuições à Previdência Social.
A “revisão da vida toda” permite aos segurados escolherem a regra mais vantajosa para o cálculo da aposentadoria. Antes, só eram consideradas as contribuições a partir de julho de 1994, início do Plano Real, o que prejudicava beneficiários que tiveram salários mais altos antes desse período.
Dispensa imotivada e programação local na TV por assinatura
O Supremo também deve decidir STF vai decidir se a dispensa imotivada (sem justa causa) de empregado de empresa pública e sociedade de economia mista admitido por concurso público é constitucional.
Também estão em pauta ações que questionam a obrigatoriedade de inclusão gratuita de canais de programação local por prestadores de serviços de TV paga.
Sobras Eleitorais
As sobras eleitorais também entraram na mira do Supremo. As ações de partidos questionam a norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exige que o partido, para ter direito a participar da distribuição das sobras das cadeiras destinadas ao cargo de deputado federal, alcance pelo menos 80% do quociente eleitoral, com um candidato que tenha, no mínimo, 20% da votação nominal. Não sendo cumpridas as duas exigências cumulativamente, as cadeiras restantes serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias, sem nenhuma restrição.
‘Uberização’
A ação questiona decisão da Justiça do Trabalho que reconheceu vínculo de emprego de um motofretista com a plataforma de entregas. Até o momento, de acordo com o STF, a questão do trabalho para aplicativos de entregas ou de transporte de passageiros, a chamada “uberização”, vem sendo tratada apenas em decisões monocráticas. No Plenário, os ministros poderão fixar um entendimento uniforme sobre o tema.
Desmatamento
O STF volta também a analisar ações que questionam a política ambiental adotada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As ações pedem a execução de um plano para prevenção e controle de desmatamento da Amazônia. Outra quer o reconhecimento da omissão do governo anterior no combate aos crimes ambientais.
Revista Íntima
O STF deve analisar também a legalidade da revista íntima em presídios. O caso tem repercussão geral, ou seja, o que for decidido servirá para outros tribunais de todo o país. De acordo com a Corte, os ministros analisam um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra decisão do Tribunal de Justiça local (TJRS) que absolveu da acusação de tráfico de drogas uma mulher que levava 96 gramas de maconha no corpo para entregar ao irmão detido no Presídio Central de Porto Alegre.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a prova foi produzida de forma ilícita, pois a visitante foi submetida ao procedimento de revista íntima, considerada vexatória no momento em que entrava no presídio para visitar o familiar preso.
Sigilo Telefônico
O STF vai discutir ainda se o acesso a dados de celular encontrado no local do crime viola sigilo telefônico. O recurso foi apresentado à Corte pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPE-RJ) contra decisão do Tribunal de Justiça estadual (TJ-RJ) que absolveu um homem condenado por roubo. Na fuga, ele deixou o celular cair e os policiais encontraram, no aparelho, informações e fotos ajudaram nas investigações.
No mais recente Relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agropecuários, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram reveladas projeções ajustadas para a produção mundial de milho. A estimativa global foi revisada de 1.222,070 bilhão para 1.235,730 bilhão de toneladas, com estoques finais previstos em 325,220 milhões de toneladas, comparados aos anteriores 315,220 milhões.
No cenário nacional brasileiro, o relatório delineia uma atualização significativa na produção de milho, revelando uma redução de 129 para 127 milhões de toneladas. Concomitantemente, as projeções para as exportações do país foram ajustadas ligeiramente, passando de 54 para 55 milhões de toneladas. Essa revisão acrescenta nuances importantes ao panorama da agricultura brasileira, destacando ajustes cruciais nas estimativas de produção e no volume exportado do grão.
Destacando os Estados Unidos, o USDA projeta uma notável expansão na produção de milho para a safra 2023/24, passando de 86,970 milhões para 386,690 milhões de toneladas. As exportações permaneceram estáveis em 53,340 milhões de toneladas, porém, os estoques finais do país registraram uma queda de 54,910 para 54,120 milhões de toneladas.
Quanto à Argentina, as projeções apresentadas pelo USDA indicam uma estabilidade na produção de milho, mantendo-se firme em 55 milhões de toneladas. Paralelamente, as exportações do país sul-americano permanecem inalteradas, mantendo-se consistentes em 41 milhões de toneladas. Essa previsão constante sinaliza uma robustez na capacidade produtiva argentina, enquanto as exportações sustentadas evidenciam uma estabilidade no mercado internacional para o milho argentino.
Em 2020, Giovana Basso, aos 6 anos na época, recebeu o diagnóstico de neuroblastoma em estágio 4, de alto risco. Começou, então, uma luta contra esse tipo de câncer, cujos medicamentos são recentes e estão entre os mais caros do mundo. A história dela chegou até a indústria farmacêutica internacional e, com o próprio tratamento, Gigi abriu portas, ajudando a trazer o medicamento naxitamabe para o Brasil. A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) viria após o período em que ela fez uso da medicação, apenas em 2023.
Giovana já havia passado por cirurgias e tratamentos. A família buscava novas soluções quando encontrou o medicamento recém aprovado pela agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA), o naxitamabe. Vendido sob o nome Danyelza®, o medicamento é utilizado no Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering (MSKCC), um renomado hospital oncológico de Nova York. O custo, no entanto, supera o valor de R$ 1 milhão.
Na foto: Giovana de rosa, Vinícius de azul, Lucas no colo do pai e Bruna, mãe das crianças, em pé – Arquivo pessoal
O pai de Giovana, o engenheiro civil Vinícius Basso, prontamente buscou informações sobre o tratamento e, na página da empresa Y-mAbs, que o produz, encontrou informações também sobre o seu fundador, Thomas Gad, presidente e chefe de desenvolvimento e estratégia de negócios. Gad fundou a Y-mAbs, depois de anos procurando uma opção eficaz para o tratamento da própria filha, que também tinha neuroblastoma. “Desde então, Gad pretende ajudar outros pacientes e familiares a terem acesso aos mesmos produtos”, diz a página da empresa.
Basso, entrou em contato com Gad e contou a história de Gigi: “Ele dizia que queriam que todos os pacientes tivessem acesso igual a filha dele teve e eu falei, ‘Olha, você não está conseguindo cumprir seu objetivo. Sou uma pessoa que não é pobre e não é rica também e eu não consigo comprar seu remédio”, conta. Ele explicou também a situação econômica do Brasil e como remédios como esse são inacessíveis para a população.
“Nisso, ele pediu para a equipe ligar para a médica [no Brasil] e fizeram a doação de uso compassivo”, diz e acrescenta, “a partir daí, ele contratou uma empresa para entrar com processo de aprovação no Brasil”. Segundo Basso, Giovana foi a primeira paciente da América Latina a receber ser tratada com o Danyelza®.
Devido ao nível de gravidade, Giovana faleceu em 2022, com 8 anos. No último post do Instagram, onde a família contava o dia a dia de Gigi e trazia informações sobre o tratamento do neuroblastoma, o pai conta que logo no início do tratamento, ela disse que estava com “saudade do céu”. “Não quer dizer que não dói, dói muito, mas ainda assim só temos o que agradecer, e hoje agradecemos que nossa filha está no melhor lugar do mundo”, diz o texto.
Luta de muitos
A campanha para arrecadar recursos para o tratamento de Pedro, filho do indigenista Bruno Pereira, assassinado em 2022, lançou luz sobre uma luta contra o neuroblastoma, que é também de muitas outras famílias no Brasil. Medicações usadas no tratamento, como o naxitamabe (Danyelza®) e o betadinutuximabe, conhecido pelo nome Qarziba, não são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São também medicações recentes, o Qarziba foi aprovado pela Anvisa em 2021. As famílias que não têm condições de comprá-los precisam obtê-los via plano de saúde – caso tenham, e, mesmo assim, muitas vezes têm o pedido negado -, ou por vias judiciais, obtendo decisões que obrigam os planos ou a União a adquiri-los.
Muitas famílias recorrem também a vaquinhas para conseguir os recursos para os medicamentos que precisam ser importados. Foi o que fez a mãe de Pedro, a antropóloga e diretora do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Beatriz Matos. A campanha acabou lançando luz não apenas sobre o caso, mas sobre a doença e sobre a incidência dela no país. A meta proposta foi atingida e a família terá dinheiro para comprar as medicações. “O caso do Pedro, a gente fica triste de ver mais uma criança, mas, por outro lado, ele ganha uma força de alcance de mídia. Pelo menos a gente está ganhando força para brigar pelas crianças que anda precisam”, enfatiza Vinícius Basso.
Júlia Motta, 15 anos, filha da farmacêutica Taiane Backes Motta Medeiros, luta contra o câncer pela terceira vez. O primeiro diagnóstico veio há oito anos. A família saiu de Cascavel (PR), onde morava, para São Paulo, onde ela recebeu o tratamento que precisava. Taiane teve boas respostas e foi curada, mas o câncer reincidiu mais duas vezes. Ela também precisou do Qarziba e agora a indicação é o naxitamabe.
Taiane e Júlia Motta- Arquivo pessoal
Assim como no caso de Pedro, foi por meio de vaquinhas, doações e de processos judiciais que a família conseguiu os medicamentos. A mãe diz que espera que todas essas lutas abram caminhos para que outras famílias possam ter acesso mais facilmente aos medicamentos. “Se a história da minha filha puder ajudar outras crianças a conseguirem tudo isso de uma forma mais tranquila do que foi para nós, eu já vou estar muito feliz e muito realizada, porque é muito difícil ir para uma rede social pedir ajuda, pedir dinheiro para as pessoas, para tentar dar uma chance de vida para o seu filho. Se o um pai e uma mãe puderem só acompanhar seu filho – porque já é um processo muito difícil você estar vendo seu filho fazer todos esses tratamentos – Se puderem apenas fazer isso, seria muito menos traumatizante”, diz Taiane Medeiros.
Neuroblastoma
O neuroblastoma é o terceiro tipo de câncer mais recorrente entre crianças, depois da leucemia e de tumores cerebrais. É o tumor sólido extracraniano mais comum entre a população pediátrica, representando 8% a 10% de todos os tumores infantis.
O tratamento varia de acordo com o risco apresentado para cada paciente. Para aqueles com baixo risco ou intermediário, são necessárias cirurgia e, em alguns casos, quimioterapia. Para quem tem alto risco, pode haver necessidade da cirurgia para retirada do tumor, quimioterapia e até radioterapia. O tratamento envolve também a utilização de transplante de medula óssea, com células provenientes do próprio paciente. Esses procedimentos são oferecidos pelo SUS.
A maior dificuldade é conseguir os medicamentos, cujos estudos demonstram que aumentam as chances de recuperação. A corrida é contra o tempo, já que os medicamentos devem ser usados em etapas especificas do tratamento para que façam o devido efeito e também em casos específicos. Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) e o Hospital Israelita Albert Einstein tenta reduzir para 20% a dose do betadinutuximabe.
Arte/EBC
Campanha
A campanha para Pedro bateu a meta, mas a arrecadação não terminou. Agora, os recursos a mais arrecadados serão encaminhados a outras crianças, por meio do Fundo do Neuroblastoma, criado pela mãe dele em conjunto com o Instituto AnaJu. As doações podem ser feitas na internet, na página do fundo.
O Instituto AnaJu é uma organização não governamental dedicada a assistir e amparar crianças com câncer e doenças raras. O Instituto foi fundado por Laira dos Santos Inácio, após a morte da filha, Ana Júlia, de 10 anos, em agosto de 2023, três anos após ser diagnosticada com neuroblastoma.
“A gente se uniu para fazer um fundo, com o qual vamos conseguir trazer medicações pra essas crianças, por conta dessa falta de apoio. Muitas mães que estão participando desse fundo estão com processo [na Justiça] há quase um ano, para conseguir o Qarziba, que é a medicação que o Pedro precisa. E a criança não pode esperar 60 dias após o transplante”, diz a fundadora do Instituto AnaJu.
Detalhe da casa da fundadora do Instituto Anaju, Laira Inácio – Valter Campanato/Agência Brasil
Ela conhece bem a dificuldade das famílias. “Eu fui para a internet com a cara e com a coragem porque eu não tinha mais saída. Foram 12 processos [na Justiça], desde a primeira quimioterapia, que o plano de saúde negou. Daí começou o primeiro processo. Foi uma luta. Eu nunca tive paz para viver realmente o tratamento. Foi uma luta desde o diagnóstico até o final, até quando a Ana Júlia partiu e quando a gente conseguiu chegar de fato à medicação”, diz Laira Inácio. A medicação veio por decisão judicial, quando já não havia mais tempo.
Na foto Laira e Ana Júlia – Arquivo pessoal
A fundadora do instituto diz que hoje tenta passar para as pessoas a própria história, para informar e alertar a população. “Quanto mais rápido se descobre o câncer e se tem o diagnóstico precoce, a chance de cura é muito mais alta. Então, é muito importante a gente levar informação e tentar mostrar para as pessoas que têm caminhos para lutar também, mesmo quando fecham as portas”. Ela acrescenta que o processo de Ana Júlia serve hoje de referência para outros processos, para que outras crianças possam obter a medicação.
Ministério da Saúde
Procurado, o Ministério da Saúde informou que ainda que os medicamentos betadinutuximabe (Qarziba) e naxitamabe (Danyelza) tenham obtido registro da Anvisa, não foram, até o momento, demandados para análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
A solicitação de avaliação de tecnologias para que os remédios possam ser distribuídos pela rede pública pode ser feita por qualquer instituição ou pessoa física, como por exemplo, por uma empresa fabricante, uma sociedade médica ou de pacientes, áreas técnicas do Ministério da Saúde, de Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Segundo a pasta, no entanto, as demandas devem preencher os requisitos documentais exigidos legalmente.
Ainda segundo a pasta, o secretário substituto de Ciência e Tecnologia, Leandro Safatle, esclareceu que “o critério para aprovação de uma nova terapia é a eficácia, e não o preço. O custo eventualmente mais alto não é impeditivo para a incorporação. É preciso que o medicamento ou tratamento apresente resultados”.
Para que uma tecnologia em saúde seja incorporada no SUS e distribuído na rede pública de saúde, é necessário que ela seja avaliada pela Conitec. A Comissão atua sempre que demandada, e assessora o Ministério da Saúde nas decisões relacionadas à incorporação e/ou exclusão de tecnologias no SUS. Quando provocada, a Comissão analisa as evidências científicas relacionadas à tecnologia, considerando aspectos como eficácia, acurácia, efetividade e a segurança, além da avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já existentes e o impacto orçamentário para o SUS. Para isso, é necessário que a tecnologia em questão já tenha registro de comercialização da Anvisa, e, no caso de medicamentos, que já tenha o preço máximo estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Atualmente, de acordo como Ministério, o SUS oferece quatro linhas de tratamento oncológico às crianças com neuroblastoma. A cada ano, o SUS realiza, em média, 1.604 sessões de quimioterapia para tratar neuroblastoma em crianças.
O professor de educação física, Igor Tavares, de 26 anos. (Fotos: Divulgação)
Vilson Nascimento
O profissional de educação física, Igor Tavares dos Santos, de 26 anos, foi morto com vários tiros quando estava em companhia de amigos em uma área de lazer na cidade, fato ocorrido por volta da meia noite desse sábado (13) para domingo, dia 14 de janeiro, em Paranhos, na fronteira com o Paraguai.
Informações ainda não oficiais dão conta que Igor e um grupo de amigos estavam em uma área de lazer com piscina quando teria chegado um indivíduo, supostamente usando capuz, e disparado várias vezes contra o professor. Alveado, segundo a perícia, por pelo menos cinco disparos de pistola calibre 9mm, ele morreu no local.
Outros dois jovens que estavam próximo a Igor, um de 23 e outro de 28 anos, também acabaram alvejados com disparos. Eles receberam atendimento médico emergencial no Hospital Municipal em Paranhos, posteriormente foram encaminhados para um hospital com maiores recursos médicos na cidade de Ponta Porã, porém não corriam maiores riscos. Segundo informações levantadas pela nossa reportagem um foi atingido na região da mão e outro o outro no braço.
Segundo a delegada que atua no caso, Dra. Alana Tíssia Lima Santos, ainda não existem informações oficiais sobre a motivação do crime, a Polícia Civil está empenhada nas investigações, vai passar a ouvir testemunhas e espera elucidar o caso em breve.
Uma equipe da Polícia Científica da Unidade Regional de Perícia e Identificação de Amambai esteve no local realizando os levantamentos técnicos.
O assassinato de Igor Tavares, que era lotado na Sejel (Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer) da Prefeitura de Paranhos, sendo inclusive treinador e chefe de delegações esportivas do município em competições estaduais e nacionais, chocou o meio esportivo e toda a população de Paranhos.
A Prefeitura de Paranhos emitiu nota de pesar pelo falecimento do servidor público e o prefeito do município, Donizete Viaro, lamentou o ocorrido e prestou condolências a família.
Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, que atua nas investigações do caso.A Prefeitura de Paranhos emitiu nota de pesar pelo falecimento do profissional de educação física.
Matéria atualizada às 12h25 para acréscimo de informações
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na tarde deste sábado (13), um carregador de pistola de calibre 9 milímetros, com oito munições de mesmo calibre, intactas.
Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo e preventivo na rodovia MS-299, área rural do município, quando deram a ordem de parada ao condutor (33) de uma Toyota Hilux de cor branca. Durante a vistoria no veículo, os policiais localizaram as munições no porta-luvas da camionete.
O condutor e proprietário disse que não portava a documentação legal exigida para o transporte das munições. O homem foi preso e a ocorrência registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil de Sete Quedas.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cinco cidades brasileiras estão participando de um projeto piloto, do Ministério da Saúde, que usa a autocoleta para diagnosticar o HPV.
Os agentes comunitários estão em busca de mulheres que não estão em dia com o exame para rastrear o câncer de colo de útero.
“A gente tem mulheres que fazem mais de 13 anos que não fez coleta”, conta Juliane Souza de Paulo, Agente Comunitária de Saúde.
No Papanicolau, também conhecido como preventivo, um profissional de saúde colhe amostras do tecido do útero e deve ser feito preferencialmente a cada ano depois do começo da vida sexual. A Romilda não fazia o exame havia quatro anos.
“Eu achava muito constrangedor”, diz Romilda Pereira, zeladora, participante da pesquisa.
Cinco cidades brasileiras participam de projeto piloto, do Ministério da Saúde, que usa a autocoleta para diagnosticar o HPV — Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, mais de 6% das mulheres de 25 a 64 anos nunca fizeram o preventivo. O Ministério da Saúde quer mudar essa estatística e derrubar a barreira que pacientes têm em relação ao Papanicolau.
Para isso, vai avaliar a aceitação do auto-teste, que já existe no mercado, mas muita gente desconhece. Nele, a própria mulher coleta em casa o material, que será analisado por um laboratório. Esse projeto piloto está convidando cerca de mil mulheres de cinco cidades brasileiras, uma de cada região.
Em todas as cidades que participam do projeto, a pesquisa é feita por amostragem. Em Maringá, serão 320 mulheres com idade entre 25 e 64 anos. São pacientes que não fizeram o exame preventivo há pelo menos 4 anos. E elas serão divididas em dois grupos. Pra um grupo vai ser oferecido o Papanicolau. Pro outro grupo, a autocoleta.
“Pode ser feito o auto teste ali na hora, no momento. A mulher pode fazer no momento e já devolver para a agente comunitária de saúde. Ela pode fazer depois, 15 dias depois a agente comunitária de saúde vai retornar na casa dessa mulher pra pegar o exame”, destaca Clovis Mello – Secretário de Saúde de Maringá.
Se a autocoleta for bem aceita, ela poderá ser oferecida pelo sistema público de saúde. O objetivo é incentivar as mulheres a fazerem o preventivo. O câncer de colo de útero mata, em média, 7 mil brasileiras por ano. Mas, quando descoberto no início, através do exame, as chances de cura são altas.
“Nossa expectativa é que se aplicando pro sistema público de saúde a gente vai poder chegar nos objetivos da Organização Mundial da Saúde que é a eliminação do câncer de colo uterino. Quando dizemos eliminação, não é que não vão ocorrer raros casos no país, mas que vão ser salvas milhares de vidas evitando que as mulheres tenham esse câncer que é totalmente prevenível”, ressalta Marcia Consolaro.
A Romilda aprovou a autocoleta.
“Sempre todo ano, de 6 em 6 meses”.
Cinco cidades brasileiras participam de projeto piloto, do Ministério da Saúde, que usa a autocoleta para diagnosticar o HPV — Foto: Reprodução/TV Globo
A bancada ruralista vai pressionar o Congresso para a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à lei dos agrotóxicos, apelidado por ambientalistas de “PL do veneno”. A proposta tramitou por mais de 20 anos no Parlamento e foi aprovada em novembro de 2023, com amplo apoio dos representantes do agronegócio. Lula, no entanto, vetou 14 pontos do projeto, entre eles, o principal trecho do texto, que dava mais autonomia para o Ministério da Agricultura na liberação de novos agrotóxicos.
O Congresso aprovou o texto com a retirada do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do grupo de órgãos que têm a responsabilidade de fiscalizar o uso de agrotóxicos. A intenção era passar essa responsabilidade apenas para o Ministério da Agricultura.
Nesse caso, o Planalto alegou que o veto foi necessário para garantir a manutenção do modelo de análise em três partes (tripartite), e isso está relacionado aos “direitos fundamentais à vida, saúde e meio ambiente equilibrado, conforme previsto na Constituição Federal”. Por outro lado, os ruralistas argumentam que centralizar a aprovação de produtos no Ministério da Agricultura ajudaria a organizar e acelerar a fila de processos prioritários.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, criticou o governo por vetar os principais trechos do projeto e disse que o movimento demonstra “desrespeito ao parlamento”. Além disso, segundo ele, os vetos atingem diretamente a modernização e desburocratização da liberação de agrotóxicos. “Aqui a burocracia faz com que a gente espere 4, 5, 10 anos para [os defensivos agrícolas] serem liberados. Óbvio que vamos derrubar esses vetos, temos votos para isso”, disse.
Os outros vetos são relacionados às embalagens de agrotóxicos para conterem o nome da companhia e a advertência para não reaproveitamento e sobre a unificação das taxas de registro. A decisão de Lula será analisada pelo Congresso Nacional, em sessão conjunta de Câmara e Senado, na volta do recesso parlamentar, em fevereiro. A sessão ainda não tem data marcada.
Para derrubar um veto presidencial são necessários, no mínimo, os votos de 257 deputados e de 41 senadores. A bancada ruralista tem condições de derrubar os vetos, isso porque esta é a maior bancada do Congresso Nacional, com 324 membros, de 513 deputados; e 50 membros, de 81 senadores.
Embate entre governo e ruralistas
O veto do governo à lei dos agrotóxicos é mais um capítulo da relação tensionada entre os representantes do agronegócio e o presidente Lula. Durante o primeiro ano do governo petista, o grupo se alinhou à oposição para impor derrotas ao Palácio do Planalto.
Isso aconteceu, por exemplo, na discussão do marco temporal das terras indígenas. A tese foi construída por ruralistas, mas o presidente vetou a maior parte do projeto, incluindo o principal artigo, que diz que uma terra só pode ser demarcada se for comprovado que os indígenas estavam nela ou disputavam a posse dela na data da promulgação da Constituição — 5 de outubro de 1988. Como era esperado, o Congresso derrubou o veto presidencial e reestabeleceu a condição para as demarcações.
Quando começaram a produzir batata chips, a família Dutra não imaginava quantas coisas poderiam acontecer. Os ingredientes são batata, sal e óleo. Pode parecer fácil, mas não foi. A aposta deu certo e hoje o petisco é uma das principais fontes de renda para pai, mãe e as duas filhas que trabalham na pequena indústria construída na casa da família, em Campo Grande.
Quem comanda a produção de batata chips é a mãe, Lucinéia Dutra. Quando começou as primeiras operações o negócio ainda era muito amador. Vários foram os testes realizados para chegar a uma boa qualidade do produto.
“A nossa produção era bem difícil porque nós trabalhávamos no tacho, não tínhamos seladora, a gente selava na mão, então a gente tinha uma estrutura que era muito básica”, conta Lucinéia.
Um dos primeiros investimentos veio de uma das filhas, a Joyce, que tinha saído de um emprego após mais de dois anos. Foi ela quem financiou o primeiro tacho da família para a produção das batatas chips. Mas, a contribuição da Joyce não parava por aí. Além de ajudar a mãe, ela conheceu o Senar/MS através de uma amiga e trouxe a equipe da instituição para ajudar.
“Essa amiga me contou sobre o Senar. Disse que poderíamos receber ajuda, já que o Senar tem um trabalho específico sobre indústria. Então nós tentamos e conseguimos receber as visitas dos técnicos”, explica Joyce.
Através da Assistência Técnica e Gerencial da Agroindústria do Senar/MS a família aplicou todas as instruções que foram dadas. Uma das mudanças foi a estrutura. Foi construído um anexo junto à casa para a produção das batatas chips. A família também investiu em equipamentos modernos que aceleram e aumentam a produção dos petiscos.
“Também mudamos as nossas embalagens. Antes era tudo transparente e só com adesivo. Hoje ela é impressa e mais bonita também”, diz Lucinéia
“Qualquer coisa que a gente faz, a gente está contente. Depois do Senar a alegria foi maior pela mudança de tudo o que aconteceu. Nós conseguimos ver a diferença de tudo. Então somos muito gratos”, finaliza Joyce.
Transformando Vidas – Toda sexta-feira o Sistema Famasul divulga uma reportagem sobre a atuação do Senar/MS e as suas transformações no Campo. Confira outras histórias de sucesso no canal do Youtube e no site.
Os casos de hérnia de disco foram a principal causa de afastamentos pelo INSS no ano passado. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, mais de 51 mil pessoas receberam o Benefício por Incapacidade Temporária (Auxílio-doença) por transtornos no disco lombar. O Jornal da Record mostra quem tem direito e como solicitar ao INSS.
O que é? O Benefício por Incapacidade Temporária (Auxílio-doença) é para a pessoa que comprove, por meio de perícia médica, por mais de 15 dias seguidos, estar incapaz para o trabalho ou atividade habitual de forma temporária. Durante a perícia médica será avaliado o benefício devido, temporário (Auxílio-doença) ou permanente (Aposentadoria por invalidez). Este pedido é iniciado totalmente pela internet, você não precisa ir ao INSS. Durante a análise, você poderá ser chamado para perícia médica, que pode ser realizada por telemedicina.
Quem tem direito? Qualquer pessoa que esteja doente e incapaz para o trabalho por mais de 15 dias, em decorrência de doença ou acidente. O benefício é concedido pela perícia médica do INSS ou pela análise de documentos que comprovam a necessidade de afastamento. Para isso, o trabalhador precisa estar com a contribuição em dia com o INSS e provar a incapacidade temporária ou permanente.
Quanto tempo é possível receber? O Auxílio-doença pode ser concedido por um período de até 120 dias, prorrogável por mais 120 dias ou quantas vezes o segurado permanecer incapacitado para o trabalho. Caso o segurado esteja incapaz permanentemente de trabalhar, ele pode ser encaminhado para a Aposentadoria por invalidez.
Como solicitar? • Acesse o aplicativo ou site Meu INSS; • Informe o CPF e, depois, a senha do Portal Gov.br; • Clique em “Pedir Benefício por Incapacidade”; • Se a perícia já estiver agendada, os agendamentos vão aparecer na próxima página; • Clique em “Novo requerimento”, tanto para quem está fazendo um novo pedido quanto para os que já têm perícia médica agendada; • Vá em “Benefício por Incapacidade (Auxílio-doença)” e, depois, em “Ciente”; • Leia as informações na tela e clique em “Avançar”; • Na página seguinte, informe os dados pessoais, como CPF, número de telefone, endereço e e-mail; • Escolha “Sim” para acompanhar o número do processo por aplicativo, e-mail ou Central Telefônica 135; • Indique se é autônomo ou empregado de empresa privada (neste caso, é preciso informar a data do último dia de trabalho e o CNPJ da empresa); • Role a página para baixo e clique no sinal de +; • Inclua seus documentos, como o atestado e os laudos médicos, além dos documentos pessoais; • A cada inclusão, clique em “Anexar” e, depois, em “Avançar”; • Em seguida, indique o CEP da residência, para poder escolher a agência do INSS mais próxima de sua casa; • Confira as informações que aparecem na tela, clique em “Declaro que li e concordo com as informações acima” e vá novamente em “Avançar”; • Pronto, o pedido será feito; anote o número do protocolo e faça o acompanhamento pela internet ou por telefone.
Projeto social de sucesso do município de Angélica, a Casa do Pequeno Seareiro vai ganhar uma revitalização do Governo do Estado no valor de R$ 800 mil. Este é o retrato da valorização e reconhecimento do trabalho social feito junto a população local.
A obra foi lançada nesta sexta-feira (12) pelo governador em exercício José Carlos Barbosa – Barbosinha- que inclusive era prefeito da cidade quando o prédio do projeto pioneiro foi instalado.
Hoje ele funciona em um local improvisado e atende um público bem menor do que sua capacidade. A obra de revitalização vai recuperar o prédio antigo, que está desativado há mais de 10 anos.
“Percorri as ruas de Angélica como engraxate e sorveteiro e agora chegar aqui na condição de governador do Estado. É uma emoção muito grande. Estes investimentos que lançamos e entregamos para cidade é fruto deste trabalho”, afirmou o governador em exercício.
A reforma do projeto social conta com recursos estaduais por meio da Sead (Secretaria Estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos). O projeto vai realizar a qualificação profissional de estudantes de escolas públicas e atividades de reforço escolar no contraturno.
Também serão oferecidos no espaço cursos de datilografia, bordado, manipulação de alimentos e música e artesanato, entre outras alternativas de estímulo ao primeiro emprego.
“Parceria com o Governo é fundamental, pois são ações públicas que chegam até a população. Estamos assinando este importante projeto que é a reforma da Casa do Pequeno Seareiro, que envolve nossas crianças, por isso é prioridade. Ainda agradecer as obras de infraestrutura urbana para cidade”, afirmou o prefeito de Angélica, Edilson Cassuci.
Asfalto e drenagem
Barbosinha entregou durante a agenda a obra de pavimentação e drenagem no bairro Esplanada. O investimento é de R$ 3,6 milhões, com recursos do Governo do Estado.
Barbosinha disse que o momento é de trazer novas obras e projetos para cidade. “Vamos atende os pedidos, asfaltar mais ruas da cidade, pois o meu compromisso é com o povo de Angélica, para que o município receba todos os investimentos possíveis”
As obras foram realizadas em trechos das avenidas Esmênia da Silva Martins, Mario Carrato e Salvador Conconi. O objetivo é dar melhores condições aos moradores locais, levando dignidade para as famílias, com benfeitorias na porta de suas casas.
O governador em exercício aproveitou a oportunidade para vistoriar as obras de pavimentação das ruas Francisco Marcolino, Salvador Conconi, Rachid Neder e Avenida Mário Carrato. Todas elas em andamento.
Também participaram da agenda o deputado federal Geraldo Resende, o secretário Eduardo Rocha (Casa Civil), além dos vereadores e autoridades da cidade.
Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS Fotos: João Garrigó
“Na língua zulu [uma das línguas da África do Sul], quando uma pessoa passa pela outra, uma diz: ‘Eu estou te vendo’. A outra responde: ‘Sim, eu estou aqui’. Quando eu digo ‘oi’ para alguém ou quando eu olho essa pessoa e essa pessoa corresponde me olhando, eu estou reconhecendo a sua presença, reconhecendo a sua humanidade. Isso que significa essa saudação”.
A professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), vinculada ao Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas do Centro de Educação e Ciências, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva usa a saudação para explicar a importância da educação étnico-racial e da Lei 10.639/2003, que estabelece que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira sejam ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, ou seja, em todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino médio.
Brasília (DF) 13/01/2024 – Uma das lideranças da luta antirracista na Educação a professora, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva Foto: Academia de Ciências da Bahia/Divulgação – Academia de Ciências da Bahia/Divulgação
Silva foi, em 2004, a relatora, no Conselho Nacional de Educação (CNE), do parecer que definiu as diretrizes curriculares para a implementação da lei em todo o país, em escolas públicas e particulares. Para a professora, a importância da educação étnico-racial nas escolas é que as diferentes culturas sejam valorizadas e respeitadas. “Eu costumo dizer que educação étnico-racial se dá no convívio. Por exemplo, quando eu passo por uma pessoa. Se eu passo e viro o rosto, não estou reconhecendo a sua presença a sua humanidade”, diz, explicando a saudação zulu.
Segundo ela, esse reconhecimento só vem com o conhecimento: “Valorizar e respeitar, exige que se conheça e que seja se tenha respeito pelas distintas maneiras de ser, porque isso vai permitir que se intensifique um diálogo para que se decida junto para que nação estamos trabalhando, para que nação brasileira estamos contribuindo com nosso estudo, com nossa participação na sociedade e com o nosso convívio diário”.
A luta por conhecimento da cultura afro-brasileira e africana, que levou, entre outras mudanças, a aprovação da Lei 10.639/2003, é uma luta de muitos anos, do movimento negro, dos movimentos sociais e de muitas pessoas. “O que aconteceu durante muitos anos é que se reconhecia como a história mais valiosa do povo brasileiro a que tivesse sido construída pelos europeus. Então, essa que foi ensinada para nós nas escolas e o que sabíamos sobre histórias dos nossos povos negros, indígenas, vinham por meio das famílias das associações”, explica Silva.
A lei, que mudou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a principal lei da educação no Brasil, veio como objetivo de mudar esse cenário, de incluir nas salas de aula, os conhecimentos, a cultura e a história de grande parte da população brasileira.
Ainda hoje, no entanto, 21 anos após a aprovação, a lei ainda não é cumprida. Uma pesquisa divulgada no ano passado mostrou que 71% das secretarias municipais de Educação não têm ações consistentes para atender a legislação. Outro estudo divulgado este ano mostra que cerca de 90% das turmas de educação de creche e pré-escola ignoram temas raciais. Silva é taxativa: “Eu começaria dizendo que não é que conseguem. É que não querem implementar”.
Silva conta que no momento que o CNE se manifestou, ele considerou as diferentes experiências que já existiam no país, experiências que vinham sendo construídas pelos movimentos sociais e também por professores. Há, portanto, indicações de caminhos. O próprio parecer do CNE estabelece que seja feito um mapeamento e divulgação de experiências pedagógicas de escolas.
Combate ao racismo
Segundo a coordenadora executiva adjunta da Ação Educativa, Edneia Gonçalves, o grande empecilho para a aplicação da lei é o próprio racismo. “Tem uma questão de fundo. Essa lei é uma ação afirmativa e é uma ação que reafirma o racismo no Brasil. Então, a dificuldade dessa aplicação tem a ver justamente com o racismo, que ensina que isso não é importante”, diz.
A implementação exige um esforço para a formação de professores, produção de materiais didáticos e uma reorganização da própria escola. Mas, mais uma mudança é necessária, segundo Gonçalves, assumir que o racismo existe.
“A mudança que acontece antes de chegar à sala de aula é uma mudança que a gente considera como muito mais profunda que é efeito das manifestações institucionais do Brasil, considerando o racismo institucional no ambiente escolar, na política escolar, no sistema educacional brasileiro. Tem muitas coisas que precisamos discutir, mas para chegar na sala de aula, primeiro, tem que passar por essa discussão, enfrentar o mito da democracia racial, que ainda é muito forte nas escolas”, defende.
Gonçalves ressalta ainda que não se trata de uma simples lei, mas de uma lei que modificou a LDB, incluindo na principal lei da educação o ensino étnico-racial. Além da lei, estão as diretrizes definidas pelo CNE. Nelas, estão mais detalhes de como essa lei deve ser implementada e que tipo de atividades e conteúdos devem ser trabalhados nas salas de aula. “Se a legislação não foi aplicada até agora, imagina as diretrizes. É preciso estudar diretrizes e pensar aplicações para todas as áreas do conhecimento e possiblidades de articulação e diálogo com a comunidade escolar. É um desafio muito grande”, diz.
Postura crítica
Segundo a professora, escritora e doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Sheila Perina de Souza, o país avançou em um quesito fundamental para a aplicação da lei, que é a produção de materiais didáticos. “Também por conta das políticas afirmativas, cada vez mais a gente tem pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento produzindo materiais, professores que também se colocam nesse lugar de produzir material para tratar da história e da cultura negra. Essa barreira dos materiais didáticos temos avançado bastante, ainda é algo que falta, mas é algo que tem evoluído”, diz.
Professora e escritora Sheila Perina de Souza, estuda no doutorado da faculdade de educação da Universidade de São Paulo (USP) Foto: USP/Divulgação
Mesmo assim, é necessário um olhar crítico até mesmo dos próprios professores. De acordo com Souza, o estudo do Continente Africano ainda permanece como um “puxadinho” nos livros didáticos, um conteúdo que acaba sendo deixado para o final e que às vezes não é nem mesmo concluído.
“É fundamental que a gente também como professoras e professores revisitemos os livros didáticos com uma postura crítica, com postura de pesquisador, questionando se as informações que o livro traz são informações que estão de acordo com a educação antirracista que estamos construindo, porque embora tenhamos avançado ainda há muito trabalho a fazer”, diz.
Outro grande desafio, segundo Souza é construir um currículo que se proponha a discutir a presença negra não apenas nas ciências humanas, mas que seja transversal, abrangendo todas as disciplinas do currículo.
Por isso, para ela, o foco deve ser no Projeto Político Pedagógico (PPP), que é um documento elaborado anualmente que reúne os objetivos, metas e diretrizes de cada escola. “É um momento no qual se faz um pacto da escola com uma educação antirracista, uma educação para as relações étnico-raciais. É de fundamental importância que esse compromisso também apareça no PPP, que é um documento que é construído pelos professores, pelas famílias, um documento da comunidade escolar”, explica.
Implementar a lei é, segundo Souza, fundamental: “É uma lei mais que importante, acho que é fundamental. Quando a gente pensa em Brasil e pensa na importância dos negros na construção desse país, pensar em uma educação que se pretende democrática e essa educação não contempla o ensino da cultura e da história dos povos que a formaram, não se pode dizer que de fato se trata de uma educação democrática. Ela nega o direito a todos os brasileiros, a todas as etnias a terem acesso a sua história”.
A lei brasileira prevê que conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileira devem ser ministrados em todas as etapas escolares, da educação infantil ao ensino médio, marcando presença em todas as disciplinas. Implementar a lei 10.639/03, no entanto, segue sendo um desafio para o país, mesmo após 21 anos de aprovação.
Especialistas entrevistados pela Agência Brasil trazem orientações sobre como levá-la para as salas de aula e mostram que a implementação vai além de conteúdos formais e passa, às vezes, apenas pela promoção de diálogo entre os próprios alunos e por abordagens por parte dos professores que considerem as diferentes realidades.
A professora e escritora Sheila Perina de Souza estuda no doutorado da faculdade de educação da Universidade de São Paulo (USP) uma etapa delicada do ensino, a alfabetização. Ela pesquisa o ensino do português influenciado por algumas línguas africanas. Além de contribuírem com o vocabulário, como por exemplo, com a palavra moleque, que vem do quimbundo, uma língua falada em Angola, elas têm outro tipo de influência: “Quando usam o plural, muitas vezes as crianças, principalmente de classe popular, marcam o plural uma única vez, então dizem: ‘Pega os livro’. Elas não marcam o plural ‘Pega os livros’. Isso é influência das línguas de origem banto, que trazem a marcação do plural no início e não no plural”, explica.
A forma com que a escola lida com situações como esta faz toda a diferença na formação das crianças. Se tratam apenas com um erro, criticando a criança, ou se têm uma postura acolhedora. “Tento observar de que modo o racismo linguístico, que muitas vezes é confundido com o preconceito linguístico, é tratado na alfabetização, nesse período da escolarização que é de fundamental importância para a relação que a criança vai estabelecer com o conhecimento”, explica Souza.
São questões como esta que as escolas precisam lidar diariamente e sobre as quais a 10.639/03 e as diretrizes para aplicá-la tratam. Cada etapa de ensino tem peculiaridades que precisar ser levadas em consideração e também questões para as quais as escolas devem estar atentas.
Educação infantil
Na educação infantil, etapa que compreende a creche e a pré-escola, segundo Souza, a literatura tem sido uma porta fundamental para a implementação da lei 10.639/03. Para além dos livros, é possível trabalhar as artes, a música e também as danças.
“A linguagem musical é fundamental, quando a gente olha para o que nós oferecemos para nossas crianças no cotidiano, quais as músicas que nós apresentamos. Nós apresentamos músicas de diferentes povos, conseguimos trazer músicas de diferentes etnias e aprofundar”.
De acordo com a professora, ao apresentar uma música, pode-se não apenas dizer que é de África, mas explicar que é de determinado país, de determinada região.
“A nossa origem é marcada por relações de poder que são construídas por meio da raça também. Então, é a gente olhar para músicas que tradicionalmente são músicas da cultura da infância e questionar se essas músicas dialogam com o currículo, com o que queremos construir, porque temos um repertorio de música que crianças têm aprendido que possuem um teor racista”, ressalta a professora.
A coordenadora executiva adjunta da Ação Educativa, Edneia Gonçalves, acrescenta que para além de proporcionar materiais e brincadeiras, é preciso que os professores estejam atentos às interações entre as crianças. “Trazer o cuidado para ver como as crianças se aproximam. Na hora da roda [se alguém diz algo como]: ‘não vou pegar na mão dela porque é preta’. Isso é super comum. Que tipo de mensagem está trazendo, que tipo de educação está trazendo. Quando não se traz a história dos ancestrais dessa criança e não ressignifica a presença negra na história brasileira, se faz a mesma coisa, rejeita não só o corpo como a linguagem ancestral da criança”, diz.
Nesta etapa é preciso também, de acordo com Edneia Gonçalves, estar atento às referências que são apresentadas às crianças, aos personagens que são apresentados, garantir que também se assemelhem às próprias crianças e às famílias. Verificar também como os personagens negros aparecem nas histórias infantis e que tipos de heróis são apresentados.
Ensino fundamental
O ensino fundamental compreende do 1º ao 9º ano, período em que as crianças aprendem a ler e também período em que passam a ter mais um professor e começam a fazer uma transição para o ensino médio, deixam infância e entram na adolescência.
Também nesta etapa, segundo Edneia Gonçalves, é preciso olhar para os textos que são apresentados e, caso eles possuam conteúdos racistas, isso deve ser apontado, contextualizado e discutido.
A aplicação da lei vai além das áreas de humanidades, devendo ser considerada nas exatas e nas ciências. “A África tem um conjunto de jogos para trabalhar a matemática. Primeiro, exige uma pesquisa mais ampla, porque nossa educação é eurocêntrica. Vamos buscar personagens, referências e matrizes africanas para trazer, vamos pensar a África antes da colonização. Isso no ensino fundamental é essencial. Ensinar a África anterior à colonização e pensar após o período de colonização. Isso exige pesquisa, mapas, novos textos e novas fontes”, explica.
No campo da linguagem, Gonçalves diz que se pode considerar os sistemas de comunicação e linguagem que são anteriores ao sistema ortográfico que usamos. “Sempre no sentido de ampliar o conhecimento. [O conteúdo] tem que atravessar [várias disciplinas] e quando atravessa, exige que professoras e professores também se preparem e que as redes façam formação dos educadores”, diz.
Ensino médio
O ensino médio é a última etapa da educação básica. É também a etapa com as maiores taxas de evasão. “O ensino médio tem o enorme desafio que é o desafio da juventude negra, as suas culturas, como é que a gente está trabalhando a cultura negra juvenil”. A coordenadora explica que é muito importante que os professores também escutem os estudantes, ensinamento que vem do educador e filósofo Paulo Freire e da educação popular.
“Os alunos sabem. O nosso trabalho é fazer emergir o conhecimento que esse estudante tem para que esse conhecimento se articule com o nosso conhecimento para produzir transformações tanto na aprendizagem do estudante, quanto do professor. Saber o que esse estudante sabe faz com que a gente tenha acesso aos territórios que esse estudante percorre e isso vai ter aplicações para todas as áreas de conhecimento”, diz Edneia Gonçalves.
Ela acrescenta: “uma batalha de slam [batalha de poesia falada], por exemplo, você ouve e pensa onde esse jovem adquiriu todo esse repertório se escola não está ensinando isso? Quer dizer que existe um ambiente de circulação de cultura e conhecimento que a escola tem que acessar também”.
Nesta etapa, a coordenadora ressalta que também é importante que seja feita uma educação antirracista, que redesenhe a narrativa da história brasileira, trazendo a perspectiva da resistência da população negra. Nesse sentido é importante conhecer e levar para as salas de aula as histórias traçadas pelos movimentos sociais.
“Sempre, em qualquer uma das etapas escolares, você parte do princípio de que é função social da escola articular o conhecimento sistematizado pela ciência com o conhecimento das diferentes culturas para que a gente produza aprendizagem significativa para todas as pessoas”, sintetiza Gonçalves.
O concurso 2.675 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (13), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 21 milhões.
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.
É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, passou por exames de rotina no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico divulgado na tarde deste sábado (13), os exames não mostraram alterações em seu quadro de saúde.
Lula estava acompanhado pelo doutor Roberto Kalil Filho, médico pessoal do presidente, e pela médica Ana Helena Germoglio.
“O paciente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo na data de hoje para realização de exames de rotina, que não mostraram alterações”, informou o hospital Sírio Libanês em boletim médico
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) criou um grupo de trabalho (GT) para a prevenção e tratamento do superendividamento de consumidores. A portaria, publicada ontem (12) no Diário Oficial da União, diz que o grupo tem como objetivo a formulação de ações e políticas públicas para o enfrentamento do superendividamento das famílias no país. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período.
O GT será composto pelo Secretário Nacional do Consumidor, pelo Diretor de Proteção e Defesa do Consumidor e um representante da Secretaria de Acesso à Justiça. Também farão parte representantes do Ministério da Fazenda, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), da Associação Brasileira dos Bancos, do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais e da Associação Brasileira dos Procons (Proconbrasil).
Ao fim dos trabalhos, um relatório deverá ser entregue ao Ministro da Justiça e Segurança Pública. A portaria diz ainda que a participação no GT não “ensejará qualquer remuneração e os trabalhos nele desenvolvidos serão considerados prestação de serviço público relevante.”
A Caixa Econômica Federal fará neste ano um concurso público com 4 mil vagas. Metade delas será destinada às áreas de tecnologia do banco, que quer impulsionar a digitalização e a modernização de suas operações. O edital deve ser publicado nos próximos 30 dias.
A digitalização é uma das frentes que o presidente do banco, Carlos Vieira, quer acelerar em sua gestão. Ele assumiu a Caixa em novembro.
Em dezembro, divulgou aos funcionários diretrizes do plano estratégico do banco que incluíam a melhoria do atendimento online e da contratação de produtos como o crédito imobiliário através dos canais digitais, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
As outras 2 mil vagas serão para o que a Caixa chama de “economiários”, funcionários que trabalham nas operações bancárias, como na rede de atendimento, por exemplo. A abertura de um novo concurso vinha sendo demandada internamente, diante da redução do contingente da Caixa nos últimos anos.
O plano de Vieira inclui melhoria no atendimento através da rede física. O executivo afirmou à reportagem em dezembro que a estrutura presencial da Caixa não deve encolher, mas que deve ser reequilibrada, com uma melhor distribuição das agências e pontos de atendimento pelo país.
Em paralelo à abertura do concurso, o banco público abrirá um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), focado em funcionários com mais tempo de casa. Serão aceitas até 3,2 mil adesões. As inscrições também devem ser abertas ao longo do próximo mês.
Tanto a abertura do concurso quanto o PDV foram aprovados pelo conselho de administração da Caixa na quinta-feira (11).
Em setembro do ano passado, a Caixa tinha 87 mil funcionários, o que significava 158 postos a menos que no mesmo mês de 2022. A rede de agências era de 3.371, uma a menos que no ano anterior.