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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Caixa anuncia concurso público com mais de 4 mil vagas no país

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A Caixa Econômica Federal vai abrir concurso público com oferta de 4 mil vagas. O presidente do banco, Carlos Vieira, esteve, nesta quarta-feira (21), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar o edital, que será divulgado nesta quinta-feira (22).Caixa anuncia concurso público com mais de 4 mil vagas no paísCaixa anuncia concurso público com mais de 4 mil vagas no país

Do total de vagas, 2 mil serão para técnicos bancários e a outra metade para técnicos da área de tecnologia. Todas exigem nível médio. O salário inicial é de R$ 3.762.

Estão previstas 50 vagas de nível superior, sendo 28 para médico do trabalho e 22 para engenheiros de segurança do trabalho. A remuneração inicial é de R$ 11.186 e R$ 14.915 respectivamente. 

O banco irá destinar 6% das vagas para pessoas com deficiência. 

Brasília (DF), 21/02/2024, O presidente da Caixa, Carlos Vieira, durante entrevista coletiva após reunião com o presidente Lula, no Palácio do Planalto.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF) – presidente da Caixa, Carlos Vieira, anuncia concurso do banco após reunião com Lula. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Carlos Vieira disse que a ideia é reforçar o atendimento da Caixa em todo país.

“Nós vamos contemplar em função das necessidades regionais. Em algumas regiões precisam mais, outras menos. Nós também vamos estimular com esse concurso que ele ocupe uma parte do território que é desassistido por bancos. Estamos com uma estratégia voltada a um estímulo de construção e inauguração de unidades da Caixa em áreas que são poucas assistidas do ponto de vista bancário”, disse Vieira. 

O presidente Lula comentou nas redes sociais que o concurso é uma grande oportunidade de fortalecimento do serviço público federal.

As provas serão aplicadas pela Cesgranrio no primeiro semestre deste ano, com questões objetivas e redação. Os aprovados devem ser convocados a partir de agosto de 2024.

Os funcionários do banco têm direito à assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros e resultados, auxílios alimentação, refeição e creche e vale transporte, além de cursos de capacitação. 

O concurso terá validade de um ano, prorrogável por igual período, a critério da Caixa. 

Interação e oferta de objetos para bezerros leiteiros podem ajudar a reduzir estresse da desmama

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Na imagem, o experimento que contou com bolas e escovas (marcadas com um círculo) e espantalhos como enriquecimento físico do ambiente,

A fase de aleitamento é um período sensível e estressante  para os bezerros leiteiros, por conta do afastamento da mãe e, em alguns casos, do isolamento social. Buscando alternativas para  minimizar os impactos negativos dessa fase, a Embrapa Pecuária Sudeste conduziu um experimento para testar a efetividade do enriquecimento social e físico.

A pesquisa avaliou os efeitos do enriquecimento social no comportamento dos bezerros leiteiros em sistemas a pasto. O intuito, de acordo com a pesquisadora Teresa Alves, foi melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

A separação do filhote e a mãe logo após o nascimento é uma prática corriqueira entre os produtores de leite, principalmente para assegurar maior eficiência no recebimento do colostro. Quando separados, muitos são colocados em baias individuais, a fim de diminuir a transmissão de doenças e a competição por alimento.

Por outro lado, a criação coletiva de bezerros oferece um ambiente com espaço e estímulos necessários ao bom desenvolvimento cognitivo. A interação com outros animais pode melhorar a capacidade de lidar com mudanças de ambiente e situações de estresse. Porém, um desafio frequente nesse modelo é a ocorrência da mamada cruzada (ato de bezerros em sugar um ao outro).

Tal ação pode resultar em ferimentos de partes do corpo do animal sugado e interferir no desempenho produtivo. Nesse caso, a inserção de “brinquedos” é uma forma de reduzir o problema, melhorando sanidade, índices reprodutivos, aumento da aptidão inclusiva e redução de comportamento doloroso. E não é necessário um grande investimento para o produtor.
 
Resultados

Nos lotes com enriquecimentos social e físico a interação social e o comportamento de explorar o ambiente foram menores, visto que os animais ocuparam parte do tempo interagindo com os objetos oferecidos. Os bezerros interagiram em maior frequência com a escova (48,2%), seguida da interação com bola (26,5%) e com o  espantalho (25,6%). Além disso, neste grupo houve maior frequência de visita ao concentrado e menor tempo em pastejo. Em relação ao ócio e à ruminação, não ocorreu influência dos enriquecimentos entre os lotes.

Para Teresa, o maior tempo gasto com a escova pode ser explicado pelo fato dos bovinos se coçarem para remover sujeira, restos de excrementos, ectoparasitas e fluídos corporais. Assim, a incorporação de objetos com algum tipo de função específica é eficaz para o bem-estar. “A criação de bezerros em grupo promove um importante enriquecimento que são as interações sociais, embora quando disponibilizado ‘brinquedos’, eles gastam tempo interagindo com esses recursos”, destacou Teresa.

A pesquisadora considera que a interação dos bezerros com o espantalho nos horários próximos ao fornecimento do leite pode estar relacionada com o contato humano-animal. É provável que os bezerros tenham associado à imagem do espantalho à pessoa responsável pelo manejo, uma vez que os bonecos usavam a mesma vestimenta dos tratadores.
 
Experimento

Participaram do estudo 35 bezerros das raças Holandês e Jersolando distribuídos em dois tratamentos: um apenas com enriquecimento social – piquetes coletivos de criação; e outro com enriquecimento social e físico. Nesses, além dos piquetes serem coletivos, foram colocados diferentes objetos (espantalho, bola e escova), oferecidos simultaneamente.

O experimento foi conduzido no Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). A distribuição dos grupos foi aleatória, com a condição de que os animais não tivessem diferença de idade maior do que 15 dias e, no máximo, cinco filhotes.

Os bezerros foram separados de suas mães logo após o nascimento e receberam o colostro por meio de baldes individuais com bico. Desde o primeiro dia de vida, tiveram acesso livre à água e ao concentrado. O desaleitamento ocorreu, gradativamente, próximo aos dois meses de idade.

O sistema de criação coletivo possui área composta por capim Cynodon, com 12 piquetes de 64m² cada, com sombra artificial. A pesquisadora explicou que o sistema foi planejado para que houvesse piquetes ociosos para mudança do lote para áreas com melhor qualidade sanitária, principalmente no período das chuvas.

Os animais foram avaliados diariamente e pesados a cada 14 dias, com a avaliação de mucosa, infestação de carrapatos e temperatura retal. As observações comportamentais também foram a cada 14 dias, anotadas durante 10 horas, com identificação dos bezerros. Foram 60 dias de observações do comportamento do nascimento ao desmame.

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (22) a parcela de fevereiro do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5.Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 686,10. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 21,06 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,45 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Cadastro

Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 300 mil de famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 240 mil de famílias foram incluídas no programa neste mês. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Regra de proteção

Cerca de 2,29 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 372,45.

Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Fevereiro 2024Arte Agência Brasil

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quinta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 5. O valor caiu para R$ 102, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 5,5 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Quinta-feira tem tempo instável e maior probabilidade de chuva dos últimos dias

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Com previsão de sol e variação de nebulosidade, o destaque desta quinta-feira (22) é a probabilidade de chuvas em grande parte do estado. Com chances maiores que nos dias anteriores, a atuação de áreas de baixa pressão atmosférica combinada a cavados favorece a formação de nuvens e chuvas.

