Em requerimento enviado ao Governo do Estado e ao prefeito de Dourados, Alan Aquino Guedes (PP), a Deputada Estadual Lia Nogueira (PSDB), solicitou a inclusão das ruas Thealmo João Loris e Sidinez Peireira de Almeida no projeto de pavimentação asfáltica e drenagem do Bairro Altos do Indaiá.
Lia Nogueira disse que foi elaborado um projeto para pavimentação asfáltica no bairro Altos do Indaiá, e que as ruas Thealmo João Loris e Sidinez Peireira de Almeida, não podem ficar fora deste projeto. A parlamentar entende que o benefício tem que ser estendido a todos os moradores e as duas ruas são de grande movimento e servem de acesso a vias importantes de outras localidades.
“O trabalho de pavimentação e drenagem destas ruas vai beneficiar a comunidade local e ajudar no desenvolvimento daquela região. Não há motivos para não atender esta reivindicação dos moradores do Altos do Indaiá”, disse a parlamentar.
Com a implantação da plataforma para o trâmite das emendas parlamentares dos deputados estaduais, a população de Mato Grosso do Sul terá oportunidade de acompanhar em tempo real a liberação, aplicação e prestação de contas dos recursos liberados. A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro.
Nesta quinta-feira (8) foi lançada na Assembleia a plataforma que centralizará em um único sistema a tramitação das emendas parlamentares. ” A digitalização do serviço para dar celeridade e transparência nos recursos às entidades.As mudanças já passam a valer às emendas que serão indicadas pelos deputados neste ano . É importante esclarecer à população que as emendas são recursos que os deputados indicam às entidades sociais, hospitais ou municípios, para que possam fazer investimentos em políticas públicas. Elas podem ser por meio de programas ou fundo a fundo, que é uma transferência mais rápida. Neste ano as emendas subiram 50%, passando a R$ 3 milhões por parlamentar. Gerson explicou que, em razão do ano eleitoral, o trâmite deve ser ágil, já que a legislação só permite transferência de recursos nos três meses que antecedem o pleito.
De acordo com o secretário-adjunto da Casa Civil, João César Mattogrosso, dia 17 de março termina prazo para registro de indicação. “Em 40 dias, vamos comunicar os beneficiários para registro do plano de trabalho. Até 30 de junho será o prazo para pagamento das emendas aptas. E, as remanescentes, em 30 de novembro”, explicou.
Em um total de R$ 72 milhões em recursos, as emendas devem contemplar ações nas áreas de Saúde (60%), Assistência Social, Educação, Segurança Pública, Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação.
“Coroamos um processo realizado entre os servidores do governo e da Assembleia, que testaram e homologaram o sistema. Nele, serão cadastradas as emendas, contabilizados os valores, analisados documentos e daremos os encaminhamentos à execução”, comentou Enio Souza Viegas, superintendente da Emendas Parlamentares da Casa Civil.
A PGE/MS (Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) passará a integrar o Conselho de Fiscalização do FUNPES (Fundo Penitenciário Estadual). O Fundo tem por finalidade proporcionar recursos e meios, em caráter supletivo, para financiar e apoiar as atividades e programas de desenvolvimento, modernização e aprimoramento do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada na edição nº 11.408 do DOE (Diário Oficial do Estado).
Conforme explica a procuradora do Estado, Kemi Helena Bomor Maro, com a alteração promovida pelo Decreto 16.374/2024 ao Decreto 14.356/2015, o Conselho de Fiscalização do FUNPES passará a contar com um procurador do Estado na qualidade de membro, ladeado com representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, dentre outros.
“Para atingir seus objetivos, o Fundo Penitenciário do Estado de Mato Grosso do Sul é fiscalizado pelo Conselho de Fiscalização do FUNPES-MS, órgão colegiado integrante da estrutura da SEJUSP (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), que tem por competência aprovar e analisar a lisura e o cumprimento dos projetos aprovados pelo Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, em execução ou já executados”, explicou a procuradora designada para atuar no Conselho.
O FUNPES é gerenciado pela AGEPEN (Agência Estadual de Administração no Sistema Penitenciário) que destina os recursos à construção, reforma, ampliação e aprimoramento dos presídios; manutenção dos serviços penitenciários; capacitação de agentes penitenciários e custodiados; programas de assistências aos internos, seus familiares, entre outros.
A procuradora do Estado acrescenta que a presença de um representante da PGE/MS no Conselho de Fiscalização visa assegurar segurança jurídica e contribuir com as políticas públicas voltadas ao Sistema Penitenciário. “A presença do procurador do Estado no Conselho objetiva conferir a legalidade e segurança dos atos praticados pela Administração Pública Estadual na execução dos projetos envolvendo os recursos do FUNPES”, esclareceu Kemi Maro.
Como órgão jurídico do Estado, a Procuradoria já trabalha com políticas voltadas ao sistema prisional por meio da CJUR/RESIDUAL I (Coordenadoria Jurídica Residual I de Entidades Públicas), que está presente diariamente nas discussões da AGEPEN prestando assessoramento jurídico e garantindo legalidade nos atos da Agência Estadual.
Artigo científico liderado por pesquisadores brasileiros aponta que se não forem tomadas medidas urgentes, o ano de 2050 pode marcar o início de uma redução substancial na cobertura de floresta na região amazônica.
“A gente encontra aí mais ou menos 50% de possibilidades. Significa [redução de] uma quantidade substancial de floresta, o que influencia na quantidade de água, na quantidade de carbono que a floresta é capaz de manter e reciclar água”, diz a cientista Marina Hirota, professora do departamento de física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma das coordenadoras do estudo.
“Não é um colapso total, mas acaba sendo um colapso parcial, vamos dizer.”
O artigo é capa da revista científica Nature, publicada nesta quarta-feira (14). Ele reúne 24 pesquisadores de todo o mundo, dos quais 14 são brasileiros. A pesquisa é financiada pelo Instituto Serrapilheira.
Reprodução/Nature
Segundo Marina, dentre as medidas que podem ser tomadas para afastar a ameaça de colapso parcial da floresta, é o combate ao desmatamento: “essa seria uma ação importante e já está sendo feita”.
Segundo a cientista, outra medida é a restauração ecológica a partir de meios eficientes, o que depende de diferentes modelos de governança dentro do Brasil e de outros países amazônicos. “Como fazer isso, acho que ainda é uma pergunta em andamento.”
Mudanças climáticas
Um terceiro ponto importante citado pela cientista diz respeito a estratégias de mitigação das mudanças climáticas e depende de uma governança mundial.
”O clima da Amazônia é muito dirigido pelo que acontece na temperatura global do planeta, assim como em qualquer parte do mundo. A temperatura global aumentando vai ter impacto em cascata no clima regional da Amazônia. E as previsões, e o que a gente já vê acontecendo, são de redução gradual da quantidade de chuvas, aumento da duração e da intensidade das secas, aumento de eventos extremos de seca, de chuva, intercalados”.
O artigo começou a ser escrito em 2020, a partir do relatório de um conjunto de cientistas no Painel Científico da Amazônia. A pesquisa atual derivou de um capítulo desse relatório e aponta a região Sudeste da Amazônia com o maior número de mudanças.
Marina Hirota chama a atenção também para o número de pessoas que vivem na Amazônia e que tiram seu sustento da floresta amazônica. Essas mudanças podem reduzir e afetar a condição de vida e de sobrevivência dessas comunidades.
“Tudo isso já está acontecendo agora. Eu acho que a gente pode aprender com coisas que não cuidou quando nos avisaram no começo”. Segundo ela, o mundo vem sendo alertado desde os anos 1990 sobre os riscos que as mudanças climáticas trazem e que resultaram em 2023 sendo o ano mais quente da história do planeta, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Além do aumento das temperaturas, das secas extremas e do desmatamento, os incêndios e queimadas também são fator de estresse na Amazônia. Por tudo isso, a cientista destaca o senso de urgência que o artigo traz.
“Essa é a urgência que eu acho importante e que o artigo coloca como um sinal amarelo forte para a gente tomar certas atitudes e buscar melhorias significativas para manter a floresta de pé e o mais viva possível, não só em termos de árvores e animais, mas também dos povos que vivem na floresta e na Amazônia há milhares de anos”.
Limites
Os pesquisadores estimam limites críticos que, se forem atingidos, poderiam causar um colapso de partes ou de toda a floresta. Eles são o aumento na temperatura média global acima de 1,5 graus Celsius (ºC), volume de chuvas abaixo de 1,8 mil milímetros (mm), duração da estação seca superior a cinco meses e desmatamento superior a 10% da cobertura original da floresta, somada à falta de restauração de pelo menos 5% do bioma.
Na avaliação de Bernardo Flores, outro coordenador da pesquisa da UFSC “estamos nos aproximando de todos os limiares. No ritmo em que estamos, todos serão alcançados neste século. E a interação entre todos eles pode fazer com que aconteça (o colapso) antes do esperado”.
O vereador Toninho Lima (PDT) presentou duas indicações no Legislativo que atendem as demandas do Esporte local. A primeira indicação foi encaminhada ao Departamento Municipal de Esportes e ao prefeito André Nezzi. No documento, o vereador pede a instalação de um bebedouro no Estádio Braz Zigart.
O parlamentar argumenta em sua proposição que o estádio localizado no bairro Santo Antônio, vem recebendo diversos desportistas e frequentadores. No entanto, a falta de um bebedouro no local tem gerado desconforto.
“Principalmente nesse período do ano em que o calor é ainda mais intenso. Vale ressaltar que idosos e os atletas que jogam futebol neste campo acabam bebendo água em temperatura natural. Por isso pedimos o atendimento dessa solicitação”, disse Toninho.
Ainda para o Esporte, o vereador encaminhou documento ao prefeito André Nezzi e à Secretaria Municipal de Planejamento, Projetos, Habitação e Controle Urbano, solicitando que inclua no cronograma de execução de obras do Balneário Municipal, a reativação do Campo de Futebol.
O vereador argumenta que sua propositura atende a reivindicação de diversos desportistas que clamam pela reativação do campo.
O Detran-MS publicou na quinta-feira (8) o edital de um novo leilão que aberto na sexta-feira (9) às 9h (Horário de MS), com término no dia 23, às 14h. Os veículos estão no pátio da Autotran em Dourados.
O leiloeiro responsável é Bruno Barreto Sanches e o site para dar lances é o www.barretoleiloes.com.br. Neste certame, vão ser oferecidos sucatas inservíveis e aproveitáveis, além de veículos de circulação. Os veículos foram apreendidos em 16 cidades de Mato Grosso do Sul.
A visitação aos lotes acontece nos dias 20, 21 e 22, das 8h às 11h e das 13h30 as 16h30 no pátio da Autotran que fica localizado na Rua Coronel Ponciano de Mattos Pereira, n°. 51-B no bairro Conjunto Habitacional Izidro Pedroso na cidade de Dourados – MS.
Ciruclação
Serão ofertados 90 lotes de veículos, sendo 11 automóveis com destaque para o lote 86, um Honda / Fit LX na cor preta do ano 2005 / 2055 com lance inicial de R$ 6.185,00 e 79 motocicletas, com destaque para o lote 24, uma Honda / CG 160 Fan na cor vermelha do ano 2019 com lance inicial de R$ 3.200,00. Essa categoria do leilão, tem como público alvo qualquer pessoa jurídica ou física de qualquer natureza.
Sucata aproveitável
Nesta modalidade do certame, são oferecidos 37 lotes de veículos sendo 18 automóveis e 95 motocicletas. E tem como público alvo pessoas jurídicas que reaproveitam e revendem as peças dos veículos.
Sucata insersível
Vai ser oferecido lote único com 3 automóveis e 152 motocicletas que juntos tem estimativa de pesaram 16.380 kg de matéria ferroso. E tem como público alvo pessoas jurídicas que operem no ramo de siderurgia ou recicladas que sejam credenciadas no Detran-MS.
Recentemente o vereador Clenilson Francisco da Silva o “Nilsinho” (PSDB), visitou o bairro EcoPark, ocasião em que identificou a necessidade da realização de alguns serviços de infraestrutura.
De acordo com o vereador, foram constatados alguns boeiros que sofreram erosões em decorrência das últimas chuvas, outros precisam de limpeza para desobstruções e também a necessidade da substituição de algumas tampas.
“A visita ao bairro ocorreu a pedido de alguns moradores que viram a necessidade dos serviços. De imediato ao tomar conhecimento, fui ao local, registrei todos os pontos que precisam de atenção e encaminhei ao setor competente para os reparos necessários”. Disse o vereador.
A diretoria-executiva da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), apresentou na semana passada o Planejamento Estratégico, o Plano de Gestão Anual e o Contrato de Gestão 2024 aos seus colaboradores.
O Plano de Gestão Anual (PGA) da Fundect contextualiza estratégias de organização baseadas em objetivos, resultados, metas e indicadores para tomada de decisões e aplicação adequada do orçamento de R$ 63 milhões.
“Nosso planejamento sinaliza a transformação e o avanço que o Governo do Estado deseja para Mato Grosso do Sul, com investimentos em ciência e inovação. Duas ações merecem destaque, a primeira é o investimento de R$ 30 milhões em seis Institutos de Inovação, em colaboração com as Universidades e o setor produtivo, e o lançamento do TECNOVA III, ainda no primeiro semestre, que vai disponibilizar R$ 15 milhões para 30 empresas inovadoras”, destaca Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.
Além de contribuir com o ecossistema de inovação, a Fundação destinará mais recursos para bolsas de estudos e pesquisas, ações de incentivo à fixação de jovens pesquisadores e cientistas, apoio a projetos de extensão tecnológica voltados à agricultura familiar, comunidades quilombolas e povos originários, entre outros projetos.
Vale destacar que todas estas ações estão alinhadas às missões estratégicas estabelecidas no Planejamento Estratégico (PE) 2024-2026, que são maximizar o fomento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação considerados relevantes para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul; promover a formação de recursos humanos de alto nível em áreas prioritárias; proporcionar a produção de conhecimento em torno da agricultura familiar e dos pequenos produtores, possibilitando a geração de valor através da bioeconomia e biotecnologia; contribuir para a aproximação da condição Estado Carbono Neutro, através da ciência, tecnologia e inovação; e ainda contribuir para a construção de um Estado Digital através da inovação e transparência.
Estruturados pelos trainees da Vetor Brasil: Diego Lopes Dutra, Gabriela Carolina Mauruto de Oliveira, Giovani de Souza Medeiros e Giulia Giusti, sob supervisão da diretoria-executiva, o PE e o PGA foram desenvolvidos por meio de métodos inovadores no contexto da gestão pública, de forma simples e acessível.
“Entendemos que a formalização dos objetivos e diretrizes no PGA e do PE permitirá não só que a Fundação trace planos de ação mais assertivos em busca desse crescimento, como também que seus colaboradores enxerguem a importância dos seus papéis nas conquistas da organização”, informa Diego Lopes Dutra.
Também foi apresentado o Contrato de Gestão, documento institucional produzido anualmente que estabelece a parceria entre o Governo e a Fundect, a fim de firmarem compromissos prioritários para cada ano e, assim, alcançarem metas estratégicas governamentais e o consequente atingimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.
Um recente estudo realizado por equipes de pesquisa dos Estados Unidos e Brasil revelou avanços no campo da agricultura e sensoriamento remoto. Por meio da análise de imagens de satélite Landsat e Sentinel-2, os cientistas conseguiram aprimorar a modelagem da produção primária bruta e da transpiração em plantações de cana-de-açúcar, representando um marco importante na compreensão da absorção de carbono e água pela vegetação.
A pesquisa, conduzida em colaboração com pesquisadores da Universidade de Oklahoma, da Unidade de Pesquisa Cana-de-Açúcar do USDA-ARS na Louisiana (EUA), da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual Paulista, destacou o potencial das imagens de alta resolução espacial.
Apesar dos desafios impostos pelos climas tropicais, a análise combinada das imagens Landsat e Sentinel-2 mostrou-se mais eficaz do que os métodos anteriores, incluindo o índice de vegetação MODIS, na captura da dinâmica de absorção de carbono.
Jorge Celis, pesquisador da Universidade de Oklahoma, ressaltou que a utilização dessas imagens para monitorar a fenologia e estimar a produção primária bruta nas plantações de cana-de-açúcar explorou com sucesso novas metodologias.
A pesquisa avaliou a eficácia dessas imagens em dois locais distintos: um com clima subtropical na Louisiana e outro com clima tropical em São Paulo, ambos equipados com torres de fluxo eddy covariance para coleta de dados, permitindo uma medida direta da troca líquida de gases entre a vegetação e a atmosfera.
Os resultados destacaram a robustez das imagens de alta resolução espacial, especialmente em condições de nebulosidade, para capturar a dinâmica agrícola e a absorção de CO2 e água pela vegetação.
Além disso, o estudo revelou uma aplicação inovadora do índice de vegetação aprimorado na estimativa das temperaturas ideais do ar para a fotossíntese, abrindo novas perspectivas para a compreensão do desempenho biofísico dos índices de vegetação.
Osvaldo Cabral, da Embrapa Meio Ambiente, enfatizou a importância do Modelo de Fotossíntese de Vegetação na estimativa mais precisa da dinâmica sazonal da produção primária bruta em alta resolução espacial, ressaltando a adaptabilidade do modelo a diversas condições ambientais.
O estudo sublinha a relevância do monitoramento e previsão da produção primária bruta e transpiração para a gestão eficaz das plantações de cana-de-açúcar, essenciais para a produção de açúcar e etanol no Brasil e nos EUA. Ele também abre perspectivas para futuras avaliações que aprofundem o conhecimento sobre a implantação de modelos como ferramentas de agricultura de precisão, contribuindo para uma produção mais sustentável e eficiente.
No atual panorama do mercado de milho no Paraguai, observa-se um predomínio do interesse dos produtores pela soja, enquanto as transações relacionadas ao milho são projetadas para ganhar impulso após a colheita da oleaginosa.
Na região de Assunção e arredores, os compradores mantêm suas ofertas em torno de 180,00 U$D/MT. Paralelamente, os vendedores buscam níveis mais atrativos, chegando a 190 dólares, visando a liquidação de seus estoques de milho nesses locais. Contudo, considera-se a possibilidade de transações a valores mais baixos, aproximadamente 170,00 U$D/MT, para retirar o milho dos silos. A atual logística, entretanto, está centrada na soja, antecipando-se a uma procura mais expressiva por negócios de milho após a conclusão da colheita da oleaginosa.
A preocupação dos vendedores cresce devido aos problemas climáticos recentes, particularmente a escassez de chuvas. Essas condições incertas têm levado os produtores a adotar uma postura cautelosa em assumir compromissos para a próxima safra, optando por aguardar por condições mais favoráveis.
No cenário internacional, o Brasil não apresenta um interesse expressivo no milho paraguaio. Suas indicações de preço não competem vigorosamente com o mercado local, onde os compradores brasileiros aguardam uma produção abundante no novo ciclo. Esse quadro ressalta os desafios significativos que o milho paraguaio enfrenta, exigindo estratégias diferenciadas para conquistar a atenção e os negócios do mercado brasileiro.
À medida que a colheita da soja avança e as condições climáticas se estabilizam, espera-se que o mercado de milho no Paraguai experimente uma mudança de foco. A busca por condições de negócios mais vantajosas, aliada à necessidade de enfrentar os desafios climáticos, representa um equilíbrio delicado para os produtores e operadores do setor.
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1ªTs 4.16,17).
A Palavra de Deus diz que, o Senhor descerá do céu num clima festivo; gritarias, vozes alegres de anjos e com a trombeta de Deus. Numa ação milagrosa pelo poder do Espírito Santo, os crentes já mortos, ressuscitarão primeiro, e em seguida os crentes vivos, seremos tirados da terra, e assim, toda a igreja se reunirá com Cristo nas núvens, nos ares, não na terra! No arrebatamento Jesus não aparecerá para o mundo!
Esse milagre será tão repentino, que não haverá tempo para ninguém se preparar ou clamar o nome de Jesus. Quem estiver pronto, esperando a vinda do Senhor para buscar a sua igreja, terá seu corpo transformado de mortal para imortal glorificado, num instante tão rápido que não sentiremos dor e nem perceberemos, pois, no mesmo tempo que formos tocados aqui, estaremos com o Senhor no alto do céu: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1ªCo 15.52).
No arrebatamento da igreja, os mortos em Cristo, ouvirão a trombeta de Deus e o chamado de Jesus: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Os crentes mortos voltarão para a vida; e os crentes vivos, não morrerão, mas serão transformados: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e avida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?” (Jo 11.25,26).
A igreja precisa estar, sóbrea e vigilante o tempo todo para ser arrebatada. O arrebatamento não terá aviso, mas será repentino pegando todo mundo de surpresa: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1ªPe 5.8). Disse Jesus: “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 25.13).
Já a vinda do Senhor à terra, não fala em ressurreição nem arrebatamento, mas de julgamento das nações, que rejeitaram Jesus e a igreja de Cristo: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” Ap 19.11-16).
A trombeta de Deus, para o arrebatamento da igreja (1ªCo 15.52), não é a última das sete trombetas de Apocalipse tocadas pelos anjos para julgamento das nações (Ap 8.2).
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam na noite desta terça-feira (13), na MS-386, um homem de 22 anos que estava com um mandado de prisão a cumprir expedido pela Vara de Execução em Meio Fechado e Semiaberto do Interior, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul.
Os militares realizavam um policiamento ostensivo e preventivo na rodovia, área rural do município, quando deram a ordem de parada ao condutor de uma Fiat Strada, que seguia no sentido Iguatemi/Amambai.
Durante a checagem dos dados pessoais localizou-se o mandado de prisão a cumprir, em desfavor de um dos ocupantes do veículo. A ocorrência foi registrada e entregue, juntamente com o homem detido, na Delegacia da Polícia Civil em Amambai.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms
A Prefeitura de Amambai, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia nesta quarta-feira, dia 14, a aplicação do segundo Ciclo do Fumacê como parte de uma estratégia intensiva de combate aos casos de Dengue e Chikungunya causados pelo mosquito Aedes Aegypti.
A recomendação é que, durante o período de aplicação, das 17h às 21h, os moradores deixem portas e janelas abertas para permitir a melhor infiltração do inseticida.
Diante do crescente índice das doenças e das condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito, a Secretaria de Saúde enfatiza a necessidade da colaboração dos moradores no combate aos focos do mosquito, pedindo que descartem corretamente recipientes que possam acumular água parada. O envolvimento de todos é crucial nessa luta contra as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.
A Prefeitura de Amambai reforça seu compromisso com a saúde pública e continuará implementando ações preventivas para proteger a população dessas enfermidades.
Confira cronograma de aplicação do segundo Ciclo do Fumacê:
Dia 14/02/2024: Residencial dos Ipês, Vila Indiana, Vila Glória, Residencial Nhú Vera, Vila Alcindo Franco Machado, Vila Pazeto, Jardim Paulista, Vila São Jorge, Conjunto Habitacional Caiuas, Vila Etelvina, Jardim Ana Mansano, Região Central entre as Ruas Alfredo Xavier e Rua Mato Grosso.
Dia 15/02/2024: Vila Mangay, Jardim Durex, Marechal Rondom, Vila Santa Catarina, Vila Mariana, Vila Martins, Vila Fioramonte, Vila São Luiz, Vila São Francisco, Região Central entre as ruas Mato Grosso e Rua Teodoro Jurgielewicks.
Dia 16/02/2024: Jardim Panorama, Vila Orlando Viol, Vila Panorama, Vila Joana Batista, Vila Independência, Vila Boa Sorte, Vila Mendonça, Vila Nova Esperança, Vila Alva, Vila Xavier, Região Central entre as ruas Elpídio Pereira da Rosa e Avenida Nicolau Otano.
Dia 17/02/2024: Vila Jussara, Vila Rosa, Vila Vargas, Vila Copacabana, Vila Corrêa, Região Central entre as ruas Teodoro Jurgielewicks e Rua Benjamin Constant.
Dia 18/02/2024: Residencial Tênis Clube, Vila Manvailer, Vila Vilarinho, Vila Cruzeiro, Vila Gisele, Vila Alvorada, Vila Presidente Vargas, Vila Claúdia, Vila Graciela, Vila Estrela, Vila Primavera, Região Central entre as Ruas Marechal Deodoro e Avenida Nicolau Otano.
Dia 19/02/2024: Vila Crepúsculo, Vila Crepúsculo II, Vila Crepúsculo III, Vila Guaicurus, Residencial Por do Sol, Residencial Por do Sol II, Residencial Bonito.
Dia 20/02/2024: Vila Cassiano Marcelo, Vila Doriane, Vila Pimentel, Região Central entre as ruas Cassiano Marcelo e Rua Duque de Caxias.
Dia 21/02/2024: Vila Guape, Vila Flor, Vila Cristina, Vila Planalto, Vila Esperança, Residencial Dom Leon, Residencial Analy, Região Central entre as ruas Castelo Branco e Ulicio Charão.
Dia 22/02/2024: Vila Panduí, Vila Limeira, Vila Militar, Vila Santo Antônio, Vila Nossa Senhora Aparecida.
O Zoneamento de Risco Climático para a macaúba traz segurança para os investimentos
Acaba de ser publicada a portaria com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da macaúba no território brasileiro. Trata-se de uma palmeira capaz de produzir 5 toneladas de óleo por hectare, ofertando matéria-prima para combustíveis renováveis, alimentos, cosméticos e medicamentos. Sua introdução no Zarc significa que serão disponibilizadas informações sobre as regiões mais favoráveis para o plantio dessa palmeira.
A ferramenta classifica os municípios em diferentes níveis de riscos de frustração de safra de acordo com características climáticas, sobretudo relacionadas ao solo e à disponibilidade de água, em conjunto com o ciclo de desenvolvimento da espécie e as necessidades da cultura. O Zarc ajuda a minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos; com isso, subsidia tecnicamente a concessão de crédito e seguro rural.
O Zarc da macaúba foi elaborado para três espécies de interesse econômico dessa palmeira: Acrocomia aculeata (de ocorrência predominante no Brasil Central), Acrocomia totai (noroeste do Paraná, oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pantanal) e Acrocomia intumescens (algumas áreas do Nordeste). Os sistemas de produção foram tipificados em sequeiro e irrigado. Ainda foi elaborado o Zarc para a fase de implantação, considerando-se também as situações de sequeiro e de irrigação.
Simone Favaro, pesquisadora da Embrapa Agroenergia, que coordena o Zarc Macaúba, conta que foram utilizados os riscos hídricos e térmicos e observações de área de ocorrência natural da macaúba no território brasileiro, considerando as particularidades das diferentes espécies de interesse. “A macaúba é uma cultura que está em fase de domesticação e a organização da sua cadeia e o ganho de escala estão tendo forte tração”, relata a cientista. “O Zoneamento de Risco Climático para a macaúba traz maior segurança para os novos investimentos que estão sendo feitos, ao mesmo tempo que demanda a continuação de pesquisas para o desenvolvimento de cultivares adequadas para todo o território nacional, de forma a avançar num zoneamento com base em dados experimentais e não apenas em observações de dispersão das espécies”, completa Favaro.
Ela salienta que ainda há poucos dados experimentais que possam cobrir todo o território brasileiro envolvendo a vasta diversidade que a macaúba apresenta. “É importante dizer que essa primeira versão do Zarc é limitada pela baixa disponibilidade de informações. Deve-se observar o zoneamento com base nas classes de solo de cada área em que se pretende estabelecer um cultivo da macaúba”, recomenda Favaro, ao informar que o sistema de produção de mudas em sequeiro com produção irrigada não está previsto no Zarc.
Por ter enorme diversidade de características fenotípicas e ocorrer de forma espontânea em boa parte do Brasil, os pesquisadores preveem que seu cultivo comercial seria apto em grande parte do território nacional. No entanto, os especialistas reforçam que a espécie requer certas condições de solo, de disponibilidade hídrica e de temperatura para que apresente uma produção de frutos viável para um empreendimento comercial. O Zarc, ao auxiliar na delimitação das áreas de cultivo e na adoção do sistema de produção, promove menos incertezas ao investidor e ao agente financeiro.
O processo de validação Para chegar à publicação do Zarc, foi realizada a reunião de validação prevista pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com a participação da equipe que elaborou o Zoneamento da macaúba e com a comunidade externa, estando presentes, além da Embrapa, docentes universitários, agentes de extensão, empresários do setor, pesquisadores de outras instituições científicas e de inovação tecnológica (ICTs), além de agentes do sistema bancário. Na reunião, foram apresentados os resultados prévios dos estudos do Zarc, contendo a metodologia, a fenologia da cultura, critérios de riscos e dados de dispersão da cultura nos biomas brasileiros para conhecimento público e discussão da proposta. “A reunião foi bastante participativa e foram levantadas questões ligadas a aspectos técnicos do Zarc, para os quais foi necessário reforçar o objetivo como política pública de gestão de riscos e não de aptidão agrícola. Também foi questionada a restrição em determinadas áreas de menor disponibilidade hídrica. Após considerações da equipe e ponderando o risco excessivo que estas áreas representariam em sistema de produção em sequeiro, prevaleceu o entendimento de que, neste momento, o Zarc representa muito bem os riscos potenciais”, afirma Favaro.
Potencial para a produção agroenergética
A macaúba representa uma oportunidade de o Brasil ser protagonista na oferta de óleos vegetais e produtos acabados produzidos a partir deles de forma sustentável. Isso porque a palmeira pode ser produzida em áreas de pastagens com diferentes níveis de degradação. Com isso prescinde de abertura de novas áreas, ou seja, não é necessário desmatar para que ela seja plantada. A cultura também se adapta muito bem a sistemas de produção integrados com lavoura ou pecuária permitindo intensificação do sistema produtivo.
Outra vantagem é que ela pode ser cultivada em vastas áreas do País, diferentemente da palma de óleo (dendê), restrita a regiões de floresta tropical úmida. A macaúba é matéria-prima de inúmeros produtos capazes de compor uma diversificada cadeia de valor, incluindo a prestação de serviços ambientais e o mercado de crédito de carbono. Ela atende a mercados diversificados que vão desde combustíveis renováveis a produtos de beleza.
Foto: Vivian Chies
No setor agroenergético, a macaúba é a resposta para a vertiginosa demanda crescente por matéria-prima para a produção dos novos biocombustíveis – diesel verde e combustível sustentável de aviação. Além disso há um mercado já estabelecido de biodiesel, com a previsão legal de aumento da proporção na mistura do biocombustível no diesel de origem fóssil.
“Esse cenário de demanda por novos combustíveis renováveis, como parte da transição energética, é uma realidade também global e, portanto, o Brasil pode se tornar um importante fornecedor de produtos de valor agregado para o mercado internacional”, constata Favaro.
Aplicações do óleo
A macaúba produz dois tipos de óleos com propriedades distintas. O óleo de polpa, com maior teor de ácidos graxos insaturados, e o óleo de amêndoa, com maior proporção de ácidos graxos saturados. Essa diversidade de óleos permite aplicações nos segmentos de alimentos, tanto para óleo de mesa quanto para manufatura de produtos alimentícios como chocolates, sorvetes, recheios, frituras e margarinas.
O mercado de cosméticos e de higiene pessoal também é um forte consumidor de óleos vegetais, por exemplo, para a formulação de xampus, sabonetes, hidratantes corporais, maquiagens, entre outros. No setor de oleoquímicos, podem também ser utilizados na produção de tintas, vernizes e lubrificantes.
Foto: Simone Favaro
Oportunidades
“Há vários segmentos da cadeia que ainda precisam ser melhor desenvolvidos, desde a produção de mudas por sementes e clonagem, geração de cultivares, sistemas de produção adequados para os diferentes biomas, incluindo sequestro de carbono nos possíveis arranjos produtivos, além da parte industrial que vai desde a conservação pós-colheita do fruto, extração dos óleos e a destinação dos coprodutos gerados no processamento”, conta Simone Favaro.
Zarc pode estimular a produção da macaúba
O Zarc, como política pública, coloca a macaúba na lista de culturas de importância econômica e dá diretrizes mais sólidas para o seu cultivo. A percepção da sociedade de que o sistema bancário está preparado para apoiar o estabelecimento da cultura contribui para a tomada de decisão pelos investidores, além de demandar a continuidade de desenvolvimento tecnológico que certamente resultará em aumentos de produtividade.
Para os agricultores, a vantagem é poder ser beneficiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), pelo Proagro Mais e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR), uma vez que muitos agentes financeiros já estão condicionando a concessão do crédito rural ao cumprimento dos indicativos do Zarc.
Aplicativo Zarc Plantio Certo Os interessados na cultura da macaúba poderão ter acesso em seus tablets ou smartphones às informações oficiais do Zarc. O aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP), está disponível de forma gratuita para os sistemas Android e iOS, com indicações sobre datas de plantio para mais de 40 culturas agrícolas, abrangendo todos os municípios do território nacional. Para saber mais sobre o aplicativo, clique aqui.
Importância da palmeira Palmeira nativa distribuída em toda a América Tropical e Subtropical, a macaúba chega a atingir 20 metros de altura, com troncos de 20 cm a 30 cm de diâmetro. A espécie pode ser encontrada em quase todo o Brasil e também é conhecida no Nordeste como macaíba, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como bocaiúva e, em Goiás, alguns a tratam por coco-babão. No Paraguai é chamada simplesmente de coco ou coquito e também de mbocayá. A macaúba é encontrada de forma nativa desde regiões do oeste do Rio Grande do Sul, no norte do Paraná, até em áreas da Amazônia e na área do Semiárido no Brasil. No continente americano, estende-se do norte da Argentina ao norte do México. Plantas com mais de 20 metros de altura com produção significativa já foram registradas. Seus frutos são arredondados e são compostos por uma casca coriácea, a polpa, o caroço ou endocarpo e a amêndoa. A quantidade de frutos por árvore também é muito variável e há relatos de plantas com produção de até 200 quilos. As folhas apresentam espinhos, os quais também podem estar presentes no tronco e no engaço. A principal fonte de óleo vegetal no Brasil atualmente é a soja, enquanto que globalmente é a palma de óleo, também conhecida como dendê, e que fornece em torno de 45% do óleo consumido no mundo. A soja supre em torno de 25% da demanda mundial. Isso se dá pela capacidade produtiva dessas espécies. Enquanto a palma de óleo gera de 3 a 5 toneladas de óleo por hectare (t/ha), a soja fica entre 0,5 a 0,8 t/ha. Considerando o aumento de demanda de óleos vegetais por vários segmentos, como os de biocombustíveis, alimentos, cosméticos, higiene e oleoquímicos, é necessária a produção de fontes com alto rendimento em óleo por área. Isso torna a macaúba, estratégica. A palma de óleo (dendê) é uma espécie exótica que requer quantidades de água bem distribuídas ao longo do ano, condição somente encontrada em algumas áreas de floresta úmida tropical no Brasil, além de restrições térmicas bastante pronunciadas, o que limita muito a área de cultivo em sistema de sequeiro. Já a macaúba, espécie nativa, pode ser cultivada, mesmo em sequeiro, em diversas regiões do Brasil, que vão desde o Sul até o Norte do País. E a produção de óleo pode se aproximar daquela da palma de óleo, além dos coprodutos, como casca, endocarpo, cacho vazio, tortas residuais da extração dos óleos que são fontes de matéria-prima para agregar valor à cadeia. Para saber mais sobre a macaúba, a Embrapa Agroenergia disponibiliza um infográfico com informações como produção de mudas, produção de óleo, sistemas agroindustriais e possibilidades de uso. Confira os dados aqui.
A debandada de investidores da mais tradicional aplicação financeira do país está provocando reflexos em outros setores da economia. Uma das mais tradicionais fontes de recursos para financiamentos de imóveis para a classe média com juros limitados, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é afetado pela retirada persistente de recursos da caderneta de poupança.
Somente em janeiro, os investidores retiraram da poupança R$ 20,1 bilhões a mais do que depositaram. Isso após três anos seguidos de saques. A aplicação perdeu R$ 87,8 bilhões em 2023, R$ 103,2 bilhões em 2022 e R$ 35,4 bilhões em 2021.
Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos da poupança ao SBPE. Esse sistema cobre até 80% de imóveis de até R$ 1,5 milhão, com juros limitados a 12% ao ano, o teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A modalidade tem risco historicamente baixo de inadimplência porque as prestações são limitadas a 30% da renda do mutuário, e os financiamentos duram até 35 anos.
Especialista em direito imobiliário, o advogado Marcelo Tapai destaca que o mercado imobiliário passa por uma mudança estrutural, que reflete a perda de interesse do investidor pela caderneta. Tanto o rendimento baixo da poupança quanto a ampliação de opções no mercado financeiro estimulam a fuga de investidores.
“A diminuição do estoque de dinheiro das poupanças é um caminho sem volta. O mercado financeiro hoje é muito mais simples. Bancos de investimento populares permitem às pessoas físicas investir em instrumentos financeiros com muita facilidade e muito mais perspectiva de retorno. A poupança traz prejuízo e, a cada dia, menos pessoas pensam nela como um investimento”, explica.
Perspectivas
Com cada vez menos recursos na poupança, os bancos destinam menos dinheiro para empréstimos no SPBE. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de lançamentos de unidades imobiliárias pelo SBPE caiu entre 20% e 30% no ano passado.
A CBIC não tem projeções para essa modalidade em 2024. No fim do ano passado, a entidade informou apenas que acredita em uma recuperação no SBPE no segundo semestre e que o número de lançamentos será ao menos igual ao de 2023. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o volume de crédito no sistema fique estável em relação ao ano passado, afetado tanto pela retirada de recursos da poupança como pelos juros ainda altos.
Opções
Com o SBPE menos requisitado, os mutuários de classe média têm duas alternativas. A primeira são os financiamentos com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa modalidade também financia imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros de até 12% ao mês, mas exige regras adicionais em relação ao SBPE. O comprador precisa trabalhar pelo menos três anos com carteira assinada, não pode ter outro financiamento ativo no SFH, nem ter outro imóvel na cidade onde mora ou trabalha, nem em municípios vizinhos e na mesma região metropolitana.
A outra opção consiste no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que obedece a taxas e condições de mercado. Essa modalidade permite o financiamento de imóveis acima de R$ 1,5 milhão e entrada zero (100% do valor financiado), mas normalmente tem juros mais altos.
Atualmente, as principais fontes de recursos dos bancos que concedem os financiamentos no mercado livre são os títulos privados, como as letras de crédito imobiliário (LCI), os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e as letras imobiliárias garantidas (LIG), objeto de uma mudança recente de regras do Conselho Monetário Internacional.
Mudança
Segundo Tapai, ocorre uma mudança na composição dos fundos para financiamento imobiliário, com o crescimento dos títulos privados, que custam mais para as instituições e elevam o custo do crédito para a compra de imóveis. “Isso é ruim para quem financia imóveis não abrangidos pelo SFH, pois não há limitação de taxa de juros e os prazos são menores. Não há nenhuma limitação e as regras de mercado são as que valem”, declara.
O especialista diz ainda não ser possível avaliar o impacto das mudanças das regras para a LCI, o CRI e o LIG.
Tapai não descarta que as restrições ao lançamento desse tipo de papéis se reflitam em juros menores, como alega o Banco Central (BC), porque parte dos recursos levantados com tais títulos não estava sendo usada no mercado imobiliário. “O BC afirma que sim, mas somente o mercado poderá dizer que os juros no mercado livre vão baixar”, pondera.
Crescimento
Mesmo com a estagnação do SBPE, a Abecip aposta em crescimento de 3% no crédito imobiliário em 2024, com as concessões fechando o ano em R$ 259 bilhões, superando o recorde de R$ 255 bilhões emprestados em 2021. Segundo a entidade, essa expansão deve ser sustentada pelos financiamentos do FGTS.
A CBIC, cuja análise se concentra no número de lançamentos, estima que o volume de empreendimentos imobiliários com recursos do FGTS e do Minha Casa, Minha Vida cresça 15% em 2024. Para o mercado imobiliário total, a entidade projeta que 320 mil unidades devem ser lançadas neste ano. Ainda não dá para projetar se essa volume representa crescimento em relação a 2023 porque as estatísticas do ano passado ainda estão sendo fechadas.
Com aumento de casos da dengue no Mato Grosso do Sul e em todo Brasil, algumas medidas simples podem livrar sua casa dos focos da doença e assim evitar a contaminação da sua família.
A principal forma de se prevenir contra dengue é reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti, que é o responsável por transmitir o vírus. Eliminar o criadouro é fácil e pode ser feito em pouco tempo, adotando ações simples do cotidiano.
Evitar água parada em pneus, latas e garrafas vazias sempre é importante, assim como cuidar as plantas e vasos, potes e outros objetivos que acumulam água. Realizar a limpeza regular da caixa d’água e sempre mantê-la fechada, com tampa adequada também entra nesta lista. O cuidado com a sua residência, terreno e lote vai fazer a diferença no combate à doença.
Outro ponto citado por especialistas é a verificação das calhas, retirando por exemplo folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr por elas. Colocar lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada, assim como eliminar entulhos do seu quintal. O pote de água para seu animal de estimação também deve ser trocado com frequência.
Ações simples como eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerante e sacos abertos que possam acumular água ajudam no combate à dengue. Piscinas que não estiverem em uso podem ser cobertas para evitar a proliferação dos mosquitos. Tampar os ralos é mais uma medida recomendada.
Se tiver ocorrendo obras na residência sempre é bom estar atento a equipamentos como lonas, carrinhos de mão, betoneiras para não acumularem água. Na lista ainda aparece as limpezas da bandeja externa da geladeira e da bandeja coletora de água do ar-condicionado.
Outras medidas
Para sua proteção individual os repelentes também são recomendados, pois podem evitar as picadas dos mosquitos. A composição do produto indica o tempo de proteção e necessidade da reaplicação. Caso for aplicar outros itens como protetor solar ou hidratante, a dica é usar o repelente por último. Se for para crianças, ficar atento se o produto é de uso pediátrico.
Sobre os inseticidas em spray ou de tomada os especialistas alertam que ajudam a matar os mosquitos adultos, principalmente em ambientes fechados, por isso a eficácia é limitada. Já o uso de mosqueteiros e telas nas janelas dos quartos ajudam bastante, para que os mosquitos não entrem nas dependências.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu inscrições para o curso de Formação de Instrutor de Trânsito. As inscrições vão até o dia 19 de fevereiro ou até que se preencha as 40 vagas disponibilizadas.
Para se inscrever, o interessado deve acessar o portal Meu Detran, no link Educação, Cursos Presenciais e selecionar o Curso De Formação de Instrutores de Trânsito. Acesse o Portal MEU Detran aqui.
Podem se inscrever maiores de 21 anos de idade, com Ensino Médio completo, habilitados há no mínimo dois anos. Os candidatos deverão passar por uma avaliação psicológica para fins pedagógicos para realizarem a matrícula.
O curso tem 203 horas de formação com disciplinas de Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, entre outras. As aulas serão de 19 de fevereiro a 19 de abril de 2024, na Escola Pública de Trânsito – EPT, Bloco 19, na sede do Detran, saída para Rochedo, de segunda a sexta, das 17h00 às 21h25; aos sábados pré-programados, das 07h30 às 11h55 e das 13h às 17h25; e aos domingos e feriados, se houver necessidade.
Mais informações sobre o curso, no Edital publicado no Diário Oficial do Estado de quarta-feira (07/02), página 52. Acesse aqui.
A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) para esta quinta-feira (14) indica sol e variação de nebulosidade. Além disso, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica e a disponibilidade de calor e umidade devem favorecer a formação de nuvens e chuvas no estado.
“São esperadas chuvas de intensidade fraca a moderada e, pontualmente, devem ocorrer tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento”. De acordo com o Cemtec, tais instabilidades atmosféricas ocorrem devido a aproximação de uma frente fria aliada ao deslocamento de cavados.
Em Campo Grande, as temperaturas variam entre 23°C e 30°C durante o dia. Dourados e Iguatemi, registram mínimas de 22°C e máximas de 32°C. Na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã marca 22°C inicialmente e chega aos 31°C nos horários mais quentes.
No Bolsão, Três Lagoas amanhece com 23°C e atinge 34°C à tarde; Paranaíba tem mínima de 22°C e máxima de 33°C. Em Coxim, na região Norte, os termômetros registram 22°C no início do dia e chegam aos 32°C.
Na região pantaneira, Corumbá tem mínima de 24°C e máxima de 32°C, já Aquidauana apresenta variação entre 24°C e 33°C. No Sudoeste do estado, Porto Murtinho tem 23°C pela manhã, com máxima que atinge até 33°C ao longo do dia.
Estudo realizado pela Embrapa Agropecuária Oeste (MS) mostrou que o uso da cultivar de capim BRS Zuri antecedendo a soja é viável e pode trazer bons resultados em sistemas de integração-lavoura-pecuária (ILP). Isso é possível adotando-se uma estratégia de manejo adequada. Essa cultivar é conhecida pela elevada produção de forragem, alto valor nutritivo, resistência à cigarrinha-das-pastagens e à mancha das folhas, o que a torna interessante para a alimentação do gado. Por outro lado, essa forrageira necessita de manejo especial para que ela não permaneça no campo na hora de plantar a soja.
“As cultivares de Panicum maximum mais vigorosas, como os capins BRS Zuri, Mombaça e Miyagui, têm sido deixadas de lado pelo fato de serem mais tolerantes ao herbicida glifosato, por formarem touceiras e devido ao porte elevado, que dificulta um pouco o plantio da cultura em sucessão”, completa o pesquisador da Embrapa Luís Armando Zago Machado.
Ele salienta que esses capins são os mais produtivos, em condição de pastejo, capazes de produzir 40 arrobas de carcaça por hectare, por ano, quando em sistemas de integração lavoura-pecuária. “Esse potencial de produção do capim BRS Zuri foi o que motivou estudar seu controle com herbicidas, já que, nos sistemas integrados, a pecuária necessita ser muito lucrativa para justificar sua rotação com culturas anuais”, declara o cientista.
Quando o capim BRS Zuri foi avaliado nos ensaios de valor de cultivo e uso, ele foi mais produtivo que os capins Tanzânia e Mombaça, além de apresentar melhor valor nutricional que esse último. Ao ser avaliado em sistemas integrados, foi obtida produtividade de 20% a 40% maior que a braquiária. “Porém, os P. maximum são mais exigentes em adubação, para que expressem todo seu potencial de produção, por isso eles vão tão bem nos sistemas integração lavoura-pecuária”, alerta Zago.
Resultados obtidos com a dessecação do capim BRS Zuri
O uso de cultivares de P. maximum de porte alto como a BRS Zuri nos sistemas integrados é bem-sucedido quando as plantas são rebaixadas. Esse trabalho comprovou que o sucesso do controle químico consiste na aplicação de duas doses de herbicida sistêmico ou a primeira com sistêmico e a segunda de contato, antes do plantio da soja. A primeira aplicação deve ser realizada com 12 a 14 dias antes do plantio da soja. A segunda aplicação pode ser feita de quatro a dez dias após a primeira, dependendo da dose e do produto aplicado. Essas duas aplicações foram eficientes para a dessecação do capim. Foram utilizados os herbicidas sistêmicos (glyphosate ou haloxyfop) ou de contato (glufosinato) e ambos apresentaram resultados positivos.
O estudo comprovou que o controle do capim BRS Zuri com uso de herbicidas antes do plantio da soja é uma estratégia de manejo eficiente e que pode ser usada com segurança pelos produtores. “Com essa informação, é possível realizar o controle e diminuir o intervalo para posterior semeadura da soja”, diz Zago.
O capim BRS Zuri é mais uma espécie a ser empregada nos sistemas de integração lavoura-pecuária, possibilitando a diversificação das forrageiras, principalmente, com as do gênero Brachiaria (B. ruziziensis e B. brizantha cv. Xaraés), que são bastante cultivadas e apresentam características muito interessantes, segundo os pesquisadores. Eles recomendam manter alguns talhões com Brachiaria, já que elas são menos estacionais, ou seja, a redução na produção de forragem durante a seca é menor em Brachiaria, em relação a Panicum.
Outro aspecto a ser considerado no estabelecimento do capim BRS Zuri em sucessão à soja é o percevejo barriga-verde, que é uma praga secundária da soja, mas pode inviabilizar o estabelecimento desse capim. Nesse caso, está sendo avaliado em outro projeto o controle dessa praga. Observou-se que a pulverização de inseticida é pouco eficiente, já que a planta fica abrigada sob a palha da soja. Os melhores resultados têm sido obtidos com o tratamento das sementes da forrageira.
Zago acrescenta que, no sistema ILP, o capim desempenha um papel fundamental na rotação de culturas e estruturando o solo, que pode contribuir para intensificar e gerar melhorias no ambiente de produção e, consequentemente, promover o aumento de produtividade nas lavouras de soja de forma sustentável.
A BRS Zuri Desenvolvida pela Embrapa e parceiros e lançada em 2014, a BRS Zuri é uma gramínea cespitosa, da espécie Panicum maximum, que deve ser manejada, preferencialmente, sob pastejo rotacionado, sendo considerada uma boa opção para diversificação de pastagens nos biomas Amazônia e Cerrado. Os capins da espécie Panicum maximum são conhecidos como capim-colonião. É uma espécie de gramínea tropical muito utilizada como forrageira em sistemas agropecuários. É nativa de diversas regiões da África e tem se disseminado em vários países de clima tropical devido à sua adaptabilidade e valor nutritivo para o gado. Essa espécie de capim é valorizada devido a sua capacidade de crescimento vigoroso e rápido, tornando-se uma opção popular para a alimentação de bovinos, ovinos e outros animais de pastagem. Caracteriza-se por apresentar folhas largas e compridas, que formam densas touceiras, e suas sementes são dispersas pelo vento. A planta possui uma alta tolerância ao pastejo e consegue se recuperar bem após ser cortada ou consumida pelo gado. (veja mais).