Além disso, de acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), pontualmente ainda podem ocorrer chuvas mais intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 23°C e a máxima chega aos 31°C. Em Dourados, os termômetros marcam 22°C inicialmente e atingem 32°C ao longo do dia. Nas regiões Leste e Cone-Sul, Anaurilândia e Iguatemi amanhecem com 21°C, com máximas respectivas de 30°C e 33°C.

No Bolsão, Paranaíba e Três Lagoas marcam 33°C nos horários mais quentes, com mínimas de 22°C e 23°C, respectivamente. Na região Norte, as temperaturas em Coxim apresentam variação entre 23°C e 32°C.

No Pantanal, Corumbá tem 25°C pela manhã e 34°C à tarde; Em Aquidauana, a mínima é de 24°C e a máxima de 32°C. Com o valor mais alto do dia no Sudoeste do estado, o município de Porto Murtinho registra 24°C inicialmente e atinge até 35°C.

Quinta-feira tem tempo instável e maior probabilidade de chuva dos últimos dias

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado

Integração lavoura-pecuária pode reduzir o uso de fertilizantes e mitigar impactos no clima

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A rotação entre lavoura e pastagem traz diversos benefícios para a qualidade do solo

Estudo conduzido pela Embrapa no Bioma Cerrado mostra que a adoção de sistemas integrados pode ser benéfica tanto na diminuição das emissões de óxido nitroso (N2O) como na redução das aplicações de fósforo e potássio, se comparados a sistemas de lavouras contínuas fertilizadas com as doses normalmente recomendadas desses nutrientes.

Os sistemas de lavoura contínua, sem a presença da pastagem na rotação e baseados no cultivo solteiro de soja e sorgo, por exemplo, promoveram emissões mais elevadas de N2O quando foi aplicada a fertilização recomendada em relação aos sistemas que receberam metade da dose, aplicadas como fertilização de manutenção, conforme resultados obtidos em experimento de longa duração conduzido na Embrapa Cerrados (DF) entre 1991 e 2013. O pastejo na área do sistema ILP nos anos anteriores ao estudo e a adubação com metade das doses de fósforo e potássio reduziram as emissões acumuladas do gás de efeito estufa (GEE) em 59%. Para os autores do estudo, diante da crise mundial de fertilizantes, os resultados têm extrema relevância para a agricultura no Brasil e no mundo.

Os resultados da pesquisa estão publicados no artigo Nitrous Oxide Emissions from a Long-Term Integrated Crop–Livestock System with Two Levels of P and K Fertilization, que tem entre os autores os pesquisadores da Embrapa Cerrados Arminda Moreira de Carvalho, Alexsandra Duarte de Oliveira e Robélio Leandro Marchão, que trabalharam em parceria com a Universidade de Brasília.

“A relação entre as emissões de N2O e a fertilização nitrogenada, assim como as menores emissões de N2O resultantes da adoção de sistemas integrados, já estão bem documentadas na literatura científica. No entanto, ainda não havia informações disponíveis sobre a relação das emissões desses GEE com outros nutrientes comumente aplicados na lavoura, como fósforo e potássio,” argumentam os autores.

O trabalho partiu da premissa de que os sistemas integrados são mais eficientes na utilização dos nutrientes aplicados ao solo, e que em solos de fertilidade construída (após vários anos de cultivo) é possível reduzir significativamente as doses de fósforo e potássio aplicadas na fase lavoura da rotação. Segundo os pesquisadores, a rotação entre lavoura e pastagem traz diversos benefícios para a qualidade do solo, que tem como consequência a proteção da matéria orgânica e a melhoria do funcionamento biológico do solo, além da redução das emissões de GEE.

No sistema integrado na modalidade “boi safrinha”, por exemplo, o pastejo de entressafra reduz a disponibilidade de biomassa no solo, aumentando a mineralização do nitrogênio, a ciclagem de nutrientes e estimulando o sistema radicular da gramínea forrageira. “Confirmamos a hipótese de que com a adoção de sistemas integrados em áreas consolidadas de agricultura é possível reduzir a adubação fosfatada e potássica e, ao mesmo tempo, mitigar as emissões de N2O em comparação com lavouras contínuas que recebem altas doses desses nutrientes”, afirma Marchão.

Estudo comparou dois sistemas com diferentes históricos de adubação Para testar essa hipótese, foram avaliadas as emissões de N2O, variáveis edafoclimáticas (de clima e solo), atributos químicos do solo, a produção de resíduos vegetais, o rendimento de grãos e a emissão relativa (kg de N2O emitido por kg de grãos produzido). As avaliações foram realizadas nos sistemas integrados em comparação a sistemas de lavouras contínuas, ambos em dois níveis de fertilidade e com diferentes históricos de adubação. Os sistemas avaliados fazem parte do experimento mais antigo de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) do Brasil, implantado na Embrapa Cerrados em 1991. O estudo foi realizado durante dois anos agrícolas consecutivos, durante a fase lavoura dos sistemas integrados, rotacionados a cada quatro anos entre lavoura e pecuária (pastagem). Desde a implantação do experimento de ILP, as áreas foram conduzidas sob dois níveis de fertilização fosfatada e potássica. Dessa forma, foram estabelecidos quatro contrastes entre sistemas: lavouras contínuas adubadas com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; lavouras contínuas nas doses recomendadas de fósforo e potássio; sistema ILP com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; e sistema ILP nas doses recomendadas de P e K. Uma área de Cerrado nativo adjacente foi utilizada como referência para monitoramento da emissão de óxido nitroso. No primeiro ano do estudo, em ambos os sistemas (ILP e lavoura contínua) a cultura de soja foi sucedida pelo pousio devido à escassez de chuva que inviabilizou o cultivo da segunda safra. No segundo ano, no sistema ILP, foi realizado, após a colheita da soja, por meio do plantio do sorgo de segunda safra em consórcio com Panicum maximum BRS Tamani para pastejo na entressafra. Já nas áreas de lavoura contínua, o sorgo foi plantado na entressafra da soja, sendo consorciado com um mix de espécies de plantas de cobertura – capim pé-de-galinha (Eleusine coracana), capim braquiária (Brachiaria brizantha cv. Paiaguás), feijão-guandu (Cajanus cajan IAPAR 43), crotalária (Crotalaria spectabilis) e nabo-forrageiro (Raphanus sativus). Sistema integrado apresentou menores valores para emissões de N2O diárias e acumuladas As emissões de N2O foram medidas ao longo de 603 dias, totalizando 78 campanhas de coleta de gases. As amostragens do gás foram realizadas com o uso de câmaras estáticas instaladas em cada sistema de manejo. Os fluxos diários de óxido nitroso variaram de −5,33 a 73,51 µg N2O/m2/h no primeiro ano agrícola e de -3,27 a 77,17 µg N2O/m2/h no segundo – fluxos com valores positivos significam emissões do GEE para a atmosfera, enquanto valores negativos representam sequestro do gás. Segundo os pesquisadores, apesar de não serem tão altos, esses valores já são preocupantes no contexto das mudanças climáticas. O maior fluxo diário de N2O foi observado no sistema lavoura contínua com as doses recomendadas de fósforo e potássio no segundo ano de avaliação. De acordo com o estudo, os fluxos mais altos de N2O foram registrados imediatamente após a semeadura e ao final do ciclo da soja, e após a adubação de cobertura nitrogenada do sorgo na segunda safra. As médias de fluxos diários de óxido nitroso no período analisado foram de 23,2 µg N2O/m2/h no sistema de lavoura contínua com a adubação recomendada, 16,9 N2O/m2/h no sistema de lavoura contínua com metade da adubação fosfatada e potássica, 14,3 µg N2O/m2/h no sistema integrado com adubação recomendada e 12,4 µg N2O/m2/h no sistema integrado com metade da dose, enquanto na vegetação nativa de Cerrado, a média diária de referência foi de 6,2 µg N2O/m2/h. O trabalho também mensurou as emissões acumuladas de N2O, considerando sistema e níveis de fertilidade. O sistema de lavoura contínua e dose recomendada (1,32 kg N2O/ha) emitiu mais N2O quando comparado ao sistema integrado com metade da dose (0,46 kg N2O/ha) no primeiro ano de avaliação, porém não diferiu dos demais sistemas no segundo ano, e ao considerar todo o período de avaliação (603 dias), continuou sendo o sistema que mais emitiu (2,74 kg N2O/ha), enquanto o sistema integrado com metade da dose contribuiu no mesmo período com 1,12 kg N2O/ha, ou seja 59% menos. “Esse resultado possivelmente é explicado pelo pastejo em anos anteriores a esse estudo nos sistemas ILP, o que, associado à fertilização de fósforo e potássio no sistema integrado com metade da dose, resultou em menor quantidade de resíduos culturais. Isso provocou aumento da mineralização e menor disponibilidade do nitrogênio. Em consequência, houve mitigação de N2O”, explica Arminda Carvalho. Nos demais sistemas, as emissões acumuladas no período estudado foram de 1,62 kg N2O/ha (lavoura contínua com metade da dose), 1,41 kg N2O/ha (no sistema integrado e dose recomendada) e de 0,38 kg N2O/ha no Cerrado nativo.

“Nossos resultados sugerem que os sistemas integrados, que incluem lavouras e pastagem, e com metade da dose de P e K, são mais efetivos em mitigar emissões de N2O, o que, no contexto atual de crise climática e na indústria global de fertilizantes, é um aspecto de grande relevância para a agricultura no Brasil e no mundo”, concluem os autores.

Tecnologia importante para as mudanças climáticas

Os sistemas integrados já são uma realidade no Brasil e representam uma das tecnologias disponíveis para enfrentar as mudanças climáticas, sendo uma das principais estratégias previstas no Plano ABC+, atual política pública brasileira para mitigação das emissões de GEE no setor agrícola. A expectativa é de que a implementação de políticas públicas de pagamento por serviços ambientais e a possiblidade de negociar o excedente do carbono em mercado público ou privado tornará ainda mais atrativa a adoção de sistemas integrados.

“Para isso, é necessário estabelecer métricas que possibilitem comparar sistemas tradicionais, como lavouras continuas de grãos, ou de pecuária, com os intensificados, como os de Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Nesse sentido, nosso estudo contribui para a elaboração dessas métricas”, finalizam os autores.

Alinhamento aos ODS O estudo está alinhado a algumas metas de três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Objetivo 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. Meta 2.4: Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo. Objetivo 12: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Meta 12.2: Até 2030, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais. Objetivo 13: Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países.

Desmatamento na Amazônia cai 60% em janeiro deste ano

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O desmatamento na floresta amazônica caiu 60% em janeiro deste ano, conforme monitoramento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Foi o décimo mês consecutivo de redução.Desmatamento na Amazônia cai 60% em janeiro deste anoDesmatamento na Amazônia cai 60% em janeiro deste ano

Em janeiro de 2024, a área derrubada foi de 79 quilômetros quadrados (km²). No mesmo mês de 2023, chegou a 198 km².

Apesar da queda, o desmatamento equivale a mais de 250 campos de futebol por dia e supera a destruição registrada em janeiro de 2016, 2017 e 2018.

Para a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim, o país necessita reduzir a emissão de gases de efeito estufa, ampliar a fiscalização ambiental e criar áreas protegidas de floresta se quiser alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.

Pela série histórica, iniciada em 2008, os anos com maior derrubada foram: janeiro de 2015 com 288 km² e janeiro de 2022, com 261 km².

Estados que mais desmataram

O monitoramento por imagens de satélite possibilita identificar também os estados que mais desmataram em janeiro.

Roraima lidera o ranking, com 40% da área derrubada da Amazônia Legal. De acordo com Larissa, o estado teve regime de chuvas inverso ao dos outros oito estados da região, enfrentando clima mais seco, “que facilita a prática do desmatamento”, diz nota divulgada pelo instituto.

No entanto, a derrubada no estado foi menor em comparação ao ano anterior. Em janeiro de 2023, foram 41 km², ante 32 km² no mês deste ano, queda de 22%.

Segundo o levantamento da Imazon, seis estados da Amazônia Legal registraram queda na destruição da floresta – Mato Grosso, Pará, Rondônia, Amazonas e Maranhão.

A Amazônia Legal compreende nove estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, Tocantins), Centro-Oeste (Mato Grosso) e Nordeste (Maranhão).

Outro dado revela que seis das dez terras indígenas mais desmatadas em janeiro ficam em Roraima.

Em relação às unidades de conservação, Pará e Amazonas são os estados que concentram o maior número entre as dez mais desmatadas no mês, sendo três em cada um.

A floresta amazônica teve em janeiro de 2024 seu décimo mês consecutivo na redução do desmatamento. Conforme dados do monitoramento por imagens de satélite do Imazon, a derrubada passou de 198 km² em janeiro de 2023 para 79 km² em de janeiro de 2024, uma queda de 60%.

Com rondas escolares em ação, Rede Estadual de Ensino volta às aulas em todo o MS

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Com viaturas e policiais fazendo rondas nas escolas e em torno delas, a Rede Estadual de Ensino voltou às aulas nesta quarta-feira. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), já está com as rondas escolares em execução, no mesmo formato bem sucedido que já vem sendo realizado em anos anteriores.

Além disso, outras ações preventivas, tais como palestras, visitação à direção das escolas, entre outras, também fazem parte do Programa Escola Segura, Família Forte/Ronda Escolar, previstas para serem realizadas ao longo do ano.

De acordo com coordenador do programa, Valson Campos dos Anjos, as rondas são feitas nas 75 escolas estaduais da capital, beneficiando 42.480 alunos, 6.000 professores e aproximadamente 250 bairros.

“O alvo do programa é melhorar os indicadores escolares, com o fortalecimento dos vínculos entre segurança pública, escola e família, na prevenção de situações conflituosas, no ambiente escolar e entorno”, destaca o coordenador Valson.

O patrulhamento escolar é feito por policiais militares capacitados e previamente selecionados para o atendimento à comunidade escolar. Além da ronda no entorno das escolas na entrada e saída dos alunos, o programa promove a aproximação da comunidade escolar com a polícia e contribui para a redução dos conflitos no âmbito escolar.

Policial militar mulher e viatura escolar
Chegada de alunos em escola estadual, policiais estaduais fazem a segurança
Viatura da ronda escolar e policiais na entrada de escola estadual
Policial militar mulher e viatura escolar
Viatura policial da Ronda Escolar
Policiais militares recepcionam alunos
Chegada de alunos em escola estadual, policiais estaduais fazem a segurança
Policiais militares fazem segurança no pátio de escola estadual
Policiais militares e estudantes estaduais uniformizados

Comunicação Sejusp
Fotos: Bruno Rezende

MS recebe 2ª remessa da vacina contra a dengue; as 3,7 mil doses irão para Corumbá e Ladário

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Fotos: Álvaro Rezende

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), deve receber nesta quinta-feira (21) mais 3.784 doses de imunizantes contra a dengue. A segunda remessa deverá atender os municípios de Corumbá e Ladário. O Ministério da Saúde não informou o horário ou em qual voo os imunizantes deverão chegar.

Segundo a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, assim que as vacinas chegarem ao Estado as mesmas já estarão prontas para serem retiradas pelos municípios contemplados nesta segunda fase de distribuição pelo Ministério da Saúde. “Vamos entregar assim que chegar ao Estado para o município que puder vir buscar”.

Com isto, Mato Grosso do Sul será o primeiro estado do país a ter todos seus municípios contemplados com a vacina. Dourados já tinha recebido doses na fase de pré-vacinação nacional, em estratégia própria. Depois, quando as doses começaram a ser distribuídas em massa, 76 municípios do Estado foram contemplados.

Agora, as duas cidades que ficaram faltando, Corumbá e Ladário, serão contempladas, fechando em 100% a cobertura de imunização no Estado. Com as 3.784 doses somadas das 69.570 doses, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde o total de 73.354 doses.

Público-alvo

O Ministério da Saúde orienta que o imunizante deve ser usado em crianças de 10 e 11 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. Assim, o esquema vacinal será composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A recomendação é que a vacinação seja iniciada pela administração de D1. As demais doses para D2 serão enviadas posteriormente, considerando o intervalo recomendado de três meses entre as doses.

MS recebe 2ª remessa da vacina contra a dengue; as 3,7 mil doses irão para Corumbá e Ladário

A distribuição das doses pelo Ministério da Saúde aos municípios foi determinada com base em três critérios principais: o ranqueamento das regiões de saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses para a população-alvo conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante) e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

Atendimento por macrorregião

No dia 10 de fevereiro Mato Grosso do Sul recebeu 69.570 doses de vacina contra a dengue sendo distribuídas em três macrorregiões de saúde, sendo:

  • Macrorregião de Dourados, com exceção do município de Dourados que já foi contemplado com outra estratégia.
    Receberam os seguintes quantitativo de imunizantes: Caarapó (936 doses), Deodápolis (369), Douradina (172), Fátima do Sul (495), Glória de Dourados (259), Itaporã (793), Jateí (108), Laguna Carapã (231), Rio Brilhante (1.198), Vicentina (153), Eldorado (324), Iguatemi (410), Itaquiraí (575), Japorã (396), Juti (246), Mundo Novo (546), Naviraí (1.466), Anaurilândia (197), Angélica (298), Batayporã (273), Ivinhema (730), Nova Andradina (1.355), Novo Horizonte do Sul (129), Taquarussu (102), Amambai (1.355), Antônio João (313), Aral Moreira (395), Coronel Sapucaia (523), Paranhos (602), Ponta Porã (2.859), Sete Quedas (320) e Tacuru (379).
  • Macrorregião de Três Lagoas: Aparecida do Taboado (707), Cassilândia (497), Inocência (209), Paranaíba (1.025), Água Clara (572), Bataguassu (675), Brasilândia (306), Santa Rita do Pardo (206), Selvíria (225) e Três Lagoas (3.896).
  • Macrorregião de Campo Grande: Campo Grande (24.639 doses), Costa Rica (771), São Gabriel do Oeste (834), Maracaju (1.223), Jardim (731), Coxim (929), Guia Lopes da Laguna (297), Sidrolândia (1.435), Pedro Gomes (182), Chapadão do Sul (945), Rochedo (156), Anastácio (739), Camapuã (338), Bonito (715), Figueirão (108), Nova Alvorada do Sul (764), Aquidauana (1.460), Jaraguari (209), Miranda (883), Dois Irmãos do Buriti (338), Sonora (434), Ribas do Rio Pardo (746) Alcinópolis (115), Caracol (149), Corguinho (161), Bela Vista (683), Rio Verde de Mato Grosso (549), Paraíso das Águas (184), Terenos (506), Rio Negro (129), Nioaque (390), Porto Murtinho (463), Bodoquena (269) e Bandeirantes (221).
  • Macrorregião de Corumbá: Corumbá (3.060) e Ladário (724).

Algoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientes

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O corre-corre diário de um hospital, com pacientes chegando e saindo, acaba repercutindo no sistema de alocação de quartos e leitos, gerando um problema na logística de internação. Pensando em uma solução, os professores Simone de Lima Martins e Fábio Protti, do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), decidiram, com seus alunos de mestrado, desenvolver um algoritmo que otimize essa movimentação.Algoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientesAlgoritmo pode ajudar hospitais a otimizar internação de pacientes

“Muitas vezes, essa alocação é feita de forma manual e, em um hospital grande, isso gera atrasos, gera inconsistência, muitas trocas de quartos de pacientes para acomodar os novos que estão chegando”, disse nesta quarta-feira (21) à Agência Brasil o professor Fábio Protti.

Depois de levantar os gargalos do processo manual feito pela central de regulação de internações, os pesquisadores criaram um modelo baseado em algoritmo que automatiza a distribuição de quartos leitos em hospitais, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-o rápido e eficiente.

Aplicação

O algoritmo já está em fase de aplicação potencial, mas ainda falta um acordo formal da UFF com o SUS, para que os testes práticos possam ser iniciados, informou Protti. “Não existe ainda um convênio formal do SUS com a UFF nesse sentido”, confirmou o professor.  Além disso, acentuou o pesquisador, ainda não foi concretizada parceria com o Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), em Niterói, que pertence à universidade, para colocar em prática esse sistema computacional automático que amplia a eficiência na acomodação de pacientes.

“Ele [sistema] ainda está em fase de conclusão. É ainda experimental. Nosso algoritmo trabalha com hospitais fictícios e pacientes fictícios, que formam grandes volumes de dados. E a gente está tentando se equiparar aos melhores resultados da literatura científica, numa bateria de testes que já existe”, acrescentou.

Um aluno de mestrado do Instituto de Computação da UFF já defendeu a tese com bons resultados e outro aluno está evoluindo sua pesquisa e tentando melhorar os resultados obtidos anteriormente. “Nós precisamos obter resultados computacionalmente bons para, depois, voltar a procurar um convênio formal com o HUAP, um hospital privado ou até com o SUS. Estamos em busca desses convênios”, disse Protti.

Perfil

O algoritmo desenvolvido pelos pesquisadores observa o perfil dos pacientes e as características dos leitos e quartos disponíveis para encontrar a acomodação mais adequada. Cada quarto tem a sua característica, incluindo número de leitos, política de gênero, facilidades que oferece, especialidade médica à qual está associado. Do lado dos pacientes, observa-se que cada um tem necessidades específicas, demandas e características pessoais. “Nosso algoritmo tenta alocar os pacientes aos quartos, de modo a minimizar alocações ruins”, disse Fábio Protti.

Ele explicou que uma alocação ruim vai incorrer em uma penalidade. Entre elas, citou o hospital violar uma recomendação de gênero de um quarto, ou violar recomendação de não fazer transferência de um paciente de um quarto para outro para colocar um paciente novo. “Cada vez que a gente faz uma realocação que viola as recomendações incorre em uma penalidade, cuja soma dá um valor, ou seja, uma quantificação de quão boa é aquela alocação”, afirmou.

Segundo o professor da UFF, o algoritmo tem uma inteligência onde ele procura várias alocações, de forma a minimizar essas penalidades. O próximo passo será ir a um hospital, mapear os quartos e, depois, pegar um histórico dos pacientes que estão entrando, para fazer o algoritmo funcionar com esses testes, para que sejam procuradas as melhores alocações possíveis.

A ideia é que, na chegada de um novo paciente, o operador coloque as características dessa pessoa no sistema automatizado e o próprio sistema reorganize as alocações e indique como o operador proceda. “Tudo é feito automatizado. Ele não precisaria procurar na planilha manual o que está acontecendo, como ocorre agora”.

Tempo real

Fábio Protti ressaltou que será preciso, no entanto, que haja uma atualização em tempo real. “O sistema exige monitoramento em tempo real de tudo que está acontecendo no hospital, para que ele funcione bem. Não pode ocorrer de um paciente receber alta e a informação demore a chegar ao sistema de que o quarto está liberado. Isso tudo tem que acontecer de uma forma bem orgânica”, disse.

O pesquisador acentuou que, em hospitais grandes, com dezenas e até centenas de leito, o sistema computacional contribui para a redução do tempo de espera por um leito que, muitas vezes, demoram horas. “E essa alocação não se faz sem tirar um paciente de um quarto para colocar outro paciente ali, que precisa de uma necessidade especial naquele momento”, explicou.

Protti observou também a importância de alimentar o sistema com informações das características de cada paciente (sexo, idade, tipo de tratamento necessário e número de leitos que deseja compartilhar em seu quarto), para melhor verificar o perfil de leitos e quartos disponíveis no hospital. “Todos esses fatores devem ser avaliados para decidir o melhor leito a ser designado para um paciente”, disse.

Atualmente, os pesquisadores trabalham para aperfeiçoar o algoritmo e os resultados encontrados, além de estarem preparando uma versão completa do estudo. O projeto em andamento possui apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

CCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtual

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o substitutivo do projeto de lei que estabelece normas para que empresas possibilitem, a pais e responsáveis, acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes. O Projeto de Lei (PL) 2.628/2022 seguirá agora para análise da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).CCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtualCCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtual

Se aprovado e sancionado, o projeto, que foi criado com o objetivo de dar mais proteção a crianças e adolescentes nos ambientes virtuais, apresentará regras que valerão para aplicativos, plataformas, produtos e serviços virtuais.

Além de prever mecanismos de controle parental, o PL pretende dificultar práticas de bullying virtual e de abuso sexual.

A versão aprovada pela comissão contém alterações feitas pelo relator da matéria, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), no texto original apresentado pelo autor, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Kajuru destacou que, com a nova legislação, pretende-se coibir também direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica ao público infantil.

O relator do projeto considerou “pertinentes e meritórios” os esforços contra determinadas espécies de discursos publicitários, por causa dos danos que podem causar a pessoas em fase de desenvolvimento.

Publicidade infantil

No entanto, acrescentou Kajuru, algumas das regras previstas no texto original se mostravam desproporcionais, uma vez que, na prática, proibiriam qualquer tipo de publicidade destinada a esse público.

“O projeto propõe que as restrições a publicidade e a comunicação mercadológica destinada a adolescentes sejam aplicáveis também àquelas dirigidas a crianças. De forma adicional, foi proposto acréscimo de dispositivo para esclarecer, aos provedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação, que devem adotar medidas para garantir a proteção da criança e do adolescente contra a publicidade abusiva, nos termos do Código de Defesa do Consumidor”, argumentou o senador.

O relator apresentou um levantamento que, segundo ele, confirma a necessidade de alteração do texto original que proibia a criação de perfis em redes sociais por crianças com idade inferior a 12 anos.

“O uso da internet entre crianças brasileiras é amplamente disseminado. De acordo com a referida pesquisa, 75% dos usuários com idade entre 9 e 17 anos tiveram seu primeiro acesso à internet antes dos 12 anos de idade. Outro dado relevante indica que 87% da população entre 9 e 10 anos de idade já acessou a internet, percentual que sobe para 96% no segmento de 11 a 12 anos.”

Perfis vinculados

“Dessa forma, considerando a realidade do uso da internet pelo público infantil no Brasil, é razoável admitir a criação de contas e perfis de usuários em redes sociais por crianças, desde que estejam vinculados a conta ou perfil de um de seus responsáveis legais”, completou.

Kajuru destacou que o texto substitutivo possibilitou também maior detalhamento das regras pertinentes, no que se refere a produtos e serviços de tecnologia da informação – e que provedores de serviços deverão, também, seguir regras específicas para o tratamento de dados de crianças e ou de adolescentes.

“Nesse sentido, é oportuno especificar que os respectivos fornecedores devem criar mecanismos para evitar o uso de produtos ou serviços por crianças e adolescentes, sempre que não forem adequados a esse público, além de tomar as medidas razoáveis em seu desenho e operação para prevenir e também mitigar a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes.”

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Farmácia: Farmácia do Edson     Fone: 3481-2645

Procura-se gata desaparecida em Amambai

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Bruna está procurando por sua gata, que desapareceu nesta terça-feira (20), nas proximidades da Capela Nossa Senhora das Graças, localizada na Vila Doriane, em Amambai.

A gata possui um pelo característico nas cores cinza escuro e branco, olhos azuis e rabo pitoco.

Recentemente, ela passou por uma cirurgia de castração e ainda tem pontos na barriga, o que aumenta a urgência de seu retorno seguro para casa.

Caso alguém tenha visto ela ou tenha informações que possam ajudar a localizá-la, entre em contato com a Bruna por meio do telefone (67) 98135-8123.

(Com informações do site Amambai Notícias)

Governo de MS inicia capacitação de agentes públicos municipais inscritos no Programa Agiliza MS

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O Governo do Estado iniciou nesta semana a capacitação dos servidores dos municípios sul-mato-grossenses inscritos no Programa Agiliza MS – Facilidade em Gestão de Compras Públicas. O objetivo da ação é oferecer às cidades de Mato Grosso do Sul suporte na gestão dos processos de compras públicas, em conformidade com a Lei n° 14.133 (Nova Lei de Licitações).

Com total de 335 inscritos nas três oficinas, o número de interessados superou as expectativas iniciais de participantes.

Lançado em setembro, o programa visa apoiar os municípios com a capacitação dos agentes públicos que atuam no setor de compras dos municípios sobre a nova legislação, além disso, promover a participação das cidades nas atas de registro de preços gerenciadas pelo Governo do Estado, fomentando o municipalismo e cooperando para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.

Os treinamentos iniciaram na segunda-feira com temas relacionados ao Plano de Contratações Anual e Planejamento, ministrado pela procuradora-chefe da Coordenadoria Compras e Contratos Públicos da Secretaria de Estado de Administração, Vanessa de Mesquita e Sá; e ao Regime de atuação do assessoramento jurídico, ministrado pelo procurador-chefe da Coordenadoria Jurídica da Secretaria-Executiva de Licitações), André Carvalho. Nesta terça-feira, o tema abordado na palestra é referente à Elaboração de ETP (Estudo Técnico Preliminar) e TR (Termo de Referência) com a procuradora Vanessa.

A secretária-executiva de Licitações da SAD, Muriel Moreira, destacou a importância das temáticas abordadas durante os dois dias de treinamento sobre a atuação do assessoramento jurídico, Plano de compras e elaboração de ETP e TR. As oficinas continuarão nos meses de março, abril e maio de 2024 com conteúdos escolhidos pelos próprios servidores municipais.

“O resultado foi bastante positivo 335 participaram das oficinas. Contamos com a importante participação dos procuradores do Estado, Vanessa de mesquita e do procurador André Lopes como instrutores das aulas, trazendo seu vasto conhecimento sobre as temáticas. Estamos muito satisfeitos com os resultados do projeto, conseguimos realizar troca de experiências com os servidores, oferecendo capacitação para que os municípios possam realizar suas licitações com segurança e primar pelo atendimento aos interesses de sua população”, enfatizou Muriel.

Governo de MS inicia capacitação de agentes públicos municipais inscritos no Programa Agiliza MS
Governo de MS inicia capacitação de agentes públicos municipais inscritos no Programa Agiliza MS
Governo de MS inicia capacitação de agentes públicos municipais inscritos no Programa Agiliza MS
Governo de MS inicia capacitação de agentes públicos municipais inscritos no Programa Agiliza MS

Realizada por meio da Secretaria de Administração (SAD) e em parceria com o Sebrae/MS, a ação teve apoio da Fundação Escola de Governo de MS (Escolagov) e da Procuradoria-Geral do Estado. Participaram das capacitações os servidores dos municípios de Campo Grande, Maracaju, Ponta Porã, Pedro Gomes, Aparecida do Taboado, São Gabriel, Inocência, Bela Vista e Bonito.

Conforme a superintendente Jurídica de Licitação da Secretaria-Executiva de Compras Governamentais (Secomp) da prefeitura de Campo Grande, Gracieth Abrahao, é louvável ações como as oficinas propostas pelo Agiliza MS.

“Muito importante a abordagem dos temas, entre eles sobre ‘O regime de atuação do assessoramento jurídico’, esse treinamento vem para evidenciar e convalidar a legitimidade do trabalho já realizado e das tomadas de decisões proferidas pela Secretaria-Executiva de Compras Governamentais da Prefeitura de Campo Grande, a troca de experiências entre instituições fomentam o conhecimento e auxiliam no atendimento eficiente e eficaz do interesse público, principalmente em um momento tão peculiar que vivemos, a implantação e execução efetiva da NLLC a 14.133 de 2021”, destacou a superintendente durante a capacitação.

Dando continuidade ao programa Agiliza, novos temas serão apresentados nos dias 11 e 12 de março de 2024, sobre Nulidades, Pesquisa de Preços, Aplicação dos Benefícios às ME (Microempresas)  e EPP (Empresa de Pequeno Porte) e Sanções e Penalidades.

Nova Lei de Licitações

A lei 14.133, de 01 de abril de 2021, estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.  A nova lei de licitações veio para substituir a Lei de Licitações, a Lei do Pregão e o Regime Diferenciado de Contratação, revogando então as leis 8.666/93, 10.520/02 e 12.462/11.

Raquel dos Passos, Comunicação SAD
Fotos: Divulgação

Setor do biodiesel confirma capacidade imediata de atender mistura de 20%

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Os números estão disponíveis na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, são públicos e confirmam: com a atual capacidade autorizada de produzir 14,7 bilhões de litros* e uma elevada ociosidade (cerca de 49%), a indústria brasileira do biodiesel tem plenas condições para atender a mistura de biodiesel adicionado ao diesel comercial de até 20% (B20).

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel do Congresso Nacional (FPBio) realizaram um levantamento técnico que aponta que para a utilização do B20 será necessária uma demanda de 13,2 bilhões de litros de biodiesel (89,8% da capacidade atual disponível).

Vale lembrar que em abril de 2023 o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinou a elevação do teor de biodiesel de 10% (B10) para 12% (B12). A partir de março de 2024, a mistura será de 14% chegando a 15% em 2025. Porém, o Projeto de Lei Combustível do Futuro, que deve ser votado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, estabelece novos cronogramas e tetos da mistura, podendo chegar a 20% ou 25%.

Para o presidente da FPBio, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), os estudos técnicos reafirmam a capacidade das plantas industriais para atender a essa demanda, e destaca “a necessidade de aprovar no Congresso o projeto do Combustível do Futuro que dá as garantias de decenalidade (estabilidade nas regras por 10 anos), previsibilidade e segurança jurídica tão importantes para o setor e que permitiu a ele chegar aqui com essa estrutura pronta para o crescimento”.

Capacidade para B25

O parque industrial conta hoje com 60 usinas, das quais 10 estão em processo de expansão e oito em construção. Com a capacidade instalada atual, já seria possível produzir o B20. Com as expansões, a capacidade chegaria a 16,25 bilhões de litros, volume que seria capaz de atender também aproximadamente 25% da mistura de biodiesel.

Produção e Matérias-Primas

A produção de biodiesel em 2023 foi de 7,5 bilhões de litros, devendo chegar a 8,9 bilhões de litros em 2024 e 10,1 bilhões em 2025, levando em conta o atual cronograma do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

“Considerando que o óleo de soja é a principal matéria-prima para a fabricação do biodiesel -respondendo por cerca de 70% -, o setor projeta uma produção de 10,9 milhões de toneladas em 2024, das quais 5 milhões serão destinadas para a fabricação do biocombustível. No caso de B20, a demanda pelo óleo de soja está estimada em 8,7 milhões de toneladas”, comenta Daniel Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

O biodiesel estimula ainda o processamento da soja em grão, que agrega valor à cadeia produtiva, principalmente na produção de farelo de soja (item essencial para rações animais). De 2008 a 2022, mais de 200 milhões de toneladas de soja foram esmagadas devido à crescente demanda por biodiesel. Isso representa 33% do total processado no período (cerca de 600 milhões de toneladas).

“O setor chega aos 19 anos de história com musculatura suficiente para apoiar o Brasil no compromisso de cumprir suas metas de descarbonização do setor de transportes, além de ser exemplo de transição energética”, celebra Francisco Turra, Presidente do Conselho de Administração da APROBIO. “Os números da ANP representam o nosso cartão de visita para o projeto dos Combustíveis do Futuro e confirmam que estamos prontos para avançar a até pelo menos B20, beneficiando no curto prazo os grandes centros urbanos sem mudança em motores e custos em novas infraestruturas de abastecimento”, completa.

“O setor já está pronto para atender ao aumento da mistura do biodiesel no diesel fóssil, inclusive avançando para o B20. Desde 2018, toda a cadeia investiu e se preparou para ampliar sua produção mirando os 15% de mistura já em 2022, o que acabou sendo frustrado por decisões do governo passado. Agora, temos uma oportunidade única para evoluirmos com segurança e previsibilidade, diante do compromisso da atual gestão com a transição energética e com o projeto de lei Combustível do Futuro”, diz o Diretor Superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

Gorduras Animais

Outra importante matéria-prima para a produção do biodiesel são as gorduras animais, com percentual importante de participação, cerca de 10% do total de biodiesel produzido. A produção de gorduras animais é inelástica, ou seja, o total produzido independe do mercado consumidor, logo, a cadeia de biodiesel é de extrema importância para o setor de reciclagem animal, uma vez que as gorduras animais passaram a contar com um mercado consumidor estável dando vazão ao enorme volume produzido.

“O aumento estimado em 2,6 bilhões de litros de biodiesel, mantidas as proporções atuais, implicaria em um aumento de 400 mil litros de gorduras animais consumidas, volume facilmente absorvível frente aos 2,5 bilhões de litros produzidos anualmente”, destaca Pedro Bittar, Presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA). “Há muito espaço ainda para crescer”, conclui.

Óleo de Cozinha Usado (OCU)

Assim como as gorduras, o uso de Óleo de Cozinha Usado (UCO, sigla em inglês) possui importante participação como insumo na produção de biodiesel, chegando a representar cerca de 15% na Região Sudeste. O potencial de uso é muito grande: a estimativa de consumo de óleo comestível no Brasil foi de cerca de 4 bilhões de litros em 2022. Por ser uma matéria-prima residual, não são atribuídas emissões de gases de efeito estufa (GEE) a este insumo, maximizando o potencial de descarbonização do biodiesel, elevando a quantidade de Crédito de Descarbonização (CBIO) que pode ser emitida por volume produzido.

Petrobras e BNDES vão criar fundo para apoiar startups de inovação

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Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram estudos para estruturar um fundo para apoiar micro, pequenas e médias empresas de tecnologia e inovação na área de transição energética. O anúncio foi feito pela estatal nesta quarta-feira (21).Petrobras e BNDES vão criar fundo para apoiar startups de inovaçãoPetrobras e BNDES vão criar fundo para apoiar startups de inovação

O fundo será na modalidade Corporate Venture Capital (CVC), capital de risco corporativo, em português. Nesse modelo, grandes companhias investem nas chamadas startups – empresas menores com potencial de crescimento, notadamente de base tecnológica. É uma forma de corporações levarem para dentro de si esforços de inovação desenvolvidos por terceiros, que passam a ser parceiros.

Na fase inicial do estudo do CVC, a Petrobras e o BNDES vão identificar os setores mais promissores para este tipo de investimento, considerando temas relacionados à transição energética – diminuição de fontes de energia poluentes, como os combustíveis fósseis, em troca de energias limpas, como eólica, solar e biocombustíveis – e que estejam alinhadas às estratégias de longo prazo das duas entidades.

A iniciativa conjunta foi acertada por meio de um acordo de cooperação técnica assinado em julho do ano passado. A atuação entre o banco e a petrolífera é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança. O acordo tem vigência de 4 anos.

Gestão independente

De acordo com a Petrobras, esse primeiro fundo de CVC da companhia seguirá normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição ligada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil.

O gestor do fundo será escolhido por meio de edital público e terá independência para as decisões e investimentos. “A tese de investimento abrangerá negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética”, explica a estatal.

Plano estratégico

O plano estratégico da companhia prevê o montante de US$ 100 milhões – cerca de R$ 500 milhões – para a estratégia de investimentos em capital de risco corporativo até 2028. Os valores a serem aportados nesse primeiro CVC ainda serão submetidos às instâncias internas de aprovação da Petrobras e do BNDES.

Os objetivos dos dois parceiros são originação de negócios, desenvolvimento de fornecedores e mercados e inteligência tecnológica. Além disso, esperam remuneração do capital, ou seja, recuperar com ganhos financeiros o valor investido.

No comunicado distribuído pela Petrobras, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirma que a parceria “servirá de alavanca de crescimento para a captura de valor da inovação em energias de baixo carbono”, em linha com estratégicas divulgadas no plano estratégico 2024-2028.

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, enxerga complementaridade entre o investimento em CVC e pesquisas desenvolvidas dentro da empresa. “O CVC nos permitirá fomentar ideias e modelos de negócios inovadores, de maneira integrada ao arcabouço de inovação que a Petrobras já desenvolve no âmbito dos seus projetos de pesquisa e desenvolvimento”.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, investir em transição energética e em inovação é a solução para a garantia do desenvolvimento sustentável da economia brasileira. “O capital de risco é uma ferramenta importante para financiar micro, pequenas e médias empresas inovadoras, e o envolvimento de grandes empresas públicas, como BNDES e Petrobras, é um estímulo fundamental para que tenhamos novos saltos tecnológicos no país”, disse.

Casa do Trabalhador disponibiliza 27 oportunidades de emprego nesta quinta-feira em Amambai

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Nessa quarta-feira (21) as equipes da Casa do Trabalhador e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico receberam a visita da vereadora Cida Farias, vice-presidente da Câmara Municipal de Amambai. (Foto: Divulgação)

Vilson Nascimento 

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza 27 oportunidades de emprego nesta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

1 vaga para auxiliar estoque PCD (Pessoa com Deficiência)

1 vaga para vendedor

1 vaga para auxiliar técnico de mecânica

1 vagas para auxiliar engenheiro civil

4 vagas para gerente de produção

1 vaga para motorista de caminhão, ter CNH categoria D

2 vagas para motorista de caminhão

1 vaga para ajudante de eletricista

1 vaga para mecânico linha pesada caminhão

1 vaga para soldador

1 vaga para mecânico de veículos automotores a diesel

1 vaga para manicure

1 vaga para cabeleireira

1 vaga para auxiliar administrativo

1 vaga para motorista carreteiro

1 vaga para motorista entregador, ter CNH

1 vaga para trabalhar em fazenda (mexer com cria e recria gado ter disponibilidade de mudar para outro município)

1 vaga para estoquista

1 vaga para analista ambiental

1 vaga para auxiliar contábil

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa a Secretaria Municipal de

Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 13h. Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.

Empresários afetados por reoneração da folha cobram devolução de MP

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Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora

Associações e sindicatos patronais que representam os 17 setores econômicos afetados pela medida provisória (MP) que reonerou a folha de pagamento de funcionários lançaram, nesta quarta-feira (21), um manifesto em defesa da desoneração da folha, cobrando que o tema seja excluído da MP editada no final do ano passado pelo governo federal.Empresários afetados por reoneração da folha cobram devolução de MPEmpresários afetados por reoneração da folha cobram devolução de MP

“Solicitamos que a parte que trata de Desoneração da Folha de Pagamentos na MP 1202/2023 seja retirada, e que o encaminhamento seja feito por um projeto de lei”, diz o documento chamado Manifesto a favor da discussão democrática da desoneração da folha de pagamento, que deve ser entregue hoje ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).

Nessa segunda-feira (19), o governo informou que já há acordo para excluir a reoneração da medida provisória. Com isso, o Executivo deve enviar ao Parlamento um projeto de lei sobre o tema. Diferentemente da MP, que tem efeito imediato e, por isso, a cobrança dos tributos sobre a folha já retorna em abril, o projeto de lei precisa de aprovação e sanção presidencial para começar a valer.

Para os empresários afetados, a MP editada no final do ano passado é “antidemocrática, autoritária e inconstitucional” por contrariar uma decisão anterior do Congresso Nacional, que derrubou o veto presidencial contrário à desoneração.  “O que vemos contemporaneamente é um desrespeito ao que foi votado por três oportunidades no Congresso Nacional”, diz o documento.

O texto é assinado por 35 entidades patronais, entre elas, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a Associação brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

A presidente da Confederação Nacional de Tecnologia da Informação e da Comunicação (Contic), Vivian Suruagy, reclamou que a MP criou insegurança para os empresários.

“Essa situação nos faz segurar, infelizmente, todos os investimentos porque é impossível uma empresa do setor como o nosso de telecomunicações ter uma situação de aumento de impostos. Isso significa o que? Demissão em massa”, destacou.

Posição do governo

Já o governo espera conseguir a aprovação de um texto que represente um meio termo entre a reoneração total e a desoneração aprovada no ano passado. 

O Ministério da Fazenda afirma que a retomada da arrecadação por meio da reoneração da folha de pagamento dos empregados é fundamental para manutenção do déficit fiscal zero nas contas públicas neste ano. Segundo a pasta, as desonerações custam R$ 20 bilhões por ano e não estão previstas no orçamento.

O ministro Fernando Haddad tem defendido, como alternativa a reoneração total da folha de uma só vez, uma reoneração gradual da cobrança desse imposto. Segundo ele, o procedimento segue o modelo da reforma tributária, que estabelece a redução escalonada dos benefícios fiscais.

Só depois de 2027

Os empresários ouvidos pela Agência Brasil no lançamento do manifesto de hoje disseram que não aceitam um texto que possa ser diferente do que foi aprovado no ano passado.

“Nós estamos abertos para discutir tudo que seja bom pro país, contanto que seja mantida a lei que foi aprovada, ou seja, a desoneração até 2027”, informou a empresária Vivian Suruagy, da Contic.

Deputados e senadores que apoiam a desoneração também se manifestaram nesse sentido. A deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS), que relatou o projeto de desoneração na Câmara, reforçou que eles só aceitam mudanças depois de 2027. 

“O que nós aprovamos foi a prorrogação da desoneração até 2027. A gente tem espaço para discutir. Claro que tem espaço para discutir, mas só depois desse período.  O que o governo apresentou na MP ele vir apresentar em projeto de lei não faz sentido”, concluiu. 

Detran-MS alerta para os cuidados ao conduzir bicicletas elétricas, autopropelidos ou ciclomotores

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O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) alerta para a devida interpretação da Resolução 996, do Contran, publicada em 2023, que estabeleceu a classificação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, e principalmente quanto ao uso de equipamentos de segurança ao conduzir esses veículos.

Nos últimos dias, dois acidentes envolvendo veículos classificados conforme essas resoluções provocaram dúvidas quanto ao uso de equipamentos de segurança. Abaixo veja uma separação simples dos três tipos de veículo.

Veículos com acelerador manual não são bicicletas

Bicicletas são veículos de propulsão humana, ou seja, para seu deslocamento é necessária a força humana – a pedalada. No caso das bicicletas elétricas vale o mesmo princípio: o motor fornece uma assistência à medida que o ciclista pedala, diminuindo o esforço, o chamado pedal assistido. A presença de acelerador manual, que permitiria ao veículo acelerar sem que o condutor pedale, excluiria a obrigatoriedade da propulsão humana. Por isso veículos com acelerador, mesmo que também tenham pedal assistido, não se enquadram como bicicleta elétrica.

Conforme a Resolução 996 as bicicletas elétricas têm motor de até mil watts de potência e o auxílio do motor até a velocidade de 32Km/h. “Ao atingir 32 km/h o motor para de ajudar, mas se o ciclista pedalar mais, a velocidade pode aumentar”, explica a Gestora de Atividades de Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho.

Detran-MS alerta para os cuidados ao conduzir bicicletas elétricas, autopropelidos ou ciclomotores

Para conduzir as bicicletas elétricas, como as não elétricas, é recomendado o uso de capacete de ciclista, luvas e óculos de proteção. A circulação é a mesma da bicicleta convencional, por ciclovia ou ciclofaixa, e, quando não houver, nos bordos da pista, no mesmo sentido de circulação dos demais veículos. Não há necessidade de habilitação do condutor, idade mínima ou obrigatoriedade de registro do veículo.

E os veículos com acelerador manual?

A Resolução 996 apresenta dois tipos de veículos com acelerador manual. É necessária atenção à outras características que fazem a diferenciação.

Autopropelidos – são veículo de mobilidade individual, como patinetes, monociclos, overboards, scooters e similares. Também possuem velocidade baixa, com o máximo chegando a 32km/h. “Existem no mercado modelos de autopropelidos que visualmente são parecidos com bicicletas elétricas e ciclomotores. O que os diferencia é a distância entre eixos (entre o centro de uma roda e da outra) de até 130 cm, largura do guidão de até 70cm e possuir até 1000 Wats de potência.

Assim como as bicicletas, para conduzir esses veículos, não é necessária a Carteira de Habilitação, mas é recomendado o uso de capacete de ciclista, luvas e óculos de proteção. É permitida a circulação em ciclovias e ciclofaixas, dentro do limite de velocidade determinado pra via. Fora desses espaços recomenda-se a circulação pelo bordo da pista, no mesmo sentido de direção.

Ciclomotores – são os veículos que mais levantam dúvidas entre os condutores. Suas características são possuir até 4000 Wats de potência e alcançar velocidade maior, que pode chegar até 50Km/h. Para esses veículos, é necessário que o condutor tenha CNH ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), usar capacete de motocicleta e circular na via pública.

Detran-MS alerta para os cuidados ao conduzir bicicletas elétricas, autopropelidos ou ciclomotores

A Gestora de Atividades de Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho explica que é preciso distinguir os tipos de veículos elétricos de duas rodas. Se o veículo de duas rodas tem acelerador manual, não é bicicleta elétrica. “Os veículos podem ter pedal, ter uma baixa potência, mas se possui acelerador manual, são ciclomotores. Essa é a grande dúvida dos condutores, muitos desses ciclomotores são oferecidos como bicicletas elétricas ou autopropelidos, mas não são”, explica Elijane.

Veículos ciclomotores necessitam que o condutor possua CNH ou ACC e equipamentos de segurança iguais de motocicletas.

Registro do veículo

Conforme a resolução, os proprietários dos ciclomotores que não possuem o CAT (Certificado de Adequação a Legislação de Trânsito) e o código específico marca/modelo/versão devem providenciar o registro desses veículos até o prazo limite de dezembro de 2025. Após este período determinado pela legislação, os mesmos ficarão impedidos de circular em via pública sem a devida regulamentação.

Emmanuelly Castro, Comunicação do Detran-MS
Fotos: Ilustrativas

Cooperativa de catadores de recicláveis de Iguatemi ganha novo refeitório

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Foto: Assessoria

Atendendo uma reivindicação dos associados da Cooperativa de Triagem de Resíduos Sólidos do Município – COOPERCI, na manhã desta quarta-feira (20), foi realizada a entrega da obra de uma cozinha e uma despensa (toda em alvenaria) e uma área para ser usada como refeitório. O evento aconteceu na sede da Cooperativa e contou com a presença do Prefeito Municipal, Lídio Ledesma, Vereadores e Secretários Municipais. O pedido foi feito pelos associados e agora virou realidade. A cozinha tem totais condições de oferecer conforto para que eles possam ter um lugar de qualidade para suas refeições.

A obra, abrange uma área construída de 50,00 metros quadrados, com um valor investido de 108.748,55 (Cento e oito mil e setecentos e quarenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos), sendo parte desta verba, fruto de contribuição de emenda parlamentar da Deputada Mara Caseiro, solicitada pelo vereador Adilson Raldi, e o restante com recursos próprios da Prefeitura de Iguatemi.

No uso da palavra o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Edson Barbosa agradeceu o Prefeito Lídio pelo apoio e ressaltou a importância desta obra. Falaram também, a Bióloga do Município, Sirley Costa, o Presidente da Câmara de Vereadores Genésio Boamorte, o Vereador Adilson Raldi responsável pela emenda impositiva e para finalizar, o Prefeito Municipal, agradeceu a presença de todos os presentes, em especial dos cooperados da Usina de Reciclagem.

“Hoje é um dia muito importante para nós, e de fato fico muito feliz por estar entregando esta obra, para que vocês possam fazer suas refeições em um local apropriado e decente. Além disso, sabemos o quanto o trabalho de vocês é importante para nossa cidade”, destacou o Prefeito Lídio